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És a nossa Fé!

Hoje giro eu - Ranking GAP

Nesta temporada de 2018/2019, o Sporting disputou até agora 5 jogos - 4 para o Campeonato Nacional e 1 para a Taça da Liga -, obtendo 4 vitórias (80%) e 1 empate (20%), com 10 golos marcados (média de 2 golos/jogo) e 4 golos sofridos (0,8 golos/jogo).

 

A nível individual, eis os resultados (estatísticas ofensivas):

 

1) Ranking GAP: Bruno Fernandes (3,1,2), Nani (3,0,0), Dost (2,0,0);

2) MVP: Bruno Fernandes (13 pontos), Nani (9), Jovane (8);

3) Influência: Bruno Fernandes (6 contribuições), Jovane (5), Nani e Montero (3);

4) Goleador: Bruno Fernandes e Nani (3 golos), Dost (2);

5)  Assistências: Fredy Montero e Ristovski (2), Bruno Fernandes e Jovane (1).

 

Conclusão: a um nível, aparentemente ao olho, ainda abaixo do da temporada de 2017/2018, Bruno Fernandes lidera 4 dos 5 parâmetros de análise das estatísticas ofensivas. Bruno contribuiu até agora para 60% dos golos leoninos. De destacar, também, o jovem Jovane Cabral, que contribuiu para 50% dos golos. Impressionante! Ambos os jogadores têm média superior à atingida por Bruno Fernandes (o mais influente) na temporada passada, onde esteve em 49,07% dos golos do Sporting.

 

Ranking GAP (Golos, Assistências, Participação decisiva em golo):

 

  G A P Pontos
Bruno Fernandes 3 1 2 13
Nani 3 0 0 9
Bas Dost 2 0 0 6
Jovane Cabral 1 1 3 8
Raphinha 1 0 1 4
Fredy Montero 0 2 1 5
Ristovski 0 2 0 4
Sebastian Coates 0 0 1 1

Quente & frio

Gostei muito de ver o nosso novo presidente no lugar que lhe compete: a tribuna presidencial. Tendo consigo vários dos seus ex-opositores na recente corrida à liderança do clube. E acolhendo como anfitrião, com boas maneiras, o seu homólogo do Marítimo. Sem saltar da cadeira nem se pôr eufórico com os nossos golos  isso fazia ele quando era director clínico e se sentava no banco de suplentes. Saber estar é condição inerente a ser do Sporting.

 

Gostei da exibição leonina - talvez a melhor desta era Peseiro. Futebol de ataque, com jogadas bem desenhadas pela movimentação constante das nossas linhas médias em articulação permanente com os jogadores mais avançados no terreno. E o envolvimento do próprio quarteto defensivo, com os centrais a participarem na construção ofensiva. Ninguém diria que estes jogadores, em grande parte, só actuam juntos há poucas semanas. Também gostei das estreias de Jovane e Bruno Gaspar a titulares. Ambos corresponderam - o primeiro, desde logo, com um golo; o segundo, novamente muito influente, sofre a falta de que resulta o penálti e o nosso segundo golo e recupera a bola na jogada de que resultou o primeiro. Gostei ainda de Bruno Fernandes, que parece regressar à boa forma: marca dois golos, recupera a capacidade de iniciativa em campo e merece ser eleito o homem do jogo.

 

Gostei pouco do horário deste Sporting-Marítimo, iniciado às 20 horas de uma noite de domingo. Continuamos a ser penalizados com o calendário dos jogos. Mesmo assim, quase 30 mil pessoas acorreram a Alvalade para incentivarem a equipa na defesa do único título que fomos capazes de vencer na época anterior: esta Taça da Liga, a que alguns agora dão outro nome mas que para mim continua a denominar-se assim: o meu código deontológico proíbe-me de fazer menção a marcas comerciais.

 

Não gostei das ausências dos nossos lesionados Bas Dost, Mathieu (este quase recuperado) e Nani. Uma equipa que se vê forçada a deixar tão talentosos jogadores de fora e mesmo assim se comporta em campo como se nenhum contratempo a afectasse, é uma equipa digna de elogio.

 

Não gostei nada da patada que um tal Lucas aplicou de pitons em riste no peito do Wendel, quase no fim do jogo, quando era óbvio que o resultado (3-1) estava mais que decidido. Um acto indigno de um profissional de futebol, prontamente sancionado pelo árbitro Manuel Mota com vermelho directo. Esta conduta antidesportiva devia ser punida com castigos ainda mais severos do que os actuais.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - De volta!

Com o regresso das competições de clubes - ontem, iniciámos a defesa da Taça da Liga -, voltou também o melhor Bruno Fernandes. No entanto, na primeira parte, foi Raphinha que dançou o Bailinho da Madeira. O brasileiro começou por rematar às malhas laterais, prosseguiu ao partir os rins e rasgar os olhos a Fábio...China, incrédulo com o seu movimento junto à linha de fundo insular, e acabou por descobrir o caminho Marítimo para a baliza de Charles, após assistência de Fredy Montero e excelente recuperação de Jovane Cabral. Mesmo ao cair do pano do primeiro tempo, e depois de um pontapé de canto superiormente executado por Jefferson, Coates ainda perderia, de cabeça, o segundo golo.

 

Na segunda parte, Bruno Fernandes, hoje investido como capitão da nau leonina, mostrou a gama de instrumentos de navegação (com bola) que possui. Só não precisou do astrolábio - o astro principal não estava no Céu, mas sim no relvado -. nem do quadrante (quarto-de-círculo), pois Peseiro insistiu para ser Jefferson a marcar os cantos. Mas usou muito a bússola e mapas, e assim, encontrou o rumo para (a baliza) Norte. Antes, o jovem Cabral voltou a ser protagonista, ao serpentear entre dois adversários, em lance em que foi carregado em falta dentro da área. Na conversão da grande penalidade, Bruno, com a sua habitual semi-paradinha, começou a deixar a sua marca no marcador. O Marítimo tentou reagir e, após um atraso precipitado do meio-campo do Sporting, marcou mesmo, num golo de Correa.

 

Não deu para grandes ansiedades, tanto dos jogadores como dos adeptos, pois na jogada seguinte o Sporting voltaria a obter uma vantagem de dois golos. Uma combinação entre Montero e Bruno Fernandes deixou o maiato em posição frontal e, com um remate seco e colocado ao primeiro poste, estabeleceu o terceiro da noite para a equipa leonina.

 

Ainda houve tempo para as estreias de Gudelj e de Diaby (o maliano jogou apenas escassos minutos) e para o regresso de Wendel. O sérvio foi, aliás, protagonista de uma roleta de belo efeito. Que seja sinónimo de sorte ao jogo! Menos afortunado seria o brasileiro, nocauteado por um compatriota (Lucas Áfrico) com jeito e nome de kickboxer.

 

No Sporting, destaque para Bruno Fernandes e Raphinha. Jovane e Montero estiveram em dois golos. Os restantes estiveram em plano regular, com Jefferson melhor do que nos últimos tempos.

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bruno Fernandes

sportingmaritimotaçaliga.jpg

 

Hoje giro eu - Ranking GAP

Novo ano, renovadas expectativas, o Sporting disputou até agora 4 jogos, todos realizados para o Campeonato Nacional. Temos 3 vitórias (75%) e 1 empate (25%), com 7 golos marcados (1,75 golos/jogo) e 3 golos sofridos (0,75 golos/jogo).

 

A nível individual, eis as classificações (estatísticas ofensivas):

 

1) MVP: Nani (9 pontos), Bruno Fernandes (7), Bas Dost e Jovane Cabral (6);

2) Influência: Bruno Fernandes (4 contribuições), Nani e Jovane (3);

3) Golos: Nani (3), Bas Dost (2), Jovane e Bruno Fernandes (1);

4) Assistências: Ristovski (2), Bruno Fernandes e Jovane (1);

5) Ranking GAP (medalheiro): Nani (3,0,0), Bas Dost (2,0,0), Bruno Fernandes (1,1,2).

 

Ranking GAP (Golos, Assistências, Participação decisiva em golo):

 

  G A P Pontos
Nani 3 0 0 9
Bas Dost 2 0 0 6
Bruno Fernandes 1 1 2 7
Jovane Cabral 1 1 1 6
Ristovski 0 2 0 4
Sebastian Coates 0 0 1 1
Fredy Montero 0 0 1 1
Raphinha 0 0 1 1

Hoje giro eu - Ranking GAP

Nova época desportiva, novo Ranking GAP. Iniciámos bem, com uma vitória por 3-1, fora, em partida a contar para o Campeonato Nacional. Recordemos agora os números da temporada 2017/18: o Sporting disputou 60 jogos - 34 para o Campeonato Nacional, 8 para a Liga dos Campeões, 6 para a Liga Europa, 7 para a Taça de Portugal e 5 para a Taça da Liga - a que corresponderam 36 triunfos (60%), 13 empates (21,67%) e 11 derrotas (18,33%), com 108 golos marcados (1,8 golos/jogo) e 50 sofridos (0.83 golos/jogo).

 

Classificações (Estatísticas Ofensivas) - Vencedores:

 

1) MVP: Bas Dost (120 pontos), Bruno Fernandes (103), Gelson Martins (68);

2) Influência: Bruno Fernandes (53 contribuições), Bas Dost (46), Gelson (31);

3) Goleador: Bas Dost (34 golos), Bruno Fernandes (16), Gelson (13);

4) Assistências: Bruno Fernandes (18), Gelson (11), Acuña (9).

 

Temporada 18/19 - Ranking GAP (Golos, Assistências, Participação decisiva):

 

  G A P Pontos
Bas Dost 2 0 0 6
Bruno Fernandes 1 1 0 5
Ristovski 0 1 0 2
Jovane Cabral 0 0 1 1
Sebastian Coates 0 0 1 1

Pódio: Bruno Fernandes, Bas Dost, Jovane

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Moreirense-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Bruno Fernandes: 16

Bas Dost: 16

Jovane: 13

Battaglia: 12

Coates: 12

Mathieu: 12

Salin: 12

Petrovic: 11

Nani: 10

Jefferson: 10

Ristovski: 10

Raphinha: 9

Acuña: 6

 

A Bola  e o Record elegeram Bruno Fernandes como melhor em campo. O Jogo optou por Bas Dost.

Rescaldo do jogo de hoje

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  Bas Dost Marca o segundo golo (imagem: blogue Tu Vais Vencer)

 

 

Gostei

 

De termos começado o campeonato com uma vitória concludente, num terreno sempre difícil. Triunfo por 3-1 frente ao Moreirense, com golos marcados em exclusivo por jogadores que rescindiram com Bruno de Carvalho e voltaram com Sousa Cintra.

 

De Bruno Fernandes. Foi sempre o nosso jogador mais dinâmico e esclarecido. Vital para termos saído de Moreira de Cónegos com um resultado muito positivo. Coube-lhe o golo inaugural do Sporting nesta temporada oficial, marcado aos 16' num bom lance de área em que fez tudo bem: recepção, colocação e remate. E fez a assistência para o terceiro, num excelente passe de ruptura que isolou Bas Dost. O melhor em campo.

 

De Bas Dost. O holandês regressou aos golos e festejou-os com inexcedível entusiasmo, tornando ainda mais intensos os festejos dos adeptos leoninos nas bancadas. Marcou aos 74', com uma grande penalidade apontada de forma irrepreensível aos 74', e aos 90'+2, isolado perante o guarda-redes Jhonatan, picando a bola num soberbo gesto técnico que justificou vibrantes e merecidos aplausos.

 

De Jovane.  Estreia de sonho do jovem caboverdiano formado na Academia de Alcochete. José Peseiro lançou-o em campo aos 69', substituindo o apático Acuña: três minutos depois, numa iniciativa individual, foi derrubado em falta na grande área do Moreirense, arrancando assim a grande penalidade que nos permitiu desfazer o empate que se mantinha desde o minuto 16.

 

De Salin. Chamado de emergência para a baliza leonina, por inesperada lesão de Viviano, o guarda-redes francês agarrou muito bem o lugar, com uma notável defesa aos 68'. Atento entre os postes noutros lances, aos 35' e aos 66'. Sem culpa no golo sofrido logo aos 6'.

 

Do jogo. Mexido, movimentado, muito disputado. Com menos posse mas melhor circulação de bola do Sporting do que estávamos habituados. E com a nossa equipa em crescendo à medida que o tempo decorria e o Moreirense ia quebrando fisicamente.

 

Do apoio nas bancadas.  Forte presença leonina no estádio de Moreira de Cónegos. Uma vez mais se comprova que os adeptos do Sporting são incansáveis e insuperáveis no apoio à equipa. Nos bons e nos maus momentos, chova ou faça sol.

 

De termos superado o resultado de 2017/2018.  Vai fazer um ano, na jornada 7 da Liga 2017/2018, empatámos 1-1 em Moreira de Cónegos. Para já, Peseiro está a fazer melhor do que Jorge Jesus no campeonato anterior.

 

 

 

Não gostei

 

De sofrer um golo logo aos 6'. Deixámos o Moreirense marcar na primeira iniciativa ofensiva da equipa da casa. Jogada típica de contra-ataque, com Ristovski a falhar a marcação.

 

Que o golo do Moreirense tivesse sido marcado por um ex-Sporting. Um toque de classe de Heriberto Tavares, jogador formado na Academia de Alcochete. Mais um que não soubemos aproveitar e acaba por distinguir-se ao serviço de outros emblemas.

 

Do golo anulado a Bas Dost aos 24'. O nosso ponta-de-lança introduziu a bola na baliza adversária, na sequência de um cruzamento de Jefferson. As imagens confirmam que esteve lá dentro. Nem o apitador de turno nem o vídeo-árbitro repararam: este campeonato ainda agora começou e já está a suscitar polémica.

 

De Petrovic. O elemento mais fraco do onze titular leonino. Lento, preso de movimentos, sem capacidade de organizar o ataque com abertura de linhas de passe, deixando-se ultrapassar várias vezes pelos adversários.

 

Da lesão de Viviano. O guarda-redes italiano lesionou-se minutos antes do início da partida, quando fazia o aquecimento já no campo. Lesão que forçou Peseiro a mandar equipar o suplente Salin, que por ironia esteve há dias para ser dispensado do plantel leonino.

 

Que o técnico tivesse deixado de fora Carlos Mané e Matheus Pereira. Nem um nem outro chegaram sequer a sentar-se no banco de suplentes.

 

De ver o árbitro Tiago Martins amarelar os nossos melhores jogadores logo no início. O capitão Nani aos 2' e Bruno Fernandes aos 12' foram brindados com a cartolina amarela, alegadamente por protestos. Por parte de um árbitro que ganhou fama (injusta) de arbitrar à inglesa. Ao intervalo, já tinha exibido seis cartões, como se em Moreira de Cónegos se desenrolasse alguma batalha campal. E fechou a partida mostrando nove - incluindo a mais três jogadores leoninos - Petrovic, Coates e Jefferson. Um sinal evidente de incompetência no campo disciplinar.

Dois apontamentos

 

1. Bas Dost e Bruno Fernandes, por esta ordem, foram os dois jogadores ontem mais aplaudidos em Alvalade. Era o que faltava para se fechar de vez um contencioso que nunca devia ter existido. Nós, os adeptos que estivemos no estádio, tratámos disso. Por maioria esmagadora.

 

2. O golo solitário do Marselha deveu-se a um frango de Viviano. Pode acontecer ao melhor guarda-redes. Gostei de ver José Peseiro a incentivar o italiano - dando o mote às bancadas, que foram aplaudindo cada intervenção do dono da baliza. Atitude correcta: é assim que se moralizam os jogadores.

 

 

Os destaques: Bruno, Nani, André Pinto

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 André Pinto após marcar o golo (foto Record)

 

Estreia da nova equipa no nosso estádio, num magnífico fim de tarde que ontem se prolongou por uma amena noite de Verão. O adversário, nesta partida ainda de pré-temporada, foi o poderoso Olympique de Marselha, finalista vencido da mais recente edição da Liga Europa, onde apenas o Atlético de Madrid foi capaz de lhe travar o passo - após se ter cruzado no caminho do Sporting, nas infelizes circunstâncias que sabemos.

Foi, portanto, um teste exigente. Nas fileiras adversárias destacam-se o internacional brasileiro Luiz Gustavo e o internacional francês Payet, carrasco de Cristiano Ronaldo na final do Euro-2016. Além do grego Mitroglou, que ontem só entrou a poucos minutos do fim, tendo sido brindado com uma assobiadela monstra.

Éramos cerca de 29 mil em Alvalade - em números oficiais, menos oito mil do que há um ano, no desafio de apresentação da equipa contra o Mónaco de Leonardo Jardim - e com uma Juventude Leonina em estado murcho, exibindo um deplorável estado de orfandade. Mas o teste essencial foi ultrapassado com distinção: os regressados Bruno Fernandes e Bas Dost - o primeiro alinhando como titular, o segundo lançado só à beira do fim - acabaram por ser os jogadores mais aplaudidos, logo seguidos de Nani - também ele regressado, após dois anos de ausência, e agora o único campeão europeu em título que resta de verde e branco. Além dele, houve três outras novidades no onze titular: o guarda-redes Viviano (protagonista de um frango monumental logo aos 4', que nos aumentou a saudade deixada por Rui Patrício), Jefferson (mais um regresso, após um ano de empréstimo ao Braga) e Matheus Pereira (será desta que se impõe na equipa principal do Sporting?)

Boas movimentações no plano ofensivo da equipa treinada por José Peseiro, logicamente ainda sem rotinas nem automatismos, perante um adversário mais avançado na preparação da época. Falta-nos um médio defensivo com qualidade (Battaglia, o último dos regressados, foi apresentado aos adeptos mas não calçou) e mantém-se um défice na posição de ponta-de-lança, que Montero não consegue preencher. Será possível ver ainda Rafael Leão como suplente de Dost?

Bruno Fernandes, colocado como médio mais ofensivo, com manifesta liberdade de movimentos, foi o jogador em maior evidência. Apontamentos muito positivos de André Pinto (marcador do golo que selou o empate por 1-1, aos 61'), Nani, Wendel e Matheus Pereira. Acuña entraria a meio do segundo tempo, para a surpreendente posição 8, em que mostrou bom desempenho. E o jogo terminou num 4-4-2, com Castaignos jogando muito próximo de Bas Dost, em evidente ensaio de soluções tácticas que irão sendo desenvolvidas ao longo da época.

Curiosidade: a braçadeira de capitão teve três titulares nesta partida: começou com Nani, passou para Bruno Fernandes entre os minutos 81 e 86, terminou com Coates.

 

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Os jogadores, um a um:

 

Viviano (32 anos).

Mais: não pareceu ter ficado deprimido após o frango.

Menos: inadmissível fífia com os pés por excesso de confiança, logo aos 4', oferecendo a bola para o golo de Germain.

Nota: 3

 

Ristovski (26 anos).

Mais: voluntarioso e com vontade de acertar.

Menos: o lateral macedónio não faz esquecer Piccini, sobretudo na acção defensiva.

Nota: 5

 

André Pinto (28 anos).

Mais: o golo que marcou numa recarga com o pé, após ter tentado de cabeça.

Menos: falta-lhe por vezes iniciar com mais confiança a acção ofensiva.

Nota: 6

 

Mathieu (34 anos).

Mais: dois excelentes passes longos, que quase o candidatam a médio de construção.

Menos: nem sempre lhe saíram bem os passes curtos, regressou de férias algo preso de movimentos.

Nota: 5

 

Jefferson (30 anos).

Mais: cumpriu na manobra defensiva.

Menos: falta de ousadia na construção ofensiva, sobretudo nos centros que lhe deram boa fama em Braga.

Nota: 5

 

Petrovic (29 anos).

Mais: com William já longe e Battaglia por estrear, complementou a missão dos centrais enquanto médio defensivo.

Menos: falta-lhe vocação para médio criativo.

Nota: 4

 

Wendel (20 anos).

Mais: boa técnica, com capacidade de ligar sectores na posição 8.

Menos: falta-lhe alguma disciplina táctica.

Nota: 6

 

Bruno Fernandes (23 anos).

Mais: foi ele quem mais esticou o jogo leonino, autor do passe decisivo para o golo do empate.

Menos: tentou sem sucesso o remate de meia distância.

Nota: 7

 

Matheus Pereira (22 anos).

Mais: boas tabelinhas no corredor direito ofensivo, sobretudo na meia hora inicial.

Menos: falta-lhe entrosamento com os companheiros do ataque.

Nota: 6

 

Nani (31 anos).

Mais: disponibilidade total para se assumir como líder da equipa, protagonizou grande jogada aos 67', após ter recuperado uma bola.

Menos: saíram-lhe ao lado os remates que tentou aos 6', 27' e 75'.

Nota: 6

 

Montero (31 anos).

Mais: dois passes de inegável qualidade técnica.

Menos: anda a faltar-lhe instinto goleador.

Nota: 5

 

Marcelo (29 anos).

Mais: rendendo André Pinto aos 63', cumpriu sem rasgos.

Menos: sem protagonismo nas bolas paradas ofensivas.

Nota: 5

 

Misic (24 anos).

Mais: substituiu Wendel aos 63': dois remates de meia distância, convictos mas ao lado.

Menos: falta-lhe confiança ou talento para a construção ofensiva.

Nota: 5

 

Raphinha (21 anos).

Mais: muito activo desde que substituiu Matheus Pereira, aos 63', trabalhou bem junto à linha.

Menos: ainda sem automatismos.

Nota: 5

 

Castaignos (25 anos).

Mais: substituiu Montero aos 63', procurou combinar com Dost nos minutos finais.

Menos: muito bem servido por Nani, falhou desvio aos 67': mantém péssima relação com o golo no Sporting.

Nota: 4

 

Bruno Gaspar (25 anos).

Mais: em campo desde o minuto 63, rendendo Ristovski, mostrou-se muito activo e sempre em jogo: pode ser uma das boas surpresas da temporada.

Menos: parece menos propenso a defender do que a atacar.

Nota: 6

 

Jovane Cabral (20 anos).

Mais: rendeu Nani aos 81' e revelou vontade de marcar, sem complexos.

Menos: falhou dois remates, que embateram na defensiva marselhesa.

Nota: 5

 

Salin (faz hoje 34 anos).

Mais: substituiu Viviano aos 81', boa defesa quatro minutos depois.

Menos: longe de ser exímio no jogo com os pés.

Nota: 5

 

Lumor (21 anos).

Mais: rendendo Jefferson aos 81', fez um bom cruzamento aos 89'.

Menos: faltou-lhe tempo para mostrar o que realmente vale.

Nota: 5

 

Acuña (26 anos).

Mais: em campo apenas desde os 81', substituindo Petrovic: ao minuto 89 fez um grande cruzamento, um grande passe e um bom remate.

Menos: soube a pouco o seu desempenho: merecia ter entrado antes.

Nota: 6

 

Coates (27 anos).

Mais: mereceu ostentar a braçadeira de capitão.

Menos: regressado de férias, o internacional uruguaio só entrou aos 86', substituindo Mathieu.

Nota: -

 

Bas Dost (29 anos).

Mais: recebeu a ovação da noite ao entrar em campo, rendendo Bruno Fernandes.

Menos: falhou cabeceamento aos 90'.

Nota: -

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Colar os cacos

O Sporting defrontou em Alvalade os gauleses do Marselha, clube para onde um dia se transferiu a nossa antiga e saudosa glória Hector Yazalde, num jogo marcado pela reapresentação de Bruno Fernandes, Bas Dost e Rodrigo Battaglia aos adeptos leoninos.

 

A precisar de paz para se reencontrar e futuramente poder enfrentar a pressão competitiva, a equipa recebeu um bom estímulo por parte dos adeptos que a receberam com aplausos. Na primeira parte, puderam observar-se alguns pormenores ofensivos interessantes e boas movimentações a meio campo por parte de Bruno Fernandes e Wendel (bem sei que joga no Sporting - e até há o precedente de Mattheus -, mas ainda assim o seu nome não se escreve com 2 "l"). Um remate ao lado de Nani (hoje capitão), após boa movimentação e passe de Montero, e um corte providencial de Amadi, a impedir que Bruno Fernandes finalizasse uma excelente assistência de Jefferson, não marcaram tanto este período como a desatenção fatal de recepção de bola do nosso guarda-redes que permitiu a Germain adiantar os marselheses no marcador. Proveniente de uma cidade de marinheiros, esperemos que Viviano não cause no futuro mais rombos destes na nau leonina. 

 

No segundo tempo, Wendel foi menos fluente em mandarim e preencheu uma zona mais pequena, mais marcada pelo cantonês e Petrovic continuou a evidenciar a sua pouca utilidade. Com isso a equipa viria a quebrar um pouco, pelo menos até à entrada em campo do outro "ic" (Misic), o qual se constituiu como uma agradável surpresa, arriscando com sucesso dois bons passes de ruptura. Assim, no "duelo" dos balcãs, o croata suplantou largamente o sérvio. Entre os substitutos, Jovane Cabral ofereceu mais audácia atacante que Matheus Pereira e Bruno Gaspar e Raphinha deram mais profundidade nas alas do que Ristovski e Nani, respectivamente, haviam dado no primeiro tempo. Mas, o melhor jogador voltou a ser Bruno Fernandes (recebeu de Nani a braçadeira de capitão). Dos seus pés sairia a jogada do golo do empate, com um cruzamento perfeito para um André Pinto que marcaria à segunda tentativa. 

 

Os últimos minutos ficaram marcados pelo regresso de Bas Dost aos relvados. Um raro momento de união nuns últimos tempos bem conturbados, com o holandês, ainda sem capacidade física para muito mais, a poder sentir a ovação proveniente das bancadas. Destaque ainda para o aparecimento dos mundialistas Coates e Acuña, ambos ainda a desempoeirar pós férias.

 

Nota-se algum défice de jogadores que possam fazer a diferença, que desequilibrem. Talvez Lumor - hoje teve poucos minutos - tenha mais capacidade no jogo ofensivo e outra velocidade de recuperação do que Jefferson, apesar de uma ou outra excitação - passe em profundidade sem sentido - que a verdura dos seus 20 anos justifica; pode ser que Wendel consiga ser intenso os 90 minutos e que Battaglia traga o músculo que parece faltar ao meio campo do Sporting e que geralmente as equipas grandes têm, principalmente naquela zona cercana da sua área onde é importante não deixar crescer a relva. Tenho muita pena que Geraldes tenha saído pois poderia conjugar-se com Bruno Fernandes (este recuaria para "8"), dando outro tipo de soluções e aumentando assim a eficácia dos passes de ruptura da equipa. Enfim, muitos "se" e "talvez", mas, fundamentalmente, a chave da época poderá estar na integração de Nani na equipa e na sua actual ambição e motivação. Se conseguir estar ao seu melhor nível, então teremos candidato ao título. Juntemos-lhe o sarar das feridas e a simbiose perfeita entre adeptos e jogadores e o sonho será possível. José Peseiro que creia, também. Isto é o Sporting, há que acreditar. Sempre!

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bruno Fernandes

 

#samuelfraguito (*)

Brunofernandesmarselha.JPG

 (*) A propósito de este jogo simbólico entre duas equipas onde jogou o grande Yazalde, voltei a lembrar-me de um seu antigo colega de equipa, o Samuel Fraguito. Este foi um dos 10 melhores jogadores que tive o prazer de ver jogar de verde-e-branco, nos 44 anos que tenho de observar futebol ao vivo. Numa galeria de notáveis onde também constam Yazalde (obviamente), Manuel Fernandes, Rui Jordão, António Oliveira, Paulo Sousa, Balakov, Luis Figo, Cristiano Ronaldo e Mário Jardel. E para onde se encaminha, a passos largos, Bruno Fernandes. Fraguito jogou 9 temporadas de leão, tendo marcado todos aqueles que o viram jogar, dado o seu virtuosismo técnico e a sua qualidade de passe, muitas vezes efectuado de trivela (ainda Quaresma não era nascido). Afectado por inúmeras lesões - foi operado 7 (!) vezes aos joelhos - num tempo em que a medicina desportiva não era o que é hoje, o que obrigava a intervenções muito invasivas, ainda assim, dada a sua resiliência, foi providencial nas conquistas dos títulos nacionais de 74 e 80, a que juntou duas Taças de Portugal . Abandonou em 81. Passaram-se 37 anos, muitas gerações provavelmente nunca ouviram falar dele - ao contrário dos outros nomes por mim aqui apresentados - e seria da mais elementar justiça que o clube pudesse mostrar aos mais jovens quem foi este magnífico jogador. Porque vivemos um tempo em que a reafirmação da cultura do clube é de superior importância, que também passa pelo reconhecimento em vida das suas maiores figuras, e porque um talento como o de Fraguito não pode continuar escondido do conhecimento de uns e esquecido da memória de outros, faço aqui um apelo à actual SAD, na pessoa do seu líder, José de Sousa Cintra, para que homenageie o vilarealense - homem discreto e que nunca se pôs em bicos de pés - e, com isso, homenageie também a história do Sporting Clube de Portugal. O meu antecipado agradecimento.

 

Pódio 2017/2018: Bruno, Bas Dost, Gelson

Em jeito de balanço, aqui fica a lista dos jogadores que receberam a menção de melhores em campo no último campeonato pela soma das classificações atribuídas pelos diários desportivos após cada jornada.

De salientar que Bruno Fernandes lidera as três classificações enquanto Bas Dost e Gelson Martins compartilham os três pódios. Bruno César, que figurou no terceiro posto na temporada anterior, desta vez não mereceu qualquer menção.

Destaque para a referência a Adrien, apesar de ter feito apenas dois jogos de verde e branco. E para o facto de Gelson figurar pelo terceiro ano consecutivo entre os três primeiros. É, aliás, o único jogador a merecer tal distinção.

Só o Record destacou Acuña, Doumbia e Fábio Coentrão. E apenas O Jogo fez alusão a Piccini. Rui Patrício triplicou a pontuação obtida em qualquer dos anos anteriores. E William teve desta vez uma votação mais expressiva. Apesar das críticas que vários adeptos lhe foram fazendo durante a época.

 

Bruno Fernandes 38

Bas Dost: 18

Gelson Martins: 18

Rui Patrício: 9

William Carvalho: 6

Mathieu: 3

Bryan Ruiz: 3

Coates: 2

Adrien: 1

Doumbia: 1

Acuña: 1

Piccini: 1

Fábio Coentrão: 1

 

A Bola: Bruno Fernandes (12), Bas Dost (7), Gelson Martins (7), Rui Patrício (4), Adrien, William Carvalho, Mathieu, Bryan Ruiz.

Record: Bruno Fernandes (14), Bas Dost (5), Gelson Martins (5), William Carvalho (3), Rui Patrício (3), Doumbia, Acuña, Fábio Coentrão, Coates.

O Jogo: Bruno Fernandes (12), Bas Dost (6), Gelson Martins (6), Rui Patrício (2), Mathieu (2), William Carvalho (2), Bryan Ruiz (2), Piccini, Coates.

 

Nota:

Há um ano foi assim. 

Há dois anos foi assim.

Quanto pior, melhor

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«Ingrato, mentiroso, desertor, bandido, merdoso, traidor.»

Bruno Fernandes, em boa hora regressado ao Sporting sem custos adicionais para o clube, é brindado com estes insultos por supostos sportinguistas em caixas de comentários como aquela que menciono acima.

Todos anónimos, grande parte deles usando falsos perfis nas redes sociais: a tropa de choque do deposto Conselho Directivo.

Fica assim demonstrado que os órfãos de Bruno de Carvalho andam de cabeça perdida. A avaliar pelo chorrilho de injúrias que dirigem ao melhor jogador do campeonato português 2017/2018, preferiam provavelmente que ele tivesse sido contratado pelo Benfica e marcasse um par de golos ao Sporting logo à terceira jornada.

Para eles, quanto pior melhor. Por isso urram de raiva com o regresso do Bruno a Alvalade. Não o Bruno que eles queriam, mas o outro - o que marca golos.

Bruno Fernandes e os outros

Tenho lido por aqui muitos agradecimentos a Sousa Cintra por ter "resgatado" Bruno Fernandes. Cada um opina conforme quer, que opiniões cada um bota as que bem entender. A minha opinião (e por maioria de razão deveria ser a de quem apoiou a destituição do presidente) é que, se não fosse para fazer melhor, não valeria a pena, portanto fiquemos por o Cintra não ter feito mais que a sua obrigação. Eu até concedo que o ter concordado em aumentar o ordenado a Bruno Fernandes  é normal, o melhor jogador da Liga da época finda e um líder em campo merece ter um ordenado de topo, afinal em muitos jogos, em que alguns colegas se arrastaram em campo, ele levou a equipa às costas. O facto de ser o atleta a recusar um aumento não retira pedaço a Sousa Cintra. Aliás, se as condições são as mesmas, e não tenho razão nenhuma para crer o contrário, no final da época será justo, continuando o atleta a mostrar os níveis que mostrou, colocá-lo no patamar dos mais bem pagos da equipa.

Passado o intróito, confesso que me custa a engolir o regresso de Bruno Fernandes. Esta lenga-lenga de que eles são profissionais e procuram o melhor para si, comigo não cola neste caso. O futebol é um mundo à parte, apesar de o quererem por vezes comparar com o mundo empresarial normal e as relações laborais têm pelo meio um mundo de sentimentos onde a razão a maior parte das vezes anda arredia. Não se pode comparar Bruno Fernandes a um quadro de topo de uma empresa dita normal, porque um clube de futebol não é uma empresa normal, por muito que as regras legais por que se rege sejam semelhantes, ou as mesmas até. E é esse meu lado emocional que me sussurra ao ouvido que mande o Bruno pó caralho, que o que ele fez não tem desculpa e que pode ir para o raio que o parta, que o clube não se trata como ele o tratou. Será certamente o sentimento de milhares de sportinguistas e confesso que não lhes posso levar a mal por isso.

Depois paro, e penso que o Sporting não se pode dar ao luxo de prescindir de um jogador da qualidade de Bruno Fernandes e apesar da minha animosidade para com os suores de que foi acometido, vejo-me na obrigação de o aceitar de volta. Digo bem, vejo-me na obrigação, porque provavelmente o seu destino seria um dos rivais e mais vale aceitá-lo contrariado que vê-lo a jogar contra nós. Não juro que se o vir a marcar um golaço ao Benfica ou ao Porto ficarei indiferente, certamente vibrarei com o golo. É que eu, ao contrário de Bruno Fernandes, não confundo o Bruno com o Sporting.

Que venha então o Bruno e que venha com vontade, que até gostei das suas declarações e o seu regresso vem dar-me razão: As rescisões não têm pés para andar e serão todas ganhas se forem a tribunal. Não me restam dúvidas de que a resolução dos assuntos deve passar por acordos que defendam os interesses do Sporting, antes de se chegar a tribunal, mas não esperem que me cale com vendas tipo aquela que corre por aí em relação a Gelson (ainda por confirmar), ou que não exija que Podence pague tudo até ao último "tostão", afinal foi para um clube calminho num campeonato calminho como o grego (onde entram presidentes de pistola em riste campo a dentro) e pode pagar em suaves prestações aquilo que nos deve.

Tenho alguma preocupação com as relações no balneário, os que optaram por ficar e tinham certamente colocação noutros bons clubes poderão ter alguma animosidade para com os que eventualmente acompanhem Bruno Fernandes no regresso. Se for apenas ele, como parece ser o caso, talvez seja pacífico. Vamos ver. O jogador que teria a braçadeira de capitão garantida com a mais que provável saída de Patrício (mesmo sem crise), na minha opinião, hipotecou o seu crédito junto dos colegas. Afinal não é boa companhia um gajo que, perante a adversidade, abandona o barco.

Hoje giro eu - Bruno acabou com a nostalgia de Cintra

Faço uma pequena pausa neste meu hiato no "És a nossa FÉ" para destacar a (re)apresentação de Bruno Fernandes em Alvalade. A acreditar - e não tenho razão nenhuma para não o fazer - nas palavras proferidas hoje em Conferência de Imprensa, quer por Sousa Cintra, quer por Bruno Fernandes, este último regressou ao Sporting sem ver melhorado o seu contrato de trabalho. Aliás, Bruno chegou a dizer que contrariou o seu empresário, o qual lhe teria garantido melhores condições remuneratórias, exigindo voltar nos exactos termos do contrato anterior. 

 

Escusado será expressar aos nossos Leitores o meu contentamento com o facto de as negociações terem chegado a bom porto, perdão, bom SPORTING, eu que durante o ano sempre considerei Bruno uns furos acima de qualquer outro jogador do plantel. O maiato comprova assim não ter só dois bons pés. A forma como se esquivou à carga fora de tempo do reporter da CMTV - sobre o seu homónimo ex-presidente - ou como driblou a pergunta do jornalista da RTP, acerca da renovação, mas principalmente a maneira como se dirigiu aos sócios e adeptos do Sporting Clube de Portugal, demonstrando uma visão muito mais do que periférica, mostra que Bruno Fernandes, para além de ter coração de leão, joga exemplarmente com os neurónios todos. Junta-se assim a Salin, Piccini, Ristovski, Coates, André Pinto, Mathieu, Lumor, Palhinha, Petrovic, Misic, Wendel, Bruno César, Acuña, Bryan Ruiz, Fredy Montero e Doumbia (mil desculpas se me esqueço de algum, eles merecem ser realçados) na minha lista de notáveis do Sporting. 

 

Obrigado Bruno e obrigado ao presidente da Comissão de Gestão, José de Sousa Cintra. Bem-hajam!

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O pior brunismo

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Esta senhora, além de inapresentável, é incorrigível: aparece agora a disparar com fúria contra o Bruno. Não o De Carvalho, claro, mas o Bruno Fernandes, em boa hora resgatado pela Comissão de Gestão.

Sousa Cintra anda há três semanas a tentar corrigir os inúmeros erros e disparates cometidos pelo destituído Conselho Directivo nos três meses anteriores  - que «correram francamente mal», segundo o insuspeito juízo de José Quintela - e ainda recebe como troco os impropérios daqueles que ainda não perceberam que a página felizmente se virou.

Indigna-se a senhora Judas - que "presidiu" à ilegal Comissão Transitória da Mesa da Assembleia Geral do Sporting, algo que só teve "realidade" virtual - contra Bruno Fernandes, qualificando-o de «mercenário» num texto que, bem à maneira do pior brunismo, só deixa transparecer rancor e ódio contra o jogador, acusado de ser «pago a dobrar». Como se escandalizasse alguém que o jogador agora eleito o melhor do campeonato 2017/1018 pela Liga de Clubes visse o seu salário incrementado ao nível de um Doumbia ou de um Alan Ruiz.

Fez Sousa Cintra muito bem. Fez Bruno Fernandes muito bem. Enterraram um contencioso que nunca devia ter existido e que prometia eternizar-se em tribunais sem qualquer proveito desportivo nem financeiro para qualquer das partes. A bem do Sporting, que daqui a uma época ou duas pode obter de retorno, com elevados proveitos, o investimento agora feito. 

Caso De Carvalho e a senhora Judas ainda estivessem em cena, o Sporting receberia zero, Bruno Fernandes acabaria por ir parar a um dos nossos rivais e alguns fanáticos estariam a bater palminhas.

 

P. S. 1 - Bruno Fernandes assinou um contrato válido por cinco épocas e uma cláusula de rescisão de 100 milhões.

P. S. 2 - Bruno Fernandes em directo: «Se o futuro presidente disser que me quer melhorar o contrato, aí sim; agora não.»

Bruno Fernandes

Bruno Fernandes foi o melhor jogador do Sporting no ano passado, foi a melhor contratação do clube em anos e foi eleito o melhor da liga. Ainda assim, não tenho a certeza se gosto do seu regresso a Alvalade. O médio rescindiu na sequência do ataque a Alcochete e descreveu os danos psicológicos que esse episódio lhe causou. Não gostando, consegui compreender que não tivesse condições para voltar a jogar de verde e branco e que quisesse livrar-se de uma situação inédita e insuportável. Eis se não quando, à chegada a Portugal, vindo da Rússia, Fernandes admitiu voltar ao Sporting. Depois de longas negociações, será hoje apresentado (não gosto e não entendo uma apresentação neste caso) e ao que se diz, dobrará o ordenado. Nunca achei que os jogadores que rescindiram fossem traidores (apesar de achar que alguns se aproveitaram da situação) mas Bruno volta atrás, após se ter atirado dinheiro para o problema. Ao primeiro erro, será assobiado (não por mim) e este regresso com mais dinheiro será lembrado. Ao primeiro golão, tudo será esquecido?

 

PS: Admito aqui que me precipitei no meu post. Ao que parece, segundo o próprio e Sousa Cintra, o regresso não teve como prémio o aumento de contrato. Continuo a achar que a saída seria o melhor cenário depois da rescisão, mas fui injusto para o jogador. 

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