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És a nossa Fé!

Orgulho

O folhetim em curso no Benfica demonstra ainda com mais evidência como são hoje gritantes as diferenças entre o Sporting e o nosso mais velho rival.

Por contraste, tudo isto realça ainda mais o contraste entre o amadorismo reinante no SLB e o profissionalismo que prevalece em Alvalade.

Parece-me que é fundamental sublinharmos estas evidências. Sem arrogância. Mas com genuíno e compreensível orgulho.

Folhetim em Carnide

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Confesso que este folhetim em fascículos que vem decorrendo há já algum tempo ali no seio do popular clube sito nas cercanias da simpática Carnide me faz lembrar recuados tempos no nosso clube, com mais ou menos atrapalhadas presidências. Ainda assim conseguiram "chegar ao Natal". Enfim, goste-se ou não de Jorge Jesus, o consagrado técnico e mui adepto sportinguista, o que este romanesco episódio demonstra é que por aquelas bandas escasseia... presidência.

O melhor prognóstico

Há jornadas assim, que se tornam inesquecíveis, a tal ponto é o domínio do Sporting em campo. 

Também se registam rondas memoráveis neste nosso "campeonato dos prognósticos" há vários anos existente no És a Nossa Fé

Aconteceu desta vez, com o leitor João Grácio a vaticinar não apenas o triunfo claro do onze leonino na Luz, mas igualmente os nomes de dois dos marcadores dos nossos três golos: Paulinho e Matheus Nunes. Tudo quase em cheio.

Só ele acertou. Está de parabéns.

O dia seguinte

Simplesmente magnífica esta equipa do Sporting, que consegue entrar na Luz privada dos dois jogadores mais influentes do plantel e, mesmo fortemente prejudicada por uma arbitragem "à antiga portuguesa" do inimputável Soares Dias, consegue reduzir o Benfica a uma equipa vulgar. Foi uma primeira parte em grande, com a equipa muito sólida na defesa, a ganhar sistematicamente as divididas e a sair em grande estilo para o ataque. Além do grande golo de Sarabia, o golo anulado a Paulinho, uma bola no poste de Pedro Gonçalves e mais duas perdidas do mesmo, deixavam pensar ao intervalo que o Sporting tinha desperdiçado a oportunidade de ganhar tranquilamente e corria o risco de Soares Dias dar a machadada do costume.

Para a segunda parte Jesus arriscou com um segundo ponta de lança e o jogo ficou muito mais partido. Esses dois pontas de lança tornaram-se difíceis de anular, mas p lado direito da defesa deles tornou-se uma via aberta para Matheus Nunes. Assim aconteceram os dois golos que sentenciaram a vitória do Sporting.

 

Estava o jogo a terminar quando Jesus lá meteu aquele jogador que constuma ser influente nestes dérbis. Ele marcou um grande golo e amenizou o resultado. Mas o melhor ponta de lança do Benfica ficou no banco o tempo todo.

A fartura dá nisto. São mais 100M€ de valor de plantel.

Já o Sporting está no osso. A gordura já foi. Feddal deve ter para um mês, mais um problema muscular a seguir ao de Palhinha, fruto do excesso de competição do onze-base. No banco estavam Esgaio, Nuno Santos e TT mais os três miúdos do costume.

E vamos ao Ajax nestas condições. 

 

Enorme jogo de todos, mas Matheus Nunes e Ugarte estiveram sublimes, um na construção o outro na destruição.

O trio atacante PSP esteve no seu conjunto ao melhor nível de sempre.

O "Beckennácio" comandou brilhantemente a defesa e conseguiu o fora de jogo que impediu o golo adversário, teve em Neto e Feddal uns ajudantes fantásticos e Porro e Matheus Reis foram incansáveis.

 

Já estive em muitos dérbis, quase todos em Alvalade e muitos na Luz. Ontem foi apenas mais um, mas nunca tinha presenciado uma exibição tão esmagadora do Sporting na casa do velho rival. Os números finais apenas pecaram por escassos, e o cenário de profunda desilusão e revolta dos adeptos da casa foi impressionante. Foi mesmo uma vitória "à Campeão" que muito lhes doeu.

E, que a sorte nos ajude, é mesmo para aí que vamos, rumo ao BI.

Orgulho, muito orgulho nesta equipa, no seu magnífico capitão Coates, no genial Rúben Amorim, e nos dirigentes que não ladram mas mordem e que lhes dão todas as condições para o sucesso.

 

Esforço, devoção, dedicação e glória. Eis o Sporting. Viva o Sporting!!!

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Ontem precisaram de ajuda

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Quanto ontem (yesterday) à tarde, vi, no suplemento do Público, os Beatles de cachecol do Benfica e a gritarem por socorro (help) percebi que algo de grandioso aconteceria à noite.

E aconteceu.

Três golos fantásticos, o meu preferido foi o de Matheus Nunes.

Noventa e tal minutos de jogo, Sporting três, Benfica zero. Jesus, incrédulo, olhava as máscaras e os lenços que lhe acenavam das bancadas, gestos para dentro do campo para ver se, ainda, conseguia tirar leite da vaca morta e conseguiu. Um pingo de Pizzi que ainda azedou mais o treinador das "nuances".

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da vitória claríssima na Luz. Fomos ao estádio do nosso velho rival conquistar os mais saborosos três pontos até agora conseguidos no campeonato. Por 3-1. Triunfo concludente, com superioridade táctica indiscutível, impecável organização defensiva e eficaz exploração do contra-ataque. Ao intervalo, já vencíamos por 1-0, com uma bola (de Pedro Gonçalves) ao poste e um golo (de Paulinho) anulado. Desde 2015 que não saíamos vencedores desse estádio, o que soube ainda melhor.

 

De Sarabia. Pura classe. O internacional espanhol abriu caminho à vitória com um grande golo logo aos 8', coroando magnífica jogada iniciada no corredor direito por Porro e prosseguida com assistência impecável de Pedro Gonçalves. De pé esquerdo, num remate muito bem colocado, sem deixar a bola tocar no chão. Sempre muito influente na manobra ofensiva.

 

De Matheus Nunes. O homem do jogo. Faz a assistência para o segundo golo, de Paulinho, e marca ele próprio o terceiro, aos 68', após uma corrida de 40 metros com bola em que foi queimando linhas: reduziu à insignificância o sector mais recuado do SLB e finalizou da melhor maneira, disparando sem hipóteses para Vlachodimos. Golo que silenciou de vez a falange benfiquista e originou os primeiros lenços brancos a esvoaçar na Luz. O luso-brasileiro confirma a vocação para brilhar nos clássicos.

 

De Neto. Foi capitão, substituindo o ausente Coates. Excelente exibição do nosso central, com cortes decisivos aos 29', 40' e 45'+4. Transmitiu segurança e maturidade à equipa. 

 

De Ugarte. Coube-lhe substituir Palhinha, excluído por lesão, e cumpriu a missão da melhor maneira. Formou com Matheus Nunes, no meio-campo leonino, uma dupla que vulgarizou e neutralizou o duo benfiquista constituído por Weigl e João Mário. Revelando maturidade táctica e robustez física. Sereno e seguro, nem parecia estrear-se como titular de verde e branco em jogos do campeonato.

 

De Paulinho. Finalmente, pode concluir-se: temos goleador. E logo no palco que mais o reconcilia com os adeptos. Marcou o primeiro aos 45'+1, anulado por deslocação milimétrica, e o segundo, que valeu, aos 62' - este correspondendo com classe à excelente assistência de Matheus Nunes, picando sabiamente a bola. Um leão do princípio ao fim.

 

De Rúben Amorim. Sabe trabalhar a equipa como nenhum treinador hoje em Portugal. Dando-lhe, acima de tudo, solidez colectiva. Pode faltar uma peça ou outra, como esta noite faltaram Coates e Palhinha, sem afectar o rendimento do conjunto. E consegue evidenciar as melhores características de cada um. Aconteceu desta vez com Neto, Paulinho e Ugarte, que fizeram talvez as mais brilhantes exibições desde que ingressaram no Sporting.

 

Das apostas no futuro. A geração que se segue já estava no banco de suplentes, convocada por Amorim para este clássico: Nazinho (18 anos), Gonçalo Esteves (17 anos) e Dário (16 anos). Todos quase prontos para a passagem do testemunho.

 

Do apoio dos adeptos. Cerca de três mil sportinguistas vibraram com a exibição ao vivo da nossa equipa, entoando cânticos e aplaudindo no topo norte. No quarto de hora final silenciaram os espectadores afectos à equipa da casa, que só se manifestaram para apupar os próprios jogadores e mostrarem lenços brancos ao treinador Jorge Jesus.

 

De sair da Luz com mais quatro pontos do que o Benfica. Seguimos com 35, empatados na frente com o FC Porto, enquanto os encarnados estão com 31. Na comparação com os jogos homólogos disputados na época anterior, em que nos sagrámos campeões, temos agora uma vantagem de três pontos.

 

Da nossa 12.ª vitória consecutiva, em várias competições. Confirma-se: estamos a cumprir uma das nossos melhores épocas futebolísticas de sempre. Continuando invictos no campeonato.

 

Da nossa regularidade a marcar. Cumprimos a 27ª jornada consecutiva na Liga sempre a colocar a bola no fundo da baliza adversária. Para alegria da massa adepta.

 

 

Não gostei

 

Da lesão de Feddal. O internacional marroquino viu-se forçado a sair aos 53', com lesão muscular que poderá afastá-lo algumas semanas dos relvados. Contrariedade somada às ausências de Palhinha (também por lesão) e Coates (infectado com o coronavírus). Mas Amorim resolveu bem o problema: meteu Esgaio, que cumpriu na ala esquerda (foi ele a iniciar o lance do terceiro golo metendo-a em Matheus Nunes), e Matheus Reis que transitou de lateral para central do lado esquerdo. 

 

Do golo consentido aos 90'+6. Estava quase a esgotar-se o tempo extra concedido pelo árbitro quando Pizzi, recém-lançado por Jorge Jesus, marcou o tento de honra da sua equipa com um remate rasteiro de meia-distância. Uma espécie de bofetada ao técnico benfiquista, que o tem colocado à margem dos titulares.

 

Dos cartões amarelos exibidos logo no primeiro minuto. Ambos para jogadores leoninos, aos 47 segundos de jogo: Feddal e Paulinho. Artur Soares Dias, por vezes alcunhado de "melhor apitador português", voltou a mostrar que gosta de ser ele a estrela das partidas. Exactamente o contrário do que deve ser um árbitro de categoria. Ainda viria a exibir o amarelo a quatro outros dos nossos: Porro, Sarabia, Pedro Gonçalves e Esgaio. 

 

Do Benfica. Pouparam-se na jornada anterior cumprindo 45' de treino com bola contra uma coisa intitulada B-SAD - mais conhecido, até além-fronteiras, por "jogo da vergonha". De nada lhes valeu esse descanso: rubricaram exibição medíocre na Luz apesar de serem - de longe - a equipa mais cara do futebol português. Ao ponto de na primeira parte só terem feito um remate à nossa baliza.

Amanhã à noite na Luz

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Voltamos amanhã à Luz para mais um dérbi lisboeta, num momento marcado por outra vaga de Covid que muito irá impactar esta época. Para já saiu a sorte grande ao Benfica, que depois do jogo da vergonha (para quem a tem) do Jamor apanha o Sporting sem o seu capitão e mais influente jogador.

Mas a coisa não ficará por aqui e essa sorte pode transformar-se em falta dela na próxima curva do caminho. Nesse caso lá voltarão as calimerices de quem não consegue reconhecer a superioridade alheia, tal como aconteceu no último dérbi de futsal.

 

Vamos olhar um pouco mais para dentro. Juntando à indisponibilidade por quase duas semanas de Coates (antes o Covid que um problema no joelho) as lesões mais ou menos longas de Palhinha, Jovane e Vinagre, vamos ter um mês de Dezembro mais complicado do que se previa antes do jogo com o Tondela. Recordando, teremos sete jogos: Benfica (F), Ajax (F/CL), Boavista (C), Penafiel (F/TL), Gil Vicente (F), Casa Pia (F/TP) e Portimonense (C), dos quais apenas um apresenta dificuldade máxima, exactamente a deslocação à Luz, já que a visita ao Ajax deixou de ser decisiva para a continuidade na Champions. 

Sendo assim, com a coluna vertebral da equipa Adán-Coates-Palhinha-Paulinho seriamente comprometida, Amorim vai ter de recriar uma nova equipa para os próximos jogos, mantendo o 3-4-3 mas se calhar com outras dinâmicas de pormenor.

A dupla Matheus Nunes-Bragança foi testada no último dérbi e não funcionou, e tem sido utilizada pontualmente esta época. A grande questão é que Bragança não tem físico para se impor nas divididas e incorre em faltas que podem tornar-se perigosas se ele jogar em terrenos atrasados: para jogar obriga o outro médio a proteger-lhe as costas, e se Matheus Nunes faz isso ficamos sem o melhor dele, as cavalgadas atacantes.

Por outro lado, Ugarte tem andado a passear de avião para não jogar na selecção de Uruguai, faltando a treinos importantes.

Ainda existe a alternativa Pedro Gonçalves, mas assim como aconteceriam os golos caídos do céu como aquele primeiro contra o Dortmund? E também Tabata, que foi testado ali na pré-época.

Por mim, era Ugarte que jogava numa perspectiva de continuidade, de substituição de Palhinha até ao seu regresso, porque qualidade tem, faltam-lhe apenas ritmo e a tal continuidade.

 

No tridente defensivo quem substitui Coates no centro? Inácio, Neto ou Feddal? Já aconteceu qualquer deles jogar no centro, nenhum me convenceu, e está ali o segredo da segurança defensiva do Sporting.

Gostava de ver ali Neto (pois, mas o Ajax...foi o Ajax), deixando Inácio e Feddal nas suas posições habituais.

No tridente ofensivo não há questões. Paulinho não exibiu o nível habitual frente ao Tondela porque estava em risco de não jogar também pelos cartões amarelos. Mas no dérbi terão todos de trabalhar muito de forma a não deixar os dois médios em inferioridade numérica contra o meio-campo adversário. 

 

Do Benfica conheço pouco, para sofrer já me bastam os jogos do Sporting, mas aquela legião estrangeira paga a peso de ouro mais o seu treinador mestre da táctica não estão para grandes incómodos. Fazem o seu número: se a coisa estiver a correr bem entusiasmam-se, caso contrário ajoelham e afundam.

Cabe ao Sporting não os deixar confortáveis no jogo e explorar as baldas que fatalmente irão surgir. Para isso precisa de ter paciência, defender bem especialmente nas zonas interiores, circular a bola, entrar com velocidade pelas alas sem desposicionar a estrutura defensiva, tudo aquilo que o Sporting já deu mostras de saber fazer. E não errar nas saídas a jogar e nos passes interiores, porque os erros vão pagar-se bem caro.

 

Voltamos então a tentar adivinhar como começa e acaba o Sporting.

O meu palpite é:

Inicial: Adán; Inácio, Neto e Feddal; Porro, Ugarte, Matheus Nunes e Matheus Reis; Pedro Gonçalves, Paulinho e Sarabia

Final: Adán; Inácio, Neto e Matheus Reis; Esgaio, Matheus Nunes, Bragança e Nuno Santos; Pedro Gonçalves, Paulinho e Tiago Tomás.

Vou contar um ponto por acerto, 22 pontos em discussão. Fico a aguardar os vossos palpites.

 

PS: No último jogo deste tipo referente ao jogo contra o Tondela ganhou o Carlos Calado com 19 pontos, os falhados estão em sublinhado:

Inicial: Adán; Inácio, Coates e M. Reis; Esgaio, Palhinha, M. Nunes e Nuno Santos; P. Gonçalves, Paulinho e Sarabia

Final : Adán; Inácio, Coates e M. Reis; Esgaio, Ugarte, Bragança e Nazinho; Tabata, Tiago Tomás e Nuno Santos.

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Prognósticos antes do jogo

Iremos desfalcados à Luz, sem dois dos nossos melhores: Coates e Palhinha. Mas não nos desculparemos com a covid-19 como pretexto para um eventual desaire: essa é uma especialidade de outros.

Na época anterior sofremos ali a nossa única derrota num campeonato que vencemos com toda a justiça: perdemos tangencialmente com a turma da casa por 4-3. Num jogo em que já nos tínhamos sagrado campeões nacionais, o que desconcentrou a nossa equipa durante o primeiro tempo.

E agora, como será? Espero os vossos prognósticos para o Benfica-Sporting de amanhã, com início previsto para as 21.15.

O derby e a Ómicron

Consta que os casos até agora relatados da nova variante do SARS-Cov2, designada por Ómicron, atingiram 13 elementos do staff da B-SAD, entre eles jogadores.

Perante este cenário, os jogadores que estiveram no Estádio Nacional no passado Sábado a participar naquela pantomima de um jogo de futebol, correm o risco de estar todos infectados.

Deixo aqui o meu apelo veemente ao presidente do Sporting para que, se for o caso de o Benfica só se poder apresentar com 9 jogadores, incluindo dois guarda-redes, um deles a fazer de defesa direito, proponha ele o adiamento do jogo. Bater em "mortos" é que não e o fair play não é definitivamente uma treta!

É cenário pouco provável, mas aposto dobrado contra singelo que não seria necessário Frederico Varandas dar-se a esse trabalho, o Pedro de plástico seria lesto a tratar do assunto.

Vergonha internacional

 

«O jogo que nunca devia ter-se realizado: vergonha mundial em Portugal»

Título da Marca

 

«Escândalo na Liga portuguesa: Belenenses com nove, e dois guarda-redes, frente ao Benfica»

Título do As

 

«Vergonha! Belenenses obrigado a jogar com nove jogadores contra o Benfica»

Título do Mundo Deportivo

 

«Assombro em Portugal: Belenenses com nove contra o Benfica devido à covid: goleada e partida suspensa»

Título da Gazzetta dello Sport

 

«Portugal: paródia de futebol entre o Belenenses, dizimado pela covid-19 e que terminou só com seis, e o Benfica»

Título do Le Figaro

 

«Belenenses, golpeado pela covid, foi humilhado pelo Benfica após ter sido forçado a jogar com nove (incluindo um guarda-redes a lateral direito)»

Título do Daily Mail

 

«Caos Covid: jogo do Benfica interrompido após o Belenenses ser forçado a jogar com nove incluindo dois guarda-redes»

Título do The Sun

 

«Farsa: Belenenses inicia jogo com nove - incluindo dois guarda-redes»

Título do The Guardian

 

«Belenenses-Benfica interrompido por surto de covid que provoca o caos»

Título do The Independent

 

Crime de lesa-futebol

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Já vi muita coisa escandalosa. Mas nada como o que está acontecer no Jamor, no momento em que escrevo. O B-SAD, com 17 elementos infectados com a nova variante de covid, incluindo a equipa técnica e quase todo o onze titular, entrou esta noite em campo com apenas nove jogadores, grande parte dos quais sub-23, para defrontar um Benfica na máxima força.

Com o beneplácito da Direcção-Geral da Saúde. A mesma entidade que forçou o adiamento do Sporting-Gil Vicente da primeira jornada do campeonato anterior, quando havia sensivelmente o mesmo número de infectados. Dois pesos, duas medidas. Penalizando o Sporting há um ano, beneficiando escandalosamente o Benfica agora.

Cereja em cima do bolo: o indivíduo que ainda lidera o falso Belenenses não tentou sequer adiar esta partida. Preferiu sujeitar os jogadores a esta humilhação: entrarem em campo já derrotados por chocante inferioridade numérica. Se algum deles se lesionar ou for castigado durante a partida, terminarão com quantos?

 

Eis um crime de lesa-futebol: a partir do momento em que se abdica da regra-base, onze contra onze quando soa o apito inicial, passa a valer tudo.

E quem não se indignar com isto perde autoridade moral para se indignar seja com o que for.

 

P. S. - "Jogo" começa com autogolo do falso Belenenses logo aos 25 segundos. Chamar competição a isto é um insulto a todos os desportistas, seja de que modalidade for.

P. S. 2 - Até Bernardo Silva, benfiquista assumido, se escandaliza com o sucedido.

 

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Apavoradas

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As toupeiras andam apavoradas.

Perdem com o Portimonense.

São goleadas em casa pelo Bayern.

Só conseguem vencer o modesto Trofense após prolongamento.

Evitam a derrota, mas não o susto, com um golo caído do céu no último segundo perante o Vizela.

Empatam em Guimarães.

Encalham no Estoril.

Sofrem dez golos nos últimos seis jogos.

Caem de primeiro para terceiro.

Arriscam-se a ter outro ano em que não ganham nada. Com o grande mestre "inventor do futebol" ao leme.

Quatro títulos em nove possíveis

Nos últimos nove títulos de futebol profissional disputados em Portugal, o Sporting venceu quatro. O Benfica, só um.

Fica a lista, indesmentível:

Sporting, 4 - Campeonato 2021, Taça de Portugal 2019, Taça da Liga 2019, Taça da Liga 2021

FC Porto, 2 - Campeonato 2020, Taça de Portugal 2020

Braga, 2 - Taça de Portugal 2021, Taça da Liga 2020

Benfica, 1 - Campeonato 2019

Ao João pesou demais o escudo de Campeão

João Mário acaba de rescindir com o Inter de Milão para assinar numa espécie de custo zero com o Benfica.

Todos vemos que é uma aldrabice própria do clube que o vai receber. O Benfica paga um prémio de assinatura chorudo a João Mário, João Mário indemniza o Inter e todos se riem de não terem de pagar a cláusula anti-rival ao Sporting.

Podem começar a preparar a justificação para "como é que se abdica dum jogador quando há uma proposta de 5M na mesa?". Vemo-nos em tribunal.

Há quem não aguente a pressão do escudo de Campeão.

Burla, falsificação, branqueamento, fraude

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Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica desde 2003, foi ontem detido por suspeita da prática de diversos crimes: abuso de confiança, burla qualificada, falsificação, fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais.

É a primeira vez que um presidente em exercício de um grande clube de futebol português recolhe aos calabouços pela alegada prática de crimes desta natureza.

O Ministério Público ordenou também a detenção do filho do líder benfiquista, Tiago Vieira, do empresário José António dos Santos, maior accionista individual da SAD encarnada, e do putativo empresário Bruno Macedo, que tem funcionado como agente desportivo de Jorge Jesus.

 

Admirado com isto? Nem por sombras. 

Basta lembrar vários textos que fui publicando aqui ao longo dos anos. Nomeadamente os que passo a recordar.

 

Uma imensa desvergonha: «Quem assim fala é o mesmo que sustenta uma rede de cartilheiros municiada por um profissional da intriga. Quem assim fala é o mesmo que tutela uma estrutura de comunicação capaz de difundir vídeos manipulados, como ainda há dias todo o País testemunhou. (...) Quem assim fala é precisamente o mesmo que se permite alimentar claques ilegais que andam há anos a cometer crimes de ódio, com lamentável impunidade, nos principais estádios portugueses.» (29 de Novembro de 2017)

 

Cerco apertado a Vieira: «Nada ficará na mesma no futebol português depois disto. Não pode valer tudo: os atentados à verdade desportiva têm de ser duramente punidos. Tolerância zero com a batota. Já.» (7 de Março 2018)

 

O estertor do vieirismo: «Haverá quem vislumbre requintes de brilhantismo nesta absurda estratégia comunicacional que confirma os restantes membros da administração da SAD lampiânica como vulgares verbos de encher. Por mim, creio ser um sintoma evidente de que o vieirismo entrou enfim no seu estertor.» (30 de Novembro de 2018)

 

Vale tudo: «Envolvido em escândalos, uns atrás dos outros. (...) Como se encabeçasse uma espécie de estado dentro do Estado.» (7 de Dezembro de 2019)

 

Da absoluta falta de vergonha: «Até onde chega o desespero. E, sobretudo, até onde chega a absoluta falta de vergonha.» (20 de Julho de 2020)

 

Daria para rir se não fosse obsceno: «Vieira ainda se atreve a proclamar que o Benfica "é um clube do povo", em jeito de slogan eleitoral. Daria até para rir se não fosse obsceno.» (5 de Agosto de 2020)

 

{ Blog fundado em 2012. }

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