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És a nossa Fé!

Os melhores prognósticos

Desta vez (por responsabilidade minha) houve menos prognósticos. Mas nem por isso deixou de haver vencedores na habitual ronda de vaticínios organizada pelo És a Nossa Fé

Concretamente, destacaram-se dois dos nossos estimados leitores: JHC e Luís Ferreira. Ambos anteciparam o 2-1 final do dérbi de ontem. Parabéns.

E você?

Eu devo estar maluco na medida em que ontem vi um belo jogo de futebol pela televisão, a partir de Alvalade. Pelo que assisti, em especial na primeira parte, Belenenses e Sporting jogaram uma partida intensa, com oportunidades criadas (e aproveitando erros do oponente), sem cacetada, autocarros, perdas de tempo ou arbitragens protagonistas. Se o SCP não espetou quatro foi porque não se pode sempre espetar quatro e sobretudo porque a equipa de Silas defendeu bem, pressionou e se tornou venenosa no contragolpe. Também vi um onze do SCP com dois jogadores em posições nucleares vindos de lesões (e do Natal e do Ano novo), um risco que o treinador quis assumir e que, obviamente, se notou a espaço, embora tanto Wendel como Nani tenham estado bastante bem. E sem o nosso melhor jogador, óbvio.
No segundo tempo, vi boas combinações no jogo interior, que acabaram por dar dois golos.
Vi uma equipa solidária nos últimos minutos (já sem Wendel e sem Nani), a defender contra uma bela equipa orientada por um Silas que merece todo o aplauso.
Viemos de um jogo recente – em Santa Maria da Feira – e se o Belenenses também, é verdade que a equipa de Silas poupou quase todos, apostando as fichas neste jogo de ontem. Perdeu e ganhamos nós. É assim, ganhando estes jogos complicados e disputados, que se vai longe. E cá para mim, e felizmente, foi uma bela e intensa partida de futebol em 60 a 70% do tempo.

Eu ainda sou do tempo de mestres da tática, de gelo nos jogos e teimosias em jogadores em posições que não lembram ao careca, com desenho tático imutável. E você?

Entre o ontem e o amanhã

Foi um daqueles jogos que tinha tudo para correr mal, depois da descompressão das Festas, sem Bruno Fernandes, com um Belenenses bem preparado física e tacticamente e com um Capela apostado em desestabilizar, começando logo por deixar um amarelo por mostrar aos 2 minutos de jogo.

O estado de graça de Keizer acabou. O modelo de jogo é conhecido, os pontos fracos explorados, o onze tem deficit de envergadura física, perde ou faz falta nas divididas, as equipas entram em campo preparadas para manietar o meio-campo e pôr a defesa em dificuldades.

Começámos mais uma vez por entrar muito mal no jogo, e podíamos facilmente estar a perder por 1 ou 2 no final do primeiro quarto de hora. Bobby Robson tinha o princípio que o primeiro remate ao golo e o primeiro canto da partida tinham de ser conquistados a todo o custo. Faz todo o sentido. Dar de avanço não faz sentido nenhum.

Por outro lado, parecia que tínhamos voltado ao tempo do Jesus, muito envolvimento, muita tentativa de entrar na área, e Bas Dost a passar o tempo sem qualquer oportunidade de finalizar. O único que parecia saber que estava lá o ponta de lança era Acuña. Do outro lado, Diaby e Bruno Gaspar conseguiam tornar aquele flanco uma nulidade ofensiva e defensiva. Até finalmente encontrarem uma boa combinação e o golo. Quantas vezes não podia o B. Gaspar ter solicitado de primeira Bas Dost em centros tensos na diagonal a partir de zonas recuadas como Acuña tentou uma ou outra vez fazer ?

Depois o segundo golo, o duplo trinco a voltar e mesmo assim o golo sofrido ao cair do pano.

Coisas boas, além da vitória importantíssima na jornada em que o Benfica escorrega e Rui Vitória viu a luz ao fundo do túnel, o passaporte para os milhões árabes, foram o regresso às opções de Wendel e Raphinha (este na sequência de Guimarães e V. Feira), Renan a continuar a não comprometer e a ausência de lesões.

Outra coisa boa que está a acontecer é a reestruturação do plantel, libertando entulho da era Bruno/Jesus (Viviano, Marcelo, Bruno César, Jotobá) e trazendo gente nova, com potencial de evolução, como os dois emprestados pelos clubes ingleses, o Francisco Geraldes e o Luiz Phellipe. Espero que Acuña fique, mas tenho o pressentimento que estará de saída, em função de acordos que possam ter sido feitos post Alcochete. A verdade é que o rapaz está uma pilha de nervos.

Importante libertar mais alguns (Castaignos, Misic, Lumor) e encontrar dois ou três reforços efectivos para a equipa. O que seria esta equipa com três reforços tipo Telles, Danilo e Marega ?

De qualquer forma, quem diria que depois do "tsunami" brunista e dos prejuízos de milhões, estaríamos neste início de ano em 2º lugar na Liga, à frente de Braga, Benfica e Guimarães, e ainda os indo receber em Alvalade na 2ª volta ?

SL

Crónica da bancada

Seguindo o conselho de Pedro Correia, adiantei alguma coisa na hora de almoço e seguindo o conselho do Pedro Azevedo Oliveira, de que o trabalho não azeda, consegui chegar mesmo em cima do apito do C(h)apela e acabei por ver o jogo no estádio.

Começo por afirmar que o melhor daquilo tudo, fomos os 30 mil e poucos que conseguimos dizer presente num horário manhoso e com um friozinho do camândrio. Depois, a muito longa distância, os jogadores e lá muito ao fundo, o C(a)apela(da).

Na primeira parte não jogámos nada. Eu vinha com ideia de fazer a crónica deste jogo usando as reacções dos meus vizinhos de bancada, mas achei preferível mudar de ideia. Talvez acreditem, se "escutarem" um pouco do que se foi passando na primeira parte: "fpiiiiiiiii... aquele Gudelj não joga um cpiiiiiiii, fpiiiiiiiiiii". "O filho da ppiiiiiiiii do C(h)apela só mostra amarelos aos nossos, grande ppiiiiiiiiiii!!!" "Nani, larga a bola, cpiiiiiiiiiiii!!!". "O Coates é uma libelinha do cpiiiiiiiiiiii, está a precisar de banco". "ó C(h)apela isto não é vólei, fpiiiiiiii (esta fui eu, depois do gajo ter marcado uma falta a um dos nossos que só encostou o bafo ao pescoço dum do Jamor). "Ó Gaspar, vai p'ó presépio, meu filho da ppiiiiiii, não jogas um cpiiiiiiiiiiii" "olha aquela ppiiiiiiii do Diaby, que só joga para trás, cpiiiiiiiiii da mãe, cpiiiiiiiiiii". Bom, estão a ver não estão, como os nossos estavam a agradar, cpiiiiiiii?

Realmente os do Jamor teceram uma bela teia à volta dos nossos construtores de jogo, e manietaram-nos de tal forma que quase foram eles a marcar, inda o jogo quase não tinha começado. Os treinadores adversários já começam a ter antídoto para o jogo ofensivo de Keiser e a "malta" já começa a ficar ansiosa, depois irritada, com a inépcia dos da frente e com as tremideiras e fífias do Coates e do Gaspar e do Gudelj e tão farta que até já aplaude o Petrovic.

O que vale é que (salvo aquela coisa à la Braga na Luz, mas em Guimarães) as coisas se compõem, a melhor valia dos nossos vem ao de cima e acabamos por ir vencendo, a maior parte das vezes de goleada.

Hoje valeu pelo resultado, por números que me parecem justos, mas para ser justo, se eles conseguissem levar um ponto não seria injusto. Uf...

Temos claramente um plantel curto, já todos percebemos isso, direcção incluida, que já fez regressar Geraldes, que não jogou mas já faz publicidade (oxalá venda GB ao mesmo nível que joga, quer dizer, ao nível do seu futebol, não me interpretem mal) e contratou, certamente depois de ter consultado Futre, um chinês que jogava na quarta divisão de Espanha e um black Ronaldo, Rafael Camacho de seu nome, que eu confesso nunca ter ouvido pronunciar em lado nenhum. Mas pronto, Janeiro ainda vai no início, e espero que apareça aí um Coentrão para a esquerda e outro para a direita da defesa e já agora um outro  para o centro, para sentar o Coates e o Mathieu à vez, que eles precisam ambos os dois, mais o sul-americano que o francês, de descanso e com o Xico e tendo fé que não haverá lesões, talvez seja suficiente para chegar a Maio à frente da equipa do Conceição e da do Abel (não sei qual delas, se a de Braga se a de Lisboa).

Como diz um amigo lá de Tomar, "ganhimos, porra!" E isso é que verdadeiramente interessa.

 

Nota1- Desculpem o "porra", mas é... "dialecto";

Nota2 - O Porto suou as estopinhas com o Aves, o que quer dizer que afinal o jogo que fizeram aqui em Alvalade revela que são efectivamente uma boa equipa. Com um treinador que só se irrita com as derrotas com o Sporting, mas isso também o Abel, portanto...

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Que o Sporting tivesse vencido o difícil dérbi desta noite em nossa casa. Derrotámos por 2-1 o Belenenses SAD que, muito bem orientado por Jorge Silas, nos deu boa réplica. Mas o nosso triunfo é incontestável: os três pontos moram com justiça em Alvalade. Já somamos 34 nesta Liga 2018/2019. Este resultado tem mérito acrescido pois o Belenenses era até hoje uma equipa sem derrotas fora de casa e a segunda menos batida no campeonato.

 

De Miguel Luís. Foi, para mim, o melhor em campo. Assegurou a ligação entre sectores, no miolo do terreno, e cumpriu com zelo a missão. Recuperou bolas, fez passes bem medidos, foi sempre muito combativo - e sobretudo marcou um grande golo, aos 80'. O golo do 2-1, que nos valeu os três pontos, com um disparo fortíssimo à entrada da área, sem hipóteses para o guarda-redes Muriel. O primeiro golo que este jovem da nossa formação marca para o campeonato.

 

De Bruno Gaspar. Outra estreia a marcar pela equipa principal do Sporting. Aos 57', com um remate bem colocado após exímia assistência de Diaby, que temporizou o lance à espera de que o colega que subia pela ala direita lhe abrisse uma linha de passe. Um golo que recompensa a acção esforçada do lateral que o Sporting foi buscar à Fiorentina.

 

De Acuña. A acutilância de sempre: nunca vira a cara à luta. O argentino foi um dos sportinguistas mais em destaque nesta partida, tanto no plano ofensivo, onde esteve quase a marcar com um grande remate logo aos 8', como no plano defensivo, protagonizando cortes cirúrgicos, em momentos de grande perigo, aos 31' e 44'.

 

Dos regressos de Wendel e Nani. É bom vê-los recuperados, após um período de afastamento por lesão. Ambos cumpriram, embora ainda longe do fulgor físico revelado noutras circunstâncias. Wendel foi o médio criativo de serviço, procurando compensar a ausência de Bruno Fernandes. Nani usou, como de costume, a sua experiência em benefício da equipa, sobretudo em dois lances cruciais: aos 35', levou a bola a embater no poste; aos 57', é ele quem inicia a jogada do nosso primeiro golo.

 

De Petrovic. Marcel Keizer deu-lhe ordem para entrar aos 73', rendendo Wendel. O sérvio mostrou-se em bom plano, revelando até pormenores técnicos que foram sublinhados com aplausos das bancadas. Essencial para dar estabilidade à organização defensiva do Sporting num momento em que o Belenenses SAD acentuava a pressão no meio-campo.

 

Da assistência em número razoável. Hoje havia 30.054 espectadores em Alvalade. Nada mau atendendo ao facto de haver muita gente ainda de férias e de o jogo ter começado às 18 horas, em dia de trabalho.

 

Do registo muito positivo de Marcel Keizer. Desde que chegou ao Sporting, há menos de dois meses, o técnico holandês conduziu a nossa equipa em dez jogos oficiais, com este balanço muito favorável: nove vitórias, sete goleadas, 36 golos marcados. Números que reflectem um futebol ofensivo muito do agrado dos adeptos leoninos.

 

De termos recuperado o segundo lugar no campeonato. Ultrapassámos o Benfica, que ontem perdeu 0-2 em Portimão e hoje rescindiu contrato com o treinador Rui Vitória, e continuamos acima do Braga. A depender só de nós, à espera do confronto que teremos em breve com o FC Porto, líder da Liga portuguesa.

 

 

 

Não gostei

 

 

Que tivéssemos sofrido um golo mesmo ao cair do pano. Começa a tornar-se tradição com Keizer ao leme da equipa: até agora só por uma vez chegámos ao fim de uma partida com as nossas redes intactas. Hoje deixámos o Belenenses marcar aos 90'. O 2-1 até é um resultado que corresponde de modo mais fiel ao que se desenrolou em campo, mas parece-me inegável que devemos melhorar a organização defensiva.

 

Do resultado ao intervalo. Permanecia o empate a zero inicial, premiando o dispositivo táctico da equipa representativa da SAD de Belém. Que até nos mandou uma bola ao poste, iam decorridos 31'. Nesse aspecto também se registava empate, pois quatro minutos depois foi a nossa vez de levar uma bola a embater no ferro da baliza.

 

Da ausência de Bruno Fernandes. Enfim, o nosso médio ofensivo titular ficou de fora - devido à acumulação de cartões amarelos. A equipa ressentiu-se desta ausência: faltou alguma criatividade no nosso meio-campo, não inteiramente compensada pelas exibições positivas de Miguel Luís e Wendel.

 

De ver Bas Dost tão desperdiçado. O internacional holandês passou o jogo inteiro sem dispor de uma só oportunidade de golo: os colegas não puderam ou não souberam municiá-lo como ele tanto gosta. Este foi, assim, um dos raros desafios em que o nosso ponta-de-lança ficou em branco.

O meu direito à indignação

Recebi agora mesmo um e-mail, gentilmente endereçado pelo clube na pessoa de Mathieu, a lembrar-me (não era preciso, mas o gesto é importante) do jogo de amanhã.

E só quando quis confirmar a hora do jogo (que julgava que era às oito) é que vi que o mesmo começa às seis horas da tarde. Às seis horas da tarde? Mas quem, trabalhando como eu, consegue estar em Alvalade às seis da tarde num dia de semana? E eu até estou perto, até poderia eventualmente "pirar-me" mais cedo do trabalho, mas até nem posso. E aqueles que vivem, não digo muuuuuuito longe, mas a 50/60/100 km de distância, quantos deles, mesmo querendo vir, terão possibilidade de o fazer?

E depois querem os estádios cheios. Senhores da federação e das televisões, a malta que paga os bilhetes trabalha, pá!

A estranha anatomia dos jogadores de futebol

Começo por dizer que não vi futebol este fim-de-semana, senão uns poucos minutos ao longe do Sporting vs Setubal, os golos do Boavista vs Benfica, e a repetição do penalti a favor do Porto no jogo com os Belenenses, que foi no mínimo polémico. A minha análise a este lance, tem que ser precedida por uma declaração de interesse: se fosse um jogador do Setúbal a protagonizar aquele lance, para mim seria penalti claro, ponto final parágrafo. Assim, não posso ter uma segunda opinião em relação a este lance e tenho que considerar que o VAR esteve bem. 

O que está mal e tem que ser rapidamente alterado é a regra da "mão". Não se pretende contrariar Paulo Bento ("andebol, mão; futebol, pé), mas há que de uma vez por todas definir critérios (a estória da intenção ou intensidade também não pega). Na jogada de ontem, por exemplo, o jogador de Belém estava em impulsão, de costas para a bola e efectivamente cortou a bola com o braço. Já o afirmei, à luz das actuais regras, parece-me penalti. Eu sou do tempo em que um não era apenas um não, mas também de que uma "mão" era apenas "A" mão, era apenas penalizada a acção intencional de cortar a bola com a mão. a "MÃO", não o pedaço de osso, músculo e tendões e veias e artérias e o diabo a sete que a prendem ao ombro. Ao penalizar o corte com o braço, principalmente quando o jogador está em impulsão (experimentem lá saltar com os braços encostados ao corpo para ver o que vos acontece), o International Board prejudicou o espectáculo e prestou o futebol a interpretações casuísticas e nalguns casos a la carte, com cada árbitro a interpretar a coisa conforme o seu sentimento em relação à regra.

Se a FIFA vai alterando as regras em função da obtenção do golo, o sal do jogo, deve ser apoiada; Mas terá que haver algum cuidado nessa alteração, porque corre-se o risco de no futuro, assim como que arremedando a teoria evolucionista de Darwin, os filhos dos jogadores de futebol, que hoje já têm mão até ao ombro tornando-lhes o uso do braço desnecessário, corre-se o risco, dizia, de os filhos dos jogadores irem progressivamente aparentando-se com pinguins e eu acho que o futebol não teria tanta piada. Lembram-se dum jogo de tabuleiro, chamado salvo erro Subbuteo? Seria um pouco pior, basta imaginar.

Os prognósticos passaram ao lado

Desta vez ninguém acertou. O que não admira: foi a primeira vez, em 30 jornadas, que o Sporting marcou quatro golos numa partida desde campeonato.

A boa réplica desenvolvida pelo Belenenses, que marcou três, também não ajudou. Mas mesmo com os prognósticos a passarem ao lado dos nossos leitores e dos meus colegas de blogue, o mais importante foi conseguido.

Refiro-me aos três pontos correspondentes à vitória em campo.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

De vencer o Belenenses esta noite no Restelo. Triunfo nada fácil, por 4-3, num estádio onde o FC Porto foi derrotado esta época (0-2) e o Benfica empatou ao cair do pano (1-1). Missão cumprida, portanto. Terceira vitória consecutiva no campeonato: seguimos em terceiro, com menos cinco pontos que o FCP e menos três que o SLB.

 

Da reviravolta. Começámos o jogo praticamente a perder, com um golo de penálti sofrido aos 7', mas fomos capazes de remar contra a maré. Dois golos de Bas Dost (12') e Gelson Martins (16') operaram a mudança, consolidada aos 41', quando Acuña marcou o terceiro. Fomos para o intervalo a ganhar 3-1. Tentámos gerir a vantagem no início do segundo tempo, poupando a condição física dos jogadores atendendo à decisiva meia-final de quarta-feira frente ao FC Porto. Mas a boa réplica do Belenenses obrigou-nos novamente a carregar no acelerador.

 

De Bruno Fernandes. Partida quase perfeita do nosso médio criativo, que dinamizou a equipa e lhe deu consistência colectiva. Esteve em todos os golos. Assistiu Dost para o primeiro com um soberbo passe de 40 metros, voltou a assistir no segundo, iniciou o lance que originou o terceiro e foi ele a marcar a grande penalidade, aos 80', que selou o resultado. Melhor em campo, sem discussão.

 

De Bas Dost. Mais um golo para o seu pecúlio: leva já 25 nesta Liga 2017/18 e acumula 59 no total das 57 partidas nestes dois campeonatos em que actuou de verde e branco. Números excepcionais que o creditam como um dos melhores pontas-de-lança de sempre ao serviço do Sporting.

 

De Gelson Martins.  A qualidade de movimentação habitual, esticando o jogo e baralhando as marcações, contribuindo para arrastar a defesa contrária e abrindo terreno para os colegas da frente atacante. Culminou mais uma boa exibição com um grande golo, o seu oitavo neste campeonato: nunca marcou tantos numa época. Também neste domínio está cada vez consistente.

 

De Wendel. Jorge Jesus parece estar enfim a apostar nele. O jovem brasileiro corresponde em campo, com intensidade e confiança. Hoje fez todo o segundo tempo, assumindo a posição 8 após a saída de Coentrão (e o consequente recuo de Acuña para lateral e o desvio de Bryan Ruiz para a ala esquerda). Correspondeu à aposta numa exibição sempre em crescendo. É uma promessa que está a tornar-se bem real.

 

Do golo de Acuña.  Foi o melhor, dos quatro do Sporting. Ristovski cruza da ala direita e o argentino recebe muito bem a bola, roda sobre si mesmo e dispara com o pé direito, o seu pior. Forte e bem colocado. Não admira que esteja já pré-seleccionado para o Mundial da Rússia.

 

De termos marcado três golos em lances de bola corrida.  Não tem sido frequente nesta época, o que basta para ser hoje sublinhado com muito agrado. Eis o futebol do Sporting honrando as suas melhores tradições.

 

Do apoio incessante dos adeptos.  Boa presença leonina nas bancadas do Restelo, puxando pela equipa do princípio ao fim. O 12.º jogador, como uma vez mais se comprova, também ajuda a ganhar jogos.

 

De sabermos agora que só dependemos de nós para um lugar de acesso à Liga dos Campeões.  A derrota do Benfica frente ao FC Porto no estádio da Luz coloca-nos em boa posição para o ataque ao segundo posto do campeonato a quatro jornadas do fim. Isto porque o SLB, embora com mais três pontos, desloca-se a Alvalade na penúltima jornada. Poderemos concretizar aí esse nosso objectivo prioritário, a par da conquista da Taça de Portugal.

 

 

Não gostei

 

 

Das ausências de alguns jogadores nucleares por lesão. William Carvalho, Mathieu e Piccini ficaram de fora. O desgaste físico acumula-se nesta fase, sabendo-se já que o Sporting baterá o seu recorde de partidas disputadas numa só temporada. Esperemos que aquele trio recupere a tempo de disputar a meia-final da Taça de Portugal com o FC Porto. Faltam apenas três dias.

 

Da saída de Coentrão. Foi o elemento mais apagado na primeira parte, tendo até responsabilidades no lance de que resultou o primeiro golo da equipa da casa. E não tardou a perceber-se porquê: estava com limitações físicas, que levaram o treinador a substituí-lo ao intervalo. Fazemos votos para que recupere depressa e bem.

 

Do atraso no início da partida. Era para começar às 20.15 e só arrancou às 20.28. Por responsabilidade da equipa visitada - uma descortesia no mínimo surpreendente.

 

De termos sofrido três golos. Mas superámos os nossos rivais directos no difícil embate no Restelo. E dois destes golos foram de penálti - o primeiro dos quais me suscitou dúvidas.

 

Da embirração do árbitro com Bas Dost. Bruno Paixão impediu-o de marcar o penálti da vitória enquanto brindava o holandês com um cartão amarelo por aparente entrada sem autorização em campo após ter sido assistido fora das quatro linhas. Não faz qualquer sentido exibir-lhe o cartão e vedar-lhe em simultâneo o regresso ao relvado. Felizmente Bruno Fernandes estava lá para marcar a grande penalidade. E dar-nos os três pontos.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Por cada Bruno que cair, outro se levantará

O jogo começou com quase um quarto de hora de atraso e o Sporting ainda entrou mais tarde. Logo aos 2 minutos, Bruno Paixão caiu ... na tentação de marcar uma grande penalidade após antecipação de Yazalde a Rui Patrício, na sequência de uma primeira defesa de Rui a remate de Licá. Já depois do cabeceamento do avançado, o guardião leonino deu um toque involuntário na cara do avançado e o árbitro marcou "penalty". Yebda converteu, pondo a equipa do Restelo na frente. 

 

Eis senão quando aparece no jogo outro Bruno, o Fernandes. Do lado esquerdo, e ainda dentro do seu meio campo, com a precisão de um relojoeiro suiço, o maiato colocou a bola a tempo e horas, direitinha no pé direito de Bas Dost que não perdoou. Pouco tempo depois, outra vez Bruno ... Fernandes. Com o diabo no corpo, penetrou pelo centro do ataque e assistiu Gelson na meia direita para o segundo dos leões. Estavam decorridos 16 minutos de jogo. O jogo ficou mais dividido, mas o Sporting parecia sempre mais incisivo. Assim, após um canto, Bruno Fernandes (who else?) visou Battaglia que desviou de cabeça rente ao poste. Logo no minuto seguinte, o nosso número 8 serviu Dost entre 2 defesas. O holandês, sem velocidade para sprints, preferiu contemporizar e servir Ristovski na direita. Centro do macedónio, bola deflectida e surgiu Acuña, de pé direito (!) a rematar com êxito.

 

O segundo tempo iniciou-se com um remate muito perigoso, outra vez de Bruno Fernandes, a poucos centímetros do alvo. O médio leonino começava a acusar o desgaste do jogo e da eliminatória europeia e, como ele, também Ruiz parecia dar alguns sinais de cansaço. A verdade é que o Sporting começou a perder o meio-campo e em 3 minutos (entre os 61 e os 64) o Belenenses empatou. Primeiro, num remate de Licá, depois num "penalty" cometido por Acuña sobre (outra vez) Licá e convertido por Fredy.

 

Confesso que temi o costumeiro fadinho leonino, mas, após um canto, Yebda acertou uma cotovelada na cara de Bas Dost na área e Bruno Paixão, após consulta do VAR e visionamento das imagens, assinalou a grande penalidade e expulsou o argelino. Sururu, muitos protestos belenenses e o árbitro a não permitir a reentrada em campo de Dost (antes assistido). Não houve Bas, mas Bruno Fernandes chamado a converter o castigo máximo marcou com categoria o 4-3 para os leões. JJ mexeu na equipa, tirando os dois criativos, Bruno e Ruiz, completamente esgotados, e colocando Petrovic e Lumor em campo, restabelecendo a táctica dos 3 centrais com Coates, Petrovic e André Pinto. O jogo não acabaria sem um remate ao poste de Florent, com São Patrício ainda a dar um pequeno desvio que impediu o golo do empate, numa altura em que parecia que o Belenenses é que tinha um homem a mais.

 

No Sporting, os melhores foram Bruno Fernandes (um golo e duas assistências), Acuña (um golo), Bryan Ruiz (muito bem a gerir os momentos do jogo) e Battaglia (grande pulmão). A defesa esteve muito irregular e Gelson (muito voluntarioso) e Dost complicaram situações fáceis de golo.

 

Numa noite em que houve um Bruno (Carvalho) ausente - mas ainda omnipresente na mente de apoiantes e opositores - e um Bruno (Paixão) que marcou 3 grandes penalidades e iniciou o jogo com grande atraso, valeu o terceiro Bruno, que, com uma exibição espectacular, principalmente no primeiro tempo, ajudou a resolver o jogo para o Leão Rampante, algo que o igualmente endiabrado Licá tentou ao máximo evitar. Uma vitória do Sporting contra os Velhos do Restelo e o segundo lugar já ali à vista. Uma palavra para o excelente futebol implementado em Belém por Silas. Chapeau !

 

Quanto à arbitragem, há argumentos que podem justificar a marcação de cada uma das grandes penalidades. Eu só estranho duas coisas: não me recordo de um "penalty" marcado contra Benfica ou Porto aos 2 minutos de jogo; nem na RTP Memória consigo encontrar dois castigos máximos, marcados no mesmo jogo, contra Benfica ou Porto. Alguém acredita que venhamos a assistir a algo do género, envolvendo os nossos adversários, até final do campeonato? Se virem, avisem, que eu vou estar embrenhado na Torre do Tombo à procura de evidências históricas...

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bruno Fernandes (inevitável)

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Hoje giro eu - Factos do jogo desta noite

Belenenses X Benfica 1-1:

  1. O Benfica desperdiçou a oportunidade de ficar em primeiro lugar à condição;
  2. A equipa encarnada não conseguiu vencer o seu primeiro jogo após a vitória leonina na Taça da Liga;
  3. O Benfica não ganhou o primeiro jogo que efectuou desde a lesão de Krovinovic;
  4. O Belenenses, treinado agora por Jorge Silas, conseguiu finalmente obter um resultado positivo contra o Benfica, algo que não acontecia desde 29 de Setembro de 2013;
  5. Na última vez que o Belenenses tinha conseguido marcar contra o Benfica, empatou (1-1), em 29 de Setembro de 2013, na Luz;
  6. Desde essa data e até ontem, tinha havido 8 derbies com 8 vitórias do Benfica e um "goal-average" de 28-0. 

2017 em balanço (7)

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DERROTA DO ANO: 1-3 CONTRA O BELENENSES

O Sporting já estava afastado da corrida ao título e já fora posto fora das restantes competições, limitando-se a gerir o calendário enquanto começava a programar a época seguinte. Mas este jogo disputado a 7 de Maio, dia das Mulheres Com Garra, não era igual aos outros: o estádio encheu-se de famílias leoninas prontas a ver a nossa equipa em campo - excepto Gelson e Podence, afastados por castigos.

A hora convidava ao espectáculo, pois a partida iniciou-se ainda de manhã, às 11.45. O tempo estava primaveril, com sol aberto, e as bancadas povoaram-se de adeptos e adeptas de todas as idades.

Só isso foi bom. Tudo o o resto acabou por ser confrangedor.

Ao intervalo, registava-se um empate a zero: nem um remate nosso à baliza deles. Depois Bruno César marcou, aos 52'. Poderia até ser o início de uma goleada, mas os nossos jogadores desinteressaram-se, estavam apáticos, evidenciavam a atitude de quem fazia um monumental frete. A desconcentração foi tanta que sofremos três golos de rajada na última meia hora e deixámo-nos assim derrotar em casa, nesta jornada 32 da Liga 2016/17, por uma das equipas mais acessíveis do campeonato.

Foi uma vergonha, felizmente sem paralelo no ano civil que agora terminou. No final, ainda a quente, escrevi isto: «Falhou tudo nos jogadores comandados por Jorge Jesus: energia, criatividade, talento, velocidade, ousadia, atitude, firmeza, vontade. Parabéns pela vitória à equipa liderada por Domingos Paciência. Há 62 anos que a turma de Belém não vencia no nosso estádio.»

E voltaria a escrever estas linhas em idênticas circunstâncias. Que espero nunca mais ver repetidas em Alvalade.

 

Derrota do ano em 2012: final da Taça de Portugal (20 de Maio)

Derrota do ano em 2013: 0-1 em casa contra o Paços de Ferreira (5 de Janeiro)

Derrota do ano em 2014: 3-4 contra o Schalke 04 em Gelsenkirchen (21 de Outubro)

Derrota do ano em 2015: 1-3 contra o CSKA em Moscovo (26 de Agosto)

Derrota do ano em 2016: 0-1 contra o Benfica em casa (5 de Março)

Quente & frio

Gostei muito da qualificação do Sporting para as meias-finais da Taça da Liga - troféu que nunca conquistámos. A nossa equipa, que hoje empatou 1-1 no Restelo com o Belenenses, mantém-se em todas as frentes futebolísticas. O ano que vai começar promete...

 

Gostei do grande golo de Acuña, marcado de fora da área, em condições peculiares. Quando o jogador já tinha recuado no terreno, transitando de médio-ala para lateral esquerdo com a saída de Coentrão, e o disparo a sair-lhe do pé direito, o seu pior. Foi um golaço, aos 74', e decisivo para as aspirações leoninas. Já na primeira parte Acuña tinha feito três fortes remates: um deles, defendido in extremis pelo guardião de Belém aos 14', levava o selo de golo. O argentino merece, sem favor, ser designado o melhor em campo.

 

Gostei pouco da exibição da nossa equipa nesta partida, que funcionou como uma espécie de ensaio geral para o Benfica-Sporting do próximo dia 3. Exibição pálida e frouxa, sobretudo na primeira parte, em que o nevoeiro pairou sobre o estádio. Quanto mais as brumas se adensavam, mais a nossa prestação descoloria. Melhorou um pouco na segunda parte, mas sem nunca empolgar os adeptos leoninos - com excepção do momento em que Acuña marcou o nosso golo.

 

Não gostei de ver Doumbia sem oportunidade de mostrar o que vale. Após ter marcado dois golos na anterior partida desta prova, frente ao União da Madeira, o marfinense merecia ter entrado em jogo, até para permitir algum tempo de descanso a Bas Dost. Teria sido uma substituição certamente mais útil do que a inexplicável entrada de Bryan Ruiz para o lugar de Bruno Fernandes no último minuto do tempo extra concedido pelo árbitro.

 

Não gostei nada da zanga feia entre Coentrão e Acuña, prontamente separados por William Carvalho, que assim fez valer os seus galões de capitão da equipa - e muito bem. Pior só mesmo o autogolo de Coates, que permitiu o empate do Belenenses, aos 76', quando Rui Patrício tinha o lance todo controlado. Não foi a primeira vez que o uruguaio marcou na própria baliza. O que lhe terá passado pela cabeça?

Os prognósticos passaram ao lado

Houve muitos prognósticos, palpites muito diferentes, mas ninguém conseguiu antecipar a vitória do Sporting frente ao Belenenses, em Alvalade, por margem tangencial.

Excesso de optimismo, talvez. Felizmente para nós, os triunfos tangenciais, como este da passada sexta-feira, garantem-nos os mesmos pontos que uma goleada. E assim lá estamos nós, sem depender de terceiros, de regresso ao topo da classificação do campeonato. Onde queremos ficar até ao fim.

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