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És a nossa Fé!

Zero

Na conferência de imprensa de ontem em Alvalade, onde desta vez não lesionou a mão, evitando dar murros na mesa, Abel Ferreira - ex-jogador do Sporting - lembrou-se de perguntar quantas vezes fomos campeões nos últimos 25 anos.

Apetece-me devolver-lhe a pergunta. Questionando-o quantas vezes, até hoje, foi o Braga campeão nacional de futebol.

E acrescentando que perdeu uma excelente oportunidade de ficar calado.

Está tudo bem?

Isto agora demora um pouco mais a chegar a casa...

A resposta à pergunta que faço no título não faço a mínima ideia qual seja, mas sei que hoje não foi o Sporting dos últimos muitos jogos que esteve em campo. Hoje vimos um Sporting mandão, que não deu veleidades ao adversário e que fez uma exibição consistente, bem conseguida e de encher o olho.

Não sei se está tudo bem, mas sei que é este Sporting que todos queremos, a ganhar obviamente, mas não ganhando, deixando a impressão que tudo faz para vencer.

Aguardemos por quinta-feira, então, desejando que a péssima imagem deixada na primeira mão possa ser lavada com uma exibição igual à de hoje. Afinal, "basta" ganhar por dois...

Do 8 ao 80, o coração não aguenta

Ou de besta a bestial em três dias, Mr. Keizer.

Ja nem sei em que acreditar. 

O que sei é que este foi um dos melhores, se não o melhor desempenho da equipa do Sporting e com muito dedo do treinador. Centrais trocados com Ilori no seu lugar, do lado direito. Laterais assimétricos - um ataca, outro apenas defende. Diaby a fazer de segundo ponta de lança nas costas de Bas Dost. Gudelj e Wendel a médios, Bruno a tudo o resto: marcar, assistir, definir, recuperar, o melhor médio do Sporting de todos os tempos (pelo menos dos meus...).

Na quinta-feira aquela miséria...

E agora 3-0 ao Braga sem nenhuma defesa relevante do Renan e zero oportunidades de golo do Benfica do Minho.

Quanto é que vale afinal este Sporting?

Já não sei dizer...

SL

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da goleada em casa contra o Braga, concorrente directo. Vitória concludente do Sporting neste jogo, parte dele disputado sob chuva intensa. Um jogo em que mantivemos claro domínio do princípio ao fim, derrotando uma equipa que não perdia desde a jornada 14 e que nas três épocas anteriores tinha sempre pontuado em Alvalade. Desta vez a nossa superioridade foi manifesta, o que se traduziu não só na exibição em campo (uma das melhores da temporada) como no resultado: 3-0. Três pontos muito importantes, que nos encurtam a distância relativamente à equipa que acabamos de derrotar: estamos neste momento a quatro pontos do pódio.

 

De Bruno Fernandes. Outra grande exibição do capitão leonino, comandante do onze em campo. Foi ele a abrir o marcador, aos 34', marcando um livre directo de forma perfeita com um forte remate, muito bem colocado, ao canto superior esquerdo da baliza braguista. Foi também ele a fazer a assistência para o terceiro golo, com uma assistência em diagonal a partir da linha de fundo, servindo na perfeição Bas Dost. Os números não enganam: o médio criativo marca pelo terceiro jogo consecutivo, somando já 21 golos na temporada e sete assistências no campeonato. O homem da partida.

 

De Wendel. Vai subindo de rendimento a cada jogo, mostrando a sua extrema utilidade no onze titular do Sporting. Hoje esteve impecável ao ajudar Gudelj na formação de uma barreira intransponível no nosso meio-campo defensivo e criou constantes desequilíbrios, com posse de bola, nas transições ofensivas do corredor central. Saiu fisicamente debilitado, aos 82', após uma actuação esgotante, sob intensos - e merecidos - aplausos dos adeptos.

 

De Bas Dost. Regresso do ponta-de-lança aos golos - e logo a dobrar. Marcou primeiro, aos 50', de grande penalidade, e culminou a exibição aos 68' com um remate de primeira na grande área, aproveitando da melhor maneira um cruzamento de Bruno Fernandes. A forma como festejou este golo, transbordante de energia, contagiou ainda mais os adeptos no estádio: consumava-se assim o triunfo sobre o Braga, com indícios de que o melhor Sporting está de regresso. Quanto a números, também o avançado holandês mostra serviço: leva 21 golos marcados nesta época, 14 dos quais na Liga. Igualando o ponta-de-lança braguista Dyego Sousa.

 

De Diaby. Grande trabalho sem bola do avançado maliano, arrastando com frequência as marcações adversárias enquanto abria caminho às constantes incursões de Ristovski pelo lado direito (e aos cruzamentos procurando Bas Dost, aos 15', 17' e 66'). Aos 48', mostrando que também é bom de bola, correu 40 metros com ela, desembaraçando-se de sucessivos adversários e acabando por só ser derrubado em falta dentro da grande área do Braga. Foi o melhor lance individual do desafio. E talvez o mais decisivo: desse penálti, convertido por Bas Dost, resultaria a certeza de que já não deixaríamos fugir os três pontos.

 

Da nossa linha defensiva. Impecável exibição do reduto formado por Coates, Ilori, Ristovski e Borja, impedindo o Braga de construir situações de golo. Esta organização defensiva - com o lateral colombiano, muito consistente, fechando bem o corredor esquerdo sem arriscar incursões na ala, ao contrário do macedónio no corredor oposto, e a dupla Gudelj-Wendel ajudando a bloquear o caminho mais à frente - foi um dos condimentos essenciais para termos vencido de forma tão categórica. Pormenor raro: terminamos a partida sem sofrer qualquer golo. Não há coincidências.

 

Da rotação na equipa. Marcel Keizer, acertadamente, mexeu muito no onze inicial, fazendo entrar sete jogadores que tinham ficado fora dos titulares na quinta-feira, frente ao Villarreal: só Coates, Acuña, Bruno Fernandes e Bas Dost foram repetentes. Este refrescamento foi coroado de êxito: a equipa demonstrou uma desenvoltura física como há muito não se via e que contribuiu em larga medida para o domínio leonino em campo.

 

Da merecida homenagem a Peres ao intervalo. O nosso saudoso médio, duas vezes campeão nacional pelo Sporting e com um brilhante currículo igualmente ao serviço da selecção, mereceu ser evocado dias após o seu falecimento. Felizmente a exibição leonina neste jogo esteve ao nível da classe e da categoria de Fernando Peres.

 

 

 

Não gostei

 

Que Luiz Phellype ainda não tenha marcado pelo SportingEntrou hoje aos 70', substituindo Bas Dost. É verdade que já vencíamos por 3-0 e tínhamos reduzido a pressão ofensiva, mas o melhor que o brasileiro conseguiu foi um cabeceamento ao lado, no minuto 75.

 

Da "greve" de apoio à equipa feita pelas pseudo-claques. Destes apoiantes o Sporting não precisa. De todo.

 

Do vaivém de alguns jogadores, que tão depressa são titulares como ficam excluídos das convocatórias. Aconteceu desta vez com Miguel Luís e Jovane, que têm andado mais fora que dentro. Assim tardarão a ganhar rotinas e confiança.

 

Da ausência de Nani. Pelos motivos que já expressei aqui.

No mínimo

Numa homenagem a um enorme jogador de futebol, Fernando Chalana, o Benfica "espetou" 10 ao Nacional.

O que se exige no nosso próximo jogo em casa, numa homenagem merecida aos sócios e adeptos que ainda lá vão, apesar dos pesares, o que se exige é no mínimo uma vitória tão expressiva como aquela do Benfica sobre o Nacional. Afinal estamos a falar de adversários pequenos, ontem, como na próxima jornada em Alvalade.

Inqualificável

É inqualificável que um treinador supostamente contratado por ter vocação para formar jovens esteja a fazer tudo ao contrário do que a sua contratação prometia. Menorizando a formação leonina ao ponto de ter feito alinhar um onze titular sem um só jogador formado em Alcochete - algo que não sucedia desde 2007.
Não foi nada disto que Frederico Varandas prometeu aos sócios na campanha eleitoral.

Entretanto, o Braga já vai sete pontos à nossa frente na Liga 2018/2019. Com três jogadores da formação leonina: Esgaio, Palhinha e Wilson Eduardo.

Quente & frio

Gostei muito que o Sporting tenha conseguido qualificar-se - pelo segundo ano consecutivo - para a final da Taça da Liga (e gostaria que os adeptos leoninos deixassem de chamar-lhe "taça da carica", tal como gostava que deixassem de assobiar o hino da Champions em Alvalade). Uma qualificação difícil, suadíssima, e que só ocorreu graças à marcação de pontapés de grande penalidade - aliás à semelhança do que sucedeu duas vezes na época passada, primeiro na meia-final frente ao FCP e depois na própria final contra o V. Setúbal. Como assinalei logo após o jogo, também gostei muito da exibição de Renan, que travou três penáltis do Braga, sagrando-se herói desta partida. Mas já nos 90 minutos regulamentares (que terminaram com um empate 1-1) tinha estado muito bem, com duas grandes defesas aos 67' e aos 75'.

 

Gostei  da luta que soubemos dar à equipa bracarense, que jogava em casa, perante o seu público. Foi um jogo nem sempre bem disputado, e com uma segunda parte muito aquém do que devemos esperar e exigir dos nossos jogadores. Mas a equipa treinada por Marcel Keizer revelou maturidade suficiente para aguentar a pressão alta da turma adversária e levá-la a cometer erros, transferindo a decisão para os penáltis. Aí fomos superiores, uma vez mais. Destaque também para o golo de Coates, aos 37', com um grande cabeceamento ao ângulo superior direito da baliza do Braga: é sempre bom - até por ser raro - vermos os nossos centrais aproveitarem da melhor maneira estes lances de bola parada ofensiva.

 

Gostei pouco dos sustos que sofremos durante a partida. Um golo sofrido logo no terceiro minuto de jogo, por uma imperdoável desconcentração da nossa linha defensiva. Outro golo sofrido - e felizmente anulado pelo árbitro Manuel Oliveira após visionamento da jogada, precedida de falta de Dyego Sousa sobre Acuña - mesmo a abrir a segunda parte. Uma bola a embater-nos com estrondo na trave, estavam decorridos 75'. E tantos passes falhados, sobretudo no meio-campo, com Bruno Fernandes a destacar-se aqui pela negativa.

 

Não gostei  da estreia de Luiz Phellype como titular. O ex-avançado do Paços de Ferreira, hoje inicialmente no lugar de Bas Dost na frente de ataque, só protagonizou um remate que saiu junto ao poste, aos 21', tendo passado ao lado da partida durante o resto do tempo - também, valha a verdade, por ser pouco e mal servido pelos colegas. Aos 69', deu lugar ao holandês, mas sem qualquer melhoria: Dost foi incapaz de criar um só momento de perigo para as redes bracarenses.

 

Não gostei nada  de ver três dos nossos melhores jogadores - Bas Dost, Coates e Nani - falharem penáltis ao serem chamados a decidir, no termo da partida. Uma equipa que se gaba de ser grande não pode claudicar de forma tão gritante num momento decisivo como este: felizmente Bruno Fernandes, Raphinha, Ristovski e Jefferson, por contraste, deram boa conta do recado. Também não gostei nada de ver que Miguel Luís e Jovane, dois jovens jogadores da nossa formação já com provas dadas na equipa principal, deixaram de contar para o treinador: ambos voltaram a ficar fora da convocatória.

Soube muito bem

Uma vitória muito sofrida, uma vitória com desgaste evidente nalguns jogadores, Keizer meteu a carne toda no assador e Renan foi fundamental no final feliz.

Uma vitória que soube muito bem, foi bonito ouvir o discurso histérico e cobarde dos responsáveis do Braga (muito bem esteve o nosso presidente, Frederico Varandas na sua intervenção no final do jogo, tem toda a razão naquilo que disse), a começar por um Abel completamente descontrolado e a terminar no discurso Vieirista do compadre do dito. O Braga cada vez mais é uma cópia foleira do clube de Lisboa que tem a mesma cor de camisola. 

Realmente tenho de repensar o que fui aqui dizendo, não faz sentido nenhum fazer negócios de jogadores, bons ou maus ou seja o que for, com um clube que quando nos defronta os jogadores parecem cães raivosos e quando defronta o Benfica parecem caniches de trazer por casa. 

Por isso mesmo, soube mesmo muito bem !!!

SL

O herói

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Renan Ribeiro acaba de defender três penáltis. Graças a ele, e só a ele, o Sporting conseguiu dobrar o Braga e vai comparecer sábado na final da Taça da Liga: defenderemos contra o FC Porto o troféu de que somos titulares.

Espero que todos quantos há quatro meses vêm injuriando este bravo guarda-redes brasileiro, titular da nossa equipa, metam enfim a grafonola no saco.

Um recado às viuvinhas

Na época passada, com um treinador oito vezes mais caro do que José Peseiro, fomos incapazes de ganhar ao Braga.

Empatámos 2-2 em Alvalade, a 5 de Novembro, com um apático Jorge Jesus no banco, mandando sair Bruno César para a entrada de Alan Ruiz aos 89'. O empate surgiu no último suspiro do desafio, graças a um penálti convertido por Bruno Fernandes. 

Melhor, em qualquer caso, do que na época anterior, quando os minhotos vieram a Alvalade vencer por 1-0 na estreia de Abel Ferreira como técnico da equipa principal do Braga após ter sido afastado do Sporting B por Bruno de Carvalho.

Na segunda volta de 2017/2018, fomos à Pedreira perder também por 1-0, a 31 de Março. Com Piccini expulso aos 83' e Jesus, novamente assolado por dúvidas existenciais, a demorar oito minutos a mexer na equipa: só aos 91' entrou Wendel - em estreia absoluta, mais de dois meses após ter sido contratado - a três minutos do apito final, quando quase nada havia a fazer. Enquanto Bruno de Carvalho, no banco de suplentes, escrevia mensagens no Facebook em vez de ver o jogo.

Os prognósticos passaram ao lado

Houve prognósticos para quase todos os gostos. Surpreendentemente, houve também uma enorme fixação em Montero, com grande parte dos palpites a anteverem golos do "Avioncito". O colombiano, no entanto, teimou em contrariar esta demonstração de confiança que os pacientes adeptos leoninos - incluindo os cá da casa - continuam a depositar nele. Mantém-se em branco, desinteressado das redes adversárias. 

Tudo isto para dizer que desta vez ninguém acertou.

Castanholas

Há treinadores assim, como o Peseiro e o Jesus e outros, que fazem uma equipa-tipo e insistem até à exaustão com os mesmos onze mais três suplentes, sempre os mesmos, excepto se algum se lesiona e fica impedido.

Depois há aqueles como o Abel, que joga com os que estão em melhor condição e os muda consoante o esquema táctico do adversário, normalmente com êxito.

Eu diria que os primeiros são caguinchas e os segundos são ousados, ou melhor, os primeiros são incompetentes e os segundos nem por isso.

Ontem vimos aquela táctica que tem dado resultado contra adversários de segunda linha (sim, o Benfica também), mas que não tem entusiasmado por aí além. Pode dizer-se que o que era necessário era estabilizar a equipa e se com resultados positivos, tanto melhor. Aconteceu e ainda bem. No entanto continuo sem perceber por que carga de água prescinde o nosso treinador de um espaço que não andará muito longe dos 25/30 metros no meio do terreno, onde normalmente os adversários passeiam e constroem o seu jogo ofensivo.

Continuo sem perceber porque se há um ponta de lança na equipa, Diaby, se insiste em Montero com o impedimento de Bas Dost.

Continuo sem perceber porque insiste em colocar o Bruno Fernandes na equipa, ou pelo menos a 10, já que está em nítida baixa de forma. Porque não a 8, diminuindo aquele deserto no meio do campo?

E continuo sem perceber porque insiste em jogar com Battaglia e mais um (desta vez, como com os azeris, com Gudelj) ali mesmo à frente da defesa, provocando depois aquele fosso até Bruno Fernandes.

E porque não tem um golpe de asa e coloca Nani a 10, retirando dele toda a capacidade de drible curto e passe milimétrico, dando espaço a Jovane.

E já agora, porque só utiliza Jovane a espaços?

Peseiro é medroso (não confundir com merdoso, que eu não tenho nada contra o homem), sempre foi, apesar de quando era novo ter a audácia de colocar quem estava melhor e as suas equipas, o Sporting é disso exemplo na sua primeira passagem pelo nosso clube, praticarem um bom futebol e se no Sporting esse bom futebol não teve êxito, pode dizer-se que foi por puro azar e por alguma indisciplina no balneário (porque foi irreverente e apostou nos que estavam em melhor condição, em detrimento de algumas vacas sagradas do balneário, precisamente, que lhe fizeram a "folha").

Eu gostava de terminar o campeonato com todos os jogos contados por vitórias, seria inédito, mas sabemos que o campeonato é uma prova de regularidade, ganha quem chegar ao fim com mais pontos, independentemente do número de derrotas, o que quer dizer que, tendo ficado chateado com a derrota de ontem em Braga, sobretudo porque estávamos a jogar com uma equipa que vai andar fresca uma boa parte do campeonato (não tem Liga Europa) e agora ainda tínhamos apenas um jogo a mais e sobretudo por isto mesmo, vai ser um directo competidor, sendo talvez quem melhor futebol pratica neste momento na primeira liga. Fiquei chateado, dizia, mas haverá sempre percalços num campeonato tão longo, por isso uma derrota em Braga, onde provavelmente os nossos dois directos adversários também terão dificuldades, não é morte de ninguém.  Como disse, preocupa-me mais o conservadorismo de Peseiro, que pode levar a que esta derrota não seja caso único e contra adversários de bem mais fraca valia. E como sabemos bem, é contra esses que se ganham e perdem campeonatos.

 

Ah! o título do post, que já me esquecia. Só uma mente muito à frente consegue vislumbrar em Castaignos uma possibilidade de dar volta a um jogo que estamos a perder. E isto tendo Diaby no banco, o tipo que veio para ser substituto de Bas Dost. Sim senhor, ó Peseiro, limpa-te a esse guardanapo, pá!

Notas aos jogadores

Nota 7

Raphinha - Dos raros jogadores leoninos que não pareceram ressentir-se com a importância do jogo na Pedreira. Mesmo sem o conveniente apoio de Ristovski, quando jogou na ala direita, fez boas movimentações, sempre de olhos fitos na baliza. O primeiro sinal de perigo foi levado por ele, aos 16'. Remates a rasar o poste (73' e 82'). Cruzamento perfeito para Coates, que falhou o cabeceamento (76'). Merecia o golo: foi o melhor do Sporting.

Jovane - Desta vez não foi o talismã de que a equipa precisava, nem ninguém pode exigir-lhe isso - sobretudo quando fica fora do onze titular e só é lançado, quase em desespero, para render um Nani que andava exausto havia uma quarto de hora. Mesmo assim, protagonizou o melhor momento do jogo leonino, aos 88', num belo lance individual em que deixou três defesas fora do caminho e rematou cruzado, para grande defesa do guardião bracarense.

 

Nota 6

Salin - Quando era preciso, estava lá. Travando João Novais com uma excelente defesa (66') e retardando o golo de Dyego Sousa (57'). Sem culpa no descalabro defensivo de que resultaram os três pontos para o Braga, também por Dyego. Só precisa de melhorar no capítulo da reposição da bola em jogo com os pés.

André Pinto - Muito assobiado do princípio ao fim, cada vez que tocava na bola, o central não pareceu afectado por este desagrado do público afecto à sua ex-equipa. Combinou bem com Acuña: no primeiro tempo, sobretudo, foi pela ala esquerda que saiu sempre o nosso jogo ofensivo. Falhou a cobertura a Dyego Sousa no golo bracarense, mas a principal falha neste lance crucial surgiu dos colegas incapazes de impedir o cruzamento.

Acuña - Actuou pelo segundo jogo consecutivo como lateral esquerdo, voltando a merecer nota positiva tanto no capítulo técnico como no compromisso táctico, sobretudo nas acções defensivas. Não desiste de um lance, o que lhe confere utilidade suplementar num onze muito irregular neste domínio. 

 

Nota 5

Coates - No golo do Braga, acorreu à dobra de Ristovski, mas este seu desposicionamento foi fatal: o eixo da defesa ficou desguarnecido, o que facilitou a penetração de Dyego Sousa. No jogo aéreo, lá à frente, também não esteve feliz: continua sem fazer a diferença. Compensou com bons cortes aos 12', 42' e 48'.

Battaglia - Batalhador, a fazer jus ao apelido de origem italiana, mas sem o discernimento que já revelou noutros desafios. Continua a falhar passes promissores e a confundir progressão ofensiva com transporte de bola. Mas no capítulo da recuperação esteve melhor do que Gudelj, que parece pouco talhado para a posição de médio defensivo.

Nani - Falta-lhe fulgor físico - e isso notou-se em excesso neste jogo. Parece fazer pouco sentido mantê-lo numa ala quando temos Jovane e Raphinha - sem esquecer o ausente Carlos Mané. Rende certamente mais nas costas do ponta-de-lança. Mesmo assim, o momento mais perigoso foi dele - um excelente cabeceamento com selo de golo aos 35', proporcionando a Tiago Sá a defesa da noite.

 

Nota 4

Gudelj - O sérvio abusou do jogo físico e arriscou mesmo um cartão "alaranjado" ao dar uma cotovelada na face de Wilson Eduardo que o árbitro Soares Dias não viu. Talvez para compensar as dificuldades que foi enfrentando como médio mais recuado, lugar para o qual parece pouco vocacionado. Desposicionou-se com frequência, comprometendo o equilíbrio do corredor central leonino.

Bruno Fernandes - O rei dos passes errados, chegando a fazer entregas comprometedoras de bola ao adversário. Corre muito, gesticula bastante, protesta em excesso com o árbitro. Mas na hora da decisão tomou quase sempre más opções, como quando preferiu o remate, aos 65', quando tinha Raphinha em melhor posição. Tarda em voltar à boa forma da época anterior.

Montero - Faz as vezes de ponta-de-lança, mas desta vez mal se deu por ele na área. Abusa das incursões atrás para entregar a bola supostamente a alguém que devia ser... ele próprio. Passou em larga medida ao lado do jogo, excepto num bom centro que Bruno Fernandes desperdiçou aos 65'. Muito pouco para alguém com os pergaminhos deste colombiano que se mantém divorciado dos golos.

 

Nota 3

Ristovski - Porque estaria tão nervoso? Foi sempre um dos elementos mais intranquilos do onze leonino. Défice na progressão atacante e no apoio a Raphinha, parecendo preso às missões defensivas, o que não impediu que o golo do Braga começasse a ser desenhado pelo seu flanco: nem o auxílio de Coates lhe serviu.

 

Nota 2

Castaignos - Entrou aos 79', por troca com Montero, e revelou-se igual a si próprio: é um avançado que nunca marcou pelo Sporting. Manteve-se fiel à tradição que sempre demonstrou em Alvalade desde os tempos de Jorge Jesus: evidencia insuperáveis problemas no capítulo técnico. Quando a bola lhe chega, não sabe o que fazer com ela.

 

Sem nota

Diaby - Em desvantagem desde o minuto 67', precisávamos de reforçar a frente atacante. Mas Peseiro optou por manter no banco o reforço do Mali contratado para marcar golos. Quando entrou, aos 85', por troca com o extenuado Gudelj, já pouco lhe restava para fazer. E não fez mesmo. 

Armas e viscondes assinalados: Mandaram a liderança abaixo em Braga

Sporting de Braga 1 - Sporting 0

Liga NOS - 5.ª Jornada

24 de Setembro de 2018

 

Salin (3,0)

Consciente de que a sua titularidade está indexada às vitórias em todos os outros jogos e empates em casa de adversários directos, o guarda-redes que não custou três milhões de euros, não foi uma aposta da comissão de gestão para substituir esse último e não é uma das maiores promessas de Alcochete fez tudo o que estava ao alcance para garantir pelo menos o segundo objectivo. Se no próximo jogo ficar sentado no banco a recordar os tempos passados no mesmo local, empenhado em mediar a comunicação entre Jorge Jesus e Doumbia, poderá agradecê-lo a Dyego Sousa, inclemente no desvio de bola que deu golo. Até então, e depois disso, Salin mostrou-se à altura das exibições anteriores, com boas defesas e ainda maior eficácia a desviar uma bola rematada por João Novais, logo na primeira parte, recorrendo apenas ao poder da mente.

 

Ristovski (2,5)

A frequência com que os ataques bracarenses se desenrolaram literalmente nas suas costas e a falta de coordenação com Coates contribuíram para que a noite lhe fosse menos memorável do que para Jefferson, que não só ficou isento de culpas, na condição de suplente não-utilizado, como ainda reviu os amigos que fez no ano em que foi emprestado aos minhotos.

 

Coates (2,5)

Terminou o jogo plantado no ataque, à espera de um milagre, como aquando da fase terminal de Jesus no Sporting, mas não estava escrito que um golpe de cabeça certeiro traria a redenção por permitir o cruzamento que resultou no único golo do jogo. Tirando isso voltou a ser imperial nos duelos aéreos com os avançados e, mantendo a tradição, incorreu numa arrancada pelo meio-campo adversário, cuja única consequência foi um lançamento de linha lateral a beneficiar a equipa da casa.

 

André Pinto (3,0)

Assobiado por milhares sempre que tocava na bola, o central português portou-se maravilhosamente bem para quem é o ‘understudy’ de Mathieu. Seguro em quase toda a partida, tirando a ocasião em que Dyego Sousa passou por si, entrou na grande área e rematou para as mãos de Salin, não merecia sair derrotado de Braga após um enxovalho público tão atroz que o árbitro Artur Soares Dias se apiedou e limitou o tempo de compensação a apenas três minutos. Como escreveu o italiano Cesare Pavese, nada é mais inabitável do que um estádio de onde saímos após recusar a renovação de contrato e sem render um cêntimo ao clube que nos empregava.

 

Acuña (3,0)

Voltou a desempenhar funções de lateral-esquerdo, empenhando-se nessa missão com a costumeira garra, acompanhada desta vez por alguns erros de posicionamento e cortes deficientes. Manteve, no entanto, a vantagem de saber o que fazer com a bola e ser o melhor do plantel a fazer passes longos agora que William Carvalho vive em Sevilha e Mathieu recebe demasiadas visitas de médico.

 

Gudelj (2,0)

O facto de o aguerrido sérvio só ter sido amarelado aos 83 minutos, não obstante a constante prática de artes marciais mistas na disputa de bola, pode fazer com que alguns questionem a razão de ser da interminável guerra entre o Sporting e os árbitros portugueses. Quando saiu de campo, para a entrada de Diaby, ninguém teria ficado demasiado surpreendido se um escolta militar o tivesse levado para o Tribunal Penal Internacional de Haia.

 

Battaglia (2,5)

Regressou a Braga com a vontade de transformar o caos em cosmos que lhe é reconhecida, mas não era noite para isso. Lutou como um leão depois do intervalo, sem evitar o progressivo domínio da equipa da casa, e terá percebido mais depressa do que muitos que amanhã seria um novo dia. Assinala-se a forma como pediu desculpa a Dyego Sousa, no lance em que viu o cartão amarelo, na senda de outro latino-americano, também natural da Argentina, para quem também era importante ser um duro sem nunca perder a ternura.

 

Bruno Fernandes (2,5)

Na peugada da luta pela introdução do videoárbitro, levada a cabo pela anterior gerência, urge que os actuais dirigentes leoninos pugnem pela alteração nas regras do jogo que permita a equivalência a golo a todos os remates dirigidos ao ponto imaginário, mesmo ao lado do poste direito, para onde Bruno Fernandes esteve a fazer pontaria toda a noite. Talvez a culpa seja das chuteiras descalibradas.

 

Nani (2,5)

Desviou de cabeça um livre superiormente cobrado por Bruno Fernandes, no que foi a principal ocasião de perigo do Sporting na primeira parte. Pena é que o lance só tenha servido para a afirmação do jovem guarda-redes Tiago Sá, a quem caiu a titularidade ao colo no Braga pelos mesmos motivos (lesão do titular e desânimo do suplente) que poderão ainda fazer de Luís Maximiano o próximo Rui Patrício... Mesmo antes do intervalo distinguiu-se no modo como travou um contra-ataque leonino, contemplando o defesa que tinha pela frente como se estivessem num filme europeu, pelo menos até ao momento em que decidiu por um atraso e deu ensejo a Soares Dias para apontar o caminho para os balneários. E o pior é que isso foi um prenúncio do que seria a sua intervenção no relvado até ceder o lugar a Jovane Cabral.

 

Raphinha (3,0)

Rematou muito, construiu muitas jogadas, ganhou muitos duelos graças à velocidade e ao jeito natural para a coisa. Mas os remates teimaram em sair ligeiramente desenquadrados, quase sempre acima da barra, pelo que à luz da exibição em Braga estará mais próximo de ser convocado para a selecção brasileira de râguebi do que para a de futebol.

 

Montero (3,0)

O remate, de muito longe e muito à figura de Tiago Sá, executado pelo colombiano no final da primeira parte, fez lembrar os convites para jantares e saídas nocturnas que alguns homens ainda trancados no interior de móveis do Ikea fazem a mulheres. É possível que Montero tente disfarçar o desinteresse em procurar o golo, mesmo sendo certo que faz tudo o que está ao alcance para ajudar os colegas a agitarem as redes. Assim fez na segunda parte, protagonizando uma arrancada épica pela direita, na qual ultrapassou uns quantos adversários até conseguir cruzar, com conta, peso e medida, para Bruno Fernandes. Coube a este, em vez de passar ao também isolado Raphinha, culminar o lance com um remate para o ponto imaginário mesmo ao lado do poste direito - e a recompensa que Montero recebeu pelo esforço, dedicação e devoção inglória consistiu em ser substituído por Castaignos.

 

Jovane Cabral (3,0)

O talismã do Sporting entrou em campo com a equipa em desvantagem, mas como o jogo só ia no minuto 72 havia tempo mais do que suficiente para a reviravolta, talvez mesmo para a goleada. Assim pensaram os adeptos ao vê-lo tomar a bola nos pés, ultrapassar meia-dúzia de adversários tomados pelo pânico, ganhar posição na grande área bracarense e fazer um magnífico remate. Só que o inopinado Tiago Sá resolveu evitar o que seria o golo do empate, e os colegas de Jovane, muitos dos quais cristãos devotos ao ponto de temerem falsos ídolos, evitaram passar-lhe o esférico durante os minutos que faltavam para o apito final. E da vez em que voltou a conseguir apossar-se da bola, ludibriando os outros 21 jogadores em campo, fez um daqueles seus remates para a bancada que até agora compensavam as intervenções decisivas.

 

Castaignos (1,5)

Chamado a jogo com a missão de garantir a presença de um avançado mais fixo, assim como aquele seu compatriota mais velho, mais alto e mais marcador de golos, falhou miseravelmente. Teme-se que um segredo ultra-secreto de Fátima, ainda por revelar, seja a verdadeira razão para Castaignos ter ficado no plantel do Sporting enquanto Gelson Dala e Leonardo Ruiz partiam para novos empréstimos.

 

Diaby (1,5)

Teve direito a menos de dez minutos para demonstrar o faro para o golo e a velocidade estonteante que justificaram a sua contratação por mais do que meia-dúzia de tostões. Talvez consiga demonstrar uma e a outra numa próxima ocasião.

 

José Peseiro (2,0)

Mathieu impediu-o de repetir o mesmo onze que apresentou contra a Qarabag e o Sporting de Braga impediu-o de obter o mesmo resultado que conseguiu na quinta-feira passada. Muito solicitado no regresso a um estádio que talvez lhe seja habitável por não ter sido especialmente feliz no Minho, reagiu tarde e a más horas às alterações tácticas feitas por Abel na segunda parte. Quando resolveu reagir estava em desvantagem, tinha pela frente vários jogadores esgotados e opções algo duvidosas no banco. Perdeu a liderança e a única compensação é que não fez pior na Pedreira do que o antecessor, então longe de imaginar que seria o novo Lawrence das Arábias, na época transacta.

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