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És a nossa Fé!

Pódio: Bruno Fernandes, Jovane, Vietto

Em jeito de balanço, aqui fica a lista dos jogadores que receberam a menção de melhores em campo no último campeonato, em resultado da soma das classificações atribuídas pelos diários desportivos após cada jornada.

De salientar que Bruno Fernandes liderou as três classificações, pelo terceiro ano consecutivo, mesmo só tendo cumprido de verde-e-branco pouco mais de metade da Liga 2019/2020.

Jovane e Vietto compartilharam desta vez o pódio com o actual jogador do Manchester United, apesar de nenhum deles ter sido também titular absoluto ao longo do campeonato. Na época anterior o segundo e o terceiro posto haviam sido ocupados por Raphinha e Nani.

 

Quanto aos jogadores que já integravam o plantel do Sporting na temporada 2018/2019, verifica-se o seguinte: Jovane desta vez subiu muito (de 4 para 15 pontos), Wendel subiu ligeiramente (de 1 para 4) e Mathieu registou uma ligeira progressão (de 4 para 6).

Acuña e Luiz Phellype mantiveram a pontuação.

Coates, que ficara excluído há um ano, desta vez recebeu dois pontos.

 

Em relação aos reforços, e para além de Vietto, merece destaque a boa posição de Plata, sem esquecer que também Bolasie aqui figura, apesar da sua fugaz passagem por Alvalade, onde foi sempre mal-amado. Sporar, que só começou a jogar em Fevereiro, ultrapassa Luiz Phellype à tangente. Rafael Camacho (3 pontos) e Neto (2) não são esquecidos.

No confronto de guarda-redes, Max supera Renan por escassa margem.

Dos jovens da formação leonina lançados por Rúben Amorim na recta final do campeonato, o maior destaque vai para Nuno Mendes, que chegou a ser considerado melhor em campo pelos três diários desportivos. Com entrada directa nos dez mais.

 

Finalmente, pequenas curiosidades. A Bola entendeu mencionar Joelson, apesar de o extremo ainda júnior ter actuado menos de 45 minutos nesta Liga. Borja e Francisco Geraldes apenas surgem destacados no Record. E O Jogo tem aquela que é talvez a escolha mais polémica da temporada: conseguiu eleger Eduardo Henrique como melhor sportinguista em campo numa partida. Difícil entender porquê.

 

Bruno Fernandes: 19

Jovane: 15

Vietto: 12

Plata: 8

Acuña: 6

Mathieu: 6

Bolasie: 4

Max: 4

Wendel: 4

Nuno Mendes: 3

Sporar: 3

Rafael Camacho: 3

Renan: 3

Raphinha: 2

Luiz Phellype: 2

Coates: 2

Neto: 2

Joelson: 1

Francisco Geraldes: 1

Eduardo Henrique: 1

 

A Bola: Bruno Fernandes (7), Jovane (5), Vietto (4), Plata (3), Mathieu (2), Acuña (2), Bolasie, Coates, Renan, Luiz Phellype, Rafael Camacho, Max, Neto, Wendel, Sporar, Joelson, Nuno Mendes.

Record: Bruno Fernandes (7), Jovane (5), Vietto (3), Bolasie (2), Plata (2), Acuña (2), Wendel (2), Renan, Raphinha, Mathieu, Rafael Camacho, Borja, Max, Neto, Sporar, Coates, Francisco Geraldes, Nuno Mendes.

O Jogo: Bruno Fernandes (5), Jovane (5), Vietto (5), Plata (3), Mathieu (3), Max (2), Acuña (2), Renan, Raphinha, Bolasie, Eduardo Henrique, Luiz Phellype, Rafael Camacho, Wendel, Nuno Mendes, Sporar.

 

Nota:

Há um ano foi assim.

Há dois anos foi assim.

Há três anos foi assim. 

Há quatro anos foi assim.

A propósito da Liga Europa (com alguns parênteses)

[Senti-me muito bem-vinda!

Gostei de cá chegar. Gostarei de cá estar.]

 

Vi, na sexta-feira, a final da Liga Europa. Segui o jogo com interesse distraído: «rijamente disputado» (como ainda dizem alguns comentadores), frequentes simulações (equipas latinas e recheadas de sul-americanos), melhor a primeira parte (na segunda: força diminuída, ansiedade acrescida).

Fui torcendo, embora sem grande vigor, pelo Inter (desde que o Lukaku não marcasse!), apesar de, em Itália, no que a clubes respeita, só ter gostado da Juventus e do A.C. Milan.

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Da Juventus, inicialmente, nem sei bem porquê, mas, após o horrendo Heysel, não havia como não querer gostar da Juventus. Essa final da Taça dos Campeões Europeus (Liverpool vs Juventus, em 1985) é o grande exemplo de jogos que nunca se deveriam ter realizado, nem que fosse somente por relutante decência. Tal como outras duas finais, estas domésticas: as da Taça de Portugal de 1996 e de 2018.

Voltei a acompanhar a Juventus por causa do Ronaldo.

Pelo meio (final dos anos 80 e início dos 90), entusiasmei-me com o A.C. Milan dos extraordinários holandeses – Marco Van Basten, Ruud Gullit e Frank Rijkaard, tanto mais que este último chegou a ser, sem o ser, jogador do Sporting (temos, não raramente, queda para o burlesco…).

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Regressando a sexta-feira: fui torcendo, embora sem grande vigor, pelo Inter (e o Lukaku até marcou, mas não chegou) porque, mais do que antipatizar com o registo escandalosamente vitorioso do Sevilha, eu quereria ter visto a jogar o Bruno Fernandes!

Última verdadeira garra do leão, profissional modelo, futuro capitão da seleção nacional, que, no Sporting, por empenho próprio e ausência alheia, foi jogador, capitão, treinador em campo e espécie de porta-voz/diretor de comunicação do clube… Sovado em campo (usualmente sob o olhar displicente dos árbitros), assediado pelos jornalistas (ou aspirantes a sê-lo), Bruno teve grandeza dentro e fora do relvado, num clube e num campeonato (gosto mais do que «liga») que se tornaram pequenos para ele: no campeonato porque, de clube, vestia a nossa camisola…

Saudades do Bruno Fernandes! Se não era leão de pequenino, muitas vezes bem o pareceu…

Voltando a sexta-feira: ganhou o Sevilha. Não faz mal. Lá jogou o Daniel Carriço e lá joga o Gudelj (este, sim, joga rijamente e bem falta fez na última época).

O que interessa mesmo: Bruno Fernandes foi o melhor goleador da Liga Europa e mais de metade dos golos foram marcados de leão ao peito!

Parabéns ao Bruno!

Parabéns ao Sporting Clube de Portugal por o ter tido!

Liga Europa

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1

O Sevilha - agora treinado por Julen Lopetegui, que não teve sucesso como treinador do FC Porto e foi um técnico sempre com péssima imprensa em Portugal - venceu ontem à noite a Liga Europa. Pela sexta vez, em seis finais - não falhou uma.

Entre os jogadores da equipa sevilhana que agora festeja este importante título inclui-se o sérvio Nemanja Gudelj, contratado no Verão de 2018 para o Sporting pela Comissão de Gestão, liderada por Sousa Cintra. Médio defensivo, actuou como defesa central improvisado nesta vibrante final realizada em Colónia, frente ao Inter de Milão, com vitória sevilhana por 3-2.

Recordo, lamentando, que Gudelj foi sempre um mal-amado em Alvalade. Apupado nas bancadas, insultado pelos autoproclamados "verdadeiros adeptos", apesar disso foi crucial na conquista dos dois mais recentes troféus do futebol leonino: a Taça de Portugal e a Taça da Liga 2019. Acabou por ser dispensado em Julho de 2019 após 43 jogos de Leão ao peito: o Sevilha ganhou com isso. E o jogador também.

O Sporting viu partir mais um cujo valor nunca foi devidamente reconhecido entre nós. Como tem acontecido com tantos outros.

 

2

Bruno Fernandes, mesmo não sendo avançado, sagrou-se melhor marcador desta edição da Liga Europa. Com oito golos - cinco ainda ao serviço do Sporting, os restantes já com a camisola do Manchester United. Devia ser motivo de orgulho para todos nós. Mas nas redes "leoninas" fala-se menos nisto do que no recém-contratado Feddal, que foi apanhado em excesso de velocidade ainda em território espanhol. Diz tudo sobre as prioridadades dos "verdadeiros adeptos".

 

3

O Sevilha, recordo, foi o quarto classificado do campeonato espanhol. Atrás de Real Madrid, Barcelona e Atlético de Madrid. Isto não causou complexos à equipa sevilhana nem a conduziu a sessões colectivas de autoflagelação. Se a conquista de títulos internos é um objectivo remoto, até devido às arbitragens que adulteram com frequência os resultados, sobretudo em benefício do Real e do Barcelona, a Liga Europa tornou-se uma meta plausível - e, como vemos, superada com frequência. 

No Sporting, seria útil meditarmos neste exemplo. Ganharíamos mais com isso do que a comentar os calções do Porro - outro tema que tem mobilizado atenções nas redes sociais por parte daqueles que parecem sempre mais concentrados no acessório do que no essencial.

Balanço (18)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre BRUNO FERNANDES:

 

- José Cruz: «Bruno Fernandes está, para o Sporting, bem acima do nível que Ronaldo esteve para o Real Madrid. Só assim se justifica a conquista de dois títulos na última época.» (11 de Agosto)

- Renato Santos: «É verdade que as portas não tiveram culpa, mas na realidade a injustiça que o jogador sofreu em campo passou impune e agora com certeza terá de pagar com a ausência de um jogo e um processo disciplinar. Este é o preço por não ter aceite de bom grado levar pancada durante todo o jogo.» (19 de Setembro)

- Paulo Guilherme Figueiredo: «Entre muito que é preciso clarificar, com urgência, uma das coisas mais importantes é justamente o futuro de Bruno Fernandes. Estará mesmo em cima da mesa a sua saída em Dezembro, depois de Varandas ter justificado a venda destempada de Raphinha e outros com a necessidade de manter o capitão?» (22 de Novembro)

- Luís Lisboa: «Sobre toda esta má sorte ou simplesmente incompetência, só o talento de Bruno Fernandes. Escondeu-se no lado esquerdo para deixar Vietto brilhar na primeira parte, cavou o penálti e concretizou para o segundo golo, marcou o terceiro golo depois de boa iniciativa de Camacho. O que vai ser do Sporting quando ele sair? Não faço ideia, mas temo o pior.» (12 de Janeiro)

- Filipe Moura: «Em conjunto com o Balakov, foi o melhor jogador que eu vi no Sporting.» (28 de Janeiro)

Leonardo Ralha: «Parte sem glória e com o amargo de boca de deixar ainda mais à deriva aquilo que teve tudo para ser uma espada cravada nos interesses instalados do futebol português. E se muitos são culpados do estado a que o Sporting chegou, de Bruno de Carvalho a Jorge Jesus, de Sousa Cintra a José Peseiro, de Frederico Varandas a todos os desgraçados que aceitam ser profetas do perdedorismo transformado em religião oficial, a Bruno Fernandes nada há a apontar e muito a agradecer.» (29 de Janeiro)

- Pedro Boucherie Mendes: «Foi hábil na sua relação com os jornalistas, pelo que o seu lastro de saudade será longo. Era um jogador decisivo, fundamental e fulcral, também porque a bola ia sempre para ele e ele podia fazer o que queria com ela. Nunca vi, nem em Messi, nem em Ronaldo, tanta tolerância da crítica e comentadores – ou das bancadas - para um jogador.» (29 de Janeiro)

- António de Almeida: «Em quatro décadas que vejo futebol, Bruno Fernandes fará parte do meu top ten. Verdadeiro ídolo, ao lado de outras lendas do Sporting Clube de Portugal. Boa sorte!» (29 de Janeiro)

- Marta Spínola: «Tenho pena, tenho pena de te ver partir, pena de não te ver mais de verde e branco, de não te ver jogar. Em campo, como tu, aparece alguém de muito em muito tempo. Que tenhas deixado alguma dessa garra entre os nossos, que claramente viram em ti um amigo e um líder. Não é para todos.» (29 de Janeiro)

- Francisco Chaveiro Reis: «Agora interessa-me mais a sorte do Sporting. Com Bruno Fernandes, melhor jogador, as exibições já eram sofríveis. Sem ele, serão piores. E sem Phellype, o patinho feio, mas segundo melhor marcador, também. Em três dias, o Sporting perdeu 24 golos.» (30 de Janeiro)

- José da Xã: «Lamento profundamente que Bruno Fernandes saia do Sporting. Mas a vida de jogador é fugaz e não condeno a sua saída. Desejo-lhe muita sorte e que se lembre que neste clube ficará para sempre recordado como um dos nossos! Agora vamos lá tristemente lutar para não ficar abaixo de sétimo!» (30 de Janeiro)

- Edmundo Gonçalves: «Há quem diga que saindo Bruno os outros se sentirão mais soltos e poderão finalmente mostrar as suas qualidades. Estamos a falar de quem?» (30 de Janeiro)

Eu: «Saiu pelo melhor preço na altura certa. Mês e meio depois já não aconteceria. E ele estaria agora a desvalorizar-se dia a dia, semana após semana, fechado em casa.» (9 de Abril)

- Ricardo Roque: «Apesar de encantar Manchester e os amantes de futebol desde que chegou, continua a ser importante para o Sporting. E não estou a pensar apenas no provável encaixe financeiro que a classificação final do ManUtd na Premier League pode proporcionar ao Sporting Clube de Portugal, falo sobretudo na relação que Bruno mantém com os leões, jogadores e adeptos e com o próprio clube. Não é vulgar, não é comum.» (10 de Julho)

O textículo de João Félix

Um textículo é uma coisa em forma de texto que não chega a ser bem um texto.

João Félix é um jogador que poderia ser um grande craque, um excelente praticante mas falta-lhe qualquer coisa; poderia ser um Cristiano Ronaldo mas é um Anelka (a propósito ver o excelente documentário na Netflix).

Qual a razão para num "blog" sportinguista se estar a falar sobre um ex-benfiquista?

O João é um miúdo e, potencialmente, poderá ser muito útil à selecção portuguesa, terá de mudar a atitude.

Jogar futebol não é, não pode ser, um frete, não é um favor que se faz à entidade patronal, tem de ser uma paixão, tem de se dar tudo em campo, tem de se ter "ganas", comparemos, por exemplo, a forma como Futre estava em campo (com a mesma camisola do Atlético de Madrid) e a forma como Félix está.

Dir-me-ão: "o rapaz estava triste por não ter sido titular mesmo assim mergulhou bem dentro da área e ele próprio marcou o penalty"

De acordo, dou-lhe mérito pela marcação do penalty, pelo mergulho nem tanto.

O ponto é, precisamente, esse, um bom jogador tem de estar sempre motivado e motivar os colegas, tem de tornar os jogadores que o rodeiam, melhores, nem todos podem ser Bruno Fernandes mas todos podem ter uma atitude boa, uma atitude certa dentro do campo.

Dos dois jogos já realizados destaco as excelentes actuações das equipas da Atalanta e do Leipzig, sem vedetas mas com uma excelente atitude e dinâmica, equipa, conjunto, colectivo é isso que o futebol é, deveria ser.

Fernando Fernandes e os outros Fernandes

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Ia escrever sobre Fernando Fernandes, campeão e treinador de campeões, uma pessoa que tive o gosto de conhecer, com quem tive a alacridade de privar, boa pessoa, duma simplicidade cativante que nos mostra que para ser campeão na vida não é necessário ser campeão na arrogância.

Entretanto surgiu esta "notícia" sem contraditório; «Bruno Fernandes não presta para quase nada, só para marcar penáltis» (isto pronuncia-se como? sempre disse: pénalti!; é pénalti, filho da *uta, tás comprado ou quê?, será que que tenho de começar a injuriar os árbitros à "Cascais"; pe-nál-ti, rico, seu possidónio, não tá-se mêmo a ver qe foi pe-nál-ti? de todo! c'o rror!, possidóooonio!").

"O Bruno (...) provou ser um grande marcador de penáltis" / "O Gedson é um miúdo fantástico com muita qualidade".

(as frases do parágrafo acima são de José Mourinho sobre Bruno Fernandes e Gedson Fernandes, p.31, Record de 2020.07.29)

Não vou fazer juízos de valor, supostamente, foi uma pessoa com carteira de jornalista que recolheu esta informação e a publicou; eu que não sou jornalista teria perguntado ao "melhor treinador do mundo":

- Acredita que Gedson Fernandes é melhor jogador de futebol que Bruno Fernandes? Acredita que foi mais determinante a presença de Gedson no Tottenham que a presença de Bruno Fernandes no United?

(só perguntava isto porque o Tottenham de Mourinho e Gedson foi eliminado da "champions" por uma equipa austríaca e o Manchester United de Bruno Fernandes classificou-se para a "champions" sem espinhas).

2019/2020: os marcadores dos nossos golos

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Bruno Fernandes 15 (Braga, Rio Ave, Boavista, PSV, Rio Ave, Aves, Lask Linz, Paços de Ferreira, Rosenborg, PSV, PSV, Gil Vicente, Santa Clara, V. Setúbal, V. Setúbal)

Luiz Phellype 9 (Portimonense, Rio Ave, Lask Linz, Paços de Ferreira, PSV, Moreirense, Santa Clara, Santa Clara, Portimonense)

Vietto 8 (Famalicão, Belenenses SAD, Belenenses SAD, Gil Vicente, Portimonense, Basaksehir, Basaksehir, Aves)

Sporar 7 (Basaksehir, Boavista, Aves, V. Guimarães, V. Guimarães, Tondela, Benfica)

Coates 6 (Marítimo, V. Guimarães, Rosenborg, Basaksehir, Famalicão, Belenenses SAD)

Jovane 6 (Rio Ave, Paços de Ferreira, Tondela, Belenenses SAD, Belenenses SAD, Santa Clara)

Mathieu 3 (PSV, Braga, Portimonense)

Wendel 3 (Braga, Gil Vicente, Gil Vicente)

Plata 3 (Portimonense, Boavista, Gil Vicente)

Raphinha 2 (Portimonense, Portimonense)

Bolasie 2 (Rosenborg, Santa Clara)

Acuña 2 (V. Guimarães, FC Porto)

Pedro Mendes 1 (PSV)

Jesé 1 (V. Guimarães)

Rafael Camacho 1 (Portimonense)

Borja 1 (Marítimo)

João Meira 1 (defesa do V. Setúbal, autogolo)

Jadson 1 (defesa do Portimonense, autogolo)

Mais dez

Bruno Fernandes contribuiu - e de que maneira - para a qualificação do Manchester United, que vai disputar a próxima Liga dos Campeões.

Isto significa, nos termos do contrato estabelecido em Janeiro entre os dois clubes para a transferência do craque português, que o Sporting receberá mais dez milhões de euros. Cinco milhões desta qualificação somados ao 20.º jogo entretanto cumprido pelo jogador com a camisola do United.

Enfim, uma boa notícia: Bruno já tão longe e ainda a facturar.

Veni, Vidi, Vici: Sim, Bruno Fernandes, sim!

Escrevi, não há muito tempo, que Bruno Fernandes apesar de encantar Manchester e os amantes de futebol desde que chegou, continua a ser importante para o Sporting. E não estou a pensar apenas no provável encaixe financeiro que a classificação final do ManUtd na Premier League pode proporcionar ao Sporting Clube de Portugal, falo sobretudo na relação que Bruno mantém com os leões, jogadores e adeptos e com o próprio clube. Não é vulgar, não é comum. Acompanha os jogos, incentiva ex companheiros, comenta nas redes sociais. Até a grande maioria dos mais céticos e seus críticos por causa da rescisão em 2018, estão rendidos à classe, ao profissionalismo e à ligação emocional que mantém com o Sporting. 

É sabido que não temos a máquina de propaganda e mediática que certos clubes têm e que a realidade demonstra serem campeões do "gato por lebre", mas não os invejo. As narrativas não suportadas por factos são belos cantos de sereia que geram cortinas de fumo na forma de "flopes". Certas agremiações precisam de manter o nível mediático num patamar de ilusão que já nem fora do país dura muito, sobretudo para disfarçar os graves problemas reputacionais que sofrem (ao que parece de ordem civil e criminal, também). Infelizmente funcionam na generalidade da comunicação social portuguesa, maxime na desportiva e na de dose cavalar televisiva.     

 

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Mas há a realidade sustentada pelos factos, como já escrevi, e a realidade paralela onde muitos teimam em viver em estado de negação. No entretanto, temos de ir fazendo o nosso percurso. Os Sportinguistas têm razões para sentir orgulho deste fantástico jogador que, em boa verdade, tornou-se um de nós depois destes anos a vestir de verde e com pele de leão. Em Inglaterra chegou, viu e venceu ou, como na lusitana expressão, pegou de estaca. Os 7 golos em 10 jogos mais umas quantas assistências, fazem dele um jogador essencial para o Manchester United e quem despertou esse gigante adormecido. 

Venividivici  é o que pode dizer-se sobre Bruno Fernandes em Alvalade e Old Trafford. 

Por isso "temos de falar seriamente sobre Bruno Fernandes", como aqui:  

https://tinyurl.com/y9qfnndj

 

Em frente leões...

Desde a retoma do futebol em Portugal e Inglaterra, apesar do Verão, os dias passaram a cinzentos para a seita tóxica, idólatra do falso profeta.

De repente e contrariando a narrativa do youtuber e acólitos, que anunciavam a iminência da pior classificação de sempre, Ruben Amorim apostou em vários jovens da formação, alcançando várias vitórias, conseguindo a melhor série da época até ao momento e recuperou o 3º lugar. A agravar o estado de alma dos letais ao Sporting, um dos seus ódios de estimação, o nosso ex-capitão e melhor jogador do clube na última década, está a triunfar em Inglaterra. Uma visita rápida pelas redes sociais é suficiente para perceber a azia dos fiéis...

O leão reina na savana, seguindo em frente, indiferente ao ulular da hiena e oxalá assim continue, primeiro e acima de tudo e todos, está o Sporting Clube de Portugal. 

Saiu o Bruno, veio o Rúben

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Com algumas semanas de intervalo o Sporting ficou sem o melhor jogador da 1.ª Liga e passou a contar com... o melhor treinador da 1.ª Liga. 

Para mim isso é claro como água. Rúben Amorim conseguiu em pouco tempo transformar completamente o futebol do Sporting. Quer no modelo táctico quer na consistência competitiva, passámos dum futebol miudinho e improvisado para um futebol largo e objectivo, que num ápice transforma um aperto defensivo num lance em profundidade e numa oportunidade de golo. Em que até o Max já começa a tentar ser um Schmeichel. Conseguiu isso mesmo apesar das sucessivas baixas dos jogadores mais influentes, sem ponta de bazófia, com um discurso claro e assertivo, sempre com um sorriso nos lábios.

No fundo, parece-me que o Rúben é um pouco como treinador o que Bruno é como jogador. Objectivo, focalizado, motivador, marca o ritmo que os outros devem acompanhar, e quem tem unhas desata a tocar guitarra. Depois... acho que Bruno encaixava como uma luva neste sistema de Rúben. Que pena não podermos contar com os dois.

Cabe agora ao Sporting acompanhar também o ritmo de Rúben Amorim. A pior coisa seria pensar que com uma fase final mais ou menos vitoriosa (e vêm aí dois jogos bem complicados), agora que já temos treinador, o Sporting tem condições para cumprir o desejo de Mathieu e ser campeão na próxima época ou pelo menos voltar à Champions.

Como tenho repetidamente alertado, as referências do plantel estão reduzidas ao mínimo absoluto. Foram saindo Adrien, William, Patrício, Nani, Bas Dost, Bruno, agora Mathieu. Acuña também pode sair e, tal como ontem, assim ficamos com... Coates. 

Não chega, nem pouco mais ou menos. Urge reforçar o plantel com alguns poucos jogadores credenciados e habituados a ganhar nos grandes palcos, que venham para disputar a titularidade com os miúdos de enorme talento que temos e ajudá-los a crescer nas vitórias. 

E as finanças? Não existem finanças equilibradas sem sucesso desportivo. Nem paz no clube.

 

PS: Comentou ontem o portista Paulo Teixeira Pinto em "A Bola":

«Aura. Não se sabe bem o que é. Não se confunde com bom astral, apenas com boa sorte. Sabe-se apenas que uns têm e outros não. Sem que se saiba porquê. Parece não haver dúvidas que Rúben Amorim goza dessa aura. Porquê? Nada disso agora importa. Mas desconfio que, desta vez, o negócio entre leões e bracarenses, quando se fizerem as contas finais do deve e do haver, vai revelar-se - surpresa ! - uma mina para os leões e uma perda inestimável para os arsenalistas.»

SL

Eu sou

No último jogo, frente ao Paços de Ferreira, todos os jogadores se apresentaram com a inscrição «Eu sou» nas camisolas.

Por certo este «eu sou» seria o início de uma frase que terá ficado, propositadamente, incompleta:

“Eu sou o sucessor de Bruno Fernandes.”

Para que a frase ficasse preenchida cada o jogador teria que merecer em campo o restante.

 

Será Jovane Cabral merecedor desse título: o sucessor de Bruno Fernandes?

Bruno Fernandes continua a ser importante

Socorro-me das palavras de Jovane, ontem, no final do jogo contra o Paços de Ferreira, em que marcou um golaço e a trave ficou a dever-lhe outro, ambos remates muito fortes:

«Saiu-me bem. Tenho treinado estes lances, tive a oportunida-de neste jogo e foi golo. Estou feliz por isso. Bruno Fernandes? É um exemplo. Ele falou comigo antes do jogo, motivou-me e esta vitória também é para ele. Ensinou-me muita coisa durante os treinos. O meu obrigado».

Bonito, gostei. De ambos, pois Bruno Fernandes também enalteceu o mérito de Jovane nas redes sociais, em comentários que demonstram que acompanha, a par e passo, o Sporting.

Agora segue-se o Tondela, equipa bastante difícil e num estádio silencioso, onde espero Bruno Fernandes continue a estar atento e a incentivar os miúdos que, finalmente, começam a aparecer e a ganhar músculo.

Acabemos bem está época mas, sobretudo, pensemos na próxima limpando o balneário e apostando na formação. É que, para não sermos campeões, ao menos que rentabilizemos os nosso ativos mais promissores. E dinheiro é bem escasso por estas bandas (e nas outras também).

Chico-espertice de eficácia duvidosa...

Não pagamos seja a quem for, parece ser a divisa actual do SCP. A fazer lembrar perigosamente os tempos que vivemos na presidência de Jorge Gonçalves e que os rivais também experimentaram com Vale e Azevedo. Para já o caso Bruno Fernandes segue para a FIFA após queixa da Sampdória, veremos o que acontece, mas desde já manifesto o meu desagrado pelo estilo caloteiro que não se coadugna com a história do Sporting Clube de Portugal. 

Bruno tem toda a razão

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Grande Bruno Fernandes: não me canso de o elogiar. Há dias, o ex-capitão do Sporting deu uma entrevista ao canal 11, da FPF, em que deixou bem claro: «O valor que foi pago por mim [55 milhões de euros mais 15 milhões em objectivos diversos, um dos quais já concretizado] foi muito alto. Alguns jogadores que foram comprados por este valor há algum tempo foram Bola de Ouro.»

Bruno tem toda a razão. Basta lembrar qual foi a verba envolvida na transferência de Luís Figo do Barcelona para o Real Madrid: 60 milhões de euros. Nesse mesmo ano (2000), Figo - um dos mais talentosos jogadores saídos desde sempre da formação leonina - viria a ser galardoado com a Bola de Ouro

Basta esta comparação para se perceber o impacto financeiro da transferência de Bruno para o Manchester United - a maior venda de sempre de um jogador na história do Sporting Clube de Portugal, superando o anterior recorde, registado na saída de João Mário, ocorrida três anos e cinco meses antes.

Reitero, portanto, o que aqui escrevi há dois dias: foi não apenas o melhor negócio possível para o Sporting mas o melhor negócio registado este ano, até agora, ao nível do futebol europeu e provavelmente demorará a ser superado, dadas as circunstâncias que bem sabemos. Saiu pelo melhor preço na altura certa. Mês e meio depois já não aconteceria. E ele estaria agora a desvalorizar-se dia a dia, semana após semana, fechado em casa.

Bruno saiu na melhor altura

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Nada sabemos sobre o que irá seguir-se no futebol. Nem sobre o que será a época 2020/2021: estes são tempos inéditos para todos nós, à escala global. 

Mas podemos extrair conclusões do que já passou. E concluir, sem reservas mentais de qualquer espécie, que a transferência de Bruno Fernandes para o Manchester United, concretizada a 28 de Janeiro, foi o último grande negócio feito entre duas equipas europeias até cair o pano devastador do Covid-19.

Durante os meses que vão seguir-se, se não mais de um ano, será mesmo o último grande negócio na Europa do futebol. Tiro o chapéu à administração da SAD por isso. E estou à vontade, pois em Novembro tinha defendido aqui a saída de Bruno só no final da época, convicto de que iria valorizar-se no Campeonato da Europa. Se alguém tivesse seguido o meu conselho, Bruno estaria hoje a desvalorizar-se todos os dias como principal activo do Sporting, sem jogar, sem perspectivas de retomar a actividade a curto prazo, vendo o Euro-2020 adiado por um ano que parecerá interminável.

 

Há que sublinhar esta evidência sem rodeios: vendemos Bruno Fernandes na melhor altura, por um excelente preço.

Como sabemos, foi a nossa melhor venda de sempre, superando largamente o anterior recorde, que durou três anos e cinco meses: a venda de João Mário para o Inter. E ainda salvaguardámos uma percentagem de 10% em futuras transferências do jogador para outros emblemas a partir de Manchester.

 

Este negócio seria hoje irrepetível. E só passaram dois meses.

Os preços dos jogadores estão agora inflacionados: nos dias que correm, não correspondem nem de longe aos actuais preços reais do mercado. Esta é uma excelente oportunidade para comprar, por isso mesmo. E uma péssima ocasião para vender.

Eis um efeito colateral do coronavírus, que está a alterar radicalmente a bolsa de valores no futebol. Espero que no Sporting haja gente atenta a isto. Dando prioridade à recuperação dos melhores que formámos: não pode haver melhor ocasião para trazê-los de volta a preços módicos. Com a esperança, claro, de um dia voltarmos a ver o próprio Cristiano Ronaldo a equipar novamente de verde e branco.

O que seria de nós sem fé no futuro em tempos de pandemia?

And now for something completely different ...

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Estou até algo surpreendido pela forma como Bruno Fernandes não só "pegou de estaca" como também "pegou na batuta" do Manchester United. Não esperava que fosse desta maneira tão notória, até abrasiva. Não tanto pela concorrência no plantel, o qual já não é o que foi e que, ainda por cima, tem a primadona Pogba lesionada. Mas por três razões: aquilo do ritmo do jogo inglês ser bem mais intenso do que o português; a demora no processo de transferência, que poderia ter afectado a forma de BF; acima de tudo, isso de ter chegado a meio da época, a ter que se integrar numa equipa já em andamento (aos soluços, é certo). Mas a forma como tudo está a correr muito mostra a grandeza de Bruno Fernandes - em Portugal (mesmo junto de alguns sportinguistas, durante tempo excessivo) posta em causa. Lembremo-nos, por mero exemplo, que ainda há não muito tempo o bom jogador Pizzi foi votado melhor jogador do que ele ...

Mais estranho ainda, aquilo da selecção A. Bruno Fernandes, que já tem 25 anos, nela jogou 19 vezes apenas. E sem particular relevância. Ou seja, temos um fazedor de jogo que é capaz de chegar ao Manchester United a meio da época e de imediato embolsar a equipa e encantar o futebol inglês. E a nossa selecção ainda não encontrou forma de o verdadeiramente mobilizar. Nas selecções há pouco tempo para treinar, moldar tácticas e jogadores, dirão. E o seleccionador di-lo. Mas houve esse tempo, agora no Manchester United?

Enfim, todos nós gostamos do Engenheiro Fernando Santos, que nos trouxe o título de 16, e tão felizes nos fez. Para além da outra liga das nações, simpática vitória, ainda que algo secundária. Mas está na altura de lhe cobrar alguma maleabilidade. Tem Bruno Fernandes. E tem também Rúben Neves, a fazer uma extraordinária carreira em Inglaterra, e Diogo Jota, um belíssimo avançado. Já para não falar de Bernardo Silva, um magnífico jogador que na selecção já vem melhorando mas ainda não chegou ao que faz no Manchester ... City. E este percurso imperial (veni, vidi, vici) de Bruno Fernandes é o sinal, Fernando Santos terá que se deixar de conservadorismos nas escolhas de jogadores e terá que armar tacticamente a equipa num patamar mais elevado do que o que vem fazendo - até porque o apuramento para o Europeu foi muito mau e o terrível grupo em que se caiu foi devido a essa mediocridade da selecção. Cristiano Ronaldo é muito bom mas há um punhado de grandes jogadores a conjugar. E não se tem visto isso. Não é apenas o "resultadismo" de Santos é mesmo uma equipa que joga pouco. Demasiado pouco para quem tem este Bruno Fernandes, este Bernardo Silva, este Rúben Neves, este Diogo Jota. E aquele Cristiano Ronaldo.

E, como se mostra em Manchester, não é preciso assim tanto tempo, para colocar jogadores destes com a batuta na mão e afinar a orquestra.

 

O herói indesejado

Imaginemos que Bruno Fernandes havia sido transferido não do Sporting, mas de uma agremiação desportiva qualquer diferente.

Os jornais desportivos colocariam hoje fotos do jogador a apanhar toda a primeira página e nem estou a imaginar os epítetos com que seria brindado pela imprensa da especialidade. Seria naturalmente endeusado.

O problema é que Bruno Fernandes saiu do Sporting e não de outro clube qualquer.

Depois do golão deste fim de semana, que deu o empate ao Manchester United na visita ao Everton, o jornal a “Bola” informa num pequeno rectângulo na primeira página: “Bruno Fernandes volta a marcar”, enquanto o Record diz apenas “Bruno marca outra vez”. O Jogo nem se dá ao trabalho de informar.

Até nisto se percebe a pouca ou nenhuma consideração que a imprensa desportiva tem pelo Sporting.

Os rostos do fracasso

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Todos os anos, jornada após jornada, anoto aqui os jogadores que a imprensa desportiva elege como melhores em cada partida disputada pelo Sporting. Estive há pouco a lembrar a lista dos eleitos na temporada 2018/2019: Bruno Fernandes, Raphinha e Nani

 

Oito meses depois, nenhum deles está no Sporting. Nani até saíra antes, por motivos nunca explicados, quando era capitão da equipa e peça vital do plantel reconstruído durante a gestão provisória protagonizada por Sousa Cintra na SAD leonina que possibilitou a conquista da Taça de Portugal e da Taça da Liga. A 19 de Fevereiro de 2019, o Sporting anunciou a saída deste campeão europeu em simultâneo com o afastamento definitivo de um tal Castaignos, o que me levou a protestar: «Isto não é forma de tratar os nossos. Refiro-me aos que são verdadeiramente nossos, não aos que só passam por cá para fazer turismo.»

Com razão ou sem ela, circulou o rumor de que Nani fora afastado por incompatibilidade com Bruno Fernandes. Um rumor que dava jeito à Direcção liderada por Frederico Varandas, pelos vistos incapaz de gerir dois egos na mesma equipa - como se isso fosse um problema quando a qualidade impera. À época, a narrativa dominante - e que logo dois papagaios de turno se apressaram a difundir nos seus púlpitos televisivos - jurava que Varandas «faria tudo» para manter Bruno Fernandes no Sporting. Isto quando o Daily Mirror já noticiava que Bruno iria rumar ao Manchester United por 63 milhões de libras.

 

Raphinha foi, precisamente, um dos jogadores-chave na conquista da Taça de Portugal ao marcar uma das grandes penalidades ao FC Porto no Jamor. Também ele acabou por ser despachado de Alvalade, a 2 de Setembro de 2019, numa transferência para o Rennes concretizada no último dia do mercado que apanhou de surpresa o próprio atleta, dias antes fundamental para a vitória do Sporting contra o Portimonense no Algarve - jogo em que marcou dois golos e nos colocou na liderança do campeonato, à condição. 

Capitalização financeira, mas descapitalização no plano desportivo: a equipa então orientada por Marcel Keizer perdia outra peça essencial para a conquista de objectivos na época futebolística ainda mal iniciada. Mas a narrativa anterior manteve-se: Raphinha saía para que Bruno ficasse. Tal como sucedera com Nani.

 

Afinal Bruno Fernandes também não ficou, o que invalidava tudo quanto antes se dissera. Saiu a 28 de Janeiro de 2020, por 55 milhões de euros (mais objectivos fixados no acordo entre as partes), precisamente para o clube que o Mirror assinalara seis meses antes num furo jornalístico de longo alcance.

E assim, em etapas desenroladas ao longo de onze meses, perdemos os três jogadores nucleares da temporada 2019/2020. Assim passámos da liderança à condição no campeonato para o quarto posto na tabela, com Rio Ave e V. Guimarães a morderem-nos os calcanhares. Assim passámos de titulares de duas taças para a eliminação na reconquista desses troféus.

Tudo envolto numa retórica com mais buracos do que um queijo suíço: Nani saía para se manter Bruno; Raphinha saía para que Bruno ficasse; o próprio Bruno saía afinal porque nada do que se dissera antes fazia sentido.

 

O rumo errante aqui lembrado comprova que os fracassos não sucedem por acaso. Ocorrem por más escolhas, opções desastradas e incompetente gestão dos recursos disponíveis. Conduzindo o Sporting à irrelevância desportiva e aprofundando o divórcio entre equipa e adeptos, com a consequente deserção dos lugares no estádio e fatal perda de receita.

Este fracasso concreto tem rostos e nomes. Por esta ordem: Frederico Varandas, Salgado Zenha e Hugo Viana.

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