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És a nossa Fé!

O pavor

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Vamos ter a equipa na máxima força no decisivo clássico da tarde de sábado.

Diomande limpou cartões, estará de volta. Morten, com irrepreensível profissionalismo, rumou ao balneário mal soou o apito final do Sporting-Gil Vicente, não fosse algum pupilo do benfiquista César Peixoto envolvê-lo em escaramuças que pudessem custar-lhe um amarelo - e a falta de comparência na Luz. Harder evitou gritar «ié!», o que também o salvaguardou de eventual punição disciplinar, ao contrário do que aconteceu após o recente jogo com o Santa ClaraGyökeres começou a ser cercado por elementos do Gil Vicente com a clara intenção de o provocarem para que fosse admoestado, mas mal chegou a correr tal risco devido à pronta intervenção de elementos da estrutura técnica do Sporting, que o encaminharam de imediato para fora dali. 

Peixoto pode desejar imenso que o amigo Lage seja campeão, como já lhe confidenciou com o País inteiro a perceber, mas a ajuda que tentou dar-lhe anteontem em Alvalade de nada serviu. 

 

Volto ao mesmo: vamos lá na máxima força. Já recuperados Pedro Gonçalves e Morita, e com o nosso Eduardo Quaresma mais moralizado que nunca.

Há pavor do lado de lá. Daí tentarem tudo, começando por estas provocações. Bem os compreendo. É caso para isso.

Lá se foi a mala!

6931d3b3-7f17-4753-8ecc-c4e5f6f68d85.jpgFoto: Miguel Nunes (A Bola)

Diz, na entrevista rápida a seguir ao jogo brilhantemente vencido pelo Sporting, o treinador do Gil Vicente com uma azia visível e indisfarçável, depois de ter estado na frente do marcador durante cerca de uma hora e sem ter qualquer oportunidade de golo:

- O Sporting foi feliz.

É certo que se alguém se pode sentir feliz é ele próprio, que aproveitou uma paragem cerebral de Ste Juste e se viu a ganhar aos 20 minutos sem nada ter feito para isso.

E durante uma hora limitou-se a defender com uma camioneta de jogadores dentro da área, como aliás tinha avisado antes do jogo: "Gyokeres não se pára apenas com um jogador" e vai de meter no mínimo sete ou oito dentro da área, considerando, pelo que o ouvi dizer no final, que fez um grande jogo. Ora um gajo que treina uma equipa e nada faz para ganhar um jogo e diz que o adversário, que, mal ou bem (mais mal que bem, mas esses são outros quinhentos), tudo fez para vencer foi feliz, ou é hipócrita ou não quer ver o óbvio.

Raios, sabia-lhe tão bem o lugar de treinador na equipa B do seu clube, evitava ter de andar com a mala às costas a saltitar de-clube-em-clube. Que azar.

Rescaldo do jogo de anteontem

 

Não gostei

 

Da segunda derrota seguida na Liga. Desta vez foi em Moreira de Cónegos, onde não perdíamos há 21 anos. Contra uma equipa que já tinha imposto um empate (1-1) ao Benfica, ditando o afastamento do treinador Roger Schmidt, e escassas semanas antes havia eliminado o FC Porto da Taça de Portugal. João Pereira voltou a inovar, piorando. Ao inventar Daniel Bragança como interior esquerdo, ao afunilar o jogo pelo centro, ao transformar os alas em extremos com a missão de bombear um desamparado Gyökeres sem espaço para as suas movimentações letais. Acumulação de erros somada à chocante passividade da nossa "equipa técnica" no banco e à total incapacidade de fazer as alterações que se impunham.

 

Da nossa incapacidade de gerir a vantagem. Até marcámos cedo, logo aos 12'. Mas aquele golo de avanço, convertido de penálti, pareceu tolher ainda mais a equipa, onde se sucediam os erros posicionais, o jogo sem bola era nulo, a ansiedade crescia a cada minuto e a desconcentração tomava conta dos jogadores. Durou pouco, a esperança de sairmos de Moreira com três pontos: apenas sete minutos. A partir daí foi sempre a descer: equipa sem largura, sem confiança, sem poder de fogo. Lenta a tomar decisões. Desorganizada. Com momentos caóticos - e outros até caricatos, como aquele que nos custou o segundo golo. E a derrota por 1-2.

 

De Vladan. Voltou a demonstrar que não tem categoria para guarda-redes do Sporting. Mal posicionado entre os postes no primeiro golo, surgido na cobrança de um livre lateral com Dinis Pinto a elevar-se acima da nossa defesa (e de Trincão, que lhe fazia marcação directa) e a rematar vitorioso, de cabeça, apesar de ter apenas 1,78m. O sérvio viu-a passar, tal como viu no segundo, sofrido aos 35' num remate de primeira de Schettine com o nosso guardião lento de reflexos: tentou sem conseguir. 

 

Da prolongada ausência de Israel. Nem no banco de suplentes se sentou. Relegado das convocatórias há duas semanas devido a «síndrome gripal». Estranha gripe, que demora tanto tempo a ser debelada.

 

De Geny. Numa equipa desmotivada e deprimida, irreconhecível para quem há um mês a viu golear o Manchester City, o jovem internacional moçambicano recebe o nada invejável "troféu" de jogador mais desconcentrado em campo. Capaz de transformar um mero lançamento lateral, no nosso meio-campo defensivo, em entrega directa de bola ao adversário, que em dois segundos a meteu lá dentro. Naquele instante, mais que nunca, as campainhas de alarme deviam ter soado no banco leonino. Mas não: a equipa que regressou ao relvado após o intervalo, quando já perdíamos 1-2, foi a mesma que iniciou o jogo. As primeiras substituições, aliás inúteis, só ocorreram aos 65'.

 

De Maxi Araújo. Voltou a sair do banco, desta vez aos 65', e voltou a nada acrescentar. Tarda a impor-se no Sporting, continua a parecer carta fora do baralho. Não defende, não faz movimentos interiores, cruza de olhos no chão. Tem muitos aspectos a rectificar no plano técnico. Precisa de trabalhar com um treinador a sério.

 

Da nossa desorganização defensiva. Um dos maiores trunfos da equipa montada em Alvalade pelo actual treinador do Manchester United foi a robustez defensiva. Em poucos dias, este legado ruiu. Gonçalo Inácio cometeu falta desnecessária de que nasceu o primeiro golo do Moreirense, e até ao fim do jogo percorreu todas as posições defensivas. St. Juste (saiu aos 61') parece ter perdido o seu principal atributo, a velocidade. Diomande (saiu aos 78'), abusando de jogar com os braços no limite do tolerável, pode agradecer ao "critério largo" do árbitro não ter visto duas vezes o amarelo e aos 29' protagonizou uma arrepiante entrega de bola que quase originou golo. Debast (entrou aos 78') viu desaparecer a sua anterior habilidade no passe longo. Aos 87', tentou de tal maneira que acabou por entregar a bola, frouxa e enrolada, ao guarda-redes Kewin.

 

Da nossa inoperância ofensiva. João Pereira deu instruções expressas aos jogadores para despejarem bolas para a área, mesmo sabendo que o Moreirense tem defesa sólida, comandada pelo veterano Marcelo (nosso ex-jogador), e que o craque sueco está longe de ser um virtuoso em matéria de cabeceamentos. Aparentemente não havia plano B a partir do banco pois a nossa equipa manteve este fio de jogo do princípio ao fim. Consequência: João Pereira já perdeu tantos desafios em apenas duas jornadas da Liga como Ruben Amorim nas 34 rondas da época anterior. Há quem não goste de comparações? Lamento, mas são inevitáveis. O futebol é feito delas

 

Das bolas à barra. Excesso de pontaria ou falta de confiança? A verdade é que foram duas: aos 53', por Morten, na sequência de um canto, e aos 81', por Gonçalo, após a cobrança de um livre. 

 

Da terceira derrota consecutiva. Contando com a goleada sofrida frente ao Arsenal para a Liga dos Campeões. Não nos sucedia há mais de cinco anos, desde Setembro de 2019. Quando Leonel Pontes era o técnico interino. 

 

De um ciclo que se fechou. O ciclo de quase um ano sem perdermos fora de casa em desafios da Liga. A derrota anterior fora a 9 de Dezembro de 2023, em Guimarães. Página virada. Para pior.

 

 

Gostei

 

Do golo de Gyökeres. Logo aos 12', castigando falta cometida três minutos antes por Marcelo sobre o craque sueco. Viktor quebrou um jejum de duas partidas sem marcar: na Liga leva 17 apontados, sete dos quais na conversão de penáltis. Melhor leão em campo, não dispôs no entanto de qualquer oportunidade de golo em lance de bola corrida. E joga agora sem a alegria que todos lhe reconhecíamos.

 

Da arbitragem. Desempenho irrepreensível de António Nobre, bem auxiliado em lances capitais do jogo pelo vídeo-árbitro Helder Malheiro. Contraste absoluto com a arbitragem e a vídeo-arbitragem da ronda anterior.

 

Do Moreirense. Tem um bom treinador, César Peixoto. Não quererá vir para Alvalade?

12. A jornada dos flagícios

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Esta foi a jornada em que os poderes ocultos, as toupeiras, os dragões, os devoradores da morte sob o manto da invisibilidade, impediram o Sporting Clube de Portugal de vencer.

É fácil acusar João Pereira mas não é fácil dizer que em Manchester, Rúben Amorim está a destruir o legado de Ruud van Nistelrooy, em quatro jogos o holandês, somou três vitórias e um empate (com o Chelsea) em três jogos, o português, empatou, venceu e perdeu, parece não ter "mãos para o Ferrari".

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Nesta jornada destaco mais uma vitória de Marreco desta vez sobre o Amadora/Sintra e a goleada dos conquistadoras sobre os galos (oxalá façam o mesmo às galinhas).

Mais logo um duelo entre dois ex-colegas, esperemos que seja bem jogado e bem arbitrado.

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{ Blogue fundado em 2012. }

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