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És a nossa Fé!

Queiroz

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Anteontem aqui imaginei um empate entre Portugal e Irão. Desejando que se associasse à vitória dos nossos queridos vizinhos, assim implicando a ascensão de Irão e de Portugal à fase seguinte. Esteve quase, esteve quase. Ao meu desejo associei-o à presença do nosso sempre capitão Oceano Cruz na equipa técnica do Irão (ao vê-lo, durante o jogo, ali no banco lá exclamei "como podemos estar contra o Oceano?!!!" e lá engoli mais uns tremoços). E também a Carlos Queiroz, salientando o quanto o futebol português lhe deve e o ingrato que lhe foi.

 

Dito isto, Queiroz fez uma triste figura neste jogo. Tem fama de ser um tipo abrasivo. E, é óbvio, o proveito. O  que esta fotografia mostra é algo que não se faz. Moutinho prepara-se para entrar, substituindo um colega durante o jogo. E o treinador adversário vai-lhe dizer algo, convocar-lhe a atenção? Num jogo desta importância, ainda para mais? Foi feio, deselegante - mesmo um mero "boa sorte" seria desadequado, pelo hipotética desconcentração provocada e, fundamentalmente, pela interrogação que faz grassar nas centenas de milhões de teleespectadores, "o que é que este tipo lhe está a dizer". Queiroz é muito experiente, sabe onde está (e esteve em vários Mundiais), sabe perfeitamente que isto não se faz. Ao Moutinho, à equipa portuguesa. Ao futebol em geral. Não é grave, mas é foleiro. Queiroz foi foleiro.

 

E depois a triste cena na conferência de imprensa. Ronaldo mereceu ser expulso? Estou certo que se fosse um qualquer Ahmadinejad a fazer aquilo ao nosso Nelito, ou a outro dos nossos meninos, todos gritaríamos "assassino!, é para a rua, sô árbitro". De facto o CR7 armou o braço, depois baixou-o, avançou e, foi mais forte do que ele, deu no outro. Sem grande gravidade. Mas ... Num jogo destes, onde jogou mal e algo desconcentrado (já num livre contra Marrocos me pareceu um bocado alheado), houve ali um nítido toque de "azedo" que nos custou caro. Pois o árbitro, convocado pelo VAR, lá foi ver e ... não teve coragem para o expulsar. Não conseguiu expulsar o CR7, num campeonato do mundo, ainda por cima por causa de uma coisa não verdadeiramente grave. E depois, e depois? Chamam-no via VAR para ver um lance limpo e não teve coragem para decidir outra vez para os portugueses. Já houvera um penalti (bem) marcado, já havia aquele salomónico cartão amarelo. Bem, decidiu repartir os males pelas aldeias - pois o penalti de Cedric foi uma vergonha. E se marca aquela patetice então teria marcado um penalti num livre anterior de Ronaldo - o iraniano saltou na barreira, deu-se de perfil com um braço não escondido, a bola bateu-lhe nele. Se é para isso, se um tipo recebe uma bola no braço cabeçeada a um palmo e meio de distância, vinda de cima e meio de costas, e se isso é penalti? Então, "se há imoralidade comem todos" ...

 

Em suma, a gente empatou por causa da patetice do CR7. Vamos jogar com o forte Uruguai e não com a soviética Rússia por causa da patetice do CR7. E não por causa do falhanço do penalti.

 

No final disto tudo Queiroz veio resmungar com o VAR, com a expulsão que não foi dada. Algo foleiro, ele treinou Ronaldo, poderia ter evitado pelo menos aquela ênfase toda, dizia a sua opinião e pronto. E depois atacou o VAR por um penalti (pelo menos um) que não lhe foi dado. Se calhar tem razão (se o tal Ahmadinejad desse na área ao nosso Nelito como o Cedric deu a um iraniano eu gritaria "penalti, gatuno, o sô árbitro é gatuno, fdp" e cuspiria os dejectos de tremoços). E tem toda a razão quando exige que as comunicações entre os árbitros e o VAR sejam audíveis (como no raguebi). Onde não tem razão nenhuma, e assim perdendo toda a razão no que disse, é em não reconhecer que aquela bola no braço não é penalti. E que assim o golo do Irão, o tal empate, veio de um erro, crasso. E que aí, também aí, o árbitro errou por influência das imagens recomendadas pelo VAR. 

 

Ao fazer aquele estrilho todo, apelando à honra, ao carácter, à "verdade", etc e tal, e ao não ter tido a  mera decência de reconhecer que o árbitro também falhara, e de que maneira, a seu favor, Queiroz foi muito foleiro. E desonesto. Mudando-me a ideia, ainda bem que foi eliminado! E ainda bem que os jogadores portugueses não o foram cumprimentar, como veio depois, pateta, lacrimejar. Não, não é um "homem contra uma nação, uma nação contra um homem" como clamou, qual tresloucado Quixote. É apenas um gajo pequeno na derrota (eliminação), ressabiado. Foleiro.

 

Boa sorte, Oceano. Em particular quando não ao lado do Queiroz, o Foleiro.

 

Futuro (Imediato): um empate.

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Em 5 de Fevereiro botei aqui o postal "O fim da linha" onde referi que o "o Bruno tem futebol para ser Cruijff e parece ter a cabeça do Balotelli. É uma pena, está ele nas vésperas de "passar ao lado de uma grande carreira"."

 

 

A 9 de Abril, referi o ataque que fez aos adeptos que gostam de ir para as roulottes (decerto que não os viscondes): "Bruno já caiu, apenas ele não o terá percebido, porventura nisso acompanhado de alguns poucos dos seus indefectiveis. Já aqui se disse, e muito bem, que fez "tilt" ...Neste triste final, dispara em todas as direcções, em particular contra a massa sportinguista, a nossa "demos", agora afinal meros energúmenos que nos divertimos nas roulottes, servis aos nossos apetites. É o destrambelho final."

 

Hoje de madrugada, na sequência da votação de quase 15 000 sócios, cujo resultado se associa a um evidente mal-estar generalizado na sociedade, tão expresso na imprensa, surge  o texto de Bruno de Carvalho na sua (malfadada) página de facebook. Que é pungente. Pateticamente pungente. Mostra-o, como sempre, num tom de efectiva e mera auto-justificação, mostra um homem enredado em si próprio, incapaz de se engrandecer na compreensão dos outros e do meio circundante, como sobre ele botei em finais de Abril. Mas esse texto de Bruno de Carvalho tem uma dimensão essencial: BdC enuncia-se passado, anuncia-se passado. É passado. Acabou, definitivamente, e reconhece isso, numa até demencial explosão de amargura e peçonha. 

 

E como tudo aquilo se tornou já passado há que pensar e sonhar o futuro. O imediato? Amanhã será o jogo da selecção nacional contra o Irão, no qual é preciso pelo menos empatar. E há isto de olhar para o Irão com simpatia, dado o destacamento português que o anima. Carlos Queiroz, figura fundamental no desenvolvimento do futebol no nosso país. Homem cuja importância não é suficientemente lembrada. Que nos deu grandes títulos, e numa era em que títulos colectivos eram miragens. Que depois tão maltratado em Portugal foi: sim, a gente pode continuar a resmungar contra aquela substituição do Paulo Torres (no 3-6, adianto para os mais novos). Mas foi indecente a forma como foi, bem depois, corrido da selecção, com intervenção do governo e tudo, e diante da mentalidadezinha de funcionário público autocrata daqueles "médicos" do serviço contra o doping. Há maneiras respeitosas de fiscalizar, há maneiras desrespeitosas de policiar. Queiroz (insisto, substituição do Paulo Torres à parte) tem uma carreira excepcional - quem ler a autobiografia de Ferguson fica até espantado com a dimensão e a densidade dos elogios que o grande treinador, verdadeiro ícone mundial, lhe faz. A relação dos portugueses com Queiroz é o caso típico de "santos da casa...".

 

E ainda por cima está por lá acompanhado pelo Grande Oceano, o sempre nosso capitão. A lembrar-nos, até, que os que fazem o Sporting são os atletas, de hoje e de antes. E convém lembrar isso.

 

Como estar assim contra o Irão? 

 

O meu desejo, para o tal futuro imediato? Que a selecção empate o jogo. E que os nossos queridos vizinhos ganhem o seu jogo. Passaremos em primeiro lugar, seguindo para os jogos do "mata-mata" como dizia Scolari. E também os nossos Queiroz e Oceano. E que tenham o sucesso que lhes seja possível.

 

 

Pequenino e mesquinho

 

Foram estes os termos que me vieram à cabeça quando soube como votou Carlos Queiroz: Messi em vez de Cristiano Ronaldo como melhor jogador do ano, Fernando Santos fora do pódio dos melhores treinadores do mundo.

Um gesto destes define muito bem um cidadão, seja ou não profissional do futebol. Mais que cem imagens, mais que mil palavras.

 

Adenda:justificação de Queiroz.

Quando Queiroz trocou Moutinho por Danny

Perante a excepcional exibição de João Moutinho neste Europeu, torna-se ainda mais absurda a decisão tomada há dois anos pelo ex-seleccionador nacional, Carlos Queiroz, que excluiu o então médio do Sporting do Mundial da África do Sul, sublinhando que Danny faria melhor o seu lugar. E, com uma arrogância muito característica, ainda entendeu acrescentar uma frase desdenhosa, própria de quem não sabe enfrentar críticas: "É uma pena que em Portugal não transmitam a Liga russa..."

Trocar Moutinho por Danny: isto diz tudo sobre o critério de Queiroz, que entendeu convocar jogadores como Zé Castro (depois excluído), Daniel Fernandes e Duda. Sem espaço para Moutinho, pois. É uma pena que ande agora a falar em "circos" e nem hesite em insurgir-se contra o "excessivo protagonismo" de Cristiano Ronaldo e da "equipa que anda atrás dele". Indiferente ao facto de a mais prestigiada imprensa internacional chamar ao nosso número 7 gigante e outros epítetos elogiosos, sem dúvida merecidos.

Há homens simplesmente incapazes de conviver com o sucesso dos outros.

Detalhes III: os candidatos frustrados

Parece que Manuel José foi lixado por Queiroz. Parece que Queiroz foi medíocre na África do Sul, mau gestor de jogadores como ele é - mas continua a achar-se' o maior!'. Pois bem, na véspera mesmo da partida para a Polónia deram um recital de declarações sem nexo, incendiando mais e mais o ambiente anti-seleção, para delícia dos media. Os jogadores de Manuel José andam sempre de autocarro, mesmo quando chegam aos treinos e à concentração? Nunca houve, nas equipas do treinador, demonstrações de novo-riquismo? Os jogadores ganharam ou perderam jogos por chegarem à concentração de Ferrari ou de trotineta? Proponho que, quando Manuel José for selecionador, reunam os jogadores na sede da FPF e façam uma cavalgada até Óbidos, patrocinada pela Sociedade Equestre Portuguesa. Com o treinador à frente, fardado de Joana D'Arc. Precedido por Queiroz, apeado, mas à espadeirada a tudo e a todos. Ganharemos o Mundial, com certeza.

Uma revelação com dois anos de atraso

Aproveitando a boleia de Manuel José, que saiu a terreiro com "duras críticas" (uma redundância de que alguns jornalistas abusam até à náusea, como se houvesse 'críticas moles') à preparação da selecção nacional, Carlos Queiroz quebrou a sábia reclusão mediática em que mergulhara para deitar também achas na fogueira. Revelando que quando era seleccionador chegou a receber uma proposta para que fossem os adeptos a escolher o 23º jogador destinado a integrar o lote de futebolistas portugueses no Mundial 2010.

Ignoro se Manuel José se sente lisonjeado por ver agora a seu lado o actual seleccionador do Irão, que deixou poucas ou nenhumas saudades no seu atribulado percurso de dois anos (2008-2010) à frente dos destinos da nossa selecção. Mas espanta-me (ou talvez não) que Queiroz, havendo permanecido em silêncio todo este tempo, só agora tenha decidido revelar a nefasta influência exercida pelos patrocinadores nos corpos dirigentes da Federação Portuguesa de Futebol. A três dias do decisivo jogo Alemanha-Portugal, partida de arranque da nossa campanha neste Europeu. Há coincidências que não lembram ao diabo...

Razão tem mestre Fernando Correia, que ainda há pouco escutei com a atenção de sempre na TVI 24: «O grande problema de Manuel José e Carlos Queiroz é não serem seleccionadores nacionais. Se o fossem, as críticas não seriam neste tom.»

Julgo que com isto fica tudo dito. Passemos adiante.

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