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És a nossa Fé!

«Se quiseres, levo mais para vender»

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«Um e-mail enviado por uma funcionária do Sporting a dois dirigentes da então direcção de Bruno de Carvalho dava o sinal de alerta: "Pelas claques passam milhões e passam muitos criminosos do mundo da noite. Tráfico de droga, prostituição..."

O documento, enviado três dias depois da invasão de elementos da Juventude Leonina à academia leonina, está a ser investigado pelo Ministério Público e faz parte do extenso processo de Alcochete, que se encontra nas mãos da juíza Sílvia Rosa Pires, a que o Expresso teve acesso.

A referência ao tráfico e consumo de cocaína por elementos da principal claque do Sporting está longe de se resumir aos 15 gramas confiscados no sótão da sede da Juve Leo no Estádio José Alvalade, atribuídos ao líder da claque, Nuno "Mustafá" Mendes, e no apartamento de dois dos acusados, em rusgas realizadas pela GNR em Novembro do ano passado.

As trocas de mensagens através do WhatsApp entre arguidos do caso, todos eles ligados à Juventude Leonina, permitiu à GNR perceber os preparativos do ataque realizado contra jogadores e equipa técnica na tarde de 15 de Maio de 2018, mas também como funcionava o circuito de compra e venda de cocaína e haxixe entre os suspeitos.

Na semana que antecedeu a final entre o Sporting e o Desportivo das Aves, no Estádio Nacional, em Maio desse ano, as combinações multiplicaram-se. "Quero quatro gramas para mim. Se quiseres, levo mais para vender. Vou fazer a encomenda hoje, para o Jamor", escreveu um elemento da claque.

Outro adepto lamentava: "Só me sai sangue das narinas. Já bebi três minis e dois traços. Estou com vontade de dar, mas o fornecedor foi dentro."

Antes do jogo contra o Atlético de Madrid na capital espanhola, em Abril desse ano, um outro arguido dava directrizes: "Confirma as encomendas, Mano, quando puderes, 58 euros, 35 capeta, NIB 002..."

Juntamente com a frase foi enviada uma fotografia com um saco de cocaína e um ficheiro de áudio onde se ouve alguém a snifar algo. "Capeta" é um nome de código, muito repetido durante as conversas, sempre que alguém se refere à cocaína. Mas também há quem refira a mesma droga como "falupa".

O envio de números de identificação bancária via WhatsApp era recorrente entre os diversos grupos que contactavam entre si por telemóvel.

"Mandas-me o NIB para te transferir o dinheiro ou preferes que te dê em mão em Madrid?", pergunta outro membro da claque. (...)

A leitura das centenas de mensagens revela que o consumo e tráfico de cocaína parece uma banalidade entre estes adeptos. Um deles, que se encontrava numa festa de aniversário da afilhada, mostrou surpresa por nenhum dos 50 jovens convidados de 18 anos "dar na falupa".

No final da conversa, um sugere: "Temos de passar para o cavalo [heroína]", logo corroborado por outro: "Temos de passar de nível." (...)

Um dos apensos do processo [de Alcochete] é dedicado a elencar o número de crimes de que o grupo de arguidos foi já acusado ou condenado. Quase metade dos acusados tem historial com a polícia, os outros são primários e podem, por isso, ser beneficiados pela juíza, que irá ter em conta a idade precoce de alguns deles. Os crimes de que já foram indiciados são sobretudo de ameaça agravada, furto qualificado e tráfico de droga.»

 

Excerto de notícia do semanário Expresso de hoje

O exercício do ódio

«Porque é que as claques do Sporting contestaram Varandas num jogo em que a equipa goleou? Pela mesma razão que adeptos do Wolverhampton e do Standard Liège se envolveram à pancada, imagine-se, no Porto: porque, para uma certa categoria de pessoas, o futebol é sobretudo um pretexto para o exercício do ódio, da vingança e da aversão em geral. No caso das claques leoninas, não lhes chegou ganhar. No de ingleses e belgas, claques ou não, não foi preciso sequer jogar. Nenhum está nisto por causa do futebol. E o futebol só se protegerá deles proibindo uns e rogando às autoridades que condenem os outros.»

 

Joel Neto, n' O Jogo (29 de Novembro)

Nunca esqueceremos

 

Estavam decorridos 20 segundos de jogo num Sporting-Benfica quando, da zona do estádio onde se concentravam os ultras da Juventude Leonina, começaram a chover tochas incendiárias dirigidas a Rui Patrício.

Uma cena miserável e canalha, decorrida quando ainda quase todos cantávamos O Mundo Sabe Que com entusiasmo nas bancadas.

Nunca a esqueceremos: aconteceu a 5 de Maio de 2018 e foi um dos momentos mais vergonhosos de que me recordo como adepto e sócio do Sporting. Hei-de lembrá-lo sempre que alguém se atrever a branquear e desculpar o comportamento incendiário de tais meninos.

Indignação?

Aquele grupo organizado de adeptos travestido de claque, ou aquela claque travestida de grupo organizado de adeptos, nunca percebi bem, voltou a fazer merda. Desta vez o visado foi o autocarro do Sporting, como já outras vezes o alvo foram instalações do clube ou gente conhecida ou anónima, que pelas mais tristes circunstâncias se tornou conhecida. Dois deles pós-mortem.

E desta vez, como em outras anteriormente, quem tem responsabilidades nisto assobia para o lado. O secretário de estado, que faz o frete ao ministro e que se está cagando para o Sporting; O ministro que se está cagando para o Sporting e que faz o frete ao lampião do primeiro-ministro, que por sua vez caga no Sporting e nos seus adeptos e sócios e no seu património. E as polícias, todas! E o ministério público e os juízes, com muitos poucos exemplos que contrariem este clima de ditadura lampiónica.

O "outro" era maluco. Fez "tilt", queimou os fusíveis, o que quiserem, mas porra, enquanto lá esteve era o primeiro, de dentes arreganhados, na defesa do Sporting e exigindo medidas a todos e a mais alguns. Há uma enorme diferença entre um post no facebook, goste-se ou não, barafustando contra os "bois" e dando-lhe nomes e um comunicado a dizer, de mansinho, de forma polida para não sujar os colarinhos que "nós já tratamos dos nossos arruaceiros, os outros que tratem dos deles também". Como se os outros fossem algum grupo que se pautasse pelo cumprimento básico da Lei, ou como se os que agora foram ilegalizados não se venham a comportar como travestis de claques, tal como os outros. Tanto amadorismo, tanta desgraça, tanta incompetência. Tanta falta de tomates!

A voz da leitora

«Imensa pena de que membros de claques tenham acesso privilegiado a bilhetes para jogos fora de casa, em detrimento dos sócios que residem nessa área geográfica. Sendo especialmente difícil de aceitar, quando nem a pertença a um dos Núcleos da região garante acesso a ingressos para jogos acontecidos na mesma. É mais fácil ter acesso a ingressos se formos membros de uma claque do que se formos sócios do Sporting Clube de Portugal e de um Núcleo do Sporting Clube de Portugal.»

 

CAL, neste meu texto

Um país de faz de conta

Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica, (não) esteve este sábado (ontem, 16/11/2019) no almoço que (não) assinalou os 37 anos dos Diabos Vermelhos, (não) tendo sido acompanhado por David Tavares e Samaris, jogadores do plantel encarnado.

A (não) presença de Vieira acontece no final de uma semana marcada por duas decisões judiciais favoráveis às águias, uma das quais anulando a realização de jogo à porta fechada, por alegado apoio a claques ilegais (que, como se comprova, não existem).

No ano passado, o líder das águias já (não) havia participado nas comemorações do 36.º aniversário dos Diabos Vermelhos.

 

Uma (não) notícia do Sapo.

Parabéns à Torcida Verde

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Não é segredo que a minha claque favorita no Sporting é, de há muito, a Torcida Verde. Daqui vão, portanto, as minhas felicitações aos membros da Torcida. Porque estão de parabéns: faz hoje 35 anos que esta claque foi fundada. Para servir o Sporting e não para se servir dele.

Razão acrescida para merecerem o caloroso abraço que aqui lhes deixo.

De Tondela, com azia

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Foi sensivelmente desde este mesmo local que vi o Sporting de Keizer fazer uma das piores exibições da temporada e perder com o Tondela de Pepa. Se calhar devia ter ido para o lado das claques, de onde vi o Sporting de Jesus golear com três ou quatro golos de Bas Dost, ou ganhar já depois da hora com um golo de Coates.

Juntando a isso, um onze do Sporting com o Ilori a defesa central do lado esquerdo (ele que já é tão mauzinho do lado direito) e os pés-frios Ristovski e Miguel Luís (três golos falhados e um sofrido à conta dos dois), só mesmo com aquela sorte que Silas tem tido o Sporting sairia de Tondela com os três pontos.

Silas está a dar o que tem e o que não tem no comando do Sporting. Ele experimenta, inventa, modifica, transforma, quer o Sporting do futuro, de posse, de construção, de inteligência. Não quer heróis, quer uma equipa. Para alguém que acabou de chegar a treinador, que nunca jogou num grande a sofrer para ganhar a equipas pequenas, e que apanha o clube à beira duma guerra civil, se calhar esforça-se demasiado. Um 4-3-3 com ponta de lança a tempo inteiro e Bruno Fernandes vagabundo a resolver o assunto se calhar chegava, como chegou a Keizer para ganhar duas Taças e conquistar o 3.º lugar da Liga.

Mas enfim. O mal está feito, foi feito na preparação da época e no fecho do periodo de transferências, ninguém se assume como responsável, se calhar fui eu e não dei por isso, agora é aguentar. Até.

 

PS: Em Tondela, numa região de Sportinguistas, com as bancadas repletas de verdes,  brancos e amarelos, de um lado e doutro, estavam estacionadas sete carrinhas do corpo de intervenção da GNR, dois de cavalos, mais um de cães polícias, mais uns tantos spotters da polícia. Digamos que era um verdadeiro cenário de guerra. Tudo isto para que as claques se sintam em casa e ajarvadarem com segurança. Quanto custou o exército? Quem paga? Quantos sócios do Sporting deixaram de ir apoiar o Sporting por este estado de coisas?

SL

Vão ter de falar

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Terão de pronunciar-se. O Presidente da República e o presidente da Assembleia da República e o secretário de Estado do Desporto, tão lestos a comentar outros assuntos, não podem enfiar as cabecinhas dentro da areia.
O mesmo vale para o presidente da Liga, Pedro Proença, e para o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Gomes.
E não há por aí uma Autoridade para a Prevenção e o Combate da Violência no Desporto? Pois ela também: nada de assobiar para o lado. Exigimos que se pronuncie, sem demora.

 

Não há neste momento condições para se realizar uma assembleia geral do Sporting em condições de segurança e de elementar respeito pela liberdade de expressão. E têm sido recorrentes as agressões verbais e até físicas que ameaçam a segurança de espectadores de recintos desportivos - como vem sucedendo, infelizmente, no Estádio José Alvalade e no Pavilhão João Rocha.
É uma questão muito séria, que interpela os poderes públicos portugueses - designadamente o poder político e as autoridades federativas. Estas entidades não podem permanecer em silêncio.

Coragem contra as claques (2)

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«Frederico Varandas, honra lhe seja feita, decidiu declarar guerra a este fenómeno [claques] no Sporting. Mas esta é uma guerra que não deve ser só dele nem do Sporting. Este é o momento de quem tem algum poder deixar de assobiar para o lado. Olhar, de preferência com olhos de ver, para um fenómeno preocupante e perceber que é agora... ou depois pode ser demasiado tarde.

Há, também, outra possibilidade. A de serem os adeptos normais a colocarem as claques no seu devido lugar. Como ontem [domingo] à noite aconteceu em Alvalade: quando os cânticos à exaustão repetidos nas últimas semanas se fizeram ouvir, a resposta foi um coro de assobios que quase os abafou.»

Ricardo Quaresma (A Bola, 28 de Outubro)

 

2

«Concordo totalmente [com o presidente do Sporting]. Esta questão das claques do futebol é uma vergonha. E neste momento há que dizer que o presidente do Sporting, Frederico Varandas, teve uma actuação correctíssima, honesta, corajosa, digna. Ele agiu com coragem e agiu com princípios. Foi dizer: vamos pôr ordem nas claques, rescindir protocolos, limitar mordomias, impor regras, acabar com benesses. Muito bem.

Isto até lhe pode custar, de hoje para amanhã, a liderança. Mas ele agiu com coragem, com princípios. Ao contrário de presidentes de outros clubes, que fazem vista grossa.

Este problema não é sobretudo de futebol ou de desporto. É um problema de segurança das pessoas que vão aos estádios e é um problema de autoridade do Estado. Porque as claques são um verdadeiro estado dentro do Estado. Não respeitam nada nem respeitam ninguém.»

Luís Marques Mendes (SIC, 27 de Outubro)

A javardice habitual...

A turba hooligan que parasita a bancada Sul insiste no comportamento javardo. Sinceramente já cansam, mas não pensem que vencerão pelo cansaço. Sempre que urraram os habituais insultos ao presidente, foram assobiados pela maioria do estádio, mostrando assim aos mais distraídos que os sócios podem não estar satisfeitos com o actual rumo do futebol, mas não aceitam ficar reféns do gang, que mostra azia pelo fim dos privilégios injustificáveis que ao longo dos anos foram obtendo.

Há muito que o propósito inicial das claques se encontra desvirtuado, sendo do domínio público que hoje albergam gente muito pouco recomendável e até mesmo alguns delinquentes. O Sporting Clube de Portugal tem por missão formar atletas e promover a prática desportiva, não serve para subsidiar parasitas.

Obviamente que o clube não pode proibir o direito de associação, se imbecis se juntam, devem poder fazê-lo sem problema. Mas também não tem que os favorecer. Para começar, se querem ocupar lugar no estádio, devem começar por comprar gamebox ou bilhete para o jogo a preço normal. E serem revistados à entrada de forma competente, é inadmissível que entrem tochas nos estádios como aconteceu hoje em Alvalade na bancada Sul, permitindo que meia dúzia de grunhos obrigassem as pessoas em seu redor a inalar substância tóxicas, um comportamento verdadeiramente deplorável, que gostaria que alguém me explicasse em que medida aquilo é apoio à equipa, ou que motivação transmite aos jogadores...

Match Point

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São por demais conhecidas as dificuldades por que passa o nosso grande Sporting Clube de Portugal, com uma Direcção legitimamente eleita acossada por uma "formação espontânea" de brunistas, ricciardistas e claquistas, todos a aproveitarem um momento negro do futebol profissional (causado por uma incompetente e autista preparação da temporada e improvisão absoluta no que se seguiu) e a congeminar uma geringonça que faria o albergue espanhol de Godinho Lopes corar de vergonha. 

Estão então criadas todas as condições para que a visita do Vitória de Guimarães amanhã a Alvalade nos faça recordar o famoso filme de Woody Allen. 

E a primeira pessoa que sabe isso mesmo é Silas. As grandes ideias e ilusões cederam lugar à triste realidade das exibições deprimentes e da eliminação na competição que há pouco tínhamos ganho, o "risco na construção", a "posse da bola para controlar o jogo", o é "o futebol em que acredito e o que gostava de jogar", ao mais pragmático "não tenho tempo para treinar" e o "este jogo vai ser muito complicado".  

Sendo assim, o resultado de amanhã vai ser tremendamente importante para o resto da temporada. Irei lá estar, como mais 30 e tal mil, a torcer pela vitória do Sporting seja com o pé seja com o rabo.

A minha fé no Bruno (no Fernandes) e o prevísivel cansaço do opositor depois dum grande jogo no Emirates levam-me a acreditar que vamos passar o difícil obstáculo e que vamos (todos) poder ganhar alguma tranquilidade e confiança para o que se segue.

Vamos ver e depois falamos...

 

PS: E espero que o Mr. Murphy meta férias:

"THE TOP OF A TENNIS NET WILL ATTRACT THE BALL TOWARDS ITSELF.

This is the only explanation for a ball that meets the net that would otherwise sail over it. All the laws of motion indicate that the ball should reach the other court but the law of attraction between the net and the ball has the final word!"

SL

Olho por olho... Todos ficamos cegos

 

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O comportamento da Juve Leo e do DUXXI tem sido negativo para o clube?

Claro que sim.

Era preciso tomar medidas?

Sim.

Era preciso ir tão longe, ao ponto de expulsar as claques dos espaços que ocupam no estádio?

Talvez não.

Porque, depois disto, só falta mesmo proibir elementos das duas claques de entrarem no estádio.

Humilhar estas duas claques desta maneira é apenas garantia de que nunca por nunca, com Varandas na presidência, haverá paz no clube.

Na minha opinião, o erro de FV está lá atrás. Sabendo que contava desde início com oposição das claques, não conseguiu a aproximação - não percebeu a importância disso, sequer.

Recordo com tristeza o dia após a conquista da taça, quando FV e a equipa foram recebidos na Câmara de Lisboa. Em alta, FV poderia ter aproveitado a oportunidade para falar para as duas claques. Em vez disso, falou contra a anterior direção e seus apoiantes. Em vez de tapar o fosso, cavou-o ainda mais.

Foi simplesmente absurdo.

Desde então, o fosso nunca parou de aumentar. Até aos dias de hoje, em que, mesmo em casa, o Sporting joga fora de casa.

Sei bem que há muita marginalidade nas claques. Mas também há muita paixão pelo clube. Há tantos marginais quantos grandes sportinguistas.

Mais do que a escolha de Keizer, desunir ainda mais o Sporting (replicando o pior de BdC, mas ao contrário) é o grande erro de FV. Nem nos piores tempos de BdC o Sporting esteve tão desunido como hoje.

E não se iludam: sem as suas claques, o Sporting perde paixão, e Alvalade perde aquela energia própria dos grandes clubes.

Nunca, jamais, se deveria ter chegado a este ponto. Entre homens, as coisas resolvem-se cara a cara. E FV deveria ter encarado as claques. Um verdadeiro presidente, um líder, tê-lo-ia feito. 

Seria inevitável

Leio nas edições on-line dos jornais que as claques JL e DUXXI terão cinco dias para abandonar as "casinhas".

Não faria sentido que assim não fosse, na sequência da decisão unilateral de quebrar o protocolo existente entre as partes.

Daqui do meu sofá e lá no estádio, no meu lugar "cativo", desejo ardentemente que isto não descambe em violência nos dias dos jogos e nos outros, obviamente.

Entretanto pelo menos para o próximo jogo, os lugares naquele sector não estão à venda. Também faz sentido, se tudo o resto fizer sentido.

As claques que restam, tal como fizeram ontem, não deixarão de puxar pela equipa e até eu farei um esforço para bater umas palminhas.

A ver vamos no que isto vai dar, mas espero que dê saúde ao Sporting, acabe lá isto como acabar.

Diz Dias da Cunha

Em declarações à Rádio Renascença, sobre as claques:
 
"Têm sido um problema sério e acho que ele o resolveu muito bem com a decisão que tomou. As claques estão, desde o princípio, contra ele, porque defendem o Bruno [de Carvalho]. As claques querem correr com ele e isso torna as coisas muito difíceis, porque [Bruno de Carvalho] é quem eles admiram e consideram."

Mas deixou uma certeza: "Não são só as claques que estão a procurar correr com o presidente. Há ex-dirigentes que já se veem como candidatos a presidente. O movimento não é só das claques. Há quem pretenda o lugar e esteja a contribuir para tornar a condução do Sporting difícil. Dou-lhe o meu total apoio. Tudo em nome da estabilidade e porque o considero uma pessoa absolutamente capaz de desempenhar o lugar de presidente do Sporting neste momento muito difícil que o clube está a viver".

Dias da Cunha considerou, por outro lado, que o despedimento de Marcel Keizer foi "um erro".
 
Quem é Dias da Cunha (Wiki Sporting):
 
 

"... Dias da Cunha era Vice-Presidente da Direcção presidida por José Roquete, acabando por chegar à Presidência a 1 de Agosto de 2000, na sequência da demissão do Presidente que estava em rota de colisão com Luís Duque, na altura à frente da SAD.

Devolveu a estabilidade ao Clube e notabilizou-se na luta cerrada contra o "sistema" e na defesa da credibilização e transparência do futebol português, tendo sido o primeiro a ter a coragem de apontar o dedo frontalmente àqueles que considerava serem os grandes responsáveis pelos tais "maus hábitos instituídos" que sempre denunciou.

A 12 de Julho de 2002 foi reconduzido na Presidência do Clube após umas eleições em que não teve oposição.

Foi no seu mandato que foram construídas e inauguradas as mais importantes obras do "Projecto Roquete", ou seja, a Academia Sporting e o Complexo Alvalade XXI.

No nível desportivo, viveu o seu ponto alto em 2002 quando o Sporting foi Campeão Nacional e ganhou a Taça de Portugal e a Supertaça, sem esquecer a brilhante carreira da equipa na Taça UEFA de 2005, que terminou ingloriamente com a dolorosa derrota na Final disputada no novo Estádio José Alvalade."

 

Dias da Cunha é tudo aquilo que Bruno de Carvalho gostaria de ter sido...

SL

Uma estranha sensação de Déjà vu

1 - Ontem o jogo em Alvalade mostrou um Sporting bipolar: com um futebol escorreito e quase vistoso, com a bola a chegar com perigo à área do adversário na primeira meia hora, e depois uma equipa extremamente insegura, hesitante, com um meio campo excessivamente permeável e demasiados passes falhados (não há ninguém melhor que Doumbia para fazer o número 6?). Para isso não ajudam nada os sinais que vêm da bancada – os adeptos estão impacientes e intransigentes para com o falhanço. Receio que a recuperação de confiança da equipa ainda demore: tarda uma exibição concludente com o consequente resultado. Aqueles jogadores são capazes de muito mais.

2 - Também não gostei do espectáculo final do topo sul, onde as claques afinal se mantêm impunemente empenhadas, não a apoiar o clube, mas para derrubar revolucionariamente o presidente eleito. O Sporting não pode ser dirigido a partir da rua, muito menos pelas claques - nenhuma instituição sobrevive em permanente sobressalto revolucionário. A direcção também precisa de paz institucional, cumprir o mandato para que foi eleita, de preferência corrigindo os erros cometidos na gestão do futebol profissional. Julgo que não seja preciso um curso superior para entender que, com os maus-tratos dos últimos anos, o que está em jogo é a sobrevivência do Sporting como nós o conhecemos. Temos de pôr fim a este processo de autofagia. Não somos campeões há 18 anos? Olhem para o Liverpool (e tantos outros históricos da Liga Inglesa).

A nuvem por Juno

Bom, eu queria aguardar para o pós-jogo de hoje para "dissertar" sobre a problemática das claques, porque estou curioso para ver como se porta "o estádio" com esta nova realidade, mas entendi que a opinião que tenho sobre o assunto não se alterará seja qual seja a atitude da "curva sul" na recepção ao Rosenborg.

Já tenho por aqui escrito e defendido que as claques, não sendo fundamentais ao apoio aos atletas em competição, são um factor muito importante desse apoio e por vezes nalguns locais, o único. Na sua essência, as claques são um factor positivo para os clubes, neste caso particular para o Sporting ainda que circunstâncias várias fossem desvirtuando o seu papel e a sua existência, ao ponto de hoje grande parte dos adeptos as considerarem um factor negativo e desagregador, tão longe do seu papel inicial. E lamentavelmente estarão certos nesta apreciação.

Anos de evolução das claques sem regulação e após regulação sem fiscalização adequada, conduziram-nas a quase todas a grupos compostos maioritariamente por gente boa, é certo, mas em quase todas dirigidos por gente muito pouco recomendável.

São conhecidos episódios de violência extrema protagonizados por membros de claques de outros clubes, alguns até que ceifaram a vida a pessoas de carne e osso; São conhecidos episódios de tráfico de estupefacientes nas "casinhas" das claques de vários clubes; São conhecidos e estão sob alçada da justiça, vários actos criminosos perpretados por elementos de várias claques, entre eles elementos da Juventude Leonina; É público que o dirigente máximo dos super dragões se passeia num automóvel de luxo de alta cilindrada, não se lhe conhecendo fontes de rendimento para tal; Do outro lado da rua passa-se pela porta 18 com uma impunidade arrepiante...

O que quero eu dizer com este intróito? Pois quero dizer que apresentado o cenário atrás descrito, por muito mafiosos que sejam Pinto da Costa ou Filipe Vieira (e falo por ouvir dizer) e por muito mafiosos que tivessem sido Godinho Lopes e Bruno de Carvalho, outros antes deles e Varandas agora, qualquer medida avulsa que seja tomada contra as claques (oxalá eu esteja redondamente enganado), como esta de Frederico Varandas agora, estará condenada não só ao fracasso mas pior, estará intimamente ligada a uma escalada de violência que afastará as pessoas do estádio.

Eu percebo a atitude de Frederico Varandas e em tese até concordo com ela: as claques não podem ser um "estado" dentro de outro "estado" e não podem condicionar a gestão do clube como grupo, ainda que os seus membros enquanto sócios tenham todo o direito a ter opiniões semelhantes e concertadas. Apresentem-nas dentro das regras instituídas e "que ganhe o melhor", se for esse o caso. Pode Frederico Varandas estar no entanto certo que, como disse atrás, esta sua posição/atitude estará condenada ao fracasso se quem tem obrigação de resolver o problema se continuar a demitir da sua obrigação. Falo obviamente do governo, do ministério público e dos tribunais. Tivessem estas entidades em devido tempo prestado atenção ao fenómeno, ao crescimento da violência e criminalidade associadas e Frederico Varandas contaria com um grupo de claques focadas no apoio aos atletas de todas as modalidades e não à contestação ao seu mandato (contaria com ela, mas noutras sedes e noutro contexto) e Godinho Lopes e Bruno de Carvalho não teriam sido seus reféns. Quem afirma que as claques funcionavam como guarda pretoriana dos presidentes que por cá passaram é no mínimo distraído e não está bem a ver a relação de forças. E é de força mesmo que falo! Tudo o que estas duas claques agora penalizadas movimentam, a força da inércia que deslocam, o mundo que à sua volta gira é, por muito que me custe dizê-lo, mais que qualquer presidente e eles têm-se deixado encostar debaixo do toldo "amigo" destas claques, para conseguirem minimamente governar. 

É boa a medida? Se quiserem que seja simpático e pensando de forma simplista, sim! No entanto se pensar que nas claques estão jovens sportinguistas que "apenas" querem ajudar o Sporting com o seu apoio incondicional, vibrando pelo clube em cada estádio, em cada pavilhão, em cada local onde compita um atleta do Sporting e que esses jovens são a esmagadora maioria dos membros das claques, se calhar aquilo que já aqui escrevi, ad nauseum, e que é a medida que deveria ter sido tomada logo a seguir à invasão de Alcochete, que era a suspensão (ainda que preventiva até decisão do processo em tribunal) e a consequente proibição de frequentar as instalações do clube aos membros das claques e outros que sendo (ou não, por maioria de razão) sócios do clube, perpretaram aquele acto criminoso, evitaria esta medida radical agora tomada. Será avisado que não se tome a nuvem por Juno, sob pena de estarmos a hipotecar o futuro do clube, que como sabemos pouco tem ganho no futebol nos últimos 40 anos e chamar jovens a um clube que não ganha...

Parece-me que o caminho, mais que uma refundação das claques JL e DUXXI, será "apenas" a aplicação da legislação em vigor, que é quanto baste para que as coisas funcionem na perfeição. Não podendo o clube imiscuir-se na organização interna das claques, que são personalidades jurídicas autónomas, pode no entanto condicionar a sua actuação intramuros à verificação do cumprimento da legislação. Será fácil, cumpre a Lei conta com apoios, não cumpre, não conta!

Não será contudo sério que culpem apenas o "Orelhas", o "Papa", o "Fivelas", o "Kim" e o "Flopes" pelo descambar desta realidade que são as claques em Portugal. Se calhar o "Bolo Rei", o "Sócas", o "Coelhone" e o "Monhé" também têm muitas culpas no cartório. 

Coragem contra as claques

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«Basta ver as arruaças que eles montam nas assembleias gerais do clube, onde só pode falar quem eles deixam, para sabermos de que lado está a razão na guerra civil desencadeada entre as claques e a Direcção do Sporting Clube de Portugal.»

«O que importa é saber se os clubes portugueses, e não apenas o Sporting, devem continuar capturados por bandos de arruaceiros ociosos, que, muitas vezes, não são mais do que associações criminosas - organizadas enquanto tal e apoiadas pelos clubes. Trata-se de saber se os estádios, os pavilhões, os clubes e o futebol é deles ou é nosso.»

«É por isso que a decisão da actual Direcção do Sporting de retaliar contra as suas claques é uma decisão corajosa e que poderá fazer história. Se Frederico Varandas e os seus pares perderem esta luta é provável que o Sporting desapareça para sempre como clube unido por uma paixão comum.»

«A Direcção do Sporting não pode estar sozinha e ser abandonada à sua sorte, neste combate que é de todos e onde se joga o futuro de um espectáculo e de toda uma actividade que a maioria deseja que possa ser frequentável por todos.»

Miguel Sousa Tavares (A Bola, 23 de Outubro)

 

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«O meu elogio vai para Frederico Varandas, como iria igual para os outros presidentes dos outros clubes que tivessem a coragem de fazer o que ele fez. E tem a ver com o corte radical que ele fez com as chamadas claques organizadas. Porque, pelo que me contam, e não é só no Sporting, [elas protagonizam] coisas intoleráveis.»

«Ter a coragem de fazer isto é algo que merece ser elogiado. Não sei se vai conseguir. Dizia-me um sportinguista ferrenho, meu amigo: "A ele não vai bastar apenas uma escolta policial, ele tem que ter muito mais que isso para evitar males maiores." Estamos nisto: a polícia não cumpre o seu dever.»

«[Varandas] é um homem que merece elogios. Ele sabe que, se o Estado não intervier, ele não consegue nada. Porque eles [membros das claques] são uma espécie de estado dentro do Estado.»

José Miguel Júdice (SIC Notícias, 22 de Outubro)

No sítio errado

Algumas claques do Sporting, as ocupantes da tão ardentemente pronunciada "curva Sul", há muito que perderam o pé. E a mão, as mãos. Em bom rigor, as mãos. Foram estas últimas o meio para atingir o fim de um dos episódios mais infames que me foram dados a assistir no estádio José  Alvalade. Muitas daquelas mãos, mãos demais (uma só bastaria para ser demais), essas mãos que deviam limitar-se a aplaudir e a coreografar incansáveis apoios à nossa equipa estiveram, afinal, ao serviço do deplorável arremesso de material pirotécnico contra o nosso guardião. Para qualquer sportinguista interessado em puxar só e apenas pela equipa, aquela foi uma vergonhosa e insultuosa chuva de foguetes que incessantemente caiu sobre a nossa grande área, mal o árbitro apitou para o início do jogo contra o nosso grande rival.

Só isto deveria ter provocado o fim do protocolo entre o clube e as claques. Nada foi feito. Uma intolerável inimputabilidade que a muitos de nós levou à suspeita de que aquele ataque ao nosso capitão e em pleno estádio, na nossa casa, teria a cobertura ou pelo menos a conivência do à época chefe máximo do clube. O mesmo que dias depois acabou por declarar ser "chato" que alegados elementos das claques tivessem atacado os jogadores na Academia.

Por indecente e má figura, no grandioso dia 23 de Junho de 2018 o "chateado" foi destituído por uma esmagadora maioria de 71,36% dos sócios que rumámos à Assembleia Geral. E que maravilhoso dia, sportinguistas. Maravilhoso. 

Infelizmente, o homem foi-se mas as sementes do ódio por ele deixadas germinaram e germinam ainda. Nas últimas semanas temos assistido a isso de forma inequívoca, servido num espectáculo de terror de novo desvario dos Grupos Organizados de Adeptos, muito mais apostados em fazer-se ouvir contra quem serve o Sporting do que em defesa do clube. 

As claques, como qualquer sócio, não devem perder o sentido crítico, mas pela presença qualitativa e quantitativa que têm nos recintos desportivos, em particular, e na sociedade, em geral, não podem transformar-se em oposição interna à Direcção do clube. Isto por questão de princípio e ainda porque o Sporting Clube de Portugal é mais, muito mais do que parceiro. A oposição em campo aberto a Frederico Varandas e restante Direcção com recurso a ameaças físicas e linguagem altamente ofensiva, injuriosa mesmo, é intolerável, e, além do mais corrobora o título deste texto.

Aquelas claques estão no sítio errado. Não podem nem devem fazer política. Nem oposição a um presidente. Menos ainda no espaço público. Só têm de apoiar. É para isso que lá estão. Foi para isso que o clube celebrou protocolos com as claques Juventude Leonina e Directivo XXI.

No entanto, estar no sítio errado parece ser hoje uma característica exasperante do nosso Sporting. Estamos no sítio errado da tabela classificiativa da primeira liga de futebol. A equipa entra em campo com jogadores nos sítios errados. Tudo parece errado na organização do nosso futebol sénior.

Temos ainda um presidente no sítio errado. E não será este rasgar dos protocolos com as claques (Varandas só podia fazer isto, que diabo!), não será isso que me convence do contrário.

Nos dias que correm assisto com cada vez mais frequência à passagem de pessoas para lugares para os quais não têm perfil ou capacidade. E a mim, com mais ou menos protocolos de claques rasgados, parece-me evidente que o sítio de Varandas não é no gabinete presidencial do Sporting, mas sim num gabinente médico a tratar de luxações e entorses. 

Nas próximas eleições, assim espero, estarei no sítio certo para ajudar a pôr as coisas no sítio.

Claques não são donas do Sporting

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O Sporting Clube de Portugal tem quatro claques que representam pouco mais de três mil sócios, o equivalente a 1,7% do total de sócios do clube e 3,3% do universo de sócios pagantes.

Esta é a gota de massa cinzenta que reclama ter mais direitos que os demais e exerce pressão sobre tudo e todos como se fossem os verdadeiros dirigentes do clube. Não. Não podem, nem devem existir claques que se autoproclamam donas disto tudo.

Claques facilmente instrumentalizadas para causar instabilidade e destruição dentro do Sporting não devem ter palco e muito menos serem patrocinadas pelo dinheiro do clube. Eu como sócio, com quotas em dia, não votei em claques para autodestruir o clube.

Convém lembrar que o Sporting já existia antes das claques e vai continuar bem vivo mesmo sem claques. São os sócios, adeptos e simpatizantes – cerca de 3,5 milhões de pessoas, segundo as estimativas – a razão de ser do Sporting e que constituem a sua alma.

Frederico Varandas, eleito democraticamente, devia ter cortado todo o apoio às claques envolvidas no terramoto de Alcochete logo que assumiu a presidência. A decisão é tardia, mas mais vale agora do que nunca.  

É preciso pulso firme, Dr. Varandas, e não ter receio de decidir para limpar, equilibrar e dar rumo à Nação Verde, para poderemos ser “Tão grandes como os maiores da Europa”.

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