Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Sobre a gamebox de ouro, o Andrew e o Balakov.

Quem vai ao estádio saberá que o sócio a entrar em 1906º lugar é seleccionado para no jogo seguinte ir ao relvado receber a camisola do seu jogador favorito da presente época. 

Ora, um dos pontos em que sportinguistas de dividem nesta altura é relativamente aos jogadores da equipa de futebol: 

  • Os que têm ídolos
  • Os que não têm ídolos
  • Os que já tiveram, agora não têm ídolos
  • Os que não concebem o futebol sem as suas estrelas
  • Os que não vêem futebol este ano
  • Os que só querem saber do futebol
  • Os que aplaudem
  • Os que assobiam

Isto tem-se reflectido na entrega da camisola este ano, da seguinte forma: no jogo com o Empoli, o sócio que recebeu a camisola ao intervalo escolheu o número 12, porque no seu entender os adeptos são o maior partrimónio do Sporting. É justo, e foi bonito ver esta tomada de posição perante a oferta de uma camisola com um número à escolha (confesso que não resistiria a pedir um 4 ou um 22). 

Nesse jogo com o Empoli reconheci o nome seleccionado para o jogo seguinte (que seria o de sábado que passou. Confuso? Fiquem comigo, juro que é simples). Um nome de há vinte (mais até) anos. No intervalo do jogo com o Vitória de Setúbal lá estava ele. Para mim está igual, naturalmente, acho que nunca vejo os da minha geração como muito mais velhos. Viajei no tempo e ainda não tinha visto nada. Quando lhe foi perguntado que número tinha escolhido, o Andrew avançou sem medos como sempre me pareceu avançar (não saberei reproduzir tal e qual, mas foi mais ou menos isto): "O meu jogador preferido este ano é o Bas Dost mas em 44 anos de Sporting Clube de Portugal o meu jogador favorito é o Krassimir Balakov" seguindo-se um apelo à união de todos, um "deixem-se de guerras, juntos somos mais fortes que qualquer um". Viajei, admito que tive novamente 15 ou 16 anos na bancada e o entusiasmo de então, o que mereceu o comentário do meu irmão, ao meu lado: "vê-se logo que é da tua geração, têm a mesma conversa". 

Penso muitas vezes que se calhar fiquei marcada por esses anos e devia andar em frente, mas este sábado não tive dúvidas: é possível passarem 20, 25 anos, e as memórias mais vivas serem as de então. Seja o Andrew ou o Balakov. Obrigada a ambos pelas memórias e pelo sportinguismo que é também o meu. 

Hoje giro eu - Ranking GAP

Nova época desportiva, novo Ranking GAP. Iniciámos bem, com uma vitória por 3-1, fora, em partida a contar para o Campeonato Nacional. Recordemos agora os números da temporada 2017/18: o Sporting disputou 60 jogos - 34 para o Campeonato Nacional, 8 para a Liga dos Campeões, 6 para a Liga Europa, 7 para a Taça de Portugal e 5 para a Taça da Liga - a que corresponderam 36 triunfos (60%), 13 empates (21,67%) e 11 derrotas (18,33%), com 108 golos marcados (1,8 golos/jogo) e 50 sofridos (0.83 golos/jogo).

 

Classificações (Estatísticas Ofensivas) - Vencedores:

 

1) MVP: Bas Dost (120 pontos), Bruno Fernandes (103), Gelson Martins (68);

2) Influência: Bruno Fernandes (53 contribuições), Bas Dost (46), Gelson (31);

3) Goleador: Bas Dost (34 golos), Bruno Fernandes (16), Gelson (13);

4) Assistências: Bruno Fernandes (18), Gelson (11), Acuña (9).

 

Temporada 18/19 - Ranking GAP (Golos, Assistências, Participação decisiva):

 

  G A P Pontos
Bas Dost 2 0 0 6
Bruno Fernandes 1 1 0 5
Ristovski 0 1 0 2
Jovane Cabral 0 0 1 1
Sebastian Coates 0 0 1 1

Dois apontamentos

 

1. Bas Dost e Bruno Fernandes, por esta ordem, foram os dois jogadores ontem mais aplaudidos em Alvalade. Era o que faltava para se fechar de vez um contencioso que nunca devia ter existido. Nós, os adeptos que estivemos no estádio, tratámos disso. Por maioria esmagadora.

 

2. O golo solitário do Marselha deveu-se a um frango de Viviano. Pode acontecer ao melhor guarda-redes. Gostei de ver José Peseiro a incentivar o italiano - dando o mote às bancadas, que foram aplaudindo cada intervenção do dono da baliza. Atitude correcta: é assim que se moralizam os jogadores.

 

 

Confirmado: Bas Dost voltou

Já é oficial e consta de comunicado enviado pela SAD leonina à CMVM: Bas Dost regressa ao Sporting. Com contrato de três anos e mantendo a cláusula de rescisão avaliada em 60 milhões de euros.

É um dia feliz para o nosso clube. E mais um motivo para felicitar a equipa liderada por Sousa Cintra. Em menos de um mês, a nova SAD pós-Bruno de Carvalho já mudou muita coisa. Sem insultar ninguém nem necessidade de andar em guerra com todo o mundo.

Liderar é isto.

Bas Dost regressa

BD.jpg

 

Os meus ídolos são atletas, nunca foram nem seria natural que fossem dirigentes. Fico satisfeito com este regresso de Bas Dost. Afastado o louco, percebe-se que o clube regressa aos poucos à normalidade. Falta varrer para o baú do esquecimento o alienado e seus algozes que tanto prejudicaram o clube ao ponto de terem sofrido a vergonha da destituição, a primeira na nossa centenária história.

Carvão e transparência III

Leio no JN que Cintra terá oferecido um salário de 3,5 M€ líquidos, por ano, a Bas Dost.

Não me parece que a irresponsabilidade seja um dos predicados do presidente da SAD e membro da Comissão de Gestão, portanto vou encarar isto com a calma com que encarei centenas de capas de Correios da Manhã e Records. Por enquanto este carvão não foi "prensado". É o meu desejo, porque há desejos que sendo compreensíveis, têm os seus limites. Neste caso monetários. Por enquanto é isto que me apraz dizer sobre o caso.

Balanço (31)

Golos marcados pelos jogadores do Sporting na Liga 2017/18:

 

Bas Dost: 27

(V. Setúbal, V. Guimarães, V. Guimarães, Feirense, Chaves, Chaves, Chaves, Rio Ave, Braga, Belenenses, Boavista, Boavista, Portimonense, Marítimo, Marítimo, Marítimo, Aves, Aves, Aves, Tondela, Chaves, Chaves, Rio Ave, Paços de Ferreira, Belenenses, Boavista, Marítimo)

Bruno Fernandes: 11

(V. Guimarães, V. Guimarães, Estoril, Feirense, Tondela, Braga, Portimonense, V. Setúbal, Belenenses, Portimonense, Portimonense)

Gelson Martins: 8

(Aves, Aves, Estoril, Paços de Ferreira, Benfica, Moreirense, Rio Ave, Belenenses)

Acuña: 4

(Chaves, Chaves, Marítimo, Belenenses)

Mathieu: 2

(Tondela, V.Guimarães)

Coates: 2

(Feirense, Tondela)

Bryan Ruiz: 2

(Marítimo, Paços de Ferreira)

Adrien: 1

(V. Guimarães)

Battaglia: 1

(Paços de Ferreira)

Fábio Coentrão: 1

(Boavista)

William Carvalho: 1

(Feirense)

Montero: 1

(Feirense)

Rafael Leão: 1

(FC Porto)

 

Na época 2014/15, os melhores marcadores foram Slimani, Montero e Adrien.

Na época 2015/16, os melhores marcadores foram Slimani, Teo Gutiérrez, Adrien e Bryan Ruiz.

Na época 2016/17, os melhores marcadores foram Bas Dost, Alan Ruiz e Gelson Martins.

Balanço (22)

GettyImages-679938090[1].jpg

 

 O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre BAS DOST:

 

- Eu: «O holandês arrisca-se a ser de novo o abono de família do Sporting: óptima notícia para a época que vai começar.» (22 de Julho)

- Pedro Azevedo: «O holandês é um jogador inteligente que precisa apenas de ser bem servido. O resto ele faz: no seu primeiro golo fez-se valer da antecipação, no segundo, da sua boa colocação no terreno, no terceiro, o seu tempo de salto aniquilou dois adversários. Qualidades ímpares e diversas que deveriam motivar a adopção de um verbo que fizesse jus a essas características: dostar.» (23 de Outubro)

- Marta Spínola: «Seja o que Bas Dost quiser.» (3 de Janeiro)

- Francisco Chaveiro Reis: «É verdade que existem vários problemas no futebol do Sporting, a começar pela incapacidade dos jogadores que não são Dost de marcarem golos, mas estamos na luta.» (5 de Fevereiro)

José da Xã: «Ele é, por assim dizer, o desbloqueador, a "chave" mestra que escancara as portas das vitórias. Que fique por cá muitos anos...» (13 de Março)

- José Navarro de Andrade: «Até o sr. árbitro, benza-o Deus, nos fez o favor de oferecer um penalti e Dost que uma vez só falhou uma em três, deu uma biqueirada amorfa para não se realçar dos camaradas.» (16 de Março)

- Pedro Bello Moraes: «Que maravilha seria ganhar com golos saídos da cabeça de ouro que é a do nosso bom gigante Dost. A mesma cabeça que umas dezenas de animais feriram e cuja ferida se espalhou por todos nós. A cabeça dele é a nossa!» (17 de Maio)

Francisco Almeida Leite: «Este pequeno-grande jogador era uma promessa do clube. Formado em Alvalade, o seu potencial esteve bem evidente em algumas partidas. Seria uma aposta segura para o curto-médio prazo e um jovem em que se depositavam algumas esperanças. Não voltará a vestir esta camisola e só há um responsável por isto: chama-se Bruno de Carvalho.» (12 de Junho)

Para memória futura (4)

Este grande goleador holandês chama-se Bas Dost, custou dez milhões de euros ao clube e era ovacionado de pé em Alvalade com um hino próprio das muitas vezes que marcava golos. Miúdos e graúdos vibravam com cada um dos seus golos (e foram muitos). Não voltará a vestir esta camisola e só há um responsável por isto: chama-se Bruno de Carvalho.

 

8D2B359E-4D47-4AD4-8001-F9EF3BA5F89D.jpeg

 

"Estou vazio."

… foram as palavras de Bas Dost aos tristes acontecimentos de ontem.

Enquanto sportinguista a única coisa que, neste momento triste da história do nosso clube (15 de Maio de 2018 – não esquecer!), me apraz dizer é

pedir desculpa.

 

Pedir desculpa a Bas Dost, a Misic, a Rui Patrício, a William Carvalho, a Bruno Fernandes e a todos os outros.

 

Estava eu ontem na Loja do Cidadão de Coimbra com o meu filho a tratar de burocracias, necessitei de ligar à minha filha e ela pergunta-me:

- Pai, ouviste as notícias?

- Não filha, estou aqui a desesperar que chegue a minha vez para ser atendido, não ouvi nada. - disse eu.

- Um grupo de adeptos do Sporting foi à Academia em Alcochete e agrediu os jogadores. Bast Dost e Misic, estes nomes dizem-te alguma coisa.

- Sim, filha…

 

Confesso que fiquei sem palavras, mas, digo-o com pena, não estranhei. Atendendo aos acontecimentos, não estranhei.

 

Durante muito tempo o nosso clube, erradamente ou não, teve a fama de ser um clube de aristocratas (confesso que não sei o que isso representa, ou talvez saiba – sou neto de lavradores e um lavrador não deixa de ser um aristocrata, tal como um electricista – o meu pai. Eles, o meu pai e o meu avô materno – o paterno infelizmente não conheci – eram, para mim, verdadeiros aristocratas). Perante estes acontecimentos qual a reacção dos “aristocratas” sportinguistas, que somos todos nós?

 

As palavras de Bas Dost não são só as palavras dele e dos seus colegas de profissão. São as palavras de todos os adeptos deste nosso glorioso clube:

 

- Estou vazio.” – disse Bas Dost

Estamos vazios!!! – digo eu.

 

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

De terminar o campeonato como terminámos. Uma derrota contra o Marítimo no Funchal, por 1-2. Frente à mesma equipa que tínhamos vencido por 5-0 na primeira volta. Fracasso total: descemos ao terceiro lugar, por troca com o pior Benfica dos últimos dez anos, e dizemos adeus a mais de 20 milhões de euros, que nos seriam proporcionados pelo acesso à Liga dos Campeões, via pré-eliminatória. Foi tudo mau, coroando oito dias péssimos a vários níveis. Mas podia ter sido ainda pior: estivemos a um curto passo de sermos ultrapassados pelo Braga na classificação final.

 

Da equipa montada por Jesus. Mais do mesmo, excepto a troca do molenga Ruiz pelo esforçado mas desastrado Acuña. Mantendo em campo o proto-lesionado Piccini e um William em ritmo hiper-lento incapaz de reencontrar a boa forma desde que veio da lesão. Jogo mastigado e previsível - demasiado fácil de anular pela defensiva contrária. Incapacidade absoluta de dar um golpe de asa, como se verificou nas substituições. Quando meteu um tridente ofensivo, já em desespero, faltavam poucos minutos para o apito final.

 

De Rui Patrício. Foi o herói na Luz, que nos valeu o pontito somado em casa frente ao SLB. Desta vez surge como vilão aos olhos de alguns adeptos de fraquíssima memória. Protagonizou um frango, deixando entrar o golo que ditou o triunfo do Marítimo. Mas mesmo sem esse lapso do melhor guarda-redes português teríamos baixado ao terceiro posto e dito adeus aos milhões da Champions.

 

Do descalabro defensivo. Vinte golos sofridos fora em 17 jornadas da Liga. Ontem, mais dois. O primeiro resulta de evidente falta de comunicação entre Coentrão e Coates, que falham a intercepção do lance. Nenhuma equipa que aspira ao título pode sofrer tantos golos na condição de visitante, como sucedeu a este Sporting ainda treinado por Jesus.

 

Da ineficácia ofensiva. Chegamos ao fim quase como começámos: inofensivos no último terço do terreno, o que nos levou a concluir o campeonato apenas como quarta equipa mais goleadora - ultrapassados até pelo Braga hoje liderado pelo antigo treinador da nossa equipa B. Na segunda parte deste jogo não fizemos um só remate à baliza do Marítimo.

 

Do festival de passes falhados. Perdi-lhes a conta.

 

Da ausência do presidente. Há escolhas que dizem tudo. Num jogo crucial como este, após a publicação de uma entrevista em que mais uma vez decidiu  desancar os jogadores, horas após ter dado uma vergastada pública no próprio treinador, Bruno de Carvalho optou por não viajar à Madeira, preferindo rumar a Gondomar para festejar a Taça de futsal obtida frente ao poderoso Fabril do Barreiro. Eis um líder que só aparece nos bons momentos. Será este um verdadeiro "presidente-adepto"?

 

De escrever este texto. Mas é ponto de honra, para mim, manter esta série de "rescaldos" que dura há sete anos neste blogue, jogo após jogo. Cada texto permanecerá, para o bem e para o mal, como testemunho de um adepto leonino perante as sucessivas fases do futebol leonino - com o seu sempre renovado estendal de expectativas e o seu habitual cortejo de frustrações.

 

 

Gostei

 

Do Marítimo. Foi a melhor equipa em campo durante quase todo o encontro. Apenas superada pelo Sporting nos 15 minutos iniciais.

 

De Bas Dost. Não teve uma exibição deslumbrante, longe disso. Mas foi o único a conseguir metê-la lá dentro, uma vez mais, marcando o nosso golo solitário aos 32' - perfazendo 27 no total do campeonato. E ainda fez uma quase assistência para golo que Bruno Fernandes desperdiçou. Foi o menos mau dos nossos naquela que talvez tenha sido a última partida que disputou de verde e branco. Teremos saudades dele.

 

Da comparação com o jogo final da época anterior. Há um ano perdemos em casa, por 1-3, com o Belenenses. Desta vez fomos apenas derrotados por 1-2, fora de casa. Aos poucos, as coisas estão a melhorar. Lá para 2030, por este ritmo, talvez voltemos a vencer um campeonato.

Bas Dost

basdost-620x400[1].jpg

 

Ainda há adeptos que criticam Bas Dost enquanto suspiram de saudades pelo Slimani. O tal que diziam ter tijolos nos pés.

Como dantes suspiravam pelo regresso do Montero e assim que ele voltou ao Sporting passaram a acolhê-lo com indiferença.

É sempre assim num certo "tribunal de Alvalade": bons são os que já não estão, enquanto os que ainda estão parecem sempre maus ou medíocres...

 

O que é feito do Slimani? Alguém sabe?

Entretanto, por cá, Dost já marcou 60 golos em 58 jogos disputados nestes dois campeonatos em que actuou de verde e branco. Sessenta e nove, no total das competições.

Uma das melhores médias europeias. Uma das melhores médias de sempre no Sporting.

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D