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És a nossa Fé!

Pódio: Pedro, Nuno S., João Mário, Palhinha

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Benfica-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Pedro Gonçalves: 20

Nuno Santos: 17

João Mário: 15

Palhinha: 15

Nuno Mendes: 15

Paulinho: 15

Adán: 13

Coates: 13

Jovane: 12

João Pereira: 11

Gonçalo Inácio: 11

Matheus Nunes: 11

Daniel Bragança: 10

Matheus Reis: 9

 

Os três jornais elegeram Pedro Gonçalves como melhor jogador em campo.

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

Da nossa primeira parte. Entrámos a pressionar, mas com incompreensíveis falhas posicionais. Sobretudo na linha defensiva do meio-campo, onde se abriam crateras entre Daniel Bragança e Matheus Nunes - ontem titulares em vez de João Mário e Palhinha - e entre estes dois jogadores e o trio de centrais. O Benfica explorou inteligentemente estes espaços vazios lançando ataques demolidores que produziram estragos. À meia hora de jogo, já perdíamos 0-2. Ao intervalo, perdíamos 1-3. Com o nosso golo surgido mesmo ao cair do pano.

 

De termos perdido este clássico. Este jogo entre os mais históricos rivais do futebol português pôs fim ao nosso mais longo ciclo enquanto equipa invicta: 32 jornadas sem um só desaire em campo. Precisamente desde o anterior Benfica-Sporting, ocorrido na última ronda da época anterior. Estivemos quase uma temporada inteira sem conhecer o sabor da derrota. 

 

Do onze montado por Rúben Amorim. Incompreensíveis, tantas mudanças - salvaguardando situações internas de que nós, adeptos, não temos conhecimento. Vendo de fora, faria muito mais sentido compensar as ausências de Porro (por fadiga muscular) e Feddal (por castigo) com uma linha de centrais composta por Luís Neto, Coates e Gonçalo Inácio (este devolvido ao lado esquerdo do terreno, que é a sua posição natural) em vez de insistir em Gonçalo pela direita e iniciar a partida com Matheus Reis, lateral de raiz, como central mais à esquerda. E, claro, incluir Palhinha e João Mário no onze - como aliás viria a acontecer na segunda parte, quando o técnico rectificou o erro, quase conseguindo virar o jogo. Com 45 minutos de atraso.

 

De Daniel Bragança. Tem bom toque de bola e é exímio no passe a meio do terreno. Mas falta-lhe intensidade e arcaboiço físico para enfrentar com sucesso uma equipa em contra-ataque rápido, como ontem se viu. Foi bem substituído ao intervalo.

 

De Matheus Nunes. É um médio com características ofensivas cujo sucesso está muito dependente de uma boa articulação com um colega como Palhinha, que funciona como tampão no meio-campo defensivo. Chamado ontem a exercer essa função, sem rotinas de jogo com Daniel, não foi bem-sucedido, tendo perdido várias bolas. E cometeu um erro grave, actuando já como ala direito, ao provocar um penálti totalmente desnecessário que acabou por permitir o golo da vitória encarnada aos 50' e ao suíço Seferovic marcar o 20.º nesta Liga, dando-lhe vantagem sobre Pedro Gonçalves (também com 20 golos mas com mais minutos jogados, o que o desfavorece para efeitos de desempate).

 

De Paulinho. É verdade que foi dele a assistência para o segundo golo. Mas ele está lá para os marcar, não para assistir. Sujeito à apertada vigilância de Otamendi, voltou a ficar mais um jogo em branco. Começam a ser de mais para o avançado mais caro da história do Sporting - embora não tão caro como o inútil Darwin que ainda equipou uns minutos de encarnado.

 

De sofrer quatro golos num jogo do campeonato. Nem três tínhamos sofrido numa só partida desta Liga 2020/2021, agora a uma jornada do fim.

 

De estarmos há quase seis anos sem vencer na Luz. O nosso último triunfo lá ocorreu no início da temporada 2015/2016, quando o actual treinador do Benfica orientava a equipa do Sporting. 

 

 

Gostei

 

Da nossa segunda parte. Se só esta valesse, teríamos vencido por 2-1 em vez de termos perdido por 3-4. Amorim rectificou os erros cometidos: trocou João Pereira e Daniel Bragança por Palhinha e João Mário, mais tarde mandou sair Matheus Reis para a entrada de Jovane. O Sporting foi a melhor equipa em campo neste segundo tempo: o jogo terminou com o Benfica a despachar bolas, acantonado no seu reduto defensivo, perante a pressão contínua da nossa equipa. Fica a lição para todos os adeptos que tanto gostam de denegrir João Mário: ele é um elemento indispensável como titular deste Sporting que acaba de se sagrar campeão nacional.

 

De Pedro Gonçalves. Melhor sportinguista em campo - e aquele que mais lutou para inverter a dinâmica ofensiva benfiquista, dando luta aos nossos velhos rivais ao movimentar-se muito bem entre linhas. Se todos tivessem estado ao nível dele, teríamos saído vencedores. Mais dois golos para o seu pecúlio: o primeiro aos 45'+1, após slalom que rompeu a defensiva adversária, disparando com sucesso de pé esquerdo na cara de Helton Leite; o segundo aos 78', convertendo uma grande penalidade que havia sido cometida sobre ele. Esteve a centímetros de marcar um terceiro golo - aos 52', quando rematou com força, fazendo a bola embater no poste.

 

De Nuno Santos. Deu importante contributo para inverter a maré do jogo fazendo canalizar pela sua ala grande parte do nosso caudal ofensivo. Exibição coroada por um golo de difícil execução técnica aos 63', em posição frontal, com assistência de Paulinho. Era o nosso segundo, reduzindo para 2-4 e permitindo discutir o resultado até ao fim.

 

De Nuno Mendes. Fundamental tanto na construção ofensiva, articulando bem com Nuno Santos no seu flanco, como na manobra defensiva. Pena não ter conseguido evitar o primeiro golo do Benfica: bem se esforçou, logo aos 12', já com Adán ausente da baliza, mas sem conseguir. Se há jogador que não merecia a derrota, é ele. 

 

Do cumprimento inicial entre Rúben Amorim e Jorge Jesus. Não houve a tal "guarda de honra" de que tanto se falou, mas houve desportivismo. 

 

De termos visitado a Luz já como campeões nacionais. Não me lembro se alguma vez tinha acontecido. Por mim, voltaria a trocar a vitória num jogo como este pela conquista antecipada do campeonato. Todos os anos, se pudesse ser.

 

Da qualidade do jogo. Sete golos, intenso combate em todo o terreno, resultado incerto e emoção até ao fim. Um verdadeiro clássico - mesmo quando lhe chamam "dérbi" - é mesmo isto. Um verdadeiro hino à modalidade, um cartaz à promoção do futebol. 

Nem isso conseguiram

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Fizeram connosco o jogo da vida deles. Os que iam "arrasar", com reforços de mais de cem milhões de euros, e afinal ficaram em terceiro no campeonato, sem assegurarem sequer a entrada directa na Liga dos Campeões. 

Imaginei até que depois desta vitória tangencial fossem comemorar para o Marquês. Mas não: nem sequer ganharam a "Taça da Segunda Circular". Em casa deles, venceram ontem 4-3. Nós, em Alvalade, tínhamos vencido 1-0 na primeira volta. A diferença de golos é-nos favorável.

Nem isso conseguiram.

Prognósticos antes do jogo

É o último clássico da Liga 2020/2021: joga-se mais logo, a partir das 18 horas, no estádio da Luz. No mesmo palco onde na época passada, a 25 de Julho, perdemos 1-2. Com golo marcado por Sporar, agora emprestado ao Braga.

O contexto, desta vez, é bem diferente. Visitamos o SLB já com o título de campeão nacional garantido. E com a expectativa, mais que legítima, de nos mantermos invictos pela 33.ª jornada consecutiva.

Quais são os vossos prognósticos para este Benfica-Sporting?

Amanhã à tarde na Luz

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Resolvido o essencial, vamos agora ao acessório. Chegar à Luz e demonstrar que somos a melhor equipa da Liga, uma equipa assente na formação e que honra o lema do clube e não um bando de estrangeiros que chegaram ontem pago a peso de ouro. Tudo com um treinador jovem e tremendamente competente e que irá muito longe na carreira.

Na primeira volta viu-se isso: dum lado uma equipa a cumprir um plano até que no final deu certo; do outro uns artistas a fazer pela vida. E como o maestro daquela banda nunca foi nem será responsável de derrota nenhuma, a fava ficou para o desgraçado do alemão que anda a ver-se grego no banco.

 

E vamos à Luz. A última vez que lá estive foi no início de 2018, quando tínhamos tudo para os liquidarmos. Entrámos a ganhar com um golo do Gelson Martins e depois adormecemos e andámos a rezar para que os minutos passassem depressa até que no final lá veio aquilo que tinha mesmo de acontecer: o empate. Um prenúncio daquilo que seria o resto do campeonato, que acabou como todos sabem.

Antes disso também lá estive dois anos antes, quando levei um sobrinho benfiquista e vimos o jogo no meio dos Diabos Vermelhos atrás da baliza onde lhes enfiámos três batatas. Foi complicado engolir os gritos, mas consegui chegar ao fim e sair em paz e sossego.

Curiosamente, fiquei admirado como aquela malta vermelha encaixou a derrota, não deixando de aplaudir a equipa. E sabemos como acabou aquele campeonato.

 

Quanto ao plantel disponível, não vamos poder contar com Feddal, Porro e Tabata, talvez não com TT também.

Imagino então que Amorim convoque os seguintes elementos:

Guarda-redes: Adán e Max.

Defesas Centrais: Neto, Inácio, Quaresma, Matheus Reis e Coates.

Alas: Antunes, Nuno Mendes e João Pereira.

Médios Centro: Palhinha, João Mário, Bragança, Matheus Nunes e Essugo.

Interiores: Pedro Gonçalves, Jovane, Nuno Santos e Plata.

Ponta de lança: Paulinho.

 

Nesta altura do campeonato não há muito para inventar, é mesmo acabar de espremer o limão aproveitando ao máximo as rotinas instituídas. 

Pelo que a minha equipa é a seguinte:

Adán; Neto, Coates e Inácio; J.Pereira, Palhinha, João Mário e Nuno Mendes; Pedro Gonçalves, Paulinho e Nuno Santos.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo para derrotar o rival Benfica.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

PS: No último jogo acertaram o Carlos E. Alves e o Francisco Gonçalves, 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Jorge Jejum

Com a prosápia habitual, que só lhe serve para iludir incautos, prometeu mundos e fundos no seu verdadeiro clube de estimação. Garantiu que iria «arrasar». Jurou que iriam «jogar o triplo» na comparação com as épocas anteriores, conduzidas por Rui Vitória e Bruno Lage, profissionais respeitados e sem vestígios de mitomania. 

O que temos, 27 jornadas depois? Não arrasou coisa nenhuma. Jogou três vezes menos. E perdeu 24 pontos - quase um ponto por cada ronda.

Ontem foi derrotado em casa pelo modesto Gil Vicente (1-2) numa partida em que os seus jogadores não fizeram um só remate enquadrado com a baliza adversária. Em três dos cinco jogos anteriores, tinha vencido contra dez. E se o Braga não tem tropeçado também, empatando 0-0 em Vila do Conde, estaria agora em igualdade pontual com o SLB na Liga.

É Jorge Jejum, fiel à sua imagem de marca. Incompreensivelmente para mim, conta ainda com alguns admiradores no Sporting. Apesar de tudo quanto ficou para trás.

O amigo que vem de Famalicão

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Confesso: já poucas coisas me espantam. Mas fiquei estupefacto ao ler hoje, num dos jornais desportivos, que o actual presidente da SAD do Famalicão está em vias de transitar para o Benfica, para ali desempenhar as funções de director-geral do futebol na próxima época, com início daqui a um par de meses. 

Isto enquanto ainda se desenrola uma competição em que se joga o acesso a milhões de euros provenientes das competições europeias, e perante o aparente alheamento das entidades que deviam fiscalizar a transparência desportiva, em todas as frentes.

Por mera coincidência, esta notícia vem a público na véspera do Sporting-Famalicão.

Se não nos indignamos com uma coisa destas, deixaremos de nos indignar seja com o que for.

 

ADENDA: A maior goleada do SLB na Liga 2020/2021 ocorreu precisamente no Famalicão-Benfica (1-5), a 18 de Setembro. Mera coincidência...

Favores ao Benfica, nem pensar

O Governo já veio esclarecer que não haverá público nas últimas cinco jornadas do campeonato nacional de futebol. Contrariando assim aquilo que o presidente da Liga, Pedro Proença, apressadamente viera declarar mal foram conhecidas as primeiras medidas de suavização do confinamento ainda em vigor.

Por uma vez, concordo com o Governo, que tão mal tem andado em matéria de desporto. Não faria qualquer sentido alterar as regras numa altura crucial da competição, favorecendo claramente um dos quatro clubes que disputam os dois lugares de acesso directo à Liga dos Campeões. Refiro-me ao Benfica, que beneficiaria com a presença de adeptos a puxar pela equipa no estádio da Luz em dois confrontos que poderão decidir a classificação final: o Benfica-FC Porto (que deverá disputar-se a 9 de Maio) e o Benfica-Sporting (previsto para 16 de Maio). Em flagrante contraste com o que sucedeu nos desafios correspondentes da primeira volta, disputados no Dragão e em Alvalade, com as bancadas vazias.

Assim as regras serão iguais para todos. É fundamental para manter a seriedade, a equidade e a transparência na principal competição desportiva em Portugal, garantindo a credibilidade daquilo a que alguns chamam "indústria do futebol". 

Durante meses, em textos vários, aqui defendi o regresso do público aos estádios. Quando as praias estavam cheias, as touradas decorriam com bancadas bem preenchidas e 30 mil espectadores acorriam ao autódromo de Portimão para verem provas motorizadas. Nessa altura os estádios mantiveram-se interditos por decisão governamental.

Paciência, se foi assim até agora será também assim até final. Favores ao Benfica, nem pensar.

0nze de cada lado

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Hoje no canal 11 às 18H00.

Sporting vs. Benfica, as meninas portuguesas enfrentam a legião estrangeira com um roda de bicicleta no peito.

Mais tarde, às 21H00 no mesmo canal, os meninos do Sporting enfrentam os veteranos de Carnide, perdão, de São Domingos de Benfica.

Dois jogos que comentaremos depois, é curioso que Monopólio se escreva de vermelho e branco, será que as notas do monopólio valerão mais que o futebol e o futsal praticados no relvado e no pavilhão?

Mais logo saberemos.

Como uma brincadeira de crianças

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O futebol praticado por crianças é uma brincadeira.

Duas pedras no chão chegam para marcar a baliza ou em casos mais sofisticados, como o da imagem, dois pinos.

Olhemos com atenção, o pino verde com a estrela em cima tem o algarismo um.

O pino vermelho com uma bola (ganhar bola [zero]) em cima tem o algarismo cinco.

Será premonição?

O verde em primeiro com a estrelinha de campeão, o vermelho em quinto a ganhar bola?

Os melhores prognósticos

Desta vez houve sete vencedores, nada menos que isto. Acertaram no resultado do Sporting-Benfica (1-0) e foi quanto bastou.

Como ninguém antecipou o nome do marcador do golo, Matheus Nunes, o primeiro posto ficou preenchido - sem qualquer excepção - pelos sete magníficos.

Eis os seus nomes: CAL, Fernando, Fernando LuísLeão do FundãoManuel ParreiraRicardo RoqueVerde Protector.

Todos estão de parabéns.

O dia seguinte

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O Sporting conquistou ontem uma vitória mais que merecida no dérbi de Lisboa. Um jogo em que foi superior em todos os domínios, distanciando-se do rival na corrida pelo acesso directo à Champions.

Na antevisão do jogo eu dizia que "de qualquer forma o Sporting vai entrar em campo do jeito habitual. Amorim acredita mais na consistência que vem dos treinos do que dos coelhos que saem das cartolas. Já do outro lado, mesmo com Jesus de cama, deve haver alguma surpresa que se correr bem é porque realmente ele é genial; se correr mal, claro, os jogadores são burros e não percebem."

E foi isso mesmo que aconteceu. O Sporting entrou com Matheus Nunes e João Mário a dominar o meio-campo, Nuno Mendes e Porro bem activos nas alas e Tiago Tomás endiabrado no ataque. O Benfica entrou como uma equipa pequena, com a defesa reforçada por mais um central, intenção de ganhar a bola em zonas recuadas e lançar as cavalgadas de Rafa e Darwin Nunes.

O Sporting tinha a lição bem estudada. Castigava os centrais adversários com sucessivos lançamentos em profundidade, e dum deles surgiu o pique e a lesão de Jardel, que forçou ao recuo de Weigl.

 

A primeira parte foi toda nossa e podíamos bem ter ido para o intervalo em vantagem: o Benfica criou perigo por Pizzi uma única vez depois duma perda de bola de Pedro Gonçalves. Na segunda, o Benfica equilibrou até às substituições quando o Sporting recuperou o domínio do jogo com Palhinha, Jovane e Tabata a entrarem muito bem.

E o golo finalmente surgiu de mais um lançamento em profundidade, este tipo rugby, de Coates, que sobrevoa o povoado meio-campo, Tabata atrapalha o tal Weigl, a bola segue para Jovane, que lhe dá um nó cego (quantos milhões é que custou afinal ?) e centra ao segundo poste, Porro passa tranquilamente pelo Nuno Tavares (era este que o Jesus dizia que ia ser o defesa esquerdo da selecção, ou era algum primo?), Odisseas corta como pode, e Matheus Nunes... marca à Yazalde.

A cereja em cima do bolo para o melhor jogador em campo. Que belo lance de ataque. Que golo fabuloso!

 

Mas o que se passou no campo só foi possível pelo que se passou antes fora dele. Num dia marcado pelo fecho da janela de transferências, com toda a instabilidade que isso provoca no plantel, a que se somou a questão CD/Palhinha, Frederico Varandas, Hugo Viana e Rúben Amorim conseguiram realizar um trabalho notável, resolver da melhor forma casos que poderiam causar dano como os de Plata, Sporar e Borja, recuperar via tribunal Palhinha para o jogo sem comprometer a preparação efectuada, moralizar e focalizar o grupo e levá-lo à vitória.

E assim, em pouco mais de duas semanas, ganhámos no campo, em Alvalade e fora dele, com chuva e sem ela, com Unilabs, CDs e Fábios Veríssimos a torpedearem, e sem "colinhos" arbitrais, a Benfica, Porto e Braga. Francamente, não me recordo que isso alguma vez tenha acontecido no passado: é mesmo dia dos ressabiados meterem a viola no saco e largarem de vez o disco da falta de ambição. O Sporting está com mais ambição do que nunca, mas ambição com trabalho, humildade e sem lugar a bazófia. Porque a bazófia, se por si só não perde campeonatos, contribui muito para isso.

Concluindo, o Sporting ganhou mais que merecidamente ao grande rival.

Palco para os artistas. E os artistas estão na foto.

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Do nosso triunfo em casa frente ao velho rival. Derrotámos o Benfica por 1-0 (ao minuto 92, fatal para Jorge Jesus) num jogo que dominámos quase por inteiro. O SLB, com reforços de 100 milhões, foi levado ao tapete por um Sporting que gastou apenas cerca de 14 milhões para formar o plantel desta temporada. Comprovando-se, uma vez mais, que não basta contratar jogadores caros: é preciso haver também quem saiba orientá-los. No início da época, Jesus prometeu "arrasar": afinal a equipa dele é que está arrasada. 

 

De termos terminado um jejum de nove anos. Desde Abril de 2012 (Godinho Lopes era o presidente e Sá Pinto era o treinador) que não vencíamos o Benfica, em casa, para o campeonato. Tinham Nuno Mendes e Tiago Tomás apenas nove anos. Era mais que tempo de pôr fim a isto. E faço desde já votos para que um tão grande período sem derrotarmos as papoilas em Alvalade nunca mais volte a acontecer.

 

De Matheus Nunes. Há males que vêm por bem: a inacreditável sanção disciplinar a Palhinha no jogo anterior, decidida pelo árbitro Fábio Veríssimo, forçou Rúben Amorim a apostar no jovem luso-brasileiro como titular do nosso meio-campo defensivo. Aposta ganha: ele foi o melhor em campo. Não apenas por ter cumprido de modo exemplar a sua primeira missão, segurando muito bem a bola e transportando-a com qualidade e critério, como foi ele a fazer a diferença num espectacular mergulho em zona frontal a aproveitar um mau alívio do guarda-redes Vlachodimos. Assim surgiu o golo solitário que nos consolida no comando da Liga, com 42 pontos - mais nove do que o Benfica. Desde 1951 não havia uma diferença pontual tão grande entre as duas equipas nesta mesma fase do campeonato.

 

De Nuno Mendes. Outra excelente exibição do nosso ala esquerdo, que entrou em 2021 com o mesmo fulgor que já havia evidenciado no final da temporada anterior ao ser lançado por Amorim na equipa principal. Hoje ganhou sucessivos duelos a Gilberto, causou constantes desequilíbrios no seu corredor e aos 44' esteve a centímetros de marcar um golaço num chapéu que Vlachodimos só travou in extremis, em cima da linha da baliza.

 

De Coates. Revela segurança olímpica, controlo absoluto do sector defensivo e natural capacidade de comando junto dos companheiros que o complementam nessa missão, novamente coroada de sucesso. Excelente leitura de jogo, como se comprovou num corte magnífico feito aos 62'. Os números não enganam: o Sporting é - de longe - a defesa menos batida do campeonato, com apenas nove golos sofridos em 16 jogos. O capitão uruguaio é um dos grandes responsáveis por estes números que as outras equipas tanto nos invejam.

 

De Adán. Seguríssimo entre os postes. Atento aos cruzamentos. Antecipou-se sempre aos adversários, reduzindo (por exemplo) Darwin a uma inutilidade em campo. Confere tranquilidade a toda a equipa, até pela sua linguagem gestual. Um dos pilares deste Sporting que cada vez mais sonha com o título de campeão.

 

De Porro. Imprescindível neste onze titular, voltou a fazer a diferença em diversos lances - incluindo o momento decisivo da partida. Grande passe a isolar Tiago Tomás, aos 23'. Uma quase-assistência para Pedro Gonçalves, aos 31'. Autor de um disparo com selo de golo, aos 35', desviado no limite por Otamendi. Cereja em cima do bolo: é ele quem centra no lance que culmina no golo que nos valeu três pontos. Outra partida em grande nível.

 

De Tiago Tomás. Muito combativo, deu sempre imenso trabalho aos três centrais adversários (sistema agora implantado por Jesus no Benfica, copiando o que Amorim trouxe há quase um ano para o Sporting). Com um desvio de cabeça dentro da área, aos 40', ofereceu um golo que Neto desperdiçou. Atacou a profundidade com inegável competência, quase fazendo esquecer-nos que tem apenas 18 anos. 

 

De Rúben Amorim. Menos de um ano depois, já conseguiu silenciar todos os críticos. Até aqueles que não há muito tempo murmuravam que ele era incapaz de vencer as equipas situadas nos cinco primeiros lugares da tabela. Os factos só destas semanas mais recentes falam por si: derrotámos o FC Porto, derrotámos o Braga (duas vezes), derrotámos agora o Benfica, conquistámos a Taça da Liga. E não vamos parar aqui. Já com os críticos caladinhos.

 

De ver o Sporting ainda invicto. Extraordinário: somamos 16 jogos sem perder no campeonato. Estamos há dez jornadas consecutivas no primeiro posto. E continuamos a marcar em todos os jogos desta Liga 2020/2021, que comandamos com brilho e competência. Mérito do treinador e de toda a equipa de trabalho, que revela uma unidade inquebrantável.

 

 

Não gostei
 

 

Do Benfica. Péssimo a atacar, medíocre a defender, sem consistência, sem fio de jogo, sem uma verdadeira oportunidade de golo, estreando neste clássico o sistema de três centrais em que não está rotinado, numa demonstração evidente de temor reverencial pelo Sporting, esta equipa que agora segue em quarto no campeonato abandonou qualquer hipótese de conquistar o título - que agora vê à distância de 14 pontos (nove do Sporting e cinco do FC Porto). No início da época, Jesus tinha prometido aos adeptos jogar "três vezes mais". Mera publicidade enganosa, algo em que o veterano técnico é exímio, como nós infelizmente bem sabemos.

 

De todo o "folhetim" em torno do cartão a Palhinha. O jogador estava fora da convocatória, mas a meio da tarde soube-se que o Tribunal Administrativo Central do Sul autorizara uma providência cautelar que suspendia o efeito do castigo imposto pelo Conselho de Disciplina. Acabou convocado, entrando aos 60' para render João Mário. É um dos jogadores com mais talento do campeonato português, não merecia todo este injustíssimo desgaste em redor do seu nome. 

 

Da ausência de público. Os números trágicos da pandemia não permitem outro cenário senão o actual, mas voltou a ser profundamente triste ver o nosso Estádio José Alvalade palco do maior clássico do futebol português com todas as bancadas vazias. E nós, adeptos, acabámos por fazer a festa como foi possível, confinados mais que nunca, entre as quatro paredes domésticas. Festejo a sério, agora, só em sonhos.

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