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És a nossa Fé!

Só para concluir este assunto

Obviamente orgulha-me que o Cantona seja sportinguista e sócio do Sporting, se for essa a sua vontade. Agora não me parece bem que o Sporting lhe ofereça um título honorífico.

Não estou a comparar o sportinguismo do Ronaldo com o do Cantona (embora acredite em ambos). A ligação do Ronaldo ao Sporting é bem mais forte, mais antiga e mais profunda, e também me enche (a mim e a todos os sportinguistas) de orgulho. Dito isto, o Cristiano Ronaldo ainda não fez o suficiente pelo Sporting para merecer uma distinção como a de dar o seu nome à Academia do clube. Talvez daqui a alguns anos a realidade seja outra, e esta distinção se justifique. Espero sinceramente que assim seja. Por agora, parece-me muito cedo para atribuir tal distinção. É a minha opinião.

Teorias da conspiração

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Não deve haver clube em Portugal - e talvez até no mundo - tão fértil em teorias da conspiração como o Sporting.

O que quer que possa ser dito ou decidido, em Alvalade, obedece sempre a uma lógica oculta e maquiavélica. É assim que muitos pensam.

 

Ontem, ao escrever aqui no blogue a minha posição favorável à atribuição do nome de Cristiano Ronaldo à Academia leonina, neste assunto em divergência com um texto anterior do Filipe Moura, logo fui brindado por amáveis leitores com a suspeita de que estaríamos perante uma decisão anunciada agora - antes do início do nosso primeiro jogo oficial da época e a duas semanas do fecho do mercado de transferências - «para distrair» os adeptos dessa magna questão que é a votação, em assembleia geral ordinária, do relatório de gestão e contas do exercício financeiro anterior e do orçamento para o próximo exercício.

 

Salvo o devido respeito, como agora é norma dizer-se em todos os programas de debate futebolístico, imaginar que os sócios do Sporting possam confundir as contas do clube com uma homenagem onomástica a Cristiano Ronaldo equivale a tomar-nos por imbecis. Uma coisa nada tem a ver com outra. 

Mas é inútil contrariar a tendência hoje em voga: as redes não tardaram a fervilhar de indignação. E lá veio o argumento habitual: Cristiano Ronaldo «é para distrair». Como se esta homenagem não valesse por si própria.

Voltaremos a ouvir esta narrativa quando o melhor jogador do mundo vier assistir à inauguração simbólica da Academia Cristiano Ronaldo, sabendo-se que faz questão em estar presente mas só poderá viajar de Itália a Alcochete quando o calendário das suas provas desportivas permitir.

 

Este é um tema que, por analogia, me suscita uma catadupa de interrogações.

A estátua do Leão inaugurada junto ao estádio em Junho de 2017 também terá sido «para distrair»?

A rotunda Visconde de Alvalade e a rua Mário Moniz Pereira, descerradas no mesmo dia com estes nomes ilustres, também terão sido assim denominadas, naquele preciso momento, «para distrair»?

A solene atribuição do cartão "em tons dourados" de sócio n.º 100.000 do Sporting Clube de Portugal a Cristiano Ronaldo, em Novembro de 2016, terá sido «para distrair»?

O baptismo da baliza poente do estádio José Alvalade com o nome do inesquecível Vítor Damas, em Julho de 2009, foi «para distrair»?

A justa homenagem a Aurélio Pereira, como passou a ser conhecido o principal relvado da Academia de Alcochete desde Setembro de 2012, também terá sido «para distrair»?

A decisão de atribuir ao antigo presidente João Rocha o nome do pavilhão destinado às modalidades, assumida em Julho de 2012, foi igualmente «para distrair»?

 

Se as respostas a estas perguntas forem positivas, deixa de haver dúvidas: tudo no Sporting está envolvido em teorias da conspiração.

Sendo antes de uma assembleia geral, é «para distrair» do que estará em debate.

Sendo depois de uma assembleia geral, é «para distrair» de algum voto negativo que ali ocorra.

Sendo a meio da época, é «para distrair» de maus resultados desportivos.

Sendo no final de um mandato, é «para distrair» da campanha eleitoral que vai seguir-se.



Quando até Cristiano Ronaldo separa, nada pode unir. Esta é a principal nuvem negra que paira sobre o Sporting.

Eis o que deixo à consideração dos "verdadeiros adeptos". Sobretudo aos que vivem num mundo de permanentes conspirações. Um mundo onde se dispara primeiro e só se pensa depois. 

Academia Cristiano Ronaldo? Claro que sim

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Vai por aí um enorme burburinho e um sururu dos diabos a propósito da anunciada decisão de atribuir o nome de Cristiano Ronaldo - o melhor jogador do mundo, formado no Sporting - à Academia de Alcochete. Oficialmente designada "Academia Sporting Puma – Centro de Futebol do Sporting Clube de Portugal". Era assim, pelo menos, quando em Outubro de 2010 o clube celebrou um contrato de trespasse que tornou a SAD titular daquele espaço. 

Só mesmo no Sporting é que um tema destes gera polémica. Tivesse Ronaldo sido formado no Barcelona, no Liverpool, no PSG ou no Bayern, haveria consenso automático e até unanimidade entre os adeptos. Estamos perante alguém que foi cinco vezes designado melhor jogador do mundo (2008, 2013, 2014, 2016, 2017), ganhou quatro Botas de Ouro (2008, 2011, 2014, 2015) e se sagrou campeão em clubes de primeiríssimo plano: Manchester United, Real Madrid e Juventus, além de cinco vezes vencedor da Champions League.

 

Mas o Sporting insiste em ser diferente, pelos piores motivos: tudo quanto se faz ou deixa de se fazer por cá gera de imediato um turbilhão de polémica: até o que devia unir, divide. E não faço ideia quem mais poderia unir do que um jogador que chegou a Alvalade com apenas 12 anos e foi o único jogador, até hoje, a actuar nos sub-16, sub-17, sub-18, equipa B e equipa principal leonina numa só temporada. 

Trata-se de alguém que sempre proclamou com orgulho o seu sportinguismo. Em 2015, numa entrevista ao Record, confessou ter ainda o sonho de ser campeão vestido de verde e branco.

 

Cristiano Ronaldo é, de longe, o jogador de craveira mundial mais associado ao Sporting Clube de Portugal, transportando o nosso clube a qualquer canto do planeta. Dar o nome do expoente máximo da nossa formação à Academia Puma é uma justa retribuição. E a melhor prova de que sabemos reconhecer os nossos valores. Tal como o estádio se chama José Alvalade, o pavilhão se chama João Rocha e o estádio da academia se chama Aurélio Pereira.

Ninguém contesta estas designações. Como ninguém contestou que em Novembro de 2016 fosse entregue a Cristiano Ronaldo, das mãos do então presidente Bruno de Carvalho, o simbólico cartão dourado que lhe atribui o número de "sócio cem mil".

 

Espantosamente, levanta-se por estes dias um coro de vozes indignadas contra a prevista homenagem a Cristiano Ronaldo.

Questiono-me se estes adeptos preferiam que a Academia de Alcochete fosse conhecida por uma marca comercial - de automóveis, cosméticos, banca ou transporte aéreo. Como a Caixa Geral de Depósitos, que patrocinou ou patrocina o espaço de formação do Benfica e o pavilhão do FC Porto

Questiono-me se estes escandalizados adeptos - que, quando viajam ao Funchal, aterram no aeroporto Cristiano Ronaldo - ficariam mais felizes com uma Academia Mercedes-Benz ou uma Academia Emirates ou uma Academia Montepio. 

E chego a interrogar-me se um clube onde nem o nome Cristiano Ronaldo gera consenso estará já de tal modo capturado por ódios internos que lhe impossibilitem superar os obstáculos do presente para construir o futuro que as novas gerações de sportinguistas exigem e merecem.

Com a saúde não se brinca

Na sequência do anúncio feito pela federação espanhola e pela UEFA, que haviam decidido suspender sine die as respectivas competições, a Liga de Clubes vai ordenar o adiamento das próximas jornadas das competições profissionais de futebol em Portugal.

Enfim, prevalece o bom senso: a responsabilidade social deve imperar sobre os patrocínios milionários. Basta seguir o exemplo de Cristiano Ronaldo, que optou pela quarentena preventiva - imitando, aliás, o Presidente da República - em vez de regressar a Turim, onde o seu colega Rugani já está contaminado.

Com a saúde não se brinca. E no desporto ainda menos.

Parabéns CR7

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35 anos, é hoje o aniversário deste quase-velhote. E continua ... imparável. O nosso maior de sempre. Grande Sportinguista!

Campeão europeu de selecções; Vencedor da Liga das Nações; 5 Ligas dos Campeões; 4 campeonatos mundiais de clubes; 2 Supertaças europeias; 6 campeonatos nacionais (Inglaterra, Itália e Espanha); 3 taças nacionais (Espanha, Inglaterra); 2 taças da liga; 5 supertaças nacionais (Inglaterra, Espanha, Itália, Portugal). Mais de 700 golos de carreira, maior goleador da liga dos campeões; 2º melhor goleador nas selecções nacionais, 4º melhor marcador da história do futebol; mais internacional de sempre por Portugal (154)., Inúmeros troféus de melhor marcador, nacional e internacional. 5 vezes eleito melhor jogador do mundo.

Amar o Sporting

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Amar o Sporting é cultivar alguns dos valores que mais prezo. Ser fiel às origens, às tradições, à devoção clubística – antónimo de clubite. Praticar a lealdade em campo e fora dele, rejeitando golpes baixos. Gostar muito de vencer, sim – mas sem batota. Recusar ódios tribais a pretexto da glória desportiva. Nunca confundir um adversário com um inimigo, sabendo de antemão que o futebol (só para invocar o desporto que entre nós mobiliza mais paixões) é a coisa mais importante das coisas menos importantes, como Jorge Valdano nos ensinou.

 

Amo o Sporting pela marca inconfundível do seu ecletismo.

Os meus primeiros heróis leoninos, ainda em criança, eram Leões de corpo inteiro sem jogarem futebol. Foi o Joaquim Agostinho a brilhar nos Alpes e a vencer etapas na Volta à França depois de ter sido o maior campeão de ciclismo de todos os tempos em Portugal. Foi o António Livramento, artista exímio com um stick nas mãos, campeão europeu de verde e branco, além de campeão mundial a nível de selecções. Foi o Carlos Lopes, recordista absoluto do corta-mato europeu, brioso herói da estrada, medalha de prata nos 10 mil metros em Montreal, primeiro português a subir ao pódio olímpico, de ouro ao peito, naquela inesquecível maratona de 1984 em Los Angeles.

Amar o Sporting é abraçar o universalismo que fez este nosso centenário clube transbordar os limites físicos do País e galgar fronteiras. Conheci fervorosos sportinguistas nas mais diversas paragens do planeta. Nos confins de Timor, no bulício de Macau, na placidez de Goa – lá estão, com a nossa marca inconfundível, sedes leoninas que funcionam como agregador social naqueles países e territórios, assumindo em simultâneo uma ligação perene a este recanto mais ocidental da Europa.

 

Amar o Sporting é cultivar a tenacidade de quem nos soube ensinar, de legado em legado, que nunca se vira a cara à luta.

João Azevedo a jogar lesionado entre os postes, só com um braço disponível, enfrentando o Benfica num dos clássicos cuja memória perdurou através das gerações. Fernando Mendes, um dos esteios do onze que conquistou a Taça das Taças em 1964, alvo de uma lesão no ano seguinte que o afastou para a prática do futebol, mas capaz de conduzir a equipa, já como treinador, ao título de 1980. Francis Obikwelu, nigeriano naturalizado português e brioso atleta leonino que saltou da construção civil onde modestamente ganhava a vida para o ouro nas pistas europeias em 2002, 2006 e 2011.

Campeões com talento, campeões com garra, campeões inquebrantáveis – mas também campeões humildes, conscientes de que nenhum homem é uma ilha e um desportista, por mais aplausos momentâneos que suscite, é apenas uma parcela de um vasto arquipélago já existente quando surgiu e destinado a perdurar muito para além dele. Na Academia de Alcochete, no Estádio José Alvalade, no Pavilhão João Rocha, somos conscientes disto: ninguém ganha sozinho. Antes de Cristiano Ronaldo havia um Aurélio Pereira, antes de Livramento havia um Torcato Ferreira, antes de Carlos Lopes havia um Mário Moniz Pereira.

 

O desporto com a genuína marca leonina não cava trincheiras: estende pontes, transmitindo a pedagogia da tolerância e cultivando a convivência entre mulheres e homens de diferentes culturas, ideologias, crenças e gerações.

É também por isto que amo o Sporting: fez-me sempre descobrir mais pontes que trincheiras. O que assume relevância não apenas no desporto: é igualmente uma singular lição de vida.

 

Publicado originalmente no blogue Castigo Máximo, por amável convite do Pedro Azevedo.

Que diferença

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No tempo de José Roquette, quando o Sporting ganhou o campeonato, ninguém queria saber quem era o presidente. Os jogadores é que foram aplaudidos e celebrados.

No tempo de Dias da Cunha, quando o Sporting ganhou o campeonato, ninguém queria saber quem era o presidente. Os jogadores é que foram aplaudidos e celebrados.

Bons tempos, em que tínhamos presidentes campeões. E que apesar disso nunca se punham em bicos dos pés querendo ficar em primeiro lugar na fotografia.

Tempos depois houve quem não ganhasse nada e mesmo assim fizesse tudo por aparecer. Até comparações imbecis com o Cristiano Ronaldo serviam para ser notícia, à falta de golos.

Bruno e Ronaldo carimbaram o passaporte

Bruno Fernandes e Cristiano Ronaldo fizeram história. Acabam de marcar os golos que colocam Portugal na fase final do próximo Campeonato da Europa de futebol, sem necessidade de utilizarmos a máquina de calcular.

Vitória concludente da selecção das quinas no Luxemburgo, por 2-0, em terreno absolutamente impróprio para a prática desportiva e que prejudicou os jogadores portugueses, muito mais tecnicistas. Ainda assim, dominámos a partida sem dificuldade.

É a sétima presença consecutiva de Portugal em fases finais de campeonatos da Europa. Com um saldo muito positivo: um primeiro lugar (em 2016, com Fernando Santos), um segundo (em 2004, com Luiz Felipe Scolari) e dois terceiros (em 2000, com Humberto Coelho, e em 2012, com Paulo Bento).

Ronaldo, que continua a ser o melhor do mundo, prepara-se para participar no quinto Europeu da sua carreira. E se lá marcar, como todos desejamos e antevemos, será o primeiro futebolista de sempre com remates vitoriosos em cinco edições seguidas deste grande cartaz planetário do desporto-rei.

Rui Patrício

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Gostei muito do regresso de Rui Patrício, ontem à noite, ao relvado de Alvalade. Num desmentido vivo de que o nosso estádio não funciona como talismã da selecção nacional. Ontem derrotámos o Luxemburgo por 3-0 (golos de Bernardo Silva, Cristiano Ronaldo e Gonçalo Guedes). Entre os postes impôs-se o nosso antigo capitão, com a classe que sempre lhe conhecemos, mantendo intactas as redes que lhe estavam confiadas.

É impossível que o actual guardião do Wolverhampton não tenha sentido uma emoção muito especial neste retorno ao relvado de um clube que serviu durante 18 anos - incluindo todos os escalões da formação. Um clube onde viveu dias de júbilo e triunfo, mas também conheceu horas amargas - com destaque para aquela vergonhosa agressão de que foi vítima, nos instantes iniciais do Sporting-Benfica de 2017/2018, quando uns mabecos da Juve Leo lhe lançaram tochas incendiárias.

Desta vez, nada de agressões: só houve aplausos. Portugal registou mais um triunfo, com o seleccionador Fernando Santos ao leme, nesta caminhada para o Euro-2020. Rui Patrício será - ninguém duvida - o guarda-redes titular nessa campanha, na senda do já sucedido no Euro-2016 e na Liga das Nações em 2019. Maiores troféus de sempre do futebol português ao nível de selecções.

A quem não viu o jogo de ontem, recomendo um momento muito especial: a marcação do segundo golo, por outro fruto da formação leonina: o inevitável Cristiano Ronaldo, numa jogada em que protagonizou uma recuperação de bola culminada numa soberba "cartola" ao guarda-redes adversário. Simplesmente genial.

Do outro mundo

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Foto Lusa

 

Noventa e três golos em 160 jogos com a camisola da selecção nacional vestida. Mais 25 do que Messi já marcou pela selecção da Argentina.

Hoje foram mais quatro, que abriram caminho à goleada portuguesa frente à Lituânia, em Vílnius, na campanha para o nosso acesso à fase final do Europeu 2020. Com William Carvalho a fechar a contagem quase à beira do fim.

Cristiano Ronaldo, incomparável. Um jogador do outro mundo.

Eusébio e Ronaldo

É quem mais lhes dói, o Cristiano Ronaldo.
Saiu do Sporting para o Manchester, o Real Madrid, a Juventus.
São encarnados, mas ficam verdes. De inveja.

Com Eusébio foi muito diferente: saiu do Benfica para andar a arrastar-se em clubes quase desconhecidos do Canadá, México e EUA. Terminou a carreira no União de Tomar. O clube lampiânico nunca mais o quis de volta.


Ronaldo - que na fase final da Liga das Nações marcou mais três golos pela selecção, onde já soma 88, mais 41 do que Eusébio - voltará a jogar pelo Sporting, nem que seja aos 40 anos. Com o aplauso unânime dos sportinguistas.

Esta é outra diferença. Enorme.

 

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Máxi-Ronaldo entre os pigmeus

Uma vez mais, aqueles patuscos que nas pantalhas e nas colunas de alguns jornais defendem a importação de árbitros para o futebol português terão de meter a viola no saco. 

O desempenho daquele senhor alemão de apito nos beiços - e do vídeo-árbitro que tão má assistência lhe deu - foi inenarrável. Ao inventar ontem um penálti contra nós: só isso permitiu à selecção visitante marcar no Portugal-Suíça, que permaneceu empatado até aos 88'. Se não contássemos com Cristiano Ronaldo - que aos 34 anos teima em ser o melhor jogador do mundo e em dois minutos cruciais, ao cair do pano, fixou o resultado em 3-1 - talvez não chegássemos à final desta pioneira Liga das Nações, a disputar domingo que vem contra a Inglaterra ou a Holanda. Mais um desempenho superlativo do nosso melhor de sempre traduzido em três golos. Já soma 88 só na selecção.

Deixem lá os estrangeiros do apito: se há matéria-prima que não necessitamos de importar é a incompetência, que por cá abunda. Mal por mal, antes os de Portugal. Que, pelo menos, entendem os nossos insultos.

E, já agora, poupem-nos a outro disparate: não desatem a inventar putos-maravilha prontos a destronar CR7. Nenhum míni tem pedalada para se equiparar ao máxi. O trono é de Ronaldo - conquistado à custa de muito suor, talento e mérito, e não de manchetes fofinhas do jornal A Bola.

Recado para CR7

Desde que foste para Turim andei sempre interessado na tua já longa carreira e por isso imagino que devas estar uma fúria.

Calculo que essa tua postura de campeão tenha levado um duríssimo golpe.

Prevejo que o prémio para o melhor do Mundo ficará novamente em Espanha.

Mas companheiro... já devias saber que nem sempre se pode ganhar!

E convenhamos... a Juventus hoje não jogou... um caroço!

REALmente o maior não está em MADRID!

Hoje ninguém quer saber de Brexit. Hoje em quase todo o lado só se fala e escreve sobre CR7. O menino que muito novo saiu da Madeira para vir para o Sporting, que o acarinhou e lhe ensinou os primeiros passos neste mundo do futebol.

Depois… bom, depois toda a gente sabe o que aconteceu. Títulos e mais títulos, a cada jogo era mais um record batido, quando era preciso CR7 estava sempre lá.

Quando no Verão passado trocou de península muitos "paineleiros especialistas” alvitraram que Ronaldo assumira a sua decadência. Até ontem à noite!

Por aquilo que vi e tenho assistido em Espanha, nos últimos tempos, a queda é Real em Madrid enquanto em Turim há um reJUVEnescimento.

O que tentaram fazer no Verão passado, denegrindo a imagem de Ronaldo com uma qualquer americana “aberta” às maiores trafulhices desde que “abiche” um punhado de dólares, não foi suficiente para deitarem o capitão da selecção abaixo. Conseguiram somente que não fosse eleito o melhor do Mundo.

Todavia é em campo, nos momentos mais importantes, que os grandes atletas verdadeiramente se revelam. E Cristiano Ronaldo não deixou os seus créditos por mãos alheias. Mostrou porque continua a ser um fora-de-série e tornar-se-á muito em breve a maior lenda viva do futebol (se o não for já!).

Que o digam as capas de muitos jornais europeus nesta manhã de 13 de Março. Obviamente que o realce é mais evidente nos desportivos, mas numa rápida busca vi referências, quase todas com foto de CR, à vitória da Juventus sobre o Atletico de Madrid.

Finalmente assumo que enquanto CR estiver em Turim a Juve tem mais um adepto porque CR7 é mesmo o maior jogador de todos os tempos.

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