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És a nossa Fé!

O homem não consegue ficar calado

Ontem, horas antes do Belenenses-Sporting, voltou a ser notícia. Pondo fim, muito mais cedo do que devia, à licença parental a que tem direito.

Já sem surpresa, ei-lo uma vez mais a lançar achas na fogueira. É mais forte que ele: não suporta viver sem atiçar conflitos. Contra tudo quanto mexe. 

Neste início do seu sexto ano de mandato, ainda me espanto com a vocação que revela para amuos e birrinhas.

Comporta-se como se fosse dono do Sporting - algo que não é, nunca foi e jamais será.

Coisas do capitalismo

Olha, afinal as acções da SAD do Sporting subiram.

Suspensas na Quarta e Quinta-feira, portanto antes do malfadado comunicado de Bruno de Carvalho após o jogo de Madrid, as acções estavam a valer 0.60€.

Passado o período de "quarentena", abriram na Sexta-feira e até subiram cerca de 5%. 

Vá-se lá entender isto. Eu confesso que estas coisas do capitalismo me fazem alguma confusão.

E vá-se lá saber porque carga de água alguém ofereceu apenas 0,15€ por cada acção, na abertura na Segunda-feira, obrigando a nova suspensão.

Entretanto reabriu a negociação e as acções fecharam ontem a 0,80€, com um ganho de quase 27%.

Vá-se portanto lá saber porque não é isto notícia. Pelo menos com a mesma relevância da que deu conta da sua suspensão. Não seria o mínimo?

Análise geo-política

«(..) espero que a crise no Sporting termine o mais rápido possível, pois, em termos de tempo de antena, Bruno de Carvalho está claramente a bater Putin e Trump. Talvez, no futuro, os livros de história universal venham a rezar: "A crise na Síria, que ocorreu no tempo em que BC era Presidente do Sporting, em 2018, terminou com uma cimeira russo-americana

 

José Milhazes

O egomaníaco e alguns epígonos

Alguns pequenos e médios epígonos de Bruno de Carvalho, estimulados pela recente aversão que o presidente parece sentir pelo plantel leonino, desataram nos últimos dias a chamar "funcionários" aos jogadores nas mais variadas e desvairadas caixas de comentários, incluindo neste blogue.
Nunca vi nada assim.
Os tais que agora disparam contra quem enverga a nobre camisola verde e branca no momento em que o Sporting discute em campo o acesso à Liga dos Campeões 2018/2019 e a conquista da Taça de Portugal esquecem uma verdade elementar que, num louvável parêntesis ao sopro de manicómio que vai varrendo este consulado, foi há dias recordada por Jorge Jesus: «Quem faz crescer os clubes são os jogadores.»

Se a SAD leonina prescindisse destes "funcionários", como lhe chama a mais fanática falange presidencialista, ficaria com quem para marcar golos, empolgar os adeptos, encher os estádios e gerar receitas?
Num triste cenário desses, talvez algum egomaníaco, esquecido de que o futebol é um desporto colectivo, descesse solitário ao relvado e marcasse mil golos fantasmáticos em tardes de pseudo-glória contra rivais imaginários...

E se baixássemos a temperatura?

Aproveitar a crise no Sporting para montar uma rampa de lançamento de candidaturas, com recurso a uma espécie de lista telefónica dos sócios, não só é um absurdo como um mau serviço ao clube. Já há demasiados protagonistas no centro das atenções, devemos dispensar o crescimento da fila. Para alimentar fogueira de vaidades, já chega.

Dito isto, e quando temos um jogo importante na 5.ª feira, outro no domingo e depois no dia 18, já para não falar na jornada 33...temos que todos ajudar a descomprimir a caldeira em que fervilham as nossas emoções. E arranjar soluções imediatas, porventura temporárias, para reparar no essencial o mal autoinfligido nos últimos dias.

Há, desde logo, um ponto de partida que é o reconhecimento de que a situação exige medidas e que temos de, pacífica e internamentemente, dialogar para as alcançar. Um pressuposto é o reconhecimento da legitimidade desta direção para continuar a exercer o seu mandato, afastando assim tentações de criar agendas fora de tempo. E de que tem de ser alcançada a estabilidade no clube mas sobretudo na SAD, pelas razões que vieram a lume, empréstimo obrigacionista e reestruturação de dívida num montante muito considerável. Mas também porque ainda há taças para ganhar, no futebol e muitas nas modalidades. 

Dito isto, não sendo original e sem qualquer ironia, parece que para atingir aquele desiderato, alguns contributos poderiam ser estes:

- Bruno de Carvalho suspende as suas funções por um período de tempo adequado, para si e para o clube, em licença de paternidade;

- Carlos Vieira, o homem forte das finanças assume a coordenação da direção e conduz o clube nas decisões necessárias, designadamente quantos aos aspetos já referidos, dando garantias a sócios e acionistas quanto ao cumprimento dos nossos compromissos;

- André Geraldes asssume-se como o homem forte do futebol, no banco, assegurando a ligação entre direção, treinador e jogadores;

- O Presidente da Mesa da Assembleia Geral, não só não convoca nenhuma assembleia como se remete ao silêncio;

- quem gosta e quem não gosta da direção e de Bruno de Carvalho aceita tréguas e apoia a equipa de futebol sem condições, bem como nas modalidades pois aproximam-se jogos decisivos;

Acho que ajudaria a baixar a temperatura. 

No final da época reavalia-se a situação e o que for necessário fazer deverá ser feito, devendo cada um tirar as consequências dos seus atos. Bruno de Carvalho deve reassumir o cargo e fazer a sua própria reflexão, com calma, e perceber se tem condições para continuar, dado que a legitimidade tem, ou devolver a palavra aos sócios. 

Uma coisa é certa. As eleições transformam os eleitos por uma percentagem de eleitores nos representantes de todos. Terminada a contagem de votos desaparece os porcentos duns e doutros. E no Sporting tem de ser assim. Democracia, que tem sempre soluções. Os sócios não podem ser tratados diferentemente consoante as bancadas em que se sentam, nem os dirigentes e o Presidente devem ser desrespeitados, pois clima de guerra civil prejudica apenas o clube, e fortalece os adversários. Os mandatos têm de ser exercidos com legitimidade e nos superiores interesses do Sporting.

E, acreditem, não há ninguém insubstituível. Insubstituível só mesmo o Sporting Clube de Portugal.

Não havia necessidade

Leio nos jornais que Bas Dost, Battaglia, Coates e Mathieu querem deixar o Sporting se Bruno de Carvalho continuar a presidir. Ao que consta Bas Dost e Battaglia terão recebido propostas tentadoras (é este o termo utilizado) e só não sairam por recusa do presidente do Sporting. Diz ainda que se for impedida a sua saída, podem recusar-se a treinar. Isto das notícias, mais ainda nos dias que correm, pode não ser bem o que se passa na realidade e eu quero muito acreditar que não passam de notícias plantadas para desestabilizar. A ser verdade, é legítimo que, se se sentem mal, os jogadores procurem sair. Ninguém é obrigado a estar num sítio onde se sente mal. Aqui nem sequer pode ser invocado qualquer sentimento de ingratidão, o Sporting não fez favor a nenhum deles ao rubricar com eles os respectivos contratos de jogadores profissionais de futebol, que têm vindo a cumprir dentro da normalidade, pelo que se sabe. Também não pode ser assacado qualquer acto de má fé ao Sporting, por não ter deixado sair o holandês e o argentino, antes pelo contrário, o Sporting defendeu e muito bem os seus interesses, não só financeiros como desportivos, já que estava nessa altura em todas as frentes desportivas, antes pelo contrário, deixar sair qualquer jogador nuclear nessa altura deveria ser considerado um acto de gestão danosa. Esteve muito bem a SAD ao não negociar a saída destes jogadores, portanto.

Há no entanto aqui um factor novo, que reputo de muito importante: Alguns daqueles rapazes que foram freneticamente ovacionados no Domingo, após vencerem por 2-0 o colosso Paços de Ferreira, só ficam no clube mediante as suas condições, rasgando o seu contrato de trabalho e as obrigações contratuais que têm para com o Sporting, caso os sócios decidam pela normalidade e pelo cumprimento do mandato destes órgãos sociais, eleitos há um ano e pouco.

O que está aqui em causa não é se Bruno de Carvalho deve ou não continuar, o que está aqui em causa é se os sócios todos (e não apenas os que apuparam o homem no estádio) querem que ele continue. E se quiserem? Desculpem-me os anti, mas esta coisa da Democracia tem coisas irritantes eu sei e alguns convivem ainda muito mal com ela, mas quem decide ainda é a maioria e eu sinceramente não faço ideia se a maioria quer correr com o presidente. Até porque como os assobios à equipa noutras ocasiões vieram dos mesmos sítios que os apupos de Domingo, fico um pouco baralhado, mas ciente de que no universo do clube, aqueles apupos não representam os cerca de 170.000 sócios pagantes atingidos na "era" Bruno de Carvalho. Desde já não me representam a mim, para que não restem dúvidas. Reconheço os exageros, os tiros nos pés, a falta de tacto, mas não posso esquecer que há por aí gente a perfilar-se para um naco de fillet mignon, porque alguém não deixou morrer o clube e esse alguém, com o apoio da esmagadora maioria dos sócios, tem nome: Bruno de Carvalho!

Costuma dizer-se que só faz falta quem está e se o presidente deixar de o ser, passará à história e outro aparecerá. Esperemos que com o mesmo empenho, com o mesmo engajamento, com o mesmo comprometimento e com a mesma disponibilidade para lutar em todas as frentes pelo clube. E esperemos que não se deixe comer de cebolada, já agora. Então teremos enormes exibições, não só dos quatro mosqueteiros lá de cima, mas também dos restantes rapazes de verde e branco, que às vezes se esquecem para o que entram em campo. Já agora, mandem também o Jesus embora (que era o que todos queriam até há uma semana), porque pela amostra do último jogo o homem não é lá preciso p'ra nada e se é preciso alguém com a braçadeira, o Jubas serve.

Portanto, meus senhores, é encomendar as faixas, que para o ano nem é preciso esfregar as mãos, está no papo. Vamos lá correr com o Bruno que seremos sem qualquer dúvida campeões!

Nota importante: Tem que ser alguém que saiba comunicar, doutra forma não haverá pavilhão, não haverá reestruturação financeira, não haverá lucro no clube e na SAD, não haverá títulos nacionais e europeus, não haverá SportingTV, não haverá um cabrão dum relvado em condições e não haverá um contrato de 500 Milhões de Euros, o maior de sempre de um clube português com um patrocinador. Saber comunicar, não esqueçam, senhores candidatos.

O mais chocante

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O que mais me chocou nesta alucinada deriva de Bruno de Carvalho que o fez perder o apoio e até o respeito de muitos sportinguistas, e entrar em colisão com o maior accionista privado da SAD leonina, não foi sequer o facto de desvalorizar e humilhar o maior activo do Sporting, que são os jogadores  - com inevitáveis consequências junto dos patrocinadores e da valorização bolsista da sociedade anónima desportiva.

Foi algo muito mais simples: vê-lo no banco de suplentes, onde fez questão de sentar-se, com uma expressão distante e gélida quando Bas Dost e Bryan Ruiz marcaram contra o Paços de Ferreira na chuvosa noite de domingo. Dando quase a sensação de que não queria aqueles golos nem que os adeptos os celebrassem.

"Isto entristece-me muito. Nós não merecíamos. Faz-me sofrer muito, porque vivo muito o clube", disse ontem um emocionado e comovido Paulo Andrade no programa Dia Seguinte, da SIC Notícias. Falando naquele momento pela esmagadora maioria da massa adepta leonina, ainda atónita perante tudo quanto se passou.

Chama-lhe burnout...

Continuo aqui à distância. Acompanho tudo de forma muito intermitente, cada vez mais estarrecido com a sucessão de eventos. De qualquer modo, ocorre-me dizer o seguinte:

1) Bruno de Carvalho lembrou-se de voltar a abandonar o facebook, anunciando-o enfastiadamente como um favor que fazia aos sócios e adeptos (pronto, já que tanto insistem, largo o facebook, mas depois não se queixem). Voltou a não perceber nada. O problema não é o facebook, o problema é aquilo que o conteúdo das mensagens do facebook revela. Se o mesmo estilo de gestão continuar a ser seguido e a política de comunicação continuar a ser a mesma embora usando outros meios (Sporting TV, televisões, rádios e jornais), então tanto faz estar como não estar no facebook.

2) Esta coisa de estarem todos por interesse no Sporting excepto ele, revela uma falha fundamental. Numa organização tão grande como o Sporting e nos tempos de hoje, aquilo com que tem de se contar não é com grandes amores à camisola mas com o profissionalismo das pessoas que colaboram com a organização. Por isso, o que se tem de dar a essas pessoas é as condições necessárias para elas gostarem de ser profissionais na organização. Haverá quem queira sair, quem queira entrar, quem queira ficar (na mesma ou pedindo mais dinheiro). O que o gestor tem de fazer é gerir cada uma destas situações sem estar sempre a atirar à cara de profissionais que eles são uns interesseiros e que só querem destruir o Sporting. Eles são profissionais que olham friamente para as suas hipóteses profissionais. Por aquilo que temos visto ultimamente, a pessoa que mais parece querer destruir o Sporting é o incondicionalmente sportinguista Bruno de Carvalho (vê-lo praticamente a torcer para que perdêssemos o último jogo é demais).

3) Os famosos "croquetes" estão a levantar a cabecita. A alternativa não pode ser entre eles e esta alucinação.

Sentimentos... verdadeiros

Viver com intensidade a paixão por um clube é qualquer coisa díficil de explicar. Digo isto amargurado, sofrido, e bastante triste com tudo aquilo que está a envolver o Sporting. Muito se tem escrito aqui no "nosso" blog, muitas opiniões têm vindo a público sobre os últimos acontecimentos, tentando de uma forma mais ou menos clara demonstrar aquilo que lhes vai na alma, mas todos revelam numa palavra o seu estado de espírito - TRISTEZA... muita TRISTEZA.

Orgulho em nós

Começo por confessar: gritei, assobiei e vaiei Bruno de Carvalho. Tinha de o fazer. Não ficaria de consciência tranquila se não o fizesse. Era, à luz do meu sportinguismo, uma obrigação. Um imperativo cívico, também.

Avalio o comportamento que adoptei no arranque do jogo, no fim da primeira parte do mesmo, no reatamento da partida e no apito final do desafio, interpreto os assobios e  apupos que dirigi ao ainda presidente como uma necessidade moral. Era para mim urgente repudiar, rejeitar e exigir o fim da actual liderança daquela que é uma das maiores instituições sociais do país. 

Vê-lo subir ao relvado foi a gota de água. Em fracções de segundo fui tolhido por uma estupefacção que me assaltou em catadupa de interrogações: Então o homem vai para o banco? Senta-se, ali, ao lado dos jogadores? Ele que agora é deles o maior opositor, desestabilizador, o principal inimigo do plantel? Foda-se, como é que é possível? Que provocação desmedida. Insana. Estaferma exibição de egocentrismo tão doentio. 

Fiz ouvir a minha indignação, na hora devida, portanto. E tinha de ser em Alvalade. No Facebook, mesmo que aí tivesse conta, não faria sentido desabafar o meu chumbo, a minha insanável desaprovação do comportamento e da gestão do ainda presidente. Tinha de fazer ouvir-me ao lado dos jogadores. Claro que tinha! Eles que na praça pública foram enxovalhados, desacreditados, perseguidos, desautorizados, desvalorizados, maltratados, traídos e totalmente desrespeitados por aquele que devia ser o seu líder. Aquele que, mais uma vez, além da condenação de carácter que lhe faço, revelou ser um péssimo gestor da "marca" Sporting, revelou ser, definitivamente, um péssimo comandante de homens. Claro que eu tinha de estar ao lado dos jogadores. 

Foi um orgulho pertencer ao coro, musicar a volta olímpica dada por jogadores e equipa técnica, gritar com raiva mas também com paixão e abnegação: "Sporting, Sporting, Sporting...!" 

Ontem, ainda antes de nova e penosíssima conferência de imprensa de BdC, o Sporting Clube de Portugal assegurou a vitória.  Esmagou o adversário da batalha para a qual tinha sido arrastado por uma personalidade que eu, porra, caneco, chiça, cheguei a apoiar.

Que fique claro. Nada há aqui de pessoal contra Bruno de Carvalho. Aceito mesmo que BdC esteja doente e que essa seja a principal razão para tamanho desnorteio, errância, auto-flagelação e, mais importante, delapidação do Sporting Clube de Portugal.

Devo-lhe alegrias. E boas. Reconheço que o ainda presidente fez muitas coisas positivas no clube. Que recuperou, revitalizou e reforçou o lugar do Sporting entre rivais, demais adversários e no todo do desporto nacional. 

É sempre fácil falar depois do jogo, mas é mesmo de balanço que se trata este texto. Por isso tenho a perguntar-vos: No passado, na altura em que votei em Bruno de Carvalho para presidente do meu clube, se nesse momento, me tivessem dito que ele viria a fazer o que está a fazer, qual é a dúvida que nunca por nunca lhe daria os meus votos?

Tenho a certeza que o ciclo chegou ao fim, como fechá-lo em definitivo vai trazer-nos ainda mais dor. Todos sabemos que BdC vai dar luta, nunca se demitirá. Vive numa bolha. Rodeado de espelhos. "Espelho meu, espelho meu, haverá algum presidente de clube melhor do que eu?" Imaginamo-lo perguntar-se ao acordar, ao deitar-se.

No entanto, é certo que o ciclo brunista terminou, é já um defunto. Termina de forma triste, sim, mas também proporciona uma orgulhosa alegria. 

Ontem, saído das bancadas, todos ouvimos aquele ruidoso rugido do leão. A garantia de que a força do nosso Sporting somos nós. O clube é nosso. E se alguém traiu esta verdade, esta bela e profícua pertença, se alguém nos traiu, não foram os nossos jogadores, foi aquele que nos devia liderar a todos.

Ter-lhe dito basta. Ter-lhe gritado: O lugar que ainda ocupas já não é teu! Foi uma vitória do Sporting Clube de Portugal. E isso é o que conta. Diria mesmo, isso é aquilo que nos une e unirá até morrermos. E Vivó Sporting!  

 

Pausa

Adepta desde miúda, sócia desde 2013, aquele ano horrível em que o Sporting mais precisou de nós e da nossa presença. Atónita, não compreendo nada do que se passa. Desconheço as correntes que se movem, os grupinhos, as influências. Sempre vivi o clube de longe, antes a quase 250 km, agora a 150. Continuo longe. Ir a Alvalade sempre foi uma festa, um dia em que todos os problemas se desvaneciam para dar lugar àquela sensação maravilhosa de estar em casa, entre iguais. Sempre foi o meu "ponto de equilíbrio". A aproximação do Estádio empre foi feita com um sorriso (até um bocadinho irritante) na cara, uma felicidade infantil que perdurava pela noite dentro.

Os meus primeiros votos como sócia foram para Bruno de Carvalho. Os meus amigos e conhecidos diziam-me "Mas tu defendes aquele homem? Não vês que ele é louco?" e eu punha outra vez o sorriso irritante na cara e respondia "Vocês sabem lá o que ele fez pelo Sporting. Votei e votarei nele!".

Mas aqui dentro um nó crescia. Não era possível que a instabilidade demonstrada na comunicação com o exterior, a agressividade gratuita, o disparar cegamente em todas as direcções, a falta de sentido de oportunidade, o egocentrismo, fossem produto da mesma cabeça que pôs o clube, estrutural e financeiramente, em ordem, que fez crescer as modalidades, que tornou real o Pavilhão João Rocha, que negociou contratos publicitários e vendas de jogadores sempre com lucro para o Sporting.

Em apenas um ano desceu do céu ao inferno. De uma maioria absolutíssima, confirmada há poucas semanas com um enorme cheque em branco - "Tens razões de queixa? Aqui está a nossa confiança, faz uso dela" - até ao branco dos lenços que ontem se mostraram em Alvalade. E o ridículo supremo daquele episódio das dores nas costas... triste, profundamente triste.

Leio, entretanto, os comentários nas notícias dos jornais, nas redes sociais. Penso que posso estar errada, que ele pode ter razão, que podemos estar a ser injustos. Mas eis que surge novo comunicado. Nova prosa ofensiva, novo disparar em todas as direcções, novo ajuste de contas violento e demonstrativo de um absoluto desnorte. Mesmo que tenha razão, Senhor Presidente, perde-a toda com este comportamento que não posso descrever a não ser como paranóico.

Para bem de todos, retire-se por uns tempos. Aproveite o nascimento da sua filhota e usufrua da licença de paternidade. Aproveitemos todos este tempo para serenar ânimos e reflectir. Daqui a um mês todos - sócios, jogadores, órgãos sociais - estaremos mais calmos e em  condições mais favoráveis para decidir o que é melhor para o que nos une, que é o Sporting. E essa é, de facto, uma união de aço, inquebrável, indissolúvel.

Evitemos as precipitações, as decisões irrevogáveis, as cisões dentro de um clube que é a nossa casa. Cessemos de imediato este combate fraticida em público, que só aproveita a quem precisa de vender jornais e fazer crescer audiências. Sejamos - todos - inteligentes, maduros e responsáveis, em nome de um bem maior do que todos nós: o Sporting Clube de Portugal.

Os dias do fim

Bruno de Carvalho faz lembrar o Governo de Saddam Hussein nos dias que antecederam a sua queda. Um alheamento total da realidade, fugas para a frente e declarações inenarráveis.

Já tive vergonha alheia, mas agora o estado é mesmo de pena, ao ver um sportinguista, que se bateu como um leão pela recuperação do nosso clube, degradar-se tão repentina e aceleradamente, rumo a um desfecho que não será nada bom para o próprio. 

Que tudo isto termine rápido, são os meus votos. Se houver sentido de Estado por parte dos elementos que compõem os órgãos sociais, seremos poupados a uma Assembleia Geral que seria sempre muito pouco edificante, algo de que o Clube não necessita agora. A melhor forma de colocar o contador a "zeros" será, pois, a realização de um novo acto eleitoral (destino a que sempre chegaremos mesmo com a Assembleia Geral que, por razões diferentes, Jaime Marta Soares e Bruno de Carvalho exigem hoje).

O Sporting segue dentro de momentos. 

Ao balcão da roulotte

Bruno já caiu, apenas ele não o terá percebido, porventura nisso acompanhado de alguns poucos dos seus indefectiveis. Já aqui se disse, e muito bem, que fez "tilt" (Marta Soares, mais institucional, diz que ele não está bem). É a minha convicção, sincera, e sem ponta de ironia e muito menos de sarcasmo. Desejo, com toda a sinceridade, o restabelecimento emocional do grande sportinguista Bruno de Carvalho.

Também aqui no blog se alude ao "que fazer?". Muito bem. Sem sebastianismos está na hora de procurar alternativas (inexistentes nas últimas eleições). Convirá nisso não fazer "tábua rasa" deste brunismo, há coisas com as quais ele cortou às quais o clube não pode regressar.

 

Neste triste final, com laivos de Suetónio e de Shakespeare, mas em versão de teatro amador, Bruno dispara em todas as direcções, agora em particular contra a massa sportinguista, a nossa "demos", agora afinal meros energúmenos que nos divertimos nas roulottes, servis aos nossos apetites. É o destrambelho final. A seguir quererá gritar "que artista morre em mim", imaginando-se jogador, decerto. Não o deixemos chegar a isso. Recordemos e sublinhemos, entre os nossos coiratos e múltiplas minis, aqui mesmo debaixo da Segunda Circular, o quanto ele fez pelo clube e, acima de tudo, as esperanças que nos proporcionou. E desejemos-lhe as maiores felicidades. Estando prontos para o acolher entre nós, nas bancadas, como figura grada. O devido a um ex-presidente que se deu ao clube.

E se pensávamos que já tínhamos visto tudo...

Ontem já tinha ficado estupefacto. Primeiro pela reação do estádio, depois pela reação de Bruno de Carvalho na sala de imprensa. Inimaginável há bem pouco tempo a assobiadela que levou, em contraste com o forte aplauso aos jogadores. Para bom entendedor, bastava. Mas não contente, decide exercer a sua defesa (sempre ele, eu, eu, eu, eu...) atacando jornalistas de forma grosseira, os sócios das centrais que lhe pagam o ordenado, enfim.... viu-se um homem só, perdido. E se pensávamos que já tínhamos visto tudo... eis senão quando aparece o presidente da mesa da assembleia geral a dissidir da lista vencedora. E de forma estridente. Basicamente a dizer que Bruno de Carvalho não está bem e está a mais. Logo BdC pega na bola e remata, editando um post em que aproveita para varrer Jaime Marta Soares e mais dois ou três. Daria para rir se não fosse trágico. Tão triste que, pelos vistos, o pior ainda está para vir. Mas há, desde já, uma conclusão irrefutável:

o Presidente divide. Nem a sua base nem os seus escolhidos consegue já manter unidos em seu redor. 

E da conclusão há que tirar consequências!

A bem do Sporting.

O divórcio

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O presidente do Sporting fez questão em sentar-se ontem no banco dos suplentes - num novo erro de estratégia comunicacional, somado a tantos outros que tem cometido a um ritmo alucinante.

Ficou assim evidente aos olhos de todos que está divorciado da massa adepta, que o insultou pela primeira vez e fez apelos públicos à sua demissão.

Ficou evidente que está divorciado da equipa - daí a sua atitude gélida em ambos os golos leoninos, como se não estivesse a torcer pela vitória do clube, algo inaudito.

Ficou ainda evidente que está divorciado da equipa técnica, exibindo uma crise de lombalgia no preciso instante em que Jorge Jesus mobilizava os jogadores para darem em conjunto a volta ao estádio, merecendo uma entusiástica ovação dos espectadores.

A comunicação vive de símbolos - e este foi desastroso para um dirigente que adora exibir-se na ribalta.

 

Mas o maior sintoma deste divórcio ocorreu depois, quando fez questão de se deslocar à sala de imprensa, sozinho, para falar durante quase meia hora do seu tema preferido: ele próprio. Misturando - como sempre faz - alusões à sua vida familiar com os problemas do clube. Como se não lhe bastasse o texto com mais de dez mil caracteres que publicara três horas antes do desafio de Alvalade na sua rede social favorita com críticas ferozes a jogadores muito acarinhados pela massa adepta leonina - desde logo os campeões europeus Rui Patrício e William Carvalho - e em que aludia a si como "o Presidente".

Falou imenso e não disse nem escreveu uma só palavra para unir, congregar ou mobilizar: só para dividir, incendiar e lançar novos anátemas, em círculos cada vez mais concêntricos. Visando desta vez os restantes membros dos órgãos sociais e os próprios adeptos, incluindo muitos daqueles que o elegeram duas vezes e perante os quais ele forçosamente responde.

 

Podia ter aprendido com Jorge Jesus, que logo a seguir - também na sala de imprensa - falou pouco mas disse o essencial. "A minha responsabilidade é defender os interesses do Sporting. Sei que o barómetro de qualquer clube são os jogadores. Os clubes crescem em função dos jogadores - depois há o treinador, há os presidentes... Jogadores e massa associativa são as duas pedras fundamentais, uns dentro do campo e outros fora do campo."

Quando Jesus dá lições de bom senso, realismo e humildade ao presidente, fica tudo dito sobre a perturbante derrapagem emocional de Bruno de Carvalho, que deixou de ser lesiva só para ele. Já se tornou também lesiva para o Sporting.

"Dar o tilt"

Leio, Jaime Marta Soares, n'A Bola:

«Não entendemos, porque não conseguimos entender, como é que de um momento para o outro há uma inversão tão grande de práticas e atitudes. Será uma situação de cansaço ou de instabilidade emocional que às vezes acontece ao mais forte dos cidadãos»

Nem nós entendemos.

Porém, eu diria de outra forma, acho mesmo que o presidente está a "dar o tilt".

 

 

 

A azia do presidente

Ficou evidente que Bruno de Carvalho preferia que o Sporting tivesse entrado ontem com a equipa B e accionado de imediato procedimentos disciplinares contra os jogadores e recambiar já Coentrão para Madrid.

Ficou evidente que foi Jorge Jesus - com o apoio de André Geraldes - a opor-se a tamanha sucessão de disparates. Os processos disciplinares (ainda sem distribuição de notas de culpa) foram adiados, o regresso do Coentrão não é para já e o Sporting B cumpriu a recente vocação de bombo da festa, perdendo 4-2 no sábado frente à Oliveirense.

Ontem à noite - como recomendaria o mais elementar bom senso - o Sporting entrou em campo com o habitual onze titular, descontadas as ausências por lesão ou motivos disciplinares. E assim vencemos o Paços de Ferreira.

O treinador leonino foi muito claro na conferência de imprensa pós-jogo em Alvalade: "Estive sempre com os jogadores. Só com a polícia é que não jogavam os melhores." Uma frase com destinatário mais que evidente.

O presidente ficou com azia por ter cedido a Jesus e Geraldes (e aos patrocinadores da SAD, já fartos de tanto disparate), como bem se percebeu pela ida dele à sala de imprensa? Azarinho. Ele que tome uns sais de frutos. E espere um par de horas antes de mais uma corajosa investida contra o teclado do computador.

Agora os visados somos todos nós

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O presidente do Sporting desceu à sala da imprensa no final do jogo contra o Paços de Ferreira para criticar os adeptos leoninos. Todos. Os da bancada central, os da curva nascente, os da curva poente. Todos quantos saíram de casa nesta noite chuvosa e fria para apoiar a equipa. Com alusões rascas a quem vai "divertir-se para as rulotes antes dos jogos".

Enquanto o País ia escutando estas atoardas...

 

De caminho, foi lançando farpas também a outros membros dos órgãos sociais. Atirando assim ainda mais achas numa fogueira desencadeada por ele próprio e que ameaçam incendiar por inteiro a actual direcção leonina.

Sem uma palavra de apaziguamento, sem um pedido de desculpas, sem sequer uma referência à vitória alcançada pela equipa minutos antes no relvado do nosso estádio, sem um elogio aos jogadores que tiveram uma briosa actuação em campo apesar de se encontrarem quase todos sob a ameaça de processos disciplinares.

Numa demonstração patética - mais uma - de descontrolo emocional.

 

Torna-se cada vez mais evidente que este homem que só parece alimentar-se de conflitos e já quase ninguém defende deixou de ter condições para continuar no cargo.

A sabedoria da Juventude

«A Juventude Leonina não apoia um presidente, um treinador ou um jogador, nós apoiamos a instituição, pois acima de tudo e de todos está sempre, o grande Sporting Clube de Portugal. 

Passam dirigentes, treinadores e jogadores, mas o maior património do clube fica, os sócios.

Não é com guerras de comunicados entre presidente e jogadores que as coisas se resolvem, é no seio da família leonina.»

Comunicado da Juventude Leonina

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