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És a nossa Fé!

Pinheiro de Natal?

Há por aqui mais alguma coisa. Infelizmente temos que chegar a essa conclusão, depois do castigo aplicado a Bolasie com um jogo de suspensão, impedindo assim o jogador de poder enfrentar o Porto na próxima jornada. Todos aqueles que viram o jogo com o Portimonense, e repito, todos os que viram o jogo, não tiveram qualquer dúvida em perceber que tinha havido um erro grosseiro do árbitro ao expulsar o jogador. O sr. Pinheiro equivocou-se, enganou-se, não analisou bem o lance, estava distraído, não gosta do verde, não gosta do Bolasie, eu sei lá, pode-se dizer o que se quiser, agora o que toda a gente viu, e ele também viu, foi que Bolasie não agrediu o jogador do Portimonense. Mas admitamos que um "erro de paralaxe" o equivocou. Os auxiliares também não viram? Também se equivocaram? Não deviam ter dito ao seu chefe de equipa que estava a cometer um erro?

Enfim... quanto ao lance fiquemos por aqui. Passemos agora ao relatório do jogo. Seria tão difícil dizer quando escreveu o tal relatório que, apesar da expulsão, verificou que efetivamente se tinha equivocado? O sr. Pinheiro seria mais homenzinho se tivesse reposto a verdade no final do jogo  quando escrevia o relatório sentado no seu balneário e depois do duche retemperador. E tinha espaço para isso no seu relatório... era só querer. Mas não quis, manteve e só assim se explica a punição de um jogo aplicado pelo Conselho de Disciplina.

O sr. Pinheiro podia-se ter tornado um bom pinheiro de Natal se tivesse feito uma boa ação, mas não quis emendar e assim continua a ser um pinheiro raquítico, que não dá pinhas, e qualquer dia há de vir uma ventania forte que o há de levar para muito longe.

Um fim de ano cheio de preços certos

Um dia destes tivemos na televisão que todos pagamos uma amostra clara do que se usa chamar benfiquistão. Um apresentador de televisão, sportinguista, sem dúvida conhecedor das vigarices perpretadas por um dos seus convidados, presidente do clube rival, ter-se-á visto obrigado a convidar tal personagem para abrilhantar o seu programa. Não quero crer que Fernando Mendes se tenha vendido por um prato de lentilhas. Sabendo bem como funciona o futebol em Portugal, não gostei de ver um conhecido sportinguista fazer a apologia do rei do benfiquistão.

O benfiquistão, e tudo o que à volta dele circula, teve mais um episódio caricato revelador do estado das coisas no mundo da bola: Bolasie, que foi expulso em Portimão de forma caricata e injusta, foi hoje castigado com um jogo de suspensão por ter sido partenaire numa rábula de teatro de revista de duvidosa qualidade levada a cabo no estádio do Portimonense Futebol Clube.

Toda a gente viu as imagens, elas são claras sobre a inocência de Bolasie neste lance que lhe valeu um segundo amarelo e o consequente vermelho. Num país onde o futebol deveria querer ser parte da modernidade e da evolução, castiga-se um jogador com base no relatório do árbitro, que toda a gente viu, inclusive quem impôs o castigo, que errou de forma grosseira. Não virá ao caso, mas este incompetente faz parte daquela fornada que o concursante do Preço Certo lá de cima pagou ao INATEL para formar. Ou terá alguma coisa a ver?

Exige-se que o Sporting peça a despenalização do jogador. É o mínimo, apresentando as imagens de que a FPF dispõe, não precisa de outras. É ridículo? É! É o futebol português no seu melhor.

Cumpra-se a lei

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Confesso que não esperava outra coisa. O Conselho Fiscal e Disciplinar vai instaurar processos aos energúmenos que transformaram a mais recente assembleia geral do Sporting num chavascal indigno da reputação do clube, em flagrante e grosseiro atentado aos princípios democráticos que o regem.

Não podem passar impunes os insultos - que duraram horas - a membros dos órgãos sociais, com destaque para o presidente do Conselho Directivo, nesta reunião magna da família leonina. Nem o descarado boicote às intervenções no púlpito que levaram até o antigo presidente José Sousa Cintra a prescindir da sua intervenção após ter sido brindado com sonoras vaias e um chorrilho de impropérios.

Estes labregos ligados a uma claque do clube e os saudosistas do antigo regime, incapazes de aceitar as regras democráticas, terão de entender que o Sporting é uma secular instituição de utilidade pública, não uma seita ou um grupo excursionista. E nas instituições as regras existem para ser cumpridas, não para serem ignoradas ou violadas.

 

Os estatutos leoninos são claros: constitui infracção disciplinar «injuriar, difamar e ofender os órgãos sociais do Clube ou qualquer dos seus membros, durante ou por causa do exercício das suas funções»; «atentar contra, prejudicar ou por qualquer outra forma impedir o normal e legítimo exercício de funções dos órgãos sociais do Clube»; e «praticar actos ou adoptar comportamentos, no âmbito da actividade de grupos reconhecidos ou identificados com o Sporting Clube de Portugal, ofensivos ou injuriosos de qualquer membro dos Órgãos Sociais do Sporting Clube de Portugal» (art. 28.º, n.º 3).

Cumpra-se a lei.

A diferença entre o Sporting e os clubes do sistema

Tenho algumas dúvidas sobre se pedir o castigo ao Sérgio Conceição após a agressão ao Renan terá sido a melhor atitude da parte do Sporting. O facto de o pedido de castigo ter partido da parte do Sporting poderá funcionar como um motivador extra para a equipa do FC Porto. O melhor mesmo seria que o Sérgio fosse castigado sem necessidade de o Sporting ter pedido a abertura do processo. Seria esse o procedimento se, em vez do Sporting, esta situação dissesse respeito a algum clube do sistema.

"... uma lamentável ideia de intocabilidade..."

«Apaguem a Luz e fechem o estádio

Vítor Serpa (Editorial)

Benfica foi condenado, pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, a quatro jogos de interdição e ainda ao pagamento de uma multa de 28 mil euros. Se tivermos em vista a proposta apresentada pela Comissão de Instrução da Liga, que previa uma interdição que poderia ir até 21 jogos, foi uma pena suave ou, se acompanharmos a época, foi uma pena de saldo.

O crime assinalado diz respeito a sete jogos, há cerca de dois anos, onde o Benfica teria sido apoiado, no Estádio da Luz, por claques organizadas e que o Benfica não reconhece como oficiais, mas a Comissão de Instrução, depois de uma fase em que propôs o arquivamento, veio a encontrar, não provas, mas «suficientes indícios».

A primeira questão que deve ser observada é que o Benfica tem vindo, há anos, a correr riscos despropositados e que só se justificam por uma lamentável ideia de intocabilidade na autodenominada instituição. E essa atitude deve ser profundamente criticada. Mesmo que pense ter a razão jurídica do seu lado, o desafio permanente e as dificuldades em que coloca o sistema disciplinar do futebol e até o sistema político é injustificado.

A segunda e também essencial questão é que nenhum sistema disciplinar desportivo pode vir a pedir uma condenação brutal em razão de jogos que se realizaram há dois anos.

A terceira e definitiva questão, que também será de óbvia importância, é que tendo por certo que, nestes últimos dois anos, nada se alterou na Luz, em relação ao apoio das claques nos jogos do Benfica, o caminho iniciado levaria ao absurdo de uma interdição definitiva. Está o CD da FPF disposto a tal?»

 

In. A Bola, n.º 16478, de 14 de Fevereiro de 2019

Obviamente suspensos

Bruno de Carvalho, suspenso de sócio durante um ano por decisão unânime da Comissão de Ficalização, salta da corrida eleitoral.

Carlos Vieira e os restantes ex-membros do Conselho Directivo destituídos na assembleia revogatória de 23 de Junho, também suspensos - mas por dez meses. Excepto Luís Roque, que recebeu a pena mais leve: apenas uma repreensão registada.

Obviamente, ninguém fica surpreendido. A começar por eles.

Elogio à direcção do Sporting

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Tenho criticado várias vezes a estrutura directiva do Sporting Clube de Portugal - a começar no presidente. Hoje é o dia para elogiar a decisão de não ter sido aplicada multa ao Gelson Martins - para mim, o nosso melhor jogador desta temporada. Sublinho isto com orgulho acrescido por saber que ele é fruto da formação de excelência da Academia de Alcochete.

Gelson teve um gesto irreflectido, sim. Tão irreflectido como o de Mathieu, que se fizera expulsar na jornada anterior. Tão irreflectido como o de Coates, que fez exactamente o mesmo que ele: marcou um golo em tempo extra e despiu a camisola. Com a vantagem, para o uruguaio, de que não foi punido (como devia) com o segundo cartão amarelo, o que deixaria o Sporting duplamente desfalcado dos seus centrais no desafio seguinte.

 

Gelson é bastante mais novo que Mathieu e Coates. Mas o seu irreflectido gesto não é menos desculpável à luz da implacável e crua letra da lei. Creio no entanto que para ele já será punição bastante não alinhar amanhã no Dragão contra o FC Porto.

Mais um motivo para eu elogiar a direcção: o jovem internacional português seria um alvo demasiado fácil e um bode expiatório demasiado à mão, até para justificar por antecipação algum eventual desaire em campo.

 

Assim as coisas até funcionam ao contrário. Estou convicto de que os companheiros de equipa vão querer ainda mais vencer este desafio. E farão questão em dedicar a vitória ao Gelson. Sem o golo dele, como sabemos, o jogo de amanhã destinar-se-ia apenas a cumprir calendário. Aliás, não por acaso, a estrutura dirigente leonina incluiu o jovem na comitiva que ruma ao Dragão. Outra decisão que justifica elogio.

 

Se há virtude que devemos cultivar, no desporto e na vida, é a gratidão.

Com eles jogam sempre de bola baixa

O Braga, leio aqui, foi punido pela justiça desportiva por terem ocorrido "cânticos racistas", de teor não especificado, no seu estádio. Terá, aparentemente, de disputar um jogo à porta fechada, sem assistência.

Este facto confirma a existência de um critério bicéfalo nos órgãos jurisdicionais do futebol português. Porque dezenas de bestas urraram isto no pavilhão da Luz e nenhum douto magistrado federativo foi capaz de exercer a competente acção punitiva contra o Sport Lisboa e Benfica.

Como no tempo do Salazar, que era lampião, no reino da bola tuga o respeitinho ainda é muito bonito. Com eles, o Conselho de Disciplina joga sempre de bola baixa.

Ética - Lesão de Honra e de Reputação

Isto já parece uma brincadeira. O presidente do Sporting arrisca-se a ser punido com uma suspensão entre 2 meses e 2 anos por "lesão de honra e reputação" ( a que poderão acrescer entre 3 meses a 1 ano, por violação da suspensão a que estava sujeito), devido a uma entrevista concedida à TVI em 24 de Março deste ano.

 

Entretanto, ficamos a aguardar o julgamento do Conselho de Disciplina sobre a lesão de honra e de reputação a que esteve sujeito o presidente do Sporting por ter sido afirmado, uns dias após os factos, e já entretanto desmentido pelos instrutores da Liga, que teria cuspido no presidente arouquense. Os factos remontam a 6 de Novembro do ano passado(!), foram há 9 meses...

 

Se as imagens televisivas são suficientemente claras, se o presidente arouquense é visto a, pelo menos, empurrar 2 stewards, se o próprio anteriormente em declarações relacionadas com o não empréstimo de Iuri tinha sido, no mínimo, deselegante com o presidente do Sporting, se quando a equipa B jogou em Arouca tambem tinha havido problemas com insultos a Manuel Fernandes, porque é que o CI da Liga e o CD da FPF demoram tanto a produzir uma decisão deixando BdC exposto perante a opinião pública? A quem é que interessa está situação? O presidente do CD deveria vir a público explicar estes acontecimentos que beliscam a imagem deste Órgão, até porque poderão haver razões ponderosas que os justifiquem. Não dizer nada passa a imagem de caça ao homem...

Temos todos dificuldade em entender

 

«Como cidadão, tenho dificuldade em entender porque não acontece em Portugal, neste caso sob a tutela da Liga, o que sucedeu ainda nas últimas semanas - e de forma distinta em Inglaterra ou em Espanha. Na Premier League, Ibrahimovic agrediu um adversário num jogo de domingo, o árbitro não viu no campo, as autoridades competentes analisaram as imagens e na terça-feira foi-lhe aplicado um castigo de três jogos.

Em Espanha, Neymar foi expulso por acumulação de amarelos e a jurisprudência ditaria um jogo de suspensão, mas o comportamento incorrecto já fora do campo, assinalado pela equipa de arbitragem e confirmado pelas imagens televisivas, ditou (já) um afastamento por três jogos.

Ora, em Portugal, a Liga, a única entidade que pode fazer processos sumários, não faz. Julgo que não fez nenhum esta época.»

Nuno Santos, hoje, no Record

Castigo a Bruno de Carvalho

Este país, por vezes, é uma anedota pegada. O castigo a Bruno de Carvalho por dar a sua opinião sobre arbitragens e quem nomeia os árbitros é do mais ridículo que existe. Neste país quem dá a sua opinião está condenado. Logo. Este país é de quem vive na sombra, nos segredos e intrigas. Quem vive a conseguir nomeações e bons contactos nos lugares chave. Liberdade de opinião e expressão? Culpado. Dizer as verdades? É logo considerado um louco. Assim vai o futebol.

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