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És a nossa Fé!

Seis notas breves

 

1. Bruno Gaspar de Carvalho e Alexandre Gaspar de Carvalho Godinho foram expulsos do Sporting na sequência de um processo instaurado pela Comissão de Fiscalização que funcionou como órgão disciplinar do Clube no período anterior ao sufrágio de 8 de Setembro e que deu como provadas as «continuadas violações regulamentares e estatutárias» daqueles antigos funcionários do Sporting, designadamente «os ataques constantes aos órgãos sociais legítimos» do Clube.

 

2. Estas expulsões, convém sublinhar, decorreram das normas estatutárias que Bruno de Carvalho e Alexandre Godinho fizeram aprovar em Fevereiro de 2018, bem como do novo regulamento disciplinar  que a mesma dupla integrante do Conselho Directivo submeteu naquela data à aprovação dos sócios.

 

3. A resposta da massa associativa leonina, na reunião magna de sábado passado, voltou a ser concludente, reafirmando a orientação estabelecida nas assembleias gerais de 23 de Junho e 15 de Dezembro de 2018. Mais de dois terços dos votos ditaram a expulsão de Alexandre Godinho e Bruno de Carvalho. Note-se que desta vez era só isto o que estava em causa. Entre os votantes contra as expulsões estiveram muitos que não desejariam o regresso do antigo presidente ao exercício de cargos dirigentes no Clube.

 

4. Embora em menor escala do que em 23 de Junho do ano passado, voltou anteontem a registar-se um clima de intimidação e achincalhamento das opiniões contrárias por parte da falange apoiante do presidente destituído e expulso. Os três ou quatro sócios que ousaram apoiar a actual Direcção leonina nesta assembleia foram brindados com sonoras vaias e grosseiros insultos oriundos dessa facção, incapaz de conviver com a diferença.

 

5. A expectativa deste ambiente intimidatório levou agora muitos sócios a optarem antecipadamente por não exercer o direito de voto, evitando deslocar-se ao Pavilhão João Rocha. Se a afluência de eleitores tivesse sido maior do que foi, a percentagem de rejeição do presidente destituído seria certamente ainda mais expressiva.

 

6. Agora, olhar em frente. O passado passou.

 

A história não se apaga!

Acredito que as próximas palavras que aqui irei desfolhar poderão criar alguma celeuma, mas como sempre pensei pela minha cabeça não me vou abster de dizer o que penso, no que ao Sporting diz respeito, nomeadamente à Assembleia de ontem, que originou na expulsão de Bruno de Carvalho como sócio do clube.

Não concordo com o que foi feito. Não era preciso tomar esta atitude perante o antigo Presidente do Sporting. Decididamente!

Posso até acrescentar que sou insuspeito, porque se fui seu apoiante votando duas vezes na sua lista também fui muito crítico de BdC, especialmente pela forma como usava o verbo disparando para todo o lado (imprensa, sócios, jogadores, antigos dirigentes, adversários…) com o intuito único de desviar atenções de alguns problemas prementes do Sporting. Isso é sabido e nem vale a pena escondê-lo.

Lembro-me também daquela conferência de imprensa em Fevereiro do ano passado. Do que disse e das acusações, na maioria sem sentido, que fez. Mesmo nessa altura, criticando publicamente o então Presidente, disse que voltaria a votar nele se houvesse novamente eleições.

Pois é… foi este capital humano que BdC desperdiçou e deitou a perder.

Depois aconteceu Alcochete… E todos sabemos como BdC reagiu… Ou não reagiu!

Reconheço que no seu magistério trouxe muita gente a Alvalade. E mesmo fora da corrida ao troféu maior, ainda assim o Estádio enchia. Algo que o ano passado raramente vi!

Mas voltando ao assunto que aqui me trouxe: fiquei triste que os sportinguistas optassem por esta expulsão. Não me revejo nesta atitude. De todo.

Sei que BdC procedeu mal, que falou muitas vezes demais, que tentou por todos os meios manter-se no poder… sei disso tudo. Mas expulsá-lo?

Repito: não gostei.

Nós que costumamos dizer que somos de um clube diferente, mostrámos da pior forma porque somos diferentes.

Termino com o sentimento de que, aconteça o que acontecer no futuro mais próximo ou mais longínquo, nada apagará a história do nosso grande Clube.

E esta é que realmente conta para todos nós!

Virar de página

Com o “enterro do morto” concretizado ontem, pode enfim o Sporting encerrar mais uma questão importante decorrente do final conturbado da época passada e ganhar espaço e tempo para tratar do futuro.

É preciso começar por dizer que o agora “morto” foi cavando a sua “sepultura”. Foi com Bruno de Carvalho na presidência que tivemos ex-presidentes expulsos, foi com ele que tivemos órgãos sociais eleitos em lista conjunta, foi ele que referendou novos estatutos e regulamento disciplinar que facilitaram as expulsões, foi ele que discriminou e perseguiu sportinguistas, foi ele que hostilizou a estrutura do futebol profissional e traficou com as claques criando a situação que conduziu ao assalto terrorista a Alcochete, foi ele que criou esta seita arruaceira "Letal ao Sporting" que envergonha o clube. E “morre” sem ter a coragem de enfrentar os sócios, proclamando de longe a sua vergonha dos mesmos, a sua vergonha do clube, o clube não o merece, “adeus mãezinha vou partir”.

“Morreu” mesmo assim com 30% de votos a favor, numa coligação de voto de formação espontânea entre brunistas do Bruno, brunistas “de espírito, mas dispensam o maluco do Bruno”, ricciardistas, antivarandistas e ressabiados diversos. Se calhar deve aos presidentes dos órgãos sociais eleitos um score tão elevado, a Rogério Alves pela “legalice” da pergunta que não respeitava a resposta natural e confundiu alguma gente mais idosa ou menos atenta, a Baltazar Pinto pelas considerações escusadas na entrevista anterior e a Frederico Varandas pelo ódio visceral e incontrolável que alguns lhe têm por uma razão ou por outra.

Fica agora Bruno de Carvalho com o pai, a irmã e o ultra-advogado, todos eles mais papistas que o papa, e fica também com a Justiça para se entreter. Convém apenas não confundir a procuradora com Marta Soares nem o tribunal com um estúdio da TV, porque pode ter dissabores e depois vir a queixar-se da qualidade das instalações.

Fica agora também Frederico Varandas, fechados que foram os processos disciplinares, o empréstimo obrigacionista, a auditoria, o empréstimo de tesouraria, a parte mais substancial dos processos das rescisões, com a via aberta e a responsabilidade de levar o Sporting a novos horizontes, no futebol profissional e nas modalidades. Para isso precisa não digo da união dos sócios, porque a divisão existe e é incontornável, mas de paz e estabilidade porque sem isso tudo se torna muito complicado. Com Varandas, Benedito ou outro qualquer, o que está em causa é o NOSSO SPORTING.

No meu caso, estou mesmo farto de gastar cera com tão ruim defunto, e vou mas é fazer campanha para que o nosso capitão se mantenha, mesmo à custa de alguns milhões de euros. Porque confesso que sou... brunista. Mas do Bruno Fernandes.

SL

O dia depois de ontem

Mais de cinco mil sócios do Sporting Clube de Portugal deslocaram-se ontem ao Pavilhão João Rocha para usar o seu direito de voto. É uma amostra grande para uma Assembleia Geral e os resultados parecem enquadrados com a experiência que vamos vivendo em conversas com outros sportinguistas.

Os resultados foram muito semelhantes aos da Assembleia Geral de destituição. Permite isto extrapolar que, no espaço de um ano, os sócios do Sporting não mudaram a sua opinião sobre a gestão e os erros cometidos por Bruno de Carvalho. Diga-se que o ex-presidente também pouco fez para que fosse de outra maneira. Uma palavra de arrependimento sobre um ou outro tema teria sido suficiente.

Começa hoje o processo de cura da ferida que se reabriu um pouco ontem. Após os resultados, foram muitos que ameaçaram guerra ao clube e prometeram deixar de ser sócios. Cabe aos demais começar o "repovoamento" e angariar, no seio familiar ou entre amigos, novos sócios para o clube.

Ao contrário do que se gritou, o Sporting não acabou ontem. Começou uma nova etapa onde precisará cada vez mais do seu combustível, sócios e adeptos. Isto é: precisa de todo nós.

Expulso!

Sinal inequívoco de vitalidade no clube, mais de 5 mil sócios a participar na AG, para decidir as expulsões do ex-presidente, Bruno de Carvalho e seu compagnon de route, Alexandre Godinho. Alguns acusam-nos de ingratidão, prova que não perceberam rigorosamente nada do sentimento da maioria dos sócios, que se deram ao incómodo de deslocar uma vez mais ao pavilhão João Rocha, para expressar de forma esmagadora que o clube pertence aos sócios e não se deixa aprisionar ou ficar refém de uma minoria ruidosa, anti-democrática, mal-educada e arruaceira, que insiste não reconhecer que os sportinguistas não os querem mais ao comando dos destinos do clube.

Não meus caros, não é uma questão de ingratidão, é uma importante vitória do Sporting Clube de Portugal diante da bardinagem que uma vez mais rejeitámos. Não seremos um grupo homogéneo, uns apoiarão a actual direcção, outros nem tanto, mas convergimos num ponto essencial, não queremos e não iremos permitir o regresso ao populismo, dirigidos de forma despótica por um alienado que nos seus delírios de grandeza e vaidade pessoal se imaginou o Napoleão de Alvalade. O resultado  69,93% pela expulsão e 30,07% pela revogação, é claro e inequívoco, sem qualquer margem para dúvidas, se Bruno de Carvalho ontem ressabiado com os associados manifestou sentir vergonha, hoje acredito que se sinta humilhado, pequenino. Os dirigentes passam, o clube fica, é a lição a aprender por todos os que se julgarem superiores, iluminados, no Sporting apreciamos trabalho, humildade e sobretudo resultados. Serão estes que irão traçar o destino dos actuais dirigentes e todos os que no futuro lhes vierem a suceder.

 

P.S. - Resultados oficiais.

Porque

 

Dividiu os sócios.

 

Insultou e ameaçou sportinguistas.

 

Fomentou uma cultura de ódio no Clube.

 

Criou órgãos ilegais, violando os Estatutos.

 

Bloqueou o acesso de dirigentes às instalações leoninas.

 

Caluniou atletas, técnicos, funcionários e adeptos.

 

Tolerou agressões de diversa ordem, no próprio Estádio, aos profissionais do Clube.

 

Criou condições objectivas para as rescisões unilaterais dos jogadores, lesando património leonino.

 

Degradou a imagem do Clube tanto a nível interno como internacional.

 

Desrespeitou gravemente os representantes dos órgãos sociais eleitos pelo sufrágio livre e democrático da única entidade soberana no Sporting: os seus associados.

 

Obviamente, SIM

Amanhã na AG vão mais uma vez confrontar-se duas visões diferentes do que é e deve ser o Sporting: está em causa o recurso de Bruno de Carvalho e do seu "ajudante de campo" às penas de expulsão determinadas pelo CFD pelas sucessivos atropelos dos mesmos aos estatutos revistos e referendados pelo próprio Bruno de Carvalho, mas está em causa também o futuro próximo do clube e as condições necessárias ao seu sucesso.

Nem vale a pena discutir a bondade da pena à luz dos acontecimentos relatados e não contestados: está mais que ajustada, mas se os estatutos admitem o recurso para a AG é porque se espera da mesma uma apreciação mais abrangente, pelo que me parece que duma eventual vitória do voto NÃO não haveria outras conclusões a tirar que não fosse que a vontade dos sócios tinha prevalecido, e que o CFD tinha desempenhado o seu papel da melhor forma zelando pelo cumprimento das leis e regulamentos do clube.

Sendo assim estamos basicamente a decidir sobre a expulsão dum sócio que foi presidente do Sporting durante cerca de cinco anos, com um primeiro mandato globalmente positivo, reeleito com uma margem esmagadora de votos, mas que depois dessa data, condicionado ou não por problemas familiares, dependências ou ambições financeiras (mais tarde ou mais cedo se saberá), resolveu tomar o clube como seu, hostilizar e intimidar vários sectores internos incómodos, como grupos de sócios e estrutura e plantel do futebol profissional, encontrando para isso apoio "avençado" em empresas externas e na principal claque do clube, numa espiral destrutiva que culminou no abandono da equipa no jogo decisivo da época e no assalto terrorista a Alcochete, resistindo desde aí à demissão por todos os meios legais e ilegais até ser destituido na maior AG de sempre por uma maioria esmagadora de sócios.

Estamos a decidir também sobre a expulsão dum sócio que manifestou após a expulsão que o Sporting para ele tinha morrido, que deixou de frequentar estádio e pavilhão, que manifestou agora vergonha dos sócios, vergonha dos órgãos sociais, mas que nunca deixou de alimentar uma seita de guerrilheiros arruaceiros que tem aproveitado todas as oportunidades para desestabilizar e criar dificuldades a esse mesmo Sporting. Por isso mesmo são os Letais ao Sporting. E Bruno de Carvalho o seu "Bin Laden". 

Estamos a decidir também se queremos que o clube continue como um dos três grandes de Portugal, um clube eclético e ganhador, um clube de devoção para todas as gerações, um clube de famílias e de amigos, um clube que valoriza a ética e os valores do desporto e que combate a vigarice e a aldrabice, ou um clube presidencialista de casamentos, baptizados e funerais, de guerra aberta com tudo e todos, um clube tomado pelos ultras, um clube em que os fins justificam os meios, um clube que trata as equipas e jogadores que o representam à moda da Coreia do Norte: ou ganhas ou levas com o chicote.

E o que vimos ainda recentemente no Jamor foi o Sporting encher o estádio de amor pelo clube, sofrer, chorar e ganhar. Não houve rival mesmo que mais poderoso, não houve árbitro, não houve toupeiras nem padres, não houve a corja ressabiada que acompanha os jogos do clube pelas redes sociais a salivar pela sua derrota, não houve nada nem ninguém que nos impedisse de ganhar e ganhámos. E é isto que queremos repetir e repetir e repetir este ano e nos próximos, no estádio e no pavilhão. Sofrer, chorar e ganhar. Ladrando pouco e mordendo muito, porque cão que ladra não morde, e o destino dos touros bravos depois das bandarilhas é o talho. 

Então o meu voto é obviamente SIM.

SIM à expulsão de Bruno de Carvalho, SIM à derrota dos brunistas que insistem num Sporting à moda de Bruno de Carvalho mesmo que sem ele, SIM à estabilidade, condição essencial às grandes conquistas, SIM ao Sporting.

E acho que vai ser mesmo à Cristiano Ronaldo. Mais uma vez os sócios vão dizer presente e através do seu voto deixar um imenso SIIIIMMMMM ao Sporting no pavilhão João Rocha!

Viva o Sporting Clube de Portugal !!!

SL

Sente vergonha da massa associativa...

O rufia afirmou, em conferência de imprensa, sentir vergonha da massa associativa do Sporting Clube de Portugal, porque cometeu a injustiça de destituí-lo e agora está na iminência de expulsá-lo de sócio. Considera-nos ingratos, mas continua incapaz de perceber o que lhe aconteceu. Provavelmente esperaria que por eterna gratidão lhe prestássemos vassalagem e aclamação. Pode contar com os meus votos no sentido de confirmar a expulsão, porque eu enquanto sócio também sinto vergonha de ter visto o meu clube presidido por tão reles personagem...

Não aguenta um cara-a-cara

Rogério Alves - e muito bem, a meu ver - concedeu a Bruno de Carvalho a possibilidade de intervir na assembleia geral de amanhã, na qual os sócios do Sporting se pronunciarão sobre o recurso à pena de expulsão aplicada ao antigo presidente pelo Conselho Fiscal e Disciplinar. Cedendo assim a uma exigência expressa do sucessor de Godinho Lopes.

Como é seu hábito, Bruno de Carvalho afinal recusa comparecer, reagindo com a táctica habitual dos que não aguentam um cara-a-cara: em contínua fuga para a frente, desta vez disparando contra quem lhe concedia a palavra. Segue assim uma linha de rumo: nos momentos cruciais, mesmo naqueles que lhe dizem directamente respeito, fica atrás dos reposteiros, primando pela ausência.

 

Foi assim a 4 de Fevereiro de 2018, quando evitou deslocar-se ao campo da Amoreira, onde o Sporting entregou o campeonato nacional com uma derrota humilhante (e justa) perante o Estoril. Ele não estava lá.

Foi assim a 5 de Abril de 2018, quando decidiu não acompanhar a nossa equipa a Madrid, para o jogo da primeira mão dos quartos da Liga Europa frente ao Atlético, que participara em duas das três finais anteriores da Liga dos Campeões: preferiu ficar em casa, desancando os jogadores via Facebook, em vez de lhes incutir ânimo, como faria um verdadeiro líder.

Foi assim a 13 de Maio de 2018, quando optou por ficar em Lisboa enquanto o Sporting disputava com o Marítimo, no Funchal, um desafio de má memória que nos fez descer ao segundo posto do campeonato, por troca com o pior Benfica do último decénio, dizendo adeus aos milhões da Champions. A equipa perdeu e o presidente não estava lá.

Foi assim a 20 de Maio de 2018, quando voltou a ficar recolhido em casa, sem assistir - como lhe competia - à final da Taça de Portugal disputada no Jamor. Uma final que perdemos, num contexto de total desmoralização, cinco dias após o assalto dos jagunços a Alcochete. Era um momento particularmente difícil e doloroso, que exigia uma atitude de liderança: Bruno de Carvalho foi incapaz de a exercer. Pelo contrário, na véspera dessa final, entretinha-se a vergastar os jogadores na sua rede social predilecta, anotando: «Houve atletas do Sporting que, infelizmente e pelo seu temperamento quente, não conseguiram aguentar aquilo que é a frustração dos adeptos.» Quase como se os apontasse, delirantemente, como autores morais das agressões contra eles próprios.

Foi assim a 23 de Junho de 2018, quando recusou participar na histórica assembleia geral que haveria de destituí-lo por larga maioria, indiferente às provocações e aos insultos da tropa arruaceira. Chegou no fim, pela porta das traseiras e acompanhado da habitual guarda pretoriana, quando o pavilhão estava quase despovoado e já nada havia para debater. Essa tardia aparição deveu-se apenas à convicção errada de que ganharia. Enganou-se profundamente: perdeu, em todas as mesas de voto. E lá regressou rapidamente às quatro paredes domésticas, correndo ao Facebook - desta vez para insultar os sócios no remanso do lar.

Foi assim a 15 de Dezembro de 2018, em que primou novamente pela ausência na assembleia geral que ratificou a sua expulsão de sócio, apesar de lhe ter sido concedido o direito de participação e intervenção, mesmo estando suspenso. Enviou para o terreno a irmã, o pai e uma ruidosa falange de apoio, apostada em perturbar ao máximo a assembleia magna leonina. De nada lhe valeu o manhoso estratagema: os sócios, uma vez mais, não se deixaram condicionar.

 

Uma vez mais se comprova: é incapaz de enfrentar adversidades, e de agir em coerência, nos momentos decisivos, com o discurso incendiário que foi cultivando durante cinco anos. Mesmo quando o assunto lhe diz respeito, como parte interessada, foge de um confronto directo e presencial.

No final, o padrão de sempre: há-de irromper nas redes sociais, com as inconsequentes bravatas verbais já de todos conhecidas. Valem o que valem: nada.

 

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Se é amor, liberta

Amanhã vota-se o recurso interposto por Bruno de Carvalho referente à sanção de expulsão. Se o Presidente Bruno de Carvalho foi uma figura de relevo e que, até certo ponto, soube conduzir os destinos do Sporting, o Cidadão Bruno de Carvalho revelou-se um problema para o bom funcionamento da centenária instituição.

A sua indesmentível capacidade agregadora criou um exército que, ainda que maioritariamente virtual, não olha a meios para defender a sua honra e, por mais nobre que seja o intuito, os danos colaterais no clube não devem ser ignorados. Uma cruzada assente no amor e lealdade ao Sporting não pode culminar em chantagens emocionais e muito menos se pode parecer com um rastilho para o barril de pólvora.

"Se amas algo liberta-a. Se voltar para ti, é tua. Se não voltar, nunca foi. Nós não possuímos nada neste mundo, muito menos outras pessoas!"

É uma daquelas citações de "sábios provérbios chineses" de origem duvidosa mas que não deixa de ser um bom conselho. Qualquer que seja a decisão da maioria amanhã, se amam o clube, libertem-no. Deixem que o Sporting siga o seu rumo.

 

Reflexões para 6 de Julho

 

1. Muita inverdade, fruto da ignorância, se tem escrito e dito em torno da assembleia geral do próximo sábado destinada a ratificar a decisão, já assumida pelo órgão disciplinar do Sporting, de sancionar com pena de expulsão dois sócios, Bruno de Carvalho e Alexandre Godinho. Os estatutos aplicados neste caso são precisamente aqueles que o antigo presidente levou a votos em Janeiro de 2018, tendo aliás convocado uma assembleia geral para o efeito e ameaçado até demitir-se caso não fossem aprovados por larga maioria. Nada a ver, portanto, com os actuais corpos sociais.



2. Nunca é de mais lembrar que a aplicação dos estatutos é matéria que não compete à esfera de poderes do Conselho Directivo: cabe, em exclusivo, ao Conselho Fiscal e Disciplinar, um órgão dotado de plena autonomia e livre de tutelas na missão específica de que está investido. Tal como sucedeu na gerência de Bruno de Carvalho, em 2015, quando houve que aplicar a pena de expulsão ao presidente do Conselho Directivo que o havia antecedido, Godinho Lopes.



3. Estão em causa delitos de inegável gravidade. Enquanto membros proeminentes da estrutura directiva do Sporting aqueles dois sócios nomearam comissões ilegais, usurparam e tentaram usurpar funções, procuraram travar decisões legítimas de órgãos sufragados pelos sócios por intermédio de quase duas dezenas de providências cautelares (todas indeferidas em tribunal), fomentaram uma cultura de ódio em tudo alheia à tradição leonina e originaram litígios insanáveis com jogadores, lesando de modo inequívoco o património financeiro e reputacional do Sporting Clube de Portugal, instituição de utilidade pública, com reflexos além-fronteiras.

 

4. Se os estatutos em vigor não fossem aplicados nestes casos concretos, atendendo a razões de outra ordem, isso implicaria ipso facto que se tornassem letra morta. Ou - pior ainda - que se ferisse gravemente, e de modo irreversível, o princípio de igualdade no nosso Clube. Como conceber futuras acções disciplinares internas a qualquer outro sócio se estes dois beneficiassem agora de um indulto após tudo quanto fizeram?



5. A pacificação urgente e necessária no Sporting Clube de Portugal implica, desde logo, definir com clareza o que faz parte do problema e o que poderá fazer parte da solução. Enquanto facção organizada, a corrente que se reclama adepta do brunismo ou carvalhismo, no essencial, faz parte do problema, permanecendo tão activa e letal quanto a figura que a inspira mantiver vínculos efectivos ao Clube. É bom que se perceba isto: quem tudo faz, recorrentemente, para lesar o bom nome do Sporting jamais poderá ser recomendável como solução.

 

Alcochete blues

Enquanto o Sporting Clube de Portugal se tenta recompor das consequências do assalto terrorista a Alcochete, resolvendo todo um conjunto de questões dali decorrentes e encerrando o processo de expulsão do ex-presidente na AG do próximo sábado, decorre no Campus da Justiça o debate instrutório do processo judicial respectivo.

Pelo que se vai sabendo, parece que não nos podemos queixar da forma como as nossas AGs funcionam, os horários não são respeitados, alguns intervenientes enganaram-se na morada e tardaram em chegar, a procuradora já foi mais vergastada do que o Rogério Alves, o juiz já foi repetidamente contestado e objecto de processos disciplinares. Só faltaram mesmo os Letais ao Sporting na sala de audiências, nem sei porque não estiveram presentes a berrar, insultar e aplaudir. Letal mesmo para o próprio Bruno de Carvalho parece ser o seu novo advogado. Gasolina na caldeira.

E no Campus da Justiça o nosso ex-presidente vai deixando frases para a história, bem mais interessantes do que aquela frase pindérica na base da estátua do leão que teima em não ser apagada:

1. Tenho o direito de ser livre e não sou por sua causa.

Um pensamento deveras profundo. Se calhar mesmo Socrático. Ser ou não ser,  e ter um (...) ou uma  (...)  que não deixa ser, eis a questão.

2. O funcionário Jorge Jesus não cumpria a sua postura de zelo.

Também muito profundo. No fundo um treinador pode ser o lider da estrutura, ser o melhor do mundo, ganhar o que o clube não pode pagar, ser uma loucura do presidente, ir ao casamento, fazer parte da comissão de honra, mas não deixa de ser um funcionário. Pelo menos quando desafina com o presidente.

3. Ninguém me comunicou absolutamente nada sobre o que se tinha passado no aeroporto.

Nada. Zero. Era dia de episódio novo da Guerra dos Tronos. E havia as modalidades. E o tabaco tinha acabado. Tudo tem o seu tempo. Do not disturb.

4. Nunca houve proximidade entre mim e a Juve Leo.

Obviamente que não. Nem reuniões na casinha, nem conta corrente de (1 ou 2 ?) milhões de euros em dívida, nem telefonemas altas horas da noite, nem corridinhas no estádio para o sector da claque antes do bombardeio das tochas. Nada. Zero. Nem houve nenhum elemento da Juve Leo que logo no dia dissesse às TVs que o responsável por tudo aquilo se chamava Bruno de Carvalho.

5. Os posts foram por querer melhorar a performance da equipa de futebol e de todas as modalidades: Só houve um capitão que não percebeu isso: Rui Patrício.

O homem tem uma estátua lá na terra dele, pode ser campeão da europa, mas é mesmo burro. Não percebe que gerir uma equipa de 75M€/ano e uma equipa de 2M€/Ano é a mesma coisa. Chicote e cenoura. Liderança 2.0.

E é assim...

SL

Porque vou votar favoravelmente as expulsões

Os sócios Bruno de Carvalho e Alexandre Godinho foram expulsos do Sporting Clube de Portugal por deliberação do Conselho Fiscal e Disciplinar. No pleno uso dos seus direitos entenderam recorrer para a Assembleia-Geral do clube, órgão social a quem cabe apreciar e decidir o recurso apresentado.

No próximo sábado, enquanto sócios, estamos convocados para reiterar ou revogar a decisão do CFD, como pretendem os sócios em causa. Após alguma ponderação decidi votar favoravelmente ambas as expulsões, confesso que cheguei a hesitar no caso de Alexandre Godinho, mas não seria justo, porque esteve até ao fim com Bruno de Carvalho nos actos de maior gravidade que lesaram a imagem da instituição. Estão em causa:

-Usurpação de funções.

-Nomeação de órgãos ilegais.

-Tentativa de boicote à realização da AG de 23 de Junho.

-Impedimento de acesso físico de membros da CG às instalações do clube.

-Tentativa de bloqueio das contas bancárias do clube em momento posterior à destituição.

Ao contrário dos restantes membros do anterior Conselho Directivo, os dois sócios em causa não acataram as legitimas das decisões dos sócios, com a agravante no caso de Bruno de Carvalho, continuar a incendiar ânimos, levando a que alguns apoiantes mais exaltados não reconheçam os actuais órgãos sociais em funções, insistindo na teoria da cabala, insinuando manipulação de resultados, entre outras delirantes teses, sem nada conseguirem provar.

Há sócios que não concordam comigo, respeito todas as posições, mas não sancionar Bruno de Carvalho e Alexandre Godinho seria indultar à partida o comportamento incorrecto e total desrespeito pelos estatutos do clube, aprovados diga-se, por uma birrinha, mais uma, do ex-presidente, tendo chegado ao ponto de chantagear os sócios, ameaçando com a sua demissão caso não aprovassem a proposta por maioria albanesa.

A saída de cena de Bruno de Carvalho deixará órfã uma minoria de sócios, ainda assim em número relevante. São sportinguistas como todos os outros, apelo ao seu rápido regresso à razão, porque ninguém está a mais no clube, embora certo tipo de postura seja dispensável, direi mesmo que é intolerável o comportamento que alguns tiveram no passado sábado. Mas a saída de cena trará a vantagem de permitir que alguém ocupe um espaço que existe de crítica à actual direcção. Como vimos no passado sábado, foram vários os sócios que nem se preocuparam com o orçamento, aproveitando o ensejo para derrotar uma vez mais o brunismo, que já se percebeu, é rejeitado pela maioria dos sócios. Sem Bruno de Carvalho, com ou sem a sua tropa letal, Frederico Varandas e seus pares ficarão sujeitos a um maior escrutínio, aliás, tendo chamado a si a responsabilidade pela gestão do futebol profissional e sem desculpas por ter tido tempo para preparar a época, a exigência terá forçosamente que subir na próxima época, no que concerne ao futebol.

Uma palavra para o modelo de funcionamento desta Assembleia-Geral, irei voltar ao assunto brevemente noutro post, mas aproveito a oportunidade para dizer que não concordo que a votação seja aberta durante o período de intervenção dos sócios. Não é que seja muito relevante ou que pudesse alterar o resultado, a esmagadora maioria dos sócios já decidiu o sentido de voto, mas é uma questão de princípio. Um juíz forma a sua convicção durante todo o julgamento, mas não vai ler a sentença antes das alegações finais, mesmo que já a tenha tomado a sua decisão.

 

Saudações leoninas

«Sportingado»

1. O Sporting é dos sócios e são os sócios que determinam, de acordo com os estatutos, as decisões do clube.

2. Exceptuando o fundador, as figuras principais do clube devem ser sempre os atletas, nas mais variadas modalidades, pois são eles que trazem a glória ao Sporting.

3. Dos momentos altos da história do nosso clube recordamos, felizmente, os nomes dos atletas (no futebol, no hóquei em patins, no atletismo, etc. e, recentemente, no futsal) que corporizaram essas conquistas.

4. Do momento mais negro da nossa história, infelizmente, recordamos o nome do presidente.

5. Não concordando pessoalmente com qualquer tipo de expulsões, e repeitando o que disse no ponto 1., entendo que a maior pena que os sócios e adeptos poderão dar a figuras como Bruno de Carvalho é indiferença, o desprezo, pois sabemos no Sporting não há lugar para pessoas como ele: «Sportingado».

6. «Sportingado», uma palavra que Bruno de Carvalho inventou para si, pois disse que: "Um 'sportingado' é um misto de sportinguista com aziado.”!

7. No Sporting só há lugar para todos aqueles que amam o clube!!!

 

Viva o Sporting!!!

Só faltam cinco dias

 

Passaram toda a assembleia geral de sábado aos gritos, violando de forma grosseira os estatutos leoninos, com insultos ordinários a membros dos órgãos sociais. 

Recordo que os estatutos sancionam aqueles que se dedicam a «injuriar, difamar e ofender os órgãos sociais do Clube ou qualquer dos seus membros, durante ou por causa do exercício das suas funções». 

«Filho da puta, pede a demissão!», urraram vezes sem conta, visando o presidente do Sporting, Frederico Varandas.

Berravam «Bruno é o nosso presidente». Deixando claro que estavam ali em nova sessão de psicoterapia tribal, idolatrando o mais-que-tudo.

Sem saberem, prestaram um serviço ao clube. Com este comportamento arruaceiro, convenceram muitos sócios ainda indecisos a comparecer na reunião magna do próximo sábado. Para pormos de vez fim a isto.

Só faltam cinco dias.

Bruno e brunismo

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O Pedro Correia traz aqui alguns excertos da última entrevista de Bruno de Carvalho ao Expresso, onde é mais que visível o estado de degradação da personagem que há um par de anos era o presidente incontestado do Sporting Clube de Portugal e que agora vive sem emprego, com obrigação de apresentação diária na esquadra do bairro, numa casa que colocou no mercado, com três divórcios mais ou menos litigiosos, vários processos na justiça em curso, alguns que poderão vir a descobrir cofres escondidos, diz ele que já integra a lista dos terroristas dos EUA. Do que não fala é doutras dependências, quem quiser acreditar que toda aquela alucinação e ausência em momentos críticos se deveu à preocupação com a filha que acredite. Na próxima semana teremos a  AG que mais que provavelmente o irá expulsar de sócio, os 69/31 de ontem deverão ser ampliados, e a verdade é que vai ser o "enterro do morto", depois da assembleia de Junho do ano passado. Ele "morreu" para o Sporting.

Mas, "enterrado" o Bruno, o brunismo continua bem vivo no Sporting e até vai capitalizar o "enterro".

 

Mas afinal o que é o brunismo?

Da forma como eu o vejo, o brunismo consiste numa reacção orgânica e geracional ao progressivo definhar do Sporting no plano financeiro e desportivo sob a liderança dos delfins de José Roquette, que conseguiram dois títulos no futebol e estiveram à beira de mais dois e de uma taça europeia, mas que foram sendo cada vez piores, culminando na liderança absolutamente desastrosa de Godinho Lopes. 

Posso identificar algumas ideias base no brunismo (aqui limito-me a reproduzir o que vejo escrito por aqueles que se reclamam dessa área), naquilo que pretende para o clube:

1. Uma atitude de guerra sem quartel com os rivais, Benfica e Porto.

2. Uma atitude de combate nas esferas do mundo do futebol e das modalidades.

3. Uma cultura de exigência extrema no que respeita às equipas e atletas.

4. Uma política de comunicação agressiva e a marcar a agenda.

5. Uma gestão financeira expansiva, procurando optimizar sponsorização e patrocínios.

6. Uma política de compras directas a procurar a posse plena dos atletas de forma a gerar os maiores lucros em posteriores vendas.

7. Uma política de vendas que lute até ao último cêntimo pelo valor do atleta.

8. Uma política de aproximação aos sócios com preços para ter sempre o estádio e pavilhão cheios.

9. Uma política de aproximação às claques, como vanguarda do espírito do clube, contratualizando e facilitando todo um conjunto de questões.

10. Uma política de guerra não declarada mas sem quartel aos poderes históricos constituidos dentro do clube, Conselhos Leoninos, Cinquentenários, Stromps, etc.

 

Podemos questionar se, à luz destes princípios, o Bruno foi um bom brunista. Também podemos questionar se o Bruno quis ou ainda quer que o brunismo morra com ele, porque em todas as suas intervenções tem vindo a desqualificar os mais prováveis sucessores, como Carlos Vieira, e a mostrar-se orgulhosamente só.

Mas, do que não tenho dúvidas, é que os brunistas estão cada vez mais cientes que Bruno nunca mais, e que na falta de sucessor vão canalizar toda a sua energia para ser oposição ao "traidor" e "golpista" Varandas. 

E se calhar vai ser mais difícil os brunistas encontrarem um novo Bruno “Live fast, die young and have a good-looking corpse!” do que Varandas ter o tempo suficiente para que a reestruturação abrangente que está a efectuar e a equipa competente que encontrou produza frutos, um Sporting a ganhar no estádio e no pavilhão, umas finanças equilibradas e a tal estabilidade tão ansiada no clube.

Entretanto vamos tendo uma oposição bastante minoritária mas ruidosa, nas redes sociais, no estádio e no pavilhão, mas por favor tenham vergonha e deixem de fazer as tristes e patéticas figuras que fizeram ontem no belo pavilhão João Rocha. 

SL

«Só Sócrates foi atacado assim»

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Excertos da longa entrevista concedida à edição de ontem do semanário Expresso pelo antigo presidente do Sporting Bruno de Carvalho. 

 

«São absolutamente absurdas as apresentações diárias que tenho de fazer há quase um ano na esquadra da residência.»

«Quando me chega a informação de que Cândida Vilar e Godinho Lopes são grandes amigos, cada vez mais acredito que em Portugal já nada me espanta.»

«Ou a procuradora Cândida Vilar tem uma agenda, coisa [em que eu não quero acreditar, porque seria demasiado grave, ou tem um distúrbio.»

«Toda a acusação sobre mim é absolutamente martelada.»

«Temo que [a 6 de Julho] seja mais uma assembleia geral anti-estatutária e ilegal.»

«Têm medo que eu me possa voltar a candidatar e ganhar.»

«Estes senhores tiraram-me a possibilidade de trabalhar.»

«Eu tenho vivido daquilo que eram as minhas poupanças e chegou a um ponto [em] que acabou.»

«Eu tenho três filhas para sustentar.»

«As pessoas não me dão emprego.»

«Se nós fôssemos para eleições eu ganhava.»

«Há um vídeo com o Varandas a rir-se no balneário [em Alcochete] após o ataque. Se houvesse uma imagem minha a rir-me, estava já preso em Guantánamo.»

«Toda a gente sabe o que diziam: que eu era uma força da natureza, uma inteligência e uma perspicácia acima da média.»

«[Sou] um ser humano que na altura em que precisou da equipa e dos adeptos do Sporting todos viraram as costas.»

«Só José Sócrates foi atacado assim. Com uma diferença: José Sócrates foi atacado massivamente, mas depois do pder. E não chegou aos calcanhares daquilo que eu sofri.»

 

Uma entrevista em que o sucessor de Godinho Lopes, fiel ao seu estilo, dispara em todas as direcções - ferindo, nomeadamente, a honorabilidade de figuras da magistratura portuguesa. E sacode a água do capote em matéria de responsabilidades: não sabia, ninguém o informava. Foi assim em Alcochete, foi assim no conflito entre jogadores e adeptos no Funchal. As culpas - como de costume - eram sempre de quem escolheu para trabalhar com ele. De Jaime Marta Soares a André Geraldes, de Frederico Varandas a Jorge Jesus.

A cabala, a cabala. O mundo inteiro conspirando contra o menino birrento.

 

No capítulo das confissões, destaco uma: Bruno de Carvalho - acusado de 98 crimes no processo relativo ao assalto a Alcochete - confessa que vive sem trabalhar. Há mais de um ano que não desenvolve qualquer actividade remunerada. 

Parabéns ao vencedor

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Como vários de nós, exprimi aqui críticas a Marcel Keizer, que tomou conta da equipa profissional do Sporting quando seguíamos a dois pontos do Benfica no campeonato nacional após termos ido empatar à Luz sob o comando de José Peseiro. Não sendo adepto das chamadas "chicotadas psicológicas", pareceu-me mal que Frederico Varandas tivesse despachado Peseiro a 31 de Outubro - sobretudo no contexto em que ocorreu, após uma derrota para a Taça da Liga em que o técnico apostara deliberadamente num onze de segundas linhas e vira esvoaçar dezenas de lenços brancos nas bancadas.

Depois, naquela semana negra do início de Fevereiro, fiquei francamente decepcionado com o holandês ao perdermos duas vezes com o Benfica em dois jogos consecutivos - primeiro 2-4 em casa, para o campeonato, depois 1-2 na Luz, na primeira mão da meia-final da Taça.

 

Virou-se a página. Em tempo de balanços, neste defeso, é o momento de dar os parabéns formais ao sucessor de Peseiro - e, cumulativamente, ao presidente que o contratou. Em seis meses, com ele ao leme da nossa equipa principal de futebol, o Sporting venceu dois dos três troféus em competição - a Taça de Portugal (que não vencíamos desde 2015) e a Taça da Liga. Graças a ele também, qualificámo-nos para a Supertaça, pela primeira vez em quatro anos.

Nesses seis meses, portanto, Varandas conseguiu tantos títulos em provas de continuidade no futebol português como Bruno de Carvalho em mais de cinco anos como presidente. E Keizer superou o milionário antecessor: nas três épocas em que prestou serviço em Alvalade, Jorge Jesus apenas foi capaz de conseguir uma Taça da Liga - batendo o V. Setúbal, numa final sem vitória em campo, só conseguida na marcação de penáltis.

 

Keizer está longe de ser um prodígio na comunicação. Mas não foi para isso que Varandas o contratou. A verdade é que o holandês, num momento difícil da vida do Sporting, soube granjear o respeito dos jogadores e dos adeptos. Deve ser felicitado também por isso.

 

 

ADENDA: O Benfica sagrou-se campeão nacional de futebol. Manda o mais elementar desportivismo que saibamos dar os parabéns ao clube vencedor. Como sempre fiz aqui.

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