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És a nossa Fé!

Começar mal

 

O Sporting tem um novo director de Comunicação. É Rui Miguel Mendonça, que transita da direcção do canal do clube. Este é o momento de desejar-lhe felicidades no exercício das novas funções. Mas também de afirmar que se estreou da pior maneira, pondo fim ao programa de maior audiência na Sporting TV, não por acaso intitulado Pressão Alta

Dizer que se tratava de um «programa de autor» é uma falácia: qualquer outro elemento do canal - começando por Sérgio Sousa, que substitui Rui Mendonça como director - poderia assegurar a moderação deste debate semanal, que contava com intervenções acutilantes de Rui Calafate e Samuel Almeida.

Vir agora dizer, após as reacções de profundo desagrado que lhe chegaram por parte dos adeptos, que «a porta da Sporting TV estará sempre aberta» para os comentadores agora afastados, insere-se já numa tentativa tardia de contenção de danos reputacionais. São palavras que não colam com os actos. E que nada indiciam de bom para o novo capítulo que se abre na comunicação leonina.

Lamento muito que o canal televisivo do Sporting prossiga a triste tradição de silenciar vozes críticas. Já vem de trás, prossegue por estes dias. Obviamente, sem qualquer beneficio para o clube. Quem gosta de escutar hossanas fará melhor em sintonizar o canal da IURD.

Quando as redes sociais estão rotas

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O Twitter do Sporting anunciou a derrota dos iniciados em Portimão, desmoralizando ainda mais os adeptos leoninos que sabiam do empate dos juniores em Tondela. Até porque, sem o potencial dos juvenis, aos iniciados ninguém pode apontar vinte pontos de desvantagem em relação ao rival mais directo.

Só que... alguns sportinguistas mais interessados em descobrir a verdade foram à procura dos sites da FPF, do Zero Zero e até do Portimonense. E não é que todos indicavam uma vitória do Sporting por 2-1?

 

Horas mais tarde lá foi corrigido o “lapso”, mas o descalabro nas redes sociais do Sporting desde que mudou a gerência chegou a um patamar que não pode não ter consequências,

 

Inconcebível

A Direcção da SAD leonina anunciou aos sócios e adeptos, em sucintos comunicados, a desvinculação de Nani e de Castaignos.

Ambos em formato "chapa cinco": só muda o nome.

Acho inconcebível que dois jogadores tão diferentes recebam, na hora da partida, exactamente o mesmo tratamento impessoal e mecânico. Como se os comunicados tivessem sido escritos por um robô.

 

Nani - formado em Alcochete, capitão da equipa e campeão europeu em título - leva o mesmo tratamento de um diletante holandês que esteve a gozar férias principescas em Lisboa, durante dois anos e meio, à custa do Sporting.

E nem sequer tem direito a ver impresso, neste comunicado oficial da SAD, o seu nome completo. Que é, não esqueçamos, Luís Carlos Almeida da Cunha. Não faz qualquer sentido chamar-lhe "Luís Nani", como se Nani fosse o seu apelido.

 

Isto não é forma de tratar os nossos. Refiro-me aos que são verdadeiramente nossos, não aos que só passam por cá para fazer turismo.

Nani não merecia isto

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O presidente ainda não falou: limitou-se a mandar dizer que só romperá o silêncio na próxima sexta-feira. Nem sequer emitiu duas frases de público alento aos jogadores e à equipa técnica antes do confronto de logo com o Braga. Ao menos para ajudar a compor as bancadas, que deverão estar bastante desguarnecidas. Tal como o plantel, agora sem Montero e sobretudo já sem Nani - decisivo para a conquista da Taça da Liga, há um par de semanas. Justificar a partida do nosso capitão, formado no Sporting e campeão europeu em título, pela necessidade de "poupar dinheiro" à SAD leonina, é culminar com uma pitada de inaceitável injúria este episódio tão pouco edificante.

Nani não merecia isto.

 

O silêncio, num momento destes, dá pasto a todas as especulações. Não falta portanto, entre os que são próximos de Frederico Varandas, quem se apresse a emitir mensagens contraditórias: por um lado sopram-se "notícias" para os jornais garantindo que o holandês está de pedra e cal; por outro, nas redes, já se conclui que o homem afinal não serve. Tudo e o seu contrário. É uma regra básica da comunicação: se quem devia falar se cala, alguém menos qualificado para o efeito acaba por preencher esse vazio.

Acreditam que isto possa dar saúde anímica à nossa triste equipa? Pois: eu também não.

Vai mesmo ter de falar

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Para já, é indispensável que Frederico Varandas comunique com os sportinguistas. Ao falar a 1 de Fevereiro, logo após o Sporting ter vencido a Taça da Liga, abriu um precedente. Não faz qualquer sentido permanecer em silêncio agora.

Quando se quebram as regras, altera-se a linha de rumo. E nada volta a ser como era antes: há que enfrentar as consequências.

Ao despedir um treinador à oitava jornada cedendo à pressão dos lenços brancos, o presidente abriu um precedente. De alto risco, como na altura referi.

Ao romper o silêncio num momento bom, o presidente passou a ter a obrigação de falar também nos momentos maus. Não é compreensível que proceda de outra forma.

Varandas finta toda a imprensa

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O presidente do Sporting conseguiu negociar um treinador fora do olhar atento da imprensa para mágoa de muitos que estavam mal habituados.

Durantes três dias foram publicados mais de 10 nomes de possíveis treinadores, com alguns órgãos de comunicação a afirmar sem margem de erro, segundo as suas fontes, que o nome era o X e as negociações estavam a ser ultimadas. A verdade é que todos falharam. E o mais impressionante foi ver os comentadores profissionais a seguirem de perto todos os palpites e a meterem água à grande, além do ódio habitual para tentar desestabilizar.

Frederico Varandas tomou a primeira grande decisão do seu mandato e conseguiu fintar tudo e todos. Falta agora saber se o treinador é mesmo Marcel Keizer e o mais importante: o que pretende Varandas reestruturar no futebol verde e branco.

Quanto ao jogo de hoje contra o Santa Clara, a esperança é a de que o Sporting marque muitos golos de preferência com tanta subtileza como aquela que Varandas marcou na baliza da imprensa.

Silêncio

Também se comunica pelo silêncio. Por vezes - muitas vezes - esta é mesmo a forma mais eficaz de comunicar.

Quem não percebe isto, nada percebe de essencial em matéria de comunicação. Infelizmente há muito pseudo-conhecedor do assunto na grande família sportinguista. Refiro-me aos que só valorizam o alarido, confundindo autoridade com berraria e firmeza com bravatas inconsequentes.

Para estes, que teimam em nada aprender com os erros cometidos, Frederico Varandas já devia ter distribuído ralhetes aos jogadores e desautorizado o treinador em público, de preferência no Facebook, dando assim mais "motivação" a uns e outros.

Nem imaginam como estão errados.

Saber comunicar

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Sem espavento, sem alarido, sem fogo de artifício, alguma coisa começou a mudar na comunicação do nosso clube, obedecendo aos critérios definidos pelo presidente Frederico Varandas. Por exemplo, no acesso dos órgãos  de informação a alguns minutos de treino físico dos jogadores, possibilitando recolha de imagens sempre com interesse para os adeptos. Aplaudo, naturalmente, esta mudança. Tal como me parece muito positivo verificar que os profissionais leoninos voltam a merecer destaque nas capas da imprensa desportiva por declarações prestadas em exclusivo, claramente com o aval prévio da Direcção. Isto ficou ontem bem evidente com as entrevistas simultâneas de Montero ao Record e de Raphinha ao matutino O Jogo. Há quanto tempo não sucedia algo semelhante?

São alterações que abrem ainda mais o clube aos inúmeros simpatizantes, permitindo-lhes saber o que pensam os jogadores sobre temas em que raramente costumavam pronunciar-se em público, e que põem fim à absurda fase do presidente-estrela com monopólio dos microfones. Assim se combate a lógica do entrincheiramento hostil e da desconfiança permanente face aos grupos de comunicação social. Que são uma componente importante da indústria futebolística e, como tal, não podem ser ignorados.

Enfim, passos na direcção correcta. O Sporting da lamúria e do queixume está a dar lugar ao Sporting apostado em difundir mensagens positivas, transmitidas aos adeptos por vozes de protagonistas vários. Nada a objectar, pela minha parte. Só posso estar a favor.

Dois erros

Um erro não se corrige com outro erro. Nani cometeu o primeiro, ao sair do campo em Braga como saiu. Mas o treinador também errou ao pronunciar-se publicamente sobre o assunto, que envolve o capitão da equipa.

Estas questões resolvem-se entre as quatro paredes do domicílio profissional, dispensando bravatas na praça pública. Não há que inventar nada: muitas fragilidades ao nível da comunicação dos clubes poderiam ser solucionadas com o recurso ao mais elementar bom senso.

Indignaçõezinhas muito selectivas

Andam agora alguns por aí muito indignados por terem descoberto que alguém da equipa de colaboradores que participou pro bono na área da comunicação da candidatura de Frederico Varandas será simpatizante do Benfica. É curioso. Nunca vi esses indignados actuais emitirem um vagido de protesto contra o facto de Bruno de Carvalho, nos primeiros três anos do seu mandato, ter contratado dois benfiquistas para directores de comunicação do clube. Um deles, por sinal, é hoje director de comunicação do Benfica.

 

A primeira medida

Totalmente dominada pelos féis de Bruno de Carvalho, a Sporting TV deu-se ao luxo de ignorar olimpicamente a conferência de imprensa da nova Comissão de Gestão leonina, empossada ao fim da tarde de hoje pelo presidente da Mesa da Assembleia Geral.

Enquanto os novos gestores do clube respondiam às questões dos jornalistas, os adeptos leoninos viam-se forçados a sintonizar outros canais informativos porque a Sporting TV - ao velho estilo cubano ou soviético - optava por pôr no ar a transmissão repetida do "jogo amigável" Macau-Sporting B, realizado a 21 de Maio, seguindo-se outro enlatado com declarações do ainda administrador da SAD Rui Caeiro, um dos seis que acolitam Bruno de Carvalho.

Assegurar a neutralidade absoluta da Sporting TV, impelindo-a a cumprir os seus deveres informativos perante os sportinguistas e impedindo-a de funcionar como veículo de propaganda dos sete que subsistem da direcção cessante, é estrita obrigação da nova Comissão de Gestão. Ignorar este problema será um erro de que mais tarde muitos dos que agora prometem regenerar o clube se arrependerão.

Mistério

Talvez alguém consiga esclarecer-me. Por que motivo o comunicado emitido em Dia de Santo António, feriado municipal em Lisboa, pelo "porta-voz" de Bruno de Carvalho com a enumeração dos futebolistas que integram a nossa equipa A se apressou a incluir os nomes de Battaglia, Rúben Ribeiro e Rafael Leão antes de aguardar pelo fim do prazo em que os jogadores poderiam apresentar rescisões unilaterais invocando justa causa?

A pressa foi tanta, na vã tentativa de atirar poeira para os olhos dos sportinguistas, que o tal comunicado do competentíssimo "porta-voz" já estava desactualizado - e, portanto, sem préstimo algum - 24 horas após ter sido tornado público. Assim anda, cada vez mais errática apesar dos reforços entretanto recebidos, a comunicação do Sporting...

Mas o mais estranho neste comunicado é a omissão dos nomes de dois jogadores: nada consta ali sobre Iuri Medeiros nem Domingos Duarte. Será que a SAD leonina, apesar das nove baixas já registadas no plantel ainda antes do início da temporada, se dará ao luxo de prescindir destes dois profissionais formados no Sporting?

Mistério. Responda quem souber.

Assim vai o Sporting

No Facebook oficial do Sporting, nem uma palavra sobre a vaga de demissões nos órgãos sociais - nomeadamente a Mesa da Assembleia Geral e a quase totalidade dos membros do Conselho Fiscal e Disciplinar, além de pelo menos quatro elementos do Conselho Directivo. Só ontem, houve 16 saídas.

Quem quiser informar-se, terá de recorrer aos tais órgãos de informação que o ainda presidente do Conselho Directivo tanto diaboliza.

Mas não falta um caloroso postal de felicitações à claque "Colectivo Ultras" pelo 16.º aniversário - o que diz muito sobre as alucinadas cabeças que ainda gerem o clube e a SAD leonina. Neste Sporting de Carvalho os valores andam adulterados e as prioridades permanecem invertidas. Rigor, verdade, honra, respeito e brio emigraram para parte incerta.

Erros que se repetem

Há dias escrevi aqui sobre o profissionalismo e o compromisso em todos os pormenores (https://sporting.blogs.sapo.pt/o-compromisso-e-o-profissionalismo-em-3867666). E sobre as deficiências na nossa comunicação e respetivos instrumentos: site e redes sociais. 

Nem de propósito, hoje lá se volta a ler na Agenda que, no domingo, a equipa de Voleibol tem o 3º jogo da final às 15 horas, no PavJR, e que a equipa principal de futebol joga contra o Boavista às 16 horas, no Estádio de Alvalade. Claro que, mais uma vez, não é assim. Mas se nós que nos interessamos por estas coisas, como adeptos, detetamos estes erros, porque carga de água quem, profissionalmente, deveria não os cometer pois é pago para fazer bem, nem os corrige atempadamente? E falo nisto pois o pior é que no anúncio da venda dos bilhetes online o erro é reiterado (só já quando se entra na venda é que se lê, discretamente, a hora certa). Não, o jogo de futebol não é às 16 horas mas sim às 20:15!!! 

Isto não é má vontade, é desilusão por ver que podemos fazer muito melhor e, no entanto, é o que sevê. Se alguém da organização do Sporting dedica a sua atenção a ler o que escrevemos, pense nisso e então esteja à vontade e mande corrigir a asneira. É o mínimo. Até porque pode ser determinante para maior assistência aos jogos, no caso aos dois.

Para que não restem dúvidas, aqui fica:

 

Sport

 Sport1

Tem uma televisão e prefere o facebook

Por que raio o presidente de um clube que dispõe de um jornal próprio e de um canal de televisão próprio precisa de recorrer ao facebook pessoal para "comunicar" com os adeptos?

Então o jornal serve para quê?

E a televisão serve para quê?

Foi algo que nunca entendi: um dos muitos absurdos deste consulado agora em desagregação. Quanto à recentíssima promessa de Bruno de Carvalho de largar a rede social a que está agarrado (antecipando que o clube vai "perder a voz", algo extraordinário), vale o mesmo que valeu a anterior, a 16 de Maio de 2017.

Rigorosamente nada.

O divórcio

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O presidente do Sporting fez questão em sentar-se ontem no banco dos suplentes - num novo erro de estratégia comunicacional, somado a tantos outros que tem cometido a um ritmo alucinante.

Ficou assim evidente aos olhos de todos que está divorciado da massa adepta, que o insultou pela primeira vez e fez apelos públicos à sua demissão.

Ficou evidente que está divorciado da equipa - daí a sua atitude gélida em ambos os golos leoninos, como se não estivesse a torcer pela vitória do clube, algo inaudito.

Ficou ainda evidente que está divorciado da equipa técnica, exibindo uma crise de lombalgia no preciso instante em que Jorge Jesus mobilizava os jogadores para darem em conjunto a volta ao estádio, merecendo uma entusiástica ovação dos espectadores.

A comunicação vive de símbolos - e este foi desastroso para um dirigente que adora exibir-se na ribalta.

 

Mas o maior sintoma deste divórcio ocorreu depois, quando fez questão de se deslocar à sala de imprensa, sozinho, para falar durante quase meia hora do seu tema preferido: ele próprio. Misturando - como sempre faz - alusões à sua vida familiar com os problemas do clube. Como se não lhe bastasse o texto com mais de dez mil caracteres que publicara três horas antes do desafio de Alvalade na sua rede social favorita com críticas ferozes a jogadores muito acarinhados pela massa adepta leonina - desde logo os campeões europeus Rui Patrício e William Carvalho - e em que aludia a si como "o Presidente".

Falou imenso e não disse nem escreveu uma só palavra para unir, congregar ou mobilizar: só para dividir, incendiar e lançar novos anátemas, em círculos cada vez mais concêntricos. Visando desta vez os restantes membros dos órgãos sociais e os próprios adeptos, incluindo muitos daqueles que o elegeram duas vezes e perante os quais ele forçosamente responde.

 

Podia ter aprendido com Jorge Jesus, que logo a seguir - também na sala de imprensa - falou pouco mas disse o essencial. "A minha responsabilidade é defender os interesses do Sporting. Sei que o barómetro de qualquer clube são os jogadores. Os clubes crescem em função dos jogadores - depois há o treinador, há os presidentes... Jogadores e massa associativa são as duas pedras fundamentais, uns dentro do campo e outros fora do campo."

Quando Jesus dá lições de bom senso, realismo e humildade ao presidente, fica tudo dito sobre a perturbante derrapagem emocional de Bruno de Carvalho, que deixou de ser lesiva só para ele. Já se tornou também lesiva para o Sporting.

Só resta ganhar

Triste pelos acontecimentos obviamente. Bruno de Carvalho foi um dos melhores presidentes que vi no meu clube, mas será para sempre recordado pelos erros que cometeu a seguir ao jogo de Madrid e cujos efeitos totais ainda não conhecemos verdadeiramente.  
É interessante porque BdC tem razão em muito do que diz e sente. Qualquer pessoa deteta que os seus erros comunicacionais se devem a uma profunda incapacidade de lidar com a frustração, ou seja, que nada têm que ver com desporto ou clubes, mas sim com ele próprio. Neste enredo, aos jogadores coube o papel mais fácil, de justa vitimização – repito, justa vitimização – e acredito que no seu enésimo round de Dilema do Prisioneiro, BdC tenha sido surpreendido a um grau que ele não julgava possível.  
Em português mais claro, BdC tanto esticou a corda que esta partiu.
A sua única possibilidade é conseguir ganhar, vencer. Como? Não faço ideia. Mas na bola, o que interessa é ganhar e tudo se perdoa, esquece e varre para debaixo do tapete, desde (alegados) espiões no sistema informático da Justiça a pedidos de convites a eito, mails bizarros, coação judicial e demais jogos de influência. Note-se como mal se apanharam em cima do primeiro lugar, insignes adeptos – em especial aqueles que são pagos para escrever e opinar - esqueceram tudo o que veio a lume sobre o Benfica e os métodos muito peculiares que alguns funcionários seguiam na sua estreita relação com outras figuras do futebol indígena. Ironicamente, o bastante provável penta campeonato do Benfica demonstra que o que interessa é ganhar e que portanto BdC ainda não está morto. O resto é mesmo fumaça.
Caso sejamos campeões – ou até vençamos a taça - com BdC a presidente veremos se tenho ou não razão.

A diferença de um golo

A paranóia coletiva instalou-se por causa de um golo. Não marcado. Tivesse Montero marcado aquele golo e a nossa vidinha tinha seguido como sempre, nesta chuvosa primavera. E já falhamos tantos golos...

Então que aconteceu? Bruno de Carvalho decidiu jogar à roleta russa, apontando à cabeça da equipa mas com o tambor cheio de balas. E disparou. A partir daí conhece-se a sequência.

Que tristeza profunda com o clube que eu amo entregue à sua sorte, por causa de um golo não marcado e sem liderança.

Sem informação no site ou na SportingTV, ou comunicados oficiais, os sportinguistas foram votados ao abandono e ao escárnio dos adversários. E à imprensa que nos abomina. Imperdoável.

Estamos na bancada a assistir ao nosso próprio suicídio coletivo, impotentes, arrastados. Surrealismo total que, quem dera, fosse apenas um pesadelo.

Mas é tudo tão mau, que quase nem há forças para a pergunta que se impõe:

E agora? 

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