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És a nossa Fé!

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Sobretudos de leão para cazaques muito curtos

Com VAR ou sem VAR, Doumbia arrisca-se a passar à história como o melhor marcador de golos mal anulados pelos árbitros, à semelhança do ocorrido com Montero na época 2013/14, em que o colombiano, depois de um início fulgurante, viu prolongada a seca de golos com 3 golos mal invalidados.

 

A envolvente ao jogo foi feita de diversas contradições: uma partida da Liga Europa disputada na Ásia Central(!); um frio glaciar num país que faz fronteira com outro cuja capital se chama Tashkent ("tás quente", Uzbequistão); um estádio fechado e climatizado com 13º positivos, quando a temperatura exterior apontava para os menos 20ºC; um relvado sintético aprovado pela UEFA para competições a este ní­vel. Enfim, todo um cardápio de boas desculpas (a do vento não dá sempre), caso a coisa não tivesse corrido de feição...

 

Depois de uma primeira parte menos conseguida, com um golo muito consentido logo no começo, o Sporting, impulsionado pelo magnífico Bruno Fernandes, controlou o jogo a seu bel-prazer. É certo que durante muito tempo Acuña e Bryan Ruiz foram dois corpos estranhos, emperrando a movimentação leonina, mas a categoria do médio maiato foi permitindo que a equipa leonina fosse chegando com assiduidade à baliza do Astana. Aos 17, 23, 35 e 43 minutos, Bruno Fernandes protagonizou lances que, ou se perderam por má finalização dos seus colegas, ou suscitaram grandes paradas por parte do competente guardião Eric. Noutra ocasião, aos 40 minutos, após um canto marcado por si, Coates cabeceou e, na recarga, Doumbia marcou, com o árbitro francês a descortinar uma infração que mais ninguém viu.

  

Para o segundo tempo, Jorge Jesus deixou a táctica "à italiana" no balneário. Aos 48 minutos, após um centro de Gelson, um defensor cazaque meteu a mão à bola na sua área. "Penalty" convertido em golo por - quem havia de ser? - Bruno Fernandes. Dois minutos depois, Acuña foi à linha e centrou para Gelson finalizar com êxito. Mais 6 minutos e Bruno Fernandes, na esquerda, centrou de bandeja para Doumbia que desta vez não perdoou.

 

Com 3-1 no marcador, o caxineiro Coentrão, um peixe fora de água - ou não fosse o Cazaquistão o maior país do mundo sem costa marítima - foi rendido por Battaglia (recuou Acuña e Bryan Ruiz deslocou-se para a ala esquerda) e Montero, acabado de entrar para substituir Doumbia, na primeira vez que tocou na bola, arrancou a expulsão do defesa Logvinenko. Surpreendentemente, Ruiz, originário da Costa Rica, ficou em campo, o que lhe viria a permitir falhar a já habitual oportunidade de baliza aberta...

 

A jogarmos com mais um, entrámos em modo de poupança. O resto do jogo assemelhou-se a um "meinho", letargia só abanada pelas ocasionais arrancadas de Gelson ou de ... Bruno Fernandes.

 

Em resumo, uma vitória justa e que talvez só peque pela escassez dos números, embora Rui Patrício tenha sido providencial, durante a primeira parte, ao evitar um segundo golo cazaque que certamente tornaria a nossa missão mais difícil. Boas exibições também de Piccini, de William e Acuña (segundo tempo) e de Doumbia, para além de Gelson e Bruno, o melhor em campo.

 

Jorge Jesus não está isento de algumas decisões polémicas: a inclusão de Bryan Ruiz como "10" não resultou de todo, não se entendeu porque, com o jogo resolvido, não lançou Rafael Leão no lugar do costa-riquenho e, finalmente, perdeu uma excelente oportunidade de limpar o cadastro disciplinar de diversos jogadores (Bruno Fernandes incluido), não se compreendendo a razão porque não o fez.

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bruno Fernandes (Gelson seria a minha 2ª opção)

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