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És a nossa Fé!

Os nossos comentadores merecem ser citados

«Defendo para este prestigioso cargo [capitão da equipa] uma maior visibilidade. Gostaria muito, dentro do papel da diferenciação positiva, que existisse uma orientação dos treinadores no sentido de que só o capitão de equipa fosse autorizado a falar com o árbitro. Além de outras vantagens, evitar-se-iam algumas expulsões que só nos enfraquecem e ajudam os adversários.»

Carlos Silva, neste meu texto

Tempos de mudança

Ontem vi o jogo com o Ajax de Cape Town "por cima da burra", na net, confesso que não deu para ver grande coisa. Vi o jogo apenas até ao golo do empate a uma bola.

Nove portugueses, sete da formação no início. Acho que temos que apostar mais forte na academia, não se percebe porque não começam onze de Alcochete...

Do que me apercebi, a coisa ainda está perra, mais na defesa, mas também não seria de esperar muito mais.

Tivesse Slimani marcado duas oportunidades claras que teve e o resultado seria certamente diferente. Nada contra o nosso avançado, apenas a constatação do facto; Agora pode falhar muitos...

No entanto, a mudança que quero enfatizar aqui é a do novo capitão da equipa. Como já aqui tinha defendido bastas vezes, a braçadeira no Patrício (mais uma bela exibição com a defesa de dois [três, cara...] penaltis) não era adequada, precisamente devido à sua função dentro de campo. Apontei Nani e Adrien. Jesus entendeu entregá-la a Adrien, cumprindo o que havia já dito numa entrevista. Parece-me bem. Não é necessário aduzir os argumentos que usei na altura, mas parece-me que a equipa tem tudo a ganhar com esta alteração.

Domingo há mais e com uma equipa bastante diferente da sul-africana.

Vamos com calma, que a pressa é em regra má conselheira.

A questão do capitão

Agora que as coisas estão "encarreiradas", que a equipa está a crescer a olhos vistos e que este post já não será olhado como uma tentativa de desestabilização, parece-me ser altura de equacionar a questão do capitão da equipa.

 

É sabido que Rui Patrício é um aglutinador de sensibilidades e parece ter conseguido, fruto de muitos outros factores é certo, mas também do seu carisma e da sua maneira de ser, blindar a equipa e transformá-la num grupo coeso, unido. O trabalho de Rui Patrício como capitão, está, por isso, aprovado com distinção!

 

Mas depois há outros factores. As incidências dum jogo são talvez o mais importante fora do "aconchego" do balneário.

Eu nunca fui adepto do Guarda Redes capitão; nunca num Clube como o Sporting, que bastas vezes é alvo de arbitragens "do arco da velha" e é descaradamente roubado! perdão, é vítima de enganos involuntários de alguns senhores árbitros...

Ora em situações destas, é difícil ao GR capitão fazer-se ouvir junto do árbitro, conforme estipulado nas regras do jogo. Imagine-se haver uma situação que requer a presença do capitão e o Rui ter que "lá" ir, ao meio campo adversário e por absurdo a jogada prossegue e o capitão fica pelo caminho e o adversário marca?

E, convenhamos, o Rui é um "bonzão"! reveja-se a forma como abordou o árbitro em Gelsenkirschen, quase a pedir desculpa por reclamar (não é crítica, é constatação e não é defeito, é virtude!).

 

É certo que a figura e a missão de um capitão é muito mais do que "refilar" com o árbitro, mas acompanhem o meu raciocínio, por favor: se fosse capitão, o Nani teria tantos amarelos? a minha resposta é NÃO!

E seria não, apenas pelo motivo de que o próprio teria eventualmente mais cuidado quando se dirigisse aos árbitros (ainda que os cartões que já tem sejam de todo desproporcionados) e estes teriam que o "engolir" nas justas reclamações! aos capitães dá-se, por força da Lei de jogo, mais um pouco de tolerância.

 

Referi Nani porque após a adaptação necessária e a estabilização como grande jogador que é (o melhor do plantel e do campeonato, de longe), se dúvidas houvesse elas ficaram dissipadas no Domingo, depois do desnorte da entrada para a segunda parte. Nani puxou dos "galões" e reuniu as tropas. E o que é certo é que a sua influência é cada vez maior na equipa.

Parece-me uma promoção pacífica; sem colocar em causa a posição de Patrício, Nani tem todas as condições para assumir o lugar! e nem tem anti-corpos, antes pelo contrário: é da formação, jogou na equipa principal, é Leão!

 

Desculpem a divagação, admito até que me mandem dar uma volta, mas a equipa está tão bem, que qualquer dia deixa de haver assunto. E é nas alturas de bonança que se devem falar destas minudências.

O Sporting tem, finalmente, um capitão!

 

No papel são 5, algo que nunca se viu no passado. O último jogo em Alvalade confirmou porém, e se dúvidas houvesse, que capitão há só um, o que "carregou a equipa às costas": FITO RINAUDO. A imagem diz tudo. Fito, "és a nossa fé!"

 

PS - É com enorme gosto que me junto a esta equipa de "leões". Obrigado Pedro Correia pelo convite e um abraço a todos!

Exercer o poder e decidir

Concordo com a leitura que o Paulo Ferreira faz das palavras de Iordanov e acrescento que este 'caso Bojinov' só aconteceu porque, de facto, tem havido mudanças de braçadeira a mais na equipa que Domingos está a criar quase de raiz. Os capitães que têm sido escolhidos ou não são titulares ou revelam um défice de autoridade. E o que se passou ontem foi exemplo disso mesmo: falta de mando.

 

Domingos diz quem marca o penalty e lá dentro, se há um problema, é o capitão que tem que fazer passar a mensagem. João Pereira não revelou estofo para a missão que tinha, assim como Carriço não o teria feito se ainda estivesse em campo. Como Polga não é de novo titular - e a meu ver não teria também conseguido resolver o incidente - restam duas soluções óbvias: Onyewu e Schaars. O norte-americano é uma fonte inesgotável de confiança e entrega ao jogo; o holandês, para além de ter sido sempre titular e regular, é um jogador sério, consistente e cativante. É uma decisão para se tomar já, optando ou pelo 'Capitão América' ou pelo 'Kapitein'.

 

Não me choca nada que este ano a opção venha a recair sobre um capitão que não é português, a solução nem sequer seria inédita em Portugal e no Sporting. Antes isso do que aquele espectáculo triste que pode deixar marcas profundas a vários níveis: direcção, equipa técnica, plantel e sócios. Atenção, porque o pior que pode acontecer é deixar que esta situação seja mascarada. Nenhum sportinguista esquecerá o que se passou ontem, pelo que é bom que o poder e a lei se mostrem neste caso específico e nos que poderão vir aí, caso contrário a 'anarquia' invade Alvalade.

Onde estava o nosso capitão...

... pergunta hoje Iordanov.

Não quero tecer considerações sobre a qualidade e a capacidade do João Pereira, do Polga ou do Daniel Carriço para o glorioso posto de Capitão da Equipa de Futebol do SPORTING CLUBE DE PORTUGAL. Não quero recordar o ex-capitão do SCP cuja cor era o vermelho e hoje o coração é azul e branco. Pretendo deixar aqui apenas uma simples opinião sobre a palavra..."Capitão".

Para mim um Capitão de corpo e alma, um líder que simboliza na plenitude os valores que enformam a mística sportinguista, um exemplo de Esforço, de Dedicação, de Devoção e Glória, traduz-se em duas palavras: João Benedito.

Há muito que faz falta um Capitão digno desse nome no futebol de Alvalade. Espero que a breve trecho, continuando a renovação do plantel e deixando crescer alguns dos reforços, o nosso Sporting tenha um capitão como merecemos, um grande Capitão, "tão grande como os maiores da Europa".

 

 

{ Blog fundado em 2012. }

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