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És a nossa Fé!

A podridão

Bem haja Manuel Cajuda, por não ter papas na língua e explicar como se manobram os bastidores na FPF .

Um vice-presidente perguntou-me se eu conhecia alguém importante no Espírito Santo, depois perguntou-me se eu era amigo de um determinado empresário e se tinha alguma coisa com uma marca de equipamentos. Disseram-me que em princípio não seria o seleccionador nacional"

 

A inveja de não saber negociar

É bom saber que o vice-presidente dos de Carnide assume a incapacidade negocial da direcção a que pertence.

E fá-lo da pior forma, assumindo que não compreende que agentes económicos diferentes possam ter condições negociais diferentes. O que, convenhamos, é dos maiores disparates que ouvi nos últimos tempos.

Por certo, estes senhores quando andaram a negociar com a SportTv a renovação dos seus direitos televisivos, fizeram de mensageiros dos outros clubes e pediram valores iguais para todos, a bem da equidade.

O João António já o tinha referido, mas não deixa de ser bonito ver um vice-presidente de um clube rival a defender o bom cumprimento do outro.

... e o BES?

As ondas de choque sobre as empresas 'protegidas' pelo BES vão ter que repercussão no nosso clube? É certo, fizemos uma excelente negociação, a qual parece blindada (o próprio Ricciardi disse, num jantar dos Stromp, ter sido difícil para o banco e surpreendente para o BES, dada a posição de negociador forte do SCP de Bruno de Carvalho). Mas algumas «facilidades» ao clube parecem mais difíceis agora, com a nova administração de um banco cada vez menos verde.

Os mistérios de um "belíssimo acordo"

No meio de tanta euforia, a resposta a  duas "perguntas chave" relativas ao futuro do Sporting seria importante:

 

1. O que leva, do ponto de vista de motivação, a Holdimo a trocar créditos que possui no valor de 20 milhões de euros e percentagens relativas a passes de 28 jogadores do Sporting, por um lugar no Conselho de Administração e 20% do capital social da SAD do Sporting? Ou seja, a trocar o potencial lucro imediato com participação nas vendas de passes de jogadores, por um lucro por ora incerto? O sportinguismo dos seus administradores?

 

2. Como é que, de um dia para o outro, e sem explicação cabal até ao momento, o Sporting reduziu dezenas de milhares de euros de dívida que possuia relativamente à Banca, ou seja de 354 milhões de euros para 206 milhões?

 

É que, até agora, não consegui perceber... Defeito meu certamente. Estou certo que a resposta aparecerá pronta.

Pescar à granada

Creio que existiam duas formas de o Sporting exigir que a banca cumprisse o que tinha para cumprir tendo em conta o dinheiro que investiu no Sporting, mas tendo também em conta todo o dinheiro que já ganhou com o Sporting. Dividendos de juros, parcelas na venda de jogadores e nos grandes negócios imobiliários que projectaram do Sporting a imagem do fidalgo nu. É isto que eu acho do projecto Roquette e da dinastia de alpinistas sociais que o sucederam. Uma das formas, estava eu a dizer antes de me irritar, seria o método de Godinho Lopes: a pesca à linha. Outra forma, seria a pesca à granada. Sou mais adepto deste método: a pesca à granada. A banca já meteu muito dinheiro no Sporting, mas vai ter que aguentar e meter mais um bocadinho. É a vida.

Lendo os outros

 

Fonte Segura: «Afinal parece que BdC não hostilizou a banca, que as negociações estavam de facto a correr e que (segundo as notícias de hoje) o "garoto" conseguiu mesmo fechar um acordo com os credores a ponto de ter as contas desbloqueadas e de poder pagar os salários, evitando assim a deserção dos jogadores com justa causa e a custo zero. E esta, hein?»

 

Rugido Leonino: «Confesso que não percebo o regozijo de alguns com as dificuldades da renegociação com a banca. As pessoas podem não gostar da direcção e do seu presidente mas este processo vai muito além disso. Não estamos perante um negócio Bruno Carvalho / BES, mas sim Sporting / BCP / BES. Como é possível exigir a alguém que resolva em pouco mais de 15 dias o que outros levaram mais de 15 anos a destruir?»

 

Ideais Leoninos: «Primeira chapada de luva branca dada a muita gente por um "miúdo" que em pouco mais de quinze dias cresceu e se fez homem. Incrível, não achas, Barbosa?»

 

As Redes do Damas: «O Sporting não é um clube da terra, nem um clube lá do bairro. O Sporting Clube de Portugal é um grande clube no panorama mundial e neste momento está a ser comandado por quem não vai permitir que os abutres continuem à espera do banquete.

 

A Pêra do Sá Pinto: «Então não é que o garoto Bruno conseguiu concluir a famosa e mal fadada reestruturação? Só falta saber agora quais os moldes desta, mas para um garoto em 15 dias fazer o que uns andavam há meses a tentar é obra!»

Um Lugar a Sul: «Em três semanas, o tal garoto que festeja os golos do Sporting conseguiu aquilo que tanto o sôr dos reboques, o engenheiro de paquetes, o bancário-do-santander-que-agora-está-depressivo, e o sôr do golfe e do Estoril, não conseguiram nem pouco quiseram que tal acontecesse. A sensação de novo rumo mantém-se e que seja para continuar.»

 

Leoninamente!...: «Bruno de Carvalho e os homens sem sono que o acompanham cometeram um "colossal" erro estratégico: deram vida ao Sporting Clube de Portugal, mas nem repararam que com isso "tiraram o pio" aos papagaios, o veneno às vespas, o voo aos "pássaros", o riso às hienas, o uivo aos lobos e chacais, o ventre cheio às sanguessugas... Isto está uma triste pasmaceira!...»

 

Apoio o Sporting: «Os abutres que andaram a falar estes dias que embrulhem mais esta. Força Sporting!»

 

Fórum SCP: «No fundo, aquilo que te quero dizer é que estamos contigo. E vamos até onde for necessário, desde que defendas os interesses do Sporting como tens feito. Muitos de nós já cancelaram as contas no BES e no BCP. Caso seja necessária outra medida, estaremos lá. Caso seja necessário o apoio para medidas austeras relacionadas com o futuro do Sporting, também estaremos lá (desde que convenientemente explicadas). Estaremos sempre a favor do Sporting, Bruno. E, nestas negociações, tu também tens estado. Por isso, estaremos contigo.»

Boa notícia

A noticia do acordo entre a banca e o Sporting é uma boa notícia. E só não escrevi 'excelente', por não conhecer os detalhes. Foi a primeira lição de continuidade e de sabedoria da nova Direção e do seu Presidente. Bruno de Carvalho, respeitando o clube, terminou o que Nobre Guedes/ Godinho Lopes começaram. Este é que tem de ser o Sporting.

Amado Espírito Santo!

 
 

Parece que começa a ser sina do mandato de Bruno de Carvalho.

Não bastavam as vitórias in extremis da equipa de futebol, como foi também nos descontos de uma semana louca que se chegou ao tão desejado acordo com os parceiros bancários para a reestruturação financeira do Sporting.

 

Os termos do acordo alcançado não são ainda conhecidos no seu exacto pormenor. No entanto, as edições de amanhã e dos dias seguintes, de A’Bola, DN, Correio da Manhã, etc, revelarão, por certo, os detalhes da reestruturação fixada.

E tão certo como o Sporting jogar no dia 21 contra o Benfica, serão as reacções ao acordo celebrado.

Uns aplaudirão Bruno de Carvalho por ter conseguido salvaguardar o interesse do Sporting. Outros criticarão Bruno de Carvalho por afinal ter subscrito um programa em tudo igual ao que fora negociado com o anterior Presidente, pelo que a sua intervenção foi nula. Cada um fará a sua leitura ao processo agora concluído.

Da minha parte, direi que bom ou mau, este foi o acordo possível. Poderiam as partes sentar-se à mesa mais duas semanas ou dois meses que não sairiam do estado a que chegaram durante o dia de hoje.

É preciso uma base para se começar, e esta base é o que é. Se o programa de reestruturação financeira pode ser melhorado, pois bem, esse é precisamente o desafio que compete à nova Direcção. Provar que o Sporting pode e deve ter uma melhor assistência financeira.

Adaptando os célebres versos de José Régio, bem poderá Bruno de Carvalho dizer que “Não sei para onde vou, Sei que não vou pelos Pongolles, Bojinovs e Pranjics!” 

 

P.S: O título deste post inspirou-se na fusão dos apelidos dos interlocutores que tantas dores de cabeça causaram a Bruno de Carvalho. Esperemos que não se tenham lembrado de propô-lo, nas negociações da reestruturação, como naming do Estádio...

 

Sportinguistas de consoantes dobradas que deram cabo do clube

 

No âmbito do processo de reestruturação da dívida do Sporting aos bancos - vital para ambas as partes - nunca questionei a legitimidade que os nossos credores têm para alcançar a solução que melhor satisfaça os seus interesses (embora questione como, durante anos, viabilizaram opções ruinosas para o Sporting e para si próprias). Numa negociação, como aqui disse, cada um deve fazer o possível para sair com as suas pretenções salvaguardadas. Já elogiei essa postura no Presidente Bruno de Carvalho. Compreendo que os bancos façam o mesmo. Nada a lamentar quanto a isso.


O que é realmente lamentável é que alguns dos representantes dessas instituições não façam da defesa dos interesses das mesmas uma prioridade, mas sim a birra contra a actual direcção do Sporting e a tentativa a todo o custo de lhe tirar o tapete, não cumprindo com o acordado e fazendo exigências que sabem não ser negociáveis sustentadas numa chantagem que ameaça paralisar o clube. Não há honra, não há dignidade e não há profissionalismo. Haverá, provavelmente, um enorme instinto de vingança e procura na secretaria do que não se conseguiu pelos votos e um enorme medo do que o futuro poderá descobrir. E tais personagens dizem-se sportinguistas. Imaginem se não fossem...

O Espírito Santo está a fazer-se de difícil

 

E continua o impasse na novela sobre a reestruturação financeira do Sporting, tardando em surgir o tão desejado fumo branco.

Aprendi da minha avó, quando andava na escola, que o Professor tem “a faca e o queijo na mão”. De facto, há situações na vida em que as posições de força entre as partes não são idênticas, e esta que se passa entre Bruno de Carvalho e os bancos é, exemplarmente, uma delas.

O Presidente do Sporting sabe que nunca foi “persona grata” junto dos parceiros bancários, que sempre olharam para ele de forma desconfiada e desprezível.

No entanto, por enorme que seja a tentação de replicar, Bruno de Carvalho não pode, nem deve, personalizar as negociações com a banca. A batalha que se trava é pela sobrevivência do Sporting Clube de Portugal!

Posto isto, e porque estão todos condenados a entender-se, pede-se que nem Bruno de Carvalho, nem os parceiros bancários do Sporting, arrisquem novo extremar de posições. O menor passo em falso pode ter consequências gravosas.

Depois de uma semana com duas vitórias fantásticas no futebol, a equipa de hóquei que saiu finalmente da linha de água, a equipa de rugby que está na fase decisiva para subir de divisão, a equipa feminina de basquetebol que segue agora para a fase intermédia, e a marca dos 100.000 sócios, aspiremos a que as negociações fiquem na discrição das salas de reuniões, de onde nunca deveriam ter saído, e o Sporting ganhador continue a preencher o nosso quotidiano!

 

Quem não deve, não teme

No meio da muita informação difusa que vai surgindo desde ontem, um facto emerge com significativa importância. E, não sendo surpreendente, é definitivamente esclarecedor. A ser verdade que um dos motivos do impasse nas negociações relativas ao processo de reestruturação da dívida do Sporting se prende com a tentativa de figuras da banca em travar a auditoria de gestão prometida por Bruno de Carvalho, ficará claro para todos que há vários podres - provavelmente bem grandes - nos últimos 20 anos da vida do clube, que comprometem quem geriu o clube e quem não ficalizou essa gestão convenientemente. 

 

Falta menos de uma hora para que o Presidente do Sporting esclareça os sportinguistas. Sem saber o que vai dizer e que decisões vai tomar, confio que continuará a considerar a realização de uma auditoria de gestão uma medida inegociável. Principalmente depois de sofrer esta inadmissível chantagem de quem assim confessa ter culpas no cartório.

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