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És a nossa Fé!

Vitória três vezes desperdiçada na Pedreira

Braga, 3 - Sporting, 3

 

O carteiro toca sempre duas vezes. O comboio, no filme, apitou três vezes.

Nós, ontem, desperdiçámos três ocasiões para trazer uma vitória de Braga. A linha avançada, no geral, cumpriu a missão - com a excepção que não tardarei a referir. Já a defesa, tanto no plano colectivo como individual (e neste aspecto apenas absolvo Coates) esteve muito abaixo daquilo a que nos habituou.

Esta foi apenas a terceira vez em que Rúben Amorim sofreu três golos, pelo Sporting, numa partida do campeonato. É motivo para soarem sinais de alarme em Alvalade: o plantel ainda necessita de reforços. Desde logo no plano defensivo: ontem voltámos a actuar com dois jogadores fora das posições de origem e houve um terceiro (Esgaio) que esteve quase a fazer o mesmo, quando se suspeitava que o estreante St. Juste teria de abandonar o campo por lesão.

A ausência de Palhinha faz-se sentir: estamos também sem um número 6 de origem. Tanto Morita como o próprio Ugarte têm propensão mais ofensiva e menos posicional do que o nosso ex-médio agora lançado na Liga inglesa. A ausência desse ferrolho incentiva as movimentações ofensivas adversárias e torna mais complicado o trabalho à retaguarda.

E é cada vez mais urgente a vinda de um n.º 9. Já sem Tiago Tomás, já sem Jovane, já sem Tabata (que estaria a ser trabalhado para avançado-centro), com Slimani remetido à equipa B e Rodrigo Ribeiro ainda demasiado inexperiente para ser presença habitual na nossa frente de ataque, não é possível termos aspirações ao título contando apenas com Paulinho como pivô ofensivo.

Sobretudo o Paulinho deste jogo em Braga, que foi inexistente.

 

Tudo isto para salientar pontos negativos. Nem poderia ser de outra forma, tendo começado esta Liga 2022/2023 já em desvantagem face a FC Porto e Benfica, que golearam nas respectivas partidas, muito mais fáceis por serem em casa e perante adversários de nível muito inferior.

A comparação é também pouco lisonjeira face à Liga 2021/2022: nessa altura vencemos na Pedreira por 2-1. 

Quanto aos reforços, Morita merece o maior destaque pelo seu desempenho: surgiu como titular, fazendo parceria com Matheus Nunes, e promete ser uma das figuras deste campeonato. Francisco Trincão - também ontem titular - está ainda longe de mostrar o seu valor. St. Juste, que só entrou aos 60', teve apontamentos de qualidade. Oxalá esteja no plano físico tão bem como parece estar no plano técnico.

Também Rochinha merece elogio. Jogou poucos minutos mas foi quanto bastou para construir todo o lance do terceiro golo, oferecido a Edwards. A melhor jogada individual do desafio.

 

Outros pontos positivos? Matheus Nunes voltou às boas exibições: foi ele a criar o nosso primeiro golo, aos 9', isolando Porro que serviu Pedro Gonçalves; foi ele também a fazer a assistência para o segundo, de Nuno Santos, com um passe cruzado de longa distância e alta precisão. 

Também positivo é haver vários jogadores com vocação para a meter lá dentro. Ontem foram três, contribuindo para o excelente espectáculo futebolístico em Braga proporcionado por duas equipas com vocação ofensiva, sem momentos mortos nem antijogo. Parecia quase um desafio da Liga inglesa. Teria sido perfeito, para nós, se soubéssemos gerir a vantagem que mantínhamos até ao fatídico minuto 88. 

Usando outra metáfora: o pássaro esteve três vezes na mão. Mas em todas permitimos que voasse lá na Pedreira. 

E nunca há segunda oportunidade para causar uma boa primeira impressão.

 

Breve análise dos jogadores:

Adán - Voltou refeito do problema físico que chegou a assustar. Fundamental para evitar golo a Vitinha (90'+3) que seria um pesadelo para nós.

Gonçalo Inácio - Desconcentrado, somando erros de posicionamento e falhas de intercepção da bola. Não melhorou quando passou da direita à esquerda.

Coates - O melhor do nosso reduto defensivo. Fez até de improvisado guarda-redes, com Adán fora da baliza, num lance que seria anulado.

Matheus Reis - Intranquilo como central à esquerda, incapaz de fazer a diferença na saída de bola. Tem responsabilidades nos dois primeiros golos.

Porro - Dinâmico na ala direita, começa a época a assistir para golos com um centro milimétrico que Pedro Gonçalves converteu. Aos 65', atirou ao poste.

Morita - Precisão no passe, olhar sempre atento ao posicionamento dos colegas, capacidade de movimentar a bola. Estreia promissora de verde e branco.

Matheus Nunes - Após uma pálida pré-temporada, foi o melhor em campo. Com participação em dois golos, assumindo-se como patrão do meio-campo.

Nuno Santos - Fez um golo, o segundo, de levantar o estádio num disparo acrobático aos 18'. Grande cruzamento aos 29', infelizmente sem sequência.

Trincão - Outro estreante oficial com a verde e branca. Tentou ser útil, sem conseguir. Incapaz de criar desequilíbrios ou de jogar com eficácia.

Pedro Gonçalves - Após sete golos na pré-temporada, voltou a fazer o gosto ao pé, logo aos 8'. Precisamos dele como há dois anos, quando fomos campeões.

Paulinho - Incapaz de criar diagonais para desposicionar a defesa, só rematou uma vez - e muito por cima. Inoperante, inofensivo. Destaque pela negativa.

Edwards - Substituiu Paulinho aos 60'. Não brilhou, mas marcou um golo. O nosso terceiro, aos 83'. Cumpriu, portanto. 

Ugarte - Rendeu Morita aos 60'. Substituição algo estranha, pois o japonês estava a ser um dos melhores. Desta vez o uruguaio não se destacou.

St. Juste - Terceira estreia oficial, como central à direita. Venceu lances aéreos e mostrou bom toque de bola. Inicia o nosso terceiro golo.

Rochinha - Outro estreante, em campo desde os 84', substituindo Trincão. Mais útil, mais eficaz, mais combativo. Assiste no terceiro golo, inventado por ele.

Esgaio - Entrou para o lugar de Porro, aos 84'. Perdeu um duelo junto à linha ao ser ultrapassado por Álvaro Djaló. Custou-nos dois pontos.

O dia seguinte

O Sporting desperdiçou ingloriamente em Braga a oportunidade que teve de conquistar os 3 pontos, três vezes esteve em vantagem no marcador, três vezes consentiu o empate, a segunda mesmo a terminar a 1.ª parte, a terceira a poucos minutos do fim do jogo.

Foi o tal jogo "electrizante" de grande espectáculo, mas também de sofrimento para os adeptos dos dois lados, com um Sp. Braga sempre perigoso num futebol intenso e directo, uma arbitragem de nível elevado, VAR incluído, alias extraordinário para o nível dos apitadores "de lentes azuis" de Porto e Braga, os Soares Dias e os Pinheiros.

Mais do que por questões tácticas, porque o jogo depressa se partiu e os ataques alternavam, ele foi muito marcado pelos desempenhos individuais, e no Sporting demasiada gente esteve muito aquém do que pode e deve render, a começar num desinspirado Paulinho e a acabar num St. Juste ainda ao "pé coxinho". 

Por outro lado, se a defesa que entrou em campo esteve mal, Porro-Inácio-Coates-Matheus Reis-Nuno Santos, com dois golos a acontecerem nas costas de Matheus Reis, aquela que acabou, Esgaio-St.Juste-Coates-Inácio-Matheus Reis esteve ainda pior, o último golo é mesmo daqueles que não se pode sofrer. Lances de ataque daqueles teve o Sporting três ou quatro e em todos a defesa do adversário soube parar o centro.

Valeu Adán, safou dois golos, o primeiro pondo fora de jogo o atacante contrário e o segundo impedindo o chapéu do atacante do Braga ao cair do pano, mesmo incorrendo em duas asneiras no passe, uma à queima para Inácio, que perdeu a bola para o adversário, outra para um Porro que passeava pela lateral pelo lado de fora dado ter sido substituído...

O meio-campo (Morita, Matheus Nunes, Ugarte) esteve bem, soube destruir e construir, mas nota-se a falta de Palhinha nas duas áreas de rigor.

Os interiores (Pedro Gonçalves, Trincão, Rochinha, Edwards) fizeram as despesas do ataque e com Nuno Santos marcaram os três golos.

O ponta de lança... não existiu. Eu, que sempre defendi e continuarei a defender Paulinho face a críticas que julgo injustas e desprovidas de sentido face ao modelo de jogo de Amorim, HOJE não consigo. Esteve muito mal e a prova disso é que o Musrati foi o melhor em campo do lado do Braga. 

Por outro lado, o ponta de lança, quer seja Paulinho, quer seja Edwards, ou seja quem for, é estruturante para a tomada de decisão no processo ofensivo, quem tem a oportunidade de passar ou centrar tem de saber para quem e para onde. Trocar um por outro, jogadores de características completamente distintas durante o jogo, não acho que seja a melhor opção, de calhar atrapalha mais a própria equipa do que a do adversário. Muitas vezes se assitiu aos alas e médios sem saber bem o que fazer frente à área.

Por isso muito bem esteve Rochinha. Entrou com poucos minutos para jogar, soube tomar a melhor decisão naquele contexto de entrada na área com a bola dominada, e do quase nada surgiu o golo.

Melhor em campo? Matheus Nunes pelas duas assistências para golo no primeiro tempo, embora pouco relevante no processo defensivo.

Enfim, pior mesmo que o resultado foi mesmo a sensação de descontrolo e de incapacidade de respeitar a matriz que fez do Sporting campeão, uma grande segurança defensiva, a quase certeza de terminar com os 3 pontos quando nos apanhamos a ganhar a poucos minutos do fim.

Disse Amorim: "Temos de ser uma equipa mais adulta." Bom, então a solução mais óbvia é reforçar a equipa com... adultos. Tudo o resto é colocar em cima dos seus ombros uma responsabilidade que não lhe compete. Os miúdos precisam de tempo e de oportunidades nos momentos certos para crescer e têm um papel essencial num plantel equilibrado do ponto de vista etário, e já agora também em termos de kgs e cms.

Disse o treinador do Sp. Braga qualquer coisa que tinha a ver com o resultado do jogo com um rival. Mas qual rival? O Sp. Braga jogou com o V. Guimarães ou com o Rio Ave? Vai dizer a mesma coisa quando jogar com o Benfica e Porto? Já agora, e se não fosse pedir muito, podia fazer por ganhar os jogos respectivos da mesma forma que fez para ganhar a uma equipa doutro nível que um clube regional como o Sp.Braga claramente não tem. Já agora o Porto e o Benfica vão pagar o IVA pelas contratações com prazos a perder de vista lá no clube regional ou ficam isentos?

Concluindo, se realmente foram 2 pontos ingloriamente perdidos, contra o mesmo Braga na época passada perdemos 3. Isto não é como começa, é como acaba: confiança total em Amorim para fazer e ajudar a fazer as correcções adequadas.

 

PS: Desde há muito acompanho o Ricardo Esgaio, como extremo direito foi o melhor marcador da melhor equipa B de sempre, depois andou a penar com Jorge Jesus e em Braga chegou a um patamar muito razoável. Se é verdade que neste regresso ao Sporting ainda não tivemos o melhor Esgaio, que assiste e marca, também é certo que veio da Nazaré muito novo para Alcochete e sempre deu o máximo pela camisola verde e branca. Ontem não entrou bem no jogo, mas merece o apoio de todos os Sportinguistas e o completo repúdio para com a escumalha que o foi insultar para as redes sociais. Onde vai um vão todos, e a pior coisa que podemos fazer é andar em campanhas de tiro ao alvo a este ou aquele jogador que veste a nossa camisola.

SL

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

De ver o Sporting por três vezes em vantagem neste nosso jogo de estreia da Liga. Em Braga, contra a equipa minhota, adiantámo-nos sempre no marcador. E bem cedo, logo aos 9', por Pedro Gonçalves. Depois, por Nuno Santos, aos 18'. Finalmente, por Edwards, aos 83'. O problema é que sofremos outros tantos golos - aos 14', aos 45'+1 e aos 90'+3. Que fixaram o 3-3 como resultado na Pedreira.

 

De Matheus Nunes. O melhor em campo, sobretudo pelo que fez na primeira parte. É ele a desenhar o grande primeiro golo, que teve início nos seus pés (e na sua cabeça), é ele a assistir para o segundo, que Nuno Santos marcou de forma espectacular. Foi também ele a criar vários desequilíbrios no meio-campo interior, parecendo já combinar bem com Morita. Menos influente no segundo tempo, mas ainda assim a merecer destaque.

 

De Morita. O japonês que veio do Santa Clara é reforço, sem aspas. Estreante em jogos oficiais pelo Sporting, formou linha no meio-campo com Matheus, cabendo-lhe mais acções de apoio à defesa, que cumpriu sem mácula. Boa visão de jogo, precisão no passe, segurança na manobra ofensiva, algumas recuperações de bola.

 

De Pedro Gonçalves. Não fez uma partida brilhante, mas estava lá, no momento certo, e não falhou. À ponta-de-lança, convertendo o nosso primeiro golo, em posição frontal após centro milimétrico de Porro. Com este, já soma 37 em desafios do campeonato vestido de verde e branco. Apetece perguntar se não pode ser ele o avançado-centro que nos falta.

 

De St. Juste. O defesa holandês estreou-se enfim aos 60', saltando do banco. Depois de falhar, por lesão, quase toda a pré-temporada. Percebe-se que tem bom jogo aéreo e é competente a sair com a bola controlada. Foi ele a iniciar, num passe longo, o lance do nosso terceiro golo. Ainda assustou, ao cair mal numa dividida, mas manteve-se em campo. Percebe-se que será ele o titular da posição como central à direita.

 

De Rochinha. Entrou aos 76', ainda a tempo de protagonizar a melhor jogada individual do desafio. Pegou na bola, galgou terreno driblando toda a defesa braguista e assistiu para Edwards encostar: era o 2-3. Resultado que devíamos ter trazido do Minho. Infelizmente ainda sofremos um golo à beira do fim.

 

Dos regressos de Adán e Ugarte. Ambos vindos de lesões, mostraram estar recuperados. Melhor o guarda-redes espanhol, sem culpa nos três sofridos e roubando aos 65' um golo a Rodrigo Gomes e outro a Vitinha mesmo ao cair do pano, do que o médio uruguaio, que Rúben Amorim fez entrar só aos 60' e teve uma exibição algo apagada, longe daquilo a que nos habituou noutros encontros.

 

Da primeira parte. Terminou 2-2, mas fomos superiores nesses 45 minutos iniciais, apesar dos erros defensivos cometidos. Por cansaço físico de vários jogadores e alguma instabilidade táctica (apenas dois, Coates e Matheus Nunes, terminaram nas posições em que começaram o jogo), consentimos alguma superioridade ao Braga no segundo tempo. E perdemos dois pontos por via disso.

 

Do espectáculo. Este Braga-Sporting, com emoção do princípio ao fim, perante mais de 17 mil espectadores ao vivo, foi um excelente veículo de promoção do futebol. De longe o melhor desafio desta primeira ronda da Liga 2022/2023. Com tudo quanto exigimos a uma competição da modalidade, ao nível dos grandes encontros dos melhores campeonatos europeus.

 

 

Não gostei

 

Dos três golos sofridos. Em comparação com os dois anteriores campeonatos, parecemos ter perdido o nosso maior trunfo: o equilíbrio defensivo. É verdade que começámos o jogo com dois defesas adaptados (Gonçalo, que é canhoto, actuou como central à direita e Matheus Reis, lateral de origem, foi central à esquerda), mas isso não explica que tenhamos desperdiçado três momentos de vantagem no marcador e sofrido dois golos na sequência de bolas paradas. Algo capaz de comprometer as aspirações de uma equipa que luta pelo título.

 

De Paulinho. Uma nulidade. Parado, sem iniciativa, sem dinâmica, incapaz de abrir linhas de passe ou incomodar os defesas adversários. No único remate que tentou, aos 22', rematou muito por cima. Aos 32', perdendo um lance limpo com Sequeira, atirou-se para o chão em zona frontal à baliza, simulando falta - mau hábito que tarda a perder. Saiu só aos 60', mas devia ter ido ao duche logo ao intervalo.

 

De Gonçalo Inácio. De vez em quando tem prestações desastradas. Foi o caso desta, tal como sucedera no Sporting-Braga da Liga anterior. Displicente na reposição de uma bola, aos 33', deixou um adversário roubar-lha em zona proibida, gerando um golo do Braga que acabou anulado por posição irregular em momento posterior. Aos 54' deixou Ricardo Horta movimentar-se à vontade na grande área, gerando outra situação iminente de golo. Já no lado esquerdo, após a entrada de St. Juste, perde novamente a bola, aos 66'. Quase nada lhe saiu bem.

 

De Matheus Reis. Fez duas posições: primeiro como central à esquerda, depois junto à linha, onde se sente mais à vontade. Permitiu a Banza movimentar-se à vontade no golo inicial do Braga e falha marcação no segundo. Há dias assim: desta vez tocou-lhe a ele.

 

De Trincão. Promete muito, mas ainda mostra pouco. Nesta sua partida inicial pelo Sporting, para competições oficiais, foi somando fintas inconsequentes e passes falhados nas acções ofensivas. Foi dos raros jogadores que melhoraram a exibição já perto do fim, quando actuava como extremo-direito. Mas insuficiente para merecer nota positiva.

 

De Esgaio. Entrou aos 84', rendendo Trincão. Quatro minutos depois, junto à linha direita da nossa zona defensiva, perdeu um duelo individual com Álvaro Djaló, recém-promovido da equipa B braguista. Desse lance em que foi incapaz de travar o extremo adversário nasceu o golo que selou o resultado e nos custou dois pontos. 

 

Das saídas de Morita e Porro. Um aos 60', outro aos 76'. Não percebi. Estavam a ser dois dos melhores em campo. E não davam sinais de exaustão ou debilidade física.

 

De perder dois pontos logo a abrir. Em comparação com os nossos rivais, que golearam nos respectivos jogos, ambos em casa, já levamos dois de atraso. E também na comparação com a nossa prestação no campeonato anterior, quando vencemos o Braga por 2-1.

É dia de jogo

Parece que ainda foi ontem que Rúben Amorim chegou ao Sporting, numa aposta de altíssimo risco do presidente Frederico Varandas, com direito a uma manifestação à porta do estádio a "saudar" a sua vinda e a um dos ambientes mais crispados de que me lembro nas bancadas de Alvalade. 

E no entanto entrámos já na 4.ª época de Rúben Amorim como treinador do nosso clube, depois dum errático Silas e dum menosprezado Keizer, a segunda depois ter sido campeão nacional, coisa de que nem Boloni, nem Augusto Inácio, nem Malcolm Allison, nem Fernando Mendes, nem Mário Lino se puderam orgulhar. O Sporting realmente tem sido um clube marcado pela ingratidão e que tem demonstrado uma enorme dificuldade de conviver com o próprio sucesso.

Com um título de campeão nacional, duas taças da Liga, uma Supertaça e uma passagem aos oitavos de final da Champions, mesmo no contexto duma competição interna reconhecidamente viciada pelo poder mafioso do rival do norte, Rúben Amorim já ganhou mais do que qualquer outro treinador desde que comecei a frequentar as bancadas de Alvalade, e só mesmo algum ignorante ou ressabiado poderá dizer que ele não reúne condições para ganhar bastante mais.

E ganhou tudo isso com um modelo de jogo assente no 3-4-3 que implantou desde o dia em que chegou e do qual não abdica, e com um plantel assente em princípios bem definidos, além da qualidade individual dos jogadores que o integram: a liderança de balneário, a força da juventude, a ligação à formação, o compromisso e a atitude em campo e fora dele.

É isso que iremos ver hoje em Braga, num estádio onde ganhámos nas últimas duas épocas, ou seja, desde que Rúben Amorim deixou de ser treinador do Sporting local (se calhar ficaria melhor Benfica de Braga, combinava até com o equipamento, e o "trolha" já tinha justificação para as derrotas sucessivas com a sede).

O resto será o resto, confio que vamos ser competentes em Braga (o que pouco tem a ver com o que os outros fazem ou deixam de fazer) e que saímos de lá, com maior ou menor sofrimento, com os 3 pontos.

Como diz Amorim, "acima de tudo, foi pensar apenas no Braga. Vamos logo preparando o primeiro jogo na pré-época, é o jogo logo a seguir. É um início de campeonato difícil, mas também sabemos que pode ser um início bom. Temos capacidade para vencer qualquer equipa em Portugal e, portanto, se nos focarmos naquilo que temos de fazer em cada jogo e não pensarmos no que temos de fazer no segundo ou no terceiro jogo, penso que vamos dar boa resposta. Olhando para o calendário, aquilo que pensei é que pode ser um início de um excelente campeonato."

Vou ter pena de lá não ir, mas estarei de olhos colados na TV a fazer força pela vitória do Sporting e a passar ao lado das hienas que sempre marcam presença quando sentem algum sinal de fraqueza no leão.

SL

Prognósticos antes do jogo

O campeonato nacional de futebol vai recomeçar. Para nós, já este domingo. A partir das 18 horas, em Braga, frente à equipa local. Com arbitragem de Fábio Veríssimo.

Quais são os vossos prognósticos para este nosso jogo inaugural da Liga 2022/2023?

Recordo que na época anterior houve três vencedores destas 34 rondas de vaticínios: Madalena Dine, Leão 79 e Luís Lisboa

A lista completa, jornada a jornada, pode ser conferida aqui.

O cambalacho

Estive para não abordar este assunto, até porque detesto teorias da conspiração, mas o tema é incontornável - e há, portanto, que o trazer a debate.

O próximo campeonato vai começar já manchado devido ao negócio estabelecido entre o Braga e o FC Porto a propósito da transferência de David Carmo do Minho para as Antas. Segundo foi tornado público, uma das cláusulas deste acordo obriga o FCP a pagar ao Braga 500 mil euros adicionais por época (perfazendo um total de 2,5 milhões em cinco temporadas, período de vigência do contrato) se vier a sagrar-se campeão.

Isto significa que os braguistas terão a lucrar por ver a agremiação azul e branca subir ao primeiro lugar do pódio. Teremos então a equipa que ficou em quarto na Liga 2021/2022 a torcer pela que ficou em primeiro. Distorcendo a verdade desportiva.

Haverá quem considere normal este cambalacho entre António Salvador e Pinto da Costa. Eu não. Estranho até o silêncio de tantas almas que por aí se indignam, em tribunas várias, a propósito de temas muito mais irrelevantes e sobre isto estão caladinhas, fazendo de conta que nada se passou.

O dia seguinte

Este ano de 2022 não está a começar nada bem para a equipa do Sporting. Foram duas derrotas em três jogos para a Liga e as duas tiveram muito em comum: começar por ter o domínio do encontro, vantagem no marcador, surge do nada um golo muito consentido, a equipa intranquiliza-se, perde o controlo do jogo, as substituições nada acrescentam e na ânsia de ganhar oferece-se um golo que dita a derrota.

Portanto e antes do mais há aqui uma "questão de nervos" que é preciso identificar e resolver. A equipa tem de voltar a mostrar-se tranquila e confiante no seu processo de jogo, não cometer erros na defesa e deixar que os avançados a metam lá dentro. Tem sido uma época muito desgastante, covid, lesões e castigos estúpidos do "sistema" sempre a atrapalhar, estamos em período de mercado de inverno que sempre baralham a cabeça dum ou doutro, mas isto não vai lá com estados de ansiedade. Tranquilidade precisa-se. Já dizia o Paulo Bento.

Um empate são dois pontos perdidos, a derrota são três. Mas a derrota tem um peso completamente diferente na moral e confiança de todos. Sendo assim, e com a equipa empatada (e não a perder) a 15 minutos do final, deslocar o patrão da defesa para o centro do ataque, o que já aconteceu várias vezes, é uma coisa que tem de ser revista. Vale mesmo a pena? 

 

A equipa sai a jogar desde trás, atraindo os avançados contrários para encontrar espaço no meio-campo para colocar a bola e daí partir em velocidade para o ataque. Mas, para isso, os dois defesas "centrais laterais" têm de ter uma solução de emergência, despachar a bola ao longo da lateral. E Gonçalo Inácio a jogar de pé contrário junto à bandeirola de canto não a tem. Comete erros que custam muito caro. Ontem Adán milagrosamente resolveu o primeiro, o segundo deu um livre indirecto que podia ter dado logo, o terceiro deu mesmo golo.

E assim chegamos ao que sempre temos dito e repetido aqui no blogue. O plantel é curto, falta um defesa central de pé direito, falta um ponta de lança com bom jogo de cabeça. Falta um "Mathieu de pé direito", falta um "Bas Dost". Claro que Marcus Edwards será bem vindo e faz sentido em termos futuros, mas não é a solução para as lacunas do plantel.

 

Bom, mas voltando ao jogo. Amorim preparou bem o encontro, trocou Sarabia de lado e com um Matheus Nunes descaído para a esquerda, canalizou muito jogo por aí, com variações oportunas para o lado contrário onde surgiam Esgaio e Pedro Gonçalves lançados em velocidade. Foi assim que surgiu o golo e algumas ocasiões em que os centros perigosos mereciam melhor sorte. O Braga apenas viveu de erros e ressaltos na construção. Já agora aquele corte em carrinho de Palhinha em direcção à própria baliza é disparatado, como disparatado foi o tal carrinho contra o Santa Clara que deu o segundo golo. Um Palhinha que não disfarça o mau momento que atravessa, golo do outro jogo à parte.

Na segunda parte, o Braga mudou para melhor, com um ponta de lança muito agressivo na marcação e um Matheus Nunes controlado de perto, conseguiu o golo na sequência dum erro de Coates, deu-se ao luxo de tirar o artista-palhaço para entrar mais um miúdo para correr e pressionar, deixou partir o jogo porque nada tinha a perder, podia ter perdido se Paulinho (3), Pedro Gonçalves (2) e Tabata tivessem aproveitado as oportunidades que tiveram, trouxe do banco mais um miúdo que no minuto final marcou um enorme golo depois de mais um erro do Gonçalo.

As substituições de Amorim foram completamente inconsequentes. Tabata não fez melhor que Matheus Reis na posição, Ugarte anormalmente desastrado, Jovane em modo "zombie". Porque não entrou Daniel Bragança e Matheus Nunes passou a atacante vagabundo confundindo as marcações? Não entendi.

Perder daquela forma custou mesmo. Foi um regresso ao passado mais triste, às derrotas em Alvalade a cair o pano, ao morrer na praia.

 

E agora? Tal como nós perdemos pontos, os outros vão perder também, mesmo com todas as ofertas que vão tendo, pelo que só temos de ir jogo a jogo, vencendo os jogos, voltando a uma sequência de vitórias. Vem aí a final da Taça da Liga, que pode muito bem servir para a equipa se reencontrar com o sucesso. 

Nós acreditamos em vocês!!!

 

#JogoAJogo

SL

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

Desta estreia em 2022 no nosso estádio com uma derrota. Saímos vencidos (1-2) frente ao Braga após uma segunda parte calamitosa e um tempo extra (quase 10') em que andámos de mal a pior. Perante a mais fraca equipa braguista dos últimos anos, classificada antes deste jogo 15 pontos abaixo da nossa, com o treinador Carlos Carvalhal ausente por castigo e desfalcada de vários jogadores (David Carmo, Paulo Oliveira, Iuri Medeiros). Fomos derrotados em campo e levámos um banho táctico, sobretudo após o intervalo, em que o onze leonino surgiu irreconhecível: desligado, desconcentrado e displicente.

 

De mais dois golos consentidos. Onde foi parar a muralha defensiva leonina, ainda há pouco tão elogiada pela sua segurança e consistência? Sete golos sofridos nos últimos quatro desafios do campeonato (dois contra o Portimonenses, três contra o Santa Clara, agora outros dois). Mais do que nas 15 partidas anteriores.

 

De Coates. Segundo jogo consecutivo com o nosso capitão em má forma. Na ronda anterior, perante o Vizela, viu-se forçado a fazer uma falta desnecessária logo aos 3' que lhe valeu o amarelo. Agora ia enterrando a equipa com uma entrega de bola em zona proibida aos 47' que só não deu golo por falha clamorosa do Braga. Nos 20 minutos finais, já em desespero, o treinador mandou-o avançar como ponta-de-lança improvisado, mas desta vez o pronto-socorro estacionou na berma: a eficácia não estava lá. Tapado com cartões, falha a próxima partida do campeonato.

 

De Gonçalo Inácio. A pior partida de Leão ao peito: exibição calamitosa do central que actua há demasiado tempo de pés trocados. Começou mal, oferecendo a bola ao adversário aos 3' e aos 9'. Errou passes, foi incapaz de construir com qualidade. Insistiu nos disparates aos 77' e aos 87', dando brindes ao Braga. Anda a precisar de uma pausa urgente no banco leonino. Mas onde está o suplente se ele próprio já funciona como uma adaptação?

 

Do golo aos 52'. De grande penalidade, muito duvidosa, assinalada pelo VAR João Pinheiro por alegado toque de Matheus Reis no pé de apoio de Galeno e após consulta às imagens pelo árbitro Hugo Miguel. O mesmo que aos 24' tinha "visto" uma alegada deslocação de Pedro Gonçalves no lance do legalíssimo golo leonino, felizmente revertida por intervenção do vídeo-árbitro. O penálti, justo ou injusto, foi convertido repondo o empate para o Braga. Depois tivemos mais de 40 minutos para virar o resultado, mas não fomos competentes para atingir tal fim. E ainda sofremos o segundo, aos 90'+7, marcado por Gorby, um miúdo em estreia absoluta pelos minhotos.

 

De Paulinho. Outro jogo sem marcar: já nem é notícia. Quando precisávamos dele dentro da área, para a meter lá dentro, andava colado à linha, na zona do meio-campo, como se fosse um ala, transmitindo a ideia de algum desnorte posicional. Aos 13', Palhinha ofereceu-lhe o golo: com um remate inútil, ele foi incapaz de fugir à marcação. Matheus Reis ofereceu-lhe outro, aos 60': o melhor que fez foi cabecear para que a bola rasasse o poste. No minuto seguinte Pedro Gonçalves serviu-o de bandeja com um cruzamento a partir da direita: ele ficou em posição de estátua, imóvel, permitindo que o defesa anulasse o lance. Aos 90'+7, novamente com a baliza à sua mercê, atirou para o lado. Volta a ser um avançado sem golo quando o primeiro que tem obrigação de marcar é ele.

 

Das substituições. Enquanto o treinador-adjunto do Braga, seguindo as  instruções do ausente Carvalhal, melhorava a equipa a cada troca de jogadores, no Sporting ia sucedendo ao contrário. Amorim não esgotou as substituições: deixou Daniel Bragança no banco mantendo um esgotado Matheus Nunes em campo, mandou sair Sarabia, trocando-o por Jovane, que não tocava na bola desde meados de Novembro. Tabata substituiu Feddal actuando como lateral com todo o corredor esquerdo a seu cargo mas minutos depois passou a ser ala-direito. Matheus Reis deslocou-se de lateral para central. Coates avançou para ponta-de-lança (estando Tiago Tomás no banco) e Ugarte, que rendeu Palhinha, passou a funcionar como central. Um caos em termos de organização que só conseguiu partir ainda mais o nosso jogo. Terminámos a partida com uma inútil linha avançada composta por cinco elementos, um meio-campo quase inexistente e... a sofrer o segundo golo. 

 

Do fim do toque de Midas. A "estrelinha" migrou para parte incerta: acabou-se a invencibilidade de Rúben Amorim nas partidas disputadas em casa. Foi bom enquanto durou: quase dois anos. Trinta e cinco jogos sem perder.

 

De vermos o título ainda mais longe. Já não dependíamos só de nós antes do apito inicial deste Sporting-Braga. Após esta segunda derrota em três desafios seguidos do campeonato, preparamo-nos para ver o FC Porto ainda mais longe: seis pontos de distância, se os portistas hoje ultrapassarem o Famalicão em casa. Teremos de vencer no Dragão, mas nem isso basta: há que aguardar por um tropeção dos azuis-e-brancos, que estão em muito melhor forma do que na época passada. E temos agora o fraco Benfica apenas a três pontos. 

 

Das ausências de Porro e Nuno Santos. O primeiro por lesão que tem vindo a prolongar-se, o segundo por castigo. Não há jogadores insubstituíveis, mas o Sporting tem melhor dinâmica colectiva com estes dois futebolistas em campo, dominando cada qual as suas alas, à direita e à esquerda. 

 

 

Gostei

 

Do resultado ao intervalo (1-0). Era até lisonjeiro para o Braga. Matheus Nunes comandou o meio-campo, transportando a bola com qualidade e assinando um passe magistral para o regresso de Pedro Gonçalves aos golos em Alvalade - não marcava desde a recepção ao Borussia Dortmund, em Novembro. Este golo relativamente madrugador, aos 24', abria boas perspectivas para um triunfo confortável. Que acabou por não acontecer.

 

De Pedro Gonçalves. Segundo jogo consecutivo a marcar, procurando compensar as insuficiências do nosso avançado-centro. Impecável gesto técnico na recepção da bola e um espectacular túnel ao guarda-redes Matheus, metendo-a lá dentro. Foi sempre o mais inconformado do onze leonino, mantendo acesa a chama até ao fim. Grandes cruzamentos aos 61' e 73'. Aos 90'+2, fez pontaria à baliza mas permitiu a defesa do guardião braguista. Dos nossos, foi o melhor. 

 

Da primeira parte de Matheus Nunes. Arrancou calorosos aplausos dos 26 mil adeptos que enfrentaram o frio no estádio com a sua dinâmica neste regresso ao onze titular. Queimando linhas, saindo com qualidade, desequilibrando, assistindo para o golo. Anulado na segunda parte: o Braga, com Al Musrati mandatado para esse efeito, cortou-lhe espaço. E o cansaço começou a pesar-lhe nas pernas, roubando-lhe discernimento.

 

De ver o Sporting marcar há 32 jornadas seguidas. Desta vez, infelizmente, serviu-nos de pouco. Ou nada.

Há dias assim

Sporting 1-2 SC Braga: Leões permitem reviravolta e podem ver o FC Porto fugir na liderança

 

Há maus dias.

Hoje foi o dia mau do Gonçalo Inácio. Perdemos muito por culpa dele.

Em São Miguel o Esgaio teve um mau dia. Perdemos muito por causa dele.

Que raio de equipa que tem fama (e o proveito, o proveito durante muitos jogos) de ter uma defesa de ferro e quando um dos seus elementos "dá raia", se esboroa como pão podre?

Há maus dias, sim, mas também para quem lá à frente vai com uma regularidade assombrosa falhando golos atrás de golos.

E também há maus dias para o treinador, que hoje não deu uma para a caixa.

Até há maus dias para o Hugo Miguel e companhia.

Retirando este último parágrafo, pode concluir-se do meu escrevinhar que o Braga mereceu a vitória. E pode concluir-se muito bem!

Lamento dizer isto, mas o Braga, que eu detesto para que conste como declaração de interesse, foi a única equipa em campo que correu. Os nossos também correram, claro, provavelmente até mais, mas nisto da bola há que correr com método e hoje o método andou arredio do nosso jogo.

As substituições que eles fizeram acrescentaram ao jogo da equipa. As nossas pelo contrário, diminuiram. Ver jogadores com os pés trocados era coisa que já não via desde Keiser e sabe-se o que aquilo deu...

E depois Jovane. Nada contra o moço, mas meter em jogo um miúdo que não consegue fazer chegar a bola à área na marcação de um canto, define o que o rapaz ali andou a fazer. Nada!

E como muito bem diz o nosso jpt ali abaixo meio a brincar, há um que também demonstrou não estar bem, neste mês de Janeiro em que já perdemos seis pontos (por "culpa" do Inácio e do Esgaio, lambram-se?), de seu nome Frederico Varandas. A gente sabe que não é ele que joga, que marca, que falha, que treina, mas tem que ser ele, que já resolveu o problema do "treinar", a resolver o problema de "marcar". Não, não é ir lá para dentro fazer companhia ao Coates lá na frente, coitados um e outro, é contratar alguém que para além de libertar Coates desta missão "criminosa" e o deixe ficar onde ele é preciso, que é a evitar golos dos adversários, marque uns golitos de que tanto temos precisão. Isso mesmo, um avançado centro, doutor! Veja lá se consegue rapar o fundo ao tacho e antes que a gente perca o segundo lugar, traga lá alguém que a meta lá dentro sem muitos rodriguinhos, que o Paulinho esta época, vai ganhar o troféu de melhor quase marcador. Antecipadamente grato!

Amanhã à noite em Alvalade

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Voltamos amanhã a Alvalade para mais um encontro da 1.ª Liga, agora com a quarta melhor equipa portuguesa, depois de dois jogos fora com desfecho diferente. 

Desde que Rúben Amorim chegou ao Sporting contamos por vitórias os jogos disputados com o Braga. Perdendo Amorim, Palhinha, Paulinho e Esgaio mas encaixando uns bons milhões, o "trolha" dedicou-se ao que melhor sabe fazer e parece que há uma cidade desportiva a caminho. Faz muito bem.

Neste momento o Braga é uma equipa em reconstrução, com uns jovens interessantes. Difícil prever o que vai sair dali.

Assim, mais uma razão para o Sporting se preocupar apenas consigo mesmo. Desta vez, entre Covid, castigos e lesões, Nuno Santos e Jovane deverão estar de fora. Dos mais novos, pelo menos Gonçalo Esteves deverá estar no banco.

Neste último jogo com o Vizela gostei particularmente da articulação da banda direita Inácio-Esgaio-Sarabia e a do trio atacante Sarabia-Paulinho-Pedro Gonçalves. O elemento comum a estes dois trios é Sarabia, o que demonstra bem a sua importância na equipa. Só lhe faltou o golo, se calhar amanhã vai ser o dia dele.

 

Presumo então que o Sporting apresente de início o seguinte onze:

Adán; Inácio, Coates e Feddal; Esgaio, Palhinha, Matheus Nunes e Matheus Reis; Sarabia, Paulinho e Pedro Gonçalves.

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo em Alvalade para conquistar os 3 pontos em disputa com o Braga.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

#JogoAJogo

SL

Prognósticos antes do jogo

Amanhã, às 20.30, vamos receber o Braga. Um adversário bastante mais fragilizado do que nas épocas anteriores: segue com menos 15 pontos do que o Sporting e tem o treinador Carlos Carvalhal ausente do banco, por castigo.

Mas não convém facilitar. Recordo que na primeira mão fomos lá ganhar 2-1, com golos de Jovane e Pedro Gonçalves. E na época passada derrotámos a turma minhota por 2-0 em Alvalade, com Matheus Nunes e Pedro Gonçalves a marcar.

Quais são os vossos prognósticos para amanhã?

Os melhores prognósticos

Muita gente a acertar no resultado do Sporting nesta segunda ronda do campeonato. Vitória por 2-1 em Braga: mantemos a invencibilidade, estamos no topo da classificação, levamos cinco golos marcados e apenas um sofrido.

Estamos no bom caminho, portanto. Rumo ao bicampeonato - meta que nos foge desde 1954, meta que quase todos ambicionamos.

 

Quem venceu na nossa habitual jornada de palpites que antecede cada jogo? Pois desta vez houve um duo triunfador, composto pelos nossos leitores Carlos Estanislau Alves e Paulo José Ramos. Não apenas acertaram no resultado mas também anteciparam a autoria dos golos, marcados por Jovane e Pedro Gonçalves. Parabéns a ambos.

Mas outros justificam menção honrosa. Aqui ficam: Horst Neumann e Leão de Queluz anteciparam Jovane como goleador; AHR e Luís Lisboa previram que Pedro Gonçalves seriam um dos artilheiros com sucesso nesta partida; finalmente, João Gil e Luís Ferreira acertaram no resultado mas não em quem marcou.

Todos merecem igualmente uma palavra de apreço e de incentivo para futuras participações.

Ainda o Sp. Braga – Sporting

Na Liga Bwin joga-se o futebol classificado como profissional em Portugal.

No último Sp. Braga – Sporting, jogou pela equipa da casa um menino nascido a 21 de Nov. de 2005, com 15 anos, portanto.

Desconheço os regulamentos da dita Liga Profissional de Futebol, porém olhando para a lei geral do trabalho, nos seus artigos 3, 68 e 76 leio o seguinte:

“art. 3 - O menor com idade inferior a 16 anos não pode ser contratado para realizar uma atividade remunerada prestada com autonomia, exceto caso tenha concluído a escolaridade obrigatória ou esteja matriculado e a frequentar o nível secundário de educação e se trate de trabalhos leves.”

“art. 68 - A idade mínima de admissão para prestar trabalho é de 16 anos.”

“art. 76 - É proibido o trabalho de menor com idade inferior a 16 anos entre as 20 horas de um dia e as 7 horas do dia seguinte.”

 

P.S.: Dário Essugo, quando se estreou pela equipa profissional do Sporting tinha 16 anos e 6 dias.

O dia seguinte

Antes do mais foi um belo jogo da Liga Portuguesa, intenso, dividido, duas equipas muito bem trabalhadas tacticamente, três belos golos, defesas fenomenais, um jogo em que adoraria ter estado num ambiente de amigos e famílias e com a Pedreira a transbordar, obviamente sem petardos a rebentar, tochas a voar, cânticos de filhos da puta, pancadaria e cargas policiais. 

Foi também um jogo em que esta caricatura de árbitro - tal como fez em Famalicão na época passada - não teve problemas em tentar estragar. Deve ter algum problema mal resolvido com o Sporting ou então é apenas incapacidade de conseguir apitar um jogo com um critério uniforme e ter inteligência emocional nos momentos críticos. Um árbitro que contemporiza com o primeiro lance claro para amarelo de Raul Silva, que com o segundo seria expulso, e com o teatro e os protestos constantes de Galeno não pode ser o mesmo que mostra um amarelo a Matheus Reis acabado de entrar por fazer uma coisa que muitas fazem sem consequências e por uma falta no limite desse mesmo amarelo. Godinho nunca mais.

 

Voltando ao jogo, uma primeira parte muito disputada a meio-campo, com o Sporting a dominar e o Braga a aproveitar perdas de bola para lançar contra-ataques rápidos, mais ou menos o mesmo número de oportunidades para os dois lados, Adán fenomenal e Jovane a fazer a diferença num grande golpe de cabeça após um enorme centro de Esgaio.

A segunda parte começou com o Sporting de novo por cima: grande jogada colectiva que proporcionou uma concretização de classe de Pedro Gonçalves, o Braga incapaz de equilibrar o jogo e o resultado parecia feito. 

Aí pelos 70 minutos, tudo o que havia para correr mal ao Sporting começou a correr. O Braga meteu avançados frescos e foi atrás do prejuízo, as pernas começaram a fraquejar do lado do Sporting com Palhinha a sofrer uma carga que o abalou, as substituições forçadas de Amorim não acrescentaram nada, Godinho inclinou o campo e começou o sofrimento. No fundo aquilo a que o Sporting está habituado, é a nossa sina.

É preciso dizer que, mesmo tendo conta que estava a jogar com 10, a equipa cometeu o erro de se acantonar atrás, ao jeito duma defesa 6-0 do andebol, no caso uma 5-4 à frente de Adán, deixando o Braga muito bem comandado por AlMusrati circular a bola à vontade à sua frente, à  procura do momento certo para a incursão ou para o centro. E assim passámos por grandes dificuldades, sofremos um golo, outro belo golo por sinal. Mas o apito final felizmente chegou, mesmo tarde e a más horas, para nos garantir os três pontos.

 

Temos realmente uma bela equipa, uma equipa sem dúvida superior à Campeã Nacional do ano passado. A coluna vertebral manteve-se mas Paulinho está bem melhor, as contratações de Esgaio e Vinagre foram cirúrgicas. Com Ugarte vai ser a mesma coisa. Jovane, debeladas as lesões, pode ter a sua época de afirmação. Matheus Nunes faz esquecer João Mário. Todos se conhecem melhor e melhor dominam o sistema, a equipa joga melhor futebol e marca belos golos.

Temos uma equipa candidata ao título. Mas apenas isso. A temporada ainda agora começou e daqui a nada temos a Champions. Importa agora mantê-la para lá do fecho do mercado, seria mesmo frustrante se algum dos que estiveram ontem na Pedreira tivesse de sair. Espero bem que não, arranje-se o dinheiro onde se puder arranjar.

 

PS: Percebem porque é que o Max quer sair, ou é preciso fazer um desenho?

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Do difícil triunfo em Braga. Segundo jogo do Sporting na Liga 2021/2022, segunda vitória neste ansiado rumo ao bicampeonato que nos foge desde 1954. Esta, por 1-2, tanto mais saborosa por coroar um dos cinco ou seis jogos mais difíceis do calendário futebolístico português. 

 

Dos golos. O Sporting não se limita a vencer: também tem marcado grandes golos. Desta vez o primeiro foi aos 40' - fixando o resultado ao intervalo. O segundo surgiu cinco minutos após o reatamento. Golos de fazer levantar qualquer estádio. E desta vez, felizmente, já havia adeptos no municipal de Braga. Ainda em número reduzido, mas é melhor que nada.

 

De Pedro Gonçalves. Volta a ser decisivo. Desta vez porque marcou o golo que nos valeu os três pontos. Recebeu a bola muito bem colocada por Jovane e não perdoou no momento do remate. É um goleador nato, confirma-se. Já leva quatro golos em três jogos oficiais desta época - três do campeonato e o da Supertaça. Promete ser pelo menos tão decisivo nesta temporada como foi na que nos conduziu à conquista do título máximo a 11 de Maio.

 

De Jovane. Rúben Amorim apostou nele como titular - e fez muito bem, não o castigando pelo penálti falhado no jogo anterior. O jovem luso-caboverdiano correspondeu da melhor maneira, com um grande golo ao minuto 40, marcado de cabeça sem qualquer hipótese de defesa para o guarda-redes Matheus. E ainda foi ele a assistir Pedro Gonçalves no segundo, aos 50'. Um dos melhores em campo.

 

De Adán. Voto nele como figura do jogo. Gigante entre as redes, foi crucial para nos garantir os três pontos em Braga. Evitou golos aos 38', aos 45'+3, aos 84' e aos 87'. Para desespero de jogadores adversários como Fábio Martins e Iuri Medeiros. 

 

De Esgaio. Voltou a confirmar-se como excelente reforço deste Sporting. Exibição irrepreensível como titular do corredor direito, com um momento de luxo: a assistência para o golo inaugural, picando a bola por cima da defesa braguista. A segunda assistência em dois jogos. Missão de sacrifício a partir dos 83', quando o treinador lhe pediu que funcionasse como lateral esquerdo. Correspondeu bem, revelando excelente condição física.

 

De Coates. Impossível não mencionar o capitão leonino, que voltou a ser um baluarte defensivo. Cortes impecáveis aos 45'+6, aos 66', aos 85' e aos 90'+5. Podia ter marcado de cabeça, na sequência de um canto, aos 32': ficou a sensação que levou um toque de Matheus à margem das regras.

 

Do regresso de Porro. O internacional espanhol está recuperado da lesão. Não foi titular, mas entrou aos 83', ainda a tempo de ajudar a equipa a contrariar a pressão atacante da turma minhota. Boa notícia.

 

Da estreia de Ugarte. Infelizmente o contexto não foi o mais favorável: entrou aos 90'+2, substituindo Palhinha, sem tempo para exibir as suas qualidades como futebolista. Não lhe faltarão oportunidades para isso.

 

Da qualidade do jogo. Uma verdadeira partida de campeonato: intensa, emotiva, de resultado incerto até ao apito final. As duas equipas honraram a modalidade. 

 

Da nossa quinta vitória contra o Braga, sempre com Amorim ao leme. Em sete meses, os braguistas perdem connosco pela quinta vez. Duas para a Liga 2020/2021, em Janeiro e Abril, outra na final da Taça da Liga, também em Janeiro, depois na Supertaça, a 31 de Julho. Esta foi a quinta consecutiva, com saldo em golos largamente positivo para o Sporting (8-2). E aposto que a série não termina aqui. Desfazendo em definitivo qualquer dúvida que pudesse subsistir na comparação entre os dois emblemas.

 

 

Não gostei

 

De ver a equipa recuar em excesso quando passou a jogar só com dez. Não havia necessidade de nos remetermos tanto à defesa, como se não tivéssemos vasta experiência em defrontar o Braga com menos um. Foi o único período do desafio, a partir daquele minuto 80', em que abdicámos por completo da iniciativa de jogo.

 

Da saída de Palhinha aos 90'+2. Não percebi a troca do nosso médio defensivo pelo estreante Ugarte precisamente quando estávamos remetidos em exclusivo ao nosso último reduto. Isto desequilibrou a equipa e encorajou o ímpeto atacante do Braga, traduzido em golo no minuto seguinte.

 

Do golo solitário do Braga, aos 90'+3. A jogar com mais um, adivinhava-se que a equipa minhota poderia reduzir a qualquer momento a desvantagem no marcador. Tantas vezes tentou nos 20 minutos finais que acabou por conseguir, por Abel Ruiz. Felizmente para nós num momento já muito tardio do desafio.

 

De Matheus Reis. Entrou mal no jogo, aos 62', rendendo Vinagre. Intranquilo, acusando nervosismo em excesso, expôs-se aos cartões sem necessidade. Acabou expulso aos 80', o que afectou a nossa equipa mais do que seria previsível. 

 

De Paulinho. Exibição demasiado discreta do nosso ponta-de-lança, que pareceu afectado pelo coro de assobios que foi escutando do princípio ao fim da partida.

 

De ver o Sporting terminar o jogo sem um lateral esquerdo de raiz. Com Nuno Mendes lesionado, Vinagre substituído e Matheus Reis expulso, teve de ser Esgaio a deslocar-se para esse corredor. Cumprindo a missão que lhe foi confiada mas demonstrando como o plantel leonino pode ser curto.

 

Dos preços dos bilhetes que o Braga pôs à venda para este jogo. Para os adeptos do Sporting, chegaram a ser fixados em 90 euros, algo inconcebível. 

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