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És a nossa Fé!

Nulidade

Alguém sabe dizer-me por que motivo um tal Cancelo alinhou hoje como titular da selecção nacional, fornecendo brindes sucessivos à Holanda, que nos derrotou por 3-0 em Genebra, num jogo de "preparação" para o Mundial, com paupérrima exibição do onze português?

O dito cujo conseguiu destacar-se ao ter responsabilidades directas nos três golos da Holanda e cometer faltas grosseiras que o levaram a ser brindado com dois cartões amarelos - e a consequente expulsão, ficando Portugal a jogar só com dez a partir do minuto 62. E assim sofremos a maior derrota a nível de selecção desde 2014.

Espero desde já que o seleccionador Fernando Santos o deixe sem bilhete de avião para a viagem a Moscovo. Meu caro Cédric: como é óbvio, a posição é tua.

Cédric, Carriço e João Pereira

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Ao fim de 17 anos a representar o Sporting, tendo jogado em todos os escalões, Cédric prepara-se para rumar a Southampton (onde será colega de equipa de José Fonte). Sai por 6,5 milhões de euros - quantia a que se poderá acrescentar 15% de mais-valia para os cofres leoninos na hipótese de uma futura transferência do jogador, que assinou contrato por quatro anos. Esta será a 11ª transferência mais rendosa de sempre na história do nosso clube.

Lamento que Cédric saia, mas a posição de lateral direito é daquelas em que a equipa tem mais alternativas. E sai num momento da sua carreira em que tem legítimas aspirações de singrar no mais competitivo futebol da Europa.

Só podemos desejar-lhe toda a sorte do mundo. E aplaudir a direcção leonina pelo montante da transferência: daqui a meses, prestes a finalizar o contrato, o jogador formado em Alcochete e que com Fernando Santos tem sido suplente na selecção nacional sairia a custo zero.

Nada a ver com o caso de João Pereira, vendido pela anterior equipa directiva ao Valência por 3,6 milhões de euros em Maio de 2012 - a dez dias do início do Campeonato da Europa em que foi titular como lateral direito e daria nas vistas ao serviço da selecção portuguesa, que atingiu as meias-finais da competição. Um dos mais desastrosos negócios de que há memória em Alvalade nos últimos anos.

Nada a ver com o caso de Daniel Carriço, central da nossa formação que saiu do Sporting por míseros 750 mil euros rumo ao modesto Reading, em Dezembro de 2012, quando dois antes o Spartak chegara a oferecer 6 milhões de euros por ele - e hoje, como capitão do Sevilha, tem no seu currículo a conquista de duas Ligas Europa consecutivas.

Que diferença...

Balanço (2)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre CÉDRIC:

 

- Filipe Arede Nunes: «Quero aqui destacar o Cédric. Correu que se fartou e foi sempre capaz de combinar bem com Nani, Mané ou Carrillo. Quando aumentar a taxa de sucesso dos seus cruzamentos será um dos melhores laterais da Europa.» (6 de Novembro)

- Eu: «Bateu-se como um leão. De fôlego inesgotável, disputou e ganhou várias bolas, sem se atemorizar ao ver pela frente Schürrle, campeão do mundo e recente reforço do Wolfsburgo (por cerca de 32 milhões de euros).» (26 de Fevereiro)

- Edmundo Gonçalves: «Sem invenções de Fernando Santos, é o titular da selecção nacional, nada inferior a Maxi e muito menos caceteiro, talvez um pouco inferior a Danilo, mas não perderá para o brasileiro a defender.» (7 de Abril)

Esforço, Dedicação e Devoção

Ontem cumpriu-se o desígnio do nosso clube: esforço, dedicação, devoção e glória. Foi assim que a equipa de futebol encarou o jogo. No futebol é preciso correr, saltar e rematar mais do que o adversário. Muito diferente do que se havia verificado no jogo de Guimarães.

O Sporting voltou ontem a demonstrar que é a segunda melhor equipa do seu grupo na Liga dos Campeões. O jogo contra o Maribor é para ganhar. Depois é ir a Inglaterra e esperar o melhor possível. Eu acredito.

Embora Nani tenha feito ontem um grande jogo quero aqui destacar o Cédric. Correu que se fartou e foi sempre capaz de combinar bem com Nani, Mané ou Carrillo. Quando aumentar a taxa de sucesso dos seus cruzamentos será um dos melhores laterais da Europa.

Um desejo para o próximo sábado

Suspeito que Marcos Rojo estará noutras paragens até ao final da semana. Acredito pouco no regresso do extremo que poderia recuperar a sua grandeza num palco mais favorável do que Old Trafford. Assim sendo, o que mais desejo para o jogo de sábado, além dos três pontos e de outros tantos golos, é que, verificando-se o impedimento de Cedric, Ricardo Esgaio tenha a oportunidade e a inspiração para fazer calar certos e determinados opinion makers quanto aos limites do plantel do Sporting.

Balanço (2)

 

 

O que dissemos aqui, durante a temporada, sobre CÉDRIC:

 

- Duarte Fonseca: «Será hoje que o inefável Paulo Bento, num momento de clarividência, coloca Cédric Soares a jogar? Ou manterá a aposta num jogador que nem titular é no seu clube, apenas com a justificação (já começa a ser demasiado óbvio) de que não é do Sporting?» (15 de Outubro)

- Alexandre Poço: «Não tenho dúvidas em afirmar que a manter-se a qualidade de jogo e a atitude em campo, este será o ano de afirmação de Cédric no Sporting, confirmando assim as boas credenciais naquele ano em que ajudou a tirar uma Taça de Portugal ao nosso clube.» (19 de Novembro)

- Eu: «Cresce de jogo para jogo, ganhando maturidade táctica e competitiva.» (8 de Dezembro)

- Edmundo Gonçalves: «Cédric não perdeu o duelo com um grande jogador que é Quaresma.» (16 de Março)

O passe da despedida?

Estava eu a levar com um consócio ao meu lado, a quem hoje saiu na rifa o Cédric (que não perdeu o duelo com um grande jogador que é Quaresma) e a pensar com os meus botões que o André Martins estava já a mais no jogo, quando William Carvalho tirou do bolso um passe teleguiado para o mesmo André Martins, que correu uma dúzia de metros e fez uma assistência milimétrica para Slimani fazer o golo que nos daria uma vitória que matou um borrego já "carneiro". O André Martins fez-me "meter a viola no saco", mas o parceiro do lado lá continuou a sua cruzada anti-Cédric.

Mas o que quero dizer, é que, ou estou muito enganado, ou este passe inventado por Carvalho "sentenciou" a sua saída do Sporting.

É que o rapaz até "mete nojo" a jogar à bola!

Os nossos jogadores (11): Cédric Soares

 

Há cerca de um ano escrevia isto sobre Cédric Soares, um jogador então periclitante (tal como a maioria da equipa nessa altura) e que não justificava a opção pelo seu regresso a Alvalade após a época em Coimbra no ano de 2011/2012:

Outro ponto que me agradou foi o facto de Vercauteren ter dado conta das insuficiências do nosso lateral-direito, Cédric. Apesar de acreditar que pode vir a ser um bom lateral no futuro, Cédric tem estado uns furos abaixo daquilo que se esperava. Este não é o "Cédric da Académica" ou pelo menos, não tem sido. Talvez a pressão de jogar num grande e o mau momento da equipa estejam a pesar demasiado sobre os ombros do nosso jovem jogador. Retirá-lo nesta fase da equipa titular pode ser bom para que não comece a acumular erros fatais atrás de erros. E ao que parece, o treinador já deu conta disso, pelo menos é a leitura que faço da inclusão de Eric Dier, defesa direito da equipa B, na convocatória para o jogo contra o Braga.

A minha desconfiança na escolha de Cédric para o corredor direito não era nova, já no início da época transacta - a 18 de Agosto de 2012 - afirmava estar de pé atrás com as opções para o lugar que o jogador iria ocupar:

Por outro lado, e após ter tido como lateral-direito, João Pereira, confesso que ainda não estou completamente convencido com as soluções para este lado da defesa. Não que não veja valor em Pereirinha e sobretudo em Cédric (para mim, a primeira opção), mas ainda estou de pé atrás e receoso do que possa acontecer. 

O malfadado ano acabou e um renascido Cédric parece ter despontado às ordens de Leonardo Jardim. Defende com tino, ataca com intensidade, colabora bem com qualquer extremo que lhe calha na rifa - Wilson Eduardo, Capel ou Carrillo - e tem uma garra (aquele tributo que só o olhar de adepto consegue analisar e avaliar em condições) diferente, tendo largado uma certa atitude displicente que o caracterizava e que inúmeras vezes me irritou. Esta evolução tem sido premiada com a presença regular no onze (pese a concorrência apertada do paraguaio Piris) e o lugar na selecção está cada vez mais ao seu alcance. Atrás de João Pereira e Bosingwa, o ainda jovem leão de 22 anos é a escolha natural, só relegado para o banco ou para fora da convocatória quando a quotização dos clubes impera nas escolhas do seleccionador. Este ano já foi decisivo num jogo em que embora com o Sporting sempre por cima a mostrar a sua natural superioridade face a um adversário menor, a bola parecia não querer entrar na baliza do Braga. De fora da área, a uns 35 metros da baliza, apontou um belo golo que a escassos minutos do fim valeu 3 preciosos pontos para o Sporting. 

 

Não tenho dúvidas em afirmar que a manter-se a qualidade de jogo e a atitude em campo, este será o ano de afirmação de Cédric no Sporting, confirmando assim as boas credenciais naquele ano em que ajudou a tirar uma Taça de Portugal ao nosso clube. Quanto à Selecção, se não chegar para o Mundial do Brasil (é habitual levar apenas 2 laterais de cada lado), Cédric será sem dúvida o defesa-direito de Portugal no Euro 2016. Que assim seja para que na próxima vez que tiver de recorrer ao arquivo para ver o que já escrevi sobre ele, possa encontrar (e então confirmar!) este texto, deixando os outros nas calendas, menorizados por terem ocorrido no annus horribilis. 

Catorze centímetros

"Cédric e André Almeida. O segundo foi titular (...) o pequeno leão (...) deu luta nos treinos"

 

Assim se referia Pascoal Sousa em A Bola de ontem (p. 5) ao duelo travado entre o vice campeão mundial, duas vezes campeão de juniores A, uma vez de juniores C e vencedor duma Taça de Portugal e duma Super Taça; Cédric Soares e um André qualquer coisa.

Ora para Pascoal e parece que para Paulo Bento também, o tamanho importa.

André foi titular porque mede mais 14 cm que Cédric (mas o pequeno leão deu luta nos treinos).

São também 14 cm que separam Fredy Montero dum ex-avançado com nome de batata frita, Martin Pringle; se Paulo Bento pudesse optar por um deles para fazer dupla com o "génio" Nélson Oliveira não temos dúvida de qual escolheria; provavelmente o pequeno leão colombiano iria ver o jogo para a bancada e Pringle Almeida seria titular.

Adrien e Cédric merecem

     

 

Andam uns quantos sportinguistas - poucos mas barulhentos - muito indignados com o processo de formação do plantel. Estão no seu pleno direito. Embora alguns não tenham esboçado a menor crítica há um ano, quando João Pereira - titular do Sporting e da selecção - foi transferido para o Valência a poucos dias do início do Campeonato da Europa - e a desastrada política de contratações anterior conduziu a um duplo efeito negativo: a maior despesa e o menor rendimento de sempre.

Recordo entretanto que no Verão de 2012 a maior polémica centrava-se em dois sportinguistas que, emprestados à Académica, contribuíram para a derrota do nosso clube na final da Taça de Portugal. Não faltou quem se insurgisse contra Adrien e Cédric por esse facto. De forma totalmente injusta.

Fiz então, e renovo agora, uma declaração de interesses: considero ambos valores indiscutíveis do Sporting e é com imenso gosto que os vejo de verde e branco.

Foi portanto com muito agrado que soube da convocação destes excelentes jogadores para o próximo encontro da selecção nacional - um particular contra a Holanda, no dia 14. Uma boa decisão de Paulo Bento, que certamente não lamentará a aposta agora feita neles. Adrien e Cédric merecem.

Enormes

 

 

Seis dos titulares do jogo desta noite tinham em comum a marca de qualidade da formação sportinguista. Desse grupo, é justo destacar as prestações do André Martins e do Cédric. Não só porque fizeram uma exibição extraordinária (tal como já tinham feito contra o Braga), mas porque ambos, cada um à sua maneira, passaram por um período difícil esta época em que poucas oportunidades tiveram. É bom ver a alma com que estão em campo. E é bom rever a classe que o André Martins espalha pelo relvado e a enorme qualidade com que o Cédric percorre o corredor (anos-luz acima da moeda de troca que conseguimos pelo russo preguiçoso).

Mais umas gotas de veneno

Seria preciso estar lá com eles, passar a semana com eles, perceber os ódios, as invejas, o enormíssimo mal estar que existe entre eles, para se considerar enfim apto a dizer algo mais do que um punhado de vulgaridades inconsequentes acerca da equipa do Sporting e de como ela deveria jogar.

Por isso resta apenas algumas notas do que se viu:

1 - A infinita tristeza de Wolfswinkel ao falhar o penalti. Aquilo não é normal, é a crise mental. Tanto mais pungente quando vem de um jogador que parece, a despeito do penalti falhado, recomeçar a jogar alguma coisinha mais.

2 - A raiva de Cedric ao marcar o golo, em vez da habitual alegria. É preciso estar muito mal disposto com a vida e com o mundo para dizer aquilo que se percebeu no movimento dos lábios.

3 - A total falta de ânimo que leva os jogadores a não meterem o pé quando é preciso. 7 faltas fez o Sporting neste jogo – impossível defender assim.

4 - Pranjic, supostamente é defesa esquerdo ou interior esquerdo, não é? O pobre homem é um Sísifo e nunca é colocado onde pertence. Depois diz-se que não joga nada…

5 - A absoluta indignidade que é a braçadeira de capitão do Sporting no braço de Elias. Nunca o Sporting teve um capitão tão ordinário, preguiçoso, petulante, destituído de vontade, inerte, sabotador, estúpido, como este biltre do Elias – que desonra...

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