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És a nossa Fé!

Posso repetir um postal? ... Obrigado

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(Aqui botei em 29 de Novembro passado. E repito-me ...)

 

Honestamente? Custa-me a crer que Jorge Jesus volte ao Benfica. Seria inédito. E violentaria o princípio de "não voltar ao sítio onde se foi feliz". Mas o futebol tem esta magia, a das constantes surpresas. 

Honestamente? Gostarei que Jorge Jesus volte ao Benfica. Mergulharei no portal "cheapflights", ou similar, buscarei entre companhias barateiras um voo acessível para Lisboa. Ficarei 2 ou 3 dias em Lisboa, dedicados ao convívio com os meus bons amigos benfiquistas. Lembrando o que deles ouvi há alguns anos, tantos agravos com o homem, tantas declarações da sua imoralidade. Tantos insultos também, desbragados. Tantos vitupérios à sua inadequação ao espírito do Benfica. E tantas declarações sobre a sua radical incompetência como treinador, e inabilidade como gestor de recursos humanos. 

Vão ser dois ou três dias deliciosos, bebericando umas cervejas, uns vinhos tintos, até digestivos. E rindo-me, decerto que até às lágrimas, cruel, do ar atrapalhado desses meus amigos. E gozando com as tropelias retóricas que vão encontrar para justificar e saudar o "novo" treinador do seu clube.

Espero que Vieira não me desiluda, não me estrague esta cómica visita à terra. Que não vá buscar outrem, um qualquer Vítor Pereira, Paulo Sousa ou quejando. 

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Pirilampo vermelho

Alguém explique ao Rui Vitória que o objectivo (goal, em inglês) do jogo é o golo, não o auto-golo. Não é normal, é paranormal, caso suficiente para convocar (S)vilar (dois golos na Champions de 2017/18) das Perdizes, a fim de esconjurar o mal, pelo menos enquanto não surge uma solução das Arábias. Vitória com Abel foi um monstro, com José esteve para ir de Mota e em Portimão viu fazerem-lhe a Folha. Por isso, estou em crer que, a acender e a apagar desta forma, se calhar a luz que Luis Filipe Vieira viu foi a de um pirilampo. Em todo o caso, termino, desejando um bom ano de 2029 (estão 10 anos à frente) a todos os benfiquistas!

Pedro, o super-agente!

O nosso "treinador" Pedro Correia terá por aí uma agenda paralela e uma actividade também ela a circular ao lado de outras que exerce com reconhecida competência: A de agente de jogadores de futebol.

Senão vejamos, Pedro Correia insinuou aqui que dois jogadores estariam a fazer uma temporada menos boa no seu clube, disfarçada com um tom jocoso e tal, mas que vemos agora ter um interesse claro: Colocar os jogadores em clubes onde joguem e onde são cobiçados e que lhe tragam uns belos cobres em comissões. A tabela parece ser a mesma de sempre, quinje, quinje milhões...

Pedro, penso que não é sério usar o blogue como plataforma de negócios!*

 

* A não ser que a comissão seja gasta em bifes e imperiais no Império. eheh

O gozo que isto dá

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Este ano regressei à infância. Coleccionando e colando na caderneta respectiva os cromos da Panini com o elenco completo dos jogadores que alinham no campeonato nacional. 

Tive sorte: a primeira equipa que ficou completa foi a do Sporting. A segunda foi a do Rio Ave, que também veste de verde e branco.

Confesso: estou a achar muito divertido. Há uma rubrica final nesta caderneta reservada àquilo a que chamam "Top Aquisições". Lá figuram dois "reforços" do Benfica, com legendas que me dão imensa vontade de rir.

Legendas que aqui reproduzo para que os caríssimos leitores possam rir também.

A Crise do Bayern

Classificação alemã 2018.JPG

 

Dir-me-ão que o Bayern é sempre o Bayern. E é verdade. Mas não menos verdade é que o clube alemão está, neste momento, a passar por uma grande crise, encontrando-se no quinto lugar da tabela, a nove pontos do primeiro classificado (Borussia de Dortmund). E, como sempre acontece nestas situações, ninguém se entende, no clube. Os dirigentes discutem, os jogadores atacam-se uns aos outros na imprensa e nas redes sociais e há muita gente a reclamar, há bastante tempo, a substituição do treinador Niko Kovac.

 

E eis que Nico Kovac é salvo pelo gongo! Perdão, pelo Benfica! O croata estava quase de malas aviadas, mas, depois da goleada, é claro que não fazia sentido mandá-lo embora. Por sua vez, os lampiões perderam uma boa oportunidade de fazerem um brilharete a nível europeu, não sabendo aproveitar este momento fraco do gigante alemão.

 

Já o Sporting soube aproveitar bem a sua oportunidade.

Esperemos que este seja realmente o início de uma nova era! Como dizia o poeta: «o caminho faz-se caminhando.»

Após Vitória

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Honestamente? Custa-me a crer que Jorge Jesus volte ao Benfica. Seria inédito. E violentaria o princípio de "não voltar ao sítio onde se foi feliz". Mas o futebol tem esta magia, a das constantes surpresas. 

Honestamente? Gostarei que Jorge Jesus volte ao Benfica. Mergulharei no portal "cheapflights", ou similar, buscarei entre companhias barateiras um voo acessível para Lisboa. Ficarei 2 ou 3 dias em Lisboa, dedicados ao convívio com os meus bons amigos benfiquistas. Lembrando o que deles ouvi há alguns anos, tantos agravos com o homem, tantas declarações da sua imoralidade. Tantos insultos também, desbragados. Tantos vitupérios à sua inadequação ao espírito do Benfica. E tantas declarações sobre a sua radical incompetência como treinador, e inabilidade como gestor de recursos humanos. 

Vão ser dois ou três dias deliciosos, bebericando umas cervejas, uns vinhos tintos, até digestivos. E rindo-me, decerto que até às lágrimas, cruel, do ar atrapalhado desses meus amigos. E gozando com as tropelias retóricas que vão encontrar para justificar e saudar o "novo" treinador do seu clube.

Espero que Vieira não me desiluda, não me estrague esta cómica visita à terra. Que não vá buscar outrem, um qualquer Vítor Pereira, Paulo Sousa ou quejando. 

 

Adenda: que chatice, afinal só vou a Lisboa depois do Natal ...

Hoje giro eu - O amor acontece (Love actually)

O filme começa (prólogo) com a voz do "primeiro ministro" narrando que cada vez que fica deprimido com o estado da nação (lampiânica) pensa no terminal de chegadas do Aeroporto de Lisboa, e no amor com que amigos e familias recebem os seus entes queridos. Enquanto a realização nos dá a vêr excertos avulsos desses reencontros, a narração é entrecortada por "Wouldn`t it be nice" dos Beach Boys.  A fita evolui então para a "história de amor" entre Jorge e Luís.

 

O primeiro acto aborda a aposta arriscada que Luís fez em Jorge há 10 anos atrás, o "big break" da carreira do veterano treinador até aí sempre afastado dos grandes palcos. Preparando o novo enlace e a data previsível para tal acontecer, a cena é acompanhada pela audição de "Christmas is all around", um "cover" canastrão de Love is all around dos Wet, Wet, Wet.

 

O segundo acto narra o "casamento" entre Jorge e Bruno e os ciúmes sentidos por Luís durante esse período. O divórcio esteve para ser litigioso, mas no fim um acordo acabou por ser selado. Um pungente "Bye bye baby (baby goodbye)", tocado pelos Bay City Rollers, acompanha o enredo.

 

O terceiro acto centra-se em Luís e Rui e como o primeiro voltou a ser feliz, apesar de um primeiro encontro que não pareceu muito prometedor. Dois anos de extrema alegria, esfusiantemente passados para o ecran ao som de "All you need is love". No entanto, ao terceiro ano a relação começa a ter os seus percalços e a ameaça de adultério ou divórcio paira no ar. O realizador ilustra esse momento com o soberbo "Both sides now" de Joni Mitchell.

 

Epílogo: a acção foca-se na época de Natal. Jorge Jesus regressa a Portugal, por entre anteriores juras de amor do tipo "o bom filho a casa torna", terminado o seu exílio forçado nas arábias, e tem um reencontro emotivo no Aeroporto de Lisboa com Luís Filipe Vieira. Ao longe, em ruído de fundo, os Beach Boys tocam "God only knows"...

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Revista de imprensa

 

Observador: «Benfica já foi notificado: SAD acusada de 30 crimes.»

 

Expresso: «E-toupeira: oficial de justiça foi pago com acesso ao anel VIP do Benfica.»

 

Record: «SAD encarnada responde por dois crimes e Paulo Gonçalves por 79.»

 

Rádio Renascença: «Conselho de Disciplina da FPF abre inquérito disciplinar ao Benfica.»

 

Jornal de Notícias: «Ministério Público quer Benfica fora das competições.»

 

TSF: «Benfica arrisca ser afastado das competições entre seis meses e três anos.»

 

Correio da Manhã: «Troca de 'mails' liga Luís Filipe Vieira à corrupção.»

 

A ditadura financeira

Foi ontem sorteada a composição dos grupos na liga dos campeões. Este ano com prémios de entrada verdadeiramente apetecíveis. A Uefa mostrou finalmente a sua vontade. E esta resume-se a fazer tudo para criar uma pequena elite de 30-40 clubes europeus e garantir que sejam sempre estes a estar presentes na fase de grupos da liga milionária. Esta opção apenas se baseia no factor financeiro. Com milhares de milhões para distribuir, a Uefa preferiu centrar nestes poucos clubes essa distribuição. É, do ponto de vista empresarial a melhor opção e hoje a Uefa é apenas e só uma empresa que gera milhões de euros através da utilização de um produto que não lhe pertence. Vê se assim obrigada a aumentar os prémios aos clubes que disputam as suas competições. Mas poderia fazê-lo de outra forma, promovendo o desenvolvimento do futebol de formação, algo ligado desde sempre a clubes de média dimensão. Preferiu o caminho financeiro mais fácil. Esta décalage da liga dos campeões em relação à liga europa; apenas por comparação, se o Sporting este ano ganhar a liga europa, arrecada um total de prémios perto dos 20 milhões de euros; vai matar as escolas de formação dos mais diversos clubes. Para quê investir em escolas de futebol, se temos garantido todos os anos, apenas da Uefa, cerca de 100 milhões de euros para juntar a orçamentos já de si estratosféricos? Este aumento exponencial dos prémios de participação na Liga dos campeões foi desenhada na perfeição para os clubes das 5 principais ligas europeias, que já há anos dominam por completo esta competição. Espanhóis, Franceses, Italianos, alemães e ingleses conseguiram o que queriam, a quase exclusividade do acesso às finais desta Liga milionária. Em Portugal, como sempre, cada um olha para o seu umbigo e nada se pensa em conjunto. Este ano Porto e Benfica beneficiaram destes milhões, mas é esperado que o fosso entre a nossa liga e as outras cinco dominantes, venha de facto a aumentar.

Em Portugal, a esta verdadeira tragédia para os clubes, juntámos mais uma grande acendalha, ao não centralizar os direitos televisivos. O Benfica, na sua estratégia de dominar e condicionar os pequenos clubes, pensou que a melhor opção seria estes continuarem como até agora, sem receitas próprias que permitam adquirir os passes de jogadores acima da média e dependentes de clubes como o Benfica. Com a divulgação dos famosos e-mails, pudemos ver que há clubes que fazem pedidos como se estivessem numa loja: precisamos de 2 defesas, 3 médios, dois extremos e um avançado. Embora o contrato efectuado pelo Benfica seja péssimo financeiramente, como muitos benfiquistas o reconhecem, o seu presidente optou por manter reféns os pequenos e médios clubes por troca com um desastre financeiro com um prazo de dez anos. Porto e Sporting viram-se desde logo obrigados também a negociar sozinhos os seus direitos e a meu ver também fizeram um péssimo acordo a longo prazo.

Infelizmente não há uma declaração, uma posição oficial da federação portuguesa de futebol ou da liga. O futebol em Portugal desmorona-se por completo, afundado num caos de suspeições, enfim já são mais que meras suspeições, e dos órgãos oficiais recebemos um silêncio a todos os níveis comprometido.

Numa altura de campanha para a eleição dos órgãos sociais do Sporting, também não se ouviu, a nenhum candidato, uma declaração sobre estes temas tão importantes para o futuro do nosso clube e isso é também sintomático sobre a plena rendição de todos a esta ditadura da Uefa e às práticas abomináveis do Benfica que estão a matar o futebol português.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - As bruxas de Salin

Se o futebol é o ópio do povo, um derby em casa das "papoilas saltitantes" é o expoente máximo do género. Nesse transe, quem se deslocou ontem à Luz teve a alucinação de que a baliza do Sporting estava encantada, pois Salin e as suas bruxas da fortuna foram adiando o golo do Benfica até ao limite do coeficiente de medo do treinador leonino, o qual, com mão nula e péZERO nas substituições, acabou por desfazer o feitiço. 

 

De facto, com a entrada de Petrovic (e concomitante saída de Bruno Fernandes), Peseiro pretendeu construir uma torre de Babel, dando o toque a rebate que conduziu ao aquartelamento da equipa leonina no seu próprio meio campo. A partir daí, só houve uma equipa em campo. 

 

O jogo até começou de forma auspiciosa, com José Peseiro a prescindir do mal amado duplo-pivô e Batman, sozinho, a conseguir dar conta do recado, vigiando as movimentações de Gedson. Pelo meio, ainda tinha tempo para petiscar um(a) Pizzi. Marcus "Muttley" Acuña, numa posição interior, assegurava ligação e sarcasticamente colocava a bola no chão, já previamente limpa na batalha das "máquinas voadoras" do centro do terreno e Bruno Fernandes procurava fazer a diferença. Nas alas, Raphinha dava velocidade e Nani alardeava classe. Montero, isolado na frente, procurava manter-se de pé, tentando spbreviver, nem sempre com sucesso, às sucessivas infrações de Ruben Dias. Os centrais, Coates e André Pinto (que substituiu o lesionado Mathieu), pareciam concentrados e os laterais, mais contidos, negavam a profundidade ao adversário.

 

Com Salin a negar tudo, o Sporting foi ganhando confiança e crescendo no jogo. No entanto, faltava sempre uma melhor definição no último passe. Bruno Fernandes, irreconhecível, definia sempre mal, como foi o caso da última jogada da primeira parte quando, com um mau passe, desperdiçou uma jogada de ataque em que a superioridade da equipa leonina era de três para um. 

 

A toada manteve-se na segunda parte. O Benfica, mais incisivo, era mais perigoso, mas Salin, uma e outra vez, ia adiando o inevitável. Até que Bruno Fernandes, num centro raso da direita do seu ataque, encontrou Montero na área e Ruben Dias aplicou-lhe uma chave de pernas. A precisar de reforçar o seu ecletismo, com um golpe de judo excepcionalmente não ignorado pelo olhar de Luís Godinho, a equipa encarnada dava aos seu adversário a possibilidade de se adiantar no marcador. Sem Bas Dost em campo, para surpresa de muitos, foi Nani (e não Bruno Fernandes) chamado a marcar a penalidade e não perdoou.

 

A partir daí, só deu Benfica. Peseiro trocou Bruno por Petrovic e iniciou a marcha-atrás. Mais tarde, ainda viria a chamar Bruno Gaspar, mandando Raphinha para o banho, para além da inócua substituição de Montero por Castaignos. Depois de muita pressão, Jefferson abriu uma auto-estrada pela esquerda da nossa defesa que permitiu a Rafa centrar à vontade. Os nossos centrais esperaram no meio a entrada de Seferovic, mas Ristovski não fechou bem por dentro (aspecto onde Piccini era muito forte) e, num vôo apardalado de costas, deu azo à entrada do jovem João Félix, que não falhou. Golo do Benfica e vitória da Formação ... do Benfica. 

 

Empate lisonjeiro para o Sporting, mas muito importante numa fase em que se procura recuperar a confiança. Nas nossas cores, Salin (magnífico), Coates e Battaglia foram os melhores. À terceira jornada, continuamos imbatíveis. E lideramos o campeonato. O caminho faz-se caminhando.

 

Tenor "Tudo ao molho...": Romain Salin (extraordinário!!!)

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Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Do empate alcançado na Luz. O resultado foi o mesmo que na época passada (1-1), mas a exibição foi superior. Isto apesar de só contarmos, no onze titular, com quatro jogadores que defrontaram fora de casa o Benfica no campeonato 2017/2018: Coates, Battaglia, Acuña e Bruno Fernandes. Três dos titulares de ontem eram suplentes há um ano: Salin, Ristovski e André Pinto. Estamos na frente, neste momento com vantagem directa sobre os encarnados, e mais um ponto do que o FC Porto, que esta noite foi vergado no Dragão (2-3) contra o V. Guimarães.

 

De Salin. De longe o melhor em campo nesta sua estreia em clássicos do futebol português. Actuação superlativa do guarda-redes francês, que assinou seguramente uma das mais conseguidas exibições da sua carreira. Valeu-nos o ponto alcançado na Luz, seguramente, com enormes defesas aos 6' (a cabeceamento de Rúben Dias), aos 20' (novamente R. Dias), aos 21' (Cervi), aos 52' (Pizzi), 70', 72' e 90'+6. Não restam dúvidas: agarrou a titularidade.

 

De Nani. Um verdadeiro capitão em campo. Comandando o nosso ataque organizado, muito envolvido no jogo, evidenciando notável maturidade técnica e táctica. Evidenciou-se logo aos 6', com um cruzamento que quase proporcionou golo a Montero. Também participou na manobra defensiva, sem nunca se poupar a esforços. E cobrou de forma exemplar a grande penalidade, aos 64', sem se atemorizar com as vaias no estádio: foi a primeira vez que marcou ao Benfica na sua carreira, que já vai longa. Leva três golos já marcados em dois jogos.

 

De Battaglia.  Um autêntico carregador de piano, que tomou muito bem conta de toda a zona que lhe estava confiada enquanto médio de contenção: por ele raras vezes os adversários passaram e praticamente anulou Gedson, suposta nova estrela encarnada. Não se limitou a conter o caudal ofensivo do SLB: aos 34', fez um dos melhores passes longos do desafio, em fase de construção ofensiva, ao colocar a bola em Raphinha a mais de 30 metros de distância. Um passe que merecia melhor desfecho.

 

Da organização leonina. Entrámos em campo sem temor, de forma desenvolta e com o onze compacto e bem organizado. Podíamos ter marcado logo aos 6' (por Montero) e aos 10' (num disparo de Acuña que quase rasou o poste). Com Raphinha no onze inicial, procurando esticar o jogo, nem sempre com sucesso.

 

Do árbitro Luís Godinho.  É preciso coragem para assinalar uma grande penalidade no estádio da Luz - e ainda por cima favorável ao Sporting, concorrente directo da equipa da casa. O juiz da partida teve esse desassombro, ao apitar para a marca de penálti, aos 61', por indiscutível derrube de Montero por Rúben Dias. Outros, no lugar dele, teriam feito vista grossa.

 

Do nosso desempenho até agora. Três jogos, dois dos quais disputados fora, com duas vitórias e um empate (na Luz). Seis golos marcados, três sofridos. Em igualdade pontual com SLB e com um ponto mais do que o FCP. Contrariando todos os profetas da desgraça, que tinham vaticinado cataclismos para este nosso arranque de campeonato já sem a dupla Carvalho-Jesus. Ultrapassámos esta fase muito complicada sem derrotas. Agora segue-se o Feirense em Alvalade, a 1 de Setembro.

 

 

Não gostei

 

Das lesões de Bas Dost e Mathieu. Dois elementos nucleares do onze titular leonino não puderam alinhar neste dérbi por impedimento físico. O holandês, na sequência de um problema muscular que já vinha da semana anterior. O francês sentiu-se incapacitado na véspera do jogo. Mas tiveram substitutos à altura. Montero, embora ainda com défice enquanto artilheiro, ocupou bem o espaço habitualmente confiado ao nosso homem-golo: foi ele a arrancar o penálti que nos permitiu o golo. André Pinto, pelo seu lado, também não comprometeu, fazendo boa parceria com Coates no eixo da defesa.

 

Das falhas de marcação nas bolas paradas defensivas. Anulámos o Benfica na maior parte do tempo, mas alguma desatenção poder-nos-ia ter saído cara nestes lances específicos. Um aspecto a rever em jornadas futuras.

 

Do golo sofrido. Só aos 86' o Benfica conseguiu empatar, com um golo de cabeça de João Félix, num lance corrido com responsabilidades para Jefferson, incapaz de anular a acção ofensiva de Rafa, autor do centro, e para Ristovski, que falhou a marcação directa: o ex-júnior benfiquista pôde cabecear sem hipóteses para defesa de Salin.

 

De Bruno Fernandes. Já tinha sido uma sombra de si próprio no jogo anterior, frente ao V. Setúbal. Voltou a revelar fraco rendimento pela segunda partida consecutiva, sem a influência a que nos habituou noutros desafios. Abandonou o campo aos 79', trocado por Petrovic. Para ele, voltou a ser dia não.

 

Da ausência de Jovane.  O jovem caboverdiano esteve muito bem nas duas jornadas iniciais, conseguindo desequilíbrios e revelando-se fundamental para virar os jogos. Merecia que Peseiro tivesse confiado nele também para actuar na Luz.

 

Dos petardos que rebentaram junto à baliza leonina. Uma vez mais, imperou a falta de desportivismo das ilegais claques lampiânicas, baptizadas de "grupos organizados de adeptos". Merecem punição exemplar.

Hoje giro eu - Realidade ou ficção?

Petit, antigo jogador do Benfica, diz que existe um fosso entre a qualidade do Sporting e a da equipa encarnada. Para nós, adeptos do Sporting, o único fosso que existe é o que separa os adeptos dos jogadores e as bancadas do terreno de jogo, no nosso Estádio de Alvalade. Os jogos resolvem-se no relvado, não no bate-boca, arte em que o outrora (?) sarrafeiro Petit nem é especialmente forte, visto não poder utilizar mãos, cotovelos ou pés. Acho bem que ninguém ligado directa ou indirectamente ao Sporting reaja a este tipo de declarações. Deveremos mantermo-nos concentrados. Nesse sentido, afirmações como as do antigo médio benfiquista deveriam ser afixadas no balneário leonino e servir de motivação para que a superação nos guie à tão necessária vitória.

 

Há que acreditar. É que uma coisa é a realidade, outra é a percepção da mesma. O que nos enfraquece, o que nos fragiliza é a percepção que temos dessa realidade. É comum ouvir-se e ler-se que o Sporting está mais fraco que os rivais. Por vezes, o próprio discurso interno, Sousa Cintra não incluído, não ajuda a contrariar isso. No entanto, o Sporting e Benfica tiveram semelhante número de jogadores no último mundial: Coates, Bruno Fernandes e Acuña actuaram pelos leões, Ruben Dias (não utilizado), Seferovic, Zivkovic e Sálvio pelas águias. O Sporting tem maior número de jogadores internacionais A no seu plantel (17) do que o Benfica (14), representando selecções como as de Itália, Uruguai, Portugal, Argentina, Colômbia, Brasil, França, Croácia, Holanda, Sérvia, Macedónia, Ghana, Mali, Cabo Verde ou Costa do Marfim (leões) ou Brasil, Sérvia, Portugal, Suiça, Argentina, Grécia, Nigéria, Chile ou EUA (águias) e, tudo somado, maior número de internacionalizações A (340 da equipa leonina contra 235 do rival). Por isso...

 

P.S.1: Rui Jorge Rêgo fez uma proposta de "pêlo na venta", por ser ousada e arrojada (o que já estavam para aí a pensar?), de convidar os restantes candidatos eleitorais a estarem presentes, com ele, na Luz, a fim de, em conjunto, apoiarem a equipa (na bancada, bem entendido). Parece ter caído em "saco rôto". É pena, o ideário deste candidato pode não ser por aí além (os sócios decidirão), mas esta ideia era boa.

P.S.2: Antes um GUDelj que um BADelj! (roubada ao meu amigo Carlos)

 

 

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