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És a nossa Fé!

Pódio: Bruno Fernandes, Bas Dost, Gelson

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Belenenses-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Bruno Fernandes: 21

Bas Dost: 18

Gelson Martins: 17

Battaglia: 16

Bryan Ruiz: 15

Acuña: 15

Coates: 15

André Pinto: 14

Wendel: 13

Ristovski: 13

Rui Patrício: 13

Fábio Coentrão: 12

Petrovic: 1

Lumor: 1

 

Os três jornais elegeram Bruno Fernandes como melhor jogador em campo.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

De vencer o Belenenses esta noite no Restelo. Triunfo nada fácil, por 4-3, num estádio onde o FC Porto foi derrotado esta época (0-2) e o Benfica empatou ao cair do pano (1-1). Missão cumprida, portanto. Terceira vitória consecutiva no campeonato: seguimos em terceiro, com menos cinco pontos que o FCP e menos três que o SLB.

 

Da reviravolta. Começámos o jogo praticamente a perder, com um golo de penálti sofrido aos 7', mas fomos capazes de remar contra a maré. Dois golos de Bas Dost (12') e Gelson Martins (16') operaram a mudança, consolidada aos 41', quando Acuña marcou o terceiro. Fomos para o intervalo a ganhar 3-1. Tentámos gerir a vantagem no início do segundo tempo, poupando a condição física dos jogadores atendendo à decisiva meia-final de quarta-feira frente ao FC Porto. Mas a boa réplica do Belenenses obrigou-nos novamente a carregar no acelerador.

 

De Bruno Fernandes. Partida quase perfeita do nosso médio criativo, que dinamizou a equipa e lhe deu consistência colectiva. Esteve em todos os golos. Assistiu Dost para o primeiro com um soberbo passe de 40 metros, voltou a assistir no segundo, iniciou o lance que originou o terceiro e foi ele a marcar a grande penalidade, aos 80', que selou o resultado. Melhor em campo, sem discussão.

 

De Bas Dost. Mais um golo para o seu pecúlio: leva já 25 nesta Liga 2017/18 e acumula 59 no total das 57 partidas nestes dois campeonatos em que actuou de verde e branco. Números excepcionais que o creditam como um dos melhores pontas-de-lança de sempre ao serviço do Sporting.

 

De Gelson Martins.  A qualidade de movimentação habitual, esticando o jogo e baralhando as marcações, contribuindo para arrastar a defesa contrária e abrindo terreno para os colegas da frente atacante. Culminou mais uma boa exibição com um grande golo, o seu oitavo neste campeonato: nunca marcou tantos numa época. Também neste domínio está cada vez consistente.

 

De Wendel. Jorge Jesus parece estar enfim a apostar nele. O jovem brasileiro corresponde em campo, com intensidade e confiança. Hoje fez todo o segundo tempo, assumindo a posição 8 após a saída de Coentrão (e o consequente recuo de Acuña para lateral e o desvio de Bryan Ruiz para a ala esquerda). Correspondeu à aposta numa exibição sempre em crescendo. É uma promessa que está a tornar-se bem real.

 

Do golo de Acuña.  Foi o melhor, dos quatro do Sporting. Ristovski cruza da ala direita e o argentino recebe muito bem a bola, roda sobre si mesmo e dispara com o pé direito, o seu pior. Forte e bem colocado. Não admira que esteja já pré-seleccionado para o Mundial da Rússia.

 

De termos marcado três golos em lances de bola corrida.  Não tem sido frequente nesta época, o que basta para ser hoje sublinhado com muito agrado. Eis o futebol do Sporting honrando as suas melhores tradições.

 

Do apoio incessante dos adeptos.  Boa presença leonina nas bancadas do Restelo, puxando pela equipa do princípio ao fim. O 12.º jogador, como uma vez mais se comprova, também ajuda a ganhar jogos.

 

De sabermos agora que só dependemos de nós para um lugar de acesso à Liga dos Campeões.  A derrota do Benfica frente ao FC Porto no estádio da Luz coloca-nos em boa posição para o ataque ao segundo posto do campeonato a quatro jornadas do fim. Isto porque o SLB, embora com mais três pontos, desloca-se a Alvalade na penúltima jornada. Poderemos concretizar aí esse nosso objectivo prioritário, a par da conquista da Taça de Portugal.

 

 

Não gostei

 

 

Das ausências de alguns jogadores nucleares por lesão. William Carvalho, Mathieu e Piccini ficaram de fora. O desgaste físico acumula-se nesta fase, sabendo-se já que o Sporting baterá o seu recorde de partidas disputadas numa só temporada. Esperemos que aquele trio recupere a tempo de disputar a meia-final da Taça de Portugal com o FC Porto. Faltam apenas três dias.

 

Da saída de Coentrão. Foi o elemento mais apagado na primeira parte, tendo até responsabilidades no lance de que resultou o primeiro golo da equipa da casa. E não tardou a perceber-se porquê: estava com limitações físicas, que levaram o treinador a substituí-lo ao intervalo. Fazemos votos para que recupere depressa e bem.

 

Do atraso no início da partida. Era para começar às 20.15 e só arrancou às 20.28. Por responsabilidade da equipa visitada - uma descortesia no mínimo surpreendente.

 

De termos sofrido três golos. Mas superámos os nossos rivais directos no difícil embate no Restelo. E dois destes golos foram de penálti - o primeiro dos quais me suscitou dúvidas.

 

Da embirração do árbitro com Bas Dost. Bruno Paixão impediu-o de marcar o penálti da vitória enquanto brindava o holandês com um cartão amarelo por aparente entrada sem autorização em campo após ter sido assistido fora das quatro linhas. Não faz qualquer sentido exibir-lhe o cartão e vedar-lhe em simultâneo o regresso ao relvado. Felizmente Bruno Fernandes estava lá para marcar a grande penalidade. E dar-nos os três pontos.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Por cada Bruno que cair, outro se levantará

O jogo começou com quase um quarto de hora de atraso e o Sporting ainda entrou mais tarde. Logo aos 2 minutos, Bruno Paixão caiu ... na tentação de marcar uma grande penalidade após antecipação de Yazalde a Rui Patrício, na sequência de uma primeira defesa de Rui a remate de Licá. Já depois do cabeceamento do avançado, o guardião leonino deu um toque involuntário na cara do avançado e o árbitro marcou "penalty". Yebda converteu, pondo a equipa do Restelo na frente. 

 

Eis senão quando aparece no jogo outro Bruno, o Fernandes. Do lado esquerdo, e ainda dentro do seu meio campo, com a precisão de um relojoeiro suiço, o maiato colocou a bola a tempo e horas, direitinha no pé direito de Bas Dost que não perdoou. Pouco tempo depois, outra vez Bruno ... Fernandes. Com o diabo no corpo, penetrou pelo centro do ataque e assistiu Gelson na meia direita para o segundo dos leões. Estavam decorridos 16 minutos de jogo. O jogo ficou mais dividido, mas o Sporting parecia sempre mais incisivo. Assim, após um canto, Bruno Fernandes (who else?) visou Battaglia que desviou de cabeça rente ao poste. Logo no minuto seguinte, o nosso número 8 serviu Dost entre 2 defesas. O holandês, sem velocidade para sprints, preferiu contemporizar e servir Ristovski na direita. Centro do macedónio, bola deflectida e surgiu Acuña, de pé direito (!) a rematar com êxito.

 

O segundo tempo iniciou-se com um remate muito perigoso, outra vez de Bruno Fernandes, a poucos centímetros do alvo. O médio leonino começava a acusar o desgaste do jogo e da eliminatória europeia e, como ele, também Ruiz parecia dar alguns sinais de cansaço. A verdade é que o Sporting começou a perder o meio-campo e em 3 minutos (entre os 61 e os 64) o Belenenses empatou. Primeiro, num remate de Licá, depois num "penalty" cometido por Acuña sobre (outra vez) Licá e convertido por Fredy.

 

Confesso que temi o costumeiro fadinho leonino, mas, após um canto, Yebda acertou uma cotovelada na cara de Bas Dost na área e Bruno Paixão, após consulta do VAR e visionamento das imagens, assinalou a grande penalidade e expulsou o argelino. Sururu, muitos protestos belenenses e o árbitro a não permitir a reentrada em campo de Dost (antes assistido). Não houve Bas, mas Bruno Fernandes chamado a converter o castigo máximo marcou com categoria o 4-3 para os leões. JJ mexeu na equipa, tirando os dois criativos, Bruno e Ruiz, completamente esgotados, e colocando Petrovic e Lumor em campo, restabelecendo a táctica dos 3 centrais com Coates, Petrovic e André Pinto. O jogo não acabaria sem um remate ao poste de Florent, com São Patrício ainda a dar um pequeno desvio que impediu o golo do empate, numa altura em que parecia que o Belenenses é que tinha um homem a mais.

 

No Sporting, os melhores foram Bruno Fernandes (um golo e duas assistências), Acuña (um golo), Bryan Ruiz (muito bem a gerir os momentos do jogo) e Battaglia (grande pulmão). A defesa esteve muito irregular e Gelson (muito voluntarioso) e Dost complicaram situações fáceis de golo.

 

Numa noite em que houve um Bruno (Carvalho) ausente - mas ainda omnipresente na mente de apoiantes e opositores - e um Bruno (Paixão) que marcou 3 grandes penalidades e iniciou o jogo com grande atraso, valeu o terceiro Bruno, que, com uma exibição espectacular, principalmente no primeiro tempo, ajudou a resolver o jogo para o Leão Rampante, algo que o igualmente endiabrado Licá tentou ao máximo evitar. Uma vitória do Sporting contra os Velhos do Restelo e o segundo lugar já ali à vista. Uma palavra para o excelente futebol implementado em Belém por Silas. Chapeau !

 

Quanto à arbitragem, há argumentos que podem justificar a marcação de cada uma das grandes penalidades. Eu só estranho duas coisas: não me recordo de um "penalty" marcado contra Benfica ou Porto aos 2 minutos de jogo; nem na RTP Memória consigo encontrar dois castigos máximos, marcados no mesmo jogo, contra Benfica ou Porto. Alguém acredita que venhamos a assistir a algo do género, envolvendo os nossos adversários, até final do campeonato? Se virem, avisem, que eu vou estar embrenhado na Torre do Tombo à procura de evidências históricas...

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bruno Fernandes (inevitável)

belemsporting.jpg

 

Hoje giro eu - Ranking GAP

Agora que entrámos na fase decisiva da época infelizmente os nossos indicadores deterioraram-se um pouco. Assim, o Sporting disputou até agora 53 jogos - 29 para o Campeonato Nacional, 8 para a Liga dos Campeões, 6 para a Liga Europa, 5 para a Taça de Portugal e 5 para a Taça da Liga - , a que corresponderam 32 triunfos (60.4%) , 12 empates (22.6%) e 9 derrotas (17%), com 98 golos marcados (1.85 golos/jogo) e 42 sofridos (0,79 golos/jogo).

 

Perguntas: Em que jogo ocorrerá o golo 100 da época? E quem será o seu autor?

 

Classificações (Estatísticas Ofensivas):

 

1) MVP: Bas Dost (108 pontos), Bruno Fernandes (87), Gelson Martins (63);

2) Influência: Bruno Fernandes (45 contribuições para golo), Bas Dost (41), Gelson Martins (29);

3) Goleador: Bas Dost (31 golos), Bruno Fernandes (13), Gelson Martins (12);

4) Assistências: Bruno Fernandes (16 passes decisivos), Gelson Martins (10), Marcus Acuña(9).

 

Nota:  Bruno Fernandes contribuiu em 45.9% dos golos da equipa; Bas Dost marcou 31.6% dos nossos golos.

 

Ranking GAP (Golos, Assistências, Participação decisiva):

 

  G A P Pontos
Bas Dost 31 5 5 108
Bruno Fernandes 13 16 16 87
Gelson Martins 12 10 7 63
Doumbia 8 1 1 27
Marcus Acuña 5 9 4 37
Sebastian Coates 4 3 2 20
Fredy Montero 4 0 0 12
Rodrigo Battaglia 3 3 2 17
Jeremy Mathieu 3 1 2 13
Bryan Ruiz 2 2 3 13
Rafael Leão 2 1 0 8
Bruno César 2 0 1 7
João Palhinha 2 0 0 6
Fábio Coentrão 1 4 4 15
Iuri Medeiros 1 1 1 6
William Carvalho 1 0 2 5
Mattheus Oliveira 1 0 0 3
Adrien Silva 1 0 0 3
Daniel Podence 0 7 2 16
Cristiano Piccini 0 2 4 8
Ruben Ribeiro 0 2 1 5
Ristovski 0 1 0 2
Alan Ruiz 0 0 2 2
autogolos 2 0 0  

Ver ver

Foi só a mim que me pareceu que entre os dois melhores em campo do Sporting no jogo de ontem esteve o Bryan Ruiz? (o outro foi o Acuña)

 

Será que o bloqueio mental dos adeptos com chavões como: está velho e lento, não tem intensidade, falhou os golos que teriam dado o título em 15/16; não permitem ter o distanciamento suficiente para apreciar o que os jogadores verdadeiramente jogam?

 

Já em Madrid foi claramente o melhor em campo do Sporting e ontem, apesar do grandíssimo jogo de Acuña, voltou a sê-lo. Terá sido um puro acaso que a partir do momento em que foi susbtituído o Sporting nunca mais chegou à baliza do Atlético?

 

Sei que no Sporting somos todos de modas e pródigos a criar jogadores fetiche e patinhos feios, e Bryan é claramente um patinho feio. Eu também nunca vou conseguir perdoar os falhanços de 15/16, mas isso não me tolda a capacidade de analisar a qualidade que empresta semanalmente à equipa.

 

Do lado dos fetiches temos jogadores como Battaglia e Bruno Fernandes. Por razões diferentes, mas com denominadores comuns: as correrias desalmadas, a luta, a garra. Como se essas características, por si, significassem alguma coisa num jogador de futebol...

 

Neste momento, já me irrita solenemente que o Bruno Fernandes seja sempre considerado no lote dos melhores em campo. Não entendo porquê... Ontem, por exemplo, e para quem queira rever o jogo com atenção, sempre que recebeu a bola nos últimos 30 metros quantas vezes decidiu bem? Quantas vezes aproximou mais a equipa do sucesso com as suas acções? Quantas vezes perdeu a bola? Quantos contra-ataques do Atlético proporcionou?

 

Considero-o um bom jogador, não ao nível do que a maioria dos adeptos considera, mas não percebo a falta de sentido crítico com as suas exibições quando comparado com a crítica fácil e imediata quando se analisa, por exemplo, Bryan Ruiz.

Pódio: Bruno Fernandes, Bas Dost, Bryan

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Paços de Ferreira pelos três diários desportivos:

 

Bruno Fernandes: 18

Bas Dost: 17

Bryan Ruiz: 17

Gelson Martins: 17

Battaglia: 16

Coates: 15

Mathieu: 15

Ristovski: 15

Wendel: 14

Acuña: 14

Rui Patrício: 14

Lumor: 12

Palhinha: 1

Montero: 1

 

A Bola elegeu Bruno Fernandes como melhor jogador em campo. O Record optou por Bas Dost. O Jogo escolheu Bryan Ruiz.

Pódio: Bruno Fernandes, Gelson, Battaglia

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Braga-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Bruno Fernandes: 16

Gelson Martins: 15

Bryan Ruiz: 14

Battaglia: 14

Rui Patrício: 14

Coates: 13

Fábio Coentrão: 13

Bas Dost: 12

Acuña: 11

Mathieu: 11

Rúben Ribeiro: 9

Piccini: 9

Montero: 8

Wendel: 1

 

A Bola elegeu Bryan Ruiz  como figura do desafio. O Record e O Jogo optaram por Bruno Fernandes.

Hoje giro eu - Bruno e Geraldes

Quando olhamos para o que é hoje o "onze" do Sporting e para aquilo que poderia ter sido, um nome imediatamente vem ao pensamento: Francisco Geraldes.

 

O jogador leonino, emprestado este ano ao Rio Ave, tinha (e tem) as características ideais para poder render Bruno Fernandes, como "10", num sistema de 3 médios. Não o vejo a fazer de "8" (num meio-campo a 2) - posição onde Bruno cumpre sem o brilhantismo de quando joga mais avançado no terreno - , dadas as suas características e as do actual detentor da posição "6" (William Carvalho), um jogador mais forte com bola mas sem a intensidade de um Fejsa ou de um Danilo.

 

Sendo jogadores diferentes - Bruno Fernandes, fruto de várias temporadas em Itália, tem outra mobilidade, amplitude e intensidade no seu jogo - Bruno e Francisco têm como denominador comum a qualidade de passe, característica que lhes permite vislumbrar latifúndios num T1 na Reboleira. Por isso, ambos perdem algumas bolas, pois os seus passes destinam-se quase sempre a criar rupturas.

 

Um dos problemas do Sporting esta época foi aceitar partir o jogo num sistema de apenas 2 médios, com William e Bruno Fernandes. Sempre que jogou Battaglia, a equipa ficou mais sólida, consistente, dominadora e, paradoxalmente, com outra eficácia ofensiva (para além das óbvias vantagens a nível defensivo). Não sendo William um jogador de entrar nos espaços dos seus adversários (como Adrien, p.e.), mas sim alguém mais posicional e que cresce com a bola nos pés, recomendar-se-ia que a equipa jogasse com 3 médios. Partindo deste último sistema, a eventual necessidade de o tornar mais ofensivo poderia partir da substituição de "Batta" por Geraldes, ao invés da adopção imediata do sistema de 2 avançados com a entrada de Doumbia ou de Montero. Digamos que assim a equipa leonina teria uma forma intermédia de tornar o seu jogo mais profíquo do ponto-de-vista atacante, sem arriscar partir o jogo e expor tanto a sua linha defensiva.

 

Geraldes é um jogador cerebral, que procura a bola cirurgicamente para depois produzir um último passe. Outro dos problemas da equipa, este ano, tem sido a perda de criatividade e de soluções de passe mais à frente, quando Bruno Fernandes recua no terreno. Os desequilíbrios ficam exclusivamente entregues a Gelson e todos os adversários já se aperceberam disso. Francisco resolveria facilmente este problema e, na minha opinião, poderia jogar sempre como titular nas partidas em Alvalade (recuando BF), partindo do banco, em alternativa a Battaglia, nas partidas fora de casa, não descurando o facto de, dada a necessária rotação da equipa e descanso de alguns jogadores nucleares, poder substituir o próprio Bruno Fernandes como "10", num sistema de 4-3-3, com William e Battaglia por detrás.

 

Em conclusão, nunca contaria com Geraldes para ser um "8", mas jamais o teria descartado aquando da elaboração do plantel para a época de 17/18. 

franciscogeraldes.jpg

 

Tudo ao molho e Fé em Deus - Checo-mate

Olho para a nossa equipa e não vejo organização ofensiva. Nesse aspecto, se calhar, o dedo do treinador é sobrestimado no futebol moderno até porque se fosse assim tão decisivo, então Álvaro Magalhães ainda hoje seria reconhecido como o melhor treinador português, ele que durante muitos anos teve meia-dúzia de argumentos ali à mão que superavam a concorrência. E não me refiro à capacidade de produzir vernáculo captado pelos microfones da televisão…

 

Corroborando, na antecâmara do jogo, quando instado a comentar o estado da relva, Jorge Jesus afirmou que isso não seria um problema dado que o Viktoria iria jogar a bola pelo ar (!?), pelo que iria ajudar o metro e noventa e quatro de André Pinto, visto que “não temos outro”. (assim a modos que a confirmar que a convocação de 4 jogadores da equipa B era para “inglês ver”).  Ah? Ok! Estranhamente, ninguém lhe perguntou como seria quando o Sporting tivesse a bola. Porque um clube como o Sporting tem de ter bola, certo?

 

O nosso time vive essencialmente da capacidade individual de dois jogadores: Gelson e Bruno Fernandes. Se, por acaso, não jogarem ou as musas que os inspiram estiverem a dormir, o nosso jogo transforma-se num faz-que-vai-mas-não-vai, de objectividade nula no campo e sofrimento infinito na bancada ou à frente do ecrã de televisão.

 

Depois há Bas Dost: o holandês é o jogador que simplifica o jogo. Com ele em campo, o nosso futebol torna-se muito mais linear, os laterais encontram espaço para subir, os alas vão à linha e centram e, de repente, todos se (re)lembram de que o objectivo no futebol é o golo. Sem Dost, o nosso jogo assemelha-se ao andebol de 11, com muita basculação e nenhuma profundidade.

 

A partida começou com o metro e noventa e quatro de André Pinto a não comunicar com o metro e noventa de Rui Patrício e daí a resultar um canto contra, de onde resultou que o metro e oitenta e nove de Mathieu se encostou ao metro e noventa e quatro de André Pinto e, juntos, deixaram um checo (em ligeiro fora-de-jogo), sozinho na área cabecear para golo. Um golo de Bakos na capital da cerveja Pilsener, o que fez todo o sentido dada a ebriedade táctica com que a equipa leonina se apresentou.

 

A excepção à regra, no primeiro tempo, foi uma oportunidade perdida aos 38 minutos. Bruno Fernandes abriu magistralmente para o interior da área, Dost amorteceu e Bryan Ruiz, sempre a "melhorar", esmerou-se e conseguiu falhar da forma mais incrível até para um Ruiz. O resto da primeira parte viu um Sporting intranquilo, inesperadamente sem confiança.

 

A segunda-parte iniciou-se com mais uma perdida flagrante do Sporting: Bruno Fernandes serpenteou entre 2 adversários, passou um terceiro e rematou. Hruska defendeu para a frente e Acuña falhou dois golos num. A partir daí, o Viktoria tomou conta do jogo e, após algumas tentativas, chegou ao golo: Mathieu chegou tarde à dobra e o metro e noventa e quatro de André Pinto foi ultrapassado pela antecipação de Bakos, que bisou.

 

Boa nova: aos 66 minutos, passámos FINALMENTE a jogar com 11. Petrovic saiu, Piccini entrou para lateral direito e Battaglia pôde jogar na sua posição natural ao centro. Battaglia e o metro e noventa e quatro de André Pinto (com os pés) atirarem por cima. O jogo caminhava para o fim e do Céu caiu um "penalty". Montero serviu Bas Dost, que chocou lateralmente com um adversário. O árbitro, forçadamente, apontou para a marca de grande penalidade. Parecia que o (desnecessário) sofrimento iria terminar, mas Dost falhou (!) e Bruno também não recargou com êxito. Já aos 90+5 tivemos o primeiro canto a nosso favor contra o "poderoso" Viktoria...

 

Entramos no prolongamento e a equipa pareceu revigorada. Aos 97 minutos, mais um capítulo do Best-seller "Mil e uma maneira de falhar golos", by Bryan Ruiz, sozinho na pequena área. Até que, já em período de compensação da primeira parte do prolongamento, uma bola enviada por Bruno Fernandes - após canto - viajou até à cabeça de Battaglia, que marcou o golo da passagem da eliminatória.

 

A segunda parte do prolongamento não foi isenta de erros e os checos poderiam ter marcado por 3 vezes. Numa delas, Patrício brilhou com uma defesa do outro mundo. Uff, o árbitro apitou e acabaram os calafrios.

 

No Sporting, destaque para Bruno Fernandes, Rui Patrício e Battaglia, o salvador. Montero entrou bem e foi mais combativo do que o costume.

 

Jorge Jesus foi o grande responsável pela exibição paupérrima, miserável mesmo da equipa. Não há relva, frio ou pitons que justifique o sofrimento imposto a todos os adeptos leoninos. A equipa joga muito pouco e as individualidades, eventualmente, acabam por concretizar aquilo que deveria ser o colectivo a resolver. Onde está o futebol deslumbrante da primeira época de Jesus em Alvalade?

 

Mas ganhámos ! Saia uma Pilsener! Estamos nos quartos-de-final da Liga Europa - somos a única equipa portuguesa ainda nas competições europeias - e não temos jogadores impedidos de jogar por acumulação de amarelos.

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bruno Fernandes

viktoriasporting.jpg

 

Hoje giro eu - Ranking GAP

basdostbrunofernandes.jpg

 

Concluídos os dezasseis-avos de final da Liga Europa, o Sporting disputou até agora 43 jogos - 23 para o Campeonato Nacional, 8 para a Champions, 2 para a Liga Europa, 5 para a Taça de Portugal e 5 para a Taça da Liga - , a que corresponderam 26 vitórias (60,5%), 12 empates (27,9%) e 5 derrotas (11,6%), com 86 golos marcados (2 golos/jogo) e 34 sofridos (0,79 golos/jogo).

 

Classificações (estatísticas ofensivas):

 

1) MVP: Bas Dost (92 pontos), Bruno Fernandes (77), Gelson (53);

2) Influência: Bruno Fernandes (39 contribuições para golo), Bas Dost (35), Gelson (25);

3) Goleador: Bas Dost (27 golos), Bruno Fernandes (13), Gelson (10);

4) Assistências: Bruno Fernandes (12 assistências), Acuña (9), Gelson (8).

 

De referir que Bruno Fernandes foi esta semana considerado o jogador Mais Influente da Liga Europa, através de um algoritmo diferente daquele que é aqui apresentado - considera golos e assistências, eficácia de passe, distância percorrida, cruzamentos e recuperações de bola - mas que também consagra o médio nascido na Maia.

 

Nota: Bruno Fernandes contribuiu em 45,3% dos golos da equipa; Bas Dost marcou 31,4% dos nossos golos.

 

Ranking GAP (Golos, Assistências, Participação decisiva):

 

 GAPPontos
Bas Dost273592
Bruno Fernandes13121477
Gelson Martins108753
Doumbia81127
Marcus Acuña59437
Sebastian Coates43220
Jeremy Mathieu31213
Rodrigo Battaglia22212
Bruno César2017
João Palhinha2006
Fábio Coentrão13413
Iuri Medeiros1116
Bryan Ruiz1116
William Carvalho1025
Fredy Montero1003
Mattheus Oliveira1003
Rafael Leão1003
Adrien Silva1003
Daniel Podence07216
Cristiano Piccini0248
Ruben Ribeiro0113
Ristovski0102
Alan Ruiz0022
autogolos200 

Bruno Fernandes!!!

No ranking de jogadores da UEFA, Bruno Fernandes subiu ao topo da FedEx Performance Zone * e está novamente na Equipa da Semana da UEFA Europa League **, após a sua exibição com o Astana com 2 golos, 3 remates à baliza e 5 tentativas de cruzamento. Esta foi uma contratação...

 

Informação completa em UEFA.

*  A FedEx Performance Zone é um registo que leva em linha de conta quer os jogos europeus, quer os jogos a nível interno

** A Equipa da Semana tem por base exclusivamente o desempenho na ronda da UEFA Europa League

Bruno Fernandes

 Entretanto no Record online, a notícia merece isto:

Record1 A UEFA anunciou a equipa da semana da Liga Europa com base nos desempenhos dos jogos que ditaram a qualificação para os oitavos-de-final da prova. Destaque para a presença de Bruno Fernandes, médio do Sporting que brilhou no embate frente ao Astana, e para o também internacional português Anthony Lopes, guarda-redes do Lyon. 

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Eu show Bruno

O normal no futebol é os jogadores, à medida que se vão integrando nas suas equipas, irem melhorando. No Sporting, não! Ristovski começou por ser um promissor lateral direito, bom a defender e a dar profundidade atacante. Ontem fez um jogo profundamente mau e promete não saír do banco tão cedo. Outro caso paradigmático é o de Ricardinho, a.k.a. Ruben Ribeiro. Estreou-se com um número de magia frente ao Aves, mas desde aí não tirou mais nenhum coelho da cartola e os adeptos aguardam com crescente ansiedade, para não dizer agonia, que um qualquer sortilégio o coloque no lugar privilegiado para alardear a sua superior visão de jogo, o camarote. Bryan Ruiz é mais um exemplo do atrás exposto. O costa-riquenho só não piorou na concretização - também era impossível - e ontem até contribuiu com uma assistência para o primeiro golo da partida, mas o seu impacto no jogo ficou-se por aí, continuando a anos-luz daquele sósia que aterrou em Alvalade na temporada 15/16.

 

Jorge Jesus decidiu finalmente fugir à rotina (ou retina, eu sei lá!!!) e dispôs a equipa num 4-3-3. Bom, na verdade, e dadas as características de Ruben Ribeiro e Bryan Ruiz, a coisa acabou por transformar-se num 4-5-1, com o inconveniente de, mesmo em acção defensiva, os alas não fecharem o seu flanco, abrindo assim verdadeiras autoestradas para os jogadores do Astana percorrerem. Coentrão ainda foi colocando algumas portagens no caminho, obrigando os cazaques - sem Via Verde - a desacelerarem nas suas imediações. Já com Ristovski, os adversários penetraram a seu bel-prazer, assim ao modo de "nada a declarar".

 

Rui Patrício parece ter compreendido os postes, seus recém-aliados: em momentos-chave dos últimos 4 jogos, o guarda-redes viu por 4 vezes a bola beijar os ferros da sua baliza, recusando-se sempre a entrar. André Pinto é o novo Paulo Oliveira, versão 2.0, revelando a mesma sobriedade defensiva e similar dificuldade em iniciar a construção. A seu favor, apenas o ser mais alto. Mathieu fez um jogo contido, de poupança de esforços (e de cartolinas amarelas).

 

Salvou-se o meio-campo central: Palhinha, mais recuado, sempre impetuoso sobre a bola, mostrou ser um jogador a considerar. Foi pena Jesus tê-lo tirado cedo no jogo, não fosse desgastar-se em vão e deixar de ser uma opção para ... a bancada. Assim, entre a falta de ritmo de Dost, motivada pela lesão na grelha costal, e a grelha que Palhinha costuma usar para fazer uns churrasquinhos em dia de jogo, JJ decidiu-se pela opção epicurista (ou será epi-"corista"?). Battaglia fez lembrar o Exterminador Implacável do início da época, destruindo e galgando léguas com a bola, naquele seu estilo de membro da estafeta de 4x100 metros, pese embora entregue demasiadamente a bola no pé, como testemunho da sua boa vontade, em vez de a passar e desmarcar-se. Bruno Fernandes pintou mais alguns Rembrandts e vestiu o seu melhor cazaque de gala (2 golos, um deles, magistral, a mais de 30 metros), mas também soube pôr o fato-macaco para servir a equipa à direita, compensando o desvario de Ruben Ribeiro, durante a primeira parte. Voltou à ala, algures durante a segunda parte, mas aí já foi o complicómetro de JJ a funcionar, juntando William - não entrou propriamente bem - a Palhinha e Battaglia no centro. À medida que a época avança, pese embora mude constantemente de posição, mais se entende que Bruno tem qualquer coisa a mais que todos os outros. É a qualidade de recepção, é o passe, é o remate quase sempre enquadrado, enfim um "show" de bola.

 

Bas Dost marcou um bom golo de cabeça, perdeu outros dois e serviu na perfeição Bruno Fernandes para o terceiro da noite. Dost ainda teve tempo para ter uma lesão muscular numa coxa, a segunda da época, desempatando assim em desfavor da maleita na grelha costal

 

Acuña entrou após o intervalo, mas não brilhou. De destacar a estreia europeia de Rafael Leão. Aqueles arranques com a bola não enganam, está ali um diamante a necessitar de um bom lapidador.

 

Referência ainda para os árbitros de baliza: são um tipo de personagens da mitologia "platiniana" que entram para as estatísticas do turismo e, assim, ajudam as diferentes economias a crescer, para além de proporcionarem momentos de boa camaradagem e de convívio com a restante equipa de arbitragem. Na prática, têm a função de um placebo: não fazem bem nem mal, mas a UEFA fica contente de os ver lá. Hoje, um deles, não viu um jogador cazaque (em fora-de-jogo) tocar, estorvar e passar à frente de Rui Patrício, no momento do primeiro golo do Astana.

 

Nota final para o nosso habitual desleixo nos últimos minutos dos jogos que estamos a ganhar confortavelmente: ontem, essa indolência custou a Portugal 167 milésimas no ranking da UEFA...

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bruno Fernandes

sportingastana.jpg

 

Quente & frio

Gostei muito do nosso apuramento para os oitavos-de-final da Liga Europa alcançado ao fim da tarde de hoje em Alvalade, com mais de 30 mil espectadores nas bancadas apesar de o jogo ter começado às 18 horas de um dia laboral. Objectivo facilitado pela vitória categórica na primeira mão, em Astana, no Cazaquistão, por 3-1. Em boa verdade, nunca esteve em causa a nossa passagem à fase seguinte, até porque o golo inaugural surgiu logo aos 3', por Bas Dost - o mais rápido golo leonino até agora marcado neste estádio para as competições europeias.

 

Gostei dos três golos que apontámos hoje, repetindo a dose da primeira mão, disputada há uma semana. Com Bas Dost a marcar o seu 27.º golo da temporada em todas as competições - do seu jeito preferido, de cabeça, na sequência de uma rapidíssima jogada pelo flanco esquerdo protagonizada por Coentrão e Bryan Ruiz, com o costarriquenho a centrar de forma perfeita. Os dois outros golos vieram assinados pelo melhor em campo: Bruno Fernandes. Aos 53', na sequência imediata de um pontapé de livre, com um disparo à distância de 30 metros, absolutamente indefensável e com direito a ser proclamado o rei dos golos desta jornada europeia. E aos 63', culminando uma tabelinha rápida com Bas Dost, cabendo a assistência ao holandês. Desta vez o sector mais eficaz do Sporting foi mesmo a sua linha avançada. Cereja em cima do bolo: a estreia de Rafael Leão numa competição da UEFA. Ainda júnior, o jovem da formação leonina recebeu forte ovação quando Jesus o mandou entrar aos 74'. Não marcou, mas protagonizou boas movimentações em campo, actuando sobretudo na ala esquerda do ataque.

 

Gostei pouco da falta de intensidade das nossas alas, que quase não existiram no primeiro tempo - exceptuando no lance do golo de Dost. Sem Gelson nem Acuña, os habituais titulares, Jesus optou por Bryan Ruiz à esquerda e Rúben Ribeiro à direita. Ambos foram flectindo para o eixo do terreno, desguarnecendo os flancos e comprometendo a manobra defensiva da equipa, abrindo espaço às incursões do Astana. O ex-Rio Ave, sobretudo, voltou a evidenciar-se pela negativa: sem capacidade de acelerar e esticar o jogo, enredou-se em toques curtos quase sempre lateralizados, perdeu com frequência os duelos individuais e passou a ser assobiado cada vez que tocava na bola. Jesus, sem surpresa, mandou-o tomar duche ao intervalo. No segundo tempo a equipa melhorou bastante logo com a entrada de Acuña e a partir do minuto 60 com a troca de Ruiz por William Carvalho, passando Bruno Fernandes a imprimir enfim acutilância ao flanco direito, onde Ristovski nunca combinou com Rúben nem fez esquecer o ausente Piccini.

 

Não gostei dos sucessivos lapsos defensivos que nos levaram a sofrer três golos - o primeiro aos 37', o segundo quase ao cair do pano, nesse fatídico minuto 80 que nos tem perseguido diversas vezes ao longo da temporada em curso, e o terceiro - fixando o resultado em 3-3 - na sequência de um canto cobrado na última jogada do desafio, já ultrapassados os três minutos concedidos pelo árbitro húngaro como tempo de compensação. E não podemos queixar-nos da ausência de sorte: no minuto inicial da partida e aos 36', o Astana levou a bola a embater nos nossos ferros. Falta de concentração, falta de marcações eficazes, lentidão de reflexos, incapacidade para prever as movimentações dos adversários: falhas que se pagam caras em alta competição. Hoje, via Sporting, custaram também pontos ao futebol português, que anda bem carecido deles no ranking dos países envolvidos em competições internacionais.

 

Não gostei nada de ver Bas Dost novamente magoado, no fim da partida. Erro de Jesus, que devia tê-lo tirado mais cedo, precisamente quando fez entrar Rafael Leão (Palhinha foi então o preterido), sabendo que o holandês esteve recentemente quase um mês afastado dos relvados devido a lesão. Já Coates, Gelson e Piccini ficaram de fora para prevenir excesso de fadiga muscular - precaução elementar nestes tempos em que o Sporting continua a cumprir dois jogos por semana em termos médios. Gostei menos ainda da falta de atitude competitiva de alguns jogadores, que pareceram desconcentrados e com alguma sobranceria no quarto de hora final da partida, quando vencíamos por 3-1. Como se estivessem a cumprir uma tarefa chata, denotando pouco respeito pelo público ali presente, de bilhete comprado e aplauso nunca regateado à equipa. Essa displicência ajudou a abrir caminho aos dois últimos golos sofridos. Espero que tenha servido de lição aos tais enfadados: um jogo só termina quando o árbitro apita para o fim.

Hoje giro eu - a família do meio

Com a equipa a jogar permanentemente só com 2 médios, Bruno Fernandes aparenta mais cansaço que uma mãe com um filho mais velho, nas semanas seguintes a ter gerado já tardiamente trigémeos. Mas, Jesus apostou em que a solução para o problema seria cansá-la(o) mais, quiçá porque se já se torna cada vez mais difícil chegar à frente para acasalar (com o pai Dost), impossível é voltar atrás (na decisão de gerar).

 

A solução seria empregar mais alguém para ajudar na lida da casa. William tira algumas folgas ao longo do mês e está mais envolvido como motor(ista), distribuindo os alimentos essenciais à sobrevivência da familia, conduzindo-a nas visitas ao médico e ajudando em todas as questões burocráticas que há para arbitrar, mas depois é preciso alguém que elimine os germes da loiça, desparasite de ácaros os tapetes e alcatifas, combata as bactérias e fungos que se acumulam nas esponjas de banho e que ajude a que os bebés cresçam saudáveis. Esse alguém poderia ser Battaglia (ou Palhinha ou Wendel).

 

Com o argentino ao serviço, haveria um xeque-mate* aos micróbios e a casa estaria sempre num maior aprumo, o que permitiria à "mãe" não entrar em depressão, ter alguma vida social e dar azo a alguma da sua criatividade, actividade essencial ao bem-estar do agregado familiar. 

 

Com 3 frentes sempre a solicitarem a presença da mãe, resta o consolo de que o filho mais velho já concluiu com aproveitamento os seus estudos. Uma ocorrência desta natureza na vida de uma familia deve suscitar o carinho, o apoio e o reconhecimento por parte dos amigos, sempre seus incondicionais adeptos, e de todos os conhecidos, que simpatizam com a sua "causa". O sucesso global desta empreitada familiar será a alegria de todos eles e de todos os que lhes se associem, que ficarão a torcer no sentido de que a gestão caseira corra pelo melhor.

 

*mate=chá, bebida mais popular da Argentina 

dostebruno.jpg

 

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Sobretudos de leão para cazaques muito curtos

Com VAR ou sem VAR, Doumbia arrisca-se a passar à história como o melhor marcador de golos mal anulados pelos árbitros, à semelhança do ocorrido com Montero na época 2013/14, em que o colombiano, depois de um início fulgurante, viu prolongada a seca de golos com 3 golos mal invalidados.

 

A envolvente ao jogo foi feita de diversas contradições: uma partida da Liga Europa disputada na Ásia Central(!); um frio glaciar num país que faz fronteira com outro cuja capital se chama Tashkent ("tás quente", Uzbequistão); um estádio fechado e climatizado com 13º positivos, quando a temperatura exterior apontava para os menos 20ºC; um relvado sintético aprovado pela UEFA para competições a este ní­vel. Enfim, todo um cardápio de boas desculpas (a do vento não dá sempre), caso a coisa não tivesse corrido de feição...

 

Depois de uma primeira parte menos conseguida, com um golo muito consentido logo no começo, o Sporting, impulsionado pelo magnífico Bruno Fernandes, controlou o jogo a seu bel-prazer. É certo que durante muito tempo Acuña e Bryan Ruiz foram dois corpos estranhos, emperrando a movimentação leonina, mas a categoria do médio maiato foi permitindo que a equipa leonina fosse chegando com assiduidade à baliza do Astana. Aos 17, 23, 35 e 43 minutos, Bruno Fernandes protagonizou lances que, ou se perderam por má finalização dos seus colegas, ou suscitaram grandes paradas por parte do competente guardião Eric. Noutra ocasião, aos 40 minutos, após um canto marcado por si, Coates cabeceou e, na recarga, Doumbia marcou, com o árbitro francês a descortinar uma infração que mais ninguém viu.

  

Para o segundo tempo, Jorge Jesus deixou a táctica "à italiana" no balneário. Aos 48 minutos, após um centro de Gelson, um defensor cazaque meteu a mão à bola na sua área. "Penalty" convertido em golo por - quem havia de ser? - Bruno Fernandes. Dois minutos depois, Acuña foi à linha e centrou para Gelson finalizar com êxito. Mais 6 minutos e Bruno Fernandes, na esquerda, centrou de bandeja para Doumbia que desta vez não perdoou.

 

Com 3-1 no marcador, o caxineiro Coentrão, um peixe fora de água - ou não fosse o Cazaquistão o maior país do mundo sem costa marítima - foi rendido por Battaglia (recuou Acuña e Bryan Ruiz deslocou-se para a ala esquerda) e Montero, acabado de entrar para substituir Doumbia, na primeira vez que tocou na bola, arrancou a expulsão do defesa Logvinenko. Surpreendentemente, Ruiz, originário da Costa Rica, ficou em campo, o que lhe viria a permitir falhar a já habitual oportunidade de baliza aberta...

 

A jogarmos com mais um, entrámos em modo de poupança. O resto do jogo assemelhou-se a um "meinho", letargia só abanada pelas ocasionais arrancadas de Gelson ou de ... Bruno Fernandes.

 

Em resumo, uma vitória justa e que talvez só peque pela escassez dos números, embora Rui Patrício tenha sido providencial, durante a primeira parte, ao evitar um segundo golo cazaque que certamente tornaria a nossa missão mais difícil. Boas exibições também de Piccini, de William e Acuña (segundo tempo) e de Doumbia, para além de Gelson e Bruno, o melhor em campo.

 

Jorge Jesus não está isento de algumas decisões polémicas: a inclusão de Bryan Ruiz como "10" não resultou de todo, não se entendeu porque, com o jogo resolvido, não lançou Rafael Leão no lugar do costa-riquenho e, finalmente, perdeu uma excelente oportunidade de limpar o cadastro disciplinar de diversos jogadores (Bruno Fernandes incluido), não se compreendendo a razão porque não o fez.

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bruno Fernandes (Gelson seria a minha 2ª opção)

astanasporting.jpg

 

Hoje giro eu - Ranking GAP

Quase a entrar na 5ª competição desta época (Liga Europa), o Sporting disputou até agora 40 jogos - 22 para o Campeonato Nacional, 8 para a Champions, 5 para a Taça de Portugal e 5 para a Taça da Liga - obtendo 24 vitórias (60%), 11 empates (27,5%) e 5 derrotas (12,5%), com 78 golos marcados (1,95 por jogo) e 29 sofridos (0,73).

 

Classificações (Estatísticas ofensivas):

 

1) MVP: Bas Dost (83 pontos), Bruno Fernandes (66), Gelson (49);

2) Influência: Bruno Fernandes (35 contribuições para golo), Bas Dost (31), Gelson (23);

3) Goleador: Bas Dost (25 golos), Bruno Fernandes (10), Gelson (9);

4) Assistências: Bruno Fernandes (11), Gelson (8), Acuña e Podence (7).

 

Notas: Bruno Fernandes contribuiu em 44,9% dos golos; Bas Dost marcou 32% dos golos.

 

Ranking GAP (Golos, Assistências, Participação decisiva):

 

  G A P Pontos
Bas Dost 25 2 4 83
Bruno Fernandes 10 11 14 66
Gelson Martins 9 8 6 49
Doumbia 7 1 1 24
Marcus Acuña 5 7 3 32
Sebastian Coates 3 3 2 17
Jeremy Mathieu 3 1 2 13
Rodrigo Battaglia 2 2 2 12
Bruno César 2 0 1 7
João Palhinha 2 0 0 6
Fábio Coentrão 1 3 3 12
Iuri Medeiros 1 1 1 6
William Carvalho 1 0 2 5
Bryan Ruiz 1 0 1 4
Fredy Montero 1 0 0 3
Mattheus Oliveira 1 0 0 3
Rafael Leão 1 0 0 3
Adrien Silva 1 0 0 3
Daniel Podence 0 7 2 16
Cristiano Piccini 0 2 4 8
Ruben Ribeiro 0 1 1 3
Ristovski 0 1 0 2
Alan Ruiz 0 0 2 2
autogolos 2 0 0  

Hoje giro eu - Rigor

Por uma questão de rigor, e porque este espaço não é apenas um forum de discussão de ideias mas também pretende informar, devo dizer que, em rigor, a seguir a Dost, o melhor marcador da equipa é Bruno Fernandes (10 golos). Quanto ao melhor assistente absoluto, também, é Bruno Fernandes, com 11 assistências para golo. Jorge Jesus, erradamente, referiu ontem, em conferência de imprensa, Gelson Martins como o portador dessas estatísticas. O ala tem 9 golos e 7 assistências. Fica assim reposta a verdade dos factos, esperando que tenha sido apenas uma "gaffe", pois não quero acreditar que JJ não conheça as estatísticas de jogo.

Os ausentes não jogam, não vale a pena perder tempo a lamentá-lo. Importante é dar moral, confiança a quem vai para dentro do terreno de jogo e saber encontrar as soluções necessárias para que o Sporting se imponha na Amoreira. E isso é o mais importante, numa semana conturbada, marcada por um "timing" de marcação de uma Assembleia Geral inoportuno - porque não após o final da temporada? -, em que, com o Sporting já vencedor de uma Taça da Liga e líder do campeonato nacional, vemos o presidente do clube a ameaçar demitir-se e pedidos nas redes sociais a solicitar a demissão do presidente da AG. Que os nossos jogadores, no campo, saibam dar os tiros certos: não nos pés, mas sim nas redes da baliza de Moreira. 

 

Hoje giro eu - Ranking GAP

Disputados que estão 37 jogos - 20 para o Campeonato Nacional, 8 para a Champions, 4 para a Taça de Portugal e 5 para a Taça da Liga - o Sporting regista 23 vitórias (62,2%), 11 empates (29,7%) e 3 derrotas (8,1%), com 76 golos marcados (média de 2,05 golos/jogo) e 26 sofridos (0,7 golos/jogo). Chegados a Fevereiro, a equipa continua invicta nas provas domésticas. Estabelecendo um comparativo, o FC Porto de Mourinho, na época 2003/2004, realizou 49 jogos, com 33 vitórias (67,3%), 12 empates (24,5%) e 4 derrotas (8,2%). Marcou 84 golos (média de 1,71 golos/jogo) e sofreu 33 (0,67 golos/jogo). Se considerarmos como vitórias (ganhámos nos "penalties") os dois jogos da Final-Four da Taça da Liga, a nossa percentagem de vitórias sobe para 67,6% e a dos empates desce para 24,3%. É só uma curiosidade, mas estamos com números equivalentes aos do FC Porto de Mourinho, campeão europeu...

 

Classificações (Estatísticas ofensivas):

 

1) MVP: Bas Dost (83 pontos), Bruno Fernandes (64), Gelson Martins (47);

2) Influência: Bruno Fernandes (33 contribuições nos golos), Bas Dost (31), Gelson Martins (22);

3) Goleador: Bas Dost (25), Bruno Fernandes (10), Gelson Martins (9);

4) Assistências: Bruno Fernandes (11), Gelson Martins, Acuña, Podence (7).

 

Notas: Bruno Fernandes contribuiu em 43,4% dos golos, Bas Dost tem 32,9% dos golos marcados.

Golos por sectores: Pontas-de-lança (32), Alas (18), Médios Interiores (17), Centrais (6), Laterais (1), autogolos (2)

 

Ranking GAP (Golos, Assistências, Participação decisiva):

  G A P Pontos
Bas Dost 25 2 4 83
Bruno Fernandes 10 11 12 64
Gelson Martins 9 7 6 47
Doumbia 7 1 1 24
Marcus Acuña 5 7 3 32
Sebastian Coates 3 2 2 15
Jeremy Mathieu 3 1 2 13
Rodrigo Battaglia 2 2 2 12
Bruno César 2 0 1 7
João Palhinha 2 0 0 6
Fábio Coentrão 1 3 3 12
Iuri Medeiros 1 1 1 6
Bryan Ruiz 1 0 1 4
Mattheus Oliveira 1 0 0 3
Rafael Leão 1 0 0 3
Adrien Silva 1 0 0 3
Daniel Podence 0 7 2 16
Cristiano Piccini 0 2 4 8
Ruben Ribeiro 0 1 1 3
Ristovski 0 1 0 2
William Carvalho 0 0 2 2
Alan Ruiz 0 0 2 2
autogolos 2 0 0  

Um jogo que só o 'Record' viu

Não sei que jogo viu o jornalista do Record que hoje atribui o título de "melhor em campo" a Bruno Fernandes. Não vi este jogador iniciar nenhuma jogada de golo, nem fazer qualquer assistência e muito menos resolver o desfecho do desafio, como aconteceu com Mathieu, improvisado ponta-de-lança que soube mostrar a alguns colegas lá da frente como se ganham jogos.

"Na direita, no meio e até na esquerda: a cruzar, a passar e a rematar. Bruno Fernandes esteve em quase todo o lado e a fazer quase tudo um pouco. Foi incansável e os números mostram-no", escreve esse jornalista, que viu uma partida diferente daquela a que assisti ontem em Alvalade. E anexa dados estatísticos.

No jogo que eu vi, Bruno Fernandes esteve muito longe de ser o melhor em campo. Vi um jogo como assinala o jornalista d' A Bola: "Tentou o golo com remates, mas sem sucesso." Vi-o como hoje descreve o jornalista do Correio da Manhã: "Uma arrancada aos 90'+3 não fez esquecer o desacerto durante grande parte do encontro, quer no passe, quer a rematar."

Um olhar meramente "quantitativo" sobre o desempenho de um jogador é um erro jornalístico cada vez mais comum. E que, por absurdo, conduziria à substituição do repórter por qualquer maluquinho por estatísticas.

Estas devem ser usadas na avaliação dos jogos com a mesma moderação do sal no tempero culinário. Caso contrário, concluímos coisas como esta, avalizadas pelo Goal Point: João Palhinha foi superior a William Carvalho na Liga 2015/16.

Dá para rir, não dá?

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