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És a nossa Fé!

O dia seguinte

Foi uma equipa ainda convalescente do desastre dos Açores a que entrou em Vizela. A vontade de voltar ao modelo de jogo que conduziu às vitórias estava lá, o atrevimento ofensivo com Nuno Santos e Daniel Bragança em vez de Feddal e Matheus Nunes também, mas a pressão do adversário intranquilizou, Coates não estava nos seus dias e estivemos perto de sofrer um golo depois duma perda de bola no meio-campo. Valeu-nos o Santo Adán.

Depois a equipa reagiu bem. Inácio e Matheus Reis garantiam uma boa saída de bola, o lado direito com Esgaio e Sarabia começou a carburar, na primeira oportunidade Pedro Gonçalves marcou um grande golo e partir daí só deu Sporting. Ao intervalo a ganhar por 2-0, o Sporting entrou na 2.ª parte para não dar hipóteses ao adversário, estivemos sempre muito mais perto do 3-0 do que o Vizela de marcar algum golo até a dupla do meio-campo dar o berro. Depois quase voltámos ao registo inicial e o Vizela até poderia ter marcado.

Ficou assim com final feliz um jogo que só não foi mais tranquilo pelo dia menos positivo do "El Patrón" (não sei se distraído pelo fazer de malas para ir ao Uruguai com o "afilhado") e pelo desperdício de golos do tridente ofensivo, o tal PSP que cada vez articula melhor mas concretiza bem menos do que poderia.

Daniel Bragança esteve excelente como "playmaker" e é de facto uma alternativa válida ao "box to box" Matheus Nunes para algum tipo de jogos. A bola passa a correr mais do que o jogador, os alas agradecem. O problema é a recuperação de bola e a luta a meio-campo, Palhinha fica a ter de aguentar sozinho o barco. Mais um amarelo, mesmo que tenha sido muito injusto. Mas independentemente das características dum ou doutro, a questão é que são quatro médios para dois lugares e convém ter todos nas melhores condições. Todos têm que jogar aqui ou ali.

Concluída esta jornada, estamos em segundo lugar a 3 pontos dum Porto que lá vai ganhando conforme pode e sabe (desta vez foi um sul-africano que fez os possíveis para ir tomar banho mais cedo) e com 6 pontos de vantagem dum Benfica à deriva. Andamos a jogar contra tudo e contra todos, defrontamos equipas que mais parecem filiais dos rivais, arbitragens que nos castigam com cartões e nos limitam a possibilidade de discutir o jogo, mas mesmo assim a verdade é que tudo depende de nós, melhor equipa nacional não existe.

 

PS: Claro que Nuno Santos esteve mal ontem, como esteve em Alvalade, mas comparar o rapaz a alguns artistas de circo do Porto... por amor da Santa. Ou da tal Bruxa, funcionária. 

Isto vai lá... Jogo a jogo.

 

#JogoAJogo

SL

Pódio: Coates, Esgaio, Nuno Santos

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Paços de Ferreira-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Coates: 18

Esgaio: 18

Nuno Santos: 17

Gonçalo Inácio: 17

Matheus Reis: 17

Matheus Nunes: 16

Pedro Gonçalves: 16

Tabata: 15

Adán: 15

Palhinha: 15

Paulinho: 14

Daniel Bragança: 13

Sarabia: 13

Jovane: 2

 

A Bola e o Record elegeram Nuno Santos como melhor jogador em campo. O Jogo optou por Gonçalo Inácio.

Pódio: Coates, Adán, Palhinha

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-V. Guimarães pelos três diários desportivos:

 

Coates: 19

Adán: 18

Palhinha: 16

Sarabia: 15

Matheus Nunes: 15

Feddal: 15

Gonçalo Inácio: 15

Matheus Reis: 15

Porro: 14

Paulinho: 14

Nuno Santos: 13

Pedro Gonçalves: 13

Ugarte: 7

Daniel Bragança: 1

Esgaio: 1

Tabata: 1

 

Os três jornais elegeram Coates como melhor jogador em campo.

O dia seguinte

Complicado mesmo classificar o jogo de ontem em Alvalade. Ainda agora estou a tentar perceber se o Sporting passou ao lado duma goleada ou safou-se dum empate, num excelente jogo de futebol em que as duas equipas estiveram francamente bem.

Por um lado podia ter sido uma goleada. Dois golos anulados por fora de jogo de poucos centímetros, Pedro Gonçalves falhou um golo cantado, Coates, Matheus Nunes e Paulinho também.

Por outro, conseguindo aguentar o 0-1, o Vitória de Guimarães esteve sempre a ameaçar qualquer coisa, sempre organizado e a tentar entrar na área do Sporting em tabelinhas difíceis de travar.

Desta vez o 3-4-3 do Sporting deu cartas enquanto os 3 da frente tiveram penas para fazer pressing à saída de bola adversária. Quando quebraram, todo o resto da equipa começou a viver em trabalhos forçados. Mas faltou a esse trio capacidade de concretização, falhava-se no remate quando se podia passar, falhava-se do passe quando se podia rematar, centrava-se para as pernas dos adversários em vez do espaço vazio a solicitar a entrada dum colega. Tudo isso, menos nos dois golos anulados, esses sim em que tudo foi bem feito.

Toda a equipa esteve muito bem, mas Seba "El patrón" Coates esteve mais uma vez a um nível superlativo. 

Resumindo, o Sporting ganha com um golo de Coates assistido por Paulinho. E foram mais 3 pontos na Liga, já na liderança repartida com o Porto, dado que o Jesus anda a dar minutos a uns Schelottos quaisquer que foi desencantar algures.

 

#OndeVaiUmtodos

SL

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

De ver o Sporting somar mais três pontos. Outra vitória, desta vez em Alvalade contra o V. Guimarães, Triunfo tangencial, por 1-0, conseguido aos 31' e que podia e devia ter sido ampliado. Mas o objectivo principal foi alcançado. Contra uma equipa que dias antes tinha imposto um empate ao Benfica para a Taça da Liga.

 

De Coates. Valeu-nos três pontos, pelo segundo jogo consecutivo do campeonato. Novamente da forma que já o celebrizou: elevando-se acima da barreira defensiva adversária, na sequência de um canto, e cabeceando com êxito, sem hipótese para o guarda-redes Bruno Varela. Na retaguarda, manteve-se firme no comando da excelente organização defensiva do Sporting. Com cortes preciosos, como o que fez aos 69, já no chão, na melhor oportunidade do Vitória. Melhor em campo, a figura do jogo.

 

De Sarabia. Vem melhorando de jogo para jogo. Cada vez mais influente na nossa organização ofensiva, já lidera nas assistências para golo deste Sporting 2021/2022. Ontem foi dele o canto de que viria a resultar o impecável cabeceamento de Coates. Bom entendimento com Matheus Reis na ala esquerda. De um desses lances, aos 27', resultou um golo de Pedro Gonçalves, anulado por fora-de-jogo milimétrico. Ele próprio viria a marcar outro, aos 44', igualmente invalidado por deslocação.

 

De Matheus Reis. No jogo anterior, foi central do lado esquerdo. Desta vez actuou como ala. E mostrou-se em boa forma. Competente a defender (na segunda parte travou duelos com Ricardo Quaresma) e sobretudo acutilante a atacar. Tentou também o golo com um remate forte aos 56'. Aos poucos vai agarrando a titularidade.

 

De Adán. Nos momentos cruciais, podemos contar com ele. Voltou a acontecer nesta partida: duas magníficas defesas na fase inicial do encontro, aos 11' e aos 12' - primeiro a soco, aliviando a pressão, depois impedindo com brilhantismo um remate de Händel que levava selo de golo. Voltou a distinguir-se aos 77', agarrando a bola num momento de grande perigo para as nossas redes.

 

De Palhinha. Por vezes dá pouco nas vistas, mas a eficácia está sempre lá. Voltou a ser o principal recuperador de bolas no nosso meio-campo defensivo, com notável capacidade de entrega ao jogo. Nunca dá um lance por perdido. Venceu o duelo com André André, quase sempre incapaz de passar por ele.

 

De Matheus Nunes. Cada vez mais solto, cada vez mais confiante, cada vez com mais personalidade. Boa parte dos nossos lances ofensivos teve início nos pés dele. De arrancadas suas travadas em falta resultaram dois cartões amarelos para jogadores do Vitória - Tiago Silva e Borevkrovic. Brilhou em jogada individual desenrolada no meio-campo, aos 35', superando quatro adversários na condução da bola. 

 

De Porro. Está a voltar à sua melhor forma após um períogo de menor fulgor. Os centros mais perigosos partiram dele, aos 14', 18', 40', 48' e 70'. Em dinâmica incessante. Parece ter uma energia inesgotável.

 

De termos subido na classificação. À décima jornada, estamos já no topo da Liga. Com 26 pontos - em igualdade pontual com o FC Porto. Ultrapassámos o Benfica, que ontem empatou no Estoril. Repete-se a dinâmica da época passada, mantendo-se incólume o sonho máximo de todos os adeptos: a conquista do bicampeonato que nos foge há 67 anos.

 

De continuar a ver o Sporting invicto. Em casa, já somamos 33 jogos seguidos sem derrotas para o campeonato. E ganhamos há cinco partidas consecutivas. Não é só estrelinha, ao contrário do que alguns dizem. É muita competência, muito mérito. E muito trabalho bem orientado.

 

 

Não gostei

 

Das três oportunidades de golo desperdiçadas. A primeira logo aos 5', por Pedro Gonçalves, que permitiu a intervenção de Bruno Varela. A segunda logo no recomeço da partida, com Matheus Nunes a colocar mal o pé, atirando a rasar o poste. A terceira aos 71', por Paulinho, incapaz de dar a melhor sequência a um passe teleguiado de Nuno Santos. 

 

De ter visto Paulinho outra vez em branco. Décimo jogo da Liga 2021/2022, apenas um marcado - na jornada inaugural, frente ao Vizela. Há nove partidas que permanece em jejum de golos. 

 

Do relvado de Alvalade. Continua em mau estado, agravado com a chuva forte que caiu durante grande parte deste jogo. As condições atmosféricas terão contribuído para a menor afluência às bancadas registada desta vez: só compareceram 21.472 espectadores.

 

Dos assobios a Quaresma. Não gostei de ouvir, num estádio onde o actual extremo vimaranense se sagrou campeão nacional de verde e branco. Tendo feito carreira posterior ao serviço de outros emblemas, nunca emitiu uma palavra de menosprezo para o clube onde se formou e venceu os primeiros títulos. Não merece receber um tratamento hostil em Alvalade.

 

De que só um dos três golos que marcámos tivesse valido. Mas o essencial ficou feito. Seguimos em frente, com as aspirações intactas.

Pódio: Coates, Daniel Bragança, Sarabia

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Moreirense pelos três diários desportivos:

 

Coates: 19

Daniel Bragança: 17

Sarabia: 16

Palhinha: 16

Adán: 16

Gonçalo Inácio: 15

Matheus Reis: 15

Nuno Santos: 15

Matheus Nunes: 14

Pedro Gonçalves: 14

Tiago Tomás: 13

Porro: 13

Paulinho: 11

Ugarte: 7

Esgaio: 6

 

Os três jornais elegeram Coates como melhor jogador em campo.

Rescaldo do jogo de ontem

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Gostei

 

Da vitória. Triunfo claro e justo em Alvalade contra o Moreirense, embora pela margem mínima. Tal como sucedera nos desafios face à mesma equipa nas duas épocas anteriores. É nestes confrontos que se ganham ou perdem campeonatos. Seguimos em frente pressionando o Benfica.

 

De Coates. Voltamos a dever-lhe uma vitória. Foi ele o marcador do solitário golo deste triunfo leonino. Logo aos 16', do modo que ele tão bem faz: na sequência de um canto, num belo remate de cabeça, elevando-se acima dos centrais adversários. O capitão leonino - homenageado antes do jogo por já ter envergado 250 vezes a camisola verde e branca - parece querer repetir as excelentes exibições da época anterior, coroada com o título de campeão nacional para o Sporting e com ele a sagrar-se o melhor jogador do campeonato.

 

De Daniel Bragança. Alinhou desta vez como titular, formando parceria com Palhinha no meio-campo. Cumpriu, por vezes com brilhantismo, confirmando-se um dos maiores talentos da nossa equipa no capítulo técnico. E também na leitura de jogo. Memorável o passe longo, do meio para a esquerda, que fez aos 42' para Sarabia, iniciando um dos nossos ataques mais perigosos. Acertou em 89% dos passes nesta partida. Merece cada vez mais figurar entre os titulares.

 

De Sarabia. O internacional espanhol coloca a bola onde quer. Anda a evidenciar-se de jogo para jogo. Foi dele a assistência para o golo, na marcação de um canto, e é dos pés dele que saem três soberbos passes a pedir emenda à boca da baliza, desperdiçados por Paulinho. Quase marcou de livre, aos 56'.

 

De Matheus Reis. Rúben Amorim apostou nele desta vez como central mais à esquerda. O ex-lateral do Rio Ave correspondeu, com uma partida de grande nível em que não perdeu um confronto individual, raras vezes falhou um passe e foi sucessivamente às dobras no corredor do seu lado quando Nuno Santos, lateral titular, se adiantava no terreno. Outro jogador que vem melhorando a cada jogo.

 

De Adán. Teve pouco trabalho. Mas, chamado a intervir, correspondeu com bons reflexos e domínio técnico perfeito entre os postes. Assim aconteceu aos 13' ao negar o golo a Rafael Martins.

 

Do bom trabalho nas bolas paradas. Quatro dos nossos últimos cinco golos resultaram de cantos ou penáltis. Sinal evidente de treino específico neste aspecto, que noutros tempos era um dos nossos pontos fracos.

 

De continuar a ver o Sporting invicto. Em casa, já somamos 31 jogos seguidos sem derrotas. 

 

Do excelente ambiente no estádio. Quase 36 mil comparecemos nas bancadas de Alvalade para apoiar a equipa - o maior número desde os 41.017 registados no Sporting-Benfica de Janeiro de 2020. Os adeptos nunca regatearam aplausos aos jogadores, mesmo àqueles que tiveram exibição mais fraca, como aconteceu com Paulinho: quando foi substituído por Tiago Tomás, aos 77', o avançado leonino ouviu muitas palmas e nenhum assobio. Diferença assinalável do comportamento do público em comparação com o que acontecia noutras épocas.

 

 

Não gostei

 

De Paulinho. Um festival de golos falhados. Teve cinco oportunidades claríssimas para marcar - e desperdiçou todas. Aos 5', isolado por Sarabia frente ao guarda-redes. Aos 11', muito bem servido por Porro. Aos 42' e aos 47', novamente com excelentes passes de Sarabia. E, aos 48', por Pedro Gonçalves. Os números não enganam: em 27 jogos já disputados pelo Sporting, o ex-avançado do Braga ainda só marcou seis golos.

 

De Pedro Gonçalves. Exibição muito apagada e algo apática do melhor marcador do campeonato passado. Dá a sensação de que ainda não está cem por cento recuperado da recente lesão: precisa de mais algum tempo e novas oportunidades para voltar à excelente forma a que nos habituou. O primeiro passo foi este seu regresso aos desafios da Liga várias semanas depois.

 

Do cansaço visível em alguns jogadores. Isto tornou-se evidente sobretudo no segundo tempo. Porro, Nuno Santos e Palhinha foram alguns dos titulares leoninos que acusaram falta de frescura física. Consequência da recente partida na Turquia e do ritmo muito acelerado de jogos nesta altura: o Sporting irá disputar sete em pouco mais de um mês. Felizmente temos alternativas de qualidade no banco, ao contrário do que sucedia em temporadas anteriores.

 

Das oportunidades perdidas. Podíamos e devíamos ter terminado esta partida com uma vitória mais dilatada face às oportunidades criadas, sobretudo nos 45 minutos iniciais. Embora o Sporting mantivesse o jogo controlado, estivemos à mercê de um empate que poderia surgir num inesperado lance de bola parada junto à nossa baliza. 

 

De continuarmos a registar só vitórias tangenciais. Sabe a pouco, é verdade. Mas, felizmente, qualquer delas nos tem valido três pontos.

 

Foto minha, captada esta noite em Alvalade

Pódio: Coates, Palhinha, Paulinho

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Besiktas-Sporting, para a Liga dos Campeões, pelos três diários desportivos:

 

Coates: 22

Palhinha: 20

Paulinho: 20

Sarabia: 18

Matheus Nunes: 17

Pedro Gonçalves: 17

Adán: 17

Gonçalo Inácio: 17

Porro: 17

Feddal: 16

Esgaio: 14

Matheus Reis: 14

Tiago Tomás: 13

Nuno Santos: 11

Daniel Bragança: 1

Neto: 1

 

Os três jornais elegeram Coates como melhor em campo.

O dia seguinte

Não é Ajax quem quer, é quem pode. O Ajax entrou em Alvalade em modo tracção à frente, destruiu a defesa do Sporting colocando muitos jogadores em zonas avançadas, jogando em velocidade e dando uma lição do que é o "passing game" de que falava Keizer. E foram 5-1, mesmo com um golo anulado ao Paulinho que poderia ter mudado muita coisa. Hoje o Dortmund provou do mesmo veneno. E foram 4-0.

O Besiktas entrou em campo com a mesma ideia do Ajax. Frenesim ofensivo, jogar no limite do fora de jogo, destruir a construção de jogo do Sporting, usar a velocidade. E nos primeiros minutos o Sporting passou mal, muito desconfortável na saída a jogar com a pressão imediata do adversário, e por vezes querendo jogar bem quando não havia espaço para isso.

Mas a verdade é que a todo aquele frenesim ofensivo do Besiktas faltava a qualidade individual e colectiva do Ajax e desta vez não havia dia santo na loja, "El Patron" estava lá, e com ele uma muralha defensiva central de elevada qualidade. E quando o Sporting conseguia ultrapassar o "pack ofensivo" do Besiktas, deparava-se com um mar de facilidades que foi desaproveitando.

Estávamos nesta corda bamba entre a derrota e a vitória por goleada, quando dum canto "El Patron" marcou o primeiro, sofremos um golo dum canto também daqueles que parecem que as leis do futebol tem variantes geográficas como o código da estrada, logo a seguir doutro canto marcou o segundo, e doutro canto ainda marcaria o terceiro, mas o defesa adversário estragou-lhe o "hat trick" com um belo gesto de andebol. E ainda evitou um golo adversário, gerindo com mestria a linha defensiva.

Na segunda parte o Besiktas tentou muito mas conseguiu muito pouco, Palhinha e Matheus Nunes melhoraram muito de rendimento, e os três avançados foram cada vez mais tendo situações de contra-ataque em igualdade ou até superioridade numérica que foram desperdiçando, por falta de articulação entre eles (se calhar foi a primeira vez que alinharam os três pelas razões conhecidas), por egoísmo de algum deles, ou por azar puro naquelas duas bolas nos ferros do Paulinho.

E finalmente, em mais um lance desperdiçado por Pedro Gonçalves, a bola sobra para Paulinho e... golaço! De nível Cristiano Ronaldo, se calhar o melhor desta jornada da Champions. Aquele que ele devia aos Sportinguistas pelo outro que falhou em Dortmund quando quis fazer a mesma coisa. 

Se calhar foi o melhor jogo de sempre de Coates com a camisola do Sporting, pelo comando brilhante da linha defensiva, pelos dois golos marcados, e um penálti provocado e pela excepcional capacidade de liderança em campo demonstrada. 

Depois um Palhinha que foi melhorando com os minutos e que na segunda parte esteve ao nível que nos habituou, essencial para quebrar o ânimo atacante do Besiktas.

E a seguir obviamente aquele que marcou um belo golo, enviou duas bolas aos ferros, fez uma assistência para golo, o sempre esforçado, dedicado e devoto, mesmo que nem sempre glorioso Paulinho.

Sinal menos apenas para Matheus Reis, que desaproveitou completamente a oportunidade de se afirmar na ala esquerda, e um Pedro Gonçalves naturalmente fora de forma.

E agora como vai ser neste grupo da Champions? Bom, agora é ganhar ao Besiktas em Alvalade, depois ganhar ao Dortmund em Alvalade e depois ganhar ao Ajax em Amsterdão. É simples. Se não conseguirmos logo se vê. Não faltarei em nenhum dos jogos, acredito neste treinador, acredito nesta equipa, alguma coisa de bom vai acontecer.

 

PS: Lembrar ao Besiktas que temos um defesa lateral direito disponível de enormíssima qualidade, muito melhor ainda que o Rosier, com grande experiência internacional multicontinental e que se chama Bruno Gaspar. Vendemos barato. 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Quente & frio

Gostei muito da goleada do Sporting em Istambul. Vencemos o Besiktas por 4-1: foi o primeiro triunfo leonino desde sempre na Turquia e a primeira vez que espetamos quatro golos em baliza alheia na Liga dos Campeões. Jornada grande para o nosso emblema. Com exibições superlativas de três jogadores. Desde logo o grande Coates - melhor em campo, um dos nossos melhores centrais de todos os tempos, autor dos dois primeiros golos (16' e 27') e com eficácia máxima no capítulo do passe: não falhou um. Depois, Palhinha: encheu o campo todo em sucessivas recuperações e sete desarmes, sem jamais desistir de um lance. Destaque ainda para Porro, felizmente sem sequelas da entrada sofrida contra o Belenenses na Taça de Portugal. Foi ele a marcar o canto de que nasce o nosso primeiro golo. Foi ele também a dominar por completo o seu corredor, vulgarizando a equipa adversária e ajudando a encostá-la às cordas.

 

Gostei que Paulinho tivesse regressado aos golos. E da maneira como voltou, marcando um golaço em Istambul - o nosso quarto, aos 89', que selou o triunfo sobre o Besiktas. Num jogo em que fez assistência para o segundo golo e mandou duas bolas aos ferros (67' e 72'). Gostei também de Sarabia, que se estreou a marcar pelo Sporting apontando um penálti aos 44', e da forma eficaz como o nosso bloco defensivo colocou nove vezes (!) em fora de jogo os atacantes da equipa turca: regular como um pêndulo, poupando muito trabalho a Adán, que voltou a mostrar-se em excelente nível. 

 

Gostei pouco de termos falhado vários golos cantados: se tivessem sido convertidos, facilmente venceríamos por sete ou oito. Além das bolas aos ferros, Pedro Gonçalves, Matheus Reis, Tiago Tomás (no último lance do jogo) e o próprio Porro foram perdulários. Há correcções a fazer no domínio da pontaria, sem retirar brilho a este saborosíssimo triunfo que enche de orgulho todos os verdadeiros sportinguistas.

 

Não gostei de rever Rosier, agora titular do Besiktas. Deu algum trabalho, sobretudo a Matheus Reis, no quarto de hora inicial da partida, mas é jogador vulgar, que não deslumbra. A sua contratação - como várias vezes aqui se disse - foi um erro felizmente rectificado quase sem prejuízo financeiro para o Sporting. Em Alvalade, não deixou saudades. Que seja feliz na Turquia: está à distância certa.

 

Não gostei nada do golo turco, validado pela equipa de arbitragem com a concordância do VAR. Aconteceu aos 25'. As imagens não enganam: Larin apoia-se em Matheus Reis, carregando-o nos ombros e impedindo-o de saltar com ambas as mãos. Falta evidente que passou impune. Só assim, à margem das regras, eles conseguiram não ficar em branco.

Isto é uma vergonha!

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Tantos golos falhados.

Não sei o que foram fazer a Istambul.

E o Paulinho, que deve andar em Alcochete a treinar a acertar nos ferros da rede da cerca da Academia? Tem dado resultado!

E o redes, não estava bem a aquecer o banco do Atlético? Ainda por cima vestido de azul e com sapatos encarnados?

O Coates, que falhou um golo feito, que seria o terceiro, deve pensar que o Sporting é a Santa Casa...

Isto é tudo uma fantochada, os turcos estavam comprados.

Gostava de saber o que é que vão fazer aos dois milhões e oitocentos mil euros, deve ser para arranjar o relvado se forem homenzinhos!

Ainda bem que eu vi o jogo na InácioTV! Perder tempo com jogos destes? Mais que fazer!

Diferenças

Para melhor

Quando contamos com Coates, capitão indiscutível do onze leonino, toda a equipa melhora. Não apenas na organização defensiva: também lá na frente. As duas verdadeiras oportunidades de golo do Sporting, ontem contra o Borussia, foram dele.

 

Para pior

Faz uma diferença enorme - para pior - a ausência de Pedro Gonçalves, que começa a tornar-se demasiado longa, por lesão nada fácil de tratar. Ele é sempre um trunfo, tanto na inteligência em campo como na qualidade que empresta ao jogo. E sobretudo nos golos que marca.

 

Igual

Dez jogos oficiais na temporada, apenas dois golos marcados: é este o balanço de Paulinho, que ficou novamente em branco, agora na Alemanha. Dele se dirá tudo menos que é um goleador. Preocupante, pois foi contratado para marcar. E não ficou nada barato. 

Isto está tudo ligado

O Pedro Oliveira aqui em baixo já fala e bem sobre o fim da quaresma e do jejum motivado pela Covid e do recomeço das homilias com coro e música de órgão e ainda só vamos na quinta jornada.

Mas explicando o título acima, vocemessês lembrar-se-ão do Bobi, ou do Tareco, já não sei bem qual deles era ele ou seria os dois, sei lá, mas o Teles, Reinaldo de seu nome, começou na secção de boxe. Alguma coisa haveria de restar do legado do gão ou do cato (uma mistura de gato com cão ou vice-versa), que se perpetuaria pelo "bicho" e pelo insofismável Paulinho que para disfarçar tinha como apelido Santos.

Ontem sete gajos, a saber: O Ferrari vermelho e sus dos muchachos, o quarto árbitro e o VAR e seu ajudante, o AVARiado, não viram uma agressão do tamanho da Torre dos Clérigos de Coates a Pepe, que numa clara tentativa de ludibriar estas sete alimárias, amandou suas enormes queixadas contra o punho de Pepe que coitado, não conseguiu evitar o contacto. Felizmente o douto juíz da partida estava atento, a mais os seus seis auxiliares e deixou a jogada seguir. Estiveram  estas sete figurinhas mal, no entanto. Deveria ter sido admoestado o jogador do Sporting por teatro. Assim, exige-se um sumaríssimo, de modo a colocar as coisas no seu lugar e que Coates veja na secretaria o castigo que Nuno Almeida descaradamente lhe perdou, com a conivência de mais seis pilantras.

Se não acreditam no que escrevi, vejam as imagens!

Nota 1: Que me desculpem pela fonte das imagens, mas é o que há...

Nora 2: Vai sendo tempo de o Sporting começar a mandar recados de que não tolerará regabofes como os de ontem nos Açores e em Lisboa, Alvalade. Se possível ao mais alto nível.

Balanço (8)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre COATES:

 

- Pedro Oliveira: «No futebol, capitão é a patente mais elevada. No futebol o capitão não é um oficial de baixa patente. No futebol um capitão vale mais que um marechal.» (23 de Novembro)

José Navarro de Andrade: «Um defesa que não teme o choque.» (26 de Janeiro)

- Luís Lisboa: «É um dos melhores defesas centrais que o Sporting alguma vez teve, um leão de raça que nunca se esconde do jogo e ruge nos momentos críticos. Na final da Taça da Liga esteve simplesmente imperial, fez uma das melhores exibições de sempre com a camisola do Sporting, repetindo o que tinha feito na última Taça de Portugal ganha no Jamor.» (26 de Janeiro)

Pedro Boucherie Mendes: «Adán, Coates, Feddal, Neto, Palhinha são os bravos do pelotão.» (2 de Fevereiro)

Edmundo Gonçalves: «O patinho feio Coates e o mal-amado Neto fazem hoje parte da defesa menos batida do campeonato, de uma equipa que se apresenta com um goal average de +27, coisa que nem nos sonhos mais húmidos qualquer sportinguista imaginaria quando a época arrancou.» (6 de Fevereiro)

- JPT: «Ao ver este Coates-21, capitaneando com excelência a caravana do jogo a jogo, carregando-a em momentos mais tempestuosos, alentando-a diante de maus ventos, tenho que me retractar, injusto, e retratar, ignóbil.» (16 de Março)

CAL: «Adán, Feddal, Antunes, João Pereira, Luís Neto e até Coates estão à procura de dar o salto para onde, excepto (alguns) para os quadros formativos do Sporting?» (3 de Abril)

Eu: «Um gigante. Se o Sporting conquistar o título de campeão nacional, como quase todos desejamos, ele será o principal obreiro dessa proeza. Imperial nas alturas, assumindo por inteiro as operações defensivas, com notável maturidade quando alguns colegas pareciam à beira do descontrolo emocional, ele transmitiu força e consistência à nossa organização defensiva, funcionando como muralha intransponível.» (26 de Abril)

José Cruz: «Apesar da grande época de Coates, todos os jogadores foram importantes na devida altura.» (12 de Maio)

- Pedro Belo Moraes: «Olhei para o nosso capitão Coates e ele olhou para mim. Acredito que houve cumplicidade entre os dois. Que ele percebeu o quanto lhe estou grato. Igual ao que dele vemos em campo, mesmo no meio do rebuliço, do gigantesco alvoroço, Coates mantinha-se Coates. Discreto, sem bazófia ou vaidade, ele era mais uma vez a figura de referência, o comandante.» (17 de Maio)

Ordem de Mérito Liga 1ª Liga

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Finalizada esta edição da 1ª Liga, com base nas apreciações dos três jornais desportivos diários que o Pedro Correia aqui nos traz, e se não me enganei a transcrever alguma pontuação, podemos então estabelecer a seguinte ordem de mérito:

1. Pontuação Total:

Pedro Gonçalves523
Coates519
Palhinha489
Adan486
Porro457
Nuno Santos438
Nuno Mendes432
Feddal411
Tiago Tomás405
10 João Mário399
11 Matheus Nunes389
12 Jovane304
13 Neto299
14 Daniel Bragança265
15 Inácio233
16 Tabata203
17 Paulinho200
18 Matheus Reis181
19 Sporar167
20 Antunes95
21 Plata95
22 João Pereira53
23 Wendel45
24 Vietto44
24 Max33
25 Eduardo Quaresma23
26 Borja15
27 Tomás Silva13
28 André Paulo 12
29 Dário Essugo11

 

2. Desempenho Médio:

Max16,5
Pedro Gonçalves16,3
Coates15,7
Palhinha15,3
Porro15,2
Adan15,2
Wendel15,0
Nuno Mendes14,9
Feddal14,7
10 Vietto14,7
11 Paulinho14,3
12 João Mário14,3
13 Nuno Santos14,1
14 Inácio13,7
15 Neto13,6
16 Tiago Tomás13,5
17 João Pereira13,3
18 Tomás Silva13,0
19 Matheus Nunes13,0
20 Sporar12,8
21 Tabata12,7
22 Jovane12,7
23 Daniel Bragança12,6
24 Matheus Reis12,1
25 André Paulo 12,0
26 Antunes11,9
27 Plata11,9
28 Eduardo Quaresma11,5
29 Dário Essugo11,0
30 Borja7,5

 

3. Número de vezes os Melhores em campo :

Pedro Gonçalves12
Coates 6
Porro4
Palhinha4
Adán3
Nuno Mendes3
Matheus Nunes2
Jovane2
Nuno Santos2
10 Wendel1
11 Tabata1
12 Feddal1
13 Paulinho1

 

Os números não mentem. No pódium têm de estar e por esta ordem Pedro Gonçalves, Sebastián Coates e João Palhinha.

Tirando o caso de Luís Maximiniano, com a pontuação média inflacionada pelo pequeno número de jogos efectuado, Pedro Gonçalves surge como o melhor em tudo, melhor pontuação global, melhor pontuação média, mais vezes melhor em campo a grande distância dos seguintes, tudo complementado com o título de melhor marcador. Contratação assim, só mesmo a de Bruno Fernandes. 

Depois vem Sebastián Coates. Já falei tanto dele que não sei mais o que dizer. Respect! O captain! My captain!

E depois João Palhinha. Uma época que começou de forma atribulada, uma mistura de situações e indefinições, e acabou da melhor forma, foi o pêndulo da equipa, o homem dos equilíbrios, o garante da estrutura táctica, muitas vezes penalizado injustamente por arbitragens sem dimensão europeia. Um jogador de nível Champions.

Note-se também que nos dez primeiros da pontuação total estão sete contratações / regressos desta época. Se recuarmos ao plantel vencedor da Taça de Portugal de há dois anos, então desses dez só um integrava o plantel. O capitão. Uma prova do excelente trabalho realizado este ano pelo director desportivo Hugo Viana.

Depois temos a maior riqueza deste plantel: os jovens da academia de Alcochete, do Nuno Mendes ao Max, uns que chegaram mais novinhos outros mais tarde, uns nascidos em Portugal outros não. São muitos, são mesmo bons, e muito melhores vão ainda ser. Até porque contam com Rúben Amorim que acredita neles e lhes dá todas as oportunidades. E assim se constrói o futuro do Sporting.

Fica então aqui aberta a discussão sobre estas pontuações.

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

O dia seguinte

E ganhando em Vila do Conde e o Porto não passando na Luz, nem o Godinho nos impediu de ser campeões. Ainda tentou, fez por não ver todos os contactos na grande área adversária, administrou os amarelos da forma incompetente que o caracteriza, mas não conseguiu adiar a nossa felicidade.

Foi um jogo que tinha tudo para conduzir a outro tipo de resultado, um 5-1 ou coisa que o valha, mas em que os postes da baliza contrária e a alta ansiedade do momento foram tornando a coisa muito de acordo com o que tinha sido a época, foi sofrer até ao fim a contar os minutos que faltavam até ao final, sempre com o Sporting a dominar os acontecimentos, mas sempre a temer uma daquelas situações improváveis em que a bola caprichosamente entra na nossa baliza. Gato escaldado de água fria tem medo.

Foi um jogo em que, se toda a equipa esteve excelente, o seu capitão Coates esteve mais uma vez excepcional. Mais uma vez "El patron" foi imperial a defender, conseguiu lançamentos em profundidade magistrais e ainda teve pulmão para arrancadas de costa a costa magníficas. Simplesmente EXCEPCIONAL. 

Mais uma vez também, o sistema "out-of-the-box" para a realidade portuguesa que Rúben Amorim trouxe para o Sporting. O tal 3-4-3, muito mal compreendido e desconsiderado por alguns, liquidou o adversário, que quase não conseguiu jogar e limitou-se a uma oportunidade de golo, enquanto o Sporting teve mais duma dúzia. Foi com este sistema que o Sporting dominou quase todos os adversários que defrontou, nalgumas vezes esse domínio não foi suficiente para ganhar, outras vezes podiamos não ter ganho mas ganhámos mesmo ao cair do pano, mas não há dúvida que foi um instrumento essencial nesta conquista.

Para estes brilhantes jogadores, a começar pelo seu capitão, o seu enorme treinador em todos os aspectos, toda a estrutura técnica e organizativa, para Hugo Viana que conseguiu ser unha com carne com o treinador e ir de encontro aos seus desejos, e obviamente para o presidente Frederico Varandas, que fez uma aposta de alto risco num treinador sem curriculum e que enfrentou fora do campo com sucesso as forças mafiosas que dominam o futebol português, desde Pinto da Costa à FPF/Unilabs/CD, nunca esquecendo o enorme Paulinho roupeiro, o meu MUITO OBRIGADO.

Foi muito bonito ver Palhinha, Quaresma, Plata e Jovane vibrarem como campeões, depois de todos eles, uns por isto outros por aquilo, passarem por períodos conturbados que poderiam conduzir a desfechos diferentes.

E agora... não basta chegar à Luz de cabelo pintado de verde, por muito que isso nos dê um gozo descomunal. Temos é de lá ir ganhar. Obviamente. 

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

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