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És a nossa Fé!

Ultra-javardice...

 

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Lamentável, mas pouco surpreendente, a cada jogo a javardice instalada na bancada Sul mostra a sua verdadeira face. Não consegui perceber a razão porque hoje a PSP não evacuou o local, retirando à força se necessário, o gang que prejudicou o espectáculo. Sugiro à direcção da Sporting SAD que pondere encerrar a bancada A superior Sul em próximos jogos e coloque noutras áreas do estádio os detentores de gamebox. Para grandes males, grandes remédios. De futebol falarei noutro post, não vou misturar o Sporting com imbecis. 

 

P.S. -  Não publicarei insultos nem comentários que pretendam enviar recados a terceiros. Como é hábito nos meus posts, a crítica é bem vinda, a divergência é respeitada. Escusam de tentar usar os meus posts para guerras que não me dizem respeito. Saudações leoninas.

O inimigo dentro de casa

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Imagens do estádio José Alvalade, esta noite, no início da segunda parte do Sporting-Benfica. Na curva sul, local cada vez mais mal frequentado, assim que soou o apito para o recomeço da partida começaram a voar petardos, tochas e potes de fumo sobre o relvado, caindo junto à baliza à guarda de Luís Maximiano.

 

Parecia a reedição do ataque contra Rui Patrício, em Maio de 2018 - por coincidência ou talvez não, também num Benfica-Sporting. Houve incêndios nas bancadas e no relvado, o estádio cobriu-se de densos fumos tóxicos e o árbitro viu-se forçado a suspender a partida durante quase seis minutos. Quando as duas equipas estavam empatadas a zero. No extremo oposto, os adeptos benfiquistas gozavam o prato, como se estivessem de visita à aldeia dos macacos. Naquele momento ficou bem evidente que não precisamos de inimigos externos: o maior inimigo está dentro de casa.

Os jogadores do Sporting, ao verem que os supostos adeptos os brindavam novamente daquela forma incendiária durante o confronto com os nossos mais velhos rivais, não esconderam o seu desalento, bem patente na linguagem corporal durante o interminável interregno, enquanto se combatiam as chamas e se procurava dissipar parte do fumo. Eles sabem, melhor do que qualquer de nós: estes actos criminosos que ameaçam a tranquilidade e a segurança de milhares de cidadãos civilizados que pagam bilhete para verem um espectáculo desportivo derivam do mesmo caldo de cultura que originou o ataque à Academia de Alcochete. Onde o ovo da serpente foi chocado.

 

De alguma forma, o jogo terminou naquele momento. Muitas pessoas - várias com filhos menores - abandonaram prematuramente o estádio, onde o Sporting acabaria por sair derrotado (0-2). Mas desta vez a derrota em campo, perante o sucedido nas bancadas, é o que menos interessa. O que importa sublinhar é este deplorável facto: há um grupo ultra-minoritário ligado a uma claque entretanto extinta que insiste em transformar cada partida de futebol do nosso clube num cenário de guerra. Para esta escumalha, que aposta literalmente na política de terra queimada, quanto pior melhor.

Não estamos já só perante um problema do Sporting: este é um problema do desporto português e da sociedade portuguesa ao qual o Governo, a Federação de Futebol e a Liga de Clubes não podem continuar a fechar os olhos, assobiando para o ar. A menos que estejam à espera que um dia destes ocorra uma tragédia num estádio para desatarem todos a chorar lágrimas de crocodilo.

Não me venham com as claques!

Não são as claques que escolhem os jogadores.

Não são as claques que os compram.

Não são as claques que contraram os treinadores.

Não são as claques que escalam quem vai a jogo.

Não são as claques quem determina a táctica.

Não são as claques que encomendam arbitragens "inteligentes".

Não são as claques que têm falta de qualidade, empenho e raça.

Apesar de as claques serem uma bela e valente merda!

E hoje mais uma vez fizeram merda (não terão gostado do testemunho do Max, digo eu...).

Mas foram as claques que perderam o jogo?

Foram as claques?

Não, não foram!

Quem perdeu o jogo foi a falta de qualidade de quase todos os que estavam lá dentro, desde Ilori  ao "ponta de lança" que tem um cu que pesa uma tonelada. E o Wendel, que é exímio no "para trás e para o lado", tão característico do nosso futebol, há anos... e do Ristovsky, que não sabe parar uma bola em condições e do Doumbia que parece que tem molas quando tem a bola nos pés e invariavelmente a perde e do Bolasie que em quarenta oportunidades de golo não marca uma. E quando assim é, não colhe o "número" das claques. Ainda que as claques sejam efectivamente uma valente merda. E que eu me envergonhe de ter umas claques de merda no meu clube e de se ter que entregar os cabecilhas daquilo às autoridades e impedi-los de entrar em recintos desportivos, sob pena de nunca mais termos paz em Alvalade.

O assunto claques é um caso de polícia (que aliás não entendo como não actuou naquela bancada como actuou nas outras), sendo um problema que tem que ser resolvido, mas não é, longe disso, o maior problema do Sporting.

Temos ainda que ir ao Dragão, à Luz, a Braga e a... Famalicão.

Ou se resolve o grave problema que afecta o Sporting, ou nem à Liga Europa vamos.

O nome da doença? Tem nome de médico: Frederico Varandas!

E só há um remédio para ela. Tenhamos coragem para aplicar o tratamento!

 

Jumentude em coro com os mascarados

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Um senhor que tem gerido de forma muito controversa o V. Setúbal decidiu recandidatar-se à presidência deste clube - anúncio tornado público na véspera do jogo que ali fizemos neste sábado. A eleição, que decorre daqui a quatro dias, tornou-se imperativa na sequência de sucessivas demissões que deixaram a direcção sem o quórum necessário ao seu funcionamento. O referido indivíduo - tendo perdido a confiança de vice-presidentes, tesoureiro e directores - decidiu servir-se do Sporting como instrumento da sua propaganda eleitoral, armando uma telenovela a propósito de um alegado surto gripal no plantel sadino e exigindo que acedêssemos a adiar o desafio do Bonfim, há muito agendado.

Nem o facto de Frederico Varandas ter um percurso profissional ligado àquela agremiação - onde prestou funções durante quatro temporadas, duas das quais como director clínico - impediu o sujeito de tentar transformar o Sporting em arma de arremesso nesta contenda eleitoral em que enfrenta quatro adversários.

Varandas esteve irrepreensível neste caso. Mesmo com a agenda leonina preenchida para as seis semanas mais próximas, período durante o qual teria forçosamente de realizar-se o V. Setúbal-Sporting, o presidente admitiu num primeiro momento aceder à pretensão sadina, mas impôs uma condição mais que razoável: a situação clínica dos jogadores deveria ser avaliada por uma junta médica integrando especialistas dos dois clubes e da Liga.

O seu homólogo do VFC recusou de imediato, inviabilizando qualquer acordo. Mas fez pior: à Liga nunca chegou qualquer documentação do Setúbal relativa ao quadro clínico dos jogadores. O que só avoluma suspeitas sobre a historieta do surto viral, que estará a ser muito mal contada.

 

Durante todo o jogo, o ainda presidente "anfitrião" - Valente só de apelido - acirrou os ânimos dos associados contra a delegação leonina, alvo das mais grosseiras agressões verbais e de inaceitáveis ameaças de agressão física no Bonfim. E ele próprio foi pródigo em insultos, numa desesperada tentativa de capitalizar a oportunidade para caçar uns votos.

Chegou ao ponto de forçar os apanha-bolas a colocarem-se junto ao relvado de máscara protectora colada à boca, aliás à semelhança do que fez muita gente na bancada central. Uma verdadeira palhaçada.

Não tenhamos ilusões: jamais lhe passaria pelo bestunto proceder desta forma se a equipa visitante fosse o FC Porto, clube com o qual o VFC já teve ligação muito estreita, ou o Benfica, a mais recente paixão dos dirigentes sadinos.

 

Perante um cenário destes, e com os nossos jogadores a serem também xingados e vaiados todo o tempo por adeptos setubalenses, o que fizeram os elementos da Jumentude Leonina que ali se encontravam? Juntaram-se ao coro hostil, desatando aos gritinhos histéricos contra o presidente do Sporting.

Atitude vergonhosa, para não variar. Um comportamento que só contribui para afastar em definitivo a massa adepta leonina desta pandilha sempre pronta a alinhar com os inimigos do nosso clube. Cada vez mais letal ao Sporting.

O que se julga em Monsanto

Texto de Sol Carvalho

Tenho lido inúmero comentários sobre o julgamento. Dum lado, o aumento e o detalhe das provas de um ato de violência gratuita e a clarificação, no mínimo, da existência de um clima que o permitiu. Do outro, já que a defesa do ato em si é muita fraca, a linha da defesa de que BC não foi o organizador do mesmo.


Ora, precisamente essa dicotomia me parece estranha e desfasada do essencial. Há um julgamento em curso. Do ponto de vista judicial, pode haver interesse em saber se o presidente foi mandante ou não, mas eu acho que esse rumo é precisamente o que serve os interesses de quem quer fugir às responsabilidades. Nenhum presidente (ia a dizer “no seu perfeito juízo” mas de repente apercebi-me da ironia da coisa) daria uma ordem direta para um ataque. Dou de barato esperteza suficiente a BC para não o fazer. Ou seja, a culpa material será, no mínimo, muitíssimo difícil de obter. E isso abre espaço para o contra-ataque de BC e seus acólitos e empregados a que temos assistido.


A segunda questão do julgamento acho que tem a ver com as responsabilidades específicas e com o tamanho de cinturadas e socos que cada um cometeu o que é valido para considerar atenuantes e tempo de pena.
Mas o que julgo essencial e, para mim, esse é o verdadeiro julgamento, é o segundo apuramento das responsabilidades morais e políticas dos intervenientes. Ou se quiserem, a confirmação da responsabilidade moral que já teve decisão e pena na Assembleia Geral do Sporting.


Não vejo os jogadores todos por igual (Bata e Acuña eram alvos e ficaram, Rafael Leão até foi saudado e “pirou-se”) não considero “santos” os seus conselheiros e agentes. Não vejo as claques também todas por igual, embora no caso, a claque em causa (ou pelo menos parte dela) assumiu publicamente a cumplicidade do ato e se a instituição não estava de acordo, só teria de expulsar os prevaricadores (ou na Juve Leo não havia estatutos?).
Resta o topo da pirâmide e referimo-me a BC e à sua direção. O que já ouvi e li neste julgamento me dá o direito e a liberdade de fazer desde já de confirmar um julgamento moral e político. E se Varandas tem de assumir responsabilidades “pelo que fez à equipe de futebol” (e acho que tem mesmo de o fazer) também BC tem de assumir responsabilidades “pelo que fez à equipe de futebol” (afinal não têm de comer todos por igual?).


Ora, a deslocação para a tecnicidade de ter sido o mandante ou não, pode ser muito importante para a justiça mas para mim enquanto Sportinguista é secundária. E estamos a repetir um truque antigo: PC falou e fez corrupção mas como as escutas eram ilegais, ele deixou de ser corrupto... Deixou? A sério?
Eu acho que o julgamento moral e o que nos interessa essencialmente já foi efectivado. E a pena já executada. Este julgamento não é, pois, para julgar a culpabilidade moral mas eventualmente a culpabilidade material do evento. Mas para o Sportinguista, a culpabilidade moral deveria ser, e foi, mais do que suficiente. Agora não passa de uma confirmação que se torna evidente em cada depoimento novo que aparece. Deixem então de nos atirar poeira aos olhos!

Os pupilos do Mustafá

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O Sporting-FC Porto era um jogo de capital importância para nós. Indiferentes a tal facto, os canalhas abancados na curva sul remeteram-se ao silêncio durante toda a primeira parte, não esboçando um só gesto de apoio à equipa. Fizeram tudo para que o onze comandado por Sérgio Conceição se sentisse a jogar em casa.

Entretiveram-se depois a provocar incêndios e a fazer concursos de arremesso de tochas pirotécnicas para queimar o relvado. Fazendo lembrar um Sporting-Benfica de muito má memória, em Maio de 2018, quando procuraram atingir Rui Patrício também com artefactos incendiários. Estes pupilos do Mustafá parecem escolher os chamados jogos grandes para levarem ainda mais longe as habituais cenas de javardice.

Nos cinco minutos de tempo extra, quando a nossa equipa dava tudo por tudo para conseguir o empate, desataram a berrar «Varandas, vai p'rò caralho!». Indiferentes ao esforço dos briosos profissionais do Sporting, que davam tudo em campo, eles pareciam mais preocupados em incutir ânimo à turma adversária. Espero que Pinto da Costa lhes tenha remetido um bilhetinho de agradecimento.

escrevi aqui e reitero: enquanto enfrentar estes canalhas, letais ao Sporting, Frederico Varandas contará com o meu apoio.

Hoje em Alvalade

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O plantel do Sporting tem muitas lacunas, não está à altura da exigência que a história e tradição do clube impõe. Mas hoje, a perder logo no início do jogo, fomos para cima do FCP e dominámos grande parte do encontro. Foi nossa a 1.ª parte, tenho muitas dúvidas no lance sobre Bolasie, ainda não tive oportunidade de ver a repetição em televisão. Uma vez mais o padre Sousa mostrou os seus dotes na habilidosa homilia que apresentou em Alvalade, ao perdoar o segundo amarelo claríssimo a Alex Telles, que colocaria os dragões a jogar com 10.

No início da 2.ª parte falhámos sucessivas oportunidades de golo, mas sensivelmente a meio começámos a sentir dificuldades físicas, Sérgio Conceição refrescou a equipa, tem soluções que Jorge Silas não tem e ganhou o jogo com um pontapé de canto, numa altura em que o jogo já estava equilibrado. Até final, muita garra e pouca lucidez. Apesar de tudo o empate teria sido um resultado mais justo, mas justiça e futebol nem sempre andam de mãos dadas.

Última palavra para alguns javardos na bancada Sul, que uma vez mais mostraram a sua bestialidade, com tochas e artefactos incendiários. Um grunho será sempre um grunho. Até quando iremos continuar a assistir nos estádios de futebol a cenas lamentáveis, sem que as autoridades policiais retirem das bancadas estes energúmenos? Se dúvidas existiam sobre a razão da direcção na atitude que tomou sobre as claques, hoje tivemos mais uma prova. A quem não esteve em Alvalade, deixo a triste imagem dos hooligans em delírio...

O gang da bancada Sul

A Juventude Leonina fundada na segunda metade da década de 70 pelos irmãos Rocha, com o propósito de apoiar as equipas do Sporting Clube de Portugal, há muito que deixou de existir, pelo menos com o espírito e valores dos fundadores. É certo que as organizações ganham dinâmica, evoluem ao longo dos anos, mas um rápido olhar é suficiente para se perceber que hoje não existe uma claque, mas um gang. Basta ver quem são os cabecilhas e quem lhes disputou ou aspira a liderar o bando, para constatarmos que a subida na hierarquia é conseguida mediante o cadastro que se tem para apresentar.

Podem argumentar que as claques são necessárias, pelo colorido que oferecem nos estádios, pelo apoio às diversas equipas, nomeadamente nos jogos fora, mas a verdade é que caem frequentemente em episódios pouco dignos, que mancham o clube. Fumos tóxicos, tochas, com frequência bandeiras impedindo a visibilidade de quem pagou bilhete para ver um jogo de futebol e não quer aturar uma turba de costas voltadas para o relvado, com frequência debitando insultos, agressões verbais e até por vezes físicas.

O problema vai muito além do Sporting, mas se fomos pioneiros na criação de claques, também o deveremos ser na extinção da cáfila parasita que transformou o apoio organizado em lucrativo negócio, explorando financeiramente o genuíno apoio clubístico oferecido pela maioria dos seus membros, para conseguir financiar alguns líderes do gang.

É verdade que Frederico Varandas resolveu agora enfrentar a corja da bancada Sul, mas pelas piores razões, em reação aos insultos de que vinha sendo alvo. Não deixa de ter razão, caramba, será legítimo ou sequer razoável, insultar alguém ao domingo e pedir-lhe dinheiro na segunda-feira? Para imbecis a resposta provavelmente é afirmativa. São os mesmos que dizendo amar o clube e apoiar as equipas, se julgam no direito de agredir atletas de forma cobarde, infame, como aconteceu em Alcochete. E poderá novamente acontecer algures, se não colocarmos um ponto final na seita.

Sou crítico de Frederico Varandas, tenho reiteradamente apelado à antecipação de eleições, mas estou completamente ao seu lado nesta questão. Mais, nas próximas eleições, sejam antecipadas ou no final do mandato da actual direcção, não votarei em qualquer candidato que mostre dúvidas ou incertezas nesta questão. Para ter o meu voto, não poderão existir apoios financeiros a claques.

Letais ao Sporting

Os energúmenos conotados com a Jumentude Leonina continuam a demonstrar que são neste momento os maiores inimigos do Sporting. Há poucas horas, receberam a equipa verde e branca em Ponta Delgada gritando "Alcochete sempre!".

Não é tempo para ambiguidades nem para ficar a meio da ponte: enquanto fizer frente a esta camarilha letal ao Sporting, Frederico Varandas continuará a contar com o meu apoio.

Javardice nos Açores...

Um grupo de javardos ultra-imbecis, que se dizem sportinguistas, resolveram receber nos Açores a comitiva do Sporting Clube de Portugal, grunhindo e urrando "Alcochete sempre". 

Uma vez mais fica provada a justa razão para o fim do protocolo com os energúmenos que envergonham o clube. O futebol em particular e recintos desportivos em geral, não podem continuar a ser palco para arruaceiros e marginais. 

Já defendi várias vezes a antecipação de eleições e todos sabem que não sou apoiante de Frederico Varandas. Mas não quero regressar ao passado. Qualquer candidato a presidente que no futuro se apresente a eleições no clube, para ter os meus votos terá que inequivocamente repudiar a escumalha e reiterar que não retomará qualquer protocolo ou apoio à horda de vermes.

Viva o Sporting Clube de Portugal.

«Se quiseres, levo mais para vender»

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«Um e-mail enviado por uma funcionária do Sporting a dois dirigentes da então direcção de Bruno de Carvalho dava o sinal de alerta: "Pelas claques passam milhões e passam muitos criminosos do mundo da noite. Tráfico de droga, prostituição..."

O documento, enviado três dias depois da invasão de elementos da Juventude Leonina à academia leonina, está a ser investigado pelo Ministério Público e faz parte do extenso processo de Alcochete, que se encontra nas mãos da juíza Sílvia Rosa Pires, a que o Expresso teve acesso.

A referência ao tráfico e consumo de cocaína por elementos da principal claque do Sporting está longe de se resumir aos 15 gramas confiscados no sótão da sede da Juve Leo no Estádio José Alvalade, atribuídos ao líder da claque, Nuno "Mustafá" Mendes, e no apartamento de dois dos acusados, em rusgas realizadas pela GNR em Novembro do ano passado.

As trocas de mensagens através do WhatsApp entre arguidos do caso, todos eles ligados à Juventude Leonina, permitiu à GNR perceber os preparativos do ataque realizado contra jogadores e equipa técnica na tarde de 15 de Maio de 2018, mas também como funcionava o circuito de compra e venda de cocaína e haxixe entre os suspeitos.

Na semana que antecedeu a final entre o Sporting e o Desportivo das Aves, no Estádio Nacional, em Maio desse ano, as combinações multiplicaram-se. "Quero quatro gramas para mim. Se quiseres, levo mais para vender. Vou fazer a encomenda hoje, para o Jamor", escreveu um elemento da claque.

Outro adepto lamentava: "Só me sai sangue das narinas. Já bebi três minis e dois traços. Estou com vontade de dar, mas o fornecedor foi dentro."

Antes do jogo contra o Atlético de Madrid na capital espanhola, em Abril desse ano, um outro arguido dava directrizes: "Confirma as encomendas, Mano, quando puderes, 58 euros, 35 capeta, NIB 002..."

Juntamente com a frase foi enviada uma fotografia com um saco de cocaína e um ficheiro de áudio onde se ouve alguém a snifar algo. "Capeta" é um nome de código, muito repetido durante as conversas, sempre que alguém se refere à cocaína. Mas também há quem refira a mesma droga como "falupa".

O envio de números de identificação bancária via WhatsApp era recorrente entre os diversos grupos que contactavam entre si por telemóvel.

"Mandas-me o NIB para te transferir o dinheiro ou preferes que te dê em mão em Madrid?", pergunta outro membro da claque. (...)

A leitura das centenas de mensagens revela que o consumo e tráfico de cocaína parece uma banalidade entre estes adeptos. Um deles, que se encontrava numa festa de aniversário da afilhada, mostrou surpresa por nenhum dos 50 jovens convidados de 18 anos "dar na falupa".

No final da conversa, um sugere: "Temos de passar para o cavalo [heroína]", logo corroborado por outro: "Temos de passar de nível." (...)

Um dos apensos do processo [de Alcochete] é dedicado a elencar o número de crimes de que o grupo de arguidos foi já acusado ou condenado. Quase metade dos acusados tem historial com a polícia, os outros são primários e podem, por isso, ser beneficiados pela juíza, que irá ter em conta a idade precoce de alguns deles. Os crimes de que já foram indiciados são sobretudo de ameaça agravada, furto qualificado e tráfico de droga.»

 

Excerto de notícia do semanário Expresso de hoje

O exercício do ódio

«Porque é que as claques do Sporting contestaram Varandas num jogo em que a equipa goleou? Pela mesma razão que adeptos do Wolverhampton e do Standard Liège se envolveram à pancada, imagine-se, no Porto: porque, para uma certa categoria de pessoas, o futebol é sobretudo um pretexto para o exercício do ódio, da vingança e da aversão em geral. No caso das claques leoninas, não lhes chegou ganhar. No de ingleses e belgas, claques ou não, não foi preciso sequer jogar. Nenhum está nisto por causa do futebol. E o futebol só se protegerá deles proibindo uns e rogando às autoridades que condenem os outros.»

 

Joel Neto, n' O Jogo (29 de Novembro)

Nunca esqueceremos

 

Estavam decorridos 20 segundos de jogo num Sporting-Benfica quando, da zona do estádio onde se concentravam os ultras da Juventude Leonina, começaram a chover tochas incendiárias dirigidas a Rui Patrício.

Uma cena miserável e canalha, decorrida quando ainda quase todos cantávamos O Mundo Sabe Que com entusiasmo nas bancadas.

Nunca a esqueceremos: aconteceu a 5 de Maio de 2018 e foi um dos momentos mais vergonhosos de que me recordo como adepto e sócio do Sporting. Hei-de lembrá-lo sempre que alguém se atrever a branquear e desculpar o comportamento incendiário de tais meninos.

Indignação?

Aquele grupo organizado de adeptos travestido de claque, ou aquela claque travestida de grupo organizado de adeptos, nunca percebi bem, voltou a fazer merda. Desta vez o visado foi o autocarro do Sporting, como já outras vezes o alvo foram instalações do clube ou gente conhecida ou anónima, que pelas mais tristes circunstâncias se tornou conhecida. Dois deles pós-mortem.

E desta vez, como em outras anteriormente, quem tem responsabilidades nisto assobia para o lado. O secretário de estado, que faz o frete ao ministro e que se está cagando para o Sporting; O ministro que se está cagando para o Sporting e que faz o frete ao lampião do primeiro-ministro, que por sua vez caga no Sporting e nos seus adeptos e sócios e no seu património. E as polícias, todas! E o ministério público e os juízes, com muitos poucos exemplos que contrariem este clima de ditadura lampiónica.

O "outro" era maluco. Fez "tilt", queimou os fusíveis, o que quiserem, mas porra, enquanto lá esteve era o primeiro, de dentes arreganhados, na defesa do Sporting e exigindo medidas a todos e a mais alguns. Há uma enorme diferença entre um post no facebook, goste-se ou não, barafustando contra os "bois" e dando-lhe nomes e um comunicado a dizer, de mansinho, de forma polida para não sujar os colarinhos que "nós já tratamos dos nossos arruaceiros, os outros que tratem dos deles também". Como se os outros fossem algum grupo que se pautasse pelo cumprimento básico da Lei, ou como se os que agora foram ilegalizados não se venham a comportar como travestis de claques, tal como os outros. Tanto amadorismo, tanta desgraça, tanta incompetência. Tanta falta de tomates!

A voz da leitora

«Imensa pena de que membros de claques tenham acesso privilegiado a bilhetes para jogos fora de casa, em detrimento dos sócios que residem nessa área geográfica. Sendo especialmente difícil de aceitar, quando nem a pertença a um dos Núcleos da região garante acesso a ingressos para jogos acontecidos na mesma. É mais fácil ter acesso a ingressos se formos membros de uma claque do que se formos sócios do Sporting Clube de Portugal e de um Núcleo do Sporting Clube de Portugal.»

 

CAL, neste meu texto

Um país de faz de conta

Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica, (não) esteve este sábado (ontem, 16/11/2019) no almoço que (não) assinalou os 37 anos dos Diabos Vermelhos, (não) tendo sido acompanhado por David Tavares e Samaris, jogadores do plantel encarnado.

A (não) presença de Vieira acontece no final de uma semana marcada por duas decisões judiciais favoráveis às águias, uma das quais anulando a realização de jogo à porta fechada, por alegado apoio a claques ilegais (que, como se comprova, não existem).

No ano passado, o líder das águias já (não) havia participado nas comemorações do 36.º aniversário dos Diabos Vermelhos.

 

Uma (não) notícia do Sapo.

Parabéns à Torcida Verde

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Não é segredo que a minha claque favorita no Sporting é, de há muito, a Torcida Verde. Daqui vão, portanto, as minhas felicitações aos membros da Torcida. Porque estão de parabéns: faz hoje 35 anos que esta claque foi fundada. Para servir o Sporting e não para se servir dele.

Razão acrescida para merecerem o caloroso abraço que aqui lhes deixo.

De Tondela, com azia

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Foi sensivelmente desde este mesmo local que vi o Sporting de Keizer fazer uma das piores exibições da temporada e perder com o Tondela de Pepa. Se calhar devia ter ido para o lado das claques, de onde vi o Sporting de Jesus golear com três ou quatro golos de Bas Dost, ou ganhar já depois da hora com um golo de Coates.

Juntando a isso, um onze do Sporting com o Ilori a defesa central do lado esquerdo (ele que já é tão mauzinho do lado direito) e os pés-frios Ristovski e Miguel Luís (três golos falhados e um sofrido à conta dos dois), só mesmo com aquela sorte que Silas tem tido o Sporting sairia de Tondela com os três pontos.

Silas está a dar o que tem e o que não tem no comando do Sporting. Ele experimenta, inventa, modifica, transforma, quer o Sporting do futuro, de posse, de construção, de inteligência. Não quer heróis, quer uma equipa. Para alguém que acabou de chegar a treinador, que nunca jogou num grande a sofrer para ganhar a equipas pequenas, e que apanha o clube à beira duma guerra civil, se calhar esforça-se demasiado. Um 4-3-3 com ponta de lança a tempo inteiro e Bruno Fernandes vagabundo a resolver o assunto se calhar chegava, como chegou a Keizer para ganhar duas Taças e conquistar o 3.º lugar da Liga.

Mas enfim. O mal está feito, foi feito na preparação da época e no fecho do periodo de transferências, ninguém se assume como responsável, se calhar fui eu e não dei por isso, agora é aguentar. Até.

 

PS: Em Tondela, numa região de Sportinguistas, com as bancadas repletas de verdes,  brancos e amarelos, de um lado e doutro, estavam estacionadas sete carrinhas do corpo de intervenção da GNR, dois de cavalos, mais um de cães polícias, mais uns tantos spotters da polícia. Digamos que era um verdadeiro cenário de guerra. Tudo isto para que as claques se sintam em casa e ajarvadarem com segurança. Quanto custou o exército? Quem paga? Quantos sócios do Sporting deixaram de ir apoiar o Sporting por este estado de coisas?

SL

Vão ter de falar

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Terão de pronunciar-se. O Presidente da República e o presidente da Assembleia da República e o secretário de Estado do Desporto, tão lestos a comentar outros assuntos, não podem enfiar as cabecinhas dentro da areia.
O mesmo vale para o presidente da Liga, Pedro Proença, e para o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Gomes.
E não há por aí uma Autoridade para a Prevenção e o Combate da Violência no Desporto? Pois ela também: nada de assobiar para o lado. Exigimos que se pronuncie, sem demora.

 

Não há neste momento condições para se realizar uma assembleia geral do Sporting em condições de segurança e de elementar respeito pela liberdade de expressão. E têm sido recorrentes as agressões verbais e até físicas que ameaçam a segurança de espectadores de recintos desportivos - como vem sucedendo, infelizmente, no Estádio José Alvalade e no Pavilhão João Rocha.
É uma questão muito séria, que interpela os poderes públicos portugueses - designadamente o poder político e as autoridades federativas. Estas entidades não podem permanecer em silêncio.

Coragem contra as claques (2)

1

«Frederico Varandas, honra lhe seja feita, decidiu declarar guerra a este fenómeno [claques] no Sporting. Mas esta é uma guerra que não deve ser só dele nem do Sporting. Este é o momento de quem tem algum poder deixar de assobiar para o lado. Olhar, de preferência com olhos de ver, para um fenómeno preocupante e perceber que é agora... ou depois pode ser demasiado tarde.

Há, também, outra possibilidade. A de serem os adeptos normais a colocarem as claques no seu devido lugar. Como ontem [domingo] à noite aconteceu em Alvalade: quando os cânticos à exaustão repetidos nas últimas semanas se fizeram ouvir, a resposta foi um coro de assobios que quase os abafou.»

Ricardo Quaresma (A Bola, 28 de Outubro)

 

2

«Concordo totalmente [com o presidente do Sporting]. Esta questão das claques do futebol é uma vergonha. E neste momento há que dizer que o presidente do Sporting, Frederico Varandas, teve uma actuação correctíssima, honesta, corajosa, digna. Ele agiu com coragem e agiu com princípios. Foi dizer: vamos pôr ordem nas claques, rescindir protocolos, limitar mordomias, impor regras, acabar com benesses. Muito bem.

Isto até lhe pode custar, de hoje para amanhã, a liderança. Mas ele agiu com coragem, com princípios. Ao contrário de presidentes de outros clubes, que fazem vista grossa.

Este problema não é sobretudo de futebol ou de desporto. É um problema de segurança das pessoas que vão aos estádios e é um problema de autoridade do Estado. Porque as claques são um verdadeiro estado dentro do Estado. Não respeitam nada nem respeitam ninguém.»

Luís Marques Mendes (SIC, 27 de Outubro)

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