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És a nossa Fé!

10 pontos sobre Bas Dost e 1 sobre Vietto

Bas Dost é um dos melhores avançados da história recente do Sporting;

Bas Dost não será substituído por um jogador de qualidade semelhante, porque não há capital para tal mas também não mais marcará tantos golos como em Lisboa;

Bas Dost será sempre o rosto do ataque à Academia, mas por muito carinho que os adeptos tenham por ele, não voltou a ser o mesmo, precisando de um novo ciclo;

Bas Dost não aceitou nenhuma proposta até agora porque, graças a Sousa Cintra, é um dos jogadores mais caros de sempre do futebol português;

Bas Dost tem um agente que ganha meio milhão de euros ao ano, graças a Sousa Cintra, apenas para que Bas Dost jogue em Lisboa;

Bas Dost quer sair desde maio e tenho confiança que o seu substituído seja apresentado no mesmo dia da sua saída seja oficializada;

Bas Dost não pode treinar na Academia como se nada fosse, depois de uma guerra aberta e pública;

Bas Dost teve um timing perfeito 93 vezes, o Sporting teve timings imperfeitos neste caso;

Bas Dost nunca deveria ter sido um caso público, ainda menos antes do negócio estar fechado;

Bas Dost não estará em Portimão. Mas o Sporting, sim. Para vencer, espero. É nisso que me quero concentrar.

 

7,5 milhões depois, Vietto tem que ser o substituto de Dost. Não me parece que chegue alguém melhor.

Os escarros dos papagaios

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Dada a argumentação agora em curso que alude à necessidade imperiosa de «alívio salarial» na SAD leonina para estancar o seu alegado «sufoco financeiro», vale a pena fazer algumas perguntas na expectativa de que possam ser respondidas.

Por fontes autorizadas, não por bonecos de ventríloquos.

 

- Porque dispensámos Nani - capitão do Sporting, prestigiado internacional português e campeão europeu em título - a "custo zero"?

- Porque aceitámos, no âmbito da negociação com o Atlético de Madrid como hipotética forma de compensação pela aquisição fraudulenta de Gelson Martins por aquele clube, metade do passe de Vietto avaliado em 7,5 milhões de euros, quando este jogador tem um valor global de mercado de apenas sete milhões?
- Porque adquirimos, igualmente por 7,5 milhões de euros (acrescidos da dispensa de Mama Baldé a título definitivo), o lesionado lateral direito francês Rosier, que passou 465 dias lesionado nas últimas três épocas, este ano só jogou cerca de dez minutos em Fevereiro e pretende preencher uma posição para a qual já existem pelo menos três jogadores sob contrato?

- Porque não houve prioridade máxima à contratação de um novo ponta-de-lança se é verdade que Bas Dost terá comunicado à equipa técnica a intenção de abandonar o Sporting ainda em Maio, mês em que estava recém-valorizado devido ao decisivo golo que marcou ao FC Porto na final da Taça de Portugal?

- Por que motivo - aceitando ainda a tese de que a SAD já sabia desde Maio que o jogador pretendia sair - deixámos arrastar a resolução do assunto durante três meses, acabando por estabelecer com o Eintracht, em vésperas do fecho do mercado, um acordo que fontes do clube alemão qualificam de «pechincha», pois terá baixado dos 20 milhões de euros exigidos no início para os oito milhões finais?

 

Eis vários temas que deviam justificar séria reflexão aos loquazes papagaios "multicolores" (de bico encarnado) que agora debitam suposta propaganda verde em incessante verborreia nas pantalhas.

Se eles soubessem reflectir, claro. O problema é que só sabem... papaguear.

 

São úteis a qualquer poder, enquanto estiver na mó de cima.

Quando fica na mó de baixo, acotovelam-se para figurarem na primeira fila dos que irão escarrar em quem antes serviram.

Bruno de Carvalho que o diga.

O “caso Bas Dost”

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A crise que nos trouxe o chamado “caso Bas Dost” era evitável. Sobretudo escassos dias depois de uma das mais humilhantes derrotas sofridas contra o nosso rival direto. Esta crise revela, antes de mais, uma falta de rigor na comunicação interna e externa do Clube, para além das já evidentes deficiências na estratégia de fundo do Sporting Clube de Portugal.

 

O SCP é uma entidade de Bem, não pode infligir a segunda chicotada, um ano depois, a Bas Dost. A primeira com um cinto, a segunda com palavras e atos. A primeira foi obra de um bando de idiotas, não se sabe ainda motivados por quem, a segunda é evidente de quem é obra. É obra de uma direção que está, neste momento, sem rei nem roque. Por isso, Senhor Presidente, ponha ordem na casa.

 

Um Clube centenário como o nosso não entra em diálogo na praça pública com agentes de jogadores profissionais de futebol, sejam eles quem forem. Tudo isto revela um amadorismo inacreditável. A comunicação do Sporting devia dedicar-se a estes assuntos com seriedade e discrição. É muito mais importante saber lidar com a imprensa e os diversos stakeholders de modo sério e responsável do que andar a fazer posts disparatados nas redes sociais elogiando jogadas e golos de jogadores dos sub-23 que nem sequer têm a mais ínfima hipótese de jogar às ordens de Keizer. Este, por sinal, aparece completamente perdido nas conferências de imprensa, sem saber o que dizer e a comprometer o Clube e a sua liderança. Se é que esta ainda existe.

Comunicado de um sócio

Estou na bancada, não sei o que se passa portas adentro. E ainda bem que assim é, cabe-me aplaudir ou patear os espectáculos que me são servidos -  pelos quais pago uma pipa de massa, mais do que uma assinatura em S. Carlos - e para nada me interessam os estados de alma dos protagonistas, geralmente evocados como desculpa pelas bodegas que se têm visto.

Esta minha posição obriga-me assim a não me deixar levar por inclinações, preconceitos, fezadas e conjecturas, ou seja "opiniões" (a palavra mais parva e mais em voga do dicionário) sobre factos acerca dos quais careço da boa informação necessária a um juízo racional e ponderado.

Isto impede-me de "achar" quem tem razão nesta infame troca de acusações entre Bas Dost e a direcção do Sporting. Mas é precisamente esta atitude por que tento pautar (nem sempre com sucesso, bem sei...) as minhas apreciações que me permite afirmar que quem está a conduzir pelo lado do Sporting este processo de Bas Dost deve responder aos sócios por manifesto dolo.

Jamais as coisas poderiam ter resvalado para esta nojenta zaragata em praça pública, altamente tóxica para o Sporting (nenhuma saída boa desta trapalhada se perspectiva) além de indignas do bom nome do Sporting e, já agora, de Bast Dost. 

Nada adiantará evocar que o agente do jogador é (eventualmente) um trampolineiro,  oportunista e ganancioso, porque isso todos nós já sabemos que eles são, num negócio como este do futebol com mais sombras e baixezas do que salubridade. Quem sabe que se vai sentar à mesa das negociações com esta gente tem que saber lidar com esta gente, sendo assim responsável pela condução do processo.

Julgava que os sportinguistas se tinham visto livres destas vergonhas. Aparentemente ao desvairo do Calígula que nos ia desgraçando sucederam (e desde já declaro que votei neles) uns inaptos, desorganizados e atarantados, que não se vão mostrando capazes de levar o Sporting a bom porto.

Pelo menos é isto que vejo daqui, mas pode ser que esteja a opinar. Contudo esta não perdoo e exijo responsabilidades.

Ass.

O sócio 3760, lugar 9, fila 23, sector A3

O circo voltou a Alvalade?

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Ainda não decorreram 12 meses desde a eleição de Frederico Varandas nas eleições mais concorridas de sempre, ainda não decorreram três meses desde a jornada gloriosa do Jamor, e parece que o circo voltou de novo a Alvalade.

Esta guerra de comunicados, despoletada estupidamente pelo clube, é completamente arrasadora para todos, a começar pelos sócios. Desculpem lá, mas foi aquele jogador que queria sair e que o clube queria despachar, que entrou no Jamor com todas as ganas e pôs a equipa a vencer? Que sempre acarinhou e puxou pelo LP9 quando estava no banco?

O problema de Bas Dost no Sporting não é nenhum dos seguintes: o seu valor, o seu empenho, a média elevada de golos por jogo que regista, a tranquilidade da família, a boa comida, o bom tempo, a relação com os adeptos. O problema de Bas Dost no Sporting tem o nome de Marcel Keizer e o seu modelo de jogo. E Marcel Keizer foi escolhido por Frederico Varandas. Sendo assim, Frederico Varandas é, mesmo que não queira, o primeiro responsável pela desvalorização desportiva e financeira do activo mais caro da SAD. Até por isso, e não falando no que aconteceu em Alcochete e na grande alegria para os sócios que foi o seu regresso, uma eventual saída de Bas Dost motivada pela conjunção da questão financeira com a falta de aposta do actual treinador teria de ser tratada com pinças, no maior recato e anunciada como uma coisa natural e boa para todos. E Bas Dost sair pela porta grande. Com uma medalha de bons serviços se possível.

Porque atrás de Bas Dost está Bruno Fernandes, depois Acuña, depois Raphinha, depois este e aquele... ou seja, a cabeça de jogadores e empresários começa a fazer contas de sumir... e os objectivos desportivos deles no clube para esta época ficam para segundo plano. Neste momento, quer Bas Dost fique, quer Bas Dost saia, quem fica a perder é o Sporting.  Bruno Fernandes já tinha colocado o dedo na ferida depois da derrota vergonhosa de Faro: "É o momento de pensar o que fez com que ganhássemos as taças que ganhámos o ano passado e que a união e o companheirismo que tivemos nos levou a essas conquistas!"

Como é possível que Frederico Varandas esteja a repetir a estupidez de Bruno de Carvalho no confronto directo com os jogadores, e que lhe custou a presidência, a expulsão de sócio e a presença no banco dos réus? Vamos ouvi-lo também dizer que "estou no Sporting para defender o interesse do clube e não dos jogadores"?

Daqui deixo um apelo a Frederico Varandas que reflicta no que está a acontecer, corra com quem tiver que correr na comunicação do clube, mas acabe com a promiscuidade com a comunicação social, blinde a SAD e o balneário, estimule a tal união e companheirismo do plantel, resolva as questões no segredo dos gabinetes, porque foi para isso que o elegemos, e informe assertiva e oportunamente os sócios sobre as questões relevantes.

SL

De comunicado em comunicado

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Enquanto os outros clubes preparam os embates com as equipas adversárias, neste início de uma temporada que se prevê muito desgastante e competitiva, o Sporting dedica-se ao passatempo favorito: disparar para dentro.
Desta vez contra o seu terceiro maior activo desportivo, que se vai desvalorizando de comunicado em comunicado com a chancela oficial da SAD leonina.

 

Bas Dost - que chegou a ser, ao serviço do Sporting, o segundo maior artilheiro do futebol europeu, apenas suplantado por Messi - valeu-nos uma das melhores médias de golos da nossa história: 31 por temporada.

Acontece que os vertiginosos comunicados emitidos desde sábado em Alvalade omitem a faceta goleadora de um profissional que poderia constituir um bom encaixe financeiro para o Sporting e as fontes oficiosas do Edificío Visconde de Alvalade apontam-no em simultâneo como uma inaceitável fonte de despesas. Tudo isto, assim conjugado, enfraquece a posição negocial da SAD enquanto entidade vendedora dos seus direitos desportivos. Com inevitáveis danos financeiros, desportivos e reputacionais para o nosso emblema.

 

Dost chegou por doze milhões, ficou cotado em dezassete milhões, esteve para sair por oito milhões.

Teme-se o pior: daqui a dois ou três comunicados, valerá certamente ainda menos.

 

O Sporting acaba entretanto de enriquecer o léxico desportivo popularizando nas notícias que vai difundindo nos órgãos de informação e junto dos papagaios de turno a expressão «alívio salarial». Será inovadora, mas denota algum mau gosto, até pelas conotações depreciativas do termo enquanto verbo pronominal.

Nenhum profissional que envergue a camisola verde e branca merece ser brindado com semelhante vocabulário.

E nós, adeptos, também não.

WTF???

Traduzido em português, e para quem não sabe, quer dizer "Mas que merda é esta ???"

Já tínhamos registado que a comunicação era o "calcanhar de Aquiles" da presidência de Varandas. Os tiros nos pés sucederam-se a um ritmo que muito incomodou quem pensava que tinha eleito alguém que nos faria esquecer da estupidez a todos os níveis que foi o fim da presidência anterior.

Não sei quem manda na comunicação do Sporting, se é o Presidente, se é a LPM, se é a Cláudia, se é seja quem for, se cada um espalha o que quer, onde quer e como lhe apetece, através de jornalistas amigos ou conhecidos, dos Pedros Brazes desta vida, mas quando a comunicação embarca nos piores vícios do antigo Presidente, alguma coisa vai muito mal. Bruno de Carvalho foi corrido ao pontapé e confessa-se agora um desgraçado porquê? Porque resolveu enfrentar o balneário do futebol. Doutra forma, e por muita parvoíce que estivesse a fazer, ainda agora lá estava. O Mustafá está na prisão porquê? Porque embarcou no assalto ao balneário. Doutra forma ainda lá estava a traficar isto e aquilo.

Então como é possível que uma das principais referências do balneário, Bas Dost, e memória viva do que foi o assalto a Alcochete e a jornada negra que se seguiu no Jamor, seja tratada desta forma, primeiro com um comunicado estranho e inoportuno a dizer que havia negociações e agora que as negociações tinham abortado por culpa dele? Estes processos não têm forçosamente que ser tratados no maior secretismo e vir cá para fora apenas com fumo branco a todos os níveis? Já se esqueceram de como Adrien saiu e como isso pesou no balneário?

Recordamo-nos também das questões Nani e Montero, da novela Bruno Fernandes, da questão Matheus Pereira e outros dispensados de idade semelhante, dos que ainda agora se treinam à parte, dos que eram para ser dispensados e não foram mas se calhar ainda vão ser (Gelson Dala) e de que como não existe uma comunicação concisa, assertiva e sempre a valorizar o lema do Sporting, sobre todos estes casos que pesam no balneário e no seu relacionamento com treinador e estrutura. Keizer já se veio demarcar da estrutura e colocar-se do lado do balneário, dizendo que precisa de todos e não entende porque um ou outro têm de sair.

Uma coisa é a defesa dos interesses do Sporting e até posso admitir que a dispensa deste ou daquele, e que a venda do jogador mais caro do plantel seja mesmo necessária, que o orçamento tem mesmo de encolher, que jogadores mais velhos e mais caros têm de dar lugar a jogadores mais novos e mais baratos e que podem vir a render tanto ou mais.

Mas assim, NÃO !!! 

E fico-me por aqui... 

 

PS: Lampiões e ressabiados não vale a pena darem-se ao trabalho, os comentários seguem directamente para o lixo.

SL

Sportinguista sofre

Bem-dito Tantum que é verde e tanto me alivia a língua em ferida de tão mordida. Devo confessá-lo: bem maior que o número dos que ontem estivemos em Alvalade, foi o das vezes que já mordi a língua para travar o ímpeto de exigir que rolem cabeças no Sporting. Da cúpula do clube à estrutura do futebol. 

É claro que desatarmos a degolarmo-nos uns aos outros seria a pior solução para os nossos males mas, que diabo!, que mal que nós jogamos futebol... que mal. Tão mal. 

Levar um banho de bola em casa dado por um clube que, à nossa pala, sistematicamente se põe em bicos de pés arvorado em "4.º grande" é uma afronta, mais uma, que custa mesmo a engolir. Mais ainda com a língua feita num oito.   

Ganhámos. Sim, ganhámos, mas eu é que continuo a bochechar Tantum Verde. Não paro de morder a língua para não pedir a cabeça de Keizer. 

Umas levam a outras. Como aquela que é a coisa dramática de olharmos para a nossa frente de ataque e vermos nas alas a nulidade Diaby e o mais que inconsistente Raphinha. Dois jogadores que de extremos têm apenas o facto de serem extremamente fracos na posição para a qual o Sporting, ao longo de décadas, se constituiu fábrica dos mais perfeitos produtos para aquele específico lugar no campo. 

Um comprado ao Guimarães, outro vindo do Club Brugge, os actuais titulares das alas não são formados na Academia, o mesmo acontecendo com Plata. Resta-nos Rafael Camacho que vimos a espaços na pré-época e, depois, foi um Keizer que se lhe deu. 

Umas levam a outras. E para a que se segue dispenso o Tantum Verde. A língua uso-a afiada, pronta para criticar uma Direcção (administrativa e desportiva) que se desfaz, despacha, abre mão do melhor ponta-de-lança que marcou no Sporting nos últimos anos. Um atacante eficaz, altamente produtivo e não menos temido pelos adversários, dentro e fora de campo, um líder, também ele, dentro e fora de campo; agregador, respeitador da camisola que vestia, ciente da nossa grandeza e que para ela, indiscutivelmente, contribuía.

Depois de ter sido muito mal tratado por uma chusma de grunhos ao serviço da mais vil manifestação de insanidade facciosa, Bas Dost foi desta vez mal tratado pela direcção que o foi escorraçando aos bocadinhos através de recados na imprensa, rotulado de caro e incomportável. Como se de um mero mas insustentável peso se tratasse.   

Bem sei que o mercado está aberto até ao fim do mês e que, portanto, poderá entrar outro ponta-de-lança para a equipa, mas pergunto: É assim que se prepara uma época? É assim que se começa a disputar as competições? Sai um jogador com a importância de Bas Dost com a equipa indefinida? Não era ele uma garantia de estarmos mais perto de ganhar, soubesse a equipa tirar dele proveito?

Tem feito erros esta Direcção (mais um bochecho no Tantum Verde, que a língua trituro-a para não exigir novas eleições), erros em coisas aparentemente simples ou só estúpidas, como a incompreensível nova ordem de entrada no estádio.

Há anos que entro pela porta 1 para chegar ao sector B19 e não obrigatoriamente pela porta 2 como passou a ser esta época. Resultado: percorrida uma fila que começava para lá do Pavilhão João Rocha foram precisos 45 minutos para chegar ao meu lugar. 

Ficar na ignorância é a pior das situações neste caso e para nós seria mais fácil se nos explicassem porque passou a ser esta a lógica de entrada no estádio, porque, por agora, só me ocorre falta de respeito para connosco, que continuamos a qualquer hora ou dia da semana a ir ao estádio apoiar os nossos apesar dos muitos e grosseiros erros de quem lidera o clube e a nossa equipa de futebol. 

Perder dinheiro

Desvalorizado pelos 93 golos apontados nas três épocas que vestiu as nossas cores, Bas Dost sai ao que parece por 9 milhões de euros, quando o Sporting tinha gasto 10 milhões na sua aquisição. 

Incompreensível decisão, porque apesar de exibições menos conseguidas nos últimos meses, há que recordar que o jogador sofreu uma lesão que o afastou durante algum tempo dos relvados.

Sou da opinião que o problema de Bas Dost, um finalizador de excelência, um verdadeiro matador, reside no facto das bolas não lhe chegarem. Diante do Benfica na supertaça, foi utilizado mas não jogámos em ataque continuado, diante do Marítimo fartámo-nos de cruzamentos quando o holandês estava no banco. 

O rendimento do avançado baixou com Marcel Keizer, timoneiro que navega à vista, quando não anda à deriva, porque está visto que não sabe mais. Enquanto o Sporting não resolver o problema do comando técnico, continuará a depender única e exclusivamente da inspiração de Bruno Fernandes, que obviamente tem limites, apesar de muitas vezes parecer que não. 

Um conselho ao presidente Frederico Varandas, se quer baixar a folha salarial e não se importa de perder dinheiro, tente vender Diaby, mesmo que seja por 2 ou 3 milhões abaixo do custo. É facilmente substituível, Gelson Dala por exemplo é superior ao maliano e custa bem menos mensalmente. De caminho livre-se do treinador, reconheça que foi uma aposta falhada e siga em frente. Se não o fizer, acabará ligando o destino da sua presidência à falta de resultados que o treinador vem apresentando...

Números

 

1. O passe de Bas Dost - marcador de 93 golos nos jogos oficiais disputados nas três últimas décadas do Sporting - está avaliado em 17 milhões de euros, segundo os exigentes critérios do Transfermarkt - que o apontam como o segundo mais valioso elemento do plantel leonino, após Bruno Fernandes, rotulado com 55 milhões.

 

2. Dost - que em 2016/2017 foi o segundo melhor marcador das ligas europeias, apenas ultrapassado por Messi - tinha uma cláusula de rescisão fixada em 60 milhões de euros.

 

3. O holandês foi adquirido na época de 2016/2017 por quase 12 milhões de euros, tendo o clube ficado com a totalidade do seu passe.

 

4. Sai agora, ao que parece, por oito ou nove milhões. Valorizado pelos 93 golos que marcou e por ter sido Bota de Prata a nível europeu? Espantosamente, não. Sai por um valor muito abaixo da cláusula, por cerca de metade do preço de mercado do seu passe e até abaixo do que havia custado ao Sporting três anos atrás.

 

Bedankt, Bas Dost !!!

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Não vou repetir tudo o que disse há um par de dias, fico-me apenas por esta foto que retrata bem a determinação, o entusiasmo, a alegria e ao mesmo tempo o espírito de equipa que este grande ponta de lança punha no jogo.

A equipa fica obviamente (muito) mais pobre. E alguém vai pagar as favas.

SL

Dutchexit

Um dos melhores pontas de lança da história do Sporting vai embora. Não por estar em má forma física e ainda pior forma digamos que espiritual, mas sim porque o seu vencimento se tornou incomportável para a realidade de um clube que aparenta ter entrado em espiral descendente.

Bas Dost deverá ir para Frankfurt, seguindo as pisadas de Balakov, também por culpa do compatriota que nada fez por encontrar um sistema de jogo que potenciasse um avançado com ética protestante do trabalho e nenhum remorso em marcar “shitty goals” por entre obras de arte como aquela com que presenteo o guarda-redes do Valencia no melhor momento do Troféu Cinco Violinos.

Talvez tudo corra melhor do que a encomenda nesta noite de domingo, mas não me espanta que a saída do grande avançado holandês, única verdadeira vítima do ataque a Alcochete (tirando, claro está, o óbito, talvez passível de ressurreição, do Sporting com ambição de vencer), seja acompanhada pela de Marcel Keizer.

Seria um verdadeiro Dutchexit em Alvalade. Mas esta temporada afigura-se, para nosso mal, pródiga em despedidas...

Adeus, Bas Dost

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O Sporting acaba de anunciar a transferência do ponta-de-lança holandês para o Eintracht Frankfurt. De nada lhe serviu, ao que parece, ter um treinador compatriota em Alvalade. Nem ter sido o maior artilheiro leonino desta década.

Vamos ter saudades dele. E dos golos que marcou. Vou recordar os números: 36 em 2016/2017, 34 em 2017/2018 e 23 em 2018/2019 (em que esteve quase metade do tempo lesionado e não cumpriu a pré-temporada após ter sido a principal vítima das agressões no negro dia do assalto a Alcochete).

Noventa e três golos no total, em 127 jogos oficiais de verde e branco. Quanto tempo passará até voltarmos a ter um goleador como ele?

 

Adeus, Bas Dost. És um grande profissional de futebol, um atleta exemplar, uma excelente pessoa. Um Leão eterno.

Tudo de bom para ti.

 

Adenda: Faz hoje seis meses, Dost marcou dois dos três golos do Sporting ao Braga em Alvalade. Haveria necessidade de anunciar a sua saída a 24 horas de novo embate com o Braga no mesmo palco? Até do ponto de vista psicológico, para a nossa equipa, parece-me um erro de palmatória. E mais um tiro no pé.

O que faz falta?

Temos o melhor guarda-redes da Liga portuguesa, Renan Ribeiro.

Temos o melhor defesa central do nosso campeonato, Jérémy Mathieu.

Temos um ala esquerdo que é titular da selecção da Argentina, Marcos Acuña.

Temos aquele que é o mais eficaz ponta-de-lança do futebol nacional, Bas Dost.

Temos um capitão de equipa, médio criativo, que é de longe o melhor profissional a actuar nos relvados portugueses, Bruno Fernandes.

Com todos estes atributos individuais, continua a faltar-nos uma equipa que empolgue os adeptos e atemorize os adversários.

Se não é por falta de qualidade dos jogadores, qual será o problema?

Bas Dost tem de jogar. Ponto. Com ou sem Marcel Keizer.

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O que se está a passar com Bas Dost no Sporting é completamente incompreensível, se calhar um caso mesmo de gestão danosa, ainda por cima em que o primeiro responsável é outro holandês.

Bas Dost é apenas o maior artilheiro do Sporting desde há muitos anos: em 127 jogos fez 93 golos (0,73 por jogo) e 15 assistências. Também é o jogador com o salário mais elevado (6M€/ano), e com o 2.º valor de mercado do plantel, 15,2 M€. Uma óptima pessoa (pelo que diz quem o conhece, em particular Manuel Fernandes) e aquele estrangeiro violentamente agredido em Alcochete com a mulher grávida e que mesmo assim resolveu continuar.

Chamar cepo a Bas Dost, como já ouvi aqui chamar, apenas revela muita ignorância e incapacidade de entender o futebol. O futebol faz-se de golos, e os goleadores são normalmente as estrelas dos clubes e os jogadores mais bem pagos. Cristiano Ronaldo, Messi, Eusébio, Pelé e agora João Felix destacam-se antes de tudo pelos golos que marcam. E Bas Dost marca golos, muitos golos. Ainda agora marcou um golo fenomenal contra o Valência. Como marcavam Liedson, Jardel, Acosta, Jordão, Manuel Fernandes e o meu mais que tudo, Hector Yazalde. Se calhar outro cepo, no entendimento desta gente.

Ter Bas Dost e ter uma equipa e um modelo de jogo que ignoram a sua existência e capacidade é uma estupidez. Isso não quer dizer que em determinados jogos em que o Sporting não pode mandar no jogo, ou em que o Bas não esteja em condições, não faça sentido jogar com um ponta de lança diferente. Mas no momento em que Bas Dost entrar tem de existir jogo pelas alas, muitos e bons cruzamentos. Jogo interior, tabelinhas, pontas de pé-trocados e laterais que não acertam um centro, contra-ataques rápidos e outras "mariquices", esqueçam. Ir à linha ou nem isso, centrar em condições e golo. Veja-se a final da Taça no Jamor.

Bas Dost é um predador. Alimenta-se de golos. Marca um ou dois, marca 10 ou 20. Não marca, entristece e desanima. Mesmo que o Sporting faça como o burro e olhe apenas para a questão económica, o que está a permitir que se faça com Bas Dost não faz o mínimo sentido: estamos  a desvalorizar o segundo melhor activo do plantel.

Bas Dost tem de jogar. Ponto. Com ou sem Marcel Keizer.

 

PS1: Neste plantel do Sporting, Bas Dost, Bruno Fernandes, Coates, Mathieu e Acuña têm de jogar sempre. Ponto. E o resto da equipa, jogar em função deles.

PS2: Se Bas Dost não joga porque não pressiona tão bem a ponta de lança, se calhar é melhor começar logo com um defesa central adaptado. Por exemplo, Coates desde logo a ponta de lança.

PS3: Nada disto tem a ver com o "meu" LP9, sempre esforçado e batalhador. Mas a diferença de categoria em termos de ponta de lança entre um e outro é abismal.

SL

Incapacidades

Penso que é o termo certo para definir o estado actual do futebol do Sporting, uma incapacidade física, uma incapacidade anímica, uma incapacidade de marcar golos, uma incapacidade de chegar ao fim e não ter um jogador expulso ou um jogador precocemente substituído por receio de ser expulso.

Não acho que Keizer, especialmente reconhecendo as conquistas da época passada e o desempenho da equipa na altura, seja o principal ou único responsável pela situação, a novela da saída de Bruno Fernandes e a chegada tardia dos jogadores das selecções são questões bem difíceis de gerir, mas a verdade é que Keizer tem falhado em aspectos críticos, como sejam a questão física (a equipa acabou mais uma vez de rastos), a organização defensiva que teima em não ter um trinco assumido e assentar numa pressão alta que conduz a faltas e a cartões, a de encontrar um modelo de jogo que valorize o artilheiro do plantel, a de ter uma equipa eficaz nas bolas paradas ofensivas e defensivas.

Mas há coisas que não dependem de Keizer. A formação tem a qualidade que tem, e hoje Thierry Correia mostrou as suas limitações, os reforços têm a qualidade que têm, e hoje Eduardo e Vietto demonstraram isso mesmo. O plantel continua a ter um deficit pronunciado de quantidade de qualidade, e precisava de 2-3 reforços a sério (nada que ver com Viettos) para poder ter ambições ao título. 

A começar por um n.º 6 de topo. Custa a entender como começamos a época sem um jogador no plantel com essas características. Jogamos com um ou dois médios de construção que recuam quando necessário. Não tem nada a ver, que o digam Coates e Mathieu.

Reconhecendo esta incapacidade traduzida num péssimo arranque de época, Keizer está do lado do problema ou da solução? 

Sinceramente vejo um Keizer cansado e desiludido, muito contido para não falar claro e dizer tudo o que lhe vai na alma, e parece cada vez mais um problema dentro do problema que é o futebol do Sporting.

Bas Dost tem de jogar e marcar golos. Ponto. Com Keizer ou sem ele.

SL

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