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És a nossa Fé!

Quando se compara o Braga ao Sporting

Texto de Vítor Hugo Vieira

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São engraçados estes discursos, obviamente vindos de cartilhas, como o do Braga jogar o melhor futebol.

Por acaso estive relativamente atento a esta propagação em concreto.

Começou em Janeiro, curiosamente depois do Sporting derrotar o Braga 2-0 para o campeonato, segundo muitos comentadores sem merecer. Lembro-me claramente de se começar a propagar esta "opinião" nas semanas seguintes à derrota.

Mas, para azar, logo se deu o facto de a 16 de Janeiro o Braga perder com o Paços de Ferreira para o campeonato e uma semana depois, a 23, com o Sporting na final da Taça da Liga. Este discurso do "melhor futebol é o do Braga" acalmou.

Depois disso, [o Braga] ganhou quatro jogos seguidos para a Liga. Veio uma segunda onda de entusiasmo cartilheiro, ainda mais forte que a primeira, fazendo até do Braga um grande candidato ao título, e a maior ameaça ao Sporting na disputa do mesmo.

 

Uma onda de entusiasmo por um clube que desde Janeiro fez 20 jogos, ganhando 12, empatando 3, e perdendo 5. Números que, sendo positivos, não são propriamente impressionantes.

No mesmo período o Sporting - que, como todos sabemos, joga pouco e tem tido sorte - fez 15 jogos, ganhou 13 e empatou 2.

 

Texto do leitor Vítor Hugo Vieira, publicado originalmente aqui.

Vão lá derramar-se para outro lado

Penálti oferecido pelo duo Oliveira & Oliveira que deu um pontinho ao Braga em Famalicão

 

Alguns bitaiteiros acampados nas pantalhas derramam-se em entusiásticos elogios ao Braga. Uns tantos costumam até balbuciar que a equipa minhota «é a que pratica melhor futebol em Portugal».

Estas bacoradas, vindas de ondem vêm, não espantam ninguém. Mais estranho é perceber que supostos adeptos do Sporting as papagueiam nas redes sociais com a intenção deliberada de desvalorizar a nossa equipa. 

Coitados: sabem lá o que dizem. Esta noite a turma braguista foi vulgarizada no desafio com o Famalicão, penúltimo classificado do campeonato. Os de Braga arrancaram um empate a ferros (2-2) mas mereciam ter perdido: a segunda parte foi toda da equipa anfitriã, que marcou um golaço (por Heriberto) e teve mais três flagrantes oportunidades, uma das quais com a bola a embater no poste. E só um brinde escandaloso do árbitro Manuel Oliveira, que inventou um penálti contra os da casa após mergulho do piscineiro Ricardo Horta, permitiu ao Braga embolsar um pontinho em Famalicão. Num grosseiro atentado à verdade desportiva validado pelo vídeo-árbitro Rui Oliveira, que necessita de consulta urgente no oftalmologista.

 

Mesmo levado ao colo pelo duo Oliveira, o Braga acaba de descer ao terceiro posto. Tem agora, à 23.ª jornada, menos 11 pontos que o Sporting.

Digam lá aos tais bitaiteiros qual é a melhor equipa de futebol em Portugal. Eles que se vão derramar para outro lado.

Ceição, filho, isso é falta de hábito

Que a expulsão de Luís Diaz naquele lance em que David Carmo ficou gravemente lesionado, é das coisas mai'parvas a que assisti nos últimos tempos, não me resta a menor dúvida.

Posto isto, a expulsão do rapaz Uribe após se ter enganado e ter cabeceado o nariz ao "nosso" Ricardo Esgaio em vez de o fazer na bola, claramente de forma inocente, não "dará" mais que um joguito de suspensão. Veremos...

Já tu, Ceiçãozinho amigo, vais passando entre os pingos da chuva, o que vos dará razão e não só o Godinho e o Miguel, mas toda a malta da bola anda a brincar com a dita, tantas são as vezes que os mandas "pó caralho", que entras campo adentro como se fosses um extremo, como fora do campo acicatas os ânimos numa clara demonstração de que a mercearia está de pantanas e escasseiam o chocolate, a fruta e as empregadas de balcão, o que até é estranho, porque este ano, mais uma vez, tens sido levado ao colo. Cá pra mim o Bobi ainda tem lá uma reservazinha no armazém, nas traseiras...

Sim, ontem expulsaram-te um jogador indevidamente. Quantos queres para a troca nos últimos... 40 anos? 30? 20? 10? 5? Esta época?

A gente sabe que as contas da mercearia não vão bem. Não vão bem para ninguém, nem para o Barça que qualquer dia deixa de ser més que un club, para ser o Futbol Club Messi, mas numa altura em que claramente o polvo domina "os gajos do apito" e vai à frente alguém por quem nada se dava e as coisas estão complicadas ali para o terceiro lugar, por enquanto o arranjinho da divisão de lugares na Champions é uma miragem, assim que... vai-te habituando.

Sabes quem tem muita experiência disso? Sim, nós!

O Emanuel não merecia isto

 

Os sportinguistas têm um justo orgulho nas medalhas olímpicas conseguidas pelos seus atletas, prova do histórico eclectismo do clube. Mas a verdade é que essas medalhas são troféus dos atletas. Embora o clube possa reclamar alguns créditos, a verdade é que não foram conquistadas ao serviço do clube. Não têm por isso de estar no museu nem em nenhuma sala de troféus. E na sua maioria não estão, fisicamente (só são mencionadas). No caso do Museu do Sporting, há duas exceções: uma das duas medalhas do Carlos Lopes, e a medalha do Emanuel Silva. O facto de estes atletas terem depositado as suas medalhas no Museu do Clube, a meu ver, é uma enorme prova de sportinguismo.
O Emanuel Silva é um Sportinguista com S grande, e na cidade de Braga. A cidade de Braga é a capital do antisportinguismo primário, traduzido da forma mais perfeita no presidente da agremiação local. No fim de semana passado, embora o melhor resultado para o Sp. Braga fosse a vitória do Sporting (de forma a chegarem ao terceiro lugar), sei de muitos adeptos desse clube que preferiam uma vitória do Benfica. Não necessariamente por benfiquismo (embora haja por lá muitos benfiquistas), mas por antisportinguismo primário e doentio.
É muito difícil ser-se sportinguista em Braga. É muito difícil os miúdos na escola em Braga dizerem que são do Sporting. Merecem assim louvor o Núcleo Sportinguista da cidade e sportinguistas como o Emanuel Silva, que é uma referência local entre sportinguistas e não só. Ir a Braga e visitar a Pastelaria Viena (perto do Retail Center), para um sportinguista, deve ser como ir a Coimbra e visitar o Café Brasil.
Um clube não é só feito de cifrões e livros de contabilidade. Um clube desportivo é feito de atletas. Um clube precisa de referências, e a maior referência sportinguista em Braga (que, ao contrário de outros, nunca se coibiu de afirmar o seu sportinguismo) é o Emanuel Silva. Por tudo isto, o Emanuel Silva merecia terminar a sua brilhante carreira de atleta ao serviço do Sporting.

 

Paulinho foi um óptimo negócio

Texto de Gonçalo Ferreira

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Paulinho foi um óptimo negócio. O comunicado do [António] Salvador é para lançar areia nos olhos dos sócios do Braga e descrédito da direcção do Sporting junto de brunistas encapotados. As transferências [de jogadores] têm sempre IVA, só nesta é que [isso] foi expressamente falado.

O Paulinho é o melhor marcador do Braga e internacional português. Poderoso na grande área. Habituado ao nosso campeonato. Por este preço arranjavam melhor ou viria um Sporar 2? Vem para o clube que o Braga diz ser o seu maior rival e que nem lhe pagou o treinador. Ui, se fosse ao contrário!

 

O Sporar, que todos injuriavam, agora já é do outro mundo. E que seja no Braga para tirar pontos a Porto e Benfica. Contra nós não pode jogar.

Pagamos-lhe o ordenado sim, por seis meses. Se cá ficasse não jogava e pagávamos também. Se gostarem dele pagam 7,5 milhões e o ordenado todo. É mau?

 

O Borja, sempre que entrava afundava. Agora é óptimo. A diferença de ordenados não será muita e só por 2,5 anos que é o que falta ao seu contrato original com o Sporting. Depois é tudo Braga.

Se cá ficasse seria bem mais caro e duvido que alguém desse 3 milhões pelo homem.

 

Temos Camacho e os Pedros [Mendes e Marques] a rodar na primeira liga aqui pertinho do nosso olhar.

Estamos em primeiro, destacadissimos.

Já ganhámos a Taça da Liga.

E as bruníssimas almas ainda refilam...


Esta gente não existe realmente. São nicks do Vieira, que a cozer o covid vem meter veneno na internet, ou do pinto calçudo, que entre uns saltos a sites de brasileiras aproveita para lançar a cizânia entre os leões.

Não passarão.

 

Texto do leitor Gonçalo Ferreira, publicado originalmente aqui.

A imensa pequenez

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Foi um fim de semana em cheio para o Sporting.

E um fim de semana de pesadelo para a sucursal minhota do Benfica.

 

No futebol, conquistámos a Taça da Liga numa final empolgante. Terceiro título em apenas quatro anos.

No futsal, goleámos sem remissão: triunfo por 9-0.

No voleibol, outro resultado inquestionável: vitória por 3-0.

Sempre contra o mesmo adversário.

 

 

António Salvador devia falar todos os dias. É um perfeito símbolo da imensa pequenez do Braga.

 

 

ADENDA: «Golo do Sporting é completamente legal.»

Ganhámos, mas...

A condicionante não se refere ao mérito; Tampouco à justiça e muito menos  ao empenho dos rapazes, que foram inexcedíveis na entrega à luta e demonstraram raça de verdadeiros leões.

A condicionante vai para a organização da prova.

Vai para o futebol português.

Vai para a pandilha que gravita e se sustenta à "pála" de um desporto maravilhoso.

Quando vi o nosso Jovane ser atropelado e levar um amarelo, pensei pra mim que "hoje não molhas o pincel, puto!" Meu dito, meu feito, que o apitador ontem queria ele próprio levar o caneco para casa, tal o festival de apito, raramente acertado, que durou parece que para lá do jogo.

Se calhar convém recordar que este é um daqueles de laboratório, dos cursos do INATEL patrocinados pelo Benfica e que ascenderam às insígnias FIFA sem os correspondentes jogos em divisões inferiores, para que o leitor fique enquadrado com a "peça de artilharia". Os mais velhos recordar-se-ão dos retratos "a la minute", sem qualidade, com imagem desfocada e sombras esquisitas. Pois deste assunto o que ainda persiste, são as sombras.

Arrumado o incompetente e fazedor de fretes, a segunda nota vai para a Liga, começando com uma sugestão: Para o ano façam logo a final a quatro, já que é para a treta, ao menos que seja assumida. E que escolham um campo onde se possa jogar à bola, que a competição é futebol, não é rugby (ou râguebi) e muito menos a actividade agrícola de plantação de batatas. Aquilo ( o estádio que a câmara de Leiria entendeu construir para o Euro 2006, empenhando uma parte do orçamento para muitos anos ) é um elefante branco, a gente sabe, mas os elefantes só vão ao charco para matar a sede, para coisas sérias é em piso decente, considerando o peso e se me faço entender...

A terceira nota vai para o trolha (com um enorme respeito pelos que exercem a profissão e são miseravelmente pagos por isso) que preside aos destinos da agremiação braguista: Se ele soubesse o gozo que me causa vê-lo a espumar sempre que perde connosco e felizmente pra nós têm sido muitas vezes, o rato metia-se no buraco antes de vomitar as alarvidades que por norma profere quando leva "na pá" quando perde com o Sporting. Eu sei, ele está f...chateado porque o Sporting prefere o Paulinho que lá tem há imensos anos e nunca defraudou, àquele que eles lá têm e tem sido sistematicamente metido no bolso pelo Coates e parece (espero bem que!) que a torneira fechou.

Uma palavrinha final para o previsível sucessor de Jesus na lampionagem: A dor de corno é fodida, mister.

E ainda um post scriptum: uma enorme salva de palmas para o nosso treinador, com a esperança de que o deixem trabalhar, mesmo que por vezes os resultados nos deixem com um camadão de nervos de ir às urgências e agora não dá muito jeito. Portanto é deixá-lo fazer o seu trabalhinho, que a coisa está melhor que a encomenda. Venha de lá o Boavista.

 

Deu gosto, sim

Eu nem dava muita importância ao troféu que o Sporting acabou de ganhar. Dou muito mais importância à verdadeira taça de Portugal, e dessa infelizmente o Sporting já foi eliminado. No entanto, dou importância a todas as provas e penso que o Sporting deve ter como objetivo sempre ganhar todas as provas que estejam ao seu alcance.

Se este ano desvalorizei a taça da Liga, foi porque ela foi disputada em moldes muito pouco competitivos na primeira fase, que praticamente não existiu. Tudo foi feito para proteger os grandes e o Braga, com o objetivo de os ter nas meias finais disputando um mínimo de jogos (dados os condicionantes desta estranha época desportiva). Não me parece correto: todos os clubes que são parte da Liga deveriam ter o direito a disputá-la. Ou se disputava como deveria ser, ou então mais valeria não a disputar este ano. Foi isso que o Sporting defendeu. Essa posição não prevaleceu, e a prova disputou-se desta forma injusta para os outros.

É curioso notar que o Braga gosta muito de se queixar do predomínio dos grandes e da maior atenção que lhes é dada. Quando fala assim, o Braga gosta de falar em nome dos clubes mais pequenos, que são prejudicados pelos outros. Mas desta vez o Braga foi tratado como um "grande", com uma passadeira vermelha até à meia final como os outros, e não o vimos queixar-se da discriminação para com os "pequenos". Pelos vistos tudo está bem desde que se discrimine a favor deles também.

Foi por isso que deu gosto ganhar esta final. No resto, foi um jogo como os outros. O presidente do Braga é que se deveria questionar sobre por que fica ele com uma azia tão grande quando perde com o Sporting.

Quente & frio

Gostei muito desta conquista da Taça da Liga - o nosso terceiro título de campeões de Inverno em quatro temporadas, primeiro conseguido sem recurso ao desempate por grandes penalidades. Uma vitória que culmina a excelente organização colectiva do futebol leonino, com reflexos dentro e fora do campo. E que é um triunfo, acima de tudo, do actual treinador. Rúben Amorim, em apenas 11 meses, conseguiu renovar por completo a equipa, incutindo-lhe dinâmica e força competitiva sem perder qualidade técnica. Apostou nos jovens, acreditou na formação, trouxe ambição para Alvalade. Não por acaso, lideramos o campeonato, onde somos o único emblema sem derrotas à 14.ª jornada. Não por acaso, deixámos para trás o FC Porto nas meias-finais desta competição que voltamos a ganhar após um ano de interregno, batendo o Braga na final disputada em Leiria. Uma final com exibição magnífica de Coates, pilar da nossa estrutura defensiva, verdadeiro patrão do onze, capaz de travar todo o fluxo ofensivo adversário. Neste jogo decisivo protagonizou 14 recuperações de bola e quatro intercepções. Um gigante. Sem favor, o melhor em campo.

 

Gostei do desempenho de Porro, autor do único golo da partida, que carimbou a conquista do título. Golo marcado aos 41', com um soberbo remate cruzado após magnífica assistência de Gonçalo Inácio, hoje alinhando como central descaído para a direita apesar de ser esquerdino: aquele livre convertido em passe vertical de 35 metros para o internacional sub-21 espanhol equivaleu a meio golo. Palhinha foi outro pilar desta conquista, incansável nas acções de cobertura do nosso meio-campo defensivo: é de uma falta indiscutível que sofreu, junto à linha divisória, que surge aquele livre. Lá atrás, Feddal complementou muito bem o trabalho de Coates. Adán - cada vez mais indiscutível na baliza - fez quatro grandes defesas (26', 69', 90'+4, 90'+6). Nuno Mendes revelou acerto e acutilância como ala esquerdo neste regresso à titularidade. Já na frente, Pedro Gonçalves fez magia numa jogada individual ao findar a primeira parte, com Matheus a rubricar a defesa impossível da noite. E Tiago Tomás, muito castigado por faltas que ficaram sem sanção (ao ponto de o árbitro ter marcado contra ele uma cotovelada que lhe abriu o sobrolho e o forçou a sair do campo por estar a sangrar), mostrou-se inexcedível nos duelos lá na frente. Estes foram os jogadores que mais se distinguiram numa final que infelizmente não contou com um relvado à altura e ficou manchada por uma actuação medíocre do árbitro, que tudo fez para estragar o espectáculo.

 

Gostei pouco novamente de João Mário. Numa partida em que se impunha muito esforço físico, muita luta tenaz pela posse de bola, muita capacidade de choque, o campeão europeu voltou a revelar défice competitivo: quando foi substituído por Matheus Nunes, aos 69', dava a sensação de que já saía demasiado tarde. Outro jogador que ficou aquém do que lhe era exigido foi Nuno Santos: actuou em toda a segunda parte, rendendo Jovane, mas transmitiu a ideia de que nunca chegou a entrar verdadeiramente na partida, talvez por inadaptação àquele lodaçal a que só por ironia alguém poderia chamar relvado. Finalmente, uma vez mais, nota nada positiva para Sporar, que aos 59' entrou para o lugar de Tiago Tomás. O esloveno não pressiona, não rouba a bola, não ganha uma dividida, não causa perigo. E, pior que tudo, continua sem marcar golos. Ontem, servido por Matheus Nunes num cruzamento atrasado em que só lhe bastaria empurrar a bola, aos 81', matou o lance com um passe ao guarda-redes. Para esquecer.

 

Não gostei que esta final tivesse sido disputada quase sempre sob chuva incessante e num terreno em condições impróprias para a prática desportiva. É difícil compreender como é que a Liga de Clubes escolhe para palco de uma final um ervado que vira charco, sem um sistema de drenagem eficaz: a bola não rolava, ficava presa nas covas que se iam cavando à medida que chovia, potenciando eventuais lesões e prejudicando de modo irreversível a qualidade do espectáculo, transformado num festival de chutões sem passes de ruptura nem dribles. Algo inaceitável num país que é detentor do título de campeão da Europa em futebol. Os jogadores não mereciam isto. E nós, espectadores, também não.

 

Não gostei nada da miserável actuação do árbitro Tiago Martins, nosso velho conhecido, que fez tudo para tirar brilho a esta final - como se já não bastasse aquela lama outrora chamada relva. Aos 24' este senhor exibiu um cartão amarelo a Jovane num lance em que a falta ocorre ao contrário: foi o nosso jogador a ser empurrado e pisado, passando a jogar condicionado até ao intervalo, quando Amorim decidiu prescindir dele. Deixou passar impunes duas agressões a Tiago Tomás - uma delas, com um murro na face, devia ter valido a expulsão imediata de Fransérgio. Mas o momento mais negro ocorreu aos 33': assumindo-se como protagonista da final, Martins expulsou em simultâneo o nosso treinador e o técnico braguista, Carlos Carvalhal, por palavras que trocaram entre eles e lhe terão ferido os delicadíssimos tímpanos - ambos foram brindados com vermelho directo. É a terceira expulsão de Amorim desde que está ao comando do Sporting - ele que nunca tinha visto um cartão desta cor em toda a sua carreira como jogador nem no anterior percurso enquanto técnico, o que diz quase tudo sobre a perseguição que nos move esta gente do apito. Mais esclarecedoras ainda são as estatísticas do jogo: o Sporting fez 22 faltas, que geraram sete amarelos e dois vermelhos; o Braga, com 24 faltas, ficou-se por dois amarelos e um vermelho. Números que dizem tudo sobre a chocante disparidade de critérios. 

A Taça entregue a quem dignifica o futebol - e não a quem o conspurca

Respeito o Braga e os seus adeptos, sobretudo por sendo um clube quase sem palmarés (não ao nível de um Boavista ou Belenenses) se bater nos últimos anos com os maiores clubes nacionais. 

Mas há coisas que definem um Clube, por mais simpático que o tentemos tornar com posts "giros" nas redes sociais. 

Uma delas, é recusar assistência a jogadores, quando se lesionam com gravidade: 

https://maisfutebol.iol.pt/sp-braga/ricardo-ferreira/salvador-deu-a-ordem-para-nao-me-pagarem-a-operacao

Outra, é o mau perder ridículo do indivíduo que preside ao Braga, de que mais uma vez deu mostras no final do jogo de hoje. Mau perder esse que é bastante selectivo. Com o SLB, até sai a rir quando leva 6 ou 7 na Luz.

São personagens que só sujam o futebol português. Parece ter agora um treinador à altura, que não desce ao relvado para cumprimentar o vencedor. Sejam felizes juntos.

Rúben Amorim, Palhinha e outros jogadores de verde e branco estavam, felizmente, no palco da festa para mostrar o que é o desportivismo. O que é o desporto. O que é ganhar com raça. O que é o mérito e o que é o Sporting.

Ah - e é NOSSA!

Viva o SCP.

Os melhores prognósticos

O Sporting venceu o Braga, em Alvalade - num estádio infelizmente ainda vazio de público. Quem imperou nesta ronda de prognósticos? Este trio: Fernando, Luís Silva e Ricardo Roque. Todos vaticinaram a vitória leonina por 2-0.

Aplicado o critério de desempate, o trio passou a duo. Cabendo, portanto, o triunfo ao Fernando e ao Ricardo. Porque, além do desfecho, também anteciparam Pedro Gonçalves como marcador de um dos nossos golos.

Ganhámos sem espinhas ao Braga

Texto de Orlando Marinho

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Gostei particularmente de termos ganho sem espinhas. Podem dizer que houve sorte, ou que houve falta de eficácia do Braga. Não interessa nada, ganhámos. Vitória conquistada no campo, e só no campo.

Isso é o mais importante.

 

Gostei que o pior jogo do Pedro [Gonçalves] ainda tenha dado para marcar um golo. Nada mau.

Gostei que o pior jogo do Nuno Santos ainda tenha dado para fazer uma assistência para golo, que seria penálti se não desse golo. Nada mau.

Gostei do João Mário, como sempre. Está a subir de rendimento. Sorte a nossa.

Gostei do Porro e do Nuno Mendes. Não me lembro de termos tão bons laterais como agora. São ambos grandes e, se houvesse capacidade financeira, teríamos laterais para uma década.

Gostei muito do Matheus Nunes, tem tudo para ser grande. Termos um jogador destes no banco é uma grande evolução. Sem falar no Bragança.

O Sporar, no segundo golo, supreende-nos a todos. Há uns tempos não conseguia fazer aquilo. Está a lutar por um lugar.

O Adán é um guarda-redes bom, que traz experiência e tranquilidade à equipa. O Max, mesmo com todas as qualidades que lhe reconheço, vai ter de esperar.

 

Os centrais são o que são: no final zero golos sofridos, missão cumprida.

O resto é treta.

Mas como é de treta que se trata, aqui vai. Muito das dificuldades em segurar a bola vem de nenhum dos três ser capaz de colocar a bola com o mínimo de qualidade. O Coates tem essa missão, mas ontem não conseguia acertar uma. Tem muitas consequências na construção a partir de trás e ainda mais quando jogamos com gente muito levezinha na frente.

O adversário só tem de pressionar um pouco e lá vemos a bola a ir para terra de ninguém. É um ponto débil.

 

Não gostei do relvado: estava com muita areia, o que faz com que a bola saltite mais que o habitual. O Pedro Gonçalves e o Nuno Santos foram os mais prejudicados.

 

Texto do leitor Orlando Marinho, publicado originalmente aqui.

Podia ter feito um courato mas a bancada faltaria sempre e era aí que queria estar

O que eu gostava de ter estado em Alvalade, ontem, está na ordem do inqualificável, imensurável. Era lá que mais queria ter estado, isso posso afirmá-lo. A vocês abraçar-me e convosco saltar no primeiro e mais ainda no segundo golo, e no fim gritar alto Sporting, quero ver-te campeão. O punho cerrado à Porro festejando leonino nova vitória. Importantíssima vitória. Construída por tantos dos nossos que estiveram melhor que bem. Na defesa, no meio campo, no ataque. No banco. E saindo dele.

Matheus e Sporar entraram a meio da partida e mataram-na para nossa glória. O jogo já tombava para o nosso lado, diga-se. O Braga já caía ao tapete. Ao chão atirado pelo virtuosismo e pelas infidáveis ganas do enorme Porro, que, porra!, joga que se farta. O Braga estava já atordoado pelos inúmeros e consecutivos choques frontais contra a nossa muralha defensiva, primeiro chocando com os nossos três centrais que parece que jogam juntos há anos; e a seguir batendo de frente na intransponível parede Adán. O Braga que não encontrou antídoto para a inteligência, técnica e visão de jogo do craque João Mário.

Temos a melhor equipa do campeonato e o jogo de ontem confirma-o. Atesta que o rumo vitorioso da equipa leonina (merecedora de todos os elogios!) não é um acaso. A consistência do Sporting é notável. Invaravelmente entra em campo para ganhar e ganha, sofre sabendo reagir nos momentos em que o adversário está por cima do jogo, e, sobretudo, age melhor que os adversários para, isso mesmo, ganhar.

Dá gozo também o pós-jogo. Acompanhar a entrevista curta, as reacções dos nossos jogadores, até a cassete do Emanuel Ferro soa bem, sendo o aperitivo ideal à cereja no topo do bolo que é sempre a conferência de imprensa do líder Amorim. Inteligente, inspirador, confiável, fiável, responsável, humilde, dando o protagonismo "aos rapazes" e grande líder, ontem, outra vez. Disse ele: "Marcámos e agarrámos-nos uns ao outros. O Matheus entrou para segurar o lado direito e mexeu com o jogo, Sporar entrou bem, todos os que entraram mudaram o jogo. Fomos eficazes, felizes mas fizemos por merecer. Estamos preparados para tudo e vencemos justamente."

Em boa hora Frederico Varandas o trouxe para Alvalade. E este é um facto que não me cansdarei de repetir, porque, o seu a seu dono. E gosto de dizer bem de quem o merece.

A este propósito e puxando o filme atrás, não consigo parar de rir ao lembrar-me da alucinação de alguns jornais que há umas semanas escreviam ter sido chumbada a iniciativa de alguns sócios do Sporting com vista à realização de uma assembleia destitutiva e consequente marcação de eleições antecipadas. Reflectindo sobre a loucura noticiosa, convenço-me que a coisa deve ter sido um fenómeno tardio, o impacto da lenta onda de choque saída de Woodstock e que só agora, décadas depois, bateu na tola da malta dos jornais.

Alguma vez no Sporting isso aconteceria? Há alguém? Algum sócio? Algum adepto? Alguém no seu plemo juízo que quisesse ou queira eleições no clube? Agora? Com a equipa de futebol à frente do campeonato há várias jornadas? O mesmo acontecendo em várias modalidades? É! É isso. A malta dos jornais deve ter flipado. Pôs-se a alucinar dando notícias daquelas.

Devo também confessar que além da conquista dos três pontos, da manutenção do primeiro lugar, ganhar a este Braga tem sabor especial. Pretendente ao estatuto de clube grande, pateticamente a isso já elevado pelos não menos patéticos comentadores que tanto poluem a antena; a agremiação de Braga é dirigida por um pretensioso presidente que deve ter os bicos dos pés em ferido de tanto neles se apoiar para parecer maior do que é. Gosto muito de ganhar ao Braga do boçal Salvador que por várias vezes nos faltou ao respeito e que ontem de forma categórica e onde isso tem de acontecer foi posto no lugar dele.

Uma palavra ainda para a azia de Carlos Carvalhal (com quem simpatizo e a quem reconheço mérito) e a sua indisfarçável irritação com a derrota. Reacção só explicada pelo auto-convencimento de que iria a Alvalade ganhar. Enfim, é esse o espírito que se deve ter quando numa competição, mas não devemos confundir essa postura com a outra do possuidor do direito natural de vencer.

É verdade que a sensação tida nas 12 jornadas já realizadas, em geral, e no jogo de ontem, em particular, não anula 19 anos de travessia do deserto, mas que maravilha é ir à frente de todos os emblemas. Sermos a melhor equipa do campeonato. Ganharmos e nunca perdermos com mérito e sem ajudas. Mesmo a sorte que às vezes nos bafeja (e ontem tivemo-la) é nossa por direito, que a mesma só protege os audazes. "Fomos eficazes, felizes mas fizemos por merecer. Estamos preparados para tudo e vencemos justamente", disse Rúben Amorim. Não diria melhor.

A união que contagia

No Sporting, nada mais importa que o Sporting!

Aquele punho no ar de Pedro Porro quando ganhou um lançamento de linha lateral mesmo no final do jogo, fez provavelmente mais pela união dos sportinguistas que a desditosa direcção que o foi contratar e é nessa imagem que todos, todos mesmo sem excepção, nos devemos focar até Maio.

Os rapazes hoje não estiveram bem, dizem alguns nas pantalhas. Ora se uma equipa que faz três remates e marca dois golos e sofre três penaltis clarinhos que lhe foram surripiados, está "menos bem", então eu cá por mim desejo que estejam sempre assim, menos bem. Dispenso os gamanços, mas isso é algo em que já somos doutorados e parece-me que vamos estando vacinados e também dispenso a jocosa piada do "jogamos como nunca, mas perdemos como sempre". Quer dizer, a malta vai lá p'ra dentro e já sabe que tem que contar com um campo com uma inclinação no mínimo de 10º e portanto temos que ser como os colombianos do ciclismo, vedetas a subir, nem que empurremos o selim do companheiro da frente, não é bonito, mas pode ser eficaz. Até agora subimos bem, com uma entreajuda excelente e com um chefe de equipa que sabe como ritmar a corrida. Pena é que não nos deixem estar na "beira da estrada", em união ainda mais consistente com os nossos atletas, mas estas etapas têm sido muito saborosas.

Mas em Maio vamos lá estar, na última etapa da montanha mais alta, todos juntos, a vitoriar os vencedores. Apesar dos pregos no caminho, apesar dos furos.

No Sporting, nada mais importa que o Sporting.

O dia seguinte

(Hoje publicado no próprio dia)

"Agarraram-se uns aos outros", confessou Rúben Amorim no rescaldo da sofrida vitória de ontem em Alvalade. E foi assim mesmo. Duas equipas muito encaixadas, um Braga muito bem treinado e com rotinas que vem de épocas anteriores, um Sporting engasgado no seu processo de jogo e que resistiu na luta solidária. E mais uma vez... sem referência ofensiva, sem ponta de lança, que muita falta fez naquele primeiro tempo.

Assim, e depois de meia-hora de sofrimento, que incluiu um golo anulado por alguns centímetros, foi preciso uma jogada de oportunidade, com Nuno Mendes e Nuno Santos a interpretarem muito bem o que ali se pedia, para o até ali pior jogador do Sporting em campo encostar para o golo. Claro que até então existiram alguns lances que contra o Sporting seriam penáltis, mas que a favor existem as tais intensidades e factualidades que sempre servem aos ressabiados e comprometidos para justificar o injustificável.

E marcado o golo, o jogo mudou, as oportunidades ficaram muito mais repartidas, as substituições funcionaram, o segundo golo surgiu por Sporar e Matheus Nunes, e o 3-0 ficou mais próximo que o 2-1. O Braga ficou atordoado com o primeiro golo, caiu ao chão com o segundo.

Para mim, Porro foi o melhor em campo, conseguindo neutralizar Galeno e conduzindo lances de ataques bem perigosos pela sua ala. Mas Adán e os três centrais foram essenciais nesta vitória, foram a muralha que conseguiu travar os ímpetos dos bracarenses. Já Palhinha esteve uns furos abaixo do esperado, perdendo a posição e facilitando remates frontais dos adversários que podiam ter resolvido o encontro. João Mário foi tentando disfarçar muita coisa, nem sempre o conseguindo.

Podemos não ter o melhor treinador, podemos não ter o melhor plantel, podemos não ter o melhor onze, já nem falo no presidente que não vale a pena, mas temos de facto uma equipa em construção que honra os pergaminhos do Sporting, unida e moralizada, que conjuga a experiência de jogadores consagrados com o atrevimento dos jovens de Alcochete, e que tem tudo para ainda fazer mais e melhor.

E assim, continuamos à frente da Liga, o Braga (que alguns continuam a achar que tem melhor plantel que o Sporting) já está a 8 pontos e pode-se ir entretendo a lutar com o Guimarães pelo 4.º posto. Isto num ano em que três clubes portugueses terão hipótese de aceder à Champions...

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Do triunfo do Sporting sobre o Braga. Vitória leonina em Alvalade, por 2-0, contra um dos nossos mais temíveis adversários na Liga 2020/2021. Não esqueçamos que os vermelhos do Minho, há cerca de dois meses, venceram o Benfica na Luz (2-3). Superado este obstáculo, estamos agora oito pontos acima dos braguistas, que na época passada ficaram um lugar à nossa frente. 

 

De Porro. Melhor em campo: o jovem internacional espanhol superou com distinção o confronto individual com Galeno. Distinguiu-se nos desarmes, nas acções ofensivas pela ala direita, nos cruzamentos lá à frente. E com uma condição física invejável. É, naquele corredor, o melhor lateral do Sporting neste século. E nunca dá um lance por perdido. Quase no fim do jogo, celebrou com um punho no ar quando ganhou uma bola dividida que resultou em lançamento. Mal soou o apito final, foi exuberante e contagiante a sua alegria. À Leão.

 

De Adán. Grande exibição do nosso guarda-redes, que foi decisivo para bloquear o fluxo atacante do Braga nos momentos mais complicados da partida, nos últimos 15 minutos da primeira parte e no início da segunda. Duas enormes defesas, aos 32' e aos 63'. É um dos pilares desta equipa, que se apresenta em campo cada vez mais coesa e motivada.

 

De João Mário. Pura classe: fez o melhor jogo desde que regressou ao Sporting, imperando no meio-campo - tanto na construção ofensiva como no apoio à manobra defensiva. Superiorizou-se nos duelos com Musrati, incapaz de lhe travar o passo. Atravessa um excelente período também do ponto de vista físico: chegou ao fim do jogo sem acusar cansaço.

 

De Matheus Nunes. É um dos mais combativos jogadores leoninos, o que voltou a confirmar-se nesta partida. Entrou aos 72' para reforçar o nosso meio-campo e desta vez foi ainda mais eficaz do que já nos habituou: seis minutos depois, marcava o segundo golo, aparecendo com muita oportunidade em posição frontal. Ganhou o ressalto após excelente lance individual protagonizado por Sporar no corredor esquerdo e meteu-a lá dentro. Merecida estreia como goleador pela nossa equipa principal.

 

De mais um golo de Pedro Gonçalves. O médio ofensivo, alvo de marcação cerrada, teve uma primeira parte apagadíssima. Mas bastou-lhe uma oportunidade para aproveitá-la da melhor maneira, metendo a bola na baliza - o que já não sucedia há três jogos. Foi aos 54', convertendo em golo uma bola que vinha dos pés de Nuno Santos, já em desequilíbrio. Com este, já leva 11 marcados. Reforça assim a liderança na lista dos goleadores da Liga.

 

Do nosso bloco defensivo. Funcionou em sincronia perfeita, deixando os jogadores adversários em constante fora-de-jogo e neutralizando Paulinho, principal artilheiro do Braga. Qualquer dos centrais - Coates, Feddal e Neto - fez cortes providenciais e cirúrgicos. Não é por acaso que o Sporting mantém a melhor defesa da Liga: apenas oito golos sofridos em 12 jogos. Também não é por acaso que somos a única equipa invicta no campeonato nacional de futebol. 

 

Da nossa eficácia. Tivemos três oportunidades de golo, convertemos duas. Equipa com fome de títulos é mesmo assim: aproveita o que houver, sem desperdícios.

 

Da nossa sorte. Rúben Amorim costuma dizer que é um técnico "com estrelinha". Voltou a acontecer neste jogo: aos 40', na jornada mais perigosa do Braga, Musrati fez a bola embater no poste. Se entrasse, a história deste desafio teria sido diferente.

 

Da forma como Amorim mexeu na equipa. Mal marcámos o primeiro golo, o treinador trocou um desgastado Tiago Tomás por Sporar e Nuno Santos por Tabata aos 57'. A mudança produziu efeito, dando consistência à equipa: o Sporting passou a assumir o controlo definitivo do jogo, o que ainda mais se acentuou com a troca de Pedro Gonçalves por Matheus Nunes aos 72'.

 

De saber que nenhum dos jogadores tapados com cartões viu o amarelo. Coates, Feddal, Neto, Nuno Santos e Palhinha vão poder jogar contra o Nacional.

 

De ver sete portugueses no nosso onze titular. De início alinharam Neto, Palhinha, João Mário, Nuno Mendes, Pedro Gonçalves, Nuno Santos e Tiago Tomás. Em nítido contraste com Benfica e FC Porto, que têm entrado em campo com equipas quase só compostas por jogadores estrangeiros.

 

De ver a liderança reforçada. Somamos já 32 pontos, em 36 possíveis. Cumprimos a quinta vitória consecutiva, há 15 jogos que não perdemos em casa para a Liga. Vencemos dez dos últimos 11 jogos do campeonato. Estamos há seis jornadas consecutivas no primeiro posto. E continuamos a marcar em todas as partidas já cumpridas desde o início da temporada. 

 

 

Não gostei
 

 

Da nossa primeira parte. Entrámos bem, com aparente intenção de resolver cedo o desafio, mas por volta dos 20 minutos deixámos o Braga avançar no terreno e assumir o domínio do jogo, o que nos provocou alguns calafrios. Foi o período menos bem conseguido do Sporting. Ao intervalo, registava-se um empate a zero que castigava sobretudo o nosso desempenho, só com dois remates nesse período da partida - e nenhum deles enquadrado com a baliza. 

 

Da arbitragem. Fábio Veríssimo foi complacente e conivente com o comportamento antidesportivo de jogadores como Raul Silva (que fez várias faltas duríssimas mas só viu o amarelo aos 59'), Galeno (que rasgou propositadamente a sua camisola, quando já estava amarelado, e regressou ao campo vestindo a camisola de um colega, provocando duas paragens consecutivas no jogo sem receber sanção disciplinar) e o guarda-redes Matheus (que devia ter recebido vermelho directo quando entrou de sola às pernas de Sporar, junto à linha lateral, pondo em risco a integridade física do esloveno). 

 

Da vídeo-arbitragem. João Pinheiro, com os ecrãs à sua frente na chamada "cidade do futebol", não viu um empurrão de Rolando a Feddal, uma mão na bola de Fransérgio e um derrube de Tiago Tomás, sem bola, na grande área braguista. Três penáltis que ficaram por assinalar - dois dos quais, o primeiro e o terceiro, sem qualquer margem para dúvida. O VAR volta a inclinar o campo contra o Sporting. Já começamos a estar habituados.

 

De ver o nosso estádio sem público. Este Sporting-Braga merecia assistência ao vivo em Alvalade. Nem que fosse apenas 10% ou 20% da lotação habitual das bancadas. Lamentavelmente, as autoridades sanitárias que continuam a autorizar todo o género de espectáculos mantêm em quarentena sine die o futebol. É algo cada vez mais inaceitável.

Ganhamos 2-0; ao Braga e ao Polvo

Ganhámos e ganhámos bem. Com sofrimento, sim, com sofrimento. Mas como era prevísivel a arbitragem foi má. Muito má. Num jogo, onde três possíveis penalidades não foram marcadas; quando um jogador rasga a camisola de propósito e não tem cartão amarelo (como era o segundo, seria vemelho), quando o VAR devia ter intervido no lance em que o defesa do Braga pisa Tiago Tomás e nada diz, e quando o guarda-redes do Braga tem uma entrada sobre Sporar violentíssima com a sola do pé a atingir a perna do seu adversário podemos dizer que hoje ganhámos ao Braga e ao "Polvo".

2021 ainda agora começou.


Excelente – e feliz – vitória contra um Carvalhal que achava que estava no papo, só que não estava.

Amorim teve sorte durante alguns punhados de minutos, mas soube ler o jogo e fazer as substituições certas que neutralizaram o Braga de vez. Excelente jogo de Porro, como que a compensar com a sua energia alguma falta de confiança de Pote, Nuno Mendes e até Nuno Santos. Jogo incrível e adulto de Matheus Nunes, não houve lance em que tenha estado mal. Surpreendente (para mim) aquele sprint de Sporar e (menos surpreendente) a forma adulta como aceita ser nesta altura segunda escolha e dá tudo o que tem.

Claro que Adán não é o melhor do mundo com os pés, mas já se dava algum crédito e se parava com as críticas de cada vez que passa menos bem. Tem segurado resultados e pontos muito importantes. Ótimo jogo de Feddal e Coates. E de Neto, os três muito solidários.

João Mário foi um príncipe e Palhinha demonstrou que tem lugar nos escolhidos de Fernando Santos.

O Braga é uma ótima equipa, tem um ótimo plantel, mas ganharia em ser menos dado a simulações, rebolanços no chão e pau no adversário. Parece ser um clube que procura o lance polémico, só para ter capital de queixa no final dos jogos. O modo como os centrais e o guarda-redes se atiram para o chão aos berros em todo e qualquer lance é muito irritante, devo dizer.

Hoje, o Sporting foi muitas vezes menos forte que o Braga, mas Amorim (e a sua equipa) muito mais sagaz que Carvalhal (e a sua equipa).

Próxima paragem, a Madeira, onde defrontamos o Nacional. Na viagem, podem assistir ao jogo com o União da Madeira de Norton de Matos aqui há uns anitos.

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