Não obstante ter aqui, neste espaço, brincado com ele quando integrou o FCPorto, ainda assim não fico feliz pelo estado de saúde daquele jogador portista.
Desejo-lhe por isso que vença mais este desafio, que defenda esta grande penalidade, que volte a ser um campeão. Se não o for em campo que o seja na vida.
Rivalidades clubísticas à parte, o ser humano está sempre em primeiro lugar. Um abraço ao Iker Casillas, desportista de craveira mundial, com votos de pronta recuperação. Mesmo que se perca para o futebol, ao fim de uma carreira brilhante, o importante é que se ganhe para a vida.
Leio a notícia que Iker Casillas pretende terminar a carreira no F. C. Porto.
Não opino!
No mês passado li uma outra notícia em que John Toshack critica Gareth Bale sobre o facto deste jogador não querer falar espanhol (creio que a designação correcta seja castelhano).
Quando Iker Casillas terminar a carreira que irá dizer aos adeptos portistas?
Esta noite acompanhei na televisão a magnífica exibição do veterano Casillas, que defendeu um penálti aos 10', enchendo de confiança o onze portista, que a partir daí embalou para uma vitória folgada (por 3-1) frente ao Lokomotiv em Moscovo. Arrecadando 2,7 milhões de euros e qualificando-se praticamente para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões.
Enquanto via o jogo ia reflectindo na importância crucial de um guarda-redes na edificação de uma equipa com aspirações a títulos e troféus. E dei por mim a pensar que, embora tenhamos hoje quatro jogadores disponíveis para ocupar essa posição, todos somados não compensam a ausência de Rui Patrício.
Estava a época 2002/2003 no seu início quando um jovem José Mourinho tomou a decisão de afastar Vitor Baía após um incidente disciplinar protagonizado pelo guardião. Com esta decisão, o treinador portista conseguiu afirmar-se perante o grupo, acabando por vencer a Taça UEFA nesse ano (já com Baia a titular), a que adicionaria a conquista da Champions no ano seguinte.
A decisão tomada hoje por Sérgio Conceição - que tem excedido largamente as expectativas, tanto na liderança do grupo como no nível de jogo apresentado - de optar por José Sá em detrimento de Iker Casillas "cheira" a tentativa de afirmação por parte do técnico dos dragões. Independentemente de ter havido ou não algum motivo de ordem disciplinar - algo puramente especulativo neste momento - o promissor treinador admitiu publicamente que escolheu Sá porque produz as suas escolhas através dos treinos e o jovem guardião lhe dava mais garantias para este jogo. A verdade é que, ao contrário de Mourinho, Sérgio começa a perder esta aposta: a equipa jogou bastante mal, foi claramente dominada pelo Red Bull Leipzig - ao ponto de o resultado ter sido lisonjeiro - e a sua aposta para a baliza falhou clamorosamente, abrindo caminho ao primeiro golo dos alemães. Para além disso, coincidência ou não, a defesa portista pareceu sempre pouco confortável e, fundamentalmente, o Porto foi derrotado e está neste momento fora dos lugares de qualificação para a próxima fase da Champions.
Casillas é um jogador difícil de ter no banco. Está habituado a ter protagonismo e à sua volta existe sempre imenso mediatismo. Quem ganha tem sempre razão, mas o Porto perdeu. E agora, Sérgio?
P.S. Existe um tipo de técnico, de que o melhor exemplo será Manuel Machado, que permanentemente ajusta o seu modelo de jogo ao adversário. Outros, como Mourinho ou Jesus, não perdendo a sua identidade, produzem algumas adaptações face à observação dos adversários. Sérgio Conceição parece pertencer a uma terceira estirpe, a dos treinadores que não prescindem das suas ideias, do ADN do seu futebol, independentemente do adversário, um pouco ao estilo da escola do Ajax. Posso estar a ser injusto - Sérgio até disse que tinha avisado para os movimentos interiores dos alas -, mas ficou a ideia de que o Porto não estudou suficientemente o Leipzig, algo que já tinha transparecido aquando da visita do Besiktas.
Neste último Domingo, dia do Trabalhador e dia da Mãe foi também o dia para reflexão e análise profunda do jogo da tarde/noite anterior entre o Porto e o Sporting, especialmente pelos costumados comentadores.
Não tenho por hábito ver televisão mas tendo em conta o resultado do dia anterior e as suas vicissitudes acabei por tentar perceber qual seria a opinião dos ditos comentadores. Fui escutando aqui e ali e de repente ouvi esta espécie de conclusão:
- Os guardas-redes das grandes equipas valem mais ou menos por época entre 10 a 13 pontos…
Não necessitei ouvir mais nada!
E de súbito, vá lá saber-se porquê, lembrei-me de José Mourinho e da sua passagem pelo Real Madrid… E da forma como o treinador português percebeu quem era Casillas e o que ele valeria em pontos para a sua equipa. E logo que teve alguém à altura atirou o antigo campeão do Mundo e da Europa para o banco dos suplentes. Com a consequente onda de protestos à qual o setubalense não ligou.
Posto isto e não obstante cada vez mais se valorizar, e bem, os “slimanis” do nosso futebol, é certo que sem um grande e bom guarda-redes não há equipa que se aguente.
Neste pretérito jogo Rui Patrício nem foi posto muito à prova… Mas quando foi necessário disse presente. Já o guarda-redes do Porto parece alguém que está muito longe de ser um esteio para a defesa. E não dá confiança.
Nesta história o que ainda mais me custa perceber é como o Presidente do Porto caiu na esparrela da contratação do antigo guarda-redes do Real Madrid. Ele que conhece bem José Mourinho não devia ter-lhe perguntado a opinião sobre o jogador?
Finalizo com a ideia, também de Mourinho, de que uma equipa se faz de trás para a frente. Mesmo que isso não agrade a muita gente.
Deste modo só tenho que dizer: obrigado, Rui Patrício!
Fui ao Porto e voltei. Saí de manhã, aproveitei o dia pela zona do Dragão (tempo esplêndido), voltei à noite com os três pontos, e a memória de um grande Sporting.
A entrada foi atribulada e parte dos adeptos do Sporting entraram com o jogo já a decorrer. Enfim, clássicos a rever. Fiquei na caixa, na jaula, no que lhe quiserem chamar. Cantou-se, incentivou-se, saltou-se e gritou-se bastante três vezes.
Do Dragão: gostei do estádio, dizem-me que com o frio não é agradável, mas ontem não esteve frio. Do lugar onde estava, vi relativamente bem o jogo e a saída foi bastante tranquila.
No campo, o grande Sporting, o príncipe João Mário e seus companheiros. Estava tudo bem. Quem me conhece sabe que não entro em conversas de arbitragens, para bem ou para mal. Eu quero é ver golos e o Sporting ganhar, de preferência. Eu quero é ver o João Mário passar três jogadores e oferecer o golo a Slimani, o Slimani saltar isolado e marcar de cabeça, ter a lei da vantagem, o Bruno César perceber João Mário e arriscar. Goloooooo!
O terceiro golo. Depois de de se reclamar falta sobre Slimani, o jogo seguir e dar em golo, só podia acontecer histeria. Assumamo-lo: o terceiro golo foi a histeria nas bancadas. Por ser o terceiro, por poder significar um matar do jogo, por vermos a bola passar Casillas e a linha tão devagar que tudo podia acontecer, por nem acreditarmos num golo assim. Foi a loucura na arquibancada visitante.
Fui com amigas, encontrei amigos. Os nossos "vizinhos" dos blogs Bancada de Leão e A Norte de Alvalade são já dois amigos que gosto de rever em jogos do Sporting. Ficam as selfies da praxe.
Em suma, foi a minha estreia no Dragão, e não podia ter corrido melhor.
A reter, duas coisas: continuamos na luta, e sábado despedimo-nos dos jogos em Alvalade este campeonato. Enchemos o estádio para o aplauso que merece esta rapaziada? #euvoulaestar
Foi aquilo em que pensei ao ver esta noite o FC Porto-Chelsea. Há que reconhecer: foi um grande jogo de futebol, a muitas milhas da triste mediania do nosso campeonato. Com três campeões mundiais em campo, três golos, duas bolas à madeira (uma para cada lado), emoção até ao fim e até um penálti claríssimo perdoado aos portistas nos últimos minutos. É consolador verificar que nem sempre os árbitros punem sem razão as equipas portuguesas nas competições internacionais...
Mas havia outra competição a desenrolar-se neste desafio do Dragão. A de Casillas contra José Mourinho, que o pôs à margem no Real Madrid. Ia hoje decorrido um quarto de hora e já o guardião espanhol tinha feito duas enormes defesas, impedindo golos da equipa inglesa. Sem ele, o resultado teria sido outro. Em vez de ganhar por 2-1, o FCP arriscava-se a perder por 2-3.
Nesta competição a dois, Casillas saiu vencedor. A magia do futebol às vezes passa também por isto.
A que proibia os pais do atleta de tecer comentários sobre a sua nova entidade patronal: depois disto, os miúdos de Miragaia ou da Cedofeita que comprarem camisolas dele, levam uma t-shirt de brinde, a dizer: Chama-me nomes, que eu não me importo.
Vale a pena ver e rever este resumo do Espanha-Holanda (1-5).
Pela negativa, a fita de Diego Costa que deu origem ao golo solitário dos espanhóis por incompetência do árbitro. E o terceiro golo holandês, precedido de falta grosseira de Van Persie sobre Casillas.
Pela positiva, os golos de Robben. Reparem na técnica superior do ala direito holandês, bem visível no modo como recebe, amortece e prepara a bola em fracções de segundo, e no fulgor da corrida em que bate o experiente Sergio Ramos, campeão mundial e europeu.
Mas reparem sobretudo no primeiro golo de Van Persie. Um golo marcado de forma acrobática, em mergulho, aproveitando o adiantamento do guardião espanhol. Para mim, até agora, o melhor deste Mundial. Um verdadeiro hino ao futebol.
{ Blogue fundado em 2012. }
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