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És a nossa Fé!

Os melhores prognósticos

A vitória em campo contra o Braga foi tangencial (2-1), mas aqui no blogue registou-se goleada no capítulo dos palpites.

Eis, por ordem alfabética, a lista de quem venceu: CAL, Cristina Torrão, Joana Marques, Leão de Quiosque, Luís Barros e Verde Protector. Uma lista absolutamente paritária, pois inclui três meninas.

Houve ainda mais dois prognósticos correctos - dos nossos prezados leitores Leão do Fundão e Sportinguista da Silveira. Que só não integram o concorrido primeiro posto do pódio por não terem acertado nos marcadores dos golos (Wendel e Bruno Fernandes).

Mediocridade

Ao cabo de 50 anos de bancada mal seria se me achasse capaz de saber o que faria se estivesse no banco, mas lá vou sabendo uma ou duas coisas sobre o que vejo do meu lugar.

Sinto-me por isso em condições de finalmente considerar que Keiser é um treinador medíocre. O adjectivo justifica-se pelo facto de Keiser ter um entendimento substantivamente medíocre do futebol. Em 3 jogos oficiais aplicou 3 vezes a mesma receita. E foi ela a de entrar em campo com uma qualquer marosca táctica que intrigue o adversário. Isto durou 15' contra o benfica, 20' contra o Braga, infelizmente e segundo as próprias palavras do treinador, apenas se aguentou 6'30'' contra o Marítimo. Só ontem a astúcia produziu algum resultado - marcaram-se 2 golos nesse período - posto o que se passou à fase B que foi a de pôr um autocarro à frente da baliza, chutar a bola para longe, desejar boa sorte a Renan e rezar um pai-nosso. Esta doutrina é muito útil ao Águias de Alpiarça em jogos da Taça contra as equipas mais evoluídas da 2ªB, mas pouco interessante, digo eu, para o Sporting.

É certo que alguns conceitos correntes do futebolês são brilhantes à mesa do café e dão aura de  entendido a quem deles se alivia, mas não têm qualquer correlação com a realidade do jogo. O famigerado "modelo", a sempre refrescante "ideia de futebol" e os sudokus estratégicos fazem as graças do comentariat, dão powerpoints coloridos e sedutores, embora não passem de lucubrações platónicas, abstractas e vácuas, mesmo quando se usa esse novo termo da "definição", em vez do proverbial  "chuta à baliza, porra". Porque ao fim do dia o que conta é a dinâmica que a equipa põe em campo, o modo como se entrosa e articula e, sobretudo, a capacidade de um treinador em extrapolar o melhor que um jogador tem para oferecer ao jogo. Neste Sporting tudo isto é mirífico.

É escusado recorrer ao exemplo óbvio de Diaby para ilustrar a mediocridade congénita de Keiser. Especular-se-á infinitamente sobre este mistério, mas sempre ficará por responder a questão: porque diabo esteve ele uma hora em campo?

Tome-se como menos óbvio mas talvez mais flagrante o caso de Doumbia. O ano passado andava por ali aquele rapaz Gudelj mestre no posicionamento, nulo no movimento. Este ano vemos actuar aquele jovem com alma de Bombeiro Voluntário, que corre à maluca atrás de todos os fogos e que nunca volta à posição porque não a tem. Resultado: Coates e Matthieu andam a levar de frente com sucessivas cargas de cavalaria. Ora Doumbia, potencial e vontade não lhe faltam, não evoluiu um milímetro em inteligência posicional e táctica desde o ano passado, coisa que se treina todos os dias e vê-se aqui da bancada ao fim-de-semana. E se não evoluiu é porque Keiser não o faz evoluir.

O nosso treinador deve estar mais preocupado em engendrar a artimanha para o próximo jogo, que ele designa como "fine tunning." Pode ser que dure uns 30' antes de passarmos o resto do desafio à beira de sermos esmagados por um qualquer mija na escada que, descoberto o truque, há-de de crescer sobre este Sporting como um Liverpool.

Há ganhar e ganhar...

No histórico deste blogue há uma reacção extremamente positiva da minha parte à chegada de Marcel Keizer ao Sporting. Creio que não terei sido o único a entusiasmar-me com a novidade que foi o futebol praticado pela equipa naqueles primeiros jogos, que em boa verdade era delicioso de se ver.

Entretanto os treinadores dos adversários foram conhecendo a forma de jogar de Keizer e facilmente o seu futebol de ataque foi neutralizado, assistindo-se a partir dessa altura a um definhar agonizante da máquina que tão bem oleada parecia no início, descobrindo-se que era afinal constituída por peças, a maior parte delas, oriundas de um qualquer sucateiro manhoso.

Ganhou no entanto duas taças, a de Portugal e a da Liga, e esse é um feito que ninguém lhe pode surripiar.

Já por aqui escrevi também várias vezes que só não quero que o Sporting seja beneficiado em prejuízo claro dos adversários em campo e que as vitórias apareçam, independentemente se os rapazes jogam bem ou mal. Tivesse Keizer sido campeão a jogar tão mal como acabou a época e começou esta e ninguém lhe zurzia com o fraco jogo praticado em campo. Só que há uma inevitabilidade nestas coisas da bola: Quem joga melhor está sempre mais perto de ganhar e apesar de ontem, por exemplo, o Sporting ter vencido o Braga, não foi decididamente a melhor equipa em campo! Se isso interessa para as contas do campeonato? Claro que não, os três pontinhos foram embolsados, como diria o "outro", de forma limpinha, mas o que eu temo é que outra equipa que não o Braga, que veio à nossa casa jogar à grande e em grande, aberto, com uma frente de ataque que só não foi demolidora por obra e graça de São Renan (para o Pedro Correia e para, penso, todos os que viram o jogo o melhor em campo), que se feche "lá atrás" e num contra-ataque milagroso marque um golito, o que eu temo, repito, é se Bruno Fernandes chegará para as encomendas. E quem sabe se não sairá no Inverno, se calhar é melhor irmo-nos habituando à ideia... 

Sinceramente não sei o que passará pela cabeça do holandês com a insistência na nulidade que é Diaby e na mais que explícita falha de forma física(?) e anímica de Raphinha, que não dá uma para a caixa. Ontem a malta assobiou a troca do maliano por Neto, quando o Braga estava claramente por cima e já se estava quase no final do jogo e o resultado era tangencial. Pois eu entendi muito bem e apoiei! A partir daquela altura passámos a estar com o mesmo número de jogadores em campo, com a vantagem de o que entrou pelo menos saber defender.

"Mas tu já aqui clamaste pela demissão de Keizer", dirão os leitores. Pois já e, se a memória me não falha, passou precisamente uma semana e não é por um resultado positivo contra um adversário directo (onde "isto" chegou, que o Braga já é um adversário directo!) que mudei de opinião. Escrevi lá atrás que quem joga bem está mais perto de vencer e os primeiros vinte minutos do jogo de ontem são a prova provada do que digo, mas com a aposta constante em "jogadores" que apenas subtraem ao colectivo (Diaby ontem matou duas jogadas que poderiam dar golo e fez uma assistência para um adversário que poderia ter dado golo contra), temo que a qualidade do futebol praticado, apesar de Bruno Fernandes, Mathieu, Wendel ou até Doumbia, sem esquecer Renan que tem estado bem, não seja suficiente para chegar ao fim do campeonato em primeiro, que é para isso que lá andamos. Ou escapou-me alguma coisa?

Assim, com a mesma veemência de há uma semana, e apesar do que defende o  meu amigo Pedro Oliveira, é minha convicção que cedo ou tarde nesta época Keizer vai embora. E se não se percatar, Varandas verá a sua cotação descer a níveis preocupantes. Ora para que não haja muitos cacos para juntar, o melhor será tratar disso cedo! A não ser que alguém me garanta que mesmo a jogar mal e porcamente seremos campeões, aí eu já não me preocupo com o ... "e jogar e jogar" complementar ao título do post. Pero no lo creo...

Sportinguista sofre

Bem-dito Tantum que é verde e tanto me alivia a língua em ferida de tão mordida. Devo confessá-lo: bem maior que o número dos que ontem estivemos em Alvalade, foi o das vezes que já mordi a língua para travar o ímpeto de exigir que rolem cabeças no Sporting. Da cúpula do clube à estrutura do futebol. 

É claro que desatarmos a degolarmo-nos uns aos outros seria a pior solução para os nossos males mas, que diabo!, que mal que nós jogamos futebol... que mal. Tão mal. 

Levar um banho de bola em casa dado por um clube que, à nossa pala, sistematicamente se põe em bicos de pés arvorado em "4.º grande" é uma afronta, mais uma, que custa mesmo a engolir. Mais ainda com a língua feita num oito.   

Ganhámos. Sim, ganhámos, mas eu é que continuo a bochechar Tantum Verde. Não paro de morder a língua para não pedir a cabeça de Keizer. 

Umas levam a outras. Como aquela que é a coisa dramática de olharmos para a nossa frente de ataque e vermos nas alas a nulidade Diaby e o mais que inconsistente Raphinha. Dois jogadores que de extremos têm apenas o facto de serem extremamente fracos na posição para a qual o Sporting, ao longo de décadas, se constituiu fábrica dos mais perfeitos produtos para aquele específico lugar no campo. 

Um comprado ao Guimarães, outro vindo do Club Brugge, os actuais titulares das alas não são formados na Academia, o mesmo acontecendo com Plata. Resta-nos Rafael Camacho que vimos a espaços na pré-época e, depois, foi um Keizer que se lhe deu. 

Umas levam a outras. E para a que se segue dispenso o Tantum Verde. A língua uso-a afiada, pronta para criticar uma Direcção (administrativa e desportiva) que se desfaz, despacha, abre mão do melhor ponta-de-lança que marcou no Sporting nos últimos anos. Um atacante eficaz, altamente produtivo e não menos temido pelos adversários, dentro e fora de campo, um líder, também ele, dentro e fora de campo; agregador, respeitador da camisola que vestia, ciente da nossa grandeza e que para ela, indiscutivelmente, contribuía.

Depois de ter sido muito mal tratado por uma chusma de grunhos ao serviço da mais vil manifestação de insanidade facciosa, Bas Dost foi desta vez mal tratado pela direcção que o foi escorraçando aos bocadinhos através de recados na imprensa, rotulado de caro e incomportável. Como se de um mero mas insustentável peso se tratasse.   

Bem sei que o mercado está aberto até ao fim do mês e que, portanto, poderá entrar outro ponta-de-lança para a equipa, mas pergunto: É assim que se prepara uma época? É assim que se começa a disputar as competições? Sai um jogador com a importância de Bas Dost com a equipa indefinida? Não era ele uma garantia de estarmos mais perto de ganhar, soubesse a equipa tirar dele proveito?

Tem feito erros esta Direcção (mais um bochecho no Tantum Verde, que a língua trituro-a para não exigir novas eleições), erros em coisas aparentemente simples ou só estúpidas, como a incompreensível nova ordem de entrada no estádio.

Há anos que entro pela porta 1 para chegar ao sector B19 e não obrigatoriamente pela porta 2 como passou a ser esta época. Resultado: percorrida uma fila que começava para lá do Pavilhão João Rocha foram precisos 45 minutos para chegar ao meu lugar. 

Ficar na ignorância é a pior das situações neste caso e para nós seria mais fácil se nos explicassem porque passou a ser esta a lógica de entrada no estádio, porque, por agora, só me ocorre falta de respeito para connosco, que continuamos a qualquer hora ou dia da semana a ir ao estádio apoiar os nossos apesar dos muitos e grosseiros erros de quem lidera o clube e a nossa equipa de futebol. 

Ressabiando às segundas

Considero-me um tipo bem resolvido, alguém que não se deixa afectar pela maioria dos temas mas, confesso, perco as estribeiras com o barulho gerado quando o Sporting não tem um resultado positivo. E não falo das mais que legítimas críticas, falo dos recentes "Era isto que queriam, não era? Chupem 71%!".

Este texto nasce parcialmente do ressabiamento que sinto ao ler frases desse tipo. Primeiro porque não pertenço aos "71%", depois porque é importante que se respeite a vontade dos sócios. Irrita-me a radicalização dos adeptos, expressa em frases que parecem ser para debochar mas que são um vazio de inteligência ou de criatividade. São apenas a repetição dos mesmos chavões ad nauseam. "Mas agora temos glamour", "Somos gente de bem", "importante é que ninguém se aleijou". Zero inteligência. Apenas um comportamento de manada a repetirem-se e a "gostarem"-se uns aos outros. Um exercício de masturbação intelectual baseada em likes doutrinados.

Dia após dia, os mesmos argumentos já gastos, debotados e comidos pelo sol. Somam-se os pontuais picos de felicidade (êxtase?) onde podem implicar com uma foto de Varandas na praia. Como se uma pessoa ir à praia fosse sinónimo de ser melhor ou pior, mais ou menos competente. Mas, comentando, ainda bem que vai à praia. É sinal que está de consciência tranquila e consegue gerir o seu tempo para também viver. Mens sana in corpore sano.

É por isso que as vitórias do Sporting me sabem cada vez melhor. Primeiro porque são uma vitória do Sporting, depois porque garantem um par de horas de silêncio por parte dos "clones". Não são todos os mesmos mas são todos iguais. A falta de originalidade é tanta que um chegou a pedir que mandasse beijos à minha mãe (lembram-se da origem?). Tinha pensado fazer uma piadola básica como "a minha mãe aceita beijos, a tua aceita notas" mas decidi deixar isso de lado e pensar no ridículo (mais um) da situação. Como se a cortesia de oferecer beijos a uma simpática senhora a pudesse ofender de alguma maneira. Talvez devam beijar mais as próprias mães, talvez esse azedume desapareça...

Varandas tem defeitos, Keizer tem defeitos, Hugo Viana tem defeitos, o plantel tem defeitos, etc. Parece-me óbvio que sim, é apenas natural que as pessoas tenham defeitos. O que não é natural é que se aja como uma seita de babuínos a celebrar quando algum desses defeitos resulta em algo menos bom para o clube. Só um tipo de pessoas pode ficar feliz com isso: os que defendem a política da terra queimada, onde esperam que tudo corra tão mal que será fácil aparecer e parecer competente. É uma estratégia.

 

Fel deitado para fora, vou agora continuar a minha segunda-feira. Dia após o qual o Sporting venceu o Braga.

 

P.S. - Votos de recuperação rápida à nossa colega Marta Spínola.

À terceira foi de vez

À primeira todos caem.

O primeiro jogo disputado entre Sporting e Braga, à segunda jornada, foi em 1958, o Braga venceu por 4-3.

À segunda só cai quem quer.

O segundo jogo entre Sporting e Braga, à segunda jornada, foi em 2009, o Braga venceu por 2-1.

Era esta a nossa história de jogos disputados com o Braga, à segunda jornada, dois jogos duas derrotas.

Ontem estivemos a vencer quase desde o início do jogo, excelente futebol a toda a largura do terreno, com trocas de posição na frente, uma estratégia de compensações defensivas que permitiu que algumas vezes os nossos centrais aparecessem em situações de finalização.

Um lateral direito da formação que não perdeu um único duelo.

Enfim, como escrevi atrás, vínhamos de duas derrotas com o Braga, isso não afectou a mentalidade vencedora tanto do treinador como dos jogadores.

Estamos então felizes após a vitória?

Não.

A acreditar em algumas pessoas que escrevem neste "blog" a solução é despedir o treinador e demitir o presidente.

Até quando?

Um holandês à deriva

O Sporting ganhou ontem um desafio tremendamente importante perante um candidato ao 3.º posto na Liga, e, para os amantes da estatística, Marcel Keizer averbou a 3.ª vitória consecutiva (uma depois de grandes penalidades) com o mesmo adversário. O Braga tem sido realmente o melhor amigo de Keizer.

Depois do paupérrimo início de época do Sporting, esta vitória - e para quem não viu o jogo - significaria o retomar do relativo sucesso que foi a parte final da época passada, e o reencontro da equipa com as boas exibições mesmo privada do seu artilheiro por razões supostamente financeiras.

Mas para quem viu o jogo - e eu vi a cores e ao vivo, poucos metros atrás do holandês - pareceu mesmo que o Sporting se safou sem saber bem como, ou melhor, safou-se pelo Renan e pelo momento em que Keizer ficou mesmo à rasca e meteu mais um central para segurar a magra vitória. Porque se não o tivesse feito, não sei bem o que seria.

Não sei se repararam, mas quando o árbitro apitou para o final do encontro, quatro jogadores do Sporting caíram de imediato no chão, exaustos: Raphinha, Thierry, Bruno Fernandes e Acuña (?) enquanto Coates e Mathieu estavam com caras de mortos-vivos. Os do Braga, que jogaram no meio da semana, carregaram durante toda a segunda parte e, quando aceleravam, os do Sporting ficavam nas covas. Parecia que tinha sido o Sporting a jogar ao meio da semana e o Braga a descansar. Uma vergonha, a preparação física do Sporting.

Depois temos o estranho caso do Diaby. Como é possível um internacional, capitão do Mali, ter estragado todo o jogo que lhe chegou, passes mal feitos, desmarcações estúpidas, foras de jogo, cruzamentos de costa a costa, e mediocridade absoluta a defender ? Mas o LP9 e o Raphinha pouco melhor estiveram, e depois tudo sobrou para o Renan. Os defesas, todos eles, em plano bem razoável e Doumbia, que muito bem esteve a lutar sozinho contra dois ou três.

Concluindo, e para além da questão física, Keizer anda à deriva, parece cansado, divorciado da estrutura do futebol que realmente não o tem protegido (vejam-se as suas declarações sobre Vietto e Bas Dost), aposta em quem conhece mesmo que reconheça que esteja longe do seu melhor, no "passing game" previsível e no "santo" Bruno, e vai mantendo aquilo até ao desastre iminente. Que hoje esteve para acontecer. 

Mais do que despedir Marcel Keizer, impõe-se que presidente e treinador se sentem e definam um plano para resolver os problemas que estão à vista de todos: falta de qualidade do plantel, dependência de Bruno Fernandes e preparação física mais que deficiente.

SL

Keizer, rua - II

Apesar do resultado positivo, não fiquei satisfeito com o jogo que acabei de assistir em Alvalade. Já cansa a insistência de Marcel Keizer em Diaby, qualquer semelhança entre o maliano e um jogador de futebol será seguramente mera coincidência, porque não consegue receber uma bola em condições, falha no passe, é incapaz de definir, uma nulidade segundo a generalidade dos espectadores, à excepção do boneco parado junto ao banco de suplentes do Sporting, ostentando uma braçadeira onde está escrita a palavra treinador. Hoje, também Raphinha esteve uns furos abaixo do habitual, mas pelos vistos o holandês não ficou preocupado, pois Camacho não saiu do banco e Plata viu o jogo da bancada, qualquer deles bem superior ao pino com a camisola 23.

Após uma entrada forte do Sporting, a verdade é que o Braga dominou o jogo, com Marcel Keizer a ser apenas mais um espectador em Alvalade, valendo-lhe mais uma vez a classe de Bruno Fernandes, que, do nada, inventou um golo que acabou por garantir a vitória, três pontos e mais umas semanas de permanência do treinador no cargo, que seguramente deixará antes do final da época, porque a paciência tem limites e fica penoso assistir uma equipa com a tradição e história do Sporting, apresentar um futebol sem qualidade, sem ideias e acabar o jogo com os jogadores caídos no chão, exaustos, sofridos, perante um adversário que teve apenas três dias de descanso.

Uma vez mais peço ao presidente Frederico Varandas, que tem a seu cargo o futebol, para substituir o treinador, que manifestamente não é competente para o cargo que ocupa, apesar de toda a sua simpatia, mas nesta matéria há que colocar em primeiro lugar o superior interesse do Sporting Clube de Portugal.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

 

Da primeira vitória do Sporting em mais de três meses. Derrotámos esta noite o Braga, por 2-1, na partida inaugural da temporada 2019/2020 no nosso estádio a contar para o calendário oficial. Missão cumprida, com os três pontos conquistados. E passamos a ter uma vantagem directa sobre a equipa braguista que talvez nos dê jeito nas contas finais deste campeonato.

 

Dos 20 minutos iniciais. Domínio indiscutível do Sporting, confinando o Braga no seu reduto defensivo com manobras de pressão muito alta, condicionando a saída da bola da equipa adversária. Bons lances colectivos neste período, tanto pelas alas como pelo corredor central. A superioridade leonina foi coroada com o nosso primeiro golo, apontado aos 16' por Wendel numa infiltração na área do Braga, rematando de pé esquerdo. Com primorosa assistência de calcanhar de Luiz Phellype.

 

Do golo de Bruno Fernandes. Melhor momento do jogo, ocorrido aos 44': o nosso capitão recupera a bola perto da linha do meio-campo do Braga, aproveitando uma desconcentração de Claudemir, transporta-a dominada durante mais de 20 metros e fuzila a baliza, rematando de pé esquerdo - tal como fizera Wendel. Era o nosso segundo: valeu-nos os três pontos.

 

De Acuña. Keizer concedeu-lhe liberdade para se projectar ofensivamente no corredor esquerdo, com Mathieu atento às dobras defensivas. E o argentino nunca virou a cara à luta, com aquela combatividade que lhe reconhecemos. Os melhores cruzamentos saíram dos pés dele. Destaque para dois: servindo Coates aos 15' (cabeceamento do uruguaio à baliza) e Bruno Fernandes aos 39' (isolando o capitão e forçando Matheus a salvar a situação saindo oportunamente da baliza).

 

De Idrissa. Conquistou por mérito próprio a posição de médio defensivo titular. Não se limita a destruir o jogo adversário, como fazia Gudelj na época passada: sabe construir, é tecnicamente evoluído e integra-se bem na dinâmica ofensiva. Mas o seu maior contributo nesta partida centrou-se, sem dúvida, nas várias recuperações de bola que protagonizou no corredor central, desmantelando lances perigosos do Braga.

 

De Renan. Para mim, o melhor em campo. Foi decisivo nesta conquista dos três pontos para o Sporting em várias defesas que confirmaram a sua classe e os seus reflexos. Destaque para um voo que impediu Pablo de marcar, aos 30', e o golo "cantado" que travou in extremis a Hassan, aos 40'.

 

De Vietto. Entrou só aos 85', substituindo Luiz Phellype, com o objectivo de dar frescura e mobilidade ao corredor central ofensivo. Muito pouco tempo para mostrar o que vale. Mas o suficiente, ao menos, para sacar dois cartões amarelos a jogadores do Braga. É quanto basta para merecer elogio.

 

Do resultado ao intervalo. Vencíamos por 2-0, o que nos fazia perspectivar uma segunda parte com optimismo - senão mesmo com alguma tranquilidade. Infelizmente não se repetiu o desfecho do Sporting-Braga de Fevereiro, em que triunfámos por 3-0. Mas garantiu-se um espectáculo com muita emoção aos 35.692 espectadores presentes no estádio.

 

 

 

Não gostei

 
 

De ver o Sporting entrar em campo sem um só reforço no onze titular. No defeso do Verão vieram Eduardo Henrique, Luís Neto, Rafael Camacho, Rosier e Vietto. Quatro deles até estavam no banco, mas o técnico não parece ter confiança suficiente em nenhum para os meter logo de início.

 

Do golo sofrido, aos 74'. Parece quase uma miragem terminarmos um jogo com a baliza inviolada. Este não nos roubou pontos, felizmente. Mas custou-me que tivesse sido marcado por Wilson Eduardo, jogador que aprendeu na Academia de Alcochete grande parte do que sabe. Nós formamos, outros aproveitam.

 

Do sinal de medo transmitido pelo treinador. A vencer pela margem mínima, Keizer mandou sair um elemento da linha ofensiva (Diaby), trocando-o por um central (Neto). Passámos assim a jogar em nossa casa com um bloco de cinco defesas: atitude de equipa pequena, estacionando o autocarro, o que em nada condiz com o espírito leonino. É este o "futebol de ataque" que os rótulos da propaganda interna colaram ao técnico holandês quando chegou ao Sporting?

 

Da má condição física de vários jogadores. Defrontámos um adversário que havia disputado três dias antes uma desgastante competição de acesso à Liga Europa. Mesmo assim o Braga transmitia mais sinais de frescura física no fim do jogo. Algo não está a correr como devia na preparação física do plantel leonino. É gritante. E grave, tanto mais que o actual presidente era o anterior director clínico do clube.

 

Dos assobios. Primeiro jogo oficial da temporada no nosso estádio, havia que incentivar os jogadores. Mas lá surgiram as sonoras vaias a alguns - sobretudo a Diaby. É verdade que o maliano voltou a passar ao lado da partida, com uma exibição apagadíssima: falha sempre nos momentos decisivos, como se viu ao "matar" um contra-ataque de Mathieu, aos 58'. Mas com assobios dos adeptos, durante as partidas, não se chega a lugar nenhum.

Adeus, Bas Dost

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O Sporting acaba de anunciar a transferência do ponta-de-lança holandês para o Eintracht Frankfurt. De nada lhe serviu, ao que parece, ter um treinador compatriota em Alvalade. Nem ter sido o maior artilheiro leonino desta década.

Vamos ter saudades dele. E dos golos que marcou. Vou recordar os números: 36 em 2016/2017, 34 em 2017/2018 e 23 em 2018/2019 (em que esteve quase metade do tempo lesionado e não cumpriu a pré-temporada após ter sido a principal vítima das agressões no negro dia do assalto a Alcochete).

Noventa e três golos no total, em 127 jogos oficiais de verde e branco. Quanto tempo passará até voltarmos a ter um goleador como ele?

 

Adeus, Bas Dost. És um grande profissional de futebol, um atleta exemplar, uma excelente pessoa. Um Leão eterno.

Tudo de bom para ti.

 

Adenda: Faz hoje seis meses, Dost marcou dois dos três golos do Sporting ao Braga em Alvalade. Haveria necessidade de anunciar a sua saída a 24 horas de novo embate com o Braga no mesmo palco? Até do ponto de vista psicológico, para a nossa equipa, parece-me um erro de palmatória. E mais um tiro no pé.

Prognósticos antes do jogo

Segunda jornada do campeonato, oportunidade soberana para o Sporting interromper mais de três meses de jejum de vitórias em campo. Vamos receber o Braga em Alvalade amanhã, a partir das 21 horas.

Horário absurdo, mesmo para o mês de Agosto, tratando-se ainda por cima do desafio mais importante da jornada - o único que opõe duas equipas portuguesas que participam nas competições europeias. Quem mora fora de Lisboa chegará a casa depois da meia-noite, em véspera de um dia que para muitos será de trabalho.

É assim que se quer trazer mais gente aos estádios de futebol?

Fica a pergunta, a quem queira responder. Fica também o desafio aos nossos leitores - extensivo, naturalmente, aos meus colegas de blogue: quais são os vossos prognósticos para este Sporting-Braga?

As minhas felicitações ao Braga

Por aproveitar mais e melhor a formação leonina do que o Sporting. Refiro-me concretamente ao seguinte trio: Wilson Eduardo (que já tinha marcado um grande golo ao Moreirense, na primeira jornada do campeonato), Ricardo Esgaio e João Palhinha (este a abrir o marcador) pelo desempenho que tiveram na vitória de ontem contra o Brondby, por 3-1. Este triunfo coloca a equipa bracarense - agora comandada por Ricardo Sá Pinto, que enquanto jogador do Sporting venceu um campeonato, uma Taça de Portugal e duas supertaças - no play off de acesso à fase de grupos da Liga Europa.

Recordo que o Sporting, sob a gerência de Bruno de Carvalho, cedeu Wilson Eduardo em definitivo ao Braga em Agosto de 2015 e abdicou de Esgaio para o mesmo clube no âmbito do negócio com António Salvador que trouxe Battaglia para Alvalade em Junho de 2017. Já no breve mandato da Comissão de Gestão encabeçada por Sousa Cintra, em Agosto de 2018, Palhinha foi cedido por empréstimo até 2020, igualmente ao Braga.

Nós formamos os jogadores, eles beneficiam deles. É para isto que vai servindo, afinal, a Academia de Alcochete.

Benfica Clube de Braga

Mais uma jornada em que o clube foi prejudicado, violentado, defenestrado, o que quiserem, uma arbitragem deplorável que expulsou um jogador contrário lá pelos 30mnts, e toda a gente sabe que jogar contra 10 é mesmo muito mas muito difícil e por último uma fífia dum jogador emprestado (mas o rapaz é médio, os defesas tinham indo para onde ?) exactamente por aquele clube que odeiam e que lhes roubou a Taça da Liga e vai ficar com o 3º lugar. 

Moral da história... bom, moral, moral, só conhecendo a história do que se passou no intervalo do último jogo em casa da filial do Benfica no Minho. Se calhar daqui a muitos anos o Abel explica. Agora assobia...

SL

 

Os prognósticos passaram ao lado

Andamos tão descrentes que ninguém conseguiu acertar na nossa categórica vitória sobre o Braga, na jornada anterior, por 3-0. Houve até vários adeptos a antever uma derrota leonina em Alvalade frente aos comandados pelo nosso antigo defesa direito (e que voltaram a perder desde então, agora em casa, frente ao Belenenses SAD muito bem orientado por Silas).

Em bom rigor, houve alguém que acertou. Mas como não se quis identificar, nem com nome nem com pseudónimo, equivaleu a nada. Haja mais sorte - e pontaria - na próxima ronda.

No futebol, o que hoje é verdade amanhã pode ser mentira

O antigo presidente do V. Guimarães, Pimenta Machado, teve realmente um golpe de génio quando proferiu esta frase, pois caracteriza magnificamente o que é o futebol. O que se passou esta semana por Alvalade é um bom exemplo.

Ao Sporting tinha calhado uma equipa que em Espanha lutava para não descer e não ganhava há meses. Não ganhava, mas ganhou duas vezes seguidas. Acabou de espetar 3-0 ao 4.º classificado da Liga, o Sevilha. Lutava para não descer, ainda luta, mas vamos ver onde termina no final da Liga.

O Sporting arrastava-se em campo depois da Taça da Liga, batia mais uma vez no fundo com o Villarreal, e arriscava-se a lutar com o Moreirense e o Guimarães pelo 5.º lugar. Espetou 3-0 ao Braga e já o tem em linha de vista para conquistar o 3.º lugar.

O Sporting era uma equipa confusa e desorientada em campo, com jogadores fora de posição, outros que não sabem mais do que aquilo, a culpa é de quem os foi buscar, e os de classe extra a fazerem esforços sobre-humanos para jogarem por eles e pelos outros. Ontem foi uma máquina bem oleada, com todas peças em "su sítio".

Acuña era um "desperado" em campo, capaz do melhor e do pior, sempre à beira da expulsão. Ontem foi o mais disciplinado, defendeu, atacou, ajudou, e nao refilou.

Antes eram Miguel Luís, Jovane, Geraldes e Nani que não jogavam. O holandês marimbou-se com os jovens, assim não vamos a lado nenhum, devíamos era jogar com a equipa B, Thierry Correia a defesa direito já, etc. Na quinta-feira jogaram dois deles e foram uma lástima. Ontem não jogou nenhum e tivemos a melhor exibição da época.

As contratações do Sousa Cintra e do Varandas eram miseráveis, cada um pior que o outro, Ilori motivo de gozo, etc, etc. Ontem jogaram, e bem, sete destas contratações: Renan, Gudelj, Diaby, Ilori, Borja, Doumbia e Luiz Phellype. E não foi preciso mudar a cor das chuteiras (que no caso do Ilori, do Coates e outros, são laranja forte) e obrigá-los todos ao preto à moda do Mr. Ford.

Keizer era um treinador desorientado, sem liderança, sem capacidade de dar a volta ao texto. Ontem deu um banho táctico ao tal Abel que sempre nos complicava a vida. 

Mas isso foi ontem... E amanhã como vai ser?

 

PS 1: Sou completamente a favor de quotas para a formação no plantel do Sporting. Sou completamente contra quotas nos convocados e na equipa titular. Provem nos treinos que são melhores que os outros. Chorem menos e trabalhem mais.

PS 2: Como previa o Pedro Correia, Varandas perdeu uma óptima oportunidade de comunicar com os sócios e de capitalizar esta vitória para promover a união no clube debaixo da sua liderança.

PS 3: Entendendo as razões dos dois lados. Nani e Montero vão fazer muita falta para o que resta de temporada.

SL

Zero

Na conferência de imprensa de ontem em Alvalade, onde desta vez não lesionou a mão, evitando dar murros na mesa, Abel Ferreira - ex-jogador do Sporting - lembrou-se de perguntar quantas vezes fomos campeões nos últimos 25 anos.

Apetece-me devolver-lhe a pergunta. Questionando-o quantas vezes, até hoje, foi o Braga campeão nacional de futebol.

E acrescentando que perdeu uma excelente oportunidade de ficar calado.

Está tudo bem?

Isto agora demora um pouco mais a chegar a casa...

A resposta à pergunta que faço no título não faço a mínima ideia qual seja, mas sei que hoje não foi o Sporting dos últimos muitos jogos que esteve em campo. Hoje vimos um Sporting mandão, que não deu veleidades ao adversário e que fez uma exibição consistente, bem conseguida e de encher o olho.

Não sei se está tudo bem, mas sei que é este Sporting que todos queremos, a ganhar obviamente, mas não ganhando, deixando a impressão que tudo faz para vencer.

Aguardemos por quinta-feira, então, desejando que a péssima imagem deixada na primeira mão possa ser lavada com uma exibição igual à de hoje. Afinal, "basta" ganhar por dois...

Do 8 ao 80, o coração não aguenta

Ou de besta a bestial em três dias, Mr. Keizer.

Ja nem sei em que acreditar. 

O que sei é que este foi um dos melhores, se não o melhor desempenho da equipa do Sporting e com muito dedo do treinador. Centrais trocados com Ilori no seu lugar, do lado direito. Laterais assimétricos - um ataca, outro apenas defende. Diaby a fazer de segundo ponta de lança nas costas de Bas Dost. Gudelj e Wendel a médios, Bruno a tudo o resto: marcar, assistir, definir, recuperar, o melhor médio do Sporting de todos os tempos (pelo menos dos meus...).

Na quinta-feira aquela miséria...

E agora 3-0 ao Braga sem nenhuma defesa relevante do Renan e zero oportunidades de golo do Benfica do Minho.

Quanto é que vale afinal este Sporting?

Já não sei dizer...

SL

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