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És a nossa Fé!

Revolução tranquila no futebol do Sporting

Se compararmos estrutura e plantel profissional à data das eleições, e a que neste momento existe depois de encerrado o mercado (partindo do princípio que realmente fechou e que Acuña ficou), não há dúvida que o presidente conseguiu uma revolução tranquila, muita gente saiu sem que as saídas tivessem originado conflitos ou processos, muita gente entrou, e com um saldo largamente positivo em termos financeiros e em termos de gestão de tesouraria.

Em termos de estrutura, foi uma revolução completa muito para além da substituição da equipa técnica, já aqui amplamente debatida e que me escuso de repetir.

Em termos do plantel sairam definitivamente e por ordem de reconhecimento por aquilo que conseguiram no Sporting, Nani, Montero, Bruno César, Marcelo, Castaignos e Viviano e por emprestimo Mané, Misic e Lumor, e entraram, também por ordem de reconhecimento do que já demonstraram desde que chegaram, Borja, Ilori, Doumbia, Francisco Geraldes e Luiz Phellype. Não sei se me esqueci de alguém.

Além disso, o passe de Renan foi adquirido, Acuña teve a sua situação revista e agora fala-se que Bruno Fernandes virá a seguir. E muito justamente. De longe é o nosso mais valioso jogador e agora um incontestado capitão de equipa. Tem de ser o jogador mais bem pago do plantel.

Não faço ideia como está o balneário, também não faço ideia como estava, presumo que esteja diferente, não tardaremos a ver os frutos da revolução.

SL

 

Sargento precisa-se na caserna

Melhor do que eu Varandas saberá que existe uma classe indispensável para que a tropa funcione, que assegura muito do trabalho necessário para que os soldados estejam nas melhores condições para as batalhas que terão de enfrentar segundo as estratégias e tácticas dos oficiais.

Os jogadores mais importantes do plantel estão a deixar claro que as coisas não estão bem, os refilanços com os árbitros demonstram que as suas emoções andam à redea solta, quando ganham os técnicos saltam à volta e pulam para os ombros, quando perdem (e quando perdem humilhantemente com o Benfica) ficam abandonados no centro do terreno no final do jogo a aplaudir timidamente e debaixo de assobios a pouca gente que foi ficando nas bancadas. Tudo isso pouco depois da experiência traumatizante que foi o final da época passada, e com indecisões contratuais em cima da mesa que colocam um ou outro fora das opções ou com a cabeça noutro lado.

Por outro lado, depois da liderança obsessiva e abrasiva de Jorge Jesus vieram dois treinadores com outra forma de estar, mais suave e descomprometida, este último alérgico a estágios e amante de folgas, concerteza pelas melhores razões, e as coisas não estão a resultar.

Se calhar faz imensa falta o tal sargento, um peso pesado no balneário, respeitado pelos jogadores, que saiba aconchegar e proteger o treinador, dissuadi-lo de fórmulas que funcionam na Holanda e aqui não, alguém como Octávio Machado (que Jorge Jesus logo indicou como imprescindível quando chegou ao Sporting), Manuel Fernandes (as coisas com Peseiro começaram a descambar quando deixou o banco), já não falando do saudoso Manolo Vidal. Não parece que Beto seja a pessoa certa no lugar certo, para além das tarefas administrativas que concerteza fará. Dele apenas vemos descontrolo e expulsões, péssimo exemplo para os jogadores em campo.

Pelo que se lê Varandas tocou a reunir, juntou as tropas, questionou e pediu resultados. Fez muito bem. Mas também tem que olhar para a estrutura que foi criando, ter a coragem de deixar amizades de lado e cortar a direito com quem está a comportar-se fora do campo como alguns jogadores se comportam dentro dele.

Para já, deixando de parte a figura do treinador e vendo com bons olhos a chegada à estrutura do futebol profissional de pessoas como Raul José e Tomaz Morais, parece ser mesmo isso que falta, um sargento na caserna.

SL

Reflexão urgente no balneário

A falta de atitude competitiva dos nossos jogadores, aliada à impassibilidade do técnico durante todo o dérbi de domingo, que esteve a um passo de terminar com um resultado ainda mais doloroso para o Sporting, leva-me a questionar se tudo andará bem no balneário leonino. E a resposta, quanto a mim, só pode ser negativa.

É neste contexto que devem ser interpretadas recentes declarações públicas de dois dos mais influentes membros do plantel, Mathieu e Bruno Fernandes. «Temos de falar no balneário», avisou o francês, de rosto fechado, na sequência imediata da tangencial vitória contra o Moreirense, a 19 de Janeiro. «É tempo de cada um fazer uma reflexão e pensar naquilo que está a fazer mal», declarou Bruno Fernandes logo após a humilhante derrota de anteontem, considerada «inadmissível» pelo nosso médio criativo.

Isto enquanto voltamos a emprestar Iuri Medeiros - uma política de "gestão de activos" difícil de entender - e o inútil Castaignos, um dos jogadores com salário mais elevado do plantel, é remetido para a equipa sub-23, castigo que só peca por tardio.

Reflictam, conversem, diagnostiquem todos os problemas e arranjem forma de superá-los. Não queremos outra humilhação como aquela que há dois dias sofremos no nosso estádio.

Bombeiro voluntário?

Não sei se a grande maioria dos leitores do blog sabem como funciona grande parte das corporações de bombeiros, nomeadamente os voluntários; É mais ou menos assim: Há uma direcção, eleita pelos sócios das associações e um corpo de bombeiros, com uma cadeia de comando perfeitamente definida e hierarquizada. As direcções têm um presidente e em regra vários vices e vogais e a sua missão é fazer funcionar ambas as vertentes das associações, digamos que a parte "civil" e a parte "militar", sendo que civil está para tudo o que não tenha a ver com o corpo de bombeiros. Às direcções das associações compete propôr a nomeação do comandante e as várias promoções e nomeações dentro do corpo de bombeiros (segundo comandante, adjuntos de comando, chefes, etc.). Há no entanto nesta engrenagem uma relação que desde sempre me causou muita confusão e que é a de que numa associação de bombeiros voluntários, os bombeiros, desde o comandante ao mascote, não têm qualquer relação de hierarquia com a direcção das associações a que pertencem. Ou seja, uma associação de bombeiros voluntários é um corpo bicéfalo, mas onde apenas uma cabeça se preocupa com as contas, a direcção e por maioria de razão, os associados. Os bombeiros respondem apenas ao comandante e este ao comando distrital. Ou seja, a direcção não mete "prego nem estopa" no assunto. Haverá outras realidades, mas as que conheço funcionam mais ou menos nestes moldes (havendo até "guerras" entre corpo e direcção).

Vai longo o intróito que poderia ser desnecessário, mas vem a propósito de uma visita ao "quartel" do "presidente da associação" Sporting Clube de Portugal, ao que parece, para dar uma reprimenda ao "corpo de bombeiros". Com queixas várias sobre o desempenho dos operacionais, o presidente entendeu falar com o grupo, a quem todos sabemos são dadas todas as condições para o exercício da sua função; Carros de incêndio de último modelo, ambulâncias topo de gama, agulhetas do último grito, fardamento de excelência e até a nomeação de um comandante conhecedor da técnica do contra-fogo.

Ao que consta, o comandante não terá estado nessa reunião, onde se diz que o presidente levantou a voz (há quem diga que foi apenas quando a sirene tocou o meio-dia e para se fazer ouvir).

Esta ausência do comandante causa-me algum espanto. É que ao contrário das associações de bombeiros voluntários, aqui o comandante é hierarquicamente dependente do presidente e o primeiro responsável pela má prestação do grupo. Deveria ter lá estado!

Se querem que vos diga, fez muito bem o presidente. Não tendo conhecimento de outras ocasiões em que tivesse esta atitude, até acho que pecou por tardia. Descontando o exagero normal dos jornais que têm a sua agenda perfeitamente definida, uns berros na altura certa serão muito mais eficazes que palmadinhas nas costas e "vamos continuar a trabalhar e lavantar a cabeça".

Hoje os jogadores têm capacidade de entender que são parte da engrenagem e que se lhes obriga que criem riqueza, porque os seus ordenados dependem disso; Até uma possível transferência ou aumento de vencimento, está dependente do seu desempenho. O mesmo vale para os treinadores. E ao que temos assistido nos últimos meses, é a uma atitude de perfeito desleixo por parte da equipa. Meias partes de avanço são já incontáveis e situações de termos que correr atrás do prejuízo são recorrentes. Praticamos um tiki-taka ranhoso de "para trás e para o lado" que pensávamos já eliminado do clube, comprámos muito e mau e pior, o que temos usamos mal e nos lugares errados. Somos previsíveis e como diz uma amigo do peito e mais doente que eu, "uns passarinhos", qualquer treinador de média qualidade sabe ler e contrariar o nosso "sistema" de jogo.

Fez muito bem o presidente em chamar os jogadores à razão e exigir-lhes empenho, sim senhor! O futebol não é uma ciência exacta, há sempre três resultados possíveis, mas se lá dentro houver querer, empenho, entrega, profissionalismo, estaremos sempre mais perto de vencer. Gostem as virgens ofendidas ou não da atitude. Presidente castrado, não!

 

Por isso é que, com todo o respeito que me merecem todos os "bombeiros", aqui quem manda é o presidente da direcção. É que para além de ter que arranjar o dinheiro para a máquina funcionar, ainda tem que correr a apagar fogos.

Os posters nas paredes

Li em tempos que Mourinho Félix II, o Grande, em determinado jogo (com o modesto Ponferradina, na altura na segunda B espanhola, num jogo da Taça do Rei, creio) forrou as paredes do balneário com folhas de papel com os mais diversos cenários possíveis impressos; A táctica, as possíveis variantes, as previsíveis estratégias do "inimigo", as várias hipóteses de marcações de cantos e de livres, etc. Uma coisa do mais alto nível, apesar do adversário ser modesto, demonstrando pelo menos duas coisas: Que não brinca em serviço e que respeita qualquer adversário. Só lhe fica bem, depois de ter rasgado a camisola de Rui Jorge num célebre jogo em Alvalade, mas isso são "outros campeonatos".

Ora consta que veio uma equipa jogar a Alvalade e terá feito o mesmo. Consta que deixou as paredes do balneário forradas a papel. Consta que quem terá encontrado o cenário afirmou que as folhas coladas nas paredes estavam imaculadas, isto é, completamente em branco. Ao contrário de Mourinho, esta "táctica" demonstra que esta equipa preserva a sua intimidade, não revelando como terá preparado o jogo, o que é um direito que lhe assiste. Mas que também receia ser espiada (o que se compreende, já que ao que consta fará o mesmo aos seus adversários, nas suas instalações, veio agora a saber-se pela boca de um enorme e robusto peso pesado, passem todas as redundâncias). 

Há uma dúvida que me assalta, entretanto: Esta marosca, a das escutas e das câmaras, também estava no DVD?

{ Blog fundado em 2012. }

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