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És a nossa Fé!

3,6 milhões de euros

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Foto: José Sena Goulão/LUSA

A fazer fé na notícia do "The Athletic", um sítio britânico versado nestas coisas do desporto como o próprio nome indica, Cristiano Ronaldo poderia ter vindo para o Sporting por 90.000€ por semana, o que por contas de merceeiro, de Agosto a Maio, atingiria a quantia de 3.6 M€ por uma época desportiva (vá que se considerasse mais o mês de Junho, seriam perto de 4M€), para nos representar. O MU trataria de pagar o remanescente do ordenado que o jogador auferia em Manchester.

Como não é meu hábito contar o dinheiro dos outros, nem criticar as atitudes que tomam em consciência se não colidirem com direitos e garantias de outros, parece-me que CR7 teve uma oportunidade de ouro de ter disputado a CL ao serviço do Sporting. 

O valor do ordenado facilmente seria coberto por publicidade, assistência, vendas na loja, etc.

A sua vinda não seria garantia de nada em termos desportivos, mas podemos "aventar" que no campeonato português CR7 chegaria facilmente aos 30 golos e a sua influência em campo seria tremenda podendo potenciar os jovens talentos e na bola apesar de as contas só se fazem depois de acabar o último jogo, o título sería uma probabilidade evidente.

Não sei porque não veio. Admito que não tenha querido vir e respeito a sua opção, como digo, sua e que não molesta ninguém; Cristiano Ronaldo anda a tratar da sua vida e ninguém lhe pode levar a mal, mas também admito que o Sporting não se tenha chegado à frente e se assim foi, achando eu que terá sido um erro crasso, terá sido uma opção ponderada. Também pode ter acontecido que o ex-empresário do jogador não tenha contactado o Sporting, ou lhe tenha dado informação de que da parte do Sporting não haveria interesse, há uma panóplia de hipóteses para teorizar sobre o assunto e até sobre o corte da relação profissional entre ambos.

É minha convicção que com Ronaldo estaríamos mais perto de atingir os nossos objectivos, apesar dos euros. Lembro que tivemos cá um treinador que ganhava perto disso e títulos... Bola! E claro, nem uma camisola vendeu...

Um silêncio ensurdecedor

Antes foi porque falou. Sobre assuntos que nada tiveram a ver com a selecção, convém não esquecer.

Ontem e hoje e nos próximos dias é porque não falou.

É ver a canalha lampiónica e andrade a espumar pela boca aí pelos vários canais de televisão e infelizmente alguns que se dizem leões também, a perorar por declarações. Que se desenganem os abutres, que ainda demorará a ser cadáver.

No entanto, calado já disse tudo. Ele há silêncios que são de ouro!

E no entretanto, enquanto uns rosnam a caravana vai passando.

Balanço. Ou balancé...

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Os balanços fazem-se no fim.

Queria eu que viesse aqui fazê-lo de hoje a oito dias, mas por obra e (des)graça dos marroquinos, cá estou hoje a fazer o balanço da participação do conjunto de jogadores portugueses que um empresário prestador de serviços, a contas com a justiça fiscal (mau agoiro desde logo) entendeu chamar para uma voltinha ali ao Catar.

Partimos para o emirado com o objectivo de vencer, nas palavras do timoneiro; Portanto quaisquer desculpas de "ah e tal, só tínhamos ido aos quartos duas vezes", não colhem. A missão foi um redundante falhanço.

E não foi um redundante falhanço apenas porque caímos nos quartos de final, mas foi um ainda maior falhanço ao nível exibicional, com excepção, que por norma faz a regra, do jogo com a Suíça, onde começámos com uma pontinha de sorte e terminámos em grande. Talvez o único jogo em que o senhor da santa deu liberdade aos seus jogadores de fazerem aquilo que tão bem sabem: Jogar à bola!

O jogo da desgraça, já antevisto no terceiro jogo da fase de grupos, com a Coreia do Sul e de certa forma no primeiro jogo com o Gana, foi o espelho onde estava reflectida a imagem de um homem que hoje não tem condições para gerir uma geração de extraordinários jogadores, que correm o risco de nada ganharem se o contrato com a empresa de prestação de serviços de aconselhamento, escolha e treino de jogadores, continuar até à data prevista para o seu final. Nestas coisas costuma-se viver por ciclos e com esta prestação desastrosa, não só ao nível desportivo mas ao nível relacional (a canalhice que fez a Cristiano Ronaldo deveria por si ser motivo para rescisão contratual), será o final do caminho para esta colaboração que até deu frutos sumarentos. Não esquecer o Euro/16 e a Taça das Nações, ou Confederações, ou lá como se chama mais uma competição que a FIFA inventou para facturar mais um punhado de dólares.

Não deixa de ser curioso que da única vez que a equipa jogou o que os seus jogadores sabem, "espetou" seis à Suíça, o que quer dizer, na minha modesta opinião, que se utilizasse sempre os melhores, nos lugares onde rendem e os deixasse ser eles próprios, sem aferrolhoar o jogo, até podiam perder, que no futebol há três resultados possíveis, mas estariam sempre mais perto de ganhar. O empresário saiu-se bem em 2016 tendo sido campeão com apenas uma vitória na final e convenhamos por obra e graça da santinha e então vai daí e toca a utilizar sempre a mesma táctica, "bem fechadinhos cá atrás" e esperar que Ronaldo resolva. Curiosamente foi resolvendo, até na caminhada bem sucedida para o Catar, que o senhor engenheiro empresário pouco fez por merecer.

Ao longo dos anos que por aqui vou escrevendo, sempre coloquei a honorabilidade do senhor empresário acima de qualquer suspeita, está no histórico, não encontrarão outra opinião. Confesso no entanto que vou estranhando algumas das suas opções, nomeadamente a troca de Rui Patrício por Diogo Costa, a troca de William por Ruben Neves, a titularidade absoluta a João Félix (que contrariamente ao que esperava, esteve uns furos acima da minha previsão) e a cereja no topo do bolo, esquecer que tem na equipa só o melhor jogador do Mundo e não "armar" a equipa em função desse jogador. Revejam o jogo com a Coreia do Sul e vejam quantos centros (não) foram feitos para um tipo que se eleva em pulo a 2,95cm (dois metros e noventa e cinco centímetros). Eu contei dois.

A forma como escolheu os titulares, esquecendo por exemplo o melhor jogador do campeonato italiano, leva-me a pensar nalguma "joint venture" com o senhor empresário que manda no futebol mundial. A sério que já meti mais as mãos no lume pelo homem.

A federação portuguesa de futebol deve ao empresário com quem acordou um contrato de prestação de serviços, dois títulos internacionais, inéditos. Mas deve a um jogador, à sua fibra, à sua liderança, ao seu exemplo, tudo o que aquele parceiro de negócios conseguiu.

Sem Cristiano Ronaldo, o empresário absentista não existiria, esse é que é o ponto.

E agora que é hora de balanço, ele que não permaneça no balancé. Que desça e para o lado certo. É hora de sangue novo no banco e isso não é compatível com a renovação do contrato de prestação de serviços.

Não me parece que haja vontade de uma varridela profunda, mas seria uma bela oportunidade para se aproveitar e correr com aquela cangalhada toda que por ali anda a gravitar à volta dos tipos que suam em campo e se andam a encher, pouco contribuindo para o avanço do futebol luso. Essa será matéria para outra oportunidade.

Egoísmo e altruísmo

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O último postal que escrevi aqui foi sobre egoísmo.

Hoje temos de falar sobre altruísmo, a forma como o capitão, um verdadeiro capitão, Cristiano Ronaldo, comemora o primeiro golo de Bruno Fernandes, comemora-o como se fosse dele, braços abertos, olhos esbugalhados, nariz em posição de espirro, bochechas salientes, todo um movimento facial de satisfação, como se todo o rosto de Ronaldo dissesse:

- Obrigado Bruno Fernandes.

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E porque hoje é domingo

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Vou lendo por aí coisas sobre o "ocaso" de Cristiano Ronaldo.

E tenho lido coisas interessantes de gente do mundo da bola. Uns, talvez ressabiados por nunca terem sequer chegado aos seus calcanhares, atacam-no de tal forma que parece que Ronaldo não foi (é!) um dos melhores jogadores, senão o melhor, de todos os tempos.

Depois há os que estando também no meio, reconhecem ao madeirense toda a classe que ainda tem.

Leiam o que disse Mourinho, com quem supostamente quiseram inventar uma zanga: "Se tu não és capaz de treinar grandes jogadores, então não és capaz de incentivar ninguém. É muito importante que o treinador entenda que não vai ensinar grandes jogadores a jogar futebol. Não vais ensinar Ronaldo a chutar um lance de falta,  não vais ensinar Zlatan a controlar a bola com o peito. Não lhes ensinas qual é a função deles em campo." 

Li há dias a explicação de Ten Hag sobre não ter mandado Cristiano entrar a 20/30 minutos do fim do jogo, já nem sei com quem (com o City), "por respeito".

Há dias mandou o jogador aquecer durante meia hora e estava a pensar fazê-lo entrar ao minuto 88 (raio de minuto este, ó JJ).

Qualquer pessoa inteligente chegará rapidamente ao que quero concluir, mas eu não deixarei de o escrever: Hipocrisia e bullying, é o que Ten Hag, talvez com ordens do patrão do MU, está a fazer com CR7.

Se querem que vos diga, que continue. Que deixem que CR saia de borla em Janeiro, depois de fazer um grande Mundial.

Pode ser que, com a enorme fortuna que deverá ter, ponha de lado por dois anos os cifrões e venha demonstrar em Portugal e no Sporting, que qualquer Ten Hag de meia tijela vai largando postas de pescada porque nem que nasçam dez, cem, mil vezes, chegarão ao nível estratosférico de CR.

A inveja e a dor de cotovelo são fodidas...

Os jornais e o futebol da selecção

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Uma volta pelas capas dos desportivos e de alguns generalistas mostra-nos quem para os editores daquelas publicações foi o culpado pelo não apuramento da selecção nacional de futebol para as meias da Liga das Nações.

A foto é a mesma em quase todos e estampa Cristiano Ronaldo.

Quanto ao incompetente que escolhe a equipa e os treina, nem uma imagem.

Aliás, o senhor até diz que está descansado quanto à sua situação como seleccionador. "Tenho contrato até 2024", terá dito.

Por mim pode continuar e só lhe peço encarecidamente que continue a não convocar jogadores do Sporting. Não gosto de ver os nossos associados a incompetentes.

Hoje é o melhor dia para cas(c)ar

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A época ainda não começou mas vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar.

Este Sporting não joga nada, a única solução seria a contratação de SãoR7, infelizmente, Santos da casa não fazem milagres.

Foi assim no dia 3 de Janeiro de 2022, Old Trafford engalanado, o melhor jogador de futebol de todos os tempos, capitaneava os diabos vermelhos e comandava o ataque diabólico, acolitado por Cavani.

Nesse dia Cavani, CR7 e todos os outros diabos ficaram em branco, o único golo desse jogo foi apontado aos 82' por João Moutinho, o rei do encontro (dizem os ingleses) de facto, encontrou forma de colocar a bola dentro da baliza, o objetivo do jogo.

Tenho um carinho especial por todos os ex-jogadores do Sporting (uns mais que outros, claro) não compreendo os assobios a João Moutinho e a Podence, foram jogadores que dentro do campo sempre deram tudo pelo emblema do leão rampante, para mim, é suficiente, para além disso, ambos conquistaram títulos nos escalões de formação e na equipa principal.

Outros com muito menos títulos conquistados nos escalões de formação (zero) e na equipa principal são aplaudidos, desejados, disputados e, provavelmente, amaldiçoados se algo correr mal.

Tracemos o seguinte cenário, como a revista "Nova Gente" escreve com letras vermelhas Cristiano Ronaldo (como Futre no passado)  vai mudar-se para Lisboa.

Será para o Sporting?

O "staff" de CR7 pode estar à espera que o Benfica se classifique para a "Champions" para anunciar o contrato com o clube que já perdeu Seferovic e Darwin e precisa, desesperadamente, de uma referência atacante. 

Passaria Cristiano Ronaldo a ser pior jogador de futebol, como Futre, se assinasse pelo Benfica?

Convém pensarmos nisto agora, para numa próxima visita de CR7 a Alvalade, vestido com o vermelho selecção ou com o vermelho Benfica (se acontecer) não ter de passar pelo mesmo que Podence ou João Moutinho passaram ontem.

Parece que CR7 vai mudar de vida e nós deixaremos de assobiar os nossos?

O dia em que Portugal "caiu fora"

Acabo de chegar da Casa de Portugal em São Paulo. Fui assistir sozinha ao jogo entre Portugal e o Gana.

Gosto de exercitar a dúvida - será que é mesmo assim? será que tudo está perdido? - e sou por natureza uma optimista. Acredito que há sempre um novo dia, vinte quatro horas em que nos podemos reinventar. E por isso quis acreditar num milagre. O taxista bem disposto lá foi dizendo "Portugal vai marcar, nê? Tem que" e me dá tchau com um sorriso do tamanhão do Brasil.

 

Embrulhada na bandeira, rodeada por "patricios", fiz promessas cabeludas - se a selecção se qualificasse beijaria todos os Manueis, os protagonistas das piadas sobre portugueses Brasil, que conheço - , coloquei um chapéu ridículo com um galo de Barcelos na cabeça - se todas as cartas de amor são ridículas o que dizer dos fanáticos (as) pelo futebol -  e desejei muito a vitória.

Desejar, verbo intransitivo, é a insatisfação que nos faz mover, estar a caminho. Mesmo sabendo que o Happy End pode não se concretizar resta a hipótese. Ainda que os momentos de felicidade escorram por entre os dedos como areia, sejam auto-golos, ou aqueles que o Ronaldo não celebrou (infelizmente porque aqueles abdominais deixam saudades). Aprendi com o meu pai, que chorava a cada golo, que os sonhos não devem ser desperdiçados.

 

Tantos se esquecem de viver o quotidiano, as pequenas alegrias, em troca dessa quimera chamada perfeição. Se a vida fosse um "comercial", um desses geniais da Skol, o "craque", transportando  a esperança de tantos na ponta dos pés, teria marcado, um e outro e outro golo fantásticos, levando ao êxtase as arquibancadas. Porém na vida, aquela a sério, não a do photoshop, há mais príncipes encantados a transformarem-se em sapos do que sapos a transformarem-se em príncipes encantados. Ou dito de outra forma, os dias são imperfeitos, como as famílias, os filhos - surpreendo-me sempre com o que sinto quando me despeço da minhas filhas e sobre como é possível gostar tanto, tanto - ou um grande amor. É essa imperfeição, são esses cantos que às vezes ferem que nos recordam que estamos vivos e nos fazem mover. Desejar, verbo intransitivo. Escolher como olhamos para a vida é um acto de liberdade.

 

E o que é isto tudo tem a ver com a Copa? Tudo. Porque "futebol se joga na alma./ A bola é a mesma: forma sacra/para craques e pernas-de-pau. /Mesma a volúpia de chutar /na delirante copa-mundo/ ou no árido espaço do morro".

 

O futebol é assim. Cheio de desimportâncias. 

 

Enfim, reconciliei-me com o Ronaldo. Lembro-me que o Baggio, o melhor do mundo em 1993, falhou o penalti decisivo contra o Brasil, Ronaldinho, o melhor do mundo 2005, não fez um único golo na Alemanha em 2006, Messi, o melhor do mundo(gassppp como me custa escrever isto) passou o Mundial da África do Sul sem marcar e viu a Argentina ser afastada pela Alemanha por 4 a 0. Para o Ronaldo "aquele abraço" e agora só tenho de resolver um dilema, uma vez que vou estar até à final no Brasil: apoiar esse amável Brasil (que amo tanto), apoiar a rainha má Alemanha (a minha pátria afectiva) ou torcer por um underdog ou uma underbitch (a Grécia não, a Grécia não).

 

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