Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

2021 em balanço (10)

transferir.jpg

 

 

FRASE DO ANO: "É IR JOGO A JOGO"

Rúben Amorim não nos habituou apenas a ser um excelente condutor da principal equipa de futebol do Sporting, campeã nacional em título, em termos tácticos e técnicos. Foi-se revelando também um magnífico comunicador, capaz de dizer muito em fórmulas curtas, simples e claras. E parece fazê-lo sempre sem esforço, como se ter o dom da palavra fosse a coisa mais natural do mundo. 

Entre as frases que popularizou - e que rapidamente se incorporaram no léxico leonino - inclui-se esta, que destaco como a mais significativa de 2021: «É ir jogo a jogo.» Pronunciada várias vezes ao longo da temporada anterior e reiterada com ênfase numa conferência de imprensa a 1 de Maio, quando o título já espreitava mas ainda faltavam disputar jogos cruciais. «É ir jogo a jogo, como temos vindo a fazer. Há um ano e meio, quando chegámos, havia também manifestações [de adeptos], mas contra.»

A intenção era óbvia: baixar as expectativas daqueles adeptos que se apressavam a festejar antes de estar garantido o campeonato em campo.

Liderar também é isto: transformar a palavra em instrumento estratégico para mobilizar um grupo de trabalho. Amorim sabe fazer esta pedagogia como poucos treinadores contemporâneos, promovendo uma frase a lema.

Resulta - e de que maneira. Como temos visto.

 

Frase do ano em 2013: «O Sporting é nosso outra vez»

Frase do ano em 2014: «Estamos em casa»

Frase do ano em 2015: «Temos de acordar o Leão adormecido»

Frase do ano em 2016: «Pelo teu amor eu sou doente»

Frase do ano em 2017«Feito de Sporting»

Frase do ano em 2018: «Foi chato»

Frase do ano em 2019: «Um clube de malucos»

Frase do ano em 2020: «Para onde vai um vão todos»

2021 em balanço (9)

 

GOLO DO ANO

Este não foi, seguramente, o golo que merece melhor nota artística nem o que resultou de uma das jogadas mais soberbas. Mas justifica-se que seja destacado como o nosso golo do ano que agora terminou. Porque graças a ele nos sagrámos campeões nacionais de futebol após um insuportável interregno que durou quase duas décadas.

Foi o golo da vitória do Sporting na 32.ª jornada da Liga 2020/2021. O que nos valeu a vitória decisiva, o que nos garantiu o título, o que nos fez explodir de alegria. Na recepção ao Boavista, a duas rondas do fim da prova. Um tiro certeiro disparado por Paulinho ao minuto 36 dessa partida do nosso contentamento.

Um golo que começa a ser construído por João Mário no meio-campo defensivo dos axadrezados: liberta-se de dois adversários e endossa a bola para Nuno Santos, que da esquerda cruza para a pequena área, onde o ponta-de-lança que Rúben Amorim tanto desejou ver de verde-e-branco lhe dá o toque decisivo para o fundo das redes.

A ver e a rever. Sempre. 

 

Vale a pena destacar três menções honrosas, todas para lembrar também:

- O golo de Porro no Boavista-Sporting a 26 de Janeiro (vencemos 2-0);

- O golo de Palhinha no Sporting-Paços de Ferreira, a 15 de Fevereiro (ganhámos 2-0);

- O golo de Plata no Sporting-Marítimo, a 19 de Maio (ganhámos 5-1).

 

 

Golo do ano em 2012: Xandão, contra o Manchester City

 Golo do ano em 2013: Montero, contra a Fiorentina

Golo do ano em 2014: Nani, contra o Maribor

Golo do ano em 2015: Slimani, na final da Taça de Portugal

Golo do ano em 2016: Bruno César, contra o Real Madrid

Golo do ano em 2017: Bruno Fernandes, contra o V. Guimarães

Golo do ano em 2018: Jovane, contra o Rio Ave

Golo do ano em 2019: Bruno Fernandes, contra o Benfica

Golo do ano em 2020: Nuno Mendes, contra o Portimonense

2021 em balanço (8)

transferir.jpg

 

VITÓRIA DO ANO: CONQUISTA DO CAMPEONATO NACIONAL DE FUTEBOL

Enfim, chegou. O triunfo por que todos esperávamos. Há muito tempo, há demasiado tempo. Desde 2002, o ano da anterior conquista do título máximo do futebol português. Uma geração inteira nasceu e cresceu sem ver o Sporting campeão. 

Esse jejum terminou enfim. Foi relegado de vez para os quadros estatísticos. Graças àquele que é hoje, sem favor algum, o melhor treinador a trabalhar em Portugal: Rúben Amorim, que tão bem conduziu o plantel leonino ao ansiado pódio. O segundo técnico campeão mais jovem da história do nosso clube, com apenas 36 anos. Só antecedido por Juca, que conduziu o Sporting ao título na época 1961/1962.

 

Aconteceu a 11 de Maio, quando faltavam ainda duas jornadas para terminar a prova. Bastou um triunfo por 1-0 frente ao Boavista, no nosso estádio, para consumar a vitória leonina - com golo de Paulinho, aos 36' - e nos fazer saltar de júbilo num ano tristemente marcado pela pandemia.

Durante umas horas, esquecemos as restrições impostas pelo combate ao covid-19 que nos impediram de frequentar recintos desportivos e até de conviver com familiares e amigos durante grande parte de 2021.

Largos milhares de sportinguistas saíram à rua em todo o País, celebrando o título. E também em diversas cidades estrangeiras, confirmando a vocação universalista deste emblema nascido para ser um dos maiores da Europa. 

 

Vencemos a Liga 2020/2021 com a melhor pontuação registada desde sempre à 32.ª jornada (82 pontos) e após 25 rondas consecutivas no comando da prova, em que nos mantivemos invictos até essa data que guardaremos para sempre na memória.

Outra proeza digna de registo: havia 68 anos que não conquistávamos o campeonato num ano ímpar. Desde a longínqua época 1952/1953, ainda com alguns dos Cinco Violinos no plantel.

 

Ficam os nomes destes campeões que se impuseram sem discussão nos relvados nacionais: Adán, Luís Maximiano, Porro, João Pereira, Gonçalo Inácio, Coates, Feddal, Neto, Eduardo Quaresma, Nuno Mendes, Antunes, Matheus Reis, Palhinha, Dário, Matheus Nunes, João Mário, Daniel Bragança, Pedro Gonçalves, Plata, Tabata, Nuno Santos, Jovane, Tiago Tomas e Paulinho. No total, 24. Além destes quatro, entretanto já fora de Alvalade, mas que também deram o seu contributo: Borja e Sporar (saídos para o Braga), Wendel (transferido para o Zenit) e Vietto (que passou a jogar no Al Hilal).

Todos, sem excepção, mereceram o nosso aplauso.

 

Foi um triunfo ainda mais saboroso porque, à partida, poucos acreditavam nele. Os especialistas em prognósticos desportivos, no início do campeonato, atribuíam apenas 4 % de favoritismo ao Sporting.

Não queremos nunca mais estar tanto tempo sem ver o glorioso emblema leonino no mais elevado posto do nosso desporto-rei. 

 

Vitória do ano em 2012: meia-final da Liga Europa (19 de Abril)

Vitória do ano em 2013: 5-1 ao Arouca (18 de Agosto)

Vitória do ano em 2014: eliminação do FCP da Taça no Dragão (18 de Outubro)

Vitória do ano em 2015: conquista da Taça de Portugal (31 de Maio)

Vitória do ano em 2016: conquista do Campeonato da Europa (10 de Julho)

Vitória do ano em 2017: eliminação do Steaua de Bucareste (23 de Agosto)

Vitória do ano em 2018: goleada ao Qarabag (29 de Novembro)

Vitória do ano em 2019: conquista da Taça de Portugal (25 de Maio)

Vitória do ano em 2020: conquista da Taça de Portugal em basquetebol (8 de Outubro)

2021 em balanço (7)

imago1006608719s.jpg

 

DERROTA DO ANO: 1-5 CONTRA O AJAX EM CASA

O impensável aconteceu: fomos cilindrados em Alvalade pelo Ajax. Por números humilhantes: 1-5. Acabou por ser a derrota que mais nos custou ao longo de 2021, ano em que apenas perdemos dois jogos nas competições internas.

É verdade que o adversário impunha respeito, tem um longo historial europeu e se transformou numa máquina de fazer golos, como ninguém ignora. Mas também é um facto que este Sporting comandado por Rúben Amorim nos habituou a elevadíssimos padrões de exigência. Daí a decepção ter sido maior. 

 

Se há jogos que correm mal desde o início, este foi um deles. O primeiro golo foi sofrido logo aos 2'. Aos dez, já perdíamos 0-2. Com o corredor direito do campeão holandês a actuar num ritmo alucinante, desorganizando a nossa linha defensiva, onde Rúben Vinagre, em estreia absoluta numa partida da Liga dos Campeões, teve exibição para esquecer. De tal maneira que foi substituído ao intervalo. 

Mas o problema não foi só dele. Se aos 33' tínhamos conseguido reduzir para 1-2, com Paulinho a marcar, ainda na primeira parte sofremos o terceiro. Na segunda, outros dois fixaram o resultado, com Haller e Antony exibindo todo o seu talento em campo.

Era também a estreia do nosso treinador numa partida da Champions: as recordações que conservou dela não são nada agradáveis, com toda a certeza. Tornou-se a nossa segunda pior prestação de sempre na Liga dos Campeões, onde não actuávamos desde 2017/2018. Pior só a derrota frente ao Bayern por 0-5 em 2009.

 

Valha a verdade que houve atenuantes. Desde logo, jogámos desfalcados. Com Coates ausente por castigo, Pedro Gonçalves de fora por lesão, Sarabia excluído por opção técnica. Nuno Mendes, titular absoluto do Sporting 2020/2021, saíra duas semanas antes para o PSG, deixando o nosso flanco esquerdo desguarnecido nessa noite de 15 de Setembro.

No banco de suplentes sentavam-se três futebolistas da equipa B: Geny, João Goulart e Gonçalo Esteves. O plantel parecia curto para tantas frentes competitivas.

Ainda por cima Gonçalo Inácio viu-se forçado a sair aos 21', lesionado.

 

Mas convém sublinhar que apesar da goleada não se escutaram assobios nas bancadas do nosso estádio - com apenas metade da lotação devido às restrições impostas pela pandemia. Pelo contrário, o apoio foi constante. Como há muito não se via. Prova inequívoca da confiança que os adeptos depositam na equipa.

Outro aspecto positivo: os jogadores cresceram com esta derrota. De tal modo que acabámos por superar com sucesso a fase de grupos da Liga dos Campeões, algo que não nos sucedia desde 2008/2009. Conclusão: a experiência adquirida, mesmo numa derrota pesada, acabou por ser um lado menos mau deste Sporting-Ajax. O caminho faz-se caminhando.

 

 

Derrota do ano em 2012: final da Taça de Portugal (20 de Maio)

Derrota do ano em 2013: 0-1 em casa contra o Paços de Ferreira (5 de Janeiro)

Derrota do ano em 2014: 3-4 contra o Schalke 04 em Gelsenkirchen (21 de Outubro)

Derrota do ano em 2015: 1-3 contra o CSKA em Moscovo (26 de Agosto)

Derrota do ano em 2016: 0-1 contra o Benfica em casa (5 de Março)

Derrota do ano em 2017: 1-3 contra o Belenenses em casa (7 de Maio)

Derrota do ano em 2018: final da Taça de Portugal (20 de Maio)

           Derrota do ano em 2019: Supertaça (4 de Agosto)

Derrota do ano em 2020: 1-4 contra o Lask Linz em casa (1 de Outubro)

2021 em balanço (6)

60b004685eb84.jpeg

 

DESPEDIDA DO ANO: NUNO MENDES

Alguns de nós, devido à pandemia, nunca chegámos a vê-lo jogar ao vivo no Sporting. Mas Nuno Mendes foi essencial na conquista do título, em Maio de 2021. O primeiro campeonato ganho pelo Sporting desde 2002. 

Rúben Amorim, dotado de olho clínico, não hesitou em promovê-lo de júnior à equipa principal. Aposta plenamente justificada: este habilidoso lateral foi titular indiscutível na Liga 2020/2021. Imperou no flanco esquerdo com notável domínio da bola, precisão nos cruzamentos, capacidade de recuperar posições. Acelerou o jogo leonino em momentos cruciais com níveis de concentração muito acima da média e uma maturidade competitiva nada vulgar num pós-adolescente.

De Leão ao peito, na temporada anterior, Nuno Alexandre Tavares Mendes cumpriu 35 jogos (num total de 2855 minutos), marcou um golo e fez duas assistências. A 24 de Março, estreou-se na selecção A, alinhando no onze inicial contra o Azerbaijão (vitória lusa, 1-0). Com apenas 18 anos. 

A 31 de Agosto, disse adeus ao Sporting. Ou, pelo menos, um até à vista. Rumou a Paris, emprestado ao PSG, onde não tardou a ser titular. Já cumpriu 19 jogos pela equipa campeã gaulesa. E rendeu de imediato 7 milhões de euros aos cofres leoninos, por taxa de empréstimo. Em França, garantem que o clube irá accionar a cláusula de compra opcional, pagando 40 milhões pela aquisição do passe do jogador formado em Alcochete. 

Nuno Mendes tem tudo para ser feliz em França. Ou seja onde for, desde que faça aquilo que mais sabe: jogar futebol. É um talento nato.

 

Despedida do ano em 2012: Polga

 Despedida do ano em 2013: Wolfswinkel

Despedida do ano em 2014: Leonardo Jardim

Despedida do ano em 2015: Marco Silva

Despedida do ano em 2016: Slimani

Despedida do ano em 2017: Adrien

Despedida do ano em 2018: Jorge Jesus

Despedida do ano em 2019: Bas Dost

Despedida do ano em 2020: Bruno Fernandes

2021 em balanço (5)

ErFxNraXIAAGMS-1-585.jpg

 

 DECEPÇÃO DO ANO: PLATA

Ainda vai muito a tempo de construir uma carreira fulgurante. Mas, para isso, precisa de mudar de atitude. Dentro e fora de campo. Gonzalo Jordy Plata Jiménez, equatoriano de 21 anos, participou na conquista do título leonino em 2020/2021 jogando a espaços mas marcando alguns golos de belo efeito, confirmando os seus dotes técnicos. Um deles, destaquei-o até como um dos nossos melhores de toda a temporada: o que apontou contra o Marítimo, na última jornada desse campeonato.

Na euforia da celebração do título, Plata aproximou-se de um microfone e exigiu ao treinador que apostasse nele com regularidade. Disse-o em tom de brincadeira, mas Rúben Amorim não deve ter apreciado o atrevimento. A verdade é que deu luz verde ao empréstimo do extremo, que a 31 de Agosto rumou ao país vizinho, passando a jogar por empréstimo no Valladolid, da segunda divisão espanhola.

Números do seu desempenho ao serviço deste clube: 13 jogos, quatro golos, 830 minutos em campo. Razoáveis para um futebolista médio, insuficientes para alguém com as suas potencialidades.

 

No critério de Amorim, que põe a equipa a jogar em permanente transição sobretudo nos corredores laterais, Plata peca por falta de comparência no processo defensivo. Falta-lhe cultura táctica. E alguma disciplina mental - também fora do rectângulo de jogo. Em Dezembro, protagonizou um acidente rodoviário, felizmente sem consequências graves, mas a polícia descobriu que conduzia embriagado

O caso provocou celeuma entre os adeptos do clube castelhano, que de imediato instaurou medidas de punição disciplinar ao jogador. Não falta em Valladolid quem exija a devolução imediata de Plata ao Sporting. Fora de causa estará a opção de compra por 70% do seu passe, quantia avaliada em 10 milhões de euros

Em entrevista recente, o futebolista confessou-se arrependido e prometeu ganhar juízo. Bem precisa dele para não desperdiçar o capital desportivo que já alcançou, também ao serviço da selecção do seu país, nomeadamente na Copa América.

Um regresso para jogar no Sporting, quatro meses após ter partido, parece ainda mais problemático. Plata, que várias vezes nos deslumbrou com o seu futebol de rua, não pode queixar-se do treinador nem dos colegas: só pode queixar-se de si próprio.

 

Decepção do ano em 2012: Elias

Decepção do ano em 2013: Bruma

Decepção do ano em 2014: Eric Dier

Decepção do ano em 2015: Carrillo

Decepção do ano em 2016: Elias

  Decepção do ano em 2017: Alan Ruiz

Decepção do ano em 2018: Rafael Leão

Decepção do ano em 2019: Miguel Luís

Decepção do ano em 2020: Vietto

2021 em balanço (4)

6155d59da9fab.jpeg

 

CONFIRMAÇÃO DO ANO: MATHEUS NUNES

Este ano que terminou vai ficar marcado na carreira do luso-brasileiro Matheus Luiz Nunes. Foi o ano da consagração dele no Sporting. O ano em que se firmou como titular da equipa, dando forte contributo para nos sagrarmos campeões nacionais após um penoso jejum que durou quase duas décadas. Essencial também na conquista da Taça da Liga, em que renovámos o título de campeões de Inverno - sobretudo na meia-final contra o FC Porto, a 19 de Janeiro: Matheus saltou do banco para trazer adrenalina e velocidade à nossa zona intermédia, impondo-lhe dinâmica ofensiva. 

Na memória dos adeptos ficaram outras vibrantes actuações deste médio em jogos decisivos. Como o Benfica-Sporting, a 1 de Fevereiro: foi ele o melhor em campo, marcando o golo do nosso triunfo - o primeiro contra o velho rival em Alvalade desde 2012. Como o Braga-Sporting, a 25 de Abril: foi também dele o solitário golo que nos garantiu os três pontos, num remate cruzado fuzilando a baliza minhota.

Vocacionado para desafios fundamentais. Assim é este jovem de 23 anos residente desde os 13 em Portugal que fomos buscar em Janeiro de 2019 ao Estoril por apenas 500 mil euros - uma das mais sábias aquisições da era Varandas. Tem desenvolvido muitas aptidões sob o comando de Rúben Amorim, que justamente o promoveu a titular indiscutível do onze leonino já nesta temporada, após a saída de João Mário.

Médio versátil, que tanto pode jogar a 6 como a 8 e até já actuou como lateral e extremo, Matheus tem características que a massa adepta aprecia: domina bem a bola, sabe transportá-la com qualidade e critério. Além disso, na hora do remate não sofre de complexos perante a baliza: só quer metê-la lá dentro.

Outra consagração chegou-lhe em 2021 ao receber a primeira convocatória para a selecção nacional de futebol: a 30 de Setembro foi chamado por Fernando Santos para se juntar à equipa das quinas. A estreia ocorreu a 10 de Outubro, num desafio em que derrotámos por 3-0 a selecção do Catar. «Estou muito feliz com a minha estreia. Vou trabalhar o máximo no clube para ser chamado aqui», declarou na altura. Para trás ficara a recusa, que assumiu perante o seleccionador Tite, de alinhar pelo escrete canarinho.

Contamos com Matheus Nunes para a revalidação do título - o bicampeonato que nos foge há 70 anos. E para a dobradinha que perseguimos sem sucesso desde 2002. Ele tornou-se uma peça fundamental no xadrez futebolístico de Amorim. Em parceria com Palhinha, Ugarte ou Daniel Bragança, actuando mais em contenção ou mais em transição, tanto faz. Tem fibra de campeão: isso é o que mais importa.

 

Confirmação do ano em 2012: André Martins

Confirmação do ano em 2013: Adrien

Confirmação do ano em 2014: João Mário

Confirmação do ano em 2015: Paulo Oliveira

Confirmação do ano em 2016: Gelson Martins

Confirmação do ano em 2017: Podence

Confirmação do ano em 2018: Bruno Fernandes

Confirmação do ano em 2019: Luís Maximiano

Confirmação do ano em 2020: Palhinha

2021 em balanço (3)

transferir.jpg

 

PROMESSA DO ANO: GONÇALO ESTEVES

Estreou-se há dias junto aos "grandes", na equipa principal do Sporting. E correspondeu às expectativas dos adeptos. Já o tínhamos visto na pré-época, quando decidiu vir do FC Porto para Alvalade, e essas primeiras impressões foram muito favoráveis. Estamos perante aquilo a que dantes se chamava "um jogador com raça", daqueles que em campo dão tudo quanto têm, nunca regateando esforços em prol do colectivo.

Gonçalo do Lago Pontes Esteves, minhoto de Arcos de Valdevez, ainda não completou 18 anos. Mas já promete muito: este lateral direito com propensão ofensiva é um dos novos valores leoninos que tem vindo a registar ascensão mais rápida. 

A 8 de Julho assinou contrato de formação com o Sporting, por opção própria. Separou-se do irmão mais velho, Tomás, que continua de azul e branco. E não revelou qualquer problema de integração no nosso clube. De Leão ao peito, nestes seis meses incompletos, teve oportunidade de actuar na equipa B, na Liga Jovem, na Taça da Liga e na Taça de Portugal. A 7 de Dezembro, Rúben Amorim não hesitou em indicá-lo como titular no Ajax-Sporting. «Realizei um sonho de menino», congratulou-se o caloiro nas redes sociais. Com motivos de sobra para se sentir feliz: acabara de estrear-se na Liga dos Campeões.

Onze dias depois, outra estreia: actuou como titular no campeonato, em Barcelos. Aproveitando as ausências de Porro (por lesão) e Esgaio (covid-19). Esteve 77 minutos em campo e cumpriu no essencial, revelando as suas melhores características: velocidade, boa técnica individual, capacidade de criar desequilíbrios, ousadia nos confrontos individuais sem complexos de qualquer espécie.

«Não custa augurar-lhe uma carreira de grande sucesso», escrevi aqui no rescaldo desse Gil Vicente-Sporting, que vencemos 3-0. Reiterando tal prognóstico, destaco-o como nosso jogador revelação em 2021. Convicto de que Gonçalo Esteves tudo fará para merecer a confiança que depositamos nele.

 

Promessa do ano em 2012: Eric Dier

Promessa do ano em 2013: William Carvalho

Promessa do ano em 2014: Carlos Mané

Promessa do ano em 2015: Gelson Martins

Promessa do ano em 2016: Francisco Geraldes

Promessa do ano em 2017: Rafael Leão

Promessa do ano em 2018: Jovane

Promessa do ano em 2019: Rafael Camacho

Promessa do ano em 2020: Tiago Tomás

2021 em balanço (2)

transferir.jpg

 

TREINADOR DO ANO: RÚBEN AMORIM

Este ano tinha de figurar aqui de novo. Por motivos acrescidos aos do ano passado. Porque se confirmou como enorme mais-valia do Sporting. Porque devolveu em definitivo a esperança à massa adepta leonina. Até àqueles que urraram de indignação quando Frederico Varandas o foi buscar a Braga. Até àqueles imbecis que ainda não há muito faziam trocadilhos sem graça com o apelido dele e insistiam em chamar-lhe «lampião».

A esses e a todos os outros, Rúben Amorim reagiu com bonomia e desportivismo. Convicto de que o verdadeiro campeão não é aquele que faz exercícios gratuitos de bazófia ou berra aos quatro ventos afirmando-se melhor do que os adversários. O verdadeiro campeão exibe o seu valor em campo, respeitando os adversários. Olhando mais para o colectivo do que para as individualidades. Dizendo muito mais vezes a palavra "nós" do que a palavra "eu". Acreditando que o todo é sempre mais vasto do que a mera soma das partes. Jogo a jogo, sem queimar etapas. Sem dar o passo maior do que a perna.

No seu primeiro ano civil completo ao serviço do Sporting, Rúben Filipe Marques Diogo Amorim comprovou os pergaminhos que já lhe reconhecíamos no final de 2020. Em Janeiro, levou o nosso emblema à reconquista da Taça da Liga. Em Maio, suprema alegria: sagrávamo-nos campeões nacionais de futebol, recuperando um título que nos fugia desde 2002. Em Julho, cereja em cima do bolo: também foi nossa a Supertaça. 

Fiel ao sistema táctico que implantou em Alvalade - e que outros não tardaram a imitar, com muito menos sucesso - o jovem treinador, hoje com 36 anos, deu sequência ao lema "onde vai um, vão todos". Jogue quem jogar, adapta-se na perfeição à dinâmica que ele idealizou. Mesmo com futebolistas que jogam ou jogavam recentemente nos escalões da formação, vários do quais lançados este ano: Gonçalo EstevesJoão GoulartNazinho e Geny. Incluindo o mais jovem de sempre: Dário, em estreia absoluta na nossa equipa principal no dia 20 de Março, uma semana após festejar o 16.º aniversário.

Com Amorim ao leme, despedimo-nos de 2021 ainda com melhor registo pontual na Liga do que um ano antes, quando já rumávamos ao título máximo. Somamos 11 triunfos consecutivos em desafios do campeonato, igualando marca alcançada em 1990/1991. Não sofremos qualquer derrota caseira nas competições internas ao longo de todo o ano civil. E continuamos a marcar presença em todas as frentes competitivas. 

É obra. Vão escasseando adjectivos para catalogar um dos três melhores treinadores que o futebol do Sporting conheceu nas últimas quatro décadas. Todos queremos que ele permaneça muito tempo entre nós. Para sempre, se for possível.

 

Treinador do ano em 2012: Domingos Paciência

Treinador do ano em 2013: Leonardo Jardim

Treinador do ano em 2014: Marco Silva

Treinador do ano em 2015: Jorge Jesus

Treinador  do ano em 2016: Fernando Santos

Treinador do ano em 2017: Jorge Jesus

Treinador do ano em 2018: Nuno Dias

Treinador do ano em 2019: Paulo Freitas

Treinador do ano em 2020: Rúben Amorim

2021 em balanço (1)

pedro-goncalves-pote-sporting-1.jpg

 

JOGADOR DO ANO: PEDRO GONÇALVES

Pelo segundo ano consecutivo, figura aqui como elemento mais destacado. Agora por motivos reforçados. Porque 2021 foi memorável, inesquecível. Um ano em que o Sporting não registou qualquer derrota em casa nas competições internas. O ano da reconquista do título máximo do futebol português que nos fugia desde 2002.

Pedro Gonçalves, um dos obreiros dessa campanha vitoriosa que devolveu o emblema leonino ao posto máximo do nosso desporto-rei. Elemento crucial da imparável dinâmica que além do campeonato nos rendeu também a conquista da Taça da Liga, logo a 23 de Janeiro, e da Supertaça, a 31 de Julho.

Campeões de Inverno, campeões de Verão, equipa-sensação em todas as estações. Muito graças a ele, Pedro António Pereira Gonçalves, transmontano de Chaves, 23 anos de idade. Médio ofensivo com irresistível atracção pelas balizas adversárias. Sem este seu talento, o percurso vitorioso do Sporting não teria a mesma eficácia nem o mesmo brilho.

Os números confirmam: 34 golos marcados nestas duas épocas por Pedro Gonçalves - que o jornal Record, estupidamente, insiste em nunca mencionar pelo nome de baptismo, designando-o sempre por uma velha alcunha do tempo de escola. Apetece perguntar aos membros da direcção deste jornal se preferem ser tratados por alcunhas em vez dos nomes profissionais que lhes são reconhecidos.

No futebol, desporto colectivo, há lugar garantido ao mérito individual. Daí Pedro ser hoje um dos maiores ídolos da massa adepta verde-e-branca. Sem favor algum: basta lembrar que na temporada 2020/2021 sagrou-se rei dos marcadores do campeonato, com 23 golos. Há um quarto de século - desde Domingos Paciência, em 1996 - que um jogador português não figurava no topo da lista dos goleadores da nossa Liga. E foi a primeira vez que a Bola de Prata coube a um médio de raiz. 

Como se isto não bastasse, o jovem oriundo do Famalicão que assinou contrato com o Sporting em Agosto de 2020 já leva onze golos apontados na temporada em curso - 21 em todas as competições disputadas ao longo deste ano civil. É imperioso que Fernando Santos o convoque para a selecção nacional. Não para aquecer o banco ou ver os desafios da bancada, mas para jogar. A equipa das quinas precisa dele no local certo: o relvado. 

 

Jogador do ano em 2012: Rui Patrício

Jogador do ano em 2013: Montero

Jogador do ano em 2014: Nani

Jogador do ano em 2015Slimani

Jogador do ano em 2016: Adrien

Jogador do ano em 2017: Bas Dost

Jogador do ano em 2018: Bas Dost

Jogador do ano em 2019: Bruno Fernandes

Jogador do ano em 2020: Pedro Gonçalves

O Sporting virtual e não só. Um balanço

Ultimamente, é esta a minha rotina com o Sporting:

  • esperar que Rúben Amorim fale
  • ver o jogo da equipa sénior de futebol, no estádio ou na tv.
  • ouvir Rúben Amorim depois do jogo
  • aguardar o backstage do jogo, no Youtube do Sporting. Tem sido feito um extraordinário trabalho no canal do nosso clube, convido quem não conhece a passar por lá. Do já referido backstage aos variados ADN de Leão, há um caminho seguro a ser feito, que merece no mínimo ser acompanhado.
  • acompanhar modalidades, resultados e calendários, nas redes sociais + assistir a um ou outro jogo no João Rocha. 

 

Se me dissessem há quatro anos - talvez nem tanto - que esperaria por palavras de Rúben Amorim, não sei que pensaria. No entanto, cá estamos, e ainda bem.

Gosto de viver o clube assim, perceber referências que passam de ecrã para realidade, da realidade do relvado, para a bancada, da bancada para a quadra. Gosto de conhecer melhor convívios e dinâmicas, levam-me de certa forma aos tempos em que ia assistir aos treinos e observava como se davam os meus ídolos. Gosto - e não temos todos de gostar do mesmo - que o virtual acompanhe o real e vice-versa.

Durante o confinamento, tudo foi virtual: via os jogos na TV, fazia o pré e pós-match no clubhouse, celebrava no instagram e no whatsapp. Não me conformo com não termos visto o Sporting campeão no estádio, mas, não podendo ser, aproveitei cada momento em casa. Também vi mais hóquei e futsal que em toda a minha vida, distingui finalmente cada um dos atletas das equipas seniores masculinas (não vamos elevar mais que isto as expectativas sobre o que aprendi) e celebrei com eles, à distância.

No regresso, voltei ao estádio, vou ao João Rocha de vez em quando, continuo a acompanhar o Sporting nas redes. Quando está bem feito, é bonito de se ver, vale para dentro e fora de campo.

 

Está feito um balanço do que têm sido os meus últimos tempos de Sporting.

Voltarei, prometo ser breve.

 

PS: só para assinalar um ano de "Onde vai um vão todos", passado ontem. Dito pelo treinador, alavancado nas redes sociais, celebrado nas ruas em Maio.

Balanço de Outubro

 

2 de Outubro (campeonato)

Arouca, 1 - Sporting, 2

 

15 de Outubro (Taça de Portugal)

Belenenses, 0 - Sporting, 4

 

19 de Outubro (Liga dos Campeões)

Besiktas, 1 - Sporting, 4

 

23 de Outubro (campeonato)

Sporting, 1 - Moreirense, 0

 

26 de Outubro (Taça da Liga)

Sporting 2 - Famalicão, 1

 

30 de Outubro (campeonato)

Sporting, 1 - V. Guimarães, 0

 

Balanço do mês: seis jogos, seis vitórias em quatro competições diferentes. Catorze golos marcados, três sofridos.

No campeonato, exibimos desde sábado o melhor registo defensivo em 29 anos. Com apenas quatro golos consentidos em dez jornadas.

Para onde vai um, vão todos. Rumo a novos títulos e troféus.

Balanço dos prognósticos 2020/2021

Antes do arranque do campeonato nacional de futebol 2021/2022, relembro os prognósticos sobre a prestação do Sporting em cada jornada da Liga anterior feitos no És a Nossa Fé.

É um teste à vossa perspicácia que aqui recomeçará, pelo nono ano consecutivo, mal soe o apito de saída da próxima Liga.

 

27 de Setembro (Paços de Ferreira, 0 - Sporting, 2): Allfacinha, Pedro Batista

4 de Outubro (Portimonense, 0 - Sporting, 2): Diogo Viegas

17 de Outubro (Sporting, 2 - FC Porto, 2): Ninguém acertou

24 de Outubro (Santa Clara, 1 - Sporting, 2): Luís Ferreira

28 de Outubro (Sporting, 3 - Gil Vicente, 1): Albertina Correia de Carvalho, Carlos Correia, Jô

1 de Novembro (Sporting, 4 - Tondela, 0):  Albertina Correia de Carvalho

7 de Novembro (V. Guimarães, 0 - Sporting, 4): Ninguém acertou

28 de Novembro (Sporting, 2 - Moreirense, 1):  Lindomaia, Luís Ferreira

5 de Dezembro (Famalicão, 2 - Sporting, 2): Luís Silva

19 de Dezembro (Sporting, 1 - Farense, 0): António Pedro

27 de Dezembro (Belenenses SAD, 1 - Sporting, 2): Carlos Correia, David de Carvalho

2 de Janeiro (Sporting, 2 - Braga, 0): Fernando, Ricardo Roque

8 de Janeiro (Nacional, 0 - Sporting, 2): Fernando, LAF, Pedro Batista, Ricardo Roque

15 de Janeiro (Sporting, 1 - Rio Ave, 1): Ninguém acertou

26 de Janeiro (Boavista, 0 - Sporting, 2): Fernando, José da Xã, Leão de Lordemão, Luís Barros, Pedro Batista, Ricardo Roque, Tiago Oliveira

1 de Fevereiro (Sporting, 1 - Benfica, 0): CAL, Fernando, Fernando Luís, Leão do Fundão, Manuel Parreira, Ricardo Roque, Verde Protector

5 de Fevereiro (Marítimo, 0 - Sporting, 2): Gaspar

9 de Fevereiro (Gil Vicente, 1 - Sporting, 2): CAL

15 de Fevereiro (Sporting, 2 - Paços de Ferreira, 0) Luís Ferreira

20 de Fevereiro (Sporting, 2 - Portimonense, 0): CAL, Carlos Correia

27 de Fevereiro (FC Porto, 0 - Sporting, 0): Luís Ferreira

5 de Março (Sporting, 2 - Santa Clara, 1): Ângelo

13 de Março (Tondela, 0 - Sporting, 1): António, António Pedro, CAL, Cristina Torrão, Fernando Luís, Gaspar, José da Xã, Leão 79, Luís Silva

20 de Março (Sporting, 1 - V. Guimarães, 0): António

5 de Abril (Moreirense, 1 - Sporting, 1): António

11 de Abril (Sporting, 1 - Famalicão, 1): Ninguém acertou

16 de Abril (Farense, 0 - Sporting, 1): Ângelo, CAL, Guilherme, José da Xã, RASR

21 de Abril (Sporting, 2 - Belenenses SAD, 2): Ninguém acertou

25 de Abril (Braga, 0 - Sporting, 1): AHR, Carlos Correia, Cristina Torrão, Leão 79, Leoa 6000, Luís Lisboa, Pedro Batista, Verde Protector

1 de Maio (Sporting, 2 - Nacional, 0): Carlos Correia, João Gil

5 de Maio (Rio Ave, 0 - Sporting, 2): João Santos, José Vieira, Pedro Batista, Ricardo Roque, Smiley Lion, Tiago Oliveira, Verde Protector

11 de Maio (Sporting, 1 - Boavista, 0): Roberto Dias, Tiago Oliveira

15 de Maio (Benfica, 4 - Sporting, 3): Ninguém acertou

19 de Maio (Sporting, 5 - Marítimo, 1): Ninguém acertou

 

CONCLUSÃO:

A vitória, nesta temporada, coube a um quarteto de felizes vaticinadores que aproveito para cumprimentar agora: a minha colega de blogue CAL, o meu colega de blogue Ricardo Roque, e os leitores Carlos Correia e Pedro Batista. Cada um com cinco palpites certos.

Seguiram-se, com quatro previsões correctas, os leitores António, Fernando e Luís Ferreira (vencedor em 2018/2019).

Com três, um terceto composto pelo meu colega José da Xã (vencedor em 2013/2014 e 2016/2017) e pelos leitores Tiago Oliveira e Verde Protector.

 

Foi pena ninguém ter acertado em sete dos 34 jogos. Incluindo em duas partidas que o Sporting venceu. Mesmo assim, este foi o ano em que tivemos mais participações em números absolutos e mais resultados certos.

Esperemos que a pontaria se revele ainda mais afinada na Liga 2021/2022. Não apenas a nossa, por cá, mas sobretudo a dos jogadores leoninos em campo.

 

Aproveito para recordar que na Liga 2013/2014 houve por cá  sete vencedores:  Bruno Cardoso, Edmundo Gonçalves, João Paulo Palha, João Torres, José da Xã, Lina Martins e Octávio.

No campeonato 2014/2015, apenas umLeão do Fundão.

Em 2015/2016, triunfou o Grande Artista Goleador.

Em 2016/2017, o vencedor foi novamente o José da Xã.

Em 2017/2018, venceu o leitor J. Ramos.

Em 2018/2019, destacou-se o leitor Luís Ferreira.

Em 2019/2020, a vitória isolada foi feminina pela primeira vez, sorrindo à Cristina Torrão.

 

Já falta pouco para começar a próxima ronda de palpites. Aberta, como as anteriores, a todos quantos fazem e lêem este blogue.

Pódio: Pedro Gonçalves, Palhinha, Coates

Em jeito de balanço, aqui fica a lista dos jogadores que receberam a menção de melhores em campo no último campeonato, em resultado da soma das classificações atribuídas pelos diários desportivos após cada jornada.

 

Pedro Gonçalves foi o grande protagonista da temporada 2020/2021: liderou destacado as classificações de todos os jornais desportivos. Sucede assim a Bruno Fernandes, que tinha sido primeiro nas três épocas anteriores.

O pódio integra ainda Palhinha e Coates, nas posições imediatas. É consensual: este trio - completado com o guarda-redes Adán - formou a espinha dorsal da equipa do Sporting que conquistou o campeonato nacional após 19 anos de jejum. Comprovando assim que estas classificações da imprensa desportiva fazem sentido.

Recordo que em 2019/2020 o segundo e o terceiro posto foram ocupados por Jovane e Vietto. E há duas épocas foram Raphinha e Nani a fazer companhia ao actual craque do Manchester United neste grupo dos três mais votados.

 

Em relação ao ano passado, verifica-se uma descida de Jovane (de 14 para 4 pontos) e uma subida muito significativa de Coates - que em 2019/2020 foi considerado o melhor em campo apenas duas vezes, num total de 102 menções dos três diários desportivos, e na temporada anterior nem sequer havia sido mencionado.

Nuno Mendes também sobe (de 3 para 8). 

Plata (quarto em 2019/2020), Luís Maximiano e Neto desaparecem deste quadro, ao contrário do que sucedera há um ano.

Uma curiosidade: Sporar mantém a pontuação, apesar de ter jogado apenas meia época desta vez.

 

Em relação aos reforços, e para além de Pedro Gonçalves, destaque para a entrada directa de Adán (quinto este ano). Além das boas posições alcançadas por Nuno Santos e Porro.

Paulinho, embora tendo chegado mais tarde, está também presente.

 

Nuno Mendes, Tiago Tomás e Gonçalo Inácio não ficaram esquecidos. 

Wendel, que só fez dois jogos de verde e branco, deu nas vistas apesar disso. 

João Mário nem aparece. Omissão total.

 

Finalmente, pequenos apontamentos.

A Bola embirrou claramente com Nuno Santos - foi o único jornal que omitiu por completo o extremo leonino (que tinha passado pelo Benfica) na escolha dos melhores em campo. Enquanto deu duas vezes a melhor nota a Sporar, depois transferido para o Braga.

O Jogo só elegeu Palhinha e Nuno Mendes uma vez cada, em nítido contraste com as opções dos outros jornais. Percebe-se que nenhum deles é muito apreciado pelo diário conotado com o FC Porto. Que - talvez para compensar - atribuiu, em exclusivo, votos isolados a Tabata e Daniel Bragança. 

 

Pedro Gonçalves: 31

Palhinha: 10

Coates: 9

Nuno Mendes: 8

Adán: 6

Tiago Tomás: 6

Nuno Santos: 5

Porro: 4

Jovane: 4

Matheus Nunes: 4

Paulinho: 4

Sporar: 3

Wendel: 2

Feddal: 2

Gonçalo Inácio: 2

Tabata: 1

Daniel Bragança: 1

 

A BOLA: Pedro Gonçalves (9), Palhinha (5), Coates (3), Nuno Mendes (3), Adán (3), Sporar (2), Tiago Tomás (2), Wendel, Porro, Matheus Nunes, Feddal, Gonçalo Inácio, Jovane, Paulinho.

RECORD: Pedro Gonçalves (11), Nuno Mendes (4), Palhinha (4), Coates (3), Nuno Santos (2), Porro (2), Tiago Tomás (2), Paulinho (2), Jovane, Gonçalo Inácio, Adán, Matheus Nunes.

O JOGO: Pedro Gonçalves (11), Nuno Santos (3), Coates (3), Jovane (2), Adán (2), Tiago Tomás (2), Matheus Nunes (2), Wendel, Nuno Mendes, Sporar, Porro, Tabata, Feddal, Palhinha, Daniel Bragança, Paulinho.

 

Há um ano  foi assim: Bruno Fernandes, Jovane, Vietto

Há dois anos foi assim: Bruno Fernandes, Raphinha, Nani.

Há três anos foi assim: Bruno Fernandes, Bas Dost, Gelson Martins.

Há quatro anos foi assim: Bas Dost, Gelson Martins, Bruno César. 

Há cinco anos foi assim: Slimani, João Mário, Gelson Martins.

Os melhores jogadores da época passada

Balanço dos jogadores do Sporting que mais se destacaram em cada desafio do campeonato 2020/2021:

 

Pedro Gonçalves: 11 (Sporting-FC Porto; Santa Clara-Sporting; Sorting-Tondela; V. Guimarães-Sporting; Sporting-Moreirense; Nacional-Sporting; Sporting-Rio Ave; Marítimo-Sporting; Sporting-Famalicão; Benfica-Sporting; Sporting-Marítimo)

Coates: 6 (Paços de Ferreira-Sporting; Gil Vicente-Sporting; FC Porto-Sporting; Sporting-Santa Clara; Sporting-Belenenses SAD; Braga-Sporting)

Palhinha: 4 (Sporting-Paços de Ferreira; Sporting-Portimonense; Sporting- V. Guimarães; Sporting-Boavista)

Porro: 3 (Famalicão-Sporting; Sporting-Braga; Boavista-Sporting)

Nuno Mendes: 2 (Portimonense-Sporting; Tondela-Sporting)

Adán: 2 (Belenenses SAD-Sporting; Farense-Sporting)

Sporar: 1 (Sporting-Gil Vicente)

Tabata: 1 (Sporting-Farense)

Matheus Nunes: 1 (Sporting-Benfica)

João Mário: 1 (Moreirense-Sporting)

Jovane: 1 (Sporting-Nacional)

Paulinho: 1 (Rio Ave-Sporting)

 

Na época 2014/15, os melhores jogadores foram Nani, William Carvalho e Montero.

Na época 2015/16, os melhores jogadores foram Slimani, Adrien e João Mário.

Na época 2016/17, os melhores jogadores foram Gelson Martins, Bas Dost e Adrien.

Na época 2017/18, os melhores jogadores foram Gelson Martins, Bruno Fernandes e Rui Patrício.

Na época 2018/19, os melhores jogadores foram Bruno Fernandes, Raphinha e Nani.

Na época 2019/20, os melhores jogadores foram Bruno Fernandes, Jovane e Coates.

Balanço (34)

Antes do início do campeonato nacional de futebol 2021/2022, relembro os meus apontamentos da época passada. Para recordar os jogadores que se evidenciaram mais em cada desafio. Esta é a última de quatro partes.

 

16 de Abril (Farense, 0 -  Sporting, 1): ADÁN

«Para já, fica matematicamente garantido o quinto lugar da Liga 2020/2021. A sete jornadas do fim da prova. Ainda podemos totalizar 90 pontos, se vencermos todos os jogos até ao fim. À condição, levamos agora nove de avanço sobre o FC Porto, 12 sobre o Benfica e 15 sobre o Braga.»

 

21 de Abril (Sporting, 2 - Belenenses SAD, 2): COATES

«A perder por 0-2, os nossos jogadores encheram-se de brios, carregaram no acelerador e fizeram enfim enorme pressão sobre o Belenenses SAD, que passou a aliviar de qualquer maneira. Só foi pena terem esperado tanto tempo para mostrarem como se deve fazer. Não podiam ter despertado mais cedo?»

 

25 de Abril (Braga, 0 - Sporting, 1): COATES

«Terceiro embate da época entre as duas equipas, terceiro triunfo leonino. Não pode ser coincidência, numa temporada em que a esmagadora maioria dos comentadores antevia a turma minhota "já como equipa grande" e até "a praticar o melhor futebol" do campeonato português. Palavras que foram levadas pelo vento: agora derrotado por 0-1, o Braga segue na quarta posição da Liga 2020/2021, com menos 15 pontos que o Sporting.»

 

1 de Maio (Sporting, 2 - Nacional, 0): JOVANE

«Vitória categórica contra três equipas: o onze adversário (reduzido para dez aos 67'), o árbitro que fez vista grossa a uma grande penalidade cometida sobre Paulinho logo aos 7' e o vídeo-árbitro Luís Ferreira, incapaz de detectar um murro na cara de Daniel Bragança aos 45'+1 e um ostensivo agarrão a Coates aos 80'.»

 

5 de Maio (Rio Ave, 0 - Sporting, 2): PAULINHO

«Domínio leonino absoluto na primeira parte, em que condicionámos toda a manobra do Rio Ave. A vantagem começou a ser construída aos 34', na conversão de uma grande penalidade (a nona de que beneficiámos nesta época), por Pedro Gonçalves, e ficou selada aos 63', quando Paulinho marcou um grande golo. Que só não fez levantar o estádio porque - apesar do desconfinamento geral - o público continua impedido de frequentar as bancadas.»

 

11 de Maio (Sporting, 1 - Boavista, 0): PALHINHA

«Feddal faz um passe vertical lá de trás e coloca nos pés de João Mário, que consegue libertar-se da marcação simultânea de dois adversários e serve Nuno Santos, entretanto desmarcado. Do canhoto sai um centro teleguiado para a grande área: Paulinho encosta. Missão cumprida.»

 

15 de Maio (Benfica, 4 - Sporting, 3): PEDRO GONÇALVES

«Entrámos a pressionar, mas com incompreensíveis falhas posicionais. Sobretudo na linha defensiva do meio-campo, onde se abriam crateras entre Daniel Bragança e Matheus Nunes - ontem titulares em vez de João Mário e Palhinha - e entre estes dois jogadores e o trio de centrais. O Benfica explorou inteligentemente estes espaços vazios lançando ataques demolidores que produziram estragos.»

 

19 de Maio (Sporting, 5 - Marítimo, 1): PEDRO GONÇALVES

«Aconteceu a nossa maior goleada da Liga 2020/2021, com um dos mais belos golos da prova, uma das melhores assistências que vimos nos últimos meses e um extraordinário quase-golo que merecia outro desfecho, lá no fundo das redes adversárias.»

Balanço (33)

Antes do início do campeonato nacional de futebol 2021/2022, relembro os meus apontamentos da época passada. Para recordar os jogadores que se evidenciaram mais em cada desafio. Esta é a terceira de quatro partes.

 

9 de Fevereiro (Gil Vicente, 1 -  Sporting, 2): COATES

«Vendo o Sporting perder ao intervalo, o treinador tentou tudo para virar o rumo da partida. E conseguiu: esgotou as substituições e, a cada mexida que fazia, o Sporting foi ficando melhor. Saíram jogadores mais fatigados ou desinspirados, entraram outros mais velozes e acutilantes. Foi assim logo no minuto inicial da segunda parte, quando Gonçalo Inácio e Tiago Tomás renderam Neto e Antunes.»

 

15 de Fevereiro (Sporting, 2 - Paços de Ferreira, 0): PALHINHA

«Quatro oportunidades de golo, duas concretizadas. Aos 20', na conversão de um penálti, por João Mário - que apontou muito bem o castigo máximo. E aos 48', por Palhinha, naquele que é desde já um dos melhores golos deste campeonato. Na sequência de um canto, o que merece ser assinalado: foi a primeira vez que aproveitámos da melhor maneira um pontapé de canto nesta Liga 2020/2021.»

 

20 de Fevereiro (Sporting, 2 - Portimonense, 0): PALHINHA

«Procurámos adiantar-nos no marcador tão cedo quanto possível. Alcançado o 2-0 antes do intervalo, soubemos gerir a vantagem durante todo o segundo tempo, defendendo em bloco compacto e garantindo com inegável competência a posse de bola, sem riscos desnecessários, até porque a chuva ia caindo com intensidade e o relvado de Alvalade foi-se tornando impraticável para a prática de um futebol artístico.»

 

27 de Fevereiro (FC Porto, 0 - Sporting, 0): COATES

«Dois objectivos nos serviam: a vitória ou o empate. Prevaleceu o segundo (0-0), confirmando que os portistas são incapazes de nos vencer esta época: em três confrontos, perderam um e empataram nos restantes. Ao contrário do que sucedeu na temporada anterior. Mantemos os dez pontos de vantagem em relação ao FCP, ainda segundo. Estamos a dez triunfos de nos sagrarmos campeões nacionais de futebol. Nota a reter: não empatávamos neste estádio desde 2008/2009.»

 

5 de Março (Sporting, 2 - Santa Clara, 1): COATES

«Triunfo começado a construir aos 22' e consumado já no tempo extra - uma vez mais - quando estava decorrido o penúltimo dos quatro minutos de compensação concedidos pelo árbitro. Desatando assim o empate que a equipa açoriana ameaçara impor aos 84'. Este Sporting soma e segue. Com estrelinha, sim. Mas não há campeões sem sorte, nunca houve.»

 

13 de Março (Tondela, 0 - Sporting, 1): NUNO MENDES

«Neste mesmo estádio, só Benfica e V. Guimarães tinham saído antes com três pontos na Liga 2020/2021. Nós próprios perdemos lá nos dois campeonatos anteriores: 1-2 em Janeiro de 2019 e 0-1 em Novembro de 2019. O que torna esta vitória ainda mais saborosa. Foi a décima nos últimos 11 jogos.»

 

20 de Março (Sporting, 1 - V. Guimarães, 0): PALHINHA

«Domínio total do jogo e conquista de mais três pontos nesta recepção à turma minhota, apanhada de surpresa pela mudança do sistema táctico intoduzida por Rúben Amorim na nossa equipa, que actuou sobretudo em 3-5-2, com Daniel Bragança como médio colocado logo atrás do duo de avançados (Pedro Gonçalves e Tiago Tomás). Desta forma o corredor central foi todo nosso. E os de Guimarães viram-se incapazes de desatar o nó.»

 

5 de Abril (Moreirense, 1 - Sporting, 1): JOÃO MÁRIO

«Nos 20 minutos finais, a equipa usou e abusou das trocas de bola entre os centrais e dos atrasos ao guarda-redes, atitude imprópria de um emblema que sonha ser campeão nacional. Tentar segurar 1-0 com tão estéril "posse de bola" conta apenas para as estatísticas. E basta um deslize para correr mal. Foi precisamente o que aconteceu.»

 

11 de Abril (Sporting, 1 - Famalicão, 1): PEDRO GONÇALVES

«Entre o golo marcado e os vinte minutos finais, em que acentuaram enfim a pressão sobre a baliza adversária, voltaram a abusar da "posse de bola" inconsequente, feita de saída a passo, sucessivas trocas entre os centrais, passes curtos no miolo do terreno, lateralizados e à retaguarda, sem variações de flanco, sem explorar as alas, sem arriscar no remate de meia-distância. Dando quase a sensação de que o empate já servia.»

 

(Conclui amanhã)

Balanço (32)

Antes do início do campeonato nacional de futebol 2021/2022, relembro os meus apontamentos da época passada. Para recordar os jogadores que se evidenciaram mais em cada desafio. Esta é a segunda de quatro partes.

 

5 de Dezembro (Famalicão, 2 -  Sporting, 2): PORRO

«Aconteça o que acontecer nesta jornada, e apesar dos dois pontos hoje perdidos em Famalicão, manteremos o primeiro lugar. Continuamos a ser a única equipa invicta. E até agora marcámos em todas as jornadas do campeonato.»

 

19 de Dezembro (Sporting, 1 - Farense, 0): TABATA

«Vitória conseguida após se ter esgotado o período regulamentar de jogo, já em tempo de prolongamento. Mas é quanto basta para seguirmos na frente da Liga 2020/2021, que comandamos há cinco jornadas consecutivas, desde 1 de Novembro. Quase 20 anos depois, voltamos a ser líderes isolados no Natal: a última vez foi em 2001/2002, quando fomos campeões.»

 

27 de Dezembro (Belenenses SAD, 2 - Sporting, 2): ADÁN

«O Sporting foi surpreendido por um Belenenses SAD muito avançado no terreno e que nunca abandonou a pressão atacante. Confronto difícil no Jamor, em noite gelada e com chuva na segunda parte, contra um adversário que há duas jornadas venceu o Braga naquele mesmo cenário. Soube a pouco em termos exibicionais, mas a nossa equipa cumpriu no essencial.»

 

2 de Janeiro (Sporting, 2 - Braga, 0): PORRO

«Tivemos três oportunidades de golo, convertemos duas. Equipa com fome de títulos é mesmo assim: aproveita o que houver, sem desperdícios.»

 

8 de Janeiro (Nacional, 0 - Sporting, 2): PEDRO GONÇALVES

«Num terreno absolutamente impróprio para a prática desportiva, muito menos para uma competição de futebol profissional, o onze leonino dominou do primeiro ao último minuto, vulgarizando o Nacional, que não produziu qualquer lance de perigo para a nossa baliza. Vencemos por 2-0, com um golo em cada parte, e podíamos ter marcado pelo menos mais dois. Mas melhor do que o resultado foi a exibição, num autêntico futebol de lama, sob um dilúvio implacável que se abateu sobre o Funchal: triunfo da vontade, da atitude competitiva, do espírito colectivo, da garra leonina.»

 

15 de Janeiro (Sporting, 1 - Rio Ave, 1): PEDRO GONÇALVES

«É verdade que [Amorim] não podia contar com Neto e Nuno Mendes, infectados com Covid-19, nem com Feddal, afastado por acumulação de cartões. Optou por Borja e Eduardo Quaresma para formarem o trio de centrais com Coates, quando tinha Gonçalo Inácio como alternativa viável ao colombiano, e podia ter apostado em Porro como central mais próximo da ala direita, fazendo entrar Matheus Nunes para médio-ala. Mais controversa ainda foi a sua aposta em Plata para fazer o corredor esquerdo, habitualmente entregue a Nuno Mendes: o jovem equatoriano falha clamorosamente nas missões defensivas e andou perdido na missão táctica que lhe cabia.»

 

26 de Janeiro (Boavista, 0 - Sporting, 2): PORRO

«Domínio total do Sporting do princípio ao fim da partida do Bessa, quase sempre de sentido único. Com Adán a fazer apenas uma defesa digna desse nome (82'). O resultado ao intervalo (1-0) era muito lisonjeiro para a equipa da casa. No mesmo estádio onde o Boavista vencera o Benfica por 3-0.»

 

1 de Fevereiro (Sporting, 1 - Benfica, 0): MATHEUS NUNES

«Desde Abril de 2012 (Godinho Lopes era o presidente e Sá Pinto era o treinador) que não vencíamos o Benfica, em casa, para o campeonato. Tinham Nuno Mendes e Tiago Tomás apenas nove anos. Era mais que tempo de pôr fim a isto. E faço desde já votos para que um tão grande período sem derrotarmos as papoilas em Alvalade nunca mais volte a acontecer.»

 

5 de Fevereiro (Marítimo, 0 - Sporting, 2): PEDRO GONÇALVES

«Fechamos com chave de ouro a primeira volta, derrotando sem discussão a equipa madeirense, que a 11 de Janeiro nos eliminara da Taça de Portugal, em partida também disputada no estádio dos Barreiros. A desforra foi requintada: dominámos esta partida do primeiro ao último minuto.»

 

(Continua amanhã)

Balanço (31)

Antes do arranque do campeonato nacional de futebol 2019/2020, relembro os meus apontamentos da época passada. Para recordar os jogadores que se evidenciaram mais em cada desafio.

 

27 de Setembro (Paços de Ferreira, 0 - Sporting, 2): COATES

«As equipas começam a construir-se de trás para a frente. É o que tem vindo a acontecer neste Sporting 2020/2021. Sem esquecer que a manobra defensiva, para ter sucesso, deve iniciar-se na zona mais adiantada do relvado. Os números confirmam que estamos no bom caminho: dois jogos oficiais disputados com apenas três dias de diferença, nenhum golo sofrido e apenas uma defesa do guardião Adán (no desafio anterior, em Alvalade, frente ao Aberdeen). Já quer dizer alguma coisa.»

 

4 de Outubro (Portimonense, 0 - Sporting, 2): NUNO MENDES

«Há muito que não via o Sporting jogar tão bem: velocidade na transição, pressão alta lá à frente, bola trocada ao primeiro toque, organização colectiva, grande mobilidade. Neste período ficou sentenciada a sorte do desafio no Algarve. Com golos marcados bem cedo e gestão de bola no resto da partida, embora sofrendo alguns sobressaltos defensivos na segunda parte.»

 

17 de Outubro (Sporting, 2 - FC Porto, 2): PEDRO GONÇALVES

«Dominámos no quarto de hora inicial, em que marcámos um golo e estivemos quase a marcar outro (Marchesín, com uma grande defesa, impediu aos 7' que Matheus Nunes a metesse lá dentro), e estivemos por cima durante quase toda a segunda parte, em que o melhor jogador adversário foi de longe o veterano central Pepe. Superioridade traduzida no segundo golo, o do empate, já com os campeões nacionais encostados às cordas.»

 

24 de Outubro (Santa Clara, 1 - Sporting, 2): PEDRO GONÇALVES

«Superioridade absoluta do Sporting na primeira parte, em que podíamos ter dilatado mais a vantagem. Com vários jogadores a fazer a diferença, além dos já mencionados [Pedro Gonçalves, Palhinha e Matheus Nunes]: Nuno Mendes como lateral adiantado junto à linha esquerda, Porro em constante vaivém no flanco oposto e Nuno Santos em contínuas acelerações no último terço do terreno, também à esquerda. Criando sucessivos desequilíbrios.»

 

28 de Outubro (Sporting, 3 - Gil Vicente, 1): SPORAR

«Vendo-se a perder, na sequência de um livre directo aos 52' (que acabou por ser a única oportunidade do Gil Vicente em todo o jogo), Rúben Amorim não perdeu tempo nas substituições: mandou sair Neto e Matheus Nunes, trocando-os por Tiago Tomás e Sporar. Dez minutos depois, aos 71', substituiu Porro por Daniel Bragança. Aos 86', trocou Jovane por Gonçalo Inácio. Alterações que foram decisivas para virar o jogo, transformando o 0-1 no 3-1 final.»

 

1 de Novembro (Sporting, 4 - Tondela, 0): PEDRO GONÇALVES

«O Sporting não empolgou apenas pelo resultado, mas também pela exibição, a melhor desde que o actual técnico foi contratado. Conjunto organizado, com boas movimentações colectivas, simplicidade de processos e sem perder de vista a baliza adversária. Também a evoluir na condição física, após os percalços iniciais desta temporada. É uma equipa jovem, coesa, confiante, ambiciosa - e que promete ir longe, sob a condução de Rúben Amorim.»

 

7 de Novembro (V. Guimarães, 0 - Sporting, 4): PEDRO GONÇALVES

«Pressão alta e fulgurante do Sporting no mesmo palco onde nos anteriores seis confrontos só tínhamos vencido um (em 2017/2018). Logo no primeiro minuto podíamos ter marcado duas vezes, primeiro por Sporar e logo a seguir por João Mário. Destaque para o disparo do campeão europeu, que foi bater com estrondo na trave.»

 

28 de Novembro (Sporting, 2 -  Moreirense, 1): PEDRO GONÇALVES

«Pedro Gonçalves [foi] a melhor contratação do Sporting desde a vinda de Bruno Fernandes. Voltou a bisar - é a quarta vez que comete tal proeza nesta Liga 2020. Marcou logo aos 8', num lance de insistência, à ponta-de-lança, e assinou o golo da vitória com um remate potente e bem colocado aos 55'. E ainda atirou à barra, aos 69', num disparo que esteve a centímetros de ser um dos melhores golos do campeonato. Veio de lesão, mas nem se deu por isso.»

 

(Continua amanhã)

Balanço (30)

Golos marcados pelos jogadores do Sporting na Liga 2020/2021:

 

Pedro Gonçalves: 23

(Santa Clara, Santa Clara, Gil Vicente, Tondela, Tondela, V. Guimarães, V. Guimarães, Moreirense, Moreirense, Famalicão, Braga, Rio Ave, Marítimo, Marítimo, Santa Clara, Famalicão, Farense, Rio Ave, Benfica, Benfica, Marítimo, Marítimo, Marítimo)

Jovane: 8

(Paços de Ferreira, V. Guimarães, Sacavenense, Nacional, FC Porto, FC Porto, Belenenses SAD, Nacional)

Nuno Santos: 8

(Portimonense, FC Porto, V. Guimarães, Sacavenense, Nacional, Boavista, Portimonense, Benfica)

Coates: 7 (Paços de Ferreira, Sacavenense, Sacavenense, Gil Vicente, Gil Vicente, Santa Clara, Belenenses SAD)

Tiago Tomás: 6

(Aberdeen, Lask Linz, Gil Vicente, Paços de Ferreira, Belenenses SAD, Tondela)

Porro: 4

 (Tondela, Famalicão, Braga, Boavista)

Sporar: 4

(Gil Vicente, Tondela, Mafra, Farense)

Matheus Nunes: 3

 (Braga, Benfica, Braga)

Paulinho: 3

(Moreirense, Rio Ave, Boavista)

Tabata: 2

(Paços de Ferreira, Mafra)

Palhinha: 2

(Paços de Ferreira, Paços de Ferreira)

João Mário: 2

(Belenenses SAD, Paços de Ferreira)

Gonçalo Inácio: 2

(Sacavenense, V. Guimarães)

Feddal: 2

(Portimonense, Nacional)

Pedro Marques: 2

 (Sacavenense, Sacavenense)

Nuno Mendes: 1

(Portimonense)

Plata: 1

(Marítimo)

Vietto: 1

(FC Porto)

 

Na época 2014/15, os melhores marcadores foram Slimani, Montero e Adrien.

Na época 2015/16, os melhores marcadores foram Slimani, Teo Gutiérrez, Adrien e Bryan Ruiz.

Na época 2016/17, os melhores marcadores foram Bas Dost, Alan Ruiz e Gelson Martins.

Na época 2017/18, os melhores marcadores foram Bas Dost, Bruno Fernandes e Gelson Martins.

Na época 2018/19, os melhores marcadores foram Bruno Fernandes, Bas Dost e Luiz Phellype.

Na época 2019/20, os melhores marcadores foram Bruno Fernandes, Luiz Phellype e Vietto.

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2021
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2020
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2019
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2018
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2017
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2016
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2015
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2014
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2013
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2012
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2011
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D