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És a nossa Fé!

O melhor prognóstico

Foi um prognóstico quase perfeito, andou lá muito perto. O do meu colega Luís Lisboa, que acertou em cheio não apenas no desfecho do B SAD-Sporting (1-4), mas nos marcadores de três dos nossos quatro golos: Paulinho (2) e Sarabia. Só lhe faltou referir Porro, em vez de Pedro Gonçalves, para estar a cem por cento.

Mesmo assim, venceu isolado esta mais recente ronda de vaticínios. Que teve como segundo classificado - com direito a menção honrosa - o nosso caro leitor e comentador Ulisses Oliveira, que também previu o resultado mas apenas mencionou Sarabia como artilheiro.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da nossa vitória clara no Jamor. Goleámos por 4-1 aquela aberração que responde pela sigla B-SAD. Num Estádio Nacional só com adeptos do Sporting. 

 

Da nossa entrada com grande dinâmica ofensiva. Dois golos logo a abrir o jogo. O primeiro aos 11', por Paulinho, o segundo aos 17', por Porro. Ao intervalo, vencíamos por 3-1. A segunda parte começou com mais um golo, aos 47'. A partir daí, imperou a gestão da condição física dos jogadores, mas sempre a mantermos a posse de bola. Deu até para Rúben Amorim esgotar as substituições, ao contrário do que costuma fazer: trocou Porro por Gonçalo Esteves (52'), Matheus Nunes por Daniel Bragança (52'), Pedro Gonçalves por Tabata (58'), Nuno Santos por Vinagre (58') e Sarabia pelo estreante Edwards (71').

 

De Paulinho. Regressou aos golos. E logo a bisar. No primeiro, com Sarabia a construir para ele no lado direito, bastou-lhe encostar. O segundo, a abrir a etapa complementar, foi de excelente execução técnica, com assistência perfeita de Porro: golo de cabeça do avançado leonino. Faz-lhe bem ter a concorrência do recém-regressado Slimani.

 

De Porro. Voltou à titularidade e voltou às grandes exibições. Confirma-se como o melhor ala direito a actuar na Liga portuguesa e um dos melhores que jogaram desde sempre nesta posição no futebol do Sporting. Marcou um extraordinário golo aos 17' - indefensável bomba disparada de meia distância com o seu potente pé direito após assistência de Ugarte. E foi dele o passe para o segundo de Paulinho. Merece ser distinguido como melhor em campo.

 

De Sarabia. É um prazer ver jogar este titular da selecção espanhola, emprestado ao Sporting pelo Paris Saint-Germain. Tem classe, tem categoria, tem excelente técnica, tem apurada visão de jogo. E tem golo: marcou mais um nesta partida - o terceiro, aos 45'+1, após cruzamento de Nuno Santos, no seu terceiro jogo consecutivo a facturar nesta Liga 2021/2022. Já tinha assistido no primeiro, de Paulinho. Outra actuação de grande nível. Soma nove golos e oito assistências no Sporting.

 

De Gonçalo Esteves. Quando Amorim retirou Porro, decidindo poupá-lo a desgaste extra já a pensar na partida de domingo frente ao Famalicão, o miúdo que veio do Porto deu boa conta do recado. Vencendo sucessivos confrontos individuais, confirmando duas características fundamentais: intensidade e velocidade. E nem hesitou em tentar o golo: aos 83', concretizou um belo remate que rasou a trave. Por vezes faz-nos esquecer que ainda é júnior.

 

Da estreia de Edwards. O ex-internacional sub-20 inglês foi brindado com vibrante ovação dos adeptos neste seu jogo inaugural de verde e branco, recém-chegado de Guimarães. É um grande reforço, ninguém duvida. Terá tempo de assimilar os processos de jogo em Alvalade, sob o comando de Amorim. Fez bem o treinador em proporcionar-lhe minutos numa fase em que não pairava a menor dúvida sobre o desfecho desta partida no Jamor.

 

Da grande atitude da equipa. Futebol alegre e vertical, demonstrando que aquele período de mini-crise em que perdemos dois jogos (contra o Santa Clara nos Açores e contra o Braga em casa) está superado. O facto de nos termos sagrado campeões de Inverno, derrotando o Benfica na final da Taça da Liga, ajudou muito.

 

Da nossa regularidade na marcação de golos. Já levamos 35 jogos a facturar nesta época, até ao momento só ficámos uma vez em branco.

 

De termos aumentado a distância que nos separa do Benfica. Os encarnados, ontem derrotados na Luz pelo Gil Vicente (1-2), voltam a estar seis pontos abaixo de nós. E começam a ter o Braga à perna, ameaçando disputar-lhes o terceiro lugar.

 

Do árbitro Gustavo Correia. Deixou jogar, adoptando um critério largo, à inglesa, sem apitar sempre que um jogador se atira para o chão. Ao contrário de vários dos seus colegas, que param o jogo a todo o momento por supostas faltas que noutros campeonatos jamais mereciam o som do apito.

 

 

Não gostei

 

De termos sofrido um golo. Foi aos 21': belo golo de Camará, sem qualquer hipótese de defesa para Adán. Seis minutos depois, o nosso guarda-redes, com uma intervenção oportuníssima, impediu o B-SAD de fazer o 2-2: se tal não tivesse acontecido, o desfecho deste encontro talvez fosse bem diferente. A verdade, de qualquer modo, é que reforçamos a nossa posição como defesa menos batida do campeonato: apenas 13 golos sofridos em 20 jogos.

 

De Pedro Gonçalves. O que se passa com o nosso atacante, que brilhou no campeonato anterior e foi elemento essencial da conquista do título que nos fugia há 19 anos? Anda a rematar frouxo, um pouco perdido no campo, sem a mesma atracção pela baliza. É verdade que foi ele a iniciar o lance do terceiro golo, mas falhou dois que o Pedro Gonçalves de 2020/2021 teria concretizado.

 

De Vinagre. Continua a parecer um corpo estranho na equipa. Joga sempre da mesma forma, correndo colado à linha esquerda, faz sempre a mesma finta de corpo, cruza a bola sempre do mesmo modo e falha por sistema esses centros por ter deficiente noção das movimentações dos colegas na área. Desta vez esteve mais de meia hora em campo mas aproveitou-se pouco do que fez.

 

De mantermos cinco jogadores à bica. Sarabia, Palhinha, Porro, Esgaio e Pedro Gonçalves estão à beira de ser excluídos por acumulação de amarelos. Nenhum deles "limpou" o castigo. Esperemos que não venham a ser amarelados no próximo domingo, frente ao Famalicão, o que os impediria de comparecer no clássico do Dragão, marcado para o dia 11.

 

Deste inenarrável B-SAD. Vai descer de divisão no final da época, seguramente. Mas é penoso continuar a ver em campo onze jogadores que não são de nenhum clube nem formam uma verdadeira equipa, sob contrato de uma entidade sem nome nem emblema nem bandeira nem estádio nem sócios nem adeptos. Um abcesso no futebol português.

Jogo a jogo

 

B-Sad (que raio de nome), 1 - Sporting, 4

 

Uma estupenda vitória, dois grandes golos (de Pedro Porro e o que sofremos – mas esse não conta) e uma defesa com valor de golo (a de Adán).

Que seja sempre assim!

Prognósticos antes do jogo

Logo à noite, pelas 20.45, defrontaremos no Jamor uma coisa que não é clube, não tem estádio nem adeptos - e nem sequer nome tem, sendo conhecida pela sigla B-SAD. 

No confronto da época passada com esta entidade aberrante, também no concelho de Oeiras, fomos lá vencer por 2-1. Com golos de João Mário e Tiago Tomás, que já cá não estão. 

Na encontro da primeira mão desta Liga 2021/2022, em Alvalade, vencemos por 2-0. Marcadores: Gonçalo Inácio e Palhinha.

E hoje, como vai ser? Aguardo os vossos prognósticos.

«Sepultada a integridade do campeonato»

«No Jamor ficou sepultada a integridade e a verdade desportiva do campeonato profissional mais importante do País; tão ou mais grave, ficámos a saber que não há nenhum regulador com força, autoridade e bom senso suficientes para impedir em tempo útil a realização de um jogo de futebol naquelas circunstâncias.»

André Pipa, hoje, n' A Bola

Duas grandes questões

«Sobram duas grandes questões sobre o espectáculo vergonhoso a que todos pudemos assistir no Jamor: quais são os critérios que levam uns delegados de saúde a impedir a realização de um jogo quando há quatro infectados (Feirense-Chaves da última época) e outros a autorizar a realização de outro quando há mais de uma dezena, como aconteceu com o Belenenses? Talvez as autoridades de saúde possam responder a esta. A outra é, obviamente, o que levou Rui Pedro Soares a não pedir formalmente o adiamento do jogo e até a insistir que não o faria quando o número de infectados já o exigia. Talvez esta não tenha nenhuma resposta que o dirigente do Belenenses possa dar.»

Jorge Maia, hoje, no jornal O Jogo

Vergonha internacional

 

«O jogo que nunca devia ter-se realizado: vergonha mundial em Portugal»

Título da Marca

 

«Escândalo na Liga portuguesa: Belenenses com nove, e dois guarda-redes, frente ao Benfica»

Título do As

 

«Vergonha! Belenenses obrigado a jogar com nove jogadores contra o Benfica»

Título do Mundo Deportivo

 

«Assombro em Portugal: Belenenses com nove contra o Benfica devido à covid: goleada e partida suspensa»

Título da Gazzetta dello Sport

 

«Portugal: paródia de futebol entre o Belenenses, dizimado pela covid-19 e que terminou só com seis, e o Benfica»

Título do Le Figaro

 

«Belenenses, golpeado pela covid, foi humilhado pelo Benfica após ter sido forçado a jogar com nove (incluindo um guarda-redes a lateral direito)»

Título do Daily Mail

 

«Caos Covid: jogo do Benfica interrompido após o Belenenses ser forçado a jogar com nove incluindo dois guarda-redes»

Título do The Sun

 

«Farsa: Belenenses inicia jogo com nove - incluindo dois guarda-redes»

Título do The Guardian

 

«Belenenses-Benfica interrompido por surto de covid que provoca o caos»

Título do The Independent

 

Crime de lesa-futebol

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Já vi muita coisa escandalosa. Mas nada como o que está acontecer no Jamor, no momento em que escrevo. O B-SAD, com 17 elementos infectados com a nova variante de covid, incluindo a equipa técnica e quase todo o onze titular, entrou esta noite em campo com apenas nove jogadores, grande parte dos quais sub-23, para defrontar um Benfica na máxima força.

Com o beneplácito da Direcção-Geral da Saúde. A mesma entidade que forçou o adiamento do Sporting-Gil Vicente da primeira jornada do campeonato anterior, quando havia sensivelmente o mesmo número de infectados. Dois pesos, duas medidas. Penalizando o Sporting há um ano, beneficiando escandalosamente o Benfica agora.

Cereja em cima do bolo: o indivíduo que ainda lidera o falso Belenenses não tentou sequer adiar esta partida. Preferiu sujeitar os jogadores a esta humilhação: entrarem em campo já derrotados por chocante inferioridade numérica. Se algum deles se lesionar ou for castigado durante a partida, terminarão com quantos?

 

Eis um crime de lesa-futebol: a partir do momento em que se abdica da regra-base, onze contra onze quando soa o apito inicial, passa a valer tudo.

E quem não se indignar com isto perde autoridade moral para se indignar seja com o que for.

 

P. S. - "Jogo" começa com autogolo do falso Belenenses logo aos 25 segundos. Chamar competição a isto é um insulto a todos os desportistas, seja de que modalidade for.

P. S. 2 - Até Bernardo Silva, benfiquista assumido, se escandaliza com o sucedido.

 

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O melhor prognóstico

Houve muitos palpites correctos na antevisão deste Sporting-Belenenses SAD, que terminou com a vitória leonina por 2-0. Nada menos de dez, subscritos por este conjunto de leitores e/ou meus colegas do nosso blogue: Carlos Estanislau AlvesCristina TorrãoFernandoFrancisco Chaveiro ReisLeão 79Leoa 6000, Manuel ParreiraManuel CunhaPedro BatistaRicardo Roque.

Aplicado o habitual critério de desempate, desta vez ficou sem efeito. Porque nenhum destes dez magníficos adivinhou nos marcadores dos golos: Gonçalo Inácio e Palhinha. 

O vencedor foi apurado por outro critério que só nesta época começo a pôr em prática como factor de desempate: o de quem chega primeiro com o palpite certo. Sendo assim, a vitória nesta jornada cabe ao nosso prezado leitor Manuel Parreira. Com uma dedicatória especial, pois sofreu recentemente um percalço de saúde. Aqui ficam os meus parabéns, que certamente todos subscreverão. E os nossos votos de boas melhoras e rápido restabelecimento. Um forte abraço daqui para a Califórnia.

Nada muda para que tudo mude

Ontem saí de Alvalade encantado (muito) e decepcionado (um pouco) pelas mesmíssimas razões. 
A decepção, para aviar já este assunto, vem da parcimónia de golos para tão grande domínio. Aquela aberração do BSAD, que envergonharia qualquer campeonato civilizado, deveria ter saído com uns seis golos no bucho e era uma sorte. Paulinho é fantástico a jogar para a equipa, a deslaçar as defesas adversárias, como se revela medonho a dar o último piparote na bola para a baliza.

O encanto vem de ver a máquina a funcionar. O Sporting de Rúben Amorim mandou a táctica às malvas, toda a gente sabe que o esquema é 5-2-3 a defender, ou na "transição defensiva" em paleio de cátedra, e 3-4-3 a atacar. Ora isto não quer dizer absolutamente nada e tornou-se conversa para adormecer o boi. O que verdadeiramente conta é o que cada peça faz no seu lugar. Por exemplo: quando joga Jovane em vez de Nuno Santos, porque são jogadores diferentes, que fazem coisas diferentes na mesma posição, é claro que a bola tem de lá chegar de maneira diferente e é óbvio que sairá de lá de maneira também diferente. Tudo muda quando mudam os jogadores sem que nada mude na organização. Ora isto funciona porque toda a equipa, de Adán a Paulinho, joga em função dessa diferente expectativa do que um ou o outro irão fazer. E isto é prodigioso, quer dizer, é treino, muito treino.

Continuem rapazes, é só calibrar um bocado mais a pontaria.

O dia seguinte

Ontem saí de Alvalade convicto de que tinha assistido a uma das melhores exibições de sempre do Sporting sob o comando de Rúben Amorim, muitos furos acima do início da época passada, mesmo considerando que o BSAD também não está como nessa altura. 

Independentemente do que ganharam ou não, alguns bons treinadores passaram pelo Sporting nos últimos anos com ideias de jogo bem definidas que conduziram a equipa a momentos ou períodos de grande futebol. Mas nenhum passou por Alvalade conseguindo pôr o Sporting a jogar desta forma "avant-garde" a lembrar a Juventus de Allegri, que associa espectáculo a controlo do jogo, não dando qualquer hipótese ao adversário.

 

Tudo começa na segurança defensiva proporcionada por Adán e pelo tripé de defesas centrais, que não se limitam a defender, são os distribuidores de jogo da equipa. Depois um meio-campo de dois e meio, Palhinha, Matheus Nunes e Paulinho, que acelera pelo centro e solicita o ala sempre solto. E depois dois interiores sempre a trocar de posicionamentos de forma a confundir a defesa contrária e aproveitando o espaço criado pela atracção dos centrais contrários por Paulinho a chegar à posição de ponta de lança. Tudo isto com a bola a girar rápido, atraindo para atacar, com Paulinho a fazer de pivot de toda a manobra ofensiva e uma reacção pronta à perda de bola.

Futebol de nível Champions, obviamente que à dimensão dos intérpretes existentes. Apenas com o tal problema... de desperdício imenso frente à baliza. Paulinho foi mesmo confrangedor nesse aspecto, mas Pedro Gonçalves e Tiago Tomás também não fizeram melhor. Se calhar alguma maldição do Slimani...

 

Os destaques ontem foram Vinagre, com uma grande primeira parte, a fazer pensar que o Wolves terá os melhores defesas esquerdos da Premier League, Nuno Santos ao seu melhor nivel, Matheus Nunes (que classe em versão todo-o-terreno) e acima de todos Palhinha, que já não é o trinco defensivo: é o garante da consistência e do equilíbrio do conjunto.

Mais uma grande conferência de imprensa de Rúben Amorim explicando o porquê das entradas de Neto e Nuno Santos numa equipa que vinha de três vitórias. Diz ele que o segredo do bom ambiente existente é cada um saber que no próximo jogo pode ser titular, não existem terceiras ou quartas escolhas acomodadas nos treinos à espera de lesões ou castigos dos colegas. Por isso Tiago Tomás está a ser "Paulinizado" para em qualquer momento ser titular e Pedro Marques foi emprestado.

Segue-se o Famalicão, que foi a nossa "besta negra" do Campeonato do ano passado. Com Vinagre e Ugarte já do nosso lado, confio plenamente na vitória.

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da vitória indiscutível do Sporting em Alvalade. Derrotámos o Belenenses SAD por 2-0 num jogo de sentido único, em que só uma equipa procurou os três pontos. Superioridade total do onze leonino perante uma das equipas que mais problemas nos causaram na época anterior. 

 

Da nossa entrada em campo. Domínio absoluto do Sporting, traduzido num golo marcado muito cedo: cabeceamento de Gonçalo Inácio para o fundo das redes, logo aos 7'. Estivemos por cima desde o minuto inicial, com pressão intensa sobre a equipa azul. Excelente organização colectiva, robustez física e anímica, índices de confiança muito elevados.

 

De Palhinha. O melhor em campo. Não falhou um passe, recuperou várias bolas, foi o primeiro a construir jogo com critério, neutralizou Afonso Sousa - o mais talentoso dos adversários. Desta vez actuou em zonas mais adiantadas, com reflexos muito positivos para a equipa. Ponto algo de uma exibição digna de elogios: o golo que marcou de cabeça, aos 48', na sequência de um livre apontado por Pedro Gonçalves. Foi o primeiro dele nesta temporada. Todos esperamos que marque muitos mais com as nossas cores.

 

De Vinagre. Exibição de alto nível do reforço leonino, lateral esquerdo de características muito ofensivas. Na primeira parte esteve próximo da perfeição, dominando o seu corredor e causando calafrios ao B-SAD sempre que subia em apoio do ataque. Foi dele a assistência para o primeiro golo com um cruzamento teleguiado para a cabeça de Gonçalo Inácio. 

 

De Nuno Santos. O treinador apostou nele para jogar de início - e o nosso extremo esquerdo correspondeu em pleno. Sobretudo no capítulo dos cruzamentos, destacando-se aos 5', aos 11' e aos 13'. Este último foi quase um semi-golo, infelizmente não concretizado por Paulinho.

 

Das alterações no onze inicial. Rúben Amorim deixou de fora Feddal e Jovane, fazendo entrar Neto e Nuno Santos, ambos em estreia como titulares. Sinal transmitido pelo técnico ao grupo de trabalho: para ele, todos contam. Nenhum membro deste plantel 2021/2022 é dispensável. 

 

Dos regressos de Porro e Nuno Mendes. Mantiveram-se fora do onze titular, mas Amorim deu-lhes ordem para entrarem ao minuto 66. Mostraram ambos que estão em grande forma, totalmente recuperados das lesões. Excelente notícia para todos nós. 

 

Do nosso bloco defensivo. Irrepreensível, uma vez mais. Adán praticamente limitou-se a assistir ao jogo. O trio de centrais - mantendo mestre Coates no posto de comando - chegou e sobrou para as encomendas. Com Gonçalo Inácio devolvido à posição natural, a de central pela esquerda. Não admira que levemos apenas um golo sofrido em três jogos.

 

De ver nove portugueses entre os nossos onze que começaram o jogo. Só o espanhol Adán e o uruguaio Coates destoavam. E havia quatro da formação leonina quando soou o apito inicial: Gonçalo Inácio, Esgaio, Palhinha e Vinagre. Depois entraram mais quatro: Jovane (66'), Nuno Mendes (66'), Daniel Bragança (83') e Tiago Tomás (83').

 

De ver que estamos ainda melhor do que na época passada. Em Abril, no campeonato anterior, o Belenenses-SAD veio a Alvalade empatar 2-2. Já temos mais dois pontos na comparação com desafios homólogos dessa temporada em que nos sagrámos campeões.

 

Do segundo jogo consecutivo com público nas bancadas. Estiveram preenchidos 13.135 lugares do nosso estádio. Ainda pouco para o que se pretende, mas o caminho faz-se caminhando.

 

De termos cumprido o 28.º jogo seguido em casa sem perder. E andamos há 16 jogos consecutivos a marcar no Estádio José Alvalade, onde a nossa última derrota para o campeonato foi sofrida há 19 meses.

 

 

Não gostei

 

Do resultado. Por ter sabido a pouco: apenas um golo marcado em cada parte do desafio. Magro pecúlio num jogo em que fizemos 26 remates, sete dos quais enquadrados com a baliza. Podíamos ter goleado a fraca turma comandada por Petit.

 

De Paulinho. Mau na hora da decisão. Desta vez não pode queixar-se de falta de oportunidades. Dispôs de quatro e desperdiçou todas. Aos 13', falhou um golo cantado após Nuno Santos o ter servido de bandeja. Aos 32', voltou a ser perdulário depois de Matheus lhe ter entregue a bola bem redondinha. Aos 40', servido por Pedro Gonçalves, atirou um charuto para a bancada. E aos 50', após novo passe soberbo de Matheus, atirou à figura, virando de imediato as costas ao lance, o que o impediu de tentar a recarga. Para esquecer.

 

De ver o topo sul vazio. Que desolação, olhar para ali e não ver ninguém...

Prognósticos antes do jogo

Terceiro jogo do campeonato. Regressamos a casa. Vamos receber uma equipa que nos deu muito problemas na época anterior: o B-SAD, que em Abril veio a empatar a Alvalade (2-2). Num jogo em que quase tudo nos correu mal: exibição desatrosa de Adán, Gonçalo Inácio em dia para esquecer, João Mário a falhar um penálti ainda na primeira parte, Tiago Tomás amarelado desde os 4', Palhinha e Porro irreconhecíveis no regresso da pausa para selecções.

Felizmente a estrelinha de Rúben Amorim acabou por funcionar, reduzindo os estragos ao mínimo. Coates, como ponta-de-lança improvisado, cabeceou forte para o fundo das redes aos 83' e Jovane empatou aos 90'+4, mostrando ao colega que agora veste de encarnado como se marcam grandes penalidades. 

E agora, como será? Venham daí esses palpites para este Sporting-B-SAD, que se joga depois de amanhã, a partir das 20.30.

Rodrigo, Nazinho e Dário, além de Jovane

Sporting, 2 - Belenenses SAD, 1 (jogo-treino)

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Chamado a converter penálti, Jovane não perdoou

 

Dois jogos em dias consecutivos, dois onzes totalmente diferentes. Ontem Rúben Amorim experimentou jogadores com uma equipa totalmente renovada face à partida da véspera, tendo desta vez o Belenenses SAD como adversário, no Estádio Algarve. Mas mantendo intacto o sistema táctico que elegeu - precisamente aquele que permitiu ao Sporting tornar-se campeão após 19 anos de jejum.

Desta vez, porém, o treinador leonino viu-se forçado a fazer alterações ao onze inicial. Pelo pior dos motivos: Porro teve de sair logo aos 8', lesionado. Substituído por Vinagre, em estreia absoluta de verde e branco. Pálida estreia, jogando de pé trocado no corredor direito, sem exuberância no plano físico, acabando por sair antes do fim.

Antes da lesão, Porro teve tempo de contribuir para o nosso golo inicial, aos 4', com um forte disparo à baliza. Da defesa incompleta do guarda-redes resultaram dois ressaltos, com autogolo de um defesa azul. Estrelinha de campeão neste lance.

Feddal, Nuno Santos e Tiago Tomás completavam o quarteto de habituais titulares do Sporting nesta partida. Que contou com Rodrigo e Nazinho no onze inicial - dois jogadores oriundos da equipa B, o segundo, com apenas 17 anos, em estreia ao primeiro nível perante os adeptos que puderam acompanhar a partida pela televisão.

Jogo bem disputado na primeira parte, com o triunfo leonino a ser construído nesse período - o segundo por Jovane de penálti, aos 31', castigando falta cometida sobre Tiago Tomás. O jovem luso-caboverdiano foi o elemento mais em destaque. Na segunda parte, já com os "astros" Palhinha e Pedro Gonçalves em campo, o tédio instalou-se no Estádio Algarve, em parte devido ao calor que se fazia sentir.

Houve ainda tempo para ver Nuno Mendes actuar no corredor oposto ao que costuma ser seu. Com a eficiência habitual. O jovem campeão é esquerdino mas não "cego" do pé direito. Em situação de emergência, pode actuar perfeitamente naquela ala. 

 

Análise muito sumária do desempenho dos jogadores:

MAX. Bom jogo de pés. Atento, rápido de reflexos. Aos 72', saiu muito bem aos pés de Ndour, o melhor do Belenenses SAD. Nada podia fazer no golo sofrido, aos 21', num belo remate, indefensável, do mesmo jogador.

NETO. O golo adversário aconteceu numa perda de bola do capitão, apanhando-o fora de posição. Foi o principal deslize numa partida em que procurou, nem sempre com sucesso, começar a construir com passes longos.

FEDDAL. Com Coates ainda ausente, actuou no centro da defesa. Faltam-lhe automatismos na posição que costuma estar confiada ao uruguaio. No lance do golo, tentou a dobra a Neto sem conseguir travar Ndour.

RODRIGO. É médio de raiz, mas cumpriu como central mais à esquerda, revelando disciplina táctica e capacidade de compensar as subidas de Nazinho. O melhor passe longo da primeira parte saiu dos pés dele.

PORRO. Entrou com a genica e o dinamismo habituais, prometendo manter os índices competitivos que lhe conhecemos da época anterior. Participou na construção do golo, mas saiu por lesão quatro minutos depois, aos 8'.

DÁRIO. O jovem médio defensivo fez toda a primeira parte num lugar muito especial: o que costuma estar entregue a Palhinha. Cumpriu no essencial, actuando sem complexos. Por vezes esquecemo-nos que só tem 16 anos.

TABATA. Uma das melhores exibições leoninas. Fez parceria inédita com Dário, actuando como médio de construção. Boa tabelinha com o colega aos 13'- quase marcou. Aos 64', lançou muito bem Tiago Tomás.

NAZINHO. Tem apenas 17 anos, mas revela bom toque de bola. Fez de Nuno Mendes, como lateral projectado na ala esquerda. Deu nas vistas: capacidade de acelerar e temporizar o jogo conforme as circunstâncias pediam.

JOVANE. Desequilibrador. Converteu aos 31' o penálti da vitória, punindo falta cometida sobre TT. Aos 37', grande passe de trivela, isolando Nuno Santos: foi golo, invalidado por fora-de-jogo. Melhor da primeira parte, única em que jogou.

NUNO SANTOS. Cumpriu no essencial, sem brilhantismo. Alvo de sucessivas faltas adversárias. Nem sempre os centros lhe saíram com a eficácia habitual. Chegou a marcar, mas viu o golo anulado pelo VAR por deslocação.

TIAGO TOMÁS. Fez de ponta-de-lança. Nem um remate na primeira parte: a bola não lhe chegava. Esteve mais em evidência no segundo tempo, com fortes pontapés a visar a baliza, aos 59' e 76', para defesas apertadas do guarda-redes.

VINAGRE. Entrou em campo quase sem aquecer, aos 11', cabendo-lhe render Porro. Está como peixe fora de água no corredor direito, sobretudo no momento de centrar. Viria a sair aos 57', substituído por Nuno Mendes.

PALHINHA. Fez a segunda parte, substituindo Dário, num momento de menor pressão azul devido ao calor algarvio. A diferença notou-se sobretudo ao nível dos passes longos e na capacidade de verticalizar o jogo.

PEDRO GONÇALVES. Todo o segundo tempo em campo, substituindo Jovane. Menos velocidade, mais passes curtos, como interior sobretudo no lado direito. A posição em que marcou 23 golos na temporada anterior.

NUNO MENDES. Receava-se que viesse de férias, e de lesão, em menor condição física, mas desfez as dúvidas mal saltou do banco, aos 57', rendendo Vinagre. Na ala direita, fazendo logo a diferença no passe e no remate.

 

Notas finais:

- Mantém-se a aposta de Rúben Amorim na prata da casa: seis dos iniciais são da nossa formação. E só três dos 14 que jogaram são estrangeiros (Feddal, Porro, Tabata).

- Nazinho, nome a reter pelos adeptos. Exibição muito positiva do jovem ala esquerdo, outro valor em evidência da nossa Academia.

- Rodrigo (90' em posição adaptada, como central) e Dário Essugo (como médio defensivo, embora só tendo jogado 45') também com desempenhos positivos.

- Rúben Vinagre: estreia imprevista como pronto-socorro para uma ala em que se sente pouco à-vontade. Muito cedo para concluir o que quer que seja.

- Continua em aberto a discussão para o lugar de João Mário. Será de Matheus Nunes? Será de Daniel Bragança? Tabata mostrou ser também candidato.

- Tem-se discutido se Pedro Gonçalves deverá recuar no terreno, actuando como 8. Faz pouco sentido. Deve jogar na posição em que brilhou no campeonato. 

Os prognósticos passaram ao lado

Anteviram-se goleadas, triunfos esmagadores, Paulinho levado em ombros como herói leonino. Infelizmente, estas risonhas antevisões não bateram certo com a realidade. O Sporting empatou em casa com o Belenenses SAD e mesmo esse pontinho foi conseguido num penálti convertido nos instantes finais da partida. 

Um jogo para esquecer. Ou para lembrar. Claro que todos os prognósticos falharam.

Rescaldo do jogo de anteontem

Não gostei

 

 

Do resultado do Sporting-Belenenses SAD. Terminou empatado 2-2: foi o nosso terceiro empate nos últimos quatro jogos, indício evidente de quebra global da equipa. Mas pior foi a exibição: só por volta dos 70' os nossos jogadores parecem ter despertado da letargia que se apoderou deles em campo. Jogando sem ritmo, falhando passes, abusando dos atrasos ao guarda-redes, com lentíssima circulação de bola. Pareciam estar a cumprir uma tarefa burocrática na repartição. Como se não quisessem ser campeões. 

 

De Adán. Tinha brilhado no jogo anterior. Desta vez borrou a pintura, com um erro inadmissível, daqueles que podem custar campeonatos: apertado por Cassierra, hesitou quanto ao pé a utilizar na saída de uma bola e acabou por chutar no ar, desequilibrando-se. Ofereceu assim ao Belenenses SAD o segundo golo. Iam decorridos 54', passávamos a perder 0-2. Nos minutos imediatos instalou-se o descontrolo emocional na equipa. A partir daí foi tremideira até ao fim.

 

De João Mário. Exibição apática do campeão europeu, que abusou de jogar a passo e das lateralizações sem rasgo, incapaz de queimar linhas ou de um passe de ruptura. Pior ainda: ao ser chamado para converter um penálti, aos 42', permitiu a defesa de Kritciuk. Foi substituído aos 67', tendo saído tarde de mais.

 

De Gonçalo Inácio. O pior jogo do jovem central desde que ascendeu à nossa equipa principal. Está de algum modo envolvido nos dois golos: no primeiro, logo aos 13', deixou-se fintar por Miguel Cardoso, que colocou a bola na área; no segundo, quando o Sporting precisava de construir um rápido lance ofensivo, optou por mais um burocrático atraso a Adán num passe de risco, que precipitou o erro do guarda-redes.

 

De Tiago Tomás. Outra exibição para esquecer. Aos 4' já estava a ser amarelado por uma entrada negligente, por trás, no meio-campo defensivo do Belenenses SAD, sem qualquer necessidade. Depois falhou três vezes a possibilidade de atirar com sucesso às redes azuis: aos 18' chutou para a bancada; aos 23', saiu-lhe um remate frouxo; aos 28', bem servido, desperdiçou a melhor oportunidade. Péssimo no capítulo da finalização. Foi bem substituído ao intervalo.

 

De Paulinho. Uma nulidade. Sucedem-se as jornadas com o nosso ponta-de-lança sem demonstrar em campo as qualidades que fizeram dele a contratação mais cara do Sporting. Atravessa uma evidente crise de confiança: nunca está no sítio certo quando é necessário. Foi preciso Coates, um central, ir lá à frente mostrar-lhe como se faz. O ex-artilheiro do Braga já parece ter esquecido. E nem serve para marcar penáltis. Como se implorasse ao treinador para o deixar fora do onze titular.

 

De Palhinha e Porro. Dois dos nossos melhores jogadores nesta época 2020/2021 vieram irreconhecíveis da mais recente pausa para desafios das selecções A em que ambos se estrearam. Em nítida quebra de forma, contribuíram ambos para a apagada exibição da equipa. 

 

Dos ataques inconsequentes. Em remates, o desequilíbrio neste dérbi lisboeta dificilmente podia ter sido maior: 28 do nosso lado e apenas três do Belenenses SAD. Problema: os nossos foram quase todos muito ao lado ou resultaram em pontapés frouxos que o guarda-redes deles facilmente interceptou. 

 

Das substituições tardias. Este desafio, contra uma equipa que defende com linhas muito baixas, pedia desequilibradores e criativos. Mas eles estavam quase todos no banco. E só foram lançados na segunda parte, por esta ordem: Nuno Santos (46'), Tabata (61'), Jovane (67'), Daniel Bragança (67') e Matheus Nunes (77'). Foi quanto bastou para o empate, alcançado no último lance do desafio. Mas já não chegou para a reviravolta que se impunha: ficaram mais dois pontos pelo caminho.

 

Das hesitações do treinador. Rúben Amorim, ausente do banco por castigo, demorou muito a desmanchar o sistema dos três centrais que já não fazia qualquer sentido com a nossa equipa a perder por 0-2 e o Belenenses SAD totalmente remetido ao seu reduto defensivo. Impunha-se reforçar as linhas dianteiras, o que só aconteceu aos 77', quando Coates - quase em desespero táctico - passou de central a ponta-de-lança improvisado. Lá atrás ficavam Gonçalo e Matheus Reis, que chegaram e sobraram. Não fazia falta mais nenhum.

 

 

Gostei

 

De Coates. Voltou a fazer a diferença, marcando o seu sétimo golo desta temporada. Este Sporting 2020/2021 - que já conquistou nove pontos no tempo extra - deve muito ao internacional uruguaio, não apenas no domínio defensivo, onde é um baluarte, mas também quando é preciso desatar os nós lá na frente. O nosso primeiro golo resultou de um forte cabeceamento do nosso capitão, elevando-se acima da muralha defensiva azul, aos 83'. Voto nele como melhor em campo.

 

De Jovane. Parece ser uma espécie de patinho feio no Sporting de Rúben Amorim. A verdade, porém, é que costuma corresponder quando é chamado. Voltou a acontecer: entrou aos 67', rendendo Palhinha, e funcionou como talismã leonino. Aos 90'+4 ganhou um penálti que ele próprio converteu num pontapé imparável. Valeu-nos um ponto e mostrou a João Mário como se faz. 

 

De Nuno Santos. Faltava quem soubesse cruzar com critério e qualidade. E foi do pé esquerdo dele que saiu esse centro que tanta falta nos fazia. Com precisão cirúrgica, a partir da linha, para a cabeça de Coates. Outra assistência para golo de um jogador que tão útil nos foi na primeira volta mas deixou de ser titular com a chegada de Paulinho. Tem de voltar ao onze inicial. O Sporting precisa dele em campo, não no banco.

 

De Nuno Mendes. Foi o único que na primeira parte sobressaiu da mediocridade e da mediania. Se alguém merecia a vitória, era ele. Bom nos duelos individuais, sem ter medo de transportar a bola, aos 41' foi ele a sofrer a falta que deu origem ao primeiro penálti de que beneficiámos neste jogo - o tal que João Mário foi incapaz de converter.

 

De termos cumprido o 28.º jogo seguido sem perder. Outro máximo ultrapassado: continuamos a ser a única equipa invicta na Liga 2020/2021. A seis jornadas do fim. 

 

Dos 70 pontos já atingidos. Estamos a três vitórias de conseguir o acesso directo à Liga dos Campeões.

 

De Nuno Almeida. Actuação impecável do árbitro algarvio, com critério largo e sem hesitar nos momentos potencialmente mais controversos, apontando duas vezes para a marca da grande penalidade. 

 

Da atitude da equipa nos 20 minutos finais. A perder por 0-2, os nossos jogadores encheram-se de brios, carregaram no acelerador e fizeram enfim enorme pressão sobre o Belenenses SAD, que passou a aliviar de qualquer maneira. Só foi pena terem esperado tanto tempo para mostrarem como se deve fazer. Não podiam ter despertado mais cedo?

 

De termos contrariado Petit. O benfiquista que treina o falso Belenenses, com a boçalidade que o caracteriza, tinha expressado na véspera do jogo o desejo de «tirar a virgindade» ao Sporting. A ele é que ninguém consegue tirar a grunhice. Trata-se de um caso irrecuperável.

Pensamento positivo

Não desesperem os mais acérrimos críticos. Não me invectivem os militantes do contra, que o que me apetecia hoje era mesmo, depois de uma noite com meia dúzia de Kompemsan para conseguir pregar olho, arrasar Amorim pela insistência naquele esquema para-Paulinho que se tem demonstrado desastroso (o esquema e o Paulinho); Arrasar o João Mário por ter assumido a marcação de um penalti quando está lá um colega que custou 16 milhões de Euros e até é supostamente um goleador e ter falhado a sua concretização; Trucidar o Adan por aquele caricato segundo golo dos coisos, que há-de aparecer no final do ano naqueles vídeos dos momentos "apanhados"; Zurzir em toda a defesa naquele primeiro golo, em que estava tudo a dormir... Mas não vale a pena.

Que piada teria se a gente viesse a ser campeões com dez pontos de avanço?

Eu acho até que a maior parte das pessoas que não acompanham muito o futebol, até olhariam para nós com cara de gozo, como quem diz "vai mas é gozar com outro, pá, dez pontos de avanço?"

Portanto, faltando ainda seis jogos, estamos muito bem a tempo de conseguir ser campeões, à boa maneira sportinguista, na última jornada e quem sabe já depois dos 90', mas para isso rapazes, treinador incluído, façam lá o favor de correr um bocadinho, deixem lá a cultura do "para trás e para o lado" que parece que se tornou imagem de marca (ontem levámos o segundo por causa dessa "brincadeira") e joguem à bola, que vocês até sabem. Não precisam de jogar muito, eu contento-me com o bastante para que não ande noventa minutos com o credo na boca (eu que até sou agnóstico, já rezo a todos os santinhos), vocês conseguem.

Para abalar este meu convencimento de que os rapazes vão aguentar a canoa até final, mesmo que percam alguns remos pelo caminho, só mesmo um resultado negativo em Braga e com golos do Sporar, mas se calhar porque está emprestado não joga, sorte a nossa, que se contarmos com o senhor 16 milhões para alguma coisa, é melhor contarmos com Jovane. Com muito menos espalhafato, resolve-nos o problema.

E tudo estará(ia) bem, quando acaba(sse) bem.

Vamos lá fazer força todos juntos. Para o mesmo lado, claro!

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