… eu estava em La Albuera, Espanha, participando numa recriação histórica comemorativa dos 214 anos da batalha, da Guerra Peninsular, com o mesmo nome.
Quando o arbitro apitou para o fim do jogo com o V. Guimarães, estávamos nos momentos finais desta recriação, estando a tocar o hino desta localidade.
Esta conquista que culminou na vitória por 39-36 contra o rival Fc Porto diz-me muito. Trata-se da minha modalidade de pavilhão favorita que acompanho um pouco como o futebol, em casa e às vezes fora.
Esta fase de sucesso começa na ofensiva canalha do Pinto da Costa, que tentou reproduzir o que fez muitas vezes no futebol. Roubou o então capitão de equipa Valdés e aliciou o Salvador Salvador. O Sporting de Varandas conseguiu manter o jovem Salvador e atirou no porta-aviões, vieram o Ricardo Costa e e os dois filhos comprados com o dinheiro do Valdés. O Valdés parece que agora está de saída para a Roménia, nunca conseguiu ser no Fc Porto o que foi no Sporting, os irmãos Costa e o Salvador são dos melhores da Europa e renovaram até 2030. O Pinto da Costa já era, os herdeiros disputam os tesouros escondidos algures.
Mas também começa um pouco antes com Bruno de Carvalho, na sua determinação em construir o pavilhão João Rocha, em construir equipas das modalidades vencedoras. Em 2017/2018 o andebol foi bicampeão com Frankis Carol, Valdés, Ruesga e ... Carneiro, actual director da modalidade. Tem que se sentir orgulhoso, porque este título também é dele.
Frankis Carol, cubano com nacionalidade do Catar, está para mim no que respeita ao andebol como Hector "Chirola" Yazalde no que respeita ao futebol. Foi ele que me levou ao João Rocha para nunca mais deixar.
Já não temos o Frankis, mas temos uma enormíssima equipa, com aquele ADN Sporting que conhecemos no futebol agora. Mas foi no andebol, antes do futebol, que ele aconteceu.
Muito orgulho nesta equipa, o maior agradecimento do mundo ao Ricardo Costa e à sua família, até já lhe disse isto em pessoa. O Martim e o Kiko, conjuntamente com o Salvador, são ouro que temos de conservar.
Uma enormíssima equipa que tem tudo o que deve ser o Sporting, esforço, dedicação, devoção e glória.
Quem do nosso lado fala em atitude para dizer que isso existe algures, atitude é esta mesmo. Noutro sítio existe canalhice, vontade de ganhar a todo o custo, dentro e fora do campo. Atitude de bandido. A nossa é bem diferente.
Sporting !!! Sporting !!! Sporting !!!
PS: O Rui Costa não tem nada a dizer? Talvez abandonar a competição nacional, ir jogar para onde consiga comprar tudo e todos e ganhar. Aqui gasta como nunca e perde como sempre.
De certa forma entendo a frustação e a tristeza que devem viver no espírito dos adeptos nossos adversários, mas não inimigos como muitos pretendem fazer passar a ideia.
O que todos eles sofrem agora, temos nós, adeptos do Sporting Clube de Portugal sofrido amiúde. E sempre que nos queixávamos lá vinha a tal lenga-lenga: são uns calimeros.
Melhor dizia o lá de cima do Norte que eram desculpas de perdedores.
Hoje ambas as nações futebolísticas que pouco ganharam nesta época futebolística vêm a terreiro atacar o Sporting apenas porque foi mais competente que as outras equipas.
Acresce dizer que o Sporting teve o ataque mais concretizador, a defesa menos batida, o melhor treinador, o melhor marcador que acumulou com o prémio de melhor jogador da Liga (pelo segundo ano consecutivo).
Ora desde a semana passada que os nossos adversários andam numa patética cruzada a arregimentar desculpas para esconder o óbvio dos seus desastrosos resultados: incapacidade para fazerem melhor!
Não sei se foi o nosso presidente Varandas ou se foi Ruben Amorim ou se foram ambos, o que sei é que o Sporting está,. desde há uns anos, muito diferente. Para melhor!
Não percebo rigorosamente nada de gestão, mas fosse esta incapacitante ou incompetente e não teríamos os títulos que paulatinamente o Sporting vai conquistando, não só no futebol, como no futsal, andebol, voleibol e não sei quantas mais modalidades.
Esta é a verdadeira linha mestra do Sporting: vencer sempre. Mas com Esforço, Dedicação, Devoção para se conseguir a Glória.
Tudo o resto (desculpem os meus amigos dos outros clubes) é paisagem!
Desculpem os dois fiéis leitores que fazem o favor de ler o que por aqui vou escrevendo, mas o tempo não me tem deixado vir aqui prosar para "vocemecêses" e porque a tarefa a que me propus tem sido faraónica e até agora nada, nem sinal, nem uma imagem, nem sequer ao vivo vislumbrei uma alminha que me comentou imensas vezes com a garantia de que apareceria no Marquês com um colar de alheiras ao pescoço, não vos tenho dado a devida atenção. Tem sido um visionar de imagens que até já estou com os olhos trocados.
Bom, enquanto não encontro o amante dos emblemáticos enchidos de Mirandela, serve este para homenagear o, por ora, mais importante nativo daquela cidade transmontana, o nosso grande treinador Rui Borges, que espero encontrar um dia destes numa qualquer taberna, para degustarmos uma alheirazinha de caça e um tinto do bom. Para mal dos pecados de algumas enxofradas, que parece não apreciarem enchidos.
Sem querer meti-me num beco de superstições que nem importam muito explicar, nem eu sei bem como o fazer, e só agora cá venho escrever.
Ainda não acabou, mas esta pode ter já sido a época mais longa das nossas vidas. Pelo menos entre aquelas em que chegamos até aqui com um sorriso de campeão, de bicampeão. Da saída de Amorim, à perda de pontos, a esperança no derby, as lesões que foram a prolongamento e tudo, a vitória ao Gil Vicente já num limite em que ninguém queria crer que se ficava por ali, mas ao mesmo tempo já vimos parecido, o segundo derby onde podia acontecer tudo, o útimo jogo que nos sorria, mas havia contas e continhas possíveis. Foi muito duro e difícil, é o mínimo que se pode dizer. Mas saímos vencedores, é o importante agora, é o que fica.
Revi-me recentemente nas palavras de Frederico Varandas, nomeadamente:
"para que não passassem aquilo que a minha geração passou: não festejar campeonatos durante 18 anos e, depois, 19 anos."
Ora, eu sou precisamente desta geração, apenas dois anos me separam do presidente do Sporting. Estes 18 e 19 anos acompanharam-me quase uma, ou mesmo duas vidas (dos 5 aos 23 e dos 25 aos 44). Não vou dizer que estranho muito vencer, que a isso é fácil acostumar-me, mas há necessariamente uma sanduíche de gerações em que a minha é talvez o mais melancólico dos queijos ou paios no que toca a expectativas. Involuntariamente somos muitas vezes irónicos, sarcásticos, antecipamo-nos no humor com os nossos desaires para rirmos de nós próprios antes que outros o façam, mesmo que desfeitos por dentro. Dividimo-nos entre esperançosos até ao fim, e cautelosos não vá a coisa dar para o torto e assim poder dizer "eu até já sabia".
Estamos entalados entre duas travessias do deserto, assistimos enquanto adolescentes a tragédias dentro e fora do campo, apanhámos chuva no estádio antigo, abrigámo-nos no novo, sempre de esperança e leão rampante ao peito. Não somos intencionalmente pessimistas, temos traumas, dêem-nos um desconto. Não queremos derrotas e estivemos sempre cá.
Invejo de certa forma quem viveu o antes e quem vive só o agora, mas sou de quando sou, tudo bem. Pelo menos a esperança, sempre ela, atravessou gerações e agarrou-se-nos ao coração.
"Ti amo anche se vinci" representa-me mais do que gostaria. Mas já vejo o bem que sabe vencer.
Ainda eu não era um projecto de gente (faltavam cinco anos para os meus pais darem aquela cambalhota monumental ) quando o Sporting foi bi-campeão (53/54).
Quis o destino que fosse vivo para vivenciar a repetição de tão notável feito.
E o primeiro telefonema que recebi foi de quem? Do meu pai! 88 anos de sportinguismo militante, que não perde um jogo lá na colectividade "Os Quatro Unidos", na nossa terra, em Tomar. Terra de muitos e bons sportinguistas.
Acaba de cumprir-se um sonho com muitas décadas. O Sporting sagrou-se bicampeão nacional de futebol, o que não acontecia desde 1954.
Triunfo claro, por 2-0: domínio total do jogo contra a turma de Guimarães, que em momento algum chegou à frente com perigo.
Nunca duvidei que faríamos esta festa. Desde o início, como aqueles que aqui me lêem muito bem sabem. Por vezes contra quase tudo e quase todos. Letais, lampiões, morcões, órfãos de lideranças incompetentes, leões irremediavelmentederrotistas.
Acreditei. Acredito. Acreditarei.
17 de Maio de 2025: outra data inscrita, a partir de agora, no glorioso historial leonino.
Grande Sporting.
Eterno Sporting.
O melhor, de longe. Sem qualquer sombra de dúvida.
Divido-me entre chegar ao estádio às 18h ou às 18h30 de hoje. Uma e outra opção, sei-o bem, não aceleram o relógio, mas - vejam lá!-, se vou passar a noite em claro então que a passe rodeado de verde e branco, logo ali, junto ao templo leonino.
Venha o jogo. Venham o orgulho, a alegria e a sorte de ser do Sporting. Venha a festa. Cresça o nervo bom, alimentado na confiança inabalável nesta equipa fantástica, a composição do melhor colectivo porque o mais imbuído de espírito de grupo, de corpo e de união que alguma vez vi de leão ao peito.
A certeza é que a alma para te apoiar, grande Sporting, é infinita, renovada de geração em geração. A convicção é a de que, juntos, vamos ser bicampeões.
Continuamos no topo. Assim será até ao fim. Já falta pouco para a festa leonina, tão justa quanto merecida. O rugido do Leão vai soar em Portugal e em todas as parcelas do globo onde existem portugueses.
A vitória sobre o Gil Vicente foi das proezas mais emocionantes que já vivi em Alvalade. Uma explosão de alegria aumentada pela montanha russa de emoções que o jogo proporcionou.
A corrente de emoção percorreu todo o universo leonino. As conversas, as partilhas que hoje fomos e vamos fazendo e ouvindo, confirmam-no.
A vitória contra o Gil Vicente, porque tínhamos de a ter, é ainda para mim a certeza de que seremos campeões. A nossa equipa merece ser campeã. Quer ser campeã. Tem tudo para ser campeã. E vai ser campeã. O Sporting vai ser bicampeão.
Luís Neto, esta tarde, na comovente homenagem que lhe foi prestada por quase 50 mil adeptos no Estádio José Alvalade. Um pormenor, entre tantos outros, da inesquecível festa verde-e-branca de que ele foi um dos obreiros.
Vai retirar-se após cinco épocas no Sporting e 107 jogos de leão ao peito - quinze dos quais nesta temporada.
Retira-se em apogeu, como campeão. Um dos nossos 11 bicampeões sob o comando de Rúben Amorim. Convém lembrar os outros, por ordem alfabética: Adán, Coates, Daniel Bragança, Dário, Eduardo Quaresma, Gonçalo Inácio, Matheus Reis, Nuno Santos, Paulinho e Pedro Gonçalves.
"Cai neve em Nova Iorque, faz sol no meu país, faz-me falta Lisboa p'ra me sentir feliz", assim canta José Cid.
Ontem caiu Neva em Odivelas, o Yawara Neva, mas para os três jornais diários desportivos parece que não aconteceu nada. Como se fosse normal um clube português ser bicampeão europeu numa modalidade olímpica, o judo.
Por ordem de grandeza, extractos da primeira página do Record, de A Bola (reparem como para o, digamos, jornal da Travessa da Queimada o destaque maior é um tal Gustavo Henrique, perto de assinar) e do Jogo.
Ontem ter-se-á trauteado da redacção d' A Bola: "Caiu o Neva em Odivelas, malham os coletes amarelos em Paris, faz-me falta o Benfica p'ra me sentir feliz" mais a norte na redacção de jogo a cantoria era parecida: "Caiu o Neva em Odivelas, malham os coletes amarelos em Paris, faz-me falta o Porto p'ra me sentir feliz".
Sem ajudas ou melhor com a ajuda uns dos outros dentro do campo, com a ajuda dos técnicos fora do campo, com a ajuda dum público entusiasmado que não se cansou de apoiar os miúdos que lutavam por mais um título.