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És a nossa Fé!

Levantar a cabeça

Esta frase, de treinador ou jogador de equipa pequena, foi proferida por Ruben Amorim várias vezes na entrevista rápida, logo após o jogo de ontem, em que sofremos uma derrota clara perante o Benfica.

Irrita-me esta frase, mais ainda proferida por alguém do Sporting.

Ela pressupõe uma humilhação (baixar a cabeça) e pelo menos ontem nem os jogadores do Sporting, sequer o treinador, foram humilhados. O que de simples aconteceu foi que os jogadores foram incompetentes e o treinador abordou mal o jogo.

Pelo esquema táctico apresentado pelas equipas, quem chegasse ontem de Marte poderia entender que quem precisava de ganhar o jogo era o Sporting e quem defendia uma posição de vantagem era o Benfica. Mas não! Ao Sporting bastava fazer o que o Benfica fez (que aliás fez no jogo da primeira volta na Luz), aguardar pelo adversário e desferir-lhe os golpes que veio, ironia das ironias, a sofrer.

Eu não sei se ainda alguém acreditava na renovação do título, mas sejamos realistas, não seria mais importante manter a distância para o terceiro (um empate bastaria) do que manter a distância para o primeiro, que apesar de tudo (saltos para a piscina e outras manobras aquáticas) está a jogar muito bem e dificilmente não será(ia) campeão? 

Eu não quero arrasar os nossos jogadores, nem o treinador, mas quando eles comprometem não lhes posso "passar a mão p'lo pelo" e ontem uns e outro não estiveram bem e sinceramente o cheiro a cebola frita chegou a pairar no ar e não vinha das roullottes.

Uma equipa que, quando não tem um jogador fixo na área, se farta de fazer cruzamentos e quando ele lá está deixa pura e simplesmente de os fazer, só pode ter duas leituras, que me perdoem: Ou estavam distraídos, ou foi propositado. Haja quem responda.

Sem querer ser derrotista e ansiando imenso por uma reviravolta na eliminatária na próxima Quinta-feira, temo que desta vez sim, haja que levantar a cabeça. Se me faço entender...

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

De perder o clássico em Alvalade. Fomos justamente derrotados pelo Benfica (0-2) no nosso estádio. Encerrando um longo período de 42 jogos sempre a marcar golos. Derrota táctica de Rúben Amorim no confronto com o técnico adversário, Nelson Veríssimo: o Sporting foi incapaz de encontrar antídoto contra uma equipa encarnada remetida a um bloco defensivo reforçado e muito eficaz nos vertiginosos lances de contra-ataque. 

 

De termos entregado o título. Acabou o sonho do bicampeonato: o FC Porto, agora a nove pontos de distância, pode sagrar-se campeão na próxima ronda, quando ainda faltam quatro jornadas para o fim da Liga 2021/2022. 

 

Das oportunidades que fomos incapazes de criar. Uma única situação de golo, da nossa parte, em todo o desafio. Mais nada.

 

Do desperdício das bolas paradas. Não soubemos aproveitar um lance de canto ou de livre - Nem um para amostra. E dispusemos de muitos neste jogo. 

 

De termos oferecido o primeiro golo. Um pontapé longo para a frente, na conversão dum livre, bastou para o Benfica inaugurar o marcador logo aos 14'. Com dois toques na bola, de Vertonghen a assistir e Darwin a marcar. Apanhando toda a nossa equipa desposicionada. 

 

Da incapacidade de sairmos em ataque rápido. Dávamos sempre um toque a mais na bola, pausávamos, retrocedíamos, quebrávamos a nossa própria dinâmica ofensiva enrolando os lances a meio-campo e permitindo que a equipa adversária se reorganizasse nos raros momentos em que assumia a iniciativa de jogo.

 

Da estéril «posse de bola». Foi de 61% a nosso favor, dizem as estatísticas. Isto serve para quê?

 

Das nossas substituições. Nenhuma delas mudou a equipa para melhor. Recapitulemos quais foram: Slimani rendeu Pedro Gonçalves (59'), Ugarte entrou para o lugar de Neto (59'), Edwards substituiu Sarabia (69'), Esgaio colmatou a saída de Palhinha (69') e Daniel Bragança preencheu a vaga de Nuno Santos mesmo ao cair do pano (89'). Foi já no período extra (90'+3) que sofremos o segundo golo.

 

Deste banho de água gelada. Mais de 40 mil adeptos compareceram em Alvalade em noite de domingo de Páscoa para ver aquele que foi o nosso pior jogo desta época em competições internas. O jogo em que entregámos de bandeja o título ao FC Porto e reabrimos a discussão para o segundo lugar na Liga, permitindo a aproximação do Benfica - agora com menos seis pontos.

 

 

Gostei

 

Da homenagem a Mathieu. Merecida, calorosa e vibrante ovação ao excelente central francês antes do início da partida. Há quase dois anos fora do Sporting, tendo abandonado a prática do futebol por opção própria, Jérémy Mathieu actuou 106 vezes com a camisola verde e branca, tendo regressado ontem, como convidado, para assistir ao clássico e ser distinguido pelo seu profissionalismo que deixou saudades. Merecia ter sido brindado com uma vitória em campo.

 

De Sarabia. Esteve muito longe de fazer uma grande exibição, mas foi o menos mau dos nossos. É dele a única oportunidade de golo do Sporting, ao fazer a bola embater na trave aos 49'. Percebe-se mal por que motivo Amorim retirou aos 69' o internacional espanhol - melhor jogador do actual plantel leonino - enquanto manteve o perdulário Paulinho até ao apito afinal. 

 

Da arbitragem. Nota positiva para Fábio Veríssimo. Ninguém poderá dizer que foi por causa dele que perdemos.

O meu querido Sporting

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Hoje é dia de Sporting - Benfica.

É dia de paixão, de emoção e esperemos que, apesar da data, não seja dia de ressurreição.

Esperemos que os adeptos respeitem os jogadores de ambos os clubes.

Esperemos que os atletas, dentro do campo, se respeitem.

Esperemos que o árbitro respeite o espectáculo.

Esperemos que no final do jogo não existam motivos para atirar com a braçadeira de capitão para o chão ou para partir telemóveis.

Esperemos que tudo o que escrevi acima se cumpra.

Que seja um bom jogo de futebol.

Amanhã à noite em Alvalade

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Dizia eu num destes posts e vou tornar a repetir: "O Sporting Clube de Portugal entra amanhã em campo em Alvalade para tentar somar mais três pontos na corrida para a revalidação do título nacional. Por muito que o campo esteja inclinado, por muito que o Porto tenha os árbitros no bolso, por muito batoteiro que seja o Conceição, ainda há coisas que não consegue fazer, nem sequer vencer em casa um Gil Vicente que quase entrou em campo com 10 jogadores. E sendo assim..."

Se era assim há umas semanas, assim continua... e ver a carinha do Conceição a negar o óbvio na laracha descontraída de quem roubou, lucrou e sabe que não vai ser apanhado só confirma o óbvio. 

Amanhã vamos defrontar o velho rival em Alvalade, agora com um presidente que anda a fazer a triste figura de afilhado do velho padrinho, que muitos fizeram antes dele dum lado e doutro da 2.ª circular, e que vem moralizado dum empate em Liverpool numa eliminatória dada como perdida. Tal como nós viemos há semanas de Manchester com resultado idêntico, mas frente ao City.

 

Sendo um dérbi lisboeta, será sempre de resultado imprevisível. Claro que estamos com 9 pontos de vantagem, claro que o Benfica acaba de regressar de Liverpool, claro que o Sporting já lhes ganhou duas vezes esta temporada, mas o respeitinho é muito bonito, existem muitos e bons jogadores dum lado e doutro que podem decidir a contenda. Como bem nos recordamos, a bazófia paga-se caro.

O que espero é que, ao contrário dos jogos com o Porto, se jogue futebol e não aquela mistura entre futebol, palhaçada bem treinada e parcialidade arbitral típica dos jogos com a equipa do "padrinho".

Dado que o Godinho tratou de pôr Matheus Reis fora deste jogo, e se não fosse Amorim tinham sido mais alguns, e Feddal continuar lesionado, há pouco para decidir na defesa. No meio-campo Ugarte e Matheus Nunes complementam-se na perfeição, no ataque é que Pedro Gonçalves tarda a voltar aos seus melhores tempos e aparentemente o Ramadão está a dar cabo dos nervos de Slimani. 

 

Assim prevejo que o Sporting apresente de início o seguinte onze:

Adán; Neto, Coates e Inácio; Porro, Ugarte, Matheus Nunes e Nuno Santos; Sarabia, Paulinho e Pedro Gonçalves.

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em Alvalade para conquistar mais 3 pontos perante o Benfica.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

#JogoAJogo

SL

Prognósticos antes do jogo

Conseguiremos repetir o resultado da primeira volta? A 3 de Dezembro fomos ao estádio da Luz vencer a equipa da casa por concludentes e categóricos 3-1. Com golos de Sarabia, Paulinho e Matheus Nunes.

Jogo sem discussão: ninguém negou a superioridade do Sporting. 

Na época passada, a 1 de Fevereiro, vencemos em Alvalade a mesma equipa, por 1-0, também com golo de Matheus Nunes. Num desafio que pôs fim a nove anos de jejum: desde 2012 que não derrotávamos os encarnados no nosso estádio.

Como será neste Domingo de Páscoa, a partir das 20.30? Aguardo os vossos prognósticos para o Sporting-Benfica, clássico dos clássicos do futebol português. 

O clube A contra o clube B

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Bruno Paixão diz-nos que sempre foi um homem sem paixão, sem ilusão, sem demasiado conhecimento.

Sempre que entrava em campo, só sabia que ia apitar um jogo, o clube A (de aliciamento) contra o clube B.

Hoje, cada um de nós, também, toma uma posição, parece fácil dizer:

"Somos todos, Yaremchuk"

Somos?

Alguém perguntou aos cidadãos russos Robinho e Chishkala se renunciam à camisola da equipa A (de agressor) se estão solidários com o colega/camarada ucraniano?

Equipa A, contra equipa B, o jornalismo fofinho sentado na bancada, a assistir.

Esta é a altura de ser diferente, de ter coragem para perguntar o que ninguém pergunta.

- Robinho e Chishkala vão continuar a jogar na equipa A?

Ser benfiquista.

Como se passara na Supertaça, também ontem o Sporting foi um vencedor claro, inequívoco e justo.
Sem clubites, pode dizer-se que o adversário não foi o mais complicado que encontramos este ano e que provavelmente uma enorme maioria dos que viram o jogo não ficaram surpresos de ter sido o Sporting a vencer.

Dentro de campo, o SLB mostrou que não tem plano de jogo, ideia de futebol e que está desfocado do que é o futebol contemporâneo, onde o individual se dilui no coletivo para só aparecer naqueles momentos em que é mesmo de aparecer (Porro e Sarabia no segundo golo).

Ainda assim, os jogadores do SLB não têm culpa disso, alguns mostraram muito valor (Cebolinha, Odysseias, Weigl) e todos se bateram bem no sentido de deixarem tudo em campo. O jogo pareceu-me rijo e limpo, mal arbitrado é verdade, mas porque os nossos árbitros são o elo mais fraco da nossa competitividade.

Onde o Benfica  falhou em toda a linha foi na postura fora de campo. Os adeptos estiveram bem, Cebolinha foi muito correto e decente nas declarações, mas o treinador – cuja qualidade me parece clara – esteve péssimo, incapaz de admitir a superioridade do adversário e partilhou connosco um sonho que terá tido em que as duas equipas foram equilibradas.

Pior ainda esteve o presidente do SLB, um homem que foi aplaudido em Alvalade pelos sportinguistas quando se retirou e que demonstrou de novo o nervosismo de adepto e falta de noção das implicações de se ser figura número um da instituição SLB. Não só não esteve ali, honrado, a cumprimentar o SCP, como não esteve lá, ao lado dos seus, que deram tudo em campo.

Não vale a pena clamar por uma indústria competitiva e não sei quê, quando é este o exemplo que se dá aos adeptos.  

Quente & frio

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Gostei muito da conquista da Taça da Liga, que nos consagra como campeões de Inverno, pelo segundo ano consecutivo. É, portanto, uma reconquista. Numa competição que em 2009 nos foi sonegada contra o mesmo adversário de ontem, o Benfica, por uma equipa de arbitragem liderada por um dos mais vergonhosos apitadores que passou por relvados nacionais. Mas valeu a pena a espera. A vingança serve-se fria: nas últimas cinco edições desta prova, saímos campeões por quatro vezes. Agora a bisar, com Rúben Amorim, já com quatro títulos e troféus no seu currículo ao comando do Sporting em menos de dois anos. Esta Taça da Liga, que vencemos na final de Leiria por 2-1, é a segunda proeza leonina na temporada, após a Supertaça ganha a 31 de Julho.

 

Gostei do domínio claríssimo da nossa equipa. Esta superioridade foi manifesta mesmo após sofrermos um golo, aos 22', contra a corrente do jogo. Soubemos manter-nos coesos e acutilantes, nunca perdendo de vista o objectivo: havia que levar a taça para casa. As estatísticas confirmam esta superioridade: 61% de posse de bola leonina, 13-2 em remates, com óbvia vantagem para o nosso lado. Estivemos sempre mais perto do 3-1 (Paulinho mandou uma bola à barra, aos 73') do que o Benfica de empatar. Foi a quinta reviravolta da temporada, o que indicia robustez psicológica. E também uma evidente injecção de moral na equipa, demonstrando que a derrota em casa contra o Braga não passou de acidente de percurso. Vale a pena assinalar o onze titular verde-e-branco neste clássico em Leiria: Adán; Neto, Gonçalo Inácio, Feddal; Esgaio, Palhinha, Matheus Nunes, Matheus Reis; Pedro Gonçalves, Sarabia e Paulinho. Entraram ainda Porro (66') para substituir o amarelado Neto, passando Esgaio para central, Ugarte (85') para render Matheus Nunes, e Tiago Tomás e Nuno Santos (88'), para os lugares de Paulinho e Sarabia. Este último foi, para mim, o herói do jogo: faz de canto a assistência para o primeiro golo, num cabeceamento de Gonçalo (49'), e marca o segundo, o decisivo, fuzilando Vlachodimos de pé esquerdo após uma espectacular recepção de bola em que demonstrou toda a sua classe (78'). Destaques também para Palhinha, sempre superior ao adversário como médio de contenção, e o reaparecido Pedro Porro, autor da assistência para o golo da vitória com um passe de 30 metros muito bem medido. Gonçalo e Matheus Reis também merecem realce, tal como Matheus Nunes, que auxiliou Palhinha no domínio do meio-campo, onde o adversário actuava com três elementos.

 

Gostei pouco que só no segundo tempo tivéssemos traduzido em números a nossa manifesta superioridade no terreno. Mas até nisto se comprovou a maturidade da equipa, funcionando como verdadeiro colectivo: nunca nos desorganizámos nem perdemos o fluxo ofensivo apesar de termos menos um dia de descanso do que o adversário, que disputou a meia-final 24 horas antes. Embalados pelo entusiástico apoio que vinha das bancadas, onde os aplausos eram quase todos para o Sporting. Os benfiquistas passaram grande parte da segunda parte a assobiar a própria equipa. No fim, brindaram-na com uma monumental vaia, enquanto Rui Costa fumava nervosamente na tribuna do estádio, gesto que lhe fica muito mal. Mas percebe-se o nervosismo: em dois confrontos com o Sporting nesta temporada, registam-se já duas derrotas encarnadas. Com 5-2 em golos, primeiro no campeonato e agora nesta final.

 

Não gostei da ausência de Coates, o nosso inabalável capitão, que se encontra ao serviço da selecção do Uruguai. Mas foi bem substituído no centro da defesa por Gonçalo Inácio (que até marcou um golo à Coates) e certamente se associou em espírito à bonita festa da vitória no relvado, com justos vencedores e dignos vencidos - desta vez ninguém atirou medalhas para as bancadas, imitando o imperdoável gesto de Sérgio Conceição numa final perdida contra o Sporting. 

 

Não gostei nada de ver num camarote VIP do estádio o arguido Luís Filipe Vieira, que ali esteve certamente a convite da Liga. É preciso muito descaramento e perda total de noção das conveniências para ter a lata de se exibir entre os assistentes desta final. Se pensava reabilitar-se, estava muito enganado: os adeptos encarnados rodearam-no no final com insultos e ameaças. Foi necessária a protecção de mais de uma dezena de elementos da unidade especial da PSP presente no local para regressar à viatura que o transportou.

Orgulho

O folhetim em curso no Benfica demonstra ainda com mais evidência como são hoje gritantes as diferenças entre o Sporting e o nosso mais velho rival.

Por contraste, tudo isto realça ainda mais o contraste entre o amadorismo reinante no SLB e o profissionalismo que prevalece em Alvalade.

Parece-me que é fundamental sublinharmos estas evidências. Sem arrogância. Mas com genuíno e compreensível orgulho.

Folhetim em Carnide

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Confesso que este folhetim em fascículos que vem decorrendo há já algum tempo ali no seio do popular clube sito nas cercanias da simpática Carnide me faz lembrar recuados tempos no nosso clube, com mais ou menos atrapalhadas presidências. Ainda assim conseguiram "chegar ao Natal". Enfim, goste-se ou não de Jorge Jesus, o consagrado técnico e mui adepto sportinguista, o que este romanesco episódio demonstra é que por aquelas bandas escasseia... presidência.

O melhor prognóstico

Há jornadas assim, que se tornam inesquecíveis, a tal ponto é o domínio do Sporting em campo. 

Também se registam rondas memoráveis neste nosso "campeonato dos prognósticos" há vários anos existente no És a Nossa Fé

Aconteceu desta vez, com o leitor João Grácio a vaticinar não apenas o triunfo claro do onze leonino na Luz, mas igualmente os nomes de dois dos marcadores dos nossos três golos: Paulinho e Matheus Nunes. Tudo quase em cheio.

Só ele acertou. Está de parabéns.

O dia seguinte

Simplesmente magnífica esta equipa do Sporting, que consegue entrar na Luz privada dos dois jogadores mais influentes do plantel e, mesmo fortemente prejudicada por uma arbitragem "à antiga portuguesa" do inimputável Soares Dias, consegue reduzir o Benfica a uma equipa vulgar. Foi uma primeira parte em grande, com a equipa muito sólida na defesa, a ganhar sistematicamente as divididas e a sair em grande estilo para o ataque. Além do grande golo de Sarabia, o golo anulado a Paulinho, uma bola no poste de Pedro Gonçalves e mais duas perdidas do mesmo, deixavam pensar ao intervalo que o Sporting tinha desperdiçado a oportunidade de ganhar tranquilamente e corria o risco de Soares Dias dar a machadada do costume.

Para a segunda parte Jesus arriscou com um segundo ponta de lança e o jogo ficou muito mais partido. Esses dois pontas de lança tornaram-se difíceis de anular, mas p lado direito da defesa deles tornou-se uma via aberta para Matheus Nunes. Assim aconteceram os dois golos que sentenciaram a vitória do Sporting.

 

Estava o jogo a terminar quando Jesus lá meteu aquele jogador que constuma ser influente nestes dérbis. Ele marcou um grande golo e amenizou o resultado. Mas o melhor ponta de lança do Benfica ficou no banco o tempo todo.

A fartura dá nisto. São mais 100M€ de valor de plantel.

Já o Sporting está no osso. A gordura já foi. Feddal deve ter para um mês, mais um problema muscular a seguir ao de Palhinha, fruto do excesso de competição do onze-base. No banco estavam Esgaio, Nuno Santos e TT mais os três miúdos do costume.

E vamos ao Ajax nestas condições. 

 

Enorme jogo de todos, mas Matheus Nunes e Ugarte estiveram sublimes, um na construção o outro na destruição.

O trio atacante PSP esteve no seu conjunto ao melhor nível de sempre.

O "Beckennácio" comandou brilhantemente a defesa e conseguiu o fora de jogo que impediu o golo adversário, teve em Neto e Feddal uns ajudantes fantásticos e Porro e Matheus Reis foram incansáveis.

 

Já estive em muitos dérbis, quase todos em Alvalade e muitos na Luz. Ontem foi apenas mais um, mas nunca tinha presenciado uma exibição tão esmagadora do Sporting na casa do velho rival. Os números finais apenas pecaram por escassos, e o cenário de profunda desilusão e revolta dos adeptos da casa foi impressionante. Foi mesmo uma vitória "à Campeão" que muito lhes doeu.

E, que a sorte nos ajude, é mesmo para aí que vamos, rumo ao BI.

Orgulho, muito orgulho nesta equipa, no seu magnífico capitão Coates, no genial Rúben Amorim, e nos dirigentes que não ladram mas mordem e que lhes dão todas as condições para o sucesso.

 

Esforço, devoção, dedicação e glória. Eis o Sporting. Viva o Sporting!!!

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Ontem precisaram de ajuda

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Quanto ontem (yesterday) à tarde, vi, no suplemento do Público, os Beatles de cachecol do Benfica e a gritarem por socorro (help) percebi que algo de grandioso aconteceria à noite.

E aconteceu.

Três golos fantásticos, o meu preferido foi o de Matheus Nunes.

Noventa e tal minutos de jogo, Sporting três, Benfica zero. Jesus, incrédulo, olhava as máscaras e os lenços que lhe acenavam das bancadas, gestos para dentro do campo para ver se, ainda, conseguia tirar leite da vaca morta e conseguiu. Um pingo de Pizzi que ainda azedou mais o treinador das "nuances".

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da vitória claríssima na Luz. Fomos ao estádio do nosso velho rival conquistar os mais saborosos três pontos até agora conseguidos no campeonato. Por 3-1. Triunfo concludente, com superioridade táctica indiscutível, impecável organização defensiva e eficaz exploração do contra-ataque. Ao intervalo, já vencíamos por 1-0, com uma bola (de Pedro Gonçalves) ao poste e um golo (de Paulinho) anulado. Desde 2015 que não saíamos vencedores desse estádio, o que soube ainda melhor.

 

De Sarabia. Pura classe. O internacional espanhol abriu caminho à vitória com um grande golo logo aos 8', coroando magnífica jogada iniciada no corredor direito por Porro e prosseguida com assistência impecável de Pedro Gonçalves. De pé esquerdo, num remate muito bem colocado, sem deixar a bola tocar no chão. Sempre muito influente na manobra ofensiva.

 

De Matheus Nunes. O homem do jogo. Faz a assistência para o segundo golo, de Paulinho, e marca ele próprio o terceiro, aos 68', após uma corrida de 40 metros com bola em que foi queimando linhas: reduziu à insignificância o sector mais recuado do SLB e finalizou da melhor maneira, disparando sem hipóteses para Vlachodimos. Golo que silenciou de vez a falange benfiquista e originou os primeiros lenços brancos a esvoaçar na Luz. O luso-brasileiro confirma a vocação para brilhar nos clássicos.

 

De Neto. Foi capitão, substituindo o ausente Coates. Excelente exibição do nosso central, com cortes decisivos aos 29', 40' e 45'+4. Transmitiu segurança e maturidade à equipa. 

 

De Ugarte. Coube-lhe substituir Palhinha, excluído por lesão, e cumpriu a missão da melhor maneira. Formou com Matheus Nunes, no meio-campo leonino, uma dupla que vulgarizou e neutralizou o duo benfiquista constituído por Weigl e João Mário. Revelando maturidade táctica e robustez física. Sereno e seguro, nem parecia estrear-se como titular de verde e branco em jogos do campeonato.

 

De Paulinho. Finalmente, pode concluir-se: temos goleador. E logo no palco que mais o reconcilia com os adeptos. Marcou o primeiro aos 45'+1, anulado por deslocação milimétrica, e o segundo, que valeu, aos 62' - este correspondendo com classe à excelente assistência de Matheus Nunes, picando sabiamente a bola. Um leão do princípio ao fim.

 

De Rúben Amorim. Sabe trabalhar a equipa como nenhum treinador hoje em Portugal. Dando-lhe, acima de tudo, solidez colectiva. Pode faltar uma peça ou outra, como esta noite faltaram Coates e Palhinha, sem afectar o rendimento do conjunto. E consegue evidenciar as melhores características de cada um. Aconteceu desta vez com Neto, Paulinho e Ugarte, que fizeram talvez as mais brilhantes exibições desde que ingressaram no Sporting.

 

Das apostas no futuro. A geração que se segue já estava no banco de suplentes, convocada por Amorim para este clássico: Nazinho (18 anos), Gonçalo Esteves (17 anos) e Dário (16 anos). Todos quase prontos para a passagem do testemunho.

 

Do apoio dos adeptos. Cerca de três mil sportinguistas vibraram com a exibição ao vivo da nossa equipa, entoando cânticos e aplaudindo no topo norte. No quarto de hora final silenciaram os espectadores afectos à equipa da casa, que só se manifestaram para apupar os próprios jogadores e mostrarem lenços brancos ao treinador Jorge Jesus.

 

De sair da Luz com mais quatro pontos do que o Benfica. Seguimos com 35, empatados na frente com o FC Porto, enquanto os encarnados estão com 31. Na comparação com os jogos homólogos disputados na época anterior, em que nos sagrámos campeões, temos agora uma vantagem de três pontos.

 

Da nossa 12.ª vitória consecutiva, em várias competições. Confirma-se: estamos a cumprir uma das nossos melhores épocas futebolísticas de sempre. Continuando invictos no campeonato.

 

Da nossa regularidade a marcar. Cumprimos a 27ª jornada consecutiva na Liga sempre a colocar a bola no fundo da baliza adversária. Para alegria da massa adepta.

 

 

Não gostei

 

Da lesão de Feddal. O internacional marroquino viu-se forçado a sair aos 53', com lesão muscular que poderá afastá-lo algumas semanas dos relvados. Contrariedade somada às ausências de Palhinha (também por lesão) e Coates (infectado com o coronavírus). Mas Amorim resolveu bem o problema: meteu Esgaio, que cumpriu na ala esquerda (foi ele a iniciar o lance do terceiro golo metendo-a em Matheus Nunes), e Matheus Reis que transitou de lateral para central do lado esquerdo. 

 

Do golo consentido aos 90'+6. Estava quase a esgotar-se o tempo extra concedido pelo árbitro quando Pizzi, recém-lançado por Jorge Jesus, marcou o tento de honra da sua equipa com um remate rasteiro de meia-distância. Uma espécie de bofetada ao técnico benfiquista, que o tem colocado à margem dos titulares.

 

Dos cartões amarelos exibidos logo no primeiro minuto. Ambos para jogadores leoninos, aos 47 segundos de jogo: Feddal e Paulinho. Artur Soares Dias, por vezes alcunhado de "melhor apitador português", voltou a mostrar que gosta de ser ele a estrela das partidas. Exactamente o contrário do que deve ser um árbitro de categoria. Ainda viria a exibir o amarelo a quatro outros dos nossos: Porro, Sarabia, Pedro Gonçalves e Esgaio. 

 

Do Benfica. Pouparam-se na jornada anterior cumprindo 45' de treino com bola contra uma coisa intitulada B-SAD - mais conhecido, até além-fronteiras, por "jogo da vergonha". De nada lhes valeu esse descanso: rubricaram exibição medíocre na Luz apesar de serem - de longe - a equipa mais cara do futebol português. Ao ponto de na primeira parte só terem feito um remate à nossa baliza.

Amanhã à noite na Luz

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Voltamos amanhã à Luz para mais um dérbi lisboeta, num momento marcado por outra vaga de Covid que muito irá impactar esta época. Para já saiu a sorte grande ao Benfica, que depois do jogo da vergonha (para quem a tem) do Jamor apanha o Sporting sem o seu capitão e mais influente jogador.

Mas a coisa não ficará por aqui e essa sorte pode transformar-se em falta dela na próxima curva do caminho. Nesse caso lá voltarão as calimerices de quem não consegue reconhecer a superioridade alheia, tal como aconteceu no último dérbi de futsal.

 

Vamos olhar um pouco mais para dentro. Juntando à indisponibilidade por quase duas semanas de Coates (antes o Covid que um problema no joelho) as lesões mais ou menos longas de Palhinha, Jovane e Vinagre, vamos ter um mês de Dezembro mais complicado do que se previa antes do jogo com o Tondela. Recordando, teremos sete jogos: Benfica (F), Ajax (F/CL), Boavista (C), Penafiel (F/TL), Gil Vicente (F), Casa Pia (F/TP) e Portimonense (C), dos quais apenas um apresenta dificuldade máxima, exactamente a deslocação à Luz, já que a visita ao Ajax deixou de ser decisiva para a continuidade na Champions. 

Sendo assim, com a coluna vertebral da equipa Adán-Coates-Palhinha-Paulinho seriamente comprometida, Amorim vai ter de recriar uma nova equipa para os próximos jogos, mantendo o 3-4-3 mas se calhar com outras dinâmicas de pormenor.

A dupla Matheus Nunes-Bragança foi testada no último dérbi e não funcionou, e tem sido utilizada pontualmente esta época. A grande questão é que Bragança não tem físico para se impor nas divididas e incorre em faltas que podem tornar-se perigosas se ele jogar em terrenos atrasados: para jogar obriga o outro médio a proteger-lhe as costas, e se Matheus Nunes faz isso ficamos sem o melhor dele, as cavalgadas atacantes.

Por outro lado, Ugarte tem andado a passear de avião para não jogar na selecção de Uruguai, faltando a treinos importantes.

Ainda existe a alternativa Pedro Gonçalves, mas assim como aconteceriam os golos caídos do céu como aquele primeiro contra o Dortmund? E também Tabata, que foi testado ali na pré-época.

Por mim, era Ugarte que jogava numa perspectiva de continuidade, de substituição de Palhinha até ao seu regresso, porque qualidade tem, faltam-lhe apenas ritmo e a tal continuidade.

 

No tridente defensivo quem substitui Coates no centro? Inácio, Neto ou Feddal? Já aconteceu qualquer deles jogar no centro, nenhum me convenceu, e está ali o segredo da segurança defensiva do Sporting.

Gostava de ver ali Neto (pois, mas o Ajax...foi o Ajax), deixando Inácio e Feddal nas suas posições habituais.

No tridente ofensivo não há questões. Paulinho não exibiu o nível habitual frente ao Tondela porque estava em risco de não jogar também pelos cartões amarelos. Mas no dérbi terão todos de trabalhar muito de forma a não deixar os dois médios em inferioridade numérica contra o meio-campo adversário. 

 

Do Benfica conheço pouco, para sofrer já me bastam os jogos do Sporting, mas aquela legião estrangeira paga a peso de ouro mais o seu treinador mestre da táctica não estão para grandes incómodos. Fazem o seu número: se a coisa estiver a correr bem entusiasmam-se, caso contrário ajoelham e afundam.

Cabe ao Sporting não os deixar confortáveis no jogo e explorar as baldas que fatalmente irão surgir. Para isso precisa de ter paciência, defender bem especialmente nas zonas interiores, circular a bola, entrar com velocidade pelas alas sem desposicionar a estrutura defensiva, tudo aquilo que o Sporting já deu mostras de saber fazer. E não errar nas saídas a jogar e nos passes interiores, porque os erros vão pagar-se bem caro.

 

Voltamos então a tentar adivinhar como começa e acaba o Sporting.

O meu palpite é:

Inicial: Adán; Inácio, Neto e Feddal; Porro, Ugarte, Matheus Nunes e Matheus Reis; Pedro Gonçalves, Paulinho e Sarabia

Final: Adán; Inácio, Neto e Matheus Reis; Esgaio, Matheus Nunes, Bragança e Nuno Santos; Pedro Gonçalves, Paulinho e Tiago Tomás.

Vou contar um ponto por acerto, 22 pontos em discussão. Fico a aguardar os vossos palpites.

 

PS: No último jogo deste tipo referente ao jogo contra o Tondela ganhou o Carlos Calado com 19 pontos, os falhados estão em sublinhado:

Inicial: Adán; Inácio, Coates e M. Reis; Esgaio, Palhinha, M. Nunes e Nuno Santos; P. Gonçalves, Paulinho e Sarabia

Final : Adán; Inácio, Coates e M. Reis; Esgaio, Ugarte, Bragança e Nazinho; Tabata, Tiago Tomás e Nuno Santos.

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Prognósticos antes do jogo

Iremos desfalcados à Luz, sem dois dos nossos melhores: Coates e Palhinha. Mas não nos desculparemos com a covid-19 como pretexto para um eventual desaire: essa é uma especialidade de outros.

Na época anterior sofremos ali a nossa única derrota num campeonato que vencemos com toda a justiça: perdemos tangencialmente com a turma da casa por 4-3. Num jogo em que já nos tínhamos sagrado campeões nacionais, o que desconcentrou a nossa equipa durante o primeiro tempo.

E agora, como será? Espero os vossos prognósticos para o Benfica-Sporting de amanhã, com início previsto para as 21.15.

O derby e a Ómicron

Consta que os casos até agora relatados da nova variante do SARS-Cov2, designada por Ómicron, atingiram 13 elementos do staff da B-SAD, entre eles jogadores.

Perante este cenário, os jogadores que estiveram no Estádio Nacional no passado Sábado a participar naquela pantomima de um jogo de futebol, correm o risco de estar todos infectados.

Deixo aqui o meu apelo veemente ao presidente do Sporting para que, se for o caso de o Benfica só se poder apresentar com 9 jogadores, incluindo dois guarda-redes, um deles a fazer de defesa direito, proponha ele o adiamento do jogo. Bater em "mortos" é que não e o fair play não é definitivamente uma treta!

É cenário pouco provável, mas aposto dobrado contra singelo que não seria necessário Frederico Varandas dar-se a esse trabalho, o Pedro de plástico seria lesto a tratar do assunto.

Vergonha internacional

 

«O jogo que nunca devia ter-se realizado: vergonha mundial em Portugal»

Título da Marca

 

«Escândalo na Liga portuguesa: Belenenses com nove, e dois guarda-redes, frente ao Benfica»

Título do As

 

«Vergonha! Belenenses obrigado a jogar com nove jogadores contra o Benfica»

Título do Mundo Deportivo

 

«Assombro em Portugal: Belenenses com nove contra o Benfica devido à covid: goleada e partida suspensa»

Título da Gazzetta dello Sport

 

«Portugal: paródia de futebol entre o Belenenses, dizimado pela covid-19 e que terminou só com seis, e o Benfica»

Título do Le Figaro

 

«Belenenses, golpeado pela covid, foi humilhado pelo Benfica após ter sido forçado a jogar com nove (incluindo um guarda-redes a lateral direito)»

Título do Daily Mail

 

«Caos Covid: jogo do Benfica interrompido após o Belenenses ser forçado a jogar com nove incluindo dois guarda-redes»

Título do The Sun

 

«Farsa: Belenenses inicia jogo com nove - incluindo dois guarda-redes»

Título do The Guardian

 

«Belenenses-Benfica interrompido por surto de covid que provoca o caos»

Título do The Independent

 

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