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És a nossa Fé!

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Em 2013/14, à 25.ª jornada, seguíamos na segunda posição, com 57 pontos. A 7 do Benfica e com mais 8 do que o FC Porto. Com 47 golos marcados e 17 sofridos. Treinador: Leonardo Jardim.

 

Em 2014/15, à 25.ª jornada, seguíamos na terceira posição, com 53 pontos. A 12 do Benfica e a 8 do FC Porto. Com 46 golos marcados e 22 sofridos. Treinador: Marco Silva.

 

Em 2015/16, à 25.ª jornada, seguíamos na segunda posição, com 59 pontos. A 2 do Benfica e com mais 4 do que o FC Porto. Com 49 golos marcados e 15 sofridos. Treinador: Jorge Jesus.

 

Em 2016/17, à 25.ª jornada, seguíamos na terceira posição, com 51 pontos. A 12 do Benfica e a 11 do FC Porto. Com 47 golos marcados e 26 sofridos. Treinador: Jorge Jesus.

 

Em 2017/18, à 25.ª jornada, seguimos na terceira posição, com 59 pontos. A 8 do Porto e a 3 do Benfica. Com 49 golos marcados e 16 sofridos. Treinador: Jorge Jesus.

 

Em 2018/19, à 25.ª jornada, seguimos na quarta posição, com 52 pontos. A 8 do Benfica, a 8 do Porto e a 3 do Braga. Com 49 golos marcados e 27 sofridos. Treinadores: José Peseiro, Tiago Fernandes e Marcel Keizer.

 

24 pontos atrás

Com esta jornada, em que perdemos mais quatro pontos para os nossos dois históricos competidores, situamo-nos à 23.ª jornada no segundo pior cenário das últimas sete temporadas. Já separados do FC Porto por 11 pontos e do Benfica por dez pontos, e a três pontos do Braga. Vinte e quatro pontos no total.

Pior ainda: temos o Moreirense quase a morder-nos os calcanhares, apenas cinco pontos abaixo de nós.

 

Cito a edição de hoje do jornal O Jogo

«Com o empate de ontem, o Sporting passa a somar 46 pontos. (...) Sublinhe-se que os leões não pontuavam tão pouco à 23.ª jornada desde 2012/2013 (27 pontos), a famigerada época do 7.º lugar. Tanto em 2013/2014 (51), 2014/2015 (47), 2015/2016 (58). 2016/2017 (47) ou 2017/2018 (56), os verdes e brancos fizeram melhor.»

Do 8 ao 80, o coração não aguenta

Ou de besta a bestial em três dias, Mr. Keizer.

Ja nem sei em que acreditar. 

O que sei é que este foi um dos melhores, se não o melhor desempenho da equipa do Sporting e com muito dedo do treinador. Centrais trocados com Ilori no seu lugar, do lado direito. Laterais assimétricos - um ataca, outro apenas defende. Diaby a fazer de segundo ponta de lança nas costas de Bas Dost. Gudelj e Wendel a médios, Bruno a tudo o resto: marcar, assistir, definir, recuperar, o melhor médio do Sporting de todos os tempos (pelo menos dos meus...).

Na quinta-feira aquela miséria...

E agora 3-0 ao Braga sem nenhuma defesa relevante do Renan e zero oportunidades de golo do Benfica do Minho.

Quanto é que vale afinal este Sporting?

Já não sei dizer...

SL

Pontapé para baixo

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Alguns pensarão de maneira diferente, mas eu resolvia o problema desta forma: equipa que perdesse por 10-0 ou uma diferença ainda maior, perante um rival pertencente ao mesmo escalão do futebol português, seria logo despromovida ao escalão imediatamente inferior.

Fala-se tanto na necessidade de promover a verdade desportiva. Aqui fica esta sugestão.

O dia seguinte

Já todos sabemos que a derrota de ontem foi humilhante e que o momento é mau. A conquista da Taça da Liga não apaga semanas de mau futebol nem a sensação de desilusão com Keizer, após a promessa de bom futebol, de ataque e com recurso a jovens formados na Academia. Miguel Luís e Jovane Cabral cada vez se vêem menos e outros, como Thierry Correia, Bruno Paz e Pedro Marques, nunca mais se viram. Elves Baldé e Daniel Bragança serão vistos apenas na próxima época. 

Keizer chegou com um bom plano A, com pressão e com o ataque a ser o foco da equipa. Eu não quis ver que a cada goleada correspondia pelo menos um golo sofrido e não quis acreditar que os golos marcados deixariam de ser suficientes. Keizer tem um bom plano A e ainda não encontrou o B. Petrovic, Gudelj ou Diaby são teimosias do holandês que parece agora trair-se, com cautelas demasiadas. 

A noite de ontem foi dura mas a época está longe de acabar. Não vamos ser campeões e a esta altura o quarto lugar até parece o cenário mais provável. Não o devemos aceitar já e devemos lutar por subir o máximo na tabela mas não dependemos só de nós. Não nos podemos esquecer é que ainda há a Taça de Portugal e a Liga Europa. Vencer a primeira e chegar às meias (mais do que isso, também é bem vindo) da segunda seriam metas para uma época interessante.

Keizer não se pode atrever a apostar nos mesmos na Luz. Acredito que alguns, como Dost, Raphinha, Nani ou Wendel, saibam fazer muito mais (aliás, já o fizeram). Outros há que acredito que não possam dar muito mais. Para o lugar destes, é quase obrigatório apostar-se no que há. E o que há são jovens de qualidade. Thierry e Abdu não fariam melhor nas alas defensivas? Ilori já cá está, que jogue. Bruno Paz ou Doumbia seriam melhores trincos do que o atual e, para ajudar Bruno Fernandes a não se sentir sozinho no meio-campo, gostaria de ver Miguel Luís a jogar mais. No ataque, Jovane precisa de mais minutos e se Pedro Marques não puder ser lançado de início, que vá sendo gradualmente.

O momento é mau, há um contexto que nunca podemos esquecer (onde estávamos há seis meses?), o plantel é mais fraco do que gostaríamos mas há tempo e recursos para fazer muito melhor. Assim Keizer se lembre de um plano B, os jogadores mostrem a sua garra e os jovens sejam lançados. Assim Keizer volte a ser fiel à sua escola de futebol de ataque e de aposta nas camadas jovens. Assim Keizer deixe as cautelas e se abra. Afinal de contas, o 2-4 de ontem teria custado menos se tivéssemos visto uma equipa de jovens portugueses, com garra e a atacar.

Naufrágio no Sado

Mais uma vez desafiei o bom senso e rumei ao Bonfim, para observar a cores e ao vivo um desafio muito disputado, à chuva e num terreno pesado, e com uma daquelas arbitragens manhosas e medíocres que sempre nos aparecem nestas ocasiões.

Acabei por assistir ao jogo com um bilhete comprado por 4€ e 85 cêntimos (era o que tinha trocado) a um adepto vitoriano que tinha desistido de ir ao jogo, em pé e à chuva, porque cobertura não havia e as cadeiras estavam encharcadas, no meio dos poucos vitorianos que não levaram a mal que berrasse o golo do Bas Dost. E no final lá fui ao choco frito do Leo, carpir as mágoas.

O Bonfim para o Sporting não costuma ter bom fim. É um facto.

Como diz o nosso presidente, o Sporting tem de olhar para dentro e analisar os erros que está a cometer nestas viagens a terras pequenas, onde clubes a lutar pela descida entram para o campo com a lição bem estudada e com confiança que vão sair com pontos. 

E quais são os principais erros que vejo neste tipo de jogos cometidos pelo Sporting de Keizer, não falando dum ou outro jogador que aqui e ali faz por demonstrar que não tem a categoria mínima para vestir a nossa camisola?

Erro 1 - Não marcar primeiro. O Sporting não pode entrar em campo amolecido, avançando linhas alegremente, deixando os centrais desprotegidos, e levar com um golo no contra-golpe depois de falhar uma ou outra oportunidade. Depois do adversário marcar primeiro, o campo torna-se mais pequeno, a confiança deles exponencia-se, o público da casa empolga-se, o tempo passa, os adversários caem redondos no chão ao mínimo toque, o árbitro ajuda à festa e fica tudo mesmo muito complicado. Tem de entrar controlando a bola e o jogo, não dando hipóteses a qualquer golo contrário. E marcar primeiro.

Erro 2 - Discutir com os árbitros. Parece uma praga que este ano invadiu Alvalade, a começar pelos capitães Nani e B. Fernandes, a que se juntou o mau exemplo de Beto, e com extremos naqueles que vivem intranquilos com a hipótese de transferência no mercado de inverno, Acuña e Ristovski. Não falando no Jefferson. Quantos amarelos e vermelhos já viram esta época os jogadores do Sporting por discutirem com os árbitros? E quanta desfocagem e desconcentração isso causa durante o jogo? E qual é o resultado positivo da discussão? Isto tem de acabar duma vez por todas, a bem ou a mal, o prejudicado é o Sporting.

Erro 3 - Rotatividade. Se há posições que requerem estabilidade, GR, DCs, PL, MC/6, nas restantes o desgaste é tremendo e não podem jogar sempre os mesmos, arrastando-se em campo e tomando más decisões por fadiga também mental. Existe a competitividade interna e o bom ambiente de todos se sentirem úteis. 

E assim ficámos a 5 pontos do Benfica antes do dérbi de Alvalade...

SL

Ponto(s) da situação

Quando José Peseiro foi despedido, entre manifestações de intensa euforia de muitos sportinguistas, incluindo aqui no blogue, seguíamos dois pontos atrás do FC Porto no campeonato e estávamos só um abaixo do Benfica (cumprido já o difícil desafio na Luz). Apesar de termos acabado de perder jogadores nucleares e atravessado um dos Verões mais conturbados de que há memória.

Hoje, após nove jornadas sob o comando de Marcel Keizer, vemos os portistas a dez pontos de distância e temos o Benfica cima pontos acima. Apesar dos reforços entretanto chegados a Alvalade.

As coisas são o que são.

De Peseiro a Keizer

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No tempo de José Peseiro, quando surgiu a enorme contestação dos adeptos, escrevi aqui várias vezes que a responsabilidade principal das más exibições e dos resultados insatisfatórios estava longe de ser exclusiva do treinador.
A culpa foi da atribulada pré-temporada, com as vissitudes que sabemos. E do plantel formado às três pancadas, ao sabor dos palpites do momento, dos humores dos jogadores que haviam rescindido e dos respectivos empresários. E também da perda dos automatismos que haviam sido criados nos três anos anteriores. E ainda da falta de liquidez financeira para contratar profissionais de elevadíssimo nível.

Enfim, Peseiro foi despedido mal os lenços brancos se agitaram nas bancadas.
O despedimento gerou incontidas manifestações de euforia. Até neste blogue.

 

Acontece que, três meses depois, temos o seu sucessor a jogar... à Peseiro.
Não falta sequer o duplo pivô defensivo para ajudar a estacionar o autocarro frente a colossos do futebol como o Moreirense.
Não falta também o novo técnico vangloriar-se, em conferência de imprensa, que a equipa «sabe defender bem».

Pormenor adicional: Keizer orientou até agora a equipa em oito jogos do campeonato. Com o seguinte balanço: cinco vitórias, um empate (com o FC Porto em Alvalade) e duas derrotas (com V Guimarães e Tondela). Precisamente os mesmos números de Peseiro nos oito jogos em que comandou o Sporting na Liga 2018/2019 - também cinco vitórias, um empate (com o Benfica na Luz) e duas derrotas (com Braga e Portimonense).

Ironias do destino...

 

Questiono-me agora quanto tempo demorará até começarem a agitar-se de novo lencinhos brancos em Alvalade.

O problema, nestas coisas, é criar-se um precedente. Se acontece com um, porque não há-de suceder com outro?

Cambada de imbecis

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Temos um plantel cheio de lacunas (um dos mais fracos laterais direitos da nossa última década, um lateral esquerdo adaptado à posição, só um ponta-de-lança digno desse nome, nenhum médio defensivo de raiz no onze titular). Na quinta-feira, em Alvalade, actuámos com dois jogadores vindos de lesão e sem o nosso melhor elemento, ausente por castigo.

Já jogámos esta época em três dos quatro estádios dos adversários mais fortes: falta-nos apenas ir ao Dragão.

Mesmo assim seguimos, isolados, no segundo lugar do campeonato, continuando a depender só de nós. Vencemos nove dos dez jogos disputados sob o comando do novo treinador.

 

Alegria entre os adeptos? Quase nenhuma.

Li o que se foi escrevendo por essa blogosfera leonina e pelos adeptos do Sporting nas redes sociais e fiquei com a sensação de ter visto um jogo diferente do que viram. Refiro-me ao que travámos na quinta-feira frente ao Belenenses SAD, que já venceu o Benfica, encostou o FC Porto às cordas e chegou a Alvalade com nove dos 11 jogadores titulares poupados pelo técnico no desafio anterior, para a Taça da Liga.

Renan? É frangueiro. Coates? Mais lento que William Carvalho (antigo alvo de estimação). Acuña? Tem paragens cerebrais. Gudelj? Só sabe jogar para trás. Miguel Luís? Demasiado inexperiente. Diaby? Nunca devia ter vindo.

Quem ouça ou leia estas carpideiras fica com a sensação de que o Sporting perdeu ou foi até goleado pela turma da SAD pasteleira treinada por Silas. Nada disso: vencemos, amealhámos mais três pontos, somamos 36 em 14 jornadas do campeonato.

 

Típica nota de masoquismo sportinguista: faz parte da nossa identidade, este péssimo costume de dizer mal de tudo quanto é nosso.

Mas o que eu acho mesmo imperdoável é verificar que - uma vez mais - centenas de alegados adeptos leoninos vaiaram neste jogo mais recente esse grande jogador que é o Nani. Filho da casa, formado entre nós, campeão europeu em título. Um dos mais inteligentes e experientes profissionais de futebol a actuar em Portugal.

Assobiam-no em vez de o aplaudirem por terem o privilégio de vê-lo actuar ao vivo - e ainda dizem ser do Sporting. Cambada de imbecis.

Entre o ontem e o amanhã

Foi um daqueles jogos que tinha tudo para correr mal, depois da descompressão das Festas, sem Bruno Fernandes, com um Belenenses bem preparado física e tacticamente e com um Capela apostado em desestabilizar, começando logo por deixar um amarelo por mostrar aos 2 minutos de jogo.

O estado de graça de Keizer acabou. O modelo de jogo é conhecido, os pontos fracos explorados, o onze tem deficit de envergadura física, perde ou faz falta nas divididas, as equipas entram em campo preparadas para manietar o meio-campo e pôr a defesa em dificuldades.

Começámos mais uma vez por entrar muito mal no jogo, e podíamos facilmente estar a perder por 1 ou 2 no final do primeiro quarto de hora. Bobby Robson tinha o princípio que o primeiro remate ao golo e o primeiro canto da partida tinham de ser conquistados a todo o custo. Faz todo o sentido. Dar de avanço não faz sentido nenhum.

Por outro lado, parecia que tínhamos voltado ao tempo do Jesus, muito envolvimento, muita tentativa de entrar na área, e Bas Dost a passar o tempo sem qualquer oportunidade de finalizar. O único que parecia saber que estava lá o ponta de lança era Acuña. Do outro lado, Diaby e Bruno Gaspar conseguiam tornar aquele flanco uma nulidade ofensiva e defensiva. Até finalmente encontrarem uma boa combinação e o golo. Quantas vezes não podia o B. Gaspar ter solicitado de primeira Bas Dost em centros tensos na diagonal a partir de zonas recuadas como Acuña tentou uma ou outra vez fazer ?

Depois o segundo golo, o duplo trinco a voltar e mesmo assim o golo sofrido ao cair do pano.

Coisas boas, além da vitória importantíssima na jornada em que o Benfica escorrega e Rui Vitória viu a luz ao fundo do túnel, o passaporte para os milhões árabes, foram o regresso às opções de Wendel e Raphinha (este na sequência de Guimarães e V. Feira), Renan a continuar a não comprometer e a ausência de lesões.

Outra coisa boa que está a acontecer é a reestruturação do plantel, libertando entulho da era Bruno/Jesus (Viviano, Marcelo, Bruno César, Jotobá) e trazendo gente nova, com potencial de evolução, como os dois emprestados pelos clubes ingleses, o Francisco Geraldes e o Luiz Phellipe. Espero que Acuña fique, mas tenho o pressentimento que estará de saída, em função de acordos que possam ter sido feitos post Alcochete. A verdade é que o rapaz está uma pilha de nervos.

Importante libertar mais alguns (Castaignos, Misic, Lumor) e encontrar dois ou três reforços efectivos para a equipa. O que seria esta equipa com três reforços tipo Telles, Danilo e Marega ?

De qualquer forma, quem diria que depois do "tsunami" brunista e dos prejuízos de milhões, estaríamos neste início de ano em 2º lugar na Liga, à frente de Braga, Benfica e Guimarães, e ainda os indo receber em Alvalade na 2ª volta ?

SL

Ahahahah!

Quer dizer que o Sporting, depois do Bruno, de Alcochete, das rescisões, do Marta Soares, da Judas, do Cintra, do Sinisa e do Peseiro, chega praticamente ao Natal com mais 2 pontos que o Benfica já depois de ter visitado a Luz? Ahahahahah... Hmm... Ahahahahahahahahah!

Três pontos

Mais três pontos somados, apesar de termos jogado sem quatro titulares indiscutíveis - Mathieu, Battaglia, Nani e Bas Dost.

Contabilizamos quatro vitórias, um empate e uma derrota para o campeonato. Cumprindo acrescentar que o empate foi na Luz (como há um ano) e a derrota tangencial foi em Braga (como há um ano). Dois dos três estádios mais difíceis para as nossas cores.

Outra boa notícia: só dependemos de nós. Estamos a dois pontos do primeiro lugar.

Três pontos satisfazem sempre os adeptos leoninos. Todos? Todos, não. São dias negros para certas viuvinhas, que continuam de luto carregado.

 

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Made in Sporting

Para quem ainda tivesse dúvidas, esta semana provou que o Sporting é um clube formador, uma (os meus amigos benfiquistas que pensam ter descoberto a pólvora que me desculpem) Universidade. Clássica, por sinal, tal a discussão de Direito que ocorre nas nossas instalações. Também temos uma Faculdade de Economia, com mestrado em finanças, a funcionar praticamente 24 horas por dia, 365 dias por ano. Até nisso somos um "case study": quem diria que houvesse tantos especialistas entre os sportinguistas, estando Portugal em 111º lugar (entre 144 países), atrás do Chade ou do Burkina Faso, da Mongólia ou do Turquemenistão, num Ranking de Literacia Financeira elaborado pela prestigiada Standard&Poor? Adicionalmente, os sportinguistas vivem na expectativa dos comunicados à CMVM ou à CMTV ou lá o que é. Muito de vez em quando, lembramo-nos de que somos um clube desportivo, com grande vocação eclética e de aposta na Formação. Ontem, numa dessas raras ocasiões em que nos focamos na nossa missão, houve futebol em Alvalade. E mais de 40.000 não se esqueceram...

 

O jogo não foi bom, nem foi mau (afinal, ganhámos), foi antes uma coisa em forma de assim, como diria O`Neill. Assim-assim, mas não assim sim, pelo menos até ao momento em que o jovem Cabral (Jovane) descobriu o caminho marítimo até ao último portinho (da Arrábida) defendido pelo irmão do nosso Tobias ("or not" Tobias, Figueiredo, actualmente o xerife da defesa do Nottingham), Cristiano. Nani completou a ancoragem. Aliás, não deixou de ser irónico que os jogadores mais influentes em campo tenham sido exactamente os dois únicos formados em Alvalade. À atenção de todos os dirigentes e treinadores que têm passado pelo clube na última década, antes da chegada provável do próximo contingente de "ic(s)". 

 

O Sporting começou o jogo com o entediante sistema de duplo-pivot no meio-campo, algo que consiste, na prática, numa improvisada forma de jogarmos com menos um. De facto, com Misic (ou Petrovic) ao seu lado, Battaglia anula-se. Sem ele, solta-se e a equipa volta a jogar com onze. Mas, os nossos problemas não terminam aí. Jefferson, regressado a Alvalade, continua apostado em ligar o complicómetro (será que não dá para pôr uma providência cautelar, a fim de evitar que entre em campo nestas condições?) e Acuña mostra grande apatia (para não dizer azia) e o treinador vislumbra nele qualidades de interior. Se juntarmos a isto a, provavelmente, pior exibição de Bruno Fernandes (pareceu ter um problema no pulso, mas pode ter sido só um tique) de leão ao peito e as visíveis limitações físicas de Bas Dost, então se percebe porque qualquer adversário se assemelha a um gigante Adamastor. Adicione-se a oferta de Salin, no golo sadino, e a tarefa torna-se quase ciclópica, para mais quando do outro lado está um treinador que, desta vez sem precisar de recorrer a cambalhotas, consegue anular o nosso melhor jogador (Bruno Fernandes).

 

A nossa equipa vive de individualidades. Durante a maior parte do jogo, o Sporting não conseguiu produzir mais do que dois/três passes seguidos em progressão(!!!). Valeu o lance de inspiração de Nani que abriu o marcador, a jogada que deu origem ao segundo golo - com especial ênfase na temporização e centro perfeito de Jovane Cabral - e mais dois lances de bola parada que terminaram com a bola a beijar a barra da baliza vitoriana. Há jogadores como Lumor e Raphinha - ambos à espera de uma oportunidade para entrarem na equipa - que poderiam trazer outra velocidade ao nosso jogo, pois em termos de imprevisibilidade só podemos actualmente contar com a destreza técnica de Bruno Fernandes, Nani ou de Jovane. Geraldes já não mora aqui e Wendel ainda estará a aprender mandarim - para quê(?), ninguém sabe, ninguém responde -, razões pelas quais o nosso miolo (do campo) tem pouco "fermento". Salvam-se a qualidade de Coates e de Mathieu e a abnegação e comprometimento de Ristovski com o jogo, para evitar males maiores. Mas, de todas as insuficiências e até equívocos que ontem saltaram à vista, se pudesse alterar algo seria a dupla de pivots. Que bom seria que Peseiro lesse o poeta (Régio) quando diz "não sei por onde vou, não sei para onde vou, sei que não vou por aí!". Enquanto tal não acontece, lá nos vamos safando com a qualidade de Bruno, Dost e da prata da casa. Nani e Jovane. "Made in" Sporting. Dá que pensar, não dá?

 

Tenor "Tudo ao molho...": Luís Nani

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Reload

Nao tenho vontade de falar dos últimos tempos, dos próximos. Leio, ouço, acompanho. Não gosto do que vivemos, não gosto dos ataques e faltas de respeito constantes. Custa-me que se confunda a instituição com comuns mortais, mas vivemos tempos assim. Mantenho-me à margem das discussões, votarei no dia para o efeito em quem entender.  Adiante. 

Começa hoje para nós novo campeonato de futebol (senior, A, masculino, não se vá julgar que é preciso dizer que o Sporting é mais que isso). Já aqui foi reforçada a necessidade (cada um fará como entende claro está) de nos unirmos nesta hora. 

Esperei pelo dia de hoje com alguma ansiedade. Agora abstraio de tudo o resto e sigo a equipa. Quero que sejam capazes, quero que estejam à altura. Se somos o underdog, que sejamos dignos.

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Hoje giro eu - Que a bola comece a rolar

Arranca o campeonato, temporada 2018/19, e com ele a análise aos principais favoritos:

  1. O Porto é uma nação, cujos alicerces estão assentes nas chuteiras dos jogadores de futebol do clube mais representativo da cidade. De pitões de alumínio, que até ao pescoço é canela e a alma portista voltou a ser a cola que une as peças todas. Como tal, parte à frente;
  2. No Benfica, Rui Vitória é o Arquimedes do futebol português. Versão melhorada. A sua máxima é "dêem-me três pontos de apoio (um pode não ser suficiente) e eu levantarei o `caneco`". A ter sempre em atenção, mesmo com o VAR;
  3. O Sporting parte como `underdog`. Poderá vir a melhorar com o decurso da competição, mas precisa ultrapassar o "complexo de vira-lata", como um dia classificou o genial Nelson Rodrigues a actuação do escrete brasileiro nas Copas do Mundo até 1958. Mais do que "ladrar", é preciso começar a "morder";
  4. Debaixo de água, no que toca à luta pelo título, mas ainda assim a respirar por um(a) Palhinha está o outro Sporting. O de Braga. A verdadeira razão pela qual o Sporting desistiu da sua equipa B. Abel, Ricardo Esgaio, Wilson Eduardo e... Palhinha estão aí para o provar.

{ Blog fundado em 2012. }

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