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És a nossa Fé!

Nunca mais é sábado

 

Bem dito documento histórico que revela o mentiroso, populista, o indecoroso golpista, que se mantém barricado no Conselho Directivo do Sporting. Demos, então, uma ajuda ao Bruno de Carvalho sócio e corramos com o Bruno de Carvalho presidente. É um dois em um. Ajudando-nos a nós e ao futuro do nosso clube, ajudamos também o incapaz de se ajudar a si próprio, vítima que está dele próprio e do presidente que ele próprio é.

Mais ansioso que nos dias dos jogos grandes, lá estarei na Arena de voto em punho e de, momento, nada secreto. Desde já vos digo que, com todas as ganas, votarei pela destituição de Bruno de Carvalho.

 

Quatro milhões a um técnico sem títulos

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Com a SAD leonina a atravessar sérias dificuldades financeiras que já nem o maior propagandista do carvalhismo consegue ocultar, e sabendo que está a dias de ser destituído pelos sócios do Sporting a quem tem feito tudo para silenciar a voz, traz para Alvalade um treinador que não regista um só título de campeão no seu currículo. Ao contrário do que tinha feito com Marco Silva e Jorge Jesus, desta vez não lhe exige que vença o campeonato, o que não deixa de ser sintomático sobre a falta de ambição deste homem que, numa das suas habituais bravatas de miúdo num pátio escolar, jurava em tempos demitir-se se não vencesse pelo menos duas vezes o campeonato nacional nos quatro ano seguintes.

 

Não contente com isto, proporciona ao servo-croata um contrato de longa duração - nada menos que três anos, sabendo muito bem que onerará os depauperados cofres leoninos caso ocorra uma rescisão unilateral, de resto mais que previsível atendendo ao percurso profissional do treinador em causa. E vincula a SAD a um insuportável ónus financeiro ao pagar-lhe quatro milhões de euros por época, o que faz deste técnico sem títulos o mais bem remunerado do futebol português.

Como se o Edifício Visconde Alvalade fosse o cofre-forte do Tio Patinhas.

 

Encurralado como nunca, ensaia novas e mais danosas fugas para a frente. Já em desespero, por pressentir que o chão está a fugir-lhe debaixo dos pés.

Não invejo a tarefa do sucessor: quando chegar o momento de verificar as contas, uma a uma, saberemos todos qual a extensão global dos danos.

O putativo debate

A proposta de Bruno de Carvalho para um debate pré-Assembleia Geral destitutiva é mais uma ideia descabida, fruto de uma continuada atitude populista. Os sócios e adeptos foram sendo esclarecidos pelas tomadas de posição lesivas para os superiores interesses do Sporting Clube de Portugal e não é um debate de última hora que vai alterar o que quer que seja.

 

Bruno de Carvalho poderia ter proposto este debate há semanas, respeitando os seus interlocutores e, aí sim, evitando que o nome do clube fosse arrastado pelos piores motivos para o prime-time das televisões. Agora vem tarde e não é a intitular os seus adversários de presidentes ou representantes de “putativas” comissões que Carvalho leva a sua avante.

 

Bruno de Carvalho não quer debater, quer fazer um monólogo, confrontar os seus opositores com faltas de respeito repetidas e mais uma vez mascarar a real situação do SCP. Se Bruno de Carvalho quisesse debater há muito que o teria feito, na Sporting TV ou noutro lado qualquer, evitando aquelas conferências de imprensa com Fernando Correia agora a fazer de Muhammed Saed al-Sahhaf de um Bruno Saddam de Carvalho que já perdeu a guerra e não o quer admitir. 

O (ainda) presidente-sol

Vencer de forma esmagadora as eleições, não lhe bastou, precisou alterar os estatutos para chamar a si mais poder. Porque alguns pontos em discussão eram polémicos, não hesitou chantagear os sócios, que crentes e convictos lhe deram a tão almejada alteração estatutária e ractificaram a manutenção dos órgãos sociais com uma maioria albanesa. As poucas vozes críticas foram alvos de assobios, ameaças, sendo apelidadas de “sportingados”.

Após o desnecessário reforço da legitimação, ninguém contestou o que quer que fosse para lá da alteração estatutária, o menino birrento que se julga um sol em torno do qual o mundo gira, cometeu uma inacreditável sucessão de erros. Quem ousa criticar tal sumidade é imediatamente considerado inimigo, não raras vezes desconsidera ou enxovalha publicamente pessoas que merecem respeito, alguns com idade para serem pais deste figurão que em má hora nos calhou presidir aos destinos do clube. Por várias vezes refere que os clubes rivais têm uma agenda e cartilheiros ao serviço, mas lá diz o ditado, “olha para o que digo, não olhes para o que faço”, todos os que deixaram de servir o déspota iluminado são traidores ao serviço de interesses obscuros.

Claro que ainda existem muitos crentes em Bruno de Carvalho, pessoas que até podem pensar que existe alguma verdade nas delirantes teorias conspirativas que vão surgindo, mas a verdade é esta doa a quem doer, os jogadores rescindiram alegando justa causa, se a têm ou não será outra questão a ver no futuro, porque existiu um ambiente que favoreceu agressões por parte da principal claque oficial do clube. Existe proximidade entre o presidente e a claque e após as agressões não existiu acompanhamento aos profissionais do clube, para o figurão apenas foi chato…

Se aqui chegados todos já percebemos o apego ao poder, bem podem apregoar amor ao Sporting, mas a verdade é que não existe CV com sucesso profissional ou empresarial que possa apresentar, tudo em que tocou se esfumou, agora sentado na cadeira dos sonhos e bem pago, iria de lá sair mesmo que a bem do clube? Imaginemos agora o que aconteceria se os sócios decidissem no dia 23 manter no poder tal criatura? Expulsões de sócio seriam garantidas, o cargo de presidente passaria a vitalício e muito provavelmente nem José Alvalade escaparia como a figura mais importante da nossa história, porque mais dia menos dia surgiria a necessidade de refundação para justificar uma qualquer coroação tipo imperial… São assim os populismos, primeiro atacam os críticos, depois eliminam os opositores e quando acordamos já é tarde, a ditadura está instalada. É pois importante salvar o Sporting na próxima assembleia-geral e destituir este Conselho Directivo.

Ninguém acredite ser possível mudar o estilo de Bruno de Carvalho, ou queremos mais do mesmo, ou mudamos de vida. Para os nossos rivais a manutenção será uma dádiva, nos 5 anos que já leva na presidência do nosso clube, o SLB ganhou 4 campeonatos. É caso para dizer, os cães ladram, mas a caravana passa…

Hoje giro eu - Uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma

Um presidente que tenta castrar as opiniões divergentes ("deixa-se andar e quando vamos ver já fomos") em vez de com humildade se dispor a ouvir os sócios e as suas ideias, que não respeita qualquer associado que lhe faça uma critica, que confunde autoritarismo com ser visto como uma autoridade, que desagrega e não une e que privilegia o "eu" em detrimento do "nós" não pode ter o meu voto. 

 

Agora, com este ponto de partida, devo dizer o seguinte: não me está a agradar nada a opacidade da recententemente empossada Comissão de Gestão. Já o expressei anteriormente aqui e ontem, após ver a entrevista do Dr Artur Torres Pereira à CMTV, não fiquei mais esclarecido. Estas são algumas das minhas dúvidas:

  • Artur Torres Pereira continua a não dizer o que fará a Comissão de Gestão, caso Bruno de Carvalho não seja destituído na AG de dia 23. Porquê?
  • Tendo ATP afirmado que o mandato da SAD termina em 30 de Junho próximo e que novos administradores podem ser nomeados pelo Sporting (leia-se CG), por quanto tempo ocorrerá essa nomeação atendendo a que haverá eleições e será do mais elementar bom senso que quem ganhar essas eleições possa nomear os membros do CA da SAD?
  • Adicionalmente, porque é que JMS não diz aos sportinguistas qual o prazo que tem na sua cabeça para realização de eleições, caso a destituição vença? Será indiferente para os sócios do Sporting que elas se realizem após 2 ou 6 meses? 

 

Por todo o exposto, sempre aqui manifestei a vontade de que houvesse eleições imediatamente (prazo de 2 meses). Receio que o aparecimento em cena de todo um conjunto de novos Orgãos Sociais, incertos na sua transitoriedade, sirva para criar mais imbróglios jurídicos e que, com isso, o Sporting vá ficando cada vez mais adiado. A meu ver, o "timing" da Comissão de Gestão já passou - poderia ter sido útil se tem avançado logo após as demissões na mesa da AG e antes das rescisões - e só irá fazer aumentar a incerteza. É incrível como uma Organização centenária como o Sporting está ou esteve entregue a Comissões Transitórias, Comissões de Fiscalização ou Comissões de Gestão e com um Conselho Directivo suspenso. No final do dia, qual a eficácia disto tudo? É que não é só na SAD que se vêem chegadas de treinadores/jogadores. Todos os dias, no voleibol, no hóquei, no andebol, se lê que há novos reforços nas nossas modalidades. E a Comissão de Gestão aparece nas televisões mas não em Alvalade, como que fugindo ao choque. Ora, se estatutariamente têm legitimidade, porque é que não desempenham a sua função de forma natural? Ou pensam gerir a partir de restaurantes, hóteis e meios audiovisuais? E não teria sido transparente, demonstrando o serviço que estariam a prestar ao clube, assumirem que não se candidatariam na próxima eleição? Tudo isto me deixa perplexo e acredito que também a alguns de Vós. Temo que esta deriva semi-recente de Bruno de Carvalho não se venha só a reflectir no presente e no futuro próximo, mas que deixe um legado de défice de democraticidade por muito tempo onde não haverá inocentes. Ou melhor, até haverá. Serão eles os sócios anónimos do Sporting Clube de Portugal e restantes adeptos e simpatizantes, a cultura da instituição (já tão maltratada nos últimos 30 anos) e os seus milhares de atletas, funcionários e seccionistas. A estes, sim, deverá ser dado razão.  

 

Semana decisiva

Esta será uma semana decisiva para o futuro do Sporting Clube de Portugal. No sábado os sócios votam a destituição do ainda presidente. Será um momento determinante em que terão novamente nas mãos, o destino do nosso clube.

Os que quiserem continuar alvo de chacota assistindo a um estilo de presidência que insiste em transformar rivais em inimigos, dividir sócios para reinar a seu bel-prazer como se fosse dono do clube, prometendo tudo e arranjando constantes bodes expiatórios para os fracassos, mantendo uma promiscuidade com a horda de vândalos que envergonha as nossas cores, com práticas que repugnam qualquer sociedade civilizada, então devem continuar o circo e manter no cargo o artista.

Quem pretender que o Sporting Clube de Portugal fique higienizado, deve varrer para o baú do esquecimento o lixo em que mergulhámos. É tempo de sair do Inferno e voltarmos a ser uma instituição respeitável, mas para sermos respeitados há que o merecer e a primeira coisa a fazer é darmo-nos ao respeito, que a história do nosso clube não apenas merece, como impõe. Temos uma academia de formação com resultados indesmentíveis e invejáveis, há que criar condições para que os atletas queiram ficar e outros aspirem a vir para o clube. O que não acontece actualmente, pois quem no seu perfeito juízo sonharia trabalhar para um déspota louco, sujeitando-se a um enxovalho no Facebook à primeira contrariedade?

Enquanto sócio quero o actual Conselho Directivo destituído, uma rigorosa auditoria às contas e eleições no mais curto espaço de tempo possível. A bem da instituição que amamos, VIVA O SPORTING!

Manicómio em autogestão

Lamenta não ser escutado pelos órgãos de informação mas é a personalidade com mais tempo de antena em Portugal após o Presidente da República. Diz-se ignorado pelos jornalistas mas cada vez que tem um pela frente passa o tempo a insultá-lo e denegri-lo. Assegura que não despediu Jorge Jesus quando diversas testemunhas o ouviram dizer alto e bom que não contava mais com o treinador, que certamente por coincidência foi mesmo despachado e afinal "é muito difícil de substituir". Garante que não sondou Scolari nem Sá Pinto, sabendo-se que ambos foram contactados a seu pedido para substituírem Jesus (e tiveram o bom senso de recusar). Diz que nada tem a esconder embora saibamos hoje que impôs uma cláusula de silêncio a Jesus - compromisso que obriga as duas partes mas que admite vir ele próprio a violar quando lhe der na telha, assumindo aos olhos do mundo leonino que assina pactos de má fé. Afiança ter um novo treinador contratado há uma semana mas não divulgou ainda a sua identidade apenas para imitar os jogadores que andaram a anunciar rescisões às pinguinhas. Salienta que a única versão válida dos estatutos que já fez mudar seis vezes em cinco anos é aquela que não foi assinada pelos órgãos sociais nem está publicada em Diário da Republica ou sequer na página oficial do clube na internet. Revela ao País que uma providência cautelar é sempre decidida não com base em factos mas em "probabilidades", o que atesta a sua douta sapiência jurídica. Gaba-se de ter "os melhores advogados do mundo" enquanto vai somando derrotas nos tribunais. Adverte que, se lhe der na bolha ou se acordar para aí virado, impede a assembleia geral do dia 23 - a mesma que sempre assegurou que jamais se realizaria mas vai ocorrer por imposição do Tribunal da Comarca de Lisboa, mais interessado do que ele em dar voz aos sócios. Diz estar suspenso da condição de associado pelos órgãos provisórios de gestão e fiscalização, o que o impede de comparecer na assembleia geral, reconhecendo assim validade aos mesmos a quem proíbe de entrar em Alvalade. Jura que não pisará o Altice Arena no próximo sábado mas anda a implorar aos seguidores no facebook, noite após noite, para não deixarem de comparecer (e votar por ele)

Um chorrilho de inverdades

21.05: «Vou tentar ser muito curto.»

21.05: «Nos estatutos é claro que para haver uma Comissão de Fiscalização [isso] só pode acontecer quando se demite a totalidade dos membros [do Conselho Fiscal e Disciplinar]. Estou a citar os estatutos.»

21.05: «Temos uma Mesa [da Assembleia Geral] que se demitiu e um presidente que se demitiu por duas, três vezes.»

21.08: «Os estatutos que estão em vigor são os que dizem "a totalidade dos membros" [do CFD].»

21.09: «Jaime Marta Soares demitiu-se. E ao nível da lei basta fazer o que ele fez - vir a público nas televisões todas e dizer que estava demitido.»

21.10: «A Comissão de Fiscalização [empossada pelo Presidente da Mesa da Assembleia Geral] está ilegal.»

21.10: «Não parece que um acto corrente seja tirar de sócio os membros legitimamente eleitos pelos associados, que ainda há três meses atrás tiveram 90%.»

21.11: «Esta Comissão de Gestão não existe.»

21.12: «Tudo quanto Jaime Marta Soares fez está ferido de ilegalidades.»

21.13: «Uma providência cautelar, uma das características que ela tem, é o facto de não precisar de ter certeza e de apenas poder ir pela probabilidade. Isto é a lei, isto está escrito.»

21.13: «A única providência cautelar que pedia para que a Comissão de Transição da Mesa da Assembleia Geral (CTMAG), que foi por nós designada, fosse considerada inválida, foi indeferida.»

21.15: «Nenhuma providência cautelar até agora disse que Jaime Marta Soares era o presidente da Mesa da Assembleia Geral. Ponto.»

21.17: «Não há nenhuma providência cautelar que diga que Jaime Marta Soares é o presidente da Mesa em funcionamento. Não há nenhuma providência cautelar que diga que a CTMAG é ilegal. Não há nenhuma providência cautelar que diga que a Comissão de Fiscalização que Jaime Marta Soares criou é legal. Nem nenhuma providência cautelar que diga que a Comissão de Fiscalização por nós criada é legal. Assim como não há nenhuma providência cautelar que diga que a minha CTMAG é legal ou a minha Comissão de Fiscalização é ilegal.»

21.20: «Todas as providências cautelares, como são pedidas sem audição, vão pela probabilidade. Um juiz não tem que ver televisão, não tem que saber se a pessoa se demitiu ou não se demitiu, quais são os estatutos, qual é a jurisprudência...»

21.21: «Probabilisticamente, o que vieram [o Tribunal da Comarca de Lisboa] dizer é: "Em princípio, a assembleia geral do dia 23 é aquela que nos parece ser a legal. Probabilisticamente".»

21.22: «Esta Comissão de Fiscalização, a primeira coisa que fez, foi logo retirar de sócios os únicos [do Conselho Directivo] que estavam lá legitimamente eleitos e a conduzir os destinos do Sporting.»

21.24: «Nós fomos afastados de sócios.»

21.25: «Nós fomos suspensos [de sócios], não expulsos.»

21.29: «Eu estou impedido [de intervir na assembleia geral do dia 23], por esta Mesa que eu considero ilegal, porque estou suspenso de sócio.»

21.30: «Infelizmente vai ser feita uma assembleia geral de destituição, que é um julgamento em praça pública, sem que as pessoas se possam defender.»

 

A lista não é exaustiva. Trechos da entrevista dada há pouco pelo presidente suspenso do Conselho Directivo do Sporting à SIC e à SIC Notícias.

Os delírios do sr. Carvalho... II

Confesso que estranhei a súbita boa vontade do sr. Carvalho em colaborar para a realização da assembleia-geral agendada para o próximo dia 23. Afinal percebo hoje que a mudança de atitude se deve a decisão judicial com efeito imediato. Felizmente que Portugal ainda é um Estado de Direito onde a margem de manobra para aprendizes de ditador é curta…

Os delírios do sr. Carvalho...

Derrotado em toda a linha, o ainda presidente do Sporting Clube de Portugal em mais uma das suas intermináveis conferências de imprensa, fez questão de referir que estava nas instalações da SAD. Como sabemos está suspenso de funções no clube e não SAD, pelo que a proibição de entrada nas instalações do clube não é aplicável à SAD, à qual ainda preside. Do imenso chorrilho de lamúrias e disparates debitados pelo personagem, retive que admite que foi derrotado nas pretensões de realizar as 2 assembleias que legitimariam a golpada e que ao contrário do que anteriormente afirmou com total arrogância e desprezo pelos estatutos, a assembleia-geral do dia 23, afinal irá mesmo acontecer, colocando o clube a cumprir rigorosamente as suas obrigações para o efeito.

Uma vez mais a costumeira teoria da vitimização, procurando confundir os sócios, lamentando estar suspenso de sócio quando na verdade está suspenso de funções, afirmou estar até proibido de ir à assembleia defender a sua posição, o que já foi esclarecido que não é verdade, tem total legitimidade para comparecer perante os sócios. O que provavelmente não terá são as condições que gosta, para manipular o curso da reunião. Terá que respeitar regras e sujeitar-se à democracia, coisa que verdadeiramente o sr. Carvalho não aprecia.

Sobre a situação preocupante que o clube atravessa, culpou empresários de jogadores pelas rescisões, a Holdimo, Jaime Marta Soares a quem imputará os custos da reunião magna do dia 23 em caso de não destituição, sim, convém todos termos presente que para se realizarem eleições é necessário que os sócios votem primeiro a destituição do actual Conselho Directivo, ameaçou com processos judiciais futuros. O que não ouvi ainda da boca do sr. Carvalho foram duas coisas simples, em primeiro lugar qualquer admissão de culpa, pelos vistos tudo o que fez foi bem feito, SMS, publicações no FB criticando, diria mesmo enxovalhando os jogadores enquanto profissionais e pessoas, logo ele que volta e meia ensaia um momento Calimero, relembrando a sua condição de vítima e apontando para prejuízos à sua família. Ou seja, o problema é de quem não reconhece as suas grandiosas capacidades colocadas ao serviço do Sporting, porque ele esteve e está sempre dentro da razão. Mas também preocupante é nunca ter ouvido ainda do sr. Carvalho qualquer indicação de culpa por parte da sua guarda pretoriana, vulgo claque denominada Juve Leo. Para o inenarrável personagem, tudo foi culpa dos jogadores, mesmo que involuntária, as ameaças no aeroporto do Funchal, abordagens aos atletas no parque de estacionamento e até mesmo a selvática invasão da academia são situações chatas para este senhor, mas não mais que isso. Jamais criticou o lançamento de tochas incendiárias, como de resto por receio de algo ou conivência nunca apontou o dedo aos hooligans da bancada Sul. Anunciou algumas medidas para inglês ver é certo, mas a “casinha” ainda lá está e nada de intenções quanto ao futuro nesta matéria.

Nem queria acreditar

Mas ele disse mesmo isto, há pouco, na conferência de imprensa em Alvalade:

«A partir de agora, sempre que um jogador quiser, chega ao pé do... do... do... do presidente e diz: "Presidente, você não quer mesmo que eu vá ali dentro do balneário e cinco ou seis... Veja lá..."»

 

Dando assim a entender, em capciosas entrelinhas, que os responsáveis pela cobarde agressão em Alcochete que chocou o País e o mundo do futebol foram os próprios agredidos.

Isto na véspera do dia em que se assinala um mês desde aquela selvajaria que mudou para sempre a face do Sporting.

Mais do mesmo

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O costume: insultou jornalistas («vocês não são capazes de dizer a verdade»), destratou comentadores, enxovalhou os sócios («os associados do Sporting podem ter muitos defeitos mas já perceberam que as coisas não são assim como dizem»), fez autênticas piruetas verbais para quase considerar positiva a onda de rescisões de jogadores («se tiramos os jogadores, também há que tirar os salários, ora como os salários são elevados se calhar as coisas não são assim como dizem»), mostrou-se totalmente dissociado da realidade («estamos a negociar com jogadores belíssimos, sem problema nenhum»; «vou garantidamente ter uma equipa para lutar pelo título no futebol sénior masculino»).

Falou do seu assunto favorito: ele mesmo. Dizendo-se perseguido por todas as forças ocultas do universo. Eu, eu, eu, eu, eu, eu, eu, eu, eu...

 

Nesta conferência de imprensa, que se prolongou por setenta minutos, disparou em todas as direcções sem jamais assumir a menor parcela de responsabilidade neste inédito descalabro do Sporting.

Suavizou de forma quase obscena a inaudita violência de Alcochete, com frases de chocante insensibilidade e de evidente chacota, procurando desvalorizar tudo quanto ali se passou, vai fazer amanhã um mês: «No meio dos tremores, [Ruben Ribeiro] ia-me mandando corações verdes e abraços»; «[Rafael Leão] está com tremores terríveis, tremendos.»

 

Nada disse de minimamente credível sobre a decisão do tribunal que hoje o derrotou em toda a linha - considerando sem fundamentação legal as duas "assembleias gerais" que ele tinha convocado, em flagrante violação dos estatutos leoninos, e ferida de nulidade jurídica a nomeação da putativa "comissão de transição" da irrelevante senhora Judas.

Por ironia do destino, disse tudo isto na sala do Conselho Directivo tendo atrás dele as fotografias dos chamados "presidentes croquetes" que ele tanto odeia e que as turbas mais fanáticas que ainda se deixam guiar por ele tanto abominam.

Vi esta fotografia e não pude deixar de associá-la ao final do célebre romance Animal Farm, de George Orwell. Tanta "revolução" tonitruante para tudo terminar, em termos simbólicos, no ponto de partida.

Não falem mais mal do Bruno

Das discussões que vou lendo e tendo, não tenho dúvida de que a esmagadora maioria dos sportinguistas condena a ação de Bruno de Carvalho - as exceções constituem uma "cesta de deploráveis", para usar uma expressão que se tornou célebre, que não merece grande discussão. Apesar de tudo, uma parte significativa ainda parece disposta a aceitar Bruno de Carvalho como um mal menor.
O tema mais fraturante entre os sportinguistas, tão fraturante que eu receio que não haja mesmo conciliação possível (a menos que as rescisões sejam revertidas) é a razão - ou não - dos jogadores no seu procedimento. Uma parte dos sportinguistas (entre os quais eu me conto) julga que os jogadores, apesar de serem principescamente pagos (ao preço de mercado, a maior parte deles), são homens livres e que têm que ser tratados com dignidade: não são escravos, e nem um clube de futebol é a tropa ou a Igreja. Outra parte, pelo que me apercebo pelo que vou lendo e ouvindo bastante significativa, condena Bruno de Carvalho sem margem para dúvidas, MAAAAAAASSSSSS.... (este "mas" é mesmo enorme) também julga que os jogadores "não tinham o direito" de responderem como responderam ao post de Madrid; que muitos deles "devem tudo ao Sporting" e, ao rescindirem, "estão a ser uns ingratos". Por isso mesmo creio que já não vale mais a pena discutir a bondade da ação de Bruno de Carvalho, e antes perder algum tempo a discutir e clarificar este assunto. Bruno de Carvalho, que pode ser psicopata mas de burro não tem nada, já se deve ter apercebido de que esta é a grande divisão, e por isso reparem que já nem perde grande tempo a tentar defender-se: procura antes atacar os jogadores, procurando criar mais divisões entre os sportinguistas e explorando essas divisões como forma de lhe render votos. Se esta visão de que os jogadores também são culpados de alguma coisa for a maioritária no seio dos sportinguistas, provavelmente mais vale deixar estar Bruno de Carvalho na presidência.
Oponho-me totalmente a esta visão: os jogadores foram humilhados publicamente após Madrid, e limitaram-se a reagir publicamente em defesa do seu bom nome e dignidade profissional. Na sequência houve quem passasse a ver os jogadores como estando em guerra com o presidente e o clube, e graças a isso deu-se a invasão de Alcochete. Na sequência dessa invasão os jogadores não receberam nenhum apoio da parte do clube. Foram à polícia sozinhos, com o treinador mas sem nenhum responsável. No momento mais negro da história do clube, a direção não apoiou os atletas. Pelo contrário, disse que era tudo normal (ou "chato"). E isto depois de ter passado semanas a instigar os sportinguistas contra os jogadores. Quem achar que, perante este cenário, os jogadores devem aceitar tudo sem reagir e ficar, "por gratidão ao Sporting", enfim... prefiro nem classificar. Só direi que não pode ser boa pessoa.
É evidente que nenhum sportinguista quer que os jogadores saiam, e ninguém acha que os jogadores não têm que ser gratos ao Sporting, pelas oportunidades que tiveram de demonstrarem que são bons jogadores e pela faixa de adeptos (que não são todos, mas é uma grande parte) que sempre os apoiou. Mas achar que "devem tudo ao clube" é capaz de ser um bocado demais, mesmo relativamente aos jogadores formados no Sporting (recordo que Bruno de Carvalho chegou a afirmar que William Carvalho devia a sua carreira a ele, Bruno). Achar que "se não fosse o Sporting, Rui Patrício seria um operador de call center" (como li num post inenarrável publicado num blogue que me habituei a respeitar) é triste, pelo que revela de sobranceria, paternalismo e sobre a forma de encarar os jogadores. Quem escreve isto, sim, é profundamente ingrato para com o Rui Patrício e, no fundo, considera que os clubes deveriam ser donos dos seus jogadores. O futebol de quem pensa assim morreu mesmo - e já não foi agora.
Também eu gostaria que houvesse mais amor à camisola, mas os futebolistas são profissionais. Os adeptos não podem esperar que tenham o mesmo amor à camisola que eles. Outros clubes não se queixam de que os seus jogadores tenham falta de "amor à camisola" como se queixa o Sporting: não será porque dão mais condições para que esse amor se realize? Dito isto, nunca deixei de ver amor à camisola e respeito ao clube da parte destes jogadores. E a prova de que têm amor ao clube consiste na sua palavra de que estão dispostos a ficar, desde que não seja com o presidente que tanto os maltratou (e com quem não creio que nenhum jogador queira trabalhar). Não é uma imposição aos sócios do Sporting, que são livres de escolherem quem quiserem para a presidência, menos Bruno de Carvalho. E também são livres de escolherem Bruno de Carvalho: os jogadores é que são livres de não quererem trabalhar mais com ele, e deixaram isso bem claro.
Termino como comecei: esta discussão sobre a culpa ou não dos jogadores, bem mais do que a culpa do presidente, é o assunto mais fraturante por que o Sporting já passou. Não há concliliação possível, a não ser que as rescisões voltem atrás. Estarão os sportinguistas dispostos a procurar esta conciliação?

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