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És a nossa Fé!

Os melhores prognósticos

Muitos prognósticos, poucos vencedores. Em estrito rigor, apenas um: o nosso colega de blogue António de Almeida, que acertou no 1-1 final do estádio do Bessa, vaticinando também que seria Bruno Fernandes a marcar o golo leonino.

Parabéns também ao nosso leitor Horst Neumann, que anteviu igualmente o desfecho deste Boavista-Sporting, embora tendo indicado outro goleador.

Braçadeira preta, com Bruno Fernandes

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Bruno Fernandes sofre ‘bullying’ durante 92 minutos, um tormento que nem o juiz da partida conseguiu ver. Aliás, aos olhos dos juristas de campo e do VAR, o Bruno Fernandes é que foi o principal responsável pelos adversários lhe darem pancada. Este é o tratamento que adversários e juízes dão ao melhor jogador profissional da época passada, capitão do histórico Sporting e um dos titulares da Selecção Portuguesa.

Como diz o povo, quem não se sente não é filho de boa gente e Bruno Fernandes sentiu-se prejudicado e descarregou nas portas do balneário do Bessa. É verdade que as portas não tiveram culpa, mas na realidade a injustiça que o jogador sofreu em campo passou impune e agora com certeza terá de pagar com a ausência de um jogo e um processo disciplinar. Este é o preço por não ter aceite de bom grado levar pancada durante todo o jogo.  

Já os soberanos senhores juízes que raramente têm dúvidas e nunca se enganam estão imunes a criticas e a qualquer punição. Aliás, quando se enganam é considerado absolutamente normal. Veja-se o exemplo de Vasco Santos, VAR do último Portimonense/FC Porto, que desvirtuou o resultado do jogo com grande impacto no campeonato, o que pode valer milhões para alguns no fim da época.

Este é o sistema em que o Sporting, em 113 anos, ainda não conseguiu encontrar uma estratégia para não ser sistematicamente prejudicado. Somos muito tenrinhos fora do relvado. Mas dentro das quatro linhas temos a obrigação de ser um animal infernal e combater tudo e todos.

Por respeito a Bruno Fenandes, o nosso capitão, este episódio deve unir a equipa e adeptos durante toda a época e como símbolo dessa força podemos usar uma braçadeira preta, tal como na altura José Roquette adotou. É preciso garra de leão.  

Posse estéril

Domingo, no estádio do Bessa, o Sporting tinha 73% de posse de bola quando estava decorrida uma hora de jogo. O que só demonstra como não vale a pena perdermos muito tempo com dados numéricos deste género para analisarmos as partidas.

O indicador estatístico que mais me interessa é outro, nada lisonjeiro para a nossa equipa: só três remates do Sporting enquadrados com a baliza neste confronto com o Boavista.

Assim não chegamos lá.

Um árbitro nocivo ao futebol

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Foi uma indignidade (com a inconfundível marca de Jorge Sousa) vermos Bruno Fernandes, o melhor jogador do futebol português e também o mais fustigado por  lances à margem das leis do jogo, receber um cartão amarelo, e o consequente vermelho - algo inédito, até agora, na sua carreira como profissional -, pela primeira falta que fez, já no tempo extra, após ter sido ceifado oito vezes no mesmo jogo (incluindo uma falta que devia ter dado um penálti ao Sporting e à qual o apitador fez vista grossa). Sem que nenhum desses adversários que o derrubaram em lances promissores tivesse recebido sanção disciplinar, como se impunha.

 

Revi o jogo e contabilizei essas faltas.

Minuto 13: Bruno é derrubado sem bola pelo ganês Ackah sobre a linha do meio-campo. Falta óbvia, não-assinalada.

Minuto 19: Bruno vence um lance dividido na grande área do Boavista. Ricardo Costa, chegando atrasado, agride o capitão leonino, golpeando-o com o braço nas costas. Falta que ficou por assinalar: devia ter sido marcado penálti contra a equipa da casa.

Minuto 20: Bruno é desarmado em falta por Ackah, próximo da meia-lua defensiva. Falta assinalada, sem sanção disciplinar.

Minuto 25: Bruno desarmado em falta por Ackah, na mesma zona do terreno. Falta assinalada, sem sanção disciplinar.

Minuto 36: Bruno derrubado à margem da lei por Ackah no início da construção de um lance ofensivo. Falta assinalada, sem sanção disciplinar.

Minuto 45: Bruno sofre um toque de Fabiano por trás quando estava na posse de bola já no meio-campo do Boavista. Falta assinalada, sem sanção disciplinar.

[No minuto 49, Bruno Fernandes vê um cartão amarelo por protestar junto do árbitro auxiliar contra um cartão da mesma cor exibido ao colega Acuña.]

Minuto 73: Bruno é derrubado por trás quando construía lance ofensivo. Entrada de Stojiljković, claramente à margem da lei, ficou por assinalar.

Minuto 86: Bruno é derrubado por trás quando transportava a bola no meio-campo adversário. Falta de Carraça, assinalada. Mas sem sanção disciplinar.

 

À beira do fim da partida, o senhor Sousa - demonstrando uma chocante dualidade de critérios - entendeu expulsar Bruno Fernandes por uma falta ofensiva, idêntica a muitas cometidas por jogadores axadrezados que distribuíram "fruta" ao longo de toda a partida sem terem recebido qualquer sanção.

Não contaremos, portanto, com o nosso capitão no próximo jogo. A disputar em casa, frente ao Famalicão.

Árbitros como Jorge Sousa, que penalizam os jogadores com maior talento e deixam os sarrafeiros por castigar, prejudicam o espectáculo desportivo. São nocivos ao futebol.

As nossas claques

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Assisti ao jogo junto às nossas claques. Foram (fomos) absolutamente incansáveis, do primeiro ao último minuto. Um verdadeiro show. Nódoa no pano: os insultos a Varandas no final do jogo. Uma ressalva: vieram de uma parte, talvez menos de metade dos adeptos. Os jogadores, ao chegarem junto à bancada do SCP no final do jogo, tiveram mais aplausos do que assobios.

É urgente que a direcção do clube se entenda com as claques. Esta tensão permanente não beneficia nem dignifica o clube. Porque não convocar uma reunião da direcção com os lideres das claques? Temos há muitos anos as melhores claques do país, das melhores do mundo. Andei muitos anos com elas. Vi cair o varandim à minha frente e o very light do Jamor cair poucas dezenas de metros ao meu lado, matando um homem em frente ao filho.

As claques são feitas de Gente que sacrifica muito pelo clube, que o vive como poucos. Há marginais? Claro. Mas são uma minoria. Não os diabolize, dr. Varandas. Um verdadeiro líder sabe estender a mão. Tem de partir de si.

Boa sorte, Leonel Pontes

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Ver Leonel Pontes no banco foi uma lufada de ar fresco. Interventivo, quando Keizer era passivo. A corrigir constantemente os jogadores, quando Keizer mantinha aquele ar de enfado de quem espera que o jogo termine rápido para ir para casa sentar-se no sofá. Sem aquela teatralidade algo ridícula de Jorge Jesus, mas gritando quando algum jogador não pressionava ou não defendia. O resultado foi mau, mas o Sporting foi claramente a melhor equipa perante um adversário a defender com 10 jogadores e muita agressividade (sempre à beira da agressão). A equipa decisiva, essa foi a do incrível Jorge Sousa, sempre a deixar os jogadores do Boavista varrer ao soco e pontapé Bruno, Wendel e Bolasie. Falou bem Pontes no final. Expulsar Bruno Fernandes daquela forma é um insulto para o melhor jogador da pobre Liga portuguesa e uma falta de respeito para uma instituição como o Sporting Clube de Portugal. Deveria ser secundado pela direcção. Voltando a Pontes, surpreendeu-me pela positiva. Com poucos dias de trabalho, a equipa fez globalmente um bom jogo e melhorou bastante da 1a parte para a 2a. Dificilmente se poderia esperar melhor, dadas as baixas no ataque (e as carências naquela zona do terreno, fruto de um início de época péssimo em termos de planeamento) e as estreias à força. Tendo em conta a trapalhada que Pontes herdou, deixar dois pontos no Bessa num jogo condicionado pela arbitragem é um mal menor. Se conseguir continuar a fazer crescer a equipa, e se os resultados aparecerem, Pontes pode ser uma boa solução. Boa sorte, Leonel Pontes. E viva o Sporting Clube de Portugal.

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 
 

Do empate no Bessa (1-1). Mais dois pontos perdidos no campeonato. Já desperdiçámos sete em cinco jornadas: derrota com o Rio Ave em casa, empates fora com o Marítimo e agora com o Boavista. Já perdemos quase tantos como ganhámos (apenas oito). Este é o Sporting ambicioso e com aspirações a vencer títulos que desejamos? Obviamente, não.

 

Do improviso e do amadorismo. Como se só agora estivéssemos a iniciar o campeonato, no Bessa alinhámos com quatro novos titulares (Rosier, Neto, Plata e Bolasie) num jogo que ficou também marcado pela estreia absoluta de Jesé de verde e branco e da entrada em estreia de Rafael Camacho quase à beira do apito final. Uma autêntica manta de retalhos: a equipa está a ser reconstruida com o campeonato em pleno andamento. Algo impensável, algo inaceitável.

 

Das ausências. Bas Dost já não está, Raphinha e Thierry também rumaram a outros campeonatos. Para cúmulo, Luiz Phellype e Vietto - magoados - ficaram impedidos de disputar esta partida. Fechado o mercado de Verão, com as atribulações que bem sabemos, continuamos sem um médio defensivo de raiz (que Idrissa Doumbia manifestamente não é) e sobretudo temos uma chocante carência de goleadores (agravada pela não inscrição de Pedro Mendes na Liga). Tudo isto só poderia gerar maus resultados. O primeiro foi precisamente este empate no Bessa.

 

De Plata. Enfim, estreia a titular na equipa principal oito meses após ter chegado ao Sporting. Não podia ter acontecido num contexto mais difícil e o jovem internacional sub-21 do Equador acusou a pressão. Jogando muito colado à ala direita, teve uma primeira parte desastrosa, falhando sucessivos passes e sendo presa fácil para a sólida defesa do Boavista, liderada pelo veterano Ricardo Costa. Desfavorecido por ter nas suas costas outro jogador em estreia (Rosier), sem automatismos nem rotinas, pareceu sempre um peixe fora de água.

 

De Wendel. Começou a enterrar a equipa logo aos 5', num lance em que estava claramente desconcentrado, tendo provocado uma falta desnecessária em zona perigosa. Dessa falta nasceu o golo do Boavista, apontado de livre. O brasileiro, afectado pelo lance, foi incapaz de criar desequilíbrios no centro do terreno. Além disso, rebentou fisicamente à hora de jogo, tendo saído já tarde de mais, aos 81'. A seu favor, diga-se apenas que o substituto, Eduardo Henrique, conseguiu jogar pior.

 

De Borja. Somam-se as oportunidades, mas o colombiano continua a desperdiçá-las. Hoje voltou a ser uma nulidade como lateral esquerdo - fazendo-nos ter cada vez mais saudades de um Fábio Coentrão. A tal ponto que o treinador se viu forçado a deixá-lo no balneário ao intervalo, reformulando a ala esquerda ao fazer recuar Acuña enquanto Bolasie alternava com Jesé nas transições do eixo para a ala no segundo tempo.

 

De Jesé. Outra estreia: o espanhol entrou na segunda parte. Alternando entre "avançado-centro", a posição no terreno em que Frederico Varandas garante que ele prefere jogar, e a ala esquerda, onde parece sentir-se mais à vontade, mostrou dois ou três bons apontamentos, embora insuficientes para a fama de que gozou noutros tempos, quando chegou a ser uma das promessas da cantera do Real Madrid. Inadmissível foi ter-se apresentado em Alvalade com quilos a mais, como ficou bem à vista.

 

Da primeira parte. Nos 45 minutos iniciais, só construímos uma oportunidade de golo. Fomos para o intervalo a perder 0-1, sem surpresa para quem acompanhou o jogo. Com um onze em campo lento, previsível, desligado, sem criatividade nem capacidade para abrir linhas de passe nos últimos 30 metros.

 

Da última substituição. Fazer sair Plata aos 88', trocando-o pelo estreante Rafael Camacho, foi algo tão inexplicável como a troca de Acuña por Plata aos 90'+1 frente ao Rio Ave - última decisão em campo de Marcel Keizer como técnico do Sporting. Não era a altura de queimar tempo, antes pelo contrário, nem tal troca podia ser justificada para "refrescar a equipa", tendo ocorrido no momento em que ocorreu. Camacho - que mal tocou na bola - merecia ser lançado no onze leonino noutra ocasião.

 

Das nossas redes, uma vez mais tocadas. Continuamos a sofrer golos, jogo após jogo. Já levamos doze sofridos, em seis partidas oficiais nesta temporada. Mais três do que aqueles que marcámos (nove). 

 

Da estreia de Leonel Pontes. O novo treinador interino do Sporting (o quarto da era Varandas) é o menos culpado deste desaire. Porque recebeu a equipa esfrangalhada e sem rotinas competitivas, como se estivesse só agora na pré-temporada. Mesmo assim, como dizia Napoleão dos seus generais, nestas ocasiões faz sempre falta haver um treinador com sorte. Pontes não a teve neste seu regresso ao banco de treino da equipa principal por onde já passara - também esporadicamente - vai fazer dez anos.

 

Do árbitro. Jorge Sousa, ao contrário do que alguns garantem, é um dos piores profissionais do apito que se arrastam nos relvados portugueses. Hoje voltou a inclinar o campo, claramente, contra o Sporting. Amarelando e condicionando Wendel logo aos 5', por uma falta banal, enquanto deixava Ackah dar sarrafada a Bruno Fernandes, a torto e a direito, sem ser admoestado. Não contente com isso, exibiu o cartão amarelo ao nosso capitão por protestos (mais que legítimos) e à beira do fim da partida expulsou-o por uma falta ofensiva, idêntica a muitas cometidas por jogadores axadrezados sem terem recebido qualquer sanção. Vamos jogar sem Bruno no próximo desafio, frente ao Famalicão: irá fazer-nos muita falta. Árbitros como Jorge Sousa prejudicam o espectáculo desportivo e são nocivos ao futebol.

 

Da classificação. Há duas jornadas, chegámos ao primeiro posto. De repente, tudo parece ter ruído. Caímos agora para a quinta posição. Atrás do Famalicão (com mais cinco pontos), Benfica, FC Porto (com mais quatro) e que o próprio Boavista (com mais um). E o panorama que vai seguir-se não parece ser mais favorável, pois entramos num ciclo de dois jogos por semana.

 

Dos insultos ao presidente. Em casa alheia, o que é ainda mais grave, Frederico Varandas foi injuriado por algumas dezenas de energúmenos que se dizem do Sporting. É o mesmo caldo de cultura que em 2018 originou o lançamento de tochas incendiárias a Rui Patrício num Sporting-Benfica, agressões verbais aos jogadores no aeroporto do Funchal e na garagem de Alvalade, e o miserável assalto à Academia de Alcochete. Estes energúmenos não têm emenda.

 

 

Gostei

 

Do nosso golo. Marcado pelo inevitável Bruno Fernandes, na marcação de um livre, iam decorridos 62'. Tempo mais do que suficiente para conquistarmos os três pontos no Bessa, até porque toda a segunda parte foi de sentido único, com pressão constante sobre a equipa axadrezada, remetida ao seu reduto defensivo. Infelizmente este fluxo atacante não se materializou no tão ansiado segundo golo.

 

De Bolasie. Estreia absoluta do reforço congolês, colocado na posição mais avançada para compensar a ausência de um ponta-de-lança. Bolasie causou muito boa impressão neste primeiro jogo de Leão ao peito. Foi dele a única oportunidade do Sporting na primeira parte, aos 27', forçando o guarda-redes Bracali a uma defesa muito apertada. Desviado para a ala esquerda no segundo tempo, continuou a criar desequilíbrios. Aos 70', conduziu um rápido contra-ataque e disparou fortíssimo, em arco, fazendo a bola roçar a barra. Impressionante a imagem dele junto à linha final, incentivando o aplauso dos adeptos. Começa bem: foi o melhor do Sporting.

 

De Rosier. Outro estreante, o francês causou igualmente boa impressão: é fácil augurar-lhe a titularidade como lateral direito com projecção ofensiva e capacidade de cruzamento. Falta-lhe apurar a forma física: ontem quebrou a meio da segunda parte.

 

Do apoio incessante nas bancadas. Os adeptos leoninos, incansáveis, apoiaram a nossa equipa do princípio ao fim. Refiro-me aos verdadeiros adeptos, que eram a larga maioria, não aos "letais" que só lá foram para lançar impropérios ao presidente do Sporting.

A Liga dos árbitros

O Sporting hoje mostrou uma nova cara. Dominador, coeso, sem dar espaços ao adversário. Seria um justo vencedor. Quem não mostrou uma cara nova foi a arbitragem. Desde o primeiro minuto a proteger a equipa que fazia anti-jogo (o Boavista). Entretanto, Faltas atacantes inacreditáveis marcadas a Bolasie e Acuña, eliminando jogadas de perigo para o SCP. O corolário é a expulsão de Bruno Fernandes, que sofreu faltas violentas (a roçar a agressão) todo o jogo. Na sua (que tenha contado) 1a falta leva amarelo e é expulso (o outro cartão foi por protestos...). Incrível que o BFC acabe este jogo com 10. Que seja o Sporting a ter um jogador expulso é ultrajante, sobretudo da maneira que foi. As arbitragens este ano têm sido autênticos enxovalhos, retirando pontos ao Sporting. E como vai a direcção reagir à enormidade que foram estas últimas arbitragens de jogos do SCP?

Prognósticos antes do jogo

Faltam dois dias. Depois de amanhã, retomamos a participação no campeonato - uma vez mais num domingo à noite, pelas 20 horas, em visita ao estádio do Bessa.

Com a curiosidade acrescida de vermos como se comporta a nossa equipa agora sob o comando de um novo treinador - Leonel Pontes, apontado como técnico interino após a abrupta saída de Marcel Keizer - e com três novos reforços entretanto chegados por empréstimo.

Quais os vossos prognósticos para este Boavista-Sporting?

Os melhores prognósticos

Desta vez, muitos acertaram. Seis, no total, entre leitores e meus colegas do És a Nossa Fé. Astutos e previdentes, não apenas vaticinaram o 2-1 da nossa vitória frente ao Boavista como anteciparam Bruno Fernandes como marcador de pelo menos um dos golos.

Fica o registo dos vencedores desta jornada: Ambrósio GeraldesFernando LuísJosé VieiraLeonardo RalhaLuís LisboaPedro Batista. Parabéns a todos.

 

Até para a época que vem

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(Filme)

Um bloguista nunca deve jogar lesionado. Mas ainda assim aceitei ser infiltrado (um problema no músculo da decência) para  o Bessa. Em má hora o decidi, voltei com uma dupla fractura exposta, no ânimo e na paciência.

O osso da paciência quebrou-se-me no patético penalti que o árbitro inventou. O lance é uma vergonha, mas os comentários a aludirem a um "penalti" similar ou ainda pior a beneficiar outros, num qualquer jogo de 1937, 1981, no Burkina Faso ou no Azerbaijão, são, pura e simplesmente, um asco. Que os hinchas argentinos ainda hoje louvem a mão de deus maradoniana ou os lampiões garantam a legitimidade da mão de Vata, vá que não vá, são quem são, e as aldrabices proporcionaram-lhes históricos triunfos. Agora um arrastado 4º classificado a ganhar a um aflito, no rame-rame de uma paupérrima época, com uma aldrabice destas? Ainda maior e mais dolorosa a fractura na paciência.

O ânimo? O Bessa é um campo sempre difícil, o Boavista - mesmo quando tinha bons jogadores - tem "cultura", uma tradição de jogo raçudo, às vezes (não agora) até violento. Compreende-se que quando lá o fio de jogo não seja tão articulado e até rendilhado como alhures. Mas o Sporting, que nem jogou "mal", não mostra nada, nem plano nem projecto. Repelões e duas ou três individualidades - os centrais quais médios ofensivos a tentarem fazer algo, e ainda por cima isso é, por vistoso, louvado, quando é óbvio ser uma demonstração do vácuo da equipa. O treinador - que está ali para preparar o futuro, diz-se - mais uma vez não esgota as substituições (levou dois centrais, repararam?), a dar um verdadeiro sinal aos suplentes que são dispensáveis. A estes suplentes e aos restantes futebolistas dos vários escalões do clube. Não tenho ânimo para continuar a assistir a esta keizerada. O homem ficará até ao fim da época e começará a próxima, o iluminado dr. Varandas já o decidiu. Lá para o Natal falar-se-á se foi ou não acertado.

Quando ao músculo da decência? Ruptura de ligamentos. Que fique explícito, a insinuação é a arma dos vis.

Enfim, dupla fractura e uma ruptura. Isto não está fácil. Voltarei na próxima época. Se houver lugar no plantel. Até então. Saudações leoninas.

 

 

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Dos três pontos que trazemos do Bessa. Vitória arrancada a ferros, já no tempo extra do período final, na sequência de uma grande penalidade assinalada pelo árbitro João Pinheiro, por toque em Raphinha, num lance que poucos outros apitadores marcariam - decisão polémica que o vídeo-árbitro entendeu não contrariar. Aconteceu num momento em que muitos adeptos e talvez até vários jogadores já não acreditassem no triunfo frente ao Boavista.

 

De Bruno Fernandes. Melhor em campo. Foi ele a marcar o penálti decisivo, de forma impecável. Também ele quem puxou sempre a equipa para diante e fez a diferença num meio-campo que nunca foi capaz de se impor categoricamente frente à equipa adversária. Leva já 13 golos marcados no campeonato e 24 no total das competições nesta época desportiva.

 

De Acuña. Grande exibição do internacional argentino, que voltou a fazer duas posições. Primeiro como médio-ala e a partir dos 78' recuando para lateral esquerdo. Esteve muito bem tanto a atacar (foi dele a pressão decisiva, aos 17', que possibilitou o autogolo do Boavista) como a defender. Muito batalhador e protagonista de alguns dos melhores momentos da nossa equipa.

 

Da primeira parte de Raphinha. Foi dele a assistência no lance de que nasceu o primeiro golo leonino, com um bom cruzamento da ala direita. Podia ter feito o segundo, aos 50', mas cabeceou à figura do guarda-redes boavisteiro. Decaiu fisicamente na meia hora final.

 

De Mathieu. Autor dos melhores cortes na nossa grande área - aos 53', 55' e 88', fazendo prevalecer a sua maturidade e mestria técnica como patrão do bloco defensivo leonino. Também soube empurrar a equipa para a frente: mesmo ao cair do pano, aos 89', conduziu uma jogada ofensiva muito bem coroada com um passe cheio de precisão que merecia melhor desfecho.

 

Do cartão exibido a Gudelj aos 33'. Boa notícia para o onze leonino: o médio sérvio - que Marcel Keizer, teimosamente, persiste em manter como titular da equipa - ficará fora da próxima partida, frente ao Santa Clara, por acumulação de amarelos.

 

Do carinho manifestado pelos adeptos axadrezados a Bruno Fernandes. O nosso capitão, que não festejou o golo, foi muito cumprimentado e abraçado por boavisteiros no fim do jogo. Não esquecem que o jogador nasceu para o futebol nas escolas de formação do clube.

 

 

Não gostei

 

Do golo sofrido logo aos 3'Momento fatal de desconcentração da equipa leonina, potenciado por Luiz Phellype (julgo), que coloca em jogo o autor do golo. A bola, num ressalto caprichoso, entrou na nossa baliza sem hipóteses de defesa para Renan. Felizmente, desta vez num lance com alguma sorte para o nosso lado, demorámos só 14 minutos a empatar. E o resultado manteve-se 1-1 até aos 90' regulamentares. 

 

De Luiz Phellype. Com Bas Dost ausente, por aparente lesão, coube ao brasileiro - contratado como "reforço de Inverno" - surgir no onze titular. Mas voltou a ficar em branco, suscitando crescentes dúvidas sobre a sua capacidade para integrar o plantel leonino. Protagonizou a perdida da noite ao falhar um cabeceamento a meio metro da linha de golo, atirando ao poste. 

 

De Gudelj. Outra exibição abaixo dos mínimos requeridos do sérvio que veio da China. Logo no minuto inicial fez um passe tão disparatado que ninguém conseguiu perceber qual foi a intenção dele. Incapaz de construir uma jogada ofensiva, aos 60' tentou finalmente um passe longo... mas acabou por atirar a bola para a bancada. Um mistério, a sua persistente inclusão no onze titular leonino.

 

Da passividade do treinador. Mantendo-se o 1-1 que já vinha da primeira parte, Marcel Keizer só decidiu enfim mexer na equipa aos 78', mandando sair Borja e Wendel, trocando-os por Diaby e Idrissa Doumbia. 

 

Da falta de eficácia atacante. Apesar de termos quase dois terços de posse de bola e claro domínio territorial, aliás bastante consentido, fomos muito perdulários nos últimos 30 metros, abusando do pontapé para a frente, com remates sucessivos a embater nas pernas dos defensores do Boavista, num autêntico tiro ao boneco mais próprio dos escalões secundários.

 

De termos entrado em campo sem um só jogador da formação. Acontece pela segunda vez em poucas semanas, algo que não se via no Sporting desde 2007. É uma tristeza, além do mais, que em 13 jogadores hoje presentes em campo de verde e branco apenas existisse um português, Bruno Fernandes. Como se apenas os estrangeiros fossem bons.

 

Da tristeza no relvado. Apesar de termos vencido, os rostos dos nossos jogadores estavam fechados, sem um sorriso, após o apito final. Algo revelador de que o estado anímico da equipa está longe de ser o melhor. Isto quando nos mantemos, à 25.ª jornada, na quarta posição, a três pontos do Braga.

VAR(ranos) isso...

Ponto prévio, merecemos ganhar!

Ponto 1 - Não, não é penalti.

Ponto 2 - Podemos jogar sem o Gudelj?

Ponto 3 - O senhor do apito é um incompetente, não só no lance de penalti, mas na apreciação da maior parte dos lances.

Ponto 4 - Keizer deve ter um santo protector.

Ponto 5 - Já falei do Gudelj?

Ponto 6 - Porque insistimos em jogar com menos um?

Ponto 7 - O Gudelj...

Boa noite!

O melhor prognóstico

Primeira goleada da temporada em curso, cinco palpites certos na oitava ronda da Liga 2018/2019. Registo quem acertou no resultado do Sporting-Boavista: Balakov-Oceano, Carlos Correia, João Santos, Leonardo Ralha e Luís Ferreira.

Aplicado o critério do desempate, relativo aos nomes dos marcadores dos golos, a vitória nesta jornada de palpites é atribuída ao leitor João Santos: só ele acertou em simultâneo em Bruno Fernandes e Nani. Parabéns pela dupla pontaria.

Já merecíamos isto

Finalmente um joguinho em que não saímos de Alvalade com o credo na boca. Já merecíamos, aqueles que continuam a ir ao estádio apoiar a equipa e hoje com um frio a que já não estávamos habituados.

Começaram bem os rapazes, que logo na primeira jogada poderiam ter aberto o marcador, mas rapidamente entraram na modorra costumeira, mesmo depois de terem apanhado um susto com uma bola dos boavisteiros no ferro, mas o certo é que os visitantes não conseguiram fazer mais do que isso. Este Boavista é nitidamente inferior ao da época passada, mas também é certo que nos últimos jogos havia sempre marcado fora e hoje, por mérito dos nossos rapazes, não o conseguiu.

Quando Nani fez o primeiro da noite, o golo já se adivinhava, uma vez que hoje se viu talvez o melhor futebol praticado esta época pelo Sporting, com Nani, Montero e Acuña, um trio virado completamente para a frente, muito bem secundado por Diaby.

O segundo e o terceiro e mais alguns que ficaram por marcar, apareceram naturalmente, fruto do futebol agradável que foi praticado.

Tudo está bem quando acaba bem, mas não posso deixar de me interrogar sobre a substituição de Acuña (que se percebeu estar tocado) por Bas Dost (regresso saudado efusivamente a que me associei), para de seguida sair Montero para a entrada de André Pinto, ficando em campo três centrais. Quando o resultado estava 3-0 e quando estava em campo O ponta-de-lança, é impressão minha ou Montero, o nosso melhor esta noite, deveria ter continuado em campo? Seria complicado, a ganhar por três golos, continuar apenas com três defesas e proporcionar municiamento ao holandês? Eu sei que em dia de "festa" não fica bem criticar, mas que diabo, um "gajo" que enfrentou toiros, tem medo de quê?

 

Tudo ao molho e FÉ em Deus - NA NA NA NA NA NANI !

O fim de semana havia começado sob a tónica SAD. De um lado, a vitória da sociedade anónima desportiva renegada pelo clube (Belenenses) que lhe deu origem, do outro, as águias tristes (“sad”, em inglês, língua em que se correspondem com a Google) pela derrota. Este resultado, mais o empate do Braga no derby do Minho, dava ao Sporting a possibilidade de voltar a tentar um xeque-ao(s)-rei(s) no tabuleiro axadrezado. Essa era a expectativa para o jogo de hoje.

 

O controlo do centro é fundamental num jogo de xadrez e Peseiro conseguiu-o ao dispôr os seus peões de maneira diferente daquilo que tem sido usual. Com Gudelj mais solto, Battaglia teve o espaço atrás de que tanto gosta para estabelecer a sua zona de pressão e Bruno Fernandes um apoio mais próximo do que aquilo que vem sendo comum. Adicionalmente, as movimentações de Fredy Montero baralharam por completo os boavisteiros. Após várias trocas com Acuña, o "Rei Cafetero" (grande exibição) ensaiou um roque (jogada que envolve a movimentação contrária de duas peças) com Nani e este fez de Torre ao cabecear com êxito para golo. 

 

No segundo tempo, o Sporting manteve a toada atacante, destacando-se a capacidade de envolver mais peões nos movimentos ofensivos. "El Avioncito" ganhou um livre à entrada da área e Bruno Fernandes cobrou-o directamente contra a barra. Logo de seguida, o colombiano cabeceou para uma defesa "in-extremis" de Helton (bom centro de Bruno Gaspar). Montero estava com o Diaby ao pé da orelha e serviu-o, após mais uma vez ter ganho espaço entre as linhas axadrezadas. O maliano centrou atrasado e Bruno Fernandes marcou um golo de bandeira. A tranquilidade viria somente dois minutos depois, quando um remate de Bruno Fernandes prensado num defesa (após novo bom centro de Bruno Gaspar) ressaltou para os pés de Nani, que não perdoou, aplicando um remate picado a fazer lembrar o segundo golo de Jordão contra a França no Euro84. De destacar neste lance o facto de o Sporting ter conseguido juntar 5 jogadores em zona de perigo, algo inédito nesta temporada. 

 

Tempo ainda para a recriação de um antigo "hit" dos AC/DC voltar a Alvalade com o regresso de Bas Dost à competição. O holandês desta vez não dostou, mas não foi por falta de tentativa por parte dos colegas, que a partir da sua entrada em campo praticamente só jogaram para ele. Mas a noite era de Nani (pelos golos) e de Montero (pela influência no jogo), claramente os melhores em campo esta noite. Saúde-se também o regresso de Mathieu e as boas exibições de "Muttley" Acuña, "X-Terminator" Battaglia e Bruno Fernandes. Nota acima da média também para Diaby, que alinhou hoje de início, trouxe velocidade ao jogo e fez uma assistência, embora por vezes revele um lado trapalhão. A rever. A melhorar com o decorrer da partida esteve Bruno Gaspar, o qual pareceu mais confiante. O resto da equipa esteve regular.

 

Vitória concludente e a melhor exibição da época. Contente pelo Sporting e por Peseiro, que hoje, apropriadamente contra um adversário que equipa de xadrez, foi finalmente um Grande-Mestre.  

 

Tenor(es) "Tudo ao molho...": Luís Nani e Fredy Montero

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Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da goleada da noite de hoje em Alvalade. Três pontos garantidos na vitória em casa contra o Boavista. Por números que não enganam: 3-0. Domínio absoluto da nossa equipa contra um adversário que costuma fazer a vida difícil às turmas anfitriãs nas deslocações a Lisboa. De realçar que nesta jornada da oitava ronda do campeonato apenas o Sporting marcou três golos.

 

Da exibição leonina. Não foi apenas a vitória em campo, por números muito expressivos: houve domínio absoluto do Sporting em todas as fases da partida, vulgarizando por completo o Boavista. Inequívoca supremacia territorial, bom entrosamento colectivo, compromisso evidente dos jogadores, atentos à missão que lhes foi confiada. O nosso melhor desempenho até ao momento na Liga 2018/2019.

 

De Nani. Grande jogo do nosso capitão, que hoje marcou dois golos: o primeiro aos 31', com um cabeceamento letal após excelente movimentação na ala esquerda de Montero; o segundo aos 66', num pontapé de ressaca após algumas carambolas dentro da área do Boavista. E ainda foi dele o primeiro grande sinal de perigo, com uma soberba elevação aos 26' travada in extremis pelo guardião Helton na defesa da noite. O campeão europeu formado em Alcochete festejou o primeiro golo à moda antiga, com um salto mortal; no segundo, beijou o emblema do nosso clube. Um enorme Leão, de corpo e alma. O melhor em campo.

 

De Diaby. Estreia muito aplaudida do internacional maliano no onze titular, correspondendo por inteiro às melhores expectativas dois meses após ter sido contratado. Foi dele a assistência para o segundo golo, marcado por Bruno Fernandes aos 64', com um passe atrasado para a entrada da área, na sequência de uma boa tabela com Montero. Teve também intervenção no terceiro golo, dando início ao lance ofensivo. Pressionou muito bem a saída de bola do Boavista e revelou boa condição física. Saiu aos 87', muito aplaudido.

 

De Montero. Hoje não marcou, mas foi dos mais influentes nesta vitória leonina. Fez a assistência para o golo inaugural e teve uma movimentação decisiva no terceiro. É um dos nossos jogadores que trata a bola com maior destreza técnica, com reflexos na qualidade do espectáculo.

 

De Bruno Fernandes. Irregular no primeiro tempo, melhorou muito na etapa complementar. Primeiro, aos 58', dirigiu um míssil à barra na conversão de um livre. Seis minutos depois, assinou o segundo golo, com um remate forte e muito bem colocado à entrada da grande área. Nítida subida de forma, com reflexos no desempenho global da equipa.

 

Dos regressos de Mathieu e Bas Dost. O francês foi titular após longa paragem e o holandês - alvo de justificada ovação - entrou em campo aos 87', mais de dois meses após ter sido impedido de jogar devido a lesão muscular. Ambos ainda presos de movimentos, como se compreende, mas com indiscutível influência na equipa, onde são dois dos jogadores mais acarinhados. Mathieu chegou a fazer duas posições, passando para lateral esquerdo após a dupla substituição de Diaby por Dost e de Montero por André Pinto. Com eles de regresso, o Sporting é diferente. Para melhor.

 

De termos visto as nossas redes intocáveis. No seu terceiro jogo consecutivo como titular na baliza leonina, Renan praticamente não fez uma defesa. Muito bem coadjuvado pelo quarteto defensivo, designadamente nas alas, onde Acuña e Bruno Gaspar estiveram em destaque - este último mostrando enfim que é reforço. Foi dele o cruzamento que deu origem ao terceiro golo.

 

Da nossa recuperação na tabela classificativa. Beneficiando do tropeção do Braga, que empatou em Guimarães (1-1), e da derrota do Benfica no Estádio Nacional, frente ao Belenenses (2-0), estamos agora apenas a dois pontos das duas equipas que lideram a Liga: FC Porto e Braga. Quer isto dizer que voltamos a depender só de nós para aspirar ao título, tendo já jogado, à oitava jornada, em Braga e na Luz.

 ´

 

Não gostei

 

Que o Boavista tivesse disparado uma bomba que embateu no nosso poste esquerdo. Estavam decorridos apenas 5' quando Mateus pregou um susto em Alvalade. Felizmente a sorte acompanhou-nos: a bola não entrou. Se tivesse entrado, a história deste jogo poderia ter sido bem diferente.

 

De ver só pouco mais de meia casa preenchida em Alvalade. A noite estava fria e o horário não era nada convidativo (20 horas de domingo, precisamente no fim de semana em que adoptámos o horário oficial de Inverno). Mas a equipa merecia ter sido incentivada por um número bastante maior de adeptos do que os 27.784 hoje presentes no estádio.

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