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És a nossa Fé!

Nove jornadas, quatro líderes

É quase uma quimera, mas os sonhos não deixam de ser perseguidos mesmo quando parecem impossíveis. É precisamente quando parecem ser impossíveis que mais os perseguimos com tenacidade e convicção.

Que sonho, neste caso? O da reconquista do título que nos foge desde 2002. A verdade é que, decorrido um quarto do campeonato 2019/2020, a prova já teve quatro comandantes. Indiciando assim que pode ser uma das mais competitivas de sempre. E, como anota o Pedro Oliveira aqui um pouco mais abaixo, ainda nos falta jogar com duas das cinco equipas que nos vão acompanhando nos seis primeiros postos: Benfica e FC Porto. Após termos defrontado com sucesso duas das outras (Braga e V.Guimarães, ambas em Alvalade) e tropeçado na terceira (Famalicão, também em casa).

Vendo hoje a classificação, ninguém diria: o nosso Sporting já esteve no topo da tabela. Foi precisamente à terceira jornada que subimos ao primeiro lugar, ainda com Marcel Keizer no comando da equipa técnica. Após empatarmos com o Marítimo fora (1-1, o mesmo resultado obtido pelo FCP ontem à noite), vencermos o Braga em casa (2-1) e derrotarmos o Portimonense fora (3-1).

A partir daí, o sonho virou pesadelo. Poderá, nesta dialéctica que só o futebol permite, o pesadelo por sua vez dar lugar novamente ao sonho?

Quem quiser, faça o favor de pronunciar-se.

 

Recordo, jornada a jornada, as equipas que foram liderando este instável e tão imprevisível campeonato:

Jornada 1 - Benfica

Jornada 2 - Benfica

Jornada 3 - Sporting

Jornada 4 - Famalicão

Jornada 5 - Famalicão

Jornada 6 - Famalicão

Jornada 7 - Famalicão

Jornada 8 - FC Porto

Jornada 9 - Benfica

2019/2020: os marcadores dos nossos golos

ORK7U02N.jpg

 

Bruno Fernandes 7 (Braga, Rio Ave, Boavista, PSV, Rio Ave, Aves, Lask Linz)

Luiz Phellype 3 (Portimonense, Rio Ave, Lask Linz)

Raphinha 2 (Portimonense, Portimonense)

Coates 1 (Marítimo)

Wendel 1 (Braga)

Vietto 1 (Famalicão)

Pedro Mendes 1 (PSV)

 

Nem de propósito: há, finalmente, acordo entre a administração da SAD e Bruno Fernandes para a renovação do contrato do nosso capitão.

À sétima jornada, o Sporting segue em sexto lugar (atrás do Tondela, que já disputou a oitava ronda).

Já vamos assim

Pior arranque da temporada desde a tenebrosa época 2012/2013, em que tínhamos apenas 6 pontos à quinta jornada (1V+3E+1D).

Agora temos 8 (2V+2E+1D).

Menos três do que na época 2013/2014, com Leonardo Jardim (3V+2E+0D).

Menos um do que na época 2014/2015, com Marco Silva (2V+3E+0D).

Com Jorge Jesus ao leme da equipa, à quinta jornada, levávamos 13 pontos (4V+1E+0D) na temporada 2015/2016, 12 pontos (4V+0E+1D) na temporada 2016/2017 e 15 pontos (5V+0E+0D) na temporada 2017/2018.

Também íamos melhor, nesta mesma fase, com José Peseiro faz agora um ano: 10 pontos (3V+1E+1ED).

 

Nada que surpreenda, em função da calamitosa preparação deste ano futebolístico.

O caminho faz-se caminhando. Infelizmente, por vezes caminha-se para trás.

Comparar

 

Há três anos, à quarta jornada, íamos isolados no primeiro posto, com 12 pontos: oito golos marcados e só um sofrido.

 

Há dois anos, estávamos novamente em primeiro - com 12 pontos, os mesmos do FC Porto: dez golos marcados e apenas um sofrido.

 

Há um ano, seguíamos de novo em primeiro - com 10 pontos, os mesmos do Benfica e do Braga, correspondendo a três vitórias e um empate: sete golos marcados e três sofridos.

 

Agora ocupamos o sexto posto da tabela classificativa. Somamos sete pontos - a três do Famalicão, que lidera. Levamos oito golos marcados e seis sofridos.

 

A jornada mais linda

O Sporting perde em casa com 3 penalties, um deles absolutamente fantasmagórico. Segundo critério tão severo e minucioso do árbitro Filipe levou uma empurrãozito na área que passou em claro.

Contra o Porto o Guimarães vê um jogador expulso no 1.º minuto de jogo. Aos 78', a perder só 1-0, vai outro vimaranense para a rua. O Porto acabou por ganhar 4-0.

Contra o Braga o benfica desbloqueia o placard com um penalti aos 25'. Marca outro golo aos 47' e depois o Braga conclui o resultado com mais dois auto-golos.

Isto já já está tudo atado e posto ao fumeiro.

O poder do futebol

Um clube a atravessar zona de turbulência, entre o aperto financeiro e as heranças complicadas de resolver, umas bem e algumas muito mal resolvidas, uma comunicação medíocre e incompetente, viúvas e ressabiados a apelar à insubordinação, as claques desmamadas a chorar baba e ranho, principalmente a responsável pelo assalto terrorista a Alcochete e que tem o cadastrado lider na prisão, o "bloco de esquerda" (baixa) das redes sociais a martelar nas teses metafísicas do bananismo croquetismo, excursões de javardeiros combinadas para incendiar Alvalade, assaltar a SAD e fazer ao Varandas o que fizeram ao Bas Dost e...

E... O Sporting passou em Portimão onde tropeçou no ano passado, passou para o 1º lugar da Liga. Com o "Viannetto" do carrossel do Mendilhão o melhor em campo. E na próxima jornada tem o jogo mais fácil dos 3 grandes, sendo que eles jogam com Guimarães e Braga, e assim, ganhando (e não vai ser fácil) não só continuamos em 1.º como forçosamente alargamos a vantagem com os mais sérios concorrentes. 

E... que tranquilidade, que sossego... que pode e de certeza não vai durar muito, mas enquanto o pau vai e vem folgam as costas.

É o poder do futebol e o futebol é a mola real do Sporting Clube de Portugal.

Se gostaram da prosa, oiçam também :  The Power of love (Huey Lewis and the News).

SL

O pior início desde 2014

Vimos do Funchal com um empate: 1-1. O pior começo de campeonato do Sporting desde a época 2014/2015, quando sob o comando de Marco Silva empatámos pela mesma marca com a Académica em Coimbra.

Em Agosto de 2015, na jornada inaugural, vencemos fora de casa o Tondela por 2-1.

No arranque da época 2016/2017, derrotámos o Marítimo em Alvalade por 2-0.

Em Agosto de 2017, na abertura do campeonato, fomos a Vila das Aves bater a equipa local também por 2-0.

Há um ano, no início da Liga 2018/2019, o resultado foi igualmente muito favorável para as nossas cores: Moreirense, 1 - Sporting, 3.

As coisas são o que são.

Dez temporadas depois

Nas últimas dez temporadas - sob as presidências de José Eduardo Bettencourt, Godinho Lopes, Bruno de Carvalho e agora com Frederico Varandas - o Sporting ficou sempre atrás do Benfica no campeonato português de futebol.

A última vez que ficámos à frente do velho rival foi na Liga 2008/09, quando o presidente leonino era Filipe Soares Franco.

Há que mudar isto: acredito que será nesta época prestes a começar.

Um dos dias mais importantes da época

Percebo mal a pouca ou nenhuma importância que se dá ao calendário da Liga.

O sorteio – que será a 5 de julho – é uma das mais importantes ocorrências da época desportiva dos chamados três grandes e pode ser decisivo no equilíbrio entre os três ou, em campo oposto – no afastamento imediato de um ou mesmo de dois dos competidores.
Por exemplo, começar por ir ao Rio Ave, receber o Braga, ir a Guimarães, receber o Benfica, ir a Portimão e ir à Antas pode acontecer, com jornadas da Liga Europa algures que podem ser deslocações à casa do Diabo. No nosso caso este cenário de hipótese só é ajudado por termos relativamente poucos selecionáveis a esta altura.
Algumas das mais importantes decisões da época na construção do plantel de um clube como o nosso – um contender da Liga, mas não um winner habitual – passam por superar o primeiro obstáculo que é o “início” da época. Admira-me que imprensa, crítica e adeptos não tenham mais atenção a isto. Acredito que os clubes e as estruturas tenham.

Benfiquistas

O VAR serve para isto, para uma turba que se auto-designa benfiquista fazer o culto da ladroagem. Que fique explícito, não há nessa turba ninguém relapso a esse culto - todos gostam deste tipo de vitórias. Não têm o monopólio dessa adoração. Mas têm-na.

Vejo isto porque estava a ver o meu FB e um amigo partilhou o queixume sobre esta malandragem - eu já não vejo os jogos portugueses (comecei logo por perder o 8-1 ao Belenenses). E francamente não percebo como as pessoas ainda são espectadoras deste lixo. Não vejo os jogos. E procuro - ainda que seja uma via difícil - não consumir produtos que anunciem no futebol português. Quixotismo, talvez. Por outras palavras, pqp.

Missão cumprida na Choupana

Não foi um grande jogo de futebol, não se assistiu a uma grande exibição do Sporting, não houve um grande resultado, mas foi uma vitória "sem espinhas", tão esmagadora que foi a superioridade da nossa equipa, traduzida em posse de bola, numa dúzia de oportunidades de golo não concretizadas por azelhice, azar ou boas defesas do guarda-redes adversário, sem uma sequer oportunidade de golo do adversário. Tarde mais que tranquila para Salin.

O duplo trinco Gudelj-Doumbia (fórmula para o Jamor?)  funcionou em pleno, dominou por completo o meio campo e proporcionou uma tarde tranquila da defesa. Gudelj o melhor em campo.

Os atacantes fartaram-se de falhar golos mais ou menos fáceis, mas para falhar tiveram pelo menos de estar lá e fazer por isso. Diaby entre aquilo que falhou, e aquilo que acertou mas alguém bloqueou, é responsável por 4 ou 5.

Não há comparação possível para já entre Bas Dost (um dos melhores pontas de lança de sempre do Sporting) e Luiz Phellype (o meu LP9). Mas também não entre o LP9 e o Castaignos, Barcos, André Balada e outros flops ($$$) que por aqui têm passado. Hoje mais uma vez esteve muito bem, peitudo, lutador e marcador de golos. Bela descoberta no mercado de Inverno.

Keizer esteve muito bem nas substituições, acautelando cansaços e cartões, e Jefferson a ala (a defesa é um susto) entrou para dar conforto a Acuña e centrar bolas para golo.

Sobre M. Luís e F. Geraldes, sou ferozmente a favor de quota para a formação no plantel, mas não no 11, e tem de justificar nos treinos e nos jogos que são melhores do que os titulares. Eles e os outros são para entrarem quando e como se justificar. Se calhar Jovane perdeu hoje uma oportunidade para demonstrar que é melhor que Diaby ou Raphinha, e eu até acredito que sim.

Resumindo e concluindo, tendo estado em Tondela, Chaves, Feira e Setúbal, tudo equipas do nível do Nacional, esta foi de longe a exibição mais segura e a vitória mais fácil e categórica.

Missão cumprida na Choupana, 3º lugar mantido, venha o Guimarães.

SL

Risco desnecessário

Chaves.jpg_large

 

Arriscar jogar com jogadores que apresentem problemas físicos, será inaceitável, imperdoável, altamente lesivo dos superiores interesses do clube, que deverá preparar-se para se apresentar na próxima quarta-feira diante do eterno rival, na máxima força possível. Caso Marcel Keizer não o perceba, alguém que lhe faça um desenho. Na hipótese de eliminação da taça de Portugal, principalmente se vier a existir displicência do treinador na preparação do jogo mais importante que temos agendado até final da época, poderemos vir a agendar outro mais importante, mas dependerá do resultado deste, não será uma vitória em Chaves, mesmo que viesse acompanhada de goleada e nota artística, que me impediriam de pedir a cabeça do treinador a partir de quinta-feira. 

Estou a pensar que em Chaves deveríamos evitar utilizar Bruno Fernandes, Mathieu e Acuña, eventualmente qualquer outro que possa não estar em pleno. Convém ter presente que o derby pode vir a ter prolongamento e até ser decidido nas grandes penalidades, sendo necessária uma gestão do esforço dos jogadores.

Comparar

 

Em 2013/14, à 25.ª jornada, seguíamos na segunda posição, com 57 pontos. A 7 do Benfica e com mais 8 do que o FC Porto. Com 47 golos marcados e 17 sofridos. Treinador: Leonardo Jardim.

 

Em 2014/15, à 25.ª jornada, seguíamos na terceira posição, com 53 pontos. A 12 do Benfica e a 8 do FC Porto. Com 46 golos marcados e 22 sofridos. Treinador: Marco Silva.

 

Em 2015/16, à 25.ª jornada, seguíamos na segunda posição, com 59 pontos. A 2 do Benfica e com mais 4 do que o FC Porto. Com 49 golos marcados e 15 sofridos. Treinador: Jorge Jesus.

 

Em 2016/17, à 25.ª jornada, seguíamos na terceira posição, com 51 pontos. A 12 do Benfica e a 11 do FC Porto. Com 47 golos marcados e 26 sofridos. Treinador: Jorge Jesus.

 

Em 2017/18, à 25.ª jornada, seguimos na terceira posição, com 59 pontos. A 8 do Porto e a 3 do Benfica. Com 49 golos marcados e 16 sofridos. Treinador: Jorge Jesus.

 

Em 2018/19, à 25.ª jornada, seguimos na quarta posição, com 52 pontos. A 8 do Benfica, a 8 do Porto e a 3 do Braga. Com 49 golos marcados e 27 sofridos. Treinadores: José Peseiro, Tiago Fernandes e Marcel Keizer.

 

{ Blog fundado em 2012. }

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