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És a nossa Fé!

Começamos a época com um troféu

Sporting, 2 - Braga, 1 (Supertaça)

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Pedro Gonçalves: golo em Aveiro com 7710 a vê-lo nas bancadas

 

Terminámos a época anterior a vencer, começamos esta também a ganhar. Terceiro troféu oficial do futebol leonino neste ano civil de 2021: primeiro a Taça da Liga, depois o campeonato, agora a Supertaça. Derrotando o suspeito do costume: o Braga. Em sete meses, os braguistas perdem connosco pela quarta vez. Desfazendo de vez qualquer dúvida que pudesse subsistir na comparação entre os dois emblemas.

Vitória justíssima, que só peca por escassez de golos. A nossa exibição foi superior ao que o resultado revela. Além das duas bolas que metemos lá dentro - Jovane aos 29', Pedro Gonçalves aos 43' - tivemos ainda três grandes oportunidades. Todas protagonizadas pelo nosso n.º 28, maior marcador da época passada e melhor em campo neste desafio, disputado no estádio municipal de Aveiro.

Foi um jogo perfeito para o reencontro entre o público e os jogadores. Esta Supertaça já contou com espectadores nas bancadas - 7710, no total. A maioria, como é lógico, puxando pela nossa equipa. Viram uma partida muito disputada na primeira parte e menos vistosa na segunda, com o resultado construído ao intervalo. Viram o Braga adiantar-se no marcador, com golo de Fransérgio aos 20', e uma excelente reacção do Sporting, que a partir daí mandou sempre no jogo.

Os homens comandados por Carlos Carvalhal não tiveram qualquer outra oportunidade até ao apito final. Devem começar a sentir tremores cada vez que enfrentam o onze leonino. Continuam em branco quanto a supertaças. Enquanto nós acabamos de conquistar a nona, ultrapassando o Benfica, que ganhou oito. Também no campeonato das estatísticas vamos marcando pontos.

 

Análise muito sumária do desempenho dos jogadores:

ADÁN. Sem culpa no golo sofrido, demonstrou segurança entre os postes e transmitiu confiança aos colegas. Não fez uma só defesa difícil em todo o jogo.

GONÇALO INÁCIO. Foi ultrapassado por Fransérgio no lance do golo - único deslize em toda a partida. Sereno, concentrado, atento às dobras a Esgaio.

COATES. Competente leitura de jogo: controlou sempre o espaço que lhe estava confiado. Cortes oportunos, sem nunca vacilar. Bastião, outra vez.

FEDDAL. Complementou muito bem o capitão Coates, guardando o lado esquerdo do muro defensivo central. Saiu aos 80', com queixas físicas.

ESGAIO. Estreia-se em 2021/2022 como ala direito titular. Cumpriu com zelo frente à ex-equipa. Ganhou duelos importantes contra Galeno e Abel Ruiz.

PALHINHA. A qualidade de sempre no controlo do meio-campo defensivo. Amarelado aos 17', não esmoreceu. Inicia o segundo golo ao recuperar uma bola.

MATHEUS NUNES. Lutador, vai-se consolidando no onze titular. Boa parceria com Palhinha, distribuindo jogo. É dele a assistência no segundo golo.

NUNO MENDES. Excelente exibição, tanto a defender como a atacar. Assiste Jovane no primeiro golo com um passe magnífico. Grandes cruzamentos aos 32', 60' e 74'.

PEDRO GONÇALVES. Os principais lances de ruptura são dele. Excelente golo, de trivela. Viu Matheu negar-lhe outros dois, aos 32' e aos 52'. Falhou o terceiro, aos 81'. Saiu aos 83'.

JOVANE. Desempenho muito positivo do luso-caboverdiano, agarrando a titularidade. Voltou a fazer o gosto ao pé (esquerdo) com o golo marcado aos 29'. Esteve em campo até aos 80'.

PAULINHO. Muito marcado pelos ex-colegas de equipa, teve pouco espaço. Pedro Gonçalves serviu-o muito bem aos 50', mas o lance perdeu-se. Aos 69', deu lugar a Tiago Tomás.

TIAGO TOMÁS. Foi o primeiro a saltar do banco, rendendo Paulinho. Veloz, combativo, lutador. Protagonizou um bom lance aos 72', mas acabou por abusar das fintas.

NUNO SANTOS. Entrou aos 80', substituindo Jovane. Quando a equipa já apostava na contenção, segurando a bola. Tinha instruções para estar mais atento à manobra defensiva. Cumpriu.

MATHEUS REIS. Substituiu Feddal aos 80', sem criar qualquer desequilíbrio na muralha defensiva. Voltou a demonstrar precisão no passe.

TABATA. Rendeu Pedro Gonçalves aos 83'. Deu nas vistas aos 90'+5 com um bom disparo de meia-distância. Tem remate fácil, característica útil à equipa.

 

Notas finais:

- Alguém ainda ousa falar em estrelinha? Três títulos e troféus conquistados por Rúben Amorim à frente do futebol profissional do Sporting em escassos seis meses: Taça da Liga em Janeiro, campeonato em Maio, Supertaça no final de Julho. Merece este cognome: Conquistador.

- Esta é também a vitória da formação leonina. Uma vez mais. Dos que entraram de início, cinco foram formados em Alcochete: Gonçalo, Esgaio, Palhinha, Nuno Mendes e Jovane. Depois entrou um sexto, Tiago Tomás. E havia oito portugueses no nosso onze titular.

- A Supertaça era o troféu que há mais tempo nos fugia. Desde 2015, precisamente. Já é nosso outra vez. E há 13 anos que não marcávamos dois golos numa Supertaça - desde a vitória contra o FC Porto em 2008, com Paulo Bento a orientar a nossa equipa e Djaló a destacar-se com um bis.

- Há menos de um ano, muitos comentadores cantavam hossanas ao Braga, promovendo o clube minhoto a "quarto grande" e alguns imbecis até chegaram a pô-lo acima do Sporting. Hoje ninguém ousa repetir tal dislate. Motivo? Quatro embates, quatro derrotas em partidas disputadas connosco. Calaram-se de vez.

Ponto da situação

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1

Com 79 pontos, estamos a um passo de reconquistar o campeonato nacional de futebol. Após um longo e penoso jejum de 19 anos. 

Faltam-nos dois pontos para atingir essa meta. Uma vitória, portanto. Ou dois empates. O título já não nos foge.

 

2

Há quem reclame exibições de excelência aos pupilos de Rúben Amorim. Não é o meu caso.

Eu quero títulos, em primeiro lugar.

Em segundo lugar, quero títulos.

Em terceiro, idem aspas.

Só depois exijo boas exibições.

Entretanto, recordo que este vitorioso Sporting 2020/2021 não foi reforçado com jogadores que custaram mais de cem milhões de euros, como o Benfica, nem recebeu milhões da Champions, como o FC Porto.

Também não me esqueço que nunca entrou em campo sem portugueses nem jogadores da formação no onze titular. Ao contrário de Benfica e FC Porto.

Vencer o campeonato com uma equipa jovem, onde há vários jogadores formados na nossa Academia, é motivo redobrado de orgulho.

E motivo de inveja para os nossos rivais. Que também apregoam a formação mas não a praticam.

 

3

Neste momento, a três jornadas do fim, seguimos com mais oito pontos que o FC Porto, mais doze do que o Benfica e mais vinte que o Braga. Sem derrotas.

A enorme distância pontual que mantemos face à equipa minhota - que sonha ser clube "grande", tarefa impossível com um presidente tão pequeno - só me faz rir. Porque bem recordo o que diziam os pseudo-catedráticos do esférico no início da época, apontando o Braga como "equipa sensação" do campeonato. Enquanto outros, já a meio da temporada, proclamavam que os encarnados do Minho praticavam "o melhor futebol" da Liga.

Esta gente nem se apercebe dos disparates que vai bolçando...

O futebol é um país à parte?

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O esloveno Sporar veio trabalhar para Portugal. Durante um ano esteve na empresa SCP. Depois foi trabalhar para a empresa SCB. Presumo que naquele primeiro ano terá construído relações de companheirismo, talvez até de amizade, com os seus colegas - algo até potenciado pela sociabilidade típica da sua actividade, desporto colectivo em equipa de topo, envolvendo jovens em constantes estágios e deslocações. Ao fim deste ano e meio os seus colegas iniciais aprestam-se a uma conquista rara e muito desejada. Na qual ele participou. Isso não só lhe trará a satisfação de ver os seus pretéritos companheiros bem-sucedidos como lhe dará a ele próprio recompensas: estatutárias (tem a possibilidade de se tornar campeão). E porventura até económicas, pois admito a hipótese de ainda receber o prémio devido se tal conquista acontecer. Mais, esse hipotético sucesso da empresa SCP, com a qual Sporar ainda tem contrato laboral, nada prejudica o seu actual empregador. 

Dito tudo isto: numa rede social Sporar saúda um seu ex-colega que celebra um triunfo. E o patronato multa-o! Pode-se dizer que estes rapazes ganham muito, pode-se aventar que a multa até será simbólica, pouco relevante para as quantias que um futebolista internacional recebe. Mas isso não é o relevante. Pois isto é inacreditável. Estamos em 2021 e um homem é multado porque saúda a alegria dos colegas e o resultado do que foi também o seu trabalho. Portugal 2021. E o pessoal encolhe os ombros...

Os melhores prognósticos

Desta vez foi uma fartura: nada menos de oito vencedores. Anteviram a vitória tangencial do Sporting em Braga, pela margem mínima. 

É verdade que ninguém acertou em Matheus Nunes como goleador de serviço: o nome mais vezes mencionado foi o de Paulinho, que permaneceu em jejum. Portanto, não podendo ser aplicado este critério de desempate, todos acabaram por ganhar. 

Aqui fica o quadro de honra desta 29.ª jornada: AHR, Carlos CorreiaCristina TorrãoLeão 79Leoa 6000Luís LisboaPedro BatistaVerde Protector.

Para a próxima temporada - fica combinado - haverá um critério suplementar no desempate. Sendo a vitória, nestes casos, atribuída à primeira pessoa que aqui deixar o prognóstico vencedor. Mas para já fica assim: não é justo mudar regras a meio do jogo.

Parabéns aos oito vencedores.

Crónica de uma noite de futebol sobre um tapete de Arraiolos

Tudo preparado. Fui buscar o tapete de Arraiolos que estou a fazer, porque preciso de estar ocupada durante os jogos, senão os nervos acabam comigo. Às 20h00 liguei a SportTv, contrariando as minhas superstições.

Vi o primeiro amarelo de Gonçalo Inácio e comecei a ficar sem vontade de nada. Aos 18 minutos, a expulsão. A minha superstição de não ver os jogos na tv falou mais alto e mudei de canal. Não sei para qual, não sei muito bem o que fiz durante o resto do tempo, a não ser que fui ao facebook despedir-me do campeonato. Estava absolutamente desolada.

Ao intervalo recebi a notificação no telemóvel e senti a esperança a reacender. Ai, ai... se eles se estão a aguentar, talvez... talvez!

Mais de meia hora depois, a notificação. Li três vezes antes de saltar do sofá, para ter a certeza de ter compreendido bem. O golo era mesmo do Sporting!

Não sei bem o que aconteceu nos minutos seguintes. Lembro-me de me levantar e voltar a sentar várias vezes. Várias pessoas me ligaram para me dar a notícia, porque sabem que eu não tenho o hábito de ver os jogos. No facebook, uma amiga perguntava-me se ainda respirava. Respirava, sim, mas o relógio não andava. Actualizei o telemóvel uma vez e outra e outra, os 90 minutos não tinham fim. Finalmente a notificação: Terminado.

Que loucura! Mais telefonemas, mensagens, uma alegria tão saborosa!

Só o tal tapete de Arraiolos é que nem sequer foi desdobrado. Nem um ponto dei. Mas os três pontos que vieram de Braga valeram por tudo!

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Do resultado deste Braga-Sporting. Terceiro embate da época entre as duas equipas, terceiro triunfo leonino. Não pode ser coincidência, numa temporada em que a esmagadora maioria dos comentadores antevia a turma minhota "já como equipa grande" e até "a praticar o melhor futebol" do campeonato português. Palavras que foram levadas pelo vento: agora derrotado por 0-1, o Braga segue na quarta posição da Liga 2020/2021, com menos 15 pontos que o Sporting. 

 

Do golo da vitória. Marcado por Matheus Nunes aos 81', numa combinação perfeita com Porro, na conversão de um livre junto à lateral direita, logo à entrada do meio-campo braguista. Rápido pontapé vertical do internacional espanhol, muito bem colocado, e desmarcação exemplar do luso-brasileiro, que rematou cruzado, fuzilando a baliza à guarda do seu homónimo do Braga. Era o nosso primeiro remate enquadrado, era a nossa primeira oportunidade de golo - e foi golo mesmo. Aproveitamento máximo.

 

De Coates. Um gigante. Se o Sporting conquistar o título de campeão nacional, como quase todos desejamos, ele será o principal obreiro dessa proeza. Imperial nas alturas, assumindo por inteiro as operações defensivas, com notável maturidade quando alguns colegas pareciam à beira do descontrolo emocional, ele transmitiu força e consistência à nossa organização defensiva, funcionando como muralha intransponível. Impecável no corte, no desarme, na recuperação. O melhor em campo. 

 

De Adán. Cometeu um erro primário que nos custou dois pontos na jornada anterior, frente ao Belenenses SAD. Mas redimiu-se, e de que maneira, neste embate em Braga. Impediu por quatro vezes o golo da equipa anfitriã, travando ou desviando remates de Fransérgio (36' e 80') e Galeno (39' e 62'). Elemento nuclear da nossa coesão defensiva. Nota máxima para o espanhol, outro baluarte do onze titular leonino.

 

De Feddal. Fala-se pouco dele, mas o marroquino é o complemento perfeito de Coates: jogam juntos apenas há oito meses mas até parece que se conhecem há oito anos. Fundamental para completar a tarefa do uruguaio na manobra defensiva do Sporting numa partida em que jogámos mais de 70' com apenas dez jogadores, o que comprometeu todo o dispositivo táctico que Rúben Amorim havia montado para este jogo.

 

De Matheus Nunes. Já mencionado acima como autor do golo, saltou muito bem do banco logo a abrir a segunda parte e confirmou que não treme em circunstância alguma: volta a marcar ao Braga, tal como também já tinha marcado ao Benfica. De olhos na baliza e com vocação para se agigantar nos desafios mais decisivos. Merece integrar o onze titular do Sporting. Acredito que assim acontecerá até ao final do campeonato.

 

Das mudanças operadas pelo treinador. Ao intervalo, com menos um em campo, mandou sair Nuno Santos e Paulinho, trocando-os por Neto e Matheus Nunes. Aos 65', deu ordem de saída a João Mário e Pedro Gonçalves, fazendo entrar Matheus Reis e Tiago Tomás. No fim, já aos 90'+1, trocou um magoado Nuno Mendes pelo regressado Plata só para congelar a bola, tarefa que o jovem colombiano desempenhou na perfeição. O essencial foi cumprido, prevalecendo a palavra de ordem: para onde vai um, vão todos. O colectivo é sempre mais importante do que o individual.

 

De termos cumprido o 29.º jogo seguido sem perder. Conquista atrás de conquista nesta equipa orientada por Rúben Amorim. Desta vez igualamos um recorde já com meio século de existência, igualando o máximo estabelecido em duas épocas consecutivas (1969/1970 e 1970/1971) pelo Sporting de Fernando Vaz. Somos, há muito, o único emblema invicto no campeonato em curso.

 

Do nosso palmarés defensivo. Apenas 15 golos sofridos em 29 partidas já disputadas. Praticamente apenas um sofrido de dois em dois jogos - notável estatística que diz muito do comportamento em campo da nossa equipa. Que lidera isolada a LIga 2020/2021 há 23 jornadas. 

 

Dos 73 pontos somados até agora. Quando faltam ainda cinco jornadas, garantimos o terceiro lugar que nos fugiu in extremis na época anterior. Estamos a seis pontos de conseguir o acesso directo à Liga dos Campeões. E a quatro vitórias do título. Continuamos a depender só de nós, neste momento em que levamos sete pontos acima do FC Porto e mais 13 do que o Benfica, equipas que só hoje jogarão.

 

Do balanço muito positivo no confronto com os principais adversários. Até agora, nesta época, enfrentámos sete vezes FC Porto, Benfica e Braga. Balanço: cinco vitórias, dois empates e nenhuma derrota. É assim que se conquistam títulos.

 

 

Não gostei

 

 

Do desempenho do árbitro. Começo a acreditar que não é coincidência: o Sporting tem sempre azar com Artur Soares Dias. Voltou a acontecer: houve uma chocante dualidade de critérios do juiz portuense já destacado para apitar no Campeonato da Europa. Estragou de vez o espectáculo desportivo logo aos 18', fazendo expulsar Gonçalo Inácio ao exibir-lhe o segundo amarelo quando no minuto anterior tinha perdoado uma entrada de pitons em riste de Fransérgio a derrubar Palhinha e aos 60' fez vista grossa a uma grande penalidade cometida pelo intratável Raul Silva contra Coates. Dois pesos, duas medidas. Mau no capítulo técnico, péssimo no capítulo disciplinar. Dizem que é "o melhor árbitro português". Por aqui já se percebe o nível dos restantes.

 

De ver o nosso treinador fora do banco. Não aconteceu com nenhum outro neste campeonato, nem sequer com os maiores arruaceiros reconhecidos e comprovados: Rúben Amorim esteve três jogos seguidos impedido de orientar a equipa na sua área técnica, cumprindo o terceiro em Braga. É assim a nossa "justiça desportiva", que continua sem penalizar Sérgio Conceição por ter dirigido graves injúrias ao seu colega Paulo Sérgio, com quem quase se envolveu à pancada no decurso do Portimonense-FC Porto, disputado há mais de um mês.

 

De Gonçalo Inácio. Entrou extremamente nervoso, como se lhe pesassem as pernas e o emblema do Braga fosse um bicho-papão. Ser esquerdino a alinhar como central mais deslocado à direita não ajuda: diminui-lhe os reflexos e a capacidade de reacção quando o adversário o apanha de pé trocado. Fez falta a justificar amarelo logo aos 10', num derrube a Gaitán, e oito minutos depois viu o segundo cartão, que o afastou do jogo, ao tocar em Galeno - a quem momentos antes entregara a bola. Soares Dias exagerou na admoestação, pois o lance desenrolava-se ainda longe da nossa baliza e Palhinha estalava lá também, a controlar o portador da bola. Mas Gonçalo foi imprudente por excesso de intranquilidade, aliás já revelada no jogo anterior. Neto saltou do banco para o seu lugar e cumpriu.

 

De João Mário. Voltou a demonstrar que está fora de forma e merece uma cura de banco. Continua a actuar com extrema lentidão, incapaz de verticalizar e agilizar o jogo. O primeiro cartão exibido a Gonçalo surge na sequência de um passe à queima do campeão europeu, virado para a baliza errada. Matheus Nunes e Daniel Bragança espreitam-lhe o lugar.

 

De Paulinho. Esteve toda a primeira parte em campo e novamente quase não se deu por ele. Mesmo no quarto de hora inicial, em que mantínhamos onze em campo, o ex-artilheiro do Braga só deu nas vistas aos 14', quando falhou uma emenda na sequência de um canto. Depois, sem bola disponível, desapareceu de vez do jogo e já não voltou do intervalo.

 

Do cartão exibido a Adán. Deve ser caso único: o nosso guarda-redes fica fora do próximo jogo por acumulação de amarelos. É quanto basta para se perceber como o Sporting é alvo preferencial da arbitragem. O quinto foi ontem exibido por Soares Dias, aos 90'+6, tendo o juiz portuense mostrado também cartão a Pedro Gonçalves, então já devolvido ao banco de suplentes. Na próxima partida, em que recebemos o Nacional, Max será pela primeira vez titular da baliza nesta Liga 2020/2021. Ausente estará também Tiago Tomás (que ontem viu igualmente o quinto cartão), além de Gonçalo Inácio.

 

Do campo inclinado. Soares Dias matou o desafio como espectáculo competitivo aos 18', fazendo expulsar Gonçalo. Isto condenou o Sporting a fechar-se no seu reduto, praticando apenas jogo defensivo enquanto aguardava a oportunidade de conseguir pontos - como viria a acontecer - em lance de bola parada. Um teste à resistência física e psicológica do onze leonino, que actuou mais de uma hora num inédito 5-4-0. Nove jogadores atrás da linha da bola. Um teste também à resistência anímica dos adeptos.

A montanha pariu um Braga

Três jogos contra o Braga nesta temporada. Três vitórias do Sporting.

Olho para a classificação da Liga 2020/2021: o Braga está com menos 15 pontos.

Lembram-se? É a mesma equipa que todos os catedráticos do esférico se fartavam de gabar, semana após semana, dizendo que praticava "o melhor futebol" em Portugal. Olhavam para o Monte do Sameiro e viam lá a Serra da Estrela.

Se já me faziam rir antes, imaginem o gozo que me dá ouvi-los agora. 

O dia seguinte

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Ontem foi 25 de Abril, e em 1974 com o 25 de Abril veio a liberdade, e veio também a dobradinha do Sporting com um argentino, Hector "Chirola" Yazalde, a ser de longe o melhor jogador do campeonato, além de bota de ouro com 46 golos em 30 jogos.

E ontem foi um uruguaio, Sebastián "El patrón" Coates a ser crucial na vitória épica em Braga, a jogar com menos um desde os 15 minutos devido a uma arbitragem parcial dum habilidoso árbitro do Porto que já nos tinha prejudicado enquanto VAR em Famalicão.

O Sporting entrou mal no jogo, a entrada de Nuno Santos no onze inicial que eu tanto preconizava não resultou. O Braga manobrava à vontade no meio-campo criando situações de superioridade numérica e partindo com a bola dominada para cima da defesa. De duas situações assim saíram dois amarelos para o mesmo e consequente expulsão, Fransérgio entrou de sola e só viu amarelo, e lá ficámos a jogar 10 contra 11.

Rúben aguentou a vontade de mexer na equipa, ela soube recompor-se dentro do campo num 5-4-0 de muito trabalho que conseguiu aguentar a pressão do Braga até ao intervalo. A segunda parte foi mais do mesmo, a equipa foi sendo refrescada de acordo com o desgaste dum ou doutro, o Braga teve uma ou outra oportunidade para marcar e não conseguiu. Dum lance estudado o Matheus correspondeu â solicitação de Porro e marcou, repetindo o que tinha acontecido para a Taça da Liga com outros actores, no caso Inácio a solicitar e Porro a marcar.

Depois disso foi segurar a vitória, praticamente sem conceder qualquer oportunidade ao Braga.

Foi mesmo uma vitória épica. Ficar reduzido a 10 em Braga, a precisar de ganhar para poder prosseguir em boas condições na corrida para o título, e a conseguir mesmo ganhar não é para todos, é mesmo para muito poucos.

Foi uma vitória feliz no único remate à baliza do adversário? Foi. Mas então o que dizer da infelicidade nos três jogos que deram empate, em que fomos bastante superiores e nos fartámos de rematar para nada? Foram 6 pontos perdidos assim, com golos anulados, penaltis desperdiçados, golos doutro mundo dos adversários, infelicidade do guarda-redes... E ontem só ganhámos 3. Fica a estrelinha a dever-nos outros 3...  

Se Coates foi mais uma vez o herói, e Adán fez uma defesa soberba, muito bem estiveram os que foram entrando: Matheus Nunes, Neto, Matheus Reis, Plata. Acabando o primeiro por marcar o golo decisivo, mais uma prova da união e solidariedade existentes no plantel, mesmo os que menos minutos jogam se sentem importantes para ajudar o Sporting a vencer. E, como ontem, fazem mesmo a diferença.

Assim ficam a faltar cinco finais. Como diz o Rúben só temos mesmo de ir ganhando o próximo jogo, que o resto vê-se no fim. E o próximo é contra o Nacional, com o grande Max na baliza.

Voltando ao início, se calhar algures lá em cima o grande "Chirola" está a proteger-nos.

Fica aqui também uma palavra de muita saudade para outro argentino de muita fibra, que veio para o Sporting recomendado pelo "Chirola": Sérgio Saucedo, que nos deixou sexta-feira com 61 anos. Paz à sua alma.

 

PS: Percebem agora porque adoro argentinos e uruguaios? Até do Alan Ruiz era incapaz de dizer mal...

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

 

A corda que não partiu

Se os 3 pontos souberam a mel o jogo soube a fel. E por maior que seja a festa há questões a pôr:
O que tem a ver a ausência de um central com a total incapacidade de João Mário, Palhinha, Gonçalves e Nuno Santos trocarem mais de dois passes sem falharem ou perderem a bola? Porque quase nunca ganhámos a segunda bola nos ressaltos defensivos? Paulinho deixou de ter má relação com o golo para passar a ter má relação com o jogo, gostava de ver as estatísticas dele, acho que foi zero em tudo: recepções,  remates, passes, desarmes. Quantas bolas longas o TT conseguiu segurar? Os remates de meia distância têm de ir todos para o bancada?

Já fizemos melhor, muito melhor e precisamente agora é que é preciso mais.

Entre o minuto 17 e o 18, o verme do apito fez vista grossa a uma entrada de Fransergio sobre Palhinha igualzinha à que lhe deu a expulsão na partida com o SLB; logo a seguir viu uma falta para segundo amarelo num encosto do ingénuo Gonçalo Inácio. Quem tivesse dúvidas ao que vinha ficou sem elas. No fim, de pura raiva, espargiu amarelos sobre o banco do Sporting. Ainda deve estar lá na Pedreira às escuras a mostrar cartões a tudo que lhe aparecer à frente.

Por fim, uma equipa que não fosse tão medíocre como o Braga teria vencido sem dificuldade este Sporting. E o desabar deste embuste foi o que deu mais graça a uma vitória arrancada a ferros.

Prognósticos antes do jogo

Primeira das seis finais que queremos superar para conquistarmos o título de campeão nacional. Vai jogar-se hoje à noite, a partir das 20 horas, na "pedreira" de Braga. 

Na época passada, também para o campeonato, a nossa deslocação ali foi mal-sucedida: saímos derrotados 0-1. Com a equipa ainda treinada por Silas.

E agora, como será? Avancem lá com os vossos prognósticos.

Amanhã à noite na Pedreira

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Entramos amanhã na fase final deste campeonato. Segue-se o Braga (F), Nacional (C), Rio Ave (F), Boavista (C), Benfica (F) e Marítimo (C). Na primeira volta foram 5V e 1E. Que bom seria se acontecesse o mesmo desta vez. De qualquer forma, com 4 pontos de vantagem - melhor dizendo 3, porque em igualdade pontual com o Porto perdemos pelos golos fora no confronto entre os dois - temos de vencer cinco jogos. Contar que o Porto perca na Luz não serve, pode muito bem ganhar.

O Sporting não atravessa uma boa fase. O desgaste físico e mental da equipa é posto a nu pela intensidade dos adversários e a falta de sorte nos momentos chave. As tentativas de Rúben Amorim de introduzir novidades na mecânica colectiva não tem resultado.

Segue-se o Braga, equipa por demais conhecida do Sporting e do Rúben, à qual ganhámos duas vezes esta época mas que vai fazer tudo para nos retirar o sonho do título. Espera-se um confronto equilibrado, com as duas equipas muito encaixadas, em que a inspiração individual dum ou doutro faça a diferença. E os melhores jogadores estão no Sporting.

Tenho boas recordações da Pedreira, um estádio completamente diferente, obra-prima do arquitecto Souto Moura. Acho que a primeira vez que lá fui foi em 2011 quando, com José Couceiro, ganhámos na última jornada ao Braga de Domingos para acabar em 3.º lugar da Liga. A última foi em 2017, quando com Jorge Jesus vencemos por 3-2 com "hat trick" de Bas Dost, mas perdemos um Alan Ruiz que até estava em crescendo e que depois dessa lesão nunca mais conseguiu corresponder.

 

Quanto ao plantel disponível, Tabata terminou a época, Feddal espero que já esteja em condições.

Imagino então que Amorim convoque os seguintes elementos:

Guarda-redes: Adán e Max.

Defesas Centrais: Neto, Quaresma, Feddal, Inácio, Matheus Reis e Coates.

Alas: Porro e Nuno Mendes.

Médios Centro: Palhinha, João Mário, Bragança e Matheus Nunes.

Interiores: Pedro Gonçalves, Jovane, Nuno Santos e Plata.

Pontas de lança: Tiago Tomás e Paulinho.

Dizia na última rubrica: "Acho que João Mário tem de retornar ao seu melhor lugar, e entre ele e Bragança um deles deverá dar lugar a um jogador diferente que traga cruzamentos e golos, como Nuno Santos." E foi mesmo Nuno Santos que entrou na segunda parte para centrar para a cabeça de Coates.

Pelo que a minha equipa continua ser a seguinte:

Adán; Inácio, Coates e Feddal; Porro, Palhinha, João Mário e Nuno Mendes; Pedro Gonçalves, Paulinho e Nuno Santos.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo para ultrapassar o Braga e manter a vantagem pontual na liderança da Liga.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

#OndeVaiUmVãoTodos

PS: Na última jornada foi o Miguel que acertou.

 

SL

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