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És a nossa Fé!

Hoje giro eu - Ovos moles

Uma tristeza sem fim o clima que se vive em Alvalade. O presidente da Direcção veio uma vez mais publicamente vitimizar-se como se não fosse uma obrigação estatutária (aliás, no passado várias vezes repetida pelo próprio), reunidos os requeridos votos dos associados, a marcação de uma Assembleia Geral para destituição dos Orgãos Sociais. Por sua vez, o presidente da AG, à saída, deu à marcação da reunião magna dos sportinguistas a solenidade de uma rixa de bar, proferindo parcas declarações e no meio da rua, envolto por uma turba que gritava "Bruno!". Uma diferença gritante face à postura do Prof. Daniel Sampaio e restantes membros da mesa quando, perante a decisão da Direcção de Godinho Lopes de impugnar a marcação de uma AG de destituição, prestou esclarecimentos e enfrentou com grande dignidade e elevação a ira dos adeptos reunidos no auditório do Estádio de Alvalade, sujeitando-se inclusivé ao arremesso de ovos. Nem de propósito, a forma como este assunto está a ser tratado pela generalidade dos actuais Orgãos Sociais, demissionários e em funções - onde abunda a falta de decoro institucional ou a demagogia -, demonstra que com estes ovos dificilmente se faria uma boa omelete.   

 

Hoje giro eu - O Sporting é a minha prioridade

Glosando esse título tão em destaque na blogosfera, não creio em delito de opinião. O brilhante jpt - a propósito, quem escreve prosas com esta qualidade, tem de assinar com letras maiúsculas -, na sua imensa erudição e com toda a urbanidade, tricota aqui em baixo um belo texto, dando conta da "camisa de sete varas" onde Bruno de Carvalho, aparentemente, insiste em se meter.

 

Embora não me custe a acreditar que a informação em que ancora a sua opinião tenha um fundo de verdade, o facto é que ela se baseia na leitura dos jornais, pelo que o grau de fidedignidade que lhe queiramos dar tem mais a vêr com um pré-conceito, um preconceito, vá lá, que se vai fazendo atendendo ao que tem sido o comportamento-padrão do actual presidente.

 

Insisto, no entanto, num ponto: eu que votei Bruno, não sou brunista. Eu sou é do Sporting. Não sei se Bruno insiste numa deriva, num desvario ou caminho persecutório sobre quem se lhe opõe, o que tenho como certo é que temos jogo no Sábado. E temos de vencê-lo! Por isso, e que me desculpe quem possa ter outra (legítima) opinião, entendo que o nosso foco deve estar aí. Todas as outras situações terão local próprio para serem dirimidas, idealmente no final da época e por quem entender (com igualmente toda a legitimidade) suscitá-las. 

 

Bastas vezes, em função da paixão que nutro pelo nosso leão rampante, aqui tenho expressado que não quero mostrar ao mundo que tenho razão. Obviamente, tenho uma opinião formada sobre o "status-quo" instalado em Alvalade e sinto-me desiludido com a forma desbragada como se tem processado a nossa comunicação e a gestão dos recursos humanos. Mas, querendo sempre que o Sporting ganhe, não quero que isso seja contra Bruno, muito menos aceito uma derrota só porque existe Bruno. Uma vitória do Sporting, é uma vitória de todos os sportinguistas. Ponto! 

 

Joga-se muito de uma época no Sábado. A vitória na Taça da Liga e um hipotético triunfo na final do Jamor serão interessantes panaceias, mas é difícil não pensar que o mal estará instalado caso não consigamos assegurar um lugar na terceira pré-eliminatória da Champions. Desde logo, pelo "upgrade" dos valores que, já na próxima temporada, premiarão a presença em tão prestigiosa competição, os quais ditarão o enfraquecimento do ausente face aos outros dois competidores. Enfraquecimento económico que, para ser resolvido, resultará na venda de jogadores e, concomitantemente, em perda de competitividade. É, por isso, de primordial importância, presidente, treinador, jogadores, sócios, adeptos e simpatizantes estarem com o clube. Com o clube, leram bem. E, neste momento, isso para mim representa não dar trunfos aos nossos adversários. Por isso, os jogadores terão muito mais força em campo se interiorizarem que vão jogar pelo Sporting, por um lugar de destaque na sua história e pela sua massa associativa. Isso é que serão os valores correctos. A minha experiência de vida diz-me que a estratégia de unidos contra alguém (que neste caso seria Bruno) tem apenas efeitos a curto-prazo (por exemplo, em ano de divulgação dos emails isso pareceu não ser causa suficiente para unir decisivamente o plantel no sentido da vitória). O ser humano precisa de desafios, mas ganha maior adesão com os seus valores um comprometimento a favor de uma causa ou, neste caso, de uma bandeira, de um símbolo, algo que congregue. É o nosso Sporting, a nossa razão, a nossa emoção, essa causa. Assim, termino, desejando que o mar de Portimão possa assistir à formação de uma gigantesca onda verde que mais tarde possa rebentar, serenamente, no areal de uma Champions League perto de nós. Isso sim, seria a "minha praia". Abraço a todos e vivó SPORTING!  

 

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Daqui para a frente

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Muito provavelmente os "relatos" da magna reunião da direcção do Sporting com o técnico Jesus, que foram publicados nos diários lisboetas, corresponderão, mesmo que apenas grosso modo, ao acontecido.

O patético incidente facebuquiano pós-Madrid causou um "castigo" dos adeptos ao presidente, a vaia no José Alvalade, culminada com a sua saída em braços, porventura por maleita psicossomática , digo eu, completo leigo em coisas médicas. Mas foi um "castigo" piedoso, como se um "correctivo". Quis a nação Sporting dizer ao seu "primeiro entre iguais" que se portasse bem, que arrepiasse caminho, que em assim sendo o continuaria a apoiar. E, nessa expectativa pedagógica, deu-se-lhe o benefício da dúvida até, para mais, atribuindo-se-lhe o deslize a indisposição, àquele logo celebrizado burnout, uma entidade mítica qual aquele downburst que alguns vieram agitar aquando da, essa sim, verdadeira desgraça do Verão passado.

Vã esperança. A rábula das mensagens aos jogadores de futebol, num tom de efectiva e mera auto-justificação, mostra um homem enredado em si próprio, incapaz de se engrandecer na compreensão dos outros e do meio circundante.

E agora esta reunião, com uma direcção expelindo uma sanha persecutória, um real  revanchismo contra todos os que não se lhe associam em tudo. O importante já não é quem é útil ao clube, é apenas a dimensão da incondicionalidade do brunismo alheio. "O clube sou eu", é o que se retira disto, da raiva contra alguns jogadores com estatuto especial, com o médico, na desconfiança para com o treinador. É uma tal deriva errática que até já espero que o roupeiro Paulinho venha a sofrer, por ser tão querido aos adeptos e profissionais, assim assombrando a fonte que se imagina e deseja única.

Bruno nada aprendeu. E não mudará nem um pouco. Daqui para a frente será uma debandada. Uns expulsos, outros "conduzidos". Outros por decisão própria. E ele continuará a clamar-se o único relevante.

Sabe-se como terminará.E até mesmo quando. A 15 de Março da próxima época ele discursará um "até vocês?". E outro presidente será eleito. 

Que não seja um "notável", é o meu desejo. Que não seja um político, é um fervor. E que venha a tempo de ajudar a época 2019/2020.

 

Hoje giro eu - O Sporting, sempre!

Há muito tempo que digo que no futebol, depois da bola, o melhor são os jogadores. Enquanto ninguém se desloca a um estádio para ver um presidente ou um treinador, já um passe mágico, um drible enganador ou um bom golo são a ilusão que justifica a militância nas bancadas. Se os jogadores necessitam dos adeptos e da sua paixão pelo jogo para poderem ter bons contratos, também os adeptos precisam dos jogadores para poderem ter algum sortilégio nas suas vidas e assim libertarem as suas muitas vezes, pessoal e profissionalmente, reprimidas emoções.

 

Esta introdução pretende demonstrar a admiração e o respeito que nutro pelos profissionais da bola e as tardes e noites de glória (manhãs é que não, que ainda tenho presente na memória aquele jogo contra o Belenenses) que me têm feito viver. Cresci a tentar imitar as fintas saídas do pé esquerdo de Bruno Conti, a visão de jogo de Platini ou o toque de Midas de Diego Armando Maradona (hoje, já menos activo nas "peladinhas", é Bruno Fernandes quem me encanta) e com eles aprendi uma das minhas primeiras lições: é que prezando muito o valor do trabalho, ainda assim há coisas que só com trabalho não se conseguem obter, é preciso talento e inspiração. 

 

Posto isto, regresso à minha ideia inicial expressa em Posts anteriores: o presidente não deveria ter publicado no Facebook críticas à equipa e os jogadores não deveriam ter reagido de igual forma. Ambos estiveram mal. Agora, é difícil de compreender ou aceitar que o adepto, de tão envolvido com o jogo, ignore um princípio básico de gestão e dê loas ao grito de Ipiranga dos jogadores. Bem sei que falamos de futebol, um fenómeno geralmente acompanhado de paixões exacerbadas, mas em que empresa é que esse comportamento seria tolerado? O que se vem passando por estes dias em Alvalade abre um perigosíssimo precedente, só não o vê quem está sedento de ver Bruno de Carvalho pelas costas e acha que vale a pena tudo, pois nenhuma organização resiste à inversão da hierarquia de comando.

 

É certo que o presidente procedeu mal em primeiro lugar (um péssimo acto de gestão de recursos humanos) e que, de seguida, entrou num descontrolo emocional de múltiplas publicações no Facebook - a primeira irreflectida e mortal, decretando a suspensão dos jogadores - e conferência de imprensa que, na minha opinião, não aconselham a sua continuidade, no sentido em que se tornou mais um problema do que uma solução para o clube. Mas o facto de ter sido o causador da rebelião que se seguiu não justifica que, qual circo romano, Alvalade tenha vaiado de polegar para baixo o seu presidente enquanto glorificava os seus "gladiadores", ao mesmo tempo que nos estúdios da SportTV, Carlos Manuel e Sousa gozavam com as suas "dores nas costas".

 

Nas últimas horas quem me conhece sabe que é genuino o meu sofrimento. Sofro por ver um clube dividido, com um presidente autista na avaliação da situação e uma vasta maioria de antigos apoiantes a serem instrumentalizados pela oposição do costume e pela imprensa e a não saberem criar condições para que o presidente saia com a dignidade devida. É verdade que Bruno de Carvalho já poderia e deveria ter saído pelo seu pé, mas é publico e notório o seu cansaço, o seu desgaste (aparentemente estará também doente) e, neste momento, o seu pouco discernimento e instabilidade emocional.

 

Bruno de Carvalho não voltará a ter o meu voto. Já houve presidentes que saíram devido aos maus resultados desportivos e/ou financeiros, o actual presidente desaparecerá da liderança do clube de Alvalade por questões essencialmente comunicacionais. Não parece real, mas é, e só isso já dá a entender o conjunto de diatribes que protagonizou e que terminou de uma forma absolutamente insólita com o presidente em rota de colisão com os principais activos da SAD/clube. Na minha opinião, nos próximos tempos seria importante que o presidente se afastasse e que abrisse espaço para que a sua Direcção restabeleça a natural hierarquia de comando, apoiando treinador e jogadores nas importantes batalhas que se avizinham, até que se encontre uma solução definitiva.

 

Tenho muita pena que tenhamos chegado aqui, mas permitam-me que não me junte ao coro de virgens ofendidas que anda por aí. A começar no do costume e a continuar na figura do presidente da AG do clube, que tão mal tratou, na Assembleia Estatutária, os sócios que pediram para falar contra Bruno de Carvalho, ameaçando cortar-lhes o microfone. O Sporting jamais encontrará um paradigma de sucesso enquanto as vaidades, as ambições pessoais e a pequena política se sobrepuserem ao interesse do clube. Para mim, o clube estará sempre em primeiro lugar. Por isso, embora não queira que Bruno de Carvalho continue e compreenda a indignação quase generalizada, não vaio, não apupo, não injurio. Apenas fico triste, muito triste.

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{ Blog fundado em 2012. }

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