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És a nossa Fé!

Os devotos da IURB

Não pagam quotas e gabam-se disso.

Insultam o presidente legitimamente eleito.

Assobiam e ameaçam os jogadores.

Anseiam por derrotas da nossa equipa.

Dizem-se adeptos do Sporting Clube de Portugal mas comportam-se a todo o momento como inimigos do Sporting.

Gostariam de ver o clube transformado em seita. A seita deles, IURB - Igreja Universal do Reino do Bruno.

Vivem ajoelhados, em perpétua adoração ao messias que lhes proporcionou cinco gloriosos anos de segundos e terceiros lugares, sempre abaixo do Benfica. 

O que disse Frederico Varandas

O dia do maior rombo financeiro e desportivo

«É legítimo a claques criticarem a exibição da equipa? Claro que é. Mas também é legítimo eu criticar a exibição das claques. E não gostei, confesso, não gostei da atitude das claques nos nossos últimos dois jogos em casa

Querem um grupo de trabalho com mais internacionais portugueses? Querem um grupo onde exista um maior talento da formação? Nós também: trabalhamos todos os dias para isso. Mas sabem qual é a pior razão para hoje não termos um grupo assim? Eu lembro: 15 de Maio de 2018, o dia do maior rombo financeiro e desportivo da história do Sporting.»

 

Voltamos a receber ameaças intimidatórias

«Hoje, quando o clube se está a reerguer, voltamos - antes de um jogo importantíssimo em casa - a receber ameaças intimidatórias. Vejo elementos de claques a protestarem com sócios anónimos que simplesmente estão a apoiar a sua equipa em Alvalade.

Eu, nos anos 90, fiz parte da Juventude Leonina. Havia excessos? Havia. Mas havia sobretudo um amor puro pelo clube. Havia um dar sem nada receber em troca. Hoje não reconheço esse espírito. Hoje vejo negócios.»

 

O Sporting nunca mais será refém das claques

«Enquanto aqui estiver, o Sporting Clube de Portugal nunca mais será refém de quem quer que seja - de nenhuma claque, de ninguém. Enquanto estivermos aqui, não haverá ninguém acima do sócio anónimo que paga as suas quotas e os seus bilhetes.»

 

Um plantel muito desequilibrado

«Em Junho de 2018, o clube viu-se confrontado com a perda de cinco titulares e da principal promessa da sua formação. A Comissão de Gestão conseguiu recuperar dois jogadores que tinham rescindido.

Herdámos um plantel desequilibrado, com jogadores sem minutos mas com uma massa salarial muito pesada. Não é esta a visão que temos, não é este o plantel que idealizámos.»

«O nosso plantel terá sempre na base a formação. Mas temos que a ter. Porque não basta dizer: têm que jogar os melhores. E se queremos voltar a jogar com a formação, aqueles miúdos têm de voltar a ser os melhores.»

 

Alan Ruiz: de 3,9 milhões para 8 milhões

«Vamos comprar pouco e bem.»

«Quero dar a garantia, a todos os sportinguistas, que com esta equipa [directiva] não teremos nenhuma contratação investigada pelo Ministério Público, como a contratação do Alan Ruiz, que foi anunciada por 3,9 [milhões] mas que depois, no relatório de contas, aparece 8 milhões.»

 

38 jogadores comprados só para a equipa B

«Nos últimos cinco anos, foram contratados 38 jogadores directamente para a equipa B. Isto fez com que os miúdos que naqueles anos subissem à equipa B perdessem espaço competitivo, além de se desviar investimento da formação para a contratação de jogadores.

O mais curioso é que, desses 38 jogadores da equipa B, nenhum chegou à equipa A. E a própria equipa B desceu de divisão e decidiu-se acabar a equipa B.»

 

Treinar num campo com buracos

«O abandono da Academia não foi só nos meios humanos: foi também nas infra-estruturas. O futebol profissional, e hoje a equipa sub-23, treina num relvado com mais de 16 anos. A duração máxima de um relvado é dez anos. Substituir um relvado custa cerca de 200 mil euros. É ali onde a equipa treina todos os dias.

Os juniores e o futebol feminino profissional treinavam num campo sintético com buracos. Lieralmente com buracos.»

 

Academia: tudo igual desde 2002

«O ginásio da formação está igual. As máquinas de musculação, rasgadas. Tudo está igual desde 2002, desde a inauguração da Academia.»

«O Sporting, num ano, vendeu João Mário e Slimani, e encaixou 70 milhões de euros. Tinham esse dinheiro e deixaram a Academia assim.»

 

O lugar de Carvalho é longe do Sporting

«Um mentiroso compulsivo será sempre um mentiroso compulsivo. O senhor Bruno de Carvalho já obrigou duas vezes os sócios do Sporting a saírem de casa e a dizerem que o lugar dele é em casa, longe do Sporting.»

 

Da intervenção de Frederico Varandas, esta tarde, em conferência de imprensa

Claques

«Foi com enorme estranheza e até, admito, vergonha alheia que assisti, no jogo entre o Sporting e o Sp. Braga, ao silêncio total, durante os primeiros 12 minutos, das claques leoninas. Meus senhores, desculpem-me a sinceridade, mas aquilo é tudo menos futebol Portanto, não deveria estar dentro de um recinto desportivo no qual pais e avós gostariam de levar, em segurança, filhos e netos. O apoio dos adeptos (clubes ou não) é importante? É essencial. Mas o que aconteceu em Alvalade foi um acto político. Por isso, mais valia fazerem um dia inteiro de silêncio à porta da SAD. Em "território sagrado" é que não.»

 

Alexandre Carvalho, na edição de hoje do Record

Preventiva and Chustiça for all

Com a idade um tipo fica mais sensível e voltei a perceber isso em maio que passou, na invasão a Alcochete. Não abalou o meu sportinguismo, mas fez-me repensar o meu entusiasmo. Hoje ligo muito menos.
Ontem soube-se que o processo em cima daqueles presos preventivos passou a XPTO (introduza aqui o legalês que quiser). Na prática, as pessoas que invadiram Alcochete podem ficar de cana até setembro. De maio de 18 a setembro de 19 é perto de ano e meio de prisão preventiva. Ora, hoje nos media, a coisa é dada en passant, ninguém se admira muito ou sequer abre a pestana.
Uma Chustiça que prende antes de julgar durante e meio é uma Chustiça muito muito coiso.
Alguns daqueles “terroristas” [usando a terminologia legalês aplicada ao caso] são miúdos que tiveram azar de seguir as ideias de outros mais velhos, meteram uns cachecóis a tapar a cara e foram berrar e atirar umas tochas. Azar o deles estarem a contas com a justiça? Certamente. Merecem um ano e meio de preventiva? É evidente que não. Não eles, nem ninguém diria eu.
Sim, podiam ser os nossos filhos, insuflados pelo nosso sportinguismo, que cometeram o erro de ir a Alcochete armados em heróis e agora vão ficar ano e meio na pildra antes sequer de irem a julgamento. Vou repetir: muitos dos que estão em prisão preventiva são miúdos sportinguistas como nós, que levaram o seu fervor longe demais.

Nota: Não conheço nenhum, ninguém me encomendou nada, nunca fui de claques, nem sequer vou muito ao estádio, nunca levei os meus filhos sequer a um jogo grande com Porto ou Benfica nem quero que eles lá vão.  Como já disse há uns meses, eu é mais Fórmula 1 e cada vez mais.

Zero Ídolos

Foi uma tarja que vi na curva Sul, penso que da Torcida Verde, que agora anda numa fase criativa, se calhar na tentativa de ganhar o espaço livre na cena Ultra pela decadência acentuada das duas mais centrais, muito marcadas por tudo aquilo que sabemos.

Zero Ídolos. Esta gente não tem ídolos, deve ter entrado no futebol por tudo aquilo que não é do futebol: ganzas, fraternidades, viagens que ficam para a vida, pirotecnia e pancadaria de vez em quando, mas nada de futebol.

Porque o futebol são ídolos. Os do Sporting, Peyroteo, Yazalde e tantos outros, os do Benfica, os do Porto. O futebol do Sporting são os nossos ídolos.

Zero idolos ? apenas para vocês que andam nisto por outras razões que o futebol. 

O Sporting é feito de ídolos, no futebol e nas modalidades. No meu tempo, Yazalde, Damas, Manuel Fernandes, Jordão, Joaquim Agostinho, Carlos Lopes, Livramento e tantos outros. Ídolos.

E os nossos ídolos de hoje são Bas Dost, Bruno Fernandes e Nani, num 2º plano todos os outros grandes jogadores do plantel, Acuna, Coates e Mathieu, como no passado próximo foram Rui Patrício, William, Adrien e Slimani, são aqueles que as crianças veem e admiram, por eles escolhem o clube como seu,  e como surge no brilhante filme publicado nesta semana, invadem a academia para acarinhar e presentear. 

Ganhando ou perdendo, sempre a apoiar os nossos ídolos, Viva o Sporting Clube de Portugal !!!

E um óptimo e santo Natal para todos, anónimos e toupeiras incluídos.

SL

Sobre a decisão judicial de restituir Bruno de Carvalho à liberdade

Enquanto sportinguista fico satisfeito que Bruno de Carvalho possa aguardar o desenrolar do processo em liberdade. Lá mais para a frente saberemos se será acusado e irá a julgamento ou ficará ilibado das suspeitas que sobre ele recaem. Mas a decisão judicial de hoje indicia que as provas não são concludentes, pelo menos para já, ao ponto de justificar a prisão preventiva do arguido. Mais, sabendo-se que o mesmo juiz, no mesmo processo, mantém em prisão preventiva outros 38 arguidos, não poderemos retirar outra conclusão que talvez o reconhecimento de justa causa aos atletas que rescindiram com o Sporting não seja assim tão certo, ou sequer tão previsível como se chegou a admitir. O que talvez aconselhe a que todas as partes mantenham o bom senso e procurem chegar a acordo pela via negocial, sem arriscar aguardar por decisão judicial que, além de morosa, poderá não ser favorável.

Pouco me interessa o cidadão Bruno de Carvalho. É público que fui crítico da sua presidência, bati-me pela destituição, defendi o não reconhecimento da sua candidatura e até a expulsão de sócio. Mas enquanto cidadão português, prefiro um suspeito em liberdade a ter um inocente na cadeia. Seja ele quem for e Bruno de Carvalho não é excepção, goza da mesma presunção de inocência que todos nós, direito constitucionalmente garantido. Se for culpado dos acontecimentos em Alcochete, quero-o preso. Se não for, que seja ilibado. Isto em nada altera o que penso ou defendo sobre claques ou qualquer outro aspecto na vida do Sporting.

Repensar as claques

Conforme prometido num post do António de Almeida, e tendo em conta todas as condicionantes legais (os GOA devem estar enquadrados na legislação em vigor para o efeito e não se pode fugir dela), coloco à disposição dos nossos leitores, sócios, adeptos e até adeptos de outros clubes que nos visitam e que queiram acrescentar algo, já que vivem o mesmo problema, este espaço para dizerem de sua justiça sobre o tema. Repensar as claques é um imperativo não apenas para o(s) clube(s), mas principalmente e acima de tudo um imperativo civilizacional. Proponham nos vossos comentários soluções, opções, medidas que acham que possam trazer uma nova realidade e ar puro à vivência das claques e à sua relação com os demais associados e o clube. 

A minha opinião ficará para o final, se não virem inconveniente, num balanço que será feito num postal próprio e onde "roubarei" as propostas que aqui forem apresentadas, em jeito de "proposta" final.

Mais do que eu, o clube espera o vosso contributo. E o contributo de todos é importante.

Basta

Um milhão de euros de dívidas ao clube.

Tráfico de droga, cadonga de bilhetes, actividades ilícitas de diverso tipo, em flagrante contradição com os códigos de conduta desportivos.

O líder e o ex-líder da principal claque detidos por fortes indícios de ameaça agravada, sequestro, dano com violência e ofensas à integridade física, entre outros crimes.

Basta. O Sporting de Frederico Varandas tem de traçar uma linha inflexível de separação entre o clube e as práticas criminosas cometidas por estes putativos adeptos, muitos dos quais nem sequer são sócios, que agiram durante anos com total impunidade ao constituírem-se como uma espécie de poder interno dentro do clube, manchando a imagem desta digna instituição de reconhecida e comprovada utilidade pública, com uma história grandiosa que temos o dever de honrar.

Se existe tema que não permite vacilações, é este. Há que agir sem mais demora.

O Mustafismo (2)

Deixei o postal "Mustafismo" no dia 15 de Maio. Eu nem tinha fontes de informação privilegiadas nem sou mais inteligente do que o sportinguista do lado. Há seis meses, no dia do assalto terrorista, isto que hoje a PGR executa era evidente, pelo menos sob o ponto de vista moral. Convém lembrar as enormes perdas, económicas e de prestígio (reputacionais, diz-se agora), que o clube teve devido a este mustafismo. Que não teria tido se meia dúzia de indivíduos desqualificados, que passado uns meses ainda tentaram ir a eleições, já sem o mustafa sénior na lista,  não se tivessem recusado a aceitar o evidente, que o descalabro moral e associativo tinha acontecido, e se tenham alapado aos lugares de direcção, com suas recompensas sociais e económicas. E, também, por haver um enorme mole de auto-excluídos sociais, marginais ou proto-marginais, que do clube fazem o único trampolim de afirmação. O brunismo morreu, e hoje foi cremado. Mas esta marginalidade popular mantém-se, e será preciso extirpá-la, enfrentando os monstros pérfidos que são as claques. Pérfidos e inúteis. Inúteis para o clube e produtores de inutilidade social - a que propósito é que uma instituição de utilidade pública acoita organizações que promovem que adultos dediquem o seu tempo livre "a ir à bola"? 

 

O princípio do fim do hooliganismo em Alvalade?

Frederico Varandas mudou as regras de financiamento das claques do Sporting, nomeadamente da principal, a Juve Leo, cortando com benesses que eram anualmente negociadas entre o anterior presidente, Bruno de Carvalho, e as chefias das claques – só a Juve chegava a embolsar 14 mil euros por cada jogo em casa, na venda de bilhetes concedidos pela direção.

Caso se confirme notícia avançada pelo CM, que o presidente Frederico Varandas decidiu enfrentar os obscuros interesses instalados na bancada Sul e que acabaram as benesses para o bando organizado de arruaceiros, o meu apoio enquanto sócio é total nesta matéria. É tempo de desparasitar e higienizar Alvalade, permitindo que famílias e amantes do futebol possam voltar a apreciar um espectáculo desportivo, sem ficarem incomodados por quem pretende descarregar frustrações nos outros, provocando conflitos. A que propósito viajavam os principais dirigentes das claques no avião que transporta o plantel nas deslocações ao estrangeiro? Qual a justificação para a candonga de bilhetes que todos sabemos existir?

Seguramente que os membros das claques, pessoas de bem, que se deslocam aos jogos por amor ao clube, sim, também os há, irão continuar. Os outros, os jagunços, estão a mais...

O pudor, o decoro, a vergonha

«A equipa não jogou bem, é um facto. Peseiro ainda não encontrou forma de colocar o Sporting a jogar bom futebol, outro facto. Mas não merecerá uma equipa remendada mais algum apoio? Mais, não há ali naquela bancada pelo menos um grupo organizado de adeptos que esta época devia ter o pudor, para não dizer a vergonha, de não assobiar a equipa? É que há quatro meses estavam a atacar o plantel e o treinador em Alcochete, na que foi a maior vergonha de sempre do clube em mais de 100 anos de história. Não fazia mal ter um pingo de decoro e pensar no que andam a fazer os grupos de... apoio. É grande a desunião e poucos os que realmente pensam no que dizem amar.»

 

Bernardo Ribeiro, hoje, no Record

UEFA a decidir o que não temos coragem...

Alguns afirmam que a mentalidade ultra é uma forma diferente de viver o clube. Que dão mais do que recebem, que a sua dedicação é paga com vitórias. Para mim é apenas parvoíce, um bando que apesar de incluir jovens entusiastas, abnegados que dão o melhor de si próprios em prol do clube, está repleto de rufias, desordeiros e até criminosos, que a coberto do emblema que dizem apoiar, promovem negócios ilícitos para benefício de alguns dirigentes das claques. Em tempos não tão distantes assim, a extorsão aos jogadores era uma fonte de financiamento, apupando a cada toque na bola os que não contribuíam para a causa e aplaudindo, promovendo os clientes (vítimas do gang) a ídolos do clube.

Não bastaram as tochas lançadas na direcção de Rui Patrício, o apertão aos jogadores na garagem do estádio, as ameaças na Madeira, o infame ataque à Academia, eis que agora e muito bem, a UEFA decide punir o Sporting com a redução na lotação de Alvalade. Para quando uma tomada de posição da recém empossada direcção do clube sobre a escumalha que infesta e parasita a nossa bancada, que supostamente deveria apoiar em vez de prejudicar o clube? Para quando o encerramento da casinha? Para quando o fim das negociatas com a candonga na venda de bilhetes?

Não critiquemos os rivais, e deixemo-nos de atirar pedras sem olhar em primeiro lugar para a nossa casa, um adepto foi assassinado é verdade, mas o que estaria a fazer de madrugada junto ao estádio do rival? Basta de comportamentos arruaceiros e até criminosos, o Sporting precisa, na verdade todo o futebol português precisa, ser limpo e desparasitado da ralé. Cada vez gosto mais do futebol inglês...

Claques: conversa da treta

juveleo.png

 

«Merecem censura e repúdio os acontecimentos na Academia de Alcochete e o comportamento dos respectivos responsáveis, tendo aliás sido já tomadas em relação a estes últimos as medidas internas apropriadas.»

 

De um comunicado ontem divulgado, subscrito pelas direcções das claques leoninas - incluindo a Juve Leo, que há semanas exibia a "censura e repúdio" que a foto documenta.

Claques no Sporting

Não é possível ignorar e muito menos perdoar o comportamento irresponsável das claques no final da época passada. Por mais que seja, e sou, crítico do lunático destituído, não dou para o peditório que é o único responsável. Tem culpas? Sim, seguramente contribuiu para exaltar os ânimos, mas há muito que os grupos organizados de adeptos, vulgo claques, estão fora de controlo no Sporting.

Negócios escuros, venda ilegal de bilhetes, alguns membros são sócios de claque mas não são sócios de clube, comportamento violento, insultos, não fazem parte do ADN do clube nem honram a nossa história.

Não cabe ao futuro Conselho Directivo que iremos eleger a 08 de Setembro substituir-se às autoridades, mas deve procurar junto das autoridades que cumpram a sua tarefa, erradicando os hooligans do nosso clube.

Defendo ainda que não exista qualquer preferência ou favorecimento na aquisição de bilhetes a estes grupos, muito menos redução de preço ou qualquer tipo de apoio financeiro. Os sócios devem comprar na bilheteira a preço de sócio, os restantes a preço de não sócio. Vender por atacado à claque possibilita um negócio de candonga que financia alguns membros. Também não encontro qualquer justificação para continuar permitindo que estes grupos utilizem qualquer área nas instalações do clube, à excepção óbvia dos lugares que comprarem e pagarem para assistir a eventos desportivos.

 

Ora vamos lá falar de claques...

1 - Rui Mendes, adepto do Sporting que assistia à final da taça de Portugal em 1996, foi assassinado com um very-light arremessado por Hugo Inácio, membro da claque No Name Boys.

Hugo Inácio foi condenado a quatro anos de prisão por negligência grosseira. Quando lhe faltavam 15 meses e 6 dias de pena efectiva, não regressou à prisão após uma saída precária. Foi recapturado em Fevereiro de 2011. Em 2012 foi novamente detido por arremessar uma cadeira que atingiu um agente da autoridade, causando-lhe ferimentos na mão e na perna. Foi condenado a 18 meses de prisão efectiva e impedido de entrar em recintos desportivos durante dois anos. Em 2017 voltou a ser condenado a uma pena de prisão efectiva. Desta vez, Hugo Inácio foi punido com três anos de cadeia e proibido de frequentar recintos desportivos durante sete anos, por ter feito deflagrar uma tocha no Estádio da Luz e por ter sido detido pela PSP, já no exterior, na posse de outra. Foi novamente detido, em 20 de janeiro de 2018, quando estava a assistir ao encontro entre o Benfica e o Desportivo de Chaves.

2 – Incidentes nas imediações do Estádio da Luz, quando o jogo Sporting-Benfica se realizou no Estádio Alvalade, entre as claques Juve Leo e No Name Boys resultaram na morte do cidadão italiano Marco Ficini, adepto do Sporting, assassinado por atropelamento às mãos de Luís Pina, membro da claque não oficial, No Name Boys.

O processo ainda aguarda julgamento, no entanto Luís Pina, de 36 anos, já tinha sido condenado duas vezes: em 2003, por detenção de arma proibida, num processo que transitou em julgado no final de 2004 e ficou extinto com o pagamento de multa e em 2011, por participação em rixa em recinto desportivo (no estádio José Alvalade, antes de um dérbi), onde ficou com pena suspensa de um ano e quatro meses num processo que transitou em julgado em fevereiro de 2016.

 

Vamos por partes, no 1º ponto, um cidadão desloca-se ao estádio para assistir a um espectáculo desportivo e perde a vida. Sem claques, muito provavelmente ainda estaria vivo. No ponto 2 o caso é totalmente diferente, tratou-se de rixa entre vermes, escória da sociedade, apenas a cor os distingue, mas a escumalha é a mesma. Obviamente que lamento o assassinato, mas ali não estavam pacatos cidadãos, ali estavam bandos de hooligans, organizados em busca de sangue.

Recentemente assistimos ao lançamento de tochas para Rui Patrício e por fim o assalto a Alcochete. É tempo de dizer basta! É tempo de colocar um ponto final nesta história triste que já vai longa.

Discordo totalmente que estejam a ser vendidas gamebox a preço reduzido a membros das claques. É inaceitável que “a casinha” ou qualquer metro quadrado nas instalações do clube esteja ocupado ao serviço de organizações violentas, integrando membros que são criminosos. Mesmo que uma maioria não o seja, diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és… Quando vou ao estádio a minha preocupação é escolher um lugar bem longe dos selvagens, não importa a cor da camisola...

Enquanto sócio, quero ouvir dos candidatos à presidência do clube o que pensam fazer relativamente a este assunto. Discordo de todos os que exigem que um rival legalize as suas claques, denunciem os apoios, que é outra questão, mas prefiro mesmo ilegalizar as claques do Sporting Clube de Portugal. Todas elas…

Avulso

1. No imediato pós-Alcochete aqui escrevi sobre os jogadores de futebol: se puderem rescindam. Pois o acontecido e o processo (político, pois emanado do poder associativo) que o provocou era inaceitável, uma ignominia para o clube e um atentado à sociedade.

Agora, sob outras condições internas, que os jogadores regressem é de saudar. Sob condições em que a sua dignidade pessoal e os seus direitos laborais sofreram atentados decidiram partir. Agora voltam, e é bonito. Se não recuperaram a confiança na instituição, e na ralé imunda que a esta se agregou, é de lamentar mas é compreensível. Sigam e sejam felizes. São os direitos e devem ser indiscutidos - mesmo que dirimíveis em tribunal. 

 

Agora que isto sirva para renegociar ordenados? Para reclamar aumentos? Não. É a negação de tudo o que foi afirmado. E o clube devia ser inflexível.

 

2. O dr. Varandas deu uma entrevista na passada semana. Mais uma vez usou a "war card", o trunfo guerreiro, no pateta paleio de estar preparado para comandar soldados nos terrenos de combate. Sportinguistas insignes, até membros da sua base de apoio, aventam-me que está linha discursiva será por influência da empresa de comunicação que lhe enquadra a candidatura, que nada mais havendo para o catapultar o convenceu a militarizar o seu perfil. Talvez, mas será o caso típico de pior a emenda que o soneto. Um clube desportivo é para o ordenamento social e formação da juventude, é abjecta a sua utilização para a divulgação de valores belicosos. Ainda para mais neste ridículo registo pomposo.

E ignorante: sabem os mais velhos que até há meio século a administração e gestão empresarial era uma área de grande presença de engenheiros e de ... militares. O mundo mudou, o pais também, a formação muitíssimo. Na política percebeu-se que uma sociedade não é um quartel, no trabalho sabe-se que uma instituição não é uma manobra militar. E que o desporto não é uma guerra, ou sua tradução - como os regimes comunistas entendiam. Ou seja, que "as cadeias de comando (não) são sagradas" e que as diferentes perspectivas não são para perfilar sob toques de alvorada e "ordens unidas". Poderá ser que o dr. Varandas seja o melhor candidato para o clube mas, caramba, o bafiento cultural é do piorio para o país. 

 

3. O egocêntrico Eduardo Barroso deu uma entrevista. E lembra um episódio que o jornalista esclarece. Uma invasão de campo em Alvalade em que o presidente Bettencourt enfrentou, com galhardia, os ofensores - pode a sua presidência ser criticável mas essa atitude é muito louvável (já agora, mostrando que não é preciso ter sido militar deployed, como agora se diz em português de agências de comercialização humana, para se saber e conseguir ser). E o jornalista recorda que a invasão de campo era capitaneada pelo líder claqueiro. Será interessante lembrar que esse líder, uma década passada, estava capitaneando a turba aquando do caso Alcochete. Com acesso a instalações, com diálogo com funcionários, pois presença habitual, e pessoa até içada a personalidade do clube. A besta é acarinhada. Em nome de quê? Do apoio para a conquista de taças de squash, da malha, de futebol?

 

Cúmplices do terrorismo

 

juveleo.png

 

Estes canalhas mantêm-se sócios do Sporting? Continuam a ser apoiados financeiramente pela direcção do clube? Ainda fazem negociatas com milhares de bilhetes que lhes são oferecidos pela gerência leonina? Ninguém lhes pede responsabilidades? Não há uma voz no que resta deste Conselho Directivo que se atreva a demarcar destes javardos? Acharão que é "chato"?

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