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És a nossa Fé!

Palermos


No controladíssimo futebol português, a questão é se o nosso Sporting foi campeão no ano passado por mérito ou porque alguém se distraiu e achou que não íamos lá e depois acordou demasiado tarde?

A derrota com o Benfica, limpa e óbvia, decorre de banho tático ou de jogadores e equipa técnica que acreditam em bruxas porque veem televisão como nós e veem certas e determinadas coisas a acontecer noutros relvados e, compreensivelmente, perdem gás emocional e motivacional porque perceberam que façam o que fizerem, jamais vão chegar ao bi?  

O futebol português continuará assim, belicoso, cheio de incidentes, pressões, intimidações, VARs repetidos tantas vezes que todos os lances são lances de gravidade máxima, árbitros e árbitros de VARs com medo físico que façam mal às suas famílias, fanáticos engravatados orgulhosos de décadas que vão deixar os historiadores do futuro perplexos e autoridades a assobiar para o ar?

Amanhã à noite no Dragão

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Depois duma derrota em casa marca Soares Dias - qualquer dia tem um Dragão de Ouro à sua espera - voltamos amanhã ao Dragão para tentar chegar à final do Jamor, se calhar agora com os superdragões a fazer de apanha-bolas ao jeito que foi descrito pelo Diogo Dalot e que representa bem a forma batoteira de estar no desporto do clube na era do Pinto da Costa.

O último dérbi, não tanto pelo resultado mas muito mais pela exibição, pôs à evidência a bipolaridade de muitos Sportinguistas, aqueles que já saltavam nas bancadas aos 8 minutos de jogo eram os mesmos que assobiavam e diziam do pior no final, e pelo que fui lendo e ouvindo, enquanto os benfiquistas ficaram com uma sensação agridoce, dizem que ganharam mas não a jogar à Benfica, alguns sportinguistas já acham que o Sporting só sabe jogar para trás e para os lados, Amorim tem muito que aprender e levou um banho táctico do Veríssimo. Como se para baixar linhas para proteger a óbvia falta de pernas dos dois excelentes veteranos defesas centrais, defender com 10 e contar com um super-Darwin lá na frente fosse preciso um Guardiola ou um Klopp.

O futebol do Sporting de Amorim é o mesmo desde que chegou. Foi com ele que ganhámos muita coisa em muito pouco tempo, e é com ele que ganharemos ainda mais. Construção deste trás, controlo do jogo, circulação da bola a toda a largura do campo, variações de flanco, ataque à profundidade. A questão é o momento de forma dos jogadores, e alguns parecem de facto esgotados pela exigência da campanha e pelas pancadas que vão sofrendo, com árbitros que inclinam o campo a nosso desfavor e com clubes que contra nós fazem o jogo da vida deles e contra os rivais baixam as calças.

Pedro Gonçalves é o caso mais flagrante desse esgotamento. Nada lhe sai bem, desde os dribles até aos remates, simplesmente não parece o mesmo jogador que ainda há poucos meses deu cabo do Dortmund.

Paulinho, a mesma coisa. Aquele jogador que não parava em campo e se constituia como um pivot ofensivo de qualidade agora parece um pinheiro plantado na área, incapaz de fugir às marcações e a falhar as poucas bolas a que consegue chegar.

Dum trio que parecia há tempos que ia dar cartas, sobra apenas Sarabia, jogador muito mais de momentos do que de rendimento contínuo. E por aqui passa muito do problema do Sporting neste momento, com Slimani em baixo pelo Ramadão e pela eliminação da Argélia do mundial, e Edwards um jogador de engate, depende da lua.

Que onze então apresentar no Dragão?

Bom, guarda-redes não há questão, é o Adán.

Na defesa/alas, Porro-Inácio-Coates-Matheus Reis-Nuno Santos ou Porro-Neto-Coates-Inácio-Matheus Reis?  Aqui a grande questão é a cobertura / articulação do defesa com o ala do mesmo lado. Porro-Inácio combinam muito bem, Matheus Reis-Nuno Santos também no momento ofensivo, Porro-Neto mal, quer a defender quer a atacar, Inácio-Matheus Reis assim assim. 

No meio campo, Ugarte tem que jogar, ponto. Quem fica ao lado, Palhinha ou Matheus Nunes? Porque não Palhinha com Matheus Nunes mais avançado do lado esquerdo?

No ataque, Paulinho volta a ser o pivot ofensivo ou joga Sarabia como fez em Tondela e como faz na sua selecção? E quem o acompanha?

No jogo de Alvalade o Sporting alinhou com um onze com Nuno Santos no seu melhor lugar:

Adán; Neto, Coates e Inácio; Porro, Ugarte, Matheus Nunes e Matheus Reis;  Sarabia, Paulinho e Nuno Santos.

Se calhar amanhã vamos ter a repetição desse onze.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo no Dragão para conquistar o acesso à final da Taça no Jamor.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

#JogoAJogo

SL

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

De perder o clássico em Alvalade. Fomos justamente derrotados pelo Benfica (0-2) no nosso estádio. Encerrando um longo período de 42 jogos sempre a marcar golos. Derrota táctica de Rúben Amorim no confronto com o técnico adversário, Nelson Veríssimo: o Sporting foi incapaz de encontrar antídoto contra uma equipa encarnada remetida a um bloco defensivo reforçado e muito eficaz nos vertiginosos lances de contra-ataque. 

 

De termos entregado o título. Acabou o sonho do bicampeonato: o FC Porto, agora a nove pontos de distância, pode sagrar-se campeão na próxima ronda, quando ainda faltam quatro jornadas para o fim da Liga 2021/2022. 

 

Das oportunidades que fomos incapazes de criar. Uma única situação de golo, da nossa parte, em todo o desafio. Mais nada.

 

Do desperdício das bolas paradas. Não soubemos aproveitar um lance de canto ou de livre - Nem um para amostra. E dispusemos de muitos neste jogo. 

 

De termos oferecido o primeiro golo. Um pontapé longo para a frente, na conversão dum livre, bastou para o Benfica inaugurar o marcador logo aos 14'. Com dois toques na bola, de Vertonghen a assistir e Darwin a marcar. Apanhando toda a nossa equipa desposicionada. 

 

Da incapacidade de sairmos em ataque rápido. Dávamos sempre um toque a mais na bola, pausávamos, retrocedíamos, quebrávamos a nossa própria dinâmica ofensiva enrolando os lances a meio-campo e permitindo que a equipa adversária se reorganizasse nos raros momentos em que assumia a iniciativa de jogo.

 

Da estéril «posse de bola». Foi de 61% a nosso favor, dizem as estatísticas. Isto serve para quê?

 

Das nossas substituições. Nenhuma delas mudou a equipa para melhor. Recapitulemos quais foram: Slimani rendeu Pedro Gonçalves (59'), Ugarte entrou para o lugar de Neto (59'), Edwards substituiu Sarabia (69'), Esgaio colmatou a saída de Palhinha (69') e Daniel Bragança preencheu a vaga de Nuno Santos mesmo ao cair do pano (89'). Foi já no período extra (90'+3) que sofremos o segundo golo.

 

Deste banho de água gelada. Mais de 40 mil adeptos compareceram em Alvalade em noite de domingo de Páscoa para ver aquele que foi o nosso pior jogo desta época em competições internas. O jogo em que entregámos de bandeja o título ao FC Porto e reabrimos a discussão para o segundo lugar na Liga, permitindo a aproximação do Benfica - agora com menos seis pontos.

 

 

Gostei

 

Da homenagem a Mathieu. Merecida, calorosa e vibrante ovação ao excelente central francês antes do início da partida. Há quase dois anos fora do Sporting, tendo abandonado a prática do futebol por opção própria, Jérémy Mathieu actuou 106 vezes com a camisola verde e branca, tendo regressado ontem, como convidado, para assistir ao clássico e ser distinguido pelo seu profissionalismo que deixou saudades. Merecia ter sido brindado com uma vitória em campo.

 

De Sarabia. Esteve muito longe de fazer uma grande exibição, mas foi o menos mau dos nossos. É dele a única oportunidade de golo do Sporting, ao fazer a bola embater na trave aos 49'. Percebe-se mal por que motivo Amorim retirou aos 69' o internacional espanhol - melhor jogador do actual plantel leonino - enquanto manteve o perdulário Paulinho até ao apito afinal. 

 

Da arbitragem. Nota positiva para Fábio Veríssimo. Ninguém poderá dizer que foi por causa dele que perdemos.

Prognósticos antes do jogo

Conseguiremos repetir o resultado da primeira volta? A 3 de Dezembro fomos ao estádio da Luz vencer a equipa da casa por concludentes e categóricos 3-1. Com golos de Sarabia, Paulinho e Matheus Nunes.

Jogo sem discussão: ninguém negou a superioridade do Sporting. 

Na época passada, a 1 de Fevereiro, vencemos em Alvalade a mesma equipa, por 1-0, também com golo de Matheus Nunes. Num desafio que pôs fim a nove anos de jejum: desde 2012 que não derrotávamos os encarnados no nosso estádio.

Como será neste Domingo de Páscoa, a partir das 20.30? Aguardo os vossos prognósticos para o Sporting-Benfica, clássico dos clássicos do futebol português. 

É para ganhar

Nestes dias, por motivos que sabemos, confirma-se aquela velha máxima de que o futebol é a mais importante das coisas menos importantes. 

Mas falemos então de futebol. Mais logo, pela 20.45, dá-se o pontapé-de-saída da meia-final da Taça de Portugal: vamos receber o FC Porto, no desafio da primeira mão. Seguramente de modo bem mais civilizado do que o miserável acolhimento que eles nos concederam há três semanas no Dragão.

Venho só perguntar-vos se estão optimistas e como encaram este jogo. Pela minha parte, nem hesito: é mesmo para ganhar.

Caro Bruno Tabata,

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estive a ver alguns vídeos do pós jogo no Estádio do Dragão. Vi-o enquanto se manteve a longa distância (vídeo a partir das bancadas disponível no desportivo diário conhecido por ser muito sensível ao FCP), vi a relativa distância que guardou do aglomerado maior e enquanto caminhava, calmamente, na direcção do que veio a ser um foco de tensão no qual teve uma intervenção directa. O que vejo? Interviu com um movimento que procurou afastar um agressor de um colega seu. Exactamente assim: não tentou agredir alguém, realizou um movimento que permitiu retirar os dois braços, de um dirigente desportivo, do corpo do seu colega Gonçalo Inácio, mais concretamente, da área correspondente ao pescoço. Também não escapou à minha observação que o dirigente manteve os seus braços em cima do corpo de Gonçalo Inácio enquanto este era deslocado do espaço onde se deu o confronto inicial, sem evidenciar sinal visível de, expontaneamente, ou por intervenção daqueles que o acompanhavam, querer interromper a consumação das suas intenções. 

Para além daquilo que as leis da física explicam, gostaria de chamar a vossa atenção para  o momento capturado aos 1:41. Concentrem a vossa atenção na zona dos pés. O movimento que o corpo do dirigente  faz após intervenção de Bruno Tabata, e a queda para trás do dirigente portista. Que a "propulsão à retaguarda" não escape à vossa observação, ainda que precisem de concentrar a vossa atenção e rever os frames várias vezes.

Analise-se o comportamento de Bruno Tabata ao longo dos vídeos disponíveis e contextualize-se devidamente o sucedido: manteve um comportamento não provocador, evitou focos de tensão e quando agiu, fê-lo no sentido de pôr fim a uma agressão em curso, a um seu colega de equipa. O movimento realizado não visa infligir dor/sofrimento ao visado, menos ainda agiu, intencionalmente, de forma que pode representar a extinção da vida do seu interlocutor. Visou, sim, impedir a prossecução de uma agressão a uma zona especialmente crítica de qualquer animal, o pescoço.

Tabata, estamos cá para o que houver, esclarecidos quanto ao jogador que é e ao contexto alargado em que se verifica a sua expulsão.  

Podres de espírito


Incrível como Rúben Amorim e a sua equipa técnica são tão melhores que os outros treinadores na nossa Liga. Menos incrível como a fraqueza das instituições permite que eventos pós-jogo como os de ontem se repitam. A sensação de impunidade de muitos dos indivíduos deve-se apenas e só a isso. Pensemos quem tem sido favorecido nas últimas décadas por tanta tibieza e podridão nas decisões de arbitragem, castigos e organização e chegamos depressa à resposta. Achar que um árbitro pode, sozinho, parar esta maré, é ingenuidade.

Nunca supus que o jogo de ontem viesse a ser fácil, disputado ou pacífico. Não me admira nada do que aconteceu, muito menos a simplicidade com que um fulano de colete azul, que não faz parte da ficha de jogo, dá um soco num dos jogadores. Já cá ando há muito anos e nada daquilo espanta, como não espantará que o castigo seja uma multinha ou uma interdição quando já não houver risco de afetar nada. Nada lhe vai acontecer, zero. O mais certo é estar a receber palmadas nas costas e promessas de almoços pagos. Apostaria bom dinheiro em como está a viver um dos melhores dias da sua vida, feito herói da esperteza, rei dos pobres do espírito, efémero herói da barbárie. Não ganhará centenas de milhar de euros ao longo de décadas, mas estas migalhas de importância vão valer ouro na sua existência.

Há várias razões para sermos um país pobre. Esta podridão e impunidades de décadas numa atividade tão importante para a população como é o futebol é tanto um sintoma como uma causa.   

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

De ver a nossa equipa bater-se contra doze. Fomos ao Dragão arrancar o empate mais difícil e suado deste campeonato. Não por causa do poder de fogo do adversário - que perdeu ontem os primeiros dois pontos em casa - ou da sua superioridade técnica ou táctica, mas porque ficámos reduzidos a dez durante mais de 45 minutos, quase toda a segunda parte acrescida de 12 (!) minutos de tempo complementar. E enfrentámos doze: não apenas o onze portista, que se manteve incólume até ao apito final, como seria de esperar sobretudo em casa, mas também o inefável João Pinheiro, um dos mais incapazes e incompetentes árbitros portugueses.

 

De começar o clássico com eficácia máxima. Duas ocasiões de golo, ambas concretizadas antes do minuto 35. Em ataque rápido, muito bem organizado, com a bola de pé para pé, perante o descalabro da defensiva portista, que nos concedeu imenso espaço. Nós aproveitámos da melhor maneira. Balanço final: quatro remates, dois golos. Difícil conseguir melhor.

 

Dos nossos dois golos. Jogadas magistrais, que merecem ser revistas. O primeiro, aos 8', começa a ser construído com um magnífico passe longo de Esgaio lá atrás, junto à linha direita, cruzando para Matheus Reis no flanco oposto. O nosso ala esquerdo progride com ela e faz um cruzamento perfeito para a cabeça de Paulinho, que muito bem colocado, à ponta-de-lança, dispara de cabeça para o fundo das redes, inutilizando o esforço de Diogo Costa para a deter. O segundo, aos 34', merece ser inscrito em compêndios e revela como é competente o treino de Rúben Amorim nas sessões de trabalho em Alcochete: 42 segundos de puro futebol, com a bola a transitar de baliza a baliza sempre ao primeiro toque, com toda a equipa envolvida (14 toques no total). O desfecho foi assim: Matheus Nunes coloca-a em Matheus Reis (novamente ele), que a leva a sobrevoar a área portista para Sarabia, atento ao segundo poste, cruzar recuado e ali surgir Nuno Santos a encostar sem contemplações. Tudo bem feito. 

 

Do resultado ao intervalo. Vencíamos por 2-1 em casa do adversário. E convencíamos nesta partida em que nos colocámos em vantagem logo aos 8'. Quando os jogadores se dirigiam para o balneário tinham reduzido em três pontos a diferença face à equipa anfitriã, líder do campeonato.

 

De Adán. Uma vez mais, imprescindível. Se saímos com um ponto do Dragão, neste desafio de dez contra doze, em boa parte se deve ao nosso guarda-redes. Sem responsabilidade nos golos sofridos aos 38' e 78', fez uma defesa magistral a uma cabeçada de Grujic num dos últimos lances da partida, aos 90'+10, impedindo a vitória portista que seria totalmente injusta.

 

De Matheus Reis. Elejo-o como melhor em campo. Não apenas por ter intervenção directa - e fundamental - na construção dos nossos golos, e por ter sido competentíssimo nas duas posições em que actuou (foi lateral e central). Mas sobretudo pela garra e pelo brio revelados num dos estádios mais difíceis do País, sem se deixar condicionar pelos 45 mil espectadores que puxavam pela equipa da casa, nem pelas provocações do banco adversário, nem sequer pelo tendencioso desempenho do senhor de apito que inclinou o campo. Quando foi preciso cerrar fileiras e defender em desequilíbrio de forças, ele valeu por dois.

 

De Ugarte. Amorim apostou nele como médio de contenção em vez de Palhinha, desta vez fora do onze titular. Aposta ganha: o jovem internacional uruguaio bateu-se como um verdadeiro Leão no relvado portista. Vencendo vários duelos, recuperando a bola, nunca dando um lance por perdido. Já com Palhinha em jogo, a partir do minuto 55, formou com ele uma parede eficaz contra o ímpeto ofensivo do adversário que beneficiava de vantagem numérica. Saiu só aos 90'+2, exausto, dando lugar a Tabata. Dever cumprido.

 

De Matheus Nunes. Trabalho mais discreto do luso-brasileiro, mas não menos eficaz na elaboração da teia leonina no corredor central, sobrepondo-se com frequência aos adversários directos naquela zona do terreno. Fundamental no início da construção do segundo golo, obra-prima de organização colectiva.

 

De termos disputado o 27.º jogo seguido sempre a marcar. A última partida em que ficámos em branco foi o Borussia-Sporting, para a Liga dos Campeões, em 28 de Setembro.

 

De termos anulado a vantagem do FCP. Após este 2-2, o desempate será a nosso favor em caso de igualdade pontual no fim da Liga 2021/2022. No jogo da primeira mão, a turma azul e branca foi empatar 1-1 a Alvalade.

 

 

Não gostei

 

Do árbitro. João Pinheiro inaugurou novo método de apitar os jogos: primeiro exibe o cartão amarelo sem qualquer justificação, depois pede desculpa aos amarelados talvez para aliviar a má consciência. Teve influência directa não apenas no desfecho da partida como no caos disciplinar subsequente, num espectáculo lamentável que todo o País presenciou pelas imagens televisivas. Aos 27' mostrou amarelo a Coates na disputa de uma bola com Taremi em que o agredido foi o nosso capitão leonino, vítima de um pisão do iraniano, que escapou sem castigo. Sabendo que errara (e após pedir desculpa, sem retirar o cartão), Pinheiro volta a exibir o cartão ao uruguaio, expulsando-o aos 49'. Manifesta injustiça, delito de lesa-futebol. Viria também a amarelar Palhinha por falta inexistente, aos 71'. Se houvesse um mecanismo justo e sério de avaliação dos árbitros, este não voltava a apitar desafios da Liga principal até ao fim da época.

 

De termos jogado só com dez durante mais de metade do clássico. Devido à injustíssima expulsão de Coates, Amorim teve de organizar a equipa num 5-3-1 de emergência, fazendo sair Sarabia e reforçando o meio-campo defensivo com a inclusão de Palhinha. Aos 66', Neto substituiu Nuno Santos, regressando Matheus Reis à lateral esquerda. Do mal, o menos: deu para minimizar os estragos.

 

Do empate. Os portistas só por duas vezes conseguiram furar a nossa muralha defensiva. Infelizmente para nós, foi quanto bastou para perdermos dois pontos no Dragão. E mantermos assim a distância de seis face à turma anfitriã. Estamos agora dependentes de duas derrotas - ou de três empates - do FCP para conquistarmos o bicampeonato. Não é impossível, mas tornou-se mais difícil. E não podemos voltar a ter percalços, como aconteceu com as derrotas sofridas contra Santa Clara e Braga.

 

De não termos contado com Porro e Pedro Gonçalves. Ficaram preservados para o próximo embate do campeonato, a recepção ao Estoril. Males que vieram por bem. E há que reconhecer: Esgaio e Nuno Santos foram substitutos à altura, dando boa conta do recado.

 

De vermos mais de meia equipa excluída do próximo desafio. Coates, Tabata e Palhinha por expulsões (os médios já no sururu que se seguiu ao jogo), Esgaio por ter visto o quinto amarelo e provavelmente Nuno Santos e Matheus Reis por alegado "comportamento antidesportivo" (um disse um palavrão e outro fez um gesto obsceno, coisas jamais vistas em estádios de futebol). Pelo menos estes. Falta saber como estarão os restantes jogadores no capítulo físico. 

 

Do péssimo final do jogo. Simplesmente vergonhoso. E totalmente inaceitável, até com agressões de elementos da estrutura portista a jogadores do Sporting. O "dragão" no seu pior: merecia ser interditado se houvesse coragem para enfrentar esta gente ao nível da justiça desportiva portuguesa. Mas não há, como bem disse Frederico Varandas nas desassombradas palavras que proferiu depois do jogo, sujeitando-se ele próprio a ser agredido por aquela turba sempre impune.

O meu Porto-Sporting

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Um almoço com dois amigos de infância, 3 tipos da safra de 64 face a um choco frito diante do Sado, a fruir a frescura daquela aragem tão contrastante com a malvada estiagem que me assola nas colinas circundantes. Segue-se uma chinchada aos citrinos - "bio", dizem-nos os burguesotes -, uma sacada deles conquistada. Depois avanço, cruzo o Tejo na ânsia do Trancão, e culmino com uma imperial na tasca operária que bordeja o Fernando Pessoa. 

E por isto tudo só ao um quarto para as oito chego a casa, já ladeado por um outro velho amigo, este lampião - ácido, agreste, malvado, "espero que vocês percam"... "ainda que o Porto..." - e jovem "sobrinho", lagarto, algo nervoso. Ali tristonhos, pois condenados a ouvir o relato, e nesta horrorosa versão televisiva de agora. "Que se lixe", resmungo eu, de súbito em modo estroina, "um dia não são dias" e tiro quinze euros ao rancho, mais do que gasto eu em carne por semana, mais do que duas garrafas do elixir Queen Margot, cinco dias de assinatura dos canais da bola, "isch, é dia de festa!", saúda o meu amigo enquanto o puto esfrega as mãos...

Abro uma aprazível "Argus" do Lidl (como podereis ver, continuo - "como quem não quer a coisa" - sempre em busca do patrocínio desta cadeia comercial) e começa o jogo. Aos 40 e tal segundos já o árbitro dá um cartão amarelo ao nosso Matheus Reis, apenas por um viril encontrão. Clamo a consabida indecência do comportamento sexual da mãe do apitador e, reconhecido áugure que sou, faço o resumo do que acontecerá: "o gajo já perdeu o controlo do jogo". O adepto de Carnide ri-se e ao miúdo, ainda inexperiente nisto, sai-lhe um "achas?", ao que o lecciono, saber de experiência espectadora feito, "claro, quando começam assim acabam com tudo estragado".

Segue o jogo, o Porto muito melhor, pressionante, ágil, dominante, os nossos algo estuporados, atarantados, atrapalhados, "que é isto!!" vou resmungando em dialecto de caserna, pois "o Porto está como naquele jogo com o Benfica!", "a estrafegar-nos", "vamos levar uma sova". De súbito o nosso 1-0, naquele magnífico movimento - amortecimento no ar, cruzamento imediato sem deixar a bola cair no chão - de Matheus Reis ("não tem capacidade técnica para jogar no Sporting", afiançámos), cabeceamento perfeito de Paulinho ("não joga nada" dizem os intelectuais da bola).

O Porto não treme, continua, justiça lhe seja feita, a jogar mais.  E eu resmungo, constantemente, "onde está o Palhinha, falta o Palhinha, porque não joga o Palhinha, o que é que deu ao Rúben, que tirou o Palhinha, isto com o Palhinha era diferente, estão a dormir sem o Palhinha, não ganham uma bola no meio-campo sem o Palhinha, mete o Palhinha, pá!". Mas vem o nosso 2-0, excelente jogada de futebol - na qual também muito participa o tal Reis (sim, esse que não tem qualidade para jogar no Sporting). Entretanto viera um cartão amarelo mesmo despropositado para Coates. Logo repeti, porque o julguei relevante, o que sei de fonte segura sobre a indecência sexual da progenitora do árbitro bem como aludi à consabida volúpia anal que a este sempre acomete. Antes e depois dos jogos.

Enfim, no meio daquela confusão que vai medrando, tudo cada vez mais arisco e desabrido, Pinheiro, o tal árbitro que alguém bem sabido para ali atirou, faz uma coisa raríssima em Portugal - e também "lá fora" - e muito louvável, "à râguebi". Chama os capitães da equipa e convoca uma responsabilização destes para a acalmia disciplinar. Louvo de imediato, a inusitada mas regulamentar acção. Mas logo me desato a rir. Pois o desgraçado tem aquela boa intenção mas é incapaz de afastar os outros jogadores, como é necessário nestes momentos, que em massa rodeiam aquele colóquio, entre óbvias interjeições verbais e imprecações corporais. E para cúmulo dos cúmulos, para total funeral da personalidade de Pinheiro, os dois capitães - Coates e Pepe - saem dessa conversa com o árbitro em evidente desatino mútuo. Desato-me a rir, "eu não dizia? o gajo não tem qualquer controlo dos jogadores, ninguém o respeita!", "olhem para isto!, chama os capitães e eles saem dali aos gritos e ele dá-lhes as costas".

O Porto faz 2-1, num atrapalhada jogada em que eu desespero "o meu reino por um Palhinha". Esgaio leva um amarelo antes do intervalo. Levanto-me do suplício "temos três defesas com amarelo, pelo menos um deles vai ser expulso, e deve ser o Coates". E avanço "até logo". "Onde vais?", interrogam-me. "Vou ao aeroporto, buscar a miúda, que chega agora, uma semana de férias escolares". "E ela não pode apanhar um táxi?", diz o mais-velho, pai tarimbado. "Mas tu achas que eu não vou esperar a minha princesa?", sorrio pai babado e amoroso. "Então assinaste os canais para ver o jogo e agora não vês a bola?". "Que se foda", concluo, até magnânimo "até porque vamos perder, este filhodaputa está a fazer tudo por isso".

E lá vou até ao aeroporto da Portela ("Generalíssimo Humberto Delgado", chamaram-lhe os mariolas e ignorantes que mandam no país). Há já dois meses que não ia lá. E deparo-me com o átrio das "Chegadas" apinhado e animado, como naqueles "velhos tempos" pré-pandémicos, e nisso me animo num "está visto, acabou o Covid!!", e é isso que é importante. Na desembocadura está uma multidão de negros e nisso tenho esperança que seja um avião de Maputo que esteja a chegar, se calhar até apanho caras conhecidas, quiçá um abraço ou outro, mas não, é de Bissau que aterrou um outro. Desliguei os dados móveis do telefone e folheio, distraidamente, o "de bolso" que levei.

Toca-me o telefone, julgo que é a minha filha a dizer-me "já aterrei", mas não. É o "sobrinho", lá em casa: "tinhas razão, o Coates foi expulso". Repito um palavrão, e digo-lhe "Aprende, que eu não duro para sempre".

A minha filha chegou, bem-disposta, encantando o seu pai. Abraçamo-nos. Que se lixe a taça. E toda aquela pantomina. Esta.

O dia seguinte

Uma autêntica vergonha o que se passou no Dragão, um Sporting que se preocupou em jogar futebol, marcou dois golos e foi superior ao Porto em 11 contra 11, um Porto que misturou futebol com cenas canalhas, jogadores e banco, sempre a tentar cavar faltas e amarelos, e um árbitro comprometido que teve uma actuação incompetente e cobarde e que inclinou o campo a favor da equipa da casa.

Tudo começou no amarelo mal mostrado a Matheus Reis apenas pela berraria do banco do Porto ali ao lado, continuou pelo amarelo a Coates num lance em que o Taremi se atira para cima dele, como se atirou para cima de Feddal no segundo golo.

Ao intervalo o Sporting estava justamente a ganhar por 2-1 (duas grandes jogadas do lado do Sporting, um grande pontapé do lado do Porto) mas adivinhava-se o que aconteceu logo a seguir. Num lance duvidoso em que o avançado do Porto desiste da jogada e deixa-se cair, o árbitro mostra o segundo amarelo e expulsa Coates. Completamente cobarde a actuação de João Pinheiro, que pelos vistos andou a pedir desculpa ao intervalo pelo primeiro amarelo (lance em que o VAR não pode intervir) e expulsa Coates por segundo amarelo (em que o VAR também não pode intervir).

Em 11 contra 10, enfim, o Porto foi superior ao Sporting, empurrando a nossa equipa para trás e criando confusões sucessivas junto à nossa área. Dum grande centro do melhor jogador do Porto nasceu o segundo golo do Porto (já anularam um golo a Coates por muito menos do que fez o Taremi), no pressing final foi preciso um grande Sporting e um grande Adán para manter o empate.

Depois foi a canalhice final. Escumalha credenciada pelo Porto dentro do campo a tentar e mesmo a agredir jogadores do Sporting. Com um árbitro completamente perdido, um alheamento completo das forças policiais, e jogadores do Porto como Otávio, Pepe e Marchesin completamente descontrolados.

 

O nosso presidente Frederico Varandas fez muitíssimo bem em dizer o que disse, e só pecou por defeito. Parece que depois disso, de acordo com a CMTV, foi emboscado por Vítor Baía e Rui Cerqueira, viu o telemóvel a voar das mãos e teve de sair escoltado do Dragão. 

Não sei que onze vamos poder fazer alinhar no próximo jogo da Liga, mas sei que Porto e árbitro fizeram de tudo e não conseguiram derrotar-nos. Seguimos com 6 pontos a menos, mas seguimos bem mais fortes. 

Grande jogo de todos mas muito em particular de Adán e Ugarte.  

 

#JogoAJogo

SL

 

... E dizem que é o melhor árbitro português...

Prognósticos antes do jogo

Já lhe chamaram o jogo mais decisivo para a atribuição do título de campeão nacional de futebol. Se não for decisivo, será pelo menos muito importante. 

O FC Porto-Sporting disputa-se mais logo, a partir das 20.15. Na primeira volta, a 11 de Setembro, registou-se um empate em Alvalade: 1-1. 

Há cerca de um ano, a 27 de Fevereiro, fomos ao Dragão empatar a zero. Com uma diferença substancial: dois resultados nos serviam então, mas hoje só a vitória interessa. Qualquer outro desfecho, na prática, impede-nos de sonhar ainda com o bicampeonato que temos visto fugir desde 1952.

Quais são os vossos prognósticos para este primeiro clássico de 2022?

Amanhã à noite no Dragão

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O tempo corre depressa, e um par de semanas depois da conquista do segundo troféu da temporada entramos amanhã na fase decisiva da mesma, com a visita ao Dragão para mais um clássico Porto-Sporting. Já tanto se falou sobre o assunto que vai ser difícil dizer algo de novo, mas de qualquer forma fica aqui a minha antevisão do encontro que verei amanhã nalgum restaurante com um belo écran que ainda vou procurar pelas bandas onde me encontro. Muito diferente do que aconteceu há três anos, em que estive no meio dos adeptos adversários para ver o Sporting perder o jogo mas salvar Acuña para a conquista da Taça logo a seguir no Jamor.

A equipa do Sporting vai entrar no Dragão sem Porro e talvez sem Pedro Gonçalves, mas com a sua coluna vertebral intacta, de Adán a Paulinho, perfeitamente capaz de conquistar os 3 pontos em disputa. Mas do outro lado vamos encontrar uma equipa moralizada e em que o empate lhe é favorável. Vai ser um jogo muito equilibrado, em que a inspiração dum ou doutro fará a diferença, e confiamos que a arbitragem seja isenta. Mas, isenta ou não, é com ela que temos de ganhar, não vale a pena pensarmos mais nisso e morrermos de véspera como o peru.

Se uma vitória do Sporting não garante nada em termos de vitória na Liga, uma derrota coloca o Porto muito perto de ser campeão este ano e o Benfica à perna pela luta do segundo lugar, que garante o acesso directo à Champions. Depois virá a meia-final da Taça também com o Porto. Quem ganhar este jogo ganhará também uma confiança acrescida para esse confronto.

 

Enfim, temos de ganhar. E para ganhar temos de defender bem e atacar com precisão. O jogo da Luz deixou algumas ideias interessantes sobre o que poderia fazer o Sporting no Dragão, mas sem Pedro Gonçalves duvido que Amorim vá por aí. Se calhar vai mais para o que aconteceu no encontro da 1.ª volta, quando vulgarizámos o Porto, que se safou da derrota apenas pelo golo excepcional do "vendido por tuta e meia porque os credores e os chulos apertavam" Luis Díaz. Pelo menos foi o que disse Miguel Sousa Tavares.

Nessa 1.ª volta o Sporting alinhou com Adán; Neto, Coates e Feddal; Porro, Palhinha, Matheus Nunes e Vinagre; Jovane, Paulinho e Nuno Santos.

Recordo-me dum jogo em que o Paulinho se encostou muito ao meio-campo deixando espaço para as diagonais de Nuno Santos. Penso que será muito por aí que o Sporting irá: ele funcionará como um terceiro médio para equilibrar a luta a meio-campo, retirando-o do radar dos defesas centrais contrários, deixando para Sarabia e Nuno Santos a despesa dos contra-ataques.

Mas poderá acontecer outra coisa e vermos um duplo-trinco com Palhinha e Ugarte para melhor controlar o jogador mais perigoso do Porto, Otávio, e termos um Matheus Nunes mais adiantado no terreno. 

 

Como temos de ganhar, aposto na primeira opção, e mudando apenas quatro nomes do onze da 1.ª volta chego rapidamente à minha previsão para amanhã. Um onze claramente mais forte do que o desse jogo:

Adán; Inácio, Coates e Feddal; Esgaio, Palhinha, Matheus Nunes e Matheus Reis;  Sarabia, Paulinho e Nuno Santos.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo no Dragão para conquistar os 3 pontos e prosseguir na corrida à liderança da Liga.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

#JogoAJogo

SL

Sérgio e Rúben

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1

Desde a chegada de Sérgio Conceição ao FC Porto, em Junho de 2017, disputaram-se 13 títulos.

Distribuição desses títulos:

Sporting Clube de Portugal 6 (Campeonato 2021, Taça de Portugal 2019, Taça da Liga 2018, Taça da Liga 2020, Taça da Liga 2021, Taça da Liga 2022)

Futebol Clube do Porto 3 (Campeonato 2018, Campeonato 2020, Taça de Portugal 2020)

Sporting Clube de Braga 2 (Taça de Portugal 2021, Taça da Liga 2020)

Sport Lisboa e Benfica 1 (Campeonato 2019)

Clube Desportivo das Aves 1 (Taça de Portugal 2018)

 

2

Facto:

Conceição disputou 13 títulos desde que chegou ao Dragão.

Venceu três, perdeu dez.

Percentagem vitoriosa: 23%.

Facto:

Amorim disputou quatro títulos desde que chegou a Alvalade.

Venceu três, perdeu um.

Percentagem vitoriosa: 75%.

 

3

Balanço provisório da época:

- O FC Porto fez até agora 33 jogos, tendo obtido vitórias em 75% desses encontros.

- O Sporting já cumpriu 36 desafios - mais três do que o FCP pois disputou a Supertaça e as duas partidas da fase final da Taça da Liga. Sagrou-se vencedor em 80% desses jogos.

 

4

Alguns outros dados factuais:

  • O Benfica nada vence há quase três anos.
  • O Braga ultrapassa o Benfica.
  • O extinto Clube Desportivo das Aves está ao nível do Benfica.
  • O FC Porto ainda não rompeu o hímen na Taça da Liga, como diria o jornal A Bola: permanece virgem.
  • O FC Porto tem metade dos títulos do Sporting, num honroso mas distante segundo lugar.

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