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És a nossa Fé!

Só pode queixar-se de si próprio

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O presidente destituído, cada vez mais desacreditado, continua a fazer o papel do menino queixinhas, apontando a dedo tudo e todos, para evitar ser responsabilizado pelos seus próprios erros. 

Vem desta vez fazer-se de vítima, atribuindo culpas à Comissão de Fiscalização, que acusa de querer inviabilizar a sua candidatura à presidência do Conselho Directivo do Sporting - que, quanto a mim, está condenada à partida. Como aliás ficará amplamente demonstrado nos próximos dias.

Acontece que, no rescaldo imediato do abominável ataque à Academia de Alcochete, Bruno de Carvalho foi reiteradas vezes aconselhado a demitir-se, proporcionando a convocação imediata de novo acto eleitoral para os órgãos sociais do Sporting, a que naturalmente se recandidataria. Não o fez, preferindo incorrer em ilegalidades várias, barricado no Edifício Visconde de Alvalade, na companhia de Carlos Vieira, Rui Caeiro e restantes comparsas. 

Como quase sempre, preferiu extremar posições.

Como quase sempre, estava errado.

Preferiu o caminho mais difícil e penoso - para o clube, para os sócios e para ele mesmo. De tal maneira que acabou destituído, por vontade dos sócios, na assembleia geral de 23 de Junho. Uma reunião magna que procurou evitar a todo o custo sem perceber que já tinha perdido capacidade de iniciativa e se limitava a ir a reboque dos acontecimentos.

Só tem, portanto, de queixar-se de si próprio.

 

P. S. - A que propósito é que o chamado "núcleo de deputados sportinguistas na Assembleia da República" recebe com pompa o presidente destituído, no Palácio de São Bento, dando-lhe um crédito que ele não justifica nem merece? Será que os senhores legisladores não têm mesmo mais nada para fazer?

O que resta

1. As notícias de hoje, sobre a troca de mensagens telefónicas entre o antigo presidente Bruno de Carvalho e André Geraldes, sublinham o que sempre foi mais do que óbvio, a responsabilidade efectiva da direcção do clube nos inaceitáveis acontecimentos de Alcochete. Quem acompanha minimamente a vida do clube cedo se apercebeu disso. Lembro uma confrontação entre jogadores e presidente, aqueles a acusarem-no de acicatar as claques e este a telefonar ao líder de uma claque, o famigerado "Mustafa", e colocá-lo em alto-falante diante do plantel. Isto tem algum cabimento? Ou as declarações de Bruno de Carvalho aos jogadores após o jogo do Funchal, ao qual não foi para marcar a distância em relação à equipa: "arranjaste-me um problema, tenho o lider da claque a telefonar-me durante a noite a pedir a tua morada" - sem que BdC chamasse a polícia, note-se, diante dessa evidente ameaça à integridade dos jogadores e suas famílias. O grau de intimidade do presidente com estes grupos de anti-sociais, marginais era, só por si, inaceitável. A sua utilização para pressionar jogadores é um crime. Os jogadores (pres)sentiam-no e denunciavam-no. Tudo isto deu no que deu, as vis agressões, a mácula reputacional, os prejuízos patrimoniais. Como diz Roquette na entrevista que deu a um diário desportivo, no dia do ataque a Alcochete, estavam os jogadores e técnicos na esquadra e BdC foi para o ... jantar do grupo Stromp! Uma crise daquelas e BdC foi banquetear-se com os notáveis. E depois os outros é que são ... croquettes ... 

 

2. Os candidatos pululam. Nem um deles aborda aquilo que num país decente se exigiria a uma associação desportiva tão protegida pelo Estado como o Sporting Clube de Portugal tem sido ao longo do seu século: que vai fazer das claques, dos imundos neo-nazis, fascistas, marginais, que se organizam em torno do clube? A questão é velha, sempre silenciada. Chegou onde chegou, neste contexto da sua utilização, de óbvia corrupção da direcção, de criminalização da administração do clube. Reacção dos candidatos? Assobiar para o lado. De facto a questão não é se o prestigiado responsável do futsal terá mais responsabilidades ou se haverá mais campos para formação no futebol. A questão é se os bancos a quem o Estado (o dinheiro de todos os portugueses) suporta continuarão a fazer inaceitáveis perdões de dívida ao clube. E se o clube continuará a alimentar - através de dinheiro que o Estado lhe dá, directa e indirectamente - grupos de marginais e de nazis. Estas são as questões cruciais que a sociedade portuguesa deveria colocar a uma entidade da dimensão do SCP. E as questões fundamentais que 65% dos sportinguistas deveriam colocar a si mesmos. Pois os outros 35% são adeptos disto. São isto.

 

3. As notícias vão mostrando o que foi o passado recente: o Sporting financiou - à imagem do que os partidos políticos vêm fazendo - uma barreira de contra-informação na internet (blogs anónimos, perfis de facebook, comentadores, etc.) Para além de uma escória de gente que aparece por aí (quem é aquele Pedro Proença, de onde saiu, que prestígio tem, a que propósito tem o eco que tem?). Nada que quem bloga não tenha percebido, e há muito: basta ver os patéticos comentários neste blog, a série de "anónimos" - tantos com os mesmos tiques de escrita, obviamente emanados do mesmo teclado, ou seja, um anónimo activista. Isto é democraticamente inaceitável. Reacção dos candidatos, principalmente dos vários que estiveram nesta presidência finda e que desta abjecção tinham, evidentemente, conhecimento (Carvalho, Varandas, Vieira)? Silêncio.

 

4. José Quintela candidata-se na lista dos restos do brunismo, a patética deriva de Vieira, e diz-se orgulhoso do que fez. Quintela teve responsabilidades na comunicação associativa - e convirá lembrar o estado em que televisão e jornal do Sporting estiveram, o vil seguidismo à presidência, a mais abjecta e imoral ausência de democraticidade, no meio desta imunda trapalhada acontecidade. E com toda a certeza que soube dessa vil campanha de contra-informação, de financiamento de falsidades. E é desta mentalidade e desta prática que esta gente se orgulha. Quando alguém, como ele, diz que "tem vida" externa ao clube, à qual pode voltar conviria lembrar - voltará à vida com o ónus das vilanias que cometeu. 

 

Convirá perceber o que resta destes últimos meses. Que se olharmos para uma bancada de adeptos 35% deles, 3 ou 4 entre 10 que levam o cachecol, são apoiantes disto, são isto. O clube pode estar com grandes dificuldades económicas e financeiras, há até quem diga que está (mais ou menos) falido. Mas, de facto, o "universo Sporting" está falido é moralmente. Quanto 35% de si é este imundo lamaçal. E os outros 65% assobiam para o lado e falam de novos campos para a Academia e de quem vai gerir as "modalidades" ou se Peseiro é ou não o homem. O que resta? Restarão as metástases deste horroroso tumor, deste cancro moral de que o clube padece. Mortal? Com "médicos" destes é quase certo que o será. E não me refiro especificamente a Varandas, que fique explícito.

 

Bruno Fernandes e os outros

Tenho lido por aqui muitos agradecimentos a Sousa Cintra por ter "resgatado" Bruno Fernandes. Cada um opina conforme quer, que opiniões cada um bota as que bem entender. A minha opinião (e por maioria de razão deveria ser a de quem apoiou a destituição do presidente) é que, se não fosse para fazer melhor, não valeria a pena, portanto fiquemos por o Cintra não ter feito mais que a sua obrigação. Eu até concedo que o ter concordado em aumentar o ordenado a Bruno Fernandes  é normal, o melhor jogador da Liga da época finda e um líder em campo merece ter um ordenado de topo, afinal em muitos jogos, em que alguns colegas se arrastaram em campo, ele levou a equipa às costas. O facto de ser o atleta a recusar um aumento não retira pedaço a Sousa Cintra. Aliás, se as condições são as mesmas, e não tenho razão nenhuma para crer o contrário, no final da época será justo, continuando o atleta a mostrar os níveis que mostrou, colocá-lo no patamar dos mais bem pagos da equipa.

Passado o intróito, confesso que me custa a engolir o regresso de Bruno Fernandes. Esta lenga-lenga de que eles são profissionais e procuram o melhor para si, comigo não cola neste caso. O futebol é um mundo à parte, apesar de o quererem por vezes comparar com o mundo empresarial normal e as relações laborais têm pelo meio um mundo de sentimentos onde a razão a maior parte das vezes anda arredia. Não se pode comparar Bruno Fernandes a um quadro de topo de uma empresa dita normal, porque um clube de futebol não é uma empresa normal, por muito que as regras legais por que se rege sejam semelhantes, ou as mesmas até. E é esse meu lado emocional que me sussurra ao ouvido que mande o Bruno pó caralho, que o que ele fez não tem desculpa e que pode ir para o raio que o parta, que o clube não se trata como ele o tratou. Será certamente o sentimento de milhares de sportinguistas e confesso que não lhes posso levar a mal por isso.

Depois paro, e penso que o Sporting não se pode dar ao luxo de prescindir de um jogador da qualidade de Bruno Fernandes e apesar da minha animosidade para com os suores de que foi acometido, vejo-me na obrigação de o aceitar de volta. Digo bem, vejo-me na obrigação, porque provavelmente o seu destino seria um dos rivais e mais vale aceitá-lo contrariado que vê-lo a jogar contra nós. Não juro que se o vir a marcar um golaço ao Benfica ou ao Porto ficarei indiferente, certamente vibrarei com o golo. É que eu, ao contrário de Bruno Fernandes, não confundo o Bruno com o Sporting.

Que venha então o Bruno e que venha com vontade, que até gostei das suas declarações e o seu regresso vem dar-me razão: As rescisões não têm pés para andar e serão todas ganhas se forem a tribunal. Não me restam dúvidas de que a resolução dos assuntos deve passar por acordos que defendam os interesses do Sporting, antes de se chegar a tribunal, mas não esperem que me cale com vendas tipo aquela que corre por aí em relação a Gelson (ainda por confirmar), ou que não exija que Podence pague tudo até ao último "tostão", afinal foi para um clube calminho num campeonato calminho como o grego (onde entram presidentes de pistola em riste campo a dentro) e pode pagar em suaves prestações aquilo que nos deve.

Tenho alguma preocupação com as relações no balneário, os que optaram por ficar e tinham certamente colocação noutros bons clubes poderão ter alguma animosidade para com os que eventualmente acompanhem Bruno Fernandes no regresso. Se for apenas ele, como parece ser o caso, talvez seja pacífico. Vamos ver. O jogador que teria a braçadeira de capitão garantida com a mais que provável saída de Patrício (mesmo sem crise), na minha opinião, hipotecou o seu crédito junto dos colegas. Afinal não é boa companhia um gajo que, perante a adversidade, abandona o barco.

Bruno Fernandes

Bruno Fernandes foi o melhor jogador do Sporting no ano passado, foi a melhor contratação do clube em anos e foi eleito o melhor da liga. Ainda assim, não tenho a certeza se gosto do seu regresso a Alvalade. O médio rescindiu na sequência do ataque a Alcochete e descreveu os danos psicológicos que esse episódio lhe causou. Não gostando, consegui compreender que não tivesse condições para voltar a jogar de verde e branco e que quisesse livrar-se de uma situação inédita e insuportável. Eis se não quando, à chegada a Portugal, vindo da Rússia, Fernandes admitiu voltar ao Sporting. Depois de longas negociações, será hoje apresentado (não gosto e não entendo uma apresentação neste caso) e ao que se diz, dobrará o ordenado. Nunca achei que os jogadores que rescindiram fossem traidores (apesar de achar que alguns se aproveitaram da situação) mas Bruno volta atrás, após se ter atirado dinheiro para o problema. Ao primeiro erro, será assobiado (não por mim) e este regresso com mais dinheiro será lembrado. Ao primeiro golão, tudo será esquecido?

 

PS: Admito aqui que me precipitei no meu post. Ao que parece, segundo o próprio e Sousa Cintra, o regresso não teve como prémio o aumento de contrato. Continuo a achar que a saída seria o melhor cenário depois da rescisão, mas fui injusto para o jogador. 

Carvão e transparência II

Ora vamos lá tentar ser sérios.

Eu administro o meu orçamento, que é reduzido infelizmente, e de contas sei que há o deve e o haver, como aprendi no livro do merceeiro da minha terra, onde estavam também os calotes e a conta-corrente dos clientes que, coitados, a maior parte deles nem dinheiro tinha para uma quarta de café e que comprava fiado porque a jorna era miserável.

Vir dizer que o Sporting deve 40 milhões a fornecedores é filhadaputice da grossa! Como disse, de contas percebo pouco, mas sei ler e sei minimamente entender um relatório onde estão espelhadas as contas. Vai daí, dei-me ao trabalho, que não foi muito, a coisa está no site do clube, de ir verificar o último R&C publicado e que corresponde ao primeiro trimestre do corrente ano. Pelas minhas contas estão lá à volta de 35M€ de dívidas a fornecedores. Ora bem, na minha contabilidade pessoal e na do merceeiro da minha terra, dívida a fornecedores terá a ver com a conta da água, da electricidade, do gás, do homem do talho e do senhor da mercearia, ele próprio, que deverá a quem lhe fornece os produtos que ele vendia àqueles miseráveis e a outros mais ou menos remediados. No Sporting e noutros clubes, para o caso o Porto e o Benfica, que são os nossos adversários directos, as dívidas a fornecedores, como está lá escarrapachado no tal R&C, são pagamentos agendados por conta de aquisições de jogadores. Ou seja, o Sporting comprou passes de jogadores e diferiu o seu pagamento no tempo. O horror, a tragédia! Mas se procurarem lá bem, também lá haverá uma conta de dinheiro a receber por conta de vendas. Quanto? Ora, façam o mesmo que eu, procurem, vão lá ver, que vos há-de fazer bem, que isto de aventar que há um buraco de 40 Milhões e não ter medo que as caganitas lhes caiam em cima, é confiar no lado certo do vento. E ele às vezes sopra do lado contrário...

Tempos de mera gestão!

Olho com apreensão a actual Comissão de Gestão do Sporting. Despedir de um momento para o outro diversos treinadores só porque trabalharam com JJ ou com BdC, numa espécie de vingança parola, parece-me deveras errado.

Só falta despedirem também o roupeiro Paulinho. Seria o cúmulo.

Critiquei muitas vezes o Presidente destituido, BdC, não pelos actos de gestão, dos quais sabia muito pouco, mas essencialmente pela forma como (não) passava as mensagens.

Foi um estilo que durante o primeiro mandato originou muitos cabelos brancos aos nossos adversários mas que, como já referi, de um dia para o outro mudou radicalmente sendo mesmo um foco de desestabilização.

Desde Fevereiro passado até à destituição de BdC as asneiras foram mais que muitas. Mas quando se pensava que ninguém faria pior, eis uma Comissão que começa a dispensar gente boa, competente e acima de tudo sportinguista só por que viveram na época de BdC.

Isto é... estão a cometer os mesmos erros do antecessor.

O Sporting deixou assim de ser um clube de viscondes bem comportados para se tornar um clube de plebeus armados em rufiões. E sinceramente isto não pode ser...

Os actuais dirigentes devem assumir a ingrata responsabilidade de gerir o clube até às eleições, sem fazerem enormes alterações na sua estrutura desportiva. Digo eu!

Todavia o primeiro erro já foi cometido. Nada me move contra Peseiro a não ser ter pouca coragem nos jogos importantes quando foi treinador do Sporting. Viu-se na Luz e em Alvalade no final da Liga Europa.

Perfilam-se entretanto candidaturas para as eleições de Setembro: a de Varandas é já conhecida e assumida. Miguel Albuquerque deverá estar a contar espingardas. para perceber se avança ou não. BdC idem, idem, aspas, aspas. E nem imagino quantos mais.

Finalmente o que eu peço encarecidamente a esta Comissão é que não estrague o bom trabalho de BdC especialmente nas modalidades ditas amadoras. Jamais...

Será bom que nuuuuuuuuuunca, mas nunca se esqueçam disso.

 

Também aqui

Eu acho bem

Diz que se vai recandidatar.

Quero deixar claro que acho que sim, que se deve recandidatar.

Será a melhor forma de ratificar o resultado da AG de ontem.

Não creio que, a recandidatar-se, volte a ter a maioria dos votos e de uma vez se esclarecerá o que se quer para o Sporting.

Todos sabem que apoiei, apesar das enormes reservas que aqui fui explicitando, o "consulado" do presidente ora deposto.

Quero deixar expresso que apesar dos erros passados, dou o benefício da dúvida a Sousa Cintra. Há que, rapidamente, devolver a normalidade ao clube e Sousa Cintra conseguirá eventualmente agregar as hostes.

Estou frontalmente contra quaisquer litígios que só farão com que as feridas não sarem, daí que a recandidatura de Bruno de Carvalho seja, na minha opinião, positiva nesta perspectiva. Por palavras cruas, para nos deixarmos de pruridos, há que "matar" de vez o fantasma.

Esta declaração de intenções não quer dizer, mais uma vez, que passe um cheque em branco a quem hoje dirige o clube interinamente. Nunca o fiz, nunca o farei.

Aguardarei serenamente pelas candidaturas, suas composições e respectivos programas e cá estarei para, na minha humilde perspectiva, tentar ver quem se apresenta em prol do Sporting e sem lastro radioactivo, que o que o Sporting menos precisa é de um regresso ao passado.

Entretanto, em Maputo

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(Vivi 18 anos em Moçambique. Lá acamaradei - sim, não é preciso estar na tropa para "acamaradar" - no Núcleo do Sporting de Maputo, cheio de boa gente, belos convívios. E até inter-clubístico, dado que era - não sei se ainda é - o único núcleo de adeptos de clubes portugueses com instalações próprias. E, como tal, volta e meia tínhamos visitas, benfiquistas, portistas e não só, portugueses e moçambicanos, para ver jogos internacionais ou até derbis. Como deve ser ...

Nos últimos tempos a página-FB do Núcleo de Maputo tornou-se um frenético local de propaganda pró-Bruno de Carvalho e de agressão aos seus opositores. Hoje, tendo deixado terminar o processo de consulta sobre a proposta de revogação, enviei esta mensagem para publicação nessa página-FB do Núcleo. Horas passaram sem ter resposta. Agora, depois dos responsáveis da página a terem actualizado com a colocação de nove outras publicações, compreendo que não a divulgarão. Como tal deixo aqui a mensagem. Pode ser que chegue a Maputo).

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 (jpt, eu-mesmo, com o leão do Núcleo do Sporting de Maputo, foto com um bom "par de anos", noto-o)

 
Sou bloguista (no "És a Nossa Fé") e compreendo o ímpeto de publicarmos as nossas posições sobre a vida do clube, pois tanto o faço. Esperei até ao fim deste processo de votação sobre a "revogação do Conselho Directivo" para escrever isto nesta página. Fui assíduo no Núcleo (do Sporting Clube de Portugal em Maputo) nas duas décadas que vivi em Maputo, e acarinho essa memória. Fui aí de férias o ano passado, e logo me congratulei com as novas instalações, que visitei e onde assisti a jogos, em confraternização. Reclamo-me ainda "do Núcleo", por simpatia, por clubismo, ainda que 3 anos tenham passado desde que parti.
 
Recordo a descrição desta página-FB: "Sempre Unidos. O único ponto de encontro oficial para Sportinguistas em Maputo. O local para apoiar e confraternizar, de todos os Sportinguistas que estejam em Maputo e queiram sentir-se mais próximo do seu Clube."
 
Por tudo isto muito lamento, à distância, que esta página tenha servido para tomar partido no debate interno que ocorreu. Assumindo o apoio a uma das opiniões. De forma unilateral. Independentemente dela ter sido minoritária ou maioritária. É uma contradição, avessa ao que é a vida associativa e ao que é a expressão associativa.
 
Para quem, por mero desconhecimento do que é o "associativismo", consiga discordar desta opinião faço notar que até um vil comentário apelando ao assassinato de um sócio (mesmo que jocoso, caramba, mostra a boçal mentalidade de quem o coloca - é isto um sportinguista?) é deixado nesta página destinada a que os "Sportinguistas" possam "confraternizar ... mais próximo do seu Clube".
 
Espero que terminado este momento doloroso da história do Sporting todos nós nos possamos apaziguar, vivendo o associativismo, o clubismo. Aprendendo a viver o associativismo, aqueles que não o sabem. E espero também que a direcção do Núcleo do Sporting em Maputo e/ou os administradores desta página-FB o possam fazer. Aprender. Que é a forma de ser Sporting. Não o é essa, a que escolheram nos últimos tempos.
 
Votos dos melhores sucessos. Saudações Leoninas.
 

Acabou

 

A polícia sai com os sacos com os votos na mão, dizem os jornalistas. Mas está por confirmar. Reforços policiais chegam, rumores de manifestações espontâneas, expectativas de jacqueries. Um descalabro numa associação, uma enorme tristeza. Mas, ao mesmo tempo ... acabou o pesadelo. Quanto muito haverá insónias. Mas o pesadelo? Acabou. E hoje é o primeiro dia do resto ...

A opção é nossa, sim

No meio de tanta algazarra, convém aclarar ideias. Como já aqui fiz a 7 de Junho, antes de qualquer despacho judicial, quando precisei que o presidente da Mesa da Assembleia Geral mantinha plenitude de funções, incluindo o poder exclusivo para convocar assembleias gerais e designar as Comissões de Gestão e de Fiscalização. E também a 12 de Junho, quando deixei claro que a convocatória de duas assembleias gerais pelo Conselho Directivo leonino para os dias 17 e 21 era manifestamente ilegal, sem o menor fundamento nos estatutos - como o tribunal viria a reconhecer.

Hoje o que está em causa é a devolução aos sócios da decisão soberana de escolha dos novos titulares de todos os órgãos sociais do clube - Mesa da Assembleia Geral, Conselho Directivo e Conselho Fiscal e Disciplinar - ou de apenas dois destes órgãos, com exclusão do Conselho Directivo.

Opção legítima, democrática e com base estatutária. Só depende de nós, sim.

Bruno de Carvalho não tem razão, dizem os juízes

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O líder [suspenso, note-se] do Sporting perdeu esta sexta feira as duas providências cautelares que apresentou. E desistiu de outras duas já homologadas.

 

Certo, os defensores de BdC virão dizer que a justiça e o Estado português estão combinados com todos os tantos e imensos que estão a fazer esta campanha contra o Sporting. Os juízes, a justiça, o Estado, as empresas, os bancos, os políticos, os ex-presidentes (vivos e mortos), os croquettes, os rissóis, as empadas (as de massa areada e as de massa folhada), os pastéis de bacalhau, as chamuças, e sabe-se lá mais o quê, tudo combinado para roubar o Sporting, dar cabo do Sporting, apropriar-se do Sporting, espoliar o Sporting, esfolar o Sporting. Malandros ....

 

Entretanto, só para dizer, para repetir, para que aqueles que ainda não sabem ou ainda não perceberam, que hoje mesmo dois juízes disseram que as providências cautelares que Bruno de Carvalho colocara para declarar a ilegalidade dos órgãos dirigentes vigentes do Sporting foram consideradas incorrectas. E que Bruno de Carvalho desistiu de outras duas providências cautelares, porque iriam ter o mesmo resultado. Ou seja, leia-se bem, atente-se, o que a Justiça portuguesa diz, nesta vésspera de tão importante Assembleia-Geral, é que a ilegalidade está em Bruno de Carvalho, as manobras manipuladoras estão em Bruno de Carvalho. Foi o que disse a justiça. Espero que seja isso o que dirão amanhã os sócios do Sporting.

 

A incompetência

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Poucos terão ainda alguma dúvida sobre se deverá cair esta direcção ou se deverá manter-se. E pouco me parece ser possível dizer a quem, ao fim deste tempo, ainda defende Bruno de Carvalho. Mas resta-me, para esses, uma questão: há muito que BdC e seus defensores clamam que o clube está a ser alvo de uma "cabala", de uma "campanha" adversa conduzida por inúmeros agentes. (Estes em cada vez maior número, pois à medida que as pessoas se foram afastando de BdC passaram a ser considerados integrantes dessa "campanha"). Tudo tem servido para difundir esse argumento, todas as insinuações. Factos nenhuns, mas insinuações bastantes. E isto não é uma questão de opinião (minha), é pura realidade: não se leu nem ouviu um único facto sobre essa "campanha". Ouvimos e lemos imensas insinuações. Normalmente as pessoas avisadas reflectem nisso, e ponderam o peso que as insinuações têm face à realidade dos factos conhecidos. Mas aceitemos, por agora e em abstracto, a existência dessa campanha. Adversa ao clube.

 

A minha questão é simples: se foi essa malévola campanha que conduziu o clube a esta situação terrível (desportiva, moral, económica, financeira) que competência mostrou esta direcção e o seu presidente para a combater? Que competência mostrou ao deixar o clube tão exposto à tão malvada campanha? É isto um líder competente?

 

Os indefectíveis de BdC dirão que o Sporting é muito apetecível e que não haveria modo de evitar a tal "campanha". Por esse mundo fora há dezenas de grandes clubes, centenas de médios clubes, milhares de pequenos clubes. Todos eles "apetecíveis" para alguém, associados, capitalistas, bancos, empresários, governos. Têm ouvido falar de muitas situações semelhantes? Que tenham chegado a este ponto? Clubes apetecíveis haverá muitos, mas têm direcções que os protegem de interesses ilegítimos. E no Sporting, que competência tem mostrado esta direcção na protecção do clube contra os tais "interesses" maldosos que são anunciados?

 

Insistirão, "as gentes do Sporting são únicas", conduziram o clube até aqui como em nenhum outro clube do mundo poderia acontecer. Será? Serão os sportinguistas os piores adeptos do mundo? Os que pior fazem ao próprio clube? Ok, aceitemos a hipótese. Insisto, que competência mostrou Bruno de Carvalho e a sua direcção face a essa característica horrível dos sportinguistas? Que deveriam conhecer, pois não só sportinguistas como na direcção há já 5 anos. Que competência mostraram para combater essa "auto-maldade" sportinguista? Que fizeram para evitar esta exposição do clube?

 

Caramba, será assim tão difícil perceber o grau de monumental desatino a que esta direcção chegou? As pessoas vivem numa outra realidade?

Acuso

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«O bárbaro ama o seu próprio orgulho e odeia, ou despreza, o orgulho dos outros.»

Karen Blixen, África Minha

 

 

 

Acuso Bruno de Carvalho de ter criado o caldo de cultura que proporcionou os terríveis acontecimentos de Alcochete, que lesaram jogadores, técnicos, médicos e funcionários na sua integridade física e moral.

 

Acuso Bruno de Carvalho de chocante, grosseira e desprezível insensibilidade ao ter considerado "chato" o criminoso ataque de dezenas de facínoras de cara tapada ao sagrado reduto da Academia de Alcochete.

 

Acuso Bruno de Carvalho de neglicenciar o dever de proporcionar condições de segurança aos atletas leoninos, afectando dramaticamente a reputação do Sporting, com gravíssimas repercussões noticiosas a nível mundial.

 

Acuso Bruno de Carvalho de ter desvalorizado irresponsavelmente os jogadores, principais activos da SAD leonina, com vexatórias imputações ao desempenho destes profissionais que foi tornando públicas.

 

Acuso Bruno de Carvalho de ter tolerado inadmissíveis actos de violência física e psicológica contra profissionais leoninos.

 

Acuso Bruno de Carvalho de ter provocado a maior hemorragia de quadros qualificados alguma vez registada na história do futebol profissional do Sporting.

 

Acuso Bruno de Carvalho de se apropriar para efeitos mediáticos e propagandísticos das vitórias do clube enquanto se demarca dos atletas e das equipas técnicas nos momentos de infortúnio.

 

Acuso Bruno de Carvalho de ter ferido profundamente sócios, adeptos e simpatizantes leoninos na sua honra e no seu orgulho de sportinguistas.

 

Acuso Bruno de Carvalho de ter abdicado conscientemente do indeclinável dever de promover a coesão e a união dos sportinguistas que lhe foi imposto no mandato recebido nas urnas.

 

Acuso Bruno de Carvalho de injuriar sócios leoninos de reputação inacatável.

 

Acuso Bruno de Carvalho de ter provocado fracturas porventura irreversíveis entre sportinguistas.

 

Acuso Bruno de Carvalho de confundir a sua vida familiar com as funções institucionais para que foi eleito.

 

Acuso Bruno de Carvalho de procurar transformar o Sporting num psicodrama em sessões contínuas, à mercê dos seus estados de alma.

 

Acuso Bruno de Carvalho de insanável comportamento ególatra e narcísico, que o leva a pronunciar sempre mais vezes a palavra eu do que a palavra nós.

 

Acuso Bruno de Carvalho de mandar inscrever o seu nome num monumento destinado a celebrar a Glória leonina, equiparando-se ao Visconde de Alvalade, num absurdo e ridículo incentivo ao culto da sua própria personalidade.

 

Acuso Bruno de Carvalho de transformar rivais e adversários em inimigos, à revelia do mais genuíno espírito desportivo.

 

Acuso Bruno de Carvalho de ter implantado no Sporting um ambiente persecutório, de permanente caça ao inimigo imaginário, tanto no plano interno como externo.

 

Acuso Bruno de Carvalho de ter traído sucessivas promessas, começando pela promessa - sempre desmentida pelos factos - de devolver o Sporting ao título de campeão nacional de futebol profissional.

 

Acuso Bruno de Carvalho de ser totalmente incapaz de aceitar críticas.

 

Acuso Bruno de Carvalho de jamais reconhecer um erro.

 

Acuso Bruno de Carvalho de tentar adulterar valores inapagáveis da identidade leonina, como o rigor, a verdade, a credibilidade, o respeito, o brio e a honra.

 

Acuso Bruno de Carvalho de deixar um clube dilacerado por ódios fratricidas e rancores intestinos alimentados a cada intervenção pública que vai fazendo.

 

Acuso Bruno de Carvalho de total incapacidade para garantir condições de solvência financeira à SAD, com as obrigações a atingirem o valor mais baixo de sempre e o Sporting a adiar sine die os reembolsos de quem investiu na dívida leonina.

 

Acuso Bruno de Carvalho de desrespeitar decisões dos tribunais, em permanente confronto com a legalidade.

 

Acuso Bruno de Carvalho de tentar implantar no Sporting um poder unipessoal, sem escrutínio, em flagrante violação das normas estatutárias do clube e do quadro legal em vigor no País.

 

Acuso Bruno de Carvalho de ter protagonizado o mais vergonhoso capítulo da história centenária de uma instituição de utilidade pública.

 

Acuso Bruno de Carvalho de procurar impedir por todos os meios a expressão da voz dos sócios.

 

Acuso Bruno de Carvalho de ter medo de ser escrutinado em eleições.

 

Acuso Bruno de Carvalho de estar desesperadamente agarrado ao lugar.

 

Acuso Bruno de Carvalho de manifesta falta de dimensão ética, cultural e democrática, o que o inibe de permanecer como presidente do Sporting Clube de Portugal e presidente da SAD leonina.

A fonte de todos os problemas

Talvez o derradeiro argumento dos apoiantes de Bruno de Carvalho seja o de que fazer a direção cair agora prejudicaria a defesa do clube no caso das rescisões. Ora este é um argumento muito curioso, uma vez que os jogadores várias vezes anunciaram que não rescindiriam se Bruno se demitisse. Não posso honestamente prever o que se vai passar a este respeito se a revogação do mandato da direção for aprovada, mas espero que os jogadores voltem atrás com as rescisões, seja para continuarem ao serviço do Sporting ou para saírem de forma negociada e a bem, sem prejuízo do clube. Sei, porém, prever que se a direção continuar as rescisões se manterão e este problema se arrastará por muito tempo, com óbvio prejuízo para o Sporting (por muito que a atual direção tente manobras de diversão como esta para entreter os mais incautos, este é um assunto que tem que ser resolvido pelos tribunais e não por quem criou o problema). Mas o que é mais extraordinário é quererem convencer-nos de que a única pessoa responsável pela criação deste e de outros problemas é também o único capaz de os resolver! Admito que Bruno de Carvalho resolveu muitos problemas no Sporting quando chegou mas, dado o seu caráter, vaidade e prepotência, são muitos mais (e mais graves) os problemas que cria. Neste momento a sua permanência no Sporting não vai resolver nada e só pode trazer ainda mais problemas.

Em grave risco financeiro

As obrigações do Sporting atingiram o valor mais baixo de sempre. Quem investiu na dívida leonina devia ter recebido em Maio. Como sabemos, a SAD adiou este reembolso para Novembro. Mas muitos investidores estão já dispostos a vender, mesmo com perdas de 15%, para não esperarem até lá. Semana após semana, com a crise a aprofundar-se, reduz-se a margem de expectativa dos investidores face ao risco potencial de descalabro financeiro em Alvalade. No momento em que os capitais próprios negativos da Sporting SAD se afundam para os 9 milhões de euros negativos.

Quanto à banca, hoje chegou mais uma inequívoca advertência: o BCP não tenciona voltar a meter um tostão no futebol. Acontece que este é um dos principais credores do Sporting (o outro é o Novo Banco).

Os sinais estão bem à vista. Para quem quiser vê-los.

Imaginação ou dura realidade?

Há muito que deixei de falar da actual situação do Sporting seja com quem for. Cresce todos os dias em mim uma ferida para a qual ainda não descobri antídoto nem um mero antibiótico.

Ainda por cima há sempre um colega, amigo ou simples conhecido sportinguista que ao ver-me vai atirando uns bitaites. Nem calculam o mal que me fazem.

Quem comigo convive diariamente sabe que eu não pretendo abordar o assunto Sporting. Não é cobardia mas somente escudar-me de mais dor.

Só que ontem pelo telefone após um assunto de trabalho, um colega insistiu em falar mais uma vez do Sporting, contra minha vontade. Perguntou-me se iria à AG, se votaria sim ou não à queda de BdC.

Após as minhas respostas ele deixou um aviso: se BdC não cair Sábado ele irá fazer muuuuuuuuuuito pior do que fez até aqui.

Depois de desligar o telefone fiquei a pensar no que aquele sportinguista me havia dito. E tentei adivinhar o "day aftter" de BdC se não for destituído.

Sinceramente... não gostei do que imaginei!

 

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