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És a nossa Fé!

E vão cinco

Filipe Osório de Castro, vice-presidente cessante do Sporting que detinha os pelouros do património e da segurança, estava demissionário desde o início de Março. Soubemos todos só ontem, pela voz do presidente leonino.

É o quinto dirigente a abandonar o clube em seis meses. Depois de Francisco Rodrigues dos Santos, ex-vogal da Direcção. Depois de Cláudia Lopes, ex-directora executiva da comunicação e plataformas. Depois de Miguel Cal, ex-administrador da SAD. E em simultâneo com Rahid Ahmad, outro vogal cessante do Conselho Directivo e ex-director do Jornal Sporting.

Muita gente a sair em tão pouco tempo. Em pelo menos quatro destes cinco casos, existe um fio condutor: a súbita ascensão de André Bernardo, um turbodirigente que neste mesmo período subiu de membro suplente do CD a efectivo, com os pelouros do marketing e área comercial, e também a administrador executivo da SAD, director do jornal do Clube e membro do enigmático Conselho Estratégico de Comunicação, petit comité recém-criado que concentra hoje o núcleo duro da gestão leonina. À revelia dos estatutos.

Confrontado com a insatisfação dos sócios, entendeu só agora Filipe Osório de Castro "informar-nos" sobre o que terá conduzido à sua saída num comunicado em que nada desvenda nem esclarece. Além de chegar com mais de dois meses de atraso. 

Questiono-me se é para isto que o Sporting tem agora um "Conselho Estratégico de Comunicação".

Reflexões de Nuno Saraiva

«O pós-pandemia terá de ser encarado pelo Sporting Clube de Portugal de forma necessariamente diferente. A alternativa, óbvia e evidente, passa por olhar clinicamente para a nossa Academia, em tempos das melhores do mundo, com competência e olhos de ver. A formação do Sporting, na próxima época, tem de ser encarada por todos, treinador incluído, como uma oportunidade e não como uma fatalidade.»

 

«Jogadores como Luís Maximiano (hoje titular indiscutível), João Palhinha, Francisco Geraldes, Daniel Bragança, Ivanildo, Diogo Sousa, Rafael Barbosa, Leonardo Ruiz, Eduardo Quaresma, Gonçalo Inácio, Nuno Mendes, Matheus Nunes, Dimitar Mitrovski, Joelson Fernandes, Diogo Brás, Pedro Mendes ou Pedro Marques têm de ser vistos como o nosso investimento e os nossos maiores reforços.»

 

«É fundamental regressar ao tempo pré-Academia, em que os miúdos eram bem tratados no centro de estágio que existia por baixo das bancadas do velhinho e saudoso Estádio José Alvalade, e em que os treinos aconteciam no pelado. Nesse tempo todos queriam jogar pelo Sporting e foi dessas fornadas que saíram os Cristianos, os Figos, os Futres, os Quaresmas ou os Nanis, só para dar alguns exemplos.»

 

«Aquilo que temos de voltar a ter é quem "namore" com os pais da criançada que veste a Verde e Branca e lhes diga que os filhos terão uma oportunidade. Do que precisamos é de ter novos Aurélios que sejam a base da nossa equipa. Pouco me importa se são do Sporting quando chegam, até porque todos sabemos que a maioria dos nossos maiores craques mais recentes não nasceram Leões. Aquilo que me interessa é que, na inevitável saída, sejam Sportinguistas dos pés à cabeça, de alma e coração.»

 

«O Sporting Clube de Portugal que conhecíamos antes da Covid-19 já não é o mesmo. E o que está em causa, por mais que nos custe reconhecer, é encontrarmos, todos juntos, um modelo que assegure a sobrevivência e o futuro de um Clube com quase 114 anos de história.»

 

«Seja quem for o Presidente do Sporting Clube de Portugal, não pode seguir uma estratégia de comunicação que sirva para iludir e enganar os sócios e adeptos, com frases feitas e chavões mobilizadores. Não! O que é preciso é ter a coragem de falar verdade, por mais dura e dolorosa que ela seja.»

 

«Concordando que, entre pagar salários e fornecedores, eu, se fosse gestor, optaria sempre pela primeira opção - tal como o Sporting fez relativamente ao Braga -, desde que devidamente conversada e negociada com os credores, nenhum Presidente ou dirigente pode permitir que quem desenha o discurso e a comunicação externa crie a percepção de que somos "caloteiros" porque sim. Porque foi isso que aconteceu no recente episódio do não pagamento da primeira tranche relativa a Rúbem Amorim, conferindo à SAD arsenalista e ao seu presidente um estatuto de superioridade moral inaceitável. Basta simplificar e explicar, de forma clara e transparente, falando verdade, o racional das opções tomadas e aquilo que a lei põe ao nosso dispor.»

 

Trechos de um texto de opinião hoje publicado no Record

Cá na "rulote": Dos "esqueletos" aos "anormais", revisitando a "escumalha"

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De acordo com o Correio da Manhã, um membro do Conselho Estratégico de Comunicação do Sporting recorreu às redes sociais durante o jogo do passado Domingo para chamar "anormais" aos adeptos que se manifestaram contra a direcção no exterior do Estádio.

Ricardo Agostinho integra, em representação de uma agência de comunicação (Gravity) o Conselho Estratégico de Comunicação do Sporting, liderado por Frederico Varandas e Salgado Zenha. A direcção "Unir o Sporting"...

Este... cavalheiro... não é, obviamente, um personagem importante no filme "noir" desta época do Sporting Clube de Portugal - já uma das piores da sua História (antes de irmos à Luz e ao Dragão). Antes pelo contrário. Mas, às vezes, são as personagens básicas e incontinentes que mais revelam. Às vezes, o mordomo é o assassino. 

Se isto é o que este... cavalheiro... publica nas redes sociais, só podemos imaginar os modos e linguajar fora dela.

Aqui, pelo menos, a direcção funciona em uníssono: Zenha diz que o clube era uma "rulote" antes de ele chegar com os seus métodos de gestão do século XXI; Varandas fez descer a novos e perigosos níveis a guerra verbal com os contestatários da sua direcção - ora "esqueletos", ora "escumalha".

Bem conheço os termos cavernosos cunhados pelo seu antecessor (muito aquém de "escumalha", convenhamos). Bem sei que Varandas e a direcção são insultados de tudo. Mas que presidente desde João Rocha não recebeu tais "mimos"? Sobretudo, aqueles que insultam representam-se apenas a si próprios e/ou o grupo (de adeptos?) a que pertencem. Não representam o Sporting Clube de Portugal.

Quem representa o Sporting Clube de Portugal tem, em todos os momentos, de ser digno da História de um clube com elevação, que sempre foi o melhor que o desporto português tem, em termos de atletas e de valores. "Anormais"? É esta linguagem e esta forma de lidar com adversários e adversidades que estamos a ensinar aos nossos jovens atletas? 

Ter representantes do Sporting Clube de Portugal a insultar sportinguistas é algo de inconcebível para mim. Além de ser indigno do clube é pura e simplesmente incendiário e apenas agrava o conflito.

Não deixa de ser curioso que quem se arvora de sentimentos de superioridade ("escumalha...") em relação a sportinguistas que não se revêem nos métodos e resultados da sua direcção desça a níveis que o mais humilde dos sportinguistas não desceria. 

A par da absoluta impreparação e inaptidão para gerir um Clube da dimensão do Sporting e de mobilizar a sua massa associativa (TODA ela...) - que ficou a nu esta época - a incapacidade para lidar com a crítica e o baixo nível evidenciado em tantas ocasiões por esta direcção é mais uma razão para concluir que, antes que causem mais estragos (morais, reputacionais, financeiros), devem prosseguir a sua carreira profissional noutro lugar.

Desastre comunicacional

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Foto: André Kosters / Lusa

 

1

Apetece perguntar se ainda resta alguém a orientar a comunicação do Sporting. Frederico Varandas falou esta tarde aos adeptos, apresentando o seu sexto treinador em 18 meses, no preciso momento em que o procurador Rosário Teixeira falava ao País, anunciando as conclusões do Ministério Público no debate instrutório da Operação Marquês. Não podia haver pior coincidência. Ninguém em Alvalade estava ao corrente desta última comunicação? Não teria sido possível antecipar ou retardar o anúncio de Varandas?

A coincidência é ainda mais desastrada por ocorrer no dia seguinte às buscas da Autoridade Tributária nas instalações leoninas e de sete outros clubes desportivos, no âmbito da operação Fora de Jogo, que constituiu 47 arguidos - entre eles o actual presidente do Sporting e o seu antecessor Bruno de Carvalho.

 

Há muitas formas de comunicar, além da expressão verbal. Com a expressão corporal, facial e gestual também se comunica - para o bem e para o mal. Durante os seis minutos e 52 segundos em que se dignou falar, Varandas esteve o tempo todo com cara de poucos amigos e semblante de "tirem-me daqui": tenso, rígido, procurando aparentar impassibilidade em vez de conseguir transmitir empatia - instrumento fundamental de qualquer liderança.

A empatia, quando não nasce connosco, é algo que pode adquirir-se por treino. Mas no caso dele já foi possível perceber que treinou muito pouco ou treinou mal. Em perfeito contraste com a expressão sorridente e descontraída do novo técnico, que neste aspecto deu uma lição ao presidente. 

 

Quanto ao que disse, como de costume, foi confrangedor. «Não tenho problema nenhum em investir no treinador certo», declarou, com óbvia deselegância, visando os técnicos que antes contratara, designadamente Marcel Keizer e Silas, que nesta óptica seriam os treinadores errados - embora escolhidos também por ele. «Por vezes o que é barato sai caro», insistiu, em nova demonstração desprimorosa para o técnico "barato" que acaba de despedir seis meses após o ter contratado.

«O treinador certo, num ano, faz valorizar o plantel em 30 ou 40 milhões de euros», disse também. Permitindo que se conclua, obviamente, que Keizer e Silas foram treinadores errados. Sendo assim, o que devemos então concluir do presidente que se descarta de técnicos como quem muda de camisa, confirmando Alvalade como funesto cemitério de treinadores?

 

4

O ex-director clínico do Sporting, ao concorrer à presidência, jurou aos adeptos que Peseiro seria o seu treinador. Quebrou a jura. Disse apostar em Tiago Fernandes e logo o pôs a andar. Trouxe Keizer, mas o holandês só aguentou dez meses. Lançou um repto a Pontes, mas sem o menor sucesso. Contratou e despediu Silas em meio ano. 

Era a ocasião certa para um mea culpa do presidente. Que, obviamente, não aconteceu. Até nisto Frederico Varandas é um desastre comunicacional.

Nunca visto

Confirma-se: o Sporting é um clube inovador.

Esta noite aconteceu algo absolutamente inédito: quem apresenta aos jornalistas o novo treinador é o treinador que vai embora. Perante o silêncio sepulcral do presidente (que quis assumir o futebol), do director desportivo e do gestor do balneário.

Varandas, Viana e Beto deviam, a essa hora, estar a jogar à lerpa com o doutor Zenha. Com uma deselegância sem par perante o técnico cessante, o plantel e a própria massa adepta leonina. Como se esta lhes fosse olimpicamente indiferente.

O velho corso,

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este mesmo, resmunga. Pois na semana ora finda, na quinta-feira, os jornais "da especialidade" sopraram rumores sobre as relações do Sporting e médicos da clínica do seu presidente, Dr. Frederico Varandas. No dia seguinte, e muito certeiramente, o departamento de informação do clube esclareceu a opinião pública, e em particular o "Universo Sporting", sobre a matéria. Assim respondendo aos referidos rumores.

Entretanto, na quarta-feira, haviam os mesmos jornais "da especialidade" soprado que membros da direcção  do clube anunciavam, oficiosamente, que o treinador Jorge Silas não será reconduzido na próxima época, e que talvez nem conclua esta. Nestes dias seguintes o departamento da informação do clube não esclareceu a opinião pública, e em particular o "Universo Sporting" sobre a matéria. Assim não respondendo aos referidos rumores.

O velho corso, este mesmo, é aquele à direita da imagem, e resmungo "tenho a impressão que ele não tem nada na cabeça". Ele? Sim, o departamento de comunicação do clube. Claro.

 

É a “comunicação, estúpido”

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A falta de estratégia de comunicação no Sporting é gritante e a administração tarda em perceber a sua importância para a sua sobrevivência. O último exemplo foi a concretização do acordo com a banca na véspera de uma Assembleia que já se perspectivava quente.

Se há uma boa notícia, qual é a dificuldade em dar uma conferência de imprensa ou chamar os principais jornalistas para lhes transmitir todos os pormenores em viva voz e explicar tudo de forma a que não restem dúvidas? Como pouco ou nada foi feito, a mensagem que passou foi a “Banca deu mais um mega-perdão ao pobre Sporting”. Chats e programas de TV cavalgaram a onda, quando na prática o acordo é benéfico tanto para a banca como para o Sporting.

Esta situação caricata acontece depois das recentes entrevistas dadas pelo Presidente Varandas em que foi notória a falta de preparação e o foco para saber o que pode dizer e sobretudo o que nunca deve dizer:

"A derrota na Supertaça, para mim, marcou muito, e a confiança de Keizer baixou e isso sentiu-se a passar ao grupo."

"Gabo muito a sua coragem e paciência, mas eu não tenho para aturar um clube de malucos como o Sporting.”

Se Varandas não tem habilidade para comunicar, então ensinem-lhe. É assim tão difícil com tantos ex-jornalistas e assessores que o clube tem?

Por que razão é que a comunicação do clube está assente em Varandas, Francisco Zenha, Treinador e Capitão de equipa? O Sporting não tem directores e administradores que retirem o foco do Presidente e do Treinador? É difícil perceber que a comunicação precisa de uma estratégia para que se fale e escreva muito mais sobre o que o clube quer e precisa e não do que o vento sopra?

Será difícil aprender com os erros? Como diz o povo, é “a comunicação, estúpido”.

De improviso em improviso

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Nenhuma entrevista de um dirigente político, empresarial ou desportivo deve ser feita de improviso, sem preparação. Sobretudo quando se trata de uma entrevista a um canal televisivo, em sinal aberto, à hora de maior audiência.

Na preparação de qualquer entrevista, que inclui a simulação de perguntas com uma equipa de assessores especializados e a preparação das respostas mais indicadas a essas questões, com particular incidência naquelas com maior potencial polémico, a preocupação deve ser de forma mas sobretudo de mensagem. Desde logo, antecipando o título jornalístico que se pretende transmitir.

Recuso acreditar que a equipa de assessores de Frederico Varandas lhe tenha sugerido que a ideia-força a emergir desta entrevista fosse esta de o Sporting ser «um clube de malucos», associada à noção de que nenhum técnico credenciado aceita treinar em Alvalade. Nem a equipa mais incompetente e amadora prepararia uma entrevista nestes moldes.

Resta, portanto, a hipótese alternativa: a de que a declaração inicial de Varandas - e que marcou esta deplorável entrevista ao Jornal da Noite, da SIC, matando à nascença o seu potencial enquanto factor de motivação dos sportinguistas - tenha resultado do improviso. Na linha do que sucedeu com a abortada venda de Bruno Fernandes, com a saída de Bas Dost a preço de saldo, com a desastrada preparação da época, com a não-inscrição de Pedro Mendes nas provas organizadas pela Liga, com as apostas malogradas em sucessivos técnicos, com o pior arranque de uma época futebolística registado desde sempre no Sporting.

Há quatro dias escrevi aqui: terminou a tolerância dos sócios perante tanto improviso. Tendo sucedido o que sucedeu ontem à noite, reitero agora isso ainda com mais convicção.

60 mil visualizações em quatro dias

Em apenas quatro dias, entre terça e sexta-feira, o nosso blogue registou 60.052 visualizações, avalizadas pela plataforma Sapo, onde estamos inscritos desde a nossa fundação, em Janeiro de 2012.

Confirmando assim a crescente audiência do És a Nossa Fé. Um blogue que continua a ser vergonhosamente ignorado pela televisão do Sporting e pelo jornal do Sporting. Como se não existisse.

Em matéria de comunicação, a administração de Frederico Varandas tem acumulado erros atrás de erros.

Este é só mais um. Quase uma gota de água, entre tantos outros.

Três dias de silêncio

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A derrota em casa com o Famalicão, que pôs fim à brevíssima carreira de Leonel Pontes no banco do Sporting, foi na segunda-feira. Frederico Varandas mantém-se em silêncio, optando por "comunicar" por intermediários através de um jornal diário e de uma rubrica televisiva onde pontifica um conhecido lampião.

Pergunto: o Sporting dispõe de um jornal e de um canal televisivo para quê?

Novidades da Gazeta de Pyongyang

Vou num quarto de século dedicado a uma profissão que tem na primeira página a montra capaz (ou não) de atrair a atenção daqueles que asseguram o meu salário e o salário dos meus camaradas quando dão uma ou mais moedas para levarem o jornal das bancas - ou, mais recentemente, para o receberem por via electrónica. Nem todas as primeiras páginas para as quais contribuí saíram como eu desejava. Por vezes não consegui convencer quem tinha a incumbência e noutras fui mesmo eu a cometer o que na manhã seguinte eram evidentes erros de palmatória.

 

Dito isto, a exclusão de Jorge Fonseca, primeiro português campeão mundial de judô, da primeira página do “Jornal do Sporting” é especial aberrante. Não só pelo valor de notícia (que, garantem-me, não foi ignorada no interior), não só por o feito do judoca leonino não ter sido valorizado por nenhum dos cronistas residentes (mais uma vez é o que me dizem), mas também por a exclusão ter indícios de ser a consequência das declarações de Jorge Fonseca e do seu treinador, Pedro Soares, nomeadamente quanto ao estatuto de atleta do Sporting da jovem ucraniana Daria Bilodid, que também venceu o título mundial, e aos elogios públicos de Jorge Fonseca a Bruno de Carvalho.

 

Se assim tiver sucedido temo muito más consequências para a permanência destes valores do judo de leão ao peito, em linha do que já aconteceu com a valorização da liberdade de expressão que culminou no fim do programa de Rui Calafate e Samuel Almeida na Sporting TV. Quanto ao “Jornal do Sporting”, que vou comprando de forma intermitente desde a adolescência, resolvi suspender a sua retirada das bancas após os textos sobre a Supertaça terem saído amputados da ficha de jogo, numa decisão que me encheu de vergonha alheia. Mas há muito tempo que lhe reconhecia escassa mais-valia em relação ao que vai saindo nas redes sociais, também mais fracas na actual gerência... Espero que melhore o jornal e melhore a mentalidade no Sporting. Alvalade não pode parecer assim tão perto da Coreia do Norte.

13 Reasons why este mercado foi bom e há todos os motivos para se estar otimista

  1. Ontem, no canal 11, o presidente do Marítimo disse com ar simpático que acertara tudo com Vieira para que João Félix e Ferro fossem para a Madeira no mercado deste janeiro que passou. Só a troca de treinador na Luz fez abortar o negócio. Para dizer o quê? Que há muito, mas mesmo muito, de oportunidade, sorte e azar no mundo da bola.

  2. O Sporting foi objetivamente prejudicado no último jogo. Há um penalty sobre Raphinha não assinalado (árbitro e VARs coniventes) e pelo menos um dos que foram marcados a Coates é de gargalhada. O Porto foi beneficiado objetivamente por uma das expulsões mais abstrusas de que me lembro. O Benfica foi a Braga receber vários presentes de Natal, não tendo a equipa sido sequer testada, depois do baile que levou do Porto. Para dizer o quê? Que Deus e o demónio estão nos detalhes e que na bola é igual.  

  3. O mercado do Sporting foi dos melhores que me lembro. Falo desta fase, do fecho. Só no fim da época saberemos, mas eu sou do tempo de César Prates, Mpenza e André Cruz, que não excitaram ninguém quando apareceram. Sobre Acosta é melhor nem falar. Não houve videirinho do comentário da altura que não se risse da ciática.

  4. Porque é que foi dos melhores? Porque se faturou e imagino que seja necessário para fazer face aos encargos. Eu, para poder comprar a minha casa atual, também vendi a que tinha. E era uma casa do caraças.

  5. E foi dos melhores porque muita “tralha” se foi embora. Jogadores decentes, boa gente, mas cuja qualidade futebolística foi mais do que posta à prova, ficando claro que com eles jamais o SCP seria campeão. Acontece em todos os clubes ter “tralha” e o nosso não é exceção.

  6. Também foi dos melhores, porque os wild cards (sobretudo o playboy Jese) vieram emprestados, o que permite ao clube ganhar mais um ano para que haja produto da formação à altura e/ou scouting eficiente. Ou seja, não se gastou uma pipa de massa em Jese (como se gastou em Diaby, por exemplo) e vieram alguns jogadores “maduros” que podem ajudar. Podem ser flops? Podem. Mas também podem não ser.

  7. Foi dos melhores, porque se chegou a acordo sobre mais um jogador do caso Alcochete. É provável que Podence valha mais do que 7 milhões, mas é sempre melhor encaixar agora do que talvez mais daqui a uns anos valentes, mais as custas judiciais e o diabo a sete. Além disso, houve o bónus de Bruno Gaspar ter sido emprestado à boleia deste deal.

  8. Sobre “estratégias de comunicação” é difícil falar. Muitas vezes, na vida, as pessoas não estão dispostas para ouvir a chamada verdade. Nós, portugueses, somos especialistas nisso, basta ver o que dizem as sondagens eleitorais. Somos adeptos de quimeras, cenários idílicos, achamos que se acreditarmos muito no Pai Natal este passa a existir. Mas chega sempre um tempo em que a mensagem e quem a quer ouvir estão compatíveis. 

  9. A equipa de Varandas foi às compras com um saco de caramelos. O lateral francês talvez seja bom, Rafael Camacho talvez dê num negócio Raphinha, Eduardo talvez permita que se possa vender Wendel mais cedo. Mas fazer compras com saco de caramelos implica isto mesmo: apostar que talvez aquele restaurante com aspeto assim assim nos vá servir uma bela refeição. 

  10. Entretanto, a ideia que dá é que os sub-23 representam os “good old days” da formação a voltar devagarinho. Cada mês, cada seis meses, cada ano que passam, os garotos estarão mais próximos da equipa. 

  11. Há razões para otimismo? Fifty, fifty. Por exemplo, a jornada passada foi uma azia de todo o tamanho, mas Guimarães e Braga também perderam. Não ir à Champions é mau, mas não ir à Liga Europa seria uma tragédia. Thierry, que parecia verde como um abacate, acabou por render uns milhões. Vietto às tantas é craque. Bruno Fernandes ficou. 

  12. O que estou para aqui a dizer? Que o Sporting ainda está a ressacar a gestão Bruno de Carvalho. Essa gestão esticou a corda, foi ao limite, contratou dezenas de jogadores, pagando-lhes bem, teve um dos treinadores mais caros do mundo, com a obsessão do título que, é preciso dizer, quase vencemos. Eu, se vou de férias e gasto mais dinheiro, nos meses seguintes tenho de andar mais regrado.

  13. É uma perda de tempo acreditar na “união”. Os meus amigos do Benfica, mal empatam dois jogos seguidos, começam a dizer que o Vieira tem de dar lugar a outro. Mas também é inútil estar pessimista. A vida é feita de fases. O Sporting é o Sporting. Milhares de miúdos e miúdas são do Sporting e choram pelo clube, independentemente do número de campeonatos. Os seus filhos farão a mesma coisa.

Bruno Fernandes: muitas incógnitas

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Um bitaiteiro benfiquista anuncia na televisão, investido da sua nova condição de porta-voz oficioso do Sporting, que Bruno Fernandes «já está vendido». Por «setenta milhões de euros», especifica.

Subsistem muitas incógnitas em torno deste suposto negócio. Demasiadas. Deixando os adeptos do clube às escuras. Desconsideração suplementar: tomar-se conhecimento do que ocorre no Sporting pela boca de um adepto de um clube rival.

Está em causa, sublinho, o presente e o futuro do melhor jogador do campeonato português. Nós, sócios, exigimos ser informados. Não por picaretas falantes alérgicas às nossas cores, mas pela estrutura directiva da SAD.

 

É urgente sabermos as respostas a estas perguntas:

- Bruno Fernandes deixou de ser activo leonino?

- Quem é (ou quais são) a(s) entidade(s) compradora(s)?

- Que preço ficou fixado?

- Quais as modalidades de pagamento?

- A quantos ascendem os "custos de intermediação"?

- Quantos milhões encaixa a SAD de imediato?

- Que compromissos assumiu o Sporting neste negócio?

- Foi reservada percentagem de receitas em futuras transferências?

- Existe cláusula anti--rivais no novo enquadramento contratual do jogadador?

- Teremos, a partir de agora, como capitão da equipa alguém que já não pertence ao Sporting?

- Até quando poderemos contar com Bruno Fernandes?

 

O silêncio tornou-se insustentável.

Queremos ser esclarecidos. Não por papagaios de ocasião, mas pelo presidente do Sporting Clube de Portugal.

Sporting: página oficial do FB

Esta é a página oficial do Sporting no Facebook. Veja-se a legenda do filme com que o clube se despede do jogador. É de uma mesquinhez atroz. Quem escreveu isto é um profissional, está contratado pela direcção de Frederico Varandas. Ou seja, é a direcção que publica isto. Mesquinho, abjecto. Infantil. Incompetente. Não é um problema da "comunicação" do clube. É de quem manda nele. 

O “caso Bas Dost”

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A crise que nos trouxe o chamado “caso Bas Dost” era evitável. Sobretudo escassos dias depois de uma das mais humilhantes derrotas sofridas contra o nosso rival direto. Esta crise revela, antes de mais, uma falta de rigor na comunicação interna e externa do Clube, para além das já evidentes deficiências na estratégia de fundo do Sporting Clube de Portugal.

 

O SCP é uma entidade de Bem, não pode infligir a segunda chicotada, um ano depois, a Bas Dost. A primeira com um cinto, a segunda com palavras e atos. A primeira foi obra de um bando de idiotas, não se sabe ainda motivados por quem, a segunda é evidente de quem é obra. É obra de uma direção que está, neste momento, sem rei nem roque. Por isso, Senhor Presidente, ponha ordem na casa.

 

Um Clube centenário como o nosso não entra em diálogo na praça pública com agentes de jogadores profissionais de futebol, sejam eles quem forem. Tudo isto revela um amadorismo inacreditável. A comunicação do Sporting devia dedicar-se a estes assuntos com seriedade e discrição. É muito mais importante saber lidar com a imprensa e os diversos stakeholders de modo sério e responsável do que andar a fazer posts disparatados nas redes sociais elogiando jogadas e golos de jogadores dos sub-23 que nem sequer têm a mais ínfima hipótese de jogar às ordens de Keizer. Este, por sinal, aparece completamente perdido nas conferências de imprensa, sem saber o que dizer e a comprometer o Clube e a sua liderança. Se é que esta ainda existe.

Ler e meditar por todos os sportinguistas

O último parágrafo do texto de Luís Lisboa " O circo voltou a Alvalade "devia estar exposto em todos os gabinetes da SAD do nosso clube, e principalmente estar sempre presente naqueles que têm a responsabilidade de gerir o futebol do nosso clube... Daqui deixo um apelo a Frederico Varandas que reflicta no que está a acontecer, corra com quem tiver que correr na comunicação do clube mas acabe com a promiscuidade com a comunicação social, blinde a SAD e o balneário, estimule a tal união e companheirismo do plantel, resolva as questões no segredo dos gabinetes porque foi para isso que o elegemos e informe assertiva e oportunamente os sócios sobre as questões relevantes.

É isto efetivamente o que se tem de fazer. Obrigado Luís pelo teu texto e por ensinares àqueles que lá estão uma coisa tão simples e tão elementar daquilo que são as regras básicas do dirigismo desportivo.

Abraço

WTF???

Traduzido em português, e para quem não sabe, quer dizer "Mas que merda é esta ???"

Já tínhamos registado que a comunicação era o "calcanhar de Aquiles" da presidência de Varandas. Os tiros nos pés sucederam-se a um ritmo que muito incomodou quem pensava que tinha eleito alguém que nos faria esquecer da estupidez a todos os níveis que foi o fim da presidência anterior.

Não sei quem manda na comunicação do Sporting, se é o Presidente, se é a LPM, se é a Cláudia, se é seja quem for, se cada um espalha o que quer, onde quer e como lhe apetece, através de jornalistas amigos ou conhecidos, dos Pedros Brazes desta vida, mas quando a comunicação embarca nos piores vícios do antigo Presidente, alguma coisa vai muito mal. Bruno de Carvalho foi corrido ao pontapé e confessa-se agora um desgraçado porquê? Porque resolveu enfrentar o balneário do futebol. Doutra forma, e por muita parvoíce que estivesse a fazer, ainda agora lá estava. O Mustafá está na prisão porquê? Porque embarcou no assalto ao balneário. Doutra forma ainda lá estava a traficar isto e aquilo.

Então como é possível que uma das principais referências do balneário, Bas Dost, e memória viva do que foi o assalto a Alcochete e a jornada negra que se seguiu no Jamor, seja tratada desta forma, primeiro com um comunicado estranho e inoportuno a dizer que havia negociações e agora que as negociações tinham abortado por culpa dele? Estes processos não têm forçosamente que ser tratados no maior secretismo e vir cá para fora apenas com fumo branco a todos os níveis? Já se esqueceram de como Adrien saiu e como isso pesou no balneário?

Recordamo-nos também das questões Nani e Montero, da novela Bruno Fernandes, da questão Matheus Pereira e outros dispensados de idade semelhante, dos que ainda agora se treinam à parte, dos que eram para ser dispensados e não foram mas se calhar ainda vão ser (Gelson Dala) e de que como não existe uma comunicação concisa, assertiva e sempre a valorizar o lema do Sporting, sobre todos estes casos que pesam no balneário e no seu relacionamento com treinador e estrutura. Keizer já se veio demarcar da estrutura e colocar-se do lado do balneário, dizendo que precisa de todos e não entende porque um ou outro têm de sair.

Uma coisa é a defesa dos interesses do Sporting e até posso admitir que a dispensa deste ou daquele, e que a venda do jogador mais caro do plantel seja mesmo necessária, que o orçamento tem mesmo de encolher, que jogadores mais velhos e mais caros têm de dar lugar a jogadores mais novos e mais baratos e que podem vir a render tanto ou mais.

Mas assim, NÃO !!! 

E fico-me por aqui... 

 

PS: Lampiões e ressabiados não vale a pena darem-se ao trabalho, os comentários seguem directamente para o lixo.

SL

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