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És a nossa Fé!

Tiago, Nuno, Gonçalo... e Pote

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Tiago e Jovane festejam segundo golo (foto: Ricardo Nascimento/Lusa)

 

Confirma-se: está a ser a melhor pré-temporada leonina das últimas três épocas. Segundo jogo de preparação, segunda vitória consecutiva que pudemos ver em directo na SportTV.

Desempenho superior do Sporting, desta vez frente ao Belenenses SAD no Estádio do Algarve, em comparação com a partida de há dois dias, em que enfrentámos o Portimonense.

No jogo anterior, de positivo, só os 20 minutos finais - aqueles em que Rúben Amorim decidiu mudar todos os jogadores de campo. Nesse período conseguimos o golo da vitória frente ao clube de Portimão, marcado por Tiago Tomás. O anterior teve assinatura de Sporar, na conversão de um penálti.

 

Desta vez o onze que entrou em campo foi esse que finalizou o anterior embate. E as impressões voltaram a ser dignas de elogio: equipa dinâmica, veloz, a desdobrar-se em passes verticais, de olhos fitos na baliza adversária. Quase nada daquela "filosofia de posse" estéril que marcou o Sporting da temporada 2019/2020.

Sem surpresa, marcámos logo aos 14' num lance rápido concluído pelo recém-chegado Pedro Gonçalves, também conhecido por Pote (confirmando que é mesmo reforço), bem servido por Tiago Tomás em zona frontal à baliza após iniciativa de Jovane, crucial no aproveitamento dos espaços permitidos pelo Belenenses. Nove minutos depois, Tiago marcou o segundo, culminando outra bela sequência de futebol de ataque, iniciada em Nuno Mendes e conduzida por Jovane, que fez a assistência.

O terceiro foi apontado aos 73' por Sporar: um golo à ponta-de-lança, com o esloveno a isolar-se, ultrapassando com êxito a linha defensiva algarvia. E aos 87' quase viria a marcar outro, de remate cruzado: Moreira, o guarda-redes adversário, defendeu in extremis, fazendo a bola embater no poste.

 

Balanço destes dois jogos de preparação: cinco golos marcados, dois sofridos (um deles devido a um penálti inexistente). Mais robusta, esta vitória por 3-1 contra um adversário orientado por Petit, um treinador que nunca facilita.

Melhores? Desde logo Pedro Gonçalves. E também um trio de miúdos formados em Alcochete que merecem um lugar ao sol: Gonçalo Inácio, Nuno Mendes e Tiago Tomás. Este, com um par de golos e uma assistência em dois meios-jogos, promete ser um forte concorrente de Sporar.

Quem disse que a nossa Academia não formava goleadores?

 

ADENDA: A jumentude leonina continua a marcar a diferença. Sempre pela negativa. Qualquer semelhança entre isto e uma claque verdadeira é mera coincidência.

Os melhores prognósticos

Outra ronda bem sucedida. Não só para o Sporting, que venceu 3-1 fora de casa o mesmo adversário que há três anos, também para o campeonato, nos foi ganhar pela mesma marca em Alvalade, quebrando um jejum de 62 anos, mas também nesta ronda de prognósticos. Com seis autores / leitores do blogue a acertarem no resultado: Anonimus, CAL, Carlos Alves, Horst Neumann, Leão do Fundão e Leonardo Ralha

Mesmo com o critério do desempate, restaram quatro vencedores: Anonimus, Carlos Alves, Leão do Fundão e Leonardo Ralha. Todos de parabéns, claro. E permito-me destacar o requinte do nosso leitor fundanense, que levou o vaticínio a este ponto: «1-3 - Três golos de Jeremy Mathieu, embora sejam marcados por Coates, Sporar e Jovane.» Só Sporar esteve ali a mais, embora certamente também desejasse marcar naquele jogo tão especial de homenagem a um dos melhores centrais que o Sporting já conheceu.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

De mais uma vitória, desta vez contra o falso Belenenses. Triunfo incontestado do Sporting por 3-1 nesta partida, desenrolada na chamada Cidade do Futebol, pouco depois das 19 horas, o que forçou a primeira parte a desenrolar-se com o sol já muito baixo, dificultando a visão em parte do terreno. Outros três pontos amealhados, confirmando a nossa equipa como a mais bem-sucedida nesta "terceira volta" da Liga 2019/2020, agora na quarta ronda. Apesar de termos actuado hoje sem quatro jogadores que há cinco meses eram considerados nucleares: Bruno Fernandes (entretanto transferido para o Manchester United), Acuña, Vietto e Mathieu (todos lesionados).

 

De Jovane. Novamente o melhor, decisivo ao ponto de ter marcado dois golos - o segundo e o terceiro. E talvez não ficasse por aqui se tivesse permanecido em campo durante a segunda parte. Rúben Amorim mandou-o sair ao intervalo, por precaução, verificando que o jovem caboverdiano acusava um problema muscular. A missão dele estava cumprida, uma vez mais com distinção: o golo que marcou aos 36', em remate acrobático, foi espectacular. Fechou a conta com um penálti indefensável, aos 45'+2. Soma e segue.

 

De Coates. Capitão da equipa, patrão incontestado da defesa - e também, aos 29 anos, o mais velho do onze titular leonino. Seguro, confiante, determinado, foi ele a iniciar a reviravolta, erguendo-se mais alto do que toda a defensiva azul aos 22', marcando de cabeça um golo na sequência de um canto, como recomendam todos os manuais do futebol. Esteve quase a repetir a dose aos 63', forçando Koffi à defesa da tarde.

 

De Ristovski. Primeira actuação como titular, desde o reinício do campeonato. Passou na prova, globalmente, destacando-se sobretudo nas acções ofensivas. Teve o melhor momento num cruzamento a que Jovane deu sequência perfeita, tornando-se assim numa assistência para o segundo golo. Voltou a cruzar muito bem, aos 53' e aos 56'. Ao ser substituído por aparente fadiga (79'), saiu certamente satisfeito. Pode manter-se como titular na posição de lateral direito, quase médio-ala, crucial no sistema táctico de Amorim.

 

Da manutenção de Nuno Mendes a titular. O jovem lateral esquerdo voltou a ser aposta do treinador como protagonista na ala esquerda e deu boa conta do recado. Foi determinante num lance ofensivo, iniciado com um passe longo de Matheus Nunes e prosseguido com rápidas tabelinhas entre ele, Sporar e Jovane, até culminar na grande penalidade cometida pelo Belenenses SAD. Revela disciplina táctica e excelente condição física.

 

De Francisco Geraldes. Teve finalmente uma oportunidade digna desse nome, jogando toda a segunda parte, no lugar de Jovane, e aproveitou para mostrar os seus dotes de organizador e desequilibrador, abrindo linhas de passe e apostando no remate de meia-distância. Levou velocidade e perigo em três ocasiões à baliza azul: aos 53', aos 74' e aos 77', pondo à prova o instinto e os reflexos do guardião adversário. Capacidade técnica acima da média, como já sabíamos. Merece novas oportunidades. 

 

Da aposta na formação. Rúben Amorim fez alinhar quatro jogadores oriundos da Academia leonina no onze inicial (Max, Eduardo Quaresma, Nuno Mendes e Jovane), mais três sub-23 que têm completado a formação em Alvalade (Matheus Nunes, Wendel e Plata). Na segunda parte entraram mais três da cantera leonina: Geraldes (46'), Ilori (67') e Camacho (73'). Como sempre digo, o caminho faz-se caminhando.

 

De termos apresentado o nosso onze mais jovem da época. Com apenas 22,8 anos de idade média entre os titulares, este foi também o segundo mais jovem de todas as equipas que disputam este campeonato.

 

Do bom aproveitamento das bolas paradas. Um golo na sequência de um canto, outro de penálti: continuamos com evolução muito positiva neste aspecto. Ainda não há muito, éramos incapazes de aproveitar estes cruciais momentos de cada jogo.

 

Da homenagem a Mathieu. O internacional francês - um dos melhores centrais que já vestiram de verde e branco - deixou de poder jogar, devido a uma lesão que lhe abreviou o fim da carreira. Deixa uma excelente lembrança não apenas entre os adeptos mas também junto dos colegas, que hoje actuaram com o seu nome impresso nas camisolas. E Coates dedicou-lhe o golo que abriu caminho à vitória leonina na Cidade do Futebol. Golo marcado aos 22 minutos - precisamente o número que Mathieu usou ao serviço do Sporting.

 

De somarmos três jogos seguidos a ganhar. E uns inéditos (nesta temporada) cinco jogos consecutivos sem perder. Indício evidente de que estamos no bom caminho.

 

De consolidarmos o terceiro posto. Mantemos dois pontos de avanço em relação ao Braga e encurtamos a distância face ao Benfica, que nesta ronda perdeu em casa (3-4) com o Santa Clara.

 

Da "estrelinha" do treinador. Rúben Amorim, técnico com fama de sortudo, soma agora catorze jogos sem perder no campeonato. Só é pena que nove desses catorze tenham sido ao serviço do Braga. No Sporting, regista quatro vitórias (Aves, Paços de Ferreira, Tondela e Belenenses SAD) e um empate (em Guimarães).

 

 

Não gostei
 
 

Do golo inicial do Belenenses SAD. Aos 9', perdíamos 0-1: golo de Licá, após erro colectivo do flanco direito da nossa defesa. Felizmente os "camisas azuis" ficaram por aí. Treze minutos depois, Coates empatou e a partir daí o comando das operações - e do resultado - foi nosso até ao fim.

 

Que não tivéssemos marcado na segunda parte. O resultado ficou feito ao intervalo e nos 45 minutos finais limitámo-nos a gerir a confortável vantagem, sem nunca perdermos o domínio do jogo. O ponta-de-lança, Sporar, desta vez ficou em branco apesar de se ter mantido em campo do princípio ao fim.

 

De Borja. Aos 28', entregou a bola à equipa adversária em terrenos fronteiros à baliza. Aos 30', sem nenhum adversário por perto, cedeu um canto absolutamente desnecessário. Aos 42', cometeu falta em zona perigosa que só não teve más consequências por Licá estar deslocado. Como de costume, revelou défice de protagonismo com bola no início do processo de construção ofensiva. Parece mal entrosado no sistema de três centrais implantado pelo novo técnico e teve um desempenho muito inferior ao de Mathieu, anterior titular da posição.

Os melhores prognósticos

Voltámos às vitórias no campeonato - e voltaram os palpites acertados ao És a Nossa Fé.

Desta vez houve quatro vencedores na ronda de prognósticos para o Sporting-Belenenses SAD. Com natural destaque para a Cristina Torrão, minha colega de blogue: ela vaticinou não apenas o resultado (2-0 para o Sporting), mas o marcador de um dos golos (Vietto, que até marcou os dois).

Tal como ela, também os leitores Orlando, José Vieira e Verde Protector justificam destaque.

Menção honrosa para a nossa estimada leitora CAL, que anteviu o desfecho. Faltou-lhe apenas acertar em Vietto. Mas merece ser cumprimentada.

Rescaldo do jogo de ontem

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Gostei

 

Da vitória, arrancada a ferros. Conseguimos o mais importante: garantir os três pontos. Esta noite, em Alvalade, frente a um Belenenses SAD que foi claramente superior na primeira parte e chegou ao fim com mais posse de bola. Valeu-nos o inconformismo dos raros jogadores que demonstram inegável qualidade neste plantel leonino. Com destaque para Vietto, autor dos dois golos que serviram ainda em tempo útil para sacudir o triste torpor que tolheu a nossa equipa durante mais de uma hora em campo.

 

Do golão do argentino. Vietto é, de longe, o melhor jogador de todos quantos já foram contratados por Frederico Varandas. Aos 75', é ele quem inicia o lance mais decisivo, com um soberbo passe longo esticando o jogo para a ala direita. E é ele quem finaliza essa jogada com um pontapé acrobático, sem deixar a bola cair ao chão, na sequência de um ressalto dentro da grande área. Um golo que fez levantar o estádio e encheu de alegria os verdadeiros adeptos, que já desesperavam de ver futebol a sério nesta noite fria em Alvalade. Seis minutos depois, repetiu a dose, a centro de Bolasie: foi um golo menos artístico mas confirmou Vietto como melhor em campo. E ainda podia ter marcado mais dois.

 

De Bolasie. Nem sempre actua com a elegância que os mais exigentes desejariam. Mas é esforçado e não desiste de um lance, mostrando aos companheiros como é que se faz. Foi influente nos dois golos leoninos, exibindo-se como um verdadeiro extremo direito - algo que nos faltou na outra ala - onde rende mais do que diante da baliza.

 

Das mudanças operadas por Silas durante o jogo. Frente ao iminente naufrágio que se avizinhava, e que suscitava protestos bem audíveis no estádio, o técnico mexeu bem na equipa, desmanchando o 3-5-2 inicial e fazendo-a alinhar em 4-3-3. Mandou sair Neto logo aos 33', trocando-o por Camacho, que enfim pôde demonstrar um pouco o que realmente vale perante o público de Alvalade. Ao intervalo, deixou Rodrigo Fernandes no balneário, mandando entrar Idrissa Doumbia - uma opção algo cruel para o jovem formado na Academia de Alcochete, em estreia como titular na equipa principal, mas indispensável para conferir dinâmica e capacidade de iniciativa ao nosso meio-campo. Enfim, aos 66', trocou o apático Eduardo por Luiz Phellype. No conjunto, foram mudanças que funcionaram: Bruno, mais desimpedido de movimentos, pôde enfim pôr a bola a circular e Vietto passou a jogar de trás para a frente em rotação da ala para o centro, como prefere. Com todas as suas limitações, que são bem evidentes, o técnico que veio do Belenenses SAD pode gabar-se de ter vencido sete dos nove jogos disputados pelo Sporting sob o seu comando. Mas precisa de não inventar tanto: tem de pôr Vietto a 10, recuar Bruno para o eixo de construção, colocar sempre um avançado de referência na área e apenas um médio defensivo.

 

De não termos sofrido golos. Do mal o menos: o processo defensivo, com Silas, parece mais consolidado. Pelo segundo jogo consecutivo, com um intervalo de três dias, mantemos as nossas redes intactas.

 

De termos encurtado distância para o terceiro classificado. O Famalicão perdeu dois pontos nesta ronda, empatando em casa com o Moreirense: separa-nos agora quatro pontos. E vimos o V. Guimarães - derrotado no seu estádio pelo Braga - ficar lá mais para baixo. Boas notícias, apesar de tudo.

 

 

Não gostei

 
 

Da miserável primeira parte do Sporting. Espectáculo deprimente, indigno dos pergaminhos e da raça do Leão. Pontapé para trás, pontapé para o lado, devolução ao guarda-redes, alas entupidas, má circulação de bola, um festival de passes falhados mesmo a curta distância, charutadas de centrais sem categoria, como Ilori e Neto. Chegámos a actuar com os onze jogadores remetidos ao nosso meio-campo, como se estivéssemos a defender o zero-a-zero, em casa, frente ao 13.º classificado da Liga. Uma vergonha.

 

Do onze escalado por Silas. O técnico do Sporting - terceiro da temporada, quinto da era Varandas - voltou a mudar o sistema táctico no campeonato, replicando o que fizera entrar em campo na quinta-feira frente ao Rosenborg para a Liga Europa. Foi um rotundo falhanço, desde logo porque na prática os laterais não evoluíram no terreno, formando assim um bloco defensivo composto por cinco elementos aos quais se somavam dois médios muito posicionais. Dando assim liberdade de movimentos ao Belenenses SAD, que nesses 45 minutos iniciais foi a equipa mais acutilante e que dava mais mostras de querer vencer.

 

Que só estivéssemos 27 mil espectadores em Alvalade. Desta vez o jogo decorreu a horas decentes. Mas nem isso atraiu mais público. E a verdade é que muitos dos que ainda foram ao estádio acabaram por sair bastante antes do fim. Convencidos de que aquilo não merecia mais.

 

Da ausência de Acuña e Mathieu. Num plantel escasso em jogadores de classe, como é o do Sporting actual, o argentino e o francês - excluídos por lesão - fizeram muita falta. Nenhum dos seus substitutos em campo revelou sequer um mínimo de qualidade para ocupar aquelas posições. O que só confirma como esta equipa é desnivelada e foi formada sem atender às reais necessidades de um clube que aspira, no mínimo, a atingir um posto no campeonato que lhe permita o acesso à Liga dos Campeões.

 

De Borja. O colombiano vai demonstrando, de jogo para jogo, que foi uma contratação falhada. Não reúne qualidades mínimas para ser titular de uma equipa com as aspirações do Sporting. Débil a defender, tímido a atacar, sem atributos técnicos que o recomendem, voltou a ter uma exibição péssima. E continua a intrigar-me como é que consegue ser internacional pela selecção do seu país.

 

Dos assobios aos jogadores. Estavam decorridos só 14 minutos e já Renan era alvo de sonoras vaias, oriundas sobretudo da curva sul. Pouco depois eram outros a ser brindados com as mesmas manifestações de "carinho" vindas das bancadas. Este péssimo hábito, recente em Alvalade, só pode enervar e desconcentrar os profissionais leoninos, não os ajudando em nada. Como se a equipa jogasse fora na própria casa. Pior só os insultos que do mesmo sector visaram o presidente do Sporting, à meia hora de jogo. Uma vez mais, estes gritinhos voltaram a ser abafados por estrondosos assobios da maioria dos sócios presentes nas bancadas, em evidente repúdio pela javardice das franjas mais extremistas da Juve Leo.

 

Foto minha, esta noite, em Alvalade

O golpe de asa do speaker

Se há lugar que temos bem preenchido é o de speaker. Então agora com o PA* novo o homem ouve-se em Cacilhas...

A coisa na primeira parte não estava a correr. Nem bem, nem mal, não estava a correr mesmo, que eles era só com três velocidades: Devagar, devagarinho e parado e quando lá por baixo de mim começaram com aquela cantoria do "e óóó Va-ran-das, o que é que tu fa-ze-za-qui-a-pre-si-denteeeeeee?" foi quando ouvi algum sonzinho vindo da central, umas assobiadelas lá para os de baixo de mim, que para os marmanjos que se arrastavam em campo nem uma palminha e um "vaz'mbora!" Pronto, justiça seja feita, lá para a segunda parte, quando um dos do falso Belém se espojou junto à linha lateral a imitar os nossos, trataram de o assobiar quase com tantos decibéis como o do PA* novo e ao árbitro por tabela.

O golpe de asa do speaker aconteceu ao intervalo quando, certamente a recado de Varandas que de futebol percebe o homem, através do novo PA*, se virou para as bancadas e perguntou, alto e bom som "quem é que aí nas bancadas já jogou à bola?" e logo duas ou três centenas de barrigudos e outros menos se levantaram das cadeiras, pensando que iam ser convocados para um jogo das velhas guardas. Estavam redondamente enganados, como se viu na segunda parte quando entraram em campo já depois de nos terem rebentado com os ouvidos com mais uma exibição do PA* novo, que se não ultrapassou os 100 dB pouco faltou. Demoraram algum tempo a começar a carburar, mas não é que ali em dez minutos, entre os 70 e 80 deram uma lição de bola aos coxos que começaram o jogo? Marcaram dois golos e poderiam ter marcado outros dois pelo mesmo rapaz que nos seus tempos áureos foi ponta-de-lança (atenção Varandas, agarra este!) no Grupo Desportivo de Matrena. Claro que no final as barriguinhas falaram mais forte e os últimos dez minutos foram a um ritmo mais lento, mas mesmo assim meteram num chinelo as aventesmas que se arrastaram agonizantes na primeira parte.

E foram os responsáveis por não haver mais uma faustosa exibição do PA* no final do jogo, que a malta do "e óóó Va-ran-das, o que é que tu fa-ze-za-qui-a-pre-si-denteeeeeee?" ficou sem munições, pelo menos por hoje...

E livraram o Pedro Correia da chatice de ir à Câmara de Lisboa,  fazer queixa daquela barulheira infernal que me ia rebentando com os tímpanos logo a seguir ao intervalo. "Ná-via" necessidade, porque toda a gente via que com aqueles onze que entraram na segunda parte, aquilo eram favas contadas. Eheh

 

*PA: palavras em inglatónico para aparelhagem de som, mas eu às vezes gosto de dar uma de cagão e mostrar à malta que sou erudito...

Os prognósticos passaram ao lado

Desta vez ninguém acertou. Mas por um excelente motivo: há 45 anos que não se registava um triunfo tão desnivelado do Sporting fora de portas: 8-1 contra o Belenenses SAD, no Estádio Nacional.

A última vez, em 1973/1974, havia sido numa saudosa época com dobradinha: vencemos campeonato e Taça (como só voltaria a acontecer em 1981/1982 e 2001//2002). Com o saudoso Yazalde no plantel leonino, a espetar quatro dos nossos sete golos ao Oriental.

Ressabiadas e letais

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Enquanto decorria a maior goleada do Sporting fora de casa num campeonato nacional dos últimos 45 anos - e uma das nossas três maiores, na condição de visitantes, em toda a história do futebol leonino - as viuvinhas ressabiadas e letais, num dos locais onde se acoitam, iam rabiscando coisas como estas:

 

«No futebol não jogamos nada.»

 

«Não jogamos nadinha.»

 

«Este ano não contamos para o totobola.»

 

«Ou é impressão minha ou não estamos a jogar um charuto… contra 10.»

 

«Estamos a jeito de mamar um golo. Continuamos a jogar mal.»

 

«Os lampiões a pagarem a um redes de um adversário directo para estas situações parecerem normais.»

 

«Golo do Belém… Patético. Andamos a brincar com isto.»

 

«Nem contra 10 sabemos defender.»

 

«Nem defender nem atacar.»

 

«Mentalidade de merda e um gudelj.»

 

«O jogo está tão fácil que quem sabe o tamanco Gudelj ainda faz uma assistência para golo…»

 

«Este jogo contra o Belém espelha bem a nossa diferença para bemfic@ e porto.. chama-se ATITUDE!! Nem a possibilidade de chegar ao segundo lugar os motiva.»

 

«1-3 em carambola. Uma vez que a bola não ia para a baliza é golo do tamanco ou é o autogolo?»

 

«Vá, pronto, até o coiso marca. Afinal serviu para acordarem.»

 

«Para que serve? Vão para o marquês festejar o terceiro lugar!»

 

«Já vi jogos de solteiros vs casados com mais intensidade…»

 

«O resultado não espelha a exibição porque não foi por ai além.»

 

«Continuo a não ver futebol nenhum de jeito, mas há que festejar o terceiro lugar. »

 

«Quantas malas viajaram para Belém? Nem com o Gudelho numa forma do caraças se justifica…»

 

«Os novos donos do Benfica B de alvalade têm de arranjar uns resultados para disfarçar as equipas que contra a equipa A da Luz não correm para a cartilha dizer “há é equipas fracas” e afins…»

 

«Está visto que não há forma do Keizer ir embora. Vamos ter futebol escola Keizer até ao Natal.»

 

«As opções de Keizer continuam a ser rídiculas.»

 

«Péssimo domingo onde perdemos 2 campeonatos (ou no mínimo 1 e meio)…»

 

«Eram títulos a mais. Há que baixar a bitola, não é Varandas?»

 

«O Varandas é um cancro, ou vá, um cavalo de Tróia, sendo, de facto, um idiota útil.»

 

«Agora vivemos um pesadelo.»

 

«A bananagem poderá conseguir desfazer o Clube mas acabará esmagada.»

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

 

Da nossa maior goleada da época. Conseguida hoje, no Estádio Nacional, frente ao Belenenses SAD: 8-1. Num desafio de total supremacia leonina, facilitada pelo facto de termos actuado com mais um jogador a partir do minuto 21 devido à expulsão do guarda-redes Muriel. Foi um dos nossos triunfos mais dilatados de sempre em jogos disputados fora.

 

De termos concretizado a décima vitória consecutiva. Nove jogos sempre a vencer para o campeonato nacional somados ao nosso triunfo na meia-final da Taça de Portugal frente ao Benfica: Marcel Keizer, apenas em seis meses, acaba de superar a melhor série de desafios vitoriosos conseguidos em três anos no Sporting por Jorge Jesus.

 

De Bruno Fernandes. Tarde de sonho para o capitão do Sporting: três golos marcados. O que o torna no melhor marcador de sempre do futebol europeu para um jogador que actua na sua posição. Leva já 31 golos marcados nesta temporada - 19 no campeonato, onde também já fez 17 assistências. Hoje marcou o quarto, de grande penalidade, aos 70'. Depois, o quinto, aos 75' (assistência de Luiz Phellype). E o sétimo, aos 84' (assistência de Acuña). Outra grande exibição do melhor em campo, que é também o melhor do campeonato português.

 

De Raphinha. Voltou a ser um elemento crucial no onze leonino. Foi ele a inaugurar o marcador, aos 10', aproveitando um brinde do guardião adversário com um pormenor de grande virtuosismo técnico, marcando com o pé direito, o seu pior, numa execução rapidíssima. Aos 20', quando se encaminhava para a grande área, foi derrubado em falta pelo guarda-redes, o que valeu a expulsão ao infractor. E assim pôs o Sporting a jogar com mais um até ao fim.

 

De Luiz Phellype. Soma e segue: sétimo golo em seis jogos consecutivos da Liga 2018/2019. Voltou a ser crucial, marcando o segundo do Sporting, aos 45'+1. E foi dele a assistência para o quinto. Já ganhou por mérito próprio lugar no plantel e na admiração dos adeptos pela sua eficácia e pela sua inegável entrega ao jogo.

 

Do regresso de Bas Dost. O holandês voltou a jogar após 57 dias de ausência. E não podia ter regressado de forma mais feliz: entrou aos 76', substituindo Luiz Phellype, e no minuto seguinte já estava a marcar, na primeira vez em que tocou na bola. Festejou com imensa alegria, partilhada por todos os seus colegas, numa imagem inequívoca de saúde anímica da nossa equipa. Ainda rematou ao poste (83') e revelou um pormenor de grande classe, na simulação feita aos 90' que permitiu o golo de Idrissa.

 

De dois estreantes a marcar: Gudelj e Idrissa Doumbia. Já haviam tentado várias vezes, mas só hoje conseguiram. O sérvio apontou o terceiro, aos 65', num pontapé que acabou por rumar à baliza por ter sido desviado por um defesa azul; o jovem marfinense, num remate forte e bem colocado, no último minuto de jogo, correspondendo com êxito a um centro de Diaby. 

 

De termos aproveitado muito bem as oportunidades. Os nossos remates à baliza, nesta partida, resultaram quase todos em golos.

 

De ver o Sporting como segunda equipa mais goleadora do campeonato. Ultrapassámos o FC Porto, tendo agora mais golos (70 contra 68) e levamos mais 18 do que o Braga. Números que falam por si.

 

Do horário. O jogo começou pouco depois das 17.30, numa tarde de sol. Fez lembrar outros tempos, de boa memória. O futebol em Portugal deve voltar a ser um jogo mais diurno do que nocturno.

 

Da homenagem prestada pelas nossas claques a Casillas. Um gesto de grande desportivismo que merece ser enaltecido.

 

Do bom augúrio desta vitória. Terá funcionado como ensaio geral para a final da Taça de Portugal frente ao FC Porto? Esperamos que sim. Para já, serviu para exorcizar a derrota contra o Aves ocorrida no mesmo local há quase um ano.

 

 

 

Não gostei

 
 

Da convocatória. Uma vez mais, Francisco Geraldes e Miguel Luís ficaram de fora. Nem o facto de termos entrado para este jogo já com o terceiro lugar garantido, mercê de nova derrota do Braga, convenceu Marcel Keizer a apostar nos jovens da nossa formação.

 

De ver dois centrais no banco. Numa partida contra o Belenenses SAD, não seria mais pertinente que Ilori ou André Pinto cedessem lugar a um colega de características ofensivas?

 

Da ausência de Jovane. Esteve no banco, mas de lá não saiu: Marcel Keizer preferiu lançar Diaby aos 76', substituindo Raphinha. Por mim, preferia que a opção tivesse sido outra.

Uma goleada das (muito) antigas

No grandioso Estádio Nacional, ou Estádio do Jamor, agora casa alugada do Belenenses SAD, o Sporting Clube de Portugal tendo como presidente Frederico Varandas e treinado pelo holandês Marcel Keizer (contratado por Frederico Varandas) goleou a equipa daquele clube por 8-1, registando o resultado mais volumoso para a Liga/Campeonato desde ... (desculpem mas teria de andar pela Wiki Sporting página a página, ano a ano, até descobrir igual resultado e não estou para isso).

Por acaso, marcaram os golos:

Os contratados/retornados pela mão de Sousa Cintra no Verão : Bruno Fernandes (3), Bas Dost e Gudelj

Os contratados por Frederico Varandas no Inverno: Doumbia e Luiz Phellype

E o contratado por Bruno de Carvalho no Inverno do ano passado: Raphinha

Qualquer Sportinguista a sério diria:

"É para termos alegrias destas, é por um Sporting CP vencedor que trabalhámos tanto nos últimos anos!

Afinal valeu a pena investir!

Parabéns ao enormes treinadores e atletas do futebol do Sporting Clube de Portugal.

Nós os Sportinguistas merecemos momentos destes."

Fico a aguardar...

SL

Prognósticos antes do jogo

Vamos jogar ao Jamor neste domingo. Ainda não para a final da Taça de Portugal, mas para enfrentarmos uma equipa que usurpou o nome Belenenses, sendo no entanto autorizada a jogar embora proibida de usar o símbolo do clube e as instalações do Restelo (alguém percebe tamanha contradição?)

O que interessa agora é saber quais os vossos prognósticos para esta partida, com início previsto para as 17.30.

Hoje giro eu - Detalhes

No futebol, como na vida, muitas vezes o sucesso/insucesso depende de um detalhe. Por uns meros onze milímetros (bola vs linha de golo) o Liverpool não se adiantou no marcador no Etihad Stadium de Manchester, curtíssima distância que a ter sido eliminada deixaria a equipa da cidade dos Beatles mais perto do título inglês. Um pequeno pormenor que pode vir a fazer toda a diferença nas contas finais do campeonato. 

Se a invocação da sorte ou do azar é válida para este caso, já o ocorrido na recepção do Sporting à Belenenses SAD deveu-se muito mais a questões relacionadas com (in)competência. Assim, fui dar-me ao trabalho de cronometrar e medir os lances dos golos do Sporting e cheguei às seguintes conclusões: no primeiro golo, Diaby esteve dois segundos e vinte e seis centésimos parado, com a bola nos pés, na meia-lua da área da SAD vestida de azul, à espera da desmarcação de Bruno Gaspar, sem que nenhum adversário (entre os vários que tinha à sua volta) esboçasse a mínima intenção de lhe tirar a bola; finalmente, no segundo golo, Zacarya foi recuando dentro da área perante Miguel Luís, dando muito espaço (precisamente três metros e cinquenta e nove centímetros) para o fantástico remate do promissor médio leonino.

Se no clássico do Norte de Inglaterra podemos falar de um pormenor, no derby lisboeta a diferença fez-se de "pormaiores".  

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