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És a nossa Fé!

Os melhores prognósticos

O Sporting venceu o Braga, em Alvalade - num estádio infelizmente ainda vazio de público. Quem imperou nesta ronda de prognósticos? Este trio: Fernando, Luís Silva e Ricardo Roque. Todos vaticinaram a vitória leonina por 2-0.

Aplicado o critério de desempate, o trio passou a duo. Cabendo, portanto, o triunfo ao Fernando e ao Ricardo. Porque, além do desfecho, também anteciparam Pedro Gonçalves como marcador de um dos nossos golos.

Ganhámos sem espinhas ao Braga

Texto de Orlando Marinho

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Gostei particularmente de termos ganho sem espinhas. Podem dizer que houve sorte, ou que houve falta de eficácia do Braga. Não interessa nada, ganhámos. Vitória conquistada no campo, e só no campo.

Isso é o mais importante.

 

Gostei que o pior jogo do Pedro [Gonçalves] ainda tenha dado para marcar um golo. Nada mau.

Gostei que o pior jogo do Nuno Santos ainda tenha dado para fazer uma assistência para golo, que seria penálti se não desse golo. Nada mau.

Gostei do João Mário, como sempre. Está a subir de rendimento. Sorte a nossa.

Gostei do Porro e do Nuno Mendes. Não me lembro de termos tão bons laterais como agora. São ambos grandes e, se houvesse capacidade financeira, teríamos laterais para uma década.

Gostei muito do Matheus Nunes, tem tudo para ser grande. Termos um jogador destes no banco é uma grande evolução. Sem falar no Bragança.

O Sporar, no segundo golo, supreende-nos a todos. Há uns tempos não conseguia fazer aquilo. Está a lutar por um lugar.

O Adán é um guarda-redes bom, que traz experiência e tranquilidade à equipa. O Max, mesmo com todas as qualidades que lhe reconheço, vai ter de esperar.

 

Os centrais são o que são: no final zero golos sofridos, missão cumprida.

O resto é treta.

Mas como é de treta que se trata, aqui vai. Muito das dificuldades em segurar a bola vem de nenhum dos três ser capaz de colocar a bola com o mínimo de qualidade. O Coates tem essa missão, mas ontem não conseguia acertar uma. Tem muitas consequências na construção a partir de trás e ainda mais quando jogamos com gente muito levezinha na frente.

O adversário só tem de pressionar um pouco e lá vemos a bola a ir para terra de ninguém. É um ponto débil.

 

Não gostei do relvado: estava com muita areia, o que faz com que a bola saltite mais que o habitual. O Pedro Gonçalves e o Nuno Santos foram os mais prejudicados.

 

Texto do leitor Orlando Marinho, publicado originalmente aqui.

Podia ter feito um courato mas a bancada faltaria sempre e era aí que queria estar

O que eu gostava de ter estado em Alvalade, ontem, está na ordem do inqualificável, imensurável. Era lá que mais queria ter estado, isso posso afirmá-lo. A vocês abraçar-me e convosco saltar no primeiro e mais ainda no segundo golo, e no fim gritar alto Sporting, quero ver-te campeão. O punho cerrado à Porro festejando leonino nova vitória. Importantíssima vitória. Construída por tantos dos nossos que estiveram melhor que bem. Na defesa, no meio campo, no ataque. No banco. E saindo dele.

Matheus e Sporar entraram a meio da partida e mataram-na para nossa glória. O jogo já tombava para o nosso lado, diga-se. O Braga já caía ao tapete. Ao chão atirado pelo virtuosismo e pelas infidáveis ganas do enorme Porro, que, porra!, joga que se farta. O Braga estava já atordoado pelos inúmeros e consecutivos choques frontais contra a nossa muralha defensiva, primeiro chocando com os nossos três centrais que parece que jogam juntos há anos; e a seguir batendo de frente na intransponível parede Adán. O Braga que não encontrou antídoto para a inteligência, técnica e visão de jogo do craque João Mário.

Temos a melhor equipa do campeonato e o jogo de ontem confirma-o. Atesta que o rumo vitorioso da equipa leonina (merecedora de todos os elogios!) não é um acaso. A consistência do Sporting é notável. Invaravelmente entra em campo para ganhar e ganha, sofre sabendo reagir nos momentos em que o adversário está por cima do jogo, e, sobretudo, age melhor que os adversários para, isso mesmo, ganhar.

Dá gozo também o pós-jogo. Acompanhar a entrevista curta, as reacções dos nossos jogadores, até a cassete do Emanuel Ferro soa bem, sendo o aperitivo ideal à cereja no topo do bolo que é sempre a conferência de imprensa do líder Amorim. Inteligente, inspirador, confiável, fiável, responsável, humilde, dando o protagonismo "aos rapazes" e grande líder, ontem, outra vez. Disse ele: "Marcámos e agarrámos-nos uns ao outros. O Matheus entrou para segurar o lado direito e mexeu com o jogo, Sporar entrou bem, todos os que entraram mudaram o jogo. Fomos eficazes, felizes mas fizemos por merecer. Estamos preparados para tudo e vencemos justamente."

Em boa hora Frederico Varandas o trouxe para Alvalade. E este é um facto que não me cansdarei de repetir, porque, o seu a seu dono. E gosto de dizer bem de quem o merece.

A este propósito e puxando o filme atrás, não consigo parar de rir ao lembrar-me da alucinação de alguns jornais que há umas semanas escreviam ter sido chumbada a iniciativa de alguns sócios do Sporting com vista à realização de uma assembleia destitutiva e consequente marcação de eleições antecipadas. Reflectindo sobre a loucura noticiosa, convenço-me que a coisa deve ter sido um fenómeno tardio, o impacto da lenta onda de choque saída de Woodstock e que só agora, décadas depois, bateu na tola da malta dos jornais.

Alguma vez no Sporting isso aconteceria? Há alguém? Algum sócio? Algum adepto? Alguém no seu plemo juízo que quisesse ou queira eleições no clube? Agora? Com a equipa de futebol à frente do campeonato há várias jornadas? O mesmo acontecendo em várias modalidades? É! É isso. A malta dos jornais deve ter flipado. Pôs-se a alucinar dando notícias daquelas.

Devo também confessar que além da conquista dos três pontos, da manutenção do primeiro lugar, ganhar a este Braga tem sabor especial. Pretendente ao estatuto de clube grande, pateticamente a isso já elevado pelos não menos patéticos comentadores que tanto poluem a antena; a agremiação de Braga é dirigida por um pretensioso presidente que deve ter os bicos dos pés em ferido de tanto neles se apoiar para parecer maior do que é. Gosto muito de ganhar ao Braga do boçal Salvador que por várias vezes nos faltou ao respeito e que ontem de forma categórica e onde isso tem de acontecer foi posto no lugar dele.

Uma palavra ainda para a azia de Carlos Carvalhal (com quem simpatizo e a quem reconheço mérito) e a sua indisfarçável irritação com a derrota. Reacção só explicada pelo auto-convencimento de que iria a Alvalade ganhar. Enfim, é esse o espírito que se deve ter quando numa competição, mas não devemos confundir essa postura com a outra do possuidor do direito natural de vencer.

É verdade que a sensação tida nas 12 jornadas já realizadas, em geral, e no jogo de ontem, em particular, não anula 19 anos de travessia do deserto, mas que maravilha é ir à frente de todos os emblemas. Sermos a melhor equipa do campeonato. Ganharmos e nunca perdermos com mérito e sem ajudas. Mesmo a sorte que às vezes nos bafeja (e ontem tivemo-la) é nossa por direito, que a mesma só protege os audazes. "Fomos eficazes, felizes mas fizemos por merecer. Estamos preparados para tudo e vencemos justamente", disse Rúben Amorim. Não diria melhor.

A união que contagia

No Sporting, nada mais importa que o Sporting!

Aquele punho no ar de Pedro Porro quando ganhou um lançamento de linha lateral mesmo no final do jogo, fez provavelmente mais pela união dos sportinguistas que a desditosa direcção que o foi contratar e é nessa imagem que todos, todos mesmo sem excepção, nos devemos focar até Maio.

Os rapazes hoje não estiveram bem, dizem alguns nas pantalhas. Ora se uma equipa que faz três remates e marca dois golos e sofre três penaltis clarinhos que lhe foram surripiados, está "menos bem", então eu cá por mim desejo que estejam sempre assim, menos bem. Dispenso os gamanços, mas isso é algo em que já somos doutorados e parece-me que vamos estando vacinados e também dispenso a jocosa piada do "jogamos como nunca, mas perdemos como sempre". Quer dizer, a malta vai lá p'ra dentro e já sabe que tem que contar com um campo com uma inclinação no mínimo de 10º e portanto temos que ser como os colombianos do ciclismo, vedetas a subir, nem que empurremos o selim do companheiro da frente, não é bonito, mas pode ser eficaz. Até agora subimos bem, com uma entreajuda excelente e com um chefe de equipa que sabe como ritmar a corrida. Pena é que não nos deixem estar na "beira da estrada", em união ainda mais consistente com os nossos atletas, mas estas etapas têm sido muito saborosas.

Mas em Maio vamos lá estar, na última etapa da montanha mais alta, todos juntos, a vitoriar os vencedores. Apesar dos pregos no caminho, apesar dos furos.

No Sporting, nada mais importa que o Sporting.

O dia seguinte

(Hoje publicado no próprio dia)

"Agarraram-se uns aos outros", confessou Rúben Amorim no rescaldo da sofrida vitória de ontem em Alvalade. E foi assim mesmo. Duas equipas muito encaixadas, um Braga muito bem treinado e com rotinas que vem de épocas anteriores, um Sporting engasgado no seu processo de jogo e que resistiu na luta solidária. E mais uma vez... sem referência ofensiva, sem ponta de lança, que muita falta fez naquele primeiro tempo.

Assim, e depois de meia-hora de sofrimento, que incluiu um golo anulado por alguns centímetros, foi preciso uma jogada de oportunidade, com Nuno Mendes e Nuno Santos a interpretarem muito bem o que ali se pedia, para o até ali pior jogador do Sporting em campo encostar para o golo. Claro que até então existiram alguns lances que contra o Sporting seriam penáltis, mas que a favor existem as tais intensidades e factualidades que sempre servem aos ressabiados e comprometidos para justificar o injustificável.

E marcado o golo, o jogo mudou, as oportunidades ficaram muito mais repartidas, as substituições funcionaram, o segundo golo surgiu por Sporar e Matheus Nunes, e o 3-0 ficou mais próximo que o 2-1. O Braga ficou atordoado com o primeiro golo, caiu ao chão com o segundo.

Para mim, Porro foi o melhor em campo, conseguindo neutralizar Galeno e conduzindo lances de ataques bem perigosos pela sua ala. Mas Adán e os três centrais foram essenciais nesta vitória, foram a muralha que conseguiu travar os ímpetos dos bracarenses. Já Palhinha esteve uns furos abaixo do esperado, perdendo a posição e facilitando remates frontais dos adversários que podiam ter resolvido o encontro. João Mário foi tentando disfarçar muita coisa, nem sempre o conseguindo.

Podemos não ter o melhor treinador, podemos não ter o melhor plantel, podemos não ter o melhor onze, já nem falo no presidente que não vale a pena, mas temos de facto uma equipa em construção que honra os pergaminhos do Sporting, unida e moralizada, que conjuga a experiência de jogadores consagrados com o atrevimento dos jovens de Alcochete, e que tem tudo para ainda fazer mais e melhor.

E assim, continuamos à frente da Liga, o Braga (que alguns continuam a achar que tem melhor plantel que o Sporting) já está a 8 pontos e pode-se ir entretendo a lutar com o Guimarães pelo 4.º posto. Isto num ano em que três clubes portugueses terão hipótese de aceder à Champions...

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Do triunfo do Sporting sobre o Braga. Vitória leonina em Alvalade, por 2-0, contra um dos nossos mais temíveis adversários na Liga 2020/2021. Não esqueçamos que os vermelhos do Minho, há cerca de dois meses, venceram o Benfica na Luz (2-3). Superado este obstáculo, estamos agora oito pontos acima dos braguistas, que na época passada ficaram um lugar à nossa frente. 

 

De Porro. Melhor em campo: o jovem internacional espanhol superou com distinção o confronto individual com Galeno. Distinguiu-se nos desarmes, nas acções ofensivas pela ala direita, nos cruzamentos lá à frente. E com uma condição física invejável. É, naquele corredor, o melhor lateral do Sporting neste século. E nunca dá um lance por perdido. Quase no fim do jogo, celebrou com um punho no ar quando ganhou uma bola dividida que resultou em lançamento. Mal soou o apito final, foi exuberante e contagiante a sua alegria. À Leão.

 

De Adán. Grande exibição do nosso guarda-redes, que foi decisivo para bloquear o fluxo atacante do Braga nos momentos mais complicados da partida, nos últimos 15 minutos da primeira parte e no início da segunda. Duas enormes defesas, aos 32' e aos 63'. É um dos pilares desta equipa, que se apresenta em campo cada vez mais coesa e motivada.

 

De João Mário. Pura classe: fez o melhor jogo desde que regressou ao Sporting, imperando no meio-campo - tanto na construção ofensiva como no apoio à manobra defensiva. Superiorizou-se nos duelos com Musrati, incapaz de lhe travar o passo. Atravessa um excelente período também do ponto de vista físico: chegou ao fim do jogo sem acusar cansaço.

 

De Matheus Nunes. É um dos mais combativos jogadores leoninos, o que voltou a confirmar-se nesta partida. Entrou aos 72' para reforçar o nosso meio-campo e desta vez foi ainda mais eficaz do que já nos habituou: seis minutos depois, marcava o segundo golo, aparecendo com muita oportunidade em posição frontal. Ganhou o ressalto após excelente lance individual protagonizado por Sporar no corredor esquerdo e meteu-a lá dentro. Merecida estreia como goleador pela nossa equipa principal.

 

De mais um golo de Pedro Gonçalves. O médio ofensivo, alvo de marcação cerrada, teve uma primeira parte apagadíssima. Mas bastou-lhe uma oportunidade para aproveitá-la da melhor maneira, metendo a bola na baliza - o que já não sucedia há três jogos. Foi aos 54', convertendo em golo uma bola que vinha dos pés de Nuno Santos, já em desequilíbrio. Com este, já leva 11 marcados. Reforça assim a liderança na lista dos goleadores da Liga.

 

Do nosso bloco defensivo. Funcionou em sincronia perfeita, deixando os jogadores adversários em constante fora-de-jogo e neutralizando Paulinho, principal artilheiro do Braga. Qualquer dos centrais - Coates, Feddal e Neto - fez cortes providenciais e cirúrgicos. Não é por acaso que o Sporting mantém a melhor defesa da Liga: apenas oito golos sofridos em 12 jogos. Também não é por acaso que somos a única equipa invicta no campeonato nacional de futebol. 

 

Da nossa eficácia. Tivemos três oportunidades de golo, convertemos duas. Equipa com fome de títulos é mesmo assim: aproveita o que houver, sem desperdícios.

 

Da nossa sorte. Rúben Amorim costuma dizer que é um técnico "com estrelinha". Voltou a acontecer neste jogo: aos 40', na jornada mais perigosa do Braga, Musrati fez a bola embater no poste. Se entrasse, a história deste desafio teria sido diferente.

 

Da forma como Amorim mexeu na equipa. Mal marcámos o primeiro golo, o treinador trocou um desgastado Tiago Tomás por Sporar e Nuno Santos por Tabata aos 57'. A mudança produziu efeito, dando consistência à equipa: o Sporting passou a assumir o controlo definitivo do jogo, o que ainda mais se acentuou com a troca de Pedro Gonçalves por Matheus Nunes aos 72'.

 

De saber que nenhum dos jogadores tapados com cartões viu o amarelo. Coates, Feddal, Neto, Nuno Santos e Palhinha vão poder jogar contra o Nacional.

 

De ver sete portugueses no nosso onze titular. De início alinharam Neto, Palhinha, João Mário, Nuno Mendes, Pedro Gonçalves, Nuno Santos e Tiago Tomás. Em nítido contraste com Benfica e FC Porto, que têm entrado em campo com equipas quase só compostas por jogadores estrangeiros.

 

De ver a liderança reforçada. Somamos já 32 pontos, em 36 possíveis. Cumprimos a quinta vitória consecutiva, há 15 jogos que não perdemos em casa para a Liga. Vencemos dez dos últimos 11 jogos do campeonato. Estamos há seis jornadas consecutivas no primeiro posto. E continuamos a marcar em todas as partidas já cumpridas desde o início da temporada. 

 

 

Não gostei
 

 

Da nossa primeira parte. Entrámos bem, com aparente intenção de resolver cedo o desafio, mas por volta dos 20 minutos deixámos o Braga avançar no terreno e assumir o domínio do jogo, o que nos provocou alguns calafrios. Foi o período menos bem conseguido do Sporting. Ao intervalo, registava-se um empate a zero que castigava sobretudo o nosso desempenho, só com dois remates nesse período da partida - e nenhum deles enquadrado com a baliza. 

 

Da arbitragem. Fábio Veríssimo foi complacente e conivente com o comportamento antidesportivo de jogadores como Raul Silva (que fez várias faltas duríssimas mas só viu o amarelo aos 59'), Galeno (que rasgou propositadamente a sua camisola, quando já estava amarelado, e regressou ao campo vestindo a camisola de um colega, provocando duas paragens consecutivas no jogo sem receber sanção disciplinar) e o guarda-redes Matheus (que devia ter recebido vermelho directo quando entrou de sola às pernas de Sporar, junto à linha lateral, pondo em risco a integridade física do esloveno). 

 

Da vídeo-arbitragem. João Pinheiro, com os ecrãs à sua frente na chamada "cidade do futebol", não viu um empurrão de Rolando a Feddal, uma mão na bola de Fransérgio e um derrube de Tiago Tomás, sem bola, na grande área braguista. Três penáltis que ficaram por assinalar - dois dos quais, o primeiro e o terceiro, sem qualquer margem para dúvida. O VAR volta a inclinar o campo contra o Sporting. Já começamos a estar habituados.

 

De ver o nosso estádio sem público. Este Sporting-Braga merecia assistência ao vivo em Alvalade. Nem que fosse apenas 10% ou 20% da lotação habitual das bancadas. Lamentavelmente, as autoridades sanitárias que continuam a autorizar todo o género de espectáculos mantêm em quarentena sine die o futebol. É algo cada vez mais inaceitável.

Ganhamos 2-0; ao Braga e ao Polvo

Ganhámos e ganhámos bem. Com sofrimento, sim, com sofrimento. Mas como era prevísivel a arbitragem foi má. Muito má. Num jogo, onde três possíveis penalidades não foram marcadas; quando um jogador rasga a camisola de propósito e não tem cartão amarelo (como era o segundo, seria vemelho), quando o VAR devia ter intervido no lance em que o defesa do Braga pisa Tiago Tomás e nada diz, e quando o guarda-redes do Braga tem uma entrada sobre Sporar violentíssima com a sola do pé a atingir a perna do seu adversário podemos dizer que hoje ganhámos ao Braga e ao "Polvo".

2021 ainda agora começou.


Excelente – e feliz – vitória contra um Carvalhal que achava que estava no papo, só que não estava.

Amorim teve sorte durante alguns punhados de minutos, mas soube ler o jogo e fazer as substituições certas que neutralizaram o Braga de vez. Excelente jogo de Porro, como que a compensar com a sua energia alguma falta de confiança de Pote, Nuno Mendes e até Nuno Santos. Jogo incrível e adulto de Matheus Nunes, não houve lance em que tenha estado mal. Surpreendente (para mim) aquele sprint de Sporar e (menos surpreendente) a forma adulta como aceita ser nesta altura segunda escolha e dá tudo o que tem.

Claro que Adán não é o melhor do mundo com os pés, mas já se dava algum crédito e se parava com as críticas de cada vez que passa menos bem. Tem segurado resultados e pontos muito importantes. Ótimo jogo de Feddal e Coates. E de Neto, os três muito solidários.

João Mário foi um príncipe e Palhinha demonstrou que tem lugar nos escolhidos de Fernando Santos.

O Braga é uma ótima equipa, tem um ótimo plantel, mas ganharia em ser menos dado a simulações, rebolanços no chão e pau no adversário. Parece ser um clube que procura o lance polémico, só para ter capital de queixa no final dos jogos. O modo como os centrais e o guarda-redes se atiram para o chão aos berros em todo e qualquer lance é muito irritante, devo dizer.

Hoje, o Sporting foi muitas vezes menos forte que o Braga, mas Amorim (e a sua equipa) muito mais sagaz que Carvalhal (e a sua equipa).

Próxima paragem, a Madeira, onde defrontamos o Nacional. Na viagem, podem assistir ao jogo com o União da Madeira de Norton de Matos aqui há uns anitos.

Amanhã à noite em Alvalade

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O primeiro "match-point" da época do Sporting é exactamente amanhã, contra o maior dos pequenos clubes portugueses. Uma vitória mantém o Sporting na liderança da Liga e o Braga remetido à luta com o Guimarães pela Liga Europa. Uma derrota provavelmente coloca o Benfica na liderança e o Sporting a lutar com o Braga pelo 3.º lugar. Muita coisa está em jogo amanhã.

O Sporting chega a este jogo na máxima força em termos de plantel, enquanto o Braga sofre com a Covid e as lesões, como o Sporting sofreu logo no início de temporada. Talvez por isso, alguns jogadores do Sporting estão em nítida quebra de forma, a começar por Pedro Gonçalves. Com tudo isto, e estando do outro lado um treinador experiente e calejado que já passou pelo Sporting, o jogo de amanhã vai ser tremendamente complicado.

Os últimos jogos das duas equipas pouco significam. Importa mais perceber as forças de cada uma, duas equipas com muita coisa em comum, alicerçadas em treinadores e jogadores portugueses, alguns que passaram pelo Sporting e que agora são do Braga, outros que vieram do norte para o Sporting, muita coisa em comum, as incidências do jogo ditarão as diferenças. Mas o Sporting tem tudo para vencer.

 

Desta vez Amorim tem toda a gente disponível, pelo que imagino que convoque os seguintes elementos:

Guarda-redes: Adán e Max.

Defesas Centrais: Quaresma,  Coates, Neto, Feddal e Inácio.

Alas: Porro, Plata, Nuno Mendes e Antunes.

Médios Centro: João Mário, Palhinha, Bragança e Matheus Nunes.

Interiores: Tiago Tomás, Nuno Santos, Tabata e Pedro Gonçalves.

Ponta de lança: Sporar.

 

Sendo assim, apostava no onze habitual:

Adán; Neto, Coates e Feddal; Porro, Palhinha, João Mário e Nuno Mendes;  Pedro Gonçalves, Tiago Tomás e Nuno Santos.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo em Alvalade para conquistar mais uma vitória e prosseguir na liderança da Liga. Então propunha duas questões:

1. Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

2. Como deveria o Sporting jogar para assegurar a vitória tendo em consideração as características do adversário?

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Prognósticos antes do jogo

Amanhã, a partir das 18 horas, o Sporting recebe o Braga. Em jogo da 12.ª jornada do campeonato nacional de futebol que vimos liderando desde a ronda 7.

Lembro que na época anterior o desafio correspondente a este terminou com vitória suada e tangencial da nossa equipa, ainda dirigida por Marcel Keizer.

Quais são os vossos prognósticos para o Sporting-Braga deste sábado?

Sporting e Braga anunciam acordo por Rúben Amorim

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O Sporting e o Sporting de Braga acabaram de publicar um comunicado conjunto onde informam sobre o acordo para o pagamento de Rúben Amorim.

A Sporting Clube de Braga - Futebol, SAD e a Sporting Clube de Portugal - Futebol, SAD informam que chegaram hoje a acordo sobre a forma de regularização de todos os montantes devidos em função da contratação do treinador Rúben Amorim.

Depois do lucro do R&C, mais uma má notícia para os que desejam o mal do Clube.

Honradez, dignidade e vergonha na cara, ou falta dela...

Comparar a história do Sporting Clube de Portugal à história do Sporting Clube de Braga equivaleria a comparar a estrada da Beira com a beira da estrada. Nenhuma dúvida a respeito da diferença de grandeza entre os emblemas, mas também não poderemos escamotear a aproximação que o clube minhoto tem conseguido realizar nos últimos anos aos três grandes. Conseguiu disputar uma final da Liga Europa, eliminando nas meias-finais o SLB treinado por Jorge Jesus e presidido por Luís Filipe Vieira, e conquistou duas taças da Liga. Se é verdade que está longe de poder ser considerado um grande, ao considerarmos apenas a última década, um período razoável, encurtou e muito a distância para os três maiores clubes portugueses, em particular para o nosso querido SCP, que não atravessa um bom momento e não se pode gabar de grandes feitos na segunda década do século XXI.

Não gosto de ver o SCP comportar-se como os fidalgos arruinados do final da Idade Média, a quem sobrava título mas faltava dinheiro. Arrogância e soberba jamais conduziram alguém a porto seguro e, francamente, não é bonito ficarmos com fama de caloteiros. O mundo do futebol é relativamente pequeno e pior será quando nos enxovalharem, o que talvez aconteça mais rapidamente do que prevemos ou seguramente desejamos. Aos mais distraídos ou esquecidos, relembro o tempo em que um rival contratou ao Manchester United o médio Poborsky. À época, respeitando a grandeza do clube a quem havia vencido uma taça dos campeões, os ingleses confiaram na palavra e ficaram a ver navios. Não demorou muito até que um clube norueguês de que nem lembro o nome exigisse garantias bancárias para que um jogador entretanto esquecido viesse experimentar o campeonato português. E, claro, nunca chegou. Esse rival foi sendo humilhado, gozado, até se livrar do presidente, para recuperar a credibilidade, passariam anos. Qualquer cidadão sabe que, se entrar em incumprimento, terá problemas sérios que poderão demorar muito tempo a resolver.

Lá diz o povo,  “quem não tem dinheiro, não tem vícios.” O COVID19 não justifica tudo, temos disputas com o Braga por Battaglia, com a Sampdoria por Bruno Fernandes, com o Slovan de Bratislava por Sporar. Ainda existe a questão dos impostos com Sinisa Mihajlovic. E agora a novela Rúben Amorim. Demasiado fumo para acreditar que não exista fogo.

Antes que apareça por aqui a seita do youtuber labrego iluminado, apoiando o que escrevo, relembro que durante o consulado do destituído também foi utilizada estratégia idêntica no caso Doyen.

Não tenho bola de cristal e sou incapaz de prever o futuro, mas desde já afirmo, caso o SCP venha a ser sancionado desportivamente nas instâncias do futebol nacional ou internacional, ou menos grave, apenas penalizado financeiramente, os actuais dirigentes da SAD poderão vir a ser responsabilizados por má-gestão, ou mesmo gestão danosa. Não se financiam concorrentes directos, mas compromissos são para honrar. Parecem-me dois princípios simples, só que, infelizmente, por vezes esquecidos.

Tenho aqui defendido antecipação de eleições, sem sucesso. O mais provável será que os actuais órgãos sociais levem o mandato até final, mas o SCP é demasiado grande para não sobreviver. Ao longo dos 114 anos que a nossa história já conta passámos por muito. Não contem é comigo para votar favoravelmente i-voting, orçamento, relatório & contas, ou qualquer proposta que apresentem, à excepção de eventual proposta para realizar 2.ª volta nas próximas eleições, caso ninguém obtenha a maioria na 1.ª volta. E continuo espectador atento ao mercado de transferências e construção do plantel para a próxima época, mas sobre esse assunto escreverei em próximo post.

 

Saudações leoninas

Quarto com vista para o terceiro



Resulta evidente para mim que no próximo ano vamos lutar com o Braga pelo quarto lugar.
E não vai ser nada fácil. Braga tem ambiente mais calmo, mais estrutura, é um clube empoderado por vir a crescer e a morder os calcanhares ao terceiro grande, tem bom plantel, tem um futebol físico, paga salários muitos mais baixos, não tem a imprensa e as redes 24 horas por dia em cima, tem boas individualidades que “resolvem” e terá um treinador com ideia de jogo e conhecedor do futebol português.
Ruben Amorim parte bastantes degraus abaixo em experiência, calo, quantidade e qualidade de jogadores, organização e quantidade de pressão (no Sporting é cem mil vezes maior que no Braga, um clube sem adeptos). Além disso, as nossas Finanças coiso. 
A perspetiva para a próxima época é, pois, aterradora. Doidos a fingir que somos um grande, e com o Braga sempre a soltar o bafo para cima de nós, temos é de ter cuidado com Rio Ave, Guimarães e talvez outro clube “sensação”. Até podemos ficar em quinto, digo eu.
É culpa do Varandas? Não acho. Nem acho culpa do Bruno ou sequer do Godinho. Enfim, é obviamente culpa de todos um bocadinho, mas não acho que seja culpa de ninguém especificamente. Há décadas que estamos numa trajetória descendente e a ganhar velocidade para aterrar de vez numa espécie de limbo entre o pódium e os chatos que disputam connosco o apuramento para a Liga Europa.
A solução? Sorte. Só isto, sorte. E fazer por isso, como é evidente.
Claro que precisamos de ter bons jogadores, boa equipa, boa estrutura, essas coisas, mas no nosso caso precisamos de lutar por ter sorte. Como preparamos mal a época, ficamos sem o Luiz Phellype por lesão e ficamos tão descalços que meter um golo que fosse se tornou um acontecimento. O Braga, por exemplo, sendo competente, acabou por ter sorte no último minuto com aquele pezinho que meteu o Vinícius em jogo e deu a vitória ao Benfica.
Embora possa dar essa ideia, não estou a desconversar nem com mensagens enigmáticas. Apenas a dizer que precisamos de admitir que nos falta a sorte e estarmos preparados para a reconhecer - um dia que esta apareça.

Não contam comigo para financiar o Braga

Texto de JMA

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A Federação Portuguesa de Futebol, que é milionária com o dinheiro que a nossa selecção (composta por jogadores pagos pelos clubes) tem ganhado nos últimos anos, e que decreta [presumivelmente] jogos à porta fechada, que assuma a responsabilidade de ressarcir os clubes desta decisão. E os clubes, de seguida, que compensem os detentores de gameboxes. Eu exijo que isso seja feito em dinheiro vivo e não em géneros (camisolas, cachecóis, pólos , etc.), pois assim tenho a certeza que o meu dinheiro não vai servir para financiar, ainda mais, o Braga.

Penso que (sem contar com IVA) 10 milhões e 155 mil euros já não é uma ajuda: é uma doação, ao que parece de uma instituição milionária, mas que dizia não ter dinheiro para pagar os salários do goleador Bas Dost e do craque e símbolo Nani!

Para o ano deixam de contar com o meu dinheiro da gamebox. Para financiar o Braga, que o faça o Varandas, o Zenha e o Viana, o trio maravilha.

As quotas serão pagas religiosamente até ao dia da minha morte!

 

Texto do nosso leitor JMA, publicado originalmente aqui.

O "caso Rúben Amorim" e os motivos de "força maior"

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Na sequência do que escrevi ontem aqui, continuo com a suspeita - e não passa disso mesmo, de uma suspeita - de que a direção do Sporting Clube de Portugal invocou um incidente de Force Majeure ("força maior", em português) para não saldar a primeira prestação (cinco milhões de euros) da transferência de Rúben Amorim do Braga para o nosso Clube. A confirmar-se esta decisão, muito arrojada para o que conhecemos até aqui da equipa de Frederico Varandas, o SCP está a seguir os passos de muitas empresas e instituições por essa Europa fora e também nos EUA.

 

As cláusulas de "força maior" - que o contrato de Rúben Amorim deve obrigatoriamente incluir, caso contrário aplica-se a Lei geral no País onde se celebrou - prevêem justamente este tipo de situações extraordinárias, como a pandemia que estamos todos a viver, e na prática alteram as obrigações e as liabilities quando se dá esse evento ou circunstância que muda tudo.

 

Esta informação só poderia ser confirmada na carta que o SCP dirigiu ao Braga, que julgo ainda não ser pública, já que nos dados fornecidos à CMVM não consta nada sobre isto. No entanto, quer ontem as fontes da direção leonina, em off, quer hoje a análise das capas d' A Bola e do Record indiciam isso mesmo. O jornal mais próximo do SCP diz "Leão falha Amorim", em antetítulo diz que "o Sporting alega que não pagou porque não quis" e em subtítulo: "SAD assume que se trata de medida de gestão". Já o jornal mais lampião escreve em manchete "Rúben Amorim está por pagar" e diz no antetítulo, com gravidade, "Sporting falha 1.ª prestação e fica a dever de imediato €12,3 milhões" [em vez dos dez milhões, cláusula de indemnização do treinador por rescindir com o Braga].

 

O assunto é sério e deveria ter merecido uma estratégia de contenção de danos por parte da direção, tentando que estas falhas de comunicação não se fizessem sentir. Uma medida de boa gestão é cumprir com as obrigações e os contratos assinados e, caso assim não seja, por qualquer motivo, mesmo que de "força maior", o SCP deve informar a opinião pública para não acontecer o que vimos ontem em todas as televisões e serviços noticiosos. Passou a imagem de que o SCP não é cumpridor, falhou com o Braga e terá consequências inacreditáveis aos olhos de todos nós, como o aumento do seu passivo, a expulsão das competições da UEFA e outras sanções do tipo. A pior, no entanto, é a machadada na sua credibilidade e os efeitos reputacionais disso mesmo perante os diversos stakeholders: à cabeça de tudo os sócios, mas também os parceiros e patrocinadores, outros clubes, os seus profissionais, as associações do setor nacionais e estrangeiras e as entidades financeiras.

 

Se o Sporting está a tomar medidas excepcionais de gestão prudencial e resolveu, extraordinariamente, não honrar os seus compromissos com terceiros porque outras partes também não estão a cumprir com o Clube - duvido que o Manchester United, por exemplo, com a liquidez que tem, não esteja a pagar rigorosamente tudo o que é suposto pagar pela saída de Bruno Fernandes -, então isso deve ser muito bem explicado, com argumentos jurídicos e financeiros inatacáveis. Essa explicação urge ser dada aos sócios e ao País.

 

Estamos a falar do Sporting Clube de Portugal e não de uma qualquer instituição de segunda ou terceira categoria. O que levou quase 114 anos a construir não pode ruir de repente por causa de uma pandemia, como também não ruiu com a passagem de outros "vírus" pelo nosso Clube.

Rúben Amorim é motivo de "força maior"?

É notícia um pouco por todo o lado: "Sporting falha pagamento da primeira prestação de Rúben Amorim". Não sei que argumentos jurídicos a equipa de Frederico Varandas estará a usar para não proceder ao pagamento da primeira prestação (cinco milhões de euros) da transferência do treinador do Braga para o Sporting, mas a verdade é que me parece que os dirigentes leoninos poderão estar a querer invocar um incidente de Force Majeure, o que, a confirmar-se, irá fazer correr rios de tinta e será mais um foco de tensão - incluindo uma batalha jurídica, dentro e fora de portas - entre os dois clubes. 

Ao JN, fonte da direção de Varandas já dá a entender que isto é para resolver mais à frente. "Um ato de gestão excecional motivado pelo atual estado de emergência", define este dirigente em off. A confirmar-se, repito, a decisão do SCP vai dar muito que falar, vamos ver se pelas melhores razões e sobretudo espera-se que esteja, no mínimo, devidamente sustentada em termos jurídicos porque terá sem dúvida um impacto na credibilidade do Clube e na sua posição creditícia.

O que diz Sá Pinto

«Foi uma decisão [de António Salvador, ao despedi-lo do Braga] que ainda não entendi. Estava muito entusiasmado com o trabalho no Braga. Na Liga Europa batemos todos os recordes do clube, estivemos dez jogos sem perder, fomos a melhor equipa da fase de grupos. Chegámos às meias-finais da Taça da Liga, que acabaram por vencer.»

Declarações de Ricardo Sá Pinto ao jornal Mundo Deportivo, que se publica em Barcelona.

Sá Pinto deixou o Braga a 23 de Dezembro, depois de comandar a equipa em 30 jogos de três competições diferentes. Somou 18 vitórias, cinco empates e sete derrotas.

The Next Big Thing

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Se o que os jornais proclamam é verdade é porque a direcção do Sporting - os 2Vs, Varandas & Viana - está absolutamente convicta de que Ruben Amorim é mesmo "the next big thing". Entenda-se, o "novo Mourinho". Têm informações sobre isso, relatórios sobre a sua extraordinária metodologia e testemunhos da sua (quase) inédita capacidade de liderança, já demonstrados na equipa secundária do Braga, e confirmados nesta sua ainda breve passagem pelo plantel principal do "Arsenal minhoto". Pois dar meia dúzia de milhões de euros, a um rival directo ainda para mais, juntando-lhe as licenças desportivas de central, trinco e avançado que poderão, se com maus fígados de Salvador e dedo de Mendes, chegar a valer 30 ou 45 milhões de euros no "mercado" futebolístico actual (para além do que jogam e jogarão pelo clube), é totalmente excêntrico. Para não dizer mais.

Não digo que seja disparate, pois se o homem Amorim é mesmo "The Next Big Thing" valerá o investimento. Não será um disparate mas decerto que completamente imprudente, pois haverá sempre a hipótese de que Amorim seja apenas um bom, ou mesmo excelente, treinador. Ou seja, que não valha tamanho pagamento a um, repito, rival directo. Enfim, se isto é verdade é mais uma varandice, uma "fézada!", concordante com a forma como tem (têm) gerido o futebol. Suicidária, dir-se-ia. Dir-se-á.

O meu contributo para a lida dos 2Vs? Amorim é para contratar? Não há dinheiro para pagar a sua cláusula de rescisão? Venda-se, pelos tais 6 milhões e tal de euros que custou, este Rosier, outra das "fézadas" dos 2Vs. E passe-se o dinheiro ao Braga. E então que venha o Amorim, que bem poderá treinar o clube sem este lateral-direito suplente.

Agora, pagar e ainda por cima dar 3 jogadores daqueles? Estes 2Vs estão loucos? Ou a gozar connosco? Cada vez mais me inclino pela segunda opção.

Adenda: que fique explícito, que me parece não o ter ficado no postal, pois sei que a minha ironia, infelizmente, é pouco talentosa. Estas notícias são falsas (só o podem ser). E foram "plantadas" (especulo, claro) para que, a posteriori, se louve uma qualquer outra decisão relativa à contratação de um novo técnico. Que será menos onerosa. E, sempre, muito menos irracional. Mas tudo isto se trata de uma estratégia comunicacional indigna, desrespeitando os associados (e a massa adepta) do qual a direcção depende e face aos quais está obrigada à lisura de comportamentos. Ou seja, à lealdade na comunicação. Entenda-se bem, se isto está a ser veiculado por fontes da direcção, como é tão óbvio que o esteja a ser, seguindo esta estratégia confusionista, é razão suficiente para a sua demissão. Não digo razão estatutária, jurídica. Mas razão moral.

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