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És a nossa Fé!

Armas e viscondes assinalados: Em vez da pedrada no charco, o charco na pedreira

Sporting 1 - Sporting de Braga 2

Taça da Liga - Meia-final

21 de Janeiro de 2020

 

Luís Maximiano (2,0)

Incapaz de se esticar o suficiente para desviar o (muito bom) remate com que Ricardo Horta inaugurou o marcador, o guarda-redes leonino revelou-se exímio na ciência de desviar com a força da mente, impávido e sereno, os livres directos que os adversários iam cobrando. Face ao domínio que o Braga intensificou quando se viu a jogar contra dez, dedicou-se a demonstrar melhoras nas saídas aos cruzamentos e estagnação nas reposições de bola, por vezes destinadas a uma terra de ninguém de verde e branco vestido. Certo é que esteve quase a manter o empate que levaria a que fosse substituído, pois a melhor forma que Silas encontrou para motivar o jovem foi colocar Renan Ribeiro a fazer exercícios de aquecimento, reservando a substituição final para uma entrada destinada ao desempate por grandes penalidades que nunca viria a suceder. Uma falha colectiva da defesa do Sporting permitiu ao Braga recuperar a vantagem quase em cima dos 90 minutos e abriu caminho a um tempo de compensação que veio trazer ainda mais vergonha a uma época de pesadelo.

 

Ristovski (2,0)

A estranha táctica com que o Sporting entrou em campo entregava-lhe todo o flanco direito, sob a vigilância não necessariamente executiva do descaído Bruno Fernandes, sempre disposto a gesticular para que o amigo macedónio subisse no terreno. Claro está que tais subidas criaram buracos na linha defensiva, expondo Coates a riscos tormentosos, mas quando depois do intervalo voltou a ter alianças à direita, com a entrada de Bolasie, este encarregou-se de fazer com que fosse sol de pouca dura. Seguiu-se meia-hora de resistência contra o que veio a suceder, numa jogada em que toda a linha defensiva esteve abaixo do exigível. Mal sabia Ristovski no ano passado, à saída do Jamor aonde só voltará para enfrentar o Belenenses SAD, que mesmo com o capitão também estamos f...

 

Coates (2,5)

Amarelado desde cedo, num derrube a um adversário supersónico, o central uruguaio foi o melhor da defesa, compensando em colocação e técnica o défice de velocidade. Se o Sporting esteve perto a cumprir a tradição de vencer jogos da “final four” nas grandes penalidades em muito deve ao acerto nos cortes de quem voltou a terminar o jogo enquanto ponta de lança designado.

 

Mathieu (1,0)

Apontar o golo do empate do Sporting, numa movimentação rápida e remate eficaz que tirou partido da cobrança de um livre por Bruno Fernandes, tornou-o o mais velho marcador de sempre na “final four” da Taça da Liga e ameaçava fazer dele o herói que abriria portas à qualificação para a terceira final consecutiva. Também seria a melhor forma de fazer esquecer os diversos erros de cobertura, que infelizmente se manifestaram nos dois golos que afastaram o Sporting. Pior do que isso, apesar das desculpas públicas a Ricardo Esgaio, foi a entrada violenta que levou à sua expulsão e provavelmente o afastará não só da recepção ao Marítimo como da nova visita à Pedreira, desta vez a contar para a Liga NOS e que pode levar à perda do quarto lugar para o Sporting de Braga. Que o elemento mais experiente e titulado do plantel tenha sido capaz daquilo é o espelho do desvario pantanoso em que se tornou todo o futebol leonino. Tirando Paulinho, que ainda não entrega bolas furadas e calções esburacados...

 

Acuña (2,5)

Esteve regular, sem grandes erros e mesmo o amarelo que o afasta da recepção ao Marítimo (junta-se a Bolasie, Mathieu, Eduardo e talvez Bruno Fernandes e Vietto, o que não é o início de segunda volta mais propício à conquista dos três pontos) só ocorreu num sururu final em que até se comportou relativamente bem. Mas a verdade é que as circunstâncias, sobretudo após a expulsão de Bolasie, exigiam aquele Acuña que se transcende, valendo por dois ou adversários. E essa entidade não foi avistada em Braga.

 

Idrissa Doumbia (2,5)

Saiu ao intervalo para que a equipa voltasse a ter mais gente na direita do que o Chega na Assembleia da República, com as consequências que todos sabemos. No tempo em que esteve no relvado não deslumbrou, mas revelou sentir muito menos pânico devido à presença de Battaglia por perto e até se integrou de forma eficiente em algumas tentativas de construção de jogo que culminaram no empate que permitia sonhar com o único “tri” possível em tempos de Frederico Varandas.

 

Battaglia (3,0)

Em boa hora regrssado à titularidade, aparenta estar refeito da longa recuperação do azar que o persegue e esconde-se à espreita. Pressionante no melhor sentido da palavra, capaz de combinar com os colegas mais criativos, ainda ficou perto de marcar num cabeceamento que foi um dos escassos aproveitamentos das bolas cruzadas para a área.

 

Wendel (3,0)

Também ele estava cheio de vontade de virar a página após exibições muito pouco conseguidas que fazem deste Janeiro de 2020 um novo Setembro de 2019. Rápido e criterioso no transporte de bola e criação de jogadas, lutou com todas as forças mesmo quando o jogo se desequilibrou de vez, com a inferioridade numérica a juntar-se a tantas outras inferioridades que fazem desta época aquilo que é.

 

Bruno Fernandes (3,0)

Quem inventou a expressão “não há uma segunda oportunidade para causar uma boa primeira impressão” não poderia imaginar a quantidade de oportunidades que Bruno Fernandes tem tido para deixar uma boa última impressão. Desta vez até juntou mais uma assistência ao pecúlio, servindo Mathieu para o golo do empate, e não ficou longe de aplicar o remate de longa distância, mas todo o esforço para virar o resultado foi traído pela imbecilidade de Bolasie e pelas insuficiências de Silas. A imagem final do capitão do Sporting a gesticular para um agente da PSP enquanto decorria a batalha campal no tempo de compensação animou a Internet e serve de espelho ao descalabro reinante no clube e cada vez menos circunscrito ao futebol jogado. Um dia depois, um cavalheiro que não é agente de Bruno Fernandes nem presidente da SAD prestou declarações sobre o “timing” da saída do capitão do Sporting. Sendo tal fenómeno tão aberrante quanto a demonstração de como o complexo agencial-mediático destruiu um Sporting que está agora mais interessado em infinitas purgas internas, sobressai a espantosa coincidência de esse porta-voz do futuro de Bruno Fernandes ser a pessoa que mais lucrou, em poder e em euros, com o Alcácer-quibir que conduziu à presente situação directiva e que serve de escudo às suas gritantes e catastróficas incapacidades.

 

Rafael Camacho (2,0)

Tinha a missão de ser um “joker” no corredor esquerdo e quase cumpriu num lance que culminou com um remate perigoso. Mexido e cheio de vontade de justificar os milhões de euros empregues no seu regresso a Alvalade, viu-se condenado à irrelevância quando, após a expulsão de Bolasie, lhe foi entregue a missão de fingir ser a referência de ataque. Incapaz de ganhar duelos aéreos e de suplantar os centrais arsenalistas, quase todas as bolas despejadas para as suas imediações terminaram em “turnovers” para o adversário e imediata construção de novo ataque.

 

Luiz Phellype (1,0)

A forma como se arrasta em campo é potenciada pelos esquemas tácticos de Silas e pela descrença que reina entre os colegas, mas o brasileiro tende a ser sempre o primeiro a deixar cair a toalha. Será que Bruno Fernandes estaria a fazer participação ao agente da PSP do desaparecimento do avançado competente e sua substituição por um gémeo incapaz de fazer aquilo que se pede a esse tipo de futebolista?

 

Bolasie (0,0)

Um quarto de hora de jogo bastou para cometer a imprudência que deixou a equipa a jogar com menos um. E ainda que a entrada assassina sobre o adversário possa ter sido causada por uma escorregadela, nem isso perdoa a falta de inteligência do franco-congolês que se propunha revitalizar a direita  de uma entidade que anda pelas ruas da amargura sem que o seu presidente siga o exemplo de Assunção Cristas quando conduziu o CDS-PP a igual destino.

 

Neto (2,0)

Os minutos que passou em campo, num esquema de três centrais que visava levar o jogo até ao desempate por grandes penalidades não foram perfeitos, mas tiveram o condão de sossegar os sportinguistas: a expulsão de Mathieu não implica necessariamente a titularidade de Ilori.

 

Silas (1,0)

Além de ter entrado no jogo com a sua equipa inspirada no decepado da Batalha de Toro, abdicando do braço direito, demorou eternidades para corrigir posicionamentos e rechaçar o domínio do Sporting de Braga, animado pelo golo madrugador. Quando finalmente deu indicações aos jogadores nesse sentido até viu a equipa empatar, deixando tudo em aberto para uma segunda parte em que apostou (bem) na entrada de Bolasie. Ora, se o infeliz treinador do Sporting não tem culpa da burrice do jogador que se fez expulsar, a aposta em Rafael Camacho como avançado desterrado não só foi um erro de “casting” como contribuiu para emperrar o contra-ataque, ficando desprovido de um jogador rápido como o jovem extremo, como empurrou a equipa adversária para a grande área até que o destino se cumpriu. E ainda por cima numa altura em que se tornara evidente que poupara a terceira substituição para a entrada de Renan Ribeiro a tempo do desempate por pénaltis. Ignora-se em que manual de motivação leu tal estratégia, mas a verdade é que Luís Maximiano sofreu o 2-1. E embora a falta de competência do actual treinador do Sporting possa parecer uma nota de rodapé face ao nível do Conselho Directivo, do departamento de futebol profissional e do próprio plantel, a triste verdade é que Silas ainda não está preparado para a missão que lhes entregaram e que ele aceitou.

É isto o fim?

Estamos a dia 18. Só espero pelo final do mês e que esta direcção fique quieta, na sua incompetência, e não compre nenhum jogador. Que venda em definitivo Bruno Fernandes e feche a porta, saia e peça ao presidente da Assembleia que marque eleições o mais rápido possivel. Que desapareçam de vez, os chicões da vida, e deixem aparecer quem consiga de facto agarrar no nosso clube. 

Armas e viscondes assinalados: Mais duas tacadas para o buraco 19

Sporting 0 - Benfica 2

Liga NOS 17.ª Jornada

17 de Janeiro de 2020

 

Luís Maximiano (3,0)

Tivesse o "derby" apenas 79 minutos e teria saído de Alvalade com a sensação de dever cumprido, seja a disfarçar as gritantes e abissais insuficiências dos colegas de titularidade ou a retirar do relvado as tochas com que as claques deram prova de vida nada inteligente no início da segunda parte – até então tinham ficado em silêncio, permitindo apurar o quanto as bancadas amorfas, passivas e afónicas estavam dispostas a ouvir os cânticos da claque benfiquista a ecoar em Alvalade. Ainda o jogo não tinha completado dois minutos e já o guarda-redes leonino estava a fazer uma mancha que impediu uma desvantagem precoce, aplicando-se da mesma forma para travar remates rasteiros e aéreos (apesar de os avançados benfiquistas tirarem escasso proveito da enorme superioridade no jogo de cabeça na grande área). Nada pôde fazer nos lances dos dois golos tardios que colocam o Sporting a 19 pontos do Benfica quando ainda falta disputar uma segunda volta em que será preciso visitar os estádios das melhores equipas da Liga. E muito provavelmente sem o contributo do maior dos quatro ases que ainda sobravam no baralho.

 

Ristovski (3,0)

Tem a grande qualidade de ainda pertencer ao Sporting que contava para o Totobola e nunca se esquece disso, enfrentando cada adversário pelo que vale e não pelo que as orquestrações de Jorge Mendes irão fazer com que supostamente vá valer. Ainda que pouco integrado na manobra ofensiva, o macedónio contribuiu para que alguma fraca gente, orientada por um fraco treinador, escolhido por ainda mais fraco presidente, ficasse perto de perturbar a narrativa da Liga NOS aprovada em comité.

 

Tiago Ilori (1,5)

Quando evitou o golo madrugador do Benfica, cortando com o rosto o remate dirigido para a baliza momentaneamente desprovida de guarda-redes, terá inquietado aqueles que lhe asseguraram a titularidade ao garantirem que Coates levaria um amarelo em Setúbal “by all means necessary”. Reforçou essa impressão com uma sucessão de cortes importantes que evitaram desventuras à equipa, embora o desacerto nos passes longos e nos lances de ataque fosse um indicador das suas reais (in)capacidades. E o central contratado pela mesma gerência que vendeu Domingos Duarte a desbarato acabou por não desiludir os fãs nos dois golos do Benfica, sobretudo no segundo, que nasce da sua abordagem suicida em dois momentos da jogada.

 

Mathieu (3,0)

O remate acrobático que executou no final do jogo saiu por cima da baliza do Benfica, e que já pouca diferença faria mesmo que tivesse entrado, serviu para recordar que o francês tem mais futebol no dedo mindinho do pé esquerdo do que alguns colegas de plantel teriam caso nascessem dez vezes. Concentrado nas bolas aéreas, generoso nas compensações e capaz de iniciar jogadas de ataque com um critério que falta a quase todos os jogadores leoninos, lamenta-se que se esteja a aproximar o final da carreira de um grande futebolista. E ainda mais que o seu maior objectivo nesta triste segunda volta que se inicia, passando à frente do eventual “tri” na Taça da Liga que fará as delícias dos irredutíveis da actual gerência do Sporting, seja assegurar a (difícil) qualificação do Sporting para a próxima edição da Liga Europa.

 

Acuña (3,0)

Nem o cartão amarelo que viu relativamente cedo, num lance em que foi traído por um inconseguimento de Wendel, limitou o argentino que faz da raça e da classe armas capazes de pôr adversários em sentido. Até marcou um golo notável, aproveitando o já conhecido e recorrente défice de ângulo morto de Vlachodimos, mas Luiz Phellype encarregou-se de o fazer anular devido ao seu posicionamento. Estando na iminência de ser promovido a estrela da equipa, ainda que nunca se saiba se algum génio da lâmpada o “basdostará” por uma dúzia de milhões de euros (ou até por uns feijões mágicos), dedicou-se a dar esperança num resultado melhor do que a encomenda. Mas voltou a não ser dia para isso.

 

Idrissa Doumbia (1,5)

A angústia do jovem médio ao ver-se rodeado por papoilas pressionantes é a imagem de marca do triste "derby" em que o Benfica passou a ter vantagem sobre o Sporting em jogos disputados em Alvalade. Incapaz de estar à altura do momento, perdeu a posse uma, duas, milhentas vezes, sendo certo que a sorte e os colegas impediram que os seus constantes erros tivessem as consequências catastróficas que poderiam ter. Centenas de quilómetros mais a Norte, João Palhinha esteve na vitória do Sporting de Braga na visita ao Estádio do Dragão, mas o mais certo é que nunca mais vista uma camisola que, a manter-se este rumo, será mais talhada para quem não consegue fazer melhor do que o pobre Idrissa, só retirado de campo quando o empate já estava desfeito e o buraco 19 mesmo ali à frente. Antes tivera o seu melhor momento, num remate colocado, à entrada da grande área, que Vlachodimos desviou para canto.

 

Wendel (2,0)

Ter maior familiaridade com a bola de futebol do que o colega de duplo "pivot" permitiu que evitasse cometer tantos “turnovers” quanto Idrissa, mas nem por isso os efeitos práticos da sua melhor técnica foram muito visíveis na construção de jogadas. Tarda a afirmar-se num meio-campo em que se arrisca a ser o elemento mais virtuoso.

 

Bruno Fernandes (3,0)

Talvez tenha feito o último jogo pelo Sporting, sendo improvável que o Manchester United lhe permita tentar juntar mais uma Taça da Liga ao palmarés pessoal, e uma derrota em casa contra um rival directo estará longe de ser a forma como sonharia despedir-se. Verdade seja dita que, embora pouco rematador, esteve ligado aos melhores momentos do Sporting. Logo no início, com uma assistência de longa distância que deixou Rafael Camacho frente a frente com o guarda-redes do Benfica, e numa arrancada em que o seu amigo Pizzi pôde fazer-lhe uma entrada assassina sem ver amarelo e sem evitar o passe para Bolasie, o qual rematou fraco e à figura. Massacrado pelos adversários, ao ponto de Gabriel ser amarelado por atingir o capitão leonino numas coordenadas que podem pôr em causa que a sua filha venha a ter irmãos, Bruno Fernandes voltou a demonstrar uma classe que não se encontra todos os dias, todos os anos ou todas as décadas. Se com ele na equipa já o Sporting estava à beira do abismo, a sua saída pode ser o passo em frente.

 

Rafael Camacho (3,0)

O excesso de pontaria que demonstrou ao rematar ao poste, engrossando as sobrenaturais estatísticas do Sporting nesta temporada, após aproveitar o passe longo de Bruno Fernandes e os pés de barro de um central com nome de Ferro, impediu que o Sporting fizesse o improvável. Também não teve sorte num cabeceamento que Vlachodimos conseguiu rechaçar, mas a verdade é que foi o único elemento do ataque à altura do emblema que trazia ao peito, conseguindo participar na construção de jogadas e tendo pés dotados o suficiente para driblar os adversários que foi encontrando pela frente. Espera-se que ganhe confiança e músculo, pois a partir daqui tudo se tornará ainda mais complicado.

 

Bolasie (2,0)

Ninguém lhe pode negar vontade e coragem, embora a sua “famosa” finta raras vezes engane alguém e o domínio de bola explique o ponto em que se encontra a sua carreira à entrada dos 30 anos. Tivesse tanto jeito para acertar com a bola na baliza quanto tem para produzir vídeos motivacionais e o Sporting estaria numa posição muito menos desesperada.

 

Luiz Phellype (1,0)

Teve concorrência de monta na luta pelo posto de pior em campo, mas sobressaiu pela forma como fez anular o golo de Acuña e teve de contar com a complacência de Hugo Miguel e de Jorge Sousa para que o seu amarelo nao assumisse outras cores. Perdido no relvado e fora de sintonia com os colegas, primou quase sempre por uma atitude indolente que reflecte o mau momento de forma física e anímica de quem chegou a parecer uma opção válida para o ataque do Sporting no final da época passada. A este não foi preciso que Ruben Dias desse um “abraço” na grande área...

 

Gonzalo Plata (1,0)

Desperdiçou os minutos que lhe deram, sendo incapaz de fazer melhor do que, mal ou bem, Bolasie ia tentando fazer.

 

Pedro Mendes (1,0)

Talvez seja de o testar em melhores circunstâncias, não?

 

Borja (1,5)

Entrou já depois dos 90 minutos para que Acuña pudesse subir no terreno. Cumpriu, como cumprira em Setúbal, e voltará a poder cumprir no próximo jogo, pois Acuña fica de fora devido ao cartão amarelo que viu em Alvalade.

 

Silas (1,5)

A insistência em Idrissa Doumbia perante a evidente inadequação do jovem para a tarefa que lhe era pedida, deixando Battaglia sentado no banco, é o melhor retrato da intervenção do treinador em mais um "derby" do nosso descontentamento. Ainda que o resultado tenha estado quase a ser positivo, ainda que algumas das melhores oportunidades tenham pertencido aos leões, a verdade é que o Sporting atravessou largos períodos de marasmo e de domínio benfiquista, demonstrou uma incapacidade de construção aterradora e tornou evidente que o pior ainda estará a caminho. Por muito que seja um profissional digno de respeito, Silas só não é o elemento menos capacitado para as funções que desempenha no Sporting porque o plantel profissional está cravejado de calamidades e a tribuna presidencial ainda é pior.

Sporting DBF (Depois de Bruno Fernandes)

Pelos vistos o nosso capitão de equipa, um dos melhores jogadores do Sporting de todos os tempos, jogador de maior rendimento da Liga Portuguesa, vai seguir as pisadas de Cristiano Ronaldo e Nani e assinar pelo Manchester United. 

Se calhar já era para ter acontecido qualquer coisa semelhante no verão, mas tivemos a sorte de poder desfrutar do Bruno mais seis meses. Mas pronto. Agora tem mesmo de ser. 

Com isso o Sporting irá registar a sua maior venda de sempre, e encaixar uma quantia que deverá servir para acudir às dificuldades financeiras da SAD e reforçar o plantel (esperemos que desta vez com competência) para atingir os objectivos ainda possíveis, o 3.º lugar na Liga e uma caminhada longa na Liga Europa (não falando na Taça da Liga).

Mas depois lembramo-nos do agoiro do Ristovski... e tememos o pior.

 

Sendo assim, pergunto:

Que ajustamentos deveriam ser feitos na equipa de futebol do Sporting para enfrentar com sucesso a segunda metade da época sem Bruno Fernandes?

SL

Armas e viscondes assinalados: Um vírus destinado a surtir efeito na noite de sexta-feira

Vitória de Setúbal 1 - Sporting 3

Liga NOS - 16.ª Jornada

11 de Janeiro de 2020

 

Luís Maximiano (1,5)

O remate saiu forte mas de tal forma à figura que não há forma de o catalogar sem recorrer a metáforas galináceas. A abordagem extremamente deficiente ao lance que causou calafrios aos adeptos leoninos foi, no entanto, apenas um dos pontos negativos de uma exibição em que o jovem guarda-redes andou literalmente aos papéis nas raras ocasiões em que os adversários se acercavam dele e primou pela falta de critério nas reposições de bola.

 

Ristovski (3,0)

O macedónio ficou ligado ao resultado com um cruzamento fulgurante que, à falta de maior acerto por parte dos colegas, acabou desviado para a baliza por um defesa do Vitória de Setúbal. Mas não só. Presente tanto na defesa como no apoio ao ataque, tem como única mancha a incapacidade de evitar, atrapalhado por Bolasie, que um adversário fosse na direcção de Coates. E o resto é história.

 

Coates (2,5)

Tinha como única missão evitar que algum adversário se aproximasse de si, o que resultaria no inevitável cartão amarelo com que o previsível Tiago Martins o afastaria do derby da noite da próxima sexta-feira. Conseguiu ser afastado do Sporting-Benfica sem cometer nenhuma falta, e muita falta fará num jogo em que os seus cortes pela relva e pelo ar poderiam pôr em causa o guião do desfecho da Liga NOS previamente aprovado em comité.

 

Mathieu (2,5)

Pareceu contaminado com o vírus gripal que supostamente dizimou o plantel dos sadinos ao dar o toque na bola que a deixou nos pés do marcador do 1-2. Tirando esse momento de desnorte foi mais uma noite à grande e à francesa de um veterano tão indestrutível que decerto poderá tentar fazer resultar a dupla com Tiago Ilori que a arbitragem lhe impôs para a próxima sexta-feira.

 

Borja (3,0)

Destacou-se na primeira parte pela forma como se integrou no ataque, auxiliado pela presença de Bruno Fernandes no flanco esquerdo, e pelo acerto na cobertura defensiva. Sendo certo que só foi titular para evitar que Tiago Martins conseguisse o pleno e afastasse também Acuña do derby, o colombiano fez dos melhores jogos ao serviço do Sporting, pertencendo-lhe a antecipação que iniciou o contra-ataque terminado no 1-3.

 

Battaglia (3,0)

Continua a parecer algo preso de movimentos, e aquém daquilo que conseguia fazer antes das graves lesões que travaram a sua afirmação na selecção argentina. Ainda assim, primou pela leitura de jogo e fez circular a bola com muito melhor critério do que consegue o castigado Idrissa Doumbia. Sem falar na assinalável quantidade de cortes e de recuperações de bola.

 

Wendel (2,5)

A forma como comemorou o lance do primeiro golo fez desconfiar que teria sido ele a desviar o cruzamento de Ristovski, mas não passou da expressão de vontade de não deixar que a visita aos engripados de Setúbal corresse ainda pior ao Sporting. Muito mexido na primeira parte, na qual foi derrubado dentro da grande área sem que isso perturbasse um dos maiores artistas que algum dia enfiaram um apito na boca, perdeu gás no segundo tempo e adiou a tranquilidade no marcador ao fazer um (mau) passe para Vietto quando estava em posição de alvejar a baliza vitoriana.

 

Bruno Fernandes (3,5)

Limitado pelo posicionamento à esquerda e pela carta branca que Tiago Martins concedeu aos jogadores do Vitória de Setúbal para testarem a consistência dos ossos das suas pernas, o capitão respondeu com intervenções como a jogada em que se isolou e foi agarrado de forma tão flagrante pelo defesa apanhado em contramão que nem um exímio desnivelador de campos pôde ignorar o pénalti que cobrou logo de seguida. Mesmo sem estar ao melhor nível, e de ter chegado a dar mostras de estar lesionado, não terminou o jogo sem bisar, concluindo um contra-ataque bem conduzido por Rafael Camacho. Espera-se que tenha guardado algumas munições para um dos seus “clientes” favoritos se até sexta-feira ainda não tiver sido despachado para Manchester, num daqueles negócios que envolvem pagamentos de supostas dívidas a Jorge Mendes e verbas destinadas a pagar protocolos de expansão da marca do Sporting na Polinésia Francesa.

 

Vietto (2,5)

Saiu lesionado num lance em que talvez tenha sofrido grande penalidade, vendo-se quase de certeza afastado do Sporting-Benfica. Encarregue durante a primeira parte de fazer as vezes de Bruno Fernandes, algo que infelizmente talvez se venha a tornar um hábito, voltou a demonstrar mais jeito para construir jogadas do que para fazer aquele detalhe que fica bem aos avançados, sejam ou não móveis.

 

Bolasie (2,5)

A excelente abertura para Ristovski foi a coroa de glória de uma exibição mexida do franco-congolês, igualmente considerado alvo a abater pelos engripados adversários. Pelo menos desta vez não foi expulso por agressões fictícias.

 

Luiz Phellype (1,5)

O cartão amarelo que lhe ofertaram logo no início do jogo, honra que na época passada foi reservada a Tiago Ilori por ter ousado tocar em João Félix, toldou os movimentos e as ideias de um avançado que também já deve ter reparado nas manchetes que atiram Sporar à cara dos sportinguistas. Foi de uma nulidade absoluta que causa calafrios a quem tenha reparado no calendário que a equipa terá nas próximas semanas.

 

Rafael Camacho (3,0)

Entrou para o lugar do lesionado Vietto e estreou-se com um bom remate cruzado após uma incursão pela esquerda, batalhando numa fase B da equipa que poderia ter acabado com mais uma humilhação. E teve a melhor recompensa para o seu esforço ao ficar ligado ao resultado final, servindo de bandeja o 1-3 a Bruno Fernandes.

 

Pedro Mendes (2,0)

A estreia na Liga NOS do avançado finalmente inscrito poderia ter sido doce caso tivesse acertado na bola ao executar um remate acrobático na grande área do Vitória de Setúbal. Mas nada melhor conseguiu do que sacar um cartão amarelo e meter a defesa contrária em respeito devido ao poderio físico.

 

Jesé Rodríguez (1,5)

Andou pelo campo uns quantos minutos. Ameaça voltar a repetir esse padrão em jogos vindouros.

 

Silas (2,5)

Quando se viu a ganhar por dois golos de diferença, apesar da presença de Tiago Martins, deveria ter pensado: será mesmo boa ideia deixar em campo um dos meus melhores jogadores, sendo que ele está mesmo à calha para ver o amarelo que o deixará de fora no próximo jogo, que até é contra uma equipa cujo vírus não é propriamente o da gripe? Pois que Silas não pensou nisso, apesar de ter deixado Acuña de fora, e também não é crível que seja capaz de arriscar um golpe de asa como lançar Eduardo Quaresma contra o Benfica. Mas também há que reconhecer que o treinador leonino está longe de ser o mais culpado num cenário que tem tudo para agravar-se nos próximos dias, caso se confirme a saída de Bruno Fernandes, o que forçará uma reconstituição do plantel executada por mentes que até agora deram provas de serem perigosas ao ponto de deverem ser banidas do site Transfermarkt.de.    Quanto a Silas propriamente dito, e ao jogo em apreço, lamenta-se que continue a demorar demasiado a reagir quando o paradigma do jogo muda. Só o desacerto de Guedes na recarga ao seu cabeceamento que embateu na trave impediu o Vitória de Setúbal de chegar ao empate.

Pódio: Bruno, Ristovski, Camacho

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no V. Setúbal-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Bruno Fernandes: 18

Ristovski: 16

Camacho: 15

Battaglia: 15

Borja: 14

Wendel: 14

Bolasie: 13

Vietto: 12

Coates: 12

Luís Maximiano: 11

Mathieu: 11

Luiz Phellype: 10

Jesé: 9

Pedro Mendes: 9

 

Os três jornais elegeram Bruno Fernandes como melhor jogador em campo.

Do céu ao inferno em 5 minutos

Aconteceu hoje com Silas no Bonfim, mas é um filme já muito visto no Sporting com outros treinadores e noutros relvados. Muito difícil realmente se torna explicar como é que dum jogo ganho, tranquilo e controlado, se passa, em pouco mais de 5 minutos, para um jogo com a vitória comprometida e com alguns dos melhores jogadores lesionados ou castigados com cartões e impossibilitados para os jogos seguintes.

Mas aconteceu, e acontece, por falta de liderança no banco ou de espírito de corpo no relvado. E a verdade é que torna a vida do Sportinguista, o que foi ao estádio ou o que acompanhou no sofá, bem difícil.

Quem quiser rever os golos sofridos pelo Sporting nos últimos jogos, encontra, mais que o fruto de jogadas bem elaboradas do adversário, situações criadas por descuido ou incompetência individual ou colectiva.

Hoje Mathieu esteve na origem do golo do Setúbal e Risto na origem do amarelo que afasta Coates do dérbi com o Benfica. Situações completamente evitáveis.

Sobre toda esta má sorte ou simplesmente incompetência, só o talento de Bruno Fernandes. Escondeu-se no lado esquerdo para deixar Vietto brilhar na 1.ª parte, cavou o penálti e concretizou para o segundo golo, marcou o terceiro golo depois de boa iniciativa de Camacho.

O que vai ser do Sporting quando ele sair? 

Não faço ideia, mas temo o pior.

Entretanto, para o dérbi, Vietto ficou lesionado, Coates está fora, Neto também, fica o Illloooooooooriiiiiiiiiiiiii....

SL

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

De vencer no Bonfim. O Sporting superou esta noite um teste importante num estádio tradicionalmente difícil, vencendo o V. Setúbal por 1-3. Foi um desafio em que a equipa adversária deu boa réplica, no plano táctico e no plano físico, sem acusar o desgaste que os piegas de turno vinham vaticinando - ao ponto de o técnico espanhol do Vitória nem ter esgotado as substituições. Consumou-se assim a primeira derrota da equipa sadina desta temporada no seu reduto, onde nem Benfica nem V. Guimarães tinham conseguido vencer.

 

De Bruno Fernandes. De novo o  melhor em campo. Não há volta a dar: é um jogador de excepção, um dos mais categorizados que vestiram desde sempre a camisola verde e branca. Os três pontos que trazemos de Setúbal devem-se essencialmente a ele: marcou o segundo golo, de grande penalidade, aos 34'; e fechou o resultado já no tempo extra, culminando a melhor jogada colectiva do Sporting nesta partida. Numa altura em que o capitão leonino já estava magoado e chegou a ser assistido fora de campo. Mas ainda teve forças para voltar e rematar com êxito. Os grandes profissionais são assim.

 

De Bolasie. Boa partida do franco-congolês, que dinamizou sempre o ataque, não apenas no flanco direito, onde actuou de início, mas também na ala oposta, baralhando as marcações defensivas do Vitória. Ficou na retina dos adeptos um lance que protagonizou aos 22' e também a quase-assistência para golo que fez aos 27', colocando a bola nos pés de Ristovski, que logo a centrou - e desse centro nasceu o corte infeliz do defesa João Meira, marcando para nós. O primeiro autogolo de que beneficiamos esta época.

 

De Camacho. Única substituição leonina que produziu efeito. Entrou aos 66' para substituir o lesionado Vietto. Voltou a revelar destreza, velocidade e bons apontamentos técnicos, ajudando a inverter a corrente ofensiva vitoriana, que ameaçava encostar o Sporting no reduto defensivo. Culminou a boa exibição com a assistência para o golo de Bruno Fernandes, aos 90'+4.

 

De estar a vencer 2-0 ao intervalo. Prometia uma segunda parte calma para a nossa equipa. Mas houve excesso de confiança: a partir de certa altura instalou-se um clima de jogo-treino no onze leonino, inaceitável em alta competição. Uma negligência que se pagou cara ao sofrermos o golo, aos 63' - num lance em que Max é mal batido. E podíamos ter sofrido outro, aos 75', quando vimos embater a bola na trave.

 

De ver Battaglia como titular. O argentino voltou a integrar o onze inicial, o que não acontecia desde Setembro, aproveitando o facto de Idrissa Doumbia ter ficado de fora por acumulação de cartões. Esteve longe da exuberância de outros tempos, mas cumpriu no essencial. E permaneceu em campo durante os 90 minutos, o que é bom sinal.

 

Da ausência de Acuña. Boa decisão do treinador, que nem chegou a convocá-lo. O internacional argentino estava quase tapado com cartões e era muito fácil prever que o árbitro Tiago Martins não deixaria de lhe oferecer uma "prenda" amarelada nesta partida. Assim poderemos contar com ele na recepção ao Benfica, sexta-feira que vem. Podia ter feito o mesmo com Coates, outro jogador nas mesmas circunstâncias. Infelizmente o uruguaio foi convocado - e contemplado com a tal prenda pelo apitador de turno. Sem ter feito falta, mas para o efeito não interessa nada. O importante era impedi-lo de defrontar os encarnados em Alvalade.

 

 

Não gostei

 
 

Da atitude dos nossos jogadores na primeira metade da segunda parte. Parecia que já consideravam seguros os três pontos ainda com 45 minutos por disputar. Nesta fase feia e muito fria do jogo, entretiveram-se a trocar a bola em zonas perigosas, enquanto falhavam clamorosamente na finalização - como aconteceu com o frouxo Wendel, aos 48', frente à baliza sadina. Num desses momentos de inaceitável displicência, Ristovski aliviou mal, Mathieu entregou a bola a um adversário e Max foi apanhado fora de posição, deixando-se surpreender por um chapéu de Carlinhos. Muito mal batido.

 

De Luiz Phellype. Condicionado logo no primeiro minuto por um cartão amarelo totalmente absurdo, o ponta-de-lança parece ter ficado afectado psicologicamente - ao ponto de nada ter feito de relevante durante o tempo em que permaneceu em campo. Segunda partida consecutiva em que o brasileiro se revela uma nulidade numa zona do terreno em que tem sido ocupante quase exclusivo. Cada vez me interrogo mais se este jogador possui qualidade para ser titular na nossa equipa.

 

De Jesé. Outra oportunidade perdida. Entrou aos 77', rendendo Bolasie, e voltou a demonstrar que a sua vinda para o Sporting, no início da temporada, foi um lamentável equívoco. Mal se deu por ele em campo. E quando foi preciso ampliar a vantagem e fixar o resultado, recorreu-se ao artilheiro do costume. Que não fala espanhol nem grava discos.

 

Da lesão de Vietto. O argentino saiu aos 66', claramente lesionado. Fica a incógnita: conseguirá recuperar a tempo de podermos contar com ele no confronto contra o Benfica? Já nos basta não podermos contar com Coates (nem com o lesionado Neto, o que forçará a inclusão de Ilori no onze titular) e provavelmente já não com Bruno Fernandes, em vésperas de poder ser transferido para o futebol inglês.

 

De ver os apanha-bolas no Bonfim de máscara na cara. Teatrinho de péssimo gosto, com os responsáveis sadinos a instrumentalizarem os miúdos na tentativa de prolongarem a telenovela "viral" que foram alimentando ao longo da semana.

 

De continuar a ver o Famalicão à nossa frente. Apesar deste triunfo fora de portas, mantemo-nos na quarta posição, pois a equipa minhota venceu o Boavista.

O vendedor de automóveis

Imaginem que eu tenho um chaço velho e que quero desfazer-me dele, vendê-lo.

Faço umas fotos jeitosas, coloco num site da especialidade e digo que é velhinho mas ainda está ali para as curvas.

Como aquilo é velho, se alguém me pedir para o ir mostrar na perspectiva de o comprar, se não for muito longe, eu vou, claro!

Agora imaginem que eu tenho uma bomba para vender que tem bué da clientes interessados. Eu ponho o carro no stand e espero calmamente pelos putativos clientes e interessados.

Claro que se eu tiver um interessado numa frota automóvel e a tiver para vender, desloco-me a casa do cliente e até lhe faço uma atençãozinha, se for caso disso.

Mas o que eu tenho é um topo de gama, 8 cilindros em V e uma cavalagem que arrasta tudo à sua volta, até alguns chaços velhos como aquele que eu pedi que imaginassem que tenho, lá em cima.

Faz algum sentido eu e a minha mulher, que cá em casa é tudo a meias, irmos a casa dum ricaço que me quer comprar a porra do carro?

Eu acho que não, mas isso sou eu, que não preciso de vender o meu chaço...

O que diz Bruno

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«Muitas vezes os meus colegas reclamam, ou vão reclamar, e eu meto-me à frente para poder ser eu a falar, para que não aconteça o amarelo, mas o amarelo acontece na mesma. E não se vê essa parte, vê-se que o Bruno está a falar, está a reclamar, está a dizer. E passa sempre uma imagem muito negativa.»

 

«O chuto na porta no Bessa não é negativo só para mim. Como é que as imagens vêm a público sem que ninguém se responsabilize por nada, como se fosse completamente normal?»

 

«O Boavista sabia que tinha sido eu a partir a porta e disse que não se iria escrever nada no relatório, porque não faria sentido, era um momento normal, do calor do jogo. Foi essa a mensagem que passaram. E depois as imagens saem cá para fora. As pessoas com quem eu falei do Boavista dizem que não foram elas, que não foi o Boavista, porque quem tem acesso é a [empresa] CCTV. O que mais me magoa é a Liga. As imagens saem quando não podem sair, porque isso não é permitido [por lei], e a Liga nada faz.»

 

«Vieram os áudios, continuei a marcar, a assistir, a aumentar os meus números. Depois de tudo o que se falou, o arranque deste ano foi muito melhor do que o do ano anterior.»

 

«Aquelas palavras [do áudio] foram aquilo que eu disse no balneário. Não só eu. Houve outros jogadores que referiram essas ou outras palavras, mas com o mesmo intuito. Daí aqueles áudios não terem impacto no grupo.»

 

«Tentamos sempre corrigir um erro de um colega. Às vezes ele não quer ser corrigido, mas são coisas que se resolvem e sempre se resolveram no balneário.»

 

«Conversei com o míster [Silas] após a discussão com o Eduardo e ele disse-me: "Quero que tu continues a corrigir os teus colegas, a ajudá-los, porque é uma das coisas que fazes bem e eu gostaria de ter mais como tu a fazer isso." Todos os jogadores têm um temperamento e eu como capitão tenho de saber levá-los a todos, e a todos de maneira diferente, assim como o treinador tem de o fazer.»

 

«Sou um  jogador que precisa de responsabilidade, gosto de assumir, de saber que tenho de fazer mais. Não de fazer mais do que os outros, mas fazer mais para demonstrar que, a cada dia que passa, estou melhor.»

 

«Quando chego a casa, pode ser às 3h, 4h ou 5h da manhã, a primeira coisa que faço é pegar no comando da televisão, puxar [a emissão] atrás, rever o jogo, rever todos os lances em que toco na bola, onde podia fazer melhor, onde a decisão foi má. (...) É uma coisa que já faço há alguns anos.»

 

«Se os jogadores não conseguirem dar um bom espectáculo, as pessoas estão no direito de assobiarem ou até de dizerem que os jogadores não merecem o apoio delas. Mas nós tentamos tudo para que os adeptos tenham alegrias. Ninguém sai do relvado feliz por perder.»

 

«Há gente que vai ver o jogos dos sub-19 e dos sub-23 e diz: "Como é que este não está na equipa principal?!" Mas não é igual. O ritmo é muito mais elevado. Independentemente de mostrarem muita qualidade, na equipa principal tudo tem de ser feito duas vezes mais rápido. E às vezes, quando os miúdos se treinam connosco, sentem dificuldade nos tempos, nos momentos de decisão.»

 

«Para quem tinha dúvidas, mostrámos [em Portimão] que temos uma equipa com muitas soluções e grande vontade de ganhar. Fomos todos grandes leões, à altura do Sporting. Podemos estar orgulhosos uns dos outros. Existiu uma entreajuda enorme.»

 

«Treinar é algo que eu penso fazer. Por acaso, ainda há uns dias estive a pensar como seria melhor fazer esse percurso de treinador. Se devia começar já e ir tirando o curso aos poucos, com mais tranquilidade. Ou se deixava tudo para o final da carreira. Vou tirar o curso, isso é certo.»

 

Excertos da entrevista de Bruno Fernandes ao Record conduzida pelo jornalista Alexandre Carvalho

Vai chamar Joaquim a outro

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Grande Bruno Fernandes.

Respondeste da melhor maneira, na entrevista ao Record, ao imbecil que no Tribunal de Monsanto fez de conta que não sabia quem eras ao atirar-te uma frase digna da pré-primária: «Boa tarde, Joaquim. Como se chama?»

A julgar que assim te amesquinhava - a ti, que és um símbolo do Sporting. Quando afinal só serviu para se cobrir de ridículo.

 

«O papel dele [advogado de Bruno de Carvalho] passa por tentar enervar-me. Talvez tivesse ordens de alguém para me tentar enervar chamando-me Joaquim. Mas eu também não sei o nome dele e, sinceramente, não estou muito interessado nem preocupado com o facto de ele me chamar Joaquim ou outro nome qualquer. Pelo que me disseram, estamos a falar de um sportinguista. Acho estranho um sportinguista não saber o meu nome. Se é assim tão adepto, deveria saber o nome dos jogadores que representam o seu clube.»

Assim te pronunciaste na entrevista.

Arrumando a questão, chutando para golo.

Dando uma lição de comportamento ao visado. Que, provavelmente, não conseguirá aproveitá-la. Por fugir ao código tribal a que obedece.

 

Tiveste uma atitude digna de capitão. Mais uma, entre outras que têm prestigiado o desporto português.

Por isso sou brunista. Digo e repito com muito orgulho.

2019 em balanço (1)

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JOGADOR DO ANO: BRUNO FERNANDES

Muitos adeptos não hesitam em classificá-lo como um dos melhores médios criativos que já passaram pelo Sporting. Aos 25 anos, Bruno Fernandes é não apenas o capitão da equipa mas o prolongamento do treinador em campo, transmitindo constantes indicações de posicionamento aos colegas e dando ele próprio o exemplo de como deve comportar-se um futebolista que traz o emblema do Leão ao peito.

Tem um perfeito domínio técnico tanto a receber a bola como a construir lances ofensivos. Desenha jogadas colectivas na cabeça antes de lhes dar execução prática, denotando uma notável leitura de jogo. Exibe uma invejável capacidade física, surpreendendo aqueles que se deixam iludir pela sua compleição franzina. E revela uma inesgotável fome de golo, bem traduzida em números: nas três épocas que já leva em Alvalade somou intervenções em mais de cem golos, tanto a marcar como a assistir.

Bruno Fernandes é a jóia da coroa do futebol leonino. Não por acaso, foi o único jogador a actuar em Portugal a ser nomeado, muito recentemente, para o onze ideal das competições organizadas pela UEFA.

Terminou a época passada em grande, como médio mais concretizador de sempre no futebol europeu, com um registo de 31 golos: dezanove no campeonato, seis na Taça de Portugal, três na Taça da Liga e três na Liga Europa. Esta temporada segue pelo mesmo caminho: já marcou 13 e fez 12 assistências. Lidera isolado a lista dos goleadores da nossa equipa no campeonato e é o rei da participação em golos, à escala continental, na Liga Europa, com média de um marcado por jogo. Compensando assim, em boa parte, o facto de contarmos apenas com um ponta-de-lança, aliás nem sempre disponível, para as competições internas.

Voltou ao Sporting após ter-se desvinculado na sequência do assalto a Alcochete, que deixou em estilhaços o futebol leonino. «Se a Polícia não me parasse à saída da Academia, eu tinha ido embora e não tinha voltado mais», chegou a confessar numa entrevista. «Temi pela vida dos meus familiares, principalmente a minha filha e a minha mulher», viria a especificar no depoimento que prestou, como testemunha, no Tribunal de Monsanto.

Em boa hora regressou, recusando o bónus de cinco milhões de euros a que teria direito. Comporta-se em cada jogo com o entusiasmo de um estreante e a sabedoria de um atleta em fim de carreira, conciliando o melhor de dois mundos. E está a tornar-se um jogador cada vez mais influente também na selecção nacional: muitos vaticinam que será titular no próximo Campeonato da Europa, onde Portugal vai defender o título.

Para proveito e regozijo de todos nós.

 

 Jogador do ano em 2012:  Rui Patrício

Jogador do ano em 2013: Montero

Jogador do ano em 2014: Nani

Jogador do ano em 2015: Slimani

Jogador do ano em 2016: Adrien

Jogador do ano em 2017: Bas Dost

Jogador do ano em 2018: Bas Dost

Armas e viscondes assinalados: Foram realistas e exigiram de si próprios o impossível

Portimonense 2 - Sporting 4

Taça da Liga - Fase de Grupos 3.ª Jornada

21 de Dezembro de 2019

 

Luís Maximiano (3,5)

Ainda mal o jogo começara e já tinha desviado para canto um remate perigoso de Jackson Martínez, voltando a distinguir-se com uma defesa de recurso que, infelizmente, inspirou Rafael Camacho a cometer grande penalidade. Adivinhou o lado para onde o avançado colombiano iria marcar, mas nada pôde fazer, tal como no autogolo de Mathieu, não obstante a tentativa de golpear os seus rins. Tudo parecia apontado para mais uma das recorrentes humilhações que polvilham a temporada do Sporting, mas o jovem guarda-redes entendeu que não seria esse o dia. Uma excelente defesa no início da segunda parte, quando o 3-1 parecia inevitável, deu impulso para a improvável recuperação que abriu portas à terceira “final four” da Taça da Liga. Segurança e maturidade são os nomes do meio de quem promete tornar-se uma lenda.

Ristovski (3,0)

Chegou atrasado no lance do 2-0, claro está, mas nem por isso deixou de mostrar que é muito superior ao outro lateral-direito do plantel. Ainda que aquilo que sucedeu após ter saído do relvado, sacrificado para a aposta total no ataque, mostre que poderá encontrar forte concorrência de onde já não se adivinhava.

Coates (3,5)

Foi como se fosse um Maradona tão desengonçado como bafejado pelos deuses do futebol que irrompeu pelo meio-campo do Portimonense, ainda com o resultado em 2-1, ludibriou vários adversários e serviu Vietto, capaz de falhar o que era mais fácil. O compromisso do subcapitão não rendeu golo nesse momento, ainda que se possa tecnicamente atribuir-lhe uma assistência diferida pela forma como descobriu Rafael Camacho na direita no lance que selou o empate. Também teve erros e perdas de bola escusadas, mas voltou a encher o relvado com a sua exibição.

Mathieu (3,0)

Desta vez coube-lhe preencher a quota de autogolos que fazem parte das habituais desgraças que recaem sobre o Sporting, o que bastaria para fazer cair um francês mais dado a rendições. Em vez disso, sendo Mathieu quem é, dedicou-se a fazer cortes que valem pontos, um dos quais ainda roubou literalmente o golo da cabeça de um adversário.

Acuña (3,0)

A primeira, a segunda e a terceira regra do seu clube coincidem: ninguém lhe tira a bola dos pés. Utilizou esse poder de forma mais decisiva a defender do que a atacar, mas também contribuiu na ala esquerda para fazer com que a inferioridade numérica se reduzisse a um detalhe estatístico ao longo da segunda parte.

Idrissa Doumbia (3,0)

É possível que a presença de Battaglia no banco de suplentes sirva de incentivo para melhorar a sua presença no relvado. Desta vez revelou-se mais interventivo do que é habitual na construção de jogadas, acabando por ser alvo de faltas duras ao driblar adversários. Sacrificado na hora do tudo por tudo, voltou a deixar boa imagem.

Wendel (3,0)

Tão discreto quanto influente, o jovem brasileiro continua a dar mostras de grande amadurecimento táctico. Excelente posicionamento, qualidade na circulação de bola e muito esforço ajudaram a levar a equipa para a frente até receber merecido descanso para a entrada de Battaglia.

Bruno Fernandes (4,0)

Começou por deixar Bolasie na cara do golo, sem que o franco-congolês lograsse ludibriar o guarda-redes do Portimonense, mas quando o resultado já ia em 2-0 e o Sporting parecia dispensado do compromisso em Braga no final de Janeiro, traçou o 2-1 executado por Vietto como se tivesse um compasso na chuteira. E como se fosse fácil seria para outros liderou a resistência leonina no segundo tempo, correndo mais do que permitia a força humana, somando uma nova assistência, daquelas que só ele poderia fazer tão bem e depressa, para a reviravolta no resultado. O abraço que deu e recebeu a Gonzalo Plata, a quem corrigira movimentos minutos antes, como um líder e como um mestre, ilustra a insubstituível importância que tem na equipa. Pena é que o rumo ao “tri” ocorra na menos festejada de todas as competições.

Rafael Camacho (3,5)

Tendo em conta que começou por fazer o tipo de pénalti que seria assinalado mesmo que vestisse de papoila saltitante no Estádio da Luz, arrastando a equipa para o desastre iminente, dificilmente poderia ter corrido melhor o jogo ao resgatado ao Liverpool. Mas é curioso que o melhor de Rafael Camacho tenha ocorrido quando passou a lateral-direito com jurisdição alargada à ala inteira, justamente aquela posição em que Klopp, que mais ou menos à mesma hora disputava o Mundial de Clubes contra o Flamengo de Jorge Jesus, tanto o quis experimentar. Certo é que o lance do 2-2, com movimentos momentaneamente perpétuos dentro da grande área do Portimonense a antecederem o remate em arco, foi a demonstração mais perfeita do que deve sair dos pés de um camisola 7 que o Sporting viu em muitos e muitos anos.

Vietto (3,5)

Depois da elevação que conseguiu para cabecear o cruzamento de Bruno Fernandes seria de esperar que conseguisse bisar após ver-se servido por Coates em posição frontal para a baliza. Assim não foi, prolongando o sufoco de uma equipa que se dava ao luxo de desperdiçar golos feitos estando a correr atrás do prejuízo e com menos um em campo. Certo é que o argentino se redimiu da falta de pontaria nessa (a bem dizer, não só nessa) ocasião e ainda fez a assistência para o 2-4 que confirmou o bilhete dourado para Braga, carimbado com a vitória do Gil Vicente sobre o Rio Ave.

Bolasie (2,5)

Vítima da expulsão mais ridícula de um futebolista do Sporting desde que Ristovski viu o vermelho directo por ter sido agredido, há que valorizar a contenção demonstrada pelo franco-congolês perante a sabujice do árbitro João “I Want to Believe” e a vergonhosa pantominice do “agredido” do Portimonense. Escolhido para ponta de lança móvel devido aos problemas gástricos de Luiz Phellype e ao nascimento de mais um filho de Jesé Rodríguez – capaz de competir com o ex-colega de equipa Cristiano Ronaldo no que toca à prole –, Bolasie estava preparado para lutar até ao limite das suas limitadas capacidades, ainda que tenha permitido a defesa ao ver-se isolado frente ao guarda-redes. Talvez pudesse redimir-se do falhanço não fosse a tal expulsão que o motivou a descarregar no Twitter.

Luiz Phellype (3,5)

Poupado para os últimos vinte minutos de jogo devido aos efeitos de uma gastroenterite, o brasileiro ainda lançou o contra-ataque que permitiu a reviravolta e fez um grande golo, tranquilizando a equipa em tudo o que estava ao seu alcance. Desferiu um remate na passada, sem dar hipóteses ao guarda-redes, quase como se fosse o goleador de nível mundial que nada permite garantir que virá a ser.

Gonzalo Plata (3,5)

O jovem extremo equatoriano entrou sem instruções para ficar colado à linha, tornando-se um apoio para o ponta de lança. Nem sequer acertou à primeira, o que motivou uma palestra instantânea do treinador-em-campo, mas no lance do 2-3 não só contribuiu para que o Portimonense perdesse a posse de bola (numa acção quase decerto faltosa, há que reconhecer...) como finalizou de forma simples e perfeita o contra-ataque. Começava a parecer esquecido no plantel, mas terá feito com que se lembrem dele.

Battaglia (2,5)

Entrou para recompor o meio-campo defensivo e cumpriu com a missão. É bom vê-lo a reconquistar o seu espaço na equipa.

Silas (4,0)

Capaz do bom e do muito mau, o treinador leonino não menosprezou as escassas hipóteses de qualificação. Tudo jogava a favor da vitória do Rio Ave no grupo, mas a incapacidade dos vilacondenses e a desgraça que o azar, o destino e o Pinheiro iam fazendo no Algarve encaminhavam o Portimonense para a “final four”. Aquilo que mudou na segunda parte, com os jogadores a serem realistas ao ponto de exigirem o impossível, teve muito de raça da rapaziada de leão ao peito mas também houve dedo do treinador. Ultrapassado o primeiro embate da equipa que tinha vantagem no marcador e na contagem de cabeças, Silas começou a alterar as circunstâncias com substituições arriscadas e apropriadas a quem nada tinha a perder. Espera-se que retenha a boa experiência de Rafael Camacho a lateral e de Gonzalo Plata como segundo avançado. E que goze bem as férias de Natal, ciente de que Janeiro é o tipo de pesadelo em potência que só muito trabalho e engenho poderão transformar na matéria de que os sonhos são feitos.

A voz do leitor

«Bruno Fernandes é hoje o único ídolo de miúdos e graúdos sportinguistas. Tem o efeito de atracção de jovens ao Clube e ao estádio José Alvalade. É, neste momento, a figura do futebol do Sporting. Excelente profissional, parece que é sportinguista desde sempre, com garra, classe e interesse por tudo o que se passa no Sporting. Está-se a tornar num símbolo do Clube (apesar de uns lunáticos o considerarem traidor). Seria, com todos os sacrifícios possíveis, de o manter no Sporting.»

 

JMA, neste meu texto

Armas e viscondes assinalados: Cabazada de Natal para esquecer os tempos de crise

Santa Clara 0 - Sporting 4

Liga NOS - 14.ª Jornada

16 de Dezembro de 2019

 

Luís Maximiano (3,0)

Perante um adversário que foi dominado desde o início do jogo bastou-lhe estar atento e disponível  para resolver as escassas ocorrências que iam aparecendo. E ainda teve a sorte de o árbitro Manuel Mota ter tanto amor às vitrinas dos talhos que anulou um golo ao Santa Clara, num livre directo cobrado com mestria, devido a uma irregularidade existente mas que poderia ter passado despercebida.

Ristovski (4,0)

Exibição portentosa do macedónio, disposto a fazer esquecer uma temporada em que lhe bastava respirar para ver o cartão vermelho. Não só controlou as investidas açorianas pela sua ala como esticou o motor de arranque do ataque leonino, com consequências que só não foram ainda melhores devido ao desacerto dos avançados. A assistência para o segundo golo de Luiz Phellype é só um dos muitos motivos que aconselham descanso ao milionário reforço francês que compete consigo pela titularidade.

Coates (3,0)

Mesmo o cartão amarelo que recebeu foi um mal menor tendo em conta que impediu um contra-ataque perigoso (apesar de o destino do jogo estar mais do que selado). E não deixa de ser bonito que haja um jogo em que não é chamado a fazer de “stand-in” do saudoso Bas Dost na hora do desespero.

Mathieu (3,0)

Pois que cometeu o erro que resultou num amarelo para Coates e no livre directo que Manuel Mota impediu de ser o tento de honra dos açorianos. Mas ninguém (tirando Bruno Fernandes) ali seria capaz de fazer a abertura para Ristovski que resultou no 0-2. Mantenham-lhe o emprego, que para nós é um sossego.

Acuña (3,5)

Tinha pela frente o irrequieto Ukra, que é o mais próximo que o futebol nacional tem de um Joker, o que fazia adivinhar faíscas. Em vez disso, o argentino conteve-se, conteve-lhe os movimentos e integrou-se com bons resultados nas manobras ofensivas que resultaram em goleada.

Idrissa Doumbia (3,0)

Sempre esforçado e quase sempre insuficiente para o que se exige a um titular do Sporting, pouco ou nada comprometeu e evitou o amarelo que o deixaria de fora da recepção ao FC Porto, a abrir o próximo ano. Mas há que destacar a melhoria verificada quando Battaglia regressou aos relvados.

Wendel (3,0)

Já dizia um francês mais velho do que Mathieu que o importante é competir. Talvez assim seja, e o internacional pela selecção olímpica do Brasil muito o fez, sem ficar directamente ligado ao resultado. E a forma que ajudou o meio-campo a mexer tornou-se ainda mais flagrante quando teve direito a descanso e foi substituído pelo compatriota Eduardo Henrique.

Bruno Fernandes (3,5)

Afortunados são os sportinguistas nos jogos em que tudo corre bem mesmo sem que o capitão se destaque dos demais. Mais um golo de pénalti, com o guarda-redes a revelar-se conformado com o destino ao ponto de não se lançar para nenhum lado, e mais uma assistência, num canto desviado pela nuca de Bolasie, elevaram as suas estatísticas para uma centena de participações directas em golos do Sporting. E ainda melhor poderia ter sido o rescaldo da viagem se os colegas aproveitassem melhor os cruzamentos teleguiados e tivesse concluído melhor uma bela combinação com Vietto.

Vietto (3,5)

Só faltou mesmo o golo ao argentino, que não deu o seu melhor ao ver-se colocado frente à baliza pelo insuspeito Jesé Rodríguez. O mesmo não se pode dizer da forma como fez uma assistência para desbloquear o marcador à prova de falhanço de Luiz Phellype e das excelentes combinações com Bruno Fernandes.

Bolasie (3,5)

Que jogão teria feito o franco-congolês não fosse o crime de lesa-futebol que protagonizou na primeira parte, cabeceando de frente para à baliza de uma forma que noutras modalidades daria direito à perda de pontos por falha técnica. Redimiu-se à terceira tentativa, por muito que o desvio de cabeça para o fundo das redes no lance do 0-3 aparente ter sido inadvertido. E, sem medo de partir para cima dos adversários em drible – não obstante a reduzida taxa de sucesso em tais iniciativas –, ajudou a fechar o marcador com uma arrancada em que só o conseguiram travar com uma falta dentro da grande área. De longe o melhor dos três reforços de fecho de mercado, merece respeito por um empenho que por vezes compensa as limitações de quem dificilmente melhorará nesta fase da carreira.

Luiz Phellype (3,5)

Bisou na partida, confirmando o bom momento que atravessa, mas ficou a dever a si mesmo outros tantos golos. A abordagem aos lances está quase sempre longe dos padrões de um avançado titular – excepção feita ao lance do 0-2 –, o que não invalida que o brasileiro mantenha uma das melhores relações custo-benefício do plantel leonino.

Battaglia (3,0)

Vê-lo entrar em campo foi uma dupla alegria para os adeptos, que não só ficaram felizes com a superação do ciclo de lesões graves que afectaram o argentino como puderam constatar o quanto melhora o meio-campo com a sua qualidade técnica e inteligência táctica.

Jesé Rodríguez (2,5)

Quis o destino que o seu melhor momento, desenvencilhando-se de uma série de adversários à entrada da grande área do Santa Clara, não tivesse o melhor seguimento por parte de Vietto. Lançado no jogo com o resultado feito, o espanhol em nada comprometeu.

Eduardo (1,5)

Os minutos que jogou, felizmente poucos, confirmaram o estatuto de maior incógnita do plantel leonino.

Silas (3,5)

Ainda teve tempo para fazer caretas quando os avançados insistiam em não concretizar as oportunidades de golo decorrentes do intenso domínio e dos bons cruzamentos de Ristovski e Bruno Fernandes. Construiu a própria sorte ao apostar nos melhores que tem à disposição e viu o Sporting fazer uma das suas melhores exibições e subir ao lugar do pódio que é realista ambicionar. Se no sábado vencer o Portimonense e tiver sorte no outro jogo do grupo, conseguindo o improvável acesso à “final four” da Taça da Liga, ganhará uns quantos dias de direito ao esquecimento dos seus muitos erros até ao possível vale das trevas da morte que o calendário lhe oferece no início de 2020.

Competência e falta dela

Esta jornada dupla em Barcelos (que nos custou a aproximação perigosa do Braga e Guimarães na Liga e não nos livrou da eliminação na Taça da Liga) e aquilo que continuamos a ler e a saber do futebol do Sporting vieram ainda mais pôr a nu a incompetência da actual estrutura e o consequente estado de abandono e descontrolo emocional dos jogadores, entre os excessos de alguns e a falta de alegria e confiança e o olhar cabisbaixo doutros.

Temos um director desportivo que não dá a cara e que sonha em "encaixar no mercado de Janeiro para reforçar o plantel", e ouvimos que Acuña, Coates, Wendel e agora Palhinha estão à venda por tuta e meia e o Sporting anda à procura de Olas Johns algures, temos um team-manager que assiste impávido e sereno às provocações e pancadas sobre Acuña e não levanta o traseiro do banco para o defender, temos um treinador que mete a viola no saco quando o treinador contrário desvaloriza os seus jogadores, tem de ser chamado à razão pelos jogadores para se deixar de mudanças constantes que apenas os desorientam,  e se queixa (muito se queixa ele) que o Bruno Fernandes conhece o plantel melhor que ele, que os jogadores fazem o que querem em campo, e que não tem tempo, nunca tem tempo para treinar como deve ser. E fica enfadado, protestando com o adjunto quando o Bruno tenta um chapéu longo ao guarda-redes adversário.

Que chatice ser treinador do Sporting. No Belenenses não era assim?

 

O que ainda vai valendo é a competência do capitão de equipa, que vai marcando e dando a marcar golos decisivos, puxando pelos colegas e exigindo atitude, levando pancada mais ou menos tolerada pelos árbitros (no Bessa foi uma caça ao homem) mas não deixando de meter o pé sem medo mesmo incorrendo em faltas e cartões, ou seja, fazendo o trabalho dele e às vezes os dos outros. Se estamos assim com ele, o que seria do Sporting esta época sem Bruno Fernandes?

E se ele se aleija? Nem quero pensar nisso...

 

Confesso que não entendo como há gente do Sporting (do Benfica e do Porto entendo) que acha que o problema do Sporting é o que diz ou o que faz Bruno Fernandes, e que até advoga que devia deixar a braçadeira. Para ficar tudo nivelado na incompetência.

Por mim, e já que se dispôs a assinar um novo contrato, pelo menos era promovido já a treinador-jogador. Como no caso do Tiririca, pior não fica. 

Entretanto, amanhã, mais um confronto crucial em Alvalade: o penúltimo para a Liga antes dos embates com os dois rivais. Por muito desagradado e pessimista que esteja, lá estarei a apoiar nos 90 minutos e convido todos a fazer o mesmo.

 

PS: Hoje no João Rocha, às 15h, temos o dérbi do andebol. Na primeira volta ganhámos na Luz e temos todas as condições para vencer de novo. A não perder. 

SL

Armas e viscondes assinalados: “Fast-forward” para o minuto 88

Gil Vicente 0 - Sporting 2

Taça da Liga - 2.ª Jornada da Fase de Grupos

4 de Dezembro de 2019

 

Renan Ribeiro (3,0)

Acabou por ter uma noite de relativo sossego, apesar do lamentável e já expectável ascendente que os suplentes da equipa da casa chegaram a ter na primeira parte, e até foi o guarda-redes brasileiro a encarregar-se de arranjar calafrios, cabeceando à entrada da área uma bola directamente para os pés de um avançado do Gil Vicente que teve a infelicidade de sair do Seixal antes do complexo futebolístico-mediático encarregue de produzir “golden boys” estar devidamente oleado. Certo é que chegou ao apito final sem ir buscar a bola ao fundo das redes, o que por estes dias passa por ser um homem que mordeu o cão.

Ristovski (3,0)

É combativo, aparenta sentir o peso da camisola bem mais do que a média do plantel e não tem culpa de não haver um lateral-direito melhor do que ele, transformando-o naquilo que é: um profissional digno, com talento quanto baste, que dá o melhor que tem - e até aparenta ter abandonado a maré de azar e descontrolo que lhe valeu tantas expulsões na época passada.

Coates (3,5)

O xerife uruguaio voltou à equipa e impôs a sua lei aos galos de Barcelos, anulando sucessivas tentativas de ataque pelo ar e ainda mais pela relva, demonstrando um “timing” perfeito nos muitos cortes que se encarregou de fazer. Ter um dos poucos jogadores de elevado nível que restam no plantel em campo é sempre uma garantia.

Neto (3,5)

Espera-se que tenha retirado de vez qualquer dúvida quanto à ordem hierárquica dos centrais leoninos. Em vez da calamidade protagonizada por Tiago Ilori no domingo, Neto distinguiu-se pela voz de comando, por alguns cortes incisivos e bem arriscados e até pela forma como suplicou em vão a Rui Costa que não expulsasse Acuña.

Acuña (2,0)

Ultrapassado em velocidade por Romário Baldé, e provocado de modo sistemático pelos jogadores do Gil Vicente ao longo do jogo, o argentino depressa se viu à cunha do segundo amarelo. Descontrolado como há muito não se via, conseguiu manter-se no relvado bem mais do que seria expectável, sendo já em tempo de descontos que selou o destino – que o excluirá da recepção ao Moreirense no domingo – ao berrar com o quarto árbitro após ser esbofeteado por um adversário. No outro prato da balança está a garra de um dos raros elementos do plantel que nenhum Vítor Oliveira consegue rebaixar.

Idrissa Doumbia (2,5)

Aguentou melhor os suplentes do Gil Vicente do que tinha controlado os titulares no jogo anterior, o que também não quer dizer muito. Mas o certo é que desta vez não houve golos contrários a registar.

Miguel Luís (2,5)

Talvez tenha regressado à equipa titular por motivos estritamente regulamentares, pois não abundam formados na Academia de Alcochete que não tenham rescindido contrato ou entrado no carrossel dos empréstimos com cláusula de compra manhosa, mas não demorou a fazer-se notar. Pena é que tenha sido por um lance a que só um laureado com o Nobel da Paz pode chamar remate e por levar uma reprimenda do capitão de equipa. Melhorou ao longo do jogo, destacando-se um bom cruzamento para a cabeça de Luiz Phellype, o que não impediu que fosse o candidato óbvio à saída logo que Silas percebeu o impasse que por ali ocorria.

Wendel (3,0)

Tem mais talento do que tende a demonstrar, ainda que provavelmente menos do que considera ter, o que voltou a ser demonstrado neste segundo jogo da fase de grupos da Taça da Liga. Ganha pontos pela dinâmica que procurou dar ao anémico fio de jogo da equipa e por uma desmarcação genial que Bruno Fernandes encontrou forma de desperdiçar à boca da baliza.

Bruno Fernandes (4,0)

Falhou dois grandes golos, um dos quais numa tentativa de surpreender o guarda-redes do Gil Vicente ainda aquém da linha de meio-campo e o outro num excesso de confiança que o levou a tentar um toque acrobático quando bastava empurrar a bola para a linha de golo mesmo em frente. Pelo meio ainda fez a bola balançar as redes, só que em posição irregular, e serviu Luiz Phellype para um daqueles “expected goals” de que o inferno sportinguista está cheio. Pouco importa: façamos “fast forward” para o minuto 88, quando foi carregado por um adversário junto à grande área, encarregando-se de desfazer com um livre directo impecável o empate que retirava ao Sporting qualquer hipótese (ainda que remota) de defender os dois títulos consecutivos de “campeão de Inverno” na fase final da Taça da Liga. Não satisfeito, numa altura em que a equipa tinha menos um em campo, serviu Vietto para o argentino fazer o resultado final. Não tem o número 31 na camisola, mas tal como no célebre fado como ele não há nenhum.

Bolasie (3,0)

Chegou a ser o melhor da equipa na primeira parte, devendo-se-lhe um excelente remate que poderia ter desbloqueado o marcador, e lutou com todas as forças que tinha contra a desgraça que mais uma vez se anunciava. Ninguém lhe pode questionar o empenho, mesmo sem se traduzir necessariamente em resultados práticos.

Luiz Phellype (2,0)

Atravessa uma má fase e mesmo quando cabeceou como mandam as regras a bola cruzada por Miguel Luís não impediu a boa defesa do guardião do Gil Vicente. Pior foi a sua tentativa de inaugurar o marcador com um toque de calcanhar que lhe saiu truncado, num símbolo cruel das limitações técnicas que já deu provas de conseguir ultrapassar com força de vontade e capacidade de trabalho.

Rafael Camacho (2,5)

Continua a ser o talismã de Silas, sendo apenas triste que raras vezes traga sorte. Desta vez teve mais minutos, aproveitando-os melhor do que é hábito, tanto nas alas como no miolo.

Jesé Rodríguez (3,0)

Entrou para o lugar do infeliz Luiz Phellype, numa lógica “és avançado-centro e não sabias” que lembra um cartaz do Iniciativa Liberal, e não se lhe pode negar impacto no resultado final. No lance de contra-ataque que culminou no livre directo cobrado por Bruno Fernandes foi ceifado por um adversário (que recebeu um amarelo do daltónico Rui Costa) quando se encaminhava para a baliza, e a jogada do 0-2 começa com uma recuperação de bola quando a equipa lidava com a expulsão de Acuña.

Vietto (3,0)

Entrou, viu e venceu. Muito bem servido por Bruno Fernandes, não hesitou perante a tentativa de mancha do guarda-redes e sossegou os corações leoninos.

Silas (3,0)

Os trejeitos que fez quando Bruno Fernandes tentou marcar de antes da linha de meio-campo ficaram-lhe mal, mas há que reconhecer que montou a equipa melhor do que no embate anterior com o Gil Vicente, assumindo o objectivo de manter a esperança na qualificação para a “final four” da Taça da Liga. Dito isto, não há motivos para optimismo quando falta um mês para os embates com o FC Porto e o Benfica, restando-lhe sobreviver aos próximos jogos, pois como tantas vezes se diz em Portugal, “depois mete-se o Natal”...

Pódio: Bruno Fernandes, Coates, Bolasie

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Gil Vicente-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Bruno Fernandes: 18

Coates: 16

Bolasie: 15

Neto: 15

Renan: 15

Vietto: 14

Ristovski: 13

Jesé: 12

Miguel Luís: 12

Luiz Phellype: 12

Idrissa Doumbia: 12

Wendel: 11

Camacho: 10

Acuña: 8

 

Os três jornais elegeram Bruno Fernandes como melhor sportinguista em campo.

Desconsolo

Com tudo o que se passou três dias antes no mesmo estádio, o mínimo que se pedia a este Sporting de Silas a defrontar as segundas linhas do Gil Vicente era que entrasse a todo o gás e chegasse à goleada.

Mas entrou como entrou no domingo. Lentidão de processos, ausência de ideias, passes para ninguém, uma posse de bola estéril, apenas Bolasie destoava na pasmaceira. E à meia hora de jogo já podia estar a perder, porque mais uma vez Vítor Oliveira fez o trabalho de casa, colocou um jogador rápido do lado dum Acuña cansado e obrigado a fazer todo o corredor, e esse jogador foi criando situações perigosas para o Sporting, felizmente mal concluídas.

Miguel Luís, o pé-frio do costume, desmarcado na área, remata fraco e à figura, outra vez na área fica estático e deixa passar o centro para golo, mais uma vez perto da área dá as costas ao centro do Bruno Fernandes. Com uma boa leitura de jogo e chegada à area, quantos golos já falhou esta época? Pode vir a ser um novo Adrien, mas tem muito que melhorar em termos de concentração e intensidade.

A coisa melhorou no segundo tempo, o Sporting foi pressionando até que Silas, a ter de ganhar, tira o único ponta de lança disponível (um cada vez mais desmoralizado Luiz Phellype, uma sombra do que foi com Keizer) para ficar a atacar com uma dupla de vagabundos desorientados, Jesé e Camacho, que davam cabo de todo o jogo que lhes chegava.

Quando o empate parecia certo, lá veio o Bruno mais uma vez dizer porque é o melhor jogador da Liga e um dos melhores médios do Sporting de todos os tempos. Um golo de livre e uma assistência para golo.

Acuña é o barómetro do estado anímico da equipa. Enquanto no Dragão fugiu as provocações orquestradas pelo Serginho e seguiu para o Jamor, ontem foi aquilo que se viu: o árbitro safou-se duma cabeçada por pouco.

Coisa boa foi ver os meninos bonitos de Silas, Ilori e Eduardo, a aquecerem o banco. 

Depois veio a conferência de imprensa e Silas, confrontado com as opiniões discutíveis e despropositadas de Vítor Oliveira sobre os seus jogadores  ("...o fundamental é ter-se bons jogadores. As boas equipas fazem-se com bons jogadores e nenhum treinador faz uma boa equipa sem bons jogadores"), meteu a viola no saco e passou ao lado da defesa dos mesmos e do clube que lhe paga o ordenado.

SL

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