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És a nossa Fé!

É um cósmico

A caminho de levar a criança à escola, ouço no carro a justificação de Cosme para o "erro" do segundo golo da Académica em Alvalade. É uma cosmédia. Ou um inacreditável exercício de sacudir a água do capote. Diz Cosme que viu o auxiliar assinalar o fora-de-jogo e respondeu logo pelo intercomunicador que tinha dúvidas sobre a decisão. Diz Cosme que foi chamado pelo auxiliar (chamado, repete) e que insistiu nas dúvidas. Diz que, perante as ditas dúvidas, o auxiliar lhe disse então para validar o golo. Portanto, ele, que era o chefe da equipa, colocou o peso da chefia sobre o subordinado, mas depois só fez o que o subordinado lhe disse para fazer, subordinado esse que já tinha decidido de outra maneira e tinha decidido bem. Eu, se fosse ao auxiliar, nunca mais queria semelhante criatura para chefe, incapaz de assumir as culpas e atirando tudo para cima de quem faz bem o seu trabalho.

 

Note-se que este exercício lamentável resulta de uma autorização especial do Conselho de Arbitragem para deixar o cósmico falar. Uma decisão que, se não é inédita, muito longe não deve andar. Mas que só apareceu porque, desta vez, o escândalo foi tão grande que não foi possível ignorá-lo. É que não houve um jornal nem um comentador que não visse o que se passou. Se não tivesse havido barulho, Cosme teria constatado o erro e seguido para bingo. A ver quantos cosmes aparecem mais daqui até ao fim.

"Merecia bolinha vermelha"

Tribunal do jornal o Jogo unânime: Carlos Mané sofreu penálti aos 13' e o segundo "golo" da Académica foi irregular.

A palavra aos três especialistas em arbitragem.

 

Sobre a grande penalidade que ficou por assinalar:

Jorge Coroado: «Hugo Seco empurrou Mané pelas costas com ambas as mãos. Grande penalidade inequívoca e incompreensivelmente não assinalada.»

Pedro Henriques: «Hugo Seco, com as mãos e de forma negligente, empurra Mané pelas costas e este desequilibra-se. Infracção passível de grande penalidade.»

José Leirós: «Muita confusão, muita proximidade, muitos protestos e uma grande penalidade por assinalar. Hugo seco empurrou Mané pelas costas, derrubando-o.»

 

Sobre o golo que nunca devia ter sido validado:

Jorge Coroado: «Golo irregular. João Real estava fora de jogo, participou e influenciou a acção de um adversário. Devia ter sido sinalizado.»

Pedro Henriques: «Mesmo não tocando na bola, ao tentar disputar a mesma e aproximando-se do seu adversário a menos de metro e meio - neste caso estava junto -, [Real] toma parte activa no jogo, influenciando a acção do adversário.»

José Leirós: «Que irregularidade! No momento do passe, João Real já estava em posição de fora de jogo - só tinha um adversário entre si e a linha de baliza. Depois, teve intenção de jogar a bola, disputando-a em fora de jogo de acção e interferindo na acção de Ewerton.»

 

Conclusões:

Jorge Coroado: «Arbitragem calva de critério, de conhecimentos e atitude. Merecia bolinha vermelha no canto superior direito. Está há muito tempo na primeira categoria.»

Pedro Henriques: «Uma arbitragem irregular com decisões técnicas e disciplinares menos assertivas e correctas que acabaram por ter influência no desenrolar do jogo.»

José Leirós: «Esta arbitragem prejudicou o Sporting, o futebol luso e a classe da arbitragem. Espera-se que os árbitros mais novos não tenham visto, não serve de incentivo.»

Media Training

O mundo sabe que estes não são tempos nada fáceis para o Sporting. O sistema atira-se com todo o peso para cima de nós.

 

A arbitragem de Cosme Machado, ontem, foi apenas um pouco mais longe que outras a que temos assistido. Cosme Machado, não teve nenhuma vergonha nem qualquer problema na tentativa de contribuir para que o Sporting perdesse pontos. Cosme foi o MVP da Académica. Um jogo que terminaria normalmente em 4 ou 5-1 foi ganho à custa de muito esforço, dedicação e devoção da nossa equipa.

 

Cosme apitou desta forma porque está careca de saber que são este tipo de procedimentos que farão bem à sua carreira. Os observadores lá estarão, para lhe concederem uma benigna avaliação pela performance. O homem da arbitragem continuará a nomeá-lo para jogos decisivos. Ontem Cosme passou no teste, e só não terá nota máxima porque, apesar de tanto esforço, falhou o seu grande objectivo.

 

Ao mesmo tempo que se tentam surripiar pontos dentro de campo, pressiona-se o clube fora de linhas. Disparam em todas as direções. À ameaça de suspensão de Slimani, às incessantes expulsões de dirigentes e técnicos e ao condicionamento da arbitragem através de nomeações e classificações, juntam-se as patéticas ameaças do Benfica de processos por tudo e por nada.

 

É com isto que vamos ter que contar até ao fim do campeonato. Ninguém melhor que Jesus pode entender a desigualdade entre ter todo o peso do sistema do seu lado ou contra ele. A diferença do ano passado nunca estava no campo. Esteve sempre no colinho. E esse continua bem confortável e a tentar replicar os sucessos que obteve noutras épocas.

 

Infelizmente, a direção do Sporting ainda não encontrou o tom certo para lidar com estes casos. Enviar Octávio Machado para dar a cara é um tremendo erro.

 

Estão todos a precisar de umas sessões de Media Training.

Unânimes

A Bola: «Escândalo - Inacreditável que o segundo golo da Académica tenha sido validado» (texto da manchete de hoje)

 

Record: «Jogo com graves erros de arbitragem - penálti por assinalar e golo mal validado» (texto da manchete de hoje).

 

António Tadeia (RTP 3): «Sem dúvida irregular, o segundo golo da Académica.»

 

Joaquim Rita (SIC Notícias): «Um erro grave do árbitro. Foi demasiado óbvio que João Leal estorva a acção de Ewerton.»

 

José Nunes (RTP 3): «Há, de facto, um fora de jogo posicional. A posição do jogador da Académica perturba a acção do jogador do Sporting.»

 

Luís Vilar (SIC Notícias): «[João Leal] está claramente fora de jogo. Não só se fez ao lance como até tocou em Ewerton. O Sporting acaba por ser prejudicado neste lance.»

 

Nuno Dias (RTP 3): «O Sporting tem claras razões de queixa de Cosme Machado, um árbitro que se equivoca muitas vezes e hoje voltou a estar mal. Há claramente uma grande penalidade sobre Carlos Mané e há clara irregularidade no segundo golo da Académica.»

 

Pedro Sousa (TVI 24): «A Académica fez um remate e marcou dois golos, sendo que o segundo é irregular. (...) Duas decisões absolutamente erradas de Cosme Machado. Carlos Mané foi derrubado pelas costas: era não só grande penalidade como expulsão do jogador da Académica. Um ror de erros no capítulo disciplinar.»

 

Rui Pedro Brás (TVI 24): «Independentemente de o jogador da Académica ter ou não tocado na bola, é sempre fora de jogo. É um lance fácil de ajuizar. Um erro grosseiro, mas não foi o único: Cosme Machado, desde o início, mostrou uma tendência de inclinar o campo. (...) Aquele penálti sobre Carlos Mané era penálti em qualquer parte do mundo.»

O regresso dos golos estúpidos e dos grandes gamanços

Um canto oferecido de forma estúpida, de que resulta um golo estúpido. Depois, foi o Cosme show. Cosme percebeu bem as notícias da semana: tudo aquilo de que o Sporting se queixar é arquivado. O Sporting não vale um caracol nas "estruturas". É surrar o Sporting. A Académica tem um remate e dois golos. Uma eficácia acima de 100%. Então Jesus, aposto que já tens saudades do manto protector.

Cosme Machado: opinião unânime

Como salientei aqui, antes de qualquer outro relato escrito sobre o Sporting-Nacional, o árbitro Cosme Machado perdoou um livre à equipa da Madeira, cometido aos 45 minutos. Um livre quase à entrada da grande área sobre Carlos Mané, que passou despercebido ao dinâmico duo Ribeiro-Rita.

 

É um tema que recolhe opinião unânime na imprensa desportiva.

Vamos a isso. Para mais tarde recordar.

 

O Jogo: «Com o braço esquerdo, Freire travou Mané, segurando-o na zona do pescoço. Livre directo por assinalar e cartão amarelo por exibir por corte de jogada prometedora.» (Jorge Coroado)

A Bola: «Freire, do Nacional, faz falta clara sobre Mané à entrada da área. O lance era perigoso. Ficou falta por marcar e cartão amarelo por mostrar ao jogador da equipa madeirense. Decisão errada da equipa de arbitragem.» (Miguel Cardoso Peireira)

O Jogo: «Mané foi deliberadamente atingido, primeiro por um braço, depois pelo outro de Leandro Freire, provocando a sua queda. Ficou por assinalar um livre directo.» (José Leirós)

Record: «Mané está em posição promissora mas leva uma palmada de Freire na cara, sendo impedido de se isolar à margem das leis. Era falta e cartão amarelo. Outra vez.» (Bernardo Ribeiro)

O Jogo: «Com o braço esquerdo, Leandro Freire toca na cara de Mané, impedindo-o de disputar a bola e derrubando-o à entrada da área. Infracção passível de livre directo.» (Pedro Henriques)

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