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És a nossa Fé!

Breves notas pós-jogo em Braga

1. Aponto sempre William Carvalho - a par de Rui Patrício - como o jogador mais imprescindível do Sporting. Sábado à noite entrámos em campo semi-derrotados por não contarmos com ele.

 

2. Não foi dos piores jogos de Bryan Ruiz. Mas vê-lo integrar o onze titular, ainda por cima vindo de uma viagem à Costa Rica, é termos a certeza antecipada de um flagrante défice de intensidade. Voltou a acontecer. Mais do mesmo.

 

3. Faz algum sentido trazer Wendel do Fluminense, apresentá-lo como grande reforço de Inverno do Sporting e metê-lo três meses no congelador? O rapaz até agora jogou sete ou oito minutos, tendo sido lançado aos 91' em Braga.

 

4. Não adianta apontar o dedo a terceiros, como tantas vezes se tem feito: só podemos queixar-nos de nós próprios. Basta ver que nos últimos sete jogos fora para a Liga o Sporting só conseguiu somar oito pontos.

 

5. Há dois anos, Bruno de Carvalho decidiu despedir Abel Ferreira, treinador do Sporting B. Foi um disparate. Agora tem o treinador que despediu apenas a um ponto de distância do técnico milionário que entretanto contratou.

 

6. Chamar a António Salvador, escassos dias antes do Braga-Sporting, "presidente do Benfica B", tem riscos destes: quem levou Bruno de Carvalho à letra concluirá agora que o Sporting perdeu... com o Benfica B.

 

7. O presidente do Sporting, ao trocar Esgaio por Battaglia (e ainda remetendo Jefferson como brinde acessório), fez um péssimo negócio com Salvador. Foi comido de cebolada, como dizia o outro.

 

8. Dispensámos Francisco Geraldes para o Rio Ave e trouxemos de lá Rúben Ribeiro. Tudo errado nesta história, como já me cansei de escrever aqui.

 

9. A melhor prestação de Jorge Jesus no Sporting ocorreu com o orçamento do futebol mais limitado, em 2015/2016. E com uma equipa que, no essencial, não tinha sido escolhida por ele.

 

10. Dezasseis anos após a conquista do último campeonato nacional de futebol, eis-nos a lutar pelo terceiro lugar com o Braga. Valeu a pena este investimento milionário numa equipa técnica que prometeu tanto e rendeu tão pouco?

Motivações

Acredito que o Sporting só tenha quatro jogos fáceis por temporada, e que são aqueles em que defronta Porto e Benfica. Aplique-se o mesmo raciocínio aos dois rivais e temos um campeonato cada vez mais desnivelado na motivação. Enquanto que Jonas, Bas Dost ou Herrera nem fazem ideia de como é o emblema do Tondela ou a cor dos calções do Portimonense, estas equipas, seus jogadores e treinadores, preparam-se ao milímetro, porque os jogos dão visibilidade a uns e outros e ganhar a um grande vale muito mais que três pontos (numa carreira, numa transferência, num convite para opinador na TV).
Parece-me claríssimo que enquanto Abel e este presidente estiverem no Braga, a sua motivação para nos ganharem será a possível e imaginária. Nada de errado com isso.
Uma das implicações do feitio do nosso presidente acaba por ser esta motivação acrescida dos nossos adversários. Claro que usar isto como justificação para termos perdido (praticamente) o campeonato é tonto, mas a verdade é que tudo conta. O sonsismo como arte da guerra de Rui Vitória tem-se revelado um dos principais trunfos do SLB (nada de errado com isso) e pode muito bem dar-lhe o penta. Pela minha parte só tenho de comer e calar.
Seja como for, e seja o que for, mais derrotado que Bruno de Carvalho é sem dúvida Jorge Jesus, a quem alguma vaidade parece tirar discernimento. Arrisca-se a nunca mais ser campeão nacional, nem connosco, nem obviamente no Benfica e provavelmente não no Porto, onde PdC percebeu que não precisa dele se acertar no próximo Conceição depois deste.

Os prognósticos passaram ao lado

Como era de prever, ninguém acertou no resultado do Braga-Sporting: houve manifesto excesso de optimismo nas respostas aqui registadas.

Mas a verdade é que o próprio número muito escasso de respostas desta vez já falava por si. Muitos sócios e adeptos que nos lêem não acreditavam num resultado positivo e preferiram assim nem responder.

Faltam ainda seis jornadas para o fim do campeonato e já começa a circular a frase do costume: para o ano é que é.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Sábado Negro

(escrito no final do dia de Sábado)

Sábado Negro para todos os cristãos e, este ano, em particular também para os sportinguistas, pois as esperanças leoninas de vencer o campeonato ficaram hoje enterradas em Braga. Com uma enorme diferença: quando amanhã celebrarmos com fé aquilo que é a base do Cristianismo, teremos presente que as hipóteses dos leões não se reerguerão.

 

A derrota de hoje foi a consequência lógica de uma série de equívocos que se têm evidenciado desde que Jesus chegou a Alvalade. A aposta em bons jogadores saídos da nossa Formação foi escassa e quando ocorreu foi mais para tapar o sol com a peneira, como na temporada passada após tudo estar perdido. Hoje, sem William, Palhinha foi para a bancada - o "extraordinário" Petrovic esteve no banco - , Wendel não jogou de início e tivemos de colocar Battaglia, um "8", um (sempre esforçado) vassalo, a fazer de Sir. Para apoiá-lo esteve um deslocado Bryan Ruiz, mais o seu motor a diesel e a sua lenta engrenagem, quando na véspera, em Vila do Conde, Francisco Geraldes, um produto da nossa academia, alardeou toda a sua enorme visão de jogo e rapidez de execução. Com Bruno Fernandes a jogar muito longe dos outros médios-centro, não tivemos bola e o nosso jogo ofensivo secou. Esta obstinação em tentar manter um 4-4-2, sem ter jogadores para tal, só poderia acabar desta forma.

 

As substituições operadas pelo treinador também foram um "must": primeiro, entrou o "promissor" Ruben Ribeiro, um jogador ainda a tempo de desenvolver uma grande carreira desde que ela não envolva a ocupação de mais do que um metro quadrado de terreno por jogo; depois, demorou 80 minutos a fazer entrar um segundo avançado, como se a passagem de Bruno Fernandes para uma posição mais recuada, onde pusesse finalmente pegar na bola, não fosse ainda assim um mal menor face à anterior presença do costa-riquenho Ruiz; finalmente, já depois dos 90 minutos colocou em campo a "arma secreta" Wendel, certamente para queimar tempo e paciência (dos adeptos). Aliás, o brasileiro, é um artigo de luxo em Alvalade, pois cada minuto de sua utilização (6 no total) custou até agora a módica quantia de 1,45 milhões de euros. 

 

No geral, toda a equipa foi lenta a definir as jogadas, com Bryan Ruiz, Bas Dost e Acuña a alargarem os limites da expressão, mesmo quando sózinhos dentro da área adversária. Como se já não bastassem estes, JJ ainda colocou em campo RR7. Confesso que olhei variadíssimas vezes para o comando da minha "Box" para vêr se não tinha acidentalmente accionado o "slow-motion". Gelson lutou contra o monotonia e animou a nossa primeira meia-hora, apoiado aqui e ali por Bruno Fernandes, período em que o Sporting foi dominante mas sem aquela agressividade e combatividade que nos vinha caracterizando. Estranhamente, na segunda parte, praticamente só se deu pelo ala quando foi apanhado num fogo cruzado levando com a bola na cara. Nem assim terá despertado, ele que provavelmente ainda estará em transe com o guião ubíquo que Jorge Jesus, inspirado pela quadra pascal, lhe entregou e que consistia em estar em todo o lado ao mesmo tempo. Coates era o meu candidato a homem do jogo, mas o uruguaio está a vivenciar uma daquelas épocas em que a nódoa cai sempre no melhor pano e lá acabou por ter culpas no golo bracarense, pondo em jogo Raul Silva.

 

Vamos para o final do terceiro ano com Jorge Jesus e continuamos sem vencer o campeonato. Mas parece que vai ficar por cá. Ou porque ainda há quem acredite nele ou porque a sua cláusula de rescisão é cara, o mais certo é continuar. Como está na moda citar o tio-avô do nosso presidente eu diria que estarmos sequestrados pelo treinador é uma coisa que me chateia. De um Almirante para um General, sem medo, dá vontade de parafrasear o "obviamente demito-o"...

 

Abel ganhou e está de parabéns, mas perdeu definitivamente o meu respeito. Pode citar pais e avós e usar de falinhas mansas, mas o ressabiamento está lá e fica-lhe muito mal. O episódio com Fábio Coentrão foi simplesmente para lastimar. E mais não digo (e menos, seguramente, deveria ter dito) que a época é de paz. Para todos, uma Santa e Feliz Páscoa! 

 

Tenor "Tudo ao molho...": os adeptos leoninos que se deslocaram à "Pedreira"

 

#savingprivateryan (*)

 

(*) inicio hoje uma campanha de sensibilização a favor da valorização de jogadores formados na Academia. Uns porque fazem falta ao actual plantel, outros porque a sua carreira está a ser travada por uma política de empréstimos desastrosa. Personifico em Ryan Gauld este sentimento e esta campanha (#savingprivateryan), a qual constará em rodapé em futuros "posts".

bragasporting.jpg

 

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 

Da derrota do Sporting em Braga. Mais três pontos desperdiçados na Liga 2017/18, onde já estávamos fora da corrida ao título. Depois de perdermos com FC Porto e Estoril, desta vez caímos na Pedreira, perdendo por 0-1. Assim se confirma que não vale de nada passar uma semana com despiques verbais: os jogos ganham-se e perdem-se dentro de campo, não fora dele. Agora vemos o Benfica com mais seis pontos e teremos o FCP - se ganhar o seu confronto na segunda-feira - com mais oito.

 

De saber que o Braga só está um ponto atrás de nós. Pior do que a derrota, é verificarmos que a equipa bracarense - treinada por Abel Ferreira, ex-treinador do Sporting B que foi despedido há dois anos por Bruno de Carvalho - nos disputa claramente um lugar no pódio deste campeonato. Nada está fechado neste domínio quando faltam seis jornadas para o fim.

 

Da expulsão de Piccini. Após 25 minutos de domínio leonino, a equipa anfitriã conseguiu equilibrar a partida e teve vários períodos de clara predominância. Se as coisas já estavam difíceis, ficaram ainda pior quando o lateral direito italiano, amarelado aos 57', fez nova falta que lhe valeu segundo cartão - e a consequente expulsão, iam decorridos 83'. Acentuaram-se as dificuldades do Sporting, que acabaria por sofrer o golo pouco depois.

 

Da inexplicável apatia do treinador. Só com dez jogadores, com a equipa muito desgastada e o nosso flanco direito momentanemente desguarnecido, Jorge Jesus demorou oito minutos a fazer uma substituição. Acabou por entrar Wendel apenas aos 91', compensando a ausência no meio-campo de Battaglia, entretanto desviado para a ala defensiva. O jovem brasileiro, contratado como reforço em Janeiro, parece um mal-amado: hoje só pôde jogar três minutos.

 

De Rúben Ribeiro. O ex-Rio Ave, contratado em Janeiro, continua sem dar provas que justifiquem a sua vinda para Alvalade. Hoje entrou aos 62', para render o apagado Acuña, e acabou por sair aos 91', dando lugar a Wendel. Sem nada ter feito nessa meia hora que justificasse vê-lo equipado de verde e branco. Uma vez mais.

 

Da ausência de William Carvalho. Volta a confirmar-se: jogo sem o nosso habitual capitão, é jogo que corre mal ao Sporting. Infelizmente não pudemos contar esta noite com ele na Pedreira, por se encontrar lesionado. Oxalá recupere a tempo do desafio frente ao Atlético de Madrid para a Liga Europa.

 

De ver Esgaio jogar contra nós.  Não me conformo com o negócio feito no Verão pelo presidente do Sporting, que decidiu ceder a título definitivo ao Braga este jogador formado em Alcochete. Ricardo Esgaio, que é o vice-rei das assistências para golo no campeonato, voltou a ser um dos melhores em campo. Infelizmente, sem vestir a camisola verde e branca.

 

 

Gostei

 

Da nossa exibição durante os primeiros 25 minutos. Bom começo leonino nesta partida que fez suscitar tanta polémica e desatar tanta linguagem de baixo nível ao longo da Semana Santa. O onze leonino dominou, exerceu pressão alta, mostrou-se mais acutilante e condicionou a construção do ataque do Braga. Infelizmente foi um domínio inconsequente, não traduzido em golos. Praticamente não tivemos uma hipótese séria de marcar não apenas neste período mas durante todo o encontro. Mal se deu por Bas Dost em campo, por exemplo.

 

Do golo anulado ao Braga aos 44'. O árbitro Luís Godinho, que o validara, acabou por inverter esta decisão após correcto alerta do vídeo-árbitro: o golo bracarense fora precedido de falta sobre Gelson.

 

De Gelson Martins. Foi o grande protagonista do melhor momento do Sporting na partida, acelerando o jogo leonino durante a meia hora inicial. Assinou duas excelentes jogadas aos 4', fez um cruzamento soberbo desperdiçado por Bas Dost aos 7', foi baralhando as marcações da defesa adversária e criou os habituais desequilíbrios, embora nem sempre bem apoiado pelos colegas. Na segunda parte - desgastado em inúmeras missões de carácter defensivo - esteve menos em evidência, tal como toda a equipa, mas ainda assim elejo-o como o nosso melhor em campo. Ou o menos mau.

Que treinador !!!!!

Não consigo deixar de chegar mais uma vez à triste conclusão que temos um treinador que não consegue pôr em prática aquilo que é de mais fundamental num jogo de futebol - a leitura de jogo. É escusado, já  aqui manifestei algumas vezes que não é possível um clube como o Sporting ter um treinador que, do ponto de vista da leitura de jogo, falha sempre; não consegue acertar uma substituição, não é capaz de chegar ao final do jogo e dizer: "A culpa é minha."

Alguém consegue entender a contratação de Bruno Ribeiro? Como é possível colocar a jogar um jogador que a única coisa que faz é jogar "ao meio" com "toquinhos de praia" e substitui-lo depois de estar 10 minutos em campo? É de pôr os cabelos em pé (para quem os tem...). Somos talhados para sofrer, mas isto é demais. As coisas podem vir a correr bem na Taça, mas não consigo ter mais paciência para ver um treinador a esbracejar como um louco na área técnica (quando lá está), a vociferar com os jogadores, pensando que com aqueles gritos consegue modificar alguma coisa, e a desculpar-se no final dos jogos com aspetos que só aquela cabeça consegue escrutinar.

Hoje perdemos, porque fomos inferiores na intensidade de jogo (tendo disfarçado um pouco enquanto tivemos pulmão na primeira parte), e, claro, a partir do momento que começou a mexer na equipa foi a desgraça total. 

Prognósticos antes do jogo

Amanhã, Sábado de Aleluia, vamos a território do Salvador com muita fé nesta equipa que Jesus lidera.

Quais são os vossos prognósticos para o Braga-Sporting, com início previsto para as 20.30?

 

Adenda às 14.10 de 31/3 -- Curiosamente, este está a ser um dos nossos espaços de prognósticos menos concorridos de sempre. O que, de algum modo, é uma espécie de prognóstico também.

"Uma máquina de criar golos"

1024[1].jpg

 

Mais uma assistência para golo ao serviço do Braga, onde é titular absoluto. Desta vez na goleada em Chaves (outras duas foram de Jefferson, emprestado pelo Sporting).

É o vice-rei das assistências para golo do campeonato português, já com nove, apenas ultrapassado pelo portista Alex Telles. E leva quatro marcados. "Uma máquina de criar golos", como lhe chama o Mais Futebol. Em Chaves, só no primeiro tempo, colocou três vezes os colegas em situações de golo.

Sei que ele já não é nosso. Mas sei também, paradoxalmente, que continua a ser nosso. Por ter sido formado na Academia de Alcochete.

À medida que o tempo passa, cada vez mais me interrogo se Ricardo Esgaio não deveria ter lugar, por mérito próprio e sem favor algum, neste plantel leonino 2017/18. Na posição em que agora joga, como médio-ala, e não como lateral direito (e esquerdo), a que foi remetido enquanto andou por cá.

E a minha resposta é positiva. Naturalmente.

Sem espinhas e sem desculpas

Lembram-se da nossa derrota no campo do Estoril, por 0-2, há um mês? Foi um dos jogos que nos custaram o campeonato 2017/18. Nesse mesmo estádio, nesta noite de chuva impiedosa, o Braga acaba de vencer a turma da casa por seis golos sem resposta.

O primeiro marcado pelo "nosso" Wilson Eduardo. E dois outros com assistências dos "nossos" Esgaio e Jefferson. Sem espinhas. E sem que ninguém se atrevesse a invocar o mau tempo como desculpa para não praticar bom futebol.

Ainda será da final da Taça em 2015?

Ouvi as seguintes declarações do presidente do Braga, António Salvador (por exemplo, no "24 Horas" às 0:50, disponível na RTP Play):

"Tomara eu que todas as equipas portuguesas sigam o mais longe possível nas competições europeias. Seja o Braga, seja o Guimarães, seja o FC Porto, todas elas que lá estejam".

A omissão do Sporting talvez pudesse, com muito boa vontade, ser justificada por, na altura em que as declarações foram proferidas, já conhecer o seu destino (as declarações talvez pudessem ser vistas como um desejo de boa sorte às equipas que ainda iam jogar). Mas o desejo que o presidente do Braga manifestou logo de seguida - jogar a final da Liga Europa com o Vitória de Guimarães - confirma que, para Salvador, o Sporting não é tão "equipa portuguesa" como as outras - é a que menos merece a sua simpatia ou desejo de boa sorte. Lá terá as suas razões. Por nós, fica o registo.

Com eles jogam sempre de bola baixa

O Braga, leio aqui, foi punido pela justiça desportiva por terem ocorrido "cânticos racistas", de teor não especificado, no seu estádio. Terá, aparentemente, de disputar um jogo à porta fechada, sem assistência.

Este facto confirma a existência de um critério bicéfalo nos órgãos jurisdicionais do futebol português. Porque dezenas de bestas urraram isto no pavilhão da Luz e nenhum douto magistrado federativo foi capaz de exercer a competente acção punitiva contra o Sport Lisboa e Benfica.

Como no tempo do Salazar, que era lampião, no reino da bola tuga o respeitinho ainda é muito bonito. Com eles, o Conselho de Disciplina joga sempre de bola baixa.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Abel e o monstro Danilo

Jorge Jesus atrasou-se a render Bruno César por Petrovic e o Sporting acabou a perder 2 pontos na recepção ao Braga. A entrada do sérvio seria o Petromax que iluminaria a noite em Alvalade, o farol que poderia orientar a equipa, visto que o desgaste acumulado no brasileiro (já incapaz de qualquer clarão) e as substituições que refrescaram a equipa de Abel ameaçavam desequilibrar as forças em campo. Durante pelo menos 15 minutos Jesus não mexeu um(a) Palhinha (porque não constou da ficha de jogo?) e, quando quis, já foi tarde. Aonde é que eu já vi isto???

O jogo teve vários aspectos curiosos: a primeira curiosidade foi verificar que tendo o Sporting diversos Matheus, um emprestado ao Chaves, outro (com 2 Ts) geralmente emprestado às bancadas, afinal há um bom Matheus no futebol nacional, mas reside em Braga. Duas defesas miraculosas, a remates de Coates e Bruno Fernandes (que já tinha assistido para a oportunidade do uruguaio), impediram a nossa equipa de se adiantar no marcador durante a primeira parte; a segunda, foi observar que no aguardado duelo de Djavans só o Martins compareceu, pois o defesa esquerdo bracarense, com apelidos de craque (da Silva Ferreira), nem no banco ficou. "Um dia triste, toda a fragilidade incide", cantaria o nosso Djavan, perdão Gelson, com as suas rastas cortadas à tigela, no final do jogo, ele que ainda retardaria o colapso da equipa ao salvar um golo certo após remate do regressado Esgaio, evitando assim mais uma repetição da sina Wilson Eduardo (que também se poderia chamar Wender); a terceira singularidade consistiu no facto insólito de o árbitro Carlos Xistra, assim a modos de um Lewis Hamilton a apresentar-se na grelha de partida de um Grande-Prémio, apeado, sem o seu Mercedes, se ter esquecido do apito no balneário, situação que provocou atraso no reatamento do jogo (será multado como os clubes?) e constituiu o momento cómico da noite; finalmente, não foi só JJ a rasgar (a alma dos adeptos com a demora nas substituições): o profeta leonino acertou no seu diagnóstico - não se fazem milagres quando jogam sempre os mesmos e do camião de jogadores comprados na época passada, a titular só sobra Bas Dost, não é Jesus? - e temos mais 2 jogadores (Acuña e Dost) entregues ao Dr. Varandas. Deve ser a isto que se chama "gestão do plantel". Eu já vi este filme, tinha um canastrão com pouco jeito para linguas como protagonista e chamava-se o Exterminador Implacável...

Na segunda parte, Bas Dost ainda adiantaria o Sporting no marcador, desviando subtilmente um belo cruzamento de Bruno Fernandes, mas depois surgiria Danilo, primeiro a ganhar um penálti, depois a bater Rui Patrício sem apelo nem agravo (a bola pareceu ter sido desviada em André Pinto). Valeu a grande penalidade caída do Céu, por interferência de Alan Ruiz (sofreu a falta de costas para a baliza!!!), e convertida por Bruno Fernandes (sempre ele).

O árbitro albicastrense precipitou-se no apito (o tal) e retirou a hipótese à equipa bracarense de se adiantar no marcador, manchando a sua actuação. 

 

sportingbraga.jpg

  

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

 

Do empate que o Braga veio impor em Alvalade. Novo tropeção do Sporting no campeonato num jogo em que estávamos a perder a um minuto do apito final contra uma equipa que teve menos dois dias de descanso após a jornada europeia. Valeu-nos um penálti mesmo ao cair do pano para conseguirmos um pontinho. O jogo terminou 2-2 e já vemos o FC Porto quatro pontos à nossa frente.

 

Do nosso meio-campo. Bruno Fernandes e Bruno César, em constantes trocas posicionais, não conseguiram pressionar a saída do Braga para o ataque nem conter o caudal ofensivo da equipa adversária. Battaglia esteve sempre muito desacompanhado como médio de contenção.

 

Da ausência de William Carvalho. Este jogo deixou bem evidente a falta que nos faz o capitão para recuperar bolas, ligar a defesa ao ataque, abrir linhas de passe, temporizar e distribuir jogo.

 

Dos sucessivos falhanços em zona de finalização. Não podemos desperdiçar tantas ocasiões de golo como aconteceu neste Sporting-Braga. Pelo menos três. A primeira, logo aos 5', por Bruno Fernandes. Depois, aos 63, por Bas Dost: o holandês desperdiçou um excelente cruzamento de Bruno César. Finalmente aos 87, quando Doumbia, bem colocado, cabeceou muito por cima da baliza.

 

Da síndrome dos minutos finais. Uma vez mais, tombamos à beira do fim. Vencíamos por 1-0 aos 85' e até ao fim do tempo regulamentar, em quatro minutos, sofremos dois golos. A história repete-se: é algo inaceitável numa equipa ainda com aspirações ao título.

 

De Jonathan Silva. Fábio Coentrão, como aqui se alertou em devido tempo, está com sérios problemas físicos que o deixam mais tempo fora do que dentro da equipa. O argentino, que em regra o substitui, voltou a mostrar que está longe de ter o mesmo talento. É impressionante sobretudo a quantidade de passes que falha ao longo de um jogo, como hoje voltou a acontecer.

 

Da onda de lesões. Já tínhamos quatro jogadores titulares no estaleiro: William Carvalho, Fábio Coentrão, Matthieu e Piccini. Hoje mais dois ficaram incapacitados, em pleno jogo, devido a lesões musculares: Acuña aos 41', Bas Dost aos 78'. Consequências evidentes da baixa rotação da equipa: Jorge Jesus aposta por sistema nos mesmos jogadores, mesmo quando o calendário de partidas aperta.

 

Da reacção tardia de Jesus. O treinador errou ao lançar em campo os mesmos titulares que enfrentara a Juventus: faltava frescura física à equipa. Errou novamente ao demorar a mexer no onze: viu-se forçado a trocar Acuña por Podence aos 44' e esperou que Bas Dost quebrasse para fazer enfim entrar Doumbia, iam decorridos 80'. Mais incompreensível ainda a última substituição, aos 89', trocando Bruno César por Alan Ruiz,

 

De ver jogar Esgaio com a camisola errada. O lateral formado na Academia de Alcochete regressou a Alvalade, mas com a camisola errada. Fez uma boa partida pelo Braga e deixou a sensação de que tinha condições para integrar o nosso plantel.

 

De termos deixado de depender só de nós. Mesmo que consigamos vencer no Dragão, naquele que promete ser o jogo mais complicado da segunda volta, teremos de aguardar novo desaire da equipa treinada por Sérgio Conceição. Já vimos este filme em qualquer lado.

 

 

Gostei

 

Do golo de Bas Dost. Bem assistido por Bruno Fernandes, o nosso artilheiro concluiu da melhor maneira um bom lance de ataque aos 66'. Já leva nove marcados neste campeonato.

 

Do penálti bem marcado por Bruno Fernandes. Mesmo ao cair do pano, no último fôlego da partida, o nosso médio ofensivo não claudicou na linha da grande penalidade, empatando a partida.

 

De Battaglia. Num jogo em que poucos jogadores do Sporting se destacaram pela positiva, o mais regular foi o médio argentino, que nunca virou a cara à luta e travou parte do ímpeto ofensivo dos bracarenses. Merecia ter sido mais acompanhado nesta batalha desigual.

 

Da comparação com o ano passado. O Braga de Abel Ferreira venceu-nos na época passada por 1-0. Do mal, o menos: desta vez não perdemos. Só empatámos.

 

Do apoio do público. Éramos 42.844 em Alvalade. Merecíamos ter visto melhor espectáculo. E sobretudo merecíamos que a equipa nos tivesse dado uma alegria, o que não aconteceu.

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