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És a nossa Fé!

Revista de imprensa

 

Observador: «Benfica já foi notificado: SAD acusada de 30 crimes.»

 

Expresso: «E-toupeira: oficial de justiça foi pago com acesso ao anel VIP do Benfica.»

 

Record: «SAD encarnada responde por dois crimes e Paulo Gonçalves por 79.»

 

Rádio Renascença: «Conselho de Disciplina da FPF abre inquérito disciplinar ao Benfica.»

 

Jornal de Notícias: «Ministério Público quer Benfica fora das competições.»

 

TSF: «Benfica arrisca ser afastado das competições entre seis meses e três anos.»

 

Correio da Manhã: «Troca de 'mails' liga Luís Filipe Vieira à corrupção.»

 

A ditadura financeira

Foi ontem sorteada a composição dos grupos na liga dos campeões. Este ano com prémios de entrada verdadeiramente apetecíveis. A Uefa mostrou finalmente a sua vontade. E esta resume-se a fazer tudo para criar uma pequena elite de 30-40 clubes europeus e garantir que sejam sempre estes a estar presentes na fase de grupos da liga milionária. Esta opção apenas se baseia no factor financeiro. Com milhares de milhões para distribuir, a Uefa preferiu centrar nestes poucos clubes essa distribuição. É, do ponto de vista empresarial a melhor opção e hoje a Uefa é apenas e só uma empresa que gera milhões de euros através da utilização de um produto que não lhe pertence. Vê se assim obrigada a aumentar os prémios aos clubes que disputam as suas competições. Mas poderia fazê-lo de outra forma, promovendo o desenvolvimento do futebol de formação, algo ligado desde sempre a clubes de média dimensão. Preferiu o caminho financeiro mais fácil. Esta décalage da liga dos campeões em relação à liga europa; apenas por comparação, se o Sporting este ano ganhar a liga europa, arrecada um total de prémios perto dos 20 milhões de euros; vai matar as escolas de formação dos mais diversos clubes. Para quê investir em escolas de futebol, se temos garantido todos os anos, apenas da Uefa, cerca de 100 milhões de euros para juntar a orçamentos já de si estratosféricos? Este aumento exponencial dos prémios de participação na Liga dos campeões foi desenhada na perfeição para os clubes das 5 principais ligas europeias, que já há anos dominam por completo esta competição. Espanhóis, Franceses, Italianos, alemães e ingleses conseguiram o que queriam, a quase exclusividade do acesso às finais desta Liga milionária. Em Portugal, como sempre, cada um olha para o seu umbigo e nada se pensa em conjunto. Este ano Porto e Benfica beneficiaram destes milhões, mas é esperado que o fosso entre a nossa liga e as outras cinco dominantes, venha de facto a aumentar.

Em Portugal, a esta verdadeira tragédia para os clubes, juntámos mais uma grande acendalha, ao não centralizar os direitos televisivos. O Benfica, na sua estratégia de dominar e condicionar os pequenos clubes, pensou que a melhor opção seria estes continuarem como até agora, sem receitas próprias que permitam adquirir os passes de jogadores acima da média e dependentes de clubes como o Benfica. Com a divulgação dos famosos e-mails, pudemos ver que há clubes que fazem pedidos como se estivessem numa loja: precisamos de 2 defesas, 3 médios, dois extremos e um avançado. Embora o contrato efectuado pelo Benfica seja péssimo financeiramente, como muitos benfiquistas o reconhecem, o seu presidente optou por manter reféns os pequenos e médios clubes por troca com um desastre financeiro com um prazo de dez anos. Porto e Sporting viram-se desde logo obrigados também a negociar sozinhos os seus direitos e a meu ver também fizeram um péssimo acordo a longo prazo.

Infelizmente não há uma declaração, uma posição oficial da federação portuguesa de futebol ou da liga. O futebol em Portugal desmorona-se por completo, afundado num caos de suspeições, enfim já são mais que meras suspeições, e dos órgãos oficiais recebemos um silêncio a todos os níveis comprometido.

Numa altura de campanha para a eleição dos órgãos sociais do Sporting, também não se ouviu, a nenhum candidato, uma declaração sobre estes temas tão importantes para o futuro do nosso clube e isso é também sintomático sobre a plena rendição de todos a esta ditadura da Uefa e às práticas abomináveis do Benfica que estão a matar o futebol português.

It’s SAD

SAD do benfica como a mais recente arguida no caso etoupeira, é a notícia mais escondida pela comunicação social. Tornou-se assim como que uma não notícia. Só espero que, daqui a uns tempos, revelação de mails ou de telefonemas não venham a revelar cumplicidades de responsáveis dos órgãos de informação ou chantagens de certos gabinetes criados à pressa, todos eles vocacionados para o silêncio. 

A podridão que esta situação gera é indigna e faz cair por terra todos os apelos para que os agentes desportivos pacifiquem o futebol, deixem as críticas à arbitragem e sejam todos amigos em paz.

A mordaça que é este silêncio é, ela própria, uma declaração de guerra à liberdade de informação, ao direito a ser informado e à verdade desportiva.

Pelos vistos, aos costumes dizemos nada!

É triste, muito triste.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - As bruxas de Salin

Se o futebol é o ópio do povo, um derby em casa das "papoilas saltitantes" é o expoente máximo do género. Nesse transe, quem se deslocou ontem à Luz teve a alucinação de que a baliza do Sporting estava encantada, pois Salin e as suas bruxas da fortuna foram adiando o golo do Benfica até ao limite do coeficiente de medo do treinador leonino, o qual, com mão nula e péZERO nas substituições, acabou por desfazer o feitiço. 

 

De facto, com a entrada de Petrovic (e concomitante saída de Bruno Fernandes), Peseiro pretendeu construir uma torre de Babel, dando o toque a rebate que conduziu ao aquartelamento da equipa leonina no seu próprio meio campo. A partir daí, só houve uma equipa em campo. 

 

O jogo até começou de forma auspiciosa, com José Peseiro a prescindir do mal amado duplo-pivô e Batman, sozinho, a conseguir dar conta do recado, vigiando as movimentações de Gedson. Pelo meio, ainda tinha tempo para petiscar um(a) Pizzi. Marcus "Muttley" Acuña, numa posição interior, assegurava ligação e sarcasticamente colocava a bola no chão, já previamente limpa na batalha das "máquinas voadoras" do centro do terreno e Bruno Fernandes procurava fazer a diferença. Nas alas, Raphinha dava velocidade e Nani alardeava classe. Montero, isolado na frente, procurava manter-se de pé, tentando spbreviver, nem sempre com sucesso, às sucessivas infrações de Ruben Dias. Os centrais, Coates e André Pinto (que substituiu o lesionado Mathieu), pareciam concentrados e os laterais, mais contidos, negavam a profundidade ao adversário.

 

Com Salin a negar tudo, o Sporting foi ganhando confiança e crescendo no jogo. No entanto, faltava sempre uma melhor definição no último passe. Bruno Fernandes, irreconhecível, definia sempre mal, como foi o caso da última jogada da primeira parte quando, com um mau passe, desperdiçou uma jogada de ataque em que a superioridade da equipa leonina era de três para um. 

 

A toada manteve-se na segunda parte. O Benfica, mais incisivo, era mais perigoso, mas Salin, uma e outra vez, ia adiando o inevitável. Até que Bruno Fernandes, num centro raso da direita do seu ataque, encontrou Montero na área e Ruben Dias aplicou-lhe uma chave de pernas. A precisar de reforçar o seu ecletismo, com um golpe de judo excepcionalmente não ignorado pelo olhar de Luís Godinho, a equipa encarnada dava aos seu adversário a possibilidade de se adiantar no marcador. Sem Bas Dost em campo, para surpresa de muitos, foi Nani (e não Bruno Fernandes) chamado a marcar a penalidade e não perdoou.

 

A partir daí, só deu Benfica. Peseiro trocou Bruno por Petrovic e iniciou a marcha-atrás. Mais tarde, ainda viria a chamar Bruno Gaspar, mandando Raphinha para o banho, para além da inócua substituição de Montero por Castaignos. Depois de muita pressão, Jefferson abriu uma auto-estrada pela esquerda da nossa defesa que permitiu a Rafa centrar à vontade. Os nossos centrais esperaram no meio a entrada de Seferovic, mas Ristovski não fechou bem por dentro (aspecto onde Piccini era muito forte) e, num vôo apardalado de costas, deu azo à entrada do jovem João Félix, que não falhou. Golo do Benfica e vitória da Formação ... do Benfica. 

 

Empate lisonjeiro para o Sporting, mas muito importante numa fase em que se procura recuperar a confiança. Nas nossas cores, Salin (magnífico), Coates e Battaglia foram os melhores. À terceira jornada, continuamos imbatíveis. E lideramos o campeonato. O caminho faz-se caminhando.

 

Tenor "Tudo ao molho...": Romain Salin (extraordinário!!!)

salinbenficasporting.jpg

 

 

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Do empate alcançado na Luz. O resultado foi o mesmo que na época passada (1-1), mas a exibição foi superior. Isto apesar de só contarmos, no onze titular, com quatro jogadores que defrontaram fora de casa o Benfica no campeonato 2017/2018: Coates, Battaglia, Acuña e Bruno Fernandes. Três dos titulares de ontem eram suplentes há um ano: Salin, Ristovski e André Pinto. Estamos na frente, neste momento com vantagem directa sobre os encarnados, e mais um ponto do que o FC Porto, que esta noite foi vergado no Dragão (2-3) contra o V. Guimarães.

 

De Salin. De longe o melhor em campo nesta sua estreia em clássicos do futebol português. Actuação superlativa do guarda-redes francês, que assinou seguramente uma das mais conseguidas exibições da sua carreira. Valeu-nos o ponto alcançado na Luz, seguramente, com enormes defesas aos 6' (a cabeceamento de Rúben Dias), aos 20' (novamente R. Dias), aos 21' (Cervi), aos 52' (Pizzi), 70', 72' e 90'+6. Não restam dúvidas: agarrou a titularidade.

 

De Nani. Um verdadeiro capitão em campo. Comandando o nosso ataque organizado, muito envolvido no jogo, evidenciando notável maturidade técnica e táctica. Evidenciou-se logo aos 6', com um cruzamento que quase proporcionou golo a Montero. Também participou na manobra defensiva, sem nunca se poupar a esforços. E cobrou de forma exemplar a grande penalidade, aos 64', sem se atemorizar com as vaias no estádio: foi a primeira vez que marcou ao Benfica na sua carreira, que já vai longa. Leva três golos já marcados em dois jogos.

 

De Battaglia.  Um autêntico carregador de piano, que tomou muito bem conta de toda a zona que lhe estava confiada enquanto médio de contenção: por ele raras vezes os adversários passaram e praticamente anulou Gedson, suposta nova estrela encarnada. Não se limitou a conter o caudal ofensivo do SLB: aos 34', fez um dos melhores passes longos do desafio, em fase de construção ofensiva, ao colocar a bola em Raphinha a mais de 30 metros de distância. Um passe que merecia melhor desfecho.

 

Da organização leonina. Entrámos em campo sem temor, de forma desenvolta e com o onze compacto e bem organizado. Podíamos ter marcado logo aos 6' (por Montero) e aos 10' (num disparo de Acuña que quase rasou o poste). Com Raphinha no onze inicial, procurando esticar o jogo, nem sempre com sucesso.

 

Do árbitro Luís Godinho.  É preciso coragem para assinalar uma grande penalidade no estádio da Luz - e ainda por cima favorável ao Sporting, concorrente directo da equipa da casa. O juiz da partida teve esse desassombro, ao apitar para a marca de penálti, aos 61', por indiscutível derrube de Montero por Rúben Dias. Outros, no lugar dele, teriam feito vista grossa.

 

Do nosso desempenho até agora. Três jogos, dois dos quais disputados fora, com duas vitórias e um empate (na Luz). Seis golos marcados, três sofridos. Em igualdade pontual com SLB e com um ponto mais do que o FCP. Contrariando todos os profetas da desgraça, que tinham vaticinado cataclismos para este nosso arranque de campeonato já sem a dupla Carvalho-Jesus. Ultrapassámos esta fase muito complicada sem derrotas. Agora segue-se o Feirense em Alvalade, a 1 de Setembro.

 

 

Não gostei

 

Das lesões de Bas Dost e Mathieu. Dois elementos nucleares do onze titular leonino não puderam alinhar neste dérbi por impedimento físico. O holandês, na sequência de um problema muscular que já vinha da semana anterior. O francês sentiu-se incapacitado na véspera do jogo. Mas tiveram substitutos à altura. Montero, embora ainda com défice enquanto artilheiro, ocupou bem o espaço habitualmente confiado ao nosso homem-golo: foi ele a arrancar o penálti que nos permitiu o golo. André Pinto, pelo seu lado, também não comprometeu, fazendo boa parceria com Coates no eixo da defesa.

 

Das falhas de marcação nas bolas paradas defensivas. Anulámos o Benfica na maior parte do tempo, mas alguma desatenção poder-nos-ia ter saído cara nestes lances específicos. Um aspecto a rever em jornadas futuras.

 

Do golo sofrido. Só aos 86' o Benfica conseguiu empatar, com um golo de cabeça de João Félix, num lance corrido com responsabilidades para Jefferson, incapaz de anular a acção ofensiva de Rafa, autor do centro, e para Ristovski, que falhou a marcação directa: o ex-júnior benfiquista pôde cabecear sem hipóteses para defesa de Salin.

 

De Bruno Fernandes. Já tinha sido uma sombra de si próprio no jogo anterior, frente ao V. Setúbal. Voltou a revelar fraco rendimento pela segunda partida consecutiva, sem a influência a que nos habituou noutros desafios. Abandonou o campo aos 79', trocado por Petrovic. Para ele, voltou a ser dia não.

 

Da ausência de Jovane.  O jovem caboverdiano esteve muito bem nas duas jornadas iniciais, conseguindo desequilíbrios e revelando-se fundamental para virar os jogos. Merecia que Peseiro tivesse confiado nele também para actuar na Luz.

 

Dos petardos que rebentaram junto à baliza leonina. Uma vez mais, imperou a falta de desportivismo das ilegais claques lampiânicas, baptizadas de "grupos organizados de adeptos". Merecem punição exemplar.

Hoje giro eu - Realidade ou ficção?

Petit, antigo jogador do Benfica, diz que existe um fosso entre a qualidade do Sporting e a da equipa encarnada. Para nós, adeptos do Sporting, o único fosso que existe é o que separa os adeptos dos jogadores e as bancadas do terreno de jogo, no nosso Estádio de Alvalade. Os jogos resolvem-se no relvado, não no bate-boca, arte em que o outrora (?) sarrafeiro Petit nem é especialmente forte, visto não poder utilizar mãos, cotovelos ou pés. Acho bem que ninguém ligado directa ou indirectamente ao Sporting reaja a este tipo de declarações. Deveremos mantermo-nos concentrados. Nesse sentido, afirmações como as do antigo médio benfiquista deveriam ser afixadas no balneário leonino e servir de motivação para que a superação nos guie à tão necessária vitória.

 

Há que acreditar. É que uma coisa é a realidade, outra é a percepção da mesma. O que nos enfraquece, o que nos fragiliza é a percepção que temos dessa realidade. É comum ouvir-se e ler-se que o Sporting está mais fraco que os rivais. Por vezes, o próprio discurso interno, Sousa Cintra não incluído, não ajuda a contrariar isso. No entanto, o Sporting e Benfica tiveram semelhante número de jogadores no último mundial: Coates, Bruno Fernandes e Acuña actuaram pelos leões, Ruben Dias (não utilizado), Seferovic, Zivkovic e Sálvio pelas águias. O Sporting tem maior número de jogadores internacionais A no seu plantel (17) do que o Benfica (14), representando selecções como as de Itália, Uruguai, Portugal, Argentina, Colômbia, Brasil, França, Croácia, Holanda, Sérvia, Macedónia, Ghana, Mali, Cabo Verde ou Costa do Marfim (leões) ou Brasil, Sérvia, Portugal, Suiça, Argentina, Grécia, Nigéria, Chile ou EUA (águias) e, tudo somado, maior número de internacionalizações A (340 da equipa leonina contra 235 do rival). Por isso...

 

P.S.1: Rui Jorge Rêgo fez uma proposta de "pêlo na venta", por ser ousada e arrojada (o que já estavam para aí a pensar?), de convidar os restantes candidatos eleitorais a estarem presentes, com ele, na Luz, a fim de, em conjunto, apoiarem a equipa (na bancada, bem entendido). Parece ter caído em "saco rôto". É pena, o ideário deste candidato pode não ser por aí além (os sócios decidirão), mas esta ideia era boa.

P.S.2: Antes um GUDelj que um BADelj! (roubada ao meu amigo Carlos)

 

 

Hoje giro eu - Uma Luz ao fundo do túnel

No próximo Sábado, o Sporting desloca-se ao Estádio da Luz. Há que aproveitar esta oportunidade. Parece caída do Céu e deve ser vista como tal: divina. Não é o tempo de nos queixarmos do antigo presidente, dos jogadores que rescindiram, dos reforços que não chegaram, do momento eleitoral, et caetera e tal. Um ser do Sporting não se resigna, não se invade de bonomias, não se desculpa antecipadamente, nunca entra para perder. 

 

Ao contrário do que se diz, num clube desta grandeza, há todas as razões para que uma eventual derrota nos afecte. O futebol é o circo romano dos nossos dias e sem drama não há circo. Se perder, seja em que circunstância for, se tornar natural para sócios e adeptos, então, meus caros, talvez tenhamos de rever todo o conceito do clube. É que eu ainda sou do tempo em que, antes do início das partidas, já sabíamos que íamos ganhar e a única discussão em aberto era por quantos. Depois, habituados que estavamos a ganhar, fomos descobrindo que perder não nos incomodava demasiado. O início de uma era negra e de um mal sentir Sporting que perdura há cerca de 30 anos, nos vem matando a alma, enfraquecendo o espírito e semeando a dúvida, e que urge encerrar. Porque não se confunda saber perder com deixar de saber como ganhar. Por isso, pare a desolação e a autocomiseração, que vamos à Luz para vencer.

 

Nada sarará mais feridas, "alimentará" mais o ego do adepto, unirá e reconstruirá do que uma vitória no campo do Benfica. Só ela nos trará a paz e a tranquilidade de que precisamos neste momento difícil. Por ela, temos de sacrificar a habitual forma como encaramos estes jogos. Cheia de justificações que ninguém pediu, de chavões matemáticos que não motivam, quando não mesmo desmotivam. Quis o destino, com ironia, que o nosso arqui-rival Benfica, a nossa némesis, seja também o veículo da nossa redenção, num "yin" e "yang" cósmico em que as energias desta vez nos terão de favorecer. A união não se pede, conquista-se. Que a Comissão de Gestão, treinador, jogadores e restante "staff" o tenham bem presente no Sábado. Vamos a eles! Aí leões!!!   

 

Hoje giro eu - Que a bola comece a rolar

Arranca o campeonato, temporada 2018/19, e com ele a análise aos principais favoritos:

  1. O Porto é uma nação, cujos alicerces estão assentes nas chuteiras dos jogadores de futebol do clube mais representativo da cidade. De pitões de alumínio, que até ao pescoço é canela e a alma portista voltou a ser a cola que une as peças todas. Como tal, parte à frente;
  2. No Benfica, Rui Vitória é o Arquimedes do futebol português. Versão melhorada. A sua máxima é "dêem-me três pontos de apoio (um pode não ser suficiente) e eu levantarei o `caneco`". A ter sempre em atenção, mesmo com o VAR;
  3. O Sporting parte como `underdog`. Poderá vir a melhorar com o decurso da competição, mas precisa ultrapassar o "complexo de vira-lata", como um dia classificou o genial Nelson Rodrigues a actuação do escrete brasileiro nas Copas do Mundo até 1958. Mais do que "ladrar", é preciso começar a "morder";
  4. Debaixo de água, no que toca à luta pelo título, mas ainda assim a respirar por um(a) Palhinha está o outro Sporting. O de Braga. A verdadeira razão pela qual o Sporting desistiu da sua equipa B. Abel, Ricardo Esgaio, Wilson Eduardo e... Palhinha estão aí para o provar.

Os prognósticos passaram ao lado

Era de prever. Ninguém vaticinou o medíocre zero-zero final no dérbi lisboeta de sábado à noite. Chegou a haver até previsões de goleada, por parte dos mais optimistas, mas infelizmente confirmou-se a tradição: este Sporting 2017/18 foi incapaz de ganhar ao SLB, ao Porto ou ao Braga para o campeonato.

Não sei qual é a vossa opinião. Eu fico chateado. Muito.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da nossa subida ao segundo lugar no campeonato. Consequência do empate 0-0 desta noite em Alvalade, frente ao Benfica. Num jogo em que a equipa visitante foi superior, sobretudo pelo que fez na primeira parte, quando teve três oportunidades soberanas de golo. Os encarnados precisavam de marcar pelo menos um golo para manterem o segundo posto: não conseguiram.

 

De Rui Patrício. O melhor jogador em campo, com uma excelente exibição - mais uma. Impediu golos aos 38' (a remate de Grimaldo), aos 43' (Samaris) e aos 44' (Pizzi). Devemos-lhe o ponto conquistado esta noite e a subida ao segundo lugar. Teve ainda a sorte de ver Rafa, aos 8', atirar a bola ao poste. O melhor guarda-redes português continua a ser um talismã do Sporting.

 

De Fábio Coentrão. Entrega total ao jogo, sem desistir de um lance. Controlou o seu corredor defensivo e subiu várias vezes com perigo. Numa dessas subidas, aos 40', podia ter marcado de cabeça: a bola passou ligeiramente ao lado. Recebeu merecida ovação ao ser substituído por Lumor, a poucos minutos do fim.

 

Da meia hora final.  Único período do jogo em que conseguimos equilibrar a partida frente aos encarnados. Mesmo assim, o guarda-redes Bruno Varela não chegou a fazer uma defesa digna desse nome.

 

De termos chegado ao fim invictos em casa. Nem uma derrota nestes 17 desafios disputados no nosso estádio. E apenas quatro golos sofridos em Alvalade na Liga 2017/18. Números positivos, que em muito contrastam com a nossa prestação fora de portas.

 

Do apoio dos adeptos.  Éramos 49.339 presentes nas bancadas de Alvalade - pelo menos 45 mil a torcer pelo Sporting. Ninguém pode queixar-se de falta de incentivo.

 

 

Não gostei

 

Da superioridade táctica do SLB. Mesmo sem Jonas, que só entrou a dez minutos do fim, Rui Vitória conseguiu imprimir maior acutîlância à sua equipa, que dominou o jogo no flanco esquerdo e em parte no corredor central. Jesus manteve Acuña no banco até ao minuto 62 e apostou em três jogadores recém-chegados de longas lesões e que estiveram muito abaixo daquilo a que nos habituaram: Mathieu, Piccini e William. Os dois últimos, sobretudo, com erros posicionais que podiam ter-nos custado muito caros. O italiano foi sucessivas vezes batido por Rafa em velocidade, enquanto o internacional português abria crateras no nosso meio-campo defensivo por onde os adversários se infiltravam.

 

De ver Bas Dost falhar na nossa única oportunidade clara de golo. Decorria o último minuto do tempo extra da primeira parte quando o artilheiro holandês, após uma boa recuperação de bola, encontra o guardião benfiquista pela frente e em vez de rematar decide lateralizar. Asneira evidente. E quase imperdoável num ponta-de-lança.

 

Das tochas lançadas para o relvado por um bando de imbecis. Elementos alegadamente pertencentes à Juve Leo decidiram brindar Rui Patrício com diversos engenhos incendiários, logo no primeiro minuto, forçando o árbitro a suspender a partida. Um gesto totalmente reprovável e que devia ser alvo de duras sanções internas por parte da estrutura leonina. Agravado por ter como destinatário o nosso guarda-redes. Que tem mais anos de Sporting do que alguns desses meninos irresponsáveis têm de vida.

 

Do desempenho do árbitro. Carlos Xistra permitiu jogo faltoso e até violento dos benfiquistas, deixando passar sem cartão uma entrada agressiva de Pizzi a Bryan Ruiz logo aos 14' e uma cotovelada de Rúben Dias na cara de Gelson Martins, aos 85' - esta última sem qualquer sanção. Também fez vista grossa a penáltis cometidos pelo mesmo Rúben: aos 15', sobre Mathieu, e aos 57', sobre Dost. Arbitragem para esquecer.

 

De pressentir que esta foi a última partida em Alvalade de alguns jogadores. Fábio Coentrão (muito aplaudido), Bryan Ruiz, William Carvalho e Rui Patrício, provavelmente, estarão quase a ser transferidos do Sporting. Teremos certamente saudades deles. Ainda espero, no entanto, que o melhor guarda-redes do Euro 2016 possa permanecer em Alvalade.

 

De chegarmos ao fim do campeonato sem termos ganho um clássico. Dois empates com o Benfica, um empate e uma derrota com o FC Porto. E também fomos incapazes de vencer o Braga. Tudo isto dá que pensar.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - O Comunicado

As equipas entram no relvado e Jorge Jesus já está no banco, de calculadora na mão. Ao seu lado, Bruno Carvalho sabe que está proibido de emitir sinais de fumo (pois não está na Tribuna). Os jogadores do Sporting iniciam a redacção de um Comunicado, com o fogo de artifício lançado pelas claques como pano de fundo.

 

O Benfica toma a iniciativa e Rui Patrício mostra que comunica bem com os postes. A vítima desta vez é Rafa. Bryan Ruiz escreve um bom primeiro parágrafo, Mathieu tenta complementá-lo e Ruben Dias impede-o, agarrando-o, mas Carlos Xistra acaba por rasurar tudo. Jesus diz que foi uma "chave, um termo de luta técnica(!)", ficando o público sem entender se estaria a falar grego, romano ou mesmo greco-romano. O que o público também não vai percebendo é quem é o trinco e quem é o "box-to-box" da equipa leonina. Aparentemente, JJ tentou confundir Rui Vitória, mas acaba por estar a confundir só os adeptos do Sporting com as suas ideias "fora da caixa"...

 

Piccini anda às aranhas com Rafa, Grimaldo e o "Zokovic", ou lá o que é, a entrarem pelo seu corredor e o ex-bracarense volta a testar a confiança de São Patrício nos ferros. Rui, que ainda toca na bola, agora fala com o direito, antes tinha sido com o esquerdo. O Sporting reage, numa ideia de Bruno Fernandes que Coentrão não consegue finalizar eficazmente. Depois, é Bas Dost que tem aquela que o treinador leonino diz que é a melhor oportunidade de golo. Sai-lhe a roleta e, quase a alinhavar os 3 pontos do Comunicado, pára e pede a Gelson para o terminar. Um jogador do Benfica, com mais "canetas", intromete-se e não lho permite. Pelo meio, Patrício (sempre ele) impede, por duas vezes, os benfiquistas de saírem à frente no marcador.

 

Intervalo para café ("Coffee-Break") e os atletas abandonam a "sala de espectáculos" por momentos. Ansiosos, os espectadores aguardam por novidades, divididos entre os que verificam o funcionamento do seu pacemaker e os que se fazem munir de um desfibrilador, o equipamento electrónico que substituiu o telemóvel no reino do leão. É que não há Facebook ou Instagram que (não) valham uma boa descarga...

 

Recomeça a segunda parte. Há fumo negro e cabos soltos no relvado ou cabos negros e fumos soltos no relvado, tanto faz, pormenores que por alguns minutos atrapalham a comunicação. Mormente após a substituição de William por Acuña, e consequente passagem de Ruiz para o meio, finalmente o Sporting estabiliza as posições no meio campo. Batman emerge como o médio mais recuado e começa a dominar as investidas adversárias. O vigilante de Alvalade City recupera inúmeras bolas e a equipa parece readquirir a sua confiança. O Benfica ainda lança Sálvio e este dá a Jimenez a oportunidade de decidir o jogo, mas o mexicano não a remata da melhor maneira. Bruno Fernandes tem uma boa ideia e transmite-a a Dost, mas Ruben Dias, uma vez mais, põe-lhe a mão em cima e não o deixa escrever. Xistra nada diz e o vídeo-árbitro já deverá estar a jantar. Bryan Ruiz ainda propõe redigir algo, mas infelizmente da cabeça do costa-riquenho não saem melhores ideias do que aquelas que já conhecíamos que produz com os pés. Pelo menos nos jogos com o Benfica.

 

O jogo termina e o Comunicado é uma folha em branco. À saída, um amigo diz-me que o Benfica tem melhores jogadores. Confronto-o, pedindo-lhe para enumerar qual é o jogador dos 5 de trás que joga numa selecção (para além daqueles, do meio campo para a frente que jogam nas "potências" Sérvia, Grécia e México e dos portugueses que são suplentes do suplente da "equipa de todos nós"...). Acrescento que no Sporting, agora que Battaglia está nos planos de Sanpaoli, só Piccini não é chamado às selecções. O meu amigo acaba por anuir.

Jorge Jesus e Ruben Dias são as grandes figuras da época, conseguindo passar entre os "pingos da chuva": o treinador leonino, porque está há sete jogos para o campeonato sem vencer um "grande" e mantém a sua áurea - é o que se chama "comunicar bem"; o benfiquista, porque consegue fazer toda uma panóplia de faltas sem que os árbitros o sancionem. Deve ser a isto que a Comunicação encarnada se refere quando fala de "campeonato sujo"...

 

Tenor "Tudo ao molho...": Rui Patrício

sportingbenfica.jpg

 

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  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D