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És a nossa Fé!

Os prognósticos passaram ao lado

Anteviram-se goleadas, triunfos esmagadores, Paulinho levado em ombros como herói leonino. Infelizmente, estas risonhas antevisões não bateram certo com a realidade. O Sporting empatou em casa com o Belenenses SAD e mesmo esse pontinho foi conseguido num penálti convertido nos instantes finais da partida. 

Um jogo para esquecer. Ou para lembrar. Claro que todos os prognósticos falharam.

Rescaldo do jogo de anteontem

Não gostei

 

 

Do resultado do Sporting-Belenenses SAD. Terminou empatado 2-2: foi o nosso terceiro empate nos últimos quatro jogos, indício evidente de quebra global da equipa. Mas pior foi a exibição: só por volta dos 70' os nossos jogadores parecem ter despertado da letargia que se apoderou deles em campo. Jogando sem ritmo, falhando passes, abusando dos atrasos ao guarda-redes, com lentíssima circulação de bola. Pareciam estar a cumprir uma tarefa burocrática na repartição. Como se não quisessem ser campeões. 

 

De Adán. Tinha brilhado no jogo anterior. Desta vez borrou a pintura, com um erro inadmissível, daqueles que podem custar campeonatos: apertado por Cassierra, hesitou quanto ao pé a utilizar na saída de uma bola e acabou por chutar no ar, desequilibrando-se. Ofereceu assim ao Belenenses SAD o segundo golo. Iam decorridos 54', passávamos a perder 0-2. Nos minutos imediatos instalou-se o descontrolo emocional na equipa. A partir daí foi tremideira até ao fim.

 

De João Mário. Exibição apática do campeão europeu, que abusou de jogar a passo e das lateralizações sem rasgo, incapaz de queimar linhas ou de um passe de ruptura. Pior ainda: ao ser chamado para converter um penálti, aos 42', permitiu a defesa de Kritciuk. Foi substituído aos 67', tendo saído tarde de mais.

 

De Gonçalo Inácio. O pior jogo do jovem central desde que ascendeu à nossa equipa principal. Está de algum modo envolvido nos dois golos: no primeiro, logo aos 13', deixou-se fintar por Miguel Cardoso, que colocou a bola na área; no segundo, quando o Sporting precisava de construir um rápido lance ofensivo, optou por mais um burocrático atraso a Adán num passe de risco, que precipitou o erro do guarda-redes.

 

De Tiago Tomás. Outra exibição para esquecer. Aos 4' já estava a ser amarelado por uma entrada negligente, por trás, no meio-campo defensivo do Belenenses SAD, sem qualquer necessidade. Depois falhou três vezes a possibilidade de atirar com sucesso às redes azuis: aos 18' chutou para a bancada; aos 23', saiu-lhe um remate frouxo; aos 28', bem servido, desperdiçou a melhor oportunidade. Péssimo no capítulo da finalização. Foi bem substituído ao intervalo.

 

De Paulinho. Uma nulidade. Sucedem-se as jornadas com o nosso ponta-de-lança sem demonstrar em campo as qualidades que fizeram dele a contratação mais cara do Sporting. Atravessa uma evidente crise de confiança: nunca está no sítio certo quando é necessário. Foi preciso Coates, um central, ir lá à frente mostrar-lhe como se faz. O ex-artilheiro do Braga já parece ter esquecido. E nem serve para marcar penáltis. Como se implorasse ao treinador para o deixar fora do onze titular.

 

De Palhinha e Porro. Dois dos nossos melhores jogadores nesta época 2020/2021 vieram irreconhecíveis da mais recente pausa para desafios das selecções A em que ambos se estrearam. Em nítida quebra de forma, contribuíram ambos para a apagada exibição da equipa. 

 

Dos ataques inconsequentes. Em remates, o desequilíbrio neste dérbi lisboeta dificilmente podia ter sido maior: 28 do nosso lado e apenas três do Belenenses SAD. Problema: os nossos foram quase todos muito ao lado ou resultaram em pontapés frouxos que o guarda-redes deles facilmente interceptou. 

 

Das substituições tardias. Este desafio, contra uma equipa que defende com linhas muito baixas, pedia desequilibradores e criativos. Mas eles estavam quase todos no banco. E só foram lançados na segunda parte, por esta ordem: Nuno Santos (46'), Tabata (61'), Jovane (67'), Daniel Bragança (67') e Matheus Nunes (77'). Foi quanto bastou para o empate, alcançado no último lance do desafio. Mas já não chegou para a reviravolta que se impunha: ficaram mais dois pontos pelo caminho.

 

Das hesitações do treinador. Rúben Amorim, ausente do banco por castigo, demorou muito a desmanchar o sistema dos três centrais que já não fazia qualquer sentido com a nossa equipa a perder por 0-2 e o Belenenses SAD totalmente remetido ao seu reduto defensivo. Impunha-se reforçar as linhas dianteiras, o que só aconteceu aos 77', quando Coates - quase em desespero táctico - passou de central a ponta-de-lança improvisado. Lá atrás ficavam Gonçalo e Matheus Reis, que chegaram e sobraram. Não fazia falta mais nenhum.

 

 

Gostei

 

De Coates. Voltou a fazer a diferença, marcando o seu sétimo golo desta temporada. Este Sporting 2020/2021 - que já conquistou nove pontos no tempo extra - deve muito ao internacional uruguaio, não apenas no domínio defensivo, onde é um baluarte, mas também quando é preciso desatar os nós lá na frente. O nosso primeiro golo resultou de um forte cabeceamento do nosso capitão, elevando-se acima da muralha defensiva azul, aos 83'. Voto nele como melhor em campo.

 

De Jovane. Parece ser uma espécie de patinho feio no Sporting de Rúben Amorim. A verdade, porém, é que costuma corresponder quando é chamado. Voltou a acontecer: entrou aos 67', rendendo Palhinha, e funcionou como talismã leonino. Aos 90'+4 ganhou um penálti que ele próprio converteu num pontapé imparável. Valeu-nos um ponto e mostrou a João Mário como se faz. 

 

De Nuno Santos. Faltava quem soubesse cruzar com critério e qualidade. E foi do pé esquerdo dele que saiu esse centro que tanta falta nos fazia. Com precisão cirúrgica, a partir da linha, para a cabeça de Coates. Outra assistência para golo de um jogador que tão útil nos foi na primeira volta mas deixou de ser titular com a chegada de Paulinho. Tem de voltar ao onze inicial. O Sporting precisa dele em campo, não no banco.

 

De Nuno Mendes. Foi o único que na primeira parte sobressaiu da mediocridade e da mediania. Se alguém merecia a vitória, era ele. Bom nos duelos individuais, sem ter medo de transportar a bola, aos 41' foi ele a sofrer a falta que deu origem ao primeiro penálti de que beneficiámos neste jogo - o tal que João Mário foi incapaz de converter.

 

De termos cumprido o 28.º jogo seguido sem perder. Outro máximo ultrapassado: continuamos a ser a única equipa invicta na Liga 2020/2021. A seis jornadas do fim. 

 

Dos 70 pontos já atingidos. Estamos a três vitórias de conseguir o acesso directo à Liga dos Campeões.

 

De Nuno Almeida. Actuação impecável do árbitro algarvio, com critério largo e sem hesitar nos momentos potencialmente mais controversos, apontando duas vezes para a marca da grande penalidade. 

 

Da atitude da equipa nos 20 minutos finais. A perder por 0-2, os nossos jogadores encheram-se de brios, carregaram no acelerador e fizeram enfim enorme pressão sobre o Belenenses SAD, que passou a aliviar de qualquer maneira. Só foi pena terem esperado tanto tempo para mostrarem como se deve fazer. Não podiam ter despertado mais cedo?

 

De termos contrariado Petit. O benfiquista que treina o falso Belenenses, com a boçalidade que o caracteriza, tinha expressado na véspera do jogo o desejo de «tirar a virgindade» ao Sporting. A ele é que ninguém consegue tirar a grunhice. Trata-se de um caso irrecuperável.

Pensamento positivo

Não desesperem os mais acérrimos críticos. Não me invectivem os militantes do contra, que o que me apetecia hoje era mesmo, depois de uma noite com meia dúzia de Kompemsan para conseguir pregar olho, arrasar Amorim pela insistência naquele esquema para-Paulinho que se tem demonstrado desastroso (o esquema e o Paulinho); Arrasar o João Mário por ter assumido a marcação de um penalti quando está lá um colega que custou 16 milhões de Euros e até é supostamente um goleador e ter falhado a sua concretização; Trucidar o Adan por aquele caricato segundo golo dos coisos, que há-de aparecer no final do ano naqueles vídeos dos momentos "apanhados"; Zurzir em toda a defesa naquele primeiro golo, em que estava tudo a dormir... Mas não vale a pena.

Que piada teria se a gente viesse a ser campeões com dez pontos de avanço?

Eu acho até que a maior parte das pessoas que não acompanham muito o futebol, até olhariam para nós com cara de gozo, como quem diz "vai mas é gozar com outro, pá, dez pontos de avanço?"

Portanto, faltando ainda seis jogos, estamos muito bem a tempo de conseguir ser campeões, à boa maneira sportinguista, na última jornada e quem sabe já depois dos 90', mas para isso rapazes, treinador incluído, façam lá o favor de correr um bocadinho, deixem lá a cultura do "para trás e para o lado" que parece que se tornou imagem de marca (ontem levámos o segundo por causa dessa "brincadeira") e joguem à bola, que vocês até sabem. Não precisam de jogar muito, eu contento-me com o bastante para que não ande noventa minutos com o credo na boca (eu que até sou agnóstico, já rezo a todos os santinhos), vocês conseguem.

Para abalar este meu convencimento de que os rapazes vão aguentar a canoa até final, mesmo que percam alguns remos pelo caminho, só mesmo um resultado negativo em Braga e com golos do Sporar, mas se calhar porque está emprestado não joga, sorte a nossa, que se contarmos com o senhor 16 milhões para alguma coisa, é melhor contarmos com Jovane. Com muito menos espalhafato, resolve-nos o problema.

E tudo estará(ia) bem, quando acaba(sse) bem.

Vamos lá fazer força todos juntos. Para o mesmo lado, claro!

Amanhã à noite em Alvalade

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Para encerrar o quinto do ciclo de sete jogos com equipas acessíveis, fora do grupo dos três perseguidores, resta-nos apenas o B-SAD. Os resultados já obtidos - Santa Clara (2-1), Tondela (1-0), Guimarães (1-0), Moreirense (1-1), Famalicão (1-1), Farense (1-0) - reflectem a dificuldade que a equipa teve para lidar com adversários motivados e muito conhecedores da nossa forma de jogar.

Rúben Amorim tem feito um trabalho extraordinário na transformação dum misto de velhos guerreiros e jovens ambiciosos numa equipa focalizada e competitiva, com base numa ética de trabalho e de responsabilidade que não olha a nomes nem a estatutos. Mas a equipa é a que é, o seu valor de mercado está bem longe dos dois rivais, obviamente tem limitações que os adversários bem conhecem, e compreende-se bem o esforço do Rúben em andar em alterações constantes de jogadores e posicionamentos para surpreender os adversários. 

Este B-SAD à moda de Petit é uma equipa que assenta o seu jogo no pressing e no contra-ataque, e que varia entre a via aberta dos jogos com o Benfica e o caminho de cabras contra Sporting e Porto. No Jamor ganhámos com muita dificuldade e depois dum penálti falhado por eles que podia ter decidido o jogo a nosso desfavor.

Felizmente o plantel está todo disponível, Feddal parece já estar em condições. Imagino então que Amorim convoque os seguintes elementos:

Guarda-redes: Adán e Max.

Defesas Centrais: Neto, Feddal, Inácio, Matheus Reis e Coates.

Alas: Porro, Nuno Mendes.

Médios Centro: Palhinha, João Mário, Bragança, Matheus Nunes.

Interiores: Pedro Gonçalves, Jovane, Tabata,  Nuno Santos e Plata.

Ponta de lança: Tiago Tomás e Paulinho.

 

Como tenho vindo a dizer, acho que João Mário tem de retornar ao seu melhor lugar, e entre ele e Bragança um deles deverá dar lugar a um jogador diferente que traga cruzamentos e golos, como Nuno Santos. Pelo que a minha equipa seria a seguinte:

Adán; Inácio, Coates e Feddal; Porro, Palhinha, João Mário e Nuno Mendes; Pedro Gonçalves, Paulinho e Nuno Santos.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo para ultrapassar o B-SAD e manter a vantagem pontual na liderança da Liga.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

#OndeVaiUmVãoTodos

 

PS: Na última jornada ninguém acertou, mais uma vez o Rúben nos trocou as voltas.

SL

Os melhores prognósticos

Como vem sendo costume, não faltou quem aguardasse goleadas. Mesmo assim, a vitória tangencial e bastante sofrida do Sporting no Jamor, frente ao falso Belenenses, foi aqui prevista por quatro vaticinadores: os prezados Carlos Correia, David de Carvalho, José da Xã e Luís Lisboa.

Aplicado o critério do desempate, o quarteto ficou reduzido a duo, com vitórias de Carlos Correia e David de Carvalho. Porque só eles anteciparam o marcador de um dos nossos golos: o campeão europeu João Mário. 

Mas vale a pena tentar sempre. Amanhã há mais.

Tiago Tomás soube fazer a diferença

Texto de Orlando Marinho

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Relativamente à qualidade do campo, o jogo [B SAD-Sporting] foi, principalmente na primeira parte, muito bom. Nem o árbitro foi tão mau como o estado do relvado.

É em decisões como a do penalty atribuído ao B SAD que constatamos o quanto longe estamos do estatuto que outros têm.

Como é que um árbitro, digno desse nome, pode ter certezas numa jogada daquelas?

 

Mas daqui a uma semana já ninguém se lembra, porque Ádan defendeu.

Mais uma vez, não acredito que esta jogada fosse penalty se as cores da camisola fossem diferentes.

Notem que neste caso o VAR não aconselhou o árbitro a ver as imagens.

 

João Mário tem tanta qualidade técnica que, quando tocava na bola, até parecia estar a jogar no relvado do Portimonense.

Neto, com muitas limitações técnicas, neste jogo teve muitas dificuldades e devia ter as chuteiras erradas: passou o jogo todo a escorregar.

Inácio teve dificuldades principalmente na coordenação com os outros defesas, nos limites de fora de jogo, embora tenha sido Coates, ligeiramente desalinhado com os restantes defesas, a colocar os avançados do B-SAD em jogo.

 

Pedro Gonçalves, não era o seu dia.

Felizmente apareceu Tiago Tomás para fazer a diferença. É um jogador que sabe fazer de tudo e está sempre pronto a chutar.

Nuno Mendes ainda não voltou [à forma] do início do ano, mas já esteve melhor.

Palhinha tinha ordens para não arriscar nada. Quando isso acontece, os adversários andam mais tranquilos.

 

A ala direita funcionou melhor porque Tabata ajudou mais (e melhor) Porro do que Pedro Gonçalves ajudou Nuno Mendes.

O Inverno é mais duro para as equipas menos experientes, quase sempre associado a menor porte físico. Nos jogos com terrenos mais pesados, a bola anda mais devagar e a velocidade perde importância.

 

Texto do leitor Orlando Marinho, publicado originalmente aqui.

Aguenta coração!

Já por aqui tenho escrito que troco uma bela vitória mal jogada por uma derrota (ou empate) com uma exibição de luxo.

E ontem foi o que aconteceu, uma bela vitória. Quase sempre mal jogada (na segunda parte, principalmente), mas temperada com muito sacrifício, algum virtuosismo e uma bela dose de sorte, que é aquilo de que também são feitos os campeões. Ah! E também um q.b. de humildade, que foi o que este treinador veio trazer ao Sporting.

Chegamos ao final do ano na frente, espera-nos o Braga, que teima em ser do nosso campeonato e para cuja ambição temos ao longo do tempo contribuído, para lá enviando alguns dos nossos melhores jovens e comprando algum entulho a preço de caviar.

É minha convicção, portem-se todos os agentes do futebol de acordo com as leis do jogo, que esta liderança perdurará no tempo. Se no final lá estaremos ou não, dependerá apenas de nós (equipa) e de quem dirige o clube, avisado que está das necessidades prementes de um central "de jeito" e de um matador lá para a frente. E de não sermos anjinhos; Se houver que pressionar, que se usem as mesmas armas que os outros, que comerem-nos as papas na cabeça é que não!

O dia seguinte

"O Petit esteve melhor do que eu a preparar o jogo", confessou Rúben Amorim no rescaldo da sofrida vitória de ontem no Jamor. Quem fala a verdade não merece castigo. Não fez como Jorge Jesus depois da derrota na Amoreira há quase três anos.

Mas obviamente que tem atenuantes. Alcochete não dispõe dum batatal ao nível dos relvados do Estádio Nacional onde o B-SAD treina e joga, alguns jogadores essenciais estavam condicionados por cartões ou lesões, e o Sporting não é o Porto que ganha estes jogos a partir dos kgs e cms dos seus jogadores.

O Sporting ontem entrou bem, procurou jogar e marcou primeiro, um bom golo por sinal, a lembrar o segundo do Leicester contra o ManUnited: incursão pela direita, centro rasteiro para trás da linha da defesa, e Tiago Tomás a fazer de Vardy e facturar.

Mas logo começou a sofrer e muito, com um B-SAD muito melhor adaptado ao terreno, a ganhar facilmente os duelos a meio-campo, a explorar a linha de fora de jogo e com Silvestre Varela a destroçar o nosso lado esquerdo, onde Feddal fez muita falta. Gonçalo Inácio, muito marcado pelo estado do terreno, pouco apoiava Nuno Mendes, que se via sucessivamente ultrapassado.

O jogo decidiu-se logo depois no par de penáltis, o do B-SAD muito discutível, o nosso claríssimo, fruto dum pontapé longo que constitui uma das armas letais deste Sporting, que uma equipa concretizou em golo e outra não. Assim, conseguimos transformar uma possível desvantagem numa vantagem. Desconfio que, se ontem se nos apanhássemos em desvantagem no Jamor, a derrota deveria ser o resultado final.

Muito graças a Adán, lá conseguimos chegar ao intervalo em vantagem e gerir o resultado em toda a 2.ª parte, umas vezes melhor, circulando a bola com critério e desgastando o adversário, outras vezes nem por isso.

E assim encerrámos com chave de ouro este ciclo de seis jogos (5V, 1E), entramos no novo ano na liderança da Liga, e vem aí, até à Taça da Liga, outro ciclo bem mais exigente mas não transcendente, com dois jogos por semana, Braga (C), Nacional (F), Marítimo (F/TP) e Rio Ave(V). Se tudo correr bem, no final deste ciclo manteremos a liderança e teremos o Braga a descolar do pelotão da frente e remetido à luta pelo 4.º lugar.

Mas para isso há que recuperar o desgaste dum ou doutro, a começar por Pedro Gonçalves e Nuno Mendes, e voltar ao ritmo de há um mês. E finalmente vir o tal ponta de lança que possa ajudar a fazer a diferença.

Toda a confiança em Amorim e na magnífica equipa que está a construir.

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da vitória difícil desta noite. O Sporting foi surpreendido por um Belenenses SAD muito avançado no terreno e que nunca abandonou a pressão atacante. Confronto difícil no Jamor, em noite gelada e com chuva na segunda parte, contra um adversário que há duas jornadas venceu o Braga naquele mesmo cenário. Soube a pouco em termos exibicionais, mas a nossa equipa cumpriu no essencial: venceu por 2-1, amealhando mais três pontos. Isso é o que mais importa.

 

De Tiago Tomás. Rúben Amorim voltou a apostar nele como titular da posição mais avançada. E o jovem cumpriu, actuando com velocidade atrás do bloco defensivo adversário. Foi crucial, em dois momentos, para a construção desta vitória: primeiro logo aos 5', correspondendo da melhor maneira a uma excelente iniciativa individual de Tabata, com boa recepção e óptima finalização para golo após rodar sobre si próprio em posição frontal; depois, ao conquistar a grande penalidade, sem discussão possível, estavam decorridos 23 minutos. Esteve quase a marcar de novo, aos 37'.

 

De Adán. O melhor em campo. Foi crucial para que o Sporting garantisse a vitória. Desde logo ao defender um penálti - pela primeira vez de Leão ao peito - aos 19'. Voltou a fazer duas enormes defesas, aos 28' e aos 39', impedindo golos azuis. Tem muito mérito neste triunfo leonino.

 

De João Mário. Com Palhinha condicionado pela soma de quatro cartões amarelos e o terreno em estado deplorável, coube-lhe uma missão ainda mais difícil do que é habitual, segurando a bola em momento defensivo e distribuindo jogo na construção ofensiva, sempre com qualidade de passe apesar de o Belenenses SAD ter beneficiado de vantagem numérica no corredor central em grande parte do desafio. Mas o seu melhor momento ocorreu na marcação do penálti, aos 24'. Foi o reencontro do campeão europeu com os golos, vestido de verde-e-branco. Algo que não acontecia desde Abril de 2016.

 

De Porro. Em perfeita antítese com o seu colega do lado oposto, venceu a maioria dos confrontos individuais no corredor direito, sacudindo a apatia que se apoderou da equipa ainda no primeiro tempo com jogadas de insistência e passes bem medidos. Roçou o brilhantismo aos 64', protagonizando um lance individual que incluiu um túnel a um jogador adversário e um disparo que saiu a rasar o poste. Por sinal, foi o único sinal de perigo do Sporting na segunda parte.

 

De ver Palhinha poupado ao quinto amarelo. O nosso médio mais recuado actuou desta vez com movimentos bastante contidos e sem tentar sequer meter o pé nas acções de desarme: percebia-se que recebera instruções para evitar um cartão que o impediria de defrontar o Braga. Missão cumprida: iremos contar com ele no próximo sábado. À cautela, Amorim trocou-o por Matheus Nunes ao minuto 78. Melhor assim.

 

De ver Tabata e Gonçalo Inácio como titulares. Ambos em estreia absoluta no onze inicial leonino para jogos do campeonato. O primeiro correspondeu à confiança que nele depositou o treinador, fazendo assistência para golo aos 5', embora tenha caído bastante na etapa complementar. O segundo - que rendeu o lesionado Feddal - teve azar: viu a bola bater nele e trair Adán no lance do golo azul, aos 14', e foi prejudicado pela apatia de Nuno Mendes, o que o forçou a intensificar as dobras para comatar os falhanços do colega. Um e outro, de qualquer modo, merecem palavras de incentivo da massa adepta: são dois jovens com inegável valor.

 

De chegar ao fim de 2020 com o Sporting na frente. Lideramos o campeonato com 29 pontos em 33 possíveis - fruto de nove vitórias e dois empates. Somos a única equipa invicta na principal prova do futebol português, com 26 golos marcados e oito sofridos. Marcámos em todas as partidas disputadas na época em curso. E já somamos 14 jogos sem perder nas competições internas: as 11 do campeonato mais duas da Taça de Portugal (Sacavenense e Paços de Ferreira) e outra referente à Taça da Liga (Mafra). Números que não enganam.

 

 

Não gostei
 

 

Do vergonhoso estado do terreno. Chamar relvado àquilo, só mesmo por sarcasmo. O pantanal do Jamor apresentou-se em condições impróprias para a prática do futebol, sendo potencial factor de lesões graves: isto impediu logo à partida qualquer hipótese de bom espectáculo. A bola não circulava em condições, os jogadores escorregavam a todo o momento, o tecnicismo ficou condenado neste lamentável cenário. Mais grave ainda por ocorrer em instalações pertencentes ao Estado. Incúria e desleixo que confirmam o desamor das instituições públicas pela prática desportiva em Portugal.

 

De Pedro Gonçalves. Onde pára o nosso artista principal? Já na partida anterior, frente ao Farense, quase não se viu o n.º 28 em campo. Este apagão prosseguiu ontem no Jamor: encostado ao corredor esquerdo, sem criar linhas de passe em espaços interiores, o transmontano passou ao lado do jogo  - mesmo quando o técnico o fez desviar para o corredor central, já no segundo tempo. Deu lugar a Nuno Santos aos 68': já saiu tarde.

 

De Nuno Mendes. O ala esquerdo tem sido uma sombra do que foi no final da época passada. Apático, mal posicionado, chegando atrasado às bolas, perdeu sucessivos confrontos individuais com Silvestre Varela (que, aos 35 anos, tem quase o dobro da sua idade) e Calila: em diversas ocasiões ambos viram abrir-se autênticas avenidas à sua frente. O jovem formado na nossa Academia, a dado momento, apontou para a coxa direita, dando a entender que estaria tocado: Antunes acabou por entrar para o seu lugar a partir dos 78'. Compreende-se mal que, estando em suposta debillidade física, Nuno continue a ser chamado para titular da equipa.

 

Do quarto de hora final. O Sporting vencia por 2-1 e o Belenenses SAD estava reduzido a dez unidades, por expulsão de Tomás Ribeiro aos 77'. Mesmo assim, a pressão ofensiva partiu da equipa azul, que nunca cessou de procurar as nossas redes, enquanto os jogadores leoninos se limitavam a "gerir a posse de bola", como agora se diz em futebolês, evitando a baliza adversária. Atitude de equipa pequena apenas vocacionada para segurar a magra vantagem. A verdade é que este objectivo foi conseguido - isso acaba por ser o que mais importa.

 

Do árbitro Rui Costa, fiel à sua imagem de marca. Aos 13'', mal soara o apito inicial, deixou impune um pisão de Yaya sobre Palhinha que poderia ter inutilizado o jogador para esta partida. Aos 18', castigou o Sporting com penálti (e Adán com amarelo) num lance de choque casual com Miguel Cardoso, em que a bola está controlada pelo nosso guarda-redes e nunca devia ter merecido castigo máximo. Felizmente o espanhol defendeu e assim um dos piores apitadores portugueses evitou a acusação de interferir no resultado.

Amanhã à noite no Jamor

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(Foto de www.observador.pt)

 

Encerra amanhã com a visita à casa emprestada da B-SAD este ciclo de seis jogos entre os compromissos das selecções e o final do ano, todos com equipas acessíveis e a anteceder os duelos com os rivais em Janeiro. Foram jogos em que o Sporting jogou razoavelmente bem e fez a sua obrigação em termos de resultados (4V, 1E). Só uma arbitragem miserável em Famalicão nos impediu de conseguir o pleno de vitórias.

O B-SAD é aquela equipa desenraizada e incaracterística que nunca se sabe o que vai sair dali, os treinadores vão entrando e saindo sem deixar escola, com Petit já sabemos que vai ser porrada e ferrolhada. Ultimamente tem sido um bom "freguês" do Sporting: foram seis vitórias nas últimas três épocas, que incluiram os 1-8 no tempo de Marcel Keizer. Não passaria pela cabeça de ninguém trazer dessa equipa o treinador e um jogador nuclear para o Sporting, mas efectivamente passou, com os tristes resultados que conhecemos.

 

Estes últimos jogos consolidaram o modelo de jogo e onze-base do Sporting. As poucas surpresas que poderão existir derivam da indisponibilidade física dum ou doutro ou da gestão dos cartões.

O último jogo com o Farense demonstrou que "a gasóleo" não vamos lá. Para que o modelo de jogo funcione é preciso mais velocidade a todos os níveis, de pernas, de passe e de raciocínio. Em particular no losango interior, João Mário, Nuno Santos, Pedro Gonçalves e Tiago Tomás, que não podem correr mais do que a bola corre. Por outro lado, temos de continuar a melhorar no aproveitamento dos lances de bola parada e nos remates de meia distância. Não podemos sofrer tanto para o que jogamos.

 

Com alguns jogadores ainda em recuperação de lesões, Feddal incluído, supondo que este recupere imagino que Rúben Amorin convoque os seguintes elementos:

Guarda-redes: Adán e Max.

Defesas Centrais: Quaresma,  Coates, Neto, Feddal (Borja) e Inácio.

Alas: Porro, Nuno Mendes e Antunes.

Médios Centro: João Mário, Palhinha, Bragança e Matheus Nunes.

Interiores: Tiago Tomás, Nuno Santos, Tabata, Plata e Pedro Gonçalves.

Ponta de lança: Sporar.

 

Sendo assim apostava no mesmo onze do jogo anterior.

Adan; Neto, Coates e Feddal; Porro, Palhinha, João Mário e Nuno Mendes;  Pedro Gonçalves, Tiago Tomás e Nuno Santos.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo no Jamor para tentar prosseguir na liderança da Liga.  Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Prognósticos antes do jogo

Regressa o futebol: para nós, será o último jogo do ano. Amanhã, às 20 horas, contra um clube que tem vindo a mudar várias vezes de nome por imposição legal - nem sei qual é o mais recente. Chamo-lhe o falso Belenenses e costuma jogar num estádio grande (o Estádio Nacional) apesar de ter Petit como treinador.

Na época passada, este confronto fora de casa com a equipa que veste de azul correu-nos bem: fomos lá ganhar 3-1, já com Rúben Amorim ao comando do onze leonino.

E desta vez como será?

Receberei com agrado os vossos prognósticos a partir de agora.

Tiago, Nuno, Gonçalo... e Pote

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Tiago e Jovane festejam segundo golo (foto: Ricardo Nascimento/Lusa)

 

Confirma-se: está a ser a melhor pré-temporada leonina das últimas três épocas. Segundo jogo de preparação, segunda vitória consecutiva que pudemos ver em directo na SportTV.

Desempenho superior do Sporting, desta vez frente ao Belenenses SAD no Estádio do Algarve, em comparação com a partida de há dois dias, em que enfrentámos o Portimonense.

No jogo anterior, de positivo, só os 20 minutos finais - aqueles em que Rúben Amorim decidiu mudar todos os jogadores de campo. Nesse período conseguimos o golo da vitória frente ao clube de Portimão, marcado por Tiago Tomás. O anterior teve assinatura de Sporar, na conversão de um penálti.

 

Desta vez o onze que entrou em campo foi esse que finalizou o anterior embate. E as impressões voltaram a ser dignas de elogio: equipa dinâmica, veloz, a desdobrar-se em passes verticais, de olhos fitos na baliza adversária. Quase nada daquela "filosofia de posse" estéril que marcou o Sporting da temporada 2019/2020.

Sem surpresa, marcámos logo aos 14' num lance rápido concluído pelo recém-chegado Pedro Gonçalves, também conhecido por Pote (confirmando que é mesmo reforço), bem servido por Tiago Tomás em zona frontal à baliza após iniciativa de Jovane, crucial no aproveitamento dos espaços permitidos pelo Belenenses. Nove minutos depois, Tiago marcou o segundo, culminando outra bela sequência de futebol de ataque, iniciada em Nuno Mendes e conduzida por Jovane, que fez a assistência.

O terceiro foi apontado aos 73' por Sporar: um golo à ponta-de-lança, com o esloveno a isolar-se, ultrapassando com êxito a linha defensiva algarvia. E aos 87' quase viria a marcar outro, de remate cruzado: Moreira, o guarda-redes adversário, defendeu in extremis, fazendo a bola embater no poste.

 

Balanço destes dois jogos de preparação: cinco golos marcados, dois sofridos (um deles devido a um penálti inexistente). Mais robusta, esta vitória por 3-1 contra um adversário orientado por Petit, um treinador que nunca facilita.

Melhores? Desde logo Pedro Gonçalves. E também um trio de miúdos formados em Alcochete que merecem um lugar ao sol: Gonçalo Inácio, Nuno Mendes e Tiago Tomás. Este, com um par de golos e uma assistência em dois meios-jogos, promete ser um forte concorrente de Sporar.

Quem disse que a nossa Academia não formava goleadores?

 

ADENDA: A jumentude leonina continua a marcar a diferença. Sempre pela negativa. Qualquer semelhança entre isto e uma claque verdadeira é mera coincidência.

Os melhores prognósticos

Outra ronda bem sucedida. Não só para o Sporting, que venceu 3-1 fora de casa o mesmo adversário que há três anos, também para o campeonato, nos foi ganhar pela mesma marca em Alvalade, quebrando um jejum de 62 anos, mas também nesta ronda de prognósticos. Com seis autores / leitores do blogue a acertarem no resultado: Anonimus, CAL, Carlos Alves, Horst Neumann, Leão do Fundão e Leonardo Ralha

Mesmo com o critério do desempate, restaram quatro vencedores: Anonimus, Carlos Alves, Leão do Fundão e Leonardo Ralha. Todos de parabéns, claro. E permito-me destacar o requinte do nosso leitor fundanense, que levou o vaticínio a este ponto: «1-3 - Três golos de Jeremy Mathieu, embora sejam marcados por Coates, Sporar e Jovane.» Só Sporar esteve ali a mais, embora certamente também desejasse marcar naquele jogo tão especial de homenagem a um dos melhores centrais que o Sporting já conheceu.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

De mais uma vitória, desta vez contra o falso Belenenses. Triunfo incontestado do Sporting por 3-1 nesta partida, desenrolada na chamada Cidade do Futebol, pouco depois das 19 horas, o que forçou a primeira parte a desenrolar-se com o sol já muito baixo, dificultando a visão em parte do terreno. Outros três pontos amealhados, confirmando a nossa equipa como a mais bem-sucedida nesta "terceira volta" da Liga 2019/2020, agora na quarta ronda. Apesar de termos actuado hoje sem quatro jogadores que há cinco meses eram considerados nucleares: Bruno Fernandes (entretanto transferido para o Manchester United), Acuña, Vietto e Mathieu (todos lesionados).

 

De Jovane. Novamente o melhor, decisivo ao ponto de ter marcado dois golos - o segundo e o terceiro. E talvez não ficasse por aqui se tivesse permanecido em campo durante a segunda parte. Rúben Amorim mandou-o sair ao intervalo, por precaução, verificando que o jovem caboverdiano acusava um problema muscular. A missão dele estava cumprida, uma vez mais com distinção: o golo que marcou aos 36', em remate acrobático, foi espectacular. Fechou a conta com um penálti indefensável, aos 45'+2. Soma e segue.

 

De Coates. Capitão da equipa, patrão incontestado da defesa - e também, aos 29 anos, o mais velho do onze titular leonino. Seguro, confiante, determinado, foi ele a iniciar a reviravolta, erguendo-se mais alto do que toda a defensiva azul aos 22', marcando de cabeça um golo na sequência de um canto, como recomendam todos os manuais do futebol. Esteve quase a repetir a dose aos 63', forçando Koffi à defesa da tarde.

 

De Ristovski. Primeira actuação como titular, desde o reinício do campeonato. Passou na prova, globalmente, destacando-se sobretudo nas acções ofensivas. Teve o melhor momento num cruzamento a que Jovane deu sequência perfeita, tornando-se assim numa assistência para o segundo golo. Voltou a cruzar muito bem, aos 53' e aos 56'. Ao ser substituído por aparente fadiga (79'), saiu certamente satisfeito. Pode manter-se como titular na posição de lateral direito, quase médio-ala, crucial no sistema táctico de Amorim.

 

Da manutenção de Nuno Mendes a titular. O jovem lateral esquerdo voltou a ser aposta do treinador como protagonista na ala esquerda e deu boa conta do recado. Foi determinante num lance ofensivo, iniciado com um passe longo de Matheus Nunes e prosseguido com rápidas tabelinhas entre ele, Sporar e Jovane, até culminar na grande penalidade cometida pelo Belenenses SAD. Revela disciplina táctica e excelente condição física.

 

De Francisco Geraldes. Teve finalmente uma oportunidade digna desse nome, jogando toda a segunda parte, no lugar de Jovane, e aproveitou para mostrar os seus dotes de organizador e desequilibrador, abrindo linhas de passe e apostando no remate de meia-distância. Levou velocidade e perigo em três ocasiões à baliza azul: aos 53', aos 74' e aos 77', pondo à prova o instinto e os reflexos do guardião adversário. Capacidade técnica acima da média, como já sabíamos. Merece novas oportunidades. 

 

Da aposta na formação. Rúben Amorim fez alinhar quatro jogadores oriundos da Academia leonina no onze inicial (Max, Eduardo Quaresma, Nuno Mendes e Jovane), mais três sub-23 que têm completado a formação em Alvalade (Matheus Nunes, Wendel e Plata). Na segunda parte entraram mais três da cantera leonina: Geraldes (46'), Ilori (67') e Camacho (73'). Como sempre digo, o caminho faz-se caminhando.

 

De termos apresentado o nosso onze mais jovem da época. Com apenas 22,8 anos de idade média entre os titulares, este foi também o segundo mais jovem de todas as equipas que disputam este campeonato.

 

Do bom aproveitamento das bolas paradas. Um golo na sequência de um canto, outro de penálti: continuamos com evolução muito positiva neste aspecto. Ainda não há muito, éramos incapazes de aproveitar estes cruciais momentos de cada jogo.

 

Da homenagem a Mathieu. O internacional francês - um dos melhores centrais que já vestiram de verde e branco - deixou de poder jogar, devido a uma lesão que lhe abreviou o fim da carreira. Deixa uma excelente lembrança não apenas entre os adeptos mas também junto dos colegas, que hoje actuaram com o seu nome impresso nas camisolas. E Coates dedicou-lhe o golo que abriu caminho à vitória leonina na Cidade do Futebol. Golo marcado aos 22 minutos - precisamente o número que Mathieu usou ao serviço do Sporting.

 

De somarmos três jogos seguidos a ganhar. E uns inéditos (nesta temporada) cinco jogos consecutivos sem perder. Indício evidente de que estamos no bom caminho.

 

De consolidarmos o terceiro posto. Mantemos dois pontos de avanço em relação ao Braga e encurtamos a distância face ao Benfica, que nesta ronda perdeu em casa (3-4) com o Santa Clara.

 

Da "estrelinha" do treinador. Rúben Amorim, técnico com fama de sortudo, soma agora catorze jogos sem perder no campeonato. Só é pena que nove desses catorze tenham sido ao serviço do Braga. No Sporting, regista quatro vitórias (Aves, Paços de Ferreira, Tondela e Belenenses SAD) e um empate (em Guimarães).

 

 

Não gostei
 
 

Do golo inicial do Belenenses SAD. Aos 9', perdíamos 0-1: golo de Licá, após erro colectivo do flanco direito da nossa defesa. Felizmente os "camisas azuis" ficaram por aí. Treze minutos depois, Coates empatou e a partir daí o comando das operações - e do resultado - foi nosso até ao fim.

 

Que não tivéssemos marcado na segunda parte. O resultado ficou feito ao intervalo e nos 45 minutos finais limitámo-nos a gerir a confortável vantagem, sem nunca perdermos o domínio do jogo. O ponta-de-lança, Sporar, desta vez ficou em branco apesar de se ter mantido em campo do princípio ao fim.

 

De Borja. Aos 28', entregou a bola à equipa adversária em terrenos fronteiros à baliza. Aos 30', sem nenhum adversário por perto, cedeu um canto absolutamente desnecessário. Aos 42', cometeu falta em zona perigosa que só não teve más consequências por Licá estar deslocado. Como de costume, revelou défice de protagonismo com bola no início do processo de construção ofensiva. Parece mal entrosado no sistema de três centrais implantado pelo novo técnico e teve um desempenho muito inferior ao de Mathieu, anterior titular da posição.

Os melhores prognósticos

Voltámos às vitórias no campeonato - e voltaram os palpites acertados ao És a Nossa Fé.

Desta vez houve quatro vencedores na ronda de prognósticos para o Sporting-Belenenses SAD. Com natural destaque para a Cristina Torrão, minha colega de blogue: ela vaticinou não apenas o resultado (2-0 para o Sporting), mas o marcador de um dos golos (Vietto, que até marcou os dois).

Tal como ela, também os leitores Orlando, José Vieira e Verde Protector justificam destaque.

Menção honrosa para a nossa estimada leitora CAL, que anteviu o desfecho. Faltou-lhe apenas acertar em Vietto. Mas merece ser cumprimentada.

Rescaldo do jogo de ontem

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Gostei

 

Da vitória, arrancada a ferros. Conseguimos o mais importante: garantir os três pontos. Esta noite, em Alvalade, frente a um Belenenses SAD que foi claramente superior na primeira parte e chegou ao fim com mais posse de bola. Valeu-nos o inconformismo dos raros jogadores que demonstram inegável qualidade neste plantel leonino. Com destaque para Vietto, autor dos dois golos que serviram ainda em tempo útil para sacudir o triste torpor que tolheu a nossa equipa durante mais de uma hora em campo.

 

Do golão do argentino. Vietto é, de longe, o melhor jogador de todos quantos já foram contratados por Frederico Varandas. Aos 75', é ele quem inicia o lance mais decisivo, com um soberbo passe longo esticando o jogo para a ala direita. E é ele quem finaliza essa jogada com um pontapé acrobático, sem deixar a bola cair ao chão, na sequência de um ressalto dentro da grande área. Um golo que fez levantar o estádio e encheu de alegria os verdadeiros adeptos, que já desesperavam de ver futebol a sério nesta noite fria em Alvalade. Seis minutos depois, repetiu a dose, a centro de Bolasie: foi um golo menos artístico mas confirmou Vietto como melhor em campo. E ainda podia ter marcado mais dois.

 

De Bolasie. Nem sempre actua com a elegância que os mais exigentes desejariam. Mas é esforçado e não desiste de um lance, mostrando aos companheiros como é que se faz. Foi influente nos dois golos leoninos, exibindo-se como um verdadeiro extremo direito - algo que nos faltou na outra ala - onde rende mais do que diante da baliza.

 

Das mudanças operadas por Silas durante o jogo. Frente ao iminente naufrágio que se avizinhava, e que suscitava protestos bem audíveis no estádio, o técnico mexeu bem na equipa, desmanchando o 3-5-2 inicial e fazendo-a alinhar em 4-3-3. Mandou sair Neto logo aos 33', trocando-o por Camacho, que enfim pôde demonstrar um pouco o que realmente vale perante o público de Alvalade. Ao intervalo, deixou Rodrigo Fernandes no balneário, mandando entrar Idrissa Doumbia - uma opção algo cruel para o jovem formado na Academia de Alcochete, em estreia como titular na equipa principal, mas indispensável para conferir dinâmica e capacidade de iniciativa ao nosso meio-campo. Enfim, aos 66', trocou o apático Eduardo por Luiz Phellype. No conjunto, foram mudanças que funcionaram: Bruno, mais desimpedido de movimentos, pôde enfim pôr a bola a circular e Vietto passou a jogar de trás para a frente em rotação da ala para o centro, como prefere. Com todas as suas limitações, que são bem evidentes, o técnico que veio do Belenenses SAD pode gabar-se de ter vencido sete dos nove jogos disputados pelo Sporting sob o seu comando. Mas precisa de não inventar tanto: tem de pôr Vietto a 10, recuar Bruno para o eixo de construção, colocar sempre um avançado de referência na área e apenas um médio defensivo.

 

De não termos sofrido golos. Do mal o menos: o processo defensivo, com Silas, parece mais consolidado. Pelo segundo jogo consecutivo, com um intervalo de três dias, mantemos as nossas redes intactas.

 

De termos encurtado distância para o terceiro classificado. O Famalicão perdeu dois pontos nesta ronda, empatando em casa com o Moreirense: separa-nos agora quatro pontos. E vimos o V. Guimarães - derrotado no seu estádio pelo Braga - ficar lá mais para baixo. Boas notícias, apesar de tudo.

 

 

Não gostei

 
 

Da miserável primeira parte do Sporting. Espectáculo deprimente, indigno dos pergaminhos e da raça do Leão. Pontapé para trás, pontapé para o lado, devolução ao guarda-redes, alas entupidas, má circulação de bola, um festival de passes falhados mesmo a curta distância, charutadas de centrais sem categoria, como Ilori e Neto. Chegámos a actuar com os onze jogadores remetidos ao nosso meio-campo, como se estivéssemos a defender o zero-a-zero, em casa, frente ao 13.º classificado da Liga. Uma vergonha.

 

Do onze escalado por Silas. O técnico do Sporting - terceiro da temporada, quinto da era Varandas - voltou a mudar o sistema táctico no campeonato, replicando o que fizera entrar em campo na quinta-feira frente ao Rosenborg para a Liga Europa. Foi um rotundo falhanço, desde logo porque na prática os laterais não evoluíram no terreno, formando assim um bloco defensivo composto por cinco elementos aos quais se somavam dois médios muito posicionais. Dando assim liberdade de movimentos ao Belenenses SAD, que nesses 45 minutos iniciais foi a equipa mais acutilante e que dava mais mostras de querer vencer.

 

Que só estivéssemos 27 mil espectadores em Alvalade. Desta vez o jogo decorreu a horas decentes. Mas nem isso atraiu mais público. E a verdade é que muitos dos que ainda foram ao estádio acabaram por sair bastante antes do fim. Convencidos de que aquilo não merecia mais.

 

Da ausência de Acuña e Mathieu. Num plantel escasso em jogadores de classe, como é o do Sporting actual, o argentino e o francês - excluídos por lesão - fizeram muita falta. Nenhum dos seus substitutos em campo revelou sequer um mínimo de qualidade para ocupar aquelas posições. O que só confirma como esta equipa é desnivelada e foi formada sem atender às reais necessidades de um clube que aspira, no mínimo, a atingir um posto no campeonato que lhe permita o acesso à Liga dos Campeões.

 

De Borja. O colombiano vai demonstrando, de jogo para jogo, que foi uma contratação falhada. Não reúne qualidades mínimas para ser titular de uma equipa com as aspirações do Sporting. Débil a defender, tímido a atacar, sem atributos técnicos que o recomendem, voltou a ter uma exibição péssima. E continua a intrigar-me como é que consegue ser internacional pela selecção do seu país.

 

Dos assobios aos jogadores. Estavam decorridos só 14 minutos e já Renan era alvo de sonoras vaias, oriundas sobretudo da curva sul. Pouco depois eram outros a ser brindados com as mesmas manifestações de "carinho" vindas das bancadas. Este péssimo hábito, recente em Alvalade, só pode enervar e desconcentrar os profissionais leoninos, não os ajudando em nada. Como se a equipa jogasse fora na própria casa. Pior só os insultos que do mesmo sector visaram o presidente do Sporting, à meia hora de jogo. Uma vez mais, estes gritinhos voltaram a ser abafados por estrondosos assobios da maioria dos sócios presentes nas bancadas, em evidente repúdio pela javardice das franjas mais extremistas da Juve Leo.

 

Foto minha, esta noite, em Alvalade

O golpe de asa do speaker

Se há lugar que temos bem preenchido é o de speaker. Então agora com o PA* novo o homem ouve-se em Cacilhas...

A coisa na primeira parte não estava a correr. Nem bem, nem mal, não estava a correr mesmo, que eles era só com três velocidades: Devagar, devagarinho e parado e quando lá por baixo de mim começaram com aquela cantoria do "e óóó Va-ran-das, o que é que tu fa-ze-za-qui-a-pre-si-denteeeeeee?" foi quando ouvi algum sonzinho vindo da central, umas assobiadelas lá para os de baixo de mim, que para os marmanjos que se arrastavam em campo nem uma palminha e um "vaz'mbora!" Pronto, justiça seja feita, lá para a segunda parte, quando um dos do falso Belém se espojou junto à linha lateral a imitar os nossos, trataram de o assobiar quase com tantos decibéis como o do PA* novo e ao árbitro por tabela.

O golpe de asa do speaker aconteceu ao intervalo quando, certamente a recado de Varandas que de futebol percebe o homem, através do novo PA*, se virou para as bancadas e perguntou, alto e bom som "quem é que aí nas bancadas já jogou à bola?" e logo duas ou três centenas de barrigudos e outros menos se levantaram das cadeiras, pensando que iam ser convocados para um jogo das velhas guardas. Estavam redondamente enganados, como se viu na segunda parte quando entraram em campo já depois de nos terem rebentado com os ouvidos com mais uma exibição do PA* novo, que se não ultrapassou os 100 dB pouco faltou. Demoraram algum tempo a começar a carburar, mas não é que ali em dez minutos, entre os 70 e 80 deram uma lição de bola aos coxos que começaram o jogo? Marcaram dois golos e poderiam ter marcado outros dois pelo mesmo rapaz que nos seus tempos áureos foi ponta-de-lança (atenção Varandas, agarra este!) no Grupo Desportivo de Matrena. Claro que no final as barriguinhas falaram mais forte e os últimos dez minutos foram a um ritmo mais lento, mas mesmo assim meteram num chinelo as aventesmas que se arrastaram agonizantes na primeira parte.

E foram os responsáveis por não haver mais uma faustosa exibição do PA* no final do jogo, que a malta do "e óóó Va-ran-das, o que é que tu fa-ze-za-qui-a-pre-si-denteeeeeee?" ficou sem munições, pelo menos por hoje...

E livraram o Pedro Correia da chatice de ir à Câmara de Lisboa,  fazer queixa daquela barulheira infernal que me ia rebentando com os tímpanos logo a seguir ao intervalo. "Ná-via" necessidade, porque toda a gente via que com aqueles onze que entraram na segunda parte, aquilo eram favas contadas. Eheh

 

*PA: palavras em inglatónico para aparelhagem de som, mas eu às vezes gosto de dar uma de cagão e mostrar à malta que sou erudito...

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