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És a nossa Fé!

De pedra e cal - Jordão marca o único golo na Luz

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Foi a 27 de Fevereiro de 1973 que Rui Jordão, na imagem ladeado por Carlos Espírito Santo e Laranjeira, marcou o único golo que bateu Botelho e deu a vitória... ao Benfica, frente ao Sporting (!), no que foi um jogo para o então Campeonato Distrital de Reservas.

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Legenda: Este remate de Jordão bateu Botelho sem apelo nem agravo. Estava marcado o primeiro

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A ideia de ter Rui Jordão a marcar um golo contra o Sporting e logo pelo Benfica, inquieta-me. Não sei se arrepio na espinha, se moinha, se pálpebra a saltitar. Sei que não gosto da sensação.

Seria possível que hoje, mais de 48 anos depois, por exemplo, Nuno Santos que fez a sua formação pelos de encarnado, devolvesse a gracinha?

É o meu prognóstico para hoje. 0-1 marca Nuno Santos. 

 

Fonte: acervo do antigo jogador Carlos Espírito Santo, com o meu sentido agradecimento ao próprio e ao seu filho, Ricardo Espírito Santo. 

De pedra e cal - Lino separa o trigo do joio

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«Enquanto Ronnie Allen tenta afinar a equipa e ganhar escudos, na África, Lino orienta outro grupo de futebolistas do Sporting insistindo, sobretudo na preparação física de modo a tê-los em ordem quando o inglês voltar com os «craques» e requisitar os serviços de alguns deles. Paralelamente, os serviços administrativos do Sporting vão contratando uns e colocando outros na lista de transferências (definitivamente, ou a título de empréstimo), ultimando pormenores para a fixação de um bom quadro de vinte e poucos profissionais.

Em Alvalade, ao sol de Agosto, deparámos com Lino puxando a bom puxar por dez elementos a quem a diversos exercícios físicos e a uma sessão nas bancadas verdadeiramente puxada de sobe-e-desce escada até estoirar. Lá estavam Chico (que regressou de férias anteontem e se esforça para recuperar a forma), João Machado (irmão de Nando, que jogou no União de Coimbra e que Allen quer ver, pelo menos durante mais um ano, em Alvalade), Castanheira e Augusto (igualmente ex-juniores mas que vão ser cedidos ao União de Leiria) e Rui Paulino (que assinou contrato com o Farense e breve rumará ao Sul).

Damas apenas tem aparecido para tratar da lesão (está ainda de férias) e Fraguito aparece esporadicamente nos treinos devido ao serviço militar. Espírito Santo, do União de Leiria e recém contratado, goza as suas férias. Dinis, como se sabe, já está em África. Resta resolver o caso Peres, que entretanto goza férias no Algarve e de Alhinho, com a Académica a ver quanto receberá do negócio.» 3/8/72

Quarenta e oito anos e doze dias depois, os serviços administrativos do Sporting também se encontram numa azáfama e a ultimar pormenores para a fixação de um bom quadro de vinte e poucos profissionais.

Esperemos que, na época que se inicia em breve, consigamos o mesmo desempenho na Taça de Portugal e muito melhor desempenho no Campeonato Nacional (1ª Liga). A ver, também, se em Abril próximo não precisamos de mudar de treinador (https://www.wikisporting.com/index.php?title=1972/73). Já agora, que na Liga Europa da UEFA alcancemos muito bons resultados.

Fonte: acervo pessoal do antigo jogador Carlos Espírito Santo, com o meu sentido agradecimento ao seu filho, Ricardo Espírito Santo.

De pedra e cal - Pelado em frente à porta 10 A

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Na imagem: Baltazar, Carlos Pereira, Carlos Espírito Santo e Vagner

 

Se a porta 10 A dispensa apresentações, o pelado contíguo, outrora palco onde craques to be se mostravam pela primeira vez, não menos.

Foi neste espaço que muitos jogadores se revelaram e outros tantos se treinaram, para gáudio dos transeuntes.

Aqui fica o registo possível, com alguns protagonistas (de uma década) ainda hoje recordados como aquilo que constituem: parte importante no sedimentar do Sporting Clube de Portugal e do Sportinguismo.

Imagem: acervo pessoal do antigo jogador Carlos Espírito Santo, com o meu sentido agradecimento ao seu filho, Ricardo Espírito Santo.

Persistência da Memória II

Di Stéfano

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Legenda: A equipa do Sporting efectuou ontem, no Estádio Nacional, o seu primeiro treino sob o comando técnico de Di Stéfano. Aqui vemos [Carlos Espírito Santo, círculo em redor da cabeça] o ex-barreirense Valter, o novo recruta «leonino», na execução de um exercício, seguido de Baltasar e Yazalde. [7-8-1974]

 

Após partilhar uma imagem de Alfredo di Stéfano no Estádio do Jamor na qualidade de treinador do Sporting Clube de Portugal, tomei conhecimento da existência de uma entrevista concedida por Fernando Massano Tomé, em 2018, a Rui Miguel Tovar ao longo da qual abordou a passagem de Di Stéfano pelo nosso Clube.  

 

E o que se passou entre ele o Di Stéfano?
Eles não se davam bem. Houve um dia, durante o estágio no Brasil, em que o João Rocha sentou-se ao lado do Di Stéfano e ele saiu da mesa. Beeeem, estás a ver? A verdade é que o Di Stéfano nem ficou aqui para a primeira jornada do campeonato, quando perdemos 1-0 em Faro com a Olhanense. Nesse dia, foi o adjunto Osvaldo Silva quem assumiu a equipa.
 
E o Di Stéfano, que tal?
Ele percebia de futebol, só que estava acostumado ao futebol espanhol.
 
Isso quer dizer o quê?
Por exemplo, ele só queria guarda-redes que fossem bisarmas. Chegou aqui e apanhou dois fininhos: Damas e Botelho.
 
Bolas, o Damas?
E o Damas já era da seleção, só que o Di Stéfano até disse ao João Rocha que precisava de um bom “portero”. E ainda um bom defesa-esquerdo, quando tínhamos o Inácio e o Da Costa.
 
E o João Rocha?
Disse-lhe que não, claro. E até sugeriu, em tom de brincadeira, que metesse o Chico Faria à esquerda.
 
E depois?
O Di Stéfano saiu e assumiu o adjunto Osvaldo Silva. Depois veio o Fernando Riera, chileno. Tinha o hábito de beber um Dão aquecido antes dos jogos.

 

Ficam esclarecidos os contornos da passagem de Di Stéfano pelo Sporting bem como os motivos que terão estado na origem da sua curta permanência.

 

Imagem: acervo pessoal do antigo jogador Carlos Espírito Santo, com o meu sentido agradecimento ao seu filho, Ricardo Espírito Santo.

De pedra e cal - Gente que foi do Sporting

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A 5 de Janeiro de 1980 este grupo de ex-jogadores do Sporting reuniu-se em Leiria, treinou e, presumivelmente, jogou.

A de 1 Maio de 2020, no Dia do Trabalhador, aqui estão: Gente que foi do Sporting

Talvez não ambicionasse à data, talvez nem sonhasse que viria um dia a ser nosso treinador. Jorge Jesus, homem que desperta ódios e paixões, faz parte da história passada e recente do Sporting Clube de Portugal. 

À sua maneira, cada um destes homens contribuiu para o que o Sporting Clube de Portugal hoje é.

Legenda recorte: GENTE QUE FOI DO SPORTING - incluindo Fernando Peres, nada menos de dez unionistas já passaram pelo Sporting. Antes do treino de conjunto, os ex-leões: Jesus, Quaresma, Pinhal, Garcês, Fernando Peres, Espírito Santo, Dinis II, Tomé, Padrão e Dinis.

Comentários Facebook:
Carlos Padrão: LOL... o tempo volta para trás, boaaaaaaaaaaaa LOL

Fernando Massano Tomé: Do passado vivem os museus como alguém já disse, mas é tão bom recordar velhos tempos, irmanados no mesmo sentimento e amizade, um grande abraço para todos os da foto e para os outros.  

Fonte: acervo pessoal do antigo jogador Carlos Espírito Santo, com o meu sentido agradecimento ao seu filho, Ricardo Espírito Santo.

Persistência da Memória

Alfredo di Stéfano

A passagem de Alfredo di Stéfano pelo Sporting foi breve. Considerado por muitos o melhor jogador de todos os tempos, sentou-se na cadeira de treinador durante o início da época 74/75. Em comentário a esta imagem - no perfil Facebook de Carlos Espírito Santo - disse o nosso jogador Tomé que Di Stefano saiu após o primeiro jogo para o campeonato (que se jogou em Faro e que o Sporting perdeu por 1-0). Numa peça a propósito da sua morte, é dito que não chegou a sentar-se no banco. Podereis esclarecer, Sportinguistas?

Graças à natureza supersónica da sua passagem pelo Sporting, Alfredo di Stéfano não alcançou a Glória que se esperaria, ainda assim, aqui fica este registo para a posteridade efectuado no Estádio Nacional, no arranque da época 74-75. Nessa época o Sporting sagrou-se campeão nacional e o treinador nascido na Argentina, voltaria a treinar apenas na época seguinte (Rayo Vallecano).

Que me lembre, esta foi a primeira e única fotografia em que vi Don Alfredo di Stéfano ao serviço do Sporting.

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Fonte: acervo pessoal do antigo jogador Carlos Espírito Santo, com o meu sentido agradecimento ao seu filho, Ricardo Espírito Santo.

De pedra e cal - Do passado que nos liberta para o Futuro

Antes ainda de pai e mãe “AL” namorarem – acontecimento que precede o meu nascimento em muitos anos –, já Sporting Clube de Portugal contava com mais de 60 anos de existência, fizera-se representar em diferentes recintos desportivos em Portugal e pelo Mundo, conquistando simpatizantes e mobilizando adeptos. Afiliando, naturalmente, todos aqueles que, reunindo condições para o efeito, quiseram formalmente assumir-se Sportinguistas.

Quem, como eu, nasceu na década de 80, descobre rapidamente que há uma riquíssima história que nos precede, que se desenhou com base na visão extraordinária de um conjunto de Homens e co-construiu (e constrói) graças à acção directa de outros tantos.

Esta história que nos precede a todos ganha vida de cada vez que homem, mulher ou equipa se apresentam competidores de Leão Rampante ao peito. A cada entrada num recinto desportivo, é o Sporting Clube de Portugal que projectamos para o futuro.

No dia em que celebramos a Liberdade, evoco uma memória ainda viva – porque feita de experiência vivida – para alguns dos Sportinguistas que por aqui passam. Abro espaço a que o glorioso passado seja trazido para o presente, para que nunca esqueçamos como aqui chegámos, onde deve, por isso, estar a tónica, qual é o fim último da acção directiva e quem são os verdadeiros protagonistas. Foi em torno de protagonistas como aqueles que aqui vos trago, que Sporting Clube de Portugal cresceu, expandiu-se e existe até aos nossos dias.

No dia em que celebramos a Liberdade, agradeço – especialmente – aos estimados Leão de Queluz, Fernando Albuquerque e (saudoso) Carlos Silva, pela riqueza inestimável de tantas partilhas, acontecidas a cada interacção. São a viva voz, no presente, do glorioso passado, e que muito contribuem para que todos nós saibamos garantir o futuro. E o futuro assegura-se de cada vez que sedimentamos o que realmente importa. É graças à acção combinada dos protagonistas de outros tempos, à vossa devotada presença que sabemos exactamente como estar - quem somos, de onde vimos – e como manter os olhos postos na Glória, projectando-nos para o futuro.

Feliz dia da Liberdade, Sportinguistas. Contem comigo para ser sempre parte da acção combinada que assegurará que o nosso Sporting é livre.

Será sempre graças à acção combinada dos verdadeiros protagonistas que o Sporting Clube de Portugal está de pedra e cal.

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Na legenda: A 24 horas de ir para férias, o Sporting tira a clássica foto que recorda uma época de trabalho. Em cima, o treinador-adjunto Osvaldo Silva, massagista Monteiro, Damas, Chico, Fraguito, Espírito Santo, Tomé, Caló, Yazalde, o treinador Mário Lino, o novo reforço Baltasar, Bastos Alhinho, Carlos Pereira, Pinhal, José Carlos e o massagista Manuel Marques. Ajoelhados: Gonçalves, Hilário, Joaquim Rocha, Moniz, Álvaro Jorge, Márinho, Dinis, Nelson, Manecas, Manaca, Vagner e Botelho.

Fonte: acervo pessoal do antigo jogador Carlos Espírito Santo, com o meu sentido agradecimento ao seu filho, Ricardo Espírito Santo.

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