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És a nossa Fé!

Não contam comigo para financiar o Braga

Texto de JMA

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A Federação Portuguesa de Futebol, que é milionária com o dinheiro que a nossa selecção (composta por jogadores pagos pelos clubes) tem ganhado nos últimos anos, e que decreta [presumivelmente] jogos à porta fechada, que assuma a responsabilidade de ressarcir os clubes desta decisão. E os clubes, de seguida, que compensem os detentores de gameboxes. Eu exijo que isso seja feito em dinheiro vivo e não em géneros (camisolas, cachecóis, pólos , etc.), pois assim tenho a certeza que o meu dinheiro não vai servir para financiar, ainda mais, o Braga.

Penso que (sem contar com IVA) 10 milhões e 155 mil euros já não é uma ajuda: é uma doação, ao que parece de uma instituição milionária, mas que dizia não ter dinheiro para pagar os salários do goleador Bas Dost e do craque e símbolo Nani!

Para o ano deixam de contar com o meu dinheiro da gamebox. Para financiar o Braga, que o faça o Varandas, o Zenha e o Viana, o trio maravilha.

As quotas serão pagas religiosamente até ao dia da minha morte!

 

Texto do nosso leitor JMA, publicado originalmente aqui.

O "caso Rúben Amorim" e os motivos de "força maior"

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Na sequência do que escrevi ontem aqui, continuo com a suspeita - e não passa disso mesmo, de uma suspeita - de que a direção do Sporting Clube de Portugal invocou um incidente de Force Majeure ("força maior", em português) para não saldar a primeira prestação (cinco milhões de euros) da transferência de Rúben Amorim do Braga para o nosso Clube. A confirmar-se esta decisão, muito arrojada para o que conhecemos até aqui da equipa de Frederico Varandas, o SCP está a seguir os passos de muitas empresas e instituições por essa Europa fora e também nos EUA.

 

As cláusulas de "força maior" - que o contrato de Rúben Amorim deve obrigatoriamente incluir, caso contrário aplica-se a Lei geral no País onde se celebrou - prevêem justamente este tipo de situações extraordinárias, como a pandemia que estamos todos a viver, e na prática alteram as obrigações e as liabilities quando se dá esse evento ou circunstância que muda tudo.

 

Esta informação só poderia ser confirmada na carta que o SCP dirigiu ao Braga, que julgo ainda não ser pública, já que nos dados fornecidos à CMVM não consta nada sobre isto. No entanto, quer ontem as fontes da direção leonina, em off, quer hoje a análise das capas d' A Bola e do Record indiciam isso mesmo. O jornal mais próximo do SCP diz "Leão falha Amorim", em antetítulo diz que "o Sporting alega que não pagou porque não quis" e em subtítulo: "SAD assume que se trata de medida de gestão". Já o jornal mais lampião escreve em manchete "Rúben Amorim está por pagar" e diz no antetítulo, com gravidade, "Sporting falha 1.ª prestação e fica a dever de imediato €12,3 milhões" [em vez dos dez milhões, cláusula de indemnização do treinador por rescindir com o Braga].

 

O assunto é sério e deveria ter merecido uma estratégia de contenção de danos por parte da direção, tentando que estas falhas de comunicação não se fizessem sentir. Uma medida de boa gestão é cumprir com as obrigações e os contratos assinados e, caso assim não seja, por qualquer motivo, mesmo que de "força maior", o SCP deve informar a opinião pública para não acontecer o que vimos ontem em todas as televisões e serviços noticiosos. Passou a imagem de que o SCP não é cumpridor, falhou com o Braga e terá consequências inacreditáveis aos olhos de todos nós, como o aumento do seu passivo, a expulsão das competições da UEFA e outras sanções do tipo. A pior, no entanto, é a machadada na sua credibilidade e os efeitos reputacionais disso mesmo perante os diversos stakeholders: à cabeça de tudo os sócios, mas também os parceiros e patrocinadores, outros clubes, os seus profissionais, as associações do setor nacionais e estrangeiras e as entidades financeiras.

 

Se o Sporting está a tomar medidas excepcionais de gestão prudencial e resolveu, extraordinariamente, não honrar os seus compromissos com terceiros porque outras partes também não estão a cumprir com o Clube - duvido que o Manchester United, por exemplo, com a liquidez que tem, não esteja a pagar rigorosamente tudo o que é suposto pagar pela saída de Bruno Fernandes -, então isso deve ser muito bem explicado, com argumentos jurídicos e financeiros inatacáveis. Essa explicação urge ser dada aos sócios e ao País.

 

Estamos a falar do Sporting Clube de Portugal e não de uma qualquer instituição de segunda ou terceira categoria. O que levou quase 114 anos a construir não pode ruir de repente por causa de uma pandemia, como também não ruiu com a passagem de outros "vírus" pelo nosso Clube.

Rúben Amorim é motivo de "força maior"?

É notícia um pouco por todo o lado: "Sporting falha pagamento da primeira prestação de Rúben Amorim". Não sei que argumentos jurídicos a equipa de Frederico Varandas estará a usar para não proceder ao pagamento da primeira prestação (cinco milhões de euros) da transferência do treinador do Braga para o Sporting, mas a verdade é que me parece que os dirigentes leoninos poderão estar a querer invocar um incidente de Force Majeure, o que, a confirmar-se, irá fazer correr rios de tinta e será mais um foco de tensão - incluindo uma batalha jurídica, dentro e fora de portas - entre os dois clubes. 

Ao JN, fonte da direção de Varandas já dá a entender que isto é para resolver mais à frente. "Um ato de gestão excecional motivado pelo atual estado de emergência", define este dirigente em off. A confirmar-se, repito, a decisão do SCP vai dar muito que falar, vamos ver se pelas melhores razões e sobretudo espera-se que esteja, no mínimo, devidamente sustentada em termos jurídicos porque terá sem dúvida um impacto na credibilidade do Clube e na sua posição creditícia.

O que diz Sá Pinto

«Foi uma decisão [de António Salvador, ao despedi-lo do Braga] que ainda não entendi. Estava muito entusiasmado com o trabalho no Braga. Na Liga Europa batemos todos os recordes do clube, estivemos dez jogos sem perder, fomos a melhor equipa da fase de grupos. Chegámos às meias-finais da Taça da Liga, que acabaram por vencer.»

Declarações de Ricardo Sá Pinto ao jornal Mundo Deportivo, que se publica em Barcelona.

Sá Pinto deixou o Braga a 23 de Dezembro, depois de comandar a equipa em 30 jogos de três competições diferentes. Somou 18 vitórias, cinco empates e sete derrotas.

The Next Big Thing

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Se o que os jornais proclamam é verdade é porque a direcção do Sporting - os 2Vs, Varandas & Viana - está absolutamente convicta de que Ruben Amorim é mesmo "the next big thing". Entenda-se, o "novo Mourinho". Têm informações sobre isso, relatórios sobre a sua extraordinária metodologia e testemunhos da sua (quase) inédita capacidade de liderança, já demonstrados na equipa secundária do Braga, e confirmados nesta sua ainda breve passagem pelo plantel principal do "Arsenal minhoto". Pois dar meia dúzia de milhões de euros, a um rival directo ainda para mais, juntando-lhe as licenças desportivas de central, trinco e avançado que poderão, se com maus fígados de Salvador e dedo de Mendes, chegar a valer 30 ou 45 milhões de euros no "mercado" futebolístico actual (para além do que jogam e jogarão pelo clube), é totalmente excêntrico. Para não dizer mais.

Não digo que seja disparate, pois se o homem Amorim é mesmo "The Next Big Thing" valerá o investimento. Não será um disparate mas decerto que completamente imprudente, pois haverá sempre a hipótese de que Amorim seja apenas um bom, ou mesmo excelente, treinador. Ou seja, que não valha tamanho pagamento a um, repito, rival directo. Enfim, se isto é verdade é mais uma varandice, uma "fézada!", concordante com a forma como tem (têm) gerido o futebol. Suicidária, dir-se-ia. Dir-se-á.

O meu contributo para a lida dos 2Vs? Amorim é para contratar? Não há dinheiro para pagar a sua cláusula de rescisão? Venda-se, pelos tais 6 milhões e tal de euros que custou, este Rosier, outra das "fézadas" dos 2Vs. E passe-se o dinheiro ao Braga. E então que venha o Amorim, que bem poderá treinar o clube sem este lateral-direito suplente.

Agora, pagar e ainda por cima dar 3 jogadores daqueles? Estes 2Vs estão loucos? Ou a gozar connosco? Cada vez mais me inclino pela segunda opção.

Adenda: que fique explícito, que me parece não o ter ficado no postal, pois sei que a minha ironia, infelizmente, é pouco talentosa. Estas notícias são falsas (só o podem ser). E foram "plantadas" (especulo, claro) para que, a posteriori, se louve uma qualquer outra decisão relativa à contratação de um novo técnico. Que será menos onerosa. E, sempre, muito menos irracional. Mas tudo isto se trata de uma estratégia comunicacional indigna, desrespeitando os associados (e a massa adepta) do qual a direcção depende e face aos quais está obrigada à lisura de comportamentos. Ou seja, à lealdade na comunicação. Entenda-se bem, se isto está a ser veiculado por fontes da direcção, como é tão óbvio que o esteja a ser, seguindo esta estratégia confusionista, é razão suficiente para a sua demissão. Não digo razão estatutária, jurídica. Mas razão moral.

Desnorte e descalabro

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Palhinha - o nosso Palhinha - por um treinador com menos qualificações e menos experiência do que Silas?

Palhinha, a jovem revelação/ confirmação da Liga deste ano, por um treinador promessa?

Palhinha, um potencial capitão do Sporting, por um símbolo do SLB?

E para director do futebol? Simão? 

É por estas e outras que a próxima época não pode ser preparada pela direcção que assinou o desastre que está a ser esta. 

R & B, na Europa a música é outra

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O R, a primeira letra do título é de Ricardo, Ricardo Sá Pinto.

O R, a primeira letra do título é de Rúben, Rúben Amorim.

Rúben ou Ricardo?

Um tocou a melhor música de sempre do Braga na Europa (comparar com os resultados de Domingos), o outro a pior.

O percurso de Sá Pinto na qualificação para a Liga Europa é esmagador. Quatro jogos, quatro vitórias, dez golos marcados e, apenas, quatro sofridos.

Na fase de grupos, apanha tubarões como o Besiktas e Wolverhampton e um tubarãozinho, o Slovan de Bratislava (de Sporar, um dos três melhores marcadores na Liga Europa). Apesar disso, Sá acaba em primeiro do grupo.

O desafio seguinte?

Um clube que em 2012/2013 foi campeão.

Campeão? Na Liga dos Campeões? Não, não foi o caso, foi campeão da quarta divisão escocesa.

Foi esse clube que Salvador (o presidente do Braga) não deixou que Sá Pinto defrontasse.

Foi esse clube (o tal campeão da quarta divisão escocesa) que eliminou o futuro treinador do Sporting (rir) Rúben Amorim. 

Bem, já falámos do R e o B?

O B é de Bruno, não o Fernandes, que brilha em Manchester, não o outro, o das ecografias que vai à boleia para Monsanto. O Bruno deste texto é o Bruno Nascimento (Lage). Amanhã será um (re)nascimento ou uma lage em cima da participação europeia?

A segunda parte é a que nos interessa, somos nós, o Sporting.

De triunfo em triunfo até ao triunfo final; na Europa a música tem de ser outra.

 

(a imagem é de Ray Charles mas sobre música, este tipo de música, deixo-vos com um excelente texto dum camarada/colega de "blog"; José Navarro de Andrade)

Uma questão de oftalmologia?

Conheço bem o Minho, e impressiona-me a ideia frequente naquelas paragens (talvez pelo merecido prestígio que o curso de Optometria na universidade local tem) de que "ir ao optometrista" é o mesmo que consultar um oftalmologista. Ora tal não é o mesmo; um optometrista pode ser (e é) competente para avaliar o tipo de lentes e graduação que eventualmente necessitemos de usar, mas tal não é suficiente para avaliar o estado da nossa saúde ocular. Há exames (corriqueiros) que só um oftalmologista faz, e doenças que só um oftalmologista pode diagnosticar.

O SC Braga emitiu recentemente um comunicado que evidencia esses problemas de visão. Deve haver por ali algum problema com a tensão ocular

Arranjar lenha para se queimar

Silas desde o dia que entrou em Alvalade, pelas ideias "de risco" que logo manifestou, pelo onze que apresentou em Alverca sem titulares indiscutíveis, e em muitos outros casos, parece ter uma irresistível atracção para arranjar lenha para se queimar, felizmente em muitos deles conseguindo (tendo havido ou não chamada de atenção dos capitães ao intervalo) ter a lucidez necessária para sentir a pele a arder e controlar a coisa. Noutros casos...

Ontem em Alvalade foi assim. A teimosia e arrogância de entrar com o "novo sistema" que já tinha baqueado em Braga, um 3-5-2 com um extremo Camacho adaptado a 2º atacante, e os laterais a fazer piscinas, que por vezes mais parecia a táctica "pirilau" do Paulo Autuori de outros tempos, conduzia a um jogo mastigado e muito desenvolvido por zonas interiores que esbarrava no centro defensivo do Portimonense. Perdida a bola em mais um passe ou drible falhado (Camacho abusou), lá vinha o Portimonense em velocidade a apanhar os 3 centrais de frente, os laterais em parte incerta e Battaglia a ser de menos para tamponar a coisa. E assim, só não chegámos ao intervalo em desvantagem porque Mathieu marcou um golão à André Cruz.

Veio o intervalo, saiu Neto (mais uma vez, quando Silas resolver começar com 3 centrais), o 3-5-2 transformou-se num 4-2-3-1 / 4-3-3 com Plata e Jovane nas alas, começou a existir espaço no centro para Vietto e Sporar terem flagrantes oportunidades de golo, Acuna vagabundeou para a direita e solicitou Jovane para o centro que deu o autogolo (pensar que saiu em Braga porque não estava a cumprir as indicações... foi Silas que o mandou para a direita ?) e lá conseguimos uma vitória sofrida mas amplamente merecida.

Destaques pela positiva para Max (Impressionante o novo Rui Patrício), Mathieu (claro), Coates, Battaglia (grande cabeçada para golo, logo a abrir o jogo, depois da grave lesão que sofreu bem mais contido e posicional, acabou em defesa central) e Acuna (um desperdício a defesa esquerdo). Pela negativa, Vietto a falhar passes e golos e Ristovski que anda por ali para cima e para baixo...

E assim, mais 3 pontos e o terceiro lugar na Liga. Na próxima jornada o Braga irá perder como habitualmente na Luz e nós temos mesmo de vingar as duas derrotas com o Rio Ave.

SL

Guerreiros da treta

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Vejo por aí alguns comentadores inebriados nas pantalhas com aquele clube minhoto que, intitulando-se Sporting, equipa de vermelho.

Dizem os fulanos, nos canais onde peroram, que o tal clube «já é um grande». Apesar de nunca haver ganho um campeonato nacional, ter conquistado apenas duas Taças de Portugal separadas por meio século e não contar com um só adepto nesses mesmos painéis televisivos. O que é sintomático: se fossem grandes, proliferavam nos ecrãs como cogumelos. Afinal, nem um para amostra.

Mas a melhor forma de comprovar que o Braga não passa de uma agremiação sem o estofo nem a dimensão que alguns apregoam por aí está na vassalagem que esse clube continua a prestar ao Benfica. Bem reflectida na súbita frouxidão que se apodera dos seus jogadores quando defrontam a equipa-mãe, tanto na pedreira como no alguidar.

Intitulam-se "guerreiros", mas nesses jogos mais parecem pacifistas de bandeira branca desfraldada.

 

Os números falam por si.

2015/2016:
Braga, 0 - Benfica, 2
Benfica, 5 - Braga, 1

2016/2017:
Braga, 0 - Benfica, 1
Benfica, 3 - Braga, 1

2017/2018:
Braga, 1 - Benfica, 3
Benfica, 3 - Braga, 1

2018/2019:
Braga, 1 - Benfica, 4
Benfica, 6 - Braga, 2

2019/2020:
Braga, 0 - Benfica, 4

 

Balanço dos "guerreiros" nestas cinco temporadas do campeonato nos amigáveis disputados com a casa-mãe:
- Nove jogos, nove derrotas;
- 7 golos marcados, 31 golos sofridos.

Não me admiro com nada disto. Só me espanta ver alguns a bater palminhas perante números tão vergonhosos.

Quatro derrotas e um empate

Texto do leitor Luís Ferreira

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Perdemos pela terceira época consecutiva em Braga para a Liga, e sempre pelo mesmo resultado: 1-0 em 2017/2018 com Jesus, 1-0 em 2018/2019 com Peseiro e ontem [domingo]. Pelo meio, dois jogos para a Taça da Liga: um que empatámos 1-1 e ganhámos nos penáltis (com Keizer) e o de há pouco mais de uma semana em que perdemos 2-1.

Cinco jogos, quatro derrotas, um empate e 2-6 em golos. Diferentes jogos e diferentes contextos. E o de ontem foi o único dos seis jogos em que não contámos com Bruno Fernandes. Seria de esperar que ontem fosse assim tão diferente, com um Sp. Braga que vinha de seis vitórias seguidas, duas delas contra o FC Porto?

 

Podemos responsabilizar Varandas, Hugo Viana ou Silas (e todos têm responsabilidades), exigir eleições, troca de treinador ou de director desportivo, mas os problemas do Sporting são os mesmos de há muitos anos, umas épocas melhor, outras pior.

Precisamos de encontrar um rumo certo e unir o Sporting, os lemas (não seguidos) das candidaturas dos dois últimos Presidentes, para uma mudança que será sempre longa e difícil. Pode ser com Varandas? Duvido muito. E embora não veja com quem, caramba, devem existir mais Sportinguistas competentes a dirigir uma SAD para além de Domingos Soares de Oliveira!

 

Quanto ao jogo, de positivo, mesmo positivo, só retenho Maximiano, de quem tinha reticências, mas que me tem convencido. E boas indicações de Sporar. Jogámos melhor ontem do que para a Taça da Liga, mas não chegou. E, infelizmente, Silas voltou ao registo de mudar de sistema de jogo para jogo. Ao menos que este seja para manter e algo pensado e trabalhado para o pós-Bruno Fernandes.

Não percebi a substituição de Acuña. Tinha amarelo, mas também tinham vários outros e, mesmo numa tarde menos boa, é o nosso jogador com mais qualidade, na ausência de Mathieu e agora sem Bruno.

Gostaria de ter visto Camacho e Acuña nas alas e Vietto e Sporar na frente. Amorim arriscou ao tirar Sequeira e pôr Trincão em campo, Silas preferiu jogar pelo seguro. O resultado foi o que sabemos.

 

Texto do nosso leitor Luís Ferreira, publicado originalmente aqui.

Dia seguinte

Um historiador que consulte os desportivos daqui por 10 anos, concluirá que Trincão (um suplente utilizado) teve uma exibição só comparável à de Maradona naquele jogo no Mundial do México em que marcou um golo desde o meio-campo. Por outro lado, depois de meses a berrar que o SCP iria ficar muito mais fraco com a saída de Bruno Fernandes, do tipo Usain Bolt sem pernas, essa realidade já não foi tida em conta na apreciação geral à equipa do SCP ontem. Em que ficamos? Se BF era 70% a 90% da equipa, era suposto o Sporting golear o Braga em Braga? 
Quem viu o mesmo jogo que eu vi ontem, viu um Sporting a ser condicionado desde muito cedo (muito cedo mesmo) pela arbitragem e que no final merecia no mínimo o empate. Um Braga mais cansado que o SCP nunca conseguiu impor um verdadeiro domínio e nós batemo-nos bem no que foi (para mim) um dos jogos mais interessantes da época. Não se pode elogiar o Braga (justamente) e depois achar que o Sporting é o pior clube do mundo por perder contra o Braga. O Porto tem um plantel muito melhor e mais rico que o nosso e também perdeu duas vezes com o Braga nas últimas semanas.
O Sporting de Silas é a melhor equipa do Hemisfério Norte? Não. Como me parecia no arranque da época, a nossa luta já era pelo terceiro lugar. É culpa do presidente? Claro, na medida em que é ele quem manda, abençoa decisões. Que seja Varandas o bode respiratório. Mas acham mesmo que qualquer outro dos candidatos conseguiria fazer melhor? Ou seja, será que com outro presidente, e estou a incluir Bruno de Carvalho, lutaríamos pelo título? Ou sequer pelo segundo lugar?
 

A pior equipa técnica de sempre? (Parte 2)

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A primeira parte deste post escrevi-a em 12 de Dezembro depois da vergonha que foi a deslocação à Áustria.

Agora, dois meses e quatro derrotas depois, tenho de voltar a este tema.

Perdemos hoje pela segunda vez consecutiva com a melhor equipa de Braga e mais uma vez entrámos em campo impreparados para o que íamos encontrar, uma equipa adversária oleada e a apostar em transições rápidas pelas laterais, e uma arbitragem sem contemplações dum ressabiado justamente castigado pelos berros a um jovem guarda-redes nosso e que há muito não deveria arbitrar jogos do Sporting. O que fez hoje ao Sporting nunca o faria ao Benfica e ao Porto.

Impreparados porque Silas vive na improvisação permanente de técnico de equipa pequena, sem capacidade de definir e implementar um modelo de jogo estável e que permita consistência, rotinas, automatismos, jogadas combinadas entre jogadores que se conhecem e que sabem o que cada um vai fazer a seguir. 

Impreparados porque Silas insiste em conceitos de jogo, como construção pausada desde trás, posse de bola, temporizações, todo um futebol pseudo-inteligente que desgasta a equipa, favorece o erro, e que retira o foco da grande área adversária. Onde o Sporting raramente chega e, quando chega, não sabe o que fazer à bola. Agora sem Bruno Fernandes, e mesmo com um jogador novo que parece mesmo um ponta de lança, a coisa nota-se muito mais. Que faz dum Braga qualquer uma grande equipa que não é.

Obviamente existem momentos onde o Sporting consegue trocar a bola, avançar no terreno e criar situações de golo. Mas quase sempre por iniciativas individuais, sempre com os jogadores a correr mais que a bola, sempre com muito pouco futebol colectivo, sempre sem grande fio de jogo.

Mais que a pergunta mais ou menos retórica do título, a questão mais importante é quem vai sair primeiro do Sporting, se Jorge Silas ou o presidente (de Hugo Viana nem um pio) da foto que o escolheu e que está a ir longe demais nesta sua aposta impensada e catastrófica.

Espero que seja a primeira... Porque é preciso assegurar o terceiro lugar e preparar a nova época para voltarmos a lutar pelo título. E vem aí o Rio Ave, uma equipa que conta com um treinador... enfim... mais um.... de outro nível.

SL 

 

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 
 

Da derrota em Braga. Segundo desaire frente à equipa braguista em menos de duas semanas. Como antevi aqui a 22 de Janeiro, o desaire sofrido frente ao mesmo adversário para a Taça da Liga constituiu «um péssimo ensaio geral» para o desafio de hoje: esta segunda volta do campeonato, com apenas três pontos em dois jogos, começa ainda pior do que a primeira, em que contabilizámos quatro pontos em seis possíveis. O facto de termos perdido por margem mínima, 0-1, com o golo sofrido só aos 76' e a nossa exibição ter sido superior à do Sporting-Braga que vencemos por 2-1 a 18 de Agosto, não serve de atenuante.

 

Das ausências. Este seria sempre um jogo de alto risco para o Sporting. Por ser o primeiro após a saída do capitão Bruno Fernandes, que nas últimas duas épocas funcionou como o pêndulo da equipa, onde era de longe o elemento mais qualificado. Por infortúnio, este rombo no plantel ocorreu imediatamente antes de enfrentarmos o Braga, na Cidade dos Arcebispos, para a Liga 2019/2020. Somado a isto, o facto de não termos podido contar também com Mathieu, pilar do nosso sistema defensivo. Num onze frágil e cheio de lacunas, como o nosso é, perder dois titulares num dos estádios mais difíceis do País bastaria para potenciar um mau desfecho. Assim aconteceu.

 

De ver Vietto como suplente. É verdade que veio de uma lesão, mas também é certo que estava recuperado - tanto assim que Silas o convocou para este jogo. Percebe-se muito mal, portanto, que tenha permanecido no banco de suplentes até ao minuto 66. Quando entrou, fez logo a diferença, causando sucessivos desequilíbrios com a sua excelente técnica e a sua competente visão de jogo. Erro manifesto do treinador.

 

De Ristovski.  Silas, aparentemente, deu-lhe o comando de todo o corredor direito - missão espinhosa, que o internacional macedónio cumpriu de forma deficiente, falhando o tempo de intervenção na manobra defensiva e apoiando mal o ataque. Pareceu tremer a cada investida braguista desde o apito inicial. Aos 20', já estava a ser amarelado - num lance em que poderia ter visto cartão vermelho. Na jogada do golo, abriu uma avenida a Galeno, que rematou totalmente à-vontade para defesa incompleta de Max a que se seguiu a recarga vitoriosa de Trincão. Silas deu-lhe ordem para sair aos 83', trocando-o por Plata. Que fez bem melhor em muito menos tempo.

 

Do sistema táctico. Silas organizou a equipa com um bloco defensivo de cinco elementos (Acuña, à esquerda, descia muito para compensar o desvio de Borja para terceiro central) e dois médios de contenção (Battaglia e Eduardo). Serviu para travar o fluxo ofensivo do Braga nos primeiros 20 minutos, aferrolhando as vias de acesso à nossa área, mas não funcionou para construir jogadas de ataque continuado: a equipa pareceu sempre descompensada no último terço do terreno, excepto no quarto de hora final quando o técnico - já a perder - trocou Camacho por Jovane (73') e Ristovski por Plata (83'), encostando o adversário ao seu reduto. Ficou a sensação de que Silas quis jogar para o empate. Acabou derrotado, como geralmente acontece em situações destas.

 

Da convocatória. Anedótica, a inclusão de Jesé, que o Sporting quis devolver à procedência em Janeiro (e que o PSG não aceitou de volta). Totalmente incompreensível, uma vez mais, a exclusão de Pedro Mendes - jogador por quem Silas, mais de uma vez, mostrou interesse antes de ter sido inscrito para as competições internas. Agora, que já consta da equipa principal, é remetido para a bancada. Quando temos novamente só um ponta-de-lança - o recém-chegado Sporar - devido à prolongada lesão de Luiz Phellype, que o inutiliza até ao fim da época.

 

Dos sete cartões aos nossos jogadores. Jorge Sousa, velho "amigo" do Sporting, desatou a amarelar a torto e a direito os nossos jogadores, dando ideia que se estava a registar uma batalha campal neste Braga-Sporting. Seguindo esta cadência: Coates aos 10', Ristovski aos 20', Wendel aos 45'+1, Battaglia aos 45'+1, Neto aos 45'+2, Acuña aos 51', Vietto aos 66'. O cartão exibido a este último foi anedótico: o argentino terá entrado em campo quando o seu compatriota Acuña ainda não tinha abandonado o terreno de jogo. Sem tocar na bola, já estava condicionado. Isto enquanto só três do Braga recebiam amarelos: Galeno, Paulinho e Fransérgio. Duplicidade de critério no capítulo disciplinar: nada que surpreenda neste árbitro. Galeno, que simulou faltas, protestou exuberantemente contra o árbitro e até derrubou um juiz auxiliar quando já tinha um amarelo, foi poupado a um segundo cartão mais que merecido. Com este árbitro, o campo está sempre inclinado contra nós.

 

De termos perdido o terceiro lugar. O Braga está agora um ponto à nossa frente. 

 

 

Gostei

 

De Max. O jovem guarda-redes formado na Academia leonina foi o nosso melhor em campo. Seguro e atento, sem qualquer responsabilidade no golo sofrido, fez três grandes defesas - aos 55', 60' e 63' - retardando o mais possível os três pontos que o Braga acabaria por conquistar.

 

De Sporar. Primeiro jogo completo ao serviço do Sporting. Não marcou, mas deu bons sinais: movimenta-se bem dentro da área, mostra agilidade e domínio técnico. Esteve muito perto de marcar em duas ocasiões nos primeiros dez minutos: primeiro aos 9', correspondendo a um centro de Acuña com recepção de bola no peito e remate de primeira defendido a custo pelo guardião Matheus; na segunda, no minuto seguinte, quando dispara duas vezes (com o pé e a cabeça), mas o lance é anulado por fora-de-jogo milimétrico. Parece um verdadeiro reforço.

 

Dos 15 minutos iniciais. Início muito pressionante do Sporting, com o meio-campo bem povoado e lances rápidos, de bola ao primeiro toque. Aos 20', o Braga já tinha equilibrado a partida, que foi dominando a espaços. Voltámos a ser melhores nos dez minutos finais, quando já se jogava muito mais com o coração do que com a cabeça. Pouco antes, Matheus impedira o golo a Wendel e a Jovane - em ambas as ocasiões aos 75', momentos antes do golo da equipa anfitriã, de algum modo contra a corrente de jogo. Aos 88', Vietto fez um forte remate cruzado, levando a bola a sobrevoar a barra. Aos 90'+2, um tiro de Jovane foi travado por Esgaio - jogador que formámos e que seria titular indiscutível neste Sporting, muito acima de Ristovski e do desaparecido Rosier.

 

De ver Bruno Fernandes no estádio. Agora titular do Manchester United - e melhor em campo no confronto de ontem com o Wolverhampton - o nosso ex-capitão assistiu ao desafio na tribuna do estádio bracarense, apoiando aqueles que até há muito pouco eram seus colegas de equipa. Provavelmente sentiu vontade de saltar lá para dentro. Infelizmente não contaremos mais com ele.

Braga vence Taça da Liga com ajuda de Bruno de Carvalho e Sousa Cintra

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O Sporting de Braga acaba de se sagrar campeão de Inverno, conquistando a Taça da Liga. E não vale a pena dizer que é uma competição menor pois ainda está para nascer o título do qual nós podemos abdicar.

O onze inicial do Braga contou com João Palhinha e Ricardo Esgaio. No banco esteve Wilson Eduardo. Três jogadores que o Sporting ofereceu, de borla, ao Sporting de Braga.

Estes três jogadores hoje conquistaram um título enquanto nós estamos no sofá. Obrigado, Jorge Jesus e José Peseiro. Obrigado, Sousa Cintra e Bruno de Carvalho. Reforçaram um rival, goste-se ou não, e contribuiram directamente para esta conquista.

Uma lição para a maneira como gerimos os nossos recursos. Quanto mais talento vamos ver desperdiçado a vencer títulos por outros clubes?

Tudo muito mau

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A entrada do Sporting em campo contra o Braga, ontem à noite, na Taça da Liga - em casa da equipa adversária e só perante 10 mil pessoas. Concedendo total domínio territorial ao adversário.

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Os 20 minutos que Silas demorou a rectificar os erros posicionais da equipa, com sucessivos passes falhados, quando o Braga dominava por completo o encontro, impedindo a saída do Sporting. Numa dessas perdas de bola, por Battaglia logo aos 8', nasceu o golo inicial da equipa anfitriã.

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O reconhecimento tardio de que o sistema de duplo pivô da primeira parte não funcionava, como se comprovou quando o técnico trocou Idrissa Doumbia por Bolasie logo após o intervalo.

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A inoperância dos homens da frente - ao ponto de ter sido Mathieu a marcar o golo leonino, aos 44', desmarcando-se com rapidez, a solicitação de Bruno Fernandes, numa bola parada. Luiz Phellype, que esteve 69 minutos em campo, voltou a ser uma nulidade.

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A tremideira no nosso processo defensivo, exemplificada no lance que conduziu à merecida expulsão de Bolasie, aos 61'.

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A defesa com linha de cinco a partir daí, com toda a equipa remetida ao seu meio-campo durante a meia hora final, na esperança de defender o empate (1-1), cedendo toda a iniciativa ao Braga. E sem chegarmos uma só vez nesse período à baliza adversária.

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A permanente atitude de equipa pequena, como se a turma minhota metesse medo a alguém. Mesmo com um jogador a menos, não havia justificação para isso: quem abdica por completo do ataque arrisca-se ainda mais a sofrer golo. Como se viu.

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O tempo de salto errado de Mathieu no golo da vitória do Braga, aos 90', permitindo que Paulinho a metesse lá dentro.

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A nossa equipa de cabeça perdida nos minutos finais, com expulsões de Mathieu e de Eduardo (que estava no banco).

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O péssimo ensaio geral de ontem contra o Braga para o campeonato: esse jogo vai disputar-se a 2 de Fevereiro.

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O adeus do Sporting à Taça da Liga, nesta meia-final em Braga, após dois anos de conquista do troféu. A meio da época, todos os objectivos internos redundaram em fracasso.

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Esta equipa cheia de fragilidades e desequilibrios. Mal construída, mal apetrechada, mal orientada, desmotivada e triste, no segundo pior Inverno de que há memória em Alvalade.

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