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És a nossa Fé!

Para memória futura (4)

Este grande goleador holandês chama-se Bas Dost, custou dez milhões de euros ao clube e era ovacionado de pé em Alvalade com um hino próprio das muitas vezes que marcava golos. Miúdos e graúdos vibravam com cada um dos seus golos (e foram muitos). Não voltará a vestir esta camisola e só há um responsável por isto: chama-se Bruno de Carvalho.

 

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"Estou vazio."

… foram as palavras de Bas Dost aos tristes acontecimentos de ontem.

Enquanto sportinguista a única coisa que, neste momento triste da história do nosso clube (15 de Maio de 2018 – não esquecer!), me apraz dizer é

pedir desculpa.

 

Pedir desculpa a Bas Dost, a Misic, a Rui Patrício, a William Carvalho, a Bruno Fernandes e a todos os outros.

 

Estava eu ontem na Loja do Cidadão de Coimbra com o meu filho a tratar de burocracias, necessitei de ligar à minha filha e ela pergunta-me:

- Pai, ouviste as notícias?

- Não filha, estou aqui a desesperar que chegue a minha vez para ser atendido, não ouvi nada. - disse eu.

- Um grupo de adeptos do Sporting foi à Academia em Alcochete e agrediu os jogadores. Bast Dost e Misic, estes nomes dizem-te alguma coisa.

- Sim, filha…

 

Confesso que fiquei sem palavras, mas, digo-o com pena, não estranhei. Atendendo aos acontecimentos, não estranhei.

 

Durante muito tempo o nosso clube, erradamente ou não, teve a fama de ser um clube de aristocratas (confesso que não sei o que isso representa, ou talvez saiba – sou neto de lavradores e um lavrador não deixa de ser um aristocrata, tal como um electricista – o meu pai. Eles, o meu pai e o meu avô materno – o paterno infelizmente não conheci – eram, para mim, verdadeiros aristocratas). Perante estes acontecimentos qual a reacção dos “aristocratas” sportinguistas, que somos todos nós?

 

As palavras de Bas Dost não são só as palavras dele e dos seus colegas de profissão. São as palavras de todos os adeptos deste nosso glorioso clube:

 

- Estou vazio.” – disse Bas Dost

Estamos vazios!!! – digo eu.

 

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

De terminar o campeonato como terminámos. Uma derrota contra o Marítimo no Funchal, por 1-2. Frente à mesma equipa que tínhamos vencido por 5-0 na primeira volta. Fracasso total: descemos ao terceiro lugar, por troca com o pior Benfica dos últimos dez anos, e dizemos adeus a mais de 20 milhões de euros, que nos seriam proporcionados pelo acesso à Liga dos Campeões, via pré-eliminatória. Foi tudo mau, coroando oito dias péssimos a vários níveis. Mas podia ter sido ainda pior: estivemos a um curto passo de sermos ultrapassados pelo Braga na classificação final.

 

Da equipa montada por Jesus. Mais do mesmo, excepto a troca do molenga Ruiz pelo esforçado mas desastrado Acuña. Mantendo em campo o proto-lesionado Piccini e um William em ritmo hiper-lento incapaz de reencontrar a boa forma desde que veio da lesão. Jogo mastigado e previsível - demasiado fácil de anular pela defensiva contrária. Incapacidade absoluta de dar um golpe de asa, como se verificou nas substituições. Quando meteu um tridente ofensivo, já em desespero, faltavam poucos minutos para o apito final.

 

De Rui Patrício. Foi o herói na Luz, que nos valeu o pontito somado em casa frente ao SLB. Desta vez surge como vilão aos olhos de alguns adeptos de fraquíssima memória. Protagonizou um frango, deixando entrar o golo que ditou o triunfo do Marítimo. Mas mesmo sem esse lapso do melhor guarda-redes português teríamos baixado ao terceiro posto e dito adeus aos milhões da Champions.

 

Do descalabro defensivo. Vinte golos sofridos fora em 17 jornadas da Liga. Ontem, mais dois. O primeiro resulta de evidente falta de comunicação entre Coentrão e Coates, que falham a intercepção do lance. Nenhuma equipa que aspira ao título pode sofrer tantos golos na condição de visitante, como sucedeu a este Sporting ainda treinado por Jesus.

 

Da ineficácia ofensiva. Chegamos ao fim quase como começámos: inofensivos no último terço do terreno, o que nos levou a concluir o campeonato apenas como quarta equipa mais goleadora - ultrapassados até pelo Braga hoje liderado pelo antigo treinador da nossa equipa B. Na segunda parte deste jogo não fizemos um só remate à baliza do Marítimo.

 

Do festival de passes falhados. Perdi-lhes a conta.

 

Da ausência do presidente. Há escolhas que dizem tudo. Num jogo crucial como este, após a publicação de uma entrevista em que mais uma vez decidiu  desancar os jogadores, horas após ter dado uma vergastada pública no próprio treinador, Bruno de Carvalho optou por não viajar à Madeira, preferindo rumar a Gondomar para festejar a Taça de futsal obtida frente ao poderoso Fabril do Barreiro. Eis um líder que só aparece nos bons momentos. Será este um verdadeiro "presidente-adepto"?

 

De escrever este texto. Mas é ponto de honra, para mim, manter esta série de "rescaldos" que dura há sete anos neste blogue, jogo após jogo. Cada texto permanecerá, para o bem e para o mal, como testemunho de um adepto leonino perante as sucessivas fases do futebol leonino - com o seu sempre renovado estendal de expectativas e o seu habitual cortejo de frustrações.

 

 

Gostei

 

Do Marítimo. Foi a melhor equipa em campo durante quase todo o encontro. Apenas superada pelo Sporting nos 15 minutos iniciais.

 

De Bas Dost. Não teve uma exibição deslumbrante, longe disso. Mas foi o único a conseguir metê-la lá dentro, uma vez mais, marcando o nosso golo solitário aos 32' - perfazendo 27 no total do campeonato. E ainda fez uma quase assistência para golo que Bruno Fernandes desperdiçou. Foi o menos mau dos nossos naquela que talvez tenha sido a última partida que disputou de verde e branco. Teremos saudades dele.

 

Da comparação com o jogo final da época anterior. Há um ano perdemos em casa, por 1-3, com o Belenenses. Desta vez fomos apenas derrotados por 1-2, fora de casa. Aos poucos, as coisas estão a melhorar. Lá para 2030, por este ritmo, talvez voltemos a vencer um campeonato.

Bas Dost

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Ainda há adeptos que criticam Bas Dost enquanto suspiram de saudades pelo Slimani. O tal que diziam ter tijolos nos pés.

Como dantes suspiravam pelo regresso do Montero e assim que ele voltou ao Sporting passaram a acolhê-lo com indiferença.

É sempre assim num certo "tribunal de Alvalade": bons são os que já não estão, enquanto os que ainda estão parecem sempre maus ou medíocres...

 

O que é feito do Slimani? Alguém sabe?

Entretanto, por cá, Dost já marcou 60 golos em 58 jogos disputados nestes dois campeonatos em que actuou de verde e branco. Sessenta e nove, no total das competições.

Uma das melhores médias europeias. Uma das melhores médias de sempre no Sporting.

Hoje giro eu - Ranking GAP

Agora que entrámos na fase decisiva da época infelizmente os nossos indicadores deterioraram-se um pouco. Assim, o Sporting disputou até agora 53 jogos - 29 para o Campeonato Nacional, 8 para a Liga dos Campeões, 6 para a Liga Europa, 5 para a Taça de Portugal e 5 para a Taça da Liga - , a que corresponderam 32 triunfos (60.4%) , 12 empates (22.6%) e 9 derrotas (17%), com 98 golos marcados (1.85 golos/jogo) e 42 sofridos (0,79 golos/jogo).

 

Perguntas: Em que jogo ocorrerá o golo 100 da época? E quem será o seu autor?

 

Classificações (Estatísticas Ofensivas):

 

1) MVP: Bas Dost (108 pontos), Bruno Fernandes (87), Gelson Martins (63);

2) Influência: Bruno Fernandes (45 contribuições para golo), Bas Dost (41), Gelson Martins (29);

3) Goleador: Bas Dost (31 golos), Bruno Fernandes (13), Gelson Martins (12);

4) Assistências: Bruno Fernandes (16 passes decisivos), Gelson Martins (10), Marcus Acuña(9).

 

Nota:  Bruno Fernandes contribuiu em 45.9% dos golos da equipa; Bas Dost marcou 31.6% dos nossos golos.

 

Ranking GAP (Golos, Assistências, Participação decisiva):

 

  G A P Pontos
Bas Dost 31 5 5 108
Bruno Fernandes 13 16 16 87
Gelson Martins 12 10 7 63
Doumbia 8 1 1 27
Marcus Acuña 5 9 4 37
Sebastian Coates 4 3 2 20
Fredy Montero 4 0 0 12
Rodrigo Battaglia 3 3 2 17
Jeremy Mathieu 3 1 2 13
Bryan Ruiz 2 2 3 13
Rafael Leão 2 1 0 8
Bruno César 2 0 1 7
João Palhinha 2 0 0 6
Fábio Coentrão 1 4 4 15
Iuri Medeiros 1 1 1 6
William Carvalho 1 0 2 5
Mattheus Oliveira 1 0 0 3
Adrien Silva 1 0 0 3
Daniel Podence 0 7 2 16
Cristiano Piccini 0 2 4 8
Ruben Ribeiro 0 2 1 5
Ristovski 0 1 0 2
Alan Ruiz 0 0 2 2
autogolos 2 0 0  

Pódio: Bas Dost, Battaglia, Rúben Ribeiro

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Chaves-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Bas Dost: 20

Battaglia: 19

Rúben Ribeiro: 17

Bryan Ruiz: 16

Rui Patrício: 16

Gelson Martins: 16

Mathieu: 15

William Carvalho: 15

Coates: 13

Montero: 13

Lumor: 12

Misic: 9

Palhinha: 6

Bruno César: 1

 

Os três jornais elegeram Bas Dost como melhor jogador em campo.

B(i)s Dost

Já perdi a conta às vezes que o ponta de lança holandês fez dois golos num jogo, desde que está no Sporting.

Ontem voltou a repetir esta gracinha para alegria de todos nós.

Pego então na minha memória e recordo aqui outros pontas-de-lança que vestiram e suaram a nossa camisola, nos últimos anos:

Slimani, Liedson, Jardel, Fernando Gomes, Paulinho Cascavel, Rui Jordão, Manuel Fernandes...

Todos eles foram muitos bons e resolveram muitos jogos, mas este nosso atleta tem uma magia na cabeça e nos pés só ao alcance dos predestinados.

Ele é, por assim dizer, o desbloqueador, a "chave" mestra que escancara as portas das vitórias.

Que fique por cá muitos anos...

 

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Tudo ao molho e FÉ em Deus - Bas Dost tinha as chaves do triunfo

"All you need is ... Bas Dost" : Houve um antes e um depois de Bas Dost neste jogo. Até à entrada do holandês, o futebol do Sporting foi pouco objectivo e não teve espontaneidade. Com o "flying dutchman" em campo, a equipa pareceu mais confiante, mais linear (a explorar mais a profundidade) e mereceu a vitória.

 

A primeira parte mostrou um Sporting lento e cheio de hesitações. Jesus deve ter sentido um dilema ao intervalo, pois do meio campo para a frente, exceptuando William e Gelson, todos os jogadores eram candidatos a sair, tal a falta de ideias apresentada. Após uma meia oportunidade por Montero (12 minutos), na sequência de um canto, a equipa leonina poderia ter marcado quando Gelson (41 minutos), solicitado por Ruben Ribeiro, decidiu convocar um pelotão de fuzilamento em vez de tocar a bola docemente para as redes. Antes e depois, o Chaves cheirou o golo por William, mas a bola embateu na couraça da indiferença de Patrício (primeiro) e o avançado flaviense não conseguiu o desvio em antecipação ao guarda-redes leonino (segundo).

 

Rui Patrício voltou a ser providencial após remate de Nuno André Coelho (54 minutos). Entretanto, Dost entrara para substituir Misic e deu o primeiro sinal da sua presença, um minuto depois, ao desviar um cruzamento de Battaglia (57 minutos). O holandês é sinónimo de golos e o primeiro apareceu quase instantaneamente (61 minutos), num desvio de cabeça após jogada de Ruben Ribeiro, que imediatamente antes de cruzar pôs um defesa flaviense (Paulinho) num programa de centrifugação da Miele. O golo abriu o jogo e os dois minutos seguintes foram de enorme desperdício de oportunidades por parte do Sporting: Battaglia e Coates estiveram a centímetros de marcar e Bryan Ruiz suplantou tudo e todos, inclusive a ele próprio (o que é difícil), na esmerada arte de perdoar à frente da baliza, conseguindo falhar 3 golos numa só jogada (!).

 

Com tantas oportunidades perdidas comecei a recear uma repetição do Bonfim2018. Ao minuto 77, após Bas Dost ter trocado os pés à boca da baliza de Ricardo, Patrício conseguiu atrasar o remate do isolado Davidson e Battaglia deu o peito às balas, evitando sobre o risco o golo do Chaves. Felizmente, pouco tempo depois, o argentino, em noite de muito e bom trabalho, roubou uma bola a Platiny, entrou na área e entregou um presente pascal a Dost, que bisou. Tempo ainda para um "remake" de um Clássico: no melhor pano cai a nódoa e Coates, até aí em bom plano, voltou a borrar a pintura, concedendo um "penalty" (?) à equipa flaviense já no período de descontos.

 

No Sporting, os melhores foram Bas Dost, Rui Patrício e Battaglia. Mathieu, muito atento, obstruiu sempre as linhas de passe flavienses, William trabalhou muito e Ruiz colocou em campo o habitual perfume do seu futebol, embora por vezes temporizando em demasia. Lumor teve minutos, mas mostrou ainda alguma falta de rotinas, ofensivas e defensivas. Ruben Ribeiro encanou muito a perna à rã, mas acabou por repetir a jogada de futsal que já tinha dado um golo contra o Aves. Sinal menos para Misic que não me parece jogador para ver além do óbvio. Jogando muito em cima de William e com um passe pouco tenso, não me agradou.

 

Uma pergunta a Jorge Jesus: porque não colocar Battaglia a pressionar à frente a saída de bola do adversário? Sem Slimani e na ausência de jogadores com as características adequadas para essa missão, não poderia o argentino - jogando entre William e Bruno Fernandes e trocando com o maiato nesse momento do jogo - ser um destaque nesse papel ? 

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bas Dost

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Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da vitória tranquila num estádio difícil. Saímos esta noite de Chaves com três pontos que nos podem ser muito preciosos para a classificação final. Vencemos a equipa da casa por 2-1. E convencemos. Não por termos feito uma grande exibição mas por termos mantido uma supremacia natural em campo do princípio ao fim do encontro. Num ritmo médio-baixo que nos permite poupar fôlego para os próximos desafios - desde logo para o de quinta-feira, na República Checa, para a Liga Europa. Nesta fase do campeonato convém sermos calculistas. Até porque nenhuma outra equipa portuguesa tem feito tanto jogos como a nossa.

 

De Bas Dost. O holandês não foi aposta do treinador para o onze titular. Mas face ao empate a zero que se mantinha ao minuto 45, com o meio-campo leonino incapaz de rasgar o jogo e criar desequilíbrios que permitissem inaugurar o marcador, Jorge Jesus deu-lhe ordem para entrar enquanto mandava sair Misic. Em campo desde o minuto 56, Dost fez logo a diferença, nomeadamente no jogo aéreo, mostrando-se muito mais acutilante do que Montero, o apático ponta-de-lança inicial. Tanto assim que demorou apenas seis minutos a conseguir o golo, num cabeceamento letal, correspondendo a um soberbo centro de Rúben Ribeiro. Bisou aos 86', com Battaglia a construir o lance de golo em exclusivo para ele. Voltou a valer-nos três pontos após 18 dias de ausência: o Sporting só beneficiou com isso. O melhor em campo.

 

De Rui Patrício. Voltou a ser determinante, com duas excelentes defesas, aos 11' e aos 55', impedindo que a equipa flaviense se adiantasse no marcador. É cada vez mais um dos baluartes do Sporting. Só lhe faltou defender a grande penalidade que originou o solitário golo do Chaves, já depois dos 90': não era possível pedir-lhe mais.

 

De Battaglia. Na equipa mais remendada desde o início da época em curso, com cinco titulares ausentes, o argentino foi o escolhido por Jesus para ocupar a lateral direita. Uma posição que não costuma ser a dele, embora não lhe seja desconhecida. Demasiado contido nas incursões ofensivas do seu corredor durante a primeira parte, soltou-se no segundo tempo e foi crucial em dois momentos do jogo: ao impedir o golo flaviense em cima da linha de baliza, aos 78', já com Rui Patrício fora do lance, e na assistência para o golo da vitória, entregando a bola para Dost empurrar. Grande exibição.

 

De Rúben Ribeiro.  Só a excepcional jogada dele na grande área do Chaves, em sucessivos dribles e com uma assistência perfeita para Dost, valeu o bilhete para este jogo. Mas o ex-Rio Ave, que hoje actuou como ala esquerdo ofensivo, fez bastante mais que isso. Apoiou com eficácia a defesa e foi um dos pensadores da equipa na fase da construção. Vai consolidando a sua presença no onze leonino após alguns jogos muito decepcionantes. Ainda bem.

 

Da boa réplica do Chaves. Hoje desfalcada de dois dos seus melhores elementos (Matheus Pereira e Domingos Duarte, emprestados pelo Sporting), a equipa flaviense nunca baixou os braços, criou oportunidades de golo e não desistiu de conseguir pelo menos um ponto. Merece elogio por não estacionar o autocarro nem fazer qualquer espécie de antijogo.

 

Da nossa recuperação na tabela classificativa.  Face à derrota de ontem do FC Porto em Paços de Ferreira e ao nosso triunfo desta noite, encurtámos a distância que nos separa do líder do campeonato. Estamos agora a cinco pontos dos portistas (que serão seis se for accionado o critério do desempate) e a três do Benfica, que ainda terá de jogar em Alvalade. As perspectivas são hoje mais favoráveis do que eram há uma semana.

 

 

 

Não gostei

 

 

Das ausências. O Sporting voltou a entrar em campo com uma equipa muito alterada, estando cinco titulares ausentes por castigo, lesão ou opção técnica. Não pudemos contar desta vez com Acuña, Bruno Fernandes, Fábio Coentrão e Piccini. E Bas Dost, ausente do onze inicial, só entrou aos 56'. Quase meia equipa saiu do habitual lote dos suplentes, o que ajuda a explicar alguma falta de intensidade do fio de jogo leonino - algo perfeitamente natural e compreensível.

 

Da lesão de Bruno César. O brasileiro anda em maré de azar: colocado em campo como titular, substituindo Coentrão, mal teve tempo de tocar na bola. Aos 14' viu-se forçado a abandonar o relvado, cedendo lugar ao ganês Lumor. E forçando assim o técnico a queimar uma substituição nada previsível.

 

De Misic. Estreia a titular no Sporting do jovem internacional croata - um dos nossos reforços de Inverno - que só tinha sido utilizado, durante escassos minutos, a 26 de Fevereiro frente ao Moreirense. Chumbou neste teste em Chaves: demasiado posicional, actuando excessivamente próximo de William Carvalho, perdeu várias bolas e mostrou-se ainda muito desenquadrado dos seus companheiros. Sem capacidade de construção ou de criação de passes de ruptura, mastigou e lateralizou o jogo,tornando-se presa fácil para as investidas adversárias. Sem surpresa, acabou substituído aos 56'. Duvido que Jesus volte a apostar tão cedo nele.

 

Do resultado ao intervalo. Quando o árbitro deu por terminada a primeira parte, mantinha-se o nulo inicial, o que fez certamente soar campainhas de alarme junto da equipa técnica leonina. Durante os primeiros 45', o Sporting teve mais posse e controlo de bola, mas voltou a pecar no capítulo da finalização: só criou uma oportunidade de golo, aos 32', em lance criado por Rúben Ribeiro, com Gelson Martins a permitir a intervenção do guarda-redes. Impunha-se mexer na equipa. E, de facto, só a entrada já tardia de Bas Dost acabaria por fazer a diferença.

Hoje giro eu - Ranking GAP

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Concluídos os dezasseis-avos de final da Liga Europa, o Sporting disputou até agora 43 jogos - 23 para o Campeonato Nacional, 8 para a Champions, 2 para a Liga Europa, 5 para a Taça de Portugal e 5 para a Taça da Liga - , a que corresponderam 26 vitórias (60,5%), 12 empates (27,9%) e 5 derrotas (11,6%), com 86 golos marcados (2 golos/jogo) e 34 sofridos (0,79 golos/jogo).

 

Classificações (estatísticas ofensivas):

 

1) MVP: Bas Dost (92 pontos), Bruno Fernandes (77), Gelson (53);

2) Influência: Bruno Fernandes (39 contribuições para golo), Bas Dost (35), Gelson (25);

3) Goleador: Bas Dost (27 golos), Bruno Fernandes (13), Gelson (10);

4) Assistências: Bruno Fernandes (12 assistências), Acuña (9), Gelson (8).

 

De referir que Bruno Fernandes foi esta semana considerado o jogador Mais Influente da Liga Europa, através de um algoritmo diferente daquele que é aqui apresentado - considera golos e assistências, eficácia de passe, distância percorrida, cruzamentos e recuperações de bola - mas que também consagra o médio nascido na Maia.

 

Nota: Bruno Fernandes contribuiu em 45,3% dos golos da equipa; Bas Dost marcou 31,4% dos nossos golos.

 

Ranking GAP (Golos, Assistências, Participação decisiva):

 

 GAPPontos
Bas Dost273592
Bruno Fernandes13121477
Gelson Martins108753
Doumbia81127
Marcus Acuña59437
Sebastian Coates43220
Jeremy Mathieu31213
Rodrigo Battaglia22212
Bruno César2017
João Palhinha2006
Fábio Coentrão13413
Iuri Medeiros1116
Bryan Ruiz1116
William Carvalho1025
Fredy Montero1003
Mattheus Oliveira1003
Rafael Leão1003
Adrien Silva1003
Daniel Podence07216
Cristiano Piccini0248
Ruben Ribeiro0113
Ristovski0102
Alan Ruiz0022
autogolos200 

Hoje giro eu - a família do meio

Com a equipa a jogar permanentemente só com 2 médios, Bruno Fernandes aparenta mais cansaço que uma mãe com um filho mais velho, nas semanas seguintes a ter gerado já tardiamente trigémeos. Mas, Jesus apostou em que a solução para o problema seria cansá-la(o) mais, quiçá porque se já se torna cada vez mais difícil chegar à frente para acasalar (com o pai Dost), impossível é voltar atrás (na decisão de gerar).

 

A solução seria empregar mais alguém para ajudar na lida da casa. William tira algumas folgas ao longo do mês e está mais envolvido como motor(ista), distribuindo os alimentos essenciais à sobrevivência da familia, conduzindo-a nas visitas ao médico e ajudando em todas as questões burocráticas que há para arbitrar, mas depois é preciso alguém que elimine os germes da loiça, desparasite de ácaros os tapetes e alcatifas, combata as bactérias e fungos que se acumulam nas esponjas de banho e que ajude a que os bebés cresçam saudáveis. Esse alguém poderia ser Battaglia (ou Palhinha ou Wendel).

 

Com o argentino ao serviço, haveria um xeque-mate* aos micróbios e a casa estaria sempre num maior aprumo, o que permitiria à "mãe" não entrar em depressão, ter alguma vida social e dar azo a alguma da sua criatividade, actividade essencial ao bem-estar do agregado familiar. 

 

Com 3 frentes sempre a solicitarem a presença da mãe, resta o consolo de que o filho mais velho já concluiu com aproveitamento os seus estudos. Uma ocorrência desta natureza na vida de uma familia deve suscitar o carinho, o apoio e o reconhecimento por parte dos amigos, sempre seus incondicionais adeptos, e de todos os conhecidos, que simpatizam com a sua "causa". O sucesso global desta empreitada familiar será a alegria de todos eles e de todos os que lhes se associem, que ficarão a torcer no sentido de que a gestão caseira corra pelo melhor.

 

*mate=chá, bebida mais popular da Argentina 

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Tudo ao molho e FÉ em Deus - Coates evita tombadela fatal

Na antecâmara do jogo, a Assembleia Geral do Sporting foi uma espécie de Festival do Escanção. Quem tome o que ali foi dito pelo seu Face "value" arrisca-se a ficar num estado de embriaguez permanente dos sentidos que não augurará nada de bom. Como tal, degustei e absorvi o (pouco) que foi de interesse e deitei fora tudo o resto...

 

Aprendi o valor do silêncio com o ruí­do. Por isso, remeti-me ao silêncio. Quis compreender o que ali se tinha passado.

 

Aldous Huxley - autor de "Doors of Perception" - dizia que depois do silêncio, o que mais se aproximava de expressar o inexprimí­vel era a música. Coincidência ou não, um dia depois, estava ainda eu neste estado de espí­rito quando me entra pela televisão o Festival da Canção. Hoje, enquanto assistia à  Nossa vitória em Tondela, lembrei-me dele: o Sporting ganhou e, como cantou, nos 3 minutos da praxe (não havia um presidente de AG por perto a ameaçar "cortar-lhe" o microfone ao fim de 1 minuto), a doce Catarina Miranda - canção nº5 da primeira eliminatória (espero que a vencedora final) - "não há nenhuma necessidade, hoje para sorrir eu não preciso de (mais) nada". Afinal, (en)cantar no campo é a verdadeira essência do Sporting, o clube do GRANDE e para sempre RESPEITADO João Rocha. Está dito e da forma como quis dizer, pois, parafraseando o autor de "Austrália", "quem koala consente". 

 

Vamos ao jogo: triste pelas últimas narrações que ouvi na TV decidi testar uma nova modalidade. Assim, tirei o som da televisão e liguei o meu Spotify, mais a coluna JBL. Tinha duas pré-selecções à escolha: música brasileira ou pop/rock. Optei pela primeira. 

 

A equipa foi basicamente a de sempre, com a novidade(?), face à ausência de Coentrão, de o sonolento Bruno César ter entrado em vez do sonolento Bryan Ruiz (nesse caso implicaria o recúo de Acuña), voltando JJ, uma vez mais, a privilegiar o 4-4-2 em vez de um bem mais confortável 4-3-3. A pergunta que faço é a seguinte: este último sistema, dada a acumulação de jogos, não pouparia a equipa a um maior desgaste? Estavam decorridos 12 minutos quando Miguel Cardoso abriu o marcador para o Tondela. Gilberto Gil cantava "aquele abraço". Ao som de "Burguesinha", de Seu Jorge, Acuña tirou um adversário do caminho e centrou para a cabeça do em boa hora regressado Bas, que "dostou".

 

Ao intervalo, a SportTV mostrava um anúncio da Bet.pt com um senhor com 3 olhos na face, certamente inspirado no surrealismo de Salvador Dalí...

 

Para dar sorte, mudei o som para a Playlist pop/rock. Doumbia entrou em campo quando tocava "Like a Rolling Stone", de Dylan, Mathieu foi expulso à toada de "The whole of the moon", dos Waterboys e Piccini, hoje irreconhecível, fez o seu habitual atraso arrepiante reconhecível para Patrício quando entoavam os acordes de "God only knows", dos Beach Boys.

 

Estávamos já na compensação dos descontos - os tondelenses ficaram compreensivelmente insatisfeitos, mas Capela estava só a compensar os 4 minutos que Luis Ferreira nos havia sonegado na primeira parte contra o Feirense - quando ao som de "The Unforgiven", dos Metallica, Coates ocorreu a um desvio de Dost, entretanto deflectido para o poste por um defesa do Tondela, e marcou o golo da vitória, o seu 4º da época. Uff!!!

 

Liguei o som da televisão. Em conferência de imprensa, Jorge Jesus, a propósito do apoio das claques, endereçava os parabéns à do Boavista(!?), por ter tido uma atitude que lhe ficou na "rotina". Voltei a desligar o som ao aparelho. E dei graças a Deus por não ter ficado com azia, tal o refluxo de ácido gástrico que o meu estômago deve ter produzido até ao golo salvador.

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bas Dost (Bas esteve nos 2 golos, Acuña seria uma boa alternativa pela combatividade, Patrício pela fiabilidade de sempre - só traído por um desvio da bola em Mathieu)

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Hoje giro eu - Ranking GAP

Quase a entrar na 5ª competição desta época (Liga Europa), o Sporting disputou até agora 40 jogos - 22 para o Campeonato Nacional, 8 para a Champions, 5 para a Taça de Portugal e 5 para a Taça da Liga - obtendo 24 vitórias (60%), 11 empates (27,5%) e 5 derrotas (12,5%), com 78 golos marcados (1,95 por jogo) e 29 sofridos (0,73).

 

Classificações (Estatísticas ofensivas):

 

1) MVP: Bas Dost (83 pontos), Bruno Fernandes (66), Gelson (49);

2) Influência: Bruno Fernandes (35 contribuições para golo), Bas Dost (31), Gelson (23);

3) Goleador: Bas Dost (25 golos), Bruno Fernandes (10), Gelson (9);

4) Assistências: Bruno Fernandes (11), Gelson (8), Acuña e Podence (7).

 

Notas: Bruno Fernandes contribuiu em 44,9% dos golos; Bas Dost marcou 32% dos golos.

 

Ranking GAP (Golos, Assistências, Participação decisiva):

 

  G A P Pontos
Bas Dost 25 2 4 83
Bruno Fernandes 10 11 14 66
Gelson Martins 9 8 6 49
Doumbia 7 1 1 24
Marcus Acuña 5 7 3 32
Sebastian Coates 3 3 2 17
Jeremy Mathieu 3 1 2 13
Rodrigo Battaglia 2 2 2 12
Bruno César 2 0 1 7
João Palhinha 2 0 0 6
Fábio Coentrão 1 3 3 12
Iuri Medeiros 1 1 1 6
William Carvalho 1 0 2 5
Bryan Ruiz 1 0 1 4
Fredy Montero 1 0 0 3
Mattheus Oliveira 1 0 0 3
Rafael Leão 1 0 0 3
Adrien Silva 1 0 0 3
Daniel Podence 0 7 2 16
Cristiano Piccini 0 2 4 8
Ruben Ribeiro 0 1 1 3
Ristovski 0 1 0 2
Alan Ruiz 0 0 2 2
autogolos 2 0 0  

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