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És a nossa Fé!

Onde andavam as carpideiras?

 

Lembram-se do épico Suécia-Portugal (2-3) disputado a 19 de Novembro de 2013 que ditou a nossa qualificação para o Mundial do Brasil com uma exibição de sonho de Cristiano Ronaldo, marcador dos três golos portugueses?

Eis o vídeo com o resumo desse jogo, em que Cristiano levou a equipa das quinas às costas e venceu no duelo muito particular com Ibrahimović. Reparem no que acontece aos 6' e 50'', mal o nosso capitão acaba de marcar o terceiro: na euforia da celebração, ele pega na braçadeira e atira-a ao relvado. 

Ouviram alguma carpideira nas pantalhas rasgar as vestes contra este acto de lesa-patriotismo? Pois claro que não: nem o mais leve sussurro. Dessa vez cantaram o hino e enfiaram a indignação no saco.

 

ADENDA: O desvario vai subindo de tom. Esta noite ouvi dizer que CR7 «é um mau exemplo para a juventude e para o mundo» e «ultrajou um símbolo nacional».

O mais invejado do mundo

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Ser o maior do mundo provoca efeitos secundários: Cristiano Ronaldo é também o futebolista mais invejado do mundo.

Que o seja pelos próprios compatriotas, já não estranho: sempre tivemos uma certa tendência para a autoflagelação. E a clubite aguda leva muitos benfiquistas e alguns portistas a detestá-lo só por ter sido formado na Academia leonina.

Lamentável? Claro que sim. Nunca vi, por exemplo, um argentino falar ou escrever contra Messi.

 

Acontece que CR7 volta a ser notícia. Não por motivos fúteis mas por contestar um gravíssimo erro da equipa de arbitragem no Sérvia-Portugal que lhe anulou um golo limpo no último lance da partida, disputada em Belgrado. Este erro - que alguns pretendem menorizar - pode custar-nos o apuramento para o Mundial de futebol.

As imagens do protesto deram a volta ao mundo. Cristiano, tão bom a comunicar como a jogar, sabia o efeito que produziria. Assim aquele erro indesculpável tornou-se notícia em todos os continentes. Não reparou a injustiça de que fomos vítima, mas deu-lhe projecção universal. 

 

Fez ele muito bem ao proceder como procedeu: assim o roubo não passou despercebido. E ou muito me engano ou o gesto do capitão da equipa das quinas traçará uma linha de fronteira: a FIFA passará finalmente a incluir a tecnologia de linha de baliza e o vídeo-árbitro nas competições para o apuramento do Mundial.

Acontece que por cá, nas redes sociais e nos meios de informação, muita gente ferveu de indignação ao vê-lo atirar a braçadeira ao chão mal saiu de campo. Dizem-me (não vi) que nessa mesma noite um canal de televisão dedicou duas horas (!) ao tema. Com intervenientes escandalizados, não com o roubo mas com o gesto de Cristiano. 

Preferiam talvez que comesse e calasse.

Como se o roubo de catedral que tanto nos prejudicou não devesse ter sido assinalado com fúria e frustração.

Como se fizessem tábua rasa desta sabedoria popular que nos devia servir de lema: quem não se sente não é filho de boa gente.

 

ADENDA: O VAR é uma conquista civilizacional do futebol. Como é possível duvidar-se disto? Que a mais elevada instância da modalidade prescinda deste instrumento já utilizado nas competições internas para analisar os lances polémicos na fase de apuramento do Mundial é algo que roça o escândalo.

A braçadeira do capitão

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Nesta ilustrativa ilustração patenteia-se o cérebro e o cerebelo daqueles - sportinguistas, portistas, benfiquistas, e outros istas - que discutem, ofendidos, a reacção de Cristiano Ronaldo após lhe ter sido espoliado um golo. Tremem irados esses "istas" como se o CR7, ao atirar a braçadeira que o identificava como representante da equipa dentro de campo, tivesse ofendido as placentas que, infelizmente, lhes permitiram aceder a este mundo. 

 

Deixem-se de mariquices

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Hoje os detratores de Cristiano Ronaldo estão eufóricos.

- O gajo não jogou nada e ainda fez merda com a braçadeira de capitão. Deve deixar de ser o capitão, Fernando Santos e a federação têm que tomar medidas!

Pois é, mas mesmo não jogando nada ( e não jogou ), lá marcou o golito da ordem, que por acaso até nos daria a vitória e três pontos. Quer dizer ele marcar, marcou, mas o senhor holandês decidiu "improvisar" e não considerou que uma bola que esteve meio metro dentro da baliza fosse golo. Até pediu desculpa no fim, ao treinador Fernando Santos, mas como diz o Povo e com imensa razão, as desculpas evitam-se.

Tive o cuidado de, logo que acabou o jogo, dar uma volta pelos sites dos jornais desportivos de referência a nível mundial e o que aparecia? A foto de Ronaldo a atirar com a braçadeira ao chão e uma foto algo estranha de uma bola dentro da baliza com um jogador de vermelho a tentar evitar que tivesse entrado.

Algum de vocês que lê estas linhas pensará que se não fosse o episódio da braçadeira, algum desses jornais se referiria ao golo gamado descaradamente? Provavelmente passaria em rodapé ou até nem isso. Ao tomar a atitude que tomou, Ronaldo chamou a atenção para uma injustiça que nos pode custar o apuramento e alguns milhões de Euros deixarão de entrar na federação.

E ainda há virgens ofendidas com o gesto e a braçadeira e o diabo a sete.

Só há uma dúvida que terei que ir esclarecer e é se o árbitro é familiar do gajo que nos acusou de só querermos putas e vinho verde...

Ronaldo atira com a braçadeira para o Capucho

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"A história de eu atirar com a braçadeira para o chão está mal contada, atirei-a para o Capucho, caiu para o chão"

Jorge Costa, "o bicho" (actual treinador do Farense).

João André pergunta num comentário, o que acha este "blog" sobre a atitude de Cristiano Ronaldo, a nossa sala de reuniões, o café Império, não permitiu uma reunião do nosso colectivo para tomarmos uma decisão conjunta sobre o tema.

Darei, no entanto, a minha opinião.

Eu, como treinador da selecção, tomaria, exactamente, a mesma atitude que Octávio Machado tomou como treinador do Porto.

Não retirava Cristiano Ronaldo da equipa mas retirava-lhe a braçadeira.

Já dizia o tio do homem-aranha: "grandes poderes implicam grandes responsabilidades".

Roubados

Falamos nós dos árbitros portugueses, apontando o dedo acusador à incompetência desses senhores de apito.

E há até quem defenda que os jogos do nosso campeonato devem passar a ser arbitrados por estrangeiros.

Recomendo a todos estes que reparem no roubo de catedral que hoje aconteceu em Belgrado. Um assalto do árbitro holandês à nossa selecção, anulando um golo limpo de Cristiano Ronaldo, que ao cair do pano nos daria a vitória por 3-2 frente à Sérvia na campanha para a qualificação do Mundial-22. 

Não faço ideia como se diz ladrão em holandês. Mas de uma coisa tenho a certeza: árbitros estrangeiros em Portugal, nem pensar. É mais patriótico quando são portugueses a roubar-nos.

 

ADENDA: Magnífico passe de Nuno Mendes assistindo no golo limpo de Ronaldo que o apitador anulou. Não entendo como Fernando Santos o retirou hoje do onze titular após exibição muito positiva do nosso ala esquerdo frente ao Azerbaijão.

Cristiano Ronaldo

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O Porto elimina a Juventus (até eu botei sobre isso). Como é normal nestas ocasiões adeptos do clube vencido, jornalistas, comentadores e até técnicos italianos cairam sobre a equipa derrotada. E sobre a sua estrela maior, Cristiano Ronaldo. É certo que Juventus parece um pouco em fim de ciclo, talvez por exaustão vencedora (nove campeonatos seguidos) ou por veterania do plantel, ou mesmo por inexperiência do actual treinador. Ainda assim foi notório nos dois jogos contra o Porto que Ronaldo não esteve em grande plano.

Que li nos comentários, em blogs, no facebook, e nos comentários dos leitores de jornais desportivos? Invectivas a Cristiano: "está acabado", "dedica-te aos negócios", "que vergonha, arrasta-se nos relvados" e outras até ordinárias. Elaborações amadoras, de mero espectador, sobre como o Porto minorou a capacidade ofensiva da Juventus? Como a marcação (à zona) ao CR7 o constrangeu? Nenhuma, nem uma para amostra. Apenas a raiva contra o melhor jogador português.

Quatro dias depois Cristiano Ronaldo está a jogar no campeonato italiano, esse que tem a fama e o proveito de ser o mais fechado, o mais competente defensivamente. À meia hora já marcou um tricórnio. Aos 36 anos, já agora. Um "penalti" bomba, e outros dois grandes golos, em termos de execução técnica.  

Porquê este azedume, patético, de portugueses contra um jogador que tanto tem contribuído para as festas nacionais com a selecção nacional? Que nem sequer, apesar da sua origem sportinguista, tem um largo passado no futebol sénior afrontando os clubes rivais? Isto é mesmo a mediocridade, a raiva contra o sucesso do compatriota. Nada mais do que isso. Gente pungente.

 

What if?

Na semana em que a Juventus é afastada nos oitavos de final da UCL, saem notícias da insatisfação de Cristiano Ronaldo na Juventus e um dirigente do clube italiano admite a possibilidade de saída do jogador no final da época. Há poucos dias soube-se que o atleta havia mudado a sede da sua empresa para Portugal. Ontem, a mãe do jogador, adepta assumida do Sporting C.P., publicou nas redes sociais um vídeo festejando a vitória em Tondela, com uma camisola nº 7, com o nome do craque português estampado nas costas. O episódio até motivou uma divertida resposta do actual dono, Tabata.

A academia de Alcochete foi baptizada com o nome de Cristiano Ronaldo, na próxima época o Sporting C.P. será equipado pela NIKE.

Para já, tudo não passa de enorme coincidência...

Ronaldo: em Alvalade, sim; no Sporting, muito dificilmente

Depois das desilusões havidas com o não regresso de Paulo Futre e de Luís Figo ao Sporting, no ocaso das respectivas carreiras, nunca alimentei o sonho de assistir um dia ao regresso de Cristiano Ronaldo a Alvalade e ao Sporting para jogar de novo com a nossa camisola. Infelizmente, o exemplo de Rui Costa é caso isolado...

Como diria o mister Fernando Santos, na realidade, o mais certo, nos próximos tempos, será o regresso de Ronaldo a Alvalade, seja pela Selecção, seja pela Juventus na Champions (assim cheguemos lá!), e não também o regresso ao Sporting. 

Apenas duas circunstâncias especialíssimas poderiam, eventualmente, levar a que Ronaldo, arrepiando o caminho enveredado por Futre ou Figo, vestisse novamente a camisola verde e branca, para gáudio da massa adepta leonina.

A primeira, seria o nosso craque fazer questão de contar no seu palmarés com um campeonato doméstico, fazendo, assim, o pleno de ser campeão em todos os países onde jogou. Ronaldo é conhecido como um atleta ambicioso e esse poderia, de facto, ser um poderoso incentivo.

A segunda, seria a sua Mãe D. Dolores, fervorosa adepta sportinguista, expressar a vontade de ver o seu menino jogar novamente pelo clube de sempre, fazendo lobby por isso.

Na falta de Ronaldo, já me darei por muito contente se mantivermos o João "Pantufas" Mário para além desta época.  

Um nacionalismo às avessas

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Nem de propósito. Manifestava eu ontem a minha perplexidade por haver tanta gente - sportinguistas incluídos - a jurar que Maradona tinha sido o melhor futebolista de sempre, quando temos o Cristiano Ronaldo felizmente vivo, com saúde e ainda a jogar com a qualidade que sabemos: leva 79 golos marcados pela Juventus, acaba de marcar mais dois, neste ano civil já facturou 42 e tem um impressionante total de 474 somados ao serviço do emblema italiano, do Manchester United e do Real Madrid, colossos do futebol mundial. E marca de todas as formas: com o pé direito, com o esquerdo e de cabeça, dentro da área e de meia-distância, de bola parada e em lances corridos. É detentor de cinco Bolas de Ouro, nenhuma delas alcançada por favor ou por acaso.

Perguntava eu ontem, em jeito de perplexidade, o que tem a mais o falecido astro argentino que nasceu em ambiente de pobreza e levou a selecção do seu país ao colo no Mundial de 1986 (dando-lhe até uma célebre mão, ilegal em futebol, no jogo contra a Inglaterra) do que tem Pelé, igualmente nascido numa família muito pobre e se sagrou tricampeão mundial. Ou que o italiano Paolo Rossi, falecido também há dias, e que levou a selecção do seu país ao colo (sem golos com a mão) no Mundial de 1982. Ou que o Cristiano, outro imenso profissional do futebol oriundo de uma família desfavorecida e que superou esse estigma com muito trabalho, muita tenacidade e a preciosa ajuda da formação sportinguista, começando por esse incansável descobridor de talentos que é mestre Aurélio Pereira.

 

Nem de propósito, dizia eu. Horas depois, a France Football anunciava a sua sempre ansiada escolha para o ano prestes a terminar. Desta vez não há Bola de Ouro, mas onze menções douradas, correspondentes a diferentes posições no terreno: foi eleito o melhor onze da história do futebol. Numa alusão evidente a um facto por vezes esquecido: o futebol é um desporto colectivo, no relvado ninguém consegue nada sem o esforço dos colegas.

Lá estão Pelé e Maradona, claro. Como estão o russo Iachine, o espanhol Xavi, os alemães Beckenbauer e Matthäus, o italiano Maldini, os brasileiros Cafu e Ronaldo. Lá está o genial Messi, compatriota de Maradona. Faltam outros, como Di Stefano ou Iniesta - já sem falar em Puskás, Charlton, Zidane e Pirlo: um onze não dá para todos. 

 

Mas o que me interessa salientar é a presença de Cristiano Ronaldo neste onze ideal da história do futebol, eleito com a chancela de uma das mais prestigiadas publicações da modalidade. O nosso Cristiano - o pronome possessivo neste caso tem duplo significado, pois alude não só à nacionalidade mas também à filiação clubística do artilheiro da Juve. 

Ele mesmo, infelizmente, ontem tão denegrido nesta caixa de comentários. Até por gente que se intitula sportinguista. Ao contrário dos argentinos - que idolatram até ao desvario os seus símbolos nacionais - nós, portugueses, praticamos um nacionalismo às avessas: quanto mais afinidades temos com certa figura de fama planetária, quanto mais perto ela está de nós, mais facilmente a denegrimos. E é quase sempre lá fora que lhe prestam justiça.

Nem por ser tão frequente esta evidência se torna menos triste.

Maradona e Cristiano Ronaldo

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Ando a ouvir e a ler, há semanas, que Maradona foi o melhor futebolista de todos os tempos. A pretexto da sua morte, as hipérboles sucederam-se numa espiral de títulos delirantes: não faltaram jornais a gritar em manchete que Deus tinha morrido. 

Distante de tudo isto, e sem paciência para esta canonização laica do astro argentino que foi campeão mundial em 1986, limito-me a perguntar: o que tinha Maradona a mais do que tem, por exemplo, o nosso Cristiano Ronaldo?

Logo joga a selecção

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No seguimento do excelente post do AntónioF, mesmo aqui antes deste, quero lembrar que hoje teremos uma equipa "de todos nós" como é usual dizer-se, muito mais coesa, a fazer circular muito melhor a bola, a ter muito mais recursos de jogo, a fazer brilhar as estrelas que constituem este emblema ainda campeão da Europa em título. E tudo isto por culpa, perdão, pela feliz coincidência da ausência de Ronaldo, covidado, que não deixa irradiar a magnitude dos colegas e qual puto dono da bola a quer só para ele, tornando o jogo da selecção maçador, entendiante, previsível e deixando todos os outros reféns do seu humor futebolístico, que como se viu nos dois últimos jogos foi um dó de ver.

Quem me disse isto foi o Tadeia e o Lobo e o Rita, quando lhes perguntei o que achavam do jogo de logo à noite.

Entretanto ontem ouvi o seleccionador/treinador dizer que um grupo nunca fica melhor sem o seu melhor.

Tendo em dar mais crédito aos primeiros. O que é que o Fernando Santos percebe de bola, pá?

Só para concluir este assunto

Obviamente orgulha-me que o Cantona seja sportinguista e sócio do Sporting, se for essa a sua vontade. Agora não me parece bem que o Sporting lhe ofereça um título honorífico.

Não estou a comparar o sportinguismo do Ronaldo com o do Cantona (embora acredite em ambos). A ligação do Ronaldo ao Sporting é bem mais forte, mais antiga e mais profunda, e também me enche (a mim e a todos os sportinguistas) de orgulho. Dito isto, o Cristiano Ronaldo ainda não fez o suficiente pelo Sporting para merecer uma distinção como a de dar o seu nome à Academia do clube. Talvez daqui a alguns anos a realidade seja outra, e esta distinção se justifique. Espero sinceramente que assim seja. Por agora, parece-me muito cedo para atribuir tal distinção. É a minha opinião.

Teorias da conspiração

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Não deve haver clube em Portugal - e talvez até no mundo - tão fértil em teorias da conspiração como o Sporting.

O que quer que possa ser dito ou decidido, em Alvalade, obedece sempre a uma lógica oculta e maquiavélica. É assim que muitos pensam.

 

Ontem, ao escrever aqui no blogue a minha posição favorável à atribuição do nome de Cristiano Ronaldo à Academia leonina, neste assunto em divergência com um texto anterior do Filipe Moura, logo fui brindado por amáveis leitores com a suspeita de que estaríamos perante uma decisão anunciada agora - antes do início do nosso primeiro jogo oficial da época e a duas semanas do fecho do mercado de transferências - «para distrair» os adeptos dessa magna questão que é a votação, em assembleia geral ordinária, do relatório de gestão e contas do exercício financeiro anterior e do orçamento para o próximo exercício.

 

Salvo o devido respeito, como agora é norma dizer-se em todos os programas de debate futebolístico, imaginar que os sócios do Sporting possam confundir as contas do clube com uma homenagem onomástica a Cristiano Ronaldo equivale a tomar-nos por imbecis. Uma coisa nada tem a ver com outra. 

Mas é inútil contrariar a tendência hoje em voga: as redes não tardaram a fervilhar de indignação. E lá veio o argumento habitual: Cristiano Ronaldo «é para distrair». Como se esta homenagem não valesse por si própria.

Voltaremos a ouvir esta narrativa quando o melhor jogador do mundo vier assistir à inauguração simbólica da Academia Cristiano Ronaldo, sabendo-se que faz questão em estar presente mas só poderá viajar de Itália a Alcochete quando o calendário das suas provas desportivas permitir.

 

Este é um tema que, por analogia, me suscita uma catadupa de interrogações.

A estátua do Leão inaugurada junto ao estádio em Junho de 2017 também terá sido «para distrair»?

A rotunda Visconde de Alvalade e a rua Mário Moniz Pereira, descerradas no mesmo dia com estes nomes ilustres, também terão sido assim denominadas, naquele preciso momento, «para distrair»?

A solene atribuição do cartão "em tons dourados" de sócio n.º 100.000 do Sporting Clube de Portugal a Cristiano Ronaldo, em Novembro de 2016, terá sido «para distrair»?

O baptismo da baliza poente do estádio José Alvalade com o nome do inesquecível Vítor Damas, em Julho de 2009, foi «para distrair»?

A justa homenagem a Aurélio Pereira, como passou a ser conhecido o principal relvado da Academia de Alcochete desde Setembro de 2012, também terá sido «para distrair»?

A decisão de atribuir ao antigo presidente João Rocha o nome do pavilhão destinado às modalidades, assumida em Julho de 2012, foi igualmente «para distrair»?

 

Se as respostas a estas perguntas forem positivas, deixa de haver dúvidas: tudo no Sporting está envolvido em teorias da conspiração.

Sendo antes de uma assembleia geral, é «para distrair» do que estará em debate.

Sendo depois de uma assembleia geral, é «para distrair» de algum voto negativo que ali ocorra.

Sendo a meio da época, é «para distrair» de maus resultados desportivos.

Sendo no final de um mandato, é «para distrair» da campanha eleitoral que vai seguir-se.



Quando até Cristiano Ronaldo separa, nada pode unir. Esta é a principal nuvem negra que paira sobre o Sporting.

Eis o que deixo à consideração dos "verdadeiros adeptos". Sobretudo aos que vivem num mundo de permanentes conspirações. Um mundo onde se dispara primeiro e só se pensa depois. 

Cristiano sim, Cristiano não, Cristiano s...

Confesso que me é indiferente o nome por que tratem o centro de estágio e formação, vulgo Academia, do Sporting Clube de Portugal. Para mim será sempre Alcochete em privado e Academia Sporting em público.

É um facto que Ronaldo, a par das públicas e carinhosas manifestações de sportinguismo, é o melhor produto da formação de sempre e não me choca nada que a SAD atribua o seu nome ao seu centro de formação, disse bem, a SAD, porque ali o clube já não manda... Espera! Mas o clube não detém a maioria da administração da SAD? E todas as decisões importantes e esta é importante (terá um largo concesso, admito), não deverão ser objecto de consulta aos sócios, donos do clube que detém a mioria da SAD? Adiante, fico expectante sobre a forma como irá ser utilizado o nome de Luis Figo, um pouco mais modesto em títulos e troféus, mas também ele com uma bola d'ouro e como irá reagir a sua "entourage" que circula pelos corredores de Alvalade.

A questão pertinente é sempre a mesma: O clube deverá "usar" as suas glórias (atletas) passadas e presentes em seu benefício, sendo que as estará em simultâneo a homenagear? Definitivamente sim! A ideia de dar nomes de atletas às portas do estádio é uma boa ideia? Sim, claro! Eu sugeria até que se nomeassem as bancadas também,  bem como as portas e bancadas do pavilhão e a praça onde estão as bilheteiras, "Praça Carlos Lopes", "Praça Aldegalega", "Largo Fernando Mamede" "Alameda Moniz Pereira" e por aí fora, todo o espaço propriedade do clube, com a respectiva placa identificativa; Nunca é demais darmos o mérito e o reconhecimento a quem nos serviu.

Por isso sim, que se chame Academia Cristiano Ronaldo ao centro de formação do Sporting em Alcochete. O que eu questiono é o tempo da decisão ou da divulgação da decisão. Confesso que estou aqui em pulgas para saber quando é que sai um novo nome de mais uma porta do estádio, será ainda esta semana, antes da AG eleitoral, desculpem de aprovação do orçamento?

É triste que este que deveria ser um não assunto, seja escolhido meticulosamente para a semana da realização de uma AG (a possível, com contornos muito especiais, a roçar a ilegalidade até, mas tolerável por motivos atendíveis) tão importante para o futuro do clube, com o intuito claro de desviar as atenções do essencial, que são as desastrosas contas apresentadas.

Daqueles que vão ler este postal, passa-vos pela cabeça que no universo Sporting haja empresas ligadas ao imobiliário (criadas algumas nos idos da gestão Roquette) que têm largas dezenas de milhões de Euros de capitais negativos? Prejuízo, para o comum dos mortais como eu! Quem são os administradores destas empresas? Quem se está a servir do clube para ir dando rombos que ascendem a mais de 200M€, já?

Isto sim, é importante, dar o nome de Cristiano Ronaldo ao centro de formação é assunto que não o é. E posts de análise a contas, zero, posts sobre Ronaldo, vão quatro! Goleada, como se pretendia.

Academia Cristiano Ronaldo? Claro que sim

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Vai por aí um enorme burburinho e um sururu dos diabos a propósito da anunciada decisão de atribuir o nome de Cristiano Ronaldo - o melhor jogador do mundo, formado no Sporting - à Academia de Alcochete. Oficialmente designada "Academia Sporting Puma – Centro de Futebol do Sporting Clube de Portugal". Era assim, pelo menos, quando em Outubro de 2010 o clube celebrou um contrato de trespasse que tornou a SAD titular daquele espaço. 

Só mesmo no Sporting é que um tema destes gera polémica. Tivesse Ronaldo sido formado no Barcelona, no Liverpool, no PSG ou no Bayern, haveria consenso automático e até unanimidade entre os adeptos. Estamos perante alguém que foi cinco vezes designado melhor jogador do mundo (2008, 2013, 2014, 2016, 2017), ganhou quatro Botas de Ouro (2008, 2011, 2014, 2015) e se sagrou campeão em clubes de primeiríssimo plano: Manchester United, Real Madrid e Juventus, além de cinco vezes vencedor da Champions League.

 

Mas o Sporting insiste em ser diferente, pelos piores motivos: tudo quanto se faz ou deixa de se fazer por cá gera de imediato um turbilhão de polémica: até o que devia unir, divide. E não faço ideia quem mais poderia unir do que um jogador que chegou a Alvalade com apenas 12 anos e foi o único jogador, até hoje, a actuar nos sub-16, sub-17, sub-18, equipa B e equipa principal leonina numa só temporada. 

Trata-se de alguém que sempre proclamou com orgulho o seu sportinguismo. Em 2015, numa entrevista ao Record, confessou ter ainda o sonho de ser campeão vestido de verde e branco.

 

Cristiano Ronaldo é, de longe, o jogador de craveira mundial mais associado ao Sporting Clube de Portugal, transportando o nosso clube a qualquer canto do planeta. Dar o nome do expoente máximo da nossa formação à Academia Puma é uma justa retribuição. E a melhor prova de que sabemos reconhecer os nossos valores. Tal como o estádio se chama José Alvalade, o pavilhão se chama João Rocha e o estádio da academia se chama Aurélio Pereira.

Ninguém contesta estas designações. Como ninguém contestou que em Novembro de 2016 fosse entregue a Cristiano Ronaldo, das mãos do então presidente Bruno de Carvalho, o simbólico cartão dourado que lhe atribui o número de "sócio cem mil".

 

Espantosamente, levanta-se por estes dias um coro de vozes indignadas contra a prevista homenagem a Cristiano Ronaldo.

Questiono-me se estes adeptos preferiam que a Academia de Alcochete fosse conhecida por uma marca comercial - de automóveis, cosméticos, banca ou transporte aéreo. Como a Caixa Geral de Depósitos, que patrocinou ou patrocina o espaço de formação do Benfica e o pavilhão do FC Porto

Questiono-me se estes escandalizados adeptos - que, quando viajam ao Funchal, aterram no aeroporto Cristiano Ronaldo - ficariam mais felizes com uma Academia Mercedes-Benz ou uma Academia Emirates ou uma Academia Montepio. 

E chego a interrogar-me se um clube onde nem o nome Cristiano Ronaldo gera consenso estará já de tal modo capturado por ódios internos que lhe impossibilitem superar os obstáculos do presente para construir o futuro que as novas gerações de sportinguistas exigem e merecem.

Uma nomeação ridícula

A Universidade de Cambridge não se chama Universidade Isaac Newton. O Actor's Studio não se chama Escola Marlon Brando. A École Polytechnique de Paris não se chama Escola Poincaré ou Fourier. A Escola Politécnica de Zurique não se chama Escola Albert Einstein. O Instituto Superior Técnico não se chama Instituto António Guterres.
As grandes escolas obviamente orgulham-se dos seus melhores alunos. Mas nenhuma instituição de referência muda o seu nome por causa deles. Isto a propósito da estúpida - não tem outro nome - decisão de mudar o nome da Academia do Sporting para Cristiano Ronaldo. Antes fosse Aurélio Pereira!

Com a saúde não se brinca

Na sequência do anúncio feito pela federação espanhola e pela UEFA, que haviam decidido suspender sine die as respectivas competições, a Liga de Clubes vai ordenar o adiamento das próximas jornadas das competições profissionais de futebol em Portugal.

Enfim, prevalece o bom senso: a responsabilidade social deve imperar sobre os patrocínios milionários. Basta seguir o exemplo de Cristiano Ronaldo, que optou pela quarentena preventiva - imitando, aliás, o Presidente da República - em vez de regressar a Turim, onde o seu colega Rugani já está contaminado.

Com a saúde não se brinca. E no desporto ainda menos.

Parabéns CR7

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35 anos, é hoje o aniversário deste quase-velhote. E continua ... imparável. O nosso maior de sempre. Grande Sportinguista!

Campeão europeu de selecções; Vencedor da Liga das Nações; 5 Ligas dos Campeões; 4 campeonatos mundiais de clubes; 2 Supertaças europeias; 6 campeonatos nacionais (Inglaterra, Itália e Espanha); 3 taças nacionais (Espanha, Inglaterra); 2 taças da liga; 5 supertaças nacionais (Inglaterra, Espanha, Itália, Portugal). Mais de 700 golos de carreira, maior goleador da liga dos campeões; 2º melhor goleador nas selecções nacionais, 4º melhor marcador da história do futebol; mais internacional de sempre por Portugal (154)., Inúmeros troféus de melhor marcador, nacional e internacional. 5 vezes eleito melhor jogador do mundo.

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