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És a nossa Fé!

Vai ser ranhoso o nosso grupo

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Os chamados sorteios “de sorte” podem ser enganadores. Nos grupos sem superequipas todas ficam contentes e entusiasmadas com a expectativas criadas, porque todas estão ao alcance de todas. Vão-se esfrangalhar umas contra as outras, os nossos adversários esfregam as mãos. Só espero que Amorim mantenha a sua capacidade de unir e motivar o grupo de trabalho depois de um mau começo de época e que os adeptos não alimentem a costumeira autofagia leonina.

Sábado lá estarei a fazer a minha parte, a puxar pelo nosso Sporting.

Não perder a embalagem

Passado que foi este breve intróito que todos sabíamos ia ser de difícil interpretação, apesar da nunca evocação da nossa imensa fé em vão, vamos lá a não perder a embalagem que trouxemos do Porto e vamos estar todos no Domingo às 18 horas, a fazer a mesma festa que fizemos hoje e apoiar incondicionalmente a equipa naquilo que nos interessa que é o nosso campeonato. Este é ainda muito à frente para nós.

O objectivo é estar nesta fase para o ano outra vez e se possível passar mais um degrau.

Se querem um exemplo, vejam os anos que o Futsal andou a não ganhar nada, até ser campeão europeu.

Passo a passo.

Domingo recebemos o Estoril. Eu vou lá estar!

Nota: Comentários de lampionagem/andrades hoje não, p.f.

O dia seguinte

O Sporting carimbou hoje em Amsterdão a passagem aos oitavos de final da Champions, alinhando com uma equipa de habituais suplentes tirando um ou outro, e complicando moderadamente a vida a um Ajax que é uma equipa doutro patamar.

Se virmos bem, o Sporting entrou com mais ou menos a equipa que entrou no Restelo para derrotar uma equipa da 4.ª Liga Portuguesa. Obviamente que o resultado esperado seria sempre a derrota, como acabou por acontecer.

Foi um jogo cuja vitória o Sporting nunca conseguiu disputar por ter oferecido três golos de mão beijada. No primeiro Neto escorrega e Bragança demonstra porque não pode jogar a trinco, no segundo o mesmo Neto oferece a Inácio um presente envenenado, no terceiro Nuno Santos escorrega e a equipa fica decompensada. Além disso, a intenção de sair a jogar desde trás nem sempre funcionou, a equipa respirou sempre melhor quando a bola chegava a terrenos mais avançados.

Com a entrada do trio atacante titular, mas Tabata à frente e Pedro Gonçalves nas costas do trio, logo o jogo ficou diferente e o Sporting deu um cheirinho do que poderia ter feito, a começar pelo belo golo do mesmo Tabata.

 

Deste jogo tem mesmo de ficar o palco dado aos menos utilizados do plantel. Virgínia demonstrou ser um guarda-redes com qualidade, nada parecendo dever a Max. Gonçalo Esteves fez uma bela primeira parte. Tabata demonstrou que pode ser de grande utilidade no que resta da temporada.  Gonçalo Esteves, Nazinho e Essugo tiveram uma noite que vai ficar para o resto das suas vidas, são exemplo para todos os miúdos da B e sub23. Com Amorim, quem trabalha e merece é recompensado.

Melhores em campo? Matheus Reis e Tabata. Muito bem em todo o tempo.

Grande aplauso para Rúben Amorim. Fez o que devia fazer em Amsterdão: criou valor ao plantel. Vamos receber o Boavista com disponibilidade física e psíquica para o efeito e, ganhando, ficar com um resto de Dezembro confortável.

 

Uma palavra para o Porto. Teve azar no jogo, merecia talvez ter passado, temos sempre de desejar o melhor para todas as equipas portuguesas nas competições europeias, mas quem brinca com o fogo com aquelas confusões junto ao banco às vezes fica queimado. Recordo-me da cena com Acuña nas Antas, no jogo imediatamente anterior à final da Taça que lhes ganhámos no Jamor. Felizmente o argentino nesse dia teve o maior sangue-frio do mundo, e assim o tivemos no Jamor a centrar para Bas Dost facturar. E o Sérgio Conceição a estrebuchar na tribuna.

Parece que o Taremi também é bem melhor em arrancar penáltis nas competições caseiras do que em atirar ao golo quando tem oportunidades flagrantes, ou em ajudar a defesa nos pontapés de canto. Imaginem só o que seria nalguns sectores do Sporting se o mesmo tivesse acontecido com Paulinho em casa contra o Dortmund.

 

Voltando ao Sporting, possíveis adversários para já nos oitavos de final da Champions:  Manchester City, Liverpool, Bayern Munique, Manchester United e Real Madrid.

Não está mal.

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Fui ao Sporting-Borussia

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Devido a um inesperado impedimento do consagrado espectador titular - felizmente pouco gravoso pois, e para descanso do nosso "mister", isso não o afastará do próximo episódio desta bela senda de "jogo a jogo" - fui convocado à última hora para assistir ao decisivo embate com os teutões de Dortmund. Para o efeito tive de tratar, in extremis, dos trâmites burocráticos necessários à compita, um verdadeiro "frisson" ao imaginar-me qual Adrien barrado por minutos. Mas que muito me foi matizado pela simpaticíssima ajuda telefónica que obtive da funcionária da Federação Portuguesa de Espectadores que, paciente e eficientemente, me ajudou a obter um "Certificado de Vacinação Digital", documento que até à data me fora desnecessário para as competições regionais em Nenhures.

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Logo, e ainda alvoraçado, mergulhei no metropolitano na rota do Sacro Recinto, já pejada de adeptos em trânsito, entre os quais era notória a extrema concentração competitiva, discernível no silêncio nada ululante que reinava nas carruagens e estações. Exultante de "ir a jogo" disso dei notícia por via telefónica, mostrando-me nestes preparos, à panóplia de familiares e amigos mais futeboleiros. Disso recebi ecuménicas saudações e votos de alento para o embate. A surpresa era geral, sabendo-se que este veterano há muito pendurara as almofadas de bancada. E antes do Campo Grande já dois grandes amigos, viscerais sportinguistas - desses do lugar cativo no velho e para sempre "o" nosso José de Alvalade, adquirido depois das nossas juvenis pelejas no peão, da ascensão às superiores e da comoção com o fecho de estádio - me questionavam "porra, estás com guito para isso?", num óbvio "estás a tirar do rancho para ir à bola!?". Questão assisada que só à nós surgirá, aos encanecidos naúfragos desta tormenta que é a crise vivida em idade avançada, ainda para mais decorrida sob desajustados rumos profissionais, tudo isso que neste Outubro da vida nos tornou proibitivo o que nos fora um mais que acessível jovem hábito prazeroso. Lá me legitimei, expressando o convite de que fora alvo, e logo acolhendo um duplo sms similar: "ainda há gente caridosa!". E há. Chamar-se-á agora "solidariedade (social)". Ou, melhor dizendo, gajos porreiros...

Aportado ao estádio constatei o fervilhar de gente, filas gigantes placidamente serpenteando, prenúncio de "casa cheia". A aproximação da hora do apito inicial causou-me o dito "stress", o desajuste à situação, no verdadeiro pavor de perder o apito inicial... Já na cercania dos acessos ao interior do estádio amalgamámo-nos, em magotes de centenas... Lembrei-me então, saudoso, dos bons velhos tempos antes desta era Covidocena, em que tais momentos nos eram até normais, ainda que talvez um pouco desconfortáveis. Escoaram-se minutos naquele ombrear literal, no constante roçagar rizomático, em até encontrões pacíficos, na miríade de bafos d'associados e alguns solos de pragas perdigotantes. Mas a fé sportinguista impõe alento e crença, e em momento algum invoquei a sanitária protecção da dra. Freitas ou da "super-Marta", nem mesmo a do dr. Sousa Martins, pois limitei-me a rogar que me fosse concedida a via aberta até ao hino da "Champions". E, para nosso júbilo, assim aconteceu - fiquei apenas, já no meu belo lugar Central, num breve resmungo disto de que sendo o futebol um espectáculo tão caro talvez fosse de tratar melhor a gentrificada assistência...

Já arrumados nos lugares devidos fui perguntado pelo meu prognóstico e saio-me com aquilo que venho repetindo, a ver se pega: "três secos, tricórnio do Paulinho". Logo o vizinho da frente se volta, sorrindo, "não, três do Pote!", ao que lhe deixo "que seja assim, até se forem autogolos, pouco importa". Mas ele esclarece, orgulhoso, e abarcando os dois amigos - um talvez dele filho - que o acompanham: "ele é da nossa terra!", e estão eles aqui também para o apoiar, com particular desvelo. E logo ficamos comungados com o trio transmontano - porventura de Vidago onde o jogador cresceu - no redemoinho de comentários verbais e faciais que se seguirá ao longo do jogo... O estádio está quase cheio, espectadores apoiantes, entusiastas mas não eufóricos, a apreensão diante do colosso teutónico é adivinhável. Ainda assim noto, com surpresa, que atrás da mítica baliza "Vítor Damas" está um grande espaço vazio de espectadores, talvez devido a razões de segurança. Mas não, explicam-me que é a zona reservada aos portadores do deficiente "Cartão de Adepto", uma imposição legal postulada pelo governo, que colheu total inutilidade. Ou seja, se estão ali 41 mil espectadores, como viremos a ser informados, a empresa desportiva SCP foi prejudicada nas receitas provenientes da venda de alguns milhares de bilhetes. E isto é já hábito antigo, ao que me garantem. Enfim, uma peculiar noção de exercício governativo, estava eu pronto a resmungar, atascando-me em politiquices, quando me perguntam "sabes de onde é o árbitro?" - espanhol, anunciou um vizinho -, a sacramental pergunta que antecede o apito inicial do jogo, como é consabido. "Pelo menos não é russo nem turco", suspiro, lembrando as roubalheiras indecentes que na Liga dos Campeões sofremos às mãos desse tipo de agentes durante consulados anteriores.

O jogo começou em breve fogacho dos nossos. Mas logo se impôs um ritmo que se anunciou como o que iria vigorar durante a hora e meia. "Isto vai ser sofrer muito", foi-me sentenciado enquanto eu, trémulo, desperdiçava molhos de tabaco ao tentar enrolar um cigarrito. O Sporting entrou tenso, os jogadores algo apreensivos, ultrapassados pela rapidez dos de Dortmund, e a equipa manietada pela melíflua envolvência do adversário, num rendilhado de meio-campo, com tenazes em forma de interiores perfurantes, com aparência de viperino. A meu lado decide-se que a culpa de tudo aquilo é do Matheus Nunes, rapaz algo jeitoso mas incapaz de imprimir ritmo ao jogo e de exercer múltiplas tarefas em campo, uma penosa inutilidade que castra o futebol do nosso "team". Na fila de trás o parecer é diferente, o culpado - com sentença já transitada em julgado - é Saravia, o qual não corre, não defende, não pressiona, um verdadeiro mono por assim dizer. Opinião que me é contestada, quase em surdina, por um adepto incondicional do mesmo Saravia, o qual, afiança-me, "faz tudo bem". Neste ambiente de contornos cáusticos tento argumentar que aquela lentidão dos nossos talvez se deva a instruções de Amorim, um comando de que entrassem eles com cautelas miles, não fosse o caldo entornar-se ainda morno, como já acontecera. Enfim, lá consigo enrolar o cigarrito, marca Amber Leaf, e fumá-lo. Entretanto olho para o relógio e algo sossego, dez minutos já passaram, nem Saravia nem Nunes, ou outro qualquer, afundaram a equipa, e posso sentenciar: "pelo menos estamos melhor do que contra o Ajax" - lembrando que os agora neerlandeses nos meteram 2 golos logo até aos 9 minutos.

O que veio a seguir é por todos consabido. A minutos tantos o capitão Coates - infatigável e sábio durante todo o jogo, numa actuação espantosa - faz um passe longo para a frente avançada, fazendo-me reviver Polga nos tempo de Paulo Bento, em manobra que eu tanto abominava, e Pedro Gonçalves, o tal "Pote" de ouro, aproveita uma fífia alheia e abre o activo. Nem foi com a celebrada codícia, aquilo é mesmo... placidez. Pois o homem chuta à baliza com muito mais calma do que eu teclo para blog. Não haja dúvidas, é um predestinado... psicológico. E logo de seguida, quase à minha frente, dispara um "toma lá pinhões" mas mesmo esse à sua maneira, quase só em jeito. Caíramos antes, e caímos de novo nos braços dos transmontanos, eu lembrando-de de também o ser, na minha via materna, gente rija de Mogadouro e Gimonde.  E, de repente, estamos nos oitavos-de-final, arrumámos os alemães. Agora é só preciso aguentar! É certo que os malvados reagem a cada golo que sofrem, e sempre têm uma hipótese após lhe termos afagado as redes. Uma só de cada vez, sublinho-o, e após o nosso segundo golo valeu-nos a experiência do veterano Inácio, a saber dobrar o guarda-redes e a impedir o golo alheio.

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Chegado o intervalo fui invadido pela angústia. Pois se é sabido que o futebol é um jogo com bola, de onze contra onze e no qual a Alemanha ganha, a derrota seria ainda mais custosa depois de tanta ilusão e alegria, é a minha dor. A minha filha, sabendo-me no estádio, faz-me uma videochamada, lá da Inglaterra onde vive: "Querida, não te consigo ouvir", despacho-a, apesar de pai tão saudoso, incapaz de conter a ansiedade. Nesse intervalo doloroso o meu  aspecto, envelhecido, timorato, era este que aqui comprovo.

De seguida, os Dortmundos entraram ao ataque, empurrando-nos para as trincheiras. E, para piorar o estado aterrorizado em que me sentava, o Sporting tem alguns contra-ataques perigosos, coisa que na primeira parte não conseguira, criando hipóteses para mais um golo, em especial na sequência de um belo safanão do inquieto "Pote" desperdiçado por Saravia - esse "que faz tudo bem", insistia  o meu vizinho, vero anfitrião, em desespero com aquele falhanço. Ora, como é sabido, "quem não marca sofre" e nisso estava eu já em desesperança.

O jogo lá continuou, vigorando uma defesa sportinguista de grande valia, exímia em atirar os dortmundos, cada vez mais minúsculos, para o charco do fora-de-jogo. De súbito há uma trapalhada qualquer mesmo à minha frente, nem percebi o quê pois distraído a olhar o rumo da bola, seguido de um inusitado, e saudoso, sururu à latino-americanos. E nisso uma ronda de amarelos e a expulsão de um dos deles, saudada como se golo nosso fosse. Pois, mas "jogar contra dez é muito difícil!", lamento, prenunciando o agigantar adversário. Com sarcasmo, resistente, o sábio vizinho remata "e jogar com dez também", mostrando uma crença menos quebradiça do que a minha. Entretanto, e se Matheus Nunes havia já sido remetido para uma pena suspensa, com o alfobre das invectivas que lhe serão dedicadas reservado para o próximo "jogo a jogo", o juiz atrás de mim ia causticando, ainda que menos veemente, o Saravia, o tal que não se mexe. Ficou um pouco desasado com as substituições, pois agora quem iria ele criticar? Substituo-o, resmungando constantemente com esse Paulinho - o qual tanto defendo em blog - que não corre, não joga, não se desmarca, não recebe a bola, não a passa, e segue em constante footing, etc. E que, pior do que tudo, se atira para o chão, a pedir faltas sem perceber que o árbitro não vai naqueles trinados. O Amorim, que é nosso óbvio vice-almirante, que meta o TT, deixe jogar o puto. Tanto insisto nesta via analítica que o Paulinho lá saca um penalti. E surge um tricórnio possível, ainda que afinal do Pote? Certo, acaba por não ser assim, mas que Porro, que Porro.

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Desde então, dos 3-0, só me lembro de resmungar, alto e sonoro, "não há olés!!", quando os patetas começaram nesse sempre contraproducente ritmo, que tanto leva ao asneirar dos jogadores. E, depois, de passar os infinitos 7 minutos de descontos - ainda por cima durante os quais sofremos um golo de futebol de solteiros vs casados - num ladainha mais ou menos murmurada de "caralho, foda-se, acaba o jogo, foda-se, caralho, acaba o jogo, coño!". E acabou. "Eu nem acredito", diz um veterano ali vizinho, "andei décadas a ver merda aqui e agora vive-se isto", e comovo-me com isso, porque é verdade e lembro-me desse ror de dislates clubísticos, ainda que então vivendo longe, tão apartado do estádio.

E nisso seguimos às roulottes - há quantos anos não ia eu às roulottes! Fervilhantes, literal e metaforicamente, que foi dia histórico, arrombar alemães é coisa inédita, passar nas "champions" é coisa rara e já só quase memória. E queremos esta festa. Segue-se uma bifana e uma entremeada, alimentos rituais. E duas imperiais. "Queres mais uma?", pergunta. E eu "não, ganhámos por dois, bebemos duas!". Nisso, nessa recusa frugal, e quem me conhece logo o perceberá, proclamando que estou completamente exausto! Que grande festa!!! Até me comovi, cara...mba!

 

O dia seguinte

Pode não ter sido um enorme jogo o que hoje o Sporting fez em Alvalade perante a segunda melhor equipa da Liga Alemã, mas conseguiu um enorme resultado: a passagem à fase seguinte da Champions depois de 13 (?) anos, um encaixe financeiro de mais de 10M€, uma injecção de moral tremenda para um plantel reduzido ao mínimo e com um enorme peso da formação.

O jogo só não foi enorme porque o Dortmund não deixou. Uma equipa com um jogo interior tremendo que reagia rapidamente à perda, recuperava a bola,  conseguia rodar rapidamente de flanco e logo atacar nesse lado com dois ou três jogadores. O tempo que existe na liga portuguesa para receber, dominar e pensar no que se vai fazer a seguir simplesmente não existia: recebia-se e pensava-se que se ia dominar e tinha-se um adversário em cima que roubava a bola. Valia a competência da defesa que conseguia anular as referências ofensivas do Dortmund e que tornavam o seu domínio estéril. No conjunto, acabaram por ser 30 minutos de futebol táctico em que as duas equipas se anularam.

Foi então preciso um daqueles lances que parece um "chouriço" para quem não acompanha o Sporting, mas não é mais do que uma receita muitas vezes tentada: um balão de Coates a explorar o desenrascanço dum dos interiores no confronto com os defesas, saiu o golo do Pedro Gonçalves. E pouco tempo depois dum alívio improvável saiu o segundo golo do... Pedro Gonçalves. Com isso a ida para o intervalo com o objectivo nas mãos, havia apenas de não o deixar fugir.

O Sporting entrou bem na segunda parte. O adiantamento por vezes extremo do Dortmund expunha-os aos contra-ataques, falhou algumas ocasiões de golo até ao lance que resolveu o encontro, a expulsão merecida do jogador do Dortmund aos 75 minutos. Depois ainda houve um golo saído dum penálti cavado pelo Paulinho, mal marcado pelo tal Pedro mas muito bem aproveitado pelo outro Pedro, e outro numa jogada extremamente bem feita pelo Dortmund que lhes aconchegou o resultado. Que terminou em 3-1, o suficiente para o Sporting prosseguir na Champions, com uma palavra de consolação para uma bela equipa alemã que se defrontou com vários azares que a limitaram neste encontro decisivo.

 

Mas, indo ao que interessa, o Sporting conseguiu ontem uma proeza notável, além do encaixe directo da vitória e da passagem, alguns dos nossos jogadores e o plantel como um todo vão ter uma valorização tremenda, a questão do relvado passou para o caixote do lixo dos não-assuntos, como para o mesmo passaram outros temas financeiros que constituem a fixação de alguns.

Nota negativa apenas para a javardice que alguns idiotas continuam a fazer no estádio, em prejuízo do clube do qual aparentente são sócios, como fizeram nos ultimos dias no pavilhão. Só não entendo a impunidade de que gozam. Quanto vai pagar o Sporting pelas tochas e petardos hoje em Alvalade? 

 

PS: A conferência de imprensa de Amorim tem de passar a integrar o museu do Sporting, nalgum canto que por lá haja. Vale a pena ouvir pedaço a pedaço, recordar o que tem sido a história do Sporting e tentar perceber como é que um "lampião" percebeu tudinhoooooo e soube, percebendo isso tudo, resolver a quadratura do círculo verde. Este homem não existe... Por mim ficava já com uma quota razoável de acções da SAD, vale mais a dormir do que muitos investidores da treta acordados que por lá andam a meter veneno e a nada acrescentar.

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

As duas preocupações

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Pesquisando no arquivo do "blog" em 2016 estávamos muito preocupados com a lesão de Adrien.

Hoje sabemos que se não jogar Matheus, joga o Manel, se não jogar Feddal, joga o Manel, se não jogar Nuno Santos, joga o Manel. 

Sabemos que todos são necessários mas nenhum é imprescindível.

Dormi bem e quando acordei só tinha duas preocupações:

1. O estado do relvado. Bom para futebol ou para futebol de praia?

2. Os alemães. Vêm jogar o jogo pelo jogo ou vêm de autocarro estacionado?

O dia seguinte

No início desta campanha na Champions, eu questionava se o 3-4-3 de Amorim ia impor-se na Europa ou implodir. E depois da derrocada com o Ajax parecia-me que o Sporting tinha mesmo de encontrar um sistema alternativo, os dois médios eram impotentes para travar os ataques adversários e a defesa apanhava adversários embalados de frente. Era mesmo necessário mudar, se calhar um 4-3-3, se calhar um 3-5-2, assim não íamos a lado nenhum.

E Amorim... nada mudou. Fomos a Dortmund, e a jogar da mesma forma que jogamos nas competições caseiras equilibrámos o jogo e podíamos mesmo ter saído com um empate. Fomos a Istambul e conseguimos uma vitória rotunda. E ontem, em casa, com o mesmo campeão da Turquia conseguimos a maior goleada de sempre do Sporting na Champions. 

Nada mudando, mudou muita coisa. A equipa melhorou muito, colectiva e individualmente. A coluna vertebral Adán-Coates-Palhinha-Paulinho estrutura cada vez melhor toda a manobra ofensiva e defensiva da equipa, e cria as condições para os criativos Sarabia, Pedro Gonçalves e Matheus Nunes poderem demonstrar toda a sua qualidade. A linha defensiva de 3+2 está tremendamente sólida, ficando muito difícil aos adversários conseguir ocasiões de golo e assim tranquilizando a equipa para os marcar.

Ontem, o jogo começou, o Besiktas tentou discutir o jogo mas a manta era curta, deixava espaço nas alas por onde os alas aceleravam e os interiores se desmarcavam a belo prazer. Paulinho ainda tentou insistir no desperdício, acertando nos ferros primeiro e permitindo uma boa defesa do guarda-redes noutro (aqui pareceu-me que quis assistir Pedro Gonçalves para o golo em vez de rematar), mas veio o penalti e com ele a equipa melhor ficou, e até ao intervalo foi um regalo ver o Sporting jogar e marcar. E Paulinho lá marcou mais um golão, depois dum lance todo ele da sua lavra, é mesmo incrível como acerta no mais difícil e falha no mais fácil. Se calhar porque... não nasceu com aquele instinto de ponta de lança. Mas que é um leão indomável em campo, um belíssimo avançado e é fundamental nesta forma de jogar do Sporting, isso só um cego é que não vê. 

Depois do 3-0 e da excelente exibição da 1.ª parte, a 2.ª teria de ser de gestão física e psíquica, deixar o Besiktas fazer pela vida e aproveitar os espaços abertos para contra-atacar com rapidez e aumentar a vantagem. E foi assim que aconteceu, o quarto golo surgiu naturalmente numa incursão veloz de Matheus Reis, e com ele vieram as substituições. Sairam dois dos mais cansados, Paulinho e Matheus Nunes (este falhou nalgumas saídas de bola, mas esteve em passes fundamentais para alguns dos golos), para entrarem Bragança e Nuno Santos. Daí até ao fim já foi outro jogo, sem a mesma qualidade. Mesmo assim, os dois ainda tiveram uma oportunidade cada para aumentar a vantagem.

E agora como vai ser? É simples, ganhar ao Dortmund e depois ir ganhar ao Ajax, comigo na bancada num caso e noutro. Tem mesmo de ser assim. E se não for? Se não for lá teremos de ir para a eliminatória de acesso à Liga Europa, mas os 5,6M€, os 8-1 ao Besiktas e a subida no ranking da UEFA isso já ninguém nos tira. 

E será fácil ganhar ao Dortmund, mesmo sem o (injustamente expulso) Hummels? Nada fácil mesmo,  são a melhor equipa alemã logo a seguir ao Bayern, muito bem orientada, e com excelentes jogadores, a começar por Haaland. Mas quem vier a Alvalade por estes dias e com o apoio incansável de todos nós arrisca-se mesmo... a perder.

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Primeiros, os três últimos jogos

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Benfica, 21 pontos

0-1 com o Portimonense; 0

1-1 com o Trofense; 1

0-4 com o Bayern; 0

Seis golos sofridos, um marcado, um ponto.

2° Porto, 20 pontos

2-1 com o Paços de Ferreira; 3

0-5 com o Sintrense; 3

1-0 com o Milão; 3

Um golo sofrido, oito marcados, nove pontos.

3° Sporting, 20 pontos

1-2 com o Arouca; 3 pontos

0-4 com Os Belenenses; 3 pontos

0-4 com o Besiktas; 3 pontos

Um golo sofrido, dez marcados, nove pontos.

Onde está a dinâmica dos triunfos?

Onde está a dinâmica de vencer, sem contar com o factor casa?

O Sporting vem de três jogos fora de portas com resultados esmagadores.

O Benfica vem de dois jogos em casa e um fora de portas, com um mija na escada, com resultados, como direi, envergonhantes?

O dia seguinte

Não é Ajax quem quer, é quem pode. O Ajax entrou em Alvalade em modo tracção à frente, destruiu a defesa do Sporting colocando muitos jogadores em zonas avançadas, jogando em velocidade e dando uma lição do que é o "passing game" de que falava Keizer. E foram 5-1, mesmo com um golo anulado ao Paulinho que poderia ter mudado muita coisa. Hoje o Dortmund provou do mesmo veneno. E foram 4-0.

O Besiktas entrou em campo com a mesma ideia do Ajax. Frenesim ofensivo, jogar no limite do fora de jogo, destruir a construção de jogo do Sporting, usar a velocidade. E nos primeiros minutos o Sporting passou mal, muito desconfortável na saída a jogar com a pressão imediata do adversário, e por vezes querendo jogar bem quando não havia espaço para isso.

Mas a verdade é que a todo aquele frenesim ofensivo do Besiktas faltava a qualidade individual e colectiva do Ajax e desta vez não havia dia santo na loja, "El Patron" estava lá, e com ele uma muralha defensiva central de elevada qualidade. E quando o Sporting conseguia ultrapassar o "pack ofensivo" do Besiktas, deparava-se com um mar de facilidades que foi desaproveitando.

Estávamos nesta corda bamba entre a derrota e a vitória por goleada, quando dum canto "El Patron" marcou o primeiro, sofremos um golo dum canto também daqueles que parecem que as leis do futebol tem variantes geográficas como o código da estrada, logo a seguir doutro canto marcou o segundo, e doutro canto ainda marcaria o terceiro, mas o defesa adversário estragou-lhe o "hat trick" com um belo gesto de andebol. E ainda evitou um golo adversário, gerindo com mestria a linha defensiva.

Na segunda parte o Besiktas tentou muito mas conseguiu muito pouco, Palhinha e Matheus Nunes melhoraram muito de rendimento, e os três avançados foram cada vez mais tendo situações de contra-ataque em igualdade ou até superioridade numérica que foram desperdiçando, por falta de articulação entre eles (se calhar foi a primeira vez que alinharam os três pelas razões conhecidas), por egoísmo de algum deles, ou por azar puro naquelas duas bolas nos ferros do Paulinho.

E finalmente, em mais um lance desperdiçado por Pedro Gonçalves, a bola sobra para Paulinho e... golaço! De nível Cristiano Ronaldo, se calhar o melhor desta jornada da Champions. Aquele que ele devia aos Sportinguistas pelo outro que falhou em Dortmund quando quis fazer a mesma coisa. 

Se calhar foi o melhor jogo de sempre de Coates com a camisola do Sporting, pelo comando brilhante da linha defensiva, pelos dois golos marcados, e um penálti provocado e pela excepcional capacidade de liderança em campo demonstrada. 

Depois um Palhinha que foi melhorando com os minutos e que na segunda parte esteve ao nível que nos habituou, essencial para quebrar o ânimo atacante do Besiktas.

E a seguir obviamente aquele que marcou um belo golo, enviou duas bolas aos ferros, fez uma assistência para golo, o sempre esforçado, dedicado e devoto, mesmo que nem sempre glorioso Paulinho.

Sinal menos apenas para Matheus Reis, que desaproveitou completamente a oportunidade de se afirmar na ala esquerda, e um Pedro Gonçalves naturalmente fora de forma.

E agora como vai ser neste grupo da Champions? Bom, agora é ganhar ao Besiktas em Alvalade, depois ganhar ao Dortmund em Alvalade e depois ganhar ao Ajax em Amsterdão. É simples. Se não conseguirmos logo se vê. Não faltarei em nenhum dos jogos, acredito neste treinador, acredito nesta equipa, alguma coisa de bom vai acontecer.

 

PS: Lembrar ao Besiktas que temos um defesa lateral direito disponível de enormíssima qualidade, muito melhor ainda que o Rosier, com grande experiência internacional multicontinental e que se chama Bruno Gaspar. Vendemos barato. 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

O dia seguinte

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E mais uma vez o Sporting volta da Alemanha com uma derrota no bolso. A verdade é que não me recordo (mas já me recordaram um empate com Paulo Bento) de quando é que isso não aconteceu. Com Jesus foram este Dortmund e o Leverkusen, com Marco Silva o Shalke 04 e o Wolfsburgo, com Carvalhal o Hertha Berlim, com Paulo Bento o Bayern, até no tempo do meu ídolo foi o Magdeburgo na véspera do 25 de Abril e sem ele, ficou por Lisboa lesionado.

Dortmund e Sporting contam com treinadores com muitas ideias em comum e isso reflectiu-se no terreno de jogo, equipas bem encaixadas, construção apoiada, procura dos corredores, reacção à perda. Foi um jogo muito interessante de ver, onde as individualidades fizeram a diferença.

Rúben Amorim foi mais uma vez coerente com as suas ideias. Recusou o terceiro médio, simplesmente ajustou o posicionamento dos interiores com Tiago Tomás em vez de Nuno Santos. Mas se isso ajudou o Sporting a defender bem, também tornou TT e Sarabia dois atacantes ineficazes, que perdiam a bola facilmente, incapazes de qualquer rasgo. Depois, com Jovane e Nuno Santos, a situação manteve-se ou até piorou, no caso do primeiro. Ainda deve andar com pesadelos do penálti falhado.

A verdade é que, custe ou não a engolir a muitos, não temos ainda equipa para ultrapassar Ajax e Dortmund na corrida à passagem à fase seguinte. Nuno Mendes está a fazer muita falta, Pedro Gonçalves mais ainda, quem entrou ainda não acrescentou. De qualquer forma fizemos um bom jogo ontem, e a jogar assim podemos, apesar de tudo, conseguir uma boa época.

Individualmente,  Coates, Palhinha e Matheus Nunes foram os baluartes da equipa. Toda a restante defesa esteve muito bem. Paulinho, no seu registo dos seus últimos tempos, trabalha, constrói mas desperdiça. Sarabia, noite para esquecer. Bragança entrou bem no jogo, se calhar podia ter entrado logo em vez do inútil Jovane.

Quanto vão valer Porro e Matheus Nunes daqui a nada? A presença na Champions é mesmo essencial para o Sporting.

Dois grandes treinadores mas também dois grandes comunicadores que estiveram muito bem nas declarações post jogo. Quando Amorim sair, espero que daqui a largos anos, pode vir o alemão.

 

#OndeVaiUmVaoTodos

SL

skin in the game

Ontem o Sporting perdeu por quatro golos no seu estádio, com uma equipa melhor, mais arguta, mais capaz, mais rápida. Dias antes, o mesmo Sporting tinha vulgarizado o Porto, que por sua vez se bateu olhos nos olhos no estádio de um dos grandes favoritos da Campeões.

Como dizia Hemingway, ou talvez tenha sido um antigo baixista dos Pink Floyd, not so close to the ocean, not so close to the land. Aceitamos que uma cadeira não estrela um ovo ou que um tigre não serve de candeeiro, mas gostamos de acreditar que os humanos podem tudo. Porque haveria de Amorim montar uma equipa para ganhar a Champions com dois pedaços de cordel, um isqueiro e meio pacote de bolachas Oreo? Não pode ele verificar na pele que isto e aquilo não é bem assim e que talvez seja frito e cozido?  Até porque, como ele dizia, o jogo do campeonato a seguir é que é importante.

No ano passado, este grupo, esta malta e esta equipa técnica, devolveu o título de campeão nacional ao Sporting, dezanove anos depois do anterior. Pela minha parte, não me esqueço.

In Amorim we trust

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Obviamente que Amorim não é Deus, nem sequer é Sportinguista de coração. Algum dia partirá rumo a novos desafios, mas não há dúvida que, no que a projecto desportivo de sucesso diz respeito, depois de Boloni há quase 20 anos, da sua dobradinha e do lançamento de jovens como Quaresma, Ronaldo e Hugo Viana, existe um Antes de Amorim e um Depois de Amorim.

Não é que não tenham passado bons treinadores pelo Sporting, não é que alguns deles não tenham feito um trabalho notável, mas nenhum conseguiu o que Amorim conseguiu em termos de títulos e de aproveitamento da Academia.

Amorim chega ao Sporting para substituir, no meu entender, uma das piores equipas técnicas de sempre que passou pelo Sporting, tendo que enfrentar um balneário fragmentado (vide "leak" de Bruno Fernandes) com muitos sem valor para ali estar, outros com valor mas com vontade ir para outro lado, e mais algumas eternas promessas que não passavam disso.

Amorim teve de ir à procura do seu plantel e da sua equipa. Encontrou um grupo de elite de jovens que tinha começado a pré-época com Keizer mas que nunca tinha sido testado ao mais alto nível, pegou neles e foi ao que interessava, deu oportunidades a todos, aprovou uns e riscou definitivamente outros. Arriscou ficar, como ficou, em 4.º lugar da Liga mas lançou os alicerces para o que viria depois.

O plantel foi reestruturado a seu jeito, a época seguinte começa sob o signo do Covid, ficámos fora das competições europeias mas depois foi jogo a jogo rumo à conquista da Taça da Liga, do Campeonato Nacional e (já nesta época) da Supertaça. Os "backstages" são testemunho do excelente ambiente que se vive naquele balneário.

 

Amorim é um campeão. Mas é um campeão pensando pela sua cabeça e não pela dos outros. Apostou num sistema táctico estranho à nossa Liga, o 3-4-3 de que não abdica e que os adversários têm muita dificuldade em desmontar. Como mais uma vez foi demonstrado no último clássico: o Porto só na base do jogo rasteiro, da arbitragem comprometida e da inspiração dum seu jogador conseguiu sair de Alvalade sem sofrer a derrota.

Algumas das suas decisões são discutíveis. O plantel desta temporada pode ser exageradamente curto: dispensou um ou outro de que gostamos, ficou com um ou outro mais controverso, se calhar exagera na versatilidade deste ou daquele, mas os jogadores acreditam nele e se não fazem mais é porque não podem. Obviamente que se o Sporting tivesse a capacidade de gastar o que gastam os dois rivais se calhar Nuno Mendes não tinha saído e havia mais meia dúzia de jogadores de qualidade ao gosto dele no plantel, entre defesas centrais e pontas de lanças. E tudo seria mais fácil aquando das lesões e dos castigos.

 

Vamos começar amanhã a campanha da Champions. Estou muito curioso para ver como é que o 3-4-3 do Sporting se vai comportar no confronto com equipas de futebóis que contam com jogadores fisicamente poderosos e estão habituados a esse modelo de jogo, se vai conseguir dominar os adversários como domina a nível nacional, reduzindo o Porto a dois remates enquadrados, ou se vai implodir como a selecção portuguesa no Euro contra a Alemanha.

Não vamos começar na máxima força pelos motivos conhecidos. Dois dos jogadores mais influentes estarão de fora contra o Ajax, o craque espanhol acabou de chegar e ainda está a conhecer os cantos à casa.

Mas acredito em Amorim, acredito neste Sporting. Amanhã lá estarei em Alvalade e em Dortmund só mesmo se não puder.

Chegámos à Champions com imenso esforço, não temos de ter medo de nada. Vamos agora desfrutar, vamos ser dignos da mensagem do fundador. E com a sorte dos audazes, sempre necessária nestas coisas, vamos conseguir. Vamos a eles!

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

E agora, Sporting?

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Hoje é dia 23, para alguns, o Sporting conquistou o 23° título de campeão nacional. Penso que a forma mais correcta de contabilizar títulos é com a designação que tinham na altura, a Taça das Taças deve ser contabilizada como Taça das Taças e não como Liga Europa, outros contabilizam ligas experimentais como campeonatos nacionais mas até nisso o Sporting tem de ser diferente.

Esta reflexão não é sobre o passado é sobre o futuro, no livro: E agora, José?, José Cardoso Pires, refere-se aos portugueses que formigavam à margem da Europa, o nosso futuro, a próxima época futebolística é formigarmos na elite do futebol europeu.

Não podemos estar na Liga dos Campeões só para participar, já mostramos no futsal e no hóquei que podemos ser maiores (e melhores) que os mais ricos da Europa, sem colocar pressão desnecessária, temos de ter equipa para passar a fase de grupos.

A sair do armário

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Considero que aos 56 anos chegou o momento de me libertar, de me assumir tal qual sou, de finalmente ter a coragem de "sair do armário". Até hoje sempre proclamei, em público mas também, e quantas vezes, apenas para mim próprio, face ao ecrã feito espelho, que quando o F. C. Porto joga sempre torço para que perca. Seja contra qualquer clube, nacional ou estrangeiro. Excepto, claro, se o seu adversário for o inominável SLB. Minha posição oficial, minha página de missal, minha pessoa e "persona" para todos, para mim mesmo. Sempre negando quem isso pusesse em dúvida, sempre ripostando ferino a quem me criticasse a postura. 

Ontem mais uma vez isso vivi. Contra a bela "velha Senhora", do nosso amado Cristiano Ronaldo, surgiu o tétrico Porto, sob uma presidência que há 40 anos manipula o futebol nacional - e com tantos danos para o Sporting mas também com custos para a cultura nacional, na perversão desse culto do "vale tudo". Com um arrogante e ríspido treinador, irritante de soberba azeda. Com um feixe de jogadores medianos e de irascível comportamento, como o patético filho-família dos escarros, ou  o ressabiado Sérgio Oliveira do tão recente mau fígado naquilo da invectiva ao "empate com sabor a Champions" aos nossos jogadores. Que fossem eliminados, e que levassem 5 ou  6 se possível, foi o meu sincero desejo e prognóstico. Com um tricórnio do nosso CR7, para ser ainda mais saboroso.

E depois, neste camarote sofá, lá me encontrei a exclamar, veemente, "penálti!!!" quando o nosso desperdício Demiral abalroou aquele qualquer sempre-aldrabão avançado andrade. E cuspindo impropérios ao árbitro e sua ascendência, holandeses claro (dessa gente sempre ressentida após a Batalha de Nuremberga), quando expulsou o tipo do Irão, "que nunca o faria se fosse um Chiesa ou outro assim". Para culminar no esganiçado e bem audível "Gooooolo!!!!" aquando daquilo do chuto do Sérgio Oliveira - sim, esse mesmo, o pateta do "empate com saber a Champions". E, já em pé, para a frente e para trás, cigarro trémulo, nos  últimos segundos, clamando "gatuno, está na hora", diante do olhar espantado da companhia teleespectadora, ouvindo resmungos "f...-se, saíste-nos um nacionalista...". "Não, é por causa dos pontos do ranking de clubes", ainda me tentei justificar, manter a pose. Mas não, tenho que me assumir tal qual vou sendo.

Enfim, ainda que esta Juventus não seja áurea, grande jogo, grande Porto o de ontem. E, já agora, e porque em momento de difíceis confissões: fabuloso Pepe, aos 38 anos ainda por cima. Se já fora o melhor jogador do (nosso) campeonato europeu de 2016, se tem sido a base das excelentes campanhas da selecção, agora ainda mais brilha neste seu nada ocaso. É o melhor central da história do futebol português. Mesmo melhor do que ... Humberto Coelho.

Um dia mau

Só ontem:

- 400 quilos de cocaína apreendidos no Porto de Leixões

- GNR apreende cerca de 23 mil pés de cannabis, a “maior” apreensão em Portugal e “uma das maiores da Europa”

- Benfica eliminado da Liga dos Campeões na pré-eliminatória

 

Há dias de azar!

 

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