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És a nossa Fé!

Criminosos

O coronavírus afecta já 200 países e territórios em todo o mundo. Não há praticamente uma parcela do planeta imune ao Covid-19.

A pandemia causa 2.700 mortes por dia nos cinco continentes - vitimando uma pessoa de dois em dois minutos. A cada dois segundos, regista-se um novo caso de infecção.

Apesar disto, três países persistem em manter os respectivos campeonatos de futebol: Bielorrússia, Burundi e Nicarágua. Um procedimento criminoso, que devia encher de vergonha os dirigentes máximos destes países - respectivamente Aleksandr Lukashenko, Pierre Nkurunziza e Daniel Ortega.

Nenhum deles recomendável em matéria de respeito pelos direitos humanos. Não há coincidências.

Não posso estar mais de acordo

«Frederico Varandas não foi "voluntário à força" para servir, enquanto médico do Exército, na luta contra o coronavírus. Segundo uma investigação da TVI, a cujas conclusões tive acesso e em que faço fé, ele voluntariou-se, mesmo antes de saber que o Exército iria, de qualquer maneira, convocá-lo. E, mesmo depois de convocado, poderia recusar pedindo passagem à reserva. É lastimável que se pretenda fazer passar um gesto de coragem e generosidade por oportunismo - mas sendo este o país da inveja e da maledicência, não me espanta por aí além. Como não me espanta que o dito Movimento Sou Sporting aproveite, não apenas para lançar a insinuação, como ainda para usar a situação como pretexto para pedir a demissão do presidente do Sporting, pela suposta incompatibilidade entre presidir ao clube e estar temporariamente ao serviço do país, numa situação declarada de emergência nacional. Há gente que consegue mesmo ser pequenina até nos piores momentos!»

 

Miguel Sousa Tavares, ontem, no jornal A Bola

Breve reflexão

Num destes dias li algures por aí que as datas no futuro passarão a definir-se por AC e DC, isto é, antes do Corona (AC) e depois do Corona (DC). Quase parece uma brincadeira, mas infelizmente não é.

Nada do que era antes desta pandemia ficará igual… e, quer queiram quer não, os clubes irão ser também vítimas deste surto epidémico que vai crescendo exponencialmente.

Seria assim bom que TODOS os dirigentes desportivos aproveitassem esta contingência para reformularem prioridades para os seus clubes, associações, federações.

O mundo jamais será o mesmo após esta luta.

Tudo diferente, tudo novo

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Esqueçam tudo quanto ficou para trás: a pandemia em curso, que forçou o Governo a decretar o estado de alarme sanitário e o Presidente da República a proclamar o estado de emergência pela primeira vez no actual regime constitucional, obriga-nos a mudar prioridades, linhas de rumo, parâmetros de reflexão. 

Tudo se alterou. Na vida de cada um de nós, na sociedade portuguesa, nos comportamentos mais elementares do nosso dia-a-dia. Mais de mil milhões de pessoas em todo o mundo estão neste momento confinadas às quatro paredes domésticas no combate ao coronavírus que, como assinalou o director-geral da Organização Mundial de Saúde, demorou 67 dias a gerar os primeiros cem mil infectados, 11 dias a infectar os cem mil seguintes e apenas quatro dias a contaminar os cem mil que se sucederam.

Neste momento, morre uma pessoa a cada 16 minutos em Madrid. Neste momento, morrem 33 pessoas por dia em Itália. Há cinco gerações que ninguém via nada semelhante à escala planetária. Como acentuou a chanceler alemã, Angela Merkel, o combate universal ao coronavírus «é o maior desafio desde a II Guerra Mundial»

 

Tudo diferente, tudo novo. Acontece o impensável: a UEFA adia por um ano a realização do Campeonato da Europa de Futebol, o Comité Olímpico Internacional adia também por um ano a realização dos Jogos Olímpicos de Tóquio. O desporto está parado. Como o turismo, como a aviação civil, como a hotelaria, como a restauração, como a indústria do espectáculo. 

Portugal, claro, não é excepção. Vejo alguns, no entanto, comportarem-se no universo leonino como se nada se passasse. Há até um suposto movimento que reclama eleições no Sporting para 20 de Abril em nome - dizem eles - da legalidade estatutária. É uma desonestidade intelectual somada a uma chocante insensibilidade social: os representantes desse suposto movimento sabem muito bem que acima dos estatutos de qualquer colectividade está a lei geral do País - e esta força as pessoas a ficar em casa e os clubes a paralisarem a actividade até a emergência sanitária cessar. Não por acaso, até num gigante como o Barcelona a direcção do clube propõe aos jogadores do plantel principal uma drástica redução de salários, antevendo o pior que se prepara para vir.

 

«Nenhum de nós sabe quanto tempo durará esta crise. Antes de Junho é muito prematuro termos uma visão de médio prazo sobre esta situação», declarou ontem o primeiro-ministro António Costa na Assembleia da República. Só uma coisa temos garantida: esta pandemia veio para ficar. E a palavra de ordem, inquestionável, é isolamento social.

Exigir de momento a convocação de uma assembleia geral eleitoral, seja para o dia 20 de Abril seja para outra data qualquer, desacredita irremediavelmente os promotores deste "movimento", cobrindo-os de ridículo não apenas junto dos adeptos leoninos mas perante a generalidade dos portugueses.

Dizem-me que o "movimento" Sou Sporting é um baluarte da oposição ao actual Conselho Directivo do Sporting. Se assim é, os membros do CD não poderiam sonhar com melhor oposição.

 

Muita saúde para todos. Nada mais interessa.

Tudo vai ser reduzido

Texto de Sol Carvalho

Se considerarmos que num país em que o nível mais baixo da escala tem as suas condições de vida garantidas é mais fácil aceitar que haja pessoa com lucros absurdos. Mas se percebermos que no fundo da escala haverá muito mais gente com dificuldade séria de sobreviver (e já nao falo de África e outras regiões pobres) então seria pornográfico que os salários das grandes equipas de futebol não fossem mudados...

Quando se diz que o Neymar pode custar 200 milhões ou 300 milhões porque faz ganhar mais do que isso, estaria a falar-se de um "antes corona". Duvido fortemente que isso possa continuar assim. Não vejo outra solução. Vai ter de haver redução de salários, de gastos de plantel e até de bilhetes...

Só estas duas

À medida que o tempo passa, nesta segunda semana de reclusão forçada de milhões de portugueses em suas casas, torna-se cada vez mais evidente que as provas desportivas ficarão "congeladas", sem que se cumpra o que faltava do calendário. O precedente do país vizinho indicia que acontecerá o mesmo em Portugal. «Não é o momento de pensar em futebol», declara o presidente da federação espanhola, Luis Rubiales, em entrevista ao diário desportivo As.

Traduzindo: esta época chegou ao fim. Lá e cá. O que invalida por completo as pretensões daqueles que ainda sonhavam concluir este campeonato de futebol.

O que fazer neste cenário? Das duas, uma: ou o FC Porto é proclamado vencedor ou não haverá título de campeão nacional na temporada 2019/2020.

Não estou a ver uma terceira hipótese.

De cabeça perdida

Esta gente anda de cabeça perdida. Nem a pandemia mundial que já provocou 12 vítimas mortais em Portugal e levou o Presidente da República a decretar o estado de emergência as faz mudar de rumo ou as leva a moderar o discurso. Continuam a pregar o ódio, recorrem a expressões cada vez mais incendiárias e mobilizam rebanhos de fiéis que papagueiam nas redes todos os dislates emanados dos gurus.

Um goza com o coronavírus, indiferente ao sofrimento que enluta o País e o mundo, apelidando de 'Covid-71' os sócios do Sporting que votaram pela destituição na histórica assembleia geral de 23 de Junho de 2018. Palavras inqualificáveis, só possíveis de serem escritas ou ditas por alguém a quem não resta um pingo de vergonha.

Outro, em vez de aplaudir - como aqui se fez - a decisão de Frederico Varandas de regressar ao activo nas forças armadas para se integrar no corpo clínico que dá combate ao coronavírus, consome o seu tempo a disparar contra o dirigente leonino, acusando-o de «desonestidade intelectual» e levando de imediato uma alcateia de seguidores a replicar as suas palavras.

 

Este pequeno batalhão de acéfalos - vários dos quais vieram bolçar inanidades também nesta caixa de comentários - talvez devesse sentir orgulho ao ver o presidente do Sporting ser notícia por este motivo e não pela suspeição de práticas de corrupção ou de viciação de resultados desportivos, como sucede com figuras de outros clubes. Mas eles são incapazes de se desviarem um milímetro da ideologia de ódio que professam.

Como o jornal A Bola já deixou claro, Varandas tomou a iniciativa de comunicar aos responsáveis militares a decisão de ser reincorporado e participou numa acção de formação em Covid-19 no Hospital Militar antes de ser proclamado o estado de emergência, o que invalida as acusações de Luís Gestas, que integrou o Conselho Directivo do Sporting com Bruno de Carvalho e manteve-se até ao fim com ele.

Neste caso, porém, registo com agrado uma alteração ao padrão dominante: Gestas deu o dito por não dito, retirando a acusação que fizera e pedindo desculpas públicas a Varandas. Fica-lhe bem e espero que produza um efeito pedagógico nos seus destemperados seguidores. Já agora, deixo a sugestão a todos: preocupem-se nos próximos dias em servir a comunidade, como faz o Francisco Geraldes, e mudem de tema. Há uma guerra contra o coronavírus a ser travada sem mais demora.

#Covid71 e a desrespeitosa atitude de Bruno de Carvalho

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Acaba de ser confirmada a quinta morte por infeção de Covid-19 em Portugal, em Itália morre o equivalente à queda de dois aviões por dia, e ainda assim o destituído (e protocandidato a) presidente, Bruno de Carvalho, acha que é a melhor maneira de se referir às pessoas que têm uma opinião que não vai ao encontro da sua.

Está no seu direito de ser idiota, é claro. É sempre melhor quando os idiotas falam, permitem-nos saber quem são. Mas a História não se esquecerá deste momento. Faria melhor figura se consultasse num dicionário a palavra indemnizar.

Obviamente, aplaudo

 

Sporting põe à disposição imediata do Governo o pavilhão João Rocha e o relvado sintético anexo para a instalação de hospitais de campanha contra o coronavírus.

 

Frederico Varandas regressa ao activo para integrar o corpo clínico nacional: «Já servi o país, volto a fazê-lo enquanto o estado de emergência durar.»

 

Francisco Geraldes disponível para fazer compras, em supermercados ou farmácias, a quem viva na zona de Alvalade (Lisboa) e não possa sair de casa nesta situação de emergência.

 

Campeonato: o que vai seguir-se

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Tudo é diferente nos dias de hoje. Tudo está a mudar a um ritmo impressionante. O futebol - o mais importante das coisas menos importantes - está adiado até mais ver. Desde logo, a final da Liga dos Campeões, agora reagendada para 27 de Junho, embora persistam incógnitas em torno desta data, que depende da evolução do coronavírus. E também o Campeonato da Europa, adiado para 2021, o que permitirá a Portugal manter-se como campeão em título pelo menos durante mais um ano.

Um adiamento inevitável, ditado pela pandemia que abala o mundo, e que acaba por ser uma boa notícia para jogadores como Lloris, Hazard, Rashford, Kane, Süle e Dembélé, que estariam ausentes se o certame ocorresse na data aprazada. Mas pode ser uma péssima notícia para outros, que por limite de idade poderão ficar fora do Euro-21. O jornal Marca enumera alguns: Neuer, Modric, Kroos, Giroud, Chiellini, Bonucci, Rakitic e Pepe

 

Este adiamento do Europeu, tornado inevitável pela dramática progressão da pandemia, abre novas perspectivas para a resolução do impasse nos campeonatos nacionais. O presidente da Real Federação Espanhola de Futebol forneceu ontem algumas pistas: as jornadas que faltam poderão cumprir-se para além da data limite de 30 de Junho, encurtando-se as férias de Verão e a pré-temporada. 

Este é o modelo que poderá vigorar também no campeonato português. Abrindo-se desde já a porta à redução do número de jornadas da Liga 2020/2021, que até poderá disputar-se em moldes diferentes, com apenas uma volta ou em sistema de play-off, como Luis Rubiales também admitiu nas suas declarações de ontem. Deixando claro: «A competição tem de ser vencida em campo», não através de expedientes administrativos.

 

Eis a pergunta que deixo: estaremos preparados para acolher medidas semelhantes no futebol português?

 

Como deve ser apurado o campeão?

Vivemos "tempos interessantes", na óptica daquela milenar maldição chinesa. Tempos de emergência sanitária, à escala mundial, que nos impõem drásticas restrições à liberdade de movimentos. Mas também com inevitável repercussão económica e financeira, designadamente no futebol. 

Espantosamente, ficámos a saber por estes dias que uma situação como a actual, de paragem forçada das competições profissionais, não estava prevista nos regulamentos federativos ou da Liga de Clubes para efeitos do apuramento do campeão. 

Estamos, portanto, num impasse. Que suscita as maiores incógnitas sobre o título desta época. Como resolver este imbróglio? Que solução deve ser adoptada?

Lanço as questões na expectativa de que os leitores se pronunciem. O debate está lançado.

Com a saúde não se brinca

Na sequência do anúncio feito pela federação espanhola e pela UEFA, que haviam decidido suspender sine die as respectivas competições, a Liga de Clubes vai ordenar o adiamento das próximas jornadas das competições profissionais de futebol em Portugal.

Enfim, prevalece o bom senso: a responsabilidade social deve imperar sobre os patrocínios milionários. Basta seguir o exemplo de Cristiano Ronaldo, que optou pela quarentena preventiva - imitando, aliás, o Presidente da República - em vez de regressar a Turim, onde o seu colega Rugani já está contaminado.

Com a saúde não se brinca. E no desporto ainda menos.

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