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És a nossa Fé!

Rui Patrício

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Gostei muito do regresso de Rui Patrício, ontem à noite, ao relvado de Alvalade. Num desmentido vivo de que o nosso estádio não funciona como talismã da selecção nacional. Ontem derrotámos o Luxemburgo por 3-0 (golos de Bernardo Silva, Cristiano Ronaldo e Gonçalo Guedes). Entre os postes impôs-se o nosso antigo capitão, com a classe que sempre lhe conhecemos, mantendo intactas as redes que lhe estavam confiadas.

É impossível que o actual guardião do Wolverhampton não tenha sentido uma emoção muito especial neste retorno ao relvado de um clube que serviu durante 18 anos - incluindo todos os escalões da formação. Um clube onde viveu dias de júbilo e triunfo, mas também conheceu horas amargas - com destaque para aquela vergonhosa agressão de que foi vítima, nos instantes iniciais do Sporting-Benfica de 2017/2018, quando uns mabecos da Juve Leo lhe lançaram tochas incendiárias.

Desta vez, nada de agressões: só houve aplausos. Portugal registou mais um triunfo, com o seleccionador Fernando Santos ao leme, nesta caminhada para o Euro-2020. Rui Patrício será - ninguém duvida - o guarda-redes titular nessa campanha, na senda do já sucedido no Euro-2016 e na Liga das Nações em 2019. Maiores troféus de sempre do futebol português ao nível de selecções.

A quem não viu o jogo de ontem, recomendo um momento muito especial: a marcação do segundo golo, por outro fruto da formação leonina: o inevitável Cristiano Ronaldo, numa jogada em que protagonizou uma recuperação de bola culminada numa soberba "cartola" ao guarda-redes adversário. Simplesmente genial.

Do outro mundo

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Foto Lusa

 

Noventa e três golos em 160 jogos com a camisola da selecção nacional vestida. Mais 25 do que Messi já marcou pela selecção da Argentina.

Hoje foram mais quatro, que abriram caminho à goleada portuguesa frente à Lituânia, em Vílnius, na campanha para o nosso acesso à fase final do Europeu 2020. Com William Carvalho a fechar a contagem quase à beira do fim.

Cristiano Ronaldo, incomparável. Um jogador do outro mundo.

Eusébio e Ronaldo

É quem mais lhes dói, o Cristiano Ronaldo.
Saiu do Sporting para o Manchester, o Real Madrid, a Juventus.
São encarnados, mas ficam verdes. De inveja.

Com Eusébio foi muito diferente: saiu do Benfica para andar a arrastar-se em clubes quase desconhecidos do Canadá, México e EUA. Terminou a carreira no União de Tomar. O clube lampiânico nunca mais o quis de volta.


Ronaldo - que na fase final da Liga das Nações marcou mais três golos pela selecção, onde já soma 88, mais 41 do que Eusébio - voltará a jogar pelo Sporting, nem que seja aos 40 anos. Com o aplauso unânime dos sportinguistas.

Esta é outra diferença. Enorme.

 

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Máxi-Ronaldo entre os pigmeus

Uma vez mais, aqueles patuscos que nas pantalhas e nas colunas de alguns jornais defendem a importação de árbitros para o futebol português terão de meter a viola no saco. 

O desempenho daquele senhor alemão de apito nos beiços - e do vídeo-árbitro que tão má assistência lhe deu - foi inenarrável. Ao inventar ontem um penálti contra nós: só isso permitiu à selecção visitante marcar no Portugal-Suíça, que permaneceu empatado até aos 88'. Se não contássemos com Cristiano Ronaldo - que aos 34 anos teima em ser o melhor jogador do mundo e em dois minutos cruciais, ao cair do pano, fixou o resultado em 3-1 - talvez não chegássemos à final desta pioneira Liga das Nações, a disputar domingo que vem contra a Inglaterra ou a Holanda. Mais um desempenho superlativo do nosso melhor de sempre traduzido em três golos. Já soma 88 só na selecção.

Deixem lá os estrangeiros do apito: se há matéria-prima que não necessitamos de importar é a incompetência, que por cá abunda. Mal por mal, antes os de Portugal. Que, pelo menos, entendem os nossos insultos.

E, já agora, poupem-nos a outro disparate: não desatem a inventar putos-maravilha prontos a destronar CR7. Nenhum míni tem pedalada para se equiparar ao máxi. O trono é de Ronaldo - conquistado à custa de muito suor, talento e mérito, e não de manchetes fofinhas do jornal A Bola.

Recado para CR7

Desde que foste para Turim andei sempre interessado na tua já longa carreira e por isso imagino que devas estar uma fúria.

Calculo que essa tua postura de campeão tenha levado um duríssimo golpe.

Prevejo que o prémio para o melhor do Mundo ficará novamente em Espanha.

Mas companheiro... já devias saber que nem sempre se pode ganhar!

E convenhamos... a Juventus hoje não jogou... um caroço!

REALmente o maior não está em MADRID!

Hoje ninguém quer saber de Brexit. Hoje em quase todo o lado só se fala e escreve sobre CR7. O menino que muito novo saiu da Madeira para vir para o Sporting, que o acarinhou e lhe ensinou os primeiros passos neste mundo do futebol.

Depois… bom, depois toda a gente sabe o que aconteceu. Títulos e mais títulos, a cada jogo era mais um record batido, quando era preciso CR7 estava sempre lá.

Quando no Verão passado trocou de península muitos "paineleiros especialistas” alvitraram que Ronaldo assumira a sua decadência. Até ontem à noite!

Por aquilo que vi e tenho assistido em Espanha, nos últimos tempos, a queda é Real em Madrid enquanto em Turim há um reJUVEnescimento.

O que tentaram fazer no Verão passado, denegrindo a imagem de Ronaldo com uma qualquer americana “aberta” às maiores trafulhices desde que “abiche” um punhado de dólares, não foi suficiente para deitarem o capitão da selecção abaixo. Conseguiram somente que não fosse eleito o melhor do Mundo.

Todavia é em campo, nos momentos mais importantes, que os grandes atletas verdadeiramente se revelam. E Cristiano Ronaldo não deixou os seus créditos por mãos alheias. Mostrou porque continua a ser um fora-de-série e tornar-se-á muito em breve a maior lenda viva do futebol (se o não for já!).

Que o digam as capas de muitos jornais europeus nesta manhã de 13 de Março. Obviamente que o realce é mais evidente nos desportivos, mas numa rápida busca vi referências, quase todas com foto de CR, à vitória da Juventus sobre o Atletico de Madrid.

Finalmente assumo que enquanto CR estiver em Turim a Juve tem mais um adepto porque CR7 é mesmo o maior jogador de todos os tempos.

Ajax

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Rejubilei com a magnífica vitória do Ajax (resumo aqui). Meu clube, não por aqui no Benelux (quem se lembra ainda deste acrónimo?) - vi o jogo num canal flamão  (como aqui dizemos flamengo) no qual os locutores exultavam, naqueles seus sons tão africanderes, com o desenrolar do resultado. Mas porque me fiz adepto de futebol no tempo do seu expoente máximo, décadas depois subalternizado por esta economia de futebol totalmente desequilibrada, a da concentração dos clubes nas mãos dos oligarcas internacionais. 

Há pouco aqui evoquei a época em que me fiz adepto de futebol, a de 1971 que me tornou fiel ao Sporting e, lá (então muito) longe, um pouco ao Barcelona e ao Arsenal, devido a belas vitórias televisionadas, quando os jogos na tv eram bem raros. A mesma época em que o Ajax encetou o trio de taças dos campeões europeus (e o Feyennord tinha ganho na época anterior), com uma equipa fabulosa, da qual ainda tenho de cor alguns nomes - Krol, Haan, Hulshoff, Suurbier, Neeskens, Stuy na baliza, Rep, Muhren, um centrocampista magnífico, Keizer - o tio do nosso, que era um excepcional jogador. E o maior mestre do futebol mundial, Johan Cruyff, um jogador monumental, que comandou essa equipa e a selecção "laranja mecânica" que devia ter sido bicampeã mundial (ele já não participou em 1978 pois já num problemático ocaso de carreira), refez o Barcelona como jogador e depois viria a refazê-lo como técnico, nisso deixando como legado o clube destas últimas décadas - e o ciclo internacional Guardiola, também. Sim, o Ajax ainda viria a ser campeão em 1995, muito já em contra-ciclo no cada vez mais hierarquizado mundo do futebol, com uma bela e jovem equipa com jogadores (Litmanen, Seedorf, de Boer, Kluivert, Davids, Overmars, e o veterano Rijkard que não jogou pelo Sporting) que marcaram uma era no futebol europeu.

Mas o encanto, a paixão mesmo, e nisso o júbilo de ontem, vem-me daquelas transmissões a preto-e-branco, de som roufenho de há quase 50 anos. Estou velho, não há dúvida. E como quase todos os velhos fiquei resmungão. O que faltou ontem? O equipamento

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Espero que na final possam jogar (e ganhar) com as suas cores. Espero mesmo e muito, a torcer (ainda vou a Amsterdão no caminho, se me sobrarem umas moedas).

Da derrota do horrível Real (sem Cristiano a gente já pode dizer isto) muitos dirão que lhe falta o CR7. Decerto que sim. Mas ao ver o jogo de ontem uma coisa salta à vista. As caras de putos (felizes) de tantos dos jogadores do Ajax (blindados com Blind, claro) e o ar maduro (se calhar uma média etária 5-7 anos superior) dos do Real. Zidane soube sair, percebeu o fim de ciclo e anunciou-o. Renovar uma equipa tricampeã é difícil e o Real vacilou nisso, e algo borregou - por melhor que seja o belga Courtois será que o problema do Real estaria na baliza?

O CR7 também o terá percebido. O seu ocaso também está a chegar, e ele está a enfrentá-lo com uma grandeza extraordinária. E nisto tudo, ontem pensei na nossa selecção. O "engenheiro  de Paris" estará consciente de tudo isto, e mais o deve ter apreendido ontem, se tal lhe fosse ainda necessário. E terá que o enfrentar, e parece está-lo a fazer. Mas enquanto o CR7 carbura e bem (e o nosso Patrício se afirma ainda mais), vêm-se chegar jogadores com as tais caras de putos, Dalot, os centrais do Benfica (e outros que poderão explodir, que em centrais é costume surgirem surpresas), Ruben Neves como jogador de excepção, este João Félix - e Sanches, se o Benfica usar a fortuna que vai agora fazer para o resgatar e o entregar a Lage que o conhecerá (sim, digam lá mal do sportinguista que louva o Benfica). O monumental Bernardo Silva, essa pérola que desperdiçámos Rafael Leão que tem tudo para ir aos céus, se tiver cabeça, aquele Jota que brilha na pérfida Albion, talvez Gelson se Jardim ... Temos Ajax na casa pátria.

Tê-lo-emos no nosso Alvalade?

Eusébios aos molhos

De facto, há coisas que nunca mudam: todos os anos o Benfica produz um "novo Eusébio" ou um "novo Cristiano Ronaldo". Eu ainda sou do tempo do Mantorras, por exemplo, mas para nos ficarmos só nos últimos três ou quatro anos já foram o Gonçalo Guedes, o Renato Sanches, o Ricardo Horta ou até o Mile Svilar (!?). Agora é o João Félix. O Vieira agradece. O pior é para os próprios (e para a nossa pachorra).

A fractura exposta por Cristiano Ronaldo

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Há um elefante gigantesco e malcheiroso no meio da sala para o qual a opinião publicada continuar a evitar olhar: são os prejuízos reputacionais que o caso Ronaldo infringe nas entidades que dele se vêm servindo para se projectar há mais de uma década. O que é facto é que independentemente da possibilidade de condenação ou não do craque por violação de Kathryn Mayorga, o caso descrito pelo Der Spiegel é demasiado feio para o país que durante mais de uma década da sua fama tanto se promoveu dele sair incólume. Isso ajuda a explicar as declarações complacentes (a raiar a irresponsabilidade) de Marcelo Rebelo de Sousa e o silêncio daqueles que viam no “melhor do mundo” o representante duma nova geração para competir com Eusébio no Panteão do heroísmo nacional e internacional - lembrem-se do jovem indonésio Martunis sobrevivente ao tsunami e de outros milhares para quem o ídolo se arrisca a desfazer rapidamente em barro enlameado. 

Independentemente do modo como Cristiano Ronaldo se saia deste imbróglio de dimensão global, nele já se vislumbram perdedores evidentes e um deles é o patriotismo pacóvio. E pelo andar da carruagem receio que o aeroporto da Madeira ainda venha a mudar de nome e o museu do Sporting tenha de ser reconfigurado. É assim a vida hipermediatizada destes nossos ingratos tempos: é chato mas o Eusébio viveu noutra época e a idolatria nos nossos dias dá inevitavelmente nisto.

 

 

Cristiano Ronaldo na Juventus

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A terceira transferência mais cara de sempre do futebol mundial.

O Sporting, beneficiário do mecanismo de solidariedade da FIFA, lucra com esta ida do pentabola de ouro para Turim: 2,5 milhões de euros adicionais.

Já com esta verba contabilizada, a venda de Cristiano Ronaldo, em 2003, para o Manchester United rendeu até hoje um total de 22,2 milhões de euros aos cofres leoninos.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - A estrelinha de Santos

Muita reza deverá ter feito D. Fernando, o infante Santo(s) da lusa nação, que nunca viu a equipa por si liderada libertar-se da masmorra táctica engendrada pelos mouros comandados por Hervé Renard. Sem bola, Portugal foi para uma batalha com as pantufas de João Mário contra uns magrebinos armados até aos dentes. Nesse sentido, não foi surpreendente para ninguém assistir às constantes invasões marroquinas, que privilegiaram flanquear os portugueses pelo seu lado esquerdo, onde o nosso Guerreiro (Raphael) sentiu o poder das garras de um adversário com o diabo no corpo (Amrabat).

 

Enquanto o jogo foi jogo e não foi guerra, Portugal dominou. Assim, e para não variar, voltámos a marcar cedo. Ronaldo (quem mais?) compareceu a uma assistência de Moutinho (o melhor luso) e concretizou um "penalty" de cabeça. Pouco tempo depois, correspondendo a um passe de Raphael Guerreiro, CR7 rematou rente ao poste. O problema é que o domínio da equipa das quinas só duraria uns 10 minutos...

 

A partir daí, os avanços marroquinos seriam uma constante. Aos 11 minutos, Rui Patrício defendeu um cabeceamento perigoso e, logo depois, foi o eminente Moutinho a salvar um golo iminente. Até ao intervalo, a equipa liderada por Renard tomou conta do meio campo e Amrabat colocou a cabeça de Guerreiro a andar à roda, perfurando uma e outra vez e centrando com intenção maldosa. A excepção à regra foi um passe açucarado de Cristiano para Guedes, isolado, que se perdeu por falta de eficácia do valenciano.

 

Para a segunda parte, voltámos com os mesmos jogadores, apenas com umas "nuances" de troca de posicionamento entre João Mário e Gonçalo Guedes. O 4-4-2 luso não funcionava e Guedes, João Mário e Bernardo Silva eram totalmente inoperantes. Assim, após uma defesa salvadora de Rui Patrício, Fernando Santos tentou alterar algo, colocando Gelson (saiu Bernardo) na ala direita e alterando o esquema para um 4-3-3 ou, mais concretamente, um 4-2-3-1. Nada de significativo se alterou até porque o jovem da Formação do Sporting nunca conseguiu ter espaço para aplicar a sua velocidade. Em conformidade, o treinador português voltou a mexer, desta vez fazendo entrar Bruno Fernandes para o lugar de um desinspiradíssimo e pouco combativo João Mário. Mais uma vez, não resultaria. Desde os 70 minutos, os magrebinos instalar-se-iam nas imediações da baliza de Rui Patrício, em sucessivas vagas de ataque, e de lá não sairiam praticamente até ao fim do jogo. Adrien ainda refrescaria o miolo, substituindo o esgotado Moutinho, um homem que se entregou à luta sem vacilar.

 

Em resumo, mais uma exibição descolorida da selecção nacional. Hoje valeu a atenção e reflexos de Rui Patrício, a combatividade de Moutinho e o habitual engodo pelo golo de Cristiano Ronaldo. E, claro, a já lendária estrelinha da sorte de Fernando Santos, a qual se sobrepôs à existente na bandeira marroquina. Destaques ainda para Cedric, bem melhor a defender que Guerreiro e para Fonte, mais esclarecido que Pepe. William tentou arrumar a casa, ganhando e perdendo bolas a meio campo.

 

Triunfo muito lisonjeiro para Portugal que tem agora quatro pontos, fruto de uma vitória e de um empate, bastando uma igualdade frente ao Irão para a tão desejada qualificação para os Oitavos-de-final. 2 jogos, 4 golos marcados, todos "by CR7". Precisamos de mais, de muito mais. Temos capacidade de sofrimento mas está a faltar a magia dos desequilibradores. Sem eles, não teremos condições de ir muito mais longe. É que Ronaldo é excelente, mas nem sempre pode valer por três...

 

Tenor "Tudo ao molho...": João Moutinho

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Muito Ronaldo para pouco Portugal...

Portugal venceu Marrocos, é o mais importante, mas a exibição foi paupérrima, diria que a nossa selecção é Ronaldo e mais 10. Rui Patrício fez uma grande defesa no único remate com perigo à nossa baliza, Cedric, Pepe e João Moutinho sem realizarem uma exibição por aí além estiveram a um nível aceitável, com os restantes a oscilarem entre o fraco e o mau. Gonçalo Guedes, Bernardo Silva e João Mário muitos furos abaixo do que podem, foram os elementos mais fracos, não se percebendo a teimosia de Fernando Santos na manutenção do avançado do Valência. Mas os substitutos estiveram ao mesmo fraco nível dos substituídos.

Mas também sabemos que a selecção com Fernando Santos pode jogar mal, por vezes nem ganhar e contudo chegar longe. Hoje valeu apenas o resultado, porque em nada fomos superiores a Marrocos, apenas a eficácia inicial de Ronaldo bastou para a vitória, porque perante tanta mediocridade nem o capitão esteve perto do seu nível, até os livres bateu de forma desinspirada, no entanto uma vez mais carregou a equipa, o que não é coisa pouca.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Ronaldo unlimited

Estava o jogo na sua alvorada e já Cristiano Ronaldo "comia" Nacho(s) como aperitivo para o que viria a seguir. Finta, falta, penálti e primeiro golo. De seguida, servido por Bruno Fernandes, CR7 assistiu auspiciosamente Gonçalo Guedes mas ao valenciano faltou espontaneidade. Portugal era mais perigoso mas a Espanha marcou numa jogada atípica, que foi uma traição ao seu tiki taka: lançamento longo para Diego Costa e este, sozinho contra três defesas, conseguiu empatar.

 

Os "nuestros hermanos" ficaram por cima do jogo e Portugal não mais conseguiu atinar com o passe/repasse espanhol. Acontece que o futebol é imprevisível e após um remate forte de Cristiano, De Gea abriu a capoeira, permitindo aos lusos irem para o intervalo na frente. 

 

No segundo tempo intensificou-se a pressão espanhola. Os portugueses defenderam um livre como se fossem uma equipa dos regionais e de uma forma simples a Espanha chegaria a nova igualdade. Quase de seguida, os comandados de Fernando Santos mostraram falta de intensidade defensiva, desperdiçaram duas/três oportunidades de aliviarem a bola das imediações da sua área e esta sobrou para Nacho que marcou um golaço. 

 

Subitamente, estávamos pela primeira vez em desvantagem no marcador e a Espanha parecia uma Armada Invencível. Mas, o nosso Francis Drake, o capitão Cristiano Ronaldo não dorme em serviço. O madeirense ganhou uma falta à entrada da área e ele próprio a converteu, aplicando um remate potente com a parte de dentro do seu pé direito que contornou sublimemente a barreira espanhola e entrou junto ao ângulo superior da baliza espanhola. De Gea, colocado do outro lado, permaneceu imóvel, olhando, qual controlador aéreo. O mundo inteiro pôs as mãos na cabeça, Florentino Perez colocou as mãos na carteira. É que tudo leva a crer que este "hat-trick" lhe vai sair muito caro.

 

E assim terminaria um jogo em que, se a Espanha foi como o ferro (Hierro, em castelhano), Ronaldo foi como o aço.

 

Portugal revelou desinspiração na frente (Guedes e Bernardo), falta de intensidade no miolo (William e Moutinho) e fragilidade na zona central (Pepe e Fonte). É justo dizer que hoje (ou quase sempre?) Cristiano foi o salvador da pátria.

 

Tenor "Tudo ao molho...": Cristiano Ronaldo

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