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És a nossa Fé!

Os prognósticos passaram ao lado

Desta vez ninguém acertou. O que não admira: foi a primeira vez, em 30 jornadas, que o Sporting marcou quatro golos numa partida desde campeonato.

A boa réplica desenvolvida pelo Belenenses, que marcou três, também não ajudou. Mas mesmo com os prognósticos a passarem ao lado dos nossos leitores e dos meus colegas de blogue, o mais importante foi conseguido.

Refiro-me aos três pontos correspondentes à vitória em campo.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

De vencer o Belenenses esta noite no Restelo. Triunfo nada fácil, por 4-3, num estádio onde o FC Porto foi derrotado esta época (0-2) e o Benfica empatou ao cair do pano (1-1). Missão cumprida, portanto. Terceira vitória consecutiva no campeonato: seguimos em terceiro, com menos cinco pontos que o FCP e menos três que o SLB.

 

Da reviravolta. Começámos o jogo praticamente a perder, com um golo de penálti sofrido aos 7', mas fomos capazes de remar contra a maré. Dois golos de Bas Dost (12') e Gelson Martins (16') operaram a mudança, consolidada aos 41', quando Acuña marcou o terceiro. Fomos para o intervalo a ganhar 3-1. Tentámos gerir a vantagem no início do segundo tempo, poupando a condição física dos jogadores atendendo à decisiva meia-final de quarta-feira frente ao FC Porto. Mas a boa réplica do Belenenses obrigou-nos novamente a carregar no acelerador.

 

De Bruno Fernandes. Partida quase perfeita do nosso médio criativo, que dinamizou a equipa e lhe deu consistência colectiva. Esteve em todos os golos. Assistiu Dost para o primeiro com um soberbo passe de 40 metros, voltou a assistir no segundo, iniciou o lance que originou o terceiro e foi ele a marcar a grande penalidade, aos 80', que selou o resultado. Melhor em campo, sem discussão.

 

De Bas Dost. Mais um golo para o seu pecúlio: leva já 25 nesta Liga 2017/18 e acumula 59 no total das 57 partidas nestes dois campeonatos em que actuou de verde e branco. Números excepcionais que o creditam como um dos melhores pontas-de-lança de sempre ao serviço do Sporting.

 

De Gelson Martins.  A qualidade de movimentação habitual, esticando o jogo e baralhando as marcações, contribuindo para arrastar a defesa contrária e abrindo terreno para os colegas da frente atacante. Culminou mais uma boa exibição com um grande golo, o seu oitavo neste campeonato: nunca marcou tantos numa época. Também neste domínio está cada vez consistente.

 

De Wendel. Jorge Jesus parece estar enfim a apostar nele. O jovem brasileiro corresponde em campo, com intensidade e confiança. Hoje fez todo o segundo tempo, assumindo a posição 8 após a saída de Coentrão (e o consequente recuo de Acuña para lateral e o desvio de Bryan Ruiz para a ala esquerda). Correspondeu à aposta numa exibição sempre em crescendo. É uma promessa que está a tornar-se bem real.

 

Do golo de Acuña.  Foi o melhor, dos quatro do Sporting. Ristovski cruza da ala direita e o argentino recebe muito bem a bola, roda sobre si mesmo e dispara com o pé direito, o seu pior. Forte e bem colocado. Não admira que esteja já pré-seleccionado para o Mundial da Rússia.

 

De termos marcado três golos em lances de bola corrida.  Não tem sido frequente nesta época, o que basta para ser hoje sublinhado com muito agrado. Eis o futebol do Sporting honrando as suas melhores tradições.

 

Do apoio incessante dos adeptos.  Boa presença leonina nas bancadas do Restelo, puxando pela equipa do princípio ao fim. O 12.º jogador, como uma vez mais se comprova, também ajuda a ganhar jogos.

 

De sabermos agora que só dependemos de nós para um lugar de acesso à Liga dos Campeões.  A derrota do Benfica frente ao FC Porto no estádio da Luz coloca-nos em boa posição para o ataque ao segundo posto do campeonato a quatro jornadas do fim. Isto porque o SLB, embora com mais três pontos, desloca-se a Alvalade na penúltima jornada. Poderemos concretizar aí esse nosso objectivo prioritário, a par da conquista da Taça de Portugal.

 

 

Não gostei

 

 

Das ausências de alguns jogadores nucleares por lesão. William Carvalho, Mathieu e Piccini ficaram de fora. O desgaste físico acumula-se nesta fase, sabendo-se já que o Sporting baterá o seu recorde de partidas disputadas numa só temporada. Esperemos que aquele trio recupere a tempo de disputar a meia-final da Taça de Portugal com o FC Porto. Faltam apenas três dias.

 

Da saída de Coentrão. Foi o elemento mais apagado na primeira parte, tendo até responsabilidades no lance de que resultou o primeiro golo da equipa da casa. E não tardou a perceber-se porquê: estava com limitações físicas, que levaram o treinador a substituí-lo ao intervalo. Fazemos votos para que recupere depressa e bem.

 

Do atraso no início da partida. Era para começar às 20.15 e só arrancou às 20.28. Por responsabilidade da equipa visitada - uma descortesia no mínimo surpreendente.

 

De termos sofrido três golos. Mas superámos os nossos rivais directos no difícil embate no Restelo. E dois destes golos foram de penálti - o primeiro dos quais me suscitou dúvidas.

 

Da embirração do árbitro com Bas Dost. Bruno Paixão impediu-o de marcar o penálti da vitória enquanto brindava o holandês com um cartão amarelo por aparente entrada sem autorização em campo após ter sido assistido fora das quatro linhas. Não faz qualquer sentido exibir-lhe o cartão e vedar-lhe em simultâneo o regresso ao relvado. Felizmente Bruno Fernandes estava lá para marcar a grande penalidade. E dar-nos os três pontos.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Por cada Bruno que cair, outro se levantará

O jogo começou com quase um quarto de hora de atraso e o Sporting ainda entrou mais tarde. Logo aos 2 minutos, Bruno Paixão caiu ... na tentação de marcar uma grande penalidade após antecipação de Yazalde a Rui Patrício, na sequência de uma primeira defesa de Rui a remate de Licá. Já depois do cabeceamento do avançado, o guardião leonino deu um toque involuntário na cara do avançado e o árbitro marcou "penalty". Yebda converteu, pondo a equipa do Restelo na frente. 

 

Eis senão quando aparece no jogo outro Bruno, o Fernandes. Do lado esquerdo, e ainda dentro do seu meio campo, com a precisão de um relojoeiro suiço, o maiato colocou a bola a tempo e horas, direitinha no pé direito de Bas Dost que não perdoou. Pouco tempo depois, outra vez Bruno ... Fernandes. Com o diabo no corpo, penetrou pelo centro do ataque e assistiu Gelson na meia direita para o segundo dos leões. Estavam decorridos 16 minutos de jogo. O jogo ficou mais dividido, mas o Sporting parecia sempre mais incisivo. Assim, após um canto, Bruno Fernandes (who else?) visou Battaglia que desviou de cabeça rente ao poste. Logo no minuto seguinte, o nosso número 8 serviu Dost entre 2 defesas. O holandês, sem velocidade para sprints, preferiu contemporizar e servir Ristovski na direita. Centro do macedónio, bola deflectida e surgiu Acuña, de pé direito (!) a rematar com êxito.

 

O segundo tempo iniciou-se com um remate muito perigoso, outra vez de Bruno Fernandes, a poucos centímetros do alvo. O médio leonino começava a acusar o desgaste do jogo e da eliminatória europeia e, como ele, também Ruiz parecia dar alguns sinais de cansaço. A verdade é que o Sporting começou a perder o meio-campo e em 3 minutos (entre os 61 e os 64) o Belenenses empatou. Primeiro, num remate de Licá, depois num "penalty" cometido por Acuña sobre (outra vez) Licá e convertido por Fredy.

 

Confesso que temi o costumeiro fadinho leonino, mas, após um canto, Yebda acertou uma cotovelada na cara de Bas Dost na área e Bruno Paixão, após consulta do VAR e visionamento das imagens, assinalou a grande penalidade e expulsou o argelino. Sururu, muitos protestos belenenses e o árbitro a não permitir a reentrada em campo de Dost (antes assistido). Não houve Bas, mas Bruno Fernandes chamado a converter o castigo máximo marcou com categoria o 4-3 para os leões. JJ mexeu na equipa, tirando os dois criativos, Bruno e Ruiz, completamente esgotados, e colocando Petrovic e Lumor em campo, restabelecendo a táctica dos 3 centrais com Coates, Petrovic e André Pinto. O jogo não acabaria sem um remate ao poste de Florent, com São Patrício ainda a dar um pequeno desvio que impediu o golo do empate, numa altura em que parecia que o Belenenses é que tinha um homem a mais.

 

No Sporting, os melhores foram Bruno Fernandes (um golo e duas assistências), Acuña (um golo), Bryan Ruiz (muito bem a gerir os momentos do jogo) e Battaglia (grande pulmão). A defesa esteve muito irregular e Gelson (muito voluntarioso) e Dost complicaram situações fáceis de golo.

 

Numa noite em que houve um Bruno (Carvalho) ausente - mas ainda omnipresente na mente de apoiantes e opositores - e um Bruno (Paixão) que marcou 3 grandes penalidades e iniciou o jogo com grande atraso, valeu o terceiro Bruno, que, com uma exibição espectacular, principalmente no primeiro tempo, ajudou a resolver o jogo para o Leão Rampante, algo que o igualmente endiabrado Licá tentou ao máximo evitar. Uma vitória do Sporting contra os Velhos do Restelo e o segundo lugar já ali à vista. Uma palavra para o excelente futebol implementado em Belém por Silas. Chapeau !

 

Quanto à arbitragem, há argumentos que podem justificar a marcação de cada uma das grandes penalidades. Eu só estranho duas coisas: não me recordo de um "penalty" marcado contra Benfica ou Porto aos 2 minutos de jogo; nem na RTP Memória consigo encontrar dois castigos máximos, marcados no mesmo jogo, contra Benfica ou Porto. Alguém acredita que venhamos a assistir a algo do género, envolvendo os nossos adversários, até final do campeonato? Se virem, avisem, que eu vou estar embrenhado na Torre do Tombo à procura de evidências históricas...

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bruno Fernandes (inevitável)

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Hoje giro eu - Factos do jogo desta noite

Belenenses X Benfica 1-1:

  1. O Benfica desperdiçou a oportunidade de ficar em primeiro lugar à condição;
  2. A equipa encarnada não conseguiu vencer o seu primeiro jogo após a vitória leonina na Taça da Liga;
  3. O Benfica não ganhou o primeiro jogo que efectuou desde a lesão de Krovinovic;
  4. O Belenenses, treinado agora por Jorge Silas, conseguiu finalmente obter um resultado positivo contra o Benfica, algo que não acontecia desde 29 de Setembro de 2013;
  5. Na última vez que o Belenenses tinha conseguido marcar contra o Benfica, empatou (1-1), em 29 de Setembro de 2013, na Luz;
  6. Desde essa data e até ontem, tinha havido 8 derbies com 8 vitórias do Benfica e um "goal-average" de 28-0. 

2017 em balanço (7)

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DERROTA DO ANO: 1-3 CONTRA O BELENENSES

O Sporting já estava afastado da corrida ao título e já fora posto fora das restantes competições, limitando-se a gerir o calendário enquanto começava a programar a época seguinte. Mas este jogo disputado a 7 de Maio, dia das Mulheres Com Garra, não era igual aos outros: o estádio encheu-se de famílias leoninas prontas a ver a nossa equipa em campo - excepto Gelson e Podence, afastados por castigos.

A hora convidava ao espectáculo, pois a partida iniciou-se ainda de manhã, às 11.45. O tempo estava primaveril, com sol aberto, e as bancadas povoaram-se de adeptos e adeptas de todas as idades.

Só isso foi bom. Tudo o o resto acabou por ser confrangedor.

Ao intervalo, registava-se um empate a zero: nem um remate nosso à baliza deles. Depois Bruno César marcou, aos 52'. Poderia até ser o início de uma goleada, mas os nossos jogadores desinteressaram-se, estavam apáticos, evidenciavam a atitude de quem fazia um monumental frete. A desconcentração foi tanta que sofremos três golos de rajada na última meia hora e deixámo-nos assim derrotar em casa, nesta jornada 32 da Liga 2016/17, por uma das equipas mais acessíveis do campeonato.

Foi uma vergonha, felizmente sem paralelo no ano civil que agora terminou. No final, ainda a quente, escrevi isto: «Falhou tudo nos jogadores comandados por Jorge Jesus: energia, criatividade, talento, velocidade, ousadia, atitude, firmeza, vontade. Parabéns pela vitória à equipa liderada por Domingos Paciência. Há 62 anos que a turma de Belém não vencia no nosso estádio.»

E voltaria a escrever estas linhas em idênticas circunstâncias. Que espero nunca mais ver repetidas em Alvalade.

 

Derrota do ano em 2012: final da Taça de Portugal (20 de Maio)

Derrota do ano em 2013: 0-1 em casa contra o Paços de Ferreira (5 de Janeiro)

Derrota do ano em 2014: 3-4 contra o Schalke 04 em Gelsenkirchen (21 de Outubro)

Derrota do ano em 2015: 1-3 contra o CSKA em Moscovo (26 de Agosto)

Derrota do ano em 2016: 0-1 contra o Benfica em casa (5 de Março)

Quente & frio

Gostei muito da qualificação do Sporting para as meias-finais da Taça da Liga - troféu que nunca conquistámos. A nossa equipa, que hoje empatou 1-1 no Restelo com o Belenenses, mantém-se em todas as frentes futebolísticas. O ano que vai começar promete...

 

Gostei do grande golo de Acuña, marcado de fora da área, em condições peculiares. Quando o jogador já tinha recuado no terreno, transitando de médio-ala para lateral esquerdo com a saída de Coentrão, e o disparo a sair-lhe do pé direito, o seu pior. Foi um golaço, aos 74', e decisivo para as aspirações leoninas. Já na primeira parte Acuña tinha feito três fortes remates: um deles, defendido in extremis pelo guardião de Belém aos 14', levava o selo de golo. O argentino merece, sem favor, ser designado o melhor em campo.

 

Gostei pouco da exibição da nossa equipa nesta partida, que funcionou como uma espécie de ensaio geral para o Benfica-Sporting do próximo dia 3. Exibição pálida e frouxa, sobretudo na primeira parte, em que o nevoeiro pairou sobre o estádio. Quanto mais as brumas se adensavam, mais a nossa prestação descoloria. Melhorou um pouco na segunda parte, mas sem nunca empolgar os adeptos leoninos - com excepção do momento em que Acuña marcou o nosso golo.

 

Não gostei de ver Doumbia sem oportunidade de mostrar o que vale. Após ter marcado dois golos na anterior partida desta prova, frente ao União da Madeira, o marfinense merecia ter entrado em jogo, até para permitir algum tempo de descanso a Bas Dost. Teria sido uma substituição certamente mais útil do que a inexplicável entrada de Bryan Ruiz para o lugar de Bruno Fernandes no último minuto do tempo extra concedido pelo árbitro.

 

Não gostei nada da zanga feia entre Coentrão e Acuña, prontamente separados por William Carvalho, que assim fez valer os seus galões de capitão da equipa - e muito bem. Pior só mesmo o autogolo de Coates, que permitiu o empate do Belenenses, aos 76', quando Rui Patrício tinha o lance todo controlado. Não foi a primeira vez que o uruguaio marcou na própria baliza. O que lhe terá passado pela cabeça?

Os prognósticos passaram ao lado

Houve muitos prognósticos, palpites muito diferentes, mas ninguém conseguiu antecipar a vitória do Sporting frente ao Belenenses, em Alvalade, por margem tangencial.

Excesso de optimismo, talvez. Felizmente para nós, os triunfos tangenciais, como este da passada sexta-feira, garantem-nos os mesmos pontos que uma goleada. E assim lá estamos nós, sem depender de terceiros, de regresso ao topo da classificação do campeonato. Onde queremos ficar até ao fim.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - "Pasteleiro" Dost e a nata dos goleadores

Durante 30 minutos só houve uma equipa no relvado. O Belenenses, durante esse período, limitou-se a correr atrás da bola e a grande-área leonina mais parecia um gigante Adamastor, a aconselhar a prudência recomendada pelos Velhos do Restelo. No entanto, à passagem da meia-hora, os leões começaram a confundir circulação de bola com gestão de esforço, o jogo empastelou e a equipa de Domingos levantou a cabeça e viu que a vida poderia ser mais do que a versão escravizante da mesma que o Sporting até aí lhe tinha imposto.

Valeu ao Sporting a eficácia de Bas Dost. O holandês marcaria aos "pastéis", na execução perfeita de uma grande penalidade, o golo 50 pelo Sporting, número redondo conseguido em apenas 15 meses de actividade e que perspectiva a sua futura colocação entre a nata dos goleadores leoninos.

Jesus montou um esquema de apenas dois médios interiores, preterindo Battaglia em detrimento de um segundo avançado, no caso Podence. Na tentativa de que a equipa não perdesse a batalha do meio-campo o plano de jogo do treinador leonino pareceu conter instruções a Acuña para que este jogásse mais interiormente do que é costume, constituindo-se muitas vezes como o terceiro homem do miolo.

JJ acertou desta vez nas substituições, desde logo quando mandou entrar Battaglia (retirando Podence), aos 60 minutos, alteração que lhe permitiu retomar o controlo do meio campo e que conduziu William a uns últimos 30 minutos vibrantes em que impulsionou o Sporting para a frente.

Quem é fã dos Monty Phyton sabe que a vida de Bryan decorre paralelamente à de Jesus e que ambos têm Belém como indelével ponto de partida. Vem isto a propósito da estreia oficial em Alvalade, esta época, contra o Belenenses, do costa-riquenho Ruiz, em jogo que marcou o regresso da equipa de JJ à liderança do campeonato da 1ªLiga. Assim, Jesus não foi insensato, não deixou o jogador mirrar e, agora, fica à espera que ele o cubra de ouro.

Entre os destaques, sobressaíu Coates: o Ministro da Defesa, para além de ter bloqueado todas as tentativas de invasão do espaço defensivo leonino pelas forças de Domingos, ainda encontrou tempo e vigor para duas arrancadas até à trincheira azul, uma em cada parte, semeando o pânico no último reduto belenense. O uruguaio foi muito bem coadjuvado pelo seu Secretário de Estado, o gaulês Mathieu, complemento ideal na dissuasão da ofensiva adversária.

Também em relevo esteve Bruno Fernandes. Perdulário, falhou golos e passes diversos, mas fica ligado aos melhores e mais esclarecidos apontamentos do jogo do Sporting, nomeadamente o passe a isolar Podence na direita, em lance que acabaria por nos dar o "penalty", a finta, o levantar de cabeça e o passe a encontrar Acuña para uma oportunidade ingloriamente desperdiçada pelo argentino e, finalmente, a forma inteligente como chamou a si 3 adversários e ofereceu o golo em bandeja de prata a Bryan Ruiz.

Em resumo, jogo sofrido, mas com a compensação de, dado o empate verificado entre Porto e Benfica, termos agarrado os dragões na liderança do campeonato (para além de que o Benfica agora está mais longe). 

 

Os nossos jogadores, um a um:

 

Rui Patrício - As grandas querelas da humanidade têm usualmente Observadores no campo, a avaliar os danos causados por esses conflitos. Consta que o "marrazes" apresentará no seu relatório significativos desperdícios de munição, tal a má pontaria evidenciada pelas tropas leoninas perante o último reduto belenense. Do seu posto de observação (P.O.) limitou-se a apreciar as movimentações no terreno, pois as ofensivas da equipa de Belém jamais o incomodaram.

Nota: Sol

 

Piccini - É o "simplex" da equipa leonina. Aparenta uma enorme facilidade em qualquer movimento defensivo, seja fechar o espaço no meio quando tal é requerido, caír em cima do adversário junto à linha ou saír com a bola dominada da zona de pressão. Sempre sem complicar. Adicionalmente, mostrou instinto atacante, indo até à última linha de defesa adversária para executar cruzamentos ou assistindo primorosamente Bruno Fernandes pela meia direita, em lance que seria perdido nos pés de Acuña.

Nota: Sol

 

Coates - O Ministro da Defesa, em conjugação com o seu Secretário de Estado (Mathieu) e apoiado no General William, deu todos os meios às forças no terreno para que a refrega tivésse um saldo positivo para as nossas hostes, começando pela defesa intransigente dos 16,5 metros (grande-área) que constituíram a nossa inviolável última linha de defesa. Não contente com isso, ele próprio se juntou às tropas, devolvendo "granadas" adversárias com recurso a uma bicicleta e, por duas vezes, atacando mesmo as trincheiras inimigas, as quais, inibidas pelo factor surpresa, quase sucumbiam perante a sua acção. 

Nota: Si

 

Mathieu - A sua parceria com Coates faz pensar que actuam juntos há muitos anos, tal o grau de identificação que os une. No seu estilo em "souplesse", para o francês parece não haver tarefas impossíveis, mesmo que envolvam engolir 3 pastéis provenientes de Belém de enfiada, sem precisar de meter água na sua digestão. Um defesa central que é um centro cultural da arte de bem defender.

Nota:

 

Fábio Coentrão - Destacou-se por algumas arrancadas na primeira meia-hora, a lembrar o jogador que já foi noutros tempos. Cumpriu os 90 minutos e esteve menos tempo do que é costume deitado no chão, sinal de que se aproxima da sua melhor forma ou de que começa a mostrar compaixão pelo coração dos adeptos.

Nota: Sol

 

William Carvalho - Com as costas protegidas pelo intratável Battaglia, arrancou para o seu melhor período de jogo, os últimos 30 minutos. Aí, avançou em sucessivas cavalgadas pelo miolo do terreno, acções que deixaram em estado de alerta as defesas do sub-aquartelamento lampiânico, sitas ali para os lados do Restelo. Teve nos pés a rendição do exército oponente, mas falhou o remate final. Durante o resto do tempo especializou-se num novo tipo de passe: o Passe Social, simples, económico, mas que não abrange todo o território (a linha lateral, infelizmente, sim).

Nota:

 

Bruno Fernandes - Destacou-se pela forma como rompeu perante as linhas oponentes, solicitando colegas nos flancos a fim de melhor as contornar ou avançando em penetração até ao último reduto adversário. Esteve na origem de inúmeras oportunidades de golo e o que melhor se pode dizer dele é que, mesmo quando não especialmente inspirado, mostra sempre aquele toque distintivo de classe que o torna no maestro da organização ofensiva sportinguista.

Nota:

 

Gelson Martins - O seu jogo assemelha-se cada vez mais ao Bolero de Ravel, excepto na parte que Fernando Gomes, o "bi-bota", definia sentir aquando da obtenção de um golo (marca poucos para o futebol que tem no corpo). É uma música repetitiva, uma sucessão de partituras que regressa sempre a um ponto-de-partida, composta por uma batida forte e persistente que transforma o palco de Alvalade numa "rave" e que, se por um lado nos desperta os sentidos, por outro nos deixa à beira da insanidade.

Nota: Sol

 

Acuña - O argentino tem aquele estilo de nunca virar a cara à luta e de deixar o corpo no relvado. Ontem, apesar de as coisas não lhe terem corrido de feição, manteve-se fiél a esse padrão comportamental, embora tenha aparentado  incomodidade (compreensivelmente) perante os (injustos) assobios provenientes da bancada.

Nota:

 

Podence - Parafraseando o poeta Régio, Podence é "o átomo a mais que se animou", o ião que electriza as bancadas de Alvalade. Enquanto teve energia deixou a "cabeça à roda" à defensiva azul, nomeadamente - momento importante do jogo - no lance em que sofreu um "chega para lá" e que motivou a equipa de arbitragem a assinalar "penalty" a nosso favor. 

Nota: Sol

 

Bas Dost - A um ponta-de-lança exigem-se golos e o holandês não destuou, aliás "dostou", como de costume. No resto do tempo notabilizou-se pela renovada e vã tentativa de assistir companheiros em (suposta) melhor posição. Assim seria quando um defensor de Belém tentou clonar a mítica assistência de Secretário para Acosta e o deixou na cara do golo. Mas, em vez de rematar à entrada da área, preferiu contemporizar e assistir William.

Nota: Sol

 

Battaglia - Não se viu muito no campo, sinal de que imediatamente impôs respeito nos adversários, os quais preferiram percorrer caminhos bem distantes daqueles calcorreados pelo médio argentino. Ainda assim, quando testado, notabilizou-se nos desarmes. A sua entrada permitiu essencialmente extraír o melhor de William e isso, seguramente, foi positivo para a equipa.

Nota:

 

Bryan Ruiz - A classe, o virtuosismo, a elegância em movimento, qualidades bem visíveis quando perante a saída do guarda-redes belenense efectuou um chapéu brilhante, o qual acabaria por ser desviado na linha de golo por um defensor azul. Não deu golo, mas o perfume do seu futebol ficou bem patente nesse lance, bem como a sua incapacidade goleadora, "pormaior" que o vem mantendo afastado do estrelato à escala planetária.

Nota:

 

Bruno César - Apenas o tempo suficiente em campo para merecer o duche final.

Nota: -

 

Tenor "Tudo ao molho...": Sebastián Coates (melhor em campo)

 

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Os nossos jogadores, um a um

Conseguimos o mais importante: os três pontos. Contra uma equipa com manifestas insuficiências, o Sporting foi no entanto demasiado perdulário. Adiantou-se cedo no marcador, com um penálti convertido aos 13' por Bas Dost, mas revelou-se incapaz de ampliar a vantagem durante o resto da partida, fazendo aumentar o nervosismo e a irritação entre os 46 mil adeptos leoninos que se deslocaram nesta noite fria a Alvalade para acompanhar a partida frente ao Belenenses.

Fizemos bem melhor do que na época passada, quando a equipa de Belém nos derrotou por 3-1 no nosso estádio. Mas o público leonino está bastante mais exigente este ano: não se contenta com os pontos, reivindica também bom espectáculo. E desta vez não houve nota artística.

Vários jogadores estiveram aquém do que se esperava. Acuña, desde logo. Mas também Piccini, Coentrão, William, Bruno Fernandes - e o próprio Bas Dost, apesar da conversão da grande penalidade. Alguns deram a sensação, sobretudo no segundo tempo, de que já estavam com a cabeça em Barcelona, onde o Sporting tentará na terça-feira prosseguir para os oitavos da Liga dos Campeões.

O melhor, para mim, jogou atrás. Foi Coates, irrepreensível a defender e com capacidade de lançar a equipa para a frente. Ele, sem dúvida, queria ter vencido por margem mais dilatada. Ele, sem dúvida, fez tudo para valorizar o espectáculo.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Noite relativamente tranquila do nosso guarda-redes, que pareceu sempre atento e concentrado, impondo a sua autoridade natural.

PICCINI (5). Continua a revelar alguma bicefalia: muito eficaz na missão defensiva, pouco ousado nas incursões ofensivas. Precisa de se soltar mais.

COATES (7).  Exibição irrepreensível do internacional uruguaio, um dos raros jogadores que nunca se acomodaram à vantagem inicial. Soube empurrar a equipa para a frente em bons lances individuais. O melhor em campo.

MATHIEU (7). Seguro, pendular, bem posicionado, com visão de jogo. Eficaz no jogo aéreo. Combina bem com Coates como se jogassem juntos há anos.

FÁBIO COENTRÃO (5). Mais contido do que se esperava frente a um adversário que quase não atacou no primeiro tempo, esteve preso de movimentos. Prejudicado pela má forma de Acuña.

WILLIAM CARVALHO (5). Ressentiu-se da ausência de Battaglia no onze titular, parecendo demasiado só em diversas fases do jogo numa área nevrálgica do terreno. Faltou-lhe o passe longo e pecou por falta de velocidade.

BRUNO FERNANDES (5). Exibição demasiado oscilante. Falhou demasiados passes e desperdiçou três ocasiões de golo. O melhor que fez foi dois bons cruzamentos pela direita, desperdiçados pelos colegas na grande área.

GELSON MARTINS (6). Tentou muito, mas nem sempre bem. Mal acompanhado nos lances em que acelerava rumo à baliza contrária, teve o mérito de se integrar na manobra defensiva quando a equipa recuava no terreno.

ACUÑA (4). Nem parece ser o mesmo jogador combativo e provocador de desequilíbrios a que nos habituou durante os primeiros meses em Alvalade. Arrastou-se em campo, denotando má condição física. Saiu aos 70', tarde de mais.

PODENCE (6). Mostrou merecer este regresso à titularidade. Muito influente na primeira parte, com dois cruzamentos primorosos. Carregado em falta na grande área, conseguiu um penálti. Apagou-se após o intervalo, saindo aos 61'.

BAS DOST (6). Melhor momento aos 13', quando converteu o penálti: o seu 50.º golo pelo Sporting. Trabalhou para a equipa. Mas desperdiçou bons cruzamentos medindo mal o espaço ou o tempo de intervenção. Podia ter feito mais.

BATTAGLIA (6). Entrou aos 61', substituindo Podence, quando já se escutavam muitos assobios em Alvalade. Sem brilhantismos, conseguiu tornar mais compacto o nosso meio-campo, sacudindo algum marasmo da equipa.

BRYAN RUIZ (4).  Em campo desde os 70', mostrou-se pouco dinâmico, sem criatividade nem rasgos individuais. Podia ter marcado, com um chapéu ao guarda-redes, aos 85', mas a bola foi travada in extremis por um adversário.

BRUNO CÉSAR (-).  Percebe-se mal que só tenha entrado no último minuto do tempo regulamentar. Não teve tempo de revelar a sua habitual utilidade à equipa.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Dos três pontos hoje conquistados em Alvalade. Vencemos o Belenenses por 1-0. Bastante melhor o resultado do que a exibição global da nossa equipa, que chegou a exasperar o público, sobretudo na medíocre segunda parte.

 

Dos nossos primeiros 30 minutos. Neste período a equipa engrenou bem, dominou, criou oportunidades, revelou dinâmica, conseguiu o golo solitário. Pena não ter prolongado o esforço: no resto do tempo foi uma sombra de si própria.

 

Do décimo golo de Bas Dost nesta Liga. Chamado a converter uma grande penalidade, logo aos 13', o holandês não vacilou. Foi irrepreensível nesta marcação.

 

De Coates. Para mim, o melhor em campo nesta noite. Impecável a defender, formando uma sólida parceria com Mathieu, teve o mérito suplementar de procurar empurrar a equipa para a frente sempre que possível. Foi assim num lance individual ao cair do primeiro tempo, foi assim também na segunda parte, quando os assobios já ecoavam no estádio: o internacional uruguaio mostrou ser o mais inconformado. Grande corte aos 11'.

 

De Mathieu. Uma vez mais, segurança e solidez. A ele e ao colega do eixo da defesa devemos a nossa estabilidade defensiva - e também o facto de o Belenenses raras vezes se ter aproximado da nossa baliza com verdadeiro perigo. Mérito suplementar: coloca sempre a bola à sua frente com critério e pontaria.

 

De Gelson Martins. Nem sempre as coisas lhe saíram bem. Mas nunca deixou de tentar, com louvável espírito de equipa e entrega ao jogo. Sem nunca descurar as missões defensivas. Nota positiva.

 

De Podence. Primeira meia hora de grande dinamismo, conseguindo desequilíbrios constantes na nossa linha avançada. Fez dois cruzamentos primorosos, desperdiçados por Bas Dost aos 2' e aos 7'. E foi ele a conseguir a grande penalidade que, convertida pelo holandês, nos valeu três pontos.

 

Da arbitragem de Nuno Almeida. Os jogadores facilitaram, é certo. Mas o árbitro acompanhou sempre bem as jogadas, deixou jogar, usou critério uniforme e revelou boa forma física. Oxalá fosse sempre assim.

 

De ver o estádio quase cheio. Apesar da noite fria, apesar do fim de semana prolongado, apesar da tentação de um serão caseiro com boa programação televisiva, Alvalade recebeu 46.881 espectadores.

 

De entoar o hino nacional. Em dia de feriado nacional, comemorativo da independência portuguesa, saúde-se a decisão da direcção leonina de pôr as bancadas a cantar A Portuguesa. Nada mais adequado, na casa de um clube com genuína implantação nacional.

 

Da homenagem aos paraolímpicos. Merecido aplauso, ao intervalo, aos nossos atletas portadores de deficiência que nos dão um excelente exemplo de tenacidade, desportivismo e amor à vida.

 

De termos alcançado o FC Porto no topo da classificação. O mais importante é isto.

 

 

 

Não gostei

 

 

Da nossa incapacidade de marcar um golo de bola corrida. Sem o penálti convertido por Bas Dost, teríamos sido incapazes de conseguir os três pontos em Alvalade.

 

Dos falhanços. Incrível sequência de golos falhados - imperdoável numa equipa com aspirações ao título. Uma série iniciada logo aos 2' por Bas Dost, prosseguida aos 7' pelo holandês, que voltaria a falhar aos 87'. Acunha teve uma perdida escandalosa aos 23'. Mas o mais perdulário foi Bruno Fernandes, que falhou golos quase cantados em três ocasiões, aos 58', aos 62' e aos 65'.

 

De Acuña. Desde que veio da lesão o argentino tem-se revelado muito abaixo daquilo a que nos habituara. Enquanto esteve em campo pareceu que jogávamos só com dez.

 

De Bryan Ruiz. Muito aplaudido pelas bancadas neste seu regresso a Alvalade seis meses depois, o costarriquenho não correspondeu às expectativas. Apático, sem mobilidade quando a equipa exigia um suplemento de vitalidade, voltou a revelar a sua pior faceta ao desperdiçar uma das melhores oportunidades de golo em toda a partida, ao minuto 85. Um filme já nosso conhecido.

 

Da entrada tardia de Bruno César. Jorge Jesus esperou pelo minuto 90 para trocar o infeliz Bruno Fernandes por Bruno César. O brasileiro, que só esteve quatro minutos em campo, podia ter sido útil se tivesse mais oportunidades de experimentar o seu já célebre pontapé de meia-distância.

 

Dos assobios. Monumentais vaias - que chegaram a ser quase ensurdecedoras - sublinharam o desempenho de vários jogadores, com o "tribunal de Alvalade" claramente insatisfeito com a prestação da equipa na etapa complementar. Compreendo a irritação, mas não havia necessidade. E alguns dos mais assobiados, como Piccini e William Carvalho, não mereciam isto.

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 

Da derrota em Alvalade, por 1-3, de um Sporting irreconhecível frente ao Belenenses.  Falhou tudo nos jogadores comandados por Jorge Jesus: energia, criatividade, talento, velocidade, ousadia, atitude, firmeza, vontade. Parabéns pela vitória à equipa liderada por Domingos Paciência. Há 62 anos que a turma de Belém não vencia no nosso estádio.

 

Do desempenho dos jogadores. De nenhum. O menos mau foi Bruno César por ter marcado o nosso golo solitário, aproveitando com felicidade um ressalto, "assistido" pela trave.

 

Da nossa defesa. Um susto, sobretudo na segunda metade do tempo complementar. A quantidade de vezes que é batida em lances de bola parada perante equipas que até parecem inofensivas, como foi hoje o caso, põe os nervos em franja ao mais calmo dos adeptos.

 

Do nosso ataque. Toda a primeira parte sem um só remate à baliza. Mesmo com um público entusiasta, que acorreu em grande número a Alvalade aproveitando o sol matutino (o jogo começou às 11.45) e o facto de ser dia das Mulheres com Garra, já com tradição leonina. O primeiro remate aconteceu só aos 52',na marcação do nosso único golo. E mesmo assim com bastante sorte à mistura. Fica quase tudo dito sobre o paupérrimo desempenho da linha atacante do Sporting.

 

Da nossa incapacidade de aproveitar as oportunidades. O FC Porto tinha cedido mais um empate, na véspera. Tínhamos uma hipótese soberana de encurtar distância em relação ao periclitante segundo lugar portista - afinal ficámos ainda mais longe dessa posição. Como se o treinador Jorge Jesus e os jogadores quisessem associar-se à celebração antecipada do título benfiquista.

 

Das ausências de Gelson Martins, Podence e Alan Ruiz - os primeiros por castigos, o último por lesão. Confirma-se: há mesmo jogadores insubstituíveis. Gelson acima de todos. Alguém tinha dúvidas?

 

Das substituições. Jesus mexeu mal na equipa - e mexeu mal, alterando o dispositivo táctico. Se até esse momento (em 4-3-3) o fio de jogo do Sporting era débil, a partir daí (em 4-4-2) tornou-se num desastre. Numa espécie de salve-se quem puder.

 

De Castaignos. Tinha pensado não destacar pela negativa nenhum jogador, pois foram todos maus, mas não resisto: quem foi o responsável pela contratação desta abécula anunciada como "reforço do nosso ataque" e que termina a época sem conseguir fazer sequer meio-golo? Hoje este holandês ainda conseguiu o prodígio de colocar em jogo um elemento adversário, possibilitando-lhe a marcação do terceiro golo azul.

 

 

Gostei

 

Da alegria das nossas jogadoras de râguebi, celebrando ao intervalo, no relvado, a conquista de um troféu. E foi só.

O melhor prognóstico

Os dois prognósticos mais tardios, aqui registados pouco antes do início do jogo, foram os mais certeiros. Mas um deles foi ainda mais do que o outro: refiro-me ao do José da Xã, que reincidiu na vitória ao vaticinar não apenas o resultado do Belenenses-Sporting (0-1) mas também o marcador do golo, Bas Dost.

Parabéns a este nosso colega. E também ao nosso leitor SportingSempre, que acertou igualmente no resultado mas se esqueceu de apontar o marcador do golo.

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