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És a nossa Fé!

Os melhores prognósticos

Dezanove anos depois, o Sporting volta a sagrar-se campeão nacional de futebol. O mais cobiçado troféu do desporto português.

E por cá, quem venceu? Temos dois triunfadores: os prezados leitores Roberto Dias e Tiago Oliveira. Não apenas acertaram no resultado (1-0, contra o Boavista) mas também em Paulinho como marcador de serviço em Alvalade.

Houve ainda três vaticínios correctos, antecipando a vitória tangencial da nossa equipa - mas que bastou para conquistarmos o 23.º título da história do futebol profissional leonino. Parabéns também por isso a Goes, Horst Neumann e à minha colega de blogue Cristina Torrão. Só lhes faltou acertar no artilheiro.

Rescaldo do jogo de anteontem

Gostei

 

De ver o Sporting campeão a duas jornadas do fim. Não precisámos de chegar à última ronda: ao minuto 36 deste confronto com o Boavista em casa, um tiro certeiro de Paulinho bastou para nos devolver o título que já fugia há 19 anos. Estamos de novo no topo do futebol profissional português - lugar que é nosso por mérito próprio. Não há praticamente uma voz a contestar esta nossa subida ao primeiro lugar do pódio. Porque não nos limitámos a vencer. Também conseguimos convencer.

 

De Palhinha. Exibição monumental do nosso médio defensivo - hoje, sem qualquer dúvida, o melhor n.º 6 do futebol português. É um luxo termos um talento destes no nosso onze titular. Neste Sporting-Boavista, Palhinha dominou por completo a sua parcela de terreno que lhe estava confiada, varrendo o que havia para varrer mas também sabendo construir com passes longos e bem colocados - aos 34', 38', 54' e 57', por exemplo. Excelente nos cortes e nas recuperações. O melhor em campo.

 

De Nuno Santos. Uma das mais seguras actuações do extremo esquerdo, que se confirma como verdadeiro reforço e é peça imprescindível desta equipa campeã. Entrou de pé no acelerador, cheio de vontade de resolver a partida logo nos primeiros minutos, empurrando os colegas lá para a frente. Nasce do pé esquerdo dele, aos 5', um tiro ao poste. E é dele a assistência para o golo. Já antes se destacara em dois outros cruzamentos. Pena não haver público no estádio: ele bem merecia uma calorosa ovação ao ser substituído por Matheus Nunes, aos 76'.

 

De Nuno Mendes. Outra actuação de grande nível, contribuindo para a constante pressão da ala esquerda leonina que pôs em sentido o Boavista. Aos 24', recuperou a bola, conduziu-a bem dominada e disparou, acertando na barra. Cruzamentos irrepreensíveis aos 15', 47' e 60'. Cedeu lugar a Matheus Reis aos 83', seguramente convicto de que foi um dos grandes obreiros deste triunfo - e deste título.

 

De Adán. Sem sombra de dúvida: o espanhol é um dos baluartes do nosso onze titular. Pode passar largos minutos sem intervir, mas quando o faz transmite segurança e maturidade ao colectivo, contagiando os colegas. Salvou um golo que parecia certo, na única oportunidade de que o Boavista dispôs, impondo-se entre os postes aos 46'.

 

Do lance do golo decisivo. Vale a pena recordá-lo: Feddal faz um passe vertical lá de trás e coloca nos pés de João Mário, que consegue libertar-se da marcação simultânea de dois adversários e serve Nuno Santos, entretanto desmarcado. Do canhoto sai um centro teleguiado para a grande área: Paulinho encosta. Missão cumprida.

 

De Rúben Amorim. Este título é de todos - mas é dele, antes de mais ninguém. Acaba de tornar-se o segundo treinador campeão mais jovem de sempre ao serviço do Sporting - após Juca, que aos 33 anos liderou a nossa equipa no vitorioso campeonato 1961/1962. Craque a treinar, craque a comunicar. Legou-nos um lema que fica para sempre: "Onde vai um, vão todos." Que bem serve de legenda desta Liga 2020/2021.

 

De continuar a ver o Sporting invicto. Única equipa sem derrotas desde há vários meses, temos um registo brilhante, inédito à 32.ª jornada: 25 vitórias e sete empates. Num campeonato que lideramos isolados há 26 jornadas. 

 

Do 20.º jogo da Liga sem sofrermos golos. Melhor defesa do futebol europeu: apenas 15 golos sofridos em 32 partidas disputadas. 

 

Da aposta clara em portugueses. Anteontem bem se viu em campo: quando Porro, lesionado, se viu forçado a ceder lugar a João Pereira, passámos a jogar com oito portugueses. Contra um Boavista que só tinha um no onze inicial. Aposta evidente também na juventude: há dez jogadores sub-23 no plantel leonino. 

 

De uma estreia. Este foi o primeiro título de campeão nacional que conquistámos desde sempre no actual estádio, inaugurado em 2003.

 

Dos 82 pontos que já somámos. A fria linguagem dos números diz tudo sobre o desempenho do Sporting. Ainda podemos ultrapassar a melhor pontuação alcançada desde sempre pela nossa equipa - na Liga 2015/2016, quando somámos 86 pontos.

 

 

Não gostei

 

Do festival de golos falhados. Pressionámos do princípio ao fim, estivemos sempre por cima neste desafio. Infelizmente as oportunidades criadas não tiveram o melhor desfecho. Quer porque a bola embateu três vezes nos ferros (Nuno Santos aos 5', Nuno Mendes aos 24', Pedro Gonçalves aos 78') quer por falta de precisão no último passe (João Mário falhou golos cantados aos 5' e aos 15'; Paulinho permitiu defesa aos 47' e desperdiçou aos 52' e aos 60').

 

Da lesão de Porro. O internacional espanhol estava a ser um dos melhores em campo, conduzindo sucessivos ataques pela ala direita, quando sofreu uma lesão muscular que o forçou a abandonar o jogo. Aos 17' saiu lavado em lágrimas, o que é outra forma de demonstrar que estamos perante um campeão digno desse nome.

 

Do amarelo exibido a Feddal. Difícil entender o que provocou esta advertência, que deixa o central marroquino fora do clássico na Luz, a disputar no sábado.

 

Da ausência de público. Os adeptos, impedido de entrar no estádio por motivos cada vez mais inaceitáveis, foram-se concentrando em vagas sucessivas no exterior. O que esteve na origem dos excessos que todos os portugueses viram na televisão. Uma minoria sem qualquer civismo e a inépcia da polícia contribuíram para isso em partes iguais.

Prognósticos antes do jogo

Cresce a emoção jornada após jornada, quando só faltam três para terminar o campeonato. O nosso próximo desafio acontece esta noite, a partir das 20.30: vamos receber o Boavista. 

Na época anterior, o jogo correspondente a este acabou com vitória tranquila da nossa equipa, por 2-0. Com golos de Sporar e Plata.

Desta vez como será? Aguardo os vossos prognósticos para este Sporting-Boavista.

Amanhã à noite em Alvalade

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Depois de duas vitórias tranquilas, segue-se amanhã a terceira das cinco verdadeiras finais: Nacional (C), Rio Ave (F), Boavista (C), Benfica (F) e Marítimo (C), neste caso pode mesmo ser a finalíssima. Se vencermos, somos campeões. Por isso o autocarro da festa já está estacionado em Alvalade.

A primeira volta a visita ao Bessa foi também tranquila: uma equipa sem argumentos para contrariar o Sporting. Mas amanhã, na luta pela permanência, as coisas podem ser bem complicadas. Não esqueçamos que no banco do adversário está Jesualdo Ferreira. Respeito.

 

Quanto ao plantel disponível, vamos poder contar com todos, exceptuando TT e Tabata.

 

Imagino então que Amorim convoque os seguintes elementos:

Guarda-redes: Adán e Max.

Defesas Centrais: Neto, Inácio, Quaresma, Feddal, Matheus Reis e Coates.

Alas: Porro, Nuno Mendes e João Pereira.

Médios Centro: Palhinha, João Mário, Bragança e Matheus Nunes.

Interiores: Pedro Gonçalves, Jovane, Nuno Santos e Plata.

Ponta de lança: Paulinho.

 

Tendo em conta o que se passou em Vila do Conde, parece-me que vai entrar em campo a equipa-base do Sporting esta época com Paulinho, havendo depois tempo para as segundas linhas intervirem.

Pelo que a minha equipa é a seguinte:

Adán; Inácio, Coates e Feddal; Porro, Palhinha, João Mário e Nuno Mendes; Pedro Gonçalves, Paulinho e Nuno Santos.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo para ultrapassar o Boavista e conquistar o título.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

PS: No último jogo a indisponibilidade de Porro trocou as voltas a todos, pelo que ninguém acertou no onze inicial.

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Um ano depois

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Fez ontem um ano, assisti ao meu penúltimo jogo no Estádio José Alvalade. Foi o Sporting-Boavista, última partida liderada por Silas como treinador principal em nossa casa. Vencemos os axadrezados por 2-0, com golos de Sporar e Plata. À época, ainda admitíamos que o esloveno pudesse tornar-se goleador da equipa. Além dos já mencionados, os melhores em campo foram Vietto e Battaglia.

No fim do jogo, como de costume, fomos mastigar bifanas e empinar imperiais nas rulotes situadas no topo norte do Campo Grande. Lá estive, com dois colegas de blogue: o José Navarro de Andrade e o João Távora. Moderadamente satisfeitos pela vitória, mas sem ilusões quanto às possibilidades de êxito final da nossa equipa nesse campeonato 2019/2020. Seguíamos no quarto lugar, com menos 18 pontos que o Benfica, menos 17 que o FC Porto e menos um que o Braga. E víamos o Rio Ave três pontos mais abaixo.

Parece ter sido há imenso tempo. Entretanto chegou um novo treinador vindo do Minho, instalou-se a pandemia com o seu estendal de vítimas, deixámos de ir ao estádio, o plantel leonino foi profundamente alterado e o Sporting lidera o campeonato com larga vantagem sobre os rivais, agora em crise.

Só passou um ano. Tanta coisa aconteceu de então para cá.

Os melhores prognósticos

Foi um festival de prognósticos correctos. De tal maneira que se bateu aqui um novo máximo nestas rondas de vaticínios há vários anos organizadas no És a Nossa Fé. Forçando-me a conferir ainda com mais rigor as contas, para não deixar ninguém de fora.

 

Eis a extensa lista de leitores e meus colegas de blogue que acertaram no 0-2 do Boavista-Sporting:

Cristina Torrão

Fernando

João Gil

José da Xã 

Leão de Lordemão 

Leoa 6000

Luís Barros

Luís Ferreira

Manuel Parreira

Miguel Fernandes

Pedro Batista

Ricardo Roque

Tiago Oliveira 

 

Foi necessário desempatar: mesmo assim emergiram vários vencedores. Sete, ao todo. Seis acertaram em Nuno Santos como marcador de um dos golos (José da XãLeão de LordemãoLuís BarrosPedro BatistaRicardo Roque e Tiago Oliveira) e apenas um mencionou Porro, marcador do segundo (Fernando).

Curiosamente, ninguém acertou nos dois em simultâneo.

 

Parabéns a todos. Só espero que na próxima ronda se registe algo semelhante. Será um excelente sinal.

Rescaldo do jogo de anteontem

Gostei

 

Da nossa concludente vitória sobre o Boavista. Domínio total do Sporting do princípio ao fim da partida do Bessa, quase sempre de sentido único. Com Adán a fazer apenas uma defesa digna desse nome (82'). O resultado ao intervalo (1-0) era muito lisonjeiro para a equipa da casa. No mesmo estádio onde o Boavista vencera o Benfica por 3-0.

 

Do golo marcado cedo. Marcador inaugurado aos 22', por Nuno Santos, correspondendo da melhor maneira a um soberbo cruzamento de Nuno Mendes. Com notável sentido de posicionamento e desmarcação. 

 

De Porro. Para mim, o melhor em campo. Pelo extraordinário golo que marcou aos 77', fixando o resultado (2-0) e comprovando a sua inegável mais-valia neste plantel leonino. Pega na bola e à meia volta, a 30 metros da baliza, faz um disparo fortíssimo, indefensável. Desde já candidato a um dos melhores golos da Liga 2020/2021. E deste ano civil há pouco iniciado.

 

De Nuno Mendes. Temos de volta o nosso ala esquerdo após algumas semanas de menor brilho. Exibição de luxo coroada por três soberbos centros que levavam selo de quase-golo, aos 18', 22' e 33'. Infelizmente só um encontrou o melhor desfecho.

 

De Matheus Nunes. De jogo para jogo revela-se um dos jogadores mais consistentes deste Sporting 2020/2021, mesmo quando lhe cabe uma missão de especial dificuldade, como foi neste caso a de render Palhinha na posição de médio defensivo titular. Deu boa conta do recado, tanto no capítulo das recuperações de bola como na qualidade de passe. Nunca dá um lance por perdido: é um Leão da cabeça aos pés.

 

De Nuno Santos. Outro golo para a sua contabilidade pessoal. Aos 53' assistiu Sporar, entregando-lhe a bola de bandeja com um passe cirúrgico: só a inépcia do esloveno o impediu de empurrá-la lá para dentro. Jornada após jornada, vai-se confirmando como um dos elementos mais influentes do plantel. 

 

De continuarmos invictos. Somos a única equipa da Liga que prossegue sem derrotas, o que faz toda a diferença.

 

De ver a nossa liderança reforçada. Somamos já 39 pontos, em 45 possíveis. Estamos há nove jornadas consecutivas no primeiro posto - e assim continuaremos pelo menos até à entrada na segunda volta desta Liga 2020/2021. Continuamos a marcar em todas as partidas do campeonato. Conservamos a vantagem de quatro pontos face ao segundo classificado, o FC Porto, e ampliámos para seis pontos a distância que nos separa do Benfica, que empatou em casa com o Nacional. Se vencermos o SLB no dérbi de segunda-feira em Alvalade, passaremos a ter mais nove do que o nosso mais velho rival.

 

 

Não gostei
 

 

De Sporar. Exibição péssima do ponta-de-lança esloveno, que continua divorciado do golo. Desta vez não pode queixar-se de não ter sido servido pelos colegas, que lhe puseram a bola nos pés só para ele empurrar. Aos 33', falhou a emenda, a passe de Nuno Mendes. Aos 53', voltou a ser desastrado, desperdiçando uma quase-assistência de Nuno Santos. Não ataca a profundidade, não antecipa os movimentos dos companheiros, reage quase sempre tarde às solicitações que lhe fazem. É hoje, claramente, o principal ponto fraco da equipa.

 

Dos falhanços de João Mário. Também o campeão europeu mantém uma relação muito problemática com o golo, desperdiçando oportunidades sucessivas. Desta vez mais duas para a sua conta pessoal: aos 43', em posição frontal, optou pelo tiro-ao-boneco; aos 60', com Jovane desmarcado, atirou para a bancada. Além disso também não lhe saiu nada bem a marcação de um livre.

 

Do "critério largo" do árbitro Fábio Veríssimo. Deixou os jogadores do Boavista "distribuir fruta" desde o início do jogo, com 20 faltas deixadas impunes - metade das quais sobre Jovane, que passou grande parte do primeiro tempo estendido no relvado transformado em lamaçal. Aos 79', subitamente, decidiu mudar de critério, amarelando Palhinha - entrado três minutos antes - num lance de bola dividida, similar a dezenas do género que ocorrem em qualquer jogo. Por causa deste injustíssimo cartão, o nosso médio defensivo será em princípio excluído do Sporting-Benfica - um dos jogos grandes da temporada. Um acto de lesa-futebol. As imagens de Palhinha abandonando o campo lavado em lágrimas já fazem parte da iconografia leonina.

Vermelhíssimo, o sobrinho do Olarápio

Ou "Os filhos da Puta", versão revista, actualizada e o que mais vos aprouver.

Sabem que eu sou pouco de rodriguinhos, por isso não vou perder muito tempo com isto e então cá vai: Este filho da puta mostrou deliberada e conscientemente um cartão amarelo numa jogada onde nem existe qualquer falta, a um jogador que sabia que se o visse, falharia o próximo jogo.

Trabalho encomendado, trabalho executado! Tal qual como seu competentíssimo tio, que lhe terá ensinado que só se progride na carreira com coluna de minhoca, este merdas saiu do Bessa com o sentimento de dever cumprido. Esperou 79 minutos pela presa, dando um baile de apitadeiro com um "critério largo", deixando o desgraçado do Jovane fazer de saco de porrada até o treinador o ter feito sair, sob risco de ficar todo negro (sem piada, forma de expressão). Esperou acoitado numa arbitragem que tudo permitiu ao adversário, com um único fito, o de prejudicar um clube  e o de beneficiar outro, o adversário do jogo seguinte. Sim, o Benfica.

Foi o Vieira que lhe untou as unhas? Não! O gajo não recebeu um pacote de coca saído pela porta 18 e transportado no carro conduzido pelo Zé. O que acontece é que este árbitro de proveta, proveniente dos cursos do Inatel patrocinados pelo Benfica, promovido a internacional sem o mínimo de jogos obrigatórios para tal nas divisões inferiores, sabe que se não apitar desta forma não progride na carreira, nem é preciso dizer-lhe nada, a notinha boa que é precisa, no final da época lá estará.

Triste futebol este em que os adeptos de um clube criticam o treinador por colocar em campo um jogador "à bica" com os cartões amarelos, porque toda a gente sabia que isto ia acontecer. E não devia, o treinador meteu quem entendeu, a estratégia de um treinador nunca pode ser condicionada pela previsível amostragem de um cartão a um seu jogador. Mas é! Infelizmente neste futebolzinho de merda em que se tornou o futebol português, o treinador não só precisa de se preocupar com a sua missão, como também tem que estar preocupado com o gajo que vai apitar o jogo. Será certamente caso único no Mundo. 

A questão é esta, meus caros: O futebol está podre! Tudo fede, inclusive o que gravita à sua volta, observadores, delegados, árbitros, a maior parte dos comentadeiros, a maior parte dos "jornalistas" desportivos (peço desculpa aos jornalistas verdadeiros), tudo, enfeudado a dois emblemas que querem de qualquer forma aceder ao bolo da Liga dos Campeões. Foi ver o Mota em Faro todo acagaçado reverter uma raquetada com a mão dum gajo do Porto, porque sabe que o macaco lhe ia tratar das montras dos talhos e foi ver este lambuças, no primeiro lance em que Palhinha interveio, três minutos depois de estar em campo, mostrar-lhe um cartão amarelo, injustificado à luz de qualquer das leis do futebol, que o atira para a bancada na recepção ao Benfica.

Era um pau enfiado pelo fundo das costas! Não por castigo, apenas para lhe endireitar a coluna.

 

Adenda: A coisa foi tão evidente, tão comentada por todos, toda a gente se referiu ao lance como normal (excepto o inconfundível Leirós, conselheiro de arbitragem do... Benfica), que o larápio sobrinho já reconheceu que errou. Valha-nos isso, mas ainda falta a despenalização.

O dia seguinte

Não vou sequer falar do lance que todos sabem qual foi, muito me iria enervar e pouco iria acrescentar ao que os meus colegas muito bem disseram. Parece que o apitador esteve a falar com o Hugo Viana no final do jogo, o Sporting vai apresentar recurso, aguardemos. Vou falar apenas do jogo em si.

A lição que a equipa recebeu contra o Rio Ave funcionou e os primeiros minutos mostraram que o Sporting entrou no Bessa para resolver as coisas bem depressa. Ritmo vivo, bola a circular com critério entre sectores, Nuno Mendes e Porro bem soltos nos corredores, João Mário mais atrasado empunhava a batuta, Matheus Nunes vagabundeava e confundia marcações, Boavista em aflição constante e sem conseguir articular contra-ataques, o melhor que conseguiam era ter um ou outro livre a seu favor, fruto do mergulho de algum seu jogador, um primeiro golo já muito visto, centro tenso em diagonal do Nuno Mendes e desvio para golo do Nuno Santos, e depois... Sporar e João Mário a desperdiçarem, um, dois, três, quatro golos feitos, era só encostar, mas faltou o só. Era dia para Bas Dost fazer um "poker" como fez em Tondela há quase 4 anos, comigo na bancada.

Os minutos foram passando e quem não marca normalmente sofre, o desgaste da Taça da Liga começou a fazer-se sentir e Amorim refrescou a equipa, primeiro com Bragança, que pouco adiantou, depois com TT e Palhinha, e finalmente chegou o golaço do Porro. E o Sporting ganhou por dois, mas podia ter sido a goleada da época, Nuno Mendes voltou a ser quem é e foi de longe o melhor em campo nos 90 minutos, mas Porro mais uma vez marca um golo do outro mundo, e assim foi o herói da noite.

Concluindo, uma grande exibição do Sporting num campo sempre difícil, muito sofrimento desnecessário, Sporar está sem qualquer confiança, se calhar a pensar se fica ou se vai não sei para onde, falta um ponta de lança de nível para projectar esta equipa para outros patamares. Continuamos na liderança da Liga com 4 pontos de vantagem do perseguidor mais directo a dois jogos do final da 1.ª volta, e temos sem dúvida treinador e equipa, com ou sem um ou outro, para ganhar os dois jogos que faltam.

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Rubríssimo

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Eis outro árbitro-proveta com insígnias FIFA sem a menor categoria para apitar nos estádios portugueses. Ficou bem evidente esta noite: João Palhinha entrara em campo minutos antes, mal tocara ainda na bola, há um lance dividido, com carga de ombro de ambos os lados, o jogador do Boavista atira-se ao chão e logo Fábio Veríssimo puxa do amarelo e exibe-o sem pudor ao nosso médio defensivo. Que assim falhará a presença no clássico Sporting-Benfica, da próxima segunda-feira.

Nem falta foi. E, se fosse, jamais seria lance para amarelo. A disputa de bola ocorre em zona lateralizada, longe da grande área e com ambos de costas para a nossa baliza, não havendo ali qualquer indício de ataque prometedor do Boavista. Mas Veríssimo nem hesitou: aquele era o primeiro cartão do jogo, já estavam decorridos 79', o "critério largo" do árbitro era afinal uma treta urdida para melhor apanhar o nosso jogador na sua teia. E deixá-lo de fora no dérbi lisboeta. Faz sentido: ninguém ignora que este apitador, sobrinho do imarcescível Olegário Benquerença, é um fervoroso adepto do Benfica.

Palhinha saiu de campo em lágrimas. Revoltado por ser injustamente impedido de participar num dos jogos grandes da temporada. Numa partida em que o Boavista fez o dobro das faltas do Sporting (25 contra 13) e viu o mesmo número de cartões (dois). Nada de novo: é mais do mesmo. Estes são os critérios de quem insiste em inclinar o campo, manchando uma vez e outra e outra a verdade desportiva.

Até quando?

Prognósticos antes do jogo

Campeões de Inverno, sim. Mas o que nós queremos agora é o campeonato - a prova que mais conta e que mais nos contentará.

Chegamos à 15.ª jornada com a garantia prévia de que continuaremos no primeiro posto, aconteça o que acontecer.

Logo, a partir das 21.15, defrontamos o Boavista no Bessa. Com vontade de conseguir melhor do que na época passada, quando lá fomos empatar 1-1. Num jogo de triste memória em que Bruno Fernandes, tendo levado sarrafada o tempo todo, acabou expulso por um fulano a quem chamei nocivo ao futebol enquanto os sarrafeiros escapavam impunes.

Mas isso são águas passadas. Agora venho só pedir-vos prognósticos para o Boavista-Sporting desta noite.

Amanhã à noite no Porto

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Foi mais ou menos nesta perspectiva que há um ano e picos presenciei a estreia de Leonel Pontes ao comando do Sporting, que começou logo bem mal com um golo de livre do Boavista de Lito Vidigal aos 7 minutos de jogo. Depois foi um festival de porrada bem orquestrada por Lito, com um público boavisteiro a pedir sangue na relva e Jorge Sousa a fazer de Pilatos, com contas antigas para acertar antes de passar à merecida inutilidade. 

Foi também o jogo em que Leonel Pontes tentou resuscitar o losango de Paulo Bento, com Doumbia, Wendel, Acuña e Bruno Fernandes no meio-campo, e Plata e Bolasie no ataque. E do que me recordo até começou bem até aos tais 7 minutos. Depois foi o que se viu, Bruno Fernandes ainda consegue empatar antes de ser expulso por excesso de pancada recebida, mas não deu para mais. Um dos que se distinguiram na porrada foi um tal Carraça, que mais deve ter feito para ter conseguido um bom lugar ao sol no banco de suplentes do Porto.

A equipa ficou devastada, e na jornada seguinte, sem Bruno Fernandes, permite ao Famalicão a reviravolta no marcador e sofre mais uma derrota. Depois Leonel Pontes teve o triste fim que sabemos, para vir um Silas fazer o que fez...

Adiante. Tudo podia ter sido diferente com a vitória mais que merecida no Bessa. Um dos "matchpoints" da temporada anterior.

 

Pois amanhã, no mesmo local, vai ser também doutra forma uma coisa bem complicada, agora com Jesualdo Ferreira ao comando dum Boavista a fazer um mau campeonato mas com alguns jovens no ataque que num dia bom desequilibram, que o diga o Benfica.

Não vamos ter Pedro Gonçalves, Tabata e Luiz Phellype nos convocados. De resto vamos moralizados pela vitória na Taça da Liga, e com todos os restantes disponíveis. 

Esta Taça da Liga trouxe-nos dois reforços importantes para o resto da temporada. Jovane Cabral regressado de lesão e Gonçalo Inácio, a jogar muito bem a central direito. Agora tem mesmo de jogar.

 

Sendo assim, imagino que Amorim convoque os seguintes elementos:

Guarda-redes: Adán e Max.

Defesas Centrais: Quaresma, Coates, Borja, Feddal e Inácio.

Alas: Porro, Nuno Mendes e Antunes.

Médios Centro: João Mário, Palhinha, Bragança e Matheus Nunes.

Interiores: Tiago Tomás, Jovane, Nuno Santos, Plata.

Ponta de lança: Sporar, Pedro Marques.

E apostava no seguinte onze:

Adán; Inácio, Coates e Feddal; Porro, Palhinha, João Mário e Nuno Mendes; Nuno Santos, Tiago Tomás e Jovane.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo no Porto para ultrapassar o Boavista e manter a vantagem pontual na liderança da Liga.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

PS: Já agora no jogo de sábado, falhámos todos num jogador: ninguém previu a dupla João Mário-Jovane.

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Os melhores prognósticos

Finalmente, uma jornada com muitos palpites que bateram certo. Seis prognósticos anteciparam aqui o resultado do Sporting-Boavista (2-0). Quem acertou? CAL, Edmundo Gonçalves, José Vieira, Leão de Queluz, Pedro Batista e Verde Protector.

No capítulo dos marcadores dos golos, que costuma funcionar como critério de desempate, apenas a nossa simpática colega CAL ficou de fora. Os restantes previram que Sporar seria o marcador de pelo menos um dos golos - tal como viria a suceder.

Parabéns, portanto, pela pontaria e pela argúcia. Numa época em que não tem vindo a ser nada fácil adivinhar os resultados da nossa equipa.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da vitória do Sporting. Derrotámos o Boavista em casa (2-0) num jogo praticamente de sentido único, com a nossa equipa a marcar cedo, a fixar o resultado ainda na primeira parte e a controlar a partida do princípio ao fim. Com entrosamento, boa organização defensiva, capacidade de desequilíbrio em zonas ofensivas e manifesta vontade de satisfazer os cerca de 30 mil espectadores presentes no Estádio José Alvalade. Objectivos atingidos: os três pontos foram conquistados e desta vez ninguém se queixou do espectáculo. Segundo triunfo leonino em quatro dias. Com cinco golos marcados e apenas um sofrido - primeiro para a Liga Europa, agora para o campeonato nacional.

 

De Plata. Silas desta vez apostou nele como titular, confiando-lhe a ala direita ofensiva. O jovem equatoriano respondeu da melhor maneira, destacando-se como figura do jogo. Foi dele a assistência para o primeiro golo, aos 13', na marcação irrepreensível de um livre directo, e encarregou-se ele próprio de marcar o segundo, aos 42', dando a melhor sequência a uma boa jogada colectiva iniciada por Jovane que tocou para Borja na ala esquerda e este cruzou para a área onde Plata apareceu, livre de marcação, rematando de primeira com o pé esquerdo. Manteve-se veloz e acutilante até ao apito final, demonstrando ao técnico que tem lugar no onze leonino.

 

De Sporar. O avançado esloveno - única contratação do Sporting neste mercado de Inverno - fez o segundo jogo consecutivo a marcar, destacando-se ao metê-la lá dentro na nossa primeira oportunidade de golo: assim se estreou como goleador na Liga portuguesa. E podia ter marcado novamente três minutos depois, aos 16', quando tentou um disparo à baliza com nota artística, de calcanhar, após cruzamento de Vietto. A continuar assim, confirma-se como verdadeiro reforço numa equipa que tem andado tão carente de goleadores.

 

De Vietto. Não marcou, mas foi uma peça essencial da dinâmica leonina, revelando-se cada vez mais influente no onze orientado por Silas enquanto segundo avançado com liberdade para se movimentar entre as alas e o eixo. Tem excelente domínio técnico, grande capacidade de leitura de jogo e parece sempre saber muito bem o que fazer com a bola. A saída de Bruno Fernandes soltou mais o argentino, que agora pode actuar na posição em que é mais útil para a equipa.

 

De Battaglia. Manteve-se como titular, demonstrando ter readquirido a boa forma que lhe conhecíamos antes da grave lesão que o retirou dos relvados durante quase um ano. Pendular no nosso meio-campo defensivo, foi determinante na travagem dos movimentos ofensivos do Boavista e na recuperação de bolas, destacando-se igualmente no início da construção da manobra atacante do Sporting. Sempre pronto para apoiar a linha defensiva, ontem desguarnecida do habitual quarteto titular (Rosier, Neto, Ilori e Borja actuaram nos lugares que têm vindo a ser ocupados por Ristovski, Coates, Mathieu e Acuña). Ficou-lhe bem a braçadeira de capitão.

 

De Luís Maximiano. Vai cimentando a titularidade como guardião leonino: aos 21 anos, partida após partida, consolida a popularidade junto dos adeptos. Tem motivos de sobra para se sentir orgulhoso: manteve as redes intactas graças a uma enorme defesa no último lance do jogo, aos 90'+4, quando voou ao segundo poste para impedir um golo num remate em arco, muito bem colocado. A baliza é dele.

 

Que o Sporting terminasse o jogo com seis da formação. Além de Max, estavam em campo Ilori (desta vez com exibição positiva), Jovane, Pedro Mendes (que substituiu Sporar aos 75'), Francisco Geraldes (em estreia na Liga 2019/2020 aos 82', entrando para o lugar de Vietto sob calorosa ovação) e Gonzalo Plata - este, sendo equatoriano, não deixa de pertencer à formação, pois tem apenas 19 anos. Quem disse que não se ganham partidas com aposta forte na prata (ou plata) da casa? 

 

Que Madjer tivesse dado o pontapé-de-saída. Justa homenagem - com o estádio a aplaudi-lo - ao melhor jogador mundial de futebol de praia, que agora se despede de uma carreira de sucesso ímpar em que representou o Sporting e a selecção nacional.

 

 

Não gostei
 
 

Da arbitragem fraudulentaO senhor Nuno Almeida, cuja péssima reputação já vem de longe, contrariou todas as evidências - e o próprio vídeo-árbitro - ao fazer vista grossa a uma falta cometida pelo veterano Ricardo Costa, que na grande área boavisteira derrubou Plata de carrinho, à margem das leis do jogo. Grande penalidade do tamanho da Torre dos Clérigos: o vetusto central chega atrasado e só toca na bola após varrer o jovem equatoriano. No entanto, mesmo depois de alertado pelo VAR e de visionar o lance de vários ângulos, o dono do apito manteve o veredicto, beneficiando a equipa visitante, poupando o cartão vermelho ao sarrafeiro e impedindo o Sporting de chegar aos 3-0 através da marcação de um penálti que só ele parece não ter enxergado.

 

De ver a nossa equipa tão desfalcada.  Bruno Fernandes rumou a Inglaterra. Acuña ficou de fora por acumulação de cartões. Coates cumpriu castigo. Mathieu continua lesionado. Com quatro titulares absolutos do início da época agora ausentes, Silas viu-se forçado a fazer mexidas. Felizmente todas resultaram.

 

Dos javardos da claque boavisteira.  Estiveram aos urros durante o minuto de silêncio inicial em memória do sócio n.º 2 do Sporting, há dias falecido. Será que só guinchos a imitar macacos justificam a reprovação das figuras bem-pensantes no futebol cá da terra?

 

De quase já não ouvirmos O Mundo Sabe Que.  Aquele que se tornou o segundo hino do Sporting, entoado com entusiasmo antes dos jogos durante vários anos, anda a ser subalternizado de forma inaceitável pela Direcção leonina. Agora só começa a entoar-se no estádio praticamente em cima do apito inicial, sem a letra projectada nos ecrãs gigantes e quando todas as atenções já estão viradas para a bola pronta a rolar na relva. Um disparate, este tratamento dispensado a um cântico que tem funcionado como vibrante traço de união entre todos os adeptos.

Plata dorada

E o rapaz até é humilde. Irá longe, se o deixarem.

O Xico entrou e disse presente. A qualidade está lá toda.

O mistério da condição física do Rosier continua.

Vietto é craque, definitivamente.

O Ferrari é um FDP!

 

Edição após visualização das imagens pela SporTV: Penalti claro e vermelho por mostrar, indicação até do VAR. Conclusão: O Ferrari é mesmo um GFDP!

Os melhores prognósticos

Muitos prognósticos, poucos vencedores. Em estrito rigor, apenas um: o nosso colega de blogue António de Almeida, que acertou no 1-1 final do estádio do Bessa, vaticinando também que seria Bruno Fernandes a marcar o golo leonino.

Parabéns também ao nosso leitor Horst Neumann, que anteviu igualmente o desfecho deste Boavista-Sporting, embora tendo indicado outro goleador.

Braçadeira preta, com Bruno Fernandes

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Bruno Fernandes sofre ‘bullying’ durante 92 minutos, um tormento que nem o juiz da partida conseguiu ver. Aliás, aos olhos dos juristas de campo e do VAR, o Bruno Fernandes é que foi o principal responsável pelos adversários lhe darem pancada. Este é o tratamento que adversários e juízes dão ao melhor jogador profissional da época passada, capitão do histórico Sporting e um dos titulares da Selecção Portuguesa.

Como diz o povo, quem não se sente não é filho de boa gente e Bruno Fernandes sentiu-se prejudicado e descarregou nas portas do balneário do Bessa. É verdade que as portas não tiveram culpa, mas na realidade a injustiça que o jogador sofreu em campo passou impune e agora com certeza terá de pagar com a ausência de um jogo e um processo disciplinar. Este é o preço por não ter aceite de bom grado levar pancada durante todo o jogo.  

Já os soberanos senhores juízes que raramente têm dúvidas e nunca se enganam estão imunes a criticas e a qualquer punição. Aliás, quando se enganam é considerado absolutamente normal. Veja-se o exemplo de Vasco Santos, VAR do último Portimonense/FC Porto, que desvirtuou o resultado do jogo com grande impacto no campeonato, o que pode valer milhões para alguns no fim da época.

Este é o sistema em que o Sporting, em 113 anos, ainda não conseguiu encontrar uma estratégia para não ser sistematicamente prejudicado. Somos muito tenrinhos fora do relvado. Mas dentro das quatro linhas temos a obrigação de ser um animal infernal e combater tudo e todos.

Por respeito a Bruno Fenandes, o nosso capitão, este episódio deve unir a equipa e adeptos durante toda a época e como símbolo dessa força podemos usar uma braçadeira preta, tal como na altura José Roquette adotou. É preciso garra de leão.  

Posse estéril

Domingo, no estádio do Bessa, o Sporting tinha 73% de posse de bola quando estava decorrida uma hora de jogo. O que só demonstra como não vale a pena perdermos muito tempo com dados numéricos deste género para analisarmos as partidas.

O indicador estatístico que mais me interessa é outro, nada lisonjeiro para a nossa equipa: só três remates do Sporting enquadrados com a baliza neste confronto com o Boavista.

Assim não chegamos lá.

Um árbitro nocivo ao futebol

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Foi uma indignidade (com a inconfundível marca de Jorge Sousa) vermos Bruno Fernandes, o melhor jogador do futebol português e também o mais fustigado por  lances à margem das leis do jogo, receber um cartão amarelo, e o consequente vermelho - algo inédito, até agora, na sua carreira como profissional -, pela primeira falta que fez, já no tempo extra, após ter sido ceifado oito vezes no mesmo jogo (incluindo uma falta que devia ter dado um penálti ao Sporting e à qual o apitador fez vista grossa). Sem que nenhum desses adversários que o derrubaram em lances promissores tivesse recebido sanção disciplinar, como se impunha.

 

Revi o jogo e contabilizei essas faltas.

Minuto 13: Bruno é derrubado sem bola pelo ganês Ackah sobre a linha do meio-campo. Falta óbvia, não-assinalada.

Minuto 19: Bruno vence um lance dividido na grande área do Boavista. Ricardo Costa, chegando atrasado, agride o capitão leonino, golpeando-o com o braço nas costas. Falta que ficou por assinalar: devia ter sido marcado penálti contra a equipa da casa.

Minuto 20: Bruno é desarmado em falta por Ackah, próximo da meia-lua defensiva. Falta assinalada, sem sanção disciplinar.

Minuto 25: Bruno desarmado em falta por Ackah, na mesma zona do terreno. Falta assinalada, sem sanção disciplinar.

Minuto 36: Bruno derrubado à margem da lei por Ackah no início da construção de um lance ofensivo. Falta assinalada, sem sanção disciplinar.

Minuto 45: Bruno sofre um toque de Fabiano por trás quando estava na posse de bola já no meio-campo do Boavista. Falta assinalada, sem sanção disciplinar.

[No minuto 49, Bruno Fernandes vê um cartão amarelo por protestar junto do árbitro auxiliar contra um cartão da mesma cor exibido ao colega Acuña.]

Minuto 73: Bruno é derrubado por trás quando construía lance ofensivo. Entrada de Stojiljković, claramente à margem da lei, ficou por assinalar.

Minuto 86: Bruno é derrubado por trás quando transportava a bola no meio-campo adversário. Falta de Carraça, assinalada. Mas sem sanção disciplinar.

 

À beira do fim da partida, o senhor Sousa - demonstrando uma chocante dualidade de critérios - entendeu expulsar Bruno Fernandes por uma falta ofensiva, idêntica a muitas cometidas por jogadores axadrezados que distribuíram "fruta" ao longo de toda a partida sem terem recebido qualquer sanção.

Não contaremos, portanto, com o nosso capitão no próximo jogo. A disputar em casa, frente ao Famalicão.

Árbitros como Jorge Sousa, que penalizam os jogadores com maior talento e deixam os sarrafeiros por castigar, prejudicam o espectáculo desportivo. São nocivos ao futebol.

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