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És a nossa Fé!

Quente & frio

Gostei muito do golo marcado por Bruno Fernandes na primeira mão da meia-final da Taça de Portugal, ontem à noite, frente ao Benfica no estádio da Luz. Foi o melhor golo do desafio, que perdemos por 1-2. Marcado de livre directo, a 30 metros das redes. Um tiraço do nosso capitão, sem defesa possível para o guarda-redes Svilar, dirigido ao canto superior mais distante da baliza. Um livre que nasceu de uma falta sobre o próprio jogador, que foi o nosso melhor em campo neste clássico em que saímos novamente derrotados: segundo desaire consecutivo perante o nosso mais velho e histórico rival.

 

Gostei de ver o Sporting em cima da baliza benfiquista no quarto de hora final, quando o treinador Marcel Keizer apostou sem complexos num 4-4-2, reforçando o ataque com a entrada de Bas Dost, que a partir dos 76' fez parceria com Luiz Phellype (e quando este saiu, aos 90', com Raphinha), completada por Diaby numa espécie de tridente. Foi nesse período que nasceu o nosso golo, marcado aos 82'. E poderia ter ocorrido outro, empatando-se a partida, se o árbitro não anulasse, mesmo à beira do fim, um lance ofensivo leonino por uma pretensa carga de Dost sobre Svilar que nunca existiu. Isto num jogo em que alinhámos sem Mathieu, Nani e Ristovski.

 

Gostei pouco da prestação do colombiano Borja, reforço de Inverno para a nossa lateral esquerda, em estreia absoluta de verde e branco no onze titular escalado por Keizer para este desafio. Naturalmente sem rotinas defensivas, teve responsabilidades directas nos dois golos encarnados: no primeiro, aos 16', foi incapaz de fechar o corredor por onde penetrou Salvio; no segundo, aos 63', estava muito mal posicionado e deixou João Félix centrar como quis. Apesar destes lapsos com indiscutível gravidade, revelou bons pormenores de ordem técnica, mostrando vocação atacante e capacidade de criar desequilíbrios. Merece o benefício da dúvida.

 

Não gostei de saber que a segunda mão desta meia-final, a disputar no nosso estádio, só vai realizar-se a 3 de Abril. Um absurdo, estes dois meses de intervalo: é uma decisão ridícula da Federação Portuguesa de Futebol, organizadora da Taça de Portugal. De qualquer modo, o Sporting mantém em aberto todas as possibilidades de passar à final da competição. Bastará vencermos o Benfica por 1-0 em Alvalade. Será que nessa altura ainda contaremos com Acuña? Actuando como médio-ala, o argentino foi um dos nossos melhores nesta primeira mão.

 

Não gostei nada da nossa primeira parte. Com desempenhos desastrosos no reduto defensivo, sobretudo de Bruno Gaspar, que voltou a ser ultrapassado várias vezes no seu flanco, nomeadamente no golo inaugural dos encarnados, em que escancarou ma avenida para o golo de Gabriel, e do regressado Ilori, que fez parceria com Coates no eixo da defesa e revelou uma arrepiante fragilidade, culminada num autogolo que ditou a nossa derrota. No meio-campo voltou a imperar a mediocridade de Gudelj na posição de médio defensivo, incapaz de travar o ímpeto encarnado e de contribuir para o início de lances ofensivos: o primeiro golo do SLB nasce de uma bola perdida por ele. Nestes primeiros 45 minutos revelámos fragilidades colectivas, concedemos demasiado espaço aos adversários nas alas, fomos incapazes de ganhar segundas bolas e sair em construção organizada, não dispusemos de um único canto e só conseguimos um remate enquadrado (por Bruno Fernandes). Também não gostei nada de um golo desperdiçado por Wendel que, isolado por Acuña e tendo apenas Svilar pela frente, rematou frouxo e muito ao lado no minuto 57. Nem da passividade do treinador, que a perder por 0-2 - frente a um adversário banal, sem Vlachodimos, Fejsa nem Jonas e um puto estreante no eixo da defesa - só aos 71' começou a mexer na equipa. Menos ainda gostei de ter perdido pela segunda vez em quatro dias com o Benfica, com um saldo muito negativo: três golos marcados e seis sofridos. E de só termos vencido, no tempo regulamentar, um jogo dos últimos oito que disputámos.

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

 

Do banho de bola que levámos do Benfica em nossa própria casa. As dinâmicas colectivas não funcionaram, não vencemos um confronto individual, o nosso corredor direito era um autêntico passador, só em teoria tínhamos um médio defensivo em campo, fomos incapazes de ganhar bolas divididas.

 

Do treinador. Tal como sucedera em Tondela e em Guimarães, Marcel Keizer estudou insuficientemente o adversário e artilhou muito mal o nosso onze titular. Tem uma pose inacreditável em campo, permanecendo durante todo o jogo estático e de mãos nos bolsos. E vem gerindo de forma cada vez mais desastrada as substituições. O cúmulo do caricato ocorreu ontem por volta do minuto 80, quando mandou entrar Petrovic, um médio defensivo, quando estávamos a perder 1-4. Seria para "segurar o resultado? Brindado com uma vaia monumental, optou afinal por Jovane, mandando sentar o sérvio. Esta hesitação nas escolhas diz quase tudo sobre a (in)capacidade de liderança do holandês.

 

Da troca de Nani por Diaby. O instinto do treinador foi testado - e chumbou - na decisão assumida ao intervalo: excluir o capitão da equipa enquanto fazia entrar o jovem maliano que tem sido uma autêntica nulidade nos jogos disputados em 2019. Um erro colossal, não apenas pela capacidade que Nani - mesmo fatigado - tem de resolver um jogo, a qualquer momento, com um lance de inspiração. Sobretudo pelo sinal que deu para dentro de campo: o internacional formado em Alcochete tinha acabado de inventar um grande golo, oferecido de bandeja a Bruno Fernandes. Que prémio recebeu? Ter ido tomar duche mais cedo.

 

De Bruno Gaspar. Intriga-me por que motivo Keizer, confrontado com falta de recursos no plantel, não recorre aos sub-23. Desde logo para a lateral direita, desguarnecida pelo injustíssimo castigo aplicado a Ristovski pelo apitador Helder Malheiro. Bruno Gaspar, está mais que provado, não tem categoria para jogar no Sporting: foi uma das mais desastradas contratações do último ano. Incapaz de articular com Raphinha, foi ultrapassado vezes sem conta por Grimaldo, que o transformou num monumento à impotência.

 

De Gudelj. O meio-campo defensivo estava, em teoria, entregue ao sérvio que veio da China. Na prática, ficou desguarnecido: Gudelj parece ter emigrado para parte incerta, afogado no fluxo ofensivo encarnado, liderado pelo miúdo João Félix. Não restam dúvidas que não tem talento nem rotinas para assegurar a posição, apesar de Keizer teimar em mantê-lo ali. Mais incompreensível se torna ainda que Miguel Luís e Idrissa Doumbia tenham ficado ausentes da convocatória. 

 

Do desastre da nossa defesa. Levamos já mais golos sofridos do que o V. Setúbal e tantos como o Marítimo.

 

De ver a nossa formação marginalizada. Ontem, durante quase uma parte inteira (a segunda), voltámos a jogar sem nenhum elemento formado em Alcochete. Miguel Luís foi de novo remetido para a bancada, Francisco Geraldes só serve para promover gameboxes na Sporting TV e Jovane entrou à beirinha do fim, só para iludir as estatísticas. Acontece que Keizer veio para o Sporting, entre outros supostos atributos, por valorizar a formação. Onde está essa mais-valia?

 

Do resultado. Esmagadora e humilhante, a derrota por 4-2 em Alvalade. Desde a época 1997/1998 que não perdíamos por números tão arrasadores, mesmo num dérbi destes, onde existe uma lamentável tendência já claramente desenhada: nos últimos dez anos, só por uma vez vencemos o Benfica no nosso estádio para o campeonato. Dá que pensar. E não é um pensamento lisonjeiro para as nossas cores.

 

Do nosso percurso recente no campeonato. Apenas vencemos um dos últimos cinco jogos da Liga 2018/2019: uma vitória esforçada e tangencial em casa com o Moreirense. De resto, dois empates (com V. Setúbal e FC Porto) e duas derrotas (com Tondela e Benfica). Se somarmos a estas partidas os dois desafios da Taça da Liga que também não vencemos no tempo regulamentar (embora tenhamos conquistado o troféu nas grandes penalidades), a margem negativa aumenta: só uma vitória em sete jogos.

 

 

 

Gostei

 

Do nosso único golo de bola corrida. Aconteceu aos 43', o que nos fez reduzir a desvantagem para 1-2, nascendo daí a ilusão de que a segunda parte poderia ser muito disputada. Um golo que emerge do talento e da criatividade de Nani ao desenhar uma bela diagonal do centro para a direita enquanto Bas Dost fazia a manobra inversa à sua frente, arrastando dois defesas e ampliando terreno para o pé-canhão de Bruno Fernandes. Um golaço, infelizmente sem sequência. O segundo seria marcado no declinar do jogo, de penálti, por Bas Dost, que reduziu para 2-4.

 

De termos, apesar de tudo, evitado a goleada. Na segunda parte, quando perdíamos por 1-4, chegou a pairar no estádio o espectro da repetição dos famigerados 3-6, sofridos há um quarto de século, ainda no tempo em que João Vieira Pinto jogava na equipa errada.

 

Do público que encheu o estádio. Éramos ontem 45.503 oficialmente contabilizados em Alvalade. Prontos a puxar pela equipa e a aplaudir os nossos. Saímos de lá com uma imensa frustração. Pelo resultado, pela péssima exibição e pela esperança que vai morrendo: depois do adeus ao título, o adeus ao acesso à Liga dos Campeões, quase o adeus à qualificação directa para a Liga Europa. E temos o V. Guimarães pronto a morder-nos os calcanhares, à distância de sete pontos do quarto lugar - tanta como a que nos separa do Braga, que ocupa o último lugar do pódio.

Quem falhou mais passes no clássico

Revi com atenção o Sporting-FC Porto do último sábado. É um exercício que vale a pena fazer de vez em quando: depois de observarmos o jogo ao vivo no estádio, revê-lo no dia seguinte na televisão, já sem as emoções à flor da pele.

A nossa perspectiva nunca é igual.

 

Fiz muitas anotações. Mas, por agora, interessa-me registar os autores dos passes falhados ou das bolas mal entregues neste clássico. Do nosso lado, ficaram assim distribuídos:

 

Bruno Fernandes  12

Renan                       6

Bas Dost                   3

Ristovski                   3

Raphinha                  2

Diaby                        2

Wendel                     2

Mathieu                    2

Petrovic                    1

Bruno Gaspar          1

Jefferson                   1

Nani                           1

 

Não sei se estes números justificam alguma reflexão da vossa parte. Se for o caso, façam o favor de a partilhar comigo.

Sob Suspeita

Na série Sob Suspeita (talvez a minha preferida de sempre) existia uma Machine que prevenia crimes violentos. Nalguns momentos de apuro, a Máquina simulava os diversos cenários de saída, graduando a probabilidade de êxito de cada um, para melhor aconselhar os passos a seguir do protagonista em causa.

No passado sábado, houve uma Máquina que terá feito o mesmo trabalho a Marcel Keizer quando o encontro se aproximava para o fim.

Os cenários eram vários, incluindo:

- arriscar tudo e acabar o jogo a 5 pontos;

- arriscar tudo e acabar o jogo a 8 pontos;

- arriscar qb e acabar o jogo a 8 pontos;

- arriscar tudo e acabar o jogo a 11 pontos;

- etc.

Desde logo, pelo sentido do jogo e, sobretudo, pela qualidade do oponente, parece-me que o primeiro cenário era o menos provável de todos.

Seja como for, a posição do treinador não era fácil. Fosse qual fosse a opção, dificilmente se livraria de críticas.

Todos gostaríamos de ver o Sporting arriscar com tudo, mas a atitude de peito cheio não pode, nem deve ser a mesma a 17 jornadas do fim, como é quando faltam 5 ou menos jornadas para o termo do campeonato.

A verdade é que ficar a 11 pontos do Porto seria demolidor para a moral das tropas. Por muito que queiramos apontar o 2º lugar como objectivo, temos de entrar jornada a jornada com o 1º lugar na ambição, senão então aí é que nunca chegaremos ao 2º lugar.

Não quero com isto dizer que 8 pontos de distância do Porto seja animador, porque não é, mas permite, em todo o caso, acalentar alguma esperança no arranque da 2ª volta.

Um quis ganhar, o outro não

A minutos do fim do clássico em Alvalade, os dois técnicos deram sinais antagónicos para dentro e para fora do campo.
Sérgio Conceição trocou Danilo por Hernâni: queria vencer.
Marcel Keizer trocou Wendel por Petrovic: queria empatar.

 

Neste sentido, Keizer venceu: o resultado ajustou-se ao desígnio estratégico do técnico holandês.
Infelizmente, só venceu mesmo neste sentido.

Terminámos o jogo com Jovane e Luiz Phellype no banco: nenhum deles calçou, o que diz tudo sobre a falta de ambição leonina neste clássico.


Mais de 45 mil espectadores teriam merecido seguramente mais do que este comportamento de equipa do meio da tabela.

Infelizmente, é o que há.

Os prognósticos passaram ao lado

Muita gente correspondeu ao meu pedido de prognósticos para o Sporting-FC Porto, o que não me surpreendeu. Surpreendido fiquei por ninguém ter antecipado o 0-0 final. Desfecho que repetiu o resultado do clássico de Alvalade disputado na época anterior.

Fica a sugestão para próximos vaticínios: irem lembrando os jogos da temporada 2017/2018.

Resta-me desejar que na próxima jornada haja melhor pontaria.

Quem joga para o empate, não vence

Quando se usa a expressão "depender só de nós" é a pensar em jogos destes. No confronto directo entre adversários que poderão discutir connosco a posição final no campeonato. Há dois anos, com Jorge Jesus, recebemos o FC Porto e vencemos por 2-1. Na época passada, o clássico disputado em Alvalade terminou com empate a zero. Ontem à tarde - saúde-se a hora, 15.30, a que começou o jogo - parecíamos ter voltado aos tempos nada heróicos da última época de Jesus, treinador mais bem pago do Sporting e de toda a história do futebol português.

Parecíamos também ter regressado dois meses atrás, ao tempo em que José Peseiro ainda comandava o futebol leonino: este confronto com os portistas terminou com dois médios defensivos de verde e branco, enquanto Jovane e o reforço Luiz Phellype se mantiveram no banco e Francisco Geraldes - estrela apenas no anúncio televisivo à venda de gameboxes, que parece estar em alta na Loja Verde - voltou a não ser convocado, apesar de também ser reforço. Neste aspecto dir-se-ia novamente que a história se repete: Jesus nunca foi à bola com o talentoso médio da nossa formação.

Ao contrário das aparências, quem segura o leme é Marcel Keizer - o mesmo que há mês e meio assegurava ter o "futebol de ataque" como filosofia de jogo, inspirado no dinâmico Ajax da década de 70. Dizem-me que míster Keizer anda a aprender com rapidez a falar o nosso idioma. Também o futebol de retranca muito à portuguesa, concebido menos para marcar do que para evitar que o outro marque, é conceito que parece estar a ser assimilado de forma bem rápida pelo tecnico oriundo da Holanda.

Sob este prisma, Keizer foi bem sucedido: o clássico, que contou com mais de 45 mil espectadores nas bancadas, terminou 0-0. Problema: precisávamos muito mais do que o FCP de vencer este jogo, disputado em nossa casa. Finda a primeira volta, os portistas continuam a oito pontos de distância. E as goleadas ao Vildemoinhos e ao Qarabag já eram.

Foi bom enquanto durou. Pena ter durado tão pouco.

 

 

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SINAL VERDE

 

RENAN. Vem demonstrando a cada jogo como foi acertada a sua vinda, ainda no tempo de Sousa Cintra. O guarda-redes emprestado pelo Estoril - e que ficará em Alvalade na próxima época - voltou a ser decisivo ao parar, em cima da linha da baliza, um perigoso remate de Soares. Esta defesa, aos 56', evitou que perdêssemos o solitário ponto ontem conquistado no nosso estádio.

COATES. Um dos melhores em campo. Ajudou a secar a temível dupla Marega-Soares, apoiado - é certo - pelos colegas que recuaram linhas em conjunto. Só uma vez, com um alívio deficiente aos 60', sobressaltou os adeptos que o aplaudiram ao vivo nas bancadas. Excepção numa tarde em que primou pela concentração e pela consistência, sem temer a equipa adversária.

MATHIEU. Actuação soberba do francês, cada vez mais imprescindível no onze titular leonino. Pela forma como controla todo o espaço aéreo da nossa defesa, pela rapidez de reflexos e noção exacta do tempo nas acções de corte - e também por ser o jogador que inicia com mais eficácia a nossa construção ofensiva, com a bola bem colocada, sem recorrer ao pontapé-para-a-frente. O melhor em campo.

JEFFERSON. É o patinho feio da equipa, fazendo arrepelar os cabelos de quem assiste ao jogo no estádio, mas desta vez teve uma actuação impecável. Veloz e concentrado a atacar, sem comprometer nas acções defensivas nem temer Marega, seu adversário directo. Bons cruzamentos aos 19' e 36'. Grande passe a isolar Bas Dost aos 45'+1. Abriu muito bem para Nani aos 69'.

RISTOVSKI. Chamado a jogo devido a lesão de Bruno Gaspar, aos 47', cinco minutos depois já tinha feito mais e melhor do que o colega. Dinâmico a atacar, muito combativo a defender, cumpriu na cobertura a Brahimi, um dos mais perigosos extremos do futebol português. Num lance de insistência, aos 77', cruzou para a cabeça de Bas Dost, que falhou o momento da impulsão. Merece a titularidade.

 

 

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SINAL AMARELO

 

GUDELJ. Dá a sensação de actuar na posição errada. Não é médio defensivo de raiz e isso nota-se na falta de automatismos, própria de quem não está habituado a movimentar-se naquela zona do terreno. Muito recuado, sempre a curta distância dos centrais, ajudou a neutralizar o caudal ofensivo portista. Isolou Diaby aos 15' com excelente passe. Melhor momento: o tiro que desferiu aos 77', a 35 metros da baliza, para grande defesa de Casillas.

WENDEL. Actuação de formiguinha no miolo do terreno, a ligar sectores, por vezes demasiado agarrado à bola e sem sombra de ousadia no passe longo. Foi um elemento útil até as forças lhe começarem a faltar e se tornar evidente que, vindo de lesão recente, está ainda longe do fulgor físico exigido na posição. Saiu tocado, aos 90', mas devia ter sido substituído mais cedo.

NANI. Tarde pouco inspirada do capitão leonino, que parece longe da melhor forma física. Ainda assim, protagonizou bons momentos neste clássico, com destaque para um remate bem colocado aos 33', que Felipe desviou por instinto, e na precisão do seu passe curto. Foi decaindo no segundo tempo, terminando o jogo exausto. Percebe-se mal porque se manteve em campo até ao apito final.

BRUNO FERNANDES. Quando lhe deram espaço, teve os seus habituais momentos de qualidade, capazes de decidirem a sorte de um jogo. Sobretudo ao nível do passe cruzado a longa distância, desmarcando Diaby ou Nani aos 36', 40' e 52' - sempre de modo infrutífero. Muito menos eficaz nas bolas paradas, sobretudo na cobrança de livres e cantos. Também liderou, de longe, o nosso vasto caudal de passes falhados.

RAPHINHA. Talvez a equipa ganhasse com ele no onze titular, em vez do desastrado Diaby. Mas o extremo que veio de Guimarães ainda parece longe de aguentar mais de 45 minutos em plena forma. Desta vez entrou demasiado tarde, aos 81', e numa fase em que a equipa já agia mais por impulsos do que por convicção táctica. Limitou-se a incutir algum dinamismo ao flanco direito.

PETROVIC. Chamado a render Wendel já no tempo extra, a sua entrada em campo confirmou à equipa que o técnico estava satisfeito com o empate a zero. Ajudou a tapar linhas de ataque reeditando o duplo pivô com Gudelj que tantas críticas mereceu dos adeptos no tempo de José Peseiro. Cumpriu no essencial, sem brilho nem desacerto táctico.

 

 

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SINAL VERMELHO

 

 

BRUNO GASPAR. Bruno de Carvalho foi despedido pelos sócios a 23 de Junho, Bruno César regressou ao Brasil e este Bruno também não parece fadado para permanecer muito tempo em Alvalade. É certo que enfrentou Brahimi, mas sempre muito retraído, sem nunca conseguir canalizar jogo pelo seu flanco. Jefferson, do outro lado, fez muito mais. Saiu tocado, aos 47'.

DIABY. O jovem maliano vindo da Bélgica, uma das contratações mais caras do defeso, tarda em mostrar utilidade. Move-se muito mas trabalha pouco para o colectivo. E parece deslocado tanto no eixo do ataque (como ficou bem evidente na derrota em Tondela) como no flanco direito, onde jogou este clássico. Incapaz de municiar Dost, desperdiçou passe de bandeja de Gudelj aos 15' e rematou frouxo aos 63'. Substituído aos 81', já saiu tarde.

BAS DOST. Tarde para esquecer do avançado holandês, que parece apagar-se nestes jogos de alta pressão e continua sem conseguir marcar ao FC Porto. Três vezes bem servido à frente, nunca preocupou Casillas: aos 36' e aos 77', cabeceou sem força e ao lado; isolado perante o guarda-redes aos 45'+1, parecia um defesa a atrasar-lhe a bola. Aos 49', centrou rapidamente para ninguém, como se a redondinha lhe queimasse os pés na área.

Rescaldo do jogo de hoje

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Gostei

 

 

Que não tivéssemos sido derrotados em casa pelo FC Porto. Marcel Keizer montou um sistema de jogo apostado essencialmente em não perder o primeiro clássico do futebol português de 2019. Com uma boa organização defensiva, recuando as linhas e concedendo a iniciativa de jogo ao adversário. Objectivo alcançado: o nulo inicial manteve-se até ao fim.

 

Que não tivéssemos sofrido qualquer golo. Primeiro jogo das competições nacionais terminado com a baliza leonina inviolada desde que o técnico holandês está ao comando da nossa equipa: há oito jogos seguidos que encaixávamos golos nas nossas redes. Demonstra maior solidez do quadrante defensivo do Sporting.

 

De Mathieu. O melhor em campo, com um desempenho impecável. Neutralizou Marega e Soares, ganhou todos lances aéreos, fez vários cortes providenciais e ainda foi o mais lúcido no início da construção ofensiva do Sporting. Um elemento indispensável no onze leonino.

 

De Coates. Formou uma sólida barreira defensiva com o colega ex-Barcelona. Fundamental para travar as investidas mais perigosas do trio atacante dos azuis e brancos. Um dos nossos jogadores com exibição mais positiva.

 

De Renan. O guarda-redes emprestado pelo Estoril ao Sporting voltou a valer-nos pontos. Desta vez ao travar no momento decisivo um remate à queima-roupa de Soares. Evitou assim que saíssemos derrotados deste clássico. Cada vez mais confirma como foi acertada a decisão de o trazer para Alvalade e de accionar a cláusula de opção para garantir a sua presença no nosso plantel da próxima época.

 

Do fortíssimo remate de Gudelj. Foi o grande momento do jogo, aos 77': um tiro disparado pelo sérvio a 35 metros da baliza, que proporcionou a Casillas a defesa da tarde. Com um guarda-redes menos qualificado entre os postes portistas do que o campeão mundial e bicampeão europeu, a bola teria entrado. Seria o golo da jornada. E, desde já, um dos golos do ano.

 

Da hora a que se disputou o jogo. Finalmente, jogámos num horário decente. Às 15.30 de sábado, calendário propício às famílias que gostam de assistir a desafios de futebol. Como tantas vezes aconteceu, durante décadas, nos espectáculos desportivos em Portugal antes de os canais de televisão terem começado a impor aos clubes os seus calendários em função das conveniências das respectivas programações.

 

Da grande adesão do público. Hoje estivemos 45.174 nas bancadas de Alvalade - foi, de longe, a maior afluência desde o início do mandato de Frederico Varandas, há quatro meses. Uma afluência justificada não apenas pelo adversário, campeão nacional, mas pelo horário convidativo e pelas perspectivas de combatividade da nossa equipa. Pena não ter havido golos: este público tão entusiasta e fervoroso, que não cessa de apoiar o Sporting, merecia um futebol com mais olhos nas balizas.

 

 

 

Não gostei

 

 

Que tivéssemos sido incapazes de vencer o FC Porto. Terceiro embate neste campeonato com um clube que figura entre os melhores da Liga portuguesa. O balanço não é brilhante: em nove pontos possíveis, só conseguimos dois. É certo que dois desses jogos foram disputados fora de casa, mas mesmo assim estamos perante um indicador claro de que o Sporting 2018/2019 tem claudicado em momentos decisivos. Pior ainda: nestes três desafios só fomos capazes de marcar um golo. Hoje, em largos momentos da partida, tivemos toda a equipa a defender atrás da linha do meio-campo, atitude própria das equipas pequenas.

 

Do banco de suplentes. Surpreendente, a ausência de Miguel Luís: foi o melhor em campo há duas jornadas, frente ao Belenenses. Contra o Tondela, não chegou a ser utilizado. Desta vez não mereceu sequer figurar na convocatória. Tudo isto é estranho. E mais estranho ainda por não ser fornecida qualquer explicação aos sócios e adeptos.

 

Da ausência do "reforço" Francisco Geraldes. Foi um regresso muito badalado e aplaudido, serve para fazer publicidade às gameboxes, que estão a ser vendidas a bom ritmo, mas nem sequer para o banco de suplentes é convocado. Como se tivéssemos voltado à era Jorge Jesus. Algo não bate certo aqui.

 

Da passividade do treinador. Marcel Keizer demorou uma eternidade a mexer no sector ofensivo, onde mais se impunham alterações. Diaby, incapaz da acutilância que se exige a um extremo num clube com as ambições do Sporting, saiu apenas aos 81', dando lugar a Raphinha. Percebe-se mal por que motivo o ex-ala do V. Guimarães não entrou mais cedo - e até porque não foi ele a figurar no onze titular. Nani, extenuado, manteve-se em campo até ao fim. E Wendel, igualmente no limite das forças, só saiu por lesão aos 90'.

 

De Bas Dost. O internacional holandês claudica por vezes nos chamados "jogos grandes". Até hoje, por exemplo, nunca conseguiu marcar ao FCP. Desta vez voltou a fazer uma exibição apagadíssima, passando praticamente ao lado da partida. Bem servido por Jefferson aos 45'+1, isolado perante o guarda-redes, matou o lance com um frustrante passe para as mãos de Casillas. Aos 77', de novo isolado, cabeceou frouxo e ao lado. Foi só. Mesmo assim, manteve-se em campo até ao fim. E o reforço Luiz Phellype, ainda por estrear, manteve-se também sentado no banco de suplentes até ao fim.

 

De continuarmos em quarto lugar no campeonato. Seguimos a oito pontos do FCP, a três do Benfica e a dois do Braga: fomos incapazes de aproveitar o tropeção de ontem da equipa bracarense, que empatou (1-1) em Portimão. Pontuação pouco animadora para atacarmos o principal objectivo da época: o segundo lugar na Liga, que pode garantir o acesso à milionária Liga dos Campeões.

 

Foto minha, tirada esta tarde em Alvalade

Resumo do jogo de hoje

José Peseiro jogou para o empate e concretizou este objectivo: conseguimos não perder contra o campeão nacional no nosso estádio. Com um jogo mastigadinho, feito de passes lateralizados e muitos atrasos ao guarda-redes e com este a guardar a bola e a demorar muito a repô-la em campo para ganhar tempo. Nada de futebol ao primeiro toque ou de progressão rápida, como é característico das equipas de Peseiro.

Os extremos mais velozes, Raphinha e Jovane, foram conservados no banco, fora do onze titular, para não perturbarem esta estratégia. Na mesma lógica, Miguel Luís e Francisco Geraldes, médios da nossa formação, tiveram direito a merecido repouso longe do relvado. A tradição do duplo pivô manteve-se: o jogo chegou ao fim com Gudelj e Petrovic em campo.

No final, Peseiro elogiou a equipa. Satisfeito com o zero-a-zero. E disse que estamos no bom caminho, o que aliás é verdade: antes empatar em casa com o FC Porto do que perder fora com o Tondela.

Pódio: Salin, Nani, Battaglia, Coates

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Benfica-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Salin: 20 

Nani: 18

Battaglia: 16

Coates: 16

Raphinha: 15

Montero: 15

Acuña: 15

André Pinto: 15

Petrovic: 12

Bruno Fernandes: 12

Jefferson: 12

Ristovski: 11

Bruno Gaspar: 1

 

Os três jornais elegeram Salin como melhor jogador em campo.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Do empate alcançado na Luz. O resultado foi o mesmo que na época passada (1-1), mas a exibição foi superior. Isto apesar de só contarmos, no onze titular, com quatro jogadores que defrontaram fora de casa o Benfica no campeonato 2017/2018: Coates, Battaglia, Acuña e Bruno Fernandes. Três dos titulares de ontem eram suplentes há um ano: Salin, Ristovski e André Pinto. Estamos na frente, neste momento com vantagem directa sobre os encarnados, e mais um ponto do que o FC Porto, que esta noite foi vergado no Dragão (2-3) contra o V. Guimarães.

 

De Salin. De longe o melhor em campo nesta sua estreia em clássicos do futebol português. Actuação superlativa do guarda-redes francês, que assinou seguramente uma das mais conseguidas exibições da sua carreira. Valeu-nos o ponto alcançado na Luz, seguramente, com enormes defesas aos 6' (a cabeceamento de Rúben Dias), aos 20' (novamente R. Dias), aos 21' (Cervi), aos 52' (Pizzi), 70', 72' e 90'+6. Não restam dúvidas: agarrou a titularidade.

 

De Nani. Um verdadeiro capitão em campo. Comandando o nosso ataque organizado, muito envolvido no jogo, evidenciando notável maturidade técnica e táctica. Evidenciou-se logo aos 6', com um cruzamento que quase proporcionou golo a Montero. Também participou na manobra defensiva, sem nunca se poupar a esforços. E cobrou de forma exemplar a grande penalidade, aos 64', sem se atemorizar com as vaias no estádio: foi a primeira vez que marcou ao Benfica na sua carreira, que já vai longa. Leva três golos já marcados em dois jogos.

 

De Battaglia.  Um autêntico carregador de piano, que tomou muito bem conta de toda a zona que lhe estava confiada enquanto médio de contenção: por ele raras vezes os adversários passaram e praticamente anulou Gedson, suposta nova estrela encarnada. Não se limitou a conter o caudal ofensivo do SLB: aos 34', fez um dos melhores passes longos do desafio, em fase de construção ofensiva, ao colocar a bola em Raphinha a mais de 30 metros de distância. Um passe que merecia melhor desfecho.

 

Da organização leonina. Entrámos em campo sem temor, de forma desenvolta e com o onze compacto e bem organizado. Podíamos ter marcado logo aos 6' (por Montero) e aos 10' (num disparo de Acuña que quase rasou o poste). Com Raphinha no onze inicial, procurando esticar o jogo, nem sempre com sucesso.

 

Do árbitro Luís Godinho.  É preciso coragem para assinalar uma grande penalidade no estádio da Luz - e ainda por cima favorável ao Sporting, concorrente directo da equipa da casa. O juiz da partida teve esse desassombro, ao apitar para a marca de penálti, aos 61', por indiscutível derrube de Montero por Rúben Dias. Outros, no lugar dele, teriam feito vista grossa.

 

Do nosso desempenho até agora. Três jogos, dois dos quais disputados fora, com duas vitórias e um empate (na Luz). Seis golos marcados, três sofridos. Em igualdade pontual com SLB e com um ponto mais do que o FCP. Contrariando todos os profetas da desgraça, que tinham vaticinado cataclismos para este nosso arranque de campeonato já sem a dupla Carvalho-Jesus. Ultrapassámos esta fase muito complicada sem derrotas. Agora segue-se o Feirense em Alvalade, a 1 de Setembro.

 

 

Não gostei

 

Das lesões de Bas Dost e Mathieu. Dois elementos nucleares do onze titular leonino não puderam alinhar neste dérbi por impedimento físico. O holandês, na sequência de um problema muscular que já vinha da semana anterior. O francês sentiu-se incapacitado na véspera do jogo. Mas tiveram substitutos à altura. Montero, embora ainda com défice enquanto artilheiro, ocupou bem o espaço habitualmente confiado ao nosso homem-golo: foi ele a arrancar o penálti que nos permitiu o golo. André Pinto, pelo seu lado, também não comprometeu, fazendo boa parceria com Coates no eixo da defesa.

 

Das falhas de marcação nas bolas paradas defensivas. Anulámos o Benfica na maior parte do tempo, mas alguma desatenção poder-nos-ia ter saído cara nestes lances específicos. Um aspecto a rever em jornadas futuras.

 

Do golo sofrido. Só aos 86' o Benfica conseguiu empatar, com um golo de cabeça de João Félix, num lance corrido com responsabilidades para Jefferson, incapaz de anular a acção ofensiva de Rafa, autor do centro, e para Ristovski, que falhou a marcação directa: o ex-júnior benfiquista pôde cabecear sem hipóteses para defesa de Salin.

 

De Bruno Fernandes. Já tinha sido uma sombra de si próprio no jogo anterior, frente ao V. Setúbal. Voltou a revelar fraco rendimento pela segunda partida consecutiva, sem a influência a que nos habituou noutros desafios. Abandonou o campo aos 79', trocado por Petrovic. Para ele, voltou a ser dia não.

 

Da ausência de Jovane.  O jovem caboverdiano esteve muito bem nas duas jornadas iniciais, conseguindo desequilíbrios e revelando-se fundamental para virar os jogos. Merecia que Peseiro tivesse confiado nele também para actuar na Luz.

 

Dos petardos que rebentaram junto à baliza leonina. Uma vez mais, imperou a falta de desportivismo das ilegais claques lampiânicas, baptizadas de "grupos organizados de adeptos". Merecem punição exemplar.

Hoje giro eu - Realidade ou ficção?

Petit, antigo jogador do Benfica, diz que existe um fosso entre a qualidade do Sporting e a da equipa encarnada. Para nós, adeptos do Sporting, o único fosso que existe é o que separa os adeptos dos jogadores e as bancadas do terreno de jogo, no nosso Estádio de Alvalade. Os jogos resolvem-se no relvado, não no bate-boca, arte em que o outrora (?) sarrafeiro Petit nem é especialmente forte, visto não poder utilizar mãos, cotovelos ou pés. Acho bem que ninguém ligado directa ou indirectamente ao Sporting reaja a este tipo de declarações. Deveremos mantermo-nos concentrados. Nesse sentido, afirmações como as do antigo médio benfiquista deveriam ser afixadas no balneário leonino e servir de motivação para que a superação nos guie à tão necessária vitória.

 

Há que acreditar. É que uma coisa é a realidade, outra é a percepção da mesma. O que nos enfraquece, o que nos fragiliza é a percepção que temos dessa realidade. É comum ouvir-se e ler-se que o Sporting está mais fraco que os rivais. Por vezes, o próprio discurso interno, Sousa Cintra não incluído, não ajuda a contrariar isso. No entanto, o Sporting e Benfica tiveram semelhante número de jogadores no último mundial: Coates, Bruno Fernandes e Acuña actuaram pelos leões, Ruben Dias (não utilizado), Seferovic, Zivkovic e Sálvio pelas águias. O Sporting tem maior número de jogadores internacionais A no seu plantel (17) do que o Benfica (14), representando selecções como as de Itália, Uruguai, Portugal, Argentina, Colômbia, Brasil, França, Croácia, Holanda, Sérvia, Macedónia, Ghana, Mali, Cabo Verde ou Costa do Marfim (leões) ou Brasil, Sérvia, Portugal, Suiça, Argentina, Grécia, Nigéria, Chile ou EUA (águias) e, tudo somado, maior número de internacionalizações A (340 da equipa leonina contra 235 do rival). Por isso...

 

P.S.1: Rui Jorge Rêgo fez uma proposta de "pêlo na venta", por ser ousada e arrojada (o que já estavam para aí a pensar?), de convidar os restantes candidatos eleitorais a estarem presentes, com ele, na Luz, a fim de, em conjunto, apoiarem a equipa (na bancada, bem entendido). Parece ter caído em "saco rôto". É pena, o ideário deste candidato pode não ser por aí além (os sócios decidirão), mas esta ideia era boa.

P.S.2: Antes um GUDelj que um BADelj! (roubada ao meu amigo Carlos)

 

 

Pódio: Rui Patrício, Gelson, Battaglia

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Benfica pelos três diários desportivos:

 

Rui Patrício: 17

Gelson Martins: 16

Battaglia: 16

Mathieu: 16

Fábio Coentrão: 14

Coates: 14

Piccini: 14

Acuña: 13

Bryan Ruiz: 13

Bas Dost: 13

Bruno Fernandes: 13

William Carvalho: 10

Misic: 6

Lumor: 1

 

A Bola  e o Record elegeram Rui Patrício como melhor sportinguista. O Jogo optou por Gelson Martins.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da nossa subida ao segundo lugar no campeonato. Consequência do empate 0-0 desta noite em Alvalade, frente ao Benfica. Num jogo em que a equipa visitante foi superior, sobretudo pelo que fez na primeira parte, quando teve três oportunidades soberanas de golo. Os encarnados precisavam de marcar pelo menos um golo para manterem o segundo posto: não conseguiram.

 

De Rui Patrício. O melhor jogador em campo, com uma excelente exibição - mais uma. Impediu golos aos 38' (a remate de Grimaldo), aos 43' (Samaris) e aos 44' (Pizzi). Devemos-lhe o ponto conquistado esta noite e a subida ao segundo lugar. Teve ainda a sorte de ver Rafa, aos 8', atirar a bola ao poste. O melhor guarda-redes português continua a ser um talismã do Sporting.

 

De Fábio Coentrão. Entrega total ao jogo, sem desistir de um lance. Controlou o seu corredor defensivo e subiu várias vezes com perigo. Numa dessas subidas, aos 40', podia ter marcado de cabeça: a bola passou ligeiramente ao lado. Recebeu merecida ovação ao ser substituído por Lumor, a poucos minutos do fim.

 

Da meia hora final.  Único período do jogo em que conseguimos equilibrar a partida frente aos encarnados. Mesmo assim, o guarda-redes Bruno Varela não chegou a fazer uma defesa digna desse nome.

 

De termos chegado ao fim invictos em casa. Nem uma derrota nestes 17 desafios disputados no nosso estádio. E apenas quatro golos sofridos em Alvalade na Liga 2017/18. Números positivos, que em muito contrastam com a nossa prestação fora de portas.

 

Do apoio dos adeptos.  Éramos 49.339 presentes nas bancadas de Alvalade - pelo menos 45 mil a torcer pelo Sporting. Ninguém pode queixar-se de falta de incentivo.

 

 

Não gostei

 

Da superioridade táctica do SLB. Mesmo sem Jonas, que só entrou a dez minutos do fim, Rui Vitória conseguiu imprimir maior acutîlância à sua equipa, que dominou o jogo no flanco esquerdo e em parte no corredor central. Jesus manteve Acuña no banco até ao minuto 62 e apostou em três jogadores recém-chegados de longas lesões e que estiveram muito abaixo daquilo a que nos habituaram: Mathieu, Piccini e William. Os dois últimos, sobretudo, com erros posicionais que podiam ter-nos custado muito caros. O italiano foi sucessivas vezes batido por Rafa em velocidade, enquanto o internacional português abria crateras no nosso meio-campo defensivo por onde os adversários se infiltravam.

 

De ver Bas Dost falhar na nossa única oportunidade clara de golo. Decorria o último minuto do tempo extra da primeira parte quando o artilheiro holandês, após uma boa recuperação de bola, encontra o guardião benfiquista pela frente e em vez de rematar decide lateralizar. Asneira evidente. E quase imperdoável num ponta-de-lança.

 

Das tochas lançadas para o relvado por um bando de imbecis. Elementos alegadamente pertencentes à Juve Leo decidiram brindar Rui Patrício com diversos engenhos incendiários, logo no primeiro minuto, forçando o árbitro a suspender a partida. Um gesto totalmente reprovável e que devia ser alvo de duras sanções internas por parte da estrutura leonina. Agravado por ter como destinatário o nosso guarda-redes. Que tem mais anos de Sporting do que alguns desses meninos irresponsáveis têm de vida.

 

Do desempenho do árbitro. Carlos Xistra permitiu jogo faltoso e até violento dos benfiquistas, deixando passar sem cartão uma entrada agressiva de Pizzi a Bryan Ruiz logo aos 14' e uma cotovelada de Rúben Dias na cara de Gelson Martins, aos 85' - esta última sem qualquer sanção. Também fez vista grossa a penáltis cometidos pelo mesmo Rúben: aos 15', sobre Mathieu, e aos 57', sobre Dost. Arbitragem para esquecer.

 

De pressentir que esta foi a última partida em Alvalade de alguns jogadores. Fábio Coentrão (muito aplaudido), Bryan Ruiz, William Carvalho e Rui Patrício, provavelmente, estarão quase a ser transferidos do Sporting. Teremos certamente saudades deles. Ainda espero, no entanto, que o melhor guarda-redes do Euro 2016 possa permanecer em Alvalade.

 

De chegarmos ao fim do campeonato sem termos ganho um clássico. Dois empates com o Benfica, um empate e uma derrota com o FC Porto. E também fomos incapazes de vencer o Braga. Tudo isto dá que pensar.

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