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És a nossa Fé!

2018 em balanço (10)

 

 

FRASE DO ANO: "FOI CHATO"

A frase do ano, nestes balanços anuais que vou fazendo, não tem de surgir sempre em contexto positivo. Infelizmente, a de 2018 dificilmente poderia ter sido produzida numa circunstância mais negativa. Aconteceu ao princípio da noite de 15 de Maio, escassas horas após a violenta invasão da Academia de Alcochete por cerca de quatro dezenas de membros encapuzados da Juventude Leonina.

Numa balbuciante declaração à Sporting TV, Bruno de Carvalho pronunciou-se deste modo sobre os dramáticos acontecimentos então ocorridos: «Foi chato ver os familiares dos jogadores ligarem preocupados... do staff ... os meus próprios pais, a minha mulher, as minhas filhas... as pessoas ficam preocupadas, mas felizmente as coisas estão a decorrer dentro da normalidade, amanhã é um novo dia, temos que nos habituar que o crime faz parte do dia-a-dia e o crime tem que ser punido no momento certo, no sítio certo.»

Enquanto o presidente leonino - que viria a ser destituído na histórica assembleia-geral de 23 de Junho - assim falava, vários jogadores e elementos da equipa técnica do Sporting recebiam assistência por ferimentos causados pelos invasores de Alcochete e preparavam-se para rumar à esquadra da GNR no Montijo a prestar declarações sobre o sucedido naquele que foi um dos dias mais negros da secular história do nosso clube. Sem terem com eles qualquer elemento da estrutura directiva leonina.

Um dia "chato", para esquecer. Ou antes: para lembrar. Sempre.

 

 

Frase do ano em 2013: «O Sporting é nosso outra vez»

Frase do ano em 2014: «Estamos em casa»

Frase do ano em 2015: «Temos de acordar o Leão adormecido»

Frase do ano em 2016: «Pelo teu amor eu sou doente»

Frase do ano em 2017: «Feito de Sporting»

2018 em balanço (9)

 

 

GOLO DO ANO

Felizmente não podemos queixar-nos da falta de muitos e bons golos em 2018. De tal maneira que o mais difícil é escolher só um. O meu critério foi seleccionar não apenas um golo bonito ou até magistral, mas que resultasse do esforço colectivo, da nossa organização ofensiva, desta imensa vontade de vencer que o Sporting de Frederico Varandas transporta consigo, sobretudo desde a contratação de Marcel Keizer.

Poderia ter elegido grandes golos de Bruno Fernandes e Nani, aliás já representados nesta antologia anual do És a Nossa Fé. Mas decidi seleccionar o golaço de Jovane que confirmou a nossa vitória por 3-1 contra o Rio Ave, a 3 de Dezembro, no estádio dos Arcos - um dos mais difíceis da Liga portuguesa, como bem sabemos. De tal modo que não ganhávamos lá desde 2004 por dois de diferença.

Escolhi este golo também porque 2018 foi o ano de Jovane, júnior da formação de Alcochete promovido ao primeiro escalão e estreado na equipa principal do Sporting, para o campeonato, durante o curto período em que José Peseiro comandou o plantel leonino. Keizer tem reiterado esta aposta, traduzida em resultados: Jovane continua a funcionar como uma espécie de talismã. Quando entra, geralmente a sorte vira-se a nosso favor.

Foi, uma vez mais, o que aconteceu aqui. O jovem caboverdiano entrou aos 69' e três minutos volvidos já estava a marcar este belíssimo golo, que vale a pena ver e rever. Corolário de uma jogada de insistência do onze leonino, inicialmente conduzida por Nani na ponta esquerda. A bola sobrou para Bruno Fernandes, autêntica inteligência em movimento, que numa fracção de segundo resistiu à tentação do remate, percebendo que o colega à direita estava solto de marcação, endossando-lhe a bola. Mal a recebeu, Jovane desferiu um potente remate com o pé esquerdo, sem tomar balanço, conduzindo a redondinha ao canto superior mais distante da baliza do Rio Ave: nenhuma guarda-redes seria capaz de travá-la.

Fez-nos vibrar de alegria. Com golos destes, o céu é o limite. Tudo se torna possível neste Sporting 2018/2019.

 

 

Golo do ano em 2012: Xandão, contra o Manchester City

 Golo do ano em 2013: Montero, contra a Fiorentina

Golo do ano em 2014: Nani, contra o Maribor

Golo do ano em 2015: Slimani, na final da Taça de Portugal

Golo do ano em 2016: Bruno César, contra o Real Madrid

Golo do ano em 2017: Bruno Fernandes, contra o V. Guimarães

2018 em balanço (8)

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VITÓRIA DO ANO: GOLEADA AO QARABAG

Seguimos em frente na Liga Europa, transitando para os 16 avos de final, sendo a equipa com mais golos marcados no nosso grupo e tendo apenas somado uma derrota (frente ao poderoso Arsenal) nesta fase da segunda maior competição de clubes tutelada pela UEFA. Neste percurso muito positivo, iniciado com José Peseiro, prosseguido com Tiago Fernandes e agora com Marcel Keizer ao leme, o melhor resultado foi, de longe, o alcançado em Baku, capital do remoto Azerbaijão, situada a 6.500 quilómetros de Lisboa. Ocorreu a 29 de Novembro, com uma goleada: ganhámos por 6-1.

Foi o nosso mais saboroso triunfo em 2018, na estreia internacional do actual técnico holandês enquanto orientador técnico do Sporting. O ex-treinador do Ajax não podia ter começado da melhor maneira, suplantando largamente o 2-0 registado em Alvalade, frente à mesma equipa, a 20 de Setembro. Foi também o nosso melhor registo, numa partida disputada fora de casa para as provas europeias, desde 1986. Foi ainda a mais volumosa derrota alguma vez sofrida pelo Qarabag - que na época anterior tinha imposto dois empates ao Atlético Madrid, na fase de grupos da Liga dos Campeões.

Houve golos para os mais diversos gostos. Marcados por Bas Dost (5'), Bruno Fernandes (20' e 75'), Nani (33') e Diaby (63' e 81'). Era um poderoso contributo do Sporting para elevar a cotação do conjunto das equipas portuguesas na contabilidade da UEFA, compensando assim o descalabro de outras agremiações. 

Nesta partida destacou-se Wendel, com quatro assistências para golo, uma proeza impressionante, confirmando a qualidade deste jovem médio brasileiro que chegara a Alvalade em Janeiro sem merecer a menor atenção do treinador Jorge Jesus. Exibição muito positiva também de dois reforços da era Sousa Cintra, Diaby e Gudelj, com as melhores exibições até então alcançadas de verde e branco. Destaque igualmente para a estreia absoluta, na nossa equipa principal, do jovem lateral direito Thierry Correia, com apenas 19 anos e um futuro muito promissor. 

Foi inegável a alegria dos nossos jogadores, bem simbolizada no salto mortal que Nani deu mal marcou o golo, retomando uma imagem de marca a que nos tinha habituado. Este era o Sporting que nós queríamos. Este é o Sporting que nós queremos sempre.

 

 

Vitória do ano em 2012: meia-final da Liga Europa (19 de Abril)

Vitória do ano em 2013: 5-1 ao Arouca (18 de Agosto)

Vitória do ano em 2014: eliminação do FCP da Taça no Dragão (18 de Outubro)

Vitória do ano em 2015: conquista da Taça de Portugal (31 de Maio)

Vitória do ano em 2016: conquista do Campeonato da Europa (10 de Julho)

Vitória do ano em 2017: eliminação do Steaua de Bucareste (23 de Agosto)

2018 em balanço (7)

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DERROTA DO ANO: FINAL DA TAÇA DE PORTUGAL

Três presenças na final da Taça de Portugal em sete anos - e apenas uma vitória para o Sporting, em 2015, com Marco Silva ao comando da equipa. A derrota mais recente foi também a mais dolorosa: aconteceu a 20 de Maio, no Jamor, frente ao Aves. Foi o último jogo com Jorge Jesus ao leme do futebol leonino. Também o último desafio de profissionais como Rui Patrício e William Carvalho equipados de verde e branco.

Foi, de resto, uma final que esteve para não acontecer - pelo menos na data em que estava marcada. Porque apenas cinco dias antes ocorreu a vergonhosa e lamentável selvajaria na Academia de Alcochete, com imagens que correram mundo e que levou à suspensão dos treinos da nossa equipa por compreensível decisão do treinador.

O jogo acabou mesmo por efectuar-se. Com Bas Dost alinhando de cabeça entrapada - sinal visível de que tinha sido ele o principal alvo das bestas de cara tapada que invadiram o nosso centro de formação e estágios. E uma exibição muito pálida de profissionais que nos habituámos a ver em grande forma nos relvados, como Rui Patrício, William, Bruno Fernandes e Gelson Martins. Dias depois, todos estes e mais alguns acabariam por rescindir contrato unilateralmente com o Sporting. Vivia-se a mais negra página da vida do nosso clube, pelo menos neste século já com duas décadas de duração.

«A final começou a ser perdida terça-feira, em Alcochete, quando os jagunços da Juve Leo ali entraram como uma manada de bisontes. A derrota ficou ontem definitivamente pré-anunciada, quando o presidente do Sporting escolheu a véspera da final para apontar a dedo os jogadores leoninos - e em particular o capitão Rui Patrício - como autores morais das agressões contra eles próprios. "Houve atletas do Sporting que, infelizmente e pelo seu temperamento quente, não conseguiram aguentar aquilo que é a frustração dos adeptos." Foram as suas palavras textuais.» Assim comentei, em cima do acontecimento, essa frustrante partida do Jamor - infeliz corolário de uma época para esquecer.

O resultado? O Aves venceu-nos por 2-1. Montero ainda reduziu, a cinco minutos do fim. Mas os dados estavam lançados. Todos sentimos uma imensa e desoladora tristeza.

 

 

Derrota do ano em 2012: final da Taça de Portugal (20 de Maio)

Derrota do ano em 2013: 0-1 em casa contra o Paços de Ferreira (5 de Janeiro)

Derrota do ano em 2014: 3-4 contra o Schalke 04 em Gelsenkirchen (21 de Outubro)

Derrota do ano em 2015: 1-3 contra o CSKA em Moscovo (26 de Agosto)

Derrota do ano em 2016: 0-1 contra o Benfica em casa (5 de Março)

Derrota do ano em 2017: 1-3 contra o Belenenses em casa (7 de Maio)

2018 em balanço (6)

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DESPEDIDA DO ANO: JORGE JESUS

Este foi o ano de várias despedidas no Sporting.

Poderia mencionar Fábio Coentrão, que animou as bancadas de Alvalade com exibições de grande nível na época passada após ter quebrado a jura de não vestir outra camisola em Portugal senão a do Benfica. Veio a saber-se afinal que é um sportinguista de coração e procedeu dessa forma, bem vestido de verde e branco, entre proclamações de fé leonina.

Poderia mencionar Bryan Ruiz, capitão da selecção da Costa Rica, que permaneceu no Sporting ao longo de três épocas - descontando um semestre de exílio interno por causas nunca até hoje divulgadas - e acabou por sair da forma mais discreta possível, sem sequer receber um merecido aceno de até sempre, no início do Verão que passou.

Poderia mencionar os jogadores que rescindiram unilateralmente contrato com o Sporting. Uns regressaram a Alvalade, outros fecharam mais tarde acordo com o clube para a desvinculação, uns tantos sujeitam-se às consequências da via litigiosa entretanto encetada.

Mas a despedida mais marcante foi, na minha perspectiva, a de Jorge Jesus. O técnico que em Junho de 2015 substituiu Marco Silva e foi apresentado em euforia pelo presidente Bruno de Carvalho como garantia do regresso do Sporting ao mais cobiçado dos títulos, que nos foge desde 2002. O técnico que atraiu multidões a Alvalade. O técnico sempre com o coração ao pé da boca e de esbracejar contínuo junto ao relvado durante os jogos. O técnico das declarações polémicas. Também o técnico que passou a auferir o maior salário de sempre no futebol português ao cruzar a Segunda Circular.

Esperava-se muito dele. Pelo currículo, pela sabedoria, pelas condições inigualáveis que lhe foram proporcionadas pelo anterior líder leonino, pelas expectativas que ele próprio elevou ao proclamar perante sócios e adeptos que o Sporting estava de regresso ao combate pela conquista do campeonato. Esteve quase a conquistá-lo, logo na primeira época: resta ver o que a justiça desportiva ainda dirá sobre o assunto, que não está totalmente encerrado. Mas as restantes temporadas foram decepcionantes.

Jorge Jesus, em ruptura definitiva com Bruno de Carvalho, abandonou o Sporting na sequência do assalto a Alcochete e da derrota frente ao Aves na final da Taça verdadeira. Rumou à Arábia Saudita, com um contrato ainda mais milionário, tendo vencido apenas uma Supertaça em 2015 (a meias com Marco Silva, que qualificara o Sporting) e uma Taça da Liga em 2018 - proeza inédita para as nossas cores, esta conquista de um troféu menor.

Títulos, só os que proporcionou aos jornais - foram diversos e bem sonantes.

Tudo visto e somado, soube a muito pouco.

 

 

Despedida do ano em 2012: Polga

 Despedida do ano em 2013: Wolfswinkel

Despedida do ano em 2014: Leonardo Jardim

Despedida do ano em 2015: Marco Silva

Despedida do ano em 2016: Slimani

Despedida do ano em 2017: Adrien

2018 em balanço (5)

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 DECEPÇÃO DO ANO: RAFAEL LEÃO

Era um dos jovens profissionais mais promissores do Sporting, merecia o carinho de sócios e simpatizantes, o treinador Jorge Jesus apostou nele fazendo-o alinhar em desafios importantes. Já tinha empolgado a massa adepta na estreia absoluta pela equipa principal ainda em 2017, marcando logo aí, na Taça de Portugal, frente ao Oleiros. Em Fevereiro de 2018, foi dele a assistência para o golo decisivo na nossa difícil vitória frente ao Tondela, por 2-1: progrediu com a bola controlada deixando três adversários para trás numa sequência de dribles antes de servir Gelson Martins no momento decisivo.

Mas o seu melhor momento vestido de verde e branco ocorreu em Março, no sempre difícil clássico do Dragão. Entrou em campo aos 43', devido a lesão de Doumbia, e marcou logo na primeira vez em que tocou na bola, aos 45'+1, com uma excelente mudança de velocidade, baralhando a marcação de Felipe e Dalot, e colocando muito bem a bola, que passou entre as pernas de Casillas, sem se atemorizar por ter pela frente um guarda-redes bicampeão da Europa e campeão mundial. Fazia assim o empate, gelando o público no Dragão.

Perdemos esse desafio, por 1-2. Mas Rafael Leão ganhou um lugar muito especial entre os sportinguistas. Infelizmente para ele, e também para nós, esse afeição só durou três meses. Em Junho, semanas após a invasão da Academia de Alcochete, o jovem avançado de 19 anos rescindiu unilateralmente com o Sporting, alegando justa causa apesar de não ter sido molestado directamente pelos agressores. Ao contrário do que viria a acontecer com Bas Dost, Battaglia e Bruno Fernandes, recusou regressar, mesmo perante a insistência de Sousa Cintra, que sucedeu a Bruno de Carvalho na presidência (interina) da SAD leonina. Também não foi possível ajustar um preço para a rescisão, por intransigência do jogador e dos seus representantes, contrariando o que aconteceu com Rui Patrício e William Carvalho.

O caso seguiu para litígio, aguardando sentença no Tribunal Arbitral do Desporto, e Rafael Leão começou a jogar no Lille, em França, onde até já marcou três golos. Mas o destino dele deixa-nos indiferentes: esteja onde estiver, agora é Leão só de apelido. Muito pouco - quase nada - para o que esperámos dele.

 

Decepção do ano em 2012: Elias

Decepção do ano em 2013: Bruma

Decepção do ano em 2014: Eric Dier

Decepção do ano em 2015: Carrillo

Decepção do ano em 2016: Elias

  Decepção do ano em 2017: Alan Ruiz

2018 em balanço (4)

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CONFIRMAÇÃO DO ANO: BRUNO FERNANDES

Tornou-se uma espécie de unanimidade no futebol português: ninguém lhe nega elogios, todos lhe prestam tributo. Bruno Fernandes já se vinha destacando no início da época passada, logo após ter sido contratado pelo Sporting ao campeonato italiano, onde alinhava pela Sampdoria. Era então o capitão da selecção nacional sub-21, mas nunca havia alinhado ao mais alto nível nas competições portuguesas ao nível de clubes.

Brilhou de verde e branco mal se estreou em Alvalade, tendo agarrado de imediato a titularidade. Foi um elemento crucial no Sporting na época 2017/2018, em que conquistámos pela primeira vez a Taça da Liga e atingimos a final da Taça de Portugal. Terminada a época, já em Julho, foi distinguido como melhor jogador desse campeonato, superando a forte concorrência do portista Marega e do benfiquista Jonas.

Era um justo prémio às qualidades futebolísticas deste médio ofensivo agora com 24 anos que tem uma excelente visão de jogo, uma técnica apuradíssima e um raro poder de remate, nomeadamente nos pontapés de meia-distância. Qualidades que volta a evidenciar nesta primeira volta da época 2018/2019, já como segundo capitão da equipa, logo após Nani. Já com 13 golos marcados - seis no campeonato, três na Taça de Portugal, dois na Liga Europa e outros dois na Taça da Liga.

Para trás ficou um turbulento mês de Maio, com o ataque à Academia de Alcochete, seguido de várias rescisões unilaterais de contratos de jogadores leoninos - entre eles Bruno Fernandes, entretanto regressado a Alvalade por iniciativa de Sousa Cintra. Para trás ficara também a convocatória para o Mundial na Rússia, onde alinhou como suplente utilizado num certame que ficou aquém das expectativas portuguesas.

Recuperada a plena forma após um início de temporada menos vistoso, Bruno Fernandes volta a deslumbrar as bancadas do nosso estádio. «Sou um jogador que não lida da melhor maneira com as derrotas», assumiu ontem numa longa entrevista ao diário A Bola, confessando-se indiferente aos poucos que ainda lhe chamam Judas por se ter afastado esporadicamente do clube no mais triste Verão de que há memória em Alvalade, garantindo peremptoriamente: «Não ganhei um euro no regresso ao Sporting.»

Acaba de ser distinguido, pelo mesmo jornal, como jogador do ano. Sem favor algum: é uma distinção mais que merecida.

 

 

Confirmação do ano em 2012: André Martins

Confirmação do ano em 2013: Adrien

Confirmação do ano em 2014: João Mário

Confirmação do ano em 2015: Paulo Oliveira

Confirmação do ano em 2016: Gelson Martins

Confirmação do ano em 2017: Podence

2018 em balanço (3)

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PROMESSA DO ANO: JOVANE

Se há jogador da formação leonina que merece sem discussão o título de Promessa do Ano é este: Jovane Eduardo Borges Cabral, jovem extremo de 20 anos nascido em Cabo Verde. Lançado pelo treinador José Peseiro no campeonato, entrou aos 69', no jogo inaugural da Liga, frente ao Moreirense, e três minutos depois já estava a ser derrubado dentro de zona proibida, valendo uma grande penalidade ao Sporting que permitiu desfazer o empate: acabaríamos por vencer essa partida por 3-1. Na jornada seguinte, entrou aos 59' e bastaram-lhe sete minutos para fazer a assistência para o golo da vitória frente ao V. Setúbal em Alvalade. Duas jornadas adiante,  foi ele próprio a marcar, também no nosso estádio, conseguindo o solitário golo que nos valeu três pontos frente ao Feirense.

Jovane, símbolo actual da excelência da Academia de Alcochete, estreou-se no onze titular a 30 de Setembro frente ao Marítimo, em desafio que vencemos por 2-0. Foi dele o passe vertical decisivo para Raphinha, aos 10', de que resultou o penálti e o nosso primeiro golo. E foi também ele quem, aos 34', ganhou a falta que originou o livre de que nasceria o segundo. A 4 de Outubro, actuando de verde e branco na Liga Europa, saltou do banco aos 70' e já no tempo extra marcou o golo da nossa vitória por 2-1 perante o Vorskla.

Há males que vêm por bem: a partida de Gelson Martins, na sequência do dramático assalto a Alcochete, permitiu a ascensão do jovem extremo, que adquiriu entretanto a dupla nacionalidade e renunciou a alinhar na selecção A caboverdiana, mantendo a justa esperança de que acabará por ser convocado para a equipa das quinas. Este foi um ano de sonho para Jovane, que a 3 de Dezembro marcou  um golo de antologia frente ao Rio Ave e tem feito a diferença sempre que é lançado do banco quando há necessidade de desbloquear a partida. Veloz, com grande capacidade física, inegável poder de finta, capacidade de transportar a bola em distâncias longas e força no remate de meia-distância.

Há-de ir longe, tudo o indica. Basta-lhe trabalhar para isso, com a humildade indispensável a qualquer profissional que sonha sagrar-se campeão.

 

 

Promessa do ano em 2012: Eric Dier

Promessa do ano em 2013: William Carvalho

Promessa do ano em 2014: Carlos Mané

Promessa do ano em 2015: Gelson Martins

Promessa do ano em 2016: Francisco Geraldes

Promessa do ano em 2017: Rafael Leão

2018 em balanço (2)

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TREINADOR DO ANO: NUNO DIAS

Quando se fala em modalidades, no rumo vitorioso do Sporting, a primeira que vem à mente dos adeptos é o futsal, onde temos reforçado a nossa hegemonia, bem expressa nos números desta década. Sete dos mais recentes campeonatos foram conquistados pelos jogadores de Leão ao peito. E em cinco dessas proezas quem estava ao leme era o treinador Nuno Dias. Que em Junho nos conduziu ao tricampeonato, após vitória quase épica sobre o rival Benfica.

Foi o triunfo do brio, da persistência, do talento, da teimosia. Adjectivos que podem colar-se sem favor a este técnico que tão bem tem conduzido o futsal leonino. Nuno Dias, que amanhã festeja 48 anos, encontra-se em Alvalade desde a época 2012/2013 e tem feito jus à contratação: com ele, reforçámo-nos como potência nacional da modalidade. Os números falam por si: já soma 14 títulos - três Taças de Portugal, quatro Supertaças e duas Taças da Liga, além dos cinco campeonatos.

Não admira que o Sporting esteja nomeado para melhor clube mundial e o técnico integre a elite planetária: está entre os dez escolhidos para melhor treinador à escala global. De olhos sempre postos no futuro: como bem diz, «é preciso apostar nos miúdos da formação», atributo indissociável da matriz leonina. Miúdos como Zicky ou Bernardo Paçó, em quem vem apostando nesta época 2018/2019.

Os jogadores gostam de trabalhar com ele, sabendo como potencia as suas qualidades. Assim não admira que Cavinato, João Matos, Merlim, Pedro Cary, Guitta, Alex, Gonçalo Portugal, Dieguinho, André Sousa, Pany, Leo e Cardinal sejam ídolos dos adeptos, que vibram com as actuações da nossa equipa, sobretudo na indescritível atmosfera do Pavilhão João Rocha.

Campeões que nunca se satisfazem com os títulos já alcançados: ambicionam sempre mais. Essa é a principal lição transmitida pelo técnico, que tão bem incorpora o lema do Sporting Clube de Portugal - Esforço, Devoção, Dedicação e Glória.

 

 

Treinador do ano em 2012: Domingos Paciência

Treinador do ano em 2013: Leonardo Jardim

Treinador do ano em 2014: Marco Silva

Treinador do ano em 2015: Jorge Jesus

Treinador  do ano em 2016: Fernando Santos

Treinador do ano em 2017: Jorge Jesus

2018 em balanço (1)

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JOGADOR DO ANO: BAS DOST

Não custa vaticinar que fará parte da história leonina como um dos nossos maiores artilheiros de sempre. Faz agora um ano, elegi-o como jogador de 2017 com as nossas cores e volto a mencioná-lo, merecidamente, pois Bas Dost fez por isso. Se deixámos fugir uma vez mais o título, numa época que começou muito bem e terminou da pior maneira, ele não tem a menor responsabilidade nisso pois cumpriu o seu papel.

Está na equipa para marcar golos e concretiza essa objectivo com uma regularidade impressionante. Na temporada 2017/2018, meteu 34 vezes a bola no fundo da baliza - somando 70 golos nas duas primeiras épocas de Leão ao peito. Nestes meses que levamos da temporada 2018/2019, continua de pé quente: já marcou dez para o campeonato nacional, quatro para a Taça de Portugal e um para a Liga Europa. No campeonato, os dez golos foram concretizados em apenas 683 minutos de jogo - o que dá uma pendular média de um golo praticamente a cada hora no relvado.

Não admira, assim, que o internacional holandês seja hoje o maior ídolo das exigentes bancadas de Alvalade. Mas não se pense que só passa no teste numérico: é também um dos jogadores que mais contribuem para um bom ambiente no balneário e nunca demonstra egoísmo em campo, sendo o primeiro a felicitar os colegas que o ajudam a construir os golos.

No ano prestes a terminar, Bas Dost esteve ainda em foco, por motivos totalmente alheios à sua vontade: tornou-se o rosto mais visível do bárbaro assalto de cerca de quatro dezenas de membros de uma claque ao centro de formação e estágio em Alcochete. Correu mundo uma fotografia dele com um ferimento na testa, após ter sido agredido com um cinto pelos energúmenos que violaram a nossa Academia. Na sequência deste acto de violência, e das ameaças de morte à sua mulher, na altura grávida, Dost rescindiu unilateralmente o contrato que o ligava ao Sporting. Mas foi resgatado dois meses depois, graças à decisiva acção de Sousa Cintra, que presidia interinamente à SAD. Partira de rosto fechado e triste, regressou com um sorriso de esperança.

Em boa hora voltou: andávamos com saudades dos golos dele.

 

 Jogador do ano em 2012:  Rui Patrício

Jogador do ano em 2013: Montero

Jogador do ano em 2014: Nani

Jogador do ano em 2015: Slimani

Jogador do ano em 2016: Adrien

Jogador do ano em 2017: Bas Dost

Até agora

Seis jogos disputados até agora em três competições nesta temporada oficial, sob o comando de José Peseiro.

Cinco vitórias, um empate - na Luz.

Doze golos marcados e quatro sofridos.

 

Registo:

Moreirense, 1 - Sporting, 3 (campeonato)

Sporting, 2 - V. Setúbal, 1 (campeonato)

Benfica, 1 - Sporting, 1 (campeonato)

Sporting, 1 - Feirense, 0 (campeonato)

Sporting, 3 - Marítimo, 1 (Taça da Liga)

Sporting, 2 - Qarabag, 0 (Liga Europa)

 

O caminho faz-se caminhando.

Balanço dos prognósticos 2017/2018

Antes do arranque do campeonato nacional de futebol 2018/2019, relembro os prognósticos sobre a prestação do Sporting em cada jornada da Liga anterior feitos aqui no És a Nossa Fé.

É um passatempo que aqui recomeçará, pelo sexto ano consecutivo, mal soe o apito de saída da próxima Liga.

 

6 de Agosto (Aves, 0 - Sporting, 2): J. Ramos, Manuel Oliveira, Octávio, Ricardo Roque, Sam, Tony Cebola

11 de Agosto (Sporting, 1 - V. Setúbal, 0): Octávio, Leão da Savana

19 de Agosto (V. Guimarães, 0 - Sporting, 5): Ninguém acertou

27 de Agosto (Sporting, 2 - Estoril, 1): J. Ramos

8 de Setembro (Feirense, 2 - Sporting, 3): Ninguém acertou

16 de Setembro (Sporting, 2 - Tondela, 0): Edmundo Gonçalves, J. Ramos, Leão de Queluz

23 de Setembro (Moreirense, 1 - Sporting, 1): Ninguém acertou

1 de Outubro (Sporting, 0- FC Porto, 0): Ninguém acertou

22 de Outubro (Sporting, 5 - Chaves, 1): Leão de Lordemão

27 de Outubro (Rio Ave, 0 - Sporting, 1): João D

5 de Novembro (Sporting, 2 - Braga, 2): Ninguém acertou

26 de Novembro (Paços de Ferreira, 1 - Sporting, 2): Bosko

1 de Dezembro (Sporting, 1 - Belenenses, 0): Ninguém acertou

9 de Dezembro (Boavista, 1 - Sporting, 3): Leão da Estrela

17 de Dezembro (Sporting, 2 - Portimonense, 0): J. Melo, J. Ramos

3 de Janeiro (Benfica, 1 - Sporting, 1): Ninguém acertou

7 de Janeiro (Sporting, 5 - Marítimo, 0): JPT

14 de Janeiro (Sporting, 3 - Aves, 0): Carlos Silva

19 de Janeiro (V. Setúbal, 1 - Sporting, 1) David

31 de Janeiro (Sporting, 1 - V. Guimarães, 0): Ângelo

4 de Fevereiro (Estoril, 2 - Sporting, 0): Ninguém acertou

11 de Fevereiro (Sporting, 2 - Feirense, 0): Leão de Lordemão, Noureddine, P. Batista

19 de Fevereiro (Tondela, 1 - Sporting, 2): Leão de Queluz

26 de Fevereiro (Sporting, 1 - Moreirense, 0): Ângelo

2 de Março (FC Porto, 2 - Sporting, 1): Ninguém acertou

12 de Março (Chaves, 1 - Sporting, 2): Leão do Fundão

18 de Março (Sporting, 2 - Rio Ave, 0): Carlos Macedo, Carlos Silva, José da Xã, José Vieira, Leoa Maria

31 de Março (Braga, 1 - Sporting, 0): Ninguém acertou

8 de Abril (Sporting, 2, - Paços de Ferreira, 0): José Vieira, Leoa Maria, Noureddine, Orlando

15 de Abril (Belenenses, 3 - Sporting, 4): Ninguém acertou

23 de Abril (Sporting, 1 - Boavista, 0): Leão de Queluz, SportingSempre

28 de Abril (Portimonense, 1 - Sporting, 2): CAL, José Vieira, Tearjerker

5 de Maio (Sporting, 0 - Benfica, 0): Ninguém acertou

13 de Maio (Marítimo, 2 - Sporting, 1): Ninguém acertou

 

CONCLUSÃO:

Houve um vencedor, que cumprimento efusivamente pela pontaria tão certeira: o nosso leitor J. RAMOS, que se destacou com quatro palpites certos. No Aves-Sporting, no Sporting-Estoril, no Sporting-Tondela e no Sporting-Portimonense.

 

Outra palavra de saudação especial aos leitores LEÃO DE QUELUZ, com três resultados certos (Sporting-Tondela, Tondela-Sporting e Sporting-Boavista) e JOSÉ VIEIRA (igualmente com três vaticínios que se confirmaram acertados (Sporting-Rio Ave, Sporting-Paços de Ferreira e Portimonense-Sporting).

Dos meus estimados colegas de blogue, apenas quatro registaram um palpite certo: EDMUNDO GONÇALVES (Sporting-Tondela), JOSÉ DA XÃ (Sporting-Rio Ave), JPT (Sporting-Marítimo) e RICARDO ROQUE (Aves-Sporting).

 

Foi pena que ninguém tenha acertado em 13 dos 34 jogos - incluindo todos os jogos disputados contra FC Porto, Benfica e Braga.

Esperemos que no campeonato 2018/2019 a pontaria se revele mais afinada. Não apenas a nossa, mas sobretudo a dos nossos jogadores.

 

Aproveito para recordar que na Liga 2013/2014 houve por cá sete vencedores: Bruno Cardoso, Edmundo Gonçalves, João Paulo Palha, João Torres, José da Xã, Lina Martins e Octávio.

No campeonato 2014/2015, apenas um: Leão do Fundão.

Em 2015/2016, triunfou o Grande Artista Goleador.

Em 2016/2017, o vencedor foi novamente o José da Xã.

 

Faltam três semanas para começar o próximo. Aberto, como os anteriores, a todos quantos fazem e lêem este blogue.

Pódio 2017/2018: Bruno, Bas Dost, Gelson

Em jeito de balanço, aqui fica a lista dos jogadores que receberam a menção de melhores em campo no último campeonato pela soma das classificações atribuídas pelos diários desportivos após cada jornada.

De salientar que Bruno Fernandes lidera as três classificações enquanto Bas Dost e Gelson Martins compartilham os três pódios. Bruno César, que figurou no terceiro posto na temporada anterior, desta vez não mereceu qualquer menção.

Destaque para a referência a Adrien, apesar de ter feito apenas dois jogos de verde e branco. E para o facto de Gelson figurar pelo terceiro ano consecutivo entre os três primeiros. É, aliás, o único jogador a merecer tal distinção.

Só o Record destacou Acuña, Doumbia e Fábio Coentrão. E apenas O Jogo fez alusão a Piccini. Rui Patrício triplicou a pontuação obtida em qualquer dos anos anteriores. E William teve desta vez uma votação mais expressiva. Apesar das críticas que vários adeptos lhe foram fazendo durante a época.

 

Bruno Fernandes 38

Bas Dost: 18

Gelson Martins: 18

Rui Patrício: 9

William Carvalho: 6

Mathieu: 3

Bryan Ruiz: 3

Coates: 2

Adrien: 1

Doumbia: 1

Acuña: 1

Piccini: 1

Fábio Coentrão: 1

 

A Bola: Bruno Fernandes (12), Bas Dost (7), Gelson Martins (7), Rui Patrício (4), Adrien, William Carvalho, Mathieu, Bryan Ruiz.

Record: Bruno Fernandes (14), Bas Dost (5), Gelson Martins (5), William Carvalho (3), Rui Patrício (3), Doumbia, Acuña, Fábio Coentrão, Coates.

O Jogo: Bruno Fernandes (12), Bas Dost (6), Gelson Martins (6), Rui Patrício (2), Mathieu (2), William Carvalho (2), Bryan Ruiz (2), Piccini, Coates.

 

Nota:

Há um ano foi assim. 

Há dois anos foi assim.

Os melhores jogadores da época passada (3)

Balanço dos jogadores do Sporting que mais se destacaram em cada desafio do campeonato 2017/2018:

 

Gelson Martins: 8 (Aves-Sporting; Paços de Ferreira-Sporting; Benfica-Sporting; Sporting-Moreirense; Sporting-Rio Ave; Braga-Sporting; Sporting-Paços de Ferreira; Sporting-Boavista)

Bruno Fernandes: 8 (V. Guimarães-Sporting; Sporting-Estoril; Feirense-Sporting; Sporting-Tondela; Sporting-Marítimo; V. Setúbal-Sporting; Belenenses-Sporting; Portimonense-Sporting)

Rui Patrício: 5 (Moreirense-Sporting; Sporting-FC Porto; Rio Ave-Sporting; Estoril-Sporting; Sporting-Benfica)

Bas Dost: 4 (Sporting-Chaves; Sporting-Aves;Chaves-Sporting; Marítimo-Sporting)

Mathieu: 3 (Sporting-V. Setúbal; Boavista-Sporting; Sporting-V. Guimarães; )

Battaglia: 1 (Braga-Sporting)

Coates: 1 (Sporting-Belenenses)

Podence: 1 (Sporting-Portimonense)

William Carvalho: 1 (Sporting-Feirense)

Acuña: 1 (Tondela-Sporting)

Bryan Ruiz: 1 (FC Porto-Sporting)

 

Na época 2014/15, os melhores jogadores foram Nani, William Carvalho e Montero.

Na época 2015/16, os melhores jogadores foram Slimani, Adrien e João Mário.

Na época 2016/17, os melhores jogadores foram Gelson Martins, Bas Dost e Adrien.

Os melhores jogadores da época passada (2)

Antes do arranque do campeonato nacional de futebol 2017/18, relembro os meus apontamentos da época passada. Para recordar os jogadores que se evidenciaram mais em cada desafio.

 

14 de Janeiro (Sporting, 3 - Aves, 0): BAS DOST

«Três golos diferentes: o primeiro de cabeça (31'), o segundo de grande penalidade (52') e o terceiro com o pé direito (90'), coroando da melhor maneira uma grande jogada de futebol ao primeiro toque. O estádio, apesar do frio da noite, aqueceu - e de que maneira - com os gritos "Bas Dost" ecoados por mais de 40 mil gargantas nas bancadas em Alvalade.»

 

19 de Janeiro (V. Setúbal, 1 - Sporting, 1): BRUNO FERNANDES

«Foi o jogador mais regular do Sporting, actuando como médio de ligação neste embate do Bonfim tal como já tinha feito em Alvalade. Foi ele a marcar o golo, aos 31', culminando uma bela jogada colectiva que em 14 segundos envolveu William, Rúben Ribeiro, Gelson Martins e ele próprio. Podia ter sido o início de mais uma goleada. Infelizmente, a equipa pareceu ter ficado satisfeita só com isto.»

 

31 de Janeiro (Sporting, 1 - V. Guimarães, 0): MATHIEU

«Voltou a ser irrepreensível nas tarefas defensivas e foi um dos jogadores mais inconformados, procurando sempre lançar os colegas para a frente. Deu ele próprio o exemplo no lance capital do desafio, aos 84', quando fez de ponta-de-lança recebendo na área um bom cruzamento de Acuña ao qual deu a melhor sequência num remate de primeira. Um disparo que valeu três pontos.»

 

4 de Fevereiro (Estoril, 2 - Sporting, 0): RUI PATRÍCIO

«No seu 445.º desafio oficial de verde e branco, ultrapassando o histórico Vítor Damas em número de actuações pelo Sporting, foi o nosso jogador com exibição mais positiva. (...) Sem ele, teria havido goleada.»

 

11 de Fevereiro (Sporting, 2 - Feirense, 0): WILLIAM CARVALHO

«Felizmente regressou ao onze titular. E em óptima forma, como ficou demonstrado nesta partida, em que funcionou como o grande pensador e organizador do nosso jogo, actuando como médio de construção.»

 

19 de Fevereiro (Tondela, 1 - Sporting, 2): ACUÑA

«Dinâmico, veloz, esticando o jogo, desequilibrando as marcações adversárias. E assegurou duas posições diferentes no seu flanco.»

 

26 de Fevereiro (Sporting, 1 - Moreirense, 0): GELSON MARTINS

«Foi sempre o nosso jogador mais inconformado, mais veloz, mais irreverente, o que mais acelerou o jogo e mais procurou a baliza adversária. Foi recompensado pelo golo, que procurou sem desfalecimentos e que mantém o Sporting na corrida pelo título.»

 

2 de Março (FC Porto, 2 - Sporting, 1): BRYAN RUIZ

«Grande partida do costarriquenho, a melhor de verde e branco desta época. Começou como substituto de Gelson, jogando como ponta direita, mas rapidamente o treinador o remeteu para o corredor central, colocando-se atrás de Doumbia, por troca posicional com Bruno Fernandes. Foi bom na manobra ofensiva: é dele a assistência para o nosso golo. E foi bom também no momento defensivo: logo aos 12' salvou um golo quase certo do FCP, tirando a bola da linha da baliza, com Rui Patrício já batido.»

 

12 de Março (Chaves, 1 - Sporting, 2): BAS DOST

«Em campo desde o minuto 56, Dost fez logo a diferença, nomeadamente no jogo aéreo, mostrando-se muito mais acutilante do que Montero, o apático ponta-de-lança inicial. Tanto assim que demorou apenas seis minutos a conseguir o golo, num cabeceamento letal, correspondendo a um soberbo centro de Rúben Ribeiro. Bisou aos 86', com Battaglia a construir o lance de golo em exclusivo para ele.»

 

18 de Março (Sporting, 2 - Rio Ave, 0): GELSON MARTINS

«Voltou a fazer a diferença, exibindo as suas melhores características: capacidade de drible, velocidade, intensidade, capacidade de alongar o jogo leonino criando sucessivas situações de perigo para os defensores adversários.»

 

31 de Março (Braga, 1 - Sporting, 0): GELSON MARTINS

«Foi o grande protagonista do melhor momento do Sporting na partida, acelerando o jogo leonino durante a meia hora inicial. Assinou duas excelentes jogadas aos 4', fez um cruzamento soberbo desperdiçado por Bas Dost aos 7', foi baralhando as marcações da defesa adversária e criou os habituais desequilíbrios, embora nem sempre bem apoiado pelos colegas.»

 

8 de Abril (Sporting, 2 - Paços de Ferreira, 0): GELSON MARTINS

«Injustamente apontado a dedo pelo presidente no lamentável texto do Facebook logo após o desafio de Madrid, o nosso extremo deu a melhor resposta em campo, onde foi o melhor do Sporting numa noite em que quase todos estiveram muito bem.»

 

15 de Abril (Belenenses, 3 - Sporting, 4): BRUNO FERNANDES

«Partida quase perfeita do nosso médio criativo, que dinamizou a equipa e lhe deu consistência colectiva. Esteve em todos os golos.»

 

23 de Abril (Sporting, 1 - Boavista, 0): GELSON MARTINS

«A grande figura do encontro apesar de estar longe da melhor forma física. (...) Centrou de forma exemplar aos 72' para Bas Dost cabecear e aos 88' abriu uma espectacular linha de passe para a corrida de Bruno Fernandes, naquela que seria a mais incrível das nossas jogadas de golo desperdiçadas. Participou também sempre de forma muito competente no processo defensivo.»

 

28 de Abril (Portimonense, 1 - Sporting, 2): BRUNO FERNANDES

«Hoje o nosso médio criativo destacou-se em larga medida de todos os companheiros ao iniciar e concluir o nosso difícil triunfo em Portimão, com dois belos golos.»

 

5 de Maio (Sporting, 0 - Benfica, 0): RUI PATRÍCIO

«O melhor jogador em campo, com uma excelente exibição - mais uma. Impediu golos aos 38' (a remate de Grimaldo), aos 43' (Samaris) e aos 44' (Pizzi). Devemos-lhe o ponto conquistado esta noite e a subida ao segundo lugar.»

 

13 de Maio (Marítimo, 2 - Sporting, 1): BAS DOST

«Não teve uma exibição deslumbrante, longe disso. Mas foi o único a conseguir metê-la lá dentro, uma vez mais, marcando o nosso golo solitário aos 32' - perfazendo 27 no total do campeonato. E ainda fez uma quase assistência para golo que Bruno Fernandes desperdiçou.»

 

(Conclusão do balanço iniciado ontem)

Os melhores jogadores da época passada (1)

Antes do arranque do campeonato nacional de futebol 2017/18, relembro os meus apontamentos da época passada. Para recordar os jogadores que se evidenciaram mais em cada desafio.

 

6 de Agosto (Aves, 0 - Sporting, 2): GELSON MARTINS

«Nova época com o talento de sempre. O extremo da nossa formação foi o melhor campo. Marcou os dois golos, aos 23' e aos 75', exibindo as qualidades a que nos habituou.»

 

11 de Agosto (Sporting, 1 - V. Setúbal, 0): MATHIEU

«Partida perfeita do internacional francês, que se afirma como um valor seguro no nosso eixo defensivo. Ao ponto de parecer já que faz parceria há longo tempo com Coates, seu companheiro naquela zona do terreno. Confiante, veloz, jogando sempre de cabeça levantada, transportou bem a bola a partir da defesa, abriu linhas de passe no momento ofensivo e nunca deixou desguarnecido o seu reduto, fazendo cortes oportunos aos 42', 67' e 78'. E aos 63' quase marcou, num pontapé acrobático, à ponta de lança.»

 

19 de Agosto (V. Guimarães, 0 - Sporting, 5): BRUNO FERNANDES

«Autor de dois golos à meia-distância, o primeiro marcado logo aos 3', o outro quando iam decorridos 60'. E ainda rematou à barra, aos 80'. Fez toda a diferença, desbloqueando a partida nos minutos iniciais e revelando-se fulcral na manobra ofensiva do nosso corredor central ao preencher da melhor maneira o espaço entre linhas. Foi a grande figura deste desafio, preponderante na construção do jogo leonino.»

 

27 de Agosto (Sporting, 2 - Estoril, 1): BRUNO FERNANDES

«Outra exibição soberba do nosso médio de ataque, coroada com um golo de fazer levantar o estádio na cobrança de um livre, iam decorridos 11'. Um golo de exemplar execução técnica - a ver e rever.»

 

8 de Setembro (Feirense, 2 - Sporting, 3): BRUNO FERNANDES

«No dia em que festeja o 23.º aniversário, o nosso médio mais avançado voltou a fazer uma grande exibição, revelando-se o melhor jogador em campo. Foi ele a dar o primeiro sinal de perigo, com um fortíssimo remate defendido in extremis pelo guarda-redes, aos 47'. Foi ele também a marcar o canto de que nasce o nosso primeiro golo (62'). Foi ele ainda a marcar o segundo, com um primoroso chapéu, indefensável.»

 

16 de Setembro (Sporting, 2 - Tondela, 0): BRUNO FERNANDES

«Outra excelente exibição do nosso médio ofensivo - talvez o mais vibrante jogador a actuar neste momento no campeonato português. Voto nele como melhor em campo. Não apenas pelo grande golo que marcou aos 72', num fortíssimo remate de meia-distância, mas por ter sido crucial na construção do nosso jogo ofensivo. Leva quatro jogos consecutivos a marcar.»

 

23 de Setembro (Moreirense, 1 - Sporting, 1): RUI PATRÍCIO

«Muito atento e oportuno a sair entre os postes, teve três boas defesas - uma das quais, aos 21', foi vital para evitar que a equipa da casa se adiantasse no marcador. Sem culpa no golo sofrido.»

 

1 de Outubro (Sporting, 0 - FC Porto, 0): RUI PATRÍCIO

«Desempenho irrepreensível do melhor guarda-redes português, único jogador leonino - a par de Mathieu - que esteve ao seu nível. Impediu pelo menos dois golos do FC Porto, um em cada parte. Foi o melhor jogador do Sporting neste desafio.»

 

22 de Outubro (Sporting, 5 - Chaves, 1): BAS DOST

«Regressámos às vitórias e também o nosso artilheiro - que estava sem marcar desde 8 de Setembro - regressou àquilo que melhor sabe fazer. Vinha com fome de baliza, saciada com três golos: o primeiro, aos 6', na sequência de um canto; o segundo, aos 15', coroando um excelente lance de contra-ataque; e o quinto, aos 75', também num ataque rápido e fulminante. Mas o holandês - o melhor em campo - não se limitou a marcar: foi dele a assistência para o quarto golo, aos 58', e é ele quem começa a construir o terceiro, aos 39'. Uma noite de gala.»

 

27 de Outubro (Rio Ave, 0 - Sporting, 1): RUI PATRÍCIO

«Devemos ao melhor guarda-redes português os três pontos que trazemos hoje de Vila do Conde. Rui Patrício, de longe o melhor jogador que actuou nesta partida, fez quatro enormes defesas a remates que levavam o selo de golo. Aos 32', 48', 84' e 90'. Passam os anos e ei-lo sempre a crescer de forma entre os postes, dando inegável segurança à equipa.»

 

5 de Novembro (Sporting, 2 - Braga, 2): BATTAGLIA

«Num jogo em que poucos jogadores do Sporting se destacaram pela positiva, o mais regular foi o médio argentino, que nunca virou a cara à luta e travou parte do ímpeto ofensivo dos bracarenses. Merecia ter sido mais acompanhado nesta batalha desigual.»

 

26 de Novembro (Paços de Ferreira, 1 - Sporting, 2): GELSON MARTINS

«Começou por partir os rins à defensiva adversária, incapaz de o travar senão em falta. Participou sempre com inegável generosidade no processo defensivo. Culminou a sua actuação com um grande golo, aos 75': recebeu bem a bola no centro da área, fez uma magnífica rotação para se libertar de marcação e disparou para a baliza. Foi o seu quarto golo nesta Liga - um golo decisivo, que nos valeu os três pontos.»

 

1 de Dezembro (Sporting, 1 - Belenense, 0): COATES

«Impecável a defender, formando uma sólida parceria com Mathieu, teve o mérito suplementar de procurar empurrar a equipa para a frente sempre que possível. Foi assim num lance individual ao cair do primeiro tempo, foi assim também na segunda parte, quando os assobios já ecoavam no estádio: o internacional uruguaio mostrou ser o mais inconformado. Grande corte aos 11'.»

 

9 de Dezembro (Boavista, 1 - Sporting, 3): MATHIEU

«Grande partida do central francês: também ele se mostrou imune à pressão psicológica que seria normal por ter marcado um autogolo frente ao Barcelona. Jogou e fez jogar. Participou na construção de dois golos leoninos - o segundo, ao rematar ao poste, incentivando a recarga de Bas Dost, e o terceiro, ao ganhar o lance de cabeça, assistindo o holandês. Bons cortes aos 30' e 73'.»

 

17 de Dezembro (Sporting, 2 - Portimonense, 0): PODENCE

«Protagonizou a primeira oportunidade de golo, logo aos 2'. Foi dele a assistência para o golo inaugural, aos 9', desenhando uma diagonal perfeita à qual Bruno Fernandes deu a melhor sequência. Autor de vários cruzamentos para as costas da defesa que levavam o selo de golo - aos 25', para a cabeça de Coates; aos 32', servindo Bas Dost; aos 40', assistindo um disparo de Piccini; aos 45', numa autêntica assistência escandalosamente desperdiçada pelo holandês; aos 52', num centro a régua e esquadro para Gelson; aos 63', isolando o mesmo colega. Saiu ovacionado, aos 67'.»

 

3 de Janeiro (Benfica, 1 - Sporting, 1): GELSON MARTINS

«Uma vez mais fez a diferença. Criou desequilíbrios, colocou a defesa contrária em sentido, venceu vários duelos individuais com Grimaldo. E demonstrou que vai ganhando faro de golo - hoje marcou o seu quinto no campeonato. Pena não ter marcado outro: teve oportunidade para isso aos 42', só com o guarda-redes pela frente.»

 

7 de Janeiro (Sporting, 5 - Marítimo, 0): BRUNO FERNANDES

«Não marcou mas esteve nos quatro golos leoninos. Aos 50' com um soberbo passe vertical isolando Bryan. Aos 74', rasgando a defesa contrária num centro a que bastou Dost encostar o pé. Aos 78', com um disparo fortíssimo para defesa incompleta do guarda-redes e consequente recarga do holandês. Aos 90'+2', com outro tiro de que resultou a recarga vitoriosa de Acuña.»

 

(Conclui amanhã)

Balanço (31)

Golos marcados pelos jogadores do Sporting na Liga 2017/18:

 

Bas Dost: 27

(V. Setúbal, V. Guimarães, V. Guimarães, Feirense, Chaves, Chaves, Chaves, Rio Ave, Braga, Belenenses, Boavista, Boavista, Portimonense, Marítimo, Marítimo, Marítimo, Aves, Aves, Aves, Tondela, Chaves, Chaves, Rio Ave, Paços de Ferreira, Belenenses, Boavista, Marítimo)

Bruno Fernandes: 11

(V. Guimarães, V. Guimarães, Estoril, Feirense, Tondela, Braga, Portimonense, V. Setúbal, Belenenses, Portimonense, Portimonense)

Gelson Martins: 8

(Aves, Aves, Estoril, Paços de Ferreira, Benfica, Moreirense, Rio Ave, Belenenses)

Acuña: 4

(Chaves, Chaves, Marítimo, Belenenses)

Mathieu: 2

(Tondela, V.Guimarães)

Coates: 2

(Feirense, Tondela)

Bryan Ruiz: 2

(Marítimo, Paços de Ferreira)

Adrien: 1

(V. Guimarães)

Battaglia: 1

(Paços de Ferreira)

Fábio Coentrão: 1

(Boavista)

William Carvalho: 1

(Feirense)

Montero: 1

(Feirense)

Rafael Leão: 1

(FC Porto)

 

Na época 2014/15, os melhores marcadores foram Slimani, Montero e Adrien.

Na época 2015/16, os melhores marcadores foram Slimani, Teo Gutiérrez, Adrien e Bryan Ruiz.

Na época 2016/17, os melhores marcadores foram Bas Dost, Alan Ruiz e Gelson Martins.

Balanço (30)

 

OS CINCO MELHORES GOLOS DO SPORTING - V 

 

Mathieu, no Sporting-V. Guimarães

(31 de Janeiro de 2018)

 

William, com visão de jogo, encaminha a bola para a corrida de Acuña, que num lance de extremo clássico a centra para a área vimaranense, onde Mathieu lhe dá o melhor destino em semi-rotação, ao primeiro toque com o pé canhoto, sem a deixar poisar na relva.

Balanço (28)

 

OS CINCO MELHORES GOLOS DO SPORTING - III

 

Gelson Martins, no Sporting-Rio Ave

(18 de Março de 2018)

 

Bruno Fernandes, em corrida pela ala direita, centra para a grande área procurando Bas Dost. O holandês opta por um passe de calcanhar em direcção a Gelson. Este recebe, temporiza, contorna a marcação directa com um excelente drible e procura o ângulo exacto para o remate, perante a impotência de três defesas adversários, além do guardião. 

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