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És a nossa Fé!

Vergonha da arbitragem de Hugo Miguel

Não queria tecer mais qualquer comentário sobre arbitragem, mas depois de ter assistido na Sporting TV à magnifica tarde que o nosso clube nos proporcionou com a conquista do título europeu de hóquei, acabei por passar os olhos pela SportTV, no momento em que o Rio Ave foi espoliado de um penálti na área do Benfica. Como é possível o árbitro não ter assinalado a falta, e depois no lance imediato (sem que nenhum jogador do Rio Ave intervenha), João Félix em nítido fora de jogo marca o segundo golo tirando partido de irregularidade posicional. Num momento crucial da partida, é transformado um lance, de possível grande penalidade, no empate, no resultado de 2-0, favorável ao Benfica. Não era necessário Hugo Miguel dar essa ajuda... "abençoado colinho".

Um asco

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João Pinheiro, árbitro, e o inefável Bruno Paixão, vídeo-ábitro, ofereceram de bandeja a vitória ao Benfica contra o Feirense, domingo passado.

Quando a equipa local, já a vencer por 1-0, marca o segundo golo, sem qualquer irregularidade, a dupla Pinheiro & Paixão decide invalidá-lo. No estádio e fora dele, ninguém conseguiu entender tal decisão.

Como se não bastasse, minutos depois, um pontapé em riste de Pizzi na grande área do Feirense é transformado em penálti contra a equipa fogaceira. Consumando-se assim a reviravolta: em vez de 0-2, desfavorável ao Benfica, abria-se a avenida que permitiu à turma encarnada, com mais uma exibição sofrível, sair de Santa Maria da Feira com os três pontos no bornal.

Esta arbitragem envergonha todos os verdadeiros desportistas portugueses. Também a mim. E mais: dá-me asco.

É tudo a mesma trampa?

Que a cangalhada da Federação e da Liga seja pró-Benfica até fazer doer, a gente já tinha todos percebido, mesmo os mais obstrusos como eu.

Agora, de repente, perceber que até no Governo do País há preferência descarada pela lampionagem e um favorecimento claro do Instituto Português do Desporto e Juventude (lembram-se dum post onde eu perguntei onde andava o secretário de estado do desporto?) ao Benfica, deixa-me completamente de cara à banda.

Então um organismo público, que deverá defender por igual os interesses dos cidadãos em geral e neste caso concreto os desportistas e a juventude, à sorrelfa, reteve durante meses um documento incriminatário do Benfica, a propósito das suas claques (NN e DV), que apoia à margem da Lei?

O senhor Vitor Pataco, vice-presidente daquele instituto público, foi quem guardou na gaveta o despacho que propõe a condenação do Benfica pelo apoio a claques não legalizadas. Esta coisa, para percebermos a gravidade do acto, dá interdição do estádio.

Este cavalheiro Vítor Pataco, entre 2002 e 2003 foi gestor da Benfica Multimédia SA, mas isto calhou assim, não vejam aqui nada de mais... Aposto dobrado contra singelo que é sócio! Ou desarriscou-se à pressa ontem à noite, quando foi desmascarado.

Este processo, não sejam garganeiros os lampiões de serviço aqui no és a nossa fé, não foi mais uma "queixinha" do Sporting, resultou sim do levantamento de 19 autos de notícia da PSP, reportando-se a jogos da época 2014/15. Fica evidente no processo que as faixas de grandes dimensões e tambores são guardados numa arrecadação no piso -2 junto à porta da maratona. Como a coisa não se alterou durante a época e meia seguinte (quase duas, que esta está nos estertores finais), podemos concluir que o Benfica, por protecção governamental, goza de uma clara impunidade, proteccionismo e favorecimento, já que anda desde essa altura, pelo menos, em clara violação da Lei.

O secretário de estado da juventude e do desporto, que passou pela polémica das agressões aos árbitros como cão por vinha vindimada, não pode sacudir desta vez a água do capote. É que começa a ser demais, senhor João Paulo Rebelo. Chegue-se à frente e explique lá como aconteceu este "esquecimento". A malta agradece. E também agradece que ponha o Pataco com dono, que se viu que não serve o nem para o cargo. Ou serve, se por lá o deixar continuar e aí a gente retira ainda outras conclusões que talvez lhe chamusquem a asa de grilo.

Senhor secretário de estado, é deixar de dar à tramela e mexa-me esses calcantes, antes que isto dê tudo ao bife.

Unânimes

Análise na imprensa de hoje aos casos de arbitragem do Moreirense-Benfica:

 

Luisão devia ter sido expulso aos 30'.

Duarte Gomes, A Bola: «Entrada em tackle, com força excessiva, de Luisão sobre Boateng, colocando em risco a integridade física do adversário. Devia ter visto vermelho.»

Fortunato Azevedo, O Jogo: «Por trás, Luisão pisou claramente Boateng. Clara conduta grosseira que tinha de ser punida com vermelho directo.»

Jorge Coroado, O Jogo: «Em vez de amarelo, o árbitro tinha de mostrar cartão vermelho. Foi cortês, evidenciou respeitinho.»

José Leirós, O Jogo: «Entrada violenta por trás, de sola, colocando em perigo o adversário. Tiago Martins errou: era para vermelho directo.»

Marco Ferreira, Record: «Luisão entra em tackle por trás de forma violenta, atingindo o tendão de Aquiles de Boateng. Seria vermelho: falta grosseira.»

 

Samaris devia ter sido expulso aos 90'+1'.

Duarte Gomes, A Bola: «Samaris agride Diego Ivo com um soco no estômago, no meio de vários jogadores, e deveria ter sido punido com cartão vermelho directo por conduta violenta.»

Fortunato Azevedo, O Jogo: «Samaris agrediu Diego Ivo. Outra conduta grosseira de um jogador benfiquista, que devia ter sido expulso com vermelho directo.»

Jorge Coroado, O Jogo: «A acção de Samaris sobre Diego Ivo foi semelhante à de Edson Farias sobre Gamboa no Feirense-Braga, ambas merecedoras de cartão vermelho directo. Como o Conselho de Disciplina não é videoárbitro, siga a festa.»

José Leirós, O Jogo: «Mais um erro disciplinar para a colecção. Ficou por exibir um cartão vermelho directo a Samaris, que deliberada e visivelmente atingiu Diego Ivo com um soco no estômago.»

Marco Ferreira, Record: «Na sequência do cartão amarelo exibido, Samaris atinge Diego Ivo com um murro na barriga. Conduta violenta do benfiquista e cartão vermelho por exibir.»

 

Unânimes: devia ter sido vermelho

Confirma-se: o Messinho do Seixal devia ter visto ontem cartão vermelho. Seria facto inédito nesta temporada - um jogador do Benfica expulso. Mas nem assim: o árbitro foi amiguinho, tudo segue como dantes.

A opinião dos especialistas na imprensa de hoje:

«Hélio Santos (Record): «A entrada de Renato Sanches é excessiva e ríspida, por isso deveria ter sido punida com o respectivo cartão vermelho. Foi o único erro de Artur Soares Dias, que não se apercebeu da sua gravidade.»

Jorge Coroado (O Jogo): «Incrível como um jogador que passou os 90' a fazer faltas sistematicamente tenha visto o cartão amarelo somente naquela que justificava cartão vermelho.»

José Leirós (O Jogo): «O grande erro no jogo. Renato Sanches tem uma entrada violenta e deliberada por trás sobre Bryan Ruiz. O cartão a exibir seria o vermelho.»

Marco Ferreira (Record): «Renato Sanches deveria ter visto o cartão vermelho. O jogador do Benfica teve uma entrada dura sobre Ruiz, merecedora de outra admoestação, por isso o árbitro errou no capítulo disciplinar.»

Nelson Feiteirona (A Bola): «Entrada muito perigosa e completamente fora de tempo de Renato Sanches às pernas de Bryan Ruiz; Artur Soares Dias mostrou cartão amarelo ao médio do Benfica mas poderia ter mostrado cartão vermelho, porque se tratou duma falta violenta e desnecessária.»

Pedro Henriques (O Jogo): «Renato Sanches usa da força excessiva ao entrar de sola sobre Bryan Ruiz, pondo em risco a sua integridade física num lance passível de cartão vermelho.»

Casa de apostas

Vamos lá apostar:

1 -  Quando sai o castigo a Slimani?

2 - Para qual dos dois próximos jogos do Sporting o árbitro João Capela é nomeado? Para Guimarães ou contra o benfas?

As minhas apostas:

1 - O castigo a Slimani sai dia 3 de Março e vão ser dois jogos de suspensão.

2 - João Capela vai ser o árbitro do Sporting-benfica.

Colinho, colinho

Títulos de capa na imprensa de hoje:

 

PENÁLTI DE AUTOR

 

O Jogo:

«Jonas desencravou jogo difícil com um penálti de autor»

Record:

«Penálti mal assinalado deu o 1-2»

 

TODO O ESTÁDIO VIU QUE NÃO ERA

 

Análise da arbitragem do Paços de Ferreira-SLB no Record:

«45': Jonas fura entre dois jogadores do Paços, adianta a bola e de seguida projecta-se para a frente, sem sofrer falta. Má decisão. Não havia motivo para penálti.» (Nuno Farinha)

«Jorge Ferreira errou redondamente no lance em que Jonas cavou o penálti que deu o 1-2.» (António Varela)

 

Análise da arbitragem do Paços de Ferreira-SLB n' O Jogo:

«Jonas, ao passar entre os adversários, dá um salto e é ele próprio que, com o pé, toca na perna de André Leal, não havendo portanto motivo para grande penalidade.» (Pedro Henriques)

«Erro crasso do árbitro Jorge Ferreira, que deixou-se levar pelo teatro do atacante encarnado, assinalando um castigo máximo, que não teve motivo para assinalar.» (Jorge Coroado)

«Que grande salto deu Jonas por cima das pernas do adversário, não havendo contacto, nem qualquer falta. Erro grave de Jorge Ferreira ao assinalar grande penalidade em lance que todo o estádio viu que não era.» (José Leirós)

Uns falam claro, outros não

Rui Pedro Brás (TVI 24):

«O segundo golo do Benfica nasce de um penálti que não existe, uma grande penalidade assinalada por suposta falta sobre Jonas que não ocorre. Tenho a certeza de que esse lance foi determinante para o desfecho da partida. (...) Além disso o árbitro devia ter marcado um cartão amarelo a Jonas, que mais tarde simulou outra grande penalidade.»

 

João Rosado (SIC Notícias):

«O penálti erradamente apontado por Jorge Ferreira teve um impacto grande no jogo. Normalmente é numa altura sempre muito melindrosa, nos últimos cinco minutos da primeira parte, sobretudo quando as equipas estão niveladas e com grandes expectativas. (...) Foi uma decisão infeliz do árbitro. O Paços de Ferreira foi para o intervalo com essa machadada psicológica.»

 

Pedro Sousa (TVI 24):

«O árbitro tem influência decisiva no jogo, tem influência no resultado. Convém não esquecer que foi ele que, como quarto árbitro, ajudou a expulsar Bruno de Carvalho no Boavista-Sporting. Mais tarde o presidente do Sporting, depois de cumprir castigo, foi ilibado pelo tribunal. (...) É um erro grave, ainda para mais depois de, com gatilho curto, ter mostrado o cartão amarelo a Bruno Moreira por simulação na área do Benfica. Depois faltou-lhe coragem para o resto...»

 

José Manuel Freitas (TVI 24):

«São tantos os casos em que o senhor Jorge Ferreira já participou ao longo desta temporada que seria difícil hoje ele fazer uma arbitragem isenta. (...) É verdade que este golo marca o resultado do jogo.»

 

António Tadeia (RTP 3):

«Eu admito as duas possibilidades. Admito que o árbitro marque grande penalidade na falta sobre o Jonas mas aí parece-me que também teria que marcar grande penalidade no lance sobre Bruno Moreira a seguir ao golo do empate do Paços de Ferreira. Também admito que não marque, como não marcou no lance sobre Bruno Moreira, mas aí não percebo como é que pode marcar sobre o Jonas. Os lances são muito semelhantes. São lances em que há contacto e nos dois parece-me a mim que o contacto é promovido pelo atacante. Eu resolveria a questão não marcando nem um nem outro. O árbitro resolveu a questão marcando um e não marcando outro. Pode ter tido a ver com alguma coisa que ele tenha visto...»

 

Comentadores televisivos, ontem à noite

Calimeros-lampiões

O ódio a Jorge Jesus é tanto que nem conseguem dizer o nome dele: pelo menos dois comentadores da cor das papoilas falam do nosso treinador fingindo não saber como se chama.

Mas não deviam andar tão cabisbaixos. Afinal são campeões de Inverno em pelo menos duas "modalidades": a das expulsões esquecidas e a dos penáltis perdoados. Ou seja, conseguiram cumprir meio campeonato sem terem nenhum jogador punido com cartão vermelho nem verem nenhuma grande penalidade apitada contra eles.

E, espantosamente, os calimeros-lampiões ainda reclamam da arbitragem. Quanto mais colinho têm, mais colinho querem.

MMAB

Lá fui almoçar à sempre excelente Tasquinha do Lagarto. Inevitavelmente, tinham televisões a dar o Nacional-Benfica. Gostei do que vi. Enquanto praticantes de futebol, os jogadores do Benfica são excelentes executantes de Mixed Martial Arts (MMA). Fui vendo o jogo intermitentemente. Mas deu para ver um pontapé de Eliseu na barriga de um jogador do Nacional, punido com mero amarelo. Uma cotovelada do novo Pelé nas costas de outro jogador do Nacional - sem amarelo. Mais tarde, vi o Pelé pisar um jogador do Nacional, vindo de trás. Nem reparei se o árbitro marcou falta, mas amarelo não foi. Também vi o Lisandro enfiar uma cotovelada noutro jogador do Nacional. Amarelo, viste-o. Vi o Jonas rasteirar um jogador do Nacional por trás, numa falta típica para amarelo, que também não valeu o dito. Finalmente, vi um jogador do Nacional ficar com a bola em frente ao Júlio César, depois de uma jogada meramente dividida com um defesa do Benfica (encostam-se um ao outro, sem grande força, de resto), a quem foi marcada falta. A bola ainda entrou, mas o árbitro já tinha interrompido. Seria 2-1 para o Nacional. Francamente, mais valia terem dado uma escavadora a cada jogador do Benfica e pôr o árbitro a orientá-los contra os jogadores do Nacional e em direcção à baliza.

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