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És a nossa Fé!

Como nascer um furúnculo no rabo

"Em 26 anos, nunca pensei assistir a uma coisa daquelas. Resumindo, fomos motivo de chacota. O sr. presidente chegou a dizer-nos, mais propriamente ao meu treinador, que não estava preocupado com a Taça de Portugal. 'Oh Jorge, estás preocupado com a Taça de Portugal? A Taça de Portugal, para mim, é como nascer um furúnculo no rabo'", terá dito Bruno de Carvalho, de acordo com Mário Monteiro.

É claro que as coisas têm que ser contextualizadas e tínhamos acabado de ficar fora da Liga dos Campeões mas, para o Sporting, ganhar a Taça de Portugal não pode ser tão pouco apetecível como nascer um furúnculo no rabo. Nunca.

Um manicómio em autogestão

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Os promotores do movimento Dar Futuro ao Sporting entregaram ontem ao presidente da Mesa da Asembleia Geral o conjunto de assinaturas que recolheram com vista à destituição imediata dos órgãos sociais eleitos para um mandato de quatro anos faz hoje 16 meses, em 8 de Setembro de 2018.

Estes sócios querem abrir um novo processo eleitoral no clube alegando haver «justa causa» para a destituição. Esforcei-me por entender qual é, mas as confusas declarações do porta-voz do movimento não me esclareceram. «A violação de estatutos, a relação tripartida entre a direcção e os sócios, e os últimos conflitos que não têm trazido paz ao clube são razões que podem levar à justa causa», declarou António Delgado.

Dizer isto ou não dizer nada, parece-me, é rigorosamente igual.

 

Por notável coincidência, a formalização da entrega destas assinaturas a Rogério Alves ocorreu no mesmo dia em que Jorge Jesus prestou o seu impressionante depoimento em tribunal sobre o assalto a Alcochete.

Um depoimento que, culminando o que já ficara dito em audiência por testemunhas anteriores, comprovou que na recta final do seu mandato o presidente Bruno de Carvalho estava de relações cortadas com o treinador e toda a equipa técnica, com os capitães do plantel profissional de futebol e praticamente com todos os jogadores.

 

As declarações já prestadas perante o colectivo de juízas permitem fixar um doloroso retrato do que era o nosso clube em Maio de 2018: um manicómio em autogestão, onde um mitómano irresponsável dava rédea solta a um bando de criminosos.

Os efeitos traumáticos desta situação caótica deixaram um rasto demolidor, contaminaram fatalmente o período que ainda vivemos e vão demorar muito tempo a extinguir-se de vez. Quem queira "dar futuro ao Sporting", chame-se como se chamar, deve ter a noção exacta disto.

 

ADENDA

Ao que me garantem, um dos promotores desta acção de destituição, Carlos Mourinha, distinguiu-se na assembleia geral de 10 de Outubro por ter concluído a sua intervenção desta forma: «Presidente, vá para o car**** que o fo**!».

Fico elucidado quanto ao nível intelectual de alguns mentores do movimento agora posto em marcha.

500k

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Ontem Rui Patrício confirmou, sem surpresa, que o plantel negou um prémio de quinhentos mil euros para vencer o jogo contra o Benfica.

A informação pareceu chocar muita gente mas, na minha opinião, foi uma decisão bastante sensata. Quando se está numa relação profissional que se pode considerar tóxica, ao aceitar dinheiro adicional para realizar o nosso trabalho estamos a passar a idea de que a nossa dignidade tem um preço

O plantel escolheu não aceitar esse dinheiro e manteve a sua moral no higher ground.

Todos sabemos o triste desfecho dessa época mas de serem mercenários para ganhar jogos ninguém os pode acusar. Já sobre as rescisões tenho outra opinião.

Vai chamar Joaquim a outro

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Grande Bruno Fernandes.

Respondeste da melhor maneira, na entrevista ao Record, ao imbecil que no Tribunal de Monsanto fez de conta que não sabia quem eras ao atirar-te uma frase digna da pré-primária: «Boa tarde, Joaquim. Como se chama?»

A julgar que assim te amesquinhava - a ti, que és um símbolo do Sporting. Quando afinal só serviu para se cobrir de ridículo.

 

«O papel dele [advogado de Bruno de Carvalho] passa por tentar enervar-me. Talvez tivesse ordens de alguém para me tentar enervar chamando-me Joaquim. Mas eu também não sei o nome dele e, sinceramente, não estou muito interessado nem preocupado com o facto de ele me chamar Joaquim ou outro nome qualquer. Pelo que me disseram, estamos a falar de um sportinguista. Acho estranho um sportinguista não saber o meu nome. Se é assim tão adepto, deveria saber o nome dos jogadores que representam o seu clube.»

Assim te pronunciaste na entrevista.

Arrumando a questão, chutando para golo.

Dando uma lição de comportamento ao visado. Que, provavelmente, não conseguirá aproveitá-la. Por fugir ao código tribal a que obedece.

 

Tiveste uma atitude digna de capitão. Mais uma, entre outras que têm prestigiado o desporto português.

Por isso sou brunista. Digo e repito com muito orgulho.

Inqualificável

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O comportamento do destituído presidente do Sporting perante o colectivo de juízas que aprecia o caso de Alcochete no Tribunal de Monsanto é inqualificável.

Compareceu no início e depois, alegando não ter meios de subsistência, solicitou autorização para faltar às sessões. Tem estado quase sempre ausente.

Num caso que lhe diz directamente respeito e em que é parte interessada, até por estar acusado de quase uma centena de crimes, Bruno de Carvalho comporta-se em estado de negação. Recusando ouvir os depoimentos que têm desfilado, presencialmente ou através de câmaras televisivas, nas sessões de audiência.

 

Evitou assim, por exemplo, escutar Mathieu a dizer isto:

«Nunca mais esquecerei o medo que senti. Ainda hoje, no final dos jogos, penso nesse dia. Tenho medo que isto volte a acontecer.»

 

Não teve ocasião de ouvir Palhinha dizer isto:

«Fiquei receoso pela minha integridade. Liguei logo ao meu pai, num estado de nervos… Só dizia que queria ir embora, que ia recolher as minhas coisas, chuteiras e afins, porque nunca mais queria voltar à Academia depois daquilo.»

 

Não se apercebeu, em primeira mão, de que Ristovski declarou isto: «Ficámos alojados num hotel nessa noite, mandei a minha esposa e filho menor para Macedónia e no dia seguinte saí do país.»

 

Nem ficou ao corrente, de viva voz, deste depoimento de Acuña perante o tribunal: «Disseram que me iam matar, que sabiam onde é que eu vivia e onde é que os meus filhos iam à escola.»

 

No fundo, age como na recta final do seu mandato enquanto presidente do Sporting. Nos momentos decisivos, nunca estava lá.

Não esteve no estádio do Estoril, quando o Sporting perdeu um jogo decisivo que nos custou o comando do campeonato.

Não esteve em Madrid, na primeira mão dos quartos-de-final da Liga Europa disputada frente ao Atlético.

Não esteve no confronto com o Marítimo, no Funchal, que nos custou a despedida do acesso à Liga dos Campeões.

Não esteve na final da Taça de Portugal, de tão má memória, contra o Desportivo das Aves.

 

Em todas essas ocasiões, não foi por "falta de meios de subsistência", como agora invoca: foi por elementar falta de coragem.

Inqualificável antes, inqualificável agora. É o comportamento de alguém com jeito para soltar uns bitaites mas que não nasceu com capacidade para liderar.

Que diferença

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No tempo de José Roquette, quando o Sporting ganhou o campeonato, ninguém queria saber quem era o presidente. Os jogadores é que foram aplaudidos e celebrados.

No tempo de Dias da Cunha, quando o Sporting ganhou o campeonato, ninguém queria saber quem era o presidente. Os jogadores é que foram aplaudidos e celebrados.

Bons tempos, em que tínhamos presidentes campeões. E que apesar disso nunca se punham em bicos dos pés querendo ficar em primeiro lugar na fotografia.

Tempos depois houve quem não ganhasse nada e mesmo assim fizesse tudo por aparecer. Até comparações imbecis com o Cristiano Ronaldo serviam para ser notícia, à falta de golos.

Breves considerações sobre o dossier Sinisa Mihajlovic e não só...

Sobre a questão da disputa judicial com Sinisa Mihajlovic há que dizer o seguinte:

1 – Em primeiro lugar o Sporting deve acatar a decisão e cumprir com o pagamento de 3 milhões de euros a que foi condenado. Há que ver as coisas pelo lado positivo, o treinador sérvio reclamava 11 milhões, não tendo conseguido sequer metade da pretensão.

2 – Bruno de Carvalho é parcialmente responsável, por ter contratado um treinador a uma semana da AG de destituição. Uma vez mais, letal ao Sporting.

3 – Sousa Cintra é o principal responsável ao ter ignorado o parecer jurídico do clube. Bastaria ter esperado 4 dias e tomado a mesma decisão. Não posso ignorar as circunstâncias em que a CG exerceu o curto mandato, mas ainda assim, algumas dossiers ficaram muito aquém do exigível. Neste caso esbanjámos 3 milhões, com Demiral seguramente muitos mais.

Para concluir, enquanto sportinguista fico satisfeito que o treinador sérvio nunca tenho dirigido a nossa equipa de futebol e desejo que os seus admiradores jamais voltem a ter qualquer palavra a dizer sobre o destino do Sporting, porque em rigor, não são as qualidades técnicas ou tácticas do treinador do Bolonha que apreciam, querem mesmo é regressar a um passado de má memória do qual nos libertámos a 23 de Junho de 2018. Para os letais, quanto pior, melhor, buscam cavalgar a natural insatisfação dos sócios e adeptos perante a actual situação do clube. Mas não se iludam, acreditamos ser possível mudar, encontrando alternativas no clube, que por ser uma grande instituição tem muitas soluções. Mas para ser absolutamente claro e inequívoco, por mais críticas que faça e não tenho poupado, à actual direcção, se fosse obrigado a escolher entre o presente e o passado, sem dúvida ou hesitação, escolheria o presente.

Comentadores afectos ao Sporting? Não me parece...

Os comentadores afectos a Sporting sempre foram independentes da direção e, muitos deles, até com sonhos de poder. Isto acaba por ser um sinal do quão democrático é o nosso Clube mas também acaba por invarialmente se tornar um problema quando as agendas ultrapassam os interesses do Sporting. É que quando a bola entra, reduz-se a contestação e a probabilidade de outro subir ao poder.

O mais recente comentador afecto ao Sporting na rádio/tv é Bruno de Carvalho. O programa onde comenta chama-se "Comentário com Assinatura" e passa na Rádio Estádio às 12h30 de sexta-feira. Ainda tive esperança que quisesse ser útil ao Clube mas rapidamente me desiludi. Na última emissão, durante uma hora, Bruno de Carvalho conseguiu falar mal de:

- Jorge Jesus (só é bom no primeiro ano)
- Varandas (não disse o que sabia sobre 15/16, suspende protocolo com os goa, envia beijinhos, não respeita os mais velhos [JL é mais velha que ele], não tem raízes africanas, quer continuar a ser presidente)
- Antiga equipa técnica de JJ (é por causa deles que JJ só é bom no primeiro ano)
- Sousa Cintra e Torres Pereira (por voltarem a activar o protocolo com os GOA)
- Pessoas que não pesquisam
- Pessoas que são ignorantes e fazem por ser
- Pessoas que são desonestas intelectualmente
- Rui Santos (colega de profissão, por chamar doutor coragem, desprovido de inteligência e decência)
- João Sampaio (não perdoa os GOA por o ter atacado, e ao seu pai, com ovos)
- Miguel Cal (por dizer que era preciso repensar a política das claques)


- Miguel Afonso (diz que o seu carro foi apedrejado) - premiado com um cargo nas modalidades
- Pedro Marques (Tantun)
- Pedro Luciano Silveira - Ala casuals (audio whatsapp, premiado com esports quando na realidade já lá estava)
(todos ligados às manifestações que pediam a queda do antigo-CD)


- Cândida Vilar (grita no tribunal)


- Pessoas que não perceberam a piada do Belfodil
- Pessoas que não percebem a palavra "putativo"


- Rogério Alves (pivot, n.º 10, não se afirma como candidato. Quer estar na sombra mas com poder, garante do Varandas, não cumpre os estatutos)
- Grupo Stromp
- Benedito (membro do grupo Stromp)
- Dias Ferreira (membro do grupo Stromp, em reflexão constante, conjuga-se com a equipa de Carlos Vieira)
- Ricciardi (membro do grupo Stromp, o advogado é Rogério Alves)
- Carlos Vieira (vê em RA o garante legal de se poder candidatar às próximas eleições, fala com Inácio e Helder Amaral)
- Pedro Baltazar (tem reuniões com Benedito e próximo de Carlos Vieira)
- Poiares Maduro (tem reuniões com Benedito e próximo de Carlos Vieira)
- Helder Amaral
- Augusto Inácio
- Luis Filipe Menezes (demonstrou em círculos privados ser candidato)
- Tomás Froes (trabalha com a FPF, genro de Carlos Barbosa da Cruz (o da Cofina) e foi braço direito de Pedro Baltazar)
- Pedro Madeira Rodrigues (ultrapassou Tomás Froes, aguarda por Froes/Pedro Baltazar/Ricciardi, é um projecto adiado)
- Godinho Lopes (fez uma lista de "saco de gatos")


- Pessoas que o contactam para ir para a SAD
- Pessoas que dizem que o contactaram para ir para a SAD
(procuradores dos 30%)


- Pessoas que cometeram irregularidades e ilegalidades nas Assembleias Gerais
- A sociedade que aceita as irregularidades e ilegalidades nas Assembleias Gerais
- 71% dos sócios

 

Tal como ele, há outros. No grande jogo dos egos, ninguém parece aparecer publicamente para defender o Sporting.

FORSSA PRAZIDENTE

Já não bastavam os vídeos de Ricciardi, temos agora Bruno de Carvalho a lançar um novo a cada doze horas. Uma pseudo-competição pelo título de macho-alfa das redes sociais.

Os likes e os comentários são sempre os mesmos. "Tu é que és o nosso presidente", "Força", etc. As pessoas têm toda a legitimidade para não se reverem em Varandas, têm toda a legitimidade para quererem Ricciardi, Bruno de Carvalho ou qualquer outro. Têm é que perceber que o Sporting não se governa com vídeos de 10 segundos onde se tenta fazer uma anedota.

E quem é que pensa no Sporting? Isto é tudo mau demais.

O Sporting é um assunto demasiado sério para ser levado neste tom. E se nenhum dos dois percebe, não merecem a visibilidade que têm no Universo Sportinguista.

A responsabilidade criminal nem é o mais importante

Há cerca de um ano, desde as eleições, senti o alívio de não ter que falar mais de Bruno de Carvalho. Não tenho falado aqui no blogue, não tenho saudades nenhumas de falar sobre esse assunto e só abro aqui uma exceção.
Bruno de Carvalho continua exatamente com o mesmo tipo de discurso, o que nem é de espantar. O que me espanta é que ainda haja pessoas que acreditem que esta situação lhe "destruiu completamente a vida", e que não vejam que foi o próprio Bruno de Carvalho, independentemente desta mesma situação, que a destruiu. O que me espanta é que haja pessoas que se comovam por Bruno de Carvalho se queixar de que "ninguém lhe dá emprego", e não achem normal que ninguém dê emprego a quem tratou um grupo de funcionários da forma que ele tratou em público. Não me refiro ao ataque à Academia - o que eu digo não tem nada a ver com o ataque à Academia - mas ao assédio, às mensagens, aos ataques no Facebook, às entrevistas. É perfeitamente normal que ninguém dê emprego a alguém com este perfil - alguém a quem, como eu referi há ano e meio neste blogue, nenhum médico passaria um atestado de robustez psíquica. A justiça não tem culpa disto. Donald Trump pode tomar atitudes deste tipo, mas é um multimilionário. Não é Trump quem quer.
Se se comprovar que Bruno de Carvalho teve responsabilidades diretas no ataque à Academia, será muito grave. Mas será só um acrescento ao que já se sabe. Se, pelo contrário, Bruno de Carvalho for inocentado destas acusações, a impressão que tenho sobre ele agora não vai mudar em nada. A minha, a da maioria dos sportinguistas e a da maioria dos portugueses. A sua vida e a sua imagem pública continuarão as mesmas. Foi ele que as destruiu.
Parêntesis fechado, voltemos ao mais importante. Tragam a supertaça, leões.

Seis notas breves

 

1. Bruno Gaspar de Carvalho e Alexandre Gaspar de Carvalho Godinho foram expulsos do Sporting na sequência de um processo instaurado pela Comissão de Fiscalização que funcionou como órgão disciplinar do Clube no período anterior ao sufrágio de 8 de Setembro e que deu como provadas as «continuadas violações regulamentares e estatutárias» daqueles antigos funcionários do Sporting, designadamente «os ataques constantes aos órgãos sociais legítimos» do Clube.

 

2. Estas expulsões, convém sublinhar, decorreram das normas estatutárias que Bruno de Carvalho e Alexandre Godinho fizeram aprovar em Fevereiro de 2018, bem como do novo regulamento disciplinar  que a mesma dupla integrante do Conselho Directivo submeteu naquela data à aprovação dos sócios.

 

3. A resposta da massa associativa leonina, na reunião magna de sábado passado, voltou a ser concludente, reafirmando a orientação estabelecida nas assembleias gerais de 23 de Junho e 15 de Dezembro de 2018. Mais de dois terços dos votos ditaram a expulsão de Alexandre Godinho e Bruno de Carvalho. Note-se que desta vez era só isto o que estava em causa. Entre os votantes contra as expulsões estiveram muitos que não desejariam o regresso do antigo presidente ao exercício de cargos dirigentes no Clube.

 

4. Embora em menor escala do que em 23 de Junho do ano passado, voltou anteontem a registar-se um clima de intimidação e achincalhamento das opiniões contrárias por parte da falange apoiante do presidente destituído e expulso. Os três ou quatro sócios que ousaram apoiar a actual Direcção leonina nesta assembleia foram brindados com sonoras vaias e grosseiros insultos oriundos dessa facção, incapaz de conviver com a diferença.

 

5. A expectativa deste ambiente intimidatório levou agora muitos sócios a optarem antecipadamente por não exercer o direito de voto, evitando deslocar-se ao Pavilhão João Rocha. Se a afluência de eleitores tivesse sido maior do que foi, a percentagem de rejeição do presidente destituído seria certamente ainda mais expressiva.

 

6. Agora, olhar em frente. O passado passou.

 

A história não se apaga!

Acredito que as próximas palavras que aqui irei desfolhar poderão criar alguma celeuma, mas como sempre pensei pela minha cabeça não me vou abster de dizer o que penso, no que ao Sporting diz respeito, nomeadamente à Assembleia de ontem, que originou na expulsão de Bruno de Carvalho como sócio do clube.

Não concordo com o que foi feito. Não era preciso tomar esta atitude perante o antigo Presidente do Sporting. Decididamente!

Posso até acrescentar que sou insuspeito, porque se fui seu apoiante votando duas vezes na sua lista também fui muito crítico de BdC, especialmente pela forma como usava o verbo disparando para todo o lado (imprensa, sócios, jogadores, antigos dirigentes, adversários…) com o intuito único de desviar atenções de alguns problemas prementes do Sporting. Isso é sabido e nem vale a pena escondê-lo.

Lembro-me também daquela conferência de imprensa em Fevereiro do ano passado. Do que disse e das acusações, na maioria sem sentido, que fez. Mesmo nessa altura, criticando publicamente o então Presidente, disse que voltaria a votar nele se houvesse novamente eleições.

Pois é… foi este capital humano que BdC desperdiçou e deitou a perder.

Depois aconteceu Alcochete… E todos sabemos como BdC reagiu… Ou não reagiu!

Reconheço que no seu magistério trouxe muita gente a Alvalade. E mesmo fora da corrida ao troféu maior, ainda assim o Estádio enchia. Algo que o ano passado raramente vi!

Mas voltando ao assunto que aqui me trouxe: fiquei triste que os sportinguistas optassem por esta expulsão. Não me revejo nesta atitude. De todo.

Sei que BdC procedeu mal, que falou muitas vezes demais, que tentou por todos os meios manter-se no poder… sei disso tudo. Mas expulsá-lo?

Repito: não gostei.

Nós que costumamos dizer que somos de um clube diferente, mostrámos da pior forma porque somos diferentes.

Termino com o sentimento de que, aconteça o que acontecer no futuro mais próximo ou mais longínquo, nada apagará a história do nosso grande Clube.

E esta é que realmente conta para todos nós!

Virar de página

Com o “enterro do morto” concretizado ontem, pode enfim o Sporting encerrar mais uma questão importante decorrente do final conturbado da época passada e ganhar espaço e tempo para tratar do futuro.

É preciso começar por dizer que o agora “morto” foi cavando a sua “sepultura”. Foi com Bruno de Carvalho na presidência que tivemos ex-presidentes expulsos, foi com ele que tivemos órgãos sociais eleitos em lista conjunta, foi ele que referendou novos estatutos e regulamento disciplinar que facilitaram as expulsões, foi ele que discriminou e perseguiu sportinguistas, foi ele que hostilizou a estrutura do futebol profissional e traficou com as claques criando a situação que conduziu ao assalto terrorista a Alcochete, foi ele que criou esta seita arruaceira "Letal ao Sporting" que envergonha o clube. E “morre” sem ter a coragem de enfrentar os sócios, proclamando de longe a sua vergonha dos mesmos, a sua vergonha do clube, o clube não o merece, “adeus mãezinha vou partir”.

“Morreu” mesmo assim com 30% de votos a favor, numa coligação de voto de formação espontânea entre brunistas do Bruno, brunistas “de espírito, mas dispensam o maluco do Bruno”, ricciardistas, antivarandistas e ressabiados diversos. Se calhar deve aos presidentes dos órgãos sociais eleitos um score tão elevado, a Rogério Alves pela “legalice” da pergunta que não respeitava a resposta natural e confundiu alguma gente mais idosa ou menos atenta, a Baltazar Pinto pelas considerações escusadas na entrevista anterior e a Frederico Varandas pelo ódio visceral e incontrolável que alguns lhe têm por uma razão ou por outra.

Fica agora Bruno de Carvalho com o pai, a irmã e o ultra-advogado, todos eles mais papistas que o papa, e fica também com a Justiça para se entreter. Convém apenas não confundir a procuradora com Marta Soares nem o tribunal com um estúdio da TV, porque pode ter dissabores e depois vir a queixar-se da qualidade das instalações.

Fica agora também Frederico Varandas, fechados que foram os processos disciplinares, o empréstimo obrigacionista, a auditoria, o empréstimo de tesouraria, a parte mais substancial dos processos das rescisões, com a via aberta e a responsabilidade de levar o Sporting a novos horizontes, no futebol profissional e nas modalidades. Para isso precisa não digo da união dos sócios, porque a divisão existe e é incontornável, mas de paz e estabilidade porque sem isso tudo se torna muito complicado. Com Varandas, Benedito ou outro qualquer, o que está em causa é o NOSSO SPORTING.

No meu caso, estou mesmo farto de gastar cera com tão ruim defunto, e vou mas é fazer campanha para que o nosso capitão se mantenha, mesmo à custa de alguns milhões de euros. Porque confesso que sou... brunista. Mas do Bruno Fernandes.

SL

O dia depois de ontem

Mais de cinco mil sócios do Sporting Clube de Portugal deslocaram-se ontem ao Pavilhão João Rocha para usar o seu direito de voto. É uma amostra grande para uma Assembleia Geral e os resultados parecem enquadrados com a experiência que vamos vivendo em conversas com outros sportinguistas.

Os resultados foram muito semelhantes aos da Assembleia Geral de destituição. Permite isto extrapolar que, no espaço de um ano, os sócios do Sporting não mudaram a sua opinião sobre a gestão e os erros cometidos por Bruno de Carvalho. Diga-se que o ex-presidente também pouco fez para que fosse de outra maneira. Uma palavra de arrependimento sobre um ou outro tema teria sido suficiente.

Começa hoje o processo de cura da ferida que se reabriu um pouco ontem. Após os resultados, foram muitos que ameaçaram guerra ao clube e prometeram deixar de ser sócios. Cabe aos demais começar o "repovoamento" e angariar, no seio familiar ou entre amigos, novos sócios para o clube.

Ao contrário do que se gritou, o Sporting não acabou ontem. Começou uma nova etapa onde precisará cada vez mais do seu combustível, sócios e adeptos. Isto é: precisa de todo nós.

Expulso!

Sinal inequívoco de vitalidade no clube, mais de 5 mil sócios a participar na AG, para decidir as expulsões do ex-presidente, Bruno de Carvalho e seu compagnon de route, Alexandre Godinho. Alguns acusam-nos de ingratidão, prova que não perceberam rigorosamente nada do sentimento da maioria dos sócios, que se deram ao incómodo de deslocar uma vez mais ao pavilhão João Rocha, para expressar de forma esmagadora que o clube pertence aos sócios e não se deixa aprisionar ou ficar refém de uma minoria ruidosa, anti-democrática, mal-educada e arruaceira, que insiste não reconhecer que os sportinguistas não os querem mais ao comando dos destinos do clube.

Não meus caros, não é uma questão de ingratidão, é uma importante vitória do Sporting Clube de Portugal diante da bardinagem que uma vez mais rejeitámos. Não seremos um grupo homogéneo, uns apoiarão a actual direcção, outros nem tanto, mas convergimos num ponto essencial, não queremos e não iremos permitir o regresso ao populismo, dirigidos de forma despótica por um alienado que nos seus delírios de grandeza e vaidade pessoal se imaginou o Napoleão de Alvalade. O resultado  69,93% pela expulsão e 30,07% pela revogação, é claro e inequívoco, sem qualquer margem para dúvidas, se Bruno de Carvalho ontem ressabiado com os associados manifestou sentir vergonha, hoje acredito que se sinta humilhado, pequenino. Os dirigentes passam, o clube fica, é a lição a aprender por todos os que se julgarem superiores, iluminados, no Sporting apreciamos trabalho, humildade e sobretudo resultados. Serão estes que irão traçar o destino dos actuais dirigentes e todos os que no futuro lhes vierem a suceder.

 

P.S. - Resultados oficiais.

Porque

 

Dividiu os sócios.

 

Insultou e ameaçou sportinguistas.

 

Fomentou uma cultura de ódio no Clube.

 

Criou órgãos ilegais, violando os Estatutos.

 

Bloqueou o acesso de dirigentes às instalações leoninas.

 

Caluniou atletas, técnicos, funcionários e adeptos.

 

Tolerou agressões de diversa ordem, no próprio Estádio, aos profissionais do Clube.

 

Criou condições objectivas para as rescisões unilaterais dos jogadores, lesando património leonino.

 

Degradou a imagem do Clube tanto a nível interno como internacional.

 

Desrespeitou gravemente os representantes dos órgãos sociais eleitos pelo sufrágio livre e democrático da única entidade soberana no Sporting: os seus associados.

 

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