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És a nossa Fé!

Sonho tornado realidade

Entrámos sem dois titulares absolutos na casa do velho rival. Apesar disso dominámos do princípio ao fim. A diferença exibicional das duas equipas foi imensa. Cereja em cima do bolo: ainda antes de terminar a partida já os adeptos lampiânicos assobiavam, insultavam e "despediam" o técnico.

Este é o Sporting que quase todos nós desejávamos há muitos anos. Um sonho enfim tornado realidade.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da vitória claríssima na Luz. Fomos ao estádio do nosso velho rival conquistar os mais saborosos três pontos até agora conseguidos no campeonato. Por 3-1. Triunfo concludente, com superioridade táctica indiscutível, impecável organização defensiva e eficaz exploração do contra-ataque. Ao intervalo, já vencíamos por 1-0, com uma bola (de Pedro Gonçalves) ao poste e um golo (de Paulinho) anulado. Desde 2015 que não saíamos vencedores desse estádio, o que soube ainda melhor.

 

De Sarabia. Pura classe. O internacional espanhol abriu caminho à vitória com um grande golo logo aos 8', coroando magnífica jogada iniciada no corredor direito por Porro e prosseguida com assistência impecável de Pedro Gonçalves. De pé esquerdo, num remate muito bem colocado, sem deixar a bola tocar no chão. Sempre muito influente na manobra ofensiva.

 

De Matheus Nunes. O homem do jogo. Faz a assistência para o segundo golo, de Paulinho, e marca ele próprio o terceiro, aos 68', após uma corrida de 40 metros com bola em que foi queimando linhas: reduziu à insignificância o sector mais recuado do SLB e finalizou da melhor maneira, disparando sem hipóteses para Vlachodimos. Golo que silenciou de vez a falange benfiquista e originou os primeiros lenços brancos a esvoaçar na Luz. O luso-brasileiro confirma a vocação para brilhar nos clássicos.

 

De Neto. Foi capitão, substituindo o ausente Coates. Excelente exibição do nosso central, com cortes decisivos aos 29', 40' e 45'+4. Transmitiu segurança e maturidade à equipa. 

 

De Ugarte. Coube-lhe substituir Palhinha, excluído por lesão, e cumpriu a missão da melhor maneira. Formou com Matheus Nunes, no meio-campo leonino, uma dupla que vulgarizou e neutralizou o duo benfiquista constituído por Weigl e João Mário. Revelando maturidade táctica e robustez física. Sereno e seguro, nem parecia estrear-se como titular de verde e branco em jogos do campeonato.

 

De Paulinho. Finalmente, pode concluir-se: temos goleador. E logo no palco que mais o reconcilia com os adeptos. Marcou o primeiro aos 45'+1, anulado por deslocação milimétrica, e o segundo, que valeu, aos 62' - este correspondendo com classe à excelente assistência de Matheus Nunes, picando sabiamente a bola. Um leão do princípio ao fim.

 

De Rúben Amorim. Sabe trabalhar a equipa como nenhum treinador hoje em Portugal. Dando-lhe, acima de tudo, solidez colectiva. Pode faltar uma peça ou outra, como esta noite faltaram Coates e Palhinha, sem afectar o rendimento do conjunto. E consegue evidenciar as melhores características de cada um. Aconteceu desta vez com Neto, Paulinho e Ugarte, que fizeram talvez as mais brilhantes exibições desde que ingressaram no Sporting.

 

Das apostas no futuro. A geração que se segue já estava no banco de suplentes, convocada por Amorim para este clássico: Nazinho (18 anos), Gonçalo Esteves (17 anos) e Dário (16 anos). Todos quase prontos para a passagem do testemunho.

 

Do apoio dos adeptos. Cerca de três mil sportinguistas vibraram com a exibição ao vivo da nossa equipa, entoando cânticos e aplaudindo no topo norte. No quarto de hora final silenciaram os espectadores afectos à equipa da casa, que só se manifestaram para apupar os próprios jogadores e mostrarem lenços brancos ao treinador Jorge Jesus.

 

De sair da Luz com mais quatro pontos do que o Benfica. Seguimos com 35, empatados na frente com o FC Porto, enquanto os encarnados estão com 31. Na comparação com os jogos homólogos disputados na época anterior, em que nos sagrámos campeões, temos agora uma vantagem de três pontos.

 

Da nossa 12.ª vitória consecutiva, em várias competições. Confirma-se: estamos a cumprir uma das nossos melhores épocas futebolísticas de sempre. Continuando invictos no campeonato.

 

Da nossa regularidade a marcar. Cumprimos a 27ª jornada consecutiva na Liga sempre a colocar a bola no fundo da baliza adversária. Para alegria da massa adepta.

 

 

Não gostei

 

Da lesão de Feddal. O internacional marroquino viu-se forçado a sair aos 53', com lesão muscular que poderá afastá-lo algumas semanas dos relvados. Contrariedade somada às ausências de Palhinha (também por lesão) e Coates (infectado com o coronavírus). Mas Amorim resolveu bem o problema: meteu Esgaio, que cumpriu na ala esquerda (foi ele a iniciar o lance do terceiro golo metendo-a em Matheus Nunes), e Matheus Reis que transitou de lateral para central do lado esquerdo. 

 

Do golo consentido aos 90'+6. Estava quase a esgotar-se o tempo extra concedido pelo árbitro quando Pizzi, recém-lançado por Jorge Jesus, marcou o tento de honra da sua equipa com um remate rasteiro de meia-distância. Uma espécie de bofetada ao técnico benfiquista, que o tem colocado à margem dos titulares.

 

Dos cartões amarelos exibidos logo no primeiro minuto. Ambos para jogadores leoninos, aos 47 segundos de jogo: Feddal e Paulinho. Artur Soares Dias, por vezes alcunhado de "melhor apitador português", voltou a mostrar que gosta de ser ele a estrela das partidas. Exactamente o contrário do que deve ser um árbitro de categoria. Ainda viria a exibir o amarelo a quatro outros dos nossos: Porro, Sarabia, Pedro Gonçalves e Esgaio. 

 

Do Benfica. Pouparam-se na jornada anterior cumprindo 45' de treino com bola contra uma coisa intitulada B-SAD - mais conhecido, até além-fronteiras, por "jogo da vergonha". De nada lhes valeu esse descanso: rubricaram exibição medíocre na Luz apesar de serem - de longe - a equipa mais cara do futebol português. Ao ponto de na primeira parte só terem feito um remate à nossa baliza.

Prognósticos antes do jogo

Iremos desfalcados à Luz, sem dois dos nossos melhores: Coates e Palhinha. Mas não nos desculparemos com a covid-19 como pretexto para um eventual desaire: essa é uma especialidade de outros.

Na época anterior sofremos ali a nossa única derrota num campeonato que vencemos com toda a justiça: perdemos tangencialmente com a turma da casa por 4-3. Num jogo em que já nos tínhamos sagrado campeões nacionais, o que desconcentrou a nossa equipa durante o primeiro tempo.

E agora, como será? Espero os vossos prognósticos para o Benfica-Sporting de amanhã, com início previsto para as 21.15.

O clássico assassinado

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O jogo Paços de Ferreira-Braga contou com um ingrediente inédito: foi arbitrado por um francês, no âmbito de um protocolo estabelecido entre a Federação Portuguesa de Futebol e a sua congénere gaulesa.

Willy Delajod: assim se chama o chefe da equipa de arbitragem desse desafio, que terminou empatado a zero.

Ao abrigo do mesmo protocolo, a FPF enviou para França o árbitro Luís Godinho. Que apitou o Bordéus-Lens (1-2), com videoarbitragem de Bruno Esteves. Um desafio que terminou envolto em polémica: os adeptos da equipa visitada acusam Godinho de ter inventado o penálti que permitiu a vitória dos visitantes.

É absolutamente incompreensível a escolha do juiz francês para o irrelevante jogo em Paços de Ferreira na mesma jornada em que se disputou o primeiro dos seis clássicos da Liga 2021/2022. Com miserável arbitragem de Nuno Almeida, um apitador que já devia estar reformado pois atingiu a data limite para o exercício da actividade na temporada anterior mas acabou repescado para esta época.

A pergunta tem de ser feita: por que motivo não foi escolhido o árbitro francês para apitar o Sporting-FC Porto?

 

O senhor Almeida, "coadjuvado" pelo inefável João Pinheiro na vídeo-arbitragem, assassinou o clássico desde o apito inicial. Com três cartões exibidos em menos de quatro minutos e 40 faltas assinaladas ao longo de toda a partida. Em total antítese com os critérios adoptados no recente Campeonato da Europa e contrariando as próprias recomendações dos responsáveis da arbitragem portuguesa, aconselhando menos interrupções de jogo no nosso campeonato, o oitavo com mais faltas em 35 Ligas europeias.

Como assinalava ontem Daniel Sá no Record, «raramente conseguimos assistir a mais de um minuto de futebol contínuo» neste primeiro clássico da temporada. O que só acelera o desinteresse das novas gerações pela modalidade: em vez de um jogo, há meio-jogo.

«Os 90 minutos de futebol de 40 faltas serão cada vez menos apelativos para o público em geral», acentuando a tendência para só ver resumos em vez da transmissões integrais das partidas. Com a queda de receitas daí decorrente.

 

Árbitros como Nuno Almeida conseguem o inimaginável noutras épocas, não muito recuadas: hoje o tempo de jogo médio na Liga portuguesa resume-se a 49 minutos. Com mais um terço de faltas do que na Premier League. 

Temos o pior campeonato em tempo útil, faltas, paragens - e golos. E um lamentável recorde: ninguém apita mais faltas na Europa do que o nosso conhecido Fábio Veríssimo.

Puseram o senhor francês a apitar o Paços de Ferreira-Braga para quê?

Exigência

A nossa exigência aumentou muito em menos de um ano.

É um excelente sinal.

 

Prova? Aqui está: em Outubro do ano passado, empatámos 2-2 com o FC Porto para o campeonato em Alvalade.

Na análise do jogo, como costumo fazer, abri com o subtítulo "Gostei" . Num texto em que destaco os seguintes futebolistas: Porro (tal como agora), Nuno Santos (também marcador de um golo), Pedro Gonçalves (desta vez ausente), Adán e Palhinha. Sublinhando que vários jogadores se estreavam num clássico português: Adán, Feddal, Porro, Nuno Santos e Pedro Gonçalves. Pela negativa, só Jovane.

 

Desta vez, nove meses depois, fiz ao contrário. Insatisfeito com o empate 1-1, começo a análise do jogo pelo subtítulo "Não gostei" . Destacando três pela negativa: Paulinho, Feddal e Matheus Reis.

Nem tinha reparado nisto, mas vale a pena comparar. Para percebermos como este Sporting campeão, comandado por Rúben Amorim, nos habituou à vitória como resultado-padrão. Joguemos em que campo jogarmos, seja quem for o adversário.

Ainda bem.

O dia seguinte

Realmente o futebol é mesmo a cores e ao vivo com o estádio cheio, e ontem soube mesmo muito bem voltar a Alvalade para apreciar um clássico tremendamente disputado e de resultado sempre incerto, com a nossa equipa a sentir o calor das bancadas e a confiança dos Sportinguistas, mesmo quando, pouco antes de sofrermos o golo do empate, as canas foram atiradas antes da festa.

Foi um jogo em que o Sporting fez uma excelente primeira parte em que podia ter resolvido o encontro e uma segunda parte em que tentou e conseguiu controlar o jogo, mas onde, tal como nalguns empates da época passada, foi castigado por um lance individual excepcional e indefensável.

O 3-4-3 do Sporting, com um eixo central muito sólido Adán-Coates-Palhinha-Paulinh, nunca deixou o Porto pegar no jogo. Quando a bola era recuperada, girava rapidamente por todo o terreno, tentando atrair aqui para progredir acolá, explorando sempre o flanco contrário, onde o ala tinha espaço para progredir e tentar o centro. O golo de Nuno Santos foi um belo exemplo: bola recuperada, Matheus Nunes dum lado a solicitar Porro do outro, o centro a sair, Paulinho a concentrar a atenção dos defesas e Nuno Santos, vindo do outro lado, a lá ir meter o pé e marcar.

Enquanto isso o Porto ia jogando com a mediocridade do árbitro, o mesmo daquele festival de asneiras da época passada em Paços de Ferreira. Com faltas grosseiras para parar os lances mais perigosos do Sporting, substituindo os amarelados para não correr o risco de expulsões, e apesar disso um deles foi expulso mesmo, simulações constantes para cavar faltas e obter amarelos de compensação, substituindo Pepe sempre a protestar e o banco sempre a saltar para berrar e pressionar. Depois lá tivemos o seu treinador, que espero nunca ponha os pés no Sporting e muito bem fez em levar o filho para junto dele, na conferência de imprensa, todo satisfeitinho e angelical, a gabar a excelência da arbitragem portuguesa. Que pena realmente, mesmo no fim, Coates não tenha sido mais uma vez o herói do jogo para ele ter trocar o modo "caniche" de quando ganha, e o empate de ontem foi mesmo uma vitória para ele, pelo de "rotweiller" de quando perde...

Mas não foi o caso. As substituições não melhoraram a equipa, quem entrou não fez esquecer quem saiu, o cansaço dos outros veio também ao de cima, e Coates não teve hipóteses para fazer o Sporting feliz. O que demonstra mais uma vez como o plantel é curto. A justificação foi dada por quem de direito e entende-se muito bem, mas as coisas são o que são e faltam soluções para acudir a lesões e impedimentos.

De qualquer forma, Sarabia não engana. Está ali um jogador de classe com pormenores que vão fazer as delícias dos Sportinguistas daqui a nada. Talvez já na quarta-feira.

E assim seguimos no registo da época passada: ganhámos em Braga, empatámos em Famalicão e em casa contra o Porto, ganhámos os outros encontros. Continuamos a levar com árbitros que inclinam o campo a nosso desfavor, os amarelos sucedem-se a um ritmo avassalador, quem consultar a estatística ainda vai pensar que o Sporting é o Canelas da 1.ª Liga. Mas, mesmo com este "sistema" manhoso Pinto&Vieira Lda, montado há muito tempo e que se recusa a morrer, mesmo sem ser ano de Europeu que obrigue alguns árbitros a ter vergonha na cara, não nos vergamos e estamos na luta.

 

#OndeVãoUmVãoTodos

SL

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

Do segundo empate consecutivo em cinco jornadas. Após perdermos dois pontos em Famalicão, ontem voltámos a tropeçar - desta vez em casa, frente ao FC Porto (1-1). Amealhamos 11 pontos em 15 possíveis. Sabe a pouco. Sobretudo porque já vemos o Benfica quatro pontos acima de nós.

 

Dos três golos falhados. Tivemos hipótese de vencer por 4-1 a equipa azul-e-branca. Aos 31' e aos 36', Nuno Santos - duas vezes isolado perante o guarda-redes, em lances de bola corrida - permitiu a defesa in extremis de Diogo Costa, melhor jogador em campo. Ficou a sensação, em qualquer dos casos, que o extremo leonino poderia ter conseguido melhor. Aos 74', foi Paulinho a ver um cabeceamento interceptado pelo jovem guardião portista, quase em cima da linha de baliza. Quatro oportunidades, só uma concretizada.

 

Das baixas para este jogo. Pedro Gonçalves, Gonçalo Inácio e Tiago Tomás ficaram fora da convocatória por estarem lesionados. Ugarte, vindo de viagem à América do Sul, ficou igualmente  impedido de actuar. E Nuno Mendes, claro, ja não está em Alvalade: agora o seu lugar, no nosso onze titular, está preenchido por Vinagre. Sensação reforçada de que o nosso plantel é curto.

 

De Feddal. Exibição para esquecer. Aos 18' e aos 22', em dois momentos cruciais da primeira fase de construção de lances ofensivos, a partir do sector que lhe está confiado, o central marroquino entregou a bola de bandeja aos adversários. gerando perigo imediato. Muito abaixo do nível a que nos habituou.

 

De Paulinho. Voltou a ficar em branco: até agora, em cinco jogos, só marcou um golo. Anda com uma relação cada vez mais complicada com a baliza, como ficou patente aos 58': em posição frontal, sem marcação, recebe uma bola que sobrou para ele e em vez de fuzilar as redes vira-lhes as costas e lateraliza para um parceiro em pior posição, desperdiçando um lance soberano. Aos 37, em jogada colectiva de ataque rápido, demorou tanto a soltar a bola que já o fez com os defensores portistas reposicionados. E ainda foi amarelado por protestos, aos 14', como se fosse um principiante. Atravessa claramente uma crise de confiança. O problema é que corre o risco de ir contagiando toda a equipa.

 

De Matheus Reis. Rúben Amorim deu-lhe outra oportunidade, fazendo-o entrar aos 70' para substituir Feddal. Falhou passes, desposicionou-se, cruzou sem nexo. Parece não ter qualidade para integrar o plantel leonino.

 

De Nuno Almeida. Para os grandes jogos deviam ser convocados os melhores árbitros. Infelizmente, não é este o entendimento da Liga Portugal, que destacou para este clássico um dos piores. Nuno Almeida ia apostado em assumir pela negativa o protagonismo nesta partida. Aos 4', já tinha exibido três cartões amarelos. Quando apitou para o intervalo, já ia em sete (quatro para jogadores do Sporting, três do FCP). O jogo terminou com 12 amarelos e um vermelho (expulsão do portista Toni Martínez, aos 87'). Provavelmente um dos jogos com mais exibições de cartões de que há memória nos últimos anos em Portugal. O senhor Almeida não deve ter acompanhado as actuações dos árbitros europeus no recente Europeu de futebol. Apitavam o menos possível, interrompiam os jogos só em situações indiscutíveis e nunca banalizavam a amostragem de cartões. Ao contrário do que sucedeu neste Sporting-FC Porto.

 

Do golo sofrido. Luis Díaz movimentou-se como quis no nosso corredor direito e rematou cruzado, em arco, sem hipótese de defesa para Adán. Golo de belo efeito que poderia ter sido evitado pelo nosso bloco defensivo. Estava decorrido o minuto 71: o FCP empatava, conquistando um ponto em Alvalade, na única oportunidade de que dispôs no clássico.

 

Do acidente ocorrido no topo sul, agora quase sem público. Um adepto caiu da bancada, ao que parece quando festejava o nosso golo. Queda aparatosa, que fez temer o pior. Prontamente assistido, e conduzido ao hospital, verificou-se que tem uma perna fracturada. Do mal, o menos.

 

Da tradição que persiste. Há cinco anos - desde a época 2016/2017 - que não conseguimos vencer o FC Porto no nosso estádio.

 

 

Gostei

 

De Porro. Melhor sportinguista em campo. Reconquistou a titularidade com todo o mérito. O domínio claro do Sporting durante quase toda a primeira parte deve-se em grande parte a ele: imperou sem discussão no seu corredor, tanto na manobra ofensiva como na segurança defensiva. Venceu sucessivos confrontos individuais, recuperou bolas e cruzou com qualidade. Um desses centros resultou em assistência para o nosso golo. 

 

De Nuno Santos. Muito dinâmico, acelerando o jogo, criando desequilíbrios, fez a diferença no último terço do campo e no primeiro terço da partida. Momento culminante: o golo que marcou aos 16', correspondendo da melhor forma a um soberbo cruzamento de Porro. Dispôs de duas outras oportunidades flagrantes, sem concretizar. Esteve a centímetros de uma exibição de sonho. Mesmo assim, foi muito positiva. Tomou conta de toda a nossa ala esquerda nos dez minutos finais.

 

De Coates. Tem andado com problemas físicos, mas ninguém diria. Outra grande actuação do nosso capitão, com cortes impecáveis aos 12', 45'+3 e 67'. Pautando o jogo e conferindo-lhe equilíbrio a partir do eixo da defesa da forma quase irrepreensível.

 

Da estreia de Sarabia. O internacional espanhol, recém-chegado por empréstimo, foi brindado com entusiástica ovação ao entrar em campo, aos 61', rendendo um apagado Jovane. Mal teve tempo para treinar com a equipa, portanto dificilmente poderia mostrar tudo quanto vale nesta sua primeira exibição de verde-e-branco. Mas revelou apontamentos que confirmam a sua classe.

 

De voltar a ver um clássico com público em Alvalade. A sociedade vai-se libertando do espartilho da pandemia - e o mesmo vai sucedendo nos estádios de futebol, medida que só peca por tardia. Ontem houve 18.727 adeptos nas bancadas.

 

De termos cumprido mais um jogo sem perder em casa. Há 27 desafios consecutivos para o campeonato que não sofremos derrotas no nosso estádio.

Prognósticos antes do jogo

Venho lançar-vos um repto: qual será o resultado do Sporting-FC Porto de amanhã, com início previsto para as 20.30?

E quem marcará os nossos golos, caso existam, no relvado do estádio José Alvalade?

Só para lembrar: há um ano registou-se um empate 2-2. Com golos de Nuno Santos e Vietto, enquanto Pedro Gonçalves se revelava o melhor em campo. Fico à espera que antecipem o que irá acontecer agora.

Pódio: Pedro, Nuno S., João Mário, Palhinha

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Benfica-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Pedro Gonçalves: 20

Nuno Santos: 17

João Mário: 15

Palhinha: 15

Nuno Mendes: 15

Paulinho: 15

Adán: 13

Coates: 13

Jovane: 12

João Pereira: 11

Gonçalo Inácio: 11

Matheus Nunes: 11

Daniel Bragança: 10

Matheus Reis: 9

 

Os três jornais elegeram Pedro Gonçalves como melhor jogador em campo.

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

Da nossa primeira parte. Entrámos a pressionar, mas com incompreensíveis falhas posicionais. Sobretudo na linha defensiva do meio-campo, onde se abriam crateras entre Daniel Bragança e Matheus Nunes - ontem titulares em vez de João Mário e Palhinha - e entre estes dois jogadores e o trio de centrais. O Benfica explorou inteligentemente estes espaços vazios lançando ataques demolidores que produziram estragos. À meia hora de jogo, já perdíamos 0-2. Ao intervalo, perdíamos 1-3. Com o nosso golo surgido mesmo ao cair do pano.

 

De termos perdido este clássico. Este jogo entre os mais históricos rivais do futebol português pôs fim ao nosso mais longo ciclo enquanto equipa invicta: 32 jornadas sem um só desaire em campo. Precisamente desde o anterior Benfica-Sporting, ocorrido na última ronda da época anterior. Estivemos quase uma temporada inteira sem conhecer o sabor da derrota. 

 

Do onze montado por Rúben Amorim. Incompreensíveis, tantas mudanças - salvaguardando situações internas de que nós, adeptos, não temos conhecimento. Vendo de fora, faria muito mais sentido compensar as ausências de Porro (por fadiga muscular) e Feddal (por castigo) com uma linha de centrais composta por Luís Neto, Coates e Gonçalo Inácio (este devolvido ao lado esquerdo do terreno, que é a sua posição natural) em vez de insistir em Gonçalo pela direita e iniciar a partida com Matheus Reis, lateral de raiz, como central mais à esquerda. E, claro, incluir Palhinha e João Mário no onze - como aliás viria a acontecer na segunda parte, quando o técnico rectificou o erro, quase conseguindo virar o jogo. Com 45 minutos de atraso.

 

De Daniel Bragança. Tem bom toque de bola e é exímio no passe a meio do terreno. Mas falta-lhe intensidade e arcaboiço físico para enfrentar com sucesso uma equipa em contra-ataque rápido, como ontem se viu. Foi bem substituído ao intervalo.

 

De Matheus Nunes. É um médio com características ofensivas cujo sucesso está muito dependente de uma boa articulação com um colega como Palhinha, que funciona como tampão no meio-campo defensivo. Chamado ontem a exercer essa função, sem rotinas de jogo com Daniel, não foi bem-sucedido, tendo perdido várias bolas. E cometeu um erro grave, actuando já como ala direito, ao provocar um penálti totalmente desnecessário que acabou por permitir o golo da vitória encarnada aos 50' e ao suíço Seferovic marcar o 20.º nesta Liga, dando-lhe vantagem sobre Pedro Gonçalves (também com 20 golos mas com mais minutos jogados, o que o desfavorece para efeitos de desempate).

 

De Paulinho. É verdade que foi dele a assistência para o segundo golo. Mas ele está lá para os marcar, não para assistir. Sujeito à apertada vigilância de Otamendi, voltou a ficar mais um jogo em branco. Começam a ser de mais para o avançado mais caro da história do Sporting - embora não tão caro como o inútil Darwin que ainda equipou uns minutos de encarnado.

 

De sofrer quatro golos num jogo do campeonato. Nem três tínhamos sofrido numa só partida desta Liga 2020/2021, agora a uma jornada do fim.

 

De estarmos há quase seis anos sem vencer na Luz. O nosso último triunfo lá ocorreu no início da temporada 2015/2016, quando o actual treinador do Benfica orientava a equipa do Sporting. 

 

 

Gostei

 

Da nossa segunda parte. Se só esta valesse, teríamos vencido por 2-1 em vez de termos perdido por 3-4. Amorim rectificou os erros cometidos: trocou João Pereira e Daniel Bragança por Palhinha e João Mário, mais tarde mandou sair Matheus Reis para a entrada de Jovane. O Sporting foi a melhor equipa em campo neste segundo tempo: o jogo terminou com o Benfica a despachar bolas, acantonado no seu reduto defensivo, perante a pressão contínua da nossa equipa. Fica a lição para todos os adeptos que tanto gostam de denegrir João Mário: ele é um elemento indispensável como titular deste Sporting que acaba de se sagrar campeão nacional.

 

De Pedro Gonçalves. Melhor sportinguista em campo - e aquele que mais lutou para inverter a dinâmica ofensiva benfiquista, dando luta aos nossos velhos rivais ao movimentar-se muito bem entre linhas. Se todos tivessem estado ao nível dele, teríamos saído vencedores. Mais dois golos para o seu pecúlio: o primeiro aos 45'+1, após slalom que rompeu a defensiva adversária, disparando com sucesso de pé esquerdo na cara de Helton Leite; o segundo aos 78', convertendo uma grande penalidade que havia sido cometida sobre ele. Esteve a centímetros de marcar um terceiro golo - aos 52', quando rematou com força, fazendo a bola embater no poste.

 

De Nuno Santos. Deu importante contributo para inverter a maré do jogo fazendo canalizar pela sua ala grande parte do nosso caudal ofensivo. Exibição coroada por um golo de difícil execução técnica aos 63', em posição frontal, com assistência de Paulinho. Era o nosso segundo, reduzindo para 2-4 e permitindo discutir o resultado até ao fim.

 

De Nuno Mendes. Fundamental tanto na construção ofensiva, articulando bem com Nuno Santos no seu flanco, como na manobra defensiva. Pena não ter conseguido evitar o primeiro golo do Benfica: bem se esforçou, logo aos 12', já com Adán ausente da baliza, mas sem conseguir. Se há jogador que não merecia a derrota, é ele. 

 

Do cumprimento inicial entre Rúben Amorim e Jorge Jesus. Não houve a tal "guarda de honra" de que tanto se falou, mas houve desportivismo. 

 

De termos visitado a Luz já como campeões nacionais. Não me lembro se alguma vez tinha acontecido. Por mim, voltaria a trocar a vitória num jogo como este pela conquista antecipada do campeonato. Todos os anos, se pudesse ser.

 

Da qualidade do jogo. Sete golos, intenso combate em todo o terreno, resultado incerto e emoção até ao fim. Um verdadeiro clássico - mesmo quando lhe chamam "dérbi" - é mesmo isto. Um verdadeiro hino à modalidade, um cartaz à promoção do futebol. 

De pedra e cal - Jordão marca o único golo na Luz

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Foi a 27 de Fevereiro de 1973 que Rui Jordão, na imagem ladeado por Carlos Espírito Santo e Laranjeira, marcou o único golo que bateu Botelho e deu a vitória... ao Benfica, frente ao Sporting (!), no que foi um jogo para o então Campeonato Distrital de Reservas.

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Legenda: Este remate de Jordão bateu Botelho sem apelo nem agravo. Estava marcado o primeiro

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A ideia de ter Rui Jordão a marcar um golo contra o Sporting e logo pelo Benfica, inquieta-me. Não sei se arrepio na espinha, se moinha, se pálpebra a saltitar. Sei que não gosto da sensação.

Seria possível que hoje, mais de 48 anos depois, por exemplo, Nuno Santos que fez a sua formação pelos de encarnado, devolvesse a gracinha?

É o meu prognóstico para hoje. 0-1 marca Nuno Santos. 

 

Fonte: acervo do antigo jogador Carlos Espírito Santo, com o meu sentido agradecimento ao próprio e ao seu filho, Ricardo Espírito Santo. 

Prognósticos antes do jogo

É o último clássico da Liga 2020/2021: joga-se mais logo, a partir das 18 horas, no estádio da Luz. No mesmo palco onde na época passada, a 25 de Julho, perdemos 1-2. Com golo marcado por Sporar, agora emprestado ao Braga.

O contexto, desta vez, é bem diferente. Visitamos o SLB já com o título de campeão nacional garantido. E com a expectativa, mais que legítima, de nos mantermos invictos pela 33.ª jornada consecutiva.

Quais são os vossos prognósticos para este Benfica-Sporting?

Amanhã à tarde na Luz

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Resolvido o essencial, vamos agora ao acessório. Chegar à Luz e demonstrar que somos a melhor equipa da Liga, uma equipa assente na formação e que honra o lema do clube e não um bando de estrangeiros que chegaram ontem pago a peso de ouro. Tudo com um treinador jovem e tremendamente competente e que irá muito longe na carreira.

Na primeira volta viu-se isso: dum lado uma equipa a cumprir um plano até que no final deu certo; do outro uns artistas a fazer pela vida. E como o maestro daquela banda nunca foi nem será responsável de derrota nenhuma, a fava ficou para o desgraçado do alemão que anda a ver-se grego no banco.

 

E vamos à Luz. A última vez que lá estive foi no início de 2018, quando tínhamos tudo para os liquidarmos. Entrámos a ganhar com um golo do Gelson Martins e depois adormecemos e andámos a rezar para que os minutos passassem depressa até que no final lá veio aquilo que tinha mesmo de acontecer: o empate. Um prenúncio daquilo que seria o resto do campeonato, que acabou como todos sabem.

Antes disso também lá estive dois anos antes, quando levei um sobrinho benfiquista e vimos o jogo no meio dos Diabos Vermelhos atrás da baliza onde lhes enfiámos três batatas. Foi complicado engolir os gritos, mas consegui chegar ao fim e sair em paz e sossego.

Curiosamente, fiquei admirado como aquela malta vermelha encaixou a derrota, não deixando de aplaudir a equipa. E sabemos como acabou aquele campeonato.

 

Quanto ao plantel disponível, não vamos poder contar com Feddal, Porro e Tabata, talvez não com TT também.

Imagino então que Amorim convoque os seguintes elementos:

Guarda-redes: Adán e Max.

Defesas Centrais: Neto, Inácio, Quaresma, Matheus Reis e Coates.

Alas: Antunes, Nuno Mendes e João Pereira.

Médios Centro: Palhinha, João Mário, Bragança, Matheus Nunes e Essugo.

Interiores: Pedro Gonçalves, Jovane, Nuno Santos e Plata.

Ponta de lança: Paulinho.

 

Nesta altura do campeonato não há muito para inventar, é mesmo acabar de espremer o limão aproveitando ao máximo as rotinas instituídas. 

Pelo que a minha equipa é a seguinte:

Adán; Neto, Coates e Inácio; J.Pereira, Palhinha, João Mário e Nuno Mendes; Pedro Gonçalves, Paulinho e Nuno Santos.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo para derrotar o rival Benfica.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

PS: No último jogo acertaram o Carlos E. Alves e o Francisco Gonçalves, 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

De verde, nas Antas, só a bela cor que vestiram

É uma equipa do arco-da-velha esta que nos faz felizes, orgulhosos, que nos põe a sonhar. Capaz de coisas incríveis, invulgares, mirabolantes.

Não exagero nada! São esses os adjectivos que descrevem o arco que aqui trago, essa expressão antiga, sábia, e tão apropriada à definição deste plantel, deste grupo técnico, desta Direcção. Afinal, pergunto, alguém que não fosse bruxo, mas daqueles de acha de fogueira inquisitorial, alguém adivinharia que a 13 jornadas do fim seríamos líderes do campeonato com mais 9 (N-O-V-E) pontos que o segundo? 

A nossa ida e passagem pelas Antas, mais que à cidade onde as ditas ficam, confirmou-nos a nós como invictos. Nova e robusta prova da fabulosa equipa que temos, porque é mesmo disto que se trata: de uma equipa.

A nossa camisola vestem-na jogadores que fazem um todo maior que a soma das partes, todos puxando para o mesmo lado, sem vedetas ou estrelas, todos ao serviço do emblema que lhes dá reputação e os porá na história.

De verde, no campo do Porto, só a bela cor que os nossos jogadores vestiam. A maturidade deles é notável. Vêmo-los jogar e pensamos que a idade não tem mesmo idade.

Quantas vezes assistimos a isto? Quantas vezes não sofremos desaires quando à equipa bastava pontuar no reduto rival e de lá saíamos vergados e amargamente derrotados? Quantas vezes soubemos gerir a vantagem de sermos líderes reforçando esse estatuto no fim dum jogo que não ganhámos?   

Não queria o empate. Queria a vitória contra o Porto. E as perguntas acima lanço-as sendo eu da opinião que o Sporting não jogou para o empate no sábado passado. Aliás, Amorim mexeu primeiro na equipa e fez trocas ofensivas, deu para o onze o sinal de que queria ganhar o embate.

Foi inteligente na forma como planeou e orientou o jogo. A nós servindo-nos dois resultados, Rúben Amorim não se atravessou cegamente pela vitória, mas também não abandonou o esquema e sistema de jogo habituais. Os tais que são fáceis de desmontar, como todos dizem mas não fazem. A única mudança neste desafio foi a entrada de jogadores para posições que jogo-a-jogo vão sendo ocupadas por outros, o que conferiu novas dinâmicas e imprevisibilidade à equipa.   

Uns com 18 anos, outros com 19, juniores, uns, primeiro ano de sénior outros, muitos saídos da cantera leonina há não muito tempo e todos os outros, nenhum deles tremeu. Nenhum deles acusou negativamente a importância do jogo. Pelo contrário afirmaram-se líderes, pondo no relvado um jogo cínico, dando com veneno o protagonismo ao adversário que nos foi provando que sabia estar obrigado a ter cuidado e que não podia arriscar muito.

Acontece que arriscar era tudo o que o Porto tinha de fazer se quisesse ser campeão. O Porto jogou o que deixámos que jogasse. O jogo foi do princípio ao fim controlado pelo Sporting, pelos maduros da verde e branca que crescem de jornada para jornada num percuro consistente e consequente e que nós temos a alegria, o orgulho e a paixão leonina de acompanharmos JOGO-A-JOGO. 

Obrigado, equipa!

Pódio: Palhinha, Matheus Nunes, Coates

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no FC Porto-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Palhinha: 17

Matheus Nunes: 17

Coates: 17

João Mário: 16

Feddal: 16

Adán: 15

Nuno Mendes: 14

Gonçalo Inácio: 14

Nuno Santos: 13

Tiago Tomás: 13

Pedro Gonçalves: 13

Porro: 13

Matheus Reis: 7

Tabata: 7

Jovane: 7

 

A Bola e o Record elegeram  Palhinha  como melhor jogador em campo. O Jogo optou por Matheus Nunes.

{ Blog fundado em 2012. }

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