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És a nossa Fé!

Nuno, cinco anos depois

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Completam-se hoje cinco anos.

12 de Junho de 2020, Nuno Mendes estreava-se na equipa principal do Sporting, entrou para o lugar de um argentino.

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Anos mais tarde outro argentino seria importante na carreira de Nuno, conferir aqui.

Recentemente foi a selecção nacional a beneficiar do savoir faire de Nuno Mendes.

Campeão nacional pelo Sporting Clube de Portugal, campeão francês tendo como ajudante Messi e vencedor da liga das nações tendo como ajudante Cristiano Ronaldo.

Um jogador único, parabéns Nuno.

(recorte d' A Bola de hoje, p. 31, Jorge Pessoa e Silva)

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(detalhe da caricatura, de Ricardo Galvão, nas páginas centrais do jornal citado)

Faço consultas

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Confirmados os meus dotes de vidente e adivinho encartado (se se lembram apresentei antecipadamente aqui as minhas desculpas ao nosso Pedro Porro), informo que abrirei ainda antes das férias consultório nas especialidades acima referidas.

Não se admirem se eu em vez de usar uma bola de cristal use um calhau fossilizado, há por aí muitos, aqui na praia são em barda mas é preciso saber procurá-los e nas televisões são às carradas com a vantagem de que estão à mão de semear.

Ou até que se eu para adivinhar o futuro dos "pacientes" possa usar uma técnica alternativa, troque os percebes por lapas, ou assim, afinal o que eles quererão saber são os números do euromilhões, ou se o Félix vem para o Benfica, interessa-lhes lá saber as voltas que eu dou para lá chegar.

É como eu em relação à selecção e ao treinador Roberto Martínez. Ele foi contratado para ganhar títulos, ganhou, parece-me que os meios serão irrelevantes, considerando que os objectivos são atingidos. Se eu gosto ou não da "linha" que ele escala, das substituições que ele faz, dos jogadores que ele convoca, pouco interessa se ele no fim ganhar o jogo.

Ainda ontem vi um caceteiro encartado, na CMTV (na habitual ronda pelos vários canais), Rodolfo Reis de seu nome, a chamar burro a Roberto Martínez treinador vencedor da Liga das Nações. Este bem pode vir às minhas consultas, que será fácil adivinhar-lhe o futuro: Cinco tostões de kompensan para os dez tostões de tintol.

Nesta final quero destacar o colectivo, todos se bateram muito bem, fazendo sobressair as individualidades. Nuno Mendes confirmando-se como um jogador de excepção (o treinador espanhol às tantas teve que meter a carne toda no assador naquele lado, Porro inclusive, e foi como se nada se tivesse passado), Cristiano Ronaldo contrariando os marrecos que o dão a cada jogo como morto e enterrado (adoro quando dizem "ah, marcou porque estava à mama", como se "estar à mama" fosse fácil), marcou dois golos decisivos e Diogo Costa que desta vez nos deu mais uma alegria, ele que já tinha um feito semelhante (superior, vá) ao defender três penalidades numa meia-final.

Para terminar, quero apenas informar-vos que o consultório será ali à frente, na Praia de São Lourenço.

Bandeira azul.

Numa rocha qualquer.

 

PS: Já me esquecia: Pedro Gonçalves, Gonçalo Inácio, Francisco Trincão e Rui Silva há duas semans que não celebravam um título... 

Para festejar (10)

Primeiro bi em 74 anos, primeira dobradinha em 23

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Hoje há um motivo extra para celebrar: a conquista da segunda Liga das Nações pela selecção portuguesa. Com enormes profissionais formados no Sporting - destaco o eterno capitão Cristiano Ronaldo, com 138 golos marcados pela equipa das quinas (um contra a Alemanha na meia-final, outro contra a Espanha na final de Munique) e para Nuno Mendes, considerado o melhor jogador do torneio e já apontado como melhor ala esquerdo a nível mundial. Sem surpresa para quem viu esta final: o ex-ala do Sporting venceu cinco dos nove duelos com Lamine Yamal, seu antagonista directo.

Terceiro título da selecção em nove anos. Mas o mais saboroso continua a ser o primeiro: o Europeu de 2016. Disputado na épica final em Paris contra a selecção anfitriã - com aquele inesquecível golo de Éder enquanto CR7, lesionado logo no início da partida, ia dando instruções aos seus colegas do lado de fora.

É com um travo de nostalgia que vou escrevendo. Daí ter escolhido, para culminar estes festejos, uma bebida que muito aprecio mas raramente provo: Berneroy XO, calvados de suprema qualidade. Aguardente de maçã produzida exclusivamente na Normandia a partir da destilação de sidra e tornada emblema desta região no norte de França. Guardada para momentos de grande celebração.

Como este agora.

Sobre a inveja e outros defeitos graves

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A inveja é o maior "desporto" nacional.

Na hora de mais um triunfo da selecção portuguesa (o nosso terceiro título em nove anos), alguns marretas ocupam o tempo, uma vez mais, a vomitar ódio contra o melhor jogador português de sempre, capitão da equipa das quinas. E não só contra ele.

Ontem, antes do jogo, num "painel" televisivo, cinco desses gastaram toda a saliva disponível a disparar críticas de rajada a tudo quanto mexe na selecção. No final do jogo, voltaram a aparecer: aquilo parecia um velório, dava a ideia que lhes tinha falecido um ente querido. E lá vomitaram as mesma críticas como se o jogo não tivesse acontecido, como se Portugal não tivesse derrubado a "superlativa Espanha", como se o "velho Ronaldo" não tivesse voltado a marcar um golo decisivo, como se não fôssemos agora a única selecção com duas Ligas das Nações no palmarés (França uma, Espanha uma).

Enquanto o país celebra, aqueles tristes expunham a azia em directo, ao vivo e a cores. Pareciam espanhóis, muito tristes com a má exibição do "genial Lamine" a quem o "velho Ronaldo" roubou a bola num dos mais aplaudidos lances desta final que nunca esqueceremos.

Recomendo-lhes o que já aconselhei a outros: sais de frutos e bicarbonato de sódio. 

Enormes: somos os melhores

Portugal vence Liga das Nações

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A excelente selecção nacional de futebol, comandada por Roberto Martínez, acaba de vencer a Liga das Nações, batendo na final a poderosa Espanha, actual campeã europeia. Com 2-2 no final do prolongamento (golos dos leões Nuno Mendes e Cristiano Ronaldo) e triunfo nos penáltis. Convertidos por Gonçalo Ramos, Vitinha, Bruno Fernandes, Nuno Mendes (melhor em campo, neutralizando Lamine Yamal) e Ruben Neves. Diogo Costa defendeu o pontapé de Morata.

Terceira final ganha pela equipa das quinas em menos de dez anos. Depois do Campeonato da Europa em 2016 e da Liga das Nações em 2019.

Portugal é agora o único país com duas Ligas das Nações no palmarés.

Festejo? Celebro? Sinto-me feliz? Claro. Como milhões de compatriotas. Em todo o mundo.

Espero que pelo menos durante um par de dias os profetas da desgraça fechem a matraca. Também eles acabam de ser derrotados, por goleada.

Vitinha? A sério?

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Diz o capitão da selecção da república portuguesa:

"Deviam comparar Yamal a Vitinha"

Porquê? (pergunto)

Vitinha é um jogador a caminho dos 30 anos, formado pelo FC Porto. Desde a primeira época que jogou na equipa principal do clube de origem que a opção foi despachá-lo, primeiro para um clube que lutava para não descer em Inglaterra, como não conseguiram, despacharam-no para o periférico campeonato francês.

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Vitinha é suplente da selecção portuguesa e duvido que tenha um jogo, a sério, completo de quinas ao peito.

Lamine Yamal não tem idade para entrar num bar e beber uma cerveja, não tem idade para comprar um preservativo numa farmácia, não tem idade para conduzir, no entanto, foi ele que conduziu a selecção espanhola ao triunfo no Europeu de 2024, tinha 16 anos e 366 dias.

Quais as semelhanças entre Yamal e Vitinha, muito poucas, o clube onde o espanhol se formou não o quer despachar, pelo contrário, está a construir uma equipa à volta dele (como fez com Messi) para potenciar todas as qualidades do miúdo.

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O jogador mais parecido com Yamal é Gonçalo, titular do Sporting e titular da seleção.

Um jogador que o Sporting não quer despachar (como o FC Porto fez com Vitinha) um jogador muito mais titulado em Portugal que Vitinha, um jogador mais novo que Vitinha e um dos capitães do Campeão Nacional.

Um capitão de equipa tem obrigação de unir, tem de ser o porta voz do grupo, não pode destacar um suplente e humilhar os titulares.

Enfim que o jogo jogado com os pés e com a cabeça corra melhor à selecção da república que as palavras que foram jogadas antes do desafio.

Extraordinário

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Ele, uma vez mais. Cristiano Ronaldo foi decisivo ao marcar o golo do desempate e da vitória por 2-1 da selecção nacional contra a Alemanha. Golo que nos coloca na final da Liga das Nações, competição que já vencemos em 2019. Falta saber se defrontaremos Espanha ou França na final de domingo.

Com este golo, apontado aos 68', CR7 confirmou a sua extrema utilidade, aos 40 anos e quatro meses. Os imbecis do costume dizem que "está velho". Andam a uivar isso há uma década.

Foi o seu sétimo golo nesta campanha. O seu golo n.° 937 (irá ultrapassar os mil) como futebolista profissional. O seu golo n.° 137 com a camisola das quinas, que já envergou em 220 partidas. Mais do que os golos somados de Pauleta, Eusébio e Figo, os senhores que se seguem na lista dos artilheiros. Números galácticos.

Proeza maior ainda por termos jogado em Munique, no país da selecção adversária. Há 40 anos que não vencíamos na Alemanha - desde o célebre golo de Carlos Manuel em Estugarda que nos carimbou o acesso ao Mundial do México.

 

Ontem conseguimos a reviravolta depois de a turma germânica abrir o marcador, aos 48', por Wirtz.

Eles estiveram em vantagem durante um quarto de hora até surgir o empate, aos 63', por Francisco Conceição num forte pontapé de meia distância - golaço a fazer lembrar o de Carlos Manuel em 1985, precisamente.

Houve o dedo do seleccionador neste triunfo. Roberto Martínez leu bem o jogo, injectando adrenalina na nossa equipa com três substituições simultâneas: João Neves por Nelson Semedo, Trincão por Conceição e Ruben Neves por Vitinha. A tripla mudança resultou: foram mesmo trunfos.

 

Ao sair por sua vez, no minuto 90' (dando lugar a Palhinha), Ronaldo foi brindado com merecida ovação dos milhares de portugueses nas bancadas - e também de largas centenas de alemães.

Notas muito positivas para Diogo Costa (impediu golos aos 19' e 21'), Nuno Mendes, Pedro Neto, Conceição e Vitinha. Além dos "nossos" Bruno Fernandes e CR7, naturalmente. No fim, andámos sempre mais próximo do terceiro do que a Alemanha de chegar ao empate. Ter Stegen negou golos a Diogo Jota (89') e Bruno Fernandes (90'+5).

O meu caloroso e prolongado aplauso aos bravos heróis de Munique. Agora que venha a final.

Cristiano «não faz cortes nem carrinhos»...

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Ontem continuou o tiro ao Ronaldo entre os comentadores tugas. Um deles bradava na pantalha contra CR7 por não ter feito «nem cortes nem carrinhos», comparando-o desfavoravelmente a Gonçalo Ramos no Portugal-Dinamarca - que vencemos por 5-2.

Enfim, é o que há. Muito sofre esta gente com o facto de o maior goleador da história do futebol ser português. Custa mais ver um compatriota chegar ao topo, bem longe dos que estão condenados a permanecer na base.

CR7 vive anestesiado contra isto. Responde como sabe: com golos, sempre com mais golos. Faltam 71 para atingir os mil - marca nunca antes alcançada. 

Vai lá chegar.

A azia

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A selecção de Portugal qualificou-se esta noite, no Estádio José Alvalade, para a final-a-quatro da Liga das Nações. Iremos disputar o próximo encontro a 4 de Junho contra a Alemanha, selecção anfitriã.

Qualificámo-nos com goleada à Dinamarca, que derrotámos por 5-2 após prolongamento, superando o resultado desfavorável (0-1) que trouxemos de Copenhaga. 

As outras selecções que marcarão presença em Estugarda ou Munique são as da Espanha (que ontem só ultrapassou a da Holanda nos penáltis) e as da França (após superar a da Croácia, igualmente ontem, na lotaria das grandes penalidades).

A Alemanha chega lá após eliminar a Itália, mesmo à tangente.

 

Como adepto da selecção que sempre fui, só posso aplaudir.

E divirto-me com a azia que vou observando à minha volta. Começando nos comentadores televisivos, que esta noite gastaram dois terços do tempo a denegrir a equipa nacional. Quem ignorasse o resultado julgaria que tínhamos perdido e ficado excluídos da fase culminante da prova em vez de termos eliminado os dinamarqueses. 

Vários destes comentadores desancaram Cristiano Ronaldo - passatempo favorito deles há mais de uma década. Indiferentes ao facto de o craque madeirense ter apontado contra a selecção visitante, em Alvalade, mais um golo: o nosso segundo da noite, aos 72', em oportuníssima recarga na sequência de um petardo de Bruno Fernandes ao ferro. Assim se redimindo de ter permitido defesa de Schmeichel ao bater mal um penálti aos 6'.

Foi o golo n.º 136 de CR7 pela equipa das quinas. E o seu golo n.º 929 em competições oficiais, número que o credita como maior goleador da história do futebol.

Quem o detesta - e são muitos, nesta terra de gente invejosa - redobrou a azia. Porque Portugal passou, porque Ronaldo marcou. 

É chato, como diria o outro.

 

Mas há ainda mais aziados. Infelizmente, tenho de assinalar, também entre os sportinguistas. Todos aqueles que andam desde o início da temporada a rogar pragas a Francisco Trincão, zurzindo-o nomeadamente nas caixas de comentários deste blogue, tiveram de engolir duas ameixas com caroço. Precisamente os golaços que ele marcou no relvado de Alvalade. Foi mesmo decisivo para que a nossa selecção conseguisse o apuramento neste jogo dos quartos-de-final da Liga das Nações.

Roberto Martínez não apostou nele como titular. Mas aos 81', quando saltou do banco substituindo Dalot, o canhoto do Minho fez logo a diferença. Aos 86' meteu-a lá dentro, correspondendo da melhor maneira a centro de Nuno Mendes, outro herói da partida. E aos 91' - primeiro minuto do prolongamento, após 3-2 no fim do tempo regulamentar - voltou a facturar com talento e classe, numa bola rasteira em arco, após defesa incompleta de Schmeichel a remate de Gonçalo Ramos.

Trincão teria ainda intervenção directa no quinto golo, com passe muito bem medido para Diogo Jota, que a deixou para Ramos: este limitou-se a empurrá-la para o sítio certo.

 

Azia máxima para os detractores de Trincão. Começando pelos internos, aqueles sem os quais o Sporting nunca precisa de inimigos pois encarregam-se eles mesmos de tentar denegrir alguns dos nossos melhores.

Sem sucesso, porque a caravana segue em frente.

Ele marca que se farta

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Cristiano Ronaldo acaba de marcar o golo n.º 927 da sua carreira oficial como futebolista, agora ao serviço do Al-Nassr, em jogo a contar para os quartos-de-final da Liga dos Campeões asiática. A equipa seguiu em frente eliminando o Esteghlal por 3-0, com CR7 a marcar o segundo, de grande penalidade.

Extraordinário: o maior goleador de todos os tempos, formado no Sporting, já regista mais golos marcados desde que festejou 30 anos do que antes.

Apetece perguntar: acreditam que chegará aos mil? E poderá marcar o milésimo golo vestido de verde e branco?

Mercado de Inverno

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Tiago Santos: oportunidade perdida

 

Parece que o Sporting está no mercado, como agora se diz. Mercado de Inverno.

A ver se as escolhas são acertadas e não vêm barretes como Fresneda, que custou 9 milhões de euros. Nem extremos tão caros como Maxi Araújo, que custou 14 milhões sem até agora ter justificado tanto investimento.

A ver também se não damos novos tiros nos pés. Como quando deixámos fugir o Tiago Santos, que fez toda a formação no Sporting, durante 12 anos, sem nunca ter ascendido à equipa principal. Acabou "emprestadado" ao Estoril, que vendeu 80% do seu passe ao Lille por 6,5 milhões e meio de euros.

O jeito que ele nos dava agora, tão carenciados estamos de um lateral direito...

 

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Cristiano Ronaldo já só custa 12 milhões: será desta?

 

Entretanto, em final de contrato com o Liverpool, estão dois craques de fama mundial: Trent Alexander Arnold e Mohammed Salah. Preços de mercado? Segundo o Transfermarkt, 75 milhões de euros para o primeiro, 55 milhões para o segundo.

Prestes a terminarem contrato com o Bayern de Munique, ficando livres no final da Primavera, estão Joshua Kimmich, Alphonso Davies e Leroy Sané. Os dois primeiros custam 50 milhões, o franco-alemão é ligeiramente mais barato: apenas 45 milhões.

Numa escala já bem diferente, o antigo Bola de Ouro Luka Modric também ficará livre: faltam escassos meses para finalizar o contrato que ainda o Liga ao Real Madrid. Tem 39 anos, só vale 5 milhões. Uma pechincha. 

Finalmente, Cristiano Ronaldo. Regressa ao mercado no próximo Verão, já longe do escol dos futebolistas mais caros do planeta. Prestes a fazer 40 anos, bastarão uns 12 milhões para contratá-lo.

Ainda virá um dia para o Sporting?

Cristiano Ronaldo a caminho dos mil golos (mais dois marcados ontem)

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Foto: Estela Silva / Lusa

 

Cristiano Ronaldo, ele mesmo.

Cristiano Ronaldo, uma vez mais.

Grande figura do encontro de ontem à noite, debaixo de chuva, em que a selecção nacional goleou a da Polónia por 5-1. O nosso maior triunfo de sempre frente aos polacos.

CR7 foi o melhor em campo. Sem surpresa, acabou vitoriado por quase 50 mil espectadores no estádio do Dragão. Confirmando que mantém intactas as qualidades que todos lhe reconhecem no planeta Futebol.

Marcou dois golos - o primeiro (segundo da equipa das quinas), de penálti, aos  72'; o segundo (quinto da selecção), aos 87', num espectacular pontapé de bicicleta. Imagem que certamente dará a volta ao mundo. E ainda foi dele o passe para o quarto, marcado aos 83' por Pedro Neto.

 

Este triunfo categórico valeu pelos golos, claro. Também o primeiro, ao 59', foi digno de prolongado aplauso, num contra-ataque muito rápido iniciado e concluído (de cabeça) por Rafael Leão, com primorosa assistência de Nuno Mendes. E o terceiro, golaço de Bruno Fernandes aos 80', fuzilando a baliza num disparo a quase 30 metros de distância.

Valeu também, claro, por ter confirmado a passagem da nossa selecção aos quartos-de-final da Liga das Nações, assegurando a liderança do grupo A mesmo sem termos disputado ainda o último jogo, que será contra a Croácia.

Roberto Martínez só pode estar satisfeito. Tem um saldo muito positivo: 19 vitórias, três empates e apenas três derrotas em 25 desafios ao comando da selecção. Com 67 golos marcados e sete sofridos.

 

Mas o destaque maior vai mesmo para Ronaldo. 

Com os dois marcados ontem, já apontou 135 golos em 217 jogos com o emblema nacional ao peito - quatro dos quais nesta fase de grupos da Liga das Nações. 

Mais impressionante ainda: tem agora 37 golos apontados no ano civil em curso. A escassos meses de completar 40 anos. E um total de 910 golos oficiais no conjunto da carreira. Já ninguém duvida que chegará aos mil. 

Melhor jogador português de sempre. O melhor do mundo.

 

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Jovens adeptos celebram 910.º golo oficial de CR7 ontem com ele no estádio do Dragão

Selecção: três jogos, três vitórias

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Bernardo e Ronaldo, artilheiros de serviço em Varsóvia. Na selecção só há um emblema: o das quinas

Foto: Miguel A. Lopes / Lusa

 

Vencer, na selecção tal como no Sporting, tornou-se a regra. Ontem, num jogo que chegou a ter momentos de brilhantismo, a equipa nacional silenciou quase 57 mil pessoas que enchiam as bancadas do estádio ao vencer a Polónia por 3-1. Em Varsóvia.

Terceiro jogo, terceiro triunfo - após as nossas vitórias contra a Croácia e a Escócia. 

Cristiano Ronaldo voltou a marcar - passam os anos e ele não pendura as chuteiras, contrariando os sujeitos que há tanto tempo despejam ódio contra ele. Foi dele o segundo golo, de recarga, após Rafael Leão ter mandado a bola ao ferro. Bernardo marcou o primeiro, com assistência de Bruno Fernandes - um dos melhores em campo. O terceiro resultou dum autogolo polaco, fixando o resultado (ao intervalo vencíamos 2-0). Já com Trincão em campo: entrou aos 64', substituindo Leão, outra das figuras do jogo, tal como Nuno Mendes.

Renato Veiga, central à esquerda, estreou-se na selecção A. Aproveitando a ausência de Gonçalo Inácio devido a problemas físicos.

Tudo está bem quando acaba bem. Seguimos para os quartos da Liga das Nações. Parabéns aos nossos jogadores. Todos eles, sem distinções de clube.

Na selecção, só existe um emblema. O das quinas.

Soma e segue

Diziam que está "velho". Alguns, os mais imbecis, zurram isto desde o final da década passada.

Aos 39 anos, Cristiano Ronaldo continua a calar estes idiotas. Acaba de marcar mais um golo decisivo, outro golo que deu o triunfo à selecção nacional. Desta vez contra a da Escócia.

Aconteceu aos 88', repetindo-se o que sucedera na partida anterior, frente à da Croácia: cruzamento perfeito do nosso Nuno Mendes e o melhor do mundo a enfiá-la no sítio certo. Pouco antes, aos 82', já havia enviado duas vezes a bola aos ferros. E aos 77', num precioso toque de calcanhar, ofereceu de bandeja um golo que o rapaz Félix desperdiçou, bem ao seu estilo.

Para tingir ainda mais de verde a noite da Luz, o primeiro golo (54') resultou de um grande disparo de Bruno Fernandes. Que hoje celebra o 30.° aniversário. Foi ele a oferecer a prenda...

Seguimos invictos na campanha da Liga das Nações. Com CR7 igual a si próprio: soma e segue. São já 901 golos, 132 pela selecção. 

Mais uma noite de pesadelo para a falange anti-Ronaldo: devem tomar doses reforçadas de pastilhas contra a azia. É a vida.

O golo número 900 de Cristiano Ronaldo

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O futebol faz mover paixões e lega-nos memórias inesquecíveis devido à sua imparável força icónica. Pensei nisto ao ver ontem Cristiano Ronaldo marcar o golo oficial número 900 da sua longuíssima carreira como futebolista profissional. Foi no estádio da Luz, correspondendo da melhor maneira a um soberbo cruzamento de Nuno Mendes. Em posição frontal, sem deixar a bola tocar no chão.

Aconteceu aos 34 minutos do Portugal-Croácia, jogo inaugural da Liga das Nações que vencemos por 2-1. O primeiro havia sido marcado por Dalot logo aos 7', portanto aquele golo do melhor jogador do mundo revelou-se decisivo contra a excelente selecção croata, onde pontifica outro jogador fantástico: Luka Modric, que daqui a três dias festeja 39 anos - os mesmos que Ronaldo já tem.

Ao contrário do que se esperava, CR7 não celebrou o quase mítico n.º 900 - e o n.º 131 ao serviço da selecção nacional - com aquele seu salto que muitos tentam imitar nos relvados ou fora deles. Dirigiu-se a um dos cantos e ajoelhou. Como em prece de agradecimento por ter sido tão fadado com o dom do golo.

Permaneceu assim longos segundos, como se alheado da multidão que o ovacionava, até Bruno Fernandes ir ter com ele, fazendo sinal para que se levantasse. Então lá vimos o Ronaldo a que nos habituámos. Já quase quarentão mas exibindo ainda sorriso de criança cada vez que marca mais um golo. Como fazia em miúdo, quando jogava à bola na rua.

Querem um exemplo da magia do futebol? Pois é este mesmo.

Mbappé, digno herdeiro de Ronaldo

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Delírio entre os madridistas: Kylian Mbappé foi ontem apresentado perante 80 mil adeptos no estádio Santiago Bernabéu. Vai formar uma equipa galáctica com Courtois, Alaba, Modric, Bellingham e Vinicius.

Chega ao Real, aos 25 anos, beneficiando do maior "prémio de assinatura" de que há memória: uma quantia entre 117 milhões e 150 milhões de euros. São para ele, pois estava livre de qualquer vínculo anterior: havia chegado ao fim o seu contrato com o PSG, clube onde manifestamente não foi feliz. Como já houve quem titulasse, com manifesta ironia, é «a transferência gratuita mais cara da história» do futebol.

Na apresentação, Mbappé falou num castelhano fluente - prova inequívoca de que este foi um passo preparado com a devida antecedência. E repetiu as palavras de Cristiano Ronaldo, no mesmo local, quando foi apresentado em 2009 aos sócios do Real Madrid. 

«Assisti a todos os jogos do meu ídolo Cristiano Ronaldo. É um prazer ser uma criança que teve um sonho e que agora está aqui. É um privilégio porque agora é a minha vez.»

Palavras eloquentes.

Em Madrid, Mbappé manterá 80% dos seus direitos de imagem. O outro único astro do Real que ali teve este estatuto foi precisamente Cristiano Ronaldo, em 2009. Contrariando a prática habitual: os jogadores do Real costumam partilhar os seus direitos de imagem em partes iguais com o clube.

Com uma fonte de inspiração como esta, o craque francês acaba de dar o passo mais adequado na sua carreira. Não custa vaticinar que irá ainda muito mais longe. Ele merece.

 

ADENDA: Mbappé sobre CR7: «Europeu foi difícil para Ronaldo, mas não muda a lenda que é»

{ Blogue fundado em 2012. }

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