Nos últimos seis anos, o SLB só venceu um campeonato. Rui Costa, nos quatro anos do seu mandato como presidente, só viu o seu clube campeão uma vez - não mais.
Dos últimos vinte títulos e troféus disputados no futebol português, os encarnados apenas conseguiram ganhar três.
Deixo, portanto, este recado à massa adepta do Sporting, incluindo aos comentadores deste blogue: parem de falar o tempo todo do Benfica. Não merece tanta propaganda feita por vocês.
Na época de 2024/2025 tivemos três treinadores, todos eles contribuíram para o sucesso no Campeonato e na Taça de Portugal mas só dois contribuíram para os insucessos.
Primeiro jogo da época, primeiro jogo de Ruben Amorim, um empate com asterisco no tempo regulamentar, uma derrota depois.
Declaração do treinador do Sporting no final do jogo: "os adeptos que não desistam de nós". Hoje sabemos muito bem quem desistiu do quê.
O Record põe o dedo na ferida e esclarece a razão pela qual o Sporting perdeu a Supertaça: "o segundo golo do FC Porto é mal validado". Não estamos a falar de supostos pisões intencionais, estamos a falar dum golo mal validado, com influência directa no resultado e na atribuição do troféu. Qual foi o destaque dado a esse lance pela comunicação social? Quantas horas passou a CMTV a falar do golo mal validado?
Este foi o primeiro jogo de Ruben Amorim em 2024/2025.
João Pereira começou melhor, muito melhor. Preparou muito bem a equipa, afastou a descrença daqueles que duvidaram da sua escolha e da capacidade para ser treinador principal do Sporting Clube de Portugal.
A estreia de João Pereira foi um sonho, o triunfo mais dilatado desta época, a recuperação futebolística de Edwards (que nos renderia bom dinheiro) e a continuidade na Taça de Portugal que meses depois levantaríamos no Jamor.
Um forte abraço para o João, os quatro pontos que conquistou no Campeonato foram fundamentais para sermos campeões, o triunfo no jogo da Taça foi imprescindível para continuarmos a caminhada. Para além disso fica ainda ligado à subida da equipa B do Sporting e à manutenção do Alanyaspor na Super Liga Turca.
Este é o primeiro jogo de Rui Borges como treinador do Sporting Clube de Portugal, um Sporting vs. Benfica.
A Bola faz uma capa mentirosa, no dia 29 de Dezembro era o FC Porto que liderava o Campeonato.
Quando começou o jogo o Benfica era segundo com 38 pontos e Sporting terceiro com 37 pontos.
Foi um Sporting determinado, consciente da importância do jogo que entrou em campo. Jogámos com uma defesa clássica, dois centrais e dois laterais. A estratégia do transmontano resultou na perfeição, uma defesa sólida, um meio campo solidário e um ataque imprevisível, sempre disponível para duelos individuais, sempre em movimento a procurar espaços.
Geny destacou-se pelo golo, Rui destacou-se pela estratégia e Bruno Lage destacou-se por esta frase profética: "a derrota não terá impacto".
Afinal parece que a derrota impactou (para utilizar a novilíngua) o resultado final do Campeonato e, provavelmente, impactou a derrota na Taça de Portugal.
Gostei muito desta final da Taça de Portugal, conquistada com todo o mérito pela nossa equipa. Talento, competência, brio, sacrifício, espírito de grupo, fibra de campeões. Foi uma final dinâmica, emotiva, com resultado incerto até quase até ao fim. Grande em qualidade e quantidade: jogaram-se mais de 130 minutos. Com o Sporting a protagonizar uma das mais épicas reviravoltas de que tenho memória: já no final do tempo extra concedido pelo árbitro Luís Godinho, ao minuto 90'+11', quando perdíamos 0-1, Gyökeres protagoniza lance de génio ao passar por António Silva e prosseguir em ritmo avassalador até ser carregado em falta por Renato Sanches em zona proibida. Foi ele a converter o penálti - mais um - e a tornar inevitável o prolongamento. Com o Benfica arrasado psicologicamente, marcámos mais dois nessa etapa suplementar. Fazendo jus por inteiro ao nosso lema: Esforço, Dedicação, Devoção e Glória. A anterior Taça de Portugal fora conquistada em 2019, com Marcel Keizer ao leme da equipa. Rui Borges conseguiu em seis meses um título que Ruben Amorim foi incapaz de ganhar em cinco épocas. E torna-se o primeiro treinador português do Sporting a vencer neste século a dobradinha. A anterior conquista teve como técnico o romeno Laszlo Bölöni, em 2002.
Gostei de Trincão, para mim o melhor em campo. Incompreendido por tantos adeptos, e alvo do injurioso sarcasmo dos letais durante toda a época, voltou a demonstrar como foi imprescindível nesta gloriosa caminhada rumo aos dois títulos supremos do futebol português. Jogador mais utilizado durante a temporada, com 4682 minutos de leão ao peito, esteve ontem envolvido em todos os nossos golos: é ele a isolar Gyökeres num soberbo passe de 30 metros, ultrapassando a débil resistência de Florentino no lance do penálti; foi ele a assistir no segundo, aos 98', com um belo passe em arco para a cabeça de Harder; e é ele quem fecha a contagem, aos 121', num túnel ao inepto António Silva e disparo perante o impotente Samuel Soares após o dinamarquês lhe ter retribuído a gentileza num passe cirúrgico. Lance de génio, golaço para ver e rever. Ilustra bem o que é este Sporting bicampeão de 2024/2025 na frente de ataque, temível para qualquer adversário: trio de luxo composto por Francisco Trincão, Conrad Harder e Viktor Gyökeres. Também gostei da estreia de David Moreira na equipa principal: o lateral esquerdo, de 21 anos, entrou aos 115', ainda a tempo de contribuir para anular Di María. Estreia de sonho.
Gostei pouco da primeira parte, que terminou empatada a zero. Consentimos demasiado domínio territorial à equipa adversária e quase não soubemos critar situações de perigo. Aí brilhou Rui Silva, confirmando aos últimos cépticos que foi um dos nossos melhores reforços da temporada. Sobretudo aos 20', negando o golo a Pavlidis num voo em que desviou a bola para o ferro. Intervenções decisivas também aos 81' e aos 90'+8, bloqueando remates de Belotti e Leandro. Gigante entre os postes, sem culpa no golo encarnado, aos 47', num eficaz remate de meia distância de Kokçu.
Não gostei do desempenho de Pedro Gonçalves, que perdeu várias bolas e foi presa fácil para Otamendi: sem surpresa, saiu aos 75', dando lugar a Harder, que esteve num plano muito superior. Aliás Rui Borges derrotou o treinador rival, Bruno Lage, também nisto: o Sporting, ao contrário do Benfica, foi melhorando a cada substituição. Rendimento mais fraco revelaram também Eduardo Quaresma (substituído por Fresneda aos 83'), que perdeu um duelo aos 81' com Schjeldrup, e Debast (cedeu lugar a Morita aos 58'), que facilitou a tarefa ofensiva de Pavlidis aos 20'. Mas não gostei sobretudo de pressentir que esta 18.ª final da Taça de Portugal conquistada pelo Sporting era a última ocasião para todos vermos Gyökeres de verde-e-branco. Ainda está e já nos desperta saudades: é um dos nossos melhores goleadores de todos os tempos.
Não gostei nada daqueles canalhas que nas bancadas onde se concentrava a maioria dos adeptos benfiquistas desataram a imitar o criminoso som do very light, numa aparente glorificação do assassino que noutra final da Taça, naquele mesmo palco, em 1996, roubou a vida ao sportinguista Rui Mendes, de 36 anos. Esta escumalha já fez o mesmo vezes sem conta no pavilhão encarnado, quando o Sporting lá joga, perante a indiferença cúmplice dos responsáveis desse clube. Merecem bem a derrota que acabam de sofrer em campo. Merecem mil derrotas enquanto continuarem a comportar-se desta forma miserável.
«O Benfica saiu ontem derrotado da final da Taça de Portugal (1-3 após prolongamento) e viu o bicampeão nacional Sporting erguer o troféu. No final do encontro, Record ouviu conhecidos adeptos dos encarnados que não esconderam a revolta.
Paula Lobo Antunes, atriz: “Até aos 90 minutos, o Benfica foi superior e tinha o jogo ganho, mas aquele prolongamento foi muito infeliz. A falta do Renato Sanches foi lamentável. O Bruno Lage não teve grande mão na equipa. No prolongamento vi outro Benfica que não aquele que foi durante os 90 minutos.”
Lourenço Ortigão, ator: “O Benfica entrou com vontade durante os 90 minutos e foi superior em todos os momentos. Senti o Benfica inspirado e com vontade de levar a Taça. Foi um lance infeliz que originou o penálti nos últimos segundos. O Sporting este ano teve a estrela do lado deles, tudo lhes correu bem e hoje foi uma prova disso. Há um lance ou outro em que questiono as opções do árbitro. A estrela de campeão esteve do lado do Sporting. Estamos frustrados pelo resultado, mas não pela forma como jogou o Benfica.”
Gaspar Ramos, ex-dirigente: “Foi mais um jogo que se traduziu numa deceção enorme para todos os sócios e adeptos. Perdemos o campeonato e a Taça pelas mesmas razões. Temos o melhor plantel e não conseguimos ganhar. Na 1ª parte, o Benfica controlou o jogo e até deu a impressão que o Sporting andou a semana toda a festejar, entregavam as bolas, mas o Benfica falhou várias oportunidades. Na 2ª parte voltámos a ter oportunidades e não aproveitámos. Nos últimos segundos sofremos de penálti por um erro de um jogador. Os jogadores dão a sensação de estar intranquilos. O Benfica tem de se queixar de si próprio e rejeito as afirmações de Bruno Lage de que o árbitro é o culpado. De maneira nenhuma! No campeonato não fizemos exibições compatíveis com a qualidade do plantel. Estou revoltado.”
António Raminhos, humorista: “É o resumo da época do Benfica. Deixar à sorte, ao azar, aos postes, e eventualmente aos árbitros, os momentos decisivos. Alguma coisa vai ter de mudar. O quê? Não sei, não estou dentro da estrutura, limito-me a sofrer, o que é chato porque não estou assim tão habituado a isso.”»
Há uns anos, quando decorriam as épocas do Sporting a seco em termos do campeonato, havia uma vaga de fundo no comentário futebolístico que nos queria impingir a ideia da "Belenização do Sporting", basicamente querendo dizer que a época dourada do clube já tinha passado e que estava a cair na irrelevância, ao estilo d'Os Belenenses.
Vamos ignorar por momentos a estupidez e má intenção dessa ideia, porque Os Belenenses, quando não falamos só de futebol, ainda são um grande clube, tendo um número de atletas e um ecletismo enormes, e o Sporting, mesmo nos seus piores momentos, manteve sempre uma massa adepta grande e foi sempre conquistando algumas competições no futebol, uma Taça de Portugal aqui, uma Taça da Liga ali. Além disso, se formos para as modalidades, nunca deixou de ser um dos maiores clubes do país, tanto em títulos ganhos como em número de praticantes.
Mas já que tivemos de aturar tantos estas esta ordinarice da "Belenização", proponho agora que se mude o foco para o nosso rival e se fale da sua "Sportinguização".
E vejam lá se não há bastantes razões para isso:
- Há coisa mais à Sporting do que se deixar empatar no último minuto e perder no prolongamento?
- Há coisa mais à Sporting do que um jogador destrambelhado seu fazer uma grande penalidade estúpida e desnecessária?
- Há coisa mais à Sporting do que estar em cima no jogo, ganhando por 1-0 e, em vez de tentar ampliar a vantagem, começar a abusar das perdas de tempo e das simulações de lesão, para fazer o tempo passar, e isso correr mal?
- Há coisa mais à Sporting do que meter as culpas todas na arbitragem, ignorando por completo as culpas próprias?
- Há coisa mais à Sporting do que depender apenas de si para ganhar dois títulos no espaço de duas semanas e não conquistar nenhum?
Assim, fica lançada a ideia da Sportinguização do Benfica que, estou certo, vai ser aproveitada pelos vários comentadores honestos e isentos que durante anos a fio fizeram o mesmo em relação ao Sporting.
Trincão tentou e conseguiu: aos 4' gelou o chamado "inferno da Luz" com um grande golo
Foto: Rodrigo Antunes / Lusa
O Sporting pode orgulhar-se deste percurso no campeonato, que se prepara para conquistar pela terceira vez em cinco anos. Nomeadamente nos jogos com as outras equipas consideradas grandes. Não perdeu nenhum: venceu dois e empatou outros dois. O último empate ocorreu sábado passado, há três dias, no estádio da Luz.
Foi um desafio que nos correu bem desde o apito inicial. Com um grande golo, concretizado por Trincão aos 4'. Em lance colectivo de cinco estrelas, iniciado com uma recuperação de Morten à frente do eixo defensivo, prosseguido por Pedro Gonçalves com soberbo passe de 30 metros a isolar Gyökeres. Este atraiu de imediato dois polícias, Tomás Araújo e António Silva, incapazes de travá-lo. O craque sueco faz passe lateral com precisão cirúrgica, aproveitado da melhor maneira por Trincão, que desfere remate certeiro para ângulo de defesa impossível: o gigante Trubin esticou-se em vão. Enquanto Carreras ficou nas covas, a ver navios: o avançado leonino fez o que quis, liberto de marcação.
Lance que nos confirmou no topo do campeonato, para não destoar: comandámos a classificação em 29 das 33 jornadas decorridas. O Benfica só conseguiu precárias e esporádicas lideranças por três vezes: nenhuma delas teve sequência.
No primeiro tempo só deu Sporting. Com a nossa equipa muito bem organizada a defender: merece elogio o trio formado por Eduardo Quaresma, Diomande e Gonçalo Inácio. Anulámos por completo Di María, proclamado como maior craque benfiquista. Primeiro no corredor esquerdo, por Maxi Araújo; depois na ala oposta, em que Eduardo Quaresma tomou conta dele. O argentino perdeu 19 vezes a posse de bola, só venceu três duelos e foi inofensivo nos cruzamentos, forçando o treinador a substituí-lo ao intervalo.
Mérito nosso.
No segundo tempo, a equipa da casa viu-se pressionada a subir no terreno, procurando cruzar bolas sobre a área. Sem produzir resultado. Nas bancadas, com lotação esgotada, os adeptos encarnados não escondiam o nervosismo. Percebia-se porquê: à medida que os minutos se escoavam, diziam adeus à hipótese de conquistar o título. Tendo perdido em Alvalade por 0-1, o Benfica precisaria sempre de vencer: só o Sporting poderia beneficiar também com o empate em casa alheia.
E o golo do empate lá surgiu, aos 63'.
Brilhante jogada individual de Pavlidis pela ala esquerda, beneficiando de duas escorregadelas quase simultãneas no nosso reduto - primeiro Quaresma, depois Diomande. Cruzou para Aktürkoglu, que lá a meteu após ressalto em Maxi Araújo.
Único momento de infelicidade leonina no capítulo defensivo. Não houve outro até ao fim.
Desempenho muito positivo do Sporting, para alegria da massa adepta e frustração da tribo benfiquista. Para eles, ao contrário do que sucedeu connosco, foi um empate com sabor a derrota.
Tinham razões para se sentir frustrados, como os números confirmam. Remates enquadrados: quatro para o Sporting, apenas um para este medíocre Benfica de Bruno Lage. Posse de bola para os encarnados. 67%. Mas foi domínio consentido da nossa parte. E também inconsequente, como o empate final comprova.
O Benfica só "venceu" em faltas cometidas: 24, contra apenas 14 da nossa equipa. Até nisto digna de elogio.
E agora?
Vamos à última ronda. A definitiva. Sábado, às 18 horas.
Recebemos o V. Guimarães, que luta para manter o quinto posto da Liga. O Benfica vai a Braga, onde a turma local procura honrar o quarto lugar após ter perdido o acesso ao pódio perante o mais fraco FC Porto do último decénio.
Não concebemos outro cenário senão o triunfo na recepção aos minhotos. Permitindo-nos conquistar o título - primeiro bicampeonato em mais de sete décadas. Merecido e justo. Não pensamos noutra coisa.
Breve análise dos jogadores:
Rui Silva (6) - Basta a sua presença entre os postes para transmitir segurança à equipa. Nada pôde fazer no golo deles (63').
Eduardo Quaresma (7). Anulou Aktürkoglu na primeira parte. Grande desarme aos 76'. Só não travou Pavlidis no golo por ter escorregado.
Diomande (7) - Regressou ao onze confirmando-se como pilar da defesa. Um verdadeiro líder. Ganhou todos os duelos com Pavlidis na primeira parte.
Gonçalo Inácio (7) - Crucial na solidez defensiva da equipa. Grande desarme a Pavlidis aos 31'. Excelente corte aos 60'. Nunca tremeu.
Geny (7) - Sacou amarelo a Otamendi logo aos 15'. Deu luta cerrada a Carreras no nosso corredor direito, neutralizando o espanhol.
Morten (8) - O capitão destacou-se por ser o melhor em campo. Calibrou e pautou todo o jogo leonino, mesmo amarelado aos 19'. Recuperou 12 bolas. Inicia o nosso golo.
Debast (6) - Completou bem o trabalho de Morten, embora sem a combatividade do internacional dinamarquês. Consolida-se como médio.
Maxi Araújo (7) - Travou e venceu vários duelos. Vulgarizou Di María, que viria a sair ao intervalo. Infeliz no lance do golo encarnado: a bola tabelou nele.
Trincão (8) - Grande golo, logo a abrir o jogo. Movimentou-se muito bem sem bola e apareceu no sítio certo. Condicionou o Benfica a partir daí até ao apito final.
Pedro Gonçalves (6) - Ainda longe da melhor forma física. Mas faz excelente passe para Gyökeres no nosso golo. E sofre falta de Otamendi aos 17': penálti por assinalar.
Gyökeres (7) - Desta vez não marcou. Mas assistiu Trincão no golo, mesmo condicionado por Tomás Araújo e António Silva. Remate bem colocado aos 85': Trubin defendeu.
Morita (5) - Substituiu Debast aos 57'. Pouco intenso: falta-lhe recuperar a forma anterior à lesão. Aos 70', levou Aktürkoglu a fazer-lhe falta para amarelo.
Quenda (5)- Entrou aos 72', rendendo Pedro Gonçalves. Boa vontade, mas revelando problemas na definição.
Harder (5) - Substituiu Trincão aos 82'. Dinâmico, enérgico. Vai lutando para poder ascender a titular na próxima época.
Matheus Reis (5) - Entrou aos 82, substituindo Maxi Araújo. Vinha com instruções para trancar o corredor esquerdo e cumpriu.
Sr. Juste (5) - Substituiu Eduardo Quaresma aos 82'. Entrou com ganas suficientes para neutralizar Schjelderup. Kokçu foi amarelado ao travá-lo em falta (90'+3).
Otamendi, bem ao seu estilo, tenta travar Trincão. Mas o minhoto destacou-se ao marcar o golo leonino
Foto: Tiago Petinga / Lusa
Gostei
Deste empate (1-1) que soube a vitória na Luz com lotação esgotada. Cumpriu-se a tradição desta época: o Sporting não perdeu nenhum dos chamados jogos grandes. Vencemos Benfica e FC Porto em Alvalade, e empatámos com ambos nas deslocações aos estádios deles. No sábado, viemos do reduto encarnado com um ponto precioso: temos agora 79. Há seis desafios seguidos que eles não conseguem vencer-nos em campo. Sinal dos tempos.
De começar a vencer. Inferno? Vulcão? Nada disso: a Luz gelou logo aos 4', com o golo leonino, concretizado na primeira oportunidade. Grande arrancada de Gyökeres na meia-esquerda, como ele tanto gosta. Atraiu Tomás Araújo e António Silva, sem nenhum deles conseguir roubar-lhe a bola, e centrou para Trincão, que fuzilou de pé esquerdo, para o ângulo mais inatingível. Trubin tentou voar, sem sucesso. E Carreras, do outro lado, limitou-se a marcar com os olhos. Estava escrito nas estrelas: a sorte iria sorrir-nos.
De Morten. Grande partida do internacional dinamarquês, melhor em campo. Mesmo tendo visto muito cedo o cartão amarelo, aos 19', não se deixou intimidar. Combativo, foi o maior obstáculo às incursões ofensivas da equipa da casa. E não apenas no corredor central: parecia estar um pouco em todo o lado. No segundo tempo, reforçou com eficácia a linha defensiva. E foi campeão nas recuperações de bola: doze, só à conta dele.
De Rui Silva. Quando foi preciso, estava lá. No sítio certo. Impedindo o golo de Aktürkoglu, aos 28'. Sem essa extraordinária defesa, a história do jogo teria sido diferente. No lance do empate (63'), sem hipótese de defesa ao remate enrolado do mesmo jogador que tabelou na cabeça de Maxi Araújo e entrou caprichosamente nas nossas redes. Exibição muito positiva. Confirma-se: foi o nosso grande reforço de Inverno.
De Trincão, já mencionado acima. Melhor época como profissional do avançado leonino. Os números confirmam: dez golos e 16 assistências na temporada. No campeonato, destaca-se como rei do último passe. Os letais detestam-no, mas qualquer outra equipa gostaria de contar com ele nas suas fileiras.
Da nossa organização defensiva. Impecável, excepto no golo sofrido, fruto de grande trabalho individual de Pavlidis. Gonçalo à esquerda, Diomande no meio, Eduardo Quaresma à direita cumpriram com distinção, num esforço bem complementado por Maxi Araújo na ala esquerda, sem hipóteses para Di María, e no corredor direito por Geny, que deu luta cerrada a Carreras.
Do treinador. Rui Borges continua invicto como responsável máximo da equipa leonina em competições nacionais. Cinco meses sem perder.
De chegar à última jornada no comando. Em 33 rondas disputadas, só não liderámos em quatro desde o início da prova. Sinal inequívoco da hegemonia leonina. Dependemos de nós, em exclusivo. Faltam-nos 90 minutos para concretizarmos um sonho que nos foge há mais de 70 anos: ser bicampeões.
Não gostei
Do golo sofrido. Durante 63 minutos, enquanto se manteve a nossa vantagem, fomos campeões virtuais. A festa poderia ter sido feita na Luz. Mas é melhor esperar mais uma semana e fazê-la em nossa casa, com o estádio cheio.
Do amarelo a Morten. Por acumulação de cartões, não poderemos contar com ele na recepção à turma vimaranense. Mas teremos certamente um excelente onze em campo nessa partida decisiva.
Que Gyökeres ficasse em branco. Mas trabalhou muito, sobretudo na primeira parte, pondo sempre os defensores encarnados em sentido. Essencial na construção do nosso golo - a sua oitava assistência na Liga. Já soma 13 no conjunto da temporada.
Do sururu final. Deu direito a quase tudo: até a invasão de campo por parte de um adepto mais fanático do SLB, que se dirigiu ao árbitro João Pinheiro com a clara intenção de injuriá-lo e agredi-lo. Espero que seja devidamente punido - e que o clube acabe responsabilizado por esta inadmissível falha de segurança. Com multa a sério, não a fingir.
O golo madrugador, excelente por acaso, condicionou o jogo durante todo o restante tempo da partida.
Vendo-se a ganhar quase antes do apito inicial "assoprado" pelo incompetente João Dinheiro, que consegue fazer o pleno de críticas, de ambos os lados portanto, o Sporting ficou confortável e começou a jogar num bloco baixo, esperando a iniciativa do Benfica, que foi praticamente inconsequente. Na primeira parte Rui Silva foi chamado a intervir e até fez uma defesa do outro Mundo, mas o homem dos encarnados estava deslocado.
O Sporting marcou aquele golo e poderia ter dilatado o marcador, não fora o senhor do apito ter-nos escamoteado uma clara grande penalidade cometida sobre Pedro Gonçalves e que teria como consequência a expulsão de Otamendi, que já tinha no pecúlio um amarelo. Nem Dinheiro nem VAR se dignaram sequer rever as imagens.
De seguida está mais uma justificação para o facto de não haver árbitros tugas nas grandes competições: Em qualquer lugar do Mundo onde se joga à bola e em particular na sua pátria, onde se diz que os apitadores lusos deveriam ir beber, aquilo que Dinheiro viu nunca foi falta e o segundo mataria o jogo e o campeonato.
Na segunda parte a toada foi a mesma, mas com uma ineficácia gritante da nossa ala direita recuada e do abandonado Gyokeres e o golo do empate adivinhava-se, até que aconteceu, num slalom incrívelmente permitido, pela direita após uma das muitas escorregadelas de Catamo, que foi mal não exclusivamente seu.
Apesar de tudo correu bem. Poderia ter corrido muito bem, mas não correu mal.
As aspirações continuam intactas, falta mais uma final que os rapazes irão enfrentar com toda a confiança e fome de vencer. Como diz o "Chefe" Pedro Correia abaixo, está quase.
Nota: Amanhã é possível que não responda a eventuais comentários, já que irei cumprir uma obrigação cívica, que é a de fazer parte de uma mesa de voto que servirá concidadãos que por várias razões terão de exercer os seus direito e dever cívicos antecipadamente, de modo que das sete às dezanove e qualquer coisa, estarei ao serviço da comunidade e não os lerei nem aprovarei.
Continuamos no topo. Assim será até ao fim. Já falta pouco para a festa leonina, tão justa quanto merecida. O rugido do Leão vai soar em Portugal e em todas as parcelas do globo onde existem portugueses.
Sábado, a partir das 18 horas, vai disputar-se um dos clássicos da temporada: Benfica-Sporting. Talvez o jogo do título, certamente um dos mais importantes do nosso calendário desportivo. Entre os dois emblemas com hipóteses de conquistar o troféu mais cobiçado do futebol português. Tudo o resto é paisagem.
Símbolo verde no peito e tatuado na cabeça, o seguinte:
"Un pia a la vez", cada Calimero pia, lamenta-se na sua vez, foi assim após o empate com o Arouca.
Não vou comentar os gostos da senhora, nem o gosto dos senhores que mudaram (eram de que clube antes?) para o Sport Lisboa e Benfica.
Vou comentar a conferência de imprensa do, ainda, treinador do Benfica que passou a antevisão do jogo em Guimarães a elogiar uma tatuagem, esquecendo que foi uma tatuagem que tramou Guillermo.
Esquecendo-se que as tatuagens são incompatíveis com doar sangue (entre seis meses a um ano) e que os jogadores de futebol como "exemplo" como "modelos" sociais deviam abster-se de as fazer, de as publicitar.
Vamos ver se em Guimarães lhes acabam com o pio no campo e já agora que os adeptos do "glorioso" não se entretenham a saquear, novamente, as arrecadações de material desportivo do Vitória.
Com a vitória que tiveram no Dragão e o empate que consentimos em Alvalade já tinham as faixas encomendadas, eram vitórias até final, a onda vermelha não iria parar.
Ainda no comentário ao nosso jogo dos Açores o lampião José Sousa dizia o mesmo, que os pontos perdidos com o Sp. Braga eram irrecuperáveis, a série de vitórias do Benfica iria continuar até ao fim.
Até dum bem conhecido jornalista desportivo ouvi pessoalmente o mesmo, com Rúben Amorim e Hugo Viana tínhamos ganho facilmente o campeonato, agora com os pontos perdidos por João Pereira e Rui Borges não tínhamos grandes hipóteses. Melhor plantel, reforços de inverno, o Bruma e "o muito bom italiano" melhor que o Cabral, montes de opções.
Afinal...
Mas então onde é que esteve o grande plantel? O Bruma? Entrou aos 88'. O Belotti? Aos 77'. O Cabral? Aos 97'. Estavam a guardar-se para o prolongamento?
Para perceber melhor leio isto num blogue benfiquista:
"Há momentos no futebol que definem uma época. O empate frente ao Arouca cristalizou, de forma dolorosa, a incapacidade do Benfica para assumir o protagonismo quando este lhe é oferecido. A vertigem das alturas parece afetar uma equipa que, por três vezes consecutivas, saboreou a liderança apenas para a deixar escapar por entre os dedos com uma preocupante regularidade. No entanto, esta narrativa de oportunidades desperdiçadas tem um rosto e um nome: Bruno Lage. O técnico encarnado foi o principal responsável por este novo tropeção, sem qualquer margem para atenuantes ou justificações. Com uma equipa apática e sem ritmo competitivo, Lage observou passivamente enquanto o meio-campo se desfazia em desconexões táticas, num cenário caótico onde a falta de coordenação se tornou gritante. O banco de suplentes do Benfica oferecia soluções claras para os problemas evidentes em campo. Alternativas viáveis aguardavam uma oportunidade que nunca chegou, mesmo quando o intervalo proporcionava o momento perfeito para correções estruturais. A inércia tática de Lage foi incompreensível. Não houve reação, não houve adaptação, não houve liderança técnica. A equipa encarnada movimentava-se como um conjunto de individualidades sem propósito coletivo, enquanto o treinador permanecia estoicamente imóvel, como se a passividade pudesse, por algum milagre tático, resolver os problemas que se acumulavam no relvado. Esta ausência de intervenção técnica não é apenas desconcertante — é imperdoável num momento crucial da temporada. Quando o Arouca marcou nos descontos, não foi apenas o resultado de uma infelicidade momentânea, mas o culminar de 90 minutos de incompetência técnica. Os pontos perdidos têm uma assinatura inequívoca, e esta pertence exclusivamente ao treinador que se recusou a intervir quando todos os sinais apontavam para a necessidade urgente de mudanças. O Sporting agradece e sorri na liderança, enquanto o Benfica contempla, mais uma vez, o abismo que separa as suas ambições da sua realidade. E esse abismo tem um arquiteto: Bruno Lage."
Bom, sendo assim percebo.
Mas que não nos iludamos. Isto vai ser taco-a-taco até ao fim. A qualidade do melhor onze está do nosso lado, a riqueza de soluções está do deles, o foco, a atenção aos pormenores e a estrelinha ditarão o desfecho final, assim os APAFs não inventem.
Nunca vi tanta incompetência a "armar" uma equipa como ontem um certo argentino que foi sacado do México fez com uma coisa que antes dava pelo nome de Futebol Clube do Porto.
Villas-Boas deve ter pensado das boas ao ver o que se desenrolava a seus pés, ali no relvado onde em tempos foi campeão. Outros tempos, outros quinhentinhos. Até lhes mostraram o regresso do Papa à hora de almoço mas foi rebate falso, não era o deles...
Já lá havia levado, no Dragão, uma lição de bola quando nos recebeu, mas o Pinheiro, que ontem nem se fez notar, quis então espalhar caruma e ofereceu-lhes um empate ao cair do pano que nos soube a derrota.
Não costumo assistir a programas "de bola", mas como a programação dos canais generalistas ontem era uma cagada em três actos como em regra acontece ao Domingo, fui fazendo um périplo pelos canais do cabo e parei na CMTV no momento em que um agastado e embuchado Rodolfo, antigo jogador "azul e branco", dizia que o seu clube tinha regredido (ele não disse assim, mas foi o quis dizer) ao tempo anterior à sua estada no clube como jogador. O moderador quis certificar-se se o que ele dizia era mesmo o que queria dizer, que o FCPorto teria recuado cinquenta anos e o senhor confirmou. Ora este lapso temporal leva-nos mais ou menos para a época do início do Apito Dourado. Saudosismos.
Disseram lá na CMTV que o presidente do Porto foi ao balneário ao intervalo e que terá dado um responso aos jogadores e ao treinador e por aí fora. Esqueceu-se do mais importante, do chá e que o Pinheiro é inegociável, nunca trairá os seus princípios, perdão, amigos, portanto tarefa gorada e destinada ao insucesso, Mais Valia ter ficado com o sorumbático presidente da CMP e membro daquela coisa de "notáveis" do clube e ligar para o macaco, dizendo-lhe ternamente "volta nandinho, estás perdoado".
Existe na Mealhada, e logo à frente do meu "sítio" preferido de leitão, um belo restaurante que servia para Pinto da Costa e Luis Filipe Vieira sedimentarem a sua amizade e tratarem dos seus "arranjinhos". Pelo que foi público Rui Costa e Villas-Boas ainda agora lá terão passado a diferentes horas, não sei se o João Pinheiro é cliente também.
O facto é que um Porto-Sporting apitado por João Pinheiro é sinónimo de roubalheira causada pela encenação causada pelos jogadores do Porto: este ano foram mais dois pontos que bem falta nos fazem. Mas Porto-Benfica é tudo suave e sem casos, o Fábio Vieira até faz de jogador de futebol e não de palhaço do circo quando o Kokcu lhe encosta a cabeça.
Hoje, a superioridade do Benfica era tanta dado o desconchavo da defesa do adversário (enfim, aqueles tristes que por ali andavam a ver jogar) que com 3-0 o Lage resolveu poupar o clube cujo ex-presidente era parceiro do Vieira no tal leitão (e o actual gosta também de lá passar) da vergonha duma cabazada, que podia levar os super-dragões a coisas complicadas.
Saíram Pavlidis, o marcador do "hat-trick", mais o Di María. E o jogo acabou em 4-1, em vez de 7 ou 8.
Foi o jogo mais fácil fora de casa do Benfica no campeonato. Para o Anselmi recomendo o próximo livro do Amorim: "3-4-3 para Tótós". Parece que tem tudo bem explicado: quadros, ilustrações, etc. Não tem é nenhum capítulo sobre por o Eustáquio a fazer de Coates ou Diomande. Não consta.
Como não parece que Varandas frequente o reino dos leitões, resta-nos fazer a nossa obrigação, faça chuva ou faça sol, com Pinheiros mansos ou bravos, com mais ou menos lesões.
A nossa obrigação é ganhar todos os jogos. Temos o melhor jogador da Liga, temos o melhor onze da Liga, temos um treinador que não é inferior ao do rival, jogámos em momentos o melhor futebol da Liga, temos de pôr isso tudo em campo e ser felizes.
PS: Agora até "tochadas" levam em cima, enquanto a polícia corre as claques a balas de borracha:
O seleccionador Roberto Martínez deixou de fora Tomás Araújo da mais recente convocatória da equipa das quinas alegando que o defesa encarnado padece de "lesão crónica".
Acontece que dois dias depois desta exclusão o mesmo jogador alinhou como titular pelo SLB em Vila do Conde, contra o Rio Ave, para o campeonato.
O treinador encarnado aludiu a "sobrecarga física", falando desse defesa, que andará "desgastado". Como se nesta altura do campeonato este não fosse um problema de todos os jogadores, não apenas de alguns.
"Vai ser bom para ele descansar nesta paragem de selecções", afirmou Bruno Lage, falando desse defesa. Deixou assim implícito que o seleccionador Martínez beneficiou o Benfica ao excluir Araújo da convocatória. Isto quando o SLB mantém competição acesa com o Sporting para a conquista do campeonato e nenhum dos nossos quatro jogadores foi dispensado da selecção nacional por "sobrecarga física". Sabendo-se que está em causa uma eliminatória a sério, não a feijões: a disputa com a Dinamarca do acesso às meias-finais da Liga das Nações.
"Lesão crónica", senhor Martínez? Que disparate. Eventual falta de ritmo de Araújo, que tem transitado de central para lateral no Benfica? Nada a ver. Nesse caso para que teria chamado Renato Veiga, que vem de lesão, esteve quatro semanas afastado dos relvados e neste fim-de-semana apenas aguentou 59 minutos em campo na goleada sofrida pela Juventus em casa da Fiorentina?
Anteontem houve dois lances extremamente duvidosos no Benfica-Moreirense que a BTV fez tudo para esconder. Uma grande penalidade mal assinalada por alegada mão do lateral direito Dinis Pinto logo aos 3' - que resultou no primeiro golo encarnado. E outra perdoada à equipa da casa, por intervenção irregular de Florentino aos 90' - penalizando a equipa visitante, que se viu privada de um penálti mesmo ao cair do pano.
Foi preciso recorrer a imagens de vídeos amadores para se perceber como o árbitro Bruno Costa e o VAR Manuel Oliveira inclinaram o campo no reduto das papoilas.
Mantém-se o escândalo: o Benfica detém o exclusivo das transmissões televisivas dos jogos que disputa no seu estádio, violando grosseiramente as regras da salutar concorrência desportiva que deviam ser trave-mestra do campeonato nacional de futebol. Enquanto a Liga Portugal assobia para o lado, fingindo que não repara em nada.
Isto tem de acabar.
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