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És a nossa Fé!

Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira

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«O presidente do Benfica juntou uma lista de 22 juízes que convidou para ver um jogo da Champions, na maior parte desembargadores nos Tribunais da Relação, à sua defesa no processo judicial Lex. Esta iniciativa de Luís Filipe Vieira procura demonstrar que convidar magistrados para os camarotes do estádio da Luz não é mais do que uma prática corrente.»

 

«Pinto da Costa foi sempre o mais inteligente. Sempre teve a seu lado meia Relação do Porto ou de Guimarães. Sempre utilizou as viagens ao estrangeiro, em competições da Champions ou da antiga Taça dos Campeões Europeus, para comprar cumplicidades selectivas. E teve-as sempre que precisou, nos tribunais, na polícia, na política.»

 

«Vieira fez, afinal, o que é uma evidência no futebol. Os 22 juízes do Benfica têm apenas a força metafórica de simbolizar a enorme atracção do futebol na classe mas, também, a enorme vulnerabilidade que isso gera em profissões que têm a sua matriz na independência e no distanciamento social.»

 

Eduardo Dâmaso, ontem, no Record

O alívio

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Andavam a ser dias de pesadelo na Travessa da Queimada.

Com o Benfica a perder, banido do acesso à Liga dos Campeões pelo PAOK, clube com um orçamento oito vezes inferior. Pelo menos 40 milhões de euros atirados janela fora quando a equipa agora orientada por Jorge Jesus foi ao tapete em Salónica, vergada pelo onze de Abel Ferreira, ex-treinador da equipa B do Sporting. 

Com Luís Filipe Vieira - de longe o dirigente desportivo favorito do jornal A Bola - indiciado e já acusado em dois processos-crime, enquanto continua a ser investigado noutras frentes judiciárias. De tal maneira desprestigiado que até levou o Presidente da República a «forçar» o primeiro-ministro a retirar o apoio à recandidatura do ainda líder benfiquista, como hoje revela o semanário Expresso.

Eis que, de repente, o Benfica vence em Famalicão. E logo A Bola transborda de júbilo, com uma manchete bem reveladora da linha editorial deste diário: «Agora sim!» Com ponto de exclamação pintado de vermelho, para que não restem dúvidas. 

Um verdadeiro alívio. É nestes momentos que se percebe tudo.

Chamar o quê a isto?

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«Assisti ao sorteio da terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões e confesso que quando saiu o nome do PAOK, comentei para os meus botões - coitados dos gregos.

Estou muito confiante acerca do nosso desempenho europeu. Por três razões. A primeira, foi a contratação de Jorge Jesus. Quem tem o privilégio de ter um treinador desta qualidade só pode sonhar com altos voos em todas as competições. A segunda razão é óbvia - a SAD mantém a aposta muito forte no regresso do Benfica europeu. (...) A terceira razão é uma questão de justiça - o presidente Luís Filipe Vieira sonha com a conquista da Liga dos Campeões. Os mais pessimistas dirão que é um sonho.»

Pedro Guerra, O Benfica (4 de Setembro)

O paradoxo do futebol a triplicar

Dia triste para o futebol nacional. O Benfica foi afastado do acesso à pré-eliminatória que lhe daria o acesso à fase de grupos, que lhe daria o acesso à fase a eliminar, que lhe daria acesso à final da Liga dos Campeões e a ter acesso a conquistar um troféu que por mor de uma maldição (dizem) lançada por um húngaro que os treinou há cerca de setenta anos, tem visto por um canudo (ufff, que quase tive um acesso de falta de ar).

A propósito de canudo, de Braga saiu o treinador da equipa que confirmou que Béla Guttmann ainda tem os orixás em alta. Tão em alta que os três golos da desgraçada derrota (2-1 para o adversário numa eliminatória de um só jogo) foram marcados por jogadores do... Benfica! Bom, um deles já não é do Benfica, foi dispensado para se poupar dinheiro. Saiu no jornal oficial do clube, A Bola, que com a saída do marcador do segundo golo dos gregos (com gregos a tarefa é sempre árdua, a malta vê-se grega para lhes ganhar, desculpem a piada fácil) o Benfica poupou pouco mais de um milhão de Euros (1,3M€), demonstrando uma capacidade de gestão extraordinária ao rescindir com o sérvio Zivkovic. Ora, fazendo aqui umas contas rápidas de merceeiro, aquela rescisão custou à volta de 40 milhões aos cofres da lampionagem. Não faz mal, eles vão ali ao Novo Banco outra vez e resolvem!

 Ontem o Benfica arrasou na primeira parte, falhou até pelo menos dois golos feitos, mas o galo deixado atrás da baliza (agora dava jeito que o homem tivesse nascido em Barcelos e não em Penafiel) por Abel Ferreira com o intuito claro, todos percebemos, de se vingar das humilhações que por cá foi obrigado a sofrer sempre que defrontou os encarnados enquanto treinador do Braga, não deixou que o futebol avassalador dos portugueses fosse abrilhantado pelo sal do jogo. 

E como quem não marca sofre, na segunda parte primeiro por Verthongen na própria baliza (não evitaria o golo, já que havia um grego a quem se antecipou que o faria) e depois pelo tal sérvio da poupança, o Benfica encaixou dois no bornal e se desorientados andavam com o primeiro golo sofrido, com o segundo o rolo compressor, o futebol tríplice do Benfica (olá Jorge Jesus, bem vindo à realidade do futebol sem favores e colinho), transformou-se num grupo de casados, alguns barrigudos como eu e cheios de mazelas nos joelhos, que não mais se encontraram e o golo apontado por Rafa já nos descontos não veio acrescentar nada, o jogo estava mais que controlado pelos do PAOK de Salónica.

Eu não tenho dúvidas que a nível interno, se entretanto Vieira ganhar as eleições como está cozinhado, o investimento de 100 milhões (calma, as contas estão certas, o novo Guttmann ainda quer que lhe comprem mais gente para a defesa, portanto não andará longe disso no final do dia) dará frutos, perdão, fruta limpinha pronta a comer e só uma pandemia lhes retirará o primeiro lugar. Mas o que fazer então àquele rapaz Uruguaio e ao outro brasileiro que vieram para ser campeões europeus pelo Benfica? Olha, se calhar atrevo-me aqui a dar um conselho a Vieira: Que rescinda com eles para poupar uns cobres, ou que os venda ao PAOK. Assim pelo menos sempre têm uma vaga hipótese...

Espera-os a Liga Europa, onde corremos o risco de não chegar, porque temos uma pré-eliminatória para disputar e porque temos mais de meia equipa infectada com Covid, havendo a possibilidade de sermos eliminados sem sequer jogar, mas se tudo correr como desejamos, seria interessante disputar a final com o Benfica. É que temos umas continhas a ajustar com Jorge Jesus...

Um dia mau

Só ontem:

- 400 quilos de cocaína apreendidos no Porto de Leixões

- GNR apreende cerca de 23 mil pés de cannabis, a “maior” apreensão em Portugal e “uma das maiores da Europa”

- Benfica eliminado da Liga dos Campeões na pré-eliminatória

 

Há dias de azar!

 

O fracasso de Jesus

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1

O Benfica foi atirado borda fora do acesso à Liga dos Campeões pelo PAOK treinado por Abel Ferreira, apesar de a equipa grega custar oito vezes menos do que a de Lisboa. Derrotado em campo, o neobenfiquista Jorge Jesus apressou-se a fazer aquilo em que é exímio: exigir mais jogadores. Aproveitou a conferência de imprensa em Salónica para reivindicar mais um defesa e mais um avançado: sabe que Luís Filipe Vieira, em desespero perante o cenário de perder as próximas eleições no Benfica e de ser constituído arguido noutro processo-crime, lhe fará todas as vontades. Isto apesar de o SLB já ter contratado "reforços", com ou sem aspas, avaliados em 83 milhões de euros, sem ter vendido um só jogador. O que o torna no segundo clube europeu mais gastador neste primeiro mercado de transferências da era Covid, só ultrapassado pelo milionário Chelsea.

A fama deste treinador deve-se, acima de tudo, à sua capacidade reivindicativa: é incapaz de treinar um plantel barato - como fizeram, por exemplo, Leonardo Jardim e Marco Silva, que o antecederam no comando técnico do Sporting. Espreme ao máximo os recursos financeiros dos emblemas por onde vai passando, cada vez mais ao estilo toca-e-foge. Detesta a expressão "formar jogadores" e é-lhe indiferente qualquer perspectiva de lançar alicerces sólidos num clube, seja ele qual for.

Vendo os que ele ontem colocou em campo contra o PAOK confirma-se que em poucas semanas mandou às urtigas o "projecto formador" de que falava até há pouco o seu neopatrão Luís Filipe Vieira: os tais miúdos-maravilha saídos da incubadora seixalense ficaram no banco ou na bancada ou nem tiveram lugar no avião para a Grécia. De caminho, mandou às malvas o "projecto europeu" de Vieira, que ontem viu voar pelo menos 38 milhões de euros a que teria acesso só por disputar a Champions.

 

2

Para nós, sportinguistas, nada disto é novidade. Jesus passou três anos no Sporting a torrar dinheiro e queimar jogadores. Para vencer apenas um título: a Taça da Liga 2018, logo revalidada no ano seguinte por Marcel Keizer, técnico incomparavelmente mais barato.

Não há volta a dar: o balanço de Jorge Jesus no Sporting é negativo. Sobretudo no menosprezo que revelou por jovens jogadores. Em três anos, lançou com regularidade na equipa principal apenas dois: Gelson Martins e Rúben Semedo. Daniel Podence estava em vias de se tornar no terceiro nas vésperas do assalto a Alcochete. Muito pouco, para honrar a matriz formadora do nosso clube. 

A verdade é que Jesus deixou pelo caminho ou empurrou para a borda do prato jogadores como Ricardo Esgaio, João Palhinha, Matheus Pereira, Iuri Medeiros, Francisco Geraldes, Gelson Dala, Domingos Duarte, Ryan Gauld, Carlos Mané e Merih Demiral. Quase toda uma geração da formação leonina desprezada pelo "mestre da táctica". Vários deles não tiveram sequer oportunidade de jogar um só minuto sob a sua orientação na equipa principal. Teriam talvez de nascer "dez vezes", como o neobenfiquista chegou a dizer noutro contexto.


3
Agrada-me saber que esta aversão pelos miúdos oriundos da Academia parece ser coisa do passado. Confio em jovens como Luís Maximiano, Jovane Cabral, Eduardo Quaresma, Nuno Mendes e Joelson Fernandes como futuras figuras da selecção nacional. Aliás já com reflexos na mais recente convocatória para a selecção sub-21, em que o Sporting foi de longe o clube mais representado.

Quero ver estes - e outros, como Daniel Bragança, Matheus Nunes, Tiago Tomás e Gonçalo Inácio - com oportunidades reais, sabendo-se que o futuro começa a ser construído hoje e estes anos são decisivos para lançar carreiras. Faço votos para que esta geração de jovens jogadores consiga singrar de verde e branco, ao contrário da geração precedente.

Basta encontrarem o treinador certo, que aposte neles. Ou seja: que proceda exactamente ao contrário do que fez Jesus.

Uma treta

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A crise aperta? Afinal parece que não. Pelo menos para alguns. 

 

O Benfica saca por 24 milhões de euros um jogador uruguaio da segunda liga espanhola, com um arrepiante historial de lesões e apenas 20 golos marcados em competições oficiais seniores. Uma espécie de Cavani dos pequeninos. É quanto basta para se tornar de imediato o jogador mais caro do futebol português e a quantia envolvida constituir recorde absoluto na segunda divisão do país vizinho.

 

Entretanto um jogador de segunda linha do Porto acaba de rumar ao Wolverhampton. Currículo do rapaz? Anotem estes números impressionantes: jogou uma vez como titular na Liga, tem um golo marcado no campeonato e menos de 800 minutos ao serviço da equipa principal. "Argumentos" que bastaram para que "o clube mais português de Inglaterra" abrisse generosamente os cordões à bolsa, libertando 40 milhões de euros para os depauperados cofres do FC Porto. O que torna o rapaz no terceiro sub-18 mais caro do futebol mundial, ultrapassado apenas por duas contratações do Real Madrid.

 

Verbas astronómicas como estas, em tempos de severa contracção das receitas financeiras a nível mundial devido às incertezas da pandemia, deviam ser rastreadas como o novo coronavírus. Investigadas até ao último cêntimo.

Mas sou capaz de apostar que isso não vai acontecer. Conclusão: o chamado fair play financeiro no futebol continua a ser uma treta.

O Benfica pode ajoelhar

Texto de Rautha

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1

Percebo o alarido à volta do Benfica, de Jesus e dos milhões que se falam há dois meses.

Mas continuo a ver a mesma equipa que fez "meia dúzia de pontos" pós-paragem Covid-19, salvo um defesa central de qualidade e uma Cebolinha.

Cavanis, milhões para gastar, mas, objectivamente, estão na mesma. Com um treinador que conhece os cantos à casa mas a quem ainda não deram os "mundos e fundos" que pede sempre.

Agora é um Suárez, mas não é o Suárez. É um uruguaio mas não é um Cavani, embora pareça que vem a peso de ouro da segunda divisão espanhola.

O tal nome sonante tarda em aparecer. E Jesus pouco demora a ficar enervado. E quando Jesus se enerva... David Luiz acaba a lateral esquerdo.

Mas Jesus sabe "como o Benfica ganha", dizia ele no primeiro mês no Sporting. Acredito que saiba. E LFV também.

Acredito que o Benfica continue forte. Poderá até vir a ser a melhor equipa do campeonato. Mas também pode "ajoelhar" em alguns campos. E perder tudo ao "otxenta y otxo".

Porque Pizzi, Gabriel e André Almeida, os supostos "carrascos" de Vitória e Lage, continuam lá. E o campeonato português parece, para já, mais equilibrado. Pelo menos em contratações de qualidade.

 

2

Quanto ao pior inimigo do Sporting:

- O Sporting. Autofágico. A direcção que teima em vender Acuña em saldo. Entre outras pérolas deste mercado;

- Os árbitros (se não vem Cavani, sobra dinheiro... vêm João Pinheiro, Fábio Veríssimo e afins, "limpinho limpinho");

- A ausência de público (inimigo do Sporting e da sustentabilidade do futebol português).

 

O maior amigo do Sporting:

- A ausência de público (menor cobrança durante os jogos, menos apupos, ausência de tochas em cima do guarda-redes).


Acho que é isto.

 

Texto do leitor Rautha, publicado originalmente aqui.

Fechou-se o círculo

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Começámos a época goleados pelo Benfica, a 4 de Agosto de 2019. Trezentos e cinquenta e seis penosos dias depois, encerramos a época também derrotados pelo nosso mais velho rival: esta noite, por 1-2, no estádio da Luz.

Fechou-se o círculo: foi uma das piores temporadas de que há memória. Goleados na Supertaça, eliminados da Taça de Portugal por uma turma do terceiro escalão, eliminados da Taça da Liga pela equipa antes orientada pelo actual técnico do Sporting e hoje afastados do pódio por essa mesma equipa, agora entregue ao adjunto do adjunto.

Dizemos adeus à entrada directa na Liga Europa e aos três milhões de euros a ela associados. Humilhante afastamento em dois tempos: começou terça-feira, no miserável empate a zero em Alvalade com o V. Setúbal. Que já indiciava o naufrágio de hoje.

 

Como aqui escrevi há dois dias: não queremos mais disto, nunca mais.

Prognósticos antes do jogo

Chega ao fim mais um campeonato nacional - para nós, já de triste memória. Começámos a época com Bruno Fernandes, Bas Dost, Mathieu e Raphinha. Terminamos hoje sem nenhum deles. Faltou-nos em talento o que nos sobrou em número de treinadores (Marcel Keizer, Leonel Pontes, Silas e Rúben Amorim).

Conseguiremos uma despedida em grande na Luz, logo à noite, a partir das 21.15?

Faremos melhor do que a triste e lamentável derrota por 0-2, em Alvalade, na partida da primeira volta desta Liga 2019/2020?

Aguardo pelos vossos palpites a partir de agora.

Da absoluta falta de vergonha

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Foto: Manuel de Almeida / Lusa

 

Há cinco anos, Jorge Jesus chegou ao termo da relação contratual que mantinha com o Benfica: a entidade patronal decidiu não lhe renovar o vínculo apesar de se ter sagrado campeão nacional de futebol. Em articulação estreita com Jorge Mendes, empresário do treinador, "ofereceu-lhe" um longínquo desterro no emirado do Catar que culminaria numa hipotética transferência para o PSG - tudo à revelia do técnico, apanhado de surpresa neste fim de linha quando pretendia permanecer na Luz.

Sabe-se o que aconteceu depois. Jesus recusou o emirado e atravessou a Segunda Circular, convidado por Bruno de Carvalho para treinar o Sporting. Vieira, furioso, declarou guerra ao seu "melhor amigo". O treinador e a sua equipa técnica foram impedidos de entrar nas instalações do Seixal para esvaziarem os cacifos com os seus pertences, a fotografia de Jesus no bicampeonato foi de imediato retirada da "megaloja" benfiquista e logo os papagaios tarefeiros (incluindo um fulano que é agora deputado) começaram a denegri-lo serão após serão nas pantalhas onde lhes dão tempo de antena.

Valeu de tudo. Acusaram-no de roubar software do clube em benefício do Sporting, negaram-lhe o pagamento do último salário na Luz e moveram-lhe até um processo-crime exigindo uma inédita indemnização de 14 milhões de euros por supostos prejuízos jamais confirmados, sempre com o incentivo nada desinteressado dos cartilheiros de turno, especialistas em danos reputacionais.

A 7 de Setembro de 2016, em entrevista à TVI, Vieira foi peremptório: «Jorge Jesus não serve para este Benfica.»

 

Pois o indivíduo que há cinco anos colocou os patins a Jorge Jesus e atiçou a matilha contra ele é o mesmo que agora, acossado por uma sucessão de escândalos judiciais e vergado a uma humilhante derrota em recente assembleia geral, vai buscar o treinador ao Rio de Janeiro, como se fosse mordomo dele, e lhe oferece boleia em jacto privado, prontificando-se a pagar pelo menos 25 milhões de euros só para o trazer de volta e prometendo-lhe «o maior investimento da história do Benfica». Ridicularizando o administrador financeiro da SAD benfiquista, que em recentes declarações avisara: «Provavelmente haverá uma travagem em termos de investimento, admito que haja uma redução, este ano investimos cerca de €60 milhões.»

O motivo é só um: daqui a três meses haverá eleições no clube. Vieira, presidente desde 2003 e tendo visto fugir para o FC Porto o segundo campeonato em três anos, está apavorado com a hipótese de ser chumbado nas urnas.

Até onde chega o desespero. E, sobretudo, até onde chega a absoluta falta de vergonha.

Jorge Jesus no Benfica

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Como com quase todos acontecerá, sigo com vários familiares e amigos, além de inúmeros conhecidos, que são adeptos do Benfica. Têm eles agora, no âmbito destas nossas paixões clubísticas, toda a minha solidariedade e carinho. Bem lembro a raiva com que vituperaram o treinador de futebol, sentindo-o e sabendo-o desonrado traidor dos seus elevados sentimentos, no desprezo pelo Benfica que adoram, mas também como incompetente, incapaz de valorizar os recursos do clube, decerto também porque até homem e profissional de comportamentos desviantes, bem como imoral agente  ... Bem lembro a ânsia, ao que me diziam totalmente justificada, de ver o tribunal fazê-lo pagar bem caro as aleivosias que praticara contra o popular clube do qual são adeptos.

E agora, passado nem tanto tempo assim, encontram tal homem a regressar ao clube que é deles, a que tanto se dedicam e amam. E regressa pela "porta grande", como que se em triunfo. O futebol é assunto de rivalidades mas não pode ser estufa de inimizades. Por isso neste estranho e injusto momento os benfiquistas, meus amigos reais, meus familiares, meus conhecidos, e todos os outros, têm a minha sentida, profunda, humanitária, solidariedade ...

Vale tudo

Uma oportuna "fífia" do guarda-redes Helton Leite, ao precioso minuto 13 do jogo que opunha ontem o SLB ao Boavista, quando a equipa visitante dominava a partida na Luz, funcionou como abre-latas para uma folgada vitória encarnada, escancarando uma avenida para as papoilinhas saltitantes.

Acontece que, segundo notícias que não vi desmentidas, este guarda-redes está prestes a assinar pelo Benfica. Neste caso, na linha dos policiais clássicos, já se percebeu quem é o mordomo.

A "chama imensa" por Jesus

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Bruno Lage, que alguns pândegos de fanática militância encarnada há uns meses proclamavam como «novo Mourinho», foi de queixo ao chão no Funchal: duas derrotas consecutivas no campeonato, em casa contra Santa Clara e fora contra o periclitante Marítimo, afastaram o antigo menino prodígio do comando técnico do SLB.

Aliás o malogrado treinador começou por ser afastado da conferência de imprensa posterior ao jogo, dando lugar ao presidente do clube, que com suprema hipocrisia fez de porta-voz do técnico, proclamando que este assalariado é que tomara a iniciativa de cessar funções. Assim, em vez de «Vieira demite Lage», como de facto aconteceu, o título noticioso passou a ser «Vieira aceita demissão de Lage». Não concebo forma mais cobarde de gerir um clube: eis o futebol a imitar o pior da política.

É caso para dizer que foi literalmente corrido a pontapé: negam-lhe, por esta via, o direito à indemnização a que tinha direito por contrato renovado apenas há sete meses e chegam ao ponto de lhe negarem até o direito à palavra. Mais uma página vergonhosa no futebol do Benfica, que acaba de correr com o segundo treinador em ano e meio: espero que mereça o repúdio da associação profissional do sector.

 

Jorge Jesus - garante a imprensa da especialidade - é o preferido do ainda presidente benfiquista, que lhe terá dito de Lisboa para o Rio de Janeiro: «Anda-te embora e depois falamos».

É conhecido o carinho que ambos dedicam um ao outro, ao ponto de Jesus, há cerca de um ano, ter chamado «meu presidente» a Vieira numa sessão pública. Para que ficasse devidamente registado.

Longínquos são já os tempos em que ele e a sua equipa técnica custaram 25 milhões de euros em três épocas no Sporting que se saldaram pela conquista de uma Taça da Liga - a mais cara do futebol português. Aliás ele nunca escondeu por que motivo trocou a Luz por Alvalade, em 2015: «Mudei, porque fui obrigado.»

 

E se ele acabar mesmo por regressar ao SLB? Devemos ter receio de enfrentá-lo como adversário? São questões que deixo à consideração dos leitores. Responda quem quiser.

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