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És a nossa Fé!

Faz hoje um ano

 

Demorou apenas 14 dias. Exactamente duas semanas após Bruno de Carvalho ter tomado posse, começaram a fazer-se ouvir as vozes de certo baronato sportinguista praticando uma das modalidades desportivas da sua eleição: o tiro ao presidente.

As hostilidades foram abertas por Carlos Barbosa. Passando nada menos do que um atestado de irresponsabilidade aos sportinguistas.

"Os sócios do Sporting elegeram para presidente um garoto que anda aos pulos ao lado do treinador de cada vez que o Sporting marca um golo, mas que não tem condições para gerir um clube da dimensão do Sporting." Palavras do ex-vice-presidente do clube ao programa Bola Branca, da Rádio Renascença. Antevendo "um mandato curto" para Bruno de Carvalho. Até porque, na sua perspectiva, o presidente assumiu funções "sem uma solução alternativa para o Sporting, porque não há investidores que entrem para o Sporting sem a aquisição da maioria da SAD".

Seguiu-se outra previsão, mais taxativa: "Haverá no Sporting [novas] eleições dentro de um ou dois meses."

 

 

E afinal o que fazia falar assim Barbosa?

O facto de Bruno de Carvalho não se vergar aos ditames das entidades bancárias credoras do Sporting. Recusando um ultimato com três pontos-chave, revelado igualmente pelo Record: garantia prévia de que não iria para a frente a auditoria de gestão prometida pelo presidente no seu programa eleitoral; acolhimento de um investidor externo com controlo maioritário da SAD; colocação na administração da SAD de personalidades ligadas a gestões anteriores.

Essa recusa ficou expressa em conferência de imprensa dada pelo presidente, em Alvalade, ao fim dessa tarde de 10 de Abril de 2013. Oportunidade aproveitada para deixar claro que nem lhe passava pela cabeça demitir-se. Por maiores que fossem as pressões.

As previsões de Barbosa saíam furadas.

 

Tão furadas e tão falhadas como outras feitas por ele, quando era vice-presidente de Godinho Lopes. Esta, por exemplo: "Daqui a um ano, um ano e tal, o FC Porto já não fará parte do nosso campeonato. O campeonato do Sporting daqui a um ano ou dois será o Barcelona, o Ajax, o Real Madrid. Isso para nós é que vai ser importante."

Declarações prestadas em entrevista ao Record de 23 de Julho de 2011.

Daí a um ano exacto, o Sporting iniciava a sua pior época de sempre. Já com Barbosa longe de Alvalade, a disparar dessa vez contra o "construtor civil" Godinho Lopes. Com o atrevimento e a deselegância de sempre.

Certas coisas no Sporting nunca mudam. E alguns barões também não.

Faz hoje um ano

 

Carlos Barbosa, ex-presidente durante a etapa inicial do mandato de Godinho Lopes, tornou público o apoio ao candidato José Couceiro: "Pode ser a salvação do Sporting. É um homem de trabalho. um homem sério, capaz de limpar o caruncho que está no Sporting."

E Bruno de Carvalho? "Nunca fez nada na vida, nem sei mesmo se tem emprego, e por isso não lhe reconheço capacidade para dirigir o clube", dizia ainda Barbosa. O mesmo que chegou a dizer de Godinho Lopes, em Julho de 2012: "É um excelente construtor civil, mas não tem perfil para ser presidente do Sporting."

Numa espécie de concurso destinado a ver quem produzia a frase mais bizarra, o candidato Carlos Severino arriscava-se a ficar com o título. Virando baterias contra o treinador: "Toda a gente sabe que o Jesualdo [Ferreira] não é sportinguista, também não é portista, mas lá fez bom trabalho. E aqui também tem de fazer. Nós não queremos infiltrados".

 

A pouco mais de três semanas do escrutínio, nesse dia 28 de Fevereiro de 2013, o Adelino Cunha pedia um "debate amplo entre os candidatos". E o João Paulo Palha assumia o voto em José Couceiro, justificando-o assim: "Na candidatura de José Couceiro, ou lá muito próximo, conheço, directa ou indirectamente, pessoas em que, mal ou bem, confio e em cujos dotes para procurarem com honestidade e competência resolver a  situação do nosso clube eu acredito."

Os mesmos de sempre

 

Os sócios do Sporting não sabem. Os sócios do Sporting são burros. Os sócios do Sporting elegeram «um garoto para presidente». Palavras deste ressabiado, como bem lhe chamou o Francisco Mota Ferreira. Um ressabiado que foi eleito vice-presidente na lista de Godinho Lopes e menos de um ano depois já estava fora da direcção, desdobrando-se em declarações que dizem tudo sobre a personagem. Esta, por exemplo: «O Godinho Lopes é um excelente construtor civil, mas não tem perfil para ser presidente do Sporting.» Aparentemente já esquecido do que prometera em Julho de 2011, com uma demagogia inultrapassável: «Daqui a um ano, um ano e tal, o FC Porto já não fará parte do nosso campeonato. O campeonato do Sporting daqui a um ano ou dois será o Barcelona, o Ajax, o Real Madrid.»

Bruno de Carvalho foi eleito há 18 dias. Repito: 18 dias. Os mesmos de sempre, surgidos das covas de sempre, avançam já de cutelo em riste, prontos a degolá-lo. Não vêm de fora: surgem de dentro. Indiferentes à expressiva vontade dos sócios, que se pronunciaram no segundo acto eleitoral mais concorrido de que há memória no nosso clube. Indiferentes ao facto de dentro de poucos dias disputarmos um jogo contra o nosso mais histórico rival, quando ainda não está perdida a hipótese de nos qualificarmos para a Liga Europa.

Para eles, quanto pior melhor.

Registo tudo isto com o desagrado que se imagina, mas sem grandes ilusões. Dizem-me, de toda a parte: «O Sporting é mesmo assim» - e tenho de reconhecer que isso é verdade. Outros clubes unem-se, até nas horas amargas das derrotas. Nós não nos unimos, nem sequer no júbilo das vitórias - tão ansiadas, tão inesperadas.

Sintomas de um clube que, além de estar falido, também está doente. Receio muito que esta doença seja crónica.

 

Eles estão de volta

«Bruno de Carvalho nunca fez nada na vida, nem sei mesmo se tem emprego, e por isso não lhe reconheço capacidade para dirigir o clube.»

 

As calúnias gratuitas e as suspeições infundadas, pilares de uma campanha de tentativa de assassinato de carácter que fez parte da estratégia principal de combate a Bruno de Carvalho há dois anos, estão de volta. Não é que eu esperasse que alguém como Carlos Barbosa, dono de uma fome de protagonismo que nunca mais acaba, tivesse aprendido que a deselegância e a calúnia não servem de argumento. Mas podia ter aprendido que os sportinguistas são inteligentes e não vão em cantigas. Muito menos de alguém como ele.

O primeiro já está!

 

Gelson, o tal jogador trazido por Sá Pinto mas que, no meu ponto de vista, subjectivo, é certo, não é especialmente dotado para jogar futebol, já deixou Alvalade, rumo ao SION, emprestado pelo Sporting até ao fim da época 2013/14, tendo este clube opção de compra. O clube helvético acabou de confirmar o acordo através do seu site oficial.

O jogador declarou a este proposito: «Estou muito feliz por voltar à minha família e ao cube que sempre me fez sentir confiante; conheço muito bem o plantel atual. É como se nunca tivesse saído daqui. Agradeço ao Sporting por me ter permitido voltar ao Sion e à Suíça, respeitando assim a minha vontade», acrescentou o internacional helvético.

Entretanto, por cá, uma outra personagem que, a exemplo de Gelson, escassos meses depois de ter entrado para a Direcção do clube, e sem que tivesse deixado qualquer especial "mais valia" decorrente da sua acção, "bateu com a porta", Carlos Barbosa, veio hoje, de novo, crucificar Godinho Lopes, apelidando-o de "pior presidente da história do Sporting", vaticinando mesmo, de forma surpreendente, que... Jesualdo Ferreira "não deverá, sequer, começar a próxima época". Há, definitivamente, razões que a razão desconhece.

Famintos de títulos

Que bom que é ver um internacional holandês a chegar a Alvalade dizendo-se “faminto” de títulos. Na semana passada ouvimo-lo do nosso novo central, Khalid Boulahrouz, o profissional de 30 anos que já passou pelo Chelsea, Sevilha, Estugarda e Hamburgo e que recusou agora ir para o Fernerbahçe, mesmo com o clube turco a oferecer-lhe mais 500 mil euros por época do que lhe podia dar o nosso Sporting. É sinal de que alguma coisa começa a correr bem.

Dia após dia, semana após semana, a equipa compõe-se. Chegam reforços para lugares chave, vindos de bons portos para nos ajudar numa época decisiva para o futuro do clube. Já aqui escrevi o que penso sobre isso: o Sporting tem que voltar à Liga dos Campeões,tudo o resto pouco importa.

Talvez seja o momento para reconhecermos o que de bom têm feito Carlos Freitas e Luís Duque nestes meses. Estou certo que são hoje uma enorme mais-valia, como foram aquando do nosso último título, na construção de uma equipa à altura das melhores. Acho que ninguém duvida que temos jogadores para vencer, seja em que campo for.

Talvez não exista melhor prova disso do que as palavras do consócio Carlos Barbosa, até há meses vice da direcção do Sporting. Há uma semana fez-lhes um rasgado elogio, assim como à Academia que disse estar “blindada” aos problemas do clube. Por conhecer o Carlos Barbosa, por reconhecer a sua competência e o seu sportinguismo, queria só pedir-lhe, aqui no nosso blogue, que evitasse as críticas que fez logo na frase seguinte – ao presidente do nosso clube.

Digo-o apenas porque acredito que a equipa precisa de uma estabilidade que há muito não tem. E por saber que esta é a tal época decisiva. Acredito que o consócio perceberá este meu pedido. Até porque se chegar um dia à presidência vai querer para si o mesmo que lhe peço aqui e agora.

Prometer a lua e saltar do comboio

Não chegou a passar um ano. A mesma pessoa que a 23 de Julho de 2011 dava uma retumbante entrevista garantindo aos sócios que «o campeonato do Sporting daqui a um ano ou dois será o Barcelona, o Ajax, o Real Madrid» vem agora, como se não tivesse memória das suas próprias declarações, emitir uma mensagem bem diferente. Foram-se as promessas megalómanas, sobram as críticas demolidoras ao presidente em cuja lista figurava em lugar de destaque. «Vim-me embora porque o clube não tem liderança», declarou o ex-vice-presidente de Godinho Lopes, tarde e a más horas, sem perceber que ao dizer isto está de algum modo a desqualificar-se a si próprio. Porque se comprometeu no projecto e foi até o elemento da direcção que mais alto elevou a fasquia das promessas aos sócios e simpatizantes do clube. Alguns dirigentes são capazes de prometer a lua com a mesma facilidade com que saltam do comboio em andamento.

Foi isto que sucedeu com Carlos Barbosa. Alguém é capaz de me adiantar alguma explicação para o que se passou com ele?

Ressabiamentos de Carlos Barbosa

As declarações de Carlos Barbosa à Antena 1 são de uma infelicidade atroz. O ex-vice do Sporting despeja acusações atrás de acusações que no timing que aparecem soam a ressabiamento porque já não contam com a personagem. Durante o pouco tempo que esteve no Clube, Barbosa ameaçou várias vezes que se ia embora e era sempre segurado, supostamente, in extremis. Até ao dia em que bateu com a porta e olhou à volta para ver quem o segurava e reparou que estava sozinho.

 

Carlos Barbosa merece a minha consideração enquanto sportinguista, mas enquanto membro da Direcção ficou aquém do que poderia ter feito pelo nosso grande Clube. Entre as promessas do "Eu Faço", ficámos apenas com as boas intenções. E todos sabemos onde podemos encontrar bem-intencionados não é?

 

A ideia de "apostar nos miúdos", dita na entrevista, se não fosse vinda de quem é seria de uma candura atroz. Então não é o Sporting o Clube que mais forma jogadores, que tem a melhor escola?

 

Carlos Barbosa pede "paciência" aos sócios, porque senão "o Sporting acaba". Paciência que o próprio não demonstra ter, talvez por ter sido corrido do nosso Clube. E, se me permitem o desabafo, o Sporting continuará sempre, mesmo que alguns supostos iluminados com os dislates que dizem queiram à viva força destruí-lo.

{ Blog fundado em 2012. }

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