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És a nossa Fé!

Armas e viscondes assinalados: Quem não tem solução caça com carambola

Sporting 1 - Rosenborg 0

Liga Europa - Fase de Grupos 3.ª Jornada

24 de Outubro de 2019

 

Renan Ribeiro (3,0)

É provável que já no balneário, terminado o duche, tenha sentido aquela impressão de ter deixado algo por fazer. Mas a verdade é que desta vez não foi preciso ir buscar a bola ao fundo das redes, algo que não sucedia em Alvalade há demasiado tempo. O brasileiro contribuiu para tão inusitado desfecho com a sua competência, contando com Coates para resolver a mais evidente ocasião de golo dos noruegueses, criada por um desvio do próprio Coates contra Idrissa Doumbia.

 

Rosier (2,0)

A forma infantil como deixou que uma bola se perdesse pela linha lateral quase a meio do terreno não teve consequências gravosas devido à distância em relação à baliza, mas serve às mil maravilhas enquanto metáfora das limitações de um lateral que custou mais dinheiro do que Mário Centeno consegue cativar num dia em que tenha muitas reuniões na agenda. O francês pode ter muito potencial e convirá demonstrá-lo ainda durante esta legislatura, pois até agora o melhor argumento para a sua titularidade é a falta de inscrição de Ristovski.

 

Coates (3,0)

Terminada a fase dos autogolos, ficou perto de inaugurar a fase das assistências para autogolo, no tal alívio providencial que embateu em Idrissa Doumbia e quase traiu Renan. Mas eis que desta vez o uruguaio corrigiu o erro, retirando a bola da linha de golo com um pontapé digno de bailarina de can-can. Não foi a única ocasião em que desfez os sonhos mais lindos dos noruegueses, contribuindo de forma decisiva para a ausência de golos alheios.

 

Mathieu (3,0)

Um ou outro tropeção no relvado não puseram minimamente em causa a dedicação do francês em cada lance que passou pela sua área de jurisdição, ficando perto de marcar num livre directo ao seu melhor estilo. Há que aproveitá-lo enquanto existe, até porque os putativos substitutos foram todos vendidos ao desbarato.

 

Acuña (3,0)

 

Dono e senhor da ala esquerda, onde nenhum adversário conseguiu fazer-lhe frente, traçou cruzamentos como se tivesse um compasso escondido nas chuteiras. Pena é que a falta de pontaria dos colegas e a miopia do árbitro não tenham dado o devido seguimento às suas iniciativas, tal como se pode lamentar que volte a enveredar por um registo quezilento que esteve prestes a retirá-lo das contas para o próximo jogo da Liga Europa.

 

Idrissa Doumbia (3,0)

Aproveitou da melhor forma as limitações técnicas do adversário para garantir o sossego no meio-campo que não conseguiu com uma equipa do terceiro escalão do futebol português. Marcou alguns pontos com a velocidade e capacidade de antecipação, o que lhe vem mesmo a calhar numa altura em que Battaglia estará quase recuperado e Rodrigo Fernandes foi promovido ao plantel principal.

 

Wendel (2,5)

Mais um jogo em que o jovem brasileiro não conseguiu ter a influência na construção de jogadas de ataque leoninas que se exige a quem tem artistas como Bruno Fernandes e Vietto por perto. A melhoria do Sporting para níveis dignos dA sua camisola depende de muitos factores, mas o desempenho de quem tem a cargo a posição 8 é um dos principais.

 

Bruno Fernandes (3,0)

Voltou a fazer tremer a barra da baliza adversária num livre directo, o que só valia pontos num programa televisivo, valendo-lhe o facto de o Rosenborg ser muito menos perigoso do que o Alverca. Sem nunca conseguir o melhor “timing” na hora de rematar, até porque os adversários estão mais do que avisados quanto à sua arma secreta, limitou-se a empurrar os colegas para a frente com o critério de sempre e a servir de alvo para as recorrentes entradas faltosas dos noruegueses. Aberrante só o facto de não ser o melhor da equipa em vários jogos consecutivos.

 

Vietto (3,0)

Começou com um cabeceamento perigoso e não mais desistiu de deixar marca no resultado. Acabou por consegui-lo, indirectamente, pois o ressalto de um dos seus remates sobrou para Bolasie decidir o resultado.

 

Bolasie (3,0)

Assume o “um contra um” com uma coragem difícil de encontrar no resto do plantel, recorrendo à força e ao engenho para ganhar a linha e cruzar. Embora tal aptidão pudesse trazer maiores dividendos caso Bas Dost não tivesse sido vendido em saldo, o certo é que o franco-congolês esteve no sítio certo à hora certa, cabeceando a bola de modo a bater no pé de um defesa e trair o guarda-redes do Rosenborg. Certo é que as vitórias obtidas por carambola valem o mesmo que as vitórias conseguidas com golos dignos do Prémio Puskas.

 

Luiz Phellype (2,0)

Houvesse VAR na Liga Europa e o seu momento mais próximo da glória, num remate de cabeça desviado pelo braço de um adversário, daria origem a uma grande penalidade. É possível que a injustiça tenha marcado a sua exibição, que esteve longe de ser brilhante, não obstante a capacidade de trabalho que demonstra em todos os jogos.

 

Pedro Mendes (2,5)

Recebido pelas bancadas de Alvalade com uma enorme ovação, o goleador dos sub-23, acabado de promover ao plantel principal - embora só possa jogar na Liga Revelação até janeiro, visto que a inigualável preparação desta temporada incluiu a sua não-inscrição na Liga –, não repetiu o feito do golo-relâmpago de Eindhoven. Fica, no entanto, ligado à vitória pelo bloqueio digno de Jorge Jesus que permitiu o cabeceamento de Bolasie.

 

Borja (2,0)

Entrou para proteger a magra vantagem e ajudou a que esta não desaparecesse.

 

Eduardo (-)

 

Mal deu para fazer jus ao “que a camisola é para suar” dos novos bodes expiatórios da direcção leonina.

 

Silas (3,0)

Lançou para o relvado uma equipa apostada em dominar, o que se traduziu numa percentagem de posse de bola esmagadora. Mas ainda há muito a melhorar na finalização, pois receber o Vitória de Guimarães promete ser mais complicado.

Pódio: Bolasie, Acuña, Renan

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Rosenberg pelos três diários desportivos:

 

Bolasie: 15

Acuña: 15

Renan: 15

Vietto: 14

Bruno Fernandes: 14

Mathieu: 14

Pedro Mendes: 13

Idrissa Doumbia: 13

Rosier: 13

Coates: 12

Luiz Phellype: 11

Wendel: 11

Borja: 2

Eduardo: 1

 

Os três jornais elegeram Bolasie como melhor sportinguista em campo.

Quente & frio

Gostei muito da nossa vitória - a segunda em 20 dias na Liga Europa. Desta vez contra o Rosenborg, a equipa com mais títulos do futebol norueguês. Um triunfo sofrido, tangencial, conseguido com um golo solitário apenas aos 70' por Bolasie - o melhor em campo neste jogo em que o Sporting recebeu apoio inequívoco das bancadas do estádio José Alvalade, onde só estiveram 27.671 espectadores. O resultado foi melhor do que a exibição, mas todas as vitórias são preciosas - sobretudo na Liga Europa, a competição que nos resta após estarmos afastados da corrida ao título no campeonato, termos perdido a Supertaça, ficarmos à margem da Taça de Portugal e praticamente termos perdido as hipóteses de seguirmos em frente na Taça da Liga. Vamos em segundo no nosso grupo da prova europeia, com seis pontos - apenas menos um do que o líder, PSV.

 

Gostei das exibições de Acuña, Vietto (só na primeira parte) e Mathieu, além do já mencionado Bolasie. Gostei que a baliza à guarda de Renan se tivesse mantido imaculada - facto cada vez mais raro nos jogos do Sporting e que, portanto, justifica destaque. Gostei também da coreografia inicial em homenagem ao grande campeão leonino Rui Jordão, falecido há uma semana, e do minuto de silêncio escrupulosamente respeitado em sua memória, bem como dos telemóveis acesos nas bancadas ao minuto 11 - o número que o inesquecível goleador usava na sua camisola verde e branca.

 

Gostei pouco que nos 20 minutos iniciais, de forte pressão leonina, tivéssemos perdido três claras oportunidades de golo. Por Luiz Phellype (que demonstra não ter qualidade para ser titular), Bruno Fernandes (que aos 17' atirou um petardo à trave na marcação de um livre) e Vietto (que viu o guarda-redes, com bons reflexos, defender um cabeceamento seu aos 18').

 

Não gostei  que Pedro Mendes só tivesse entrado aos 64', substituindo o inoperante e apático Luiz Phellype. O jovem oriundo da equipa sub-23 merece a titularidade na frente de ataque nas competições internacionais - únicas para que está inscrito. Já marcou frente ao PSV e neste embate com o Rosenborg teve papel importante no lance do golo ao arrastar a marcação dentro da área, o que permitiu liberdade de movimentos a Bolasie. Também não gostei do nosso meio-campo, onde Idrissa Doumbia se mostra incapaz de transportar a bola ou colocá-la à distância, Wendel revela clamorosas falhas posicionais e Bruno Fernandes foi uma sombra do que costuma ser, com uma exibição apagadíssima.

 

Não gostei nada dos palermas que no topo sul se puseram a acenar com lencinhos brancos no final do jogo. Como se estivessem a torcer pela derrota leonina e nem tivessem reparado que era uma noite de vitória.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Do nosso regresso às vitórias. Enfim, mais de um mês depois, após cinco jogos sem vencer - contra Rio Ave (dois), Boavista, PSV e Famalicão. Triunfo sofrido, frente ao Aves - equipa que está em último lugar no campeonato, entrou em campo desfalcada de quatro titulares e terminou o jogo só com dez jogadores. Por 1-0, com golo de penálti, apontado por Bruno Fernandes quando já estavam decorridos 83 minutos. Uma vez mais, portanto, foi sofrer até ao fim. Mas valeu a pena. Não pela exibição leonina, globalmente muito fraca, mas pelos pontos amealhados

 

Da estreia de Silas. O novo treinador - quinto da era Varandas - começa com o pé direito. O seu antecessor, Leonel Pontes, orientou o Sporting em quatro partidas, com um saldo francamente negativo: um empate e três derrotas. Esta vitória, merecida porque o Sporting foi a melhor equipa em campo num jogo insípido e quase bocejante, revelando maior segurança na posse de bola, foi também possível graças a algo que nos tem faltado noutras jornadas: o factor sorte. De um treinador com sorte se dirá o mesmo que Napoleão dizia dos seus generais: é um requisito fundamental para ganhar batalhas.

 

De Bolasie. O congolês demonstrou ser o mais inconformado. Colocado na frente do terreno, disputou sempre as bolas, procurou abrir linhas de passe, deu trabalho aos defesas adversários. Mesmo com ocasionais lapsos de ordem técnica, mostrou-se sempre muito activo. Podia ter marcado por três vezes (aos 53', 59' e 73'). E é ele quem conquista a grande penalidade que viríamos a transformar em golo, com uma oportuna desmarcação aos 81'. Confirma ser um verdadeiro reforço. Melhor em campo.

 

De Bruno Fernandes. Muito marcado, o nosso capitão teve de refugiar-se com frequência em linhas mais recuadas para criar as suas habituais movimentações ofensivas a partir do meio-campo. Desta vez errou bastantes passes. Mas no momento decisivo, chamado a converter a grande penalidade, não claudicou. E foi logo abraçado por diversos companheiros (Vietto, Wendel, Idrissa, Rosier, Luiz Phellype), numa demonstração inequívoca de que há genuíno espírito de equipa no balneário leonino.

 

De Eduardo. Silas apostou nele como titular, pela primeira vez de verde e branco. Enquanto teve pernas para disfarçar a falta de ritmo competitivo, foi um dos melhores em campo. Autor das duas únicas oportunidades de golo do Sporting nesse período, ambas de remates de longa distância: o primeiro, aos 26', acabou com a bola a embater na trave; o segundo, aos 42', foi travado pelo guarda-redes adversário na melhor defesa da noite.

 

De Acuña. Silas surpreendeu ao deixá-lo fora do onze titular. Mas rendeu-se à evidência no minuto 77, ao mandá-lo entrar para o lugar do apático, sensaborão e medianíssimo Borja. Com o argentino em campo, grande parte do nosso jogo ofensivo passou a ser canalizado pelo corredor esquerdo, onde ele pontifica sem rival à altura. Abanou a equipa no melhor sentido, deu-lhe projecção atacante, revelou atitude digna de um autêntico Leão. Não há que ter dúvidas: merece voltar a ser titular.

 

Da subida na classificação. Estamos a oito pontos do líder Famalicão, e a sete tanto de benfiquistas como de portistas. Mas galgámos dois lugares na tabela classificativa do campeonato, estando agora no quinto posto. À nossa frente, além das equipas mencionadas, mantém-se ainda o V. Guimarães. Esperamos que seja a primeira a ser superada num ciclo ascendente a que todos aspiramos.

 

 

Não gostei

 
 

Do empate a zero que se mantinha ao intervalo. Primeira parte disputada a um ritmo muito lento, com demasiadas hesitações na construção, sem ninguém a querer pegar no jogo. Vê-se que, para certos jogadores, a bola continua a queimar: a preocupação de alguns é libertá-la dos pés tão cedo quanto possível, mesmo que seja para fazer um passe de três ou quatro metros. Silas tem uma tarefa muito dura e nada invejável pela frente. Desde logo no plano psicológico: o estado anímico da equipa está muito longe do ideal para superar grande parte dos obstáculos que urge enfrentar no que resta da época desportiva.

 

De Jesé. Desta vez foi titular. Mas teve um actuação apagadíssima, sujeitando-se à marcação da defesa do Aves, que o neutralizou na esmagadora maioria dos lances. Posicionado no último terço, numa espécie de parceria com Vietto que esteve longe de resultar, acabou por sair aos 60' sem criar uma situação de perigo.

 

De termos jogado uma hora sem ponta-de-lança. Luiz Phellype, remetido inicialmente para o banco, só entrou em campo aos 60', substituindo Jesé. Continua sem marcar, mas pelo menos contribuiu para arrastar marcações, propiciando maior envolvência ofensiva aos colegas de equipa que procuravam furar as linhas mais recuadas do Aves.

Yannick Bolasie

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Não há uma segunda oportunidade para uma primeira impressão. No caso de Yannick Bolasie, em estreia absoluta no Sporting, esta impressão foi muito positiva. No jogo do Bessa, em que entrou como titular na frente de ataque escassos dias após ter chegado a Portugal como reforço leonino, revelou-se o melhor em campo - gerando unanimidade na imprensa desportiva. É ele quem acaba carregado em falta num lance ofensivo, ganhando o livre de que resultou o nosso golo. É ele quem revela melhor forma física. É ele quem estabelece em campo ligação empática aos adeptos. É ele quem consegue as duas melhores oportunidades de golo (mais nenhuma houve, do nosso lado, além do livre que redundou em golo).

É difícil fazer mais numa equipa onde se joga pela primeira vez.

Pódio: Bolasie, Mathieu, Bruno, Renan

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Boavista-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Bolasie: 17

Mathieu: 16

Bruno Fernandes: 15

Renan: 15

Acuña: 14

Rosier: 14

Idrissa Doumbia: 13

Neto: 13

Borja: 11

Jesé: 11

Wendel: 11

Plata: 11

Eduardo: 5

Camacho: 1

 

Os três jornais elegeram Bolasie como melhor em campo.

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 
 

Do empate no Bessa (1-1). Mais dois pontos perdidos no campeonato. Já desperdiçámos sete em cinco jornadas: derrota com o Rio Ave em casa, empates fora com o Marítimo e agora com o Boavista. Já perdemos quase tantos como ganhámos (apenas oito). Este é o Sporting ambicioso e com aspirações a vencer títulos que desejamos? Obviamente, não.

 

Do improviso e do amadorismo. Como se só agora estivéssemos a iniciar o campeonato, no Bessa alinhámos com quatro novos titulares (Rosier, Neto, Plata e Bolasie) num jogo que ficou também marcado pela estreia absoluta de Jesé de verde e branco e da entrada em estreia de Rafael Camacho quase à beira do apito final. Uma autêntica manta de retalhos: a equipa está a ser reconstruida com o campeonato em pleno andamento. Algo impensável, algo inaceitável.

 

Das ausências. Bas Dost já não está, Raphinha e Thierry também rumaram a outros campeonatos. Para cúmulo, Luiz Phellype e Vietto - magoados - ficaram impedidos de disputar esta partida. Fechado o mercado de Verão, com as atribulações que bem sabemos, continuamos sem um médio defensivo de raiz (que Idrissa Doumbia manifestamente não é) e sobretudo temos uma chocante carência de goleadores (agravada pela não inscrição de Pedro Mendes na Liga). Tudo isto só poderia gerar maus resultados. O primeiro foi precisamente este empate no Bessa.

 

De Plata. Enfim, estreia a titular na equipa principal oito meses após ter chegado ao Sporting. Não podia ter acontecido num contexto mais difícil e o jovem internacional sub-21 do Equador acusou a pressão. Jogando muito colado à ala direita, teve uma primeira parte desastrosa, falhando sucessivos passes e sendo presa fácil para a sólida defesa do Boavista, liderada pelo veterano Ricardo Costa. Desfavorecido por ter nas suas costas outro jogador em estreia (Rosier), sem automatismos nem rotinas, pareceu sempre um peixe fora de água.

 

De Wendel. Começou a enterrar a equipa logo aos 5', num lance em que estava claramente desconcentrado, tendo provocado uma falta desnecessária em zona perigosa. Dessa falta nasceu o golo do Boavista, apontado de livre. O brasileiro, afectado pelo lance, foi incapaz de criar desequilíbrios no centro do terreno. Além disso, rebentou fisicamente à hora de jogo, tendo saído já tarde de mais, aos 81'. A seu favor, diga-se apenas que o substituto, Eduardo Henrique, conseguiu jogar pior.

 

De Borja. Somam-se as oportunidades, mas o colombiano continua a desperdiçá-las. Hoje voltou a ser uma nulidade como lateral esquerdo - fazendo-nos ter cada vez mais saudades de um Fábio Coentrão. A tal ponto que o treinador se viu forçado a deixá-lo no balneário ao intervalo, reformulando a ala esquerda ao fazer recuar Acuña enquanto Bolasie alternava com Jesé nas transições do eixo para a ala no segundo tempo.

 

De Jesé. Outra estreia: o espanhol entrou na segunda parte. Alternando entre "avançado-centro", a posição no terreno em que Frederico Varandas garante que ele prefere jogar, e a ala esquerda, onde parece sentir-se mais à vontade, mostrou dois ou três bons apontamentos, embora insuficientes para a fama de que gozou noutros tempos, quando chegou a ser uma das promessas da cantera do Real Madrid. Inadmissível foi ter-se apresentado em Alvalade com quilos a mais, como ficou bem à vista.

 

Da primeira parte. Nos 45 minutos iniciais, só construímos uma oportunidade de golo. Fomos para o intervalo a perder 0-1, sem surpresa para quem acompanhou o jogo. Com um onze em campo lento, previsível, desligado, sem criatividade nem capacidade para abrir linhas de passe nos últimos 30 metros.

 

Da última substituição. Fazer sair Plata aos 88', trocando-o pelo estreante Rafael Camacho, foi algo tão inexplicável como a troca de Acuña por Plata aos 90'+1 frente ao Rio Ave - última decisão em campo de Marcel Keizer como técnico do Sporting. Não era a altura de queimar tempo, antes pelo contrário, nem tal troca podia ser justificada para "refrescar a equipa", tendo ocorrido no momento em que ocorreu. Camacho - que mal tocou na bola - merecia ser lançado no onze leonino noutra ocasião.

 

Das nossas redes, uma vez mais tocadas. Continuamos a sofrer golos, jogo após jogo. Já levamos doze sofridos, em seis partidas oficiais nesta temporada. Mais três do que aqueles que marcámos (nove). 

 

Da estreia de Leonel Pontes. O novo treinador interino do Sporting (o quarto da era Varandas) é o menos culpado deste desaire. Porque recebeu a equipa esfrangalhada e sem rotinas competitivas, como se estivesse só agora na pré-temporada. Mesmo assim, como dizia Napoleão dos seus generais, nestas ocasiões faz sempre falta haver um treinador com sorte. Pontes não a teve neste seu regresso ao banco de treino da equipa principal por onde já passara - também esporadicamente - vai fazer dez anos.

 

Do árbitro. Jorge Sousa, ao contrário do que alguns garantem, é um dos piores profissionais do apito que se arrastam nos relvados portugueses. Hoje voltou a inclinar o campo, claramente, contra o Sporting. Amarelando e condicionando Wendel logo aos 5', por uma falta banal, enquanto deixava Ackah dar sarrafada a Bruno Fernandes, a torto e a direito, sem ser admoestado. Não contente com isso, exibiu o cartão amarelo ao nosso capitão por protestos (mais que legítimos) e à beira do fim da partida expulsou-o por uma falta ofensiva, idêntica a muitas cometidas por jogadores axadrezados sem terem recebido qualquer sanção. Vamos jogar sem Bruno no próximo desafio, frente ao Famalicão: irá fazer-nos muita falta. Árbitros como Jorge Sousa prejudicam o espectáculo desportivo e são nocivos ao futebol.

 

Da classificação. Há duas jornadas, chegámos ao primeiro posto. De repente, tudo parece ter ruído. Caímos agora para a quinta posição. Atrás do Famalicão (com mais cinco pontos), Benfica, FC Porto (com mais quatro) e que o próprio Boavista (com mais um). E o panorama que vai seguir-se não parece ser mais favorável, pois entramos num ciclo de dois jogos por semana.

 

Dos insultos ao presidente. Em casa alheia, o que é ainda mais grave, Frederico Varandas foi injuriado por algumas dezenas de energúmenos que se dizem do Sporting. É o mesmo caldo de cultura que em 2018 originou o lançamento de tochas incendiárias a Rui Patrício num Sporting-Benfica, agressões verbais aos jogadores no aeroporto do Funchal e na garagem de Alvalade, e o miserável assalto à Academia de Alcochete. Estes energúmenos não têm emenda.

 

 

Gostei

 

Do nosso golo. Marcado pelo inevitável Bruno Fernandes, na marcação de um livre, iam decorridos 62'. Tempo mais do que suficiente para conquistarmos os três pontos no Bessa, até porque toda a segunda parte foi de sentido único, com pressão constante sobre a equipa axadrezada, remetida ao seu reduto defensivo. Infelizmente este fluxo atacante não se materializou no tão ansiado segundo golo.

 

De Bolasie. Estreia absoluta do reforço congolês, colocado na posição mais avançada para compensar a ausência de um ponta-de-lança. Bolasie causou muito boa impressão neste primeiro jogo de Leão ao peito. Foi dele a única oportunidade do Sporting na primeira parte, aos 27', forçando o guarda-redes Bracali a uma defesa muito apertada. Desviado para a ala esquerda no segundo tempo, continuou a criar desequilíbrios. Aos 70', conduziu um rápido contra-ataque e disparou fortíssimo, em arco, fazendo a bola roçar a barra. Impressionante a imagem dele junto à linha final, incentivando o aplauso dos adeptos. Começa bem: foi o melhor do Sporting.

 

De Rosier. Outro estreante, o francês causou igualmente boa impressão: é fácil augurar-lhe a titularidade como lateral direito com projecção ofensiva e capacidade de cruzamento. Falta-lhe apurar a forma física: ontem quebrou a meio da segunda parte.

 

Do apoio incessante nas bancadas. Os adeptos leoninos, incansáveis, apoiaram a nossa equipa do princípio ao fim. Refiro-me aos verdadeiros adeptos, que eram a larga maioria, não aos "letais" que só lá foram para lançar impropérios ao presidente do Sporting.

Vieram reforçar ou não?

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Jesé

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Bolasie

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Fernando

 

Acabamos de receber três reforços em Alvalade.

Vieram por empréstimo e são jogadores que actuam de preferência nas alas ofensivas.

O espanhol Jesé Rodríguez, emprestado pelo PSG. Na última época alinhou no Bétis (18 jogos, dois golos).

O congolês Yannick Bolasie, emprestado pelo Everton. Na última época alinhou no Anderlecht (17 jogos, seis golos).

O brasileiro Fernando dos Santos Pedro, emprestado pelo Shakhtar Donetsk, onde alinhou na última época (22 jogos, dois golos).

 

Lanço o repto aos leitores: o que pensam destes três reforços?

Compensarão as vagas abertas pelas saídas de Bas Dost, Raphinha e Diaby?

O plantel leonino, agora finalmente fechado, está mais forte ou mais fraco do que há um ano?

Perguntas que deixo igualmente à consideração dos colegas de blogue que queiram participar neste debate.

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