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És a nossa Fé!

Incompetência e negligência

O que sucedeu no jogo desta noite, com a foto da equipa a ser feita sem incluir Luís Maximiano (que se estreava pela equipa principal em desafios oficiais) e Jovane forçado a esperar 11 minutos, junto à linha, sem possibilidade de entrar no relvado - como se impunha - porque tinha vestida a camisola do colega Plata, são mais dois exemplos, muito concretos, de inaceitável incompetência e negligência no futebol leonino. E que explica, em larga medida, os desaires sofridos em campo, jogo após jogo. Perante o silêncio de toda a estrutura dirigente.

São mais dois exemplos, enfim, de falta de comando. Como se o barco não tivesse timoneiro.

 

P. S. - Mais um: o jogador escolhido para representar o Sporting nas entrevistas rápidas do pós-jogo, Luís Neto, estava afónico: foi literalmente incapaz de chegar ao fim. Ninguém repara nestas coisas em tempo útil? 

À deriva

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Mais um jogo, mais um desaire. Desta vez num estádio quase deserto, triste símbolo do crescente desencontro entre os adeptos e este medíocre agrupamento que se arrasta em campo, de derrota em derrota.

Esta noite voltámos a perder com o Rio Ave - que já nos tinha vencido em Alvalade para o campeonato - na partida de estreia da Taça da Liga 2019/2020. Resultado: 1-2. Reflectindo a paupérrima exibição deste grupo de jogadores a que não consigo chamar equipa.

Foi o nono jogo oficial do Sporting nesta temporada. Quinto seguido sem vencer, terceira derrota consecutiva, quinta vez em que escutamos o apito final sob o signo do fracasso. Só uma vitória até agora em Alvalade. Só 13 golos marcados, enquanto já levamos 19 sofridos - 2,1 golos por jogo, em média. O pior registo defensivo desde a década de 1950. 

Desolação total: o futebol leonino está à deriva. Até quando?

Desorientação geral

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Nesta desorientação geral que reina no Sporting, a começar por quem foi eleito para nos orientar, proponho fazermos o que faz quem se perde numa floresta qualquer e tentar regressar ao último ponto conhecido e a partir daí determinar o rumo correcto.

E o último ponto conhecido de sucesso no futebol do Sporting foi a final da Taça em Maio no Jamor, onde derrotámos um adversário mais poderoso do que nós, e levantámos a Taça para grande azia dos adversários, em particular do seu (grande atitude, grandes tomates, grande malcriado) treinador.

Pois, com Varandas a presidente, Hugo Viana a director do futebol, Beto a secretário técnico, Keizer a treinador, Bruno Fernandes a capitão, Mathieu, Coates e Raphinha a concorrer nos melhores em campo, Bas Dost a marcar o golo que nos podia ter evitado os penáltis, Renan a defender os penáltis e Luiz Phellyppe a marcar o decisivo, ganhámos mais uma Taça de Portugal, numa época em que também conquistámos a Taça da Liga e o 3.º lugar na Liga, ganhando o acesso directo à Liga Europa.

O facto é que, quatro meses depois, Keizer, Bas Dost e Raphinha já cá não estão, como outros que estiveram nos festejos no relvado do Jamor, como Salin, Gudelj, Petrovic, Bruno Gaspar, Geraldes e outros de que não me recordo.  Ou seja, duma forma ou de outra, a equipa que ganhou há quatro meses já não existe, no relvado e no balneário, e a primeira pessoa a denunciar a destruição dessa equipa foi... Bruno Fernandes. 

Não estou a dizer que tudo estava bem no futebol do Sporting no dia da vitória do Jamor. O que digo é que em vez de aproveitar o momento para dar um salto em frente rumo aos rivais, o que aconteceu em seguida, qualquer que seja a justificação que se queira arranjar, foi uma ziguezagueante destruição do que se tinha alcançado. 

Chegados aqui, temos Varandas, Hugo Viana, Beto, um treinador interino que não é melhor que Keizer (Leonel Pontes reconstruiu eficazmente os sub-23 e faz o melhor que pode e sabe), um plantel que não tem muitos daqueles que ganharam no Jamor e não entraram iguais ou melhores que eles, um plantel sem preparador físico credenciado e que mais parece uma manta de retalhos (faltam pontas de lança e trincos e sobram extremos) com ex-lesionados de longa duração e/ou ex-encostados e/ou emprestados, e um capitão que falhou a transferência dos seus sonhos e que mais que à beira dum ataque de nervos está mesmo com um ataque (que o digam as portas do Bessa). 

Vamos então voltar a Maio e ao Jamor e pensar no que falta para voltarmos a uma vitória daquele calibre:

  • Encontre-se uma solução para a situação financeira da SAD que lhe permita ter um orçamento aproximado com os rivais, emagrecendo na gordura e não no musculo.
  • Encontre-se um director desportivo credenciado que preste contas aos Sócios pelas decisões que toma em termos de contratações e dispensas e que promova um balneário de cabeça limpa, focalizado e solidário.
    • Encontre-se uma nova equipa técnica, com um preparador físico de excelência e um treinador experiente e qualificado que consiga estabelecer uma relação de confiança com os pesos pesados do plantel, com a garantia de que o clube irá segurá-los. E que aproveite da melhor forma os jovens dos sub-23 e do plantel principal.
    • Encontre-se uma forma de defender o clube em todas as instâncias de poder, a começar pela arbitragem. 
    • Encontre-se uma forma de manter os Sportinguistas unidos e vibrantes no apoio à equipa. Falo dos Sportinguistas, falo dos Sócios, falo daqueles que colocam o Sporting em primeiro lugar, e não das seitas corruptas que parasitam o clube e que só o prejudicam.

     

    Enquanto isso não acontece, lá estarei amanhã em Alvalade a apoiar Leonel Pontes e a nossa equipa e convido todos os Sócios que puderem a fazer o mesmo, porque só com vitórias em campo vamos sair deste buraco.

    SL

O “caso Bas Dost”

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A crise que nos trouxe o chamado “caso Bas Dost” era evitável. Sobretudo escassos dias depois de uma das mais humilhantes derrotas sofridas contra o nosso rival direto. Esta crise revela, antes de mais, uma falta de rigor na comunicação interna e externa do Clube, para além das já evidentes deficiências na estratégia de fundo do Sporting Clube de Portugal.

 

O SCP é uma entidade de Bem, não pode infligir a segunda chicotada, um ano depois, a Bas Dost. A primeira com um cinto, a segunda com palavras e atos. A primeira foi obra de um bando de idiotas, não se sabe ainda motivados por quem, a segunda é evidente de quem é obra. É obra de uma direção que está, neste momento, sem rei nem roque. Por isso, Senhor Presidente, ponha ordem na casa.

 

Um Clube centenário como o nosso não entra em diálogo na praça pública com agentes de jogadores profissionais de futebol, sejam eles quem forem. Tudo isto revela um amadorismo inacreditável. A comunicação do Sporting devia dedicar-se a estes assuntos com seriedade e discrição. É muito mais importante saber lidar com a imprensa e os diversos stakeholders de modo sério e responsável do que andar a fazer posts disparatados nas redes sociais elogiando jogadas e golos de jogadores dos sub-23 que nem sequer têm a mais ínfima hipótese de jogar às ordens de Keizer. Este, por sinal, aparece completamente perdido nas conferências de imprensa, sem saber o que dizer e a comprometer o Clube e a sua liderança. Se é que esta ainda existe.

A crise ficou para trás

É apenas um pormenor, mas quero registá-lo aqui. 

A etiqueta "crise", que figurava entre as dez mais utilizadas no nosso blogue, foi arredada para a 11.ª posição. 

Agora, no topo das que usamos, estão estas: Sporting, Bruno de Carvalho, Há um ano, Comentários, Voz do Leitor, Prognósticos, Memória, Jorge Jesus, Selecção e Balanço.

Aguardo pelo dia em que duas destas sejam igualmente empurradas para baixo. O mesmo é dizer: que fiquem irremediavelmente para trás.

Achtung Baby

Na época da graça de 2013/2014, depois de uma entrada de leão, o artilheiro-mor leonino, Fredy Montero, iniciou uma agonizante travessia do deserto, isto é, uma prolongada seca de golos. O início desse período coincidiu com o nascimento da sua filha.

Colega de trabalho, leão dos sete costados, pai de 3 filhos, num dos nossos inúmeros concílios sobre o estado do leão, avançava o seu veredicto: a crise de confiança de Montero com os golos deve-se à falta de sono, própria de quem acaba de ser pai e que, inevitavelmente, acaba por ter reflexo no resto.

Na altura achei um tanto ou quanto estapafúrdia a tese, mas anos depois, tendo eu próprio estreado nessas lides da parentalidade, acabei por entender, e muito bem, o que queria dizer o meu colega.

Ora, tudo isto serve para chegar ao seguinte ponto: Bas Dost, nosso artilheiro-mor, também se estreou há poucos meses no papel de "pai" e, curiosamente, vive nesta altura a pior fase da sua carreira.

Não deixa de ser sintomático que as crises de golo de Montero e Bas Dost ocorram, precisamente, pouco tempo depois de terem sido pais.

Se acham que esta possível explicação para o divórcio de Bas Dost com os golos é absurda, sugiro-vos então reverem o Alta Definição que teve como convidado Jorge Jesus, em que o então ainda treinador do Sporting abordava essa questão, nomeadamente, dizendo que o jogador precisa de descansar muito bem para os treinos e que o cuidado dos filhos bebés ou ainda muito pequenos tem de ser deixado para a mulher ou família. 

Vale o que vale, mas esta tese não deixa de dar que pensar...

Sete meses depois

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Há sete meses exactos, o Sporting bateu no fundo. Qualquer reflexão que possa hoje fazer-se nunca poderá escamotear este dado factual.

Parece ter sido muito mais tempo atrás, mas a verdade é que só decorreram sete meses. A 15 de Maio de 2018, ainda em estado de choque perante o que acabáramos de saber (e não tínhamos visto muitas das imagens mais chocantes, nem havia então qualquer inquérito judicial em curso), percebemos de imediato que uma linha de fronteira fora cruzada. Uma linha que tornava irrisórios todos os debates e todas as fracturas anteriores: entrava-se numa etapa diferente, que pelos piores motivos punha o Sporting nas bocas do mundo do futebol e nada nos augurava de bom. Uma linha que estabelecia um nítido contraste entre um núcleo de valores civilizacionais do qual um cidadão bem formado jamais abdica e a total ausência deles.

 

Um Verão escaldante

Superámos, em larga medida, essa dura provação.

Isto deve-se, desde logo, a um restrito conjunto de sportinguistas que vale a pena nomear. Com destaque para a Mesa da Assembleia Geral, integrada por Jaime Soares, Eduarda de Carvalho e Diogo Orvalho. Este trio suportou todos os enxovalhos, todos os insultos, todas as ameaças - tenaz na sua intransigente vontade de devolver a decisão aos sócios: até este elementar direito esteve para nos ser sonegado. Em paralelo, aos cinco elementos que aceitaram integrar a provisória Comissão de Fiscalização: João Duque, António Paulo Santos, Luís Pinto de Sousa, Henrique Monteiro e Rita Garcia Pereira. E também, claro, aos membros da Comissão de Gestão que orientou o clube e a SAD leonina naquelas precárias semanas entre a inédita assembleia geral de 23 de Junho que sufragou a destituição do Conselho Directivo e o acto eleitoral de 8 de Setembro.

Por mim, nunca deixarei de lhes estar grato.

 

Regeneração tranquila

Falta, enfim, fazer uma referência a Frederico Varandas, não o primeiro mas o principal pilar desta regeneração tranquila que o Sporting tem conhecido. Sem procurar os holofotes mediáticos, sem declarações rimbobantes, teve o mérito de se propor encabeçar um novo ciclo no clube. Enquanto outros se resguardavam e faziam cálculos, no momento mais difícil, ele deu um passo em frente e declarou-se pronto para o justo combate: havia que reerguer esta centenária instituição de utilidade pública a que nos orgulhamos de pertencer.

Escolheu o melhor dos lemas: "Unir o Sporting". Recebeu uma maioria de votos expressiva em Setembro. Viu o segundo candidato mais votado, João Benedito, endossar-lhe o apoio na própria noite eleitoral - um gesto que só engrandeceu o nosso antigo capitão de futsal, glória desportiva do clube. E nada fez nem disse desde então que traísse o feliz mote que apresentou aos eleitores. Pelo contrário, o Sporting está hoje mais mobilizado, mais coeso, mais unido. Triunfa na frente futebolística, continua a singrar nas modalidades, procura a estabilidade financeira consciente de que haverá novos cabos das tormentas a dobrar no horizonte. 

 

Um lema e um rumo

Não ouvimos de Varandas, nestes três meses, uma palavra que dividisse hostes, apenas frases cirúrgicas destinadas a congregar os sportinguistas. Sem retórica balofa, sem exposição constante, sem qualquer obsessão de arregimentar tropas nem de cavar trincheiras. Desta forma, transformou o benefício da dúvida que muitos lhe deram, tendo ou não votado nele, em apoio declarado e confiante neste último trimestre de 2018. Alguns acusam-no de falar pouco. Mas se havia coisa que sobrava, no Sporting pré-Varandas, eram palavras. No desporto, como na vida, nenhuma meta credível se alcança com incontinência verbal.

Para um clube que há sete meses bateu no fundo, este era o caminho que se impunha. "Unir o Sporting": mantenha-se o presidente leonino fiel ao lema que escolheu para a campanha no mais desolador Verão de que há memória em Alvalade e saberá sempre qual o rumo a seguir. 

Uma fábula completamente nova. Ou não?

Era uma vez um clube que tinha um presidente irresponsável, inconstante emocionalmente e que desbaratou um enorme crédito junto dos sócios e adeptos "enquanto o diabo esfregou um olho". Esse clube viveu uma situação delicada com a deserção de alguns dos seus melhores jogadores, alguns deles da sua própria formação, jogadores com mais de dez anos de casa, que lá estavam desde crianças. Com razão ou não, não vem agora ao caso, saíram por sua exclusiva vontade, preocupando-se apenas com os seus interesses.

O presidente haveria de, em simultâneo quase, ser ele próprio destituído por uma larga maioria de sócios em Assembléia Geral, cujo presidente, cumprindo os estatutos do clube, nomeou uma comissão de gestão.

O presidente dessa comissão de gestão teve o cuidado de informar os associados que aquele grupo de sportinguistas estava ali por amor à camisola, sem qualquer interesse monetário e que aquele palanque não serviria para catapultar ninguém para as eleições que estavam marcadas para daí a 3 meses, mais coisa menos coisa (entretando dois haveriam de sair para integrar uma das listas concorrentes a essas eleições, contrariiando o seu voto de imparcialidade). Esta comissão tinha por missão gerir os assuntos correntes do clube até àquelas eleições e nomear o presidente da SAD, o que aconteceu com a indigitação de Sousa Cintra.

Poucos dias depois da assumpção do poder, soubemos que a SAD estava em falência técnica, uma coisa de um enorme rombo de 9 milhões de Euros, que afinal poucos dias depois já não era. Mandava o bom senso, perante o catastrófico cenário traçado, que a CG e a administração da SAD por ela nomeada, tivessem em atenção alguns pormenores que se deveriam considerar relevantes, desde logo o recurso à prata da casa, sobretudo aqueles miúdos que tão boas indicações tinham dado nos clubes onde tinham evoluído por empréstimo.

Preocupou-se a CG no imediato em resolver o grave problema da deserção dos jogadores e é verdade (sem tecer comentários acerca de valores que sendo relevantes, para aqui são de somenos) que resolveu os que conseguiu e aos que se mostraram intransigentes, tratou das coisas de forma clara apresentando queixa junto da FIFA. A forma encontrada para resolver este assunto terá sido a correcta.

Resolvido este assunto, ou pelo menos alinhavado, havia que construir a equipa para a época que se avizinhava e era aí que se esperava que, apesar dos péssimos exemplos dos ídolos formados na casa, fosse dada oportunidade aos jovens da formação de lutar por um lugar na equipa. Sol de pouca dura; Rapidamente se viu que, contrariando até os traços gerais dos programas dos candidatos até agora conhecidos, a aposta na formação foi chutada p'ra canto, ou seja, o presidente da SAD, que também está a prazo convém lembrar, condiciona uma época, um primeiro ano de mandato de uma direcção que pode estar irremediavelmente comprometida, já que sabemos que isto funciona bem quando se ganha e se a coisa (esperemos que não) começar mal...

Então em consequência desta política encetada pela SAD, algumas das pérolas da formação, entre elas o Francisco Geraldes, o Iuri Medeiros e também o Palhinha, que foi agora reforçar um adversário directo, o Braga (como já haviam ido Jefferson e Esgaio na época anterior, num desinvestimento na formação iniciado a partir do segundo ano do consulado de Jesus, obviamente sancionado pelo presidente à época), o que me leva a formular uma simples questão:Estes miúdos que demonstraram carácter e não desertaram,  serão benquistos no seio da equipa, ou será que para além de definirem os seus próprios vencimentos, há jogadores que decidem quem faz parte do grupo?

 

O ADN do Sporting

A crise recente que abalou toda a estrutura institucional do Sporting fez cair por terra um dos nossos maiores valores. Falo obviamente da identidade leonina.

Independente da opinião de cada um, ou melhor, da versão que cada um pretendeu escolher para os eventos, certo é que o Sporting deixou de estar associado àquela ideia de um clube onde não se baixava de nível numa conversação, especialmente com os nossos adversários. Bem pelo contrário.

Entretanto com um Presidente armado de um lança-chamas verbal que a todos pretendeu atingir, foi fácil alguns adeptos entrarem em Alcochete e destruírem um balneário atingindo fisicamente jogadores e acima de tudo derreterem a tal filosofia inerente ao Sporting.

Passámos de um clube pacato e sóbrio para um clube composto por arruaceiros e malfeitores. Basta visitar alguns espaços na blogosfera para ficarmos esclarecidos no que toca ao ambiente que reina no espírito leonino.

As próximas eleições, ao invés do que seria de esperar, vão dividir ainda mais o Sporting e os sportinguistas. Os defensores do presidente destituído continuam numa demanda contra tudo e todos, seguindo o seu mentor. Vivem assentes no pressuposto de quem não está comigo está contra mim.

A linguagem reles, baixa, a roçar o burjesso é um espelho triste de alguns sportinguistas. E o pior ainda estará para vir… Assim que o primeiro resultado negativo acontecer mais acusações e vis ataques vão surgir.

Este é um caminho que só agora começou a ser trilhado. O destino é inimaginável. O futuro incerto.

A esperança, essa, morreu há muito. Porque, repito, perdemos a nossa identidade.

Sobra somente (e ainda) a fé!

Carvão e transparência IV

A Notícia é da SICN e do Sapo desporto e claro, vale o que vale até ser confirmada.

Ao que consta, houve um número de associados que perfazem 1500 votos que, de acordo com os estatutos, requereu uma AG extraordinária, com o objectivo de na ordem de trabalhos constar o ponto de aceitar todas as candidaturas que se apresentem. Claro que o que se pretende é que as candidaturas de Bruno de Carvalho e Carlos Vieira sejam aceites, que as outras serão recebidas e validadas de forma pacífica.

Não faço ideia se é carvão, até porque não está lá a minha assinatura, o que sei é que os estatutos consagram esta figura. Aliás, foi assim que Marta Soares justificou a convocação da AG destitutiva de 23 de Junho.

Eu disse aqui que se corria o risco de começar a haver AG's como mudas de fraldas a bebés, mas parece que ninguém quis crer no aviso.

Curioso também o facto de Marta Soares ter dado instruções aos serviços para não receberem os sócios que carregavam as assinaturas, ele que se queixou precisamente do mesmo em relação ao CD em funções na altura. O que quer dizer que somos tão lestos a criticar (ainda que com razão), mas somos ainda mais lestos a fazer precisamente o mesmo que criticamos. Mais curioso ainda ter indicado o seu e-mail profissional para receber as assinaturas. Será que o e-mail (inventado por mim, mas que não será muito diferente disto) presidenteag@scp.pt, na sequência da sua demissão, já terá sido eliminado ou o senhor se considera ele próprio ilegitimado nas funções e precavendo algumas consequências, prefere receber correio no e-mail da Liga dos Bombeiros?

Que diabo, tem medo de quê, Marta Soares? que os 71% tenham ido de férias?

Só pode queixar-se de si próprio

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O presidente destituído, cada vez mais desacreditado, continua a fazer o papel do menino queixinhas, apontando a dedo tudo e todos, para evitar ser responsabilizado pelos seus próprios erros. 

Vem desta vez fazer-se de vítima, atribuindo culpas à Comissão de Fiscalização, que acusa de querer inviabilizar a sua candidatura à presidência do Conselho Directivo do Sporting - que, quanto a mim, está condenada à partida. Como aliás ficará amplamente demonstrado nos próximos dias.

Acontece que, no rescaldo imediato do abominável ataque à Academia de Alcochete, Bruno de Carvalho foi reiteradas vezes aconselhado a demitir-se, proporcionando a convocação imediata de novo acto eleitoral para os órgãos sociais do Sporting, a que naturalmente se recandidataria. Não o fez, preferindo incorrer em ilegalidades várias, barricado no Edifício Visconde de Alvalade, na companhia de Carlos Vieira, Rui Caeiro e restantes comparsas. 

Como quase sempre, preferiu extremar posições.

Como quase sempre, estava errado.

Preferiu o caminho mais difícil e penoso - para o clube, para os sócios e para ele mesmo. De tal maneira que acabou destituído, por vontade dos sócios, na assembleia geral de 23 de Junho. Uma reunião magna que procurou evitar a todo o custo sem perceber que já tinha perdido capacidade de iniciativa e se limitava a ir a reboque dos acontecimentos.

Só tem, portanto, de queixar-se de si próprio.

 

P. S. - A que propósito é que o chamado "núcleo de deputados sportinguistas na Assembleia da República" recebe com pompa o presidente destituído, no Palácio de São Bento, dando-lhe um crédito que ele não justifica nem merece? Será que os senhores legisladores não têm mesmo mais nada para fazer?

O que resta

1. As notícias de hoje, sobre a troca de mensagens telefónicas entre o antigo presidente Bruno de Carvalho e André Geraldes, sublinham o que sempre foi mais do que óbvio, a responsabilidade efectiva da direcção do clube nos inaceitáveis acontecimentos de Alcochete. Quem acompanha minimamente a vida do clube cedo se apercebeu disso. Lembro uma confrontação entre jogadores e presidente, aqueles a acusarem-no de acicatar as claques e este a telefonar ao líder de uma claque, o famigerado "Mustafa", e colocá-lo em alto-falante diante do plantel. Isto tem algum cabimento? Ou as declarações de Bruno de Carvalho aos jogadores após o jogo do Funchal, ao qual não foi para marcar a distância em relação à equipa: "arranjaste-me um problema, tenho o lider da claque a telefonar-me durante a noite a pedir a tua morada" - sem que BdC chamasse a polícia, note-se, diante dessa evidente ameaça à integridade dos jogadores e suas famílias. O grau de intimidade do presidente com estes grupos de anti-sociais, marginais era, só por si, inaceitável. A sua utilização para pressionar jogadores é um crime. Os jogadores (pres)sentiam-no e denunciavam-no. Tudo isto deu no que deu, as vis agressões, a mácula reputacional, os prejuízos patrimoniais. Como diz Roquette na entrevista que deu a um diário desportivo, no dia do ataque a Alcochete, estavam os jogadores e técnicos na esquadra e BdC foi para o ... jantar do grupo Stromp! Uma crise daquelas e BdC foi banquetear-se com os notáveis. E depois os outros é que são ... croquettes ... 

 

2. Os candidatos pululam. Nem um deles aborda aquilo que num país decente se exigiria a uma associação desportiva tão protegida pelo Estado como o Sporting Clube de Portugal tem sido ao longo do seu século: que vai fazer das claques, dos imundos neo-nazis, fascistas, marginais, que se organizam em torno do clube? A questão é velha, sempre silenciada. Chegou onde chegou, neste contexto da sua utilização, de óbvia corrupção da direcção, de criminalização da administração do clube. Reacção dos candidatos? Assobiar para o lado. De facto a questão não é se o prestigiado responsável do futsal terá mais responsabilidades ou se haverá mais campos para formação no futebol. A questão é se os bancos a quem o Estado (o dinheiro de todos os portugueses) suporta continuarão a fazer inaceitáveis perdões de dívida ao clube. E se o clube continuará a alimentar - através de dinheiro que o Estado lhe dá, directa e indirectamente - grupos de marginais e de nazis. Estas são as questões cruciais que a sociedade portuguesa deveria colocar a uma entidade da dimensão do SCP. E as questões fundamentais que 65% dos sportinguistas deveriam colocar a si mesmos. Pois os outros 35% são adeptos disto. São isto.

 

3. As notícias vão mostrando o que foi o passado recente: o Sporting financiou - à imagem do que os partidos políticos vêm fazendo - uma barreira de contra-informação na internet (blogs anónimos, perfis de facebook, comentadores, etc.) Para além de uma escória de gente que aparece por aí (quem é aquele Pedro Proença, de onde saiu, que prestígio tem, a que propósito tem o eco que tem?). Nada que quem bloga não tenha percebido, e há muito: basta ver os patéticos comentários neste blog, a série de "anónimos" - tantos com os mesmos tiques de escrita, obviamente emanados do mesmo teclado, ou seja, um anónimo activista. Isto é democraticamente inaceitável. Reacção dos candidatos, principalmente dos vários que estiveram nesta presidência finda e que desta abjecção tinham, evidentemente, conhecimento (Carvalho, Varandas, Vieira)? Silêncio.

 

4. José Quintela candidata-se na lista dos restos do brunismo, a patética deriva de Vieira, e diz-se orgulhoso do que fez. Quintela teve responsabilidades na comunicação associativa - e convirá lembrar o estado em que televisão e jornal do Sporting estiveram, o vil seguidismo à presidência, a mais abjecta e imoral ausência de democraticidade, no meio desta imunda trapalhada acontecidade. E com toda a certeza que soube dessa vil campanha de contra-informação, de financiamento de falsidades. E é desta mentalidade e desta prática que esta gente se orgulha. Quando alguém, como ele, diz que "tem vida" externa ao clube, à qual pode voltar conviria lembrar - voltará à vida com o ónus das vilanias que cometeu. 

 

Convirá perceber o que resta destes últimos meses. Que se olharmos para uma bancada de adeptos 35% deles, 3 ou 4 entre 10 que levam o cachecol, são apoiantes disto, são isto. O clube pode estar com grandes dificuldades económicas e financeiras, há até quem diga que está (mais ou menos) falido. Mas, de facto, o "universo Sporting" está falido é moralmente. Quanto 35% de si é este imundo lamaçal. E os outros 65% assobiam para o lado e falam de novos campos para a Academia e de quem vai gerir as "modalidades" ou se Peseiro é ou não o homem. O que resta? Restarão as metástases deste horroroso tumor, deste cancro moral de que o clube padece. Mortal? Com "médicos" destes é quase certo que o será. E não me refiro especificamente a Varandas, que fique explícito.

 

Bruno Fernandes e os outros

Tenho lido por aqui muitos agradecimentos a Sousa Cintra por ter "resgatado" Bruno Fernandes. Cada um opina conforme quer, que opiniões cada um bota as que bem entender. A minha opinião (e por maioria de razão deveria ser a de quem apoiou a destituição do presidente) é que, se não fosse para fazer melhor, não valeria a pena, portanto fiquemos por o Cintra não ter feito mais que a sua obrigação. Eu até concedo que o ter concordado em aumentar o ordenado a Bruno Fernandes  é normal, o melhor jogador da Liga da época finda e um líder em campo merece ter um ordenado de topo, afinal em muitos jogos, em que alguns colegas se arrastaram em campo, ele levou a equipa às costas. O facto de ser o atleta a recusar um aumento não retira pedaço a Sousa Cintra. Aliás, se as condições são as mesmas, e não tenho razão nenhuma para crer o contrário, no final da época será justo, continuando o atleta a mostrar os níveis que mostrou, colocá-lo no patamar dos mais bem pagos da equipa.

Passado o intróito, confesso que me custa a engolir o regresso de Bruno Fernandes. Esta lenga-lenga de que eles são profissionais e procuram o melhor para si, comigo não cola neste caso. O futebol é um mundo à parte, apesar de o quererem por vezes comparar com o mundo empresarial normal e as relações laborais têm pelo meio um mundo de sentimentos onde a razão a maior parte das vezes anda arredia. Não se pode comparar Bruno Fernandes a um quadro de topo de uma empresa dita normal, porque um clube de futebol não é uma empresa normal, por muito que as regras legais por que se rege sejam semelhantes, ou as mesmas até. E é esse meu lado emocional que me sussurra ao ouvido que mande o Bruno pó caralho, que o que ele fez não tem desculpa e que pode ir para o raio que o parta, que o clube não se trata como ele o tratou. Será certamente o sentimento de milhares de sportinguistas e confesso que não lhes posso levar a mal por isso.

Depois paro, e penso que o Sporting não se pode dar ao luxo de prescindir de um jogador da qualidade de Bruno Fernandes e apesar da minha animosidade para com os suores de que foi acometido, vejo-me na obrigação de o aceitar de volta. Digo bem, vejo-me na obrigação, porque provavelmente o seu destino seria um dos rivais e mais vale aceitá-lo contrariado que vê-lo a jogar contra nós. Não juro que se o vir a marcar um golaço ao Benfica ou ao Porto ficarei indiferente, certamente vibrarei com o golo. É que eu, ao contrário de Bruno Fernandes, não confundo o Bruno com o Sporting.

Que venha então o Bruno e que venha com vontade, que até gostei das suas declarações e o seu regresso vem dar-me razão: As rescisões não têm pés para andar e serão todas ganhas se forem a tribunal. Não me restam dúvidas de que a resolução dos assuntos deve passar por acordos que defendam os interesses do Sporting, antes de se chegar a tribunal, mas não esperem que me cale com vendas tipo aquela que corre por aí em relação a Gelson (ainda por confirmar), ou que não exija que Podence pague tudo até ao último "tostão", afinal foi para um clube calminho num campeonato calminho como o grego (onde entram presidentes de pistola em riste campo a dentro) e pode pagar em suaves prestações aquilo que nos deve.

Tenho alguma preocupação com as relações no balneário, os que optaram por ficar e tinham certamente colocação noutros bons clubes poderão ter alguma animosidade para com os que eventualmente acompanhem Bruno Fernandes no regresso. Se for apenas ele, como parece ser o caso, talvez seja pacífico. Vamos ver. O jogador que teria a braçadeira de capitão garantida com a mais que provável saída de Patrício (mesmo sem crise), na minha opinião, hipotecou o seu crédito junto dos colegas. Afinal não é boa companhia um gajo que, perante a adversidade, abandona o barco.

Bruno Fernandes

Bruno Fernandes foi o melhor jogador do Sporting no ano passado, foi a melhor contratação do clube em anos e foi eleito o melhor da liga. Ainda assim, não tenho a certeza se gosto do seu regresso a Alvalade. O médio rescindiu na sequência do ataque a Alcochete e descreveu os danos psicológicos que esse episódio lhe causou. Não gostando, consegui compreender que não tivesse condições para voltar a jogar de verde e branco e que quisesse livrar-se de uma situação inédita e insuportável. Eis se não quando, à chegada a Portugal, vindo da Rússia, Fernandes admitiu voltar ao Sporting. Depois de longas negociações, será hoje apresentado (não gosto e não entendo uma apresentação neste caso) e ao que se diz, dobrará o ordenado. Nunca achei que os jogadores que rescindiram fossem traidores (apesar de achar que alguns se aproveitaram da situação) mas Bruno volta atrás, após se ter atirado dinheiro para o problema. Ao primeiro erro, será assobiado (não por mim) e este regresso com mais dinheiro será lembrado. Ao primeiro golão, tudo será esquecido?

 

PS: Admito aqui que me precipitei no meu post. Ao que parece, segundo o próprio e Sousa Cintra, o regresso não teve como prémio o aumento de contrato. Continuo a achar que a saída seria o melhor cenário depois da rescisão, mas fui injusto para o jogador. 

Carvão e transparência II

Ora vamos lá tentar ser sérios.

Eu administro o meu orçamento, que é reduzido infelizmente, e de contas sei que há o deve e o haver, como aprendi no livro do merceeiro da minha terra, onde estavam também os calotes e a conta-corrente dos clientes que, coitados, a maior parte deles nem dinheiro tinha para uma quarta de café e que comprava fiado porque a jorna era miserável.

Vir dizer que o Sporting deve 40 milhões a fornecedores é filhadaputice da grossa! Como disse, de contas percebo pouco, mas sei ler e sei minimamente entender um relatório onde estão espelhadas as contas. Vai daí, dei-me ao trabalho, que não foi muito, a coisa está no site do clube, de ir verificar o último R&C publicado e que corresponde ao primeiro trimestre do corrente ano. Pelas minhas contas estão lá à volta de 35M€ de dívidas a fornecedores. Ora bem, na minha contabilidade pessoal e na do merceeiro da minha terra, dívida a fornecedores terá a ver com a conta da água, da electricidade, do gás, do homem do talho e do senhor da mercearia, ele próprio, que deverá a quem lhe fornece os produtos que ele vendia àqueles miseráveis e a outros mais ou menos remediados. No Sporting e noutros clubes, para o caso o Porto e o Benfica, que são os nossos adversários directos, as dívidas a fornecedores, como está lá escarrapachado no tal R&C, são pagamentos agendados por conta de aquisições de jogadores. Ou seja, o Sporting comprou passes de jogadores e diferiu o seu pagamento no tempo. O horror, a tragédia! Mas se procurarem lá bem, também lá haverá uma conta de dinheiro a receber por conta de vendas. Quanto? Ora, façam o mesmo que eu, procurem, vão lá ver, que vos há-de fazer bem, que isto de aventar que há um buraco de 40 Milhões e não ter medo que as caganitas lhes caiam em cima, é confiar no lado certo do vento. E ele às vezes sopra do lado contrário...

Tempos de mera gestão!

Olho com apreensão a actual Comissão de Gestão do Sporting. Despedir de um momento para o outro diversos treinadores só porque trabalharam com JJ ou com BdC, numa espécie de vingança parola, parece-me deveras errado.

Só falta despedirem também o roupeiro Paulinho. Seria o cúmulo.

Critiquei muitas vezes o Presidente destituido, BdC, não pelos actos de gestão, dos quais sabia muito pouco, mas essencialmente pela forma como (não) passava as mensagens.

Foi um estilo que durante o primeiro mandato originou muitos cabelos brancos aos nossos adversários mas que, como já referi, de um dia para o outro mudou radicalmente sendo mesmo um foco de desestabilização.

Desde Fevereiro passado até à destituição de BdC as asneiras foram mais que muitas. Mas quando se pensava que ninguém faria pior, eis uma Comissão que começa a dispensar gente boa, competente e acima de tudo sportinguista só por que viveram na época de BdC.

Isto é... estão a cometer os mesmos erros do antecessor.

O Sporting deixou assim de ser um clube de viscondes bem comportados para se tornar um clube de plebeus armados em rufiões. E sinceramente isto não pode ser...

Os actuais dirigentes devem assumir a ingrata responsabilidade de gerir o clube até às eleições, sem fazerem enormes alterações na sua estrutura desportiva. Digo eu!

Todavia o primeiro erro já foi cometido. Nada me move contra Peseiro a não ser ter pouca coragem nos jogos importantes quando foi treinador do Sporting. Viu-se na Luz e em Alvalade no final da Liga Europa.

Perfilam-se entretanto candidaturas para as eleições de Setembro: a de Varandas é já conhecida e assumida. Miguel Albuquerque deverá estar a contar espingardas. para perceber se avança ou não. BdC idem, idem, aspas, aspas. E nem imagino quantos mais.

Finalmente o que eu peço encarecidamente a esta Comissão é que não estrague o bom trabalho de BdC especialmente nas modalidades ditas amadoras. Jamais...

Será bom que nuuuuuuuuuunca, mas nunca se esqueçam disso.

 

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