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És a nossa Fé!

Há noites assim! Boooooooas!

Falar (leia-se escrever!!!) quando se ganha é fácil.

Como sempre (continuo a ser da equipa do Zé Navarro!) não vi o jogo. Fui somente escutando o relato na Antena 1.

Após os noventa e tal minutos e a vitória, fui tomar uma banhoca e por fim sentei-me em frente da televisão para ouvir os comentadores televisivos que surgiram nos diversos canais, sempre tão assertivos…

O ambiente era pesado, muito pesado. Do lado dos derrotados percebia-se uma incontrolável azia própria de quem julga de que tem o mundo a seus pés e que as vitórias constroem-se agitando camisolas. Do outro, os homens do Norte, também eles pouco felizes já que continuam a quatro pontos do primeiro lugar e viram na noite passada uma oportunidade para se chegarem à frente… gorada.

Os poucos Sportinguistas tinham entretanto direito a explicar as movimentações dentro de campo (a que gostei mais foi a de Ricardo, o nosso antigo guarda-redes!), mas mostraram sempre muito serenidade e nenhuma arrogância.

Ainda por cima este jogo não teve casos de arbitragem, o que havendo daria outro paladar aos debates.

Enfim termino com a consciência que ontem foi uma boa noite televisiva.

A cartilha do ódio ao Sporting

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Os mesmos comentadores que nas pantalhas debitam a cartilha do ódio ao Sporting, acusando-o de beneficiar dos favores da arbitragem, fecharam os olhos aos dois penáltis perdoados ao Braga no jogo de sábado contra a nossa equipa. Um empurrão pelas costas de Rolando a Feddal e um derrube de Raul Silva a Tiago Tomás, que as imagens tornam evidente. O primeiro foi transformado pelo árbitro Fábio Veríssimo em... falta atacante do Sporting. O segundo ocorreu quando o vídeo-árbitro João Pinheiro estaria a pairar em meditação transcendental lá nos confins da "cidade do futebol".

No empurrão a Feddal, dizem eles, nada se passou: tudo depende da intensidade. São os mesmos, em vários casos, que vislumbraram fúria intensiva no involuntário toque de Coates ao guarda-redes do Famalicão, justificando a anulação do nosso terceiro golo nesse jogo pelo árbitro Luís Godinho que nos impediu de ali conquistar os mais que merecidos três pontos e valeu a Rúben Amorim a segunda expulsão na sua carreira, a segunda ao serviço do Sporting (a primeira, por mera coincidência, foi também ditada por Godinho).

São os mesmos, exactamente os mesmos. E, do nosso lado, ainda há por vezes quem acredite neles.

«O Sporting não é o principal candidato»

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José Manuel Freitas - No sábado, no estádio de Alvalade, vão jogar duas das melhores equipas do campeonato português e é neste jogo que eu quero perceber duas coisas: se o Braga é realmente (como eu acho) candidato ao título e se o Sporting, na verdade, tem bagagem suficiente para se manter no primeiro lugar e provar, como diz o Marco Caneira e eu estou de acordo, que é um forte candidato a poder ser campeão nacional.

Marco Caneira - O principal candidato.

J. M. F. - Eu não acho que seja o principal candidato.

M. C. - Neste momento é o principal candidato.

J. M. F. - Mas essa é a tua opinião!

M. C. - É a opinião que estou a emitir.

J. M. F. - Tens de respeitar a minha, por favor!

M. C. - Eu estou a respeitar a tua, estou a emitir a minha.

J. M. F. - Não estás a respeitar nada a minha! Porque queres que eu vá atrás da tua e eu não me apetece, não me apetece.

M. C. - Não, não, não. Cada um tem a sua opinião.

 

 

Excerto de um diálogo travado no passado dia 30, no programa Jogo Aberto, da SIC Notícias. Um dos intervenientes - aquele que recusa apontar o Sporting como principal candidato ao título - participava há cerca de 30 anos, de cachecol ao pescoço, num programa da TSF como simpatizante assumido do emblema leonino. 

Esses tempos, pelos vistos, ficaram definitivamente para trás. Parafraseando o outro, 30 anos é muito tempo...

Eficácias

O Sporting está mal, Pote é um bluff, Nuno Mendes anda coxo, Nuno Santos perdeu o gás, Neto falha todos os cortes, Adán defende por centímetros, Amorim depende da estrelinha, uma desgraça pegada. O Sporting só se safa porque é eficaz. É este o novo mantra: o Sporting é eficaz. O que dito assim parece um defeito, um golpe de sorte, um acaso, se não mesmo um bruxedo. Não joga nada mas é eficaz, dizem os peritos da SportTv, sobretudo o nosso querido Rui Amaro, esse cómico cabisbaixo, que fala de futebol como poderia falar de equações diferenciais, já que tem conhecimento equivalente em ambas as matérias. Só nos resta pois continuar a ser eficazes e pedir desculpa por qualquer coisinha.

Não vai a bem vai a murro!

Como sempre não vejo o jogo na televisão porque não pago essas coisas. Futebol em Alvalade é para ver no Estádio. Ponto.

Mas oiço o relato da Antena 1 e de repente há um comentador que diz que não deveria ser grande penalidade porque o jogador do Farense tocou na bola primeiro. Só que o guarda-redes deu um valente murro na cabeça do jogador do Sporting. Vi as imagens há pouco!

O que interessou foi mais uma vitória. Nem que seja a murro...

Os mesmos

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Os mesmos comentadores que andaram dias e noites a enaltecer o golo mais fraudulento da história do futebol, elevando aos píncaros da glória celeste o autor da batota, que ele próprio - sem um pingo de vergonha - celebrou como efeito da "mão de Deus", passaram toda a semana posterior a vituperar uma bola que ressaltou na coxa do Pedro Gonçalves e lhe terá roçado o cotovelo antes de entrar na baliza do Moreirense.

Repito: os mesmos. Comentadores, cartilheiros, "analistas", palpiteiros das pantalhas, linguajadores do ludopédio, enciclopédias ambulantes do toca-e-foge. Sem vergonha também, todos eles. Descem da "divina" mão do falecido argentino ao famigerado cotovelo do melhor jogador actual do campeonato português, transitando do céu ao inferno enquanto o diabo esfrega um olho.

Quem não os conhecer que os compre. Eu passo ao lado.

Boa noite, Sofia

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Esta semana, no Canal 11, Sofia Oliveira e seus pares tentaram ridicularizar Jovane Cabral enquanto faziam declarações de amor a Adel Taarabt.

Não houve posts de reação, não houve uma palavra que fosse na conferência de imprensa para isso. Houve, sim, um grande jogo e mais um grande golo.

A melhor maneira de calar os idiotas não é com palavras idiotas, é com trabalho e talento. E isso Jovane tem de sobra.

Boa digestão.

Baralhado

A falta de profissionalismo é tramada. E a displicência, quando se fala aos microfones dum canal televisivo, é um dos sinais inequívocos da falta de profissionalismo. Aconteceu no domingo, na Sport TV, durante a transmissão em directo do Sporting-Boavista: o narrador-comentador cometeu a proeza de, na mesma jogada, chamar Borja ao Wendel, Jovane ao Borja e Wendel ao Jovane.

A este baralhado chamei, também eu, um nome diferente do que tem. Mas, por uma questão de elementar decoro, não vou reproduzi-lo aqui.

A sabedoria dos velhos

Em muitas sociedades ser velho significa sabedoria, gente que fez e viveu muito, fez a sua síntese do melhor e pior que vivenciou e melhor do que os outros consegue distinguir o trigo do joio. Para além disso, não anda à procura de nada nem anda a pagar favores a ninguém e pode com a maior liberdade dizer o que vem à alma. 

Vem isto a propósito de duas intervenções de dois "velhos" esta semana sobre o nosso Sporting, onde tiveram em tempos papel relevante.

Disse Dias da Cunha à TSF (o "velho" do último título e dobradinha) sobre a presidência:

"... ser preciso dar tempo ao tempo", pois Frederico Varandas "pegou no Sporting em condições absolutamente desgraçadas... Mesmo assim, tem conseguido ultrapassar os problemas financeiros o que é espantosamente difícil ... eleições antecipadas estão fora de questão." E sobre a contestação "As pessoas cegam! Ou, então, pretendem cegar para arranjar condições para chegarem ao poder. Depois, há aqueles que aproveitam a contestação das claques porque ainda pensam no regresso do bronco. Isso é muito mau para o Sporting."

Disse Manuel José à RTP3 (o "velho" dos 7-1 ao Benfica que me deu um dos maiores prazeres que tive no futebol na bancada de Alvalade):

"... o departamento de scouting do clube de Alvalade deve ter problemas de consciência que nunca mais acabam... não me lembro duma equipa tão ruim em Alvalade como este ano... A atmosfera continua difícil. Se olharmos para este jogo, a segunda parte do Sporting, por amor de Deus, foi horrível! Tive de ver porque vinha para aqui, senão tinha mudado de canal, com tantos jogos que estavam dar na televisão. Esta história de jogar com três centrais, meus amigos, joguei oito anos assim no Al-Ahly, no Egipto, e quatro anos no Boavista. Quando o nosso defesa central ganhava a bola, se o adversário metesse cinco jogadores no ataque ele tinha de sair imediatamente a jogar e a defesa toda saía com ele, para pôr aqueles cinco jogadores, caso perdêssemos a bola, em fora de jogo. E o líbero subia para a posição dele. No Sporting o único que faz isso é o Mathieu. O Coates é muito bom a defender, mas quando tem bola, aquilo para ele é um objecto estranho, não sabe o que lhe fazer. Joga um futebol directo mas a bola não vai para ninguém, vai sempre para o adversário".

 

Pois, se calhar custa a ouvir e mais ainda custa a engolir para quem tem dono. Para quem o único dono é o Sporting, só tem mesmo de ouvir e reflectir...

 

Quem preferir ouvir o Pina ou o Pinotes, faça favor...

 

SL

Os melhores comentadores

Escuto a todo o momento vozes críticas de adeptos do Sporting contestando tudo e todos. No jornalismo desportivo e na tribo dos comentadores, designadamente.

Hoje apetece-me virar isto ao contrário e por uma vez abrir aqui um espaço de elogio a quem faz comentários - nos jornais, na rádio e na televisão - reflectindo sobre o futebol em geral e o Sporting em particular.

É um repto que lanço aos leitores e também aos meus silenciosos colegas de blogue: que comentadores mais gostam de ler ou de escutar no espaço mediático português?

Eu tenho as minhas preferências mas não vou dizê-las já para não condicionar o debate. Inaugurado a partir de agora.

Assim está bem

A 19 de Julho, insurgi-me aqui contra o facto de a TVI24 incluir, no seu painel fixo de comentadores, em representação do Sporting, o mandatário de Bruno de Carvalho. Concluindo que isso não fazia qualquer sentido, em termos editoriais, nesta fase de pré-campanha para o escrutínio de 8 de Setembro.

Foi por isso com muito agrado o que vi há pouco: o tal arauto do proto-candidato deixou de integrar o referido painel, entretanto regressado de férias. Estando agora o Sporting representado por Rodrigo Roquette. 

Assim está bem.

Faz hoje um ano

 

Há precisamente um ano, o vídeo-árbitro estreava-se no estádio José Alvalade. Foi no jogo Sporting-Fiorentina, no âmbito do Troféu Cinco Violinos, que conquistámos ao vencermos por 1-0 a equipa italiana com a qual mantemos uma sólida relação de cumplicidade. 

Bas Dost marcara o golo, iam decorridos 28', quando o árbitro interrompeu a partida para consultar as imagens antes de validar o disparo certeiro do holandês. Ao princípio estranhámos, por falta de hábito. Mas não tardaríamos a confirmar que o vídeo-árbitro é um poderoso auxiliar da verdade desportiva. 

Éramos 37 mil espectadores ali presentes para saudar os jogadores e a equipa técnica, com a esperança sempre renovada. «Gostei do que vi. Uma equipa mais consistente e confiante, com maior solidez defensiva e uma apreciável qualidade de passe, desenhando boas jogadas no relvado de Alvalade e revelando capacidade de pressão sobre os adversários», escrevi aqui nesse dia 29 de Julho de 2017. Destacando as exibições de William Carvalho (a defesa central improvisado), Battaglia, Podence, Acuña e Gelson Martins. 

 

..............................................................

 

Comentando no mesmo dia a introdução do vídeo-árbitro no futebol português, o Pedro Azevedo lembrava que este recurso tecnológico para a análise de lances controversos já existia noutras modalidades - designadamente o ténis, o râguebi e o futebol americano. 

E anotava aqui a reacção hostil de alguns "Velhos do Restelo" instalados nas pantalhas que logo se apressaram a contestar a nova medida. Com destaque para Ribeiro Cristóvão e Jorge Baptista. «Jogadores fazem grandes festas e depois não valeu... futebol é um jogo de erro, e o erro serve de discussão... para os jogadores é um quebra-cabeças, um bico-de-obra», objectou o primeiro. «Estão a matar emocionalmente o jogo, a pouco-a-pouco. Agora não, mas daqui a dez anos se calhar ninguém vai ao futebol», insurgiu-se o segundo.

Convém termos memória: estes comentadores, entre vários outros, militaram contra o vídeo-árbitro. E a favor do erro. Apetece perguntar, um ano depois, se algum deles já faz a indispensável autocrítica.

Enfim, sensatez

Após reunião entre o presidente do Sporting e a esmagadora maioria dos comentadores leoninos que costumam marcar presença em canais de televisão, ficou assente que "é fundamental defender o Clube perante uma comunicação social que, genericamente, tem desrespeitado de forma sistemática a Instituição e o bom nome dos seus dirigentes". Neste pressuposto, existe acordo para que todos se mantenham nas estações televisivas a que já habituaram sócios e adeptos enquanto espectadores dos programas desportivos.

Enfim, sensatez: nem poderia ser de outra forma. Congratulo-me muito com isto.

Obviamente

«Obviamente, qualquer comentador sportinguista - incluindo aqueles que estão ligados ao clube enquanto funcionários - não irá abandonar os seus programas ou dizer que não aos convites que têm. Pelo contrário, isso é uma forma de o Sporting estar presente e ter uma voz activa. Porque se, por absurdo (é evidente que isso jamais aconteceria em três milhões e meio de sportinguistas), todos dissessem que não, o Sporting deixaria de ter voz activa para se autodefender nesses programas e nessa forma de comunicação.»

Jaime Mourão-Ferreira, sábado à noite, na CMTV

 

«Não fujo aos meus compromissos. Naturalmente que não vou abandonar para já o Dia Seguinte. Tenho um compromisso com a SIC Notícias e tenho muito gosto em estar no Dia Seguinte. (...) Fui apanhado de surpresa, não fui informado da situação. Seria natural que eu fosse previamente informado que poderia haver esta decisão. Não fui ouviido nem achado, portanto, numa decisão em que cada um de nós tem as suas responsabilidades e assume os seus compromissos. Naturalmente, penso que devíamos todos ter tido uma conversa prévia sobre esta matéria. Mas não houve.»

Paulo Andrade, sábado à noite, na SIC Notícias

 

«Aqui na RTP, eu não sou comentador do Sporting. Sou um comentador desportivo, sou um comentador independente, sou um comentador livre. Nunca recebi cartilhas ou recados para falar neste programa para agradar a este ou agradar àquele. Sou um comentador independente e ajo pela minha cabeça, não ajo pela cabeça dos outros.»

Augusto Inácio, domingo à noite, na RTP 3

 

«Trabalho em televisão há 25 anos. Este é o meu métier, é aqui que eu estou. A TVI convidou-me para mais este programa de televisão, tenho compromissos profissionais, tento respeitá-los. A essência do meu trabalho, a essência da minha vida, é a criatividade, é o pensamento próprio. Sou eu que decido os programas em que participo ou não. Não sou funcionário do clube, só passo recibos verdes à minha consciência e à minha liberdade. Não concordo com tudo quanto o presidente diz. Neste caso não concordo.»

José de Pina, domingo à noite, na TVI 24

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