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És a nossa Fé!

O caótico futebol da era Covid

Texto de Vítor Hugo Vieira

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A manter-se este ritmo na 1.ª e 2.ª Liga, com dois jogos adiados na semana passada, para já um esta semana, e tendo em conta que no próximo fim de semana é muito possível que Gil Vicente e Sporting ainda tenham vários elementos infectados, não tendo permissão para efectuar os seus dois jogos, isto já sem falar de mais clubes com casos (há um no Guimarães e um no Benfica), não estou a ver como se pode realizar esta época desportiva.

Tudo isto vai causar um efeito de bola de neve de jornadas completamente desencontradas, de equipas com vários jogos de atraso em relação a outras, de competições a eliminar que não podem avançar porque ainda se está à espera do resultado do jogo X e do jogo Y, para ver quem é o cabeça de série do sorteio Z, de clubes sem culpa nenhuma, com o plantel saudável e o calendário livre, que no entanto não podem jogar duas ou três semanas porque os adversários têm Covid, e depois têm de repor esses jogos em falta em meia dúzia de dias...

Enfim, o diabo a sete.

Espero bem que o Sporting dê total prioridade ao campeonato e não se desgaste nas restantes competições, porque o dinheiro da Champions vai ser muito necessário.

 

Texto do leitor Vítor Hugo Vieira, publicado originalmente aqui.

Quem beneficia com isto?

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Na véspera do início da Liga 2020/2021, surgiu a decisão da Direcção-Geral da Saúde: o Sporting-Gil Vicente, previsto para amanhã, terá de ser adiado. Devido à proliferação de infecções com Covid-19 no emblema de Barcelos, onde já existem 19 casos diagnosticados.

A DGS é a entidade soberana para o efeito, algo que ninguém discute. Neste caso, alicerçada num parecer da Administração Regional da Saúde do Norte, por sua vez baseado na indicação expressa da Autoridade de Saúde do Agrupamento Barcelos/Esposende.

 

Mas é precisamente aqui que começam a suscitar-se dúvidas. Mais que legítimas.

Problema? O carácter aleatório destas decisões, que passam a ser confiadas a delegações locais e regionais da autoridade sanitária sem definição prévia dos critérios objectivos para este efeito, traçados a nível nacional.

A partir de que grau de contágio fica o jogo protelado sine die? Um, dois, quatro, seis, dez infecções? Ninguém esclarece. E houve imenso tempo para traçar directrizes claras, concisas e compreensíveis.

Se uma equipa tiver quatro ou cinco jogadores comprovadamente com Covid-19 e outra não tiver nenhum, esta equipa é penalizada, vendo o jogo adiado, comprometendo toda a sua programação desportiva? E para quando, sabendo que o calendário futebolístico 2020/2021 é mais apertado que nunca? Convém não esquecer que esta época começa cerca de cinco semanas depois do prazo habitual e terminará mais cedo do que é costume.

 

Há uma semana, o jogo Feirense-Chaves, da Liga 2, foi adiado, mesmo em cima do apito inicial, só porque dois jogadores da equipa visitante haviam sido diagnosticados com Covid-19 e estavam já de quarentena, não tendo cumprido a deslocação a Santa Maria da Feira. Esta decisão foi assumida com base no relatório de um clínico, pertencente ao Agrupamento dos Centros de Saúde do Alto Tâmega e Barroso.

Faz algum sentido? Claro que não.

 

A nova data para o Sporting-Gil Vicente tornou-se uma incógnita. O que é grave, desde logo, pelo precedente que inaugura. E pelo cenário caótico que propicia.

A partir de agora a Liga - organizadora da principal competição de futebol - fica dependente de pareceres avulsos das delegações locais ou regionais da DGS. Nisto, ao menos, a directora-geral da Saúde foi clara: «A decisão será sempre da autoridade de saúde local.» 

Mas quem é essa autoridade? Um só médico, como aconteceu no abortado Feirense-Chaves?

 

O campeonato começa hoje num enquadramento sanitário errático e flutuante, antevendo-se decisões eventualmente tomadas à la carte, ao sabor dos caprichos de um delegado de saúde que até pode ter manifestas inclinações clubísticas.

Quem poderá beneficiar com isto?

 

Eis um caso que convém acompanhar com a máxima atenção: é o que faremos no És a Nossa Fé. Pela minha parte, fica a promessa.

Iremos jogar com quem?

Temos oito jogadores infectados com Covid-19. E também o treinador Rúben Amorim acusou positivo no teste ao coronavírus, estando já em isolamento.

Isto a dois dias do jogo Sporting-Gil Vicente, para nós a partida inaugural do campeonato 2020/2021.

 

A menos que exista decisão em sentido contrário da Direcção-Geral da Saúde, este jogo irá mesmo realizar-se. Da nossa parte - sabemos já - sem Cristián Borja, Eduardo Quaresma, Gonçalo Inácio, Luís Maximiano, Nuno Santos, Pedro Gonçalves, Renan, Rodrigo Fernandes.

O Gil Vicente não está melhor, antes pelo contrário: tem dez jogadores com Covid e não poderá ser orientado pelo treinador Rui Almeida, igualmente de quarentena por ter acusado positivo.

 

Começa a ser equacionado o cenário de recorrermos a elementos do Sporting B para compor a equipa que em princípio estará presente no estádio José Alvalade, às 18.30 de sábado.

Será mesmo necessário?

Neste contexto, venho propor-vos um exercício: que jogadores (titulares e suplentes) deveriam ser escalados para este desafio, sabendo já os nomes de oito com quem não podemos contar?

 

ADENDA: Alterei o texto, acrescentando o nome de Quaresma entre os infectados.

Tudo é incerto

O Sporting-Gil Vicente - nosso jogo inaugural da Liga 2020/2021, agendado para o próximo sábado - deverá ser adiado. Por evidente motivo de força maior: dez jogadores do clube de Barcelos estão infectados com Covid-19 e provavelmente seis elementos do plantel leonino também terão acusado positivo no teste feito ao novo coronavírus.

Borja, Nuno Santos e Rodrigo Fernandes incluem-se entre os já confirmados no momento em que escrevo estas linhas. 

 

As infecções agora detectadas forçaram ontem o cancelamento do Troféu Cinco Violinos, que este ano contaria com a participação do Nápoles. Recorde-se que Vietto já havia sido infectado com Covid-19, há cerca de um mês, durante o período de férias que gozou em Espanha. 

Isto não augura nada de bom neste regresso à principal competição do futebol português - na sequência do que já sucedeu no escalão secundário, com dois jogos entretanto adiados para data que ninguém consegue antecipar.

O calendário pode tornar-se caótico em função de sucessivos adiamentos. Em alternativa, corre-se o risco de acumulação de derrotas por falta de comparência de determinadas equipas, impossibilitadas de reunir os jogadores necessários. Pelo menos dois clubes europeus - o Slovan Bratislava, da Eslováquia, e o Prishtina, do Kosovo - já foram afastados das competições europeias por este último motivo.

 

Tudo é incerto. Num momento como este, qualquer previsão torna-se mais frágil que nunca.

 

ADENDA: Mais quatro casos confirmados, a somar aos três identificados ontem: também Gonçalo Inácio, Max, Pedro Gonçalves e Renan têm Covid-19.

Vai uma apostinha?

Já deu para perceber que isto vai ser uma barafunda até estoirar, o que mostra o nível de competência, discernimento, organização e antecipação da Liga. 
Ao menos que a DGS dê uma ajudinha. Por exemplo, só autorizar o jogo meia-hora antes dele começar. Assim sempre a BetWin sempre ganhava alguma coisa nas apostas de haver ou não desafio. Porque quanto ao resto já nem vale a pena uma pessoa admirar-se.

Santa Clara, black lives matter

A freguesia de Santa Clara, Lisboa está em calamidade, em emergência, em qualquer coisa assim.

Deve evitar-se.

Evitar entrar na antiga Musgueira, Galinheiras, enfim, uma zona com fama e proveito, a que agora se chama, pomposamente: "Alta de Lisboa".

Foi, precisamente, numa das zonas mais perigosas de Portugal (quiçá do mundo) que Renato Sanches decidiu passar férias.

Decidiu mal, contraiu a "covid 19".

Um abraço para o Renato, com a devida distância física; social, também, que o Renato ganha mais num dia que eu num ano, toma juízo, pá, para a próxima escolhe um destino menos perigoso.

As melhoras, saúde.

Bundesliga com/sem máscara (tudo ao mesmo tempo e... fé em Deus?)

No fim-de-semana, reiniciaram as jornadas da primeira e da segunda divisões da Bundesliga. Não consegui acompanhar os jogos de Sábado (o dia principal da jornada), mas vi, ontem à noite, o resumo televisivo dos dois jogos de Domingo da 1ª Bundesliga. O Bayern foi ganhar 2:0 ao campo do Union Berlin e o 1.FC Köln (Colónia), depois de igualmente ter estado a ganhar por 2:0, acabou por consentir num empate, em casa, frente ao Mainz 05.

 

Apesar de muitos aspetos caricatos, estes primeiros jogos durante a crise pandémica não deixaram de ter pontos interessantes.

 

Os jogadores entram em campo de máscara, suponho que serão obrigados a usá-la nos balneários. Não cheguei a apurar se lá também têm de respeitar a distância de segurança e se vão para o duche mascarados. O certo é que, ao entrar em campo, tiram as máscaras e, depois, jogam como sempre, ou seja, muito contacto físico, de corpos suados, embora não festejem os golos amontoados, aos abraços. Penso, porém, que não adianta tentar ver lógica nisto.

 

Quem se encontra no banco, tem de usar máscara e respeitar as distâncias. Conclusão: apenas há lá lugar para o treinador e um ou dois colaboradores e falam uns com os outros sem se aproximarem. Se, porém, o treinador sente necessidade de se aproximar das quatro linhas, para berrar ordens ou palavras de incentivo, pode tirar a máscara e gritar, como sempre.

 

Como disse, porém, há aspetos que achei interessantes. Apesar de os berros ecoarem no estádio vazio (aumentando a sensação de isolamento), sentimo-nos mais perto dos jogadores, pois conseguimos ouvi-los bem (embora nem sempre se entenda o que berram, o que até será aconselhável). O facto é que, em certos momentos (golos, ou situações polémicas) até nos esquecemos da falta de público, tal é a berraria em campo. Confesso que gostei. Dá a sensação de que somos envolvidos na intimidade da equipa.

 

De referir ainda a sensação de normalidade, ao ouvir o noticiário radiofónico com os resultados do futebol.

 

Veremos que consequências isto trará na evolução da pandemia. Espero que não sejam más, embora sem considerar outros pontos, como o impacto desta situação especial na vida privada/familiar dos jogadores e o facto de, no fundo, eles servirem de cobaias numa experiência que ninguém sabe como acabará.

Tem tudo para correr mal

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A Direcção-Geral de Saúde acaba de estabelecer um extenso rol de proibições como condição para o reinício das competições profissionais do primeiro escalão desta malograda época 2019/2020, ainda com cerca de 30% dos jogos por disputar. Este protocolo sanitário ameaça tornar inviável o recomeço do calendário desportivo, que já devia ter sido dado como concluído - à semelhança do que aconteceu em França, Holanda e Bélgica. 

Desde logo, o documento atira para cima dos clubes e dos próprios atletas toda a responsabilidade por um eventual surto de infecções que possa ocorrer no futebol português. O ponto 1 do documento negociado entre o Governo e os responsáveis federativos aponta-lhes de antemão o dedo acusador: qualquer malogro que ocorra no campo sanitário ser-lhes-á imputado. Daqui, o poder político lava literalmente as mãos, imitando um gesto que ficou célebre há dois mil anos.

Este extenso manual de procedimento, ontem divulgado em simultâneo pela Federação e pela Liga Portugal, impõe severas condições aos jogadores, incluindo o prolongamento do regime de reclusão domiciliária até ao fim das competições, a realização de contínuos testes de despistagem ao novo coronavírus e o estrito cumprimento das normas de distância sanitária em quase todas as etapas de treino.

Na prática, só deixarão de usar máscara durante os jogos. E viverão largas semanas numa espécie de prolongamento da quarentena antes imposta ao conjunto da população mesmo já não estando o País sob estado de emergência, sendo muito duvidoso o fundamento legal destas normas, aliás extensivas aos membros das equipas de arbitragem.

Alguns profissionais do FC Porto - incluindo o capitão Danilo - acabam de tornar público que rejeitam tais medidas, tornando ainda mais impraticável a imensa trapalhada em que o poder político e as autoridades federativas se envolveram para "devolver o futebol ao povo" e satisfazer os anseios financeiros de operadores televisivos e alguns emblemas desportivos.

Isto numa altura em que pelo menos oito jogadores estão comprovadamente infectados: três do V. Guimarães, três do Famalicão, um do Moreirense e um do Benfica. Sendo o futebol um desporto de intenso e constante contacto físico, aliás prolongado nos balneários, este prelúdio faz recear o pior quando faltam menos de três semanas para o anunciado recomeço do campeonato - que, caso ocorra, será sempre uma prova diferente da que se disputou até 8 de Março, embora mantenha o nome. 

Ou seja, tem tudo para correr mal. E se a Lei de Murphy prevalecer, vai correr mesmo.

Que futebol nestas circunstâncias?

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Estamos a cerca de vinte dias, em teoria, do jogo que reatará a Primeira Liga. Uma semana depois da maior parte das equipas voltarem ao trabalho, três jogadores do Vitória de Guimarães e cinco do Famalicão acusaram positivo no teste ao COVID19.

Que condições têm as equipas para voltar a jogar futebol quando o risco de contágio é mais que muito? Valerá mesmo a pena?

Por muita vontade que tenha de voltar a ver a bola a rolar, prefiro que esta época seja dada por terminada e que se volte em Setembro, ou quando houver condições.

E agora como vai ser?

Três jogadores do Vitória de Guimarães infectados com Covid-19. A três semanas do recomeço daquilo a que alguns ainda ousam apelidar de "campeonato". Num modelo que fere elementares regras de equidade da competição, dando a umas equipas a garantia antecipada de jogarem em casa enquanto outras sabem de antemão que só farão jogos fora.

Há quatro dias, a propósito desta pandemia que abala o mundo, interrogava-me aqui: «Na Alemanha surgiram agora dez jogadores infectados com o coronavírus. O que vai suceder se o mesmo acontecer cá?»

Não tardaremos a saber a resposta.

Reflexões de Nuno Saraiva

«O pós-pandemia terá de ser encarado pelo Sporting Clube de Portugal de forma necessariamente diferente. A alternativa, óbvia e evidente, passa por olhar clinicamente para a nossa Academia, em tempos das melhores do mundo, com competência e olhos de ver. A formação do Sporting, na próxima época, tem de ser encarada por todos, treinador incluído, como uma oportunidade e não como uma fatalidade.»

 

«Jogadores como Luís Maximiano (hoje titular indiscutível), João Palhinha, Francisco Geraldes, Daniel Bragança, Ivanildo, Diogo Sousa, Rafael Barbosa, Leonardo Ruiz, Eduardo Quaresma, Gonçalo Inácio, Nuno Mendes, Matheus Nunes, Dimitar Mitrovski, Joelson Fernandes, Diogo Brás, Pedro Mendes ou Pedro Marques têm de ser vistos como o nosso investimento e os nossos maiores reforços.»

 

«É fundamental regressar ao tempo pré-Academia, em que os miúdos eram bem tratados no centro de estágio que existia por baixo das bancadas do velhinho e saudoso Estádio José Alvalade, e em que os treinos aconteciam no pelado. Nesse tempo todos queriam jogar pelo Sporting e foi dessas fornadas que saíram os Cristianos, os Figos, os Futres, os Quaresmas ou os Nanis, só para dar alguns exemplos.»

 

«Aquilo que temos de voltar a ter é quem "namore" com os pais da criançada que veste a Verde e Branca e lhes diga que os filhos terão uma oportunidade. Do que precisamos é de ter novos Aurélios que sejam a base da nossa equipa. Pouco me importa se são do Sporting quando chegam, até porque todos sabemos que a maioria dos nossos maiores craques mais recentes não nasceram Leões. Aquilo que me interessa é que, na inevitável saída, sejam Sportinguistas dos pés à cabeça, de alma e coração.»

 

«O Sporting Clube de Portugal que conhecíamos antes da Covid-19 já não é o mesmo. E o que está em causa, por mais que nos custe reconhecer, é encontrarmos, todos juntos, um modelo que assegure a sobrevivência e o futuro de um Clube com quase 114 anos de história.»

 

«Seja quem for o Presidente do Sporting Clube de Portugal, não pode seguir uma estratégia de comunicação que sirva para iludir e enganar os sócios e adeptos, com frases feitas e chavões mobilizadores. Não! O que é preciso é ter a coragem de falar verdade, por mais dura e dolorosa que ela seja.»

 

«Concordando que, entre pagar salários e fornecedores, eu, se fosse gestor, optaria sempre pela primeira opção - tal como o Sporting fez relativamente ao Braga -, desde que devidamente conversada e negociada com os credores, nenhum Presidente ou dirigente pode permitir que quem desenha o discurso e a comunicação externa crie a percepção de que somos "caloteiros" porque sim. Porque foi isso que aconteceu no recente episódio do não pagamento da primeira tranche relativa a Rúbem Amorim, conferindo à SAD arsenalista e ao seu presidente um estatuto de superioridade moral inaceitável. Basta simplificar e explicar, de forma clara e transparente, falando verdade, o racional das opções tomadas e aquilo que a lei põe ao nosso dispor.»

 

Trechos de um texto de opinião hoje publicado no Record

Será sensato terminar a época?

A decisão de retomar à pressa as competições de futebol, agendando o regresso para a última semana de Maio, apenas se percebe pela necessidade dos clubes receberem as verbas contratualizadas com os operadores televisivos pelos direitos de transmissão televisiva, mas coloca mais problemas e dificuldades que certezas, senão vejamos:

- Vários jogadores terminam contrato a 30 de Junho. O prazo até pode ser prorrogado por decisão FIFA, mas sabemos que vários atletas têm salários em atraso. Será legítimo obrigá-los a jogar? E se não jogarem, não estaremos a desvirtuar a competição? E caso alguém se lesione gravemente? Imaginemos que Trincão do S.C.Braga por exemplo se lesiona para lá de 30 de Junho, irá o F.C.Barcelona pagar a verba acordada pela transferência? Ou João Palhinha por exemplo, que estaria a jogar para lá do período de empréstimo acordado, como seria o Sporting C.P. ressarcido caso não tenha o atleta à disposição para o início da próxima época? Utilizei o SCB como exemplo, nada contra o clube e atletas mencionados a quem desejo as maiores felicidades.

- Discute-se se os jogos devem ser transmitidos em sinal aberto ou fechado. Estarão os detentores dos direitos disponíveis para ceder os mesmos, o que implica perda de receita e ainda assim pagar? Ou vai ser considerado serviço público pelo governo e uma vez mais o dinheiro dos portugueses é desrespeitado, chegando-se a RTP à frente?

- Outra questão em discussão é que estádios serão utilizados para disputar os jogos que faltam. Qualquer solução diferente da utilização dos estádios dos clubes coloca em causa a verdade desportiva. Bem sei que falamos do futebol português, onde tal não é historicamente o mais importante, mas convém apesar de tudo não abusar.

- As duas equipas insulares, Marítimo e Santa Clara, têm tanto direito de jogar em casa como as outras, o que implica deslocações aéreas entre continente e ilhas. Pelo menos a TAP, ao que se sabe, irá continuar a realizar voos regulares e existe sempre a hipótese de recurso a voos privados. Pensam subjugar os direitos destes clubes ao interesse dos outros? É que pode acabar por influenciar a classificação, várias equipas jogaram e perderam pontos naqueles campos.

- O plano aponta para terminar a época em Julho e começar a próxima em Setembro. Não se podem alongar porque existem Europeu de selecções, competições europeias e jogos de apuramento para o Mundial 2022. Não seria preferível dar a actual época por terminada, antecipar o início da próxima e ganhar margem de manobra para gerir eventuais dificuldades que possam surgir? Por exemplo uma eventual nova vaga de covid19.

- Bem sei que todos os atletas estão testados, até podem entrar em estágio durante o período da competição, mas que farão as entidades responsáveis caso um atleta teste positivo? Mandam toda a equipa para quarentena? Isso implica alterações no calendário e prazo para concluir a competição. Isolam apenas o que testou positivo?

- Falta um parecer da DGS, que será fortemente pressionada pela estrutura do futebol para permitir o regresso da competição. Ou percebermos o que acontecerá nas quatro principais ligas europeias, Inglaterra, Espanha, Alemanha e Itália, bem como a decisão da UEFA sobre o que resta das competições europeias desta época. Porque apesar de não termos já clubes envolvidos, existem implicações para Portugal, que terá clubes envolvidos nas pré-eliminatórias da próxima época e terá que competir em pé de igualdade.

- A meu ver, seria preferível seguir o exemplo das modalidades de pavilhão, não haver campeão e utilizar a classificação actual para efeitos de qualificação para as provas europeias, subidas e descidas.

Sobre o Covid-19

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Hoje é o fim deste exagerado "estado de emergência". No És a Nossa Fé eu não escrevo sobre política, considero que aqui podemos muito discordar mas por razões de clubismo, não por razões outras. Mas acabo de escrever um texto em que aludo à contratação de Ruben Amorim. Não é sobre o Sporting, mas também sobre o Sporting. Tem um posição política mas deixo a ligação, para aqueles que mesmo assim o queiram ler: "Taça Covid-19?".

 

Fumo verde?

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Também já tinha saudades de vos ver num relvado. 

Diz-nos Eduardo Quaresma que todas as medidas de segurança foram cumpridas. Quais serão?

Dizem-nos, Nuno Mendes e Eduardo Quaresma, que devemos ficar em casa.

Não sei quanto a quem lê, mas pela parte que me toca, gostei de ver sinais de retoma de alguma normalidade, trazidos pelo futuro: dois promissores leõezinhos que, acredito, ainda nos farão dizer muitas vezes... só eu sei, porque não fico em casa!

(Imagens: captura de ecrã efectuada nos respectivos perfis Instagram)

40% de corte nos salários do futebol profissional

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Apesar de Frederico Varandas estar ao serviço do país no combate ao COVID19, o Sporting foi dos primeiros clubes portugueses a atingir um acordo com os jogadores de forma a ajudar os seus salários durante esta crise que abala o mundo.

Serão 40% de corte nos salários. Estes 40% passarão a 20% em caso de retoma do campeonato.

Pelos vistos é mesmo possível conciliar as duas coisas quando o mundo realmente precisa de mais um médico (todos contam) e o Sporting precisa de continuar a ser gerido.

Tempo Pascal

Os tempos são estranhos, demasiados estranhos para quem, como eu, estava habituado a ter uma vida quase frenética.

Todavia já não somos donos das nossas vontades. Ou melhor somos desde que estas não prejudiquem os outros ao nosso redor.

Estamos assim presos, confinados, enclausurados nas nossas casas. Mas é tudo por uma boa e justificável causa.

Posto isto, e enquanto se decide o que fazer ao futebol e não só, venho por este meio desejar a todos os colaboradores deste blogue, comentadores e leitores, identificados e anónimos, uma Páscoa repleta de saúde, que neste momento é, sem dúvida, o mais importante.

Um imenso abraço virtual.

Cuidem-se!

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