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És a nossa Fé!

And now for something completely different ...

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Estou até algo surpreendido pela forma como Bruno Fernandes não só "pegou de estaca" como também "pegou na batuta" do Manchester United. Não esperava que fosse desta maneira tão notória, até abrasiva. Não tanto pela concorrência no plantel, o qual já não é o que foi e que, ainda por cima, tem a primadona Pogba lesionada. Mas por três razões: aquilo do ritmo do jogo inglês ser bem mais intenso do que o português; a demora no processo de transferência, que poderia ter afectado a forma de BF; acima de tudo, isso de ter chegado a meio da época, a ter que se integrar numa equipa já em andamento (aos soluços, é certo). Mas a forma como tudo está a correr muito mostra a grandeza de Bruno Fernandes - em Portugal (mesmo junto de alguns sportinguistas, durante tempo excessivo) posta em causa. Lembremo-nos, por mero exemplo, que ainda há não muito tempo o bom jogador Pizzi foi votado melhor jogador do que ele ...

Mais estranho ainda, aquilo da selecção A. Bruno Fernandes, que já tem 25 anos, nela jogou 19 vezes apenas. E sem particular relevância. Ou seja, temos um fazedor de jogo que é capaz de chegar ao Manchester United a meio da época e de imediato embolsar a equipa e encantar o futebol inglês. E a nossa selecção ainda não encontrou forma de o verdadeiramente mobilizar. Nas selecções há pouco tempo para treinar, moldar tácticas e jogadores, dirão. E o seleccionador di-lo. Mas houve esse tempo, agora no Manchester United?

Enfim, todos nós gostamos do Engenheiro Fernando Santos, que nos trouxe o título de 16, e tão felizes nos fez. Para além da outra liga das nações, simpática vitória, ainda que algo secundária. Mas está na altura de lhe cobrar alguma maleabilidade. Tem Bruno Fernandes. E tem também Rúben Neves, a fazer uma extraordinária carreira em Inglaterra, e Diogo Jota, um belíssimo avançado. Já para não falar de Bernardo Silva, um magnífico jogador que na selecção já vem melhorando mas ainda não chegou ao que faz no Manchester ... City. E este percurso imperial (veni, vidi, vici) de Bruno Fernandes é o sinal, Fernando Santos terá que se deixar de conservadorismos nas escolhas de jogadores e terá que armar tacticamente a equipa num patamar mais elevado do que o que vem fazendo - até porque o apuramento para o Europeu foi muito mau e o terrível grupo em que se caiu foi devido a essa mediocridade da selecção. Cristiano Ronaldo é muito bom mas há um punhado de grandes jogadores a conjugar. E não se tem visto isso. Não é apenas o "resultadismo" de Santos é mesmo uma equipa que joga pouco. Demasiado pouco para quem tem este Bruno Fernandes, este Bernardo Silva, este Rúben Neves, este Diogo Jota. E aquele Cristiano Ronaldo.

E, como se mostra em Manchester, não é preciso assim tanto tempo, para colocar jogadores destes com a batuta na mão e afinar a orquestra.

 

O herói indesejado

Imaginemos que Bruno Fernandes havia sido transferido não do Sporting, mas de uma agremiação desportiva qualquer diferente.

Os jornais desportivos colocariam hoje fotos do jogador a apanhar toda a primeira página e nem estou a imaginar os epítetos com que seria brindado pela imprensa da especialidade. Seria naturalmente endeusado.

O problema é que Bruno Fernandes saiu do Sporting e não de outro clube qualquer.

Depois do golão deste fim de semana, que deu o empate ao Manchester United na visita ao Everton, o jornal a “Bola” informa num pequeno rectângulo na primeira página: “Bruno Fernandes volta a marcar”, enquanto o Record diz apenas “Bruno marca outra vez”. O Jogo nem se dá ao trabalho de informar.

Até nisto se percebe a pouca ou nenhuma consideração que a imprensa desportiva tem pelo Sporting.

Os rostos do fracasso

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Todos os anos, jornada após jornada, anoto aqui os jogadores que a imprensa desportiva elege como melhores em cada partida disputada pelo Sporting. Estive há pouco a lembrar a lista dos eleitos na temporada 2018/2019: Bruno Fernandes, Raphinha e Nani

 

Oito meses depois, nenhum deles está no Sporting. Nani até saíra antes, por motivos nunca explicados, quando era capitão da equipa e peça vital do plantel reconstruído durante a gestão provisória protagonizada por Sousa Cintra na SAD leonina que possibilitou a conquista da Taça de Portugal e da Taça da Liga. A 19 de Fevereiro de 2019, o Sporting anunciou a saída deste campeão europeu em simultâneo com o afastamento definitivo de um tal Castaignos, o que me levou a protestar: «Isto não é forma de tratar os nossos. Refiro-me aos que são verdadeiramente nossos, não aos que só passam por cá para fazer turismo.»

Com razão ou sem ela, circulou o rumor de que Nani fora afastado por incompatibilidade com Bruno Fernandes. Um rumor que dava jeito à Direcção liderada por Frederico Varandas, pelos vistos incapaz de gerir dois egos na mesma equipa - como se isso fosse um problema quando a qualidade impera. À época, a narrativa dominante - e que logo dois papagaios de turno se apressaram a difundir nos seus púlpitos televisivos - jurava que Varandas «faria tudo» para manter Bruno Fernandes no Sporting. Isto quando o Daily Mirror já noticiava que Bruno iria rumar ao Manchester United por 63 milhões de libras.

 

Raphinha foi, precisamente, um dos jogadores-chave na conquista da Taça de Portugal ao marcar uma das grandes penalidades ao FC Porto no Jamor. Também ele acabou por ser despachado de Alvalade, a 2 de Setembro de 2019, numa transferência para o Rennes concretizada no último dia do mercado que apanhou de surpresa o próprio atleta, dias antes fundamental para a vitória do Sporting contra o Portimonense no Algarve - jogo em que marcou dois golos e nos colocou na liderança do campeonato, à condição. 

Capitalização financeira, mas descapitalização no plano desportivo: a equipa então orientada por Marcel Keizer perdia outra peça essencial para a conquista de objectivos na época futebolística ainda mal iniciada. Mas a narrativa anterior manteve-se: Raphinha saía para que Bruno ficasse. Tal como sucedera com Nani.

 

Afinal Bruno Fernandes também não ficou, o que invalidava tudo quanto antes se dissera. Saiu a 28 de Janeiro de 2020, por 55 milhões de euros (mais objectivos fixados no acordo entre as partes), precisamente para o clube que o Mirror assinalara seis meses antes num furo jornalístico de longo alcance.

E assim, em etapas desenroladas ao longo de onze meses, perdemos os três jogadores nucleares da temporada 2019/2020. Assim passámos da liderança à condição no campeonato para o quarto posto na tabela, com Rio Ave e V. Guimarães a morderem-nos os calcanhares. Assim passámos de titulares de duas taças para a eliminação na reconquista desses troféus.

Tudo envolto numa retórica com mais buracos do que um queijo suíço: Nani saía para se manter Bruno; Raphinha saía para que Bruno ficasse; o próprio Bruno saía afinal porque nada do que se dissera antes fazia sentido.

 

O rumo errante aqui lembrado comprova que os fracassos não sucedem por acaso. Ocorrem por más escolhas, opções desastradas e incompetente gestão dos recursos disponíveis. Conduzindo o Sporting à irrelevância desportiva e aprofundando o divórcio entre equipa e adeptos, com a consequente deserção dos lugares no estádio e fatal perda de receita.

Este fracasso concreto tem rostos e nomes. Por esta ordem: Frederico Varandas, Salgado Zenha e Hugo Viana.

Assim, quem é que quererá treinar o Sporting?

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O Sporting venceu, esta semana, o Boavista e o İstanbul Başakşehir com exibições personalizadas e, acima de tudo, qualidade.

Uma pequena declaração de interesses: Já tive oportunidade de falar com Silas. Gosto do Silas enquanto Homem, acho que inventou em alguns jogos e nem sempre estou de acordo com o que diz. Mas há algo importante: Silas é treinador do Sporting e tenho a certeza que faz sempre o melhor possível pelo Clube. Aliás, qualquer treinador sentiria imenso a falta de Bruno Fernandes e Jorge Silas conseguiu estabilizar o Sporting e metê-lo a jogar à bola.

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Em dia de jogo, o Record faz uma capa onde deturpa as palavras de Jorge Silas, dizendo que "Silas atira-se a Bruno". Jorge Silas sempre manteve uma excelente relação com Bruno Fernandes e na conferência de imprensa disse apenas o normal: o mercado traz instabilidade aos jogadores. E tanto traz ao Bruno, como ao Manuel, como ao Joaquim. O Record, talvez por não suportar o Sporting ter sido o único clube português a vencer na Liga Europa, não se conteve e decidiu lançar carvão.

A imprensa ser hostil ao Sporting não é novidade nenhuma. Desde que me conheço como pessoa que sinto isso. O que é novidade é total inércia da direção do Sporting no que toca a defender o seu treinador. Uma total insolidariedade institucional para com quem, por muitos defeitos que se lhe encontrem, é quem dá a cara todos os dias pelo Sporting.

Ainda sobre as obrigações da Direção: vimos ontem Nuno Almeida a ser chamado pelo VAR para assinalar uma grande penalidade a favor do Sporting e a ignorar olimpicamente a entrada de carrinho de Ricardo Costa sobre o pé de Gonzalo Plata. Mais uma vez, silêncio total da direção sobre o não ter sido assinalado o penalty. Silêncio total sobre um árbitro ignorar um VAR. Silêncio total sobre o Sporting ter sido, mais uma vez, prejudicado por Nuno Almeida.

 

A direção do Sporting é eleita para defender os interesses do Sporting. Nesses interesses estão os adeptos, sócios, profissionais, resultados, títulos, etc etc. Num só dia, a Direção conseguiu-se alhear de duas ofensas gravas aos interesses do Sporting.

Assim, sem solidariedade, sem querer proteger o Clube, quem é que quererá treinar o Sporting Que compromisso podemos pedir a um treinador quando o deixamos assim desprotegido?

Os mirabolantes milhões que Mendes encaixou com Bruno Fernandes

5,5 Milhões de Euros. Por extenso: Cinco vírgula cinco milhões. 

Foram os "custos de intermediação" da transferência de Bruno Fernandes para o Manchester United, segundo o comunicado publicado pelo Sporting na CMVM no final da semana passada.

https://web3.cmvm.pt/sdi/emitentes/docs/FR74426.pdf

Esses 5,5 milhões (10% - dez por cento - dos EUR 55 milhões da venda) comparam com 34 milhões de encaixe líquido para o Sporting com o negócio (https://www.abola.pt/nnh/2020-02-22/sporting-bruno-fernandes-rendeu-34-13-milhoes/830479), descontadas as fatias da banca e outras. Ou seja, os agentes facturaram cerca de 16% do que o clube, proprietário do passe, encaixou.

E quem são esses agentes? 

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(in Record)

Ora, a Positionumber, do empresário de Bruno Fernandes, e... a Gestifute - sim, a de Jorge Mendes. Porque é que o empresário de BF, o Sporting e o clube interessado na contratação precisaram do "superempresário"? Não sabemos.

Recorde-se que este é o mesmo Mendes cujos negócios com SLB, FCP e outros clubes estão a ser investigados por suspeitas de fraude fiscal e branqueamento de capitais:

https://www.record.pt/futebol/detalhe/benfica-fc-porto-sp-braga-e-jorge-mendes-investigados

Será que a direcção do Sporting era tão incompetente para vender o melhor jogador do plantel - e do campeonato português - que precisou da ajuda de Mendes?

Gostava de ver Frederico Varandas no Jornal da Noite da TVI ou em 5 edições seguidas no Record a explicar aos sportinguistas estes negócios e comissões.

Também o de Ilori.

E a venda de Thiery, também intermediado por Mendes.

Gostava de ver, mas sei que não verei.  

Como já aqui escrevi várias vezes, acredito que, a caminho de meio do mandato da actual direcção, se tornou mais do que evidente a falta de rumo do Clube e a incapacidade para preparar uma época num desporto altamente competitivo e profissionalizado como é hoje o futebol. Com o conflito com a oposição interna (a "escumalha", nas palavras do próprio) em níveis perigosos, c. de 5 mil pessoas (entre elas, eu) participaram na maior manifestação de que há memória em Alvalade há c. de 2 semanas, prova do enorme descontentamento entre os sportinguistas. Estou certo de que, hoje, Varandas perderia as eleições. Perderia, e por muito. Ele próprio sabe disso, daí agigantar inimigos internos (meros vândalos, para os quais está aí a PSP e estão aí os tribunais), apresentando-os como a maior ameaça à Humanidade desde a Peste Negra. 

Não é só o clima de guerra civil e o aprofundamento de divisões entre sportinguistas; não é só pelos maus resultados, pelo depauperamento do plantel de futebol e pela mediocridade que se vai instalando no clube a todos os níveis. A demissão da actual direcção é uma urgência por sucessivas e reiteradas decisões de gestão lesivas para as finanças e a reputação do Clube.

Que diferença

 

Por cá, as "claques" ameaçavam, insultavam, agrediam.

Por cá, as "claques" chamavam "rato", "traidor" e ainda pior àquele que foi o melhor jogador do campeonato e o médio mais goleador de sempre na Europa. Como se não quisessem ver um craque com tanta categoria a jogar no clube.

Lá, é assim: recebido com todo o carinho, com toda a euforia e com um cântico só para ele. Chamam-lhe «o magnífico português». E ele, naturalmente, retribui: foi o melhor em campo logo na estreia.

Desejo-te toda a sorte do mundo, Bruno Fernandes.

Pódio: Bruno Fernandes, Borja, Jovane

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Marítimo pelos três diários desportivos:

 

Bruno Fernandes: 17

Borja: 17

Jovane: 15

Luís Maximiano: 15

Neto: 15

Wendel: 15

Plata: 14

Camacho: 14

Ristovski: 14

Idrissa Doumbia: 13

Sporar: 13

Coates: 13

Jesé: 9

Luiz Phellype: 6

 

O Jogo e A Bola elegeram  Bruno Fernandes  como melhor em campo. O Record optou por  Borja.

Bruno

Não gostei que tivesse rescindido e quando voltou, demorei a voltar a habituar-me a admira-lo. Mesmo imaginando o horror que viveu e, que agora vai sendo comprovado diariamente na Ajuda. 32 golos num ano terão ajudado. Mas a forma como jogava, com garra, foi o que me voltou a por do lado dele. Ontem provou ter amado a camisola

Fiquei feliz com a contratação de Bruno Fernandes naquele verão. Via-o como uma versão mais jovem de Adrien Silva. Pensei que fosse titular, construísse jogo e marcasse uns golitos. Nunca pensei que durante dois anos e meio se tonar-se no melhor jogador e marcador da equipa. Marcou 63 golos, venceu três trofeus e tornou-se no médio do futebol europeu com mais golos marcados numa só época.

Sai para a melhor liga do mundo para um clube, que como o Sporting, já viveu melhores dias. Mas estará na liga dos seus sonhos e melhor rodeado. Matic não é Roy Keane mas também não é Doumbia. Etc. E se lhe der na gana, o United desencanta 300 milhões e vira o jogo.

Mas agora interessa-me mais a sorte do Sporting. Com Bruno Fernandes, melhor jogador, as exibições já eram sofríveis. Sem ele, serão piores. E sem Phellype, o patinho feio, mas segundo melhor marcador, também. Em três dias, o Sporting perdeu 24 golos. Percebo que a lesão de LP29 não estivesse nos planos e que o Sporting ande a correr atrás de Taremi ou Oliveira, falados ontem e hoje como possibilidades. Não entusiasmam (o português menos do que o iraniano) mas têm pontos positivos – experiência e golos. Mas quem nasceu para Oliveira, não chega a Fernandes.

Percebo menos bem, que é como quem diz, parece-me escandaloso, que não chegue imediatamente um médio de qualidade, que já deveria ter, a esta altura um contrato à frente dos olhos. Claro que não pegaria de estaca numa equipa tão instável, mas poderia já começar a preparar-se. Robertone ou De La Cruz, do futebol argentino, por exemplo, seriam agora bem-vindos e dariam um sinal positivo. Mostrar por inação que Bruno não será substituído, é perigoso. E repete o erro do dossier Bas Dost, substituído por…Jesé ou seja, por ninguém.

Percebo ainda melhor que o resto do plantel, mal construído, não seja retificado neste mercado. Chegou Sporar e foi inscrito Pedro Mendes, que nem parece contar muito. Fala-se no regresso de Geraldes, que nunca me convenceu. Nem ao AEK. Nem ao Colónia. E fala-se agora num avançado. E um central? E um lateral melhor do que o Borja para que Acuña possa subir? E um bom médio defensivo? E um criador de jogo? O mercado fecha amanhã e nada parece estar a acontecer.

Wendel e Vietto vão ter mais hipótese/necessidade de ser protagonistas no centro? Sim, claro. Isso será suficiente para que o Sporting suba de qualidade ou pelo menos não cai a pique? Wishful thinking. Talvez amanhã ainda tenhamos "sorte" com emprestados que encontremos num qualquer ponto de reciclagem.

Podence

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Pois, malvado Varandas que vendeu o Bruno barato, o dinheiro que o Sporting perde, etc. e tal. Entretanto, no mesmo dia, sai Podence lá da Grécia onde Jorge Mendes o acoitara no pós-Alcochete. E vai para Inglaterra. Se tivesse havido um sem-Alcochete a valorização deste jogador e da sua licença profissional teria ocorrido em Alvalade. O dinheiro que o clube perdeu ...

Enfim, mas malvado Varandas, que vendeu o Bruno barato.

E agora Sporting?

Mantive até ontem uma vã esperança que Bruno Fernandes ficasse até final da época. Tal não aconteceu e partir de agora as minhas preocupações, no que respeita à nossa equipa de futebol, quase quintuplicaram, tomando em consideração o que (não) vi na passada segunda-feira contra a portentosa equipa do Marítimo.

O futebol da nossa equipa não é pobre, pura e simplesmente não existe. Ponto.

Não tomem esta minha derradeira frase como uma crítica, mas tão-somente como a constatação de um facto evidente. Tão evidente que até dói!

O médio Bruno Fernandes, que em boa hora Bruno de Carvalho resgatou de Itália, foi um diamante brilhante incrustado num anel de pechisbeque. Pelos pés dele passaram das melhores jogadas e fez dos melhores golos que eu já alguma vez vi… (Então aquele golo o ano passado na meia final da taça em Alvalade contra o Benfica, ficou-me na minha única retina!!!).

Dizer que ainda temos equipa para lutar por qualquer coisa é o mesmo que assumir que não há corrupção e tráfico de influências no futebol luso. Só acredita quem quiser.

Lamento profundamente que Bruno Fernandes saia do Sporting. Mas a vida de jogador é fugaz e não condeno a sua saída. Desejo-lhe muita sorte e que se lembre que neste clube ficará para sempre recordado como um dos nossos!

Agora vamos lá tristemente lutar para não ficar abaixo de sétimo!

Letais

Andaram ano e meio a chamar-lhe de tudo em tascas e botecos. De rato e traidor para baixo. Agora urram porque o capitão leonino não foi suficientemente "rentabilizado" na transferência para Manchester.

São os mesmos de sempre: letais ao Sporting.

Meio Felix

 

 

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Já vários colegas disseram o melhor sobre Bruno Fernandes em posts atrás e a minha opinião não é divergente, portanto, adiante!

Bruno Fernandes tem a difícil tarefa de fazer jogar o "Naitede", que se eclipsou depois de Mourinho (já não estaria bem, pois venceu "apenas" a Liga Europa) e tem encostados uns rapazes que juntos valem quase a dívida do Sporting. Não será fácil, mas as características que o para sempre nosso Bruno Fernandes demonstrou dentro e fora de campo no Sporting, provavelmente terão tido uma enorme quota-parte na decisão dos de Manchester em vir buscá-lo no Inverno, sabendo que provavelmente depois do Europeu a carteira ficaria bem mais leve se o quisessem levar.

Vejo, leio, sinto um conformismo preocupante com esta saída quanto a mim apressada do melhor jogador do plantel e do campeonato português. Uns com a justificação estapafúrdia de que se poderia lesionar e estar a transferência comprometida (não está um jogador de futebol sujeito, a cada dia da sua actividade desportiva, a lesionar-se?), outros porque não se poderia perder uma "batelada" que virá servir para forrar os cofres da SAD, pelo que dizem tão depauperados.

Nada garante que Bruno Fernandes faça um Europeu de sonho, até se pode lesionar (lá está, cruzes canhoto, vade retro), mas a perspectiva é a de que seja peça nuclear do onze de Fernando Santos e como tal deverá valorizar-se (a propósito, não vi nos "objectivos" nada referente à selecção).

Vem isto a propósito da badalada e verídica façanha de Frederico Varandas ter batido o record da venda de um jogador (veremos, no próximo R&C, se o valor líquido será muito próximo ou muito afastado desta verba, lembro que há uma parte que irá para os italianos da Sampdoria, mais as "comichões" da praxe...), mas não posso esquecer que nos foi dito no final de Agosto que ficaríamos sem Bas Dost, um rapaz holandês tosco que era apenas o melhor marcador da equipa e numa das épocas que por cá andou até mordeu os calcanhares a Messi para o título de melhor marcador da Europa e Raphinha, uma enorme promessa mais que confirmada, para garantir que esta época teríamos o prazer de desfrutar do futebol de um dos melhores executantes de que me lembro ter passado pelo clube, talvez superior a Balakov e a António Oliveira (que por ser portista às vezes fica esquecido), pelas características de líder dentro, mas também fora do campo.

Portanto esta venda foi na minha opinião extemporânea e sobretudo uma pulhice, uma sacanice, uma versão bem de chico-espertice. Este é mais um, dos muitos, actos de gestão danosa deste CD e não me venham com "ah! mas se se lesionasse? Ah! mas se fizesse um Europeu mau? Mais vale um pássaro na mão que dois a voar". Isso que interessa? Qual foi a promessa em Agosto? Ao DAR Bas Dost e vender Raphinha, com a desculpa esfarrapada de que seria para segurar o capitão, Varandas hipotecou a época antes mesmo de ela ter começado, já que para o lugar destes dois veio um camião de gajos com os pés trocados, alguns deles com uma relação muito distante com o objecto/objectivo (a bola e marcar golos com ela) do jogo e um "disco joker" para animar aquele forrobodó todo.

É ainda Janeiro e já há duas semanas que todos os objectivos, antes de terminada a primeira volta, estão furados. Estamos mais perto dos últimos que dos primeiros onde não chegaremos nem que eles percam uma carrada de jogos, as assistências começarão a ser o que se viu no último jogo e o que poderia ainda levar gente ao estádio, a magia de Bruno Fernandes, teve aqui o seu fim (in)esperado.

Há quem diga que saindo Bruno os outros se sentirão mais soltos e poderão finalmente mostrar as suas qualidades. Estamos a falar de quem? Para os mais distraídos e menos entendidos em flora, lembro que um cepo, no limite, só pode dar umas belas cavacas para a lareira, nunca, por impossibilidade física e celular, dar uma árvore bela e frondosa.

Para terminar, ontem vi o empresário junto do jogador numas imagens de televisão e não era Jorge Mendes. Sempre quero ver se para a Gestifute segue alguma parte deste negócio e se for será mais um acto de gestão danosa a imputar a este Conselho Directivo! Com a (se se confirmar) intermediação de Mendes, vender Bruno Fernandes por meio João Felix, é ser no mínimo incompetente!

 

Bruno Fernandes "forever"

Texto do leitor Leão de Quiosque

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A decisão de Bruno Fernandes em retirar a sua rescisão, prescindindo de qualquer verba de compensação, será historicamente um dos maiores cartões de apresentação das qualidades deste fabuloso jogador e nesse aspecto não vislumbro a mão de Sousa Cintra.

Os anos passam e os adeptos saturam com as frases feitas de amor eterno aos clubes por parte dos atletas. Quem por cá anda há mais tempo sabe que os jogadores são como nós e que o presente e o futuro das suas famílias dependem acima de tudo de bons contratos.

Bruno Fernandes é caso único de um jogador que colocou outros valores acima dos números de um contrato. Num clube tão dividido, nenhuma das partes pode apontar o que quer que seja.

É um jogador ímpar no relacionamento com colegas da equipa (incorpora tudo aquilo que deve ter um capitão), com os adversários mas também com jornalistas, com quem conseguiu sempre acrescentar conteúdo às “cartilheiras” entrevistas a que amiúde assistimos.

Do Sporting leva o reconhecimento dos adeptos e da Direcção, e leva três títulos no Clube e uma Liga das Nações. É um daqueles casos em que sentimos que, ainda assim, leva menos do que aquilo que deixou.

No contrato com o Manchester, trocava aqueles 10% de uma futura venda com a obrigação de ele vir a representar o Sporting quando arrumasse as botas.

 

Texto do nosso leitor Leão de Quiosque, publicado originalmente aqui.

Adeus, Bruno

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Rescindiu? Sim. Também voltou, encarou, assumiu que sabia que tinha de provar o dobro. Ninguém é obrigado a gostar, eu escolhi acreditar nele e não me desiludi. Não é para todos voltar atrás, enfrentar e cumprir.
Já  estive mais mentalizada para a sua saída, já estive menos, mas confirmar que ía mesmo acontecer, ainda está a custar.
Tenho pena, tenho pena de te ver partir, pena de não te ver mais de verde e branco, de não te ver jogar. Em campo, como tu, aparece alguém de muito em muito tempo. Que tenhas deixado alguma dessa garra entre os nossos, que claramente viram em ti um amigo e um líder. Não é para todos.

Agora já está. Em frente, Sporting! 

ps: Mister, agora não tem que saber, não há Bruno para fazer equipa em volta. 

Coisas em que acredito


Bruno Fernandes foi hábil na sua relação com os jornalistas, pelo que o seu lastro de saudade será longo. Era um jogador decisivo, fundamental e fulcral, também porque a bola ia sempre para ele e ele podia fazer o que queria com ela. Nunca vi, nem em Messi, nem em Ronaldo, tanta tolerância da crítica e comentadores – ou das bancadas - para um jogador. Vejam nesta frase um elogio à inteligência emocional de BF, que soube sempre dizer as coisas certas.
Acredito que a vida para BF em Manchester não será fácil. Como se viu, em especial desde que Nani saiu do clube, BF é melhor, muito melhor, quando é pai da bola, chefe de orquestra, o escolhido. Em Manchester, terá de conquistar esse lugar. A seu favor, tem uma disponibilidade física impressionante e uma enorme vontade e foco de visar a baliza adversária. Acredito que triunfará. Pela minha parte, voltarei a ver os jogos do MU.
A sua transferência, como a de qualquer jogador que se destaque num clube português, era esperada. Varandas e a sua equipa tiveram nervos de aço e conseguiram excelentes valores, numa altura em que a época não conta para nada e nos últimos dias de mercado.
Ficaremos em quarto (digo eu), iremos à Liga Europa porque para o ano há mais e pronto.
Acredito que o Sporting tem agora a folha mais em branco para tentar fazer uma equipa. Acredito que haverá alguns jogadores no plantel a crescer imenso, agora que não há BF a conviver com eles.
Nunca vi Silas na vida, mas acredito que há um lado (talvez pequeno, talvez médio, talvez grande) em que esteja a festejar esta notícia. Poderá finalmente ser “o” treinador. Temos plantel para isso? Talvez não, mas imagine-se que sim, que temos…
Quatro anos depois de o SCP ter sido a base da equipa que venceu o Euro, este ano é quase um facto consumado que não haverá qualquer jogador de leão ao peito na equipa. A vida é mesmo assim, como os interruptores.

Armas e viscondes assinalados: Herói inesperado na noite fria de adeus a um imenso

Sporting 1 - Marítimo 0

Liga NOS - 18.ª Jornada

27 de Janeiro de 2020

 

Luís Maximiano (3,0)

O Marítimo revelou-se a equipa ideal para o arranque de uma primeira volta em que o Sporting corre atrás de todos os recordes negativos, a começar pela pior assistência do estádio em jogos para a Liga NOS, com 12.798 espectadores, ao ponto de por uns instantes se conseguir ouvir uns tímidos gritos de “mar’itmo!”, mas poderia muito bem ter sido o tipo de equipa dominada do primeiro ao último minuto e que sai de Alvalade com um ou três pontos graças ao aproveitamento de uma ou duas ocasiões de golo. E se tal não aconteceu muito se deve ao jovem guarda-redes, que fez uma defesa extraordinária depois de um adversário enganar os centrais e rematar na grande área. Apesar de continuar sofrível nas reposições de bola, Maximiano esteve para as encomendas.

 

Ristovski (3,0)

Embora tenha falhado uma ocasião de golo magnífica, desaproveitando o cruzamento de Bruno Fernandes com um remate para a bancada sul tão silenciosa e desprovida de claques quanto as outras bancadas estiveram quase sempre silenciosas e quase sempre desprovidas de adeptos, continua a ser um dos raros resquícios de melhores tempos do que estes. Viu-se mesmo forçado a enfiar-se dentro da baliza para evitar que o Marítimo marcasse na segunda parte e, perante a debandada em curso, parece estar a um passo de subir ao grupo dos capitães.

 

Coates (3,0)

O magnífico golo que marcou, dominando de peito o cruzamento teleguiado de Bruno Fernandes antes de desferir um remate acrobático com a elegância de um hipopótamo do “Fantasia”, foi o primeiro dos golos (surpreendentemente) bem anulados ao Sporting. Lá atrás, naquilo que é pago para fazer, nem sempre demonstrou acerto, ainda que bem mais do que o parceiro que lhe coube em sorte, mas o certo é que desta vez não houve quem marcasse à equipa da casa.

 

Neto (2,5)

Substituir Mathieu, não raras vezes o maior responsável pela condução de bola criteriosa para o ataque leonino, pesou toneladas ao central português, não mais do que esforçado nessa missão. Também algo permissivo face aos pouco inspirados visitantes, teve um resultado melhor do que a exibição. Mas que atire a primeira pedra aquele que não tiver sentido vontade de correr para o Marquês ao saber que Mathieu estará disponível para a visita a Braga.

 

Borja (3,5)

O remate certeiro e de ângulo difícil do lateral-esquerdo valeu os três pontos, apesar de o inefável Rui Costa ainda ter alimentado a esperança de que o videoárbitro encontrasse irregularidade no início da jogada. Foi um momento particularmente comovente, pois basta assistir a duas ou três intervenções do colombiano para desconfiar que não terá tido muito contacto com bolas de futebol nos anos formativos. Só que mais uma vez Borja compensou a falta de domínio de bola com muita vontade de ajudar, sendo tão eficaz a defender o seu flanco como a dar o apoio possível ao ataque. Sobretudo na segunda parte, a partir do momento que ficou sem uma má companhia que por ali andou, fazendo além do golo um excelente cruzamento que resultou no tento anulado a Rafael Camacho.

 

Idrissa Doumbia (2,5)

Titular vá-se lá saber porquê apesar de Battaglia estar disponível e sentado no banco de suplentes, não teve problemas suficientes para ver emergirem as suas piores insuficiências. Mesmo assim escapou ao amarelo em duas ocasiões, o que se torna ainda mais espantoso pela conhecida vontade de amarelar sportinguistas que o árbitro Rui Costa não cessa de demonstrar.

 

Wendel (3,0)

A falta de Mathieu e a incapacidade de Idrissa fizeram com que fosse o criador de jogadas substituto, esforçando-se por fazer “slalons” por entre os adversários que permitiram um domínio das operações muito superior do que a real qualidade do Sporting. Pena é que não esteja com confiança para ensaiar o remate de longa distância que já provou fazer parte do seu repertório, ainda mais necessário quando o especialista das últimas duas temporadas e meia está de malas aviadas para o seu “Alvaladexit”. Razão mais do que suficiente para que Wendel perceba que chegou a hora de assumir o comando.

 

Bruno Fernandes (3,0)

Mais triste do que o último jogo de um dos melhores de sempre do Sporting coincidir com um novo recorde negativo de assistência em jogos da Liga? Mais triste do que apenas uma fracção dos poucos que foram a Alvalade terem ficado mais uns minutos para aplaudirem o capitão claramente de partida? Mais triste do que qualquer encaixe financeiro obtido com o seu passe, que à hora de escrita destas linhas ameaça constituir um dos raros recordes positivos da actual gerência? Só mesmo o facto de Bruno Fernandes não se ter conseguido despedir com um grande golo ou uma grande assistência. E não foi por falta de tentativa, pois os cruzamentos com que serviu Ristovski e Coates na grande área mereciam melhor aproveitamento ou posicionamento face à linha de fora de jogo, e o remate estrondoso que fez na segunda parte continuará a ser sentido pelo poste da baliza norte muito depois de ter partido para outras paragens. No resto, foi igual a si próprio, quer a comandar os colegas no terreno (quem raio é que o fará doravante?), quer a questionar a abantesma da arbitragem que ali foi parar, quer a inventar aquilo que os restantes não conseguem. Parte sem glória e com o amargo de boca de deixar ainda mais à deriva aquilo que teve tudo para ser um espada cravada nos interesses instalados do futebol português. E se muitos são culpados do estado a que o Sporting chegou, de Bruno de Carvalho a Jorge Jesus, de Sousa Cintra a José Peseiro, de Frederico Varandas a todos os desgraçados que aceitam ser profetas do perdedorismo transformado em religião oficial, a Bruno Fernandes nada há a apontar e muito a agradecer.

 

Rafael Camacho (2,5)

Ainda marcou, fuzilando a baliza escancarada, mas o videoárbitro encontrou uma falta alheia que adiou o alívio aos poucos que combateram a chuva, o frio, o adiantado da hora e sobretudo o desânimo. Teria sido um bom incentivo para o jovem resgatado de Liverpool que muito promete, sem que no entanto grande coisa cumpra por enquanto.

 

Jesé Rodríguez (1,5)

Elevado à titularidade por entre uma chuva de ausências (Bolasie e Vietto) e uma hesitação em apostar no futuro (Gonzalo Plata e Jovane Cabral), o espanhol voltou a exibir a sua pesada e milionária mediocridade no relvado. Todos os minutos que passou em campo foram um desperdício de recursos e um espelho de tudo o que está errado neste Sporting que começa a segunda volta com os mesmos 19 pontos de desvantagem com que terminou a primeira.

 

Luiz Phellype (1,5)

Estava mais uma vez a passar ao lado do jogo quando um dos muitos sarrafeiros do Marítimo lhe desferiu um golpe junto à linha lateral que não chegou para que Rui Costa assinalasse falta mas culminou numa rotura dos ligamentos cruzados do joelho. Terminou a época para o avançado brasileiro, o que é uma tragédia pessoal e mais um problema para um plantel que parece um viveiro de dificuldades.

 

Sporar (2,5)

Claramente abaixo de forma e debilitado, o esloveno teve de entrar ao quarto de hora para o lugar de Luiz Phellype e quase se manifestou de forma precoce, pois o seu primeiro toque na bola foi um remate perigoso que o guarda-redes do Marítimo conseguiu suster. Refreou o entusiasmo a partir daí, ainda que numa jogada da segunda parte tenha dado indicações de estar familiarizado com o funcionamento das bolas de futebol, e além de ser o responsável pela anulação do golo de Rafael Camacho, visto que terá empurrado um defesa, chegou atrasado ao cruzamento de Jovane Cabral que Borja se encarregou de dirigir para a baliza.

 

Gonzalo Plata (2,5)

Entrou para agitar o jogo e cumpriu razoavelmente, ainda que não raras vezes fosse mais trapalhão do que uma jovem esperança do futebol sul-americano deveria ser. Seja como for, tem a vantagem de fazer parte do futuro.

 

Jovane Cabral (3,0)

Sem ser o marcador do golo, como nos tempos em que se tornou o salvador de José Peseiro, o regressado de lesão ligou o Sporting à corrente e assinou o tal cruzamento que conta como assistência. Poderia ter marcado, mas não conseguiu desviar o cabeceamento de Coates para dentro da baliza, tendo ficado perto de marcar num livre directo em que Bruno Fernandes lhe passou o testemunho,

 

Silas (2,5)

Condicionado por lesões e castigos, montou uma equipa titular em que as titularidades de Idrissa Doumbia e Jesé Rodríguez não são fáceis de explicar e contribuíram para que um jogo fácil tivesse alguma incerteza. Mais acertado na hora de fazer substituições, conseguiu os três pontos que devolvem o Sporting ao terceiro lugar da Liga. Manter a equipa no pódio será, no entanto, um desafio que nada indica ser fácil de superar por um treinador que tarda em encontrar um fio de jogo e perde agora a grande referência. Conviria que conseguisse integrar a juventude leonina de Alcochete, mas a verdade é que Rodrigo Fernandes, Matheus Nunes e Pedro Mendes têm sido tratados como escumalha na ordem de prioridades de Silas.

A melhor venda de sempre no Sporting

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Em Maio de 2007, Filipe Soares Franco protagonizou, como presidente do Sporting, a transferência mais bem remunerada de toda a história leonina até então. Quando Nani saiu para o Manchester United, a troco de 25,5 milhões de euros.

 

Quase uma década depois, em Agosto de 2016, também Bruno de Carvalho conquistou merecido lugar na restrita galeria dos presidentes que geraram enormes mais-valias com transferências de jogadores. Quando fechou acordo com o Inter de Milão para a venda de João Mário, que acabara de sagrar-se campeão europeu.

Por 40 milhões de euros, estabelecendo novo máximo que parecia muito difícil de suplantar.

 

Bastaram afinal três anos e cinco meses para o Sporting superar o ambicioso tecto estabelecido neste historial de transferências. Com a saída, agora finalmente anunciada, do nosso capitão Bruno Fernandes - o melhor médio que passou por Alvalade no último quarto de século - para o Manchester United. Rendendo 55 milhões de euros, mais 10 milhões em objectivos facilmente concretizáveis. O primeiro concretiza-se mal Bruno faça 20 jogos ao serviço do histórico clube inglês. O segundo atinge-se quando o United marcar presença nas próximas três edições da Liga dos Campeões (estão previstos 3 milhões no primeiro ano e os restantes 2 a dividir nos anos subsequentes).

Aspecto muito importante: o Sporting salvaguardou uma percentagem de 10% em futuras transferências de Bruno para outros emblemas a partir de Manchester.

 

Frederico Varandas entra assim também na história do nosso clube, à semelhança daqueles dois antecessores, por ter batido largamente o recorde absoluto de angariação de receita pela saída de um só jogador do plantel leonino. Tem motivos para se sentir satisfeito e orgulhoso, certamente com a noção do dever cumprido.

 

Chegou, pois, a altura de dizer sem mais rodeios: obrigado, Sousa Cintra.

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