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És a nossa Fé!

Pódio: Salin, Nani, Battaglia, Coates

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Benfica-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Salin: 20 

Nani: 18

Battaglia: 16

Coates: 16

Raphinha: 15

Montero: 15

Acuña: 15

André Pinto: 15

Petrovic: 12

Bruno Fernandes: 12

Jefferson: 12

Ristovski: 11

Bruno Gaspar: 1

 

Os três jornais elegeram Salin como melhor jogador em campo.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Do empate alcançado na Luz. O resultado foi o mesmo que na época passada (1-1), mas a exibição foi superior. Isto apesar de só contarmos, no onze titular, com quatro jogadores que defrontaram fora de casa o Benfica no campeonato 2017/2018: Coates, Battaglia, Acuña e Bruno Fernandes. Três dos titulares de ontem eram suplentes há um ano: Salin, Ristovski e André Pinto. Estamos na frente, neste momento com vantagem directa sobre os encarnados, e mais um ponto do que o FC Porto, que esta noite foi vergado no Dragão (2-3) contra o V. Guimarães.

 

De Salin. De longe o melhor em campo nesta sua estreia em clássicos do futebol português. Actuação superlativa do guarda-redes francês, que assinou seguramente uma das mais conseguidas exibições da sua carreira. Valeu-nos o ponto alcançado na Luz, seguramente, com enormes defesas aos 6' (a cabeceamento de Rúben Dias), aos 20' (novamente R. Dias), aos 21' (Cervi), aos 52' (Pizzi), 70', 72' e 90'+6. Não restam dúvidas: agarrou a titularidade.

 

De Nani. Um verdadeiro capitão em campo. Comandando o nosso ataque organizado, muito envolvido no jogo, evidenciando notável maturidade técnica e táctica. Evidenciou-se logo aos 6', com um cruzamento que quase proporcionou golo a Montero. Também participou na manobra defensiva, sem nunca se poupar a esforços. E cobrou de forma exemplar a grande penalidade, aos 64', sem se atemorizar com as vaias no estádio: foi a primeira vez que marcou ao Benfica na sua carreira, que já vai longa. Leva três golos já marcados em dois jogos.

 

De Battaglia.  Um autêntico carregador de piano, que tomou muito bem conta de toda a zona que lhe estava confiada enquanto médio de contenção: por ele raras vezes os adversários passaram e praticamente anulou Gedson, suposta nova estrela encarnada. Não se limitou a conter o caudal ofensivo do SLB: aos 34', fez um dos melhores passes longos do desafio, em fase de construção ofensiva, ao colocar a bola em Raphinha a mais de 30 metros de distância. Um passe que merecia melhor desfecho.

 

Da organização leonina. Entrámos em campo sem temor, de forma desenvolta e com o onze compacto e bem organizado. Podíamos ter marcado logo aos 6' (por Montero) e aos 10' (num disparo de Acuña que quase rasou o poste). Com Raphinha no onze inicial, procurando esticar o jogo, nem sempre com sucesso.

 

Do árbitro Luís Godinho.  É preciso coragem para assinalar uma grande penalidade no estádio da Luz - e ainda por cima favorável ao Sporting, concorrente directo da equipa da casa. O juiz da partida teve esse desassombro, ao apitar para a marca de penálti, aos 61', por indiscutível derrube de Montero por Rúben Dias. Outros, no lugar dele, teriam feito vista grossa.

 

Do nosso desempenho até agora. Três jogos, dois dos quais disputados fora, com duas vitórias e um empate (na Luz). Seis golos marcados, três sofridos. Em igualdade pontual com SLB e com um ponto mais do que o FCP. Contrariando todos os profetas da desgraça, que tinham vaticinado cataclismos para este nosso arranque de campeonato já sem a dupla Carvalho-Jesus. Ultrapassámos esta fase muito complicada sem derrotas. Agora segue-se o Feirense em Alvalade, a 1 de Setembro.

 

 

Não gostei

 

Das lesões de Bas Dost e Mathieu. Dois elementos nucleares do onze titular leonino não puderam alinhar neste dérbi por impedimento físico. O holandês, na sequência de um problema muscular que já vinha da semana anterior. O francês sentiu-se incapacitado na véspera do jogo. Mas tiveram substitutos à altura. Montero, embora ainda com défice enquanto artilheiro, ocupou bem o espaço habitualmente confiado ao nosso homem-golo: foi ele a arrancar o penálti que nos permitiu o golo. André Pinto, pelo seu lado, também não comprometeu, fazendo boa parceria com Coates no eixo da defesa.

 

Das falhas de marcação nas bolas paradas defensivas. Anulámos o Benfica na maior parte do tempo, mas alguma desatenção poder-nos-ia ter saído cara nestes lances específicos. Um aspecto a rever em jornadas futuras.

 

Do golo sofrido. Só aos 86' o Benfica conseguiu empatar, com um golo de cabeça de João Félix, num lance corrido com responsabilidades para Jefferson, incapaz de anular a acção ofensiva de Rafa, autor do centro, e para Ristovski, que falhou a marcação directa: o ex-júnior benfiquista pôde cabecear sem hipóteses para defesa de Salin.

 

De Bruno Fernandes. Já tinha sido uma sombra de si próprio no jogo anterior, frente ao V. Setúbal. Voltou a revelar fraco rendimento pela segunda partida consecutiva, sem a influência a que nos habituou noutros desafios. Abandonou o campo aos 79', trocado por Petrovic. Para ele, voltou a ser dia não.

 

Da ausência de Jovane.  O jovem caboverdiano esteve muito bem nas duas jornadas iniciais, conseguindo desequilíbrios e revelando-se fundamental para virar os jogos. Merecia que Peseiro tivesse confiado nele também para actuar na Luz.

 

Dos petardos que rebentaram junto à baliza leonina. Uma vez mais, imperou a falta de desportivismo das ilegais claques lampiânicas, baptizadas de "grupos organizados de adeptos". Merecem punição exemplar.

Hoje giro eu - Realidade ou ficção?

Petit, antigo jogador do Benfica, diz que existe um fosso entre a qualidade do Sporting e a da equipa encarnada. Para nós, adeptos do Sporting, o único fosso que existe é o que separa os adeptos dos jogadores e as bancadas do terreno de jogo, no nosso Estádio de Alvalade. Os jogos resolvem-se no relvado, não no bate-boca, arte em que o outrora (?) sarrafeiro Petit nem é especialmente forte, visto não poder utilizar mãos, cotovelos ou pés. Acho bem que ninguém ligado directa ou indirectamente ao Sporting reaja a este tipo de declarações. Deveremos mantermo-nos concentrados. Nesse sentido, afirmações como as do antigo médio benfiquista deveriam ser afixadas no balneário leonino e servir de motivação para que a superação nos guie à tão necessária vitória.

 

Há que acreditar. É que uma coisa é a realidade, outra é a percepção da mesma. O que nos enfraquece, o que nos fragiliza é a percepção que temos dessa realidade. É comum ouvir-se e ler-se que o Sporting está mais fraco que os rivais. Por vezes, o próprio discurso interno, Sousa Cintra não incluído, não ajuda a contrariar isso. No entanto, o Sporting e Benfica tiveram semelhante número de jogadores no último mundial: Coates, Bruno Fernandes e Acuña actuaram pelos leões, Ruben Dias (não utilizado), Seferovic, Zivkovic e Sálvio pelas águias. O Sporting tem maior número de jogadores internacionais A no seu plantel (17) do que o Benfica (14), representando selecções como as de Itália, Uruguai, Portugal, Argentina, Colômbia, Brasil, França, Croácia, Holanda, Sérvia, Macedónia, Ghana, Mali, Cabo Verde ou Costa do Marfim (leões) ou Brasil, Sérvia, Portugal, Suiça, Argentina, Grécia, Nigéria, Chile ou EUA (águias) e, tudo somado, maior número de internacionalizações A (340 da equipa leonina contra 235 do rival). Por isso...

 

P.S.1: Rui Jorge Rêgo fez uma proposta de "pêlo na venta", por ser ousada e arrojada (o que já estavam para aí a pensar?), de convidar os restantes candidatos eleitorais a estarem presentes, com ele, na Luz, a fim de, em conjunto, apoiarem a equipa (na bancada, bem entendido). Parece ter caído em "saco rôto". É pena, o ideário deste candidato pode não ser por aí além (os sócios decidirão), mas esta ideia era boa.

P.S.2: Antes um GUDelj que um BADelj! (roubada ao meu amigo Carlos)

 

 

Pódio: Rui Patrício, Gelson, Battaglia

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Benfica pelos três diários desportivos:

 

Rui Patrício: 17

Gelson Martins: 16

Battaglia: 16

Mathieu: 16

Fábio Coentrão: 14

Coates: 14

Piccini: 14

Acuña: 13

Bryan Ruiz: 13

Bas Dost: 13

Bruno Fernandes: 13

William Carvalho: 10

Misic: 6

Lumor: 1

 

A Bola  e o Record elegeram Rui Patrício como melhor sportinguista. O Jogo optou por Gelson Martins.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da nossa subida ao segundo lugar no campeonato. Consequência do empate 0-0 desta noite em Alvalade, frente ao Benfica. Num jogo em que a equipa visitante foi superior, sobretudo pelo que fez na primeira parte, quando teve três oportunidades soberanas de golo. Os encarnados precisavam de marcar pelo menos um golo para manterem o segundo posto: não conseguiram.

 

De Rui Patrício. O melhor jogador em campo, com uma excelente exibição - mais uma. Impediu golos aos 38' (a remate de Grimaldo), aos 43' (Samaris) e aos 44' (Pizzi). Devemos-lhe o ponto conquistado esta noite e a subida ao segundo lugar. Teve ainda a sorte de ver Rafa, aos 8', atirar a bola ao poste. O melhor guarda-redes português continua a ser um talismã do Sporting.

 

De Fábio Coentrão. Entrega total ao jogo, sem desistir de um lance. Controlou o seu corredor defensivo e subiu várias vezes com perigo. Numa dessas subidas, aos 40', podia ter marcado de cabeça: a bola passou ligeiramente ao lado. Recebeu merecida ovação ao ser substituído por Lumor, a poucos minutos do fim.

 

Da meia hora final.  Único período do jogo em que conseguimos equilibrar a partida frente aos encarnados. Mesmo assim, o guarda-redes Bruno Varela não chegou a fazer uma defesa digna desse nome.

 

De termos chegado ao fim invictos em casa. Nem uma derrota nestes 17 desafios disputados no nosso estádio. E apenas quatro golos sofridos em Alvalade na Liga 2017/18. Números positivos, que em muito contrastam com a nossa prestação fora de portas.

 

Do apoio dos adeptos.  Éramos 49.339 presentes nas bancadas de Alvalade - pelo menos 45 mil a torcer pelo Sporting. Ninguém pode queixar-se de falta de incentivo.

 

 

Não gostei

 

Da superioridade táctica do SLB. Mesmo sem Jonas, que só entrou a dez minutos do fim, Rui Vitória conseguiu imprimir maior acutîlância à sua equipa, que dominou o jogo no flanco esquerdo e em parte no corredor central. Jesus manteve Acuña no banco até ao minuto 62 e apostou em três jogadores recém-chegados de longas lesões e que estiveram muito abaixo daquilo a que nos habituaram: Mathieu, Piccini e William. Os dois últimos, sobretudo, com erros posicionais que podiam ter-nos custado muito caros. O italiano foi sucessivas vezes batido por Rafa em velocidade, enquanto o internacional português abria crateras no nosso meio-campo defensivo por onde os adversários se infiltravam.

 

De ver Bas Dost falhar na nossa única oportunidade clara de golo. Decorria o último minuto do tempo extra da primeira parte quando o artilheiro holandês, após uma boa recuperação de bola, encontra o guardião benfiquista pela frente e em vez de rematar decide lateralizar. Asneira evidente. E quase imperdoável num ponta-de-lança.

 

Das tochas lançadas para o relvado por um bando de imbecis. Elementos alegadamente pertencentes à Juve Leo decidiram brindar Rui Patrício com diversos engenhos incendiários, logo no primeiro minuto, forçando o árbitro a suspender a partida. Um gesto totalmente reprovável e que devia ser alvo de duras sanções internas por parte da estrutura leonina. Agravado por ter como destinatário o nosso guarda-redes. Que tem mais anos de Sporting do que alguns desses meninos irresponsáveis têm de vida.

 

Do desempenho do árbitro. Carlos Xistra permitiu jogo faltoso e até violento dos benfiquistas, deixando passar sem cartão uma entrada agressiva de Pizzi a Bryan Ruiz logo aos 14' e uma cotovelada de Rúben Dias na cara de Gelson Martins, aos 85' - esta última sem qualquer sanção. Também fez vista grossa a penáltis cometidos pelo mesmo Rúben: aos 15', sobre Mathieu, e aos 57', sobre Dost. Arbitragem para esquecer.

 

De pressentir que esta foi a última partida em Alvalade de alguns jogadores. Fábio Coentrão (muito aplaudido), Bryan Ruiz, William Carvalho e Rui Patrício, provavelmente, estarão quase a ser transferidos do Sporting. Teremos certamente saudades deles. Ainda espero, no entanto, que o melhor guarda-redes do Euro 2016 possa permanecer em Alvalade.

 

De chegarmos ao fim do campeonato sem termos ganho um clássico. Dois empates com o Benfica, um empate e uma derrota com o FC Porto. E também fomos incapazes de vencer o Braga. Tudo isto dá que pensar.

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

Da derrota. Não há volta a dar: nesta temporada somos incapazes de derrotar um dos nossos rivais. Balanço fraquíssimo: um empate com o Benfica, dois empates com o FC Porto e um par de derrotas com esta mesma equipa, que ontem voltámos a enfrentar, desta vez no Dragão, de onde saímos com novo resultado negativo: perdemos 1-2. Talvez a melhor exibição em clássicos desta época, mas o que conta são os números finais. Estes afastam-nos de vez da corrida pelo título de campeão nacional, colocando-nos a oito pontos do FCP quando faltam ainda nove jornadas. Um resultado igual ao do campeonato anterior, que nos tirou dessa corrida ainda antes, com 12 jornadas por disputar.

 

Do penálti perdoado ao Porto. Dizem que Artur Soares Dias é o melhor árbitro português: isto serve para mostrar a fraquíssima qualidade dos apitadores nacionais. Geralmente resguardado para os chamados "jogos grandes", é raro aquele em que sai com folha limpa. Desta vez prejudicou claramente - e grosseiramente - o Sporting ao perdoar uma grande penalidade cometida aos 17' pelo jovem defesa Dalot sobre Doumbia, quando o avançado leonino tinha a bola dominada e progredia dentro da área. O vídeo-árbitro, convicto da falta, alertou Soares Dias, que visionou o lance mas não deu o braço a torcer. E mesmo depois disto vão continuar a dizer que se trata do melhor árbitro português...

 

Das ausências. Se há jogo em que pesaram as ausências, foi este. Do nosso lado faltaram Bas Dost, Piccini e Podence (todos por lesão) e ainda o indispensável Gelson Martins (por castigo). Todos fizeram falta, cada qual a seu modo. É verdade que do lado do FCP Sérgio Conceição também não contou com Alex Telles (rei das assistências no campeonato), Danilo e Soares - nosso carrasco da época passada. Mas o Sporting (a)pareceu mais desfalcado neste clássico.

 

Das oportunidades perdidas. A história do jogo teria sido bem diferente se Rafael Leão, em vez de ter marcado apenas um golo, tivesse marcado dois: dispôs de oportunidade para isso, aos 89'. Antes dele aconteceu o mesmo a Doumbia (20'), Bruno Fernandes (22'), Coates (64'), Bryan Ruiz (65'), Montero (86') e novamente Coates (86'). Como noutros desafios, o Sporting tentou muito e quase conseguiu. Quase.

 

De Doumbia. Há jogadores, tal como existem alguns treinadores, que bem podem ser brindados com a alcunha de pés-frios. É o que parece ocorrer com o avançado marfinense: nem a lesão de Bas Dost o colocou como titular indiscutível do Sporting. Ele tenta bastante, mas parece ficar sempre com a tarefa por cumprir - ou por falta de jeito ou por manifesta falta de sorte. Recentemente viu dois golos limpos serem-lhe anulados, para duas competições diferentes. Agora, no Dragão, foi o chamado "melhor árbitro nacional" a negar-lhe um penálti que todo o país futebolístico viu. Aos 41', colocou mal o pé e lesionou-se sozinho, acabando substituído dois minutos depois. Alguém lhe lançou mau feitiço: Doumbia tem de ir ao bruxo.

 

De Ristovski. O jovem lateral direito não tem a mesma pedalada do ausente Piccini - isso voltou a ficar bem evidente numa exibição muito aquém daquilo que os adeptos esperavam dele. Aos 49' deixou Brahimi movimentar-se à vontade e fazer o golo da vitória portista. Nunca teve a acutilância que se impunha no apoio do ataque. Saiu aos 67', para entrar Rúben Ribeiro, ficando Battaglia no seu lugar.

 

Da estreia adiada de Wendel.  Aureolado de grande reforço, o médio que veio do Fluminense continua remetido para o banco, ainda sem um só minuto ao serviço do Sporting. O que se passará para demorar dois meses para vestir enfim de verde e branco?

 

Dos cartões amarelos. Na próxima partida teremos outra deslocação muito difícil: vamos a Chaves. Desfalcados de dois dos nossos melhores jogadores. Acuña e Bruno Fernandes viram cada qual o quinto cartão amarelo acumulado neste clássico, ficando assim impedidos de actuar em Trás-os-Montes.

 

 

Gostei

 

De Rafael Leão. Estreia de sonho do nosso jovem avançado, ainda júnior, num clássico da principal competição de futebol português. Jorge Jesus deixou-o de fora do onze inicial mas convenceu-se enfim de que ele fazia falta lá dentro após a lesão de Doumbia, mandando-o entrar aos 43'. Não podia ter começado da melhor maneira: marcou logo na primeira vez em que tocou na bola, aos 45'+1, com uma excelente mudança de velocidade, baralhando a marcação de Felipe e Dalot, e colocando muito bem a bola, que passou entre as pernas de Casillas. Fazia assim o empate, gelando o Dragão. Aos 63', noutra progressão perigosa, foi travado em falta, arrancando o amarelo a Felipe. Podia ter feito o 2-2 mesmo ao cair do pano, quando atirou por cima da baliza após bom centro de Rúben Ribeiro. Balanço muito positivo: em duas partidas, com apenas 88 minutos jogados, uma assistência e um golo. Valia a pena ter apostado nele mais cedo.

 

De Bryan Ruiz. Grande partida do costarriquenho, a melhor de verde e branco desta época. Começou como substituto de Gelson, jogando como ponta direita, mas rapidamente o treinador o remeteu para o corredor central, colocando-se atrás de Doumbia, por troca posicional com Bruno Fernandes. Foi bom na manobra ofensiva: é dele a assistência para o nosso golo. E foi bom também no momento defensivo: logo aos 12' salvou um golo quase certo do FCP, tirando a bola da linha da baliza, com Rui Patrício já batido (viria a suceder algo semelhante a Battaglia, aos 79'). Ainda ajudou a construir o lance que deu penálti (não assinalado) aos 17'. E esteve quase a marcar, num bom cabeceamento aos 65': a bola rasou o poste. Terminou o jogo novamente na ala direita, parecendo desta vez infatigável. Foi o melhor do Sporting.

 

De William Carvalho. Às vezes mal se dá por ele, mas não falha nos momentos decisivos. Voltou a ser crucial para a boa exibição leonina no Dragão, tanto na tarefa de recuperar bolas como na construção dos nossos lances ofensivos. É ele, com uma notável simulação, a iniciar o lance do golo, libertando a bola para Bryan Ruiz. Já tinha sido ele, com um passe longo, a começar a jogada que culminaria na grande penalidade (não assinalada) a Doumbia. Controlou o corredor central, sempre naquele estilo de falso lento de que alguns não gostam. Haveremos de ter saudades dele quando deixar de equipar de verde e branco.

 

De Bruno Fernandes. Começou como segundo avançado, mas por volta do minuto 10 Jesus mandou-o para a ala, com a missão de fazer incursões para o eixo do ataque. Com a transferência de Battaglia para lateral direito, aos 67', recuou para a posição 8, competindo-lhe comandar as operações ofensivas a partir daí. Jogou com a intensidade a que já nos habituou, criando linhas de passe (aos 17', numa das nossas melhores jogadas), fazendo bons centros (aos 20', para Doumbia) e tentando ele próprio o remate de meia-distância (aos 22', para defesa difícil de Casillas). Sendo um dos nossos jogadores mais utilizados, já denota algum desgaste físico. Mas nunca baixa os braços.

 

Da intensidade do jogo.  Ao contrário de outros embates entre as duas equipas já travados nesta temporada, este foi um verdadeiro clássico. Um desafio com transições rápidas, de parte a parte, quase sempre muito bem disputado, e com emoção de sobra até ao fim. Só o resultado, para nós, não esteve ao nível do resto.

Até para o ano, campeonato

A nove jornadas do fim, acabamos de dizer adeus ao título. Derrotados no Dragão por 1-2, vemos agora o Porto a oito pontos de distância - que seriam nove, na prática, se fosse aplicado o critério do desempate.

Há quatro anos, com Leonardo Jardim ao leme da equipa técnica do Sporting, por esta fase também já nos tínhamos despedido do título.

Com uma diferença: nessa altura íamos em segundo, o que nos deu acesso imediato à Liga dos Campeões; desta vez seguimos em terceiro.

Com outra diferença: nessa altura tínhamos um plantel que custava menos de metade do actual e um treinador muito mais barato.

Vale a pena reflectir nisto. Desde já.

Ganhar ou ganhar

Mesmo sem o Gelson vamos ganhar nas Antas, esta noite. Acreditem em mim que não é fezada, é fé. Um acreditar alimentado por evidências que me chegam dos possíveis "onze" que vão passando graficamente pelas várias televisões, desde ontem à noite. A cada vislumbre das dez listadas verde e brancas dispostas quadrado fora, mais a camisola do nosso número um, guardando as nossas redes, de cada vez que vejo isto, dou por mim a pensar que temos craques em várias posições e em todos os sectores.  

Que poderá o tridente do ataque portista fazer contra um Mathieu concentradíssimo, rapidíssimo, inteligente, lutador e campeão? O Marega passa por um Coates, se o uruguaio estiver, como se diz amiúde, "a top"?

Temos antídotos que sobram para anular a ofensiva portista e nem me referi às laterais, que as temos entregues a um super jogador como o Coentrão e a um competente e aguerrido Ristovski (a acreditar que o Piccini não vai a jogo).

O nosso meio-campo não é melhor que o do Porto? Há algum jogador do lado do FCP com a qualidade do William Carvalho? Não, não há. O Battaglia não mostrou já o valoroso que é a defender e a carregar jogo? Que craque se iguala, hoje, no futebol nacional, a jogar no miolo, a municiar o ataque, a temporizar a jogada, que jogador há que tenha a visão de jogo de Bruno Fernandes? E que tenha a capacidade de remate dele, imprevisível, potente, colocado?

Não temos o Gelson, mas teremos, dum lado, o raçudo Acuña, que, hoje, fará muitas e boas assistências para golo e do outro um Rúben Ribeiro que surpreenderá, fazendo, finalmente, o jogo que dele, nós e o Jesus, esperamos que faça desde que chegou a Alvalade.  

Na frente teremos o Doumbia que nos bateu quando andava de emblema do CSKA ao peito. Rápido, endiabrado, eficaz e pragmático.

Por fim, no banco temos e teremos, sobretudo, o Jesus, que, acredito eu, tem mesmo a qualidade de mestre da táctica. Sei do que falo, que vou a caminho do Porto com o Bas Dost. A ausência do nosso matador é bluff. Vai jogar. Verbo que nele rima com marcar, a dobrar, ou a triplicar.

 

PS. Vergonhoso o artigo do director do Correio da Manhã. Embora hilariante, ao mesmo tempo. À frente de um título que quase sempre deseduca as massas (porque são realmente muitos os que o lêem), Octávio Ribeiro dedica um texto às questões da educação. Fá-lo não apenas alegando a falta de educação de um jogador de futebol do Sporting, mas também atirando-se, todo ele pertinaz, a sentida e preocupada análise ao que identifica como a deseducação que grassa no país. Haverá coisa mais desproporcionada, descabida e ridícula? Foi só um grande jogador de futebol que tirou a camisola, num momento de incontida alegria e euforia. Que diabo, o Gelson é rapaz bem formado, seria lá ele capaz de publicar alguma das muitas chocantes, perversas e absolutamente deseducativas manchetes do CM.

Na mente de Jorge Jesus

Imagino que o treinador do Sporting deve dar voltas à cabeça para resolver o imbróglio que tem entre mãos. Sem Gelson e, quiçá, sem Dost o Sporting vai para as Antas assaz desfalcado e claramente diminuído fisicamente, tal tem sido a catadupa de jogos.

Não me cabe aqui dar sugestões sobre quem deve ou não deve jogar amanhã. Ou qual a táctica. E muito menos o sugeriria a Jorge Jesus, que é um mestre (quando quer!) nessa arte de colocar os jogadores em campo.

O nosso treinador deverá ter consciência da enorme importância deste jogo. Para ele, para a equipa, para o Presidente e acima de tudo para os tais adeptos que assobiam quando a equipa não joga, mas enchem o estádio.

Tudo o que não seja uma vitória leonina é hipotecar a época, mesmo que ainda tenha a Taça de Portugal e a Liga Europa para minimizar eventuais estragos.

Portanto aquela mente deve fervilhar de teorias, dúvidas e poucas certezas.

Como em todos nós!

Jogar para o empate... à Jesus

Estive indeciso em escrever estas palavras, mas pela calma da noite decidi refletir e partilhar com vocês um pouco daquilo que penso que poderá acontecer na próxima sexta...

Diz Jesus, "se não jogar um joga outro", que "os meus jogadores são uns campeões". Perfeitamente de acordo, mas jogue A ou B, ou mesmo C, uma coisa acredito que vai acontecer. Com o treinador que temos, vamos tentar não perder o jogo. Reforçar a defesa, e esperar uma oportunidade para tentar numa falha do Porto e termos a tal estrelinha que nos possa levar à conquista de um ponto. Sim, porque não acredito que Jesus jogue para ganhar, vai jogar para não perder... como tem acontecido quase sempre ao longo da sua carreira em situações similares... e quem não joga para ganhar, arrisca-se quase sempre a perder.

Espero e desejo que me engane, mas... não sou pessimista, sou realista.

Quem irá substituir Gelson?

Já todos sabemos que Gelson Martins não vai alinhar sexta-feira no Dragão. O jogador cometeu um erro grave, que lhe valeu um duplo amarelo e a expulsão no Sporting-Moreirense, ficando portanto fora do clássico.

Olhemos então para a frente e não para trás. Gostava muito de saber qual será, no vosso entender, o substituto de Gelson neste jogo. Quem é que Jorge Jesus acabará por decidir pôr no lugar dele?

Hoje giro eu - pedido a Bruno de Carvalho

Sexta-feira temos clássico no Dragão. É só o jogo mais importante da época e é necessário enfatizar isso. Qualquer resultado que não seja a nossa vitória coloca o título como uma miragem. Em tempos de grandes tormentas, grandes homens são requeridos.

 

O próximo desafio, a vizinha primeira final, constitui uma oportunidade de ouro para o presidente afirmar a sua liderança no futebol. É certo que não lhe caberá definir a táctica do jogo, seleccionar os convocados, escolher o onze titular e pôr os jogadores nas posições certas, mas cumpre-lhe ser - nas suas conversas com jogadores e treinador - o elo de transmissão dos anseios e sonhos de três milhões e meio de sportinguistas e o fiél depositário de uma cultura de exigência que queremos definitivamente vêr implementada. 

 

Costuma dizer-se que sorte é quando uma boa preparação encontra a oportunidade certa. Pois ela aí está: estamos forçados a valorizar o que temos internamente, estimando, estimulando e motivando os que vão à luta - a razão da profundidade, e custo, do nosso plantel - e não focando nas contrariedades. Os jogos preparam-se para ganhar no campo, não nas conferências de imprensa. Se, na antecâmara do jogo, perdermos muito tempo com desculpas vãs, estaremos a desresponsabilizar os nossos jogadores e muito mais perto do desaire. Por isso, façamos das fraquezas forças, unamo-nos à volta da equipa e ganhemos aquele suplemento de alma que nos deixará mais perto da vitória.

 

Não será facil, mas não nos esqueçamos que um obstáculo, um pedregulho, só o é consoante a nossa noção de perspectiva. Se estivermos muito perto, se não virmos o que está ao redor, então sim, será um pedregulho, mas se dermos 10 passos atrás já só será uma pedra e se nos afastarmos mais ainda, então o obstáculo será uma simples pedrinha.

 

Senhor presidente Bruno de Carvalho, do seu posto de observação terá uma perspectiva única das coisas. Nestes momentos há silêncios que devem (e têm de) ser respeitados - concerteza terá a sua opinião sobre o desenrolar desta época - , mas de si espero que seja portador do indomável espírito de luta do Leão, porque como alguém sábio um dia disse, "por cada Leão que cair, outro se levantará". É que, quando o jogo terminar, queremos todos ter a certeza de que nos mobilizámos, que o preparámos com rigor e que, no campo, deixámos a pele e tudo fizemos para ganhar, com o "mind-set" correcto, o do nosso ADN vencedor, independentemente do resultado final.

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