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És a nossa Fé!

Tem uma televisão e prefere o facebook

Por que raio o presidente de um clube que dispõe de um jornal próprio e de um canal de televisão próprio precisa de recorrer ao facebook pessoal para "comunicar" com os adeptos?

Então o jornal serve para quê?

E a televisão serve para quê?

Foi algo que nunca entendi: um dos muitos absurdos deste consulado agora em desagregação. Quanto à recentíssima promessa de Bruno de Carvalho de largar a rede social a que está agarrado (antecipando que o clube vai "perder a voz", algo extraordinário), vale o mesmo que valeu a anterior, a 16 de Maio de 2017.

Rigorosamente nada.

O divórcio

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O presidente do Sporting fez questão em sentar-se ontem no banco dos suplentes - num novo erro de estratégia comunicacional, somado a tantos outros que tem cometido a um ritmo alucinante.

Ficou assim evidente aos olhos de todos que está divorciado da massa adepta, que o insultou pela primeira vez e fez apelos públicos à sua demissão.

Ficou evidente que está divorciado da equipa - daí a sua atitude gélida em ambos os golos leoninos, como se não estivesse a torcer pela vitória do clube, algo inaudito.

Ficou ainda evidente que está divorciado da equipa técnica, exibindo uma crise de lombalgia no preciso instante em que Jorge Jesus mobilizava os jogadores para darem em conjunto a volta ao estádio, merecendo uma entusiástica ovação dos espectadores.

A comunicação vive de símbolos - e este foi desastroso para um dirigente que adora exibir-se na ribalta.

 

Mas o maior sintoma deste divórcio ocorreu depois, quando fez questão de se deslocar à sala de imprensa, sozinho, para falar durante quase meia hora do seu tema preferido: ele próprio. Misturando - como sempre faz - alusões à sua vida familiar com os problemas do clube. Como se não lhe bastasse o texto com mais de dez mil caracteres que publicara três horas antes do desafio de Alvalade na sua rede social favorita com críticas ferozes a jogadores muito acarinhados pela massa adepta leonina - desde logo os campeões europeus Rui Patrício e William Carvalho - e em que aludia a si como "o Presidente".

Falou imenso e não disse nem escreveu uma só palavra para unir, congregar ou mobilizar: só para dividir, incendiar e lançar novos anátemas, em círculos cada vez mais concêntricos. Visando desta vez os restantes membros dos órgãos sociais e os próprios adeptos, incluindo muitos daqueles que o elegeram duas vezes e perante os quais ele forçosamente responde.

 

Podia ter aprendido com Jorge Jesus, que logo a seguir - também na sala de imprensa - falou pouco mas disse o essencial. "A minha responsabilidade é defender os interesses do Sporting. Sei que o barómetro de qualquer clube são os jogadores. Os clubes crescem em função dos jogadores - depois há o treinador, há os presidentes... Jogadores e massa associativa são as duas pedras fundamentais, uns dentro do campo e outros fora do campo."

Quando Jesus dá lições de bom senso, realismo e humildade ao presidente, fica tudo dito sobre a perturbante derrapagem emocional de Bruno de Carvalho, que deixou de ser lesiva só para ele. Já se tornou também lesiva para o Sporting.

Só resta ganhar

Triste pelos acontecimentos obviamente. Bruno de Carvalho foi um dos melhores presidentes que vi no meu clube, mas será para sempre recordado pelos erros que cometeu a seguir ao jogo de Madrid e cujos efeitos totais ainda não conhecemos verdadeiramente.  
É interessante porque BdC tem razão em muito do que diz e sente. Qualquer pessoa deteta que os seus erros comunicacionais se devem a uma profunda incapacidade de lidar com a frustração, ou seja, que nada têm que ver com desporto ou clubes, mas sim com ele próprio. Neste enredo, aos jogadores coube o papel mais fácil, de justa vitimização – repito, justa vitimização – e acredito que no seu enésimo round de Dilema do Prisioneiro, BdC tenha sido surpreendido a um grau que ele não julgava possível.  
Em português mais claro, BdC tanto esticou a corda que esta partiu.
A sua única possibilidade é conseguir ganhar, vencer. Como? Não faço ideia. Mas na bola, o que interessa é ganhar e tudo se perdoa, esquece e varre para debaixo do tapete, desde (alegados) espiões no sistema informático da Justiça a pedidos de convites a eito, mails bizarros, coação judicial e demais jogos de influência. Note-se como mal se apanharam em cima do primeiro lugar, insignes adeptos – em especial aqueles que são pagos para escrever e opinar - esqueceram tudo o que veio a lume sobre o Benfica e os métodos muito peculiares que alguns funcionários seguiam na sua estreita relação com outras figuras do futebol indígena. Ironicamente, o bastante provável penta campeonato do Benfica demonstra que o que interessa é ganhar e que portanto BdC ainda não está morto. O resto é mesmo fumaça.
Caso sejamos campeões – ou até vençamos a taça - com BdC a presidente veremos se tenho ou não razão.

A diferença de um golo

A paranóia coletiva instalou-se por causa de um golo. Não marcado. Tivesse Montero marcado aquele golo e a nossa vidinha tinha seguido como sempre, nesta chuvosa primavera. E já falhamos tantos golos...

Então que aconteceu? Bruno de Carvalho decidiu jogar à roleta russa, apontando à cabeça da equipa mas com o tambor cheio de balas. E disparou. A partir daí conhece-se a sequência.

Que tristeza profunda com o clube que eu amo entregue à sua sorte, por causa de um golo não marcado e sem liderança.

Sem informação no site ou na SportingTV, ou comunicados oficiais, os sportinguistas foram votados ao abandono e ao escárnio dos adversários. E à imprensa que nos abomina. Imperdoável.

Estamos na bancada a assistir ao nosso próprio suicídio coletivo, impotentes, arrastados. Surrealismo total que, quem dera, fosse apenas um pesadelo.

Mas é tudo tão mau, que quase nem há forças para a pergunta que se impõe:

E agora? 

O compromisso e o profissionalismo em todos os pormenores

O compromisso e o profissionalismo em todos os pormenores. É o que falta ao Sporting para dar o grande salto. Enquanto nas redes sociais temos gente de grande dedicação, pro bono, a divulgar a agenda das atividades, resultados e até análises estatísticas de desempenho de jogadores e de performance do clube, acedo à página do Sporting na internet, consulto a Agenda e vejo, por exemplo e para grande surpresa minha que, afinal, jogamos em Alvalade para a Liga NOS no sábado, às 16 horas, contra o Paços de Ferreira (nem tem bilhetes à venda online). Na verdade jogamos no domingo, dia 8, às 20:15... logo após recebermos, em Futsal, no Pav. João Rocha, às 18:00 o Pinheirense. E sábado, dia 7 temos, isso sim, também no Pavilhão, o importante jogo da 2ª mão da Liga Europeia de Hóquei em Patins, contra a Oliveirense (vencemos por 3-2 a 1ª mão). Estamos a um passo de chegar, muitos anos depois, à elite do Hóquei Patins europeu.

Estas linhas que escrevo não são embirração. Antes fossem. Já há muito que constatava esta insuficiência e, face ao que vejo do trabalho dos nossos adeptos nas redes (há bem mais, mas volto a citar o GAG, https://grandeartistaegoleador.blogs.sapo.pt/ e @GAG no Twitter, pois acho que faz serviço público leonino impecável), pergunto-me se não era possível adotar algo de  semelhante na comunicação do Sporting. Conhecer a atividade do Clube no seu todo e os resultados, reforça o conhecimento e a identidade dos sportinguistas e torna mais forte a relação com o Sporting. Este desabafo é um apelo para que as coisas melhorem.

A estrutura profissional do Sporting tem de ter presente que o compromisso e o profissionalismo em todos os pormenores é o que faz um clube grande ser também um grande clube!

Agenda

 

 

Cada vez mais gordos

Gostava que o presidente do Sporting parasse de fazer publicidade gratuita aos mais escabrosos e desqualificados cartilheiros lampiónicos.

Nem ele tem estatuto para descer ao nível desses sujeitos nem eles têm o menor crédito para subirem ao nível de interlocutores ou destinatários das prosas do líder leonino.

Em comunicação, estas coisas contam. E de que maneira.

Cada vez que Bruno de Carvalho escreve os nomes desses desqualificados nos seus lençóis do facebook dá-lhes palco e fama. Que é precisamente o que eles querem.

Graças ao presidente do Sporting, tais cartilheiros sobem de escalão nas tenças e avenças auferidas por fazerem terrorismo opinativo. Não admira que andem por aí cada vez mais gordos.

Elevar-se para olhar mais longe - uma reflexão sobre a política de comunicação do Sporting

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Que a presidência de Bruno Carvalho tem reforçado a militância dos adeptos do Sporting parece-me um dado confirmado pelas assistências aos jogos nos últimos anos. Assim como o ruído das claques que durante a última década acedeu às redes de “media social”, que tomou como um prolongamento dos rituais de apoio ao clube nas bancadas – os sportinguistas “fanáticos” andam mais motivados por estes dias, e isso é positivo, digo-o sem qualquer desdém: são eles (nós) que preenchem os lugares no estádio, pagam as quotas, contribuem para a Missão Pavilhão ou outra, compram merchandising para oferecer aos sobrinhos ou afilhados, e alguns ainda compram o Jornal do Sporting no quiosque e, imaginem, participam na vida associativa do clube.

O problema quanto a mim é que o Sporting não é sustentável só com este núcleo duro, chamemos-lhe assim, tem de se elevar para olhar mais longe e reconquistar as margens e periferias, para ser uma marca atractiva num universo mais lato. Acontece que, tão importante quanto os militantes, é o universo de simpatizantes mais ou menos desprendido que não assina canais pagos de desporto e só vai ao futebol muito ocasionalmente, mas que socialmente funciona como que um “farol leonino”: na família ou no trabalho assume a simpatia pelo seu clube mas sem grande compromisso, seja porque o desporto tem um lugar secundário na sua hierarquia de interesses, ou porque não está para se chatear com mais polémicas, intrigas e aborrecimento… e porque não tem grandes expectativas que o clube lhe devolva um pouco do entusiasmo que despendeu algures no passado sendo campeão. É com este último grupo que me preocupo mais: além dos meus filhos eu “eduquei” os meus muitos sobrinhos para serem resilientes sportinguistas. Levei-os ocasionalmente ao futebol, ofereci-lhes o Cachecol que hoje ainda guardam, mas com os anos e anos seguidos de frustrações foram-se desligando. Aqui chegados, queixam-se que o Sporting, não se sagrando campeão, praticamente só dá nas vistas com as polémicas estúpidas que saem nas parangonas dos jornais e que são peroradas nas TVs.
É por tudo isto que estou convicto que o Sporting para sobreviver a longo prazo tem de aumentar a atracção dos simpatizantes mais ou menos desprendidos. É evidente que a conquista do título é a fórmula mais eficaz para tal desiderato. Mas há outras, como por exemplo uma comunicação amigável que os seja capaz de cativar, que não esteja fixada nos escândalos e guerrilhas mais ou menos artificiais que os polemistas, numa violência inaudita, berram insanamente na televisão. O futebol não pode expulsar da sua órbitra as pessoas razoáveis, que não o vivem como se essa actividade fora uma guerra sem quartel em que os grunhos são preponderantes.

Desconfio que por estes dias a forte militância sportinguista esteja a mascarar este divórcio que se adivinha crescente e exponencial das pessoas normais com o futebol. Na minha modesta opinião, o Sporting tem de, urgentemente, elevar-se da lama comunicacional em que é tentado chafurdar e acautelar uma política que não afaste definitivamente da sua órbita os simples simpatizantes. Ou começar a pensar nisso, pelo menos.

Crise no Benfica com direito a gabinete

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A comunicação do Benfica é tão "eficiente" que, enquanto procura desmentir a existência de uma crise, põe em cena o presidente do clube dando a conhecer ao País a entrada em funções de um "gabinete de crise" no estádio da Luz.

Com este preciso nome.

A imaginação não lhes chegará, ao menos, para escolherem outra designação para o tal gabinete?

 

Entretanto Vieira, arguido na Operação Lex, continua sem responder a uma só pergunta de um jornalista não-avençado pela agremiação com sede em São Domingos de Benfica.

Desde que o seu braço direito para os assuntos jurídicos e contratuais foi detido, o ainda presidente encarnado apareceu duas vezes em público. Uma para fugir dos repórteres, limitando-se a dizer que só sabe o que se vai passando "pelos jornais". Outra para falar sem contraditório, com um nervosismo sem precedentes, ameaçando tudo e todos.

 

O que é outra forma de confirmar que a crise existe.

Com uma gravidade sem precedentes.

E talvez o pior esteja para chegar.

Ainda a questão do Comunicar

A propósito do que o Pedro Correia escreveu aqui, curto e bem, li um texto de Luís Paulo Rodrigues, consultor de comunicação e apoiante de Bruno de Carvalho, como o próprio se autoclassifica, que analisa com alguma pertinência a relação com a comunicação social, à luz da recente assembleia geral. Deixo um excerto: “Os meios de comunicação são agentes do futebol, tal como os dirigentes ou os jogadores. Os contratos de publicidade – uma das fontes de financiamento dos clubes – são feitos justamente por causa da amplitude que os meios de comunicação conferem às marcas desportivas.
Por outro lado, o jornalismo tem regras deontológicas. Se elas não estão a ser cumpridas, se as notícias publicadas são falsas, se o Sporting ou Bruno de Carvalho não têm tido direito ao contraditório, e se as opiniões são infames e ultrajantes, existem organismos de regulação do trabalho de jornalistas e comentadores e existem tribunais.“

Aconselho. Pode ser lido na íntegra na Meios & Publicidade, seguindo esta ligação.

Comunicar bem

Desta forma, sim.

 

Primeiro: as declarações sucintas, mas de inequívoco teor abonatório, do presidente do Sporting ao jornal desportivo espanhol de maior audiência, sobre Rúben Semedo, futebolista da nossa formação que vive horas muito difíceis em Espanha.

 

Segundo: a resposta irónica, e ajustadamente breve, de Bruno de Carvalho a Moita Flores, que o destratara num artigo com expressões insultuosas enquanto dizia "apoiar sempre o Sporting" (ao que parece, sem pagar quotas há mais de quatro anos).

 

Isto é comunicar bem.

Tanto melhor por ter havido dois exemplos no mesmo dia.

De disparate em disparate

Atletas do Sporting evitaram hoje contactos com jornalistas, dando cumprimento a instruções da direcção do clube, um dia depois de o presidente da instituição ter apelado a um boicote à comunicação social.

Hoje, tanto no Campeonato Nacional de Clubes de atletismo, em Pombal, após o triunfo de Sara Moreira na prova dos 3.000 metros, e também no final da Volta ao Algarve em bicicleta, no alto do Malhão, em Loulé, os atletas leoninos não falaram aos jornalistas, argumentando que não estavam autorizados.

"A hora mais negra"

Batiam as 21h06 deste sábado 17 de Fevereiro de 2018, quando o adorado, adulado, mimado, desejado, mas - e se calhar também por isso mesmo - o também caprichoso, chantagista, divisionista, o ainda mais todo poderoso Presidente do Sporting gritou do púlpito a condição para largar o Facebook: “Não comprarmos nenhum jornal.”, “Não vejam nenhum canal de televisão português.”, “Que todos, mas todos, os comentadores afectos ao Sporting abandonem de imediato os programas.”

A hora mais negra deste filme (será Drama ou Terror?, divido-me), essa famigerada hora trouxe-me duas certezas. A primeira é a de que na presidência temos uma pessoa que usa tácticas iguais às utilizadas no passado pelos demais homólogos, instigando as massas contra todos aqueles que dele discordam. e com isto, meus caros, neste capítulo, infelizmente, não somos nada diferentes dos outros, mas iguais. Lamentável. 

Penosa é também a segunda certeza que para mim retiro da Assembleia Geral extraordinária; e também dos dias que a antecederam e, sobretudo, das razões que levaram à sua convocação, e essa é a convicção de que deixei de ter um líder à frente do Sporting e passei a ter um chefe.

 

Uma semana a derrapar ladeira abaixo

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A semana começou negra para o nosso mais velho e histórico rival. Com processos judiciais, investigações, suspeitas, más exibições em campo e um empate comprometedor arrancado a ferros no Restelo.

Começou auspiciosa para nós, no rescaldo imediato da conquista da Taça da Liga e uma vitória que nos projectou para o comando do campeonato.

 

Chegados ao fim da semana, tudo se tinha invertido. Marcámos passo no campeonato, deixámos os rivais distanciar-se, tivemos a primeira derrota em campo. E percebemos, estupefactos, que o nosso presidente ameaça abandonar funções, batendo com a porta.

O que houve neste curto espaço de poucos dias, quando devíamos manter concentração total na campanha pela conquista do campeonato nacional de futebol? A apresentação de uma precipitada proposta de alteração dos estatutos leoninos que claramente não reúne consenso entre os sócios, a realização de uma acidentada assembleia geral muito mal conduzida pelo respectivo presidente e a suspensão sine die dessa mesma reunião magna, antecedida e seguida de novas declarações intempestivas de Bruno de Carvalho, o homem que teima em disparar contra tudo e todos, acabando por roubar protagonismo ao Benfica precisamente quando este clube se encontrava na mó de baixo.

Ignorando, uma vez e outra, os bons conselhos que tantos de nós já lhe demos: devia distanciar-se da bolha do facebook, a que se agarra noite e dia como um vício e lhe desperta uma insólita vocação de Quixote, imaginando combater gigantes onde apenas existem moinhos.

 

Os benfiquistas só podem agradecer ao nosso presidente, que insiste em tornar o Sporting notícia por péssimas razões e em disparar contra o inimigo interno como se não houvesse adversários reais fora de Alvalade. Quase um ano depois, ele parece não saber ainda o que fazer com o esmagador apoio que 90% dos sócios lhe manifestaram nas urnas. Mostrando-se estranhamente obcecado com os restantes 10%, que não lhe confiaram o voto, como se vivesse em permanente crise de auto-estima.

Uma semana a derrapar ladeira abaixo, portanto. Haverá quem diga, uma vez mais, que se trata apenas de uma lamentável série de coincidências. Começo a convencer-me que não.

O vício do Facebook

Com o Benfica a ser notícia pelos piores motivos, Bruno de Carvalho insiste em fazer-se notar no espaço mediático - faltando uma vez e outra ao solene compromisso público que assumira há seis meses de resistir ao vício do Facebook. Disparando novamente em todas as direcções e provocando um enorme ruído comunicacional. Que em nada o favorece a ele nem beneficia o clube.

Com este comportamento, e a  inaceitável linguagem a que vem recorrendo com lamentável insistência, o presidente do Sporting demonstra desconhecer um princípio básico da comunicação estratégica: quando o teu adversário está a destacar-se pela negativa, deixa-o isolado sob as luzes da ribalta. Após quase cinco anos em funções, é surpreendente que ainda não tenha compreendido algo tão elementar.

Hoje giro eu - Aggiornamento SPORTING

Não se levanta um tema importante no futebol (e desporto) português como o do "doping" no rescaldo de um jogo que não se ganhou. Isso será sempre visto como ressabiamento, mau perder (no caso, mau empatar) e, como tal, retira oportunidade, seriedade, serenidade e objectividade a uma discussão que, inevitávelmente, um dia terá de ser feita, sobre mais um aspecto que condiciona a verdade desportiva e que desperta dúvidas sobre a forma como está a ser combatido (atente-se nas palavras do canoísta Emanuel Silva).

Por outro lado, estando em cima da mesa o caso dos emails, os vouchers (ambos sob investigação do Ministério Público) e a consolidação do VAR, o qual tem vindo a ser atacado despudoradamente, parece-me que uma comunicação eficaz deveria deixar a Justiça cumprir o seu papel, por um lado, e dar prioridade a debater o mérito para a verdade desportiva da importante reforma que constituiu a utilização do vídeo-árbitro, por outro, sem desenfoque, em vez de ela própria contribuir - pela profusão de temas trazidos à praça pública - para a sua diluição. Isto, em termos de condicionante externa, porque a verdadeira missão de uma Direcção de Comunicação, em conjugação com o Marketing, deveria ser promover o que de bom se faz internamente, nomeadamente a excelência dos nossos atletas e dos seus resultados, o importantíssimo contributo em termos de responsabilidade social e de integração dado pela criação da secção de desporto adaptado, o gabinete olímpico e melhoria das condições de alto rendimento/performance, o crescimento do número de sócios, a promoção do nosso know-how desportivo, social, educativo e organizativo expresso na Academia de Alcochete, a divulgação de verdadeiros Dias do Sporting, com horários dos jogos no Pavilhão João Rocha conjugados com os do futebol profissional no estádio de Alvalade, permitindo maiores afluências de adeptos, de familias, às amadoras e um reforço do espírito #Feito de Sporting, a homenagem sentida e com lugar de destaque a todos os antigos atletas - a cada mês do calendário poderia corresponder o nome de um antigo atleta (nascido nesse mês, Março poderia ser o mês de Peyroteo, por exemplo), englobando um conjunto vasto de iniciativas que permitisse aos sócios e adeptos conhecer melhor a história do clube, o seu ecletismo, com a participação da Sporting TV e do nosso jornal, com eventos no estádio, pavilhão e academia que visássem a adesão dos jovens, mas também de adultos - que com o seu esforço, a sua dedicação e a sua devoção contribuiram para a GLÓRIA desta incontornável instituição chamada Sporting Clube de Portugal.

Por todos os motivos, temos de ser melhores naquilo que depende de nós. Lutar pela equidade, sempre! Mas, sem nos esquecermos do nosso próprio caminho, das nossas referências, da nossa identidade. Ter um discurso positivo, estimulante, inclusivo. Estratégico, não táctico. Visando o longo prazo, não o dia seguinte. Fomentemos a vida leonina entre os adeptos, adaptando-a às necessidades dos tempos correntes, promovamos tudo o que possa conduzir à nossa união, fortaleçamos tudo o que possa contribuir para maior adesão aos estádios, pavilhões e ao seio da nossa familia: o "aggiornamento". VIVÓ SPORTING !!!  

 

O nariz na porta

Confesso que esperava que algum dos colegas do blogue lançasse o post, mas como até agora o assunto não veio à baila e percebendo porque alguns, por razões que se entendem, não se manifestam, cá vai a minha modesta opinião sobre o aconselhamento aos profissionais do Correio da Manhã e da CMTV de não frequentarem as instalações do Sporting, por razões de segurança.

Sou por convicção defensor da liberdade de opinião, portanto, apesar de por vezes me insurgir contra o que alguns OCS publicam sobre o Sporting e os seus dirigentes, entendo que a função do jornalista deve ser sempre tolerada. O princípio da censura não é, digamos, saudável.

Há no entanto um mecanismo na actuação dos jornalistas, que os obriga a serem responsáveis e que dá pelo nome de código deontológico. O jornalista tem um compromisso com a verdade, doa ela a quem doer e é-lhe vedado o exercício da invenção.

Esta chamada de atenção aos profissionais dos referidos OCS, poderá para alguns pecar por tardia e eu até os entendo, provavelmente até se justificaria, mas, e há sempre um "mas", que diabo, não havia outra altura para decidir uma atitude tão drástica? Quantas dezenas, centenas de vezes, os sócios e adeptos já exigiram o mesmo aviso de cautela a estes e outros jornais e televisões e o CD permitiu que eles corressem alguns riscos ao acederem ao estádio e à academia?

Presidente, há um mínimo, porra!

Ética - A educação e o desporto

Este postal ocorreu-me após um confesso adepto de um clube rival ter afirmado numa nossa caixa de comentários que as suas visitas a este blogue não eram de cortesia, significando isso que os seus comentários não seriam delicados, amáveis, educados ou civilizados, como se não fosse dever de uma pessoa que visita a casa de alguém portar-se de forma cortês, com elegância.

De facto, o desporto hoje está à mercê de um conjunto de energúmenos que confundem o que deveria ser a sã rivalidade entre 2 grandes emblemas com a guerra, a picardia com a bravata, o humor com o ódio, a troca de ideias com a violência verbal e física, a liberdade de pensamento com o totalitarismo de cartilhas.

Mais do que um problema do desporto, este é um drama das sociedades modernas. O desporto acaba por sublimar a falta de educação, de urbanidade, de boa formação humana, de valores, por ser uma válvula de escape, o circo romano dos nossos dias.

A ajudar a festa, a política de comunicação dos clubes agudiza o problema. Em vez de realçar os méritos do que faz e como faz, a comunicação incide sobre o adversário, dir-se-ia (erradamente) inimigo, deitando continuadamente lama para a ventoinha, sem qualquer eficácia e ao arrepio do mais elementar bom-senso, descurando o efeito das suas palavras nos adeptos. 

Uma comunicação eficaz deve basear-se essencialmente no "porquê" das coisas. A bandeira da verdade desportiva, por exemplo, é meritória, na medida em que antagoniza na cabeça dos adeptos com o ganhar a qualquer preço. As pessoas entendem porque é que se persegue esse caminho, compreendem o valor da ética e do "fair-play" e está a ser dado um bom exemplo para a sociedade.

Nem tudo o que é legal, é ético. Mas, necessáriamente, o que é ético tem de ser legal. A verdade desportiva tem de ser acompanhada por um conjunto de regras definidas pelos supervisores desportivos - impõe-se um Código de Ética do agente desportivo - e pela actuação das autoridades, na certeza de que o desporto e, em concreto, o futebol, não pode ser visto pelos seus cidadãos como um fenómeno à parte da sociedade. 

Neste marasmo, cumpre-me registar o exemplo de comportamento civilizacional dado por Miguel Maia e pelo médico do Sporting - Dr Miguel Costa - no último Domingo, por ocasião do derby que marcou o regresso (vitorioso) do nosso clube ao voleibol, que prontamente auxiliaram e prestaram assistência ao atleta benfiquista Ary Neto, lesionado com gravidade, enquanto o público, esmagadoramente afecto ao Sporting, com "fair-play", aplaudia o voleibolista encarnado. O Benfica, no Twitter, agradeceu o apoio prestado pelo médico leonino, um gesto igualmente de salientar. Bons exemplos!

 

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Inaceitáveis insultos a sportinguistas

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1

Após duas horas e trinta e cinco minutos(!) de tempo de antena na noite de anteontem na Sporting TV, Bruno de Carvalho sentiu-se na obrigação de "explicar" aos adeptos o que tinha dito. Voltando a utilizar o Facebook após várias juras de não recorrer a este meio. Juras que ficaram por cumprir.
O recurso à rede social preferida do presidente acabou por constituir uma confissão implícita de que Bruno de Carvalho terá reconhecido o fracasso das suas desastradas declarações no referido tempo de antena, erradamente apresentado como "entrevista".
Quando a mensagem passa, não é preciso criar mais ruído em cima dela. Muito pelo contrário.

 

2

Neste descontrolado labirinto verbal, acabaram por sair da boca e da pena do presidente palavras sem retorno possível. É totalmente inaceitável vê-lo chamar falsos sportinguistas, "benfiquistas" e veículos de "estupidificação" a quem contesta o que ele disse e a maneira como se exprimiu.

À linguagem insultuosa recorre quem não sabe conviver com as críticas.  

A pessoa que visa duramente o presidente do Conselho de Disciplina (e com razão) em nome da liberdade de expressão é afinal a mesma que se atira (sem razão alguma) aos adeptos que exerceram o mesmíssimo direito à crítica.

É intolerável que lhe passe pela cabeça que os sportinguistas - os mesmos que o elegeram a ele - estão afinal sujeitos à "estupidificação em massa" por parte dos benfiquistas.

Com isto, espantosamente, Bruno de Carvalho nem repara que acaba por prestar homenagem ao Benfica. Que grande capacidade teriam os lampiões se de facto conseguissem "instrumentalizar" os sportinguistas...

 

3

Há muito que defendo isto: Bruno de Carvalho tem de aprender a comunicar. Nenhum líder no mundo contemporâneo exerce com eficácia as suas funções sem dominar os mecanismos da comunicação.

Acontece que, não tendo ele aprendido nada de relevante nesta matéria ao longo dos quatro anos e meio que já leva na presidência do Sporting, começo a convencer-me que dificilmente aprenderá no que lhe resta de mandato.

Um dirigente desportivo que seja bom comunicador nunca insulta os sócios e os adeptos do clube que garantiu servir. Tenha obtido nas urnas a percentagem que tiver.

 

4

Com estes destemperos o presidente conseguiu afinal desviar para canto aquele que devia ser o facto mais relevante do dia de ontem: a inauguração efectiva do Pavilhão João Rocha, sonho tantas vezes adiado da família sportinguista.

E não só: também varreu para plano secundário tudo o resto que tem corrido bem. E que é muito. Lembro apenas alguns factos: primeiro lugar na Liga, reforços com boas provas dadas nestes jogos iniciais, apuramento para a Champions, participação do Sporting em seis ligas europeias, Supertaça feminina, Supertaça de futsal conquistada ao SLB, equipa de futebol feminino eleita a melhor da Europa, vitória internacional no andebol, SAD com lucro de 35 milhões no terceiro trimestre da temporada, Bruno Fernandes chamado à selecção A, William Carvalho mantém-se por Alvalade.

Se isto não é amadorismo comunicacional, vou ali e volto já.

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  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D