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És a nossa Fé!

Não é apenas chato

Ao contrário do que nos foi sendo transmitido ao longo dos últimos anos, ficámos ontem a saber, através de uma conferência de imprensa de Bruno de Carvalho, que afinal a situação financeira actual do nosso clube está pelas horas da morte. Tal facto apenas confirma o que infelizmente vamos nos dias de hoje sabendo: nada permite acreditar numa única palavra de Bruno de Carvalho. Não podemos aceitar que, depois de uma tão elogiada reestruturação financeira, o clube esteja em perigo de não conseguir pagar vencimentos aos seus jogadores, já no final deste mês, apenas porque um empréstimo de 15 milhões de euros está pendente de toda a situação presente. Situação essa criada exclusivamente por Bruno de Carvalho.

A posição ontem de Bruno de Carvalho, mostrando-se como uma vitima de um conjunto de pessoas que não olham aos interesses do Sporting, faz-nos de facto temer pelo real estado da situação financeira do Sporting. Em poucos meses passámos de uma situação financeira estável e controlada, com avultados investimentos em diversas áreas, para a iminência de não conseguirmos honrar os compromissos com os nossos jogadores. Perante tal cenário só temos duas hipóteses: ou a tão famosa reestruturação financeira não passou de um flop ou estamos perante uma vergonhosa chantagem aos sócios, trazendo de novo para cima da mesa a possível falência do clube.

Este facto traça definitivamente e infelizmente o modo de actuar do actual presidente, não é possível acreditar em alguém que coloca o clube nesta posição e encosta os sócios a um suposto dilema: ou eu ou o clube acaba. Foi isto que Bruno de Carvalho ontem fez.

Vergonhosa é também a forma como tenta menorizar os gravíssimos acontecimentos ocorridos em Alcochete. A transcrição dos depoimentos dos jogadores é arrepiante, atroz. Sabemos hoje que elementos da maior claque do Sporting, quando foram à nossa academia, apenas tinham um objectivo: agredir alguns jogadores já marcados e quem mais se pusesse à frente. Logo no dia seguinte estes elementos, e alguns foram logo identificados, deviam ter sido de imediato expulsos para sempre do Sporting. O Sporting devia de imediato ter apresentado uma queixa contra estes elementos da sua claque. Mas nada disto aconteceu, bem pelo contrário. Bruno de Carvalho teve a ignóbil declaração em que culpa os próprios jogadores, pelas bárbaras agressões de que foram vitimas, tendo afirmado apenas que são situações normais e que, enfim, é chato. Inacreditavelmente ontem manteve a mesma postura, afirmando a certa altura que a marcação desta assembleia extraordinária não tem qualquer sentido pois nada de anormal se passou. Ficamos a saber, nós e todos aqueles que, por exemplo, o Sporting queira contratar, que no futuro, com este presidente, situações como as ocorridas em Alcochete, podem voltar a acontecer. Esta posição, gravíssima a todos os níveis, implica um dano ao nosso clube que por agora é incalculável. E é isto que aparentemente Bruno de Carvalho prefere.

Espero que não seja isto que a maioria dos sócios queira.

Quando olho para uma árvore e penso na Floresta

"Um fraco rei faz fraca a forte gente." Desde Abril que esta frase surge no meu pensamento.

 

Esta época foi a que mais me desiludiu enquanto adepto de futebol. O futebol tornou-se um lodaçal, onde chafurdam gentes aproveitadoras e sem escrúpulos, que viveram, vivem e sempre viverão à margem da lei e do Estado de Direito - porém - perfeitamente enquadrados na sociedade, como se fossem os mais distintos humanos a quem lhes foi dada a benção da vida; e que só cegamente se poderão apontar como exemplos do que quer que seja.

 

Faz falta o Futebol. Aquele que se joga dentro de campo e que as rivalidades são sãs. Faz falta o Futebol verdadeiro, transparente, digno do título "desporto-rei". Hoje temos um futebol, coisa pequena, mesquinha, corrupta, estéril de valores e princípios, mercenário, desapaixonado, triste. Bateu no fundo a modalidade, e como para tudo aquilo que não pode descer mais, só resta olhar para cima e subir.

 

Voltemos ao ínicio. Desde Abril que aquela frase inicial surge no meu pensamento.

Alguém que comanda uma instituição, seja ela centenária ou não, que tem por base uma legitimidade reforçada - como foi o caso do Presidente Bruno de Carvalho - não pode exercer o poder contra aqueles que dignificam pela via do seu trabalho e esforço, aquilo que o Sporting representa para todos os seus sócios e adeptos. Muito menos, confundir a sua pessoa com a sobrevivência, permanência ou existência da instituição centenária Sporting Clube de Portugal.

Arrisco a dizer, a criança que nasce hoje com um leão nos braços, o miúdo que no pátio da escola diz ser o Gelson Martins, o adolescente que procura notícias dos acontecimentos recentes, são os mais Sportinguistas de todos, pois são aqueles que vão assegurar o futuro, assim como os mais velhos que asseguraram o presente. Com isto, o Sporting são os sócios, os adeptos, e todos aqueles que lutam nos mais variados campos desportivos pela Glória do nosso clube e pela felicidade das gentes que o suportam.

 

Se houver um trindade a ser respeitada neste clube, será sempre: adeptos, sócios, jogadores/treinadores (staff desportivo). Para mim esta é a regra que qualquer futuro Presidente, dirigente terá de respeitar. Porque só assim dignificará o Sporting Clube de Portugal.

 

Após Abril as coisas descambaram de uma forma alucinada. Não se admite a alguém que comanda os destinos do Sporting ter tanta falta de noção na forma como gere a comunicação, a forma de estar/representar, sentido-se sempre endeusado pela legitimidade que os sócios lhe deram.

Ontem foi o culminar de algo que vinha a escalar. Uma coisa é combater os podres do futebol, outra é incendiar a nossa casa, qual Nero, tornando-se uma via aberta para permitir comportamentos criminosos que comprometem a conquista de uma Taça importantíssima para o clube.

 

Mais uma vez o Presidente esteve mal. Quer pelo clima que potenciou, quer pela resposta que teve. Não foi digna do Sporting, não foi digna dos milhares de pessoas que representa. Mas não terá sido o único, o Presidente da AG esteve igualmente mal, ao deixar para segunda aquilo que devia ser tratado de imediato. Estiveram mal todos aqueles que aproveitaram para saltar do barco, aqueles que se aproveitaram dentro e fora do clube. Resumindo: é preciso eleições já! Não precisamos de Croquetes, nem de Brunos, precisamos de uma vez por todas de alguém que dignifique o emblema e os valores do Sporting. Se assim for os resultados desportivos virão, sempre com transparência. Se há algo que nenhum Sportinguista abdica é de ganhar pela superiorização competitiva, no campo, na raça!

 

Ao Esforço, à Dedicação e à Devoção, hoje acrescentamos a Honra, como forma de chegar à Glória. Tão bem espelhado pela atitude dos jogadores, do treinador e do staff. Isto é o Sporting e a verdadeira União de Aço.

 

P.S: Espero que se usem os estatutos, porque desde Abril temos claro que o Sporting precisa de uma limpeza e de impedimentos vitalícios de entrada nas suas instalações desportivas, de cima a baixo.

P.S (2) - Parem sff com aquelas imagens a preto e branco como se o Sporting tivesse fechado portas, Leão rampante Verde e Branco! Vivo e a cores!

Acima de todos, o Sporting

Uma semana.

Foi o que bastou para que viesse à tona tudo o que de mal está dentro de portas do nosso Sporting.

Surreal ver o presidente Bruno de Carvalho insinuar que há um jogador, sem o nomear, presumimos que seja William ou Rui Patrício, que de forma declarada boicota o trabalho de toda a equipa. Mas soube-o apenas agora? E se não, porque raio continua esse jogador como capitão da equipa?

Surreal ouvir e ler todos os dislates que de forma agora diária Bruno de Carvalho profere, atacando tudo e todos que não o apoiam incondicionalmente, num trajecto que apenas ele julga imaculado.

Surreal como conseguiu dividir adeptos e sócios, numa altura crucial da temporada, a qual ainda pode, e todos o desejamos, culminar com a conquista de mais troféus.

Surreal ouvir o presidente da MAG a anunciar via imprensa que retira o apoio a esta direcção.

Surreal ouvir a resposta desbragada, mais uma entre tantas, de BdC a afirmar que quem vai convocar a AG será ele, para destituir a mesa em funções.

Uma semana. Vemos que afinal toda a união que era proclamada em torno de um projecto, afinal nem pés de barro tinha.

Hoje o que sabemos é que Bruno de Carvalho apenas e só se interessa por aqueles que, acefalamente, o seguem e que nunca por nunca têm a ousadia de o questionar, de dele discordar. Todos os outros são inimigos a quem deve ofender e denegrir.

É inadmissível pensar-se que quem hoje discorda de Bruno de Carvalho seja apelidado de croquete, de querer voltar a entregar o clube a todos aqueles que por aqui andaram e causaram a sua quase destruição.

Há no nosso Sporting muito mais massa crítica do que pelos vistos Bruno de Carvalho pensa.

Somos um clube com adeptos e sócios independentes, que sabem qual o caminho para que o clube cresça, que seja respeitado e que acima de tudo tenha uma postura séria, que respeite todos os outros, adversários ou não. Temos uma história imensa, da qual nos orgulhamos.

Não somos, nunca seremos, apenas uns meros seguidistas de tendências, de espumas do dia e de populismos. Não cedemos a ameaças, nem a chantagens.

Aqui estaremos, sempre, para apoiar quem achemos que deva ser apoiado, nunca deixando de criticar quem ou o que deva ser criticado.

E que nunca haja alguém que pense que o Sporting se resume a dois lados.

Tão grande como as maiores bardamerdas da Europa

Confirmo: aqui na Europa (mais ou menos: Inglaterra) fala-se muito do Sporting, embora não por boas razões. Perguntam-me se é verdade que há um clube em Portugal onde o "dono", em vez de despedir o treinador, despediu os jogadores todos. Eu bem explico que não é assim, mas não vale a pena: a história de um qualquer "dono" alarve de um clube que faz aquilo que nunca se viu na história do futebol pegou (ilustração: https://www.theguardian.com/football/2018/apr/07/sporting-lisbon-president-suspends-19-players-after-social-media-spat). Ainda tive esperança de que este ano o Sporting seria falado por chegar à final da Liga Europa. Afinal não: o presidente gasta tanto tempo (segundo diz) a trabalhar para o Sporting que não tem um segundo que seja para pensar. Por muito que se lhe deva a ressurreição do Sporting das catacumbas do sétimo lugar, não é possível ver o clube continuar refém de explosões de personalidade, aleatórias e inesperadas, que podem acabar por devolvê-lo ao sítio de onde foi retirado.

Defender o Clube

Um trabalho bem feito nunca pode servir de justificação ou de alguma permissividade para que comportamentos posteriores sejam aceites. É assim em todo o lado e assim de facto deve ser. Ninguém pode tirar todo o mérito que Bruno de Carvalho teve ao longo destes anos que preside ao nosso clube. Foi um trabalho excepcional que fez junto com a sua equipa. Trouxe de novo o nosso Sporting das catacumbas onde as anteriores direcções, propositadamente ou não, nos tinham colocado. Foram décadas de destruição que varreram o clube, fazendo o possível para que sócios e adeptos se desinteressassem pelo clube, pelo seu dia a dia e querendo mesmo fazer-nos acreditar que a conquista de títulos era apenas um pormenor irrelevante para o clube. Sobre isto é inegável que Bruno de Carvalho e a sua equipa foram fundamentais ao agarrar num clube em farrapos e fazê-lo renascer, conseguindo em poucos anos aquilo que quase todos pensaram ser impossível: colocar o Sporting na disputa e conquista das competições em que entrava. O Sporting hoje, por muito que algumas vozes digam o contrário, é sempre candidato em todas as competições que participa. Parece pouco mas é mesmo muito. E foi conseguido com muito, mesmo muito trabalho.

Quando vamos para uma batalha sabemos que as dificuldades vão ser muitas. No futebol português, minado como está, essas dificuldades mais que duplicam. E aqui é que a inteligência de um comandante tem que sobressair. Ninguém pede a Bruno de Carvalho alianças com outros clubes que sabemos como actuam, ninguém lhe pede que seja subserviente ao poder ainda instalado nos organismos que gerem o futebol luso, não queremos que pactue com todas as caldeiradas que mais à vista ficaram com a divulgação dos tristemente famosos e-mails do Benfica. Mas como presidente do nosso Sporting tem que ter a inteligência de perceber que todos, mesmo todos, os seus actos vão ter consequências para o clube. É inadmissível que Bruno de Carvalho continue a fazer ouvidos moucos a todas as criticas sobre as suas demasiadas intervenções, a forma como as faz e o conteúdo das mesmas. Ao actuar como um bulldozer, não querendo saber das consequências para o clube, os seus sócios e adeptos, está precisamente a fazer o que os seus, nossos, oponentes mais desejam: dividir os Sportinguistas, abrindo brechas na imensa falange que desde o início o apoia e defende.

Não é aceitável que continue a manter uma postura, perante adeptos e sócios, de total sobranceria e arrogância quando criticas lhe são feitas sobre as suas infindáveis declarações diárias.

Ontem para mim atingiu um ponto que dificilmente terá retorno. Assim não, caro Presidente. A juntar a uma publicação que mina completamente o grupo de trabalho da equipa principal de futebol, efectuada minutos após o final do jogo em Madrid, juntou uma intervenção telefónica, em directo, num canal que é declarada e ostensivamente contra o Sporting. Isto não é lutar pelo Sporting, mas sim o contrário. Se não entender isto, nada mais está a fazer à frente do nosso clube.

Dichotes

Bruno de Carvalho continua a utilizar a sua página de facebook para, quando assim o entende, perorar sobre casos, aspectos, factos, que directa ou indirectamente o envolvam como presidente do Sporting.

Se por um lado tem todo o direito de o fazer, os ataques têm sido ao longo destes anos do mais baixo e soez que pode existir, tem também que saber que a tentativa de minorar, menosprezar alguém que o atacou, não deve, aliás não pode nunca, ser com textos que ofendam outros, onde estão claro incluídos Sportinguistas.

Se somos um clube diferente, e somo-lo de facto, temos que o demonstrar de forma quotidiana. Não basta afirmá-lo.

A inclusão de tiradas grosseiras se devidamente contextualizadas até podem ser aceites, dichotes machistas e misóginos estão sempre, mas sempre, contextualizados ou não, fora daquilo que um presidente de uma instituição como a nossa deve proferir.

Espero sinceramente a devida retractação às palavras infelizes que escreveu na sua página.

Tiros nos pés

Início de época e conseguimos fazer manchetes de jornais com acusações e peixeiradas entre um antigo funcionário e o presidente.

Será que algum dia vamos aprender? Será que algum dia o presidente Bruno de Carvalho vai conseguir perceber que o mais importante é mesmo o clube, não as tricas laterais que só servem para os nossos adversários continuarem a fazer o que bem lhes apetece?

Esperava que fosse esta época que entrássemos definitivamente no caminho certo, mas a entrevista de ontem diz-me que não. Vai ser mais do mesmo, o Sporting a dar tiros nos pés e os adversários a sorrir, nem precisam de fazer nada, nós tratamos de tudo.

Para os indignados

Anda meio mundo muito indignado com a postura do nosso presidente. Que é um arruaceiro, com comportamentos vergonhosos, um incapaz para o cargo que ocupa. Que usa muito o facebook, que escreve demais e dá demasiadas entrevistas. Que a postura de um presidente do maior clube desportivo português não pode ser aquela.

Podem então escolher.

O que preferem?

Preferem um presidente que defende o Sporting contra todos os ataques que diariamente são feitos ao nosso clube, ou preferem um presidente que vai almoçar com dirigentes de clubes adversários?

Preferem um presidente que consegue reestruturar a dívida, deixada por direcções anteriores que colocaram o Sporting na falência, ou preferem um presidente que prefere não ganhar troféus para não ter que pagar os respectivos prémios?

Preferem um presidente que aposta realmente na formação, blindando as nossas maiores promessas com cláusulas que os impeçam de sair por meia dúzia de tostões, ou preferem um presidente que acrescente 100 milhões de euros à divida em contratações falhadas com ordenados milionários?

Preferem um presidente que inicia a construção de um pavilhão multidesportivo, ou preferem um presidente que aprova a construção de um estádio com condições técnicas deficientes e que ainda hoje estão por solucionar?

Preferem um presidente que acredita que o Sporting é dos sócios e que estes é que elegem os seus dirigentes, ou preferem um presidente que prefere excluir os sócios das decisões do clube, preferindo cooptações no lugar de eleições?

Preferem um presidente sempre presente, que sofra pelo seu clube, que deteste perder, ou preferem um presidente que saia do estádio de braço dado a rir com o presidente adversário depois de uma derrota?

Preferem um presidente que se sente no banco, que acompanhe a equipa, que faça milhares de quilómetros por ano, ou preferem um presidente que nem aos jogos assiste?

Preferem um presidente que lute pela verdade desportiva, que acredite que é no campo que se ganham os jogos, que é preciso mudar a estrutura e organização do futebol, ou preferem um presidente que combine com um dirigente adversário os campeonatos a ganhar por cada um?

Decidam-se, porque como isto está, com os ataques que o Sporting está a ser alvo, estamos num momento de escolhas: Ou estamos com o Sporting ou estamos contra o Sporting.

 

A primeira baixa

Como costuma dizer o povo, BdC entrou a matar. Desde que é presidente do Sporting, assim de repente lembro-me que comprou guerras com os credores (leia-se banca), fcp, árbitros, oposição interna, empresários e (alguns) jogadores. Na altura, a opinião foi, mais ou menos, unânime: uma lufada de ar fresco, que assim é que era, que no Sporting mandávamos nós e que tudo ia ser diferente.

 

Algumas vozes mais experientes nestas andanças do futebol, ainda tentaram avisar que o caminho era longo, perigoso e tortuoso e que, para ganhar a guerra não se pode comprar inimigos em todas as frentes, vencer todas as batalhas e esperar sair incólume. Vem nos livros e aplica-se na política, na estratégia, no marketing, no futebol. Em suma, everywhere.

 

A direcção do Sporting fez ouvidos de mercador e seguiu o seu caminho, consolidados, confirmados e validados por uma AG ao estilo Coreia do Norte com 97% dos votantes a dizer Ámen.

 

Bruma vai mesmo sair do Sporting porque as partes não se entenderam. Porque, em face de uma posição de força, a resposta foi igualmente forçar uma posição. De ruptura, de ambas as partes. E Bruma não é o funcionário do Sporting que ganhava 800 euros e foi despedido. BdC pode gritar tão alto como quiser e conseguir. Não é este o caminho. Não é esta a estratégia. De tanto berrar, um dia arrisca-se a berrar sozinho. É uma opção. Mas será o seu fim. Bruma foi a face visível da primeira derrota desta estratégia de berraria. Outras virão.

 

(E agora, venham lá os comentários dos brunistas de serviço, com as ameaças da "praxe"...)

A Assembleia Geral

A Assembleia Geral marcada para dia 30 marca, acima de tudo, um ponto de viragem e um separar das águas dentro do Sporting. Nesta reunião magna dos sócios do nosso Clube, espera-se que todas as perguntas sejam formuladas e todas as dúvidas esclarecidas. E que exista vontade, por quem de direito, de perder (ganhar?) tempo em explicar tudo o que deve ser explicado.

 

A partir de domingo, e sendo aprovada a estratégia do nosso Clube para os próximos tempos, a responsabilidade dos destinos do Sporting passa a ser não apenas da actual Direcção, mas de todos nós.

 

Quem não lá for, porque prefere a praia ou tem melhores coisas para fazer a um domingo, poderá continuar a mandar palpites de bancada, mas perdeu a legitimidade para argumentar o que quer que seja porque, quando foi chamado a intervir, escusou-se a fazê-lo. A única excepção, digo eu, serão os sócios recentes que não têm direito a voto e, como tal, pouco ou nada poderiam fazer nesta reunião a não ser ouvir e serem esclarecidos.

 

Espero, sinceramente espero, que a Direcção seja sensível o suficiente para ouvir vozes discordantes (era bom sinal que existissem, os unanimismos dão sempre mau resultado) e que possa ter a capacidade de unir este nosso balcanizado Sporting.

 

Aprovada a estratégia, a guerrilha acabou. Poder-se-á apontar os erros, divergir, ter opiniões diferentes (coisas saudáveis e normais em qualquer Clube), e é bom que assim seja. Mas a fronteira não será ultrapassada. Sócios e Direcção passam a partilhar sucessos, insucessos, responsabilidades. Oxalá que o caminho que seja seguido no domingo seja o melhor para o nosso Clube.

 

Dito isto, quero aqui realçar que, pela minha parte, não me escusarei a dizer sempre o que penso, mesmo que não seja de agrado de alguns, de outros ou de todos. Como disse anteriormente, detesto unanimismos e rótulos apenas porque, em casos específicos, tenho uma opinião diferente da maioria.

A entrevista

A entrevista de BdC dada, que surge hoje nos 3 desportivos é, em termos comunicacionais, uma boa aposta. A Bola, O Jogo e o Record estariam todos, certamente, a lutar por serem os primeiros a ter o novo Presidente do Sporting entrevistado e, BdC ao fazê-lo fora de portas, consegue o pleno, não despertando ciúmes e invejas entre os OCS e, aparentemente, mantendo a boa relação com os 3 jornais. Neste campo, foi uma estratégia vencedora.

 

Sobre a entrevista em si, confesso que, no essencial, gostei do que li. O caminho é arriscado mas, se cumprir o que lá sugere, todos ganham: o futebol no geral, o Sporting no particular. E perdem todos os que fazem do negócio de futebol uma coisa muito pouco higiénica. Mas confesso que não sei se o antes quebrar que torcer  - que o Tiago  refere no seu post - é uma estratégia que aguenta o consulado de BdC. Aparentemente, resultou, num primeiro momento com a banca (e digo aparentemente, porque os contornos das negociações que, recordo, ainda estão em curso, não são ainda totalmente conhecidos), e agora BdC tenta o mesmo com investidores, jogadores e respectivos empresários.

 

Como o próprio refere, BdC chegou a este mundo há dois meses e está a ser confrontado com realidades que muitos de nós apenas sonhamos ou desconfiamos. Sem ironias de qualquer espécie, se a sua intenção for sincera, BdC poderá representar a diferença e dar ao futebol e ao nosso Clube a "higienização" que se precisa. O meu maior receio é que, à semelhança de muitos que quiseram fazer essa mesma diferença, acabe por ser "engolido" pela "máquina" e seja recordado por ser mais do mesmo. Com a agravante que, na situação que o Sporting está, um erro (ou uma sucessão de erros) poderá acabar de vez com o nosso Clube.

 

Seja como for, a entrevista serve também de referência para todos. Sócios, adeptos, jogadores, funcionários, empresários, rivais. Daqui a uns meses, quando uma nova entrevista surgir, veremos se a determinação do Presidente é a mesma. Se for, é muito bom sinal.

Três coisas que gostei de ler nos jornais de hoje

- O anúncio do Presidente da MAG de que BdC não vai auferir salário até o processo de rescisões estar concluído;

- A dedicação de Leonardo Jardim nas suas novas funções;

- O périplo presidencial em busca de investidores (oxalá dê frutos);

 

NOTA PARA OS DO COSTUME: VÊEM? ATÉ CONSIGO, ÀS VEZES, ENCONTRAR COISAS SIMPÁTICAS PARA DIZER....

Sobre a grandeza do Homem

Sobre a mais que provável saída de Jesualdo no comando técnico dos nossos jogadores, concordo com o Tiago quando ele diz que BdC tem a legitimidade e a obrigação de levar avante o seu projecto. Mas concordo igualmente com o Adelino, quando diz que o Sporting precisa de estabilidade emocional.

 

O que aparentemente afastou uma solução de equilíbrio entre as partes não foi uma questão financeira mas, ao que tudo indica, uma questão de Poder. Poder que BdC não quer partilhar, poder que Jesualdo não quis abdicar. Só não conhecendo um e outro é que se poderia adivinhar um desfecho diferente. Jesualdo não aceitaria ser menos com BdC, depois do que o que lhe foi prometido por Godinho Lopes. BdC, por seu turno, não cede porque terá, supostamente, um projecto para o Sporting, sufragado nas urnas e suportado pela massa associativa. E, claro está, BdC é alguém que quer Poder, gosta de Poder e não tem medo de o exercer. E não gosta de o partilhar. Ele é o Presidente, ele é o salvador do Sporting. Com BdC, o Sporting não passou a ser “nosso”, como ele referiu na noite eleitoral da vitória. Passou a ser “dele”.

 

BdC tem o apoio da maioria dos sócios, ironicamente os mesmos que desejam a continuidade de Jesualdo. BdC tem a legitimidade para fazer vingar o seu projecto, nem que para isso tenha que limpar e dinamitar o Sporting por dentro. BdC foi eleito ainda não fez dois meses. O Sporting continua dividido, balcanizado, com a actual Direcção a seguir o seu caminho, sem sinais de união e com claros sinais de desagregação. E ainda não começou a sangria de jogadores que o Sporting não poderá pagar, nem o cumprimento das condições financeiras que os credores exigem. Pergunta-se: Esta Direcção tem legitimidade para fazer este caminho? Claro que sim.

 

Depois de afastar os que lhes eram indesejáveis, BdC está, agora a ir contra a opinião dos que lhe são próximos e que nele votaram. Volto a perguntar: Tem legitimidade? Claro que sim.  Mas, infelizmente, não é disso que se trata.

 

É nos momentos de ruptura que se vêem os grandes Homens, os grandes Líderes. BdC pode ser Presidente do Sporting. Nunca conseguirá ser Líder dos Sportinguistas porque, no primeiro momento em que essa capacidade foi testada falhou redondamente e não soube ler (ou não quis saber ler) aquela que era a vontade da maioria dos Sportinguistas. Pobre Presidência, pobre futuro Treinador. Pobre Sporting.

O Inácio acho que se safou bem no Moreirense

Com as notícias vindas hoje a público de que as negociações entre BdC e Jesualdo Ferreira para a renovação do mister não estarão a correr assim tão bem e como o Sporting anda em contenção de despesas, nada como pensar se o inexcedível e insubstituível Inácio não se importaria de treinar os jogadores na próxima época. Já que vai para lá trabalhar, ao menos fazia-se o dois em um. Ou não pode ser?

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