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És a nossa Fé!

Inconcebível

A Direcção da SAD leonina anunciou aos sócios e adeptos, em sucintos comunicados, a desvinculação de Nani e de Castaignos.

Ambos em formato "chapa cinco": só muda o nome.

Acho inconcebível que dois jogadores tão diferentes recebam, na hora da partida, exactamente o mesmo tratamento impessoal e mecânico. Como se os comunicados tivessem sido escritos por um robô.

 

Nani - formado em Alcochete, capitão da equipa e campeão europeu em título - leva o mesmo tratamento de um diletante holandês que esteve a gozar férias principescas em Lisboa, durante dois anos e meio, à custa do Sporting.

E nem sequer tem direito a ver impresso, neste comunicado oficial da SAD, o seu nome completo. Que é, não esqueçamos, Luís Carlos Almeida da Cunha. Não faz qualquer sentido chamar-lhe "Luís Nani", como se Nani fosse o seu apelido.

 

Isto não é forma de tratar os nossos. Refiro-me aos que são verdadeiramente nossos, não aos que só passam por cá para fazer turismo.

Enfim

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Vemo-nos livres de um dos maiores fiascos de sempre em matéria de contratações. E também de um dos jogadores que mais pesavam na folha salarial leonina. Castaignos, que chegou em Agosto de 2016 alcunhado de homem-golo, custando 2,5 milhões de euros aos cofres leoninos, mas parte com o merecido rótulo de Goleador Zero. Não conseguiu marcar uma única vez em jogos oficiais pelo Sporting e já nem para suplente dos suplentes servia. Somando o custo da transferência ao dos salários, ficou-nos pela módica quantia de 5,5 milhões.

O holandês foi o 13.º "reforço" da época 2016/2017 e nestes dois anos e meio vestiu só 13 vezes a camisola verde e branca. Curiosa simbologia: foi um azar trazê-lo. E é uma sorte vê-lo enfim sair.

Reflexão urgente no balneário

A falta de atitude competitiva dos nossos jogadores, aliada à impassibilidade do técnico durante todo o dérbi de domingo, que esteve a um passo de terminar com um resultado ainda mais doloroso para o Sporting, leva-me a questionar se tudo andará bem no balneário leonino. E a resposta, quanto a mim, só pode ser negativa.

É neste contexto que devem ser interpretadas recentes declarações públicas de dois dos mais influentes membros do plantel, Mathieu e Bruno Fernandes. «Temos de falar no balneário», avisou o francês, de rosto fechado, na sequência imediata da tangencial vitória contra o Moreirense, a 19 de Janeiro. «É tempo de cada um fazer uma reflexão e pensar naquilo que está a fazer mal», declarou Bruno Fernandes logo após a humilhante derrota de anteontem, considerada «inadmissível» pelo nosso médio criativo.

Isto enquanto voltamos a emprestar Iuri Medeiros - uma política de "gestão de activos" difícil de entender - e o inútil Castaignos, um dos jogadores com salário mais elevado do plantel, é remetido para a equipa sub-23, castigo que só peca por tardio.

Reflictam, conversem, diagnostiquem todos os problemas e arranjem forma de superá-los. Não queremos outra humilhação como aquela que há dois dias sofremos no nosso estádio.

Sinais da convocatória para os Açores

Acaba de ser divulgada a convocatória para o Santa Clara-Sporting deste domingo. Tiago Fernandes escolheu levar os seguintes jogadores:

 

Renan Ribeiro, Salin, Luís Maximiano

 

Bruno Gaspar, Thierry Correia, Coates, Mathieu, André Pinto, Acuña, Lumor

 

Gudelj, Battaglia, Bruno Fernandes, Miguel Luís

 

Bas Dost, Montero, Castaignos, Nani, Diaby, Jovane Cabral

 

Começo por assinalar o número reduzido de 6/8, que permite acreditar que o duplo pivot defensivo também assinou a rescisão, embora Acuña possa ser desviado para o meio-campo. A exclusão de Petrovic acaba por ter uma pontinha de injustiça, pois o sérvio foi um dos menos maus (melhores só o também ausente Wendel, suponho que por lesão, e Bas Dost), mas será por um bem maior.

 

Também saliento a inclusão de Lumor, e o afastamento de Jefferson, punido por um jogo abismal. E, sobretudo, a estreia de Thierry Correia, um lateral com imenso potencial, que o treinador interino do Sporting conhece bem, e que me parece uma opção a ter em conta numa das posições (lateral-direito, embora também possa jogar à esquerda) em que o plantel não tem indiscutíveis.

 

A maior curiosidade é, apesar disso, a oportunidade dada a Castaignos. Veremos se apenas para acumular milhas...

Armas e viscondes assinalados: Suspeitos do costume superam terceiro escalão

Loures 1-Sporting 2

Taça de Portugal - 3.ª Eliminatória

20 de Outubro de 2018

 

Renan Ribeiro (2,5)

Foi titular pela primeira vez, apesar de Salin estar recomposto do susto de Portimão, e num jogo inteiro sofreu apenas metade dos golos que havia sofrido em pouco mais de metade do anterior. Para tal contribuiu uma boa defesa com os pés perto do final, quando um avançado do Loures, equipa não muito pontuada do terceiro escalão do futebol nacional, lhe apareceu isolado à frente. Não conseguiu repetir o feito minutos mais tarde, em circunstâncias parecidas. Resta-lhe a esperança, se o francês não voltar ao pré-Algarve ou se Viviano não puder estrear-se frente a uma das suas antigas equipas, de que os avançados do Arsenal sejam menos velozes e eficazes na tarde de quinta-feira.

 

Bruno Gaspar (2,0)

Logo no início da segunda parte protagonizou um lance que, com a equipa de edição de imagem certa, poderia justificar a sua contratação. Pegou na bola e ganhou a linha em velocidade, executando um cruzamento rasteiro para o coração da área que só não deu bingo porque Bruno Fernandes chegou um pouco atrasado. Pena é que no resto do jogo tenha primado pela inconsequência é permitido a mesma liberdade ao ex-Alcochete Luís Eloi que Ristovski outorgou ao ex-Alcochete Wilson Manafá. 

 

André Pinto (2,5)

Promovido a improvável patrão da defesa na ausência de Coates, quase sempre chegou e sobejou para os adversários - de uma equipa não muito pontuada do terceiro escalão do futebol nacional -, tendo ainda a sorte de Renan resolver o problema na jogada em que deixou escapar um avançado do Loures. Mas não foi desta vez que chegou ao fim do jogo sem ver uma bola alojada nas suas redes.

 

Marcelo (2,0)

Estreou-se antes de Viviano ter oportunidade de o fazer, aproveitando o descanso concedido a Coates. E sentiu de tal forma a responsabilidade que imitou o uruguaio numa incursão descabelada pelo meio-campo contrário - ainda que com menos suspense, decidindo-se por um lançamento longo para a linha de fundo, o que tem o mérito de impedir contra-ataques perigosos - e num cabeceamento executado de costas ao acorrer a um pontapé de canto - ainda que a bola tenha saído acima da barra e não ao lado do poste. Encaminhava-se para uma noite sossegada, daquelas em que ninguém se recorda do paradeiro de Demiral ou de Domingos Duarte, quando deixou em jogo o marcador do golo tardio do Loures.

 

Jefferson (3,0)

Tão perturbador quanto o dilema “que barulho faz uma árvore a cair na floresta se ninguém lá estiver para ouvir?” só o “para que serve encaminhar a bola em condições para a grande área se lá estiver Castaignos em vez de Bas Dost?”. O brasileiro passou o jogo a fazer belíssimos cruzamentos, os quais chegariam para uma goleada que evitasse assobios e cânticos depreciativos dirigidos à equipa após o apito final. Assim não aconteceu, não por culpa dele.

 

Gudelj (2,5)

Foi um dos poucos mártires de Portimão a repetir a titularidade e, perante uma equipa não muito pontuada do terceiro escalão do futebol nacional, saiu-se relativamente bem. Para o mesmo bem seria necessária pontaria nos recorrentes remates de média e longa distância, certamente poupada para o encontro com o Arsenal.

 

Bruno Fernandes (3,0)

Permitiu que o guarda-redes defendesse o pénalti que teria sossegado os adeptos logo aos 50 minutos de jogo, mas no final da primeira parte conseguiu finalmente acertar nas redes com um dos seus mísseis teleguiados. Recuado no terreno para ajudar a construir jogadas na zona central do meio-campo, acabou o jogo no habitual papel de apoio ao ponta de lança, sendo que neste caso isso tinha o seu quê de missão impossível. Mesmo assim foi um dos suspeitos do costume que impediram Peseiro de explicar aos sportinguistas as vantagens de ficar com o calendário de jogos menos sobrecarregado ainda antes do Natal.

 

Nani (3,0)

Desviado das alas para o centro do terreno, lutou muito, fez o passe que Bruno Fernandes aproveitou para inaugurar o marcador e, já na segunda parte, aproveitou a defesa incompleta a um remate de Jovane Cabral para, numa recarga com elevada nota artística, marcar o 2-0. O capitão ainda esteve perto, numa jogada tão confusa quanto tudo aquilo que tenha toque de Castaignos, de marcar um segundo golo, certamente poupado para o encontro com o Arsenal.

 

Carlos Mané (1,5)

Numa semana em que muito se falou do regresso do Sporting ao basquetebol é impossível não reparar que o extremo fez a sua terceira falta ofensiva antes da meia hora, o que no desporto das tabelas e dos cestos o deixaria bem perto da exclusão. Muita falta de ritmo e de confiança impediram Mané de ter uma boa noite em tudo o que não envolveu passar a bola a Jovane Cabral para este ser derrubado na grande área do Loures. Foi o primeiro sair, cedendo o lugar a Petrovic.

 

Jovane Cabral (3,0)

Demorou a engrenar, como tende a suceder quando lhe fazem a maldade de pôr a jogar de início, mas no habitat natural a que chamam segunda parte conquistou o pénalti falhado por Bruno Fernandes e fez o remate que permitiu a Nani subir a parada para 2-0. É o acelerador por excelência do futebol leonino na ausência de Raphinha, o que permite perdoar os habituais disparates: desta vez foi um corte disfarçado de assistência para um avançado do Loures.

 

Castaignos (0,5)

Caberá aos arqueólogos do século XXV encontrar o registo do famoso jogo de treino realizado há poucos dias em que o avançado holandês que não se chama Dost marcou quatro golos. Lançado como titular para poupar Montero para o encontro com o Arsenal, Castaignos passou mais de 90 minutos, decerto tão penosos para ele quanto para os sportinguistas, como a personificação do gato de Schrödinger, pois tal como o felino podia estar vivo ou morto, também o avançado podia estar ausente ou presente no relvado. Bem vistas as coisas, melhor foi quando deixou a equipa a jogar com dez, fruto de movimentações indecifráveis, pois todos os momentos de contacto com a bola foram bastante mais aterradores. Menos do que péssima só uma desmarcação oportuna culminada com remate ao lado.

 

Petrovic (1,5)

Entrou para segurar o resultado favorável contra o poderoso Loures. E o certo é que esses minutos coincidiram com algum domínio por parte de uma equipa não muito pontuada do terceiro escalão do futebol nacional. Eis um caso extremo de culpa por associação.

 

Miguel Luís (-)

Teve direito a estrear-se pela equipa principal do Sporting ao minuto 90. Logo a seguir o Loures reduziu. Melhores dias virão, decerto, até porque mesmo o terror dos jovens da formação utilizou Jovane, Rafael Leão e Demiral contra o Oleiros.

 

José Peseiro (2,0)

Poupou Coates, Acuña, Battaglia e Montero, recuou Bruno Fernandes e ficou à espera de que algo de bom acontecesse. Demorou a ver luz ao fundo do túnel, mas logo conseguiu vislumbrá-la e, talvez encadeado pela claridade, voltou a investir no duplo pivot defensivo que começa a revelar-se o primo maléfico do losango de Paulo Bento. Sem os suspeitos do costume - Bruno Fernandes e Nani, mas também Jovane Cabral e também Jefferson -  e com mais alguns minutos de tempo de compensação era bem capaz de ser tão histórico em Alverca quanto foi em Portimão.

 

Mais de dez milhões deitados fora

Doumbia custou 7,2 milhões de euros ao Sporting por 70% do seu passe. Vai abandonar Alvalade, aparentemente a custo zero, sem ter marcado um único golo no campeonato nacional de futebol. 

Castaignos custou 3 milhões de euros ao Sporting por 80% do seu passe. Prepara-se para sair, também a custo zero, sem ter marcado um só golo em nenhuma competição ao serviço do nosso clube.

Assuntos internos

 

Piccini a caminho do Valência por dez milhões de euros após só uma temporada em Alvalade.

 

Ainda não foi fechado acordo entre o Sporting e o Atlético de Madrid por Gelson Martins.

 

Sousa Cintra anula cláusula de confidencialidade que mantinha Jorge Jesus em silêncio.

 

Limpeza no ataque leonino: Doumbia e Castaignos vão ser dispensados por Peseiro.

 

Balanço (29)

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 O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre CASTAIGNOS:

 

- Luís de Aguiar Fernandes: «Podem dizer que o André, Campbell, Castaignos e afins são piores que o Matheus.» (31 de Outubro)

- Eu: «Castaignos, o avançado incapaz de marcar golos, é um novo Barcos.» (4 de Janeiro)

- Francisco Chaveiro Reis: «Gastamos de mais em jogadores que jogam de menos. Douglas, Meli, Petrovic, Paulista, Elias, Castaignos, Markovic ou André têm as portas de saída escancaradas.» (19 de Janeiro)

- Edmundo Gonçalves: «Quando [Jesus] fez sair os homens que estavam melhor (Alan e Bruno) e fez subir William, um jogador que pede gente rápida na frente, a entrada de Joel e do inenarrável Castaignos foram apenas uma decisão tola tomada por equívoco, ou foi uma tola decisão tomada por teimosia?» (5 de Março)

- Luciano Amaral: «Castaignos faz de propósito para falhar golos. Jesus faz de propósito para que o Sporting não jogue nada. Bruno de Carvalho faz de propósito para que os sportinguistas passem a vida a levar enxertos de pancada. Se não é verdade, pelo menos parece.» (8 de Maio)

- Alexandre Poço: «Já vendemos o Luc Castaignos?» (10 de Maio)

- Rui Cerdeira Branco: Este ano foi um daqueles anos em que mais suspirei por vários jogadores que já são nossos, da Academia, e que, ou não estavam ao nosso serviço, ou permaneciam arredados do plantel. Fi-lo sempre que Castaignos tocou na bola.» (22 de Maio)

- José da Xã: «Chamo aqui Campbell, Castaignos, Meli ou André Filipe. Nenhum deles mostrou ser reforço, o que me leva a perguntar como aparecem estes atletas no plantel. Pior… com a sua chegada atiraram alguns jogadores da Academia para a segunda liga ou para outras equipas. Um erro que foi demasiadamente caro.» (27 de Maio)

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