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És a nossa Fé!

Bons indícios

 

«Desde Marcel Keizer (2018/2019) que os leões não ganhavam três jogos consecutivos fora de casa nesta prova [campeonato] e desde Jorge Jesus (2017/2018) que não o conseguiam no arranque.»

A Bola, hoje

 

«Sporting venceu nas três primeiras deslocações [no campeonato nacional de futebol]. Só tinha acontecido quatro vezes no século XXI: com Paulo Bento, em 2006; com Leonardo Jardim, em 2013; e com Jorge Jesus, em 2015 e 2017.»

Record, hoje

 

O que importa hoje

Mais logo, com uma semana de atraso em relação aos rivais provocada por imposições sanitárias em contexto de crise pandémica, a equipa principal do Sporting inicia a prestação no campeonato de futebol 2020/2021. 

É isso que me interessa hoje. Como sempre fiz e sempre faço, em dias de jogo, nada mais me concentra a atenção senão isto: o apoio inequívoco à equipa. Uma espécie de lema que sigo sem quebras há quase nove anos.

Quem beneficia com isto?

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Na véspera do início da Liga 2020/2021, surgiu a decisão da Direcção-Geral da Saúde: o Sporting-Gil Vicente, previsto para amanhã, terá de ser adiado. Devido à proliferação de infecções com Covid-19 no emblema de Barcelos, onde já existem 19 casos diagnosticados.

A DGS é a entidade soberana para o efeito, algo que ninguém discute. Neste caso, alicerçada num parecer da Administração Regional da Saúde do Norte, por sua vez baseado na indicação expressa da Autoridade de Saúde do Agrupamento Barcelos/Esposende.

 

Mas é precisamente aqui que começam a suscitar-se dúvidas. Mais que legítimas.

Problema? O carácter aleatório destas decisões, que passam a ser confiadas a delegações locais e regionais da autoridade sanitária sem definição prévia dos critérios objectivos para este efeito, traçados a nível nacional.

A partir de que grau de contágio fica o jogo protelado sine die? Um, dois, quatro, seis, dez infecções? Ninguém esclarece. E houve imenso tempo para traçar directrizes claras, concisas e compreensíveis.

Se uma equipa tiver quatro ou cinco jogadores comprovadamente com Covid-19 e outra não tiver nenhum, esta equipa é penalizada, vendo o jogo adiado, comprometendo toda a sua programação desportiva? E para quando, sabendo que o calendário futebolístico 2020/2021 é mais apertado que nunca? Convém não esquecer que esta época começa cerca de cinco semanas depois do prazo habitual e terminará mais cedo do que é costume.

 

Há uma semana, o jogo Feirense-Chaves, da Liga 2, foi adiado, mesmo em cima do apito inicial, só porque dois jogadores da equipa visitante haviam sido diagnosticados com Covid-19 e estavam já de quarentena, não tendo cumprido a deslocação a Santa Maria da Feira. Esta decisão foi assumida com base no relatório de um clínico, pertencente ao Agrupamento dos Centros de Saúde do Alto Tâmega e Barroso.

Faz algum sentido? Claro que não.

 

A nova data para o Sporting-Gil Vicente tornou-se uma incógnita. O que é grave, desde logo, pelo precedente que inaugura. E pelo cenário caótico que propicia.

A partir de agora a Liga - organizadora da principal competição de futebol - fica dependente de pareceres avulsos das delegações locais ou regionais da DGS. Nisto, ao menos, a directora-geral da Saúde foi clara: «A decisão será sempre da autoridade de saúde local.» 

Mas quem é essa autoridade? Um só médico, como aconteceu no abortado Feirense-Chaves?

 

O campeonato começa hoje num enquadramento sanitário errático e flutuante, antevendo-se decisões eventualmente tomadas à la carte, ao sabor dos caprichos de um delegado de saúde que até pode ter manifestas inclinações clubísticas.

Quem poderá beneficiar com isto?

 

Eis um caso que convém acompanhar com a máxima atenção: é o que faremos no És a Nossa Fé. Pela minha parte, fica a promessa.

Tudo é incerto

O Sporting-Gil Vicente - nosso jogo inaugural da Liga 2020/2021, agendado para o próximo sábado - deverá ser adiado. Por evidente motivo de força maior: dez jogadores do clube de Barcelos estão infectados com Covid-19 e provavelmente seis elementos do plantel leonino também terão acusado positivo no teste feito ao novo coronavírus.

Borja, Nuno Santos e Rodrigo Fernandes incluem-se entre os já confirmados no momento em que escrevo estas linhas. 

 

As infecções agora detectadas forçaram ontem o cancelamento do Troféu Cinco Violinos, que este ano contaria com a participação do Nápoles. Recorde-se que Vietto já havia sido infectado com Covid-19, há cerca de um mês, durante o período de férias que gozou em Espanha. 

Isto não augura nada de bom neste regresso à principal competição do futebol português - na sequência do que já sucedeu no escalão secundário, com dois jogos entretanto adiados para data que ninguém consegue antecipar.

O calendário pode tornar-se caótico em função de sucessivos adiamentos. Em alternativa, corre-se o risco de acumulação de derrotas por falta de comparência de determinadas equipas, impossibilitadas de reunir os jogadores necessários. Pelo menos dois clubes europeus - o Slovan Bratislava, da Eslováquia, e o Prishtina, do Kosovo - já foram afastados das competições europeias por este último motivo.

 

Tudo é incerto. Num momento como este, qualquer previsão torna-se mais frágil que nunca.

 

ADENDA: Mais quatro casos confirmados, a somar aos três identificados ontem: também Gonçalo Inácio, Max, Pedro Gonçalves e Renan têm Covid-19.

oito é metade de 16.

Braga, Boavista, Famalicão, Rio Ave e provavelmente Guimarães. Porto, Benfica e Sporting.
Parecendo que não, conto oito equipas que entram na Liga com vantagem em ter futebol positivo, competitivo porque contam com bons jogadores. Seja para vender os jogadores, seja para ganhar taças, são equipas que entram em campo para vencer sempre (ou quase sempre).
Sinceramente não me lembro de uma coisa assim.
Creio que isto beneficia o Sporting de Amorim.

Mais uma oportunidade perdida

Um clube sem grandes hábitos de vitória, como é infelizmente o Sporting no futebol nas últimas décadas, não pode deixar de aproveitar as falhas dos seus rivais e os momentos em que estão menos bem.
Neste século, esta época foi a terceira em que isto aconteceu, depois das de 2001 e 2005. Esses foram os campeonatos mais mal perdidos pelo Sporting de que eu me lembro. Em ambos ficámos incrivelmente em terceiro, com os nossos principais rivais enfraquecidos. Com um pouco mais de paciência, estabilidade e bom planeamento, foram dois títulos que não deveriam ter fugido ao Sporting. E o mesmo se pode dizer nesta época. O FC Porto foi um justo campeão, mas foi o campeão mais fraco dos últimos anos. A campanha europeia não engana. Poucos discordarão que aquela equipa de 2018 que Bruno de Carvalho tanto destratou levando os jogadores a rescindir teria sido tranquilamente campeã este ano. Mesmo se, naturalmente, entretanto alguns jogadores tivessem saído, desde que se tivesse mantido a equipa técnica e o núcleo duro. Convém os sportinguistas terem isto presente. Agora a realidade não foi essa, e não podemos fingir que nada sucedeu. Os acontecimentos do verão de 2018 fragilizaram muito a equipa e o clube. Talvez fosse irrealista exigir um Sporting tão competitivo como aquele de 2018. Mesmo assim, estes foram o Benfica e o FC Porto mais fracos (simultaneamente) da década. Seria exigível que o Sporting estivesse, pelo menos, ao nível destes clubes. Ter tido um Sporting tão longe daqueles dois clubes este ano é inaceitável e só revela incompetência.

Uma época desastrosa

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O Sporting Clube de Portugal terminou esta época em 4.º lugar do Campeonato, atrás dum clube regional dirigido por um “trolha” mal educado, sem ganhar nenhum troféu, perdendo quase todos os desafios com os 3 primeiros, e o que se pode dizer de mais suave sobre esta época é que foi desastrosa.

Não foi a primeira e não vai ser a última do Sporting. E muitas vezes elas aconteceram depois de épocas de sucesso e de vitórias. Por exemplo, em 73/74 ganhámos Campeonato e Taça, e ficámos por muito pouco fora da final da Liga Europa de então, para logo João Rocha dar cabo daquilo tudo, despedir o grande Mário Lino e ficarmos em 3º lugar com vários treinadores pelo meio sem nada ganhar. Em 81/82 voltámos à dobradinha, para depois o mesmo presidente dar outra vez cabo daquilo tudo, despedir o grande Malcolm Allison, deixar ir Eurico e Inácio, e voltarmos ao 3º lugar. Em 01/02 voltámos à dobradinha com Dias da Cunha para acabar de novo em 3º lugar na época seguinte: dessa vez não foi preciso despedir o treinador, alguém se encarregou de destruir o Jardel. Terceiro lugar esse em que teríamos terminado esta época se o jovem e promissor Matheus Nunes se tivesse alinhado pelo Neto em vez de ter deixado a bota onde deixou, ou se o Uribe não tivesse torcido o joelho quando marcou o golo lá no Porto.

Mas se a última época não nos trouxe outra dobradinha pelo menos trouxe duas taças ganhas ao Porto, aquele mesmo clube que limpou o campeonato deste ano.

Então parece realmente que estamos num clube sem cultura de sucesso, que não sabe agradecer as vitórias e as conquistas quando acontecem, e encontrar nelas motivos para se superar e ir à procura de mais.

Acabámos a época passada a festejar no Jamor, a pôr de joelhos o Porto e reduzir o seu treinador a um imbecil mal-educado. O que fizemos a seguir? Desprezámos o treinador holandês que nos tinha levado lá, andámos a encontrar forma de vender tudo o que mexesse. a começar pela estrela da companhia, e com isso a desestabilizar um balneário que tinha mostrado união e competência. Mesmo com algumas boas ideias e boas intenções pelo meio, nomeadamente ter levado um grupo de jovens talentosos para estágio.

A factura começou na Supertaça, com uma derrota humilhante, e continuou no final do período de transferências, quando um desestabilizado Coates conseguiu cometer três penáltis. O treinador ganhador foi sumariamente despedido para vir o pobre treinador dos sub-23 fazer o seu triste número de losango, e depois vir outro pobre artista sonhador e dado ao improviso, sem unhas para o instrumento. Entretanto lá saiu a estrela da companhia, para logo fazer a diferença num dos grandes clubes do mundo. 

Finalmente o instinto de sobrevivência falou mais forte e veio enfim um treinador a sério, que logo fez a diferença em todos os aspectos - técnico/tácticos, evolução de jogadores, lançamento de jovens - mas que não chegou para limpar toda a porcaria que até então tinha sido feita. Com a ironia de ser a única razão para que o clube de Braga acabasse com os mesmos pontos e nos tivesse retirado o terceiro posto.

Chegados aqui, espera-se que a dupla Varandas-Viana consiga aprender com os erros cometidos e dar a volta ao texto. Falo numa dupla, porque ainda ninguém conseguiu perceber onde começa e acaba o protagonismo dum e doutro nas coisas boas e más que têm acontecido. E é isso mesmo que choca e preocupa. Ninguém é responsável, ninguém dá a cara. Amorim sai da Luz como eu saí de ver o jogo, completamente f...,  Beto nem vê-lo, Viana em parte incerta, Varandas por algum lado. Ficou Coates a dizer o que tinha de ser dito.

E ouvimos e lemos dum Feddal, dum Adan, dum Porro. Bom podemos dizer que serão três Netos, "carregadores de piano", importantes num plantel. Mas então onde estão os novos pianistas? Os novos Mathieus, Coates, Acuñas, Brunos Fernandes, Nanis e Bas Dosts? Estavam lá quando entraram, não estavam? Dois ainda estão, espero que não se lembrem de os despachar.

Apesar disso, a solução não está em destituir quem lá está para entrar outro palerma (ou o que lhe quisermos chamar) qualquer. Também não está com certeza na venda da SAD a algum investidor russo ou chinês, ou no regresso do alucinado ex-presidente para tentar fazer o que nunca conseguiu.

O problema está em encontrar os meios e as condições para recuperarmos o lugar que é nosso, um dos três grandes clubes de Portugal, lutarmos pelo título e voltarmos à Champions.

Soluções, precisam-se.

SL

Maioridade

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Materializou-se ontem aquilo que virtualmente já o era, o Sporting Clube de Portugal está há dezoito anos sem ser campeão.

Dezoito anos onde, por vários motivos, fomos deixando escapar o título. Aliás, foram mais os anos em que o título nos deixou escapar a nós do que o contrário. Provavelmente, nestes dezoito anos, poderíamos ter sido campeões quatro vezes. O que, sendo muito melhor que a triste realidade, não seria nada de especial para a nossa grandeza.

Dezoito anos onde vimos mais adeptos nossos serem assassinados às mãos de rivais do que títulos. Dezoito anos onde vimos o Bruno Cortez ser campeão e o Bruno Fernandes não passar de um terceiro lugar.

E nem se pode dizer "ah mas esteve perto". Não estivemos nunca perto de ser campeões porque o Sporting nunca percebeu como se jogava este jogo. Fomos enfiando cada vez mais o barrete do Calimero em vez de arregaçar as mangas e ir à luta. Aliás, as alianças estratégicas foram precisamente o nosso papel no jogo: estar de joelhos, a servir de degrau para a escalada de quem foi vencendo.

Como percepciono uma culpa tão grande como a minha azia, a travessia no deserto tem os seguintes rostos:

  • Frederico Varandas (2 épocas)
  • Artur Torres Pereira (1 época)
  • Bruno de Carvalho (6 épocas)
  • Luís Godinho Lopes (3 épocas)
  • José Eduardo Bettencourt (2 épocas)
  • Filipe Soares Franco (4 épocas)
  • António Dias da Cunha (3 épocas [desde o último título])

 

Até ontem, no final do jogo, o clube e os adeptos, em vez de ficarem com uma fome danada, frustrados e a querer mais e melhor, foram-se meter a celebrar as vitórias da sua cabeça. Uns celebraram só perder por dois no Dragão, outros celebraram a oficialização da época com mais derrotas na hossa História, outros chegaram mesmo a celebrar o título do Porto porque "pelo menos não foi o Benfica". E assim vamos nós.

Ontem também foi o dia em que os sócios do Sporting viram que o seu número reduziu. Temos, neste momento, cerca de 107k sócios. Um número que nos devia fazer corar de vergonha por dois motivos. O primeiro por termos andado a fazer de conta que éramos mais, o segundo por em três milhões de adeptos não se encontrar mais gente capaz de dedicar ao Clube pouco mais que um maço de tabaco por mês.

Ontem toda esta tragédia atingiu a maioridade. Dezoito anos. Dezoito anos de um caixa de óculos, virgem, fechado numa cave, a ser um troll na internet.

Sai à rua, Sporting! Sai com querer, sai com garra, sai com fome!

Tranquilidade

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Adoro estas manhãs a seguir aos jogos do Sporting, quando ganhamos.

 

Cinco desafios superados sob o comando do actual treinador - 13 pontos conquistados em 15 possíveis. Somos a equipa com melhor desempenho pontual desde o recomeço da competição, apesar de termos perdido vários jogadores cruciais desde o início da segunda volta - desde logo Bruno Fernandes, mas também Acuña e Vietto (entretanto lesionados) e Mathieu (que acaba de abandonar prematuramente a profissão, também devido a lesão).

Temos, em simultâneo, a nossa equipa mais jovem desta Liga: ontem o mais velho em campo era o capitão Coates, com 29 anos. Média de idades no onze titular: 22,8.

"Apostar na formação" deixou de ser um slogan vazio e tornou-se realidade.

 

É sempre assim: o Sporting ganha e poucos aparecem.

Quanto mais vai ganhando, mais tranquilas são estas águas. 

 

Se tivéssemos empatado, já rondavam vozes agoirentas por aí. 

Se tivéssemos perdido - por um golo que fosse, até marcado com a mão - e nestas caixas de comentários logo desaguava um caudal de "verdadeiros adeptos" (reais ou virtuais) a ferver de indignação, urrando aos quatro ventos, exigindo decapitações "para ontem". Do presidente, do treinador, dos jogadores, se calhar até do roupeiro.

Tudo aos gritinhos.

 

Prefiro assim. Manhã calma, sem vuvuzelas anónimas na posta restante cá do blogue. E mais três pontos amealhados.

Mar chão e ventos de feição. Bom para singrar. 

Amanhã à noite em Guimarães

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A última vez que fiz um post assim foi há quase três meses, em 7/3/2020. O Sporting acabou por ganhar por 2-0 contra o Desp. Aves no primeiro jogo de Rúben Amorim à frente da equipa.

Foi um jogo estranho, muito marcado pelo ferrolho legitimamente montado pelo adversário devido à desvantagem numérica com que se confrontou bem cedo na partida, mas também por uma nova forma de jogar a que os jogadores se tentaram adaptar da melhor forma, nem sempre conseguindo, com a equipa disposta num 3-4-3 que exige grande disciplina táctica e inteligência de jogo dos executantes. 

Um modelo de jogo nas antípodas daquele outro com que derrotámos o Guimarães na 1ª volta por 3-1, numa partida que podia ter acabado por 4-4 ou algo assim, marcada pela anarquia táctica, desorganização defensiva e transições perdidas porque uns ficavam estáticos a ver o que o outro ia fazer sem lhe oferecer linhas de passe.

Passados três meses, com um confinamento e uma readaptação competitiva pelo meio, vamos com certeza ver uma equipa mais de acordo com as ideias de Rúben Amorim. Não são ainda conhecidos os convocados, mas prevê-se que, na ausência de Renan, LP29 e Wendel, sejam mais ou menos os seguintes:

 

Guarda-redes: Maximiano e Diogo Sousa.

Defesas Centrais: Coates, Mathieu, Neto e Ilori (ou Quaresma ?)

Alas: Rosier, Ristovski, Acuña e Borja

Médios Centro: Battaglia, Francisco Geraldes, Doumbia e Eduardo (ou Matheus Nunes ?).

Avançados: Camacho, Jovane ,Luciano Vietto, Gonzalo Plata, Pedro Mendes, Jovane Cabral e Sporar.

 

Sendo assim, prevejo que Amorim apresente um onze muito próximo daquele de há três meses, com Battaglia a assumir-se como o patrão da equipa no miolo. A grande incógnita será quem vai substituir Wendel, ou seja, quem vai estar próximo de Battaglia para "esticar o jogo" pelo centro do terreno. Eduardo, Doumbia, Geraldes ou Matheus Nunes? Gostava de ver este último. 

A guarda-redes, Max. Pena o que aconteceu com Renan, o Sporting deve-lhe duas taças.

Na defesa, não havendo lesões, dúvidas também não há, estamos bem servidos.

Na frente Vietto aparentemente tem lugar cativo e pode ser que jogando próximo de Acuña se consiga montar na esquerda uma dupla bem mecanizada, potencialmente o ponto mais forte desta equipa.

Do outro lado Plata, um jogador versátil com imenso potencial, difícil de marcar, tem mesmo de jogar. Mais atrás Rosier ou Ristovski? Eu penso que ainda não vimos o verdadeiro Rosier. 

No centro, inevitavelmente Sporar. Alternativa: Pedro Mendes?

Fica então aqui o meu onze,

Max; Neto, Coates e Mathieu; Rosier, Battaglia, Matheus Nunes e Acuña; Plata, Sporar e Vietto.

Mas isto sou eu aqui a pensar.

 

Concluindo,

Amanhã à noite, em Guimarães, o Sporting vai entrar em campo para vencer e assim manter-se na corrida com o Braga pelo 3.º lugar. Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze? 

SL

Tem tudo para correr mal

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A Direcção-Geral de Saúde acaba de estabelecer um extenso rol de proibições como condição para o reinício das competições profissionais do primeiro escalão desta malograda época 2019/2020, ainda com cerca de 30% dos jogos por disputar. Este protocolo sanitário ameaça tornar inviável o recomeço do calendário desportivo, que já devia ter sido dado como concluído - à semelhança do que aconteceu em França, Holanda e Bélgica. 

Desde logo, o documento atira para cima dos clubes e dos próprios atletas toda a responsabilidade por um eventual surto de infecções que possa ocorrer no futebol português. O ponto 1 do documento negociado entre o Governo e os responsáveis federativos aponta-lhes de antemão o dedo acusador: qualquer malogro que ocorra no campo sanitário ser-lhes-á imputado. Daqui, o poder político lava literalmente as mãos, imitando um gesto que ficou célebre há dois mil anos.

Este extenso manual de procedimento, ontem divulgado em simultâneo pela Federação e pela Liga Portugal, impõe severas condições aos jogadores, incluindo o prolongamento do regime de reclusão domiciliária até ao fim das competições, a realização de contínuos testes de despistagem ao novo coronavírus e o estrito cumprimento das normas de distância sanitária em quase todas as etapas de treino.

Na prática, só deixarão de usar máscara durante os jogos. E viverão largas semanas numa espécie de prolongamento da quarentena antes imposta ao conjunto da população mesmo já não estando o País sob estado de emergência, sendo muito duvidoso o fundamento legal destas normas, aliás extensivas aos membros das equipas de arbitragem.

Alguns profissionais do FC Porto - incluindo o capitão Danilo - acabam de tornar público que rejeitam tais medidas, tornando ainda mais impraticável a imensa trapalhada em que o poder político e as autoridades federativas se envolveram para "devolver o futebol ao povo" e satisfazer os anseios financeiros de operadores televisivos e alguns emblemas desportivos.

Isto numa altura em que pelo menos oito jogadores estão comprovadamente infectados: três do V. Guimarães, três do Famalicão, um do Moreirense e um do Benfica. Sendo o futebol um desporto de intenso e constante contacto físico, aliás prolongado nos balneários, este prelúdio faz recear o pior quando faltam menos de três semanas para o anunciado recomeço do campeonato - que, caso ocorra, será sempre uma prova diferente da que se disputou até 8 de Março, embora mantenha o nome. 

Ou seja, tem tudo para correr mal. E se a Lei de Murphy prevalecer, vai correr mesmo.

E agora como vai ser?

Três jogadores do Vitória de Guimarães infectados com Covid-19. A três semanas do recomeço daquilo a que alguns ainda ousam apelidar de "campeonato". Num modelo que fere elementares regras de equidade da competição, dando a umas equipas a garantia antecipada de jogarem em casa enquanto outras sabem de antemão que só farão jogos fora.

Há quatro dias, a propósito desta pandemia que abala o mundo, interrogava-me aqui: «Na Alemanha surgiram agora dez jogadores infectados com o coronavírus. O que vai suceder se o mesmo acontecer cá?»

Não tardaremos a saber a resposta.

Eis-me a concordar com um benfiquista

INSENSATA, INJUSTA, ASSIMÉTRICA, POPULISTA

«Esta agora considerada e chamada retoma da época futebolística é insensata, injusta, assimétrica e populista. Insensata, porque vai decorrer com tais restrições que é tudo menos o futebol que sempre existiu: treinos multicondicionados, jogos à porta fechada, restrição de campos seleccionados, riscos de aglomeração fora dos estádios, etc. Clamorosamente injusta, porque a falsa rentrée favorece uns poucos em detrimento de todos os outros. (...) Assimétrica, não em função das questões desportivas, mas do todo poderoso dinheiro, com tomada de decisões diferentes para situações desportivas idênticas. Populista, porque é a cedência à excepção por medida, fortemente impulsionada pela simpatia política de dar "coisas boas" ao povo (...).»

 

CASOS SIMILARES, DECISÕES DIFERENTES

«É incompreensível que os desportos colectivos tenham sido dados como concluídos e o futebol não. Bem sei que parte deles - hóquei, andebol, basquetebol, futsal, voleibol - se realizam em recintos fechados, mas nestes casos também seriam à porta fechada. Alguns, por exemplo, como o voleibol até nem têm contacto físico. E há ainda o râguebi ao ar livre, também suspenso, não se compreendendo como é que para casos similares se decide tão diferentemente.»

 

PROFISSIONAIS DE PRIMEIRA E DE SEGUNDA

«Mas a assimetria não é só com outros desportos associativos. É, igualmente, dentro do omnipresente futebol. A FPF decidiu - e bem - dar por terminadas todas as provas, ou seja, o chamado Campeonato de Portugal (3.º escalão), todos os escalões não seniores e o futebol feminino. Agora a Liga resolve dar por concluído o campeonato da 2.ª divisão (desculpem-me, mas nunca sei dizer as novas designações). Mas porquê? Percebo que haja menos condições logísticas para prevenir contaminações, mas, pelos vistos, a decisão foi tomada de chofre, sem se dar uma cabal e completa justificação. Reconhece-se assim que há profissionais de primeira e de segunda, clubes grandes, pequenos e miseráveis.»

 

BATOTA ANTI-REGULAMENTAR

«Tenho lido que se estão a avaliar os campos elegíveis para este torneio, sendo que uma das hipóteses é apenas a de considerar os estádios do Europeu 2004 (dos oito, quatro - Coimbra, Aveiro, Leiria e Algarve - não têm clubes na 1.ª Divisão...) Ora se assim for, estamos perante uma distorção da prova e das regras regulamentares do campeonato. Uma batota apriorística e anti-regulamentar. Ou seja, o conceito de jogar em casa ou jogar fora estará posto em causa, pelo que não há ligação com as 24 jornadas já realizadas. Assim se desvirtuará a verdade desportiva regulamentar. (...) Que grande confusão e contorcionismo para se concluir um agora nado-morto.»

 

Excertos de um artigo de opinião de António Bagão Félix ontem publicado no jornal A Bola. Os subtítulos são da minha responsabilidade.

À porta fechada é a negação do jogo

Texto de João Gil

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O futebol à porta fechada nem como castigo devia ser legítimo nem legitimado. É a negação do jogo, do desportivismo e do negócio. Absolutamente contra, seja em que circunstância for, portanto.

O campeonato tem dois terços já jogados. Não choca declarar o campeão com base nas classificações à data da interrupção das provas. A alternativa seria a anulação das competições e isso parece pior.

Nenhuma é boa, é apenas uma questão de encontrar a menos injusta.

Vamos ter mais 15 dias de quarentena forçada, o que atira qualquer retoma de parte das actividades económicas para fim de Maio. Quer dizer que em Junho se verá onde anda o futebol no meio dos essenciais.

Os clubes se calhar serão obrigados a aceitar o que parece já difícil de contrariar (o fim prematuro da prova), preparar a próxima época e não hesitarem em ajustar-se rapidamente à realidade. Bom exemplo do aperto, como sempre, é o nosso SCP.

O Sporting, acaba de saber-se, não pagou a primeira tranche da indemnização devida ao Braga pela contratação do treinador. A pandemia é a desculpa. É mau sinal e certamente vai ter desenvolvimentos que vão diminuir a posição do Sporting na relação com o Braga.

O dinheiro (ou a falta dele) é que vai decidir como termina o campeonato.

 

Texto do nosso leitor João Gil, publicado originalmente aqui.

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