Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Para festejar (10)

Primeiro bi em 74 anos, primeira dobradinha em 23

11111.jpg

222222.jpg


Hoje há um motivo extra para celebrar: a conquista da segunda Liga das Nações pela selecção portuguesa. Com enormes profissionais formados no Sporting - destaco o eterno capitão Cristiano Ronaldo, com 138 golos marcados pela equipa das quinas (um contra a Alemanha na meia-final, outro contra a Espanha na final de Munique) e para Nuno Mendes, considerado o melhor jogador do torneio e já apontado como melhor ala esquerdo a nível mundial. Sem surpresa para quem viu esta final: o ex-ala do Sporting venceu cinco dos nove duelos com Lamine Yamal, seu antagonista directo.

Terceiro título da selecção em nove anos. Mas o mais saboroso continua a ser o primeiro: o Europeu de 2016. Disputado na épica final em Paris contra a selecção anfitriã - com aquele inesquecível golo de Éder enquanto CR7, lesionado logo no início da partida, ia dando instruções aos seus colegas do lado de fora.

É com um travo de nostalgia que vou escrevendo. Daí ter escolhido, para culminar estes festejos, uma bebida que muito aprecio mas raramente provo: Berneroy XO, calvados de suprema qualidade. Aguardente de maçã produzida exclusivamente na Normandia a partir da destilação de sidra e tornada emblema desta região no norte de França. Guardada para momentos de grande celebração.

Como este agora.

Para festejar (9)

Primeiro bi em 74 anos, primeira dobradinha em 23

1111111.jpg

2222222.jpg

 

Não podia faltar nesta dupla celebração - a primeira em quase um quarto de século no futebol profissional do Sporting. Um dos grandes emblemas vinícolas de Portugal marca presença neste desfile de gala.

Vem de Portalegre, esta Tapada do Chaves reserva, de 2017. Castas Aragonez, Trincadeira e Alicante Bouschet. Merece acepipe a condizer: arroz de carqueja, empada de perdiz, ensopado de javali ou vitela de Lafões. 

Após as conquistas nos relvados, a partilha à mesa. Aproveitando para lembrar as grandes proezas leoninas desta época: melhor ataque, melhor defesa, melhor artilheiro, rei das assistências para golos. Maior pontuação. Três campeonatos em cinco anos.

Bebida de excelência, futebol de excelência. Isto anda tudo ligado.

Para festejar (8)

Primeiro bi em 74 anos, primeira dobradinha em 23

aaaaaaaa.jpg

2222222.jpg

 

Sim, eu sei que a selecção nacional de futebol disputa este domingo a final da Liga das Nações com a da Espanha - emergem agora como as duas melhores do continente europeu. Mas não sou supersticioso. Por isso marcha hoje um vinho espanhol: este Izadi Crianza de 2021. Tinto da uva Tempranillo.

Liga bem com quase tudo: tortilha, paelha, cocido madrileno, batatas bravas, pica-pau de novilho, tostas com jamón ibérico ou queijo manchego. Culminando num cordero de leche assado, só para nos ficarmos por pratos e petiscos do país vizinho. 

Oriunda da província de Álava, no sul do País Basco, esta pomada traz a marca de qualidade da Rioja - primeira área vinícola de Espanha que recebeu denominação de origem qualificada há exactamente cem anos, tornando-se numa das cinco mais importantes do mundo. Para festejo duplo. Já a pensar no triplo. Salud!

Para festejar (7)

Primeiro bi em 74 anos, primeira dobradinha em 23

111111.jpg

22222.jpg

 

Já era tempo de avançarem os tintos. Eis que chega o primeiro: escolhi este Cedro do Noval, colheita de 2022. Qualidade garantida: altamente recomendável para brindar (e marchar goela abaixo) neste prolongado período de celebração.

Vem da Quinta do Noval, situada em Vale de Mendiz, no belo concelho transmontano de Alijó - Douro Interior, uma das regiões vinícolas mais afamadas do mundo. 

Gosto dele a acompanhar cabrito assado em forno de lenha, com arroz de miúdos e batatinhas douradas. Ou um arroz de lebre, em época de caça. Prova superada com distinção. Depois de termos caçado com êxito dragões e águias, sabe melhor ainda.

Para festejar (6)

Primeiro bi em 74 anos, primeira dobradinha em 23

1111.jpg

2222.jpg

 

Haverá desconfiança por eu trazer aqui um vinho rosé: alguns dirão que parece mais especialidade dos vizinhos do lado errado da Segunda Circular. Estão equivocados: esses preferem empinar bejecas daquela marca que não consumo e cujo nome já esqueci. 

Nesta fase do ano, em que o calor aperta, apetece vinho refrescado mas genuíno, sem artifícios. Como este Valle Pradinhos (2023) de boa cepa transmontana, produzido e engarrafado em Macedo de Cavaleiros - a cerca de 24 quilómetros de Mirandela, terra natal do nosso treinador campeão.

Acompanha sem desmerecimento petiscos vários: queijos, torresmos, cogumelos salteados. Ou omelete de espargos gloriosamente verdes. Ou até uma alheira com grelos, porque não? Saravá, Rui Borges! Ergo o meu copo à tua saúde e a futuros títulos do Sporting. Contigo à frente.

Para festejar (5)

Primeiro bi em 74 anos, primeira dobradinha em 23

aaaaa.jpg

bbbbb.jpg


Em matéria de vinhos brancos, é o clássico dos clássicos de produto nacional. Este Cartuxa, colheita de 2020. Ano de boa memória para o Leão: foi aí que começou a nossa escalada para a conquista do campeonato nacional, em Maio de 2021, pondo fim ao mais longo e penoso jejum da história do Sporting.

Mérito absoluto de um trio irrepetível: Frederico Varandas, Hugo Viana e Ruben Amorim (por ordem de entrada em cena). Depois deles, nada ficaria na mesma. Neste blogue houve quem percebesse isso desde a primeira hora.

Novamente campeões, agora pela segunda vez consecutiva, a vontade de festejar continua a ser imensa. Daí eu estar pronto a desrolhar esta garrafa do excelente néctar produzido em Évora, pela Fundação Eugénio de Almeida, com uvas das castas Antão Vaz e Arinto - em homenagem aos monges do convento homónimo que ali se estabeleceram no século XVI.

Ideal para acompanhar rissóis de camarão ou coelho de escabeche, por exemplo. Enquanto sonhamos com novas conquistas e juramos nunca mais jejuar em tempo algum.

Para festejar (4)

Primeiro bi em 74 anos, primeira dobradinha em 23

11111.jpg

22222.jpg


Conquistas verdes, na hora da festa, exigem os melhores vinhos verdes do País. É o caso deste, oriundo da Quinta da Pedra, Monção. Fresco e encorpado. Colheita de 2019 - ano em que vencemos Taça de Portugal e Taça da Liga.

Não podia faltar, um Alvarinho. Para a dupla celebração - primeiro bicampeonato desde 1951, primeira dobradinha desde 2002. Tem nome algo irónico: Milagres. Por ser quase milagre, na perspectiva de alguns, o Sporting conquistar tantos títulos em tão poucos anos. Frederico Varandas tornou-se o presidente mais titulado da história leonina.

A garrafa é bonita. O conteúdo, adequado ao visual. Companhia ideal para acompanhar marisco. Enquanto pensamos que, para superar todos os obstáculos no futebol, o melhor é não aguardarmos milagres, mas aplicar a receita que bem sabemos: esforço, dedicação, devoção. Assim se alcança a glória. 

Para festejar (3)

Primeiro bi em 74 anos, primeira dobradinha em 23

2222.jpg

1111.jpg

 

Para refrescar e celebrar em simultâneo, quando o calor aperta, eis uma bebida apropriada. Festiva por natureza. Boas-vindas ao Vinhão, o melhor complemento líquido para pratos de cabidela em geral e arroz de lampreia em particular.

Também serve de prelúdio a uma refeição, cumprindo com galhardia a função aperitiva. Para acompanhar chamuças, por exemplo - em homenagem ao bravo moçambicano Geny, um dos nossos melhores jogadores.

Este Raza Lagares biológico vem do Minho - produzido na Quinta da Raza, em Celorico de Basto. Excelente cartão de visita dessa região vinícola com tantos pergaminhos. O minhoto Trincão - rei das assistências da Liga 2024/2025 - é bem capaz de apreciar Vinhão.

Para festejar (2)

Primeiro bi em 74 anos, primeira dobradinha em 23

festejar 2.jpg

festejar 1.jpg

 

Este Prosecco Piccini, extra-seco. Oriundo de Castellina in Chianti, aldeia italiana da província de Siena, na Toscânia - uma das mais célebres regiões vinícolas do mundo.

O apelido coincide com o de um brioso lateral direito que representou o Sporting na época 2017/2018: Cristiano Piccini, que agora joga na Sampdoria.

A consumir convenientemente gelado, como aperitivo. Acompanha bem queijo ou frutos secos. Muito conveniente também para assinalar, com indisfarçável gozo, a "secura" de títulos dos emblemas rivais.

Para festejar (1)

Primeiro bi em 74 anos, primeira dobradinha em 23

111.jpg

222.jpg

 

Para início de festa, desrolho um espumante. Aposta segura neste líquido da Bairrada, de qualidade à prova de apito: O. M. - Sociedade Oliver Martin, um bruto natural de 2017, castas Chardonnay e Baga.

Irresistível nestes dias de calor pré-estival. Bebido à temperatura indicada, mergulhado em gelo abundante, deglutido em suaves golos. Que associamos de imediato aos golos do grande Viktor Gyökeres, avançado bicampeão, o melhor da Liga portuguesa. Aplaudido pela nação leonina, odiado por quem perdeu.

Para acompanhar um patê de aves. Vem mesmo a calhar.

Acreditar sempre

Desde o primeiro dia, exprimi aqui a minha profunda convicção - quase uma certeza - de que o Sporting iria enfim sagrar-se bicampeão nacional de futebol, rompendo um enorme jejum que durou mais de sete décadas.

É o momento de recapitular alguns excertos do que fui escrevendo, mês após mês. Recebendo sempre reacções de cepticismo, descrédito, derrotismo militante. Não de benfiquistas ou portistas, mas de alegados sportinguistas. Os chamados "enterras": nunca faltam à chamada. Quando toca a deitar abaixo, aparecem sempre.

Gente que se viu forçada agora a meter a viola no saco. Gente que só começou a "apoiar" a equipa quando já não era necessário, quando tudo já tinha terminado, quando a taça do bicampeonato estava bem erguida na bela celebração do Marquês de Pombal. 

Adeptos da treta, sempre mais confiantes nas equipas adversárias do que na nossa própria equipa. Sportinguistas da treta, que fui aturando ao longo do campeonato. E que agora, num tempo que para mim é já de balanço, aproveito para recordar também. Confesso, neste caso, que sem saudade alguma.

 

22697642_lK2mv.jpeg

 

Agosto: "Yes, we can".

«Rumo ao bicampeonato que nos foge há 70 anos: outra possível (provável) conquista de Rúben Amorim. Yes, we can.»

Enterra:

«Tem de se criticar esta incapacidade gritante de arranjar em tempo útil um ponta-de-lança. Isto dá uma imagem tão constrangedora do Sporting.»

 

Setembro: Rumo ao bi.

«Mantemos imparável a marcha rumo ao bicampeonato que nos foge há 70 anos e que Rúben Amorim já nos prometeu. Os profetas da desgraça têm sido sempre derrotados pelo melhor treinador leonino das últimas décadas. Quatro anos e meio depois, alguns ainda não perceberam isto. Deviam meter explicador.»

Enterra:

«Paulo Bento [foi] para mim o melhor treinador dos últimos 30 ou mais anos. Considero-o melhor treinador que Amorim.»

 

Outubro: Melhor ataque, melhor defesa.

«Melhor ataque, melhor defesa, melhor marcador da Liga 2024/2025. Vinte e quatro pontos conquistados. Rumo ao bicampeonato que nos foge há mais de 70 anos. A glória aguarda esta nossa equipa, uma das melhores que já vi jogar.»

Enterra:

«Detesto os excessivos foguetes antes de terminar a festa. Já nos demos tantas vezes tão mal com isto. Mas pronto, quem os manda é que apanhará as canas se for caso disso.»

 

22706605_miap1.jpeg

 

Novembro: Não iremos desperdiçar.

«Ruben Amorim deixa o Sporting com onze vitórias seguidas na Liga do Bicampeonato - igualando o nosso melhor arranque de sempre na prova máxima do futebol português que só tinha acontecido uma vez, há 34 anos. (...) Um legado precioso que não iremos desperdiçar.»

Enterra:

«Este “luto” por Amorim, ainda não ultrapassado, pode colocar-nos em posição frágil, porque a invocação permanente de Amorim e do “legado" na prática o que denota é receio do que está para vir.»

 

Dezembro: Feliz Ano Novo.

«Derrotamos os encarnados pela segunda época consecutiva em nossa casa. Entramos em 2025 no topo. E com vantagem competitiva sobre os nossos dois rivais, ambos batidos em Alvalade. Pormenor a considerar, num cenário de igualdade pontual. Feliz Ano Novo.»

Enterra:

«Deixo para memória futura as palavras arrogantes, cheias de soberba e desprovidas de humildade de uma pessoa pouco digna para liderar os destinos de um clube com a dimensão do nosso: "Confesso que me rio para mim quando ouço agora é que vamos ver quanto vale esta administração sem o treinador e o director desportivo." Já agora respondo: vale pouco, mas mesmo muito pouco.»

 

Janeiro: Doze pontos de avanço.

«Vamos embalados para o título. Que não é um título qualquer: se lá chegarmos, conquistamos o nosso primeiro bicampeonato em 74 anos. Faltam quinze jornadas.»

Enterra:

«Basta ver o desfile das arbitragens nos jogos dos rivais directos para perceber que a vantagem que temos é irrisória. Desde os penáltis ás expulsões pedidas por boca, resta-nos a sorte de não estarem a jogar a ponta de uma saliência de queratina, caso contrário estamos bem tramados.»

 

Fevereiro: Rescaldo do jogo de ontem.

«Mais de 43 mil espectadores em Alvalade demonstrando a crença inabalável de que este Sporting vai conquistar o bicampeonato que nos foge há 74 anos. Só faltam 14 jornadas.»

Enterra:

«O último negócio do Viana foi a contratação do Biel ao Bahia, Bahia que pertence ao City group, curiosa transparência opaca. Também dava jeito uma auditoria aos últimos cinco anos do Sporting...»

 

Março: Só faltam sete.

«Daqui a sete jornadas concretizamos um sonho com sete décadas. O bicampeonato nacional de futebol.»

Enterra:

«Gostaria de ter o optimismo de Pedro Correia. Mas o jogo de ontem não me alimenta a crença no bicampeonato.»

 

aaa.jpeg

 

Abril: Depois da sarrafada, a alegria da vitória.

«Rui Borges mantém-se invicto no campeonato. Faltam sete rondas, que serão sete finais. Jogo a jogo, sem queimar etapas. Desfrutando os desafios. Sem necessidade de sofrer.»

Enterra:

«Actualmente, como não há a "mentalidade lamurienta", vamos ganhar este campeonato e outros. Lamento informá-lo que não. Aliás o Sr Pinheiro e o Sr Godinho irão tratar do assunto. Quanto à liga é vergonhoso o Sr Varandas apoiar este indivíduo. Está-se a preparar a hegemonia do carnide nos bastidores. Viu aqui em primeira mão.»

 

Maio: Está quase.

«Continuamos no topo. Assim será até ao fim. Já falta pouco para a festa leonina, tão justa quanto merecida. O rugido do Leão vai soar em Portugal e em todas as parcelas do globo onde existem portugueses.»

Enterra:

«Guimarães será bem mais difícil que Benfica porque um empate ou vitória garante um prémio avultado ao clube e aos seus jogadores.»

Felicidade a dobrar

Que maravilha de tempos estes. Que imenso orgulho leonino. Nunca será excessivo dizer o óbvio. Podemos mesmo e devemos, até, repetir vezes e mais vezes e mais vezes: Somos campeões, bicampeões, detentores da Taça de Portugal no ano de novo título de campeão, a última dessas saborosas proezas conquistada 23 depois da anterior dobradinha ganha por nós.

O Sporting está no lugar cimeiro do futebol português com todo o mérito e com toda a justiça. Temos a melhor equipa, o melhor onze, o melhor treinador, o melhor avançado, o melhor meio-campo, os melhores centrais, o melhor ataque e a melhor defesa. E temos a melhor Direcção.

Frederico Varandas é agora o Presidente mais titulado da história do Sporting. Conquistou nove títulos. E vale a pena elencá-los aqui: três  campeonatos nacionais, duas Taças de Portugal, 3 Taças da Liga, uma Supertaça. É obra!!

Além da competência da gestão, da humildade que teve em emendar o erro João Pereira, de novo arrojo na contratação de um treinador que tinha ainda que provar aos olhos de todos da capacidade que Varandas lhe viu; o nosso presidente tem acertado na palavra. O discurso na Câmara de Lisboa pela ocasião da celebração do título de campeão nacional de futebol é disso bom exemplo. Palavras que encarnaram os valores do Sporting. Equilibrado, construtivo, sem tibieza e com ambição, Frederico Varandas falou muito bem para dentro e para fora do clube. O elogio que fez a Rui Borges foi um grande e notável momento que comprova que o sucesso, seja ele qual for, tem de passar pelo reconhecimento do valor dos que fazem uma equipa. É isso um líder.

Na mesma linha do que aqui escrevo, a dos valores leoninos, gostava que o clube apertasse Matheus Reis e que disso soubéssemos publicamente. As declarações que por aí circulam num vídeo registado na festa de ontem mancham o nosso emblema. A não expulsão de Matheus Reis foi um grosseiro erro de arbitragem, como tantos outros que ao longo de décadas nos prejudicaram. Se os criticámos, e com razão, não podemos nem devemos ser complacentes com este. Menos ainda com as declarações de Matheus Reis que se vangloria de um acto anti-desportivo e que ao fazê-lo confirma que foi anti-desportivo. O Sporting não é isso.

Dito isto, venha o tricampeonato. Temos tudo para voltarmos ao Marquês no ano que vem.

No grande Sporting Clube de Portugal, cuja a grandeza foi definitivamente restaurada, acredito sempre. A diferença é que, hoje, acredito mais que nunca!  

 

O primeiro bicampeonato das nossas vidas

Sporting, 2 - V. Guimarães, 0

transferir.webp

Pedro Gonçalves agradece ao Céu a exibição de luxo no jogo do título: a lesão passou à história

Foto: Filipe Amorim / Lusa

 

Este sim, foi o jogo do título. Que desfez as últimas dúvidas. Que varreu todos os vestígios de pessimismo militante. Que levou enfim os mais renitentes a "apoiar" a equipa - quando já não era preciso, pois acabavámos de consolidar o primeiro posto na Liga 2024/2025, que se tingiu de verde e branco.

Triunfo natural em nossa casa, com estádio cheio, sobre a turma de Guimarães, orientada por um técnico que não aqueceu o lugar: ontem foi anunciado que a direcção do clube minhoto dispensou os serviços de Luís Freire. Derrotado pelo Sporting, o Vitória Sport Clube falhou o acesso à quinta posição, superado pelo Santa Clara. Nem à Liga da Conferência irá na próxima temporada.

 

Antes deste desafio de encerramento do campeonato, alguns temerosos diziam recear o desempenho dos minhotos em Alvalade. Aludiam a supostas "malas" que dariam motivação extra à equipa adversária. Tretas. Nada disso aconteceu, eles nem foram capazes de gerar uma situação de perigo em todo o encontro. Acabaram por ser uma das mais fracas equipas que nos visitaram em 17 jornadas entre Agosto e Maio.

Partimos para a última ronda em igualdade pontual com o Benfica, mas em clara vantagem no desempate. Por termos vencido os encarnados em casa e empatado na Luz. Nenguma dúvida: só dependíamos de nós para tornarmos o sonho realidade. De ninguém mais. Como é próprio de equipas campeãs.

Mas eles foram amiguinhos: até fizeram questão de nos dar uma ajuda, deixando-se empatar no derradeiro desafio. Foram a Braga e não conseguiram melhor do que um empate diante da equipa que na primeira volta os levara ao tapete no estádio da Luz. Nem tendo jogado durante parte deste encontro só contra dez conseguiram a vitória.

Os tais derrotistas do Sporting que imaginam conspirações em todo o lado e já supunham ver o Braga "abrir as pernas" perante o SLB tiveram de meter a viola no saco uma vez mais. 

 

Quanto ao nosso jogo, ocorrido há quatro dias com boa arbitragem de Fábio Veríssimo, o pior foi termos chegado ao intervalo empatados a zero.

Resultado imerecido.

Os pessimistas mais irredutíveis roíam as unhas até ao cotovelos. São aqueles que estão sempre prontos a antever o pior. Coitados, este ano não acertaram uma. Podem penhorar a bola de cristal...

 

Pedro Gonçalves desfez o nulo. Aos 55, em lance iniciado por Eduardo Quaresma tocando para Debast e este com passe milimétrico para Maxi, que assistiu o transmontano. Sem preparação, este colocou-a no sítio certo, em lugar inacessível ao guardião, mais em jeito do que em força. Explodiu de alegria, tal como todo o estádio. Já tínhamos saudades de um golo destes. já tínhamos saudades de um golo dele. E o Pedro mais que ninguém: desde Setembro que não marcava.

A longa lesão passou à história.

Os de Guimarães, que já pouco faziam, viram-se impotentes perante o ímpeto ofensivo leonino. Que só não se traduziu em golo aos 65' porque Geny rematou em arco, de modo espectacular, mas encaminhou a bola para o ferro, não para a rede. Foi pena: teria sido um dos golos mais vistosos deste campeonato.

 

Não arrumou a questão, mas o goleador sueco tratou do assunto. Aos 82', em brilhante incursão na área, trocou as voltas aos centrais antes de fuzilar. A alegria colectiva redobrou, a celebração de Gyökeres teve toques épicos. Deduzíamos porquê: foi, provavelmente, o seu último golo em Alvalade. Havia ali um misto de júbilo e de saudades antecipadas.

Houve, acima de tudo, uma felicidade inesquecível. Este jogo confirmou a conquista do bicampeonato. O primeiro bicampeonato das nossas vidas. Ficará gravado para sempre nas doces memórias e nos corações de todos nós.

 

Breve análise dos jogadores:

 

Rui Silva (6) - Foi praticamente um espectador da partida. Nenhuma defesa digna desse nome perante um adversário inofensivo.

Eduardo Quaresma (8). Batalhador. Várias recuperações. Anulou Gustavo Silva. Deu espectáculo aos 50' e aos 69' com lances de ruptura. Inicia o primeiro golo. 

Diomande (4) - Lesionou-se num joelho em choque aos 23'. Teve de ser substituído dois minutos depois.

Gonçalo Inácio (7) -  Quase marcou de cabeça aos 8'. Muito activo. Lançou Gyökeres aos 34' e aos 45'+5 em lances que rondaram o golo.

Geny (6) - Destacou-se em dois momentos: num grande centro para Gyökeres (15') e numa bola ao ferro (65'). Podia ter feito mais.

Morita (7) - Substituiu o ausente Morten. Fez a bola roçar a trave, de cabeça, aos 49'. Neutralizou todos os ataques minhotos. Até à exaustão aos 77'.

Debast (7) - Estabilizador do nosso meio-campo. Muito cerebral, com precisão geométrica. Intervenção vital no primeiro golo, em pré-assistência.

Maxi Araújo (8) - Grande desarme aos 28'. Quase marcou de cabeça, aos 41'. Assistiu Pedro Gonçalves no golo inicial. Intrerveio no segundo.

Trincão (6) - Tentou o golo aos 34' em remate rasteiro. Isolou Gyökeres aos 80'. Menos influente do que noutras partidas.

Pedro Gonçalves (8) - Regressou aos golos, oito meses depois. No momento certo para se sagrar melhor em campo. Marcou primeiro, assistiu depois.

Gyökeres (8) - Despedida em grande de Alvalade a confirmar o nosso triunfo - e o bicampeonato. Merece todos os aplausos da massa adepta.

Sr. Juste (6) - Veloz, atento, concentrado. Substituiu muito bem Diomande aos 25'. Antecipou-se sempre a Nelson Oliveira.

Quenda (5) - Entrou aos 77', rendendo Morita. Foi ele a iniciar o segundo golo.

Harder (-) - Substituiu Pedro Gonçalves aos 88'.

Matheus Reis (-) - Entrou aos 88, substituindo Geny.

Fresneda (-) - Rendeu Trincão aos 88'.

"Ti amo anche se vinci"

Sem querer meti-me num beco de superstições que nem importam muito explicar, nem eu sei bem como o fazer, e só agora cá venho escrever.
 
Ainda não acabou, mas esta pode ter já sido a época mais longa das nossas vidas. Pelo menos entre aquelas em que chegamos até aqui com um sorriso de campeão, de bicampeão. Da saída de Amorim, à perda de pontos, a esperança no derby, as lesões que foram a prolongamento e tudo, a vitória ao Gil Vicente já num limite em que ninguém queria crer que se ficava por ali, mas ao mesmo tempo já vimos parecido, o segundo derby onde podia acontecer tudo, o útimo jogo que nos sorria, mas havia contas e continhas possíveis. Foi muito duro e difícil, é o mínimo que se pode dizer. Mas saímos vencedores, é o importante agora, é o que fica.
 
Revi-me recentemente nas palavras de Frederico Varandas, nomeadamente:
"para que não passassem aquilo que a minha geração passou: não festejar campeonatos durante 18 anos e, depois, 19 anos."
Ora, eu sou precisamente desta geração, apenas dois anos me separam do presidente do Sporting. Estes 18 e 19 anos acompanharam-me quase uma, ou mesmo duas vidas (dos 5 aos 23 e dos 25 aos 44). Não vou dizer que estranho muito vencer, que a isso é fácil acostumar-me, mas há necessariamente uma sanduíche de gerações em que a minha é talvez o mais melancólico dos queijos ou paios no que toca a expectativas. Involuntariamente somos muitas vezes irónicos, sarcásticos, antecipamo-nos no humor com os nossos desaires para rirmos de nós próprios antes que outros o façam, mesmo que desfeitos por dentro. Dividimo-nos entre esperançosos até ao fim, e cautelosos não vá a coisa dar para o torto e assim poder dizer "eu até já sabia".
 
Estamos entalados entre duas travessias do deserto, assistimos enquanto adolescentes a tragédias dentro e fora do campo, apanhámos chuva no estádio antigo, abrigámo-nos no novo, sempre de esperança e leão rampante ao peito. Não somos intencionalmente pessimistas, temos traumas, dêem-nos um desconto. Não queremos derrotas e estivemos sempre cá.

Invejo de certa forma quem viveu o antes e quem vive só o agora, mas sou de quando sou, tudo bem. Pelo menos a esperança, sempre ela, atravessou gerações e agarrou-se-nos ao coração.
 
"Ti amo anche se vinci" representa-me mais do que gostaria. Mas já vejo o bem que sabe vencer.

Era de Leão

É fantástico ser bicampeão pela primeira vez na vida.

E é realmente incrível saber que somos bicampeões sem truques nem esquemas.

Mas é surreal pensar que há não muito tempo vivíamos uma crise gravíssima.

Discutimos, ganhamos cabelos brancos e rugas, zangamo-nos até, nesses dias cinzentos.

Mas não nos resignamos. Saímos para votar em números nunca antes vistos. De época para época, lá estavamos em nossa Casa.

Por paixão, por crença na eternidade do Sporting Clube de Portugal.

Desses tempos, talvez os miúdos de vinte e tal anos que estavam ontem no Marquês nem se lembrem.

E ainda bem que assim é.

Porque o Leão que trazem hoje ao peito é um Leão renascido.

É futuro. É lealdade. É respeito. É o melhor que o Desporto tem e nos ensina.

Gozem bem esse Leão rampante, fulgurante e de pelo reluzente que têm ao peito.

Tenham orgulho nele. Conservem-no assim.

Uma coisa que o Sporting me ensinou a mim com este bicampeonato é que as lutas justas valem sempre a pena.

Mais do que a luta pelo troféu, a luta por uma instituição e o seu futuro.

O melhor de Portugal triunfou.

Viva o Sporting!

Rescaldo do jogo de ontem

descarregar.webp

Pedro Gonçalves festeja com os adeptos em Alvalade: golo do título foi dele, oito meses depois

Foto: Lusa

 

Gostei

 

Da vitória categórica do Sporting em Alvalade, sagrando-se campeãoCumpriram-se as expectativas: não iríamos perder este jogo em casa, frente ao sexto classificado da Liga, numa partida em que precisávamos mesmo de derrotar o V. Guimarães para conquistarmos o título. Assim foi: a turma minhota perdeu 0-2, disse adeus à Liga da Conferência e ficou até atrás do Santa Clara. E nem precisaríamos de ter vencido, pois à mesma hora o Benfica encalhou na Pedreira: 1-1 frente ao Braga, confirmando-se que terá de ir à pré-eliminatória da Liga dos Campeões.

 

Do bicampeonato agora conquistado. A última vez que tínhamos alcançado dois títulos consecutivos de campeão foi nas temporadas 1952/1953 e 1953/1954. Há 71 anos que não repetíamos esta proeza. Já muito poucos, entre os vivos, puderam testemunhar tal feito, agora justamente celebrado por adeptos de todas as idades nas mais diversas parcelas do mundo, não apenas em Portugal. É uma estreia para quase todos nós.

 

De Pedro Gonçalves. Foi ele o desbloqueador do jogo. Melhor em campo. Marcou o golo inicial do Sporting, aos 55' - um golaço coroando da melhor maneira excelente lance colectivo. Já tínhamos saudades de o ver meter a bola no sítio certo: desde 13 de Setembro que não marcava. E ainda é dele o passe para golo no segundo. Temos enfim de volta, em excelente forma, o nosso n.º 8 - pedra essencial do plantel leonino e (assim o exigimos) também da selecção nacional nos tempos que vão seguir-se.

 

De Gyökeres. Despediu-se do campeonato - e talvez também do público de Alvalade - fazendo o gosto ao pé, à sua maneira, marcando o segundo e último nesta partida frente à turma vimaranense. Excelente finalização, aos 82', dissipando as últimas dúvidas que restavam: o título seria mesmo nosso. Conclui assim o campeonato com 39 golos em 33 jogos. Desde que chegou ao Sporting, marcou 96 em 101 partidas. E ainda falta disputar a final da Taça. Inesquecível.

 

De Eduardo Quaresma. Símbolo da raça leonina. Exibição irrepreensível do jovem central, que bem merece ser convocado para a equipa das quinas. Não apenas cumpriu no plano defensivo mas foi também ele a protagonizar vários movimentos de ruptura, queimando linhas com a bola bem dominada. Num destes lances começou a construir o nosso primeiro golo. Merece um prolongado aplauso.

 

Do meio-campo. Morten ficou de fora, por acumulação de cartões, mas a dupla Morita-Morten deu boa conta do recado, controlando o corredor central com eficácia: impediu o fluxo ofensivo do Vitória, quase inexistente. Destacaram-se ambos nas recuperações, acentuando a estabilidade do onze leonino. Não era fácil, mas cumpriram.

 

De ver a nossa baliza intacta. Total inoperância ofensiva do V. Guimarães. Rui Silva não teve de fazer qualquer defesa digna desse nome.

 

Do árbitro. Boa actuação de Fábio Veríssimo. Cumpriu, fazendo aquilo que se esperava dele: geriu a partida sem falhas relevantes nem qualquer interferência no resultado. 

 

Do incessante apoio dos adeptos. Começou logo com as bancadas repletas de público: 49.144 pessoas assistiram ao jogo no estádio. A festa começou ali. 

 

Do treinador. Rui Borges manteve-se invicto como responsável máximo da equipa leonina em competições nacionais. Cinco meses e dezanove jornadas sem perder. Mesmo com vários jogadores lesionados, com ele ao leme nunca a equipa deixou de pontuar. Dos 82 pontos conquistados pelo Sporting, 45 têm a marca dele.

 

De todo este percurso percorrido. Foi o Sporting que esteve à frente durante quase toda a época: 30 das 34 jornadas no comando. Indiscutível supremacia sobre o Benfica. E já nem falamos do pobre FC Porto, que chega ao fim com menos 11 pontos que nós.

 

Deste justíssimo título. Equipa mais pontuada, com mais golos marcados, menos golos sofridos, o maior goleador da Liga (e neste momento da Europa) e o rei das assistências. Vitória em toda a linha, indiscutível. Confirmando o Sporting como força dominante do futebol português nesta década de 20: três campeonatos ganhos, contra apenas um para o Benfica e outro para o FC Porto.

 

 

Não gostei

 

Da ausência de Morten. O nosso capitão, que cumpria castigo por ter visto o nono cartão amarelo, merecia ter participado neste desafio do título. Ele é um dos grandes obreiros do bicampeonato verde-e-branco.

 

Da lesão de Diomande. O central marfinense, magoado num joelho, teve de abandonar o campo aos 25': resta saber se recupera a tempo de disputar a Taça. Mas St. Juste jogou bem no lugar dele.

 

Do 0-0 registado ao intervalo. Sabia a pouco.

 

Do V. Guimarães. Alguns, mais temerosos e sempre a prever o pior, receavam que os minhotos pudessem dar-nos luta. Não deram nenhuma. Totalmente apagados no momento ofensivo, nunca chegaram à frente com perigo. Ficam fora das competições europeias na próxima época: nem isso conseguiram. Perderam muito com a saída de Rui Borges.

Já não existe quase!

Sete anos depois de batermos no fundo com o assalto a Alcochete e as suas consequências, somos bicampeões nacionais e a equipa B ascendeu à 2.ª Liga.

Conquistámos três títulos nacionais em cinco anos, temos o plantel mais valioso dos três grandes, temos estabilidade financeira e controlo da SAD.

Mas além disso tudo, ou por causa disso mesmo, temos actualmente uma massa adepta jovem e vibrante, com um grande peso do género feminino, muito diferente de há uns anos, em que ganhávamos pouco ou nada e as claques organizadas ditavam leis. 

Isto nota-se facilmente nas bancadas, nota-se nas ruas, nota-se nas transmissões da festa nas televisões.

 

No outro post dei nota da presença das nossas cores em terras do Oriente, muito associada - é um facto - à personalidade do Cristiano Ronaldo.

Se conjugarmos a presença do clube em Portugal e no mundo com os êxitos do futebol com os das modalidades, se calhar somos mesmo dos três grandes o clube do futuro em Portugal. Mesmo na selecção nacional, com um treinador a fazer fretes ao Mendes e a promover quem interessa rentabilizar, o Sporting começa a dominar.

Falta-nos apenas uma presença mais continuada e convincente na Champions para que isso aconteça.

 

Voltando ao bicampeonato, a verdade é que poucos Sportinguistas acreditavam nisso quando a época começou, depois da derrota no Jamor e da rábula do avião de Amorim. Pior um pouco depois da derrota na Supertaça, jogo que não vi nem quero ver.

A verdade é que Amorim caprichou e construiu uma super-equipa que "voou" em Portugal e na Champions. Mas com a saída dele, que coincidiu com a lesão do mágico Pote, tudo foi posto em causa, a equipa parece que bloqueou com João Pereira, e esperava-se o pior. O presidente soube emendar a mão em tempo oportuno, Rui Borges foi humilde e sagaz o suficiente para entender e potenciar o legado táctico de Amorim, a equipa reencontrou-se, no final a estrelinha do Rúben voltou (que o diga o Quaresma) e fomos felizes. 

 

Seja como for, Rúben Amorim, João Pereira e Rui Borges vão ficar na história do Sporting como os  treinadores do bicampeonato de 2024/2025.

E agora é tempo de desfrutar. Nas ruas, no Marquês ou em frente à TV, como eu.

Viva o Sporting Clube de Portugal!!!

SL

O nosso único Bicampeonato (e é à condição)

Sim, leram bem com a vitória de hoje este é neste momento o nosso único bicampeonato.

Passo a explicar.

Também aceitei como certa a informação que esta imprensa cada vez mais burra nos andou a martelar, e nem tinha ido relembrar o nosso palmarés época a época.

Só fui rever porque têm andado a circular 2 números diferentes, um diz que o último bicampeonato foi há 73 anos, outro diz que foi há 71. 

Qualquer um deles está errado, porque na realidade são números que se estão a reportar ao tetracampeonato do Sporting, que ocorreu nas épocas 1950–511951–521952–531953–54 .

Esse 2 valores, dos 73 anos, ou dos 71, consideram que o último bicampeonato ou foi no início desse tetracampeonato (50-51 e 51-52) ou no fim (52-53 e 53-54).

Mas antes que alguém venha com a lógica que um tetracampeonato tem lá dentro 2 tricampeonatos  e 3 bicampeonatos, essa análise não faz sentido nenhum.

Do mesmo modo que quando o Gyökeres marcou 4 golos contra o Boavista há 3 semanas, ninguém disse que também fez 2 hat-tricks ou 3 bis, porque isso não faz sentido, o que conta é o total de golos no mesmo jogo.

Assim, o Sporting teve um bicampeonato em 1952, à condição, sendo anulado no ano seguinte, porque também ganhou o campeonato e assim passou a ser um tricampeonato.

Assim, conquistámos aquele que é, ao dia de hoje, o nosso único bicampeonato, mas também é à condição, pois desejamos que passe a tricampeonato!

{ Blogue fundado em 2012. }

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2025
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2024
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2023
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2022
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2021
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2020
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2019
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2018
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2017
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2016
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2015
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2014
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2013
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2012
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D