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És a nossa Fé!

Dia de ressaca

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Cabeça dorida, boca seca, todos os músculos dormentes, sem vontade de fazer nada, sem vontade de falar, sem vontade de me mexer.

É assim que me sinto quando o meu clube tem um resultado negativo.

As outras pessoas sentirão o mesmo?

Em baixo, temos a ligação para uma análise dos resultados, das quatro primeiras equipas, nos jogos apitados por Fábio Veríssimo.

http://influenciaarbitral.blogspot.com/2016/05/fabio-verissimo.html?m=1 

O bom, o óptimo e o filão

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André Franco, começou a jogar no Sporting Clube de Portugal, com seis anos de idade, actualmente, está no Estoril-Praia.

Com 23 anos de idade, André Franco é a grande revelação da primeira volta.

Sobre ele escrevi em 2022.01.04 neste postal do Pedro Correia:

"O médio, actualmente, no Estoril é a grande revelação da época.
Com 23 anos, mais de metade dos quais passados ao serviço do Sporting Clube de Portugal, é um médio evoluído, tacticamente, fecha bem os caminhos para a baliza e é rápido e inteligente a construir jogadas de ataque.
Uma excelente alternativa a Matheus Nunes, a Daniel Bragança ou mesmo para jogar mais encostado às linhas".

Escrevi em 2021.10.30:

"O bom; André Franco do Estoril, um autêntico nove e meio, faz a equipa jogar e marca golos, já vai com cinco tiros certeiros".

Em 2021.12.29:

"O bom; André Franco, mais duas assistências, uma delas à Madjer de pé descalço [aqui numa referência óbvia ao sportinguista Madjer do futebol de praia]".

No dia passada segunda-feira voltei a referir André Franco, desta forma:

"O bom; Estoril-Praia, heróis e mártires. Bruno Pinheiro, o treinador e André Franco, o jogador. Sobre André já escrevi várias vezes, é só rever as recepções de bola, os passes, a inteligência técnico-táctica (ah pois é, também, sei escrever à Freitas Lobo) que coloca em tudo o que faz. Até a protestar tem classe, chamou ao árbitro: "ignóbil descendente de Madalena bíblica", o apitador, coitado, não percebeu mas mostrou-lhe cartão amarelo. Bruno Pinheiro disse tudo em duas palavras: Campo inclinado".

A carreira de André, de leão rampante ao peito, aparece em diversos vídeos no YouTube (provavelmente noutras plataformas, também) fiquem com este resumo do leãozinho

Para conhecer o desempenho de André na actualidade podemos conferir aqui.

Santos, anda cá ver isto, n° dezasseis

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O Bom:

- Nélson Veríssimo, há coisas que estão para além das rivalidades e do pontapé na bola. Um abraço solidário para Nélson no momento difícil, a nível pessoal, que atravessa.

- Paulinho, três golos, "hat-trick" verdadeiro.

- Vitinha do Braga, imita Paulinho, "hat-trick" verdadeiro, também.

- Roger, não é o Buck Rogers, nem sequer o Roy Rogers, é Fernandes de apelido, entrou aos 62' e ainda foi a tempo de ser herói, marcou dois golos para o Atlético Mineiro, perdão, o treinador é que vai para o Brasil, Roger continua no Braga.

- Gil Vicente, três golos fora, o último dos quais com dois carros em confronto. Relato: "Boubacar avança, Babacar recua, Boubacar prepara o remate, Babacar posiciona-se, Bouba e Baba, Car olham-se como num duelo na rua empoeirada, o filho de Hanne Tanou* dispara certeiro.

* Hanne Tanou, avançado que representou 18 clubes, a maior glória foi de listas horizontais verdes e brancas, as cores do Arrifanense, Santa Maria da Feira, dois jogos, três golos. Representou mais 17 clubes, fez mais 116 jogos, marcou mais 6 golos.

O filho parece melhor, entrou aos 90' e marcou um golo.

O Mau: 

- Arouca, meia dúzia de golos sofridos a jogar em casa

- Benfica, também, encheu meia caixa de ovos, em duas visitas ao Porto.

O Vilão:

- Nuno Moreira, capaz do melhor e do pior, uma inconstância que define todo o seu percurso. Desta vez foi uma cotevelada em Winck.

Ainda vai a tempo de perceber que o futebol não se joga com os cotovelos, nem só com os pés, joga-se, principalmente, com o interior da cabeça.

Santos, anda cá ver isto, n° quinze

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O Bom:

- Sporting, na mais difícil deslocação que tinha, até ao final do ano, mostrou a razão pela qual carrega o símbolo de campeão. Apesar de, injustamente, reduzido a dez jogadores, "galeou" o clube do galo e "galou" os profetas da desgraça.

- Lincoln, um jogo quase perfeito, a  defender e a atacar. O golo do Santa Clara é uma obra de arte, o passe, a recepção controlada e o golo, tudo bem feito.

- André Franco, mais duas assistências, uma delas à Madjer de pé descalço.

O Mau:

- Pepa, o Vitória Sport Clube continua inconsistente.

- Apenas quatro triunfos caseiros, três deles por 1-0.

- O fosso entre os três primeiros e os outros. Sporting, Porto e Benfica marcaram 14 golos. Só o clube do Pizzidente consentiu que as suas redes fossem violadas (uma vez).

O Vilão:

- Tiago Martins, depois da arbitragem no ano passado em Moreira de Cónegos, voltou a fazer das dele. O ano passado ele e Jorge Sousa conseguiram roubar dois pontos ao Sporting, desta vez o VAR conseguiu que existisse justiça no resultado.

Santos, anda cá ver isto, n° quatorze

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O Bom: 

- Sporting, 14 jogos, uma dúzia de vitórias, meia dezena de golos sofridos. A propósito de golos sofridos, dizia a um colega/camarada, de trabalho, lampião: "é pá, já apanharam com três em casa e têm mais do dobro de golos sofridos que nós"; resposta: "não me f*das (ele é lampião, como já tinha dito) no futebol o que interessa são os golos marcados, já marcamos duas ou três vezes mais que vocezes (ele atrapalha-se, um pouco, com as palavras, principalmente, depois do almoço). Contas feitas, para ter o dobro de golos marcados que o Sporting, o Benfica deveria ter 48 golos, tem 32.

- Vizela, 100% de aproveitamento. Quatro remates à baliza, quatro golos.

- Marítimo, a perder desde o primeiro minuto, soube dar a volta à crónica de uma morte anunciada, igualou o Vizela, 100% de aproveitamento. Quatro remates à baliza, quatro golos.

O Mau:

- Famalicão, capaz do melhor (o empate com o Sporting) e do pior a derrota com um Benfica ligado à máquina de oxigénio (há que lhe chame: arbitragens manhosas).

- Fábio Melo, quatro penaltys assinalados, mais um desaire para o Tondela. Há tradições que não mudam, Carnaval à terça-feira, Páscoa num domingo e derrota para o Tondela sempre que é apitado pelo Fábio.

- Taremi, mais um jogo apagado. Apagado dos titulares, apagado dos golos, apagado das assistências, apagado dos mergulhos na área, no Porto irão sem Taremi?

- O Vilão:

- Manu Hernando, o jogador emprestado pelo Real Madrid (terá aprendido com Pepe?) entrou aos 56', fez-se expulsar aos 61'. Facilitou a vida a Fábio e a Pepa, ajudou a enterrar o Tondela.

Santos, anda cá ver isto, n.° treze

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O Bom:

- Sporting, podia falar nos números, nos três golos de diferença (o primeiro golo de Paulinho é legal, a linha foi colocada no momento errado) mas prefiro falar na exibição, na forma como a equipa leonina dominou todos as situações do jogo. Uma fantástica exibição colectiva servida por excelentes desempenhos individuais.

- Ricardo Horta, mais uma excelente exibição do médio do Braga. Terá, também, de ser convocado por Tite para ter uma oportunidade na equipa dos amigos de Fernando Santos?

- Ricardo Soares, um treinador que não diz que vai arrasar, que não diz que vai jogar a triplicar, que não diz que com ele a Roma será campeã europeia. Um treinador que não é pantomineiro mas que consegue colocar as equipas, por onde passa, a jogar um futebol positivo, com critério e com uma estratégia cujo objetivo principal é marcar golos. Ontem num jogo "a roçar a perfeição" a equipa do galo marcou quatro, ironicamente, na mesma jornada que a "galinha" sofreu outros tantos.

- Vítor Machado, "não há machado que corte a raíz ao pensamento'. O rapaz cuja cidade de nascimento tem Aquino como orago seguiu os ensinamentos do escolástico e procurou a felicidade no estado de espirito. Pensou bem, executou melhor e foi feliz. A felicidade de Vitinha foi a infelicidade dos marafados da foz do Arade.

O Mau:

- O golo anulado a Paulinho. O momento que interessa para a definição da linha é o instante em que a bola sai da bota de Sarabia.

- O golo anulado a Darwin por o ombro de Yaremchuk estar adiantado seis centímetros. Já o escrevi noutras ocasiões, devia haver uma margem de tolerância (30 cm) para se proteger quem ataca.

- Luís Diaz, a fazer de Taremi, numa jogada estudada que consiste em adiantar a bola, projectar-se contra o defesa e "morrer" dentro da área. Quando este tipo de lances forem punidos com vermelho directo terminarão os mergulhos.

O Vilão:

- A Liga, depois da barracada B-SAD vs. Benfica, impede a realização do Vizela vs. B-SAD reagendando o jogo para o fim-de-semana da passagem de ano (2 de Janeiro) às 20h30 sem se dar ao incómodo de consultar os anfitriões e os visitantes.

Não embandeirar em arco: as potencialidades do Benfica

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É sempre bom ganhar o dérbi da Segunda Circular, melhor ainda quando na Luz. E no jogo de ontem ainda foi mais saboroso: após longos meses de desvalorização do plantel do Sporting - por ser "mais curto" (ou "menos profundo", como agora também se diz) - relativamente ao dos rivais; após a repetição - na própria semana passada a seguir à escandaleira do Jamor - da "narrativa" benfiquista de que o título de 21 foi perdido devido ao Covid, apesar dos cento e tal milhões que o clube havia gasto e de ter um treinador que prometera "jogar três vezes mais" do que o técnico anterior (actualmente bem comandando o Wolverhampton no mais difícil campeonato do mundo) fizera; e, num plano mais técnico, após a polémica do último defeso - em que tantos de nós também entrámos - com a opção de deixar sair o excelente mas caro João Mário dada a consciência de que havia no plantel suficientes opções jovens e mais baratas, sublinhando uma política financeira e desportiva virtuosa. Sob estas condições ir à Luz jogar sem Palhinha, dito por todos "insubstituível", e sem Coates, afectado pelo tal Covid da "narrativa" de Rui Costa & Jorge Jesus, e ver jogar Matheus Nunes e Ugarte e toda a defesa, esta sem dois centrais titulares (ainda para mais depois daquele descalabro do Ajax sem Coates), mostra bem a justeza do rumo na constituição do plantel. E a excelência do trabalho da equipa técnica, venha ou não a conquistar títulos neste 21/22.

E em relação a esta jornada há um outro ponto interno ao Sporting que quero realçar. Pois é uma vitória sempre saborosa, e mais significante pelo contexto que descrevo, para além de fazer recuar o velho rival (que já teve 4 pontos de vantagem sobre os actuais comandantes ex aequo e vai agora 4 pontos atrás, o que lhe fará mossa). E porque foi indiscutível, sem "casos", e mostrando uma superioridade que não foi apenas do dia, "conjuntural" - nos dérbis tantas vezes a equipa que está pior vem ao de cima para ganhar. Mas sim uma vitória que denota uma superioridade "estrutural", a vigência actual de um melhor rumo do que o do velho rival. E neste contexto, "sem espinhas", da vitória na Luz - e é esse o factor interno que muito quero realçar -, não se vê o presidente Varandas assomar, em bicos dos pés, em declarações públicas, mais ou menos abrasivas, a querer "mostrar-se para a fotografia". Forma virtuosa de presidir, em particular nas boas horas, deixar o palco para artistas e seus maestros e mestres. Tal como também não se vêem outros membros da direcção. Nem o director do futebol Hugo Viana. Nem "bocas" abrasivas de directores de comunicação do clube, tais como é habitual (e foi-o no clube) naqueles que confundem essa função necessária às grandes empresas com o exercício do trauliterismo mais rústico. Em suma, no rescaldo do jogo de ontem nota-se que não é só no futebol sénior que a atitude é a correcta, mas a sua superestrutura directiva está a marchar e pensar bem.

Mas com tudo isto de positivo é preciso não embandeirar em arco e manter a humildade atenta. Pois apesar da derrota o Benfica mostrou que tem grandes potencialidades para cruzar esta época com sucesso. Já o havia demonstrado, em particular em alguns jogos na Liga dos Campeões. Mas ontem ainda mais, afirmou-se como um clube preparado para enfrentar este futebol do Covidoceno, com as suas características especiais. Será, apesar da derrota, talvez mesmo o clube com mais potencialidades para tal, com maiores energias para soluções originais e criativas: pois estou crente que estas "máscaras brancas" mostradas a Jorge Jesus são uma solução inovadora a nível mundial, e para sempre simbolizarão esta era covidocénica no desporto-rei, no maior espectáculo mundial. E temos que estar atentos, um clube que tem no seu seio estas energias inovadoras, estas soluções criativas, poderá sempre surpreender-nos. E talvez isso demonstre que até possa encontrar outras formas de criatividade.

Ontem precisaram de ajuda

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Quanto ontem (yesterday) à tarde, vi, no suplemento do Público, os Beatles de cachecol do Benfica e a gritarem por socorro (help) percebi que algo de grandioso aconteceria à noite.

E aconteceu.

Três golos fantásticos, o meu preferido foi o de Matheus Nunes.

Noventa e tal minutos de jogo, Sporting três, Benfica zero. Jesus, incrédulo, olhava as máscaras e os lenços que lhe acenavam das bancadas, gestos para dentro do campo para ver se, ainda, conseguia tirar leite da vaca morta e conseguiu. Um pingo de Pizzi que ainda azedou mais o treinador das "nuances".

Santos, anda cá ver isto, n° nove

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O Bom:

- Sporting, mais um jogo sem sofrer golos, mais um triunfo. Soma e segue.

- Vizela, um jogo bem conseguido, contudo, seria travado pelo apitador de serviço. Foi-nos dito que o jogo teria 90'+7' de compensação, nesse período ficou 0-0.

- André Franco do Estoril, um autêntico nove e meio, faz a equipa jogar e marca golos, já vai com cinco tiros certeiros.

O Mau:

- Jorge Jesus. Na conferência de imprensa, após o jogo com o Vitória Sport Clube, dirige-se a uma jornalista, nestes termos:

"A si dou-lhe duas"

É uma frase revoltante em quaisquer circunstâncias, ainda para mais, dirigida a uma profissional no exercício da sua profissão.

A violência verbal terá menor importância que a violência física?

Ficámos indignados com a agressão a um repórter de imagem por parte de elementos ligados ao FC Porto, já a agressão verbal de Jesus, até agora, está impune, não existe um sindicato de jornalistas? Não existem associações de defesa do género feminino?

Aguardemos.

O Vilão:

- Fábio Veríssimo e o resto do gang, foi muito mau o que assistimos em Tondela, mais um espectáculo de mergulho premiado, mais uma expulsão perdoada a Pepe, enfim, muitos casos para ser só incompetência.

Nota final: O episódio de Jorge Jesus não ocorreu na nona jornada, contudo é tão grave que teria de ser referido.

Santos, anda cá ver isto, n° seis

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O Bom:

- O único clube a vencer fora, Sporting.

- A jarra, os dois protagonistas, pela negativa, da jornada cinco, responsáveis pelo "antiverdadedesportiva" dos Açores, Artur Soares Dias (VAR) e Rui Costa (apitadeiro).

- Fábio Vieira do FC Porto, três assistências para golo.

- Murilo Souza e Giorgi Aburjania, dois suplentes do Gil Vicente, o primeiro faz a assistência, o segundo (entrou aos 86') faz o clube de Barcelos pontuar no jogo com o B-eiria

O Mau:

- Ivo Rodrigues, penalty falhado no Famalicão vs. Marítimo. Jogo de sentido único, aconteceu tudo, ao clube da cidade onde se situa o Centro Português do Surrealismo, incluindo a surrealidade de desperdiçar o castigo máximo.

- Petit, um jogo inteiro a pensar "petit" e no final tentar pensar "grand". Aos 95', depois de estar empatado, tira uma pedra preciosa, Safira, para colocar no jogo, Pedro Nuno. Santos da casa não fazem milagres.

- Hugo Miguel (alguns comentadores assíduos, chamam-lhe Hugo Macron) nos quatro últimos jogos que apitou do Benfica, zero derrotas dos lampiões dez golos marcados e, apenas, um sofrido, a oferta de Weigl no último jogo. Hugo Adidas?

- Vasco Santos, o VAR que não VARificou o penalty, do tamanho da Igreja da Luz, cometido por Otamendi sobre Makouta (não verificou mas viu, todos vimos, todos vimos que ele viu). Mais dois para a jarra?

O Vilão:

- Hélder Ferreira do Paços de Ferreira, uma cacetada, à Diogo Gonçalves, fez com que fosse expulso aos 28' de jogo.

Santos, anda cá ver isto, n° cinco

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O Bom: 

- As arbitragens que nunca nos desiludem, no capítulo anterior escrevi: "Nas arbitragens, uns jogos são da caça (o Santa Clara) outros jogos são do caçador. Coincidência, é o Benfica que vai tentar caçar nos Açores, na quinta jornada". O caçador, caçou, à custa da verdade desportiva.

Não viram a falta para vermelho do guarda-redes do Benfica nem viram mais uma agressão de Diogo Gonçalves.

Ficou 0-5, ficou, só que antes do primeiro golo deveria ter sido marcado um penalty a favor do Santa Clara e deveriam ter sido expulsos dois jogadores do Benfica. A vencer por 1-0 e a jogar contra nove, o Santa Clara perderia por 5?

- A análise imparcial do jornal O Jogo, logo na primeira página afirma: "Amorim teve o melhor futebol do clássico", mais adiante na página 4, diz o óbvio: "Na sequência do canto, Pepe socou no rosto Coates. Seria penalty e cartão vermelho que passaram impunes". Um jornal engajado que diz preto no branco que os gajos do Porto não mereciam empatar.

- Leonardo Ruiz e o Estoril, um jogador que gostaria de ter visto jogar pela equipa principal do Sporting, um clube que neste momento ocupa o segundo lugar (podia ser primeiro não fossem as missas vermelhas).

- Bracali, guarda-redes do Boavista, precioso a impedir que o resultado se avolumasse, recompensado já nos descontos.

Ntep, Musa e Bracali eis a receita axadrexada para a conquista de um ponto.

- O golo de Díaz, há quem prefira atirar pedras à defesa, eu permito-me aplaudir um excelente golo

O Mau:

- As arbitragens que nunca nos desiludem, no capítulo anterior escrevi: "Nas arbitragens, uns jogos são da caça (o Santa Clara) outros jogos são do caçador. Coincidência, é o Benfica que vai tentar caçar nos Açores, na quinta jornada". O caçador, caçou, à custa da verdade desportiva.

Não viram a falta para vermelho do guarda-redes do Benfica nem viram mais uma agressão de Diogo Gonçalves.

Ficou 0-5, ficou, só que antes do primeiro golo deveria ter sido marcado um penalty a favor do Santa Clara e deveriam ter sido expulsos dois jogadores do Benfica. A vencer por 1-0 e a jogar contra nove, o Santa Clara perderia por 5?

- A arbitragem do Sporting vs. Porto quando O Jogo, logo na primeira página afirma: "Amorim teve o melhor futebol do clássico", mais adiante na página 4, diz o óbvio: "Na sequência do canto, Pepe socou no rosto Coates. Seria penalty e cartão vermelho que passaram impunes". Quando um jornal engajado que diz preto no branco que os gajos do Porto não mereciam empatar, o que mais podemos dizer?

- As mãos de Taremi, ora empurram, ora marcam golos, num caso a falta foi assinalado no outro, não.

O Vilão:

- Diogo Gonçalves a jogar feio, à Diogo Gonçalves, pontapeia um adversário no peito dentro da sua área defensiva mas o árbitro não viu na altura, nem VARificou depois, tudo tranquilo. 

Para quando ficar a fazer companhia a Taarabt (punido com dois jogos e 23 dias de suspensão)?

Depois da zaiducada a pepezada

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Todos nos lembramos o que aconteceu o ano passado, Zaidu sobre Pedro Gonçalves.

Ontem saiu a fava a Coates, foi esmurrado por Pepe (aguarda-se sumaríssimo). Nenhum dos quatro árbitros no campo, nem os dois VAR viram a agressão ou se calhar viram.

Tal como eu tinha previsto no jogo Santa Clara vs. Benfica os árbitros, também, viram pouco.

Não viram a falta para vermelho do guarda-redes do Benfica nem viram mais uma agressão de Diogo Gonçalves.

Ficou 0-5, ficou, só que antes do primeiro golo deveria ter sido marcado um penalty a favor do Santa Clara e deveriam ter sido expulsos dois jogadores do Benfica. A vencer por 1-0 e a jogar contra nove, o Santa Clara perderia por 5?

Santos, anda cá ver isto, n° três

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O Bom:

- Sporting, três jogos, três vitórias, nove pontos, 7-1 () em golos marcados/sofridos.

- Estoril, dois jogos fora, duas vitórias, 5-1 em golos marcados/sofridos.

- Vitória Sport Clube, maior goleada até agora, quatro golos sem resposta do Vizela.

- Portimonense, triunfo em Tondela trimarcando e não sofrendo.

-  O desempenho dos Netos. Do nosso Neto e do neto do nosso ex-jogador António Sousa. Afonso Sousa, grande exibição no meio-campo do B-eiria.

O Mau:

- Os clubes que só perderam Famalicão e B-eiria.

- As queixinhas de Serginho e as birras de Francisquinho.

O Vilão:

- Afonso Taira, o Diogo Gonçalves da terceira jornada.

(a imagem é uma homenagem a Fernando Santos e a Otávio)

Submissão e afirmação, 74

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Há diferenças.

O clube do regime, o clube da exclusão, o clube da submissão.

O Sporting Clube de Portugal, sinónimo de integração, onde todos são bem acolhidos, onde há pessoas.

No Sporting não há estrangeiros, não há portugueses, há seres humanos com um leão rampante no peito.

Ontem, minuto 74, o treinador acredita que com os portugueses não vai lá, com os portugueses não descobrimos o caminho para os milhões, toca a tirar os dois únicos portugueses que tinham entrado no início do jogo, João e Rafael, 'bora lá para dentro o brasileiro Cebolinha e o francês Maité.

O Benfica de ontem, lembra-me uma quadra de Sérgio Godinho:

"Esbanjaste muita vida nas apostas

E agora trazes o desgosto às costas

Não se pode estar direito

Quando se tem a espinha torta".

Dum lado, um clube que está direito, que é primeiro no campeonato, que no último jogo entrou em campo com nove portugueses mas com um capitão de equipa uruguaio.

Do outro, um clube de espinha torta, que entra em campo com dois portugueses, no minuto 74, tira-os do jogo, falta pouco, os portugueses não servem para sacrifícios, que chore o Cebolinha, que corra o "franciu".

Para Jesus, João Mário e Rafa não prestam, não confiou neles no jogo mais importante da época.

Fernando Santos e tu?

Dos nove titulares do Sporting e dos dois substituídos do Benfica, quantos vais convocar?

"Aí Portugal, Portugal,

De que é que tu estás à espera?

Santos, anda cá ver isto, n° dois

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O Bom:

- Sporting,  no primeiro lugar  campeonato. Equipa mais concretizadora já depois de ter jogado no estádio do adiado grande.

- Gil Vicente, dois jogos, duas vitórias, quatro golos marcados, zero sofridos. Vítor Oliveira sorrirá com este desempenho.

- Pedro Gonçalves, dois jogos, três golos, uma média, quase, à Peyroteo.

- A revolta dos paineleiros. Finalmente ouviram-se gritos contra a centímetrização do futebol.

O Mau:

- Os clubes que só perderam; o Famalicão, o Arouca e o B-eiria.

O Vilão:

No plural.

As arbitragens e os VAR nos jogos dos três grandes. Ao Benfica e ao Porto, beijos na boca, abraços e colinho, ao Sporting golpes de capoeira (mais um jogo 11 vs. 10 contra as galinhas minhotas).

- Raul Silva, o Diogo Gonçalves da segunda jornada (cf. com comentário de Francisco Gonçalves)

Vitorino, Magalhães, Godinho

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Vitorino, para além do cantor, aluno de belas-artes, desenhador/ilustrador de banda desenhada, sportinguista e apreciador do tinto de Redondo, faz-me lembrar do "grande" Vitorino Antunes, campeão nacional de futebol com o leão rampante no peito.

Magalhães (Pedro Ayres) para além de um dos músicos mais talentosos que tive o gosto de conhecer e de ver actuar, uma delas em Alvalade, depois da banda ter descido de helicóptero, lembra-me a liderança serena de Luís Magalhães, campeão de basquetebol com o leão rampante no peito.

Godinho, enfim, Godinho lembra-me o jogo da época passada em Famalicão, lembra-me um árbitro ao serviço da estrutura da antiga sociedade futebolística portuguesa.

Ontem em Braga, mais uma godinhice.

Santos, anda cá ver isto, n° um

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O Bom:

- A entrada a vencer por três golos de diferença, sem ver as redes das suas balizas balançar. Por ordem alfabética, os três clubes que o conseguiram, Gil Vicente, Sporting e Tondela.

- Rúben Amorim e Pedro Gonçalves. Três troféus em oito meses. Embora um deles seja o melhor marcador da época passada e continue com veia goleadora não calçou na selecção de amigos de Fernando Santos, talvez por falta de nível (ou é o Amorim que não tem nível?).

- O regresso dos espectadores aos estádios.

- João Mário do Futebol Clube do Porto, para mim, foi o melhor jogador desta jornada, excelente exibição a atacar e a defender.

O Mau

- Jorge Jesus pela forma como se comporta, pelo mau exemplo que é, desta vez só faltou enfiar o indicador direito na narina do director, coitado do Brás & Braz.

- Os "adeptos desorganizados" do Sporting (Luís Lisboa já escreveu e bem sobre o assunto). O clube está a ser penalizado, multado, pelo comportamento inadequado do José, do João ou da Maria, a atitude é individual, o castigo deve ser para o indivíduo e não para o clube.

- A entrada em falso do Vitória Sport Clube de Pepa, do Boavista e do Santa Clara

O Vilão:

- Diogo Gonçalves, pela forma como não tenta jogar a bola. Pela agressão, cobarde, à traição, por trás. Deveria ser penalizado pelo acto que praticou segundo a jurisprudência Paulinho Santos; só voltaria aos campos quando Abdu Conté recuperar da agressão bárbara de que foi vítima e puder fazer o que mais gosta, jogar futebol.

Santos, anda cá ver isto, n° zero

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Cada jornada da Liga, vista sob uma análise fina, o bom, o mau e o "feio" (o feio por dentro, "cattivo" em italiano).

Aberto à participação de todas as pessoas, na caixa de comentários, com um postal publicado à quinta-feira, arrumando a jornada anterior e lançando a próxima.

O Bom: o Sporting, o Tondela, o João Mário do Porto e o Paços de Ferreira.

O Mau: o Vitória Sport Club, as simulações de Luís Diaz, o Santa Clara.

O "feio": Diogo Gonçalves.

É este tipo de análise que se pretende, podem haver outras.

Da discussão, nasce a sabedoria, vão escrevendo, na próxima quinta-feira tentarei fazer um resumo desta primeira jornada, tendo em consideração todas as opiniões.

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