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És a nossa Fé!

Pódio: Coates, Renan, Mathieu

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Arsenal-Sporting por dois dos três diários desportivos:

 

Coates: 11

Renan: 10

Mathieu: 9

Miguel Luís: 9

Nani: 9

Acuña: 8

Gudelj: 8

Montero: 7

Diaby: 7

Bruno Fernandes: 7

Bruno Gaspar: 7

Bas Dost: 6

Petrovic: 1

Jovane: 1

 

A Bola  e o Record elegeram Coates como melhor em campo. 

Armas e viscondes assinalados: Um nulo mais valioso do que a soma das partes

Arsenal 0 - Sporting 0

Liga Europa - 4.ª Jornada da Fase de Grupos

8 de Novembro de 2018

 

Renan Ribeiro (3,0)

Tornou-se o primeiro guarda-redes a defender as balizas do Sporting em relvados ingleses sem ser natural de Marrazes desde há muito tempo, podendo celebrar a data com o fim da impressionante série de jogos consecutivos a sofrer golos fora de casa que os leões ostentavam. Longe de ter feito uma exibição espantosa, daquelas que o levariam, mais tarde ou mais cedo, a engrossar as fileiras do Wolverhampton, o brasileiro teve um par de defesas seguras que ajudaram a manter o empate, distinguiu-se nas saídas aos cruzamentos e contou com a preciosa ajuda da dupla de centrais.

 

Bruno Gaspar (2,5)

Muito sofreu com o endiabrado extremo Iwobi, felizmente mais interessado na parte lúdica do futebol do que na fria contabilidade dos golos e assistências, mas a sua passagem por Londres fica marcada acima de tudo pela participação inadvertida na grave lesão do avançado Welbeck. 

 

Coates (3,0)

Seria candidato a homem do jogo se não tivesse deixado escapar um atraso de bola proveniente do meio-campo que deixou a equipa a jogar só com dez nos últimos minutos. Ainda assim há que referir que o sacrifício a que forçou Mathieu foi compensado pela diligência com que impediu um autogolo do francês, na melhor jogada do Arsenal na primeira parte, despejando a bola para longe antes de esta passar a linha de golo. Apenas uma das muitas intervenções em que o uruguaio, desta vez menos afoito no ataque - a única tentativa de avançar no terreno durou menos de cinco segundos -, impôs a sua lei e contribuiu para que os leões tenham um pé e meio nas eliminatórias da Liga Europa. Mesmo que durante grande parte do jogo aparentasse um daqueles polícias que tentam em vão evitar o massacre num filme de terror.

 

Mathieu (3,0)

Raras são as ocasiões em que um jogador que viu o vermelho directo é cumprimentado pelos treinadores das duas equipas. O veterano francês salvou o empate ao derrubar Aubameyang mesmo antes de o avançado do Arsenal entrar na grande área, livrando-se da nefasta viagem ao Azerbaijão no fim do mês. No resto do tempo dedicou-se a afastar o mal das balizas leoninas, pressionado por avançados que quase o levaram a marcar na própria baliza, e atento ao espaço nas costas de Acuña.

 

Acuña (2,5)

Regressou ao posto de lateral-esquerdo, após ter sido o homem do jogo anterior enquanto extremo-direito, e essa roleta posicional esteve muito aquém de lhe trazer benefício. Abriu demasiado espaço aos adversários em muitas ocasiões e abusou das faltas mesmo depois de um cartão amarelo por protestos, o que também o afasta da próxima jornada da Liga Europa e praticamente assegura que Jefferson terá oportunidade de contrariar quem não cessa de repetir que o seu prazo de validade expirou há muito tempo.

 

Gudelj (3,5)

O Sporting perdeu o Battaglia mas ganhou um homem de guerra, que se dedicou a servir de cortina de ferro aos avanços do meio-campo do Arsenal. Naturalmente menos dedicado a lances de ataque, pertenceu-lhe o primeiro remate do Sporting mais ou menos digno de tal nome, ainda que tenha saído tão alto que nem uma versão gigantone de Peter Cech lhe conseguiria tocar. Certo é que lutou muito, ao longo de quase 100 minutos, e mesmo no final só lhe faltaram pernas para chegar à bola num contra-ataque que poderia ter recompensado o esforço e dedicação da equipa mais do que seria justo.

 

Miguel Luís (3,0)

Provando que as notícias acerca da morte da formação do Sporting são manifestamente exageradas o campeão europeu de sub-17 e sub-19 estreou-se a titular na equipa principal. Deu boa conta do recado quase sempre, embora uma falha de marcação tenha estado na origem da tal jogada em que Coates teve de evitar o autogolo de Mathieu, mas a prova de fogo ficará para um próximo desafio em que o Sporting tenha a iniciativa de jogo. Talvez já neste domingo à noite, em Alvalade, frente ao Chaves.

 

Bruno Fernandes (3,5)

Faltou-lhe espaço e tempo para investir nos remates de longa-distância, mas manteve-se sempre atarefado com a pressão sobre o adversário e constantes tentativas de lançar o contra-ataque em circunstâncias assaz desiguais. Boa parte deste empate deve-se à sua incansável eficácia.

 

Diaby (2,0)

Conseguiu fazer o que se lhe pedia uma única vez, ainda na primeira parte, quando ganhou a linha direita e cruzou para a grande área do Arsenal, onde Montero não estava e Nani não chegou a tempo. Aquilo que mais demonstrou foram gritantes deficiências no domínio de bola, o que dilui a importância da sua velocidade nos contra-ataques leoninos. Numa rara ocasião em que havia três atacantes do Sporting para três defesas do Arsenal preferiu rematar contra um adversário em vez de passar a bola a Bas Dost ou Nani. Resta a compensação de que o seu passe foi um milhão de euros mais barato (sem contar uns quantos anos de inflação) do que o passe de Sinama-Pongolle.

 

Nani (3,5)

Puxou dos galões de ex-Manchester United e tentou levar tudo à sua frente na ala esquerda. Conseguiu-o algumas vezes, cruzando na melhor dessas ocasiões para o espaço onde Montero não conseguiu desviar para golo. Muito assobiado pelos adeptos da casa, sobretudo depois de não ter lançado a bola para fora do relvado aquando da lesão de Lichtsteiner, encolheu os ombros, na melhor expressão “haters gonna hate”, e seguiu caminho.

 

Montero (2,5)

Deixado à deriva entre a linha defensiva do Arsenal, foi a versão menos eficiente daquilo que fizera, frente ao mesmo adversário, no jogo de Alvalade. Teve poucas ocasiões, pouco conseguiu combinar com os colegas, e quando cedeu o lugar a Bas Dost nada de relevante teria para escrever num postal enviado para casa.

 

Bas Dost (2,5)

Veio refrescar o ataque do Sporting, trazendo poder de choque e apetência pelo jogo aéreo, e não se coibiu de trocar a bola com os colegas para lançar jogadas de ataque - tentou, por exemplo, fazer a assistência para Gudelj. Não era, no entanto, noite para contrariar a ideia de que o holandês é o tipo de goleador que prefere ser forte com os fracos.

 

Jovane Cabral (2,0)

Demorou muito a substituir o inoperante Diaby e revelou-se igualmente inoperante. Espera-se que não tenha perdido a qualidade de talismã com a saída de José Peseiro e o novo corte de cabelo, demasiado conservador para quem parece destinado a dar nas vistas.

 

Petrovic (2,5)

Entrou numa fase de sufoco, com a missão de servir de tampão aos ataques da equipa da casa, posicionando-se junto à linha defensiva, mas a expulsão de Mathieu levou a que recuasse para central. O nulo do resultado final mostra que foi bem-sucedido naquilo que se lhe pediu.

 

Tiago Fernandes (3,5)

Montou um onze para o objectivo que alcançou, o que basta para escrever que o treinador interino teve uma noite bem positiva. Mesmo a opção arriscada na titularidade de Miguel Luís torna-se normal perante as alternativas no banco leonino e os enormes e trágicos equívocos na construção do plantel. Esteve bem nas substituições, ainda que Diaby pudesse ter saído mais cedo, e acertou especialmente em cheio na necessidade de ter o esforçado Petrovic a assegurar um empate a zero que, por todos os motivos, é mais valioso do que a soma das suas partes.

 

Corpo Expedicionário Sportinguista (5,0)

Raras foram as vezes que uma equipa portuguesa pareceu jogar em casa num país que até optou pelo Brexit. Os milhares de sportinguistas que estiveram no estádio Emirates exponenciaram as suas vozes e impuseram-se à maioria silenciosa, quase do primeiro ao último minuto, constituindo um valiosíssimo 12.° jogador que explicou aos arsenalistas por que não fica em casa. Tiveram direito ao agradecimento sentido (e merecido) da equipa, abrindo caminho para a necessária reconciliação entre jogadores e adeptos.

 

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Canhões de pólvora seca

Grande jogo, Skok em grande na segunda parte e brilhante vitória (24-31) em Skopje, frente ao Metalist, a quinta a contar para a Champions nesta época. Ah, andebol mão, futebol pé? Peço desculpa...

"Now for something completely different"! Rebobina...

 

A actuação do Sporting, ontem no Emirates, podia resumir-se a duas frases feitas e a uma metáfora: não encheu o olho, o resultado foi bem melhor que a exibição e executar 3 passes consecutivos pareceu missão mais espinhosa que os 12 trabalhos de Hércules. Não fizemos boa figura, mas fizemos uma figura de estilo...

 

Tiago Fernandes até mostrou boas ideias: procurou sair com a bola desde trás e usou 3 linhas no meio campo (com o estreante a titular Miguel Luis mais perto de Gudelj do que de Bruno Fernandes). É certo que nem todos podem acrescentar neologismos ao dicionário como Peseiro e o seu trivote, mas Tiago tentou, pelo menos, jogar à "grande". O que falhou, então? Face a uma equipa do Arsenal que só manteve 2 jogadores (Holding, premonitoriamente "aguentando" em inglês, e Mkhitaryan) do onze titular do último Sábado contra o Liverpool, a equipa leonina mostrou ausência de rotinas, condição física deficiente e um meio campo sem intensidade competitiva que não conseguiu dar fluidez nem controlou os momentos do jogo, com um Gudelj de menos na construção, um jovem ainda muito verde e pouco rodado e um Bruno completamente "fora dela". Assim, em vez de escondermos as deficiências dos nossos jogadores, ainda as expusemos mais, fazendo-os parecer piores do que na realidade são. Prefiro assim, antes cair por tentar andar do que gatinhar toda a vida.

 

Embora se possa questionar a não presença de Bas Dost no onze titular, preterido por um inoperante Montero, a escolha de Diaby - já tinha passado ao lado do jogo nos Açores - em detrimento de Jovane Cabral foi a opção mais discutível do interino treinador dos leões: é que se a ideia era ter um velocista, talvez tivesse sido melhor contratar Usain Bolt, pois assim sempre teríamos dinheiro a entrar (patrocinadores) e não a sair. Mais concretamente, cinco milhões e meio de euros pela borda fora. Sim, porque não é preciso ser Brugge para ver o que irá acontecer.

 

Os "Gunners" (canhões) jogaram o suficiente para ganharem, nunca pondo demasiada intensidade no jogo, o qual por vezes se assemelhou a um meinho, com os nossos à rabia. Tiveram 64% de posse de bola, 12 remates (contra 1), 568 passes completos (183) e 7 cantos a favor (1). Infelizmente, este nosso cantinho de Londres não foi o de Morais, mas sim curto como o jogo do Sporting. Salvou-nos um intratável Coates e um indomável Acuña, sul-americanos de raça, bem como a deficiente finalização dos londrinos. E Mathieu, que se sacrificou pela equipa, após o que teria sido uma genial assistência de Bruno Fernandes - um general preso no seu próprio labirinto (quiçá psicológico) - para Aubameyang, não fosse o caso do gabonês jogar pelo Arsenal, no que terá sido a desforra por o maliano Diaby ter desviado um remate seu que teria sido o único a constar da estatística como direccionado para a  baliza do Arsenal. Africanices...

 

O resultado acabou por ser bem interessante, pondo-nos em posição privilegiada para seguir em frente na Liga Europa. Agora venha a pré-época com Keizer, treinador que tem uma boa e ousada ideia de jogo, privilegiando sempre a saída de bola pelo centro do terreno, com os centrais (e não o trinco) a conduzirem a bola. Terá jogadores para isso? O risco que coloca no jogo resistirá à falta de rotinas iniciais? Haverá paciência para com ele nas derrotas? A sua falta de currículo pesará se as coisas começarem mal? É aqui que, mais do que um Keizer, vai ser necessário um Kaiser, alguém que para além de não ler blogues também não "leia" lenços brancos e que se mantenha firme nas suas convicções (já que o escolheu). Isso e uma equipa técnica muito solidária, que alerte o nóvel técnico para as manhas do futebol português, a sagacidade táctica dos seus treinadores e a precaridade da transição defensiva dos seus princípios de jogo, a qual pode resultar em outra transição...de treinador. Em entrevista recente, Keizer disse que precisou de 4 meses para dar rotinas à equipa do Ajax que o deixassem satisfeito. Que lhe demos esse tempo antes de um primeiro julgamento, até porque já temos todos saudades de ver bom futebol, algo que não tem abundado em Alvalade desde a primeira época de JJ. 

 

Uma última palavra para os incansáveis adeptos leoninos que se fizeram bem ouvir ontem nos Emirates. Pelo menos esse jogo dominámos, com muita alma e sem recorrer a entradas a pés juntos. À Sporting !!!

 

Tenor "Tudo ao molho...": Coates

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Quente & frio

Gostei muito deste ponto alcançado pelo Sporting em Londres, ao empatar 0-0 com o Arsenal - talvez o mais sério candidato à conquista da presente edição da Liga Europa, com um plantel de Champions. Foi apenas a terceira vez que empatámos em Inglaterra, o que mais valoriza este empate, conseguido com muita inteligência táctica e grande força colectiva pelo onze leonino ainda comandado pelo técnico interino Tiago Fernandes. Frente a uma equipa que vinha de 15 jogos consecutivos sem perder e luta para a conquista da Premier League, sob o comando do treinador basco Unai Emery: está em quinto lugar na classificação, apenas a seis pontos do líder, Manchester City.

 

Gostei de ver a massa adepta leonina acorrer em grande número ao estádio londrino: eram, oficialmente, 5.385 leões no topo sul da casa do Arsenal e puxaram pela nossa equipa do princípio ao fim do desafio, numa vibrante celebração da festa do futebol. Gostei da exibição da maioria dos nossos jogadores (excepto Diaby e Bruno Fernandes), mas destaco Coates, seguríssimo no comando do bloco defensivo, imperial nos lances aéreos e capaz de travar o ímpeto ofensivo de craques arsenalistas como Welbeck e Aubameyang: voto nele como o melhor Leão em campo. Gostei ainda de ver Tiago Fernandes confiar no jovem Miguel Luís: o médio ala da nossa formação - campeão europeu sub-17 e sub-19 - correspondeu ao repto, nesta estreia como titular da equipa principal. Exibição de bom nível, confirmando que vale a pena apostar na cantera de Alcochete. Depois de Jovane, este é o segundo na época em curso. Nada mau.

 

Gostei pouco do défice ofensivo da nossa equipa, que não deu trabalho ao guardião checo Petr Cech: o contra-ataque leonino nunca funcionou e fomos incapazes de fazer um só remate enquadrado às redes adversárias. Mas o essencial, nesta partida em que retomámos o desenho táctico 4-2-3-1 de José Peseiro, era não sofrermos golos perante o caudal ofensivo do Arsenal. Conseguimos alcançar este desígnio estratégico: dar terreno à turma londrina vedando-lhe em simultâneo o acesso à nossa baliza ao bloquear-lhe a capacidade de disparo. Missão cumprida. Trazemos de Londres um precioso ponto na bagagem. E superámos enfim uma marca de 18 jogos seguidos a sofrer golos nas competições europeias: o anterior desafio em que tínhamos mantido as nossas redes invioladas remontava a Setembro de 2011, quando defrontámos o Zurique.

 

Não gostei da expulsão de Mathieu, que viu o cartão vermelho aos 87', ao travar in extremis, à entrada da nossa grande área, um perigosíssimo lance ofensivo protagonizado por Aubameyang na sequência de um disparatado atraso de bola, do meio-campo, feito por Bruno Fernandes. Uma falta inevitável cometida pelo internacional francês, que foi um dos melhores em jogo, com grandes cortes aos 24', 32' e 77'. Mais injustificado foi o cartão amarelo exibido aos 67' a Acuña, que hoje voltou a actuar como lateral esquerdo. O internacional argentino viu-se punido por protestos, algo nada aceitável num profissional experiente, e minutos depois arriscou um segundo amarelo que o faria tomar duche mais cedo. Tapado com cartões, Acuña fica fora do próximo desafio internacional do Sporting, no Azerbaijão, frente ao Quarabag.

 

Não gostei nada das saídas, por lesão, de Welbeck e Lichsteiner - sobretudo do primeiro, que esteve alguns minutos em evidente sofrimento no relvado, acabando por abandonar de maca. Desaires numa equipa muito bem comandada por um técnico já com três troféus da Liga Europa no seu currículo, ao serviço do Sevilha, e que tem como estrela em ascensão o jovem médio ofensivo francês Guendouzi, que apenas com 19 anos - a idade de Miguel Luís - demonstra notável qualidade de passe e excelente visão de jogo. Haveremos de ouvir falar muito dele.

Armas e viscondes assinalados: Haraquíri perante o samurai do Barlavento

Portimonense 4 - Sporting 2

Liga NOS  - 7.ª Jornada

7 de Outubro de 2018

 

Salin (2,0)

Noite de extrema desgraça para o guarda-redes francês, até agora titular acidental do Sporting. Pouco fez para evitar o 1-0 e melhor seria se nada tivesse feito para tentar evitar o 2-0, primeiro dos dois golos com que o japonês Nakajima (também autor de duas assistências) destroçou os leões. Salin embateu de forma violenta com a cabeça no poste e saiu de maca, directo para o hospital. Que as consequências sejam menos graves do que aparentam e que a recuperação seja rápida.

 

Ristovski (1,0)

Nada de positivo fez no ataque e a defender tornou-se presa fácil para Nakajima e para Manafá, que ainda há pouco tempo era suplente na equipa B do Sporting. Parece impossível, mas fez com que os adeptos sentissem falta de Bruno Gaspar. Ou de figuras de papelão com o rosto de Piccini ou de Schelotto.

 

Coates (2,5)

No lance do 1-0 ficou mal na fotografia, permitindo a Manafá rematar pelo meio das pernas, e a noite do seu 28.° aniversário fica manchada pela inaudita hecatombe leonina. A seu favor, o verdadeiramente importante (a forma como socorreu de imediato Salin ao ver o estado em que o colega ficara) e o tardio golo de cabeça (já estivera perto disso na primeira parte) que pôs o resultado em 3-2 e permitiu sonhar com o empate ou até com a reviravolta. Mas sempre que o uruguaio é chamado a fazer de ponta de lança - acontecia muito na fase senil do jorgejesuísmo e também sucede na fase inqualificável do peseirismo - coloca-se aquele problema que os físicos designam por impossibilidade de um futebolista ocupar duas posições no terreno ao mesmo tempo.

 

André Pinto (2,0)

Longe de ter cometido os piores erros defensivos, também nada de bom trouxe para juntar ao currículo na aziaga deslocação ao Algarve. O próximo jogo do Sporting será contra o Arsenal, daqui a duas semanas e meia, e é possível que Mathieu já esteja recuperado. 

 

Acuña (2,0)

O extremo portimonense Tabata fez literalmente o que quis dele numa primeira parte em que nada lhe correu bem. Depois de ambos serem amarelados, na sequência de uma rixa junto à bandeirola de canto, libertou-se mais e conseguiu fazer a arrancada que culminou no primeiro golo do Sporting.

 

Battaglia (2,0)

Pouco mais ofereceu do que algum poder de choque, sem demonstrar ter as baterias recarregadas depois de ser poupado aos últimos jogos. Na construção de jogo levou a que os adeptos sentissem falta de William Carvalho e, no limite, até de Petrovic.

 

Gudelj (1,5)

Deu-se pela sua presença em campo a meio da segunda parte, quando teve a hipótese de fazer o 2-2, beneficiando de uma sequência sobrenatural de ressaltos, e em vez disso rematou contra a cara do guarda-redes. Chegou a temer-se pela saúde do agredido, mas até ao apito final este foi espectador privilegiado da incapacidade do duplo pivot do meio-campo leonino para construir jogo e para suster contra-ataques dos seus colegas.

 

Bruno Fernandes (2,0)

Melhorou na segunda parte, ao assumir a esquerda, sem que os deuses responsáveis pela trajectória das bolas rematadas de longe se tenham reconciliado consigo. Talvez não fosse má ideia fugir à convocatória de Fernando Santos e aproveitar as próximas semanas para fazer terapia regressiva. Até à época passada, de preferência.

 

Raphinha (1,5)

Foi uma sombra do extremo decisivo que tem feito sonhar os adeptos e faz salivar os entusiastas de História Alternativa que adivinham o que teria sucedido na época passada se tivesse sido ele a chegar em Janeiro em vez de Rúben Ribeiro. Saiu lesionado ao intervalo, abrindo caminho para o único verde e branco com nota positiva. Que volte depressa e bem.

 

Jovane Cabral (1,0)

Mais uma vez ficou provado que o ainda apenas cabo-verdiano é o tipo de profissional que trabalha melhor com prazos apertados. A titularidade parece não lhe assentar bem nos ombros e os demasiados minutos que esteve em campo foram uma sucessão de disparates para mais tarde recordar. Pior de todos: o remate para as bancadas, tendo a baliza aberta, desperdiçando o melhor cruzamento de Bruno Fernandes.

 

Montero (2,0)

Perdido entre os centrais e rodeado de gente desinspirada por todos os lados, esteve no sítio certo à hora certa na jogada em que assinou o 2-1. O resto da noite foi uma caça aos gambozinos.

 

Renan Ribeiro (1,5)

Estreou-se na equipa devido à lesão de Salin, pouco antes do intervalo. Na segunda parte sofreu dois golos, sem grandes culpas e também sem qualquer intervenção relevante. Talvez tenhamos chegado ao momento de apurar se Viviano é mais do que um sósia de actor de filmes pornográficos ou de apostar de uma vez por todas no jovem Luís Maximiano.

 

Nani (3,0)

Entrou ao intervalo e terminou o jogo com duas assistências para golo, numa jogada de insistência dentro da grande área e num cruzamento em que ludibriou o defesa que o tentava marcar. Nem sempre conseguiu ser o patrão que o meio-campo necessitava, mas foi o único a cumprir com o que se espera de um jogador do Sporting.

 

Diaby (1,0)

Foi tão nulo em 15 minutos quanto Ristovski no jogo inteiro. Na retina ficou apenas uma queda na grande área adversária. Desafio de História Alternativa: e se Marcelo tivesse entrado em vez do avançado maliano, ficando Coates fixo no ataque sem desguarnecer a defesa?

 

José Peseiro (1,0)

Mais um marco histórico ao comando do Sporting, pois sofrer quatro golos do lanterna vermelha não é para qualquer um. Conseguiu não perceber que o duplo pivot do meio-campo foi incapaz ao longo de todo o jogo e das suas declarações depois do desaire não se denota consciência da gravidade daquilo que sucedeu. A seu favor só a pausa nas competições que poderá devolver-lhe Bas Dost e Mathieu. E o elevado salário que torna José Mourinho e Leonardo Jardim sonhos impossíveis.

Balanço (4)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre COATES:

 

- Edmundo Gonçalves: «Rapaz, tu és grande, mas não és grande coisa quando queres inventar ali em frente ao Rui. Deixa-te disso e quando não souberes o que fazer com a bola, alivia, como se dizia nos jogos da distrital.» (28 de Setembro)

- JPT: «Vi o Polga renascido em formato Coates.» (4 de Janeiro)

- António F: «O melhor avançado do Sporting, na ausência de Bas Dost.» (28 de Fevereiro)

- Marta Spínola: «Mathieu, Coates, Dost, Bruno Fernandes ou Gelson têm lugar no meu coração 2017/18.» (9 de Março)

- Eu: «O internacional uruguaio, que tinha estado no centro de todas as críticas pela desastrada exibição frente ao Atlético de Madrid, na capital espanhola, soube redimir-se esta noite em Alvalade, não apenas por ter sido o único a meter a bola nas redes adversárias mas também pela sua excelente actuação no plano defensivo, com corte soberbos aos 31', 42' e 111'. Destacou-se ainda, no desempate por penáltis, por ter convertido a nossa quarta grande penalidade.» (19 de Abril)

- Pedro Azevedo: «Decisivo no desarme sobre Soares, oportuno no golo que empatou a eliminatória e exemplar no penálti marcado (ai Jesus, que sofrimento quando o vi partir para a bola...).» (19 de Abril)

Tudo ao molho e FÉ em Deus - O (J)amor nos tempos de cólera

De um lado estava uma Altice equipa, do outro uma equipa a precisar de desatar alguns NOS, mas o destino do jogo teve dois momentos reveladores logo no seu início. Primeiro, Battaglia perseguiu uma bola ombro-a-ombro com Brahimi e abafou-o. De seguida, Acuña rodou como um discóbolo sobre Maxi Pereira, ganhou a bola e viu o seu adversário sair projectado uns bons 3 metros. Dois argentinos do Sporting, dois dos vários sul-americanos em evidência na equipa leonina. 

 

Presságios à parte, o primeiro tempo foi um joguinho. O Porto sufocou de pressão o coração (meio campo) da construção leonina. Com todas as artérias por onde se poderia escoar o futebol do Sporting bloqueadas, o cérebro (Bruno Fernandes) não teve oxigénio para pensar o jogo, o que afectou a motricidade colectiva. Ainda assim, coube aos leões a melhor oportunidade: mesmo com o ar rarefeito, Gelson conseguiu conjugar um pique com a ginga que tem naquele corpo de dançarino e deixou Alex Telles a pedir multa por excesso de velocidade; de seguida, o ala leonino decidiu bem, colocando a bola no sítio certo, na pequena área, mas o lance perder-se-ia perante a complacência de um insolitamente amorfo Dost.

 

A segunda parte já foi um jogo. O Sporting agarrou a partida pelos colarinhos e foi pressionando a equipa portista. Tal intensificar-se-ia após Jorge Jesus ter mexido na equipa, primeiro acidentalmente - fazendo entrar Ristovski por lesão de Piccini - , depois decisivamente, trocando Fábio Coentrão por Montero. Pressentindo a fraqueza do adversário, vendo a presa ali à mercê, o treinador leonino colocou novos desafios à defesa portista. Entretanto, o nosso Exterminador Implacável desparasitava os vírus e bactérias com que outrora a equipa do Dragão contaminara o nosso meio campo, arranjando ainda tempo para combinar com Gelson dentro da área portista ou subir mais alto, após um canto, possibilitando o remate vitorioso, com o pé direito, a Coates. E só não foi ainda mais longe, porque Jorge Sousa lembrou-se de vêr uma falta - após uma recuperação de bola no último terço portista - onde só houve o ímpeto de um homem empenhado em trazer justiça ao povo de Alvalade. Exterminador Implacável, Homem do Bombo ou, simplesmente, Batman, ele é nosso, ele é Rodrigo Battaglia.

 

A partida foi para prolongamento e este foi um jogão. Na primeira metade, o Sporting desperdiçou 3 boas oportunidades, por Gelson, Montero e Bruno Fernandes. Na segunda, Doumbia - acabado de ser lançado em campo, por troca com Dost - foi à procura da fortuna, mas o MÁXImo que conseguiu foi encontrar um mealheiro na cabeça do defesa uruguaio do FC Porto. Entrámos então na "lotaria" das grandes penalidades e os nossos jogadores mostraram uma concentração e pontaria fantásticas, qualificando-se assim para a final do Jamor.

 

No Sporting, destaque para as excelentes exibições de Sebastián Coates - decisivo no desarme sobre Soares, oportuno no golo que empatou a eliminatória e exemplar no penálti marcado (ai Jesus, que sofrimento quando o vi partir para a bola...) - , Marcus Acuña (incontáveis as vezes que percorreu, acima e abaixo o seu corredor) e Rodrigo Battaglia (o melhor que se pode dizer dele é que na sua área de acção a relva não cresce). Muito bem, também, Mathieu, o super intenso Ristovski (que pulmão!!) e Gelson. "Monteiro" (marcou o penálti decisivo com a frieza de um cirurgião, noutro lance, deixou Alex Telles nas urgências de nefrologia e ameaça tornar-se no maior carrasco de Sérgio Conceição em Taças de Portugal), Bryan Ruiz (bom jogo) e Bruno Fernandes (com o corpo a pedir cama e os pulmões uma máscara de oxigénio, foi melhorando durante a partida) também foram decisivos, marcando de forma irrepreensível os seus castigos máximos. Num jogo para homens de barba rija, a nossa equipa nunca se desorientou perante o ímpeto contrário e, tal como Cassius Clay, soube ir dançando com o adversário, desgastando-o até lhe aplicar a estocada fatal. Não deu para k.o., mas ganhámos na decisão por pontos. Está de parabéns, Jorge Jesus.

 

Num tempo de cólera no futebol português, esta vitória do Sporting é o triunfo do enorme amor que os seus adeptos têm pelo jogo e pelo clube, que vai passando de geração para geração, enchendo bancadas ao longo dos anos, independentemente da escassez de títulos e das razões que todos sabemos a justificam. Ontem, jogámos como SEMPRE e ganhámos como NUNCA. Uma força bem viva e indestrutível! Vivó SPORTING !!! 

 

Tenor "Tudo ao molho...": Sebastián Coates, Rodrigo Battaglia e Marcus Acuña(*)

 

#savingprivateryan

 

(*) após muita ponderação, hesitação e sono, não consegui desatar o nó, pelo que excepcionalmente atribuí o título de melhor em campo a este trio de sul-americanos.

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Quente & frio

Gostei muito de tudo. Do jogo repleto de emoção do princípio ao fim. Das bancadas em Alvalade cheias de adeptos vibrantes. Da nossa capacidade de superar obstáculos - com 55 desafios já disputados nesta temporada, contra apenas 47 dos portistas. Da entrega dos jogadores leoninos à luta pelo segundo troféu mais cobiçado do futebol português. Da nossa superioridade durante quase toda a partida. Do nosso triunfo em campo frente ao FC Porto, por 1-0 - o primeiro clássico que terminamos nesta época com vitória no tempo regulamentar de jogo. Do nosso acesso à final da Taça de Portugal, que disputaremos a 20 de Maio no estádio do Jamor.

 

Gostei do golo de Coates, que nos permitiu empatar a eliminatória, após termos sido derrotados 0-1 na primeira mão, no Porto. O internacional uruguaio, que tinha estado no centro de todas as críticas pela desastrada exibição frente ao Atlético de Madrid, na capital espanhola, soube redimir-se esta noite em Alvalade, não apenas por ter sido o único a meter a bola nas redes adversárias mas também pela sua excelente actuação no plano defensivo, com corte soberbos aos 31', 42' e 111'. Destacou-se ainda, no desempate por penáltis, por ter convertido a nossa quarta grande penalidade. Após Bruno Fernandes, Bryan Ruiz e Mathieu, e antecedendo Montero. Nenhum deles falhou neste momento decisivo.

 

Gostei pouco do sofrimento a que fomos submetidos até este desfecho bem sucedido - o terceiro que conseguimos por marcação de penáltis, após a meia-final da Taça da Liga (contra o FCP) e a final desta competição (contra o V. Setúbal), também decididas por grandes penalidades, com a balança a pender sempre a nosso favor. Prova inequívoca da maturidade competitiva e da força mental do plantel verde e branco, por mais que o cansaço físico prevaleça. Tudo está bem quando acaba bem.

 

Não gostei da ineficácia ofensiva dos nossos avançados, incapazes de marcar um só golo em lances de bola corrida ou bola parada. Bas Dost, anulado pelos centrais portistas, praticamente passou ao lado do jogo. Montero teve bons apontamentos (nomeadamente quando partiu os rins a Alex Telles, numa incursão pelo flanco direito aos 116') mas só foi bem sucedido na ronda dos penáltis finais. Doumbia entrou muito tarde, aos 105', e pouco ou nada fez no escasso tempo em que esteve em campo.

 

Não gostei nada da meia hora inicial desta meia-final em Alvalade, em que o Sporting se mostrou lento, previsível, inofensivo à frente, com notória falta de intensidade. Felizmente soubemos dar a volta por cima e melhorar muito no segundo tempo, culminando no golo aos 84' que levou a partida para prolongamento. Era já meia vitória, antecipando o bom desfecho desta difícil partida que ainda mais valoriza o triunfo leonino. Prenúncio de novas e ainda mais saborosas vitórias.

Estes três

Três jogadores do Sporting figuram na "equipa da semana" da Liga da Europa: Coates, Montero e Rui Patrício. O colombiano, porque marcou o golo da nossa vitória em Alvalade frente ao Atlético de Madrid. O uruguaio, porque cortou tudo quanto havia para cortar e ainda proporcionou a Oblak a defesa da noite, na sequência de um cabeceamento forte e muito bem colocado. O nosso guardião, porque tornou Griezmann num anão enquanto ele se agigantava ainda mais na baliza leonina.

Precisamos de mais jogos como este. Muitos mais.

Pódio: Coates, Bas Dost, Acuña

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Tondela-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Coates: 18

Bas Dost: 17

Acuña: 16

Gelson Martins: 15

Rui Patrício: 15

William Carvalho: 15

Bruno Fernandes: 14

Doumbia: 13

Piccini: 13

Rúben Ribeiro: 12

Bruno César: 11

Mathieu: 10

Montero: 9

 

A Bola elegeu Bas Dost  como figura do jogo. O Record e O Jogo optaram por Coates.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Coates evita tombadela fatal

Na antecâmara do jogo, a Assembleia Geral do Sporting foi uma espécie de Festival do Escanção. Quem tome o que ali foi dito pelo seu Face "value" arrisca-se a ficar num estado de embriaguez permanente dos sentidos que não augurará nada de bom. Como tal, degustei e absorvi o (pouco) que foi de interesse e deitei fora tudo o resto...

 

Aprendi o valor do silêncio com o ruí­do. Por isso, remeti-me ao silêncio. Quis compreender o que ali se tinha passado.

 

Aldous Huxley - autor de "Doors of Perception" - dizia que depois do silêncio, o que mais se aproximava de expressar o inexprimí­vel era a música. Coincidência ou não, um dia depois, estava ainda eu neste estado de espí­rito quando me entra pela televisão o Festival da Canção. Hoje, enquanto assistia à  Nossa vitória em Tondela, lembrei-me dele: o Sporting ganhou e, como cantou, nos 3 minutos da praxe (não havia um presidente de AG por perto a ameaçar "cortar-lhe" o microfone ao fim de 1 minuto), a doce Catarina Miranda - canção nº5 da primeira eliminatória (espero que a vencedora final) - "não há nenhuma necessidade, hoje para sorrir eu não preciso de (mais) nada". Afinal, (en)cantar no campo é a verdadeira essência do Sporting, o clube do GRANDE e para sempre RESPEITADO João Rocha. Está dito e da forma como quis dizer, pois, parafraseando o autor de "Austrália", "quem koala consente". 

 

Vamos ao jogo: triste pelas últimas narrações que ouvi na TV decidi testar uma nova modalidade. Assim, tirei o som da televisão e liguei o meu Spotify, mais a coluna JBL. Tinha duas pré-selecções à escolha: música brasileira ou pop/rock. Optei pela primeira. 

 

A equipa foi basicamente a de sempre, com a novidade(?), face à ausência de Coentrão, de o sonolento Bruno César ter entrado em vez do sonolento Bryan Ruiz (nesse caso implicaria o recúo de Acuña), voltando JJ, uma vez mais, a privilegiar o 4-4-2 em vez de um bem mais confortável 4-3-3. A pergunta que faço é a seguinte: este último sistema, dada a acumulação de jogos, não pouparia a equipa a um maior desgaste? Estavam decorridos 12 minutos quando Miguel Cardoso abriu o marcador para o Tondela. Gilberto Gil cantava "aquele abraço". Ao som de "Burguesinha", de Seu Jorge, Acuña tirou um adversário do caminho e centrou para a cabeça do em boa hora regressado Bas, que "dostou".

 

Ao intervalo, a SportTV mostrava um anúncio da Bet.pt com um senhor com 3 olhos na face, certamente inspirado no surrealismo de Salvador Dalí...

 

Para dar sorte, mudei o som para a Playlist pop/rock. Doumbia entrou em campo quando tocava "Like a Rolling Stone", de Dylan, Mathieu foi expulso à toada de "The whole of the moon", dos Waterboys e Piccini, hoje irreconhecível, fez o seu habitual atraso arrepiante reconhecível para Patrício quando entoavam os acordes de "God only knows", dos Beach Boys.

 

Estávamos já na compensação dos descontos - os tondelenses ficaram compreensivelmente insatisfeitos, mas Capela estava só a compensar os 4 minutos que Luis Ferreira nos havia sonegado na primeira parte contra o Feirense - quando ao som de "The Unforgiven", dos Metallica, Coates ocorreu a um desvio de Dost, entretanto deflectido para o poste por um defesa do Tondela, e marcou o golo da vitória, o seu 4º da época. Uff!!!

 

Liguei o som da televisão. Em conferência de imprensa, Jorge Jesus, a propósito do apoio das claques, endereçava os parabéns à do Boavista(!?), por ter tido uma atitude que lhe ficou na "rotina". Voltei a desligar o som ao aparelho. E dei graças a Deus por não ter ficado com azia, tal o refluxo de ácido gástrico que o meu estômago deve ter produzido até ao golo salvador.

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bas Dost (Bas esteve nos 2 golos, Acuña seria uma boa alternativa pela combatividade, Patrício pela fiabilidade de sempre - só traído por um desvio da bola em Mathieu)

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"Não o ofendi, pois não?" e outros acontecidos

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Qual Camões, prolepsevarei para depois analepsar.

Ia começar pelo penalty (não) marcado de Coates a Casillas.

Vou começar por um diálogo num quiosque onde, habitualmente, não vou, com um vendedor que não me conhecia.

- Bom dia, queria o Record, por favor

- E quer, também, o Monopólio do Benfica?

- (foi aí que eu disse a frase do título) não o ofendi, pois não?

Rimo-nos e chegámos à conclusão que somos sportinguistas e que os gajos são seis milhões mas  os monopólios do Sporting já tinham ido todos e os do Benfica ainda lá estavam.

Como sempre nestas ocasiões, aconteceu um "espere aí que talvez se arranje, vou ao saco do Dr. Antunes".

O Dr. Antunes é um sportinguista que viaja muito mas não prescinde dos jornais em papel. Do saco onde já estavam um Expresso, um Público de sexta (por causa do Y) e outras coisas que não consegui ver, sacou-me o Monopólio, "eu depois arranjo outro para o Dr. Antunes, só vem cá buscar isto na quarta-feira".

Obrigado, caro quiosqueiro sportinguista, obrigado Dr. Antunes, voltemos, então, ao penalty de Coates.

Parece-me que Casillas não está em cima da linha de baliza mas eu não vejo muito bem (uso uma pala), digam-me, está adiantado ou não? Dever-se-ia ter repetido o penalty?

Quem diz Coates, diz William de tudo o mesmo se diz, onde uns vêem luto e dores, outros descobrem cores (o verde e branco, claro) do mais formoso matiz... é que a carreira de William não foi toda a falhar penalties, recordo um decisivo, com Tanaka, João Mário ou Slimani em campo, que William foi chamado para converter aos noventa e tal minutos de jogo e marcou.

Para terminar, alguém avise o mister Jesus que já não é treinador do Benfica.

"O Jorge Jesus quer sempre ganhar", diz ele. Sim mister, mas dentro das regras, o Sporting, quer sempre ganhar, mas sem corromper os agentes do jogo nem praticar acções que são punidas pelos regulamentos.

Se Nelson estava atrás da baliza aquando da marcação dos penalties no jogo com o Porto e não devia estar, deve ser o Sporting, voluntariamente, a pagar a multa prevista no regulamento sem estar à espera de uma punição; tal como deviam ser outros a assumirem os "vouchers" que oferecem e os "emails" que enviam.

Quente & frio

Gostei muito das exibições de Coates e Rui Patrício em Barcelona. O internacional uruguaio - o melhor jogador leonino no Camp Nou - esteve próximo da perfeição, defendendo tudo quanto havia para defender no espaço que lhe estava confiado no eixo da defesa e ainda teve oportunidade de impulsionar os seus colegas com precisão de passe dianteiro e boas arrancadas individuais, revelando inegável domínio técnico da bola. O nosso guarda-redes, sem culpa nos golos, fez duas excelentes defesas: a primeira (24') saindo com êxito para travar Luis Suárez, a segunda (82') impedindo Messi de marcar. O Sporting, com esta derrota por 0-2, transita para a Liga Europa. Mas Coates e Patrício mereciam rumar aos oitavos da Liga dos Campeões.

 

Gostei do nulo ao intervalo, reflexo da boa organização defensiva leonina durante todo o primeiro tempo. E que tivéssemos aguentado o empate até aos 59', o que até levou o técnico do Barça, Ernesto Valverde, a fazer entrar Lionel Messi, ausente do onze inicial. Também gostei de algumas exibições individuais, além das já mencionadas. Sobretudo as de Piccini, muito competente na manobra defensiva, e Gelson Martins, que só actuou na segunda parte mas foi crucial para acelerar o ritmo e a acutilância ofensiva da equipa.

 

Gostei pouco das mexidas de Jorge Jesus no nosso onze nuclear. Se a colocação de Acuña na lateral esquerda, habitualmente confiada a Fábio Coentrão, até se compreende pelo facto de o médio-ala argentino estar habituado a essa posição na selecção do seu país, já a troca de Gelson por Ristovski deixou-me perplexo. E a inclusão do inútil Alan Ruiz como elemento mais avançado, enquanto Bas Dost ficou no banco durante todo o primeiro tempo, foi para mim incompreensível. O argentino revelou-se aquilo que já seria de esperar: uma nulidade. Sem surpresa, acabou por ir tomar duche ao intervalo.

 

Não gostei do início titubeante do Sporting, incapaz de cruzar a linha do meio-campo e acusando excesso de temor reverencial perante a equipa anfitriã nos primeiros 20 minutos, em parte devido à falta de rotinas do onze que Jesus colocou em jogo. Também não gostei do já habitual golo sofrido mesmo ao cair do pano - desta vez um autogolo, provocado já no tempo extra por Mathieu, que joga em Alvalade oriundo do Barcelona e parece ter acusado excesso de pressão psicológica neste regresso esporádico ao Camp Nou.

 

Não gostei nada da falta de capacidade concretizadora do Sporting. Fomos incapazes de marcar de uma forma ou de outra - nem com incursões na área nem com remates de meia-distância. Bruno Fernandes, que é bom nisso, limitou-se a dois tiros frouxos que mais pareceram passes ao guarda-redes, aos 16' e aos 36'. Bruno César, que tem a alcunha de "Chuta-Chuta", desta vez esqueceu-se de chutar. Alan Ruiz não existiu em campo, o que não surpreendeu ninguém. Mas quem mais me irritou foi Bas Dost: teve duas oportunidades soberanas de marcar, desperdiçando ambas. Na primeira (62'), servido por um centro milimétrico de Bruno Fernandes, tinha toda a baliza à sua mercê e acabou por atirar à figura do guardião. Na segunda (83'), após um grande cruzamento de Fábio Coentrão, fez voar a bola acima da barra. A história do jogo teria sido muito diferente sem estes exasperantes falhanços do ponta-de-lança holandês. 

Tudo ao molho e FÉ em Deus - "Pasteleiro" Dost e a nata dos goleadores

Durante 30 minutos só houve uma equipa no relvado. O Belenenses, durante esse período, limitou-se a correr atrás da bola e a grande-área leonina mais parecia um gigante Adamastor, a aconselhar a prudência recomendada pelos Velhos do Restelo. No entanto, à passagem da meia-hora, os leões começaram a confundir circulação de bola com gestão de esforço, o jogo empastelou e a equipa de Domingos levantou a cabeça e viu que a vida poderia ser mais do que a versão escravizante da mesma que o Sporting até aí lhe tinha imposto.

Valeu ao Sporting a eficácia de Bas Dost. O holandês marcaria aos "pastéis", na execução perfeita de uma grande penalidade, o golo 50 pelo Sporting, número redondo conseguido em apenas 15 meses de actividade e que perspectiva a sua futura colocação entre a nata dos goleadores leoninos.

Jesus montou um esquema de apenas dois médios interiores, preterindo Battaglia em detrimento de um segundo avançado, no caso Podence. Na tentativa de que a equipa não perdesse a batalha do meio-campo o plano de jogo do treinador leonino pareceu conter instruções a Acuña para que este jogásse mais interiormente do que é costume, constituindo-se muitas vezes como o terceiro homem do miolo.

JJ acertou desta vez nas substituições, desde logo quando mandou entrar Battaglia (retirando Podence), aos 60 minutos, alteração que lhe permitiu retomar o controlo do meio campo e que conduziu William a uns últimos 30 minutos vibrantes em que impulsionou o Sporting para a frente.

Quem é fã dos Monty Phyton sabe que a vida de Bryan decorre paralelamente à de Jesus e que ambos têm Belém como indelével ponto de partida. Vem isto a propósito da estreia oficial em Alvalade, esta época, contra o Belenenses, do costa-riquenho Ruiz, em jogo que marcou o regresso da equipa de JJ à liderança do campeonato da 1ªLiga. Assim, Jesus não foi insensato, não deixou o jogador mirrar e, agora, fica à espera que ele o cubra de ouro.

Entre os destaques, sobressaíu Coates: o Ministro da Defesa, para além de ter bloqueado todas as tentativas de invasão do espaço defensivo leonino pelas forças de Domingos, ainda encontrou tempo e vigor para duas arrancadas até à trincheira azul, uma em cada parte, semeando o pânico no último reduto belenense. O uruguaio foi muito bem coadjuvado pelo seu Secretário de Estado, o gaulês Mathieu, complemento ideal na dissuasão da ofensiva adversária.

Também em relevo esteve Bruno Fernandes. Perdulário, falhou golos e passes diversos, mas fica ligado aos melhores e mais esclarecidos apontamentos do jogo do Sporting, nomeadamente o passe a isolar Podence na direita, em lance que acabaria por nos dar o "penalty", a finta, o levantar de cabeça e o passe a encontrar Acuña para uma oportunidade ingloriamente desperdiçada pelo argentino e, finalmente, a forma inteligente como chamou a si 3 adversários e ofereceu o golo em bandeja de prata a Bryan Ruiz.

Em resumo, jogo sofrido, mas com a compensação de, dado o empate verificado entre Porto e Benfica, termos agarrado os dragões na liderança do campeonato (para além de que o Benfica agora está mais longe). 

 

Os nossos jogadores, um a um:

 

Rui Patrício - As grandas querelas da humanidade têm usualmente Observadores no campo, a avaliar os danos causados por esses conflitos. Consta que o "marrazes" apresentará no seu relatório significativos desperdícios de munição, tal a má pontaria evidenciada pelas tropas leoninas perante o último reduto belenense. Do seu posto de observação (P.O.) limitou-se a apreciar as movimentações no terreno, pois as ofensivas da equipa de Belém jamais o incomodaram.

Nota: Sol

 

Piccini - É o "simplex" da equipa leonina. Aparenta uma enorme facilidade em qualquer movimento defensivo, seja fechar o espaço no meio quando tal é requerido, caír em cima do adversário junto à linha ou saír com a bola dominada da zona de pressão. Sempre sem complicar. Adicionalmente, mostrou instinto atacante, indo até à última linha de defesa adversária para executar cruzamentos ou assistindo primorosamente Bruno Fernandes pela meia direita, em lance que seria perdido nos pés de Acuña.

Nota: Sol

 

Coates - O Ministro da Defesa, em conjugação com o seu Secretário de Estado (Mathieu) e apoiado no General William, deu todos os meios às forças no terreno para que a refrega tivésse um saldo positivo para as nossas hostes, começando pela defesa intransigente dos 16,5 metros (grande-área) que constituíram a nossa inviolável última linha de defesa. Não contente com isso, ele próprio se juntou às tropas, devolvendo "granadas" adversárias com recurso a uma bicicleta e, por duas vezes, atacando mesmo as trincheiras inimigas, as quais, inibidas pelo factor surpresa, quase sucumbiam perante a sua acção. 

Nota: Si

 

Mathieu - A sua parceria com Coates faz pensar que actuam juntos há muitos anos, tal o grau de identificação que os une. No seu estilo em "souplesse", para o francês parece não haver tarefas impossíveis, mesmo que envolvam engolir 3 pastéis provenientes de Belém de enfiada, sem precisar de meter água na sua digestão. Um defesa central que é um centro cultural da arte de bem defender.

Nota:

 

Fábio Coentrão - Destacou-se por algumas arrancadas na primeira meia-hora, a lembrar o jogador que já foi noutros tempos. Cumpriu os 90 minutos e esteve menos tempo do que é costume deitado no chão, sinal de que se aproxima da sua melhor forma ou de que começa a mostrar compaixão pelo coração dos adeptos.

Nota: Sol

 

William Carvalho - Com as costas protegidas pelo intratável Battaglia, arrancou para o seu melhor período de jogo, os últimos 30 minutos. Aí, avançou em sucessivas cavalgadas pelo miolo do terreno, acções que deixaram em estado de alerta as defesas do sub-aquartelamento lampiânico, sitas ali para os lados do Restelo. Teve nos pés a rendição do exército oponente, mas falhou o remate final. Durante o resto do tempo especializou-se num novo tipo de passe: o Passe Social, simples, económico, mas que não abrange todo o território (a linha lateral, infelizmente, sim).

Nota:

 

Bruno Fernandes - Destacou-se pela forma como rompeu perante as linhas oponentes, solicitando colegas nos flancos a fim de melhor as contornar ou avançando em penetração até ao último reduto adversário. Esteve na origem de inúmeras oportunidades de golo e o que melhor se pode dizer dele é que, mesmo quando não especialmente inspirado, mostra sempre aquele toque distintivo de classe que o torna no maestro da organização ofensiva sportinguista.

Nota:

 

Gelson Martins - O seu jogo assemelha-se cada vez mais ao Bolero de Ravel, excepto na parte que Fernando Gomes, o "bi-bota", definia sentir aquando da obtenção de um golo (marca poucos para o futebol que tem no corpo). É uma música repetitiva, uma sucessão de partituras que regressa sempre a um ponto-de-partida, composta por uma batida forte e persistente que transforma o palco de Alvalade numa "rave" e que, se por um lado nos desperta os sentidos, por outro nos deixa à beira da insanidade.

Nota: Sol

 

Acuña - O argentino tem aquele estilo de nunca virar a cara à luta e de deixar o corpo no relvado. Ontem, apesar de as coisas não lhe terem corrido de feição, manteve-se fiél a esse padrão comportamental, embora tenha aparentado  incomodidade (compreensivelmente) perante os (injustos) assobios provenientes da bancada.

Nota:

 

Podence - Parafraseando o poeta Régio, Podence é "o átomo a mais que se animou", o ião que electriza as bancadas de Alvalade. Enquanto teve energia deixou a "cabeça à roda" à defensiva azul, nomeadamente - momento importante do jogo - no lance em que sofreu um "chega para lá" e que motivou a equipa de arbitragem a assinalar "penalty" a nosso favor. 

Nota: Sol

 

Bas Dost - A um ponta-de-lança exigem-se golos e o holandês não destuou, aliás "dostou", como de costume. No resto do tempo notabilizou-se pela renovada e vã tentativa de assistir companheiros em (suposta) melhor posição. Assim seria quando um defensor de Belém tentou clonar a mítica assistência de Secretário para Acosta e o deixou na cara do golo. Mas, em vez de rematar à entrada da área, preferiu contemporizar e assistir William.

Nota: Sol

 

Battaglia - Não se viu muito no campo, sinal de que imediatamente impôs respeito nos adversários, os quais preferiram percorrer caminhos bem distantes daqueles calcorreados pelo médio argentino. Ainda assim, quando testado, notabilizou-se nos desarmes. A sua entrada permitiu essencialmente extraír o melhor de William e isso, seguramente, foi positivo para a equipa.

Nota:

 

Bryan Ruiz - A classe, o virtuosismo, a elegância em movimento, qualidades bem visíveis quando perante a saída do guarda-redes belenense efectuou um chapéu brilhante, o qual acabaria por ser desviado na linha de golo por um defensor azul. Não deu golo, mas o perfume do seu futebol ficou bem patente nesse lance, bem como a sua incapacidade goleadora, "pormaior" que o vem mantendo afastado do estrelato à escala planetária.

Nota:

 

Bruno César - Apenas o tempo suficiente em campo para merecer o duche final.

Nota: -

 

Tenor "Tudo ao molho...": Sebastián Coates (melhor em campo)

 

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Os nossos jogadores, um a um

Conseguimos o mais importante: os três pontos. Contra uma equipa com manifestas insuficiências, o Sporting foi no entanto demasiado perdulário. Adiantou-se cedo no marcador, com um penálti convertido aos 13' por Bas Dost, mas revelou-se incapaz de ampliar a vantagem durante o resto da partida, fazendo aumentar o nervosismo e a irritação entre os 46 mil adeptos leoninos que se deslocaram nesta noite fria a Alvalade para acompanhar a partida frente ao Belenenses.

Fizemos bem melhor do que na época passada, quando a equipa de Belém nos derrotou por 3-1 no nosso estádio. Mas o público leonino está bastante mais exigente este ano: não se contenta com os pontos, reivindica também bom espectáculo. E desta vez não houve nota artística.

Vários jogadores estiveram aquém do que se esperava. Acuña, desde logo. Mas também Piccini, Coentrão, William, Bruno Fernandes - e o próprio Bas Dost, apesar da conversão da grande penalidade. Alguns deram a sensação, sobretudo no segundo tempo, de que já estavam com a cabeça em Barcelona, onde o Sporting tentará na terça-feira prosseguir para os oitavos da Liga dos Campeões.

O melhor, para mim, jogou atrás. Foi Coates, irrepreensível a defender e com capacidade de lançar a equipa para a frente. Ele, sem dúvida, queria ter vencido por margem mais dilatada. Ele, sem dúvida, fez tudo para valorizar o espectáculo.

 

............................................................................

 

RUI PATRÍCIO (6). Noite relativamente tranquila do nosso guarda-redes, que pareceu sempre atento e concentrado, impondo a sua autoridade natural.

PICCINI (5). Continua a revelar alguma bicefalia: muito eficaz na missão defensiva, pouco ousado nas incursões ofensivas. Precisa de se soltar mais.

COATES (7).  Exibição irrepreensível do internacional uruguaio, um dos raros jogadores que nunca se acomodaram à vantagem inicial. Soube empurrar a equipa para a frente em bons lances individuais. O melhor em campo.

MATHIEU (7). Seguro, pendular, bem posicionado, com visão de jogo. Eficaz no jogo aéreo. Combina bem com Coates como se jogassem juntos há anos.

FÁBIO COENTRÃO (5). Mais contido do que se esperava frente a um adversário que quase não atacou no primeiro tempo, esteve preso de movimentos. Prejudicado pela má forma de Acuña.

WILLIAM CARVALHO (5). Ressentiu-se da ausência de Battaglia no onze titular, parecendo demasiado só em diversas fases do jogo numa área nevrálgica do terreno. Faltou-lhe o passe longo e pecou por falta de velocidade.

BRUNO FERNANDES (5). Exibição demasiado oscilante. Falhou demasiados passes e desperdiçou três ocasiões de golo. O melhor que fez foi dois bons cruzamentos pela direita, desperdiçados pelos colegas na grande área.

GELSON MARTINS (6). Tentou muito, mas nem sempre bem. Mal acompanhado nos lances em que acelerava rumo à baliza contrária, teve o mérito de se integrar na manobra defensiva quando a equipa recuava no terreno.

ACUÑA (4). Nem parece ser o mesmo jogador combativo e provocador de desequilíbrios a que nos habituou durante os primeiros meses em Alvalade. Arrastou-se em campo, denotando má condição física. Saiu aos 70', tarde de mais.

PODENCE (6). Mostrou merecer este regresso à titularidade. Muito influente na primeira parte, com dois cruzamentos primorosos. Carregado em falta na grande área, conseguiu um penálti. Apagou-se após o intervalo, saindo aos 61'.

BAS DOST (6). Melhor momento aos 13', quando converteu o penálti: o seu 50.º golo pelo Sporting. Trabalhou para a equipa. Mas desperdiçou bons cruzamentos medindo mal o espaço ou o tempo de intervenção. Podia ter feito mais.

BATTAGLIA (6). Entrou aos 61', substituindo Podence, quando já se escutavam muitos assobios em Alvalade. Sem brilhantismos, conseguiu tornar mais compacto o nosso meio-campo, sacudindo algum marasmo da equipa.

BRYAN RUIZ (4).  Em campo desde os 70', mostrou-se pouco dinâmico, sem criatividade nem rasgos individuais. Podia ter marcado, com um chapéu ao guarda-redes, aos 85', mas a bola foi travada in extremis por um adversário.

BRUNO CÉSAR (-).  Percebe-se mal que só tenha entrado no último minuto do tempo regulamentar. Não teve tempo de revelar a sua habitual utilidade à equipa.

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