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És a nossa Fé!

Indignaçõezinhas muito selectivas

Andam agora alguns por aí muito indignados por terem descoberto que alguém da equipa de colaboradores que participou pro bono na área da comunicação da candidatura de Frederico Varandas será simpatizante do Benfica. É curioso. Nunca vi esses indignados actuais emitirem um vagido de protesto contra o facto de Bruno de Carvalho, nos primeiros três anos do seu mandato, ter contratado dois benfiquistas para directores de comunicação do clube. Um deles, por sinal, é hoje director de comunicação do Benfica.

 

A primeira medida

Totalmente dominada pelos féis de Bruno de Carvalho, a Sporting TV deu-se ao luxo de ignorar olimpicamente a conferência de imprensa da nova Comissão de Gestão leonina, empossada ao fim da tarde de hoje pelo presidente da Mesa da Assembleia Geral.

Enquanto os novos gestores do clube respondiam às questões dos jornalistas, os adeptos leoninos viam-se forçados a sintonizar outros canais informativos porque a Sporting TV - ao velho estilo cubano ou soviético - optava por pôr no ar a transmissão repetida do "jogo amigável" Macau-Sporting B, realizado a 21 de Maio, seguindo-se outro enlatado com declarações do ainda administrador da SAD Rui Caeiro, um dos seis que acolitam Bruno de Carvalho.

Assegurar a neutralidade absoluta da Sporting TV, impelindo-a a cumprir os seus deveres informativos perante os sportinguistas e impedindo-a de funcionar como veículo de propaganda dos sete que subsistem da direcção cessante, é estrita obrigação da nova Comissão de Gestão. Ignorar este problema será um erro de que mais tarde muitos dos que agora prometem regenerar o clube se arrependerão.

Mistério

Talvez alguém consiga esclarecer-me. Por que motivo o comunicado emitido em Dia de Santo António, feriado municipal em Lisboa, pelo "porta-voz" de Bruno de Carvalho com a enumeração dos futebolistas que integram a nossa equipa A se apressou a incluir os nomes de Battaglia, Rúben Ribeiro e Rafael Leão antes de aguardar pelo fim do prazo em que os jogadores poderiam apresentar rescisões unilaterais invocando justa causa?

A pressa foi tanta, na vã tentativa de atirar poeira para os olhos dos sportinguistas, que o tal comunicado do competentíssimo "porta-voz" já estava desactualizado - e, portanto, sem préstimo algum - 24 horas após ter sido tornado público. Assim anda, cada vez mais errática apesar dos reforços entretanto recebidos, a comunicação do Sporting...

Mas o mais estranho neste comunicado é a omissão dos nomes de dois jogadores: nada consta ali sobre Iuri Medeiros nem Domingos Duarte. Será que a SAD leonina, apesar das nove baixas já registadas no plantel ainda antes do início da temporada, se dará ao luxo de prescindir destes dois profissionais formados no Sporting?

Mistério. Responda quem souber.

Assim vai o Sporting

No Facebook oficial do Sporting, nem uma palavra sobre a vaga de demissões nos órgãos sociais - nomeadamente a Mesa da Assembleia Geral e a quase totalidade dos membros do Conselho Fiscal e Disciplinar, além de pelo menos quatro elementos do Conselho Directivo. Só ontem, houve 16 saídas.

Quem quiser informar-se, terá de recorrer aos tais órgãos de informação que o ainda presidente do Conselho Directivo tanto diaboliza.

Mas não falta um caloroso postal de felicitações à claque "Colectivo Ultras" pelo 16.º aniversário - o que diz muito sobre as alucinadas cabeças que ainda gerem o clube e a SAD leonina. Neste Sporting de Carvalho os valores andam adulterados e as prioridades permanecem invertidas. Rigor, verdade, honra, respeito e brio emigraram para parte incerta.

Erros que se repetem

Há dias escrevi aqui sobre o profissionalismo e o compromisso em todos os pormenores (https://sporting.blogs.sapo.pt/o-compromisso-e-o-profissionalismo-em-3867666). E sobre as deficiências na nossa comunicação e respetivos instrumentos: site e redes sociais. 

Nem de propósito, hoje lá se volta a ler na Agenda que, no domingo, a equipa de Voleibol tem o 3º jogo da final às 15 horas, no PavJR, e que a equipa principal de futebol joga contra o Boavista às 16 horas, no Estádio de Alvalade. Claro que, mais uma vez, não é assim. Mas se nós que nos interessamos por estas coisas, como adeptos, detetamos estes erros, porque carga de água quem, profissionalmente, deveria não os cometer pois é pago para fazer bem, nem os corrige atempadamente? E falo nisto pois o pior é que no anúncio da venda dos bilhetes online o erro é reiterado (só já quando se entra na venda é que se lê, discretamente, a hora certa). Não, o jogo de futebol não é às 16 horas mas sim às 20:15!!! 

Isto não é má vontade, é desilusão por ver que podemos fazer muito melhor e, no entanto, é o que sevê. Se alguém da organização do Sporting dedica a sua atenção a ler o que escrevemos, pense nisso e então esteja à vontade e mande corrigir a asneira. É o mínimo. Até porque pode ser determinante para maior assistência aos jogos, no caso aos dois.

Para que não restem dúvidas, aqui fica:

 

Sport

 Sport1

Tem uma televisão e prefere o facebook

Por que raio o presidente de um clube que dispõe de um jornal próprio e de um canal de televisão próprio precisa de recorrer ao facebook pessoal para "comunicar" com os adeptos?

Então o jornal serve para quê?

E a televisão serve para quê?

Foi algo que nunca entendi: um dos muitos absurdos deste consulado agora em desagregação. Quanto à recentíssima promessa de Bruno de Carvalho de largar a rede social a que está agarrado (antecipando que o clube vai "perder a voz", algo extraordinário), vale o mesmo que valeu a anterior, a 16 de Maio de 2017.

Rigorosamente nada.

O divórcio

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O presidente do Sporting fez questão em sentar-se ontem no banco dos suplentes - num novo erro de estratégia comunicacional, somado a tantos outros que tem cometido a um ritmo alucinante.

Ficou assim evidente aos olhos de todos que está divorciado da massa adepta, que o insultou pela primeira vez e fez apelos públicos à sua demissão.

Ficou evidente que está divorciado da equipa - daí a sua atitude gélida em ambos os golos leoninos, como se não estivesse a torcer pela vitória do clube, algo inaudito.

Ficou ainda evidente que está divorciado da equipa técnica, exibindo uma crise de lombalgia no preciso instante em que Jorge Jesus mobilizava os jogadores para darem em conjunto a volta ao estádio, merecendo uma entusiástica ovação dos espectadores.

A comunicação vive de símbolos - e este foi desastroso para um dirigente que adora exibir-se na ribalta.

 

Mas o maior sintoma deste divórcio ocorreu depois, quando fez questão de se deslocar à sala de imprensa, sozinho, para falar durante quase meia hora do seu tema preferido: ele próprio. Misturando - como sempre faz - alusões à sua vida familiar com os problemas do clube. Como se não lhe bastasse o texto com mais de dez mil caracteres que publicara três horas antes do desafio de Alvalade na sua rede social favorita com críticas ferozes a jogadores muito acarinhados pela massa adepta leonina - desde logo os campeões europeus Rui Patrício e William Carvalho - e em que aludia a si como "o Presidente".

Falou imenso e não disse nem escreveu uma só palavra para unir, congregar ou mobilizar: só para dividir, incendiar e lançar novos anátemas, em círculos cada vez mais concêntricos. Visando desta vez os restantes membros dos órgãos sociais e os próprios adeptos, incluindo muitos daqueles que o elegeram duas vezes e perante os quais ele forçosamente responde.

 

Podia ter aprendido com Jorge Jesus, que logo a seguir - também na sala de imprensa - falou pouco mas disse o essencial. "A minha responsabilidade é defender os interesses do Sporting. Sei que o barómetro de qualquer clube são os jogadores. Os clubes crescem em função dos jogadores - depois há o treinador, há os presidentes... Jogadores e massa associativa são as duas pedras fundamentais, uns dentro do campo e outros fora do campo."

Quando Jesus dá lições de bom senso, realismo e humildade ao presidente, fica tudo dito sobre a perturbante derrapagem emocional de Bruno de Carvalho, que deixou de ser lesiva só para ele. Já se tornou também lesiva para o Sporting.

Só resta ganhar

Triste pelos acontecimentos obviamente. Bruno de Carvalho foi um dos melhores presidentes que vi no meu clube, mas será para sempre recordado pelos erros que cometeu a seguir ao jogo de Madrid e cujos efeitos totais ainda não conhecemos verdadeiramente.  
É interessante porque BdC tem razão em muito do que diz e sente. Qualquer pessoa deteta que os seus erros comunicacionais se devem a uma profunda incapacidade de lidar com a frustração, ou seja, que nada têm que ver com desporto ou clubes, mas sim com ele próprio. Neste enredo, aos jogadores coube o papel mais fácil, de justa vitimização – repito, justa vitimização – e acredito que no seu enésimo round de Dilema do Prisioneiro, BdC tenha sido surpreendido a um grau que ele não julgava possível.  
Em português mais claro, BdC tanto esticou a corda que esta partiu.
A sua única possibilidade é conseguir ganhar, vencer. Como? Não faço ideia. Mas na bola, o que interessa é ganhar e tudo se perdoa, esquece e varre para debaixo do tapete, desde (alegados) espiões no sistema informático da Justiça a pedidos de convites a eito, mails bizarros, coação judicial e demais jogos de influência. Note-se como mal se apanharam em cima do primeiro lugar, insignes adeptos – em especial aqueles que são pagos para escrever e opinar - esqueceram tudo o que veio a lume sobre o Benfica e os métodos muito peculiares que alguns funcionários seguiam na sua estreita relação com outras figuras do futebol indígena. Ironicamente, o bastante provável penta campeonato do Benfica demonstra que o que interessa é ganhar e que portanto BdC ainda não está morto. O resto é mesmo fumaça.
Caso sejamos campeões – ou até vençamos a taça - com BdC a presidente veremos se tenho ou não razão.

A diferença de um golo

A paranóia coletiva instalou-se por causa de um golo. Não marcado. Tivesse Montero marcado aquele golo e a nossa vidinha tinha seguido como sempre, nesta chuvosa primavera. E já falhamos tantos golos...

Então que aconteceu? Bruno de Carvalho decidiu jogar à roleta russa, apontando à cabeça da equipa mas com o tambor cheio de balas. E disparou. A partir daí conhece-se a sequência.

Que tristeza profunda com o clube que eu amo entregue à sua sorte, por causa de um golo não marcado e sem liderança.

Sem informação no site ou na SportingTV, ou comunicados oficiais, os sportinguistas foram votados ao abandono e ao escárnio dos adversários. E à imprensa que nos abomina. Imperdoável.

Estamos na bancada a assistir ao nosso próprio suicídio coletivo, impotentes, arrastados. Surrealismo total que, quem dera, fosse apenas um pesadelo.

Mas é tudo tão mau, que quase nem há forças para a pergunta que se impõe:

E agora? 

O compromisso e o profissionalismo em todos os pormenores

O compromisso e o profissionalismo em todos os pormenores. É o que falta ao Sporting para dar o grande salto. Enquanto nas redes sociais temos gente de grande dedicação, pro bono, a divulgar a agenda das atividades, resultados e até análises estatísticas de desempenho de jogadores e de performance do clube, acedo à página do Sporting na internet, consulto a Agenda e vejo, por exemplo e para grande surpresa minha que, afinal, jogamos em Alvalade para a Liga NOS no sábado, às 16 horas, contra o Paços de Ferreira (nem tem bilhetes à venda online). Na verdade jogamos no domingo, dia 8, às 20:15... logo após recebermos, em Futsal, no Pav. João Rocha, às 18:00 o Pinheirense. E sábado, dia 7 temos, isso sim, também no Pavilhão, o importante jogo da 2ª mão da Liga Europeia de Hóquei em Patins, contra a Oliveirense (vencemos por 3-2 a 1ª mão). Estamos a um passo de chegar, muitos anos depois, à elite do Hóquei Patins europeu.

Estas linhas que escrevo não são embirração. Antes fossem. Já há muito que constatava esta insuficiência e, face ao que vejo do trabalho dos nossos adeptos nas redes (há bem mais, mas volto a citar o GAG, https://grandeartistaegoleador.blogs.sapo.pt/ e @GAG no Twitter, pois acho que faz serviço público leonino impecável), pergunto-me se não era possível adotar algo de  semelhante na comunicação do Sporting. Conhecer a atividade do Clube no seu todo e os resultados, reforça o conhecimento e a identidade dos sportinguistas e torna mais forte a relação com o Sporting. Este desabafo é um apelo para que as coisas melhorem.

A estrutura profissional do Sporting tem de ter presente que o compromisso e o profissionalismo em todos os pormenores é o que faz um clube grande ser também um grande clube!

Agenda

 

 

Cada vez mais gordos

Gostava que o presidente do Sporting parasse de fazer publicidade gratuita aos mais escabrosos e desqualificados cartilheiros lampiónicos.

Nem ele tem estatuto para descer ao nível desses sujeitos nem eles têm o menor crédito para subirem ao nível de interlocutores ou destinatários das prosas do líder leonino.

Em comunicação, estas coisas contam. E de que maneira.

Cada vez que Bruno de Carvalho escreve os nomes desses desqualificados nos seus lençóis do facebook dá-lhes palco e fama. Que é precisamente o que eles querem.

Graças ao presidente do Sporting, tais cartilheiros sobem de escalão nas tenças e avenças auferidas por fazerem terrorismo opinativo. Não admira que andem por aí cada vez mais gordos.

Elevar-se para olhar mais longe - uma reflexão sobre a política de comunicação do Sporting

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Que a presidência de Bruno Carvalho tem reforçado a militância dos adeptos do Sporting parece-me um dado confirmado pelas assistências aos jogos nos últimos anos. Assim como o ruído das claques que durante a última década acedeu às redes de “media social”, que tomou como um prolongamento dos rituais de apoio ao clube nas bancadas – os sportinguistas “fanáticos” andam mais motivados por estes dias, e isso é positivo, digo-o sem qualquer desdém: são eles (nós) que preenchem os lugares no estádio, pagam as quotas, contribuem para a Missão Pavilhão ou outra, compram merchandising para oferecer aos sobrinhos ou afilhados, e alguns ainda compram o Jornal do Sporting no quiosque e, imaginem, participam na vida associativa do clube.

O problema quanto a mim é que o Sporting não é sustentável só com este núcleo duro, chamemos-lhe assim, tem de se elevar para olhar mais longe e reconquistar as margens e periferias, para ser uma marca atractiva num universo mais lato. Acontece que, tão importante quanto os militantes, é o universo de simpatizantes mais ou menos desprendido que não assina canais pagos de desporto e só vai ao futebol muito ocasionalmente, mas que socialmente funciona como que um “farol leonino”: na família ou no trabalho assume a simpatia pelo seu clube mas sem grande compromisso, seja porque o desporto tem um lugar secundário na sua hierarquia de interesses, ou porque não está para se chatear com mais polémicas, intrigas e aborrecimento… e porque não tem grandes expectativas que o clube lhe devolva um pouco do entusiasmo que despendeu algures no passado sendo campeão. É com este último grupo que me preocupo mais: além dos meus filhos eu “eduquei” os meus muitos sobrinhos para serem resilientes sportinguistas. Levei-os ocasionalmente ao futebol, ofereci-lhes o Cachecol que hoje ainda guardam, mas com os anos e anos seguidos de frustrações foram-se desligando. Aqui chegados, queixam-se que o Sporting, não se sagrando campeão, praticamente só dá nas vistas com as polémicas estúpidas que saem nas parangonas dos jornais e que são peroradas nas TVs.
É por tudo isto que estou convicto que o Sporting para sobreviver a longo prazo tem de aumentar a atracção dos simpatizantes mais ou menos desprendidos. É evidente que a conquista do título é a fórmula mais eficaz para tal desiderato. Mas há outras, como por exemplo uma comunicação amigável que os seja capaz de cativar, que não esteja fixada nos escândalos e guerrilhas mais ou menos artificiais que os polemistas, numa violência inaudita, berram insanamente na televisão. O futebol não pode expulsar da sua órbitra as pessoas razoáveis, que não o vivem como se essa actividade fora uma guerra sem quartel em que os grunhos são preponderantes.

Desconfio que por estes dias a forte militância sportinguista esteja a mascarar este divórcio que se adivinha crescente e exponencial das pessoas normais com o futebol. Na minha modesta opinião, o Sporting tem de, urgentemente, elevar-se da lama comunicacional em que é tentado chafurdar e acautelar uma política que não afaste definitivamente da sua órbita os simples simpatizantes. Ou começar a pensar nisso, pelo menos.

Crise no Benfica com direito a gabinete

Luis Filipe Vieira[1].jpg

 

A comunicação do Benfica é tão "eficiente" que, enquanto procura desmentir a existência de uma crise, põe em cena o presidente do clube dando a conhecer ao País a entrada em funções de um "gabinete de crise" no estádio da Luz.

Com este preciso nome.

A imaginação não lhes chegará, ao menos, para escolherem outra designação para o tal gabinete?

 

Entretanto Vieira, arguido na Operação Lex, continua sem responder a uma só pergunta de um jornalista não-avençado pela agremiação com sede em São Domingos de Benfica.

Desde que o seu braço direito para os assuntos jurídicos e contratuais foi detido, o ainda presidente encarnado apareceu duas vezes em público. Uma para fugir dos repórteres, limitando-se a dizer que só sabe o que se vai passando "pelos jornais". Outra para falar sem contraditório, com um nervosismo sem precedentes, ameaçando tudo e todos.

 

O que é outra forma de confirmar que a crise existe.

Com uma gravidade sem precedentes.

E talvez o pior esteja para chegar.

Ainda a questão do Comunicar

A propósito do que o Pedro Correia escreveu aqui, curto e bem, li um texto de Luís Paulo Rodrigues, consultor de comunicação e apoiante de Bruno de Carvalho, como o próprio se autoclassifica, que analisa com alguma pertinência a relação com a comunicação social, à luz da recente assembleia geral. Deixo um excerto: “Os meios de comunicação são agentes do futebol, tal como os dirigentes ou os jogadores. Os contratos de publicidade – uma das fontes de financiamento dos clubes – são feitos justamente por causa da amplitude que os meios de comunicação conferem às marcas desportivas.
Por outro lado, o jornalismo tem regras deontológicas. Se elas não estão a ser cumpridas, se as notícias publicadas são falsas, se o Sporting ou Bruno de Carvalho não têm tido direito ao contraditório, e se as opiniões são infames e ultrajantes, existem organismos de regulação do trabalho de jornalistas e comentadores e existem tribunais.“

Aconselho. Pode ser lido na íntegra na Meios & Publicidade, seguindo esta ligação.

Comunicar bem

Desta forma, sim.

 

Primeiro: as declarações sucintas, mas de inequívoco teor abonatório, do presidente do Sporting ao jornal desportivo espanhol de maior audiência, sobre Rúben Semedo, futebolista da nossa formação que vive horas muito difíceis em Espanha.

 

Segundo: a resposta irónica, e ajustadamente breve, de Bruno de Carvalho a Moita Flores, que o destratara num artigo com expressões insultuosas enquanto dizia "apoiar sempre o Sporting" (ao que parece, sem pagar quotas há mais de quatro anos).

 

Isto é comunicar bem.

Tanto melhor por ter havido dois exemplos no mesmo dia.

De disparate em disparate

Atletas do Sporting evitaram hoje contactos com jornalistas, dando cumprimento a instruções da direcção do clube, um dia depois de o presidente da instituição ter apelado a um boicote à comunicação social.

Hoje, tanto no Campeonato Nacional de Clubes de atletismo, em Pombal, após o triunfo de Sara Moreira na prova dos 3.000 metros, e também no final da Volta ao Algarve em bicicleta, no alto do Malhão, em Loulé, os atletas leoninos não falaram aos jornalistas, argumentando que não estavam autorizados.

"A hora mais negra"

Batiam as 21h06 deste sábado 17 de Fevereiro de 2018, quando o adorado, adulado, mimado, desejado, mas - e se calhar também por isso mesmo - o também caprichoso, chantagista, divisionista, o ainda mais todo poderoso Presidente do Sporting gritou do púlpito a condição para largar o Facebook: “Não comprarmos nenhum jornal.”, “Não vejam nenhum canal de televisão português.”, “Que todos, mas todos, os comentadores afectos ao Sporting abandonem de imediato os programas.”

A hora mais negra deste filme (será Drama ou Terror?, divido-me), essa famigerada hora trouxe-me duas certezas. A primeira é a de que na presidência temos uma pessoa que usa tácticas iguais às utilizadas no passado pelos demais homólogos, instigando as massas contra todos aqueles que dele discordam. e com isto, meus caros, neste capítulo, infelizmente, não somos nada diferentes dos outros, mas iguais. Lamentável. 

Penosa é também a segunda certeza que para mim retiro da Assembleia Geral extraordinária; e também dos dias que a antecederam e, sobretudo, das razões que levaram à sua convocação, e essa é a convicção de que deixei de ter um líder à frente do Sporting e passei a ter um chefe.

 

Uma semana a derrapar ladeira abaixo

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A semana começou negra para o nosso mais velho e histórico rival. Com processos judiciais, investigações, suspeitas, más exibições em campo e um empate comprometedor arrancado a ferros no Restelo.

Começou auspiciosa para nós, no rescaldo imediato da conquista da Taça da Liga e uma vitória que nos projectou para o comando do campeonato.

 

Chegados ao fim da semana, tudo se tinha invertido. Marcámos passo no campeonato, deixámos os rivais distanciar-se, tivemos a primeira derrota em campo. E percebemos, estupefactos, que o nosso presidente ameaça abandonar funções, batendo com a porta.

O que houve neste curto espaço de poucos dias, quando devíamos manter concentração total na campanha pela conquista do campeonato nacional de futebol? A apresentação de uma precipitada proposta de alteração dos estatutos leoninos que claramente não reúne consenso entre os sócios, a realização de uma acidentada assembleia geral muito mal conduzida pelo respectivo presidente e a suspensão sine die dessa mesma reunião magna, antecedida e seguida de novas declarações intempestivas de Bruno de Carvalho, o homem que teima em disparar contra tudo e todos, acabando por roubar protagonismo ao Benfica precisamente quando este clube se encontrava na mó de baixo.

Ignorando, uma vez e outra, os bons conselhos que tantos de nós já lhe demos: devia distanciar-se da bolha do facebook, a que se agarra noite e dia como um vício e lhe desperta uma insólita vocação de Quixote, imaginando combater gigantes onde apenas existem moinhos.

 

Os benfiquistas só podem agradecer ao nosso presidente, que insiste em tornar o Sporting notícia por péssimas razões e em disparar contra o inimigo interno como se não houvesse adversários reais fora de Alvalade. Quase um ano depois, ele parece não saber ainda o que fazer com o esmagador apoio que 90% dos sócios lhe manifestaram nas urnas. Mostrando-se estranhamente obcecado com os restantes 10%, que não lhe confiaram o voto, como se vivesse em permanente crise de auto-estima.

Uma semana a derrapar ladeira abaixo, portanto. Haverá quem diga, uma vez mais, que se trata apenas de uma lamentável série de coincidências. Começo a convencer-me que não.

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