Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Em quinze dias

 

- Descemos ao terceiro lugar no campeonato, sem acesso à Liga dos Campeões, dizendo adeus à possibilidade de ganhar 25 milhões de euros.

 

- Fomos derrotados na final da Taça de Portugal frente ao Aves, estreante nestas lides.

 

- Ficamos sem acesso directo à Liga Europa: teremos de disputar a terceira pré-eliiminatória desta competição.

 

- Perdemos mais uma oportunidade de disputarmos a Supertaça, primeiro troféu de cada temporada.

 

 

Adenda de 21/5: afinal ganhámos acesso à fase de grupos da Liga Europa. Na secretaria.

 

Lógico, justo e lisonjeiro (?)

E-mails, toupeiras, vouchers e outras anomalias ao bom funcionamento do campeonato à parte, que estou em crer as autoridades de investigação levarão a tribunal em processos com pernas para andar, este terceiro lugar em que terminou o Sporting, atentas todas as exibições e a falta de entrega ao jogo demonstradas ao longo da época, acaba por ser lógico, justo e até lisonjeiro, já que o quarto classificado, por muito que alguns de nós não gostemos do presidente e do treinador, foi claramente superior a nós, praticando melhor futebol e apresentando até melhores números. Não tivesse perdido em Vila do Conde o último jogo e teria chegado a terceiro, trocando de posição connosco, utilizando até alguns jogadores que "não serviam" para nós. Curioso...

É verdade que falta ainda a final da taça, mas como já alguns meus colegas aqui do blog disseram, vencer ou não essa final, não acrescenta nada à época desastrosa que acabámos de vivenciar.

Já o escrevi imensas vezes: Sendo que quem ganha campeonatos é quem chega ao final com mais pontos, privilegio o resultado em detrimento da exibição. No entanto há uma verdade insofismável, quando se joga bem, há maiores probabilidades de se chegar ao fim dos jogos vencedor. E salvo raras excepções em que até jogou bem, como nos jogos da fase de grupos da Liga dos Campeões, onde o Sporting só perdeu por pormenores (auto-golos e outros azares passíveis de acontecer num jogo de futebol), tendo feito a sua obrigação e indo um pouco mais além; Até com o finalista da Liga Europa, Atlético de Madrid, não fora os erros infantis e teríamos provavelmente ido disputar a meia final com o Arsenal. De resto o futebol do Sporting foi pastelento, arrastado, sonolento até; Um deserto de ideias e de fio de jogo, conseguindo-se, aos repelões, ir acompanhando os piores Benfica e Porto dos últimos anos. É certo que o segundo lugar, depois de perdermos a hipótese de chegar ao primeiro, foi perdido em Braga, em mais uma péssima exibição e consequência de mais um banho táctico dado por Abel a Jesus, que logo aí deitou a toalha ao chão. Mas como o Benfica não joga, tal como nós, um caracol, deixou-se surpreender em casa por uma equipa daquelas que é para descer e perdeu com o Porto, também em casa. Ficámos, sem saber ler nem escrever, em condições de conseguir o segundo lugar, que nos daria o acesso à LC e evitaria a venda obrigatória de um jogador ( e nos lavaria a alma, na medida do possível). Ora o treinador deu-nos logo a perspectiva ambiciosa para este assunto: Empatamos em casa a zero e está no papo. E empatámos! Empatámos tanto que até deu sono e nem a extemporânea, escusada e inenarrável entrevista feita publicar pelo presidente no dia anterior ao jogo da época, no Funchal, os fez acordar daquele imenso torpor. Eu estava a acompanhar aquilo no portátil na tv do Inácio e a determinada altura até a emissão começou, acompanhando o ritmo do nosso jogo, a empastelar, de tal modo que tive que mudar para o telefone, que até nem tem delay e tem a particularidade de, se a imagem por qualquer circunstância parar, logo que retoma a emissão a rapaziada evoluir em fast forword, que foram as situações em que os nossos correram algo de jeito.

A questão essencial é esta: Mereceu o Sporting ocupar o segundo lugar? Claramente, não! E não foi ontem que perdemos o segundo lugar (e o primeiro que era o que todos queríamos), começámos a perdê-lo com o desterro de alguns dos nossos jovens da cantera em detrimento de alguns paus de sebo que nada vieram acrescentar ao jogo da equipa. E aqui, meus caros, só há um culpado, Jorge Jesus. Bom, há outro culpado: Quem o contratou e que lhe prolongou o contrato até, mas esse não joga, nem escala a equipa, nem dá a táctica, apesar de ter carteira de treinador e deu ao primeiro tudo o que aquele lhe pediu. Bom, não tudo, que alguns "vieram porque não conseguimos contratar melhores". Como incentivo não está mau!

É verdade incontroversa que o Sporting não jogou a ponta de um corno na maior parte dos jogos e isso não pode ser apontado só aos jogadores. É verdade que não é o treinador que falha golos de baliza aberta, ou que marca auto-golos, ou que até, aqui ou ali, dá um frango, mas é ao treinador que cabe retirar o que de melhor têm os jogadores e moldar o seu jogo às suas melhores características. Ora o que se tem visto nestes últimos três anos (bom, no primeiro a coisa estava mecanizada e ele não conseguiu estragar) é o treinador a querer fabricar jogadores para posições para as quais não têm claramente jeito ou aptidão, amarrando-os a um sistema táctico que lhes corta toda a sua natureza e instinto. Ontem, por exemplo, há uma jogada clara que demonstra isto mesmo: Numa recuperação de bola, Gelson (salvo erro), tem tudo para iniciar um contra-ataque que poderia dar golo, mas repentinamente pára e atrasa a bola a um colega que a faz chegar ao GR. Ou seja, mesmo com o mestre da táctica, continuamos peritos no joguinho de para trás e para o lado.

Eu não tenho dúvidas que a determinada altura os jogadores, por estarem fartos disto, começaram a fazer a folha ao treinador. O presidente, que até está mais perto que eu, terá até visto mais cedo que grande parte de nós e sentiu que estava num buraco do tamanho de alguns milhões, que será a indemnização a que terá direito a equipa técnica, se esta não se pirar de fininho, por indecência e má figura. Ora o presidente, com aquela sua sensibilidade de elefante numa loja de artigos de porcelana e cristal e outros materiais sensíveis como o ego de algumas prima-donas, achou que talvez puxando as orelhas aos jogadores, conseguisse remediar a coisa. Como seria previsível, não conseguiu. Teve de imediato um coro de gente em cima de si. A mesma gente que teria se lhe desse um vipe e tivesse demitido Jesus, isso é tão certinho como três mais dois serem cinco.

Ora voltando à vaca fria: Esta classificação é logica, justa e lisonjeira e não será uma vitória na Taça de Portugal (que festejarei com todo o entusiasmo se se concretizar, obviamente), que retirará nada às consequências que acho se deverão retirar desta época de três: O tempo de Jesus está esgotado e o tempo de Bruno de Carvalho, a não acontecer algo de verdadeiramente diferente, corre também para desfecho idêntico.

E o Verão, que se adivinha quente para outros a problemas com a justiça, será escaldante para o nosso lado. Ou não, que eu já vi tanta reviravolta no futebol, que já nada me surpreende.

Cenários e algumas cenas

Hoje vai terminar a Liga 2017/2018 e embora não vá fazer o balanço desta época vou deixar algumas cenas e dois cenários para reflexão.

Nesta jornada o Sporting não está obrigado a nada, pode perder no Funchal e mesmo assim ir à "Champions" desde que o Benfica perca e o Braga empate ou perca, este é o cenário dois que, obviamente, não me agradaria, prefiro o cenário um; o Sporting vence no Funchal com uma exibição convincente.

Nestes dias, temos, também, visto e lido várias cenas com maior ou menor importância.

Um leitor assíduo escrevia há dias numa caixa de comentários que tinha saudades de "Bolloni", esquecendo-se que fomos campeões com László Bölöni mas nesse campeonato, perdemos por três vezes e empatámos nove (75 pontos).

Outros têm-se queixado do futebol cinzento que praticámos com as três outras equipas que estão no topo da talela e com o Barcelona, a Juventus e o Atlético de Madrid, recordo que o Benfica foi campeão, a época passada, apesar de resultados miseráveis com o Setúbal e Boavista. Nós perdemos os dois jogos com o Barcelona por diferença mínima (não fomos goleados como outros) perdemos e empatámos com a campeã de Itália que neste momento tem «apenas» mais trinta e um pontos que o Milão de Rui Costa e perdemos e vencemos com/o actual segundo classificado da Liga espanhola que segue três pontos à frente do finalista da "Champions" com quem não não sofreu golos em casa e a quem marcou um golo fora (coisa que não conseguiu em Alvalade). Fomos piores que o Braga é um facto, no entanto, em 2001/02 também empatámos 2-2 com eles em casa e perdemos fora. Quanto ao Benfica fomos superiores e arrisco dizer que, também, fomos superiores ao Porto, cruzámos com ele para a Taça de Portugal, foram eliminados, cruzámo-nos para a Taça da Liga, eles perderam, só na Liga foram, ligeiramente, superiores.

Se ficarmos em segundo na Liga e vencermos mais uma Taça, esta época terá sido cinzenta ou verde e branca?

 

Deixar fugir o título

Há várias maneiras de analisar a nossa prestação na Liga 2017/18, prestes a findar.
Eu acho inaceitável que uma equipa que pretende ser candidata ao título tenha 18 golos sofridos fora de casa (e ainda falta irmos à Madeira). Mais de um por jogo, em média.
Acho ainda pior sermos só a quarta equipa mais goleadora. Atrás do Porto (com menos 19 golos!), do Benfica (com menos 17!) e até do Braga (com menos 12!).

Acho inconcebível que, em 18 pontos possíveis com as restantes equipas que ficaram connosco nas quatro primeiras posições do campeonato, tenhamos apenas somado quatro.

Isto nada tem a ver com árbitros. Tem a ver com a "filosofia de jogo" do treinador e a sua aplicação prática pelos jogadores.
Não são números de equipa campeã. De tal maneira que, uma vez mais, deixámos voar o título - pela terceira vez com Jesus ao leme do plantel.

O melhor que aspiramos é ao segundo posto.
Como no tempo da saudosa época de Leonardo Jardim, quando tínhamos um orçamento para o futebol três vezes inferior ao actual.

Balanço europeu

Fomos eliminados à tangente pelo futuro vencedor da Liga Europa.

Mas somámos vários pontos no ranking europeu, fomos de longe a equipa do futebol português com melhor prestação nas competições do continente, defrontámos três colossos do desporto-rei à escala mundial (Barcelona, Juventus, Atlético de Madrid) e demos um contributo essencial para que o Sporting recupere a partir da próxima época um lugar nas 25 primeiras equipas da tabela oficial da UEFA

Vencemos o Atlético de Madrid em casa, empatámos com a Juventus em casa.

Enquanto outros, também em casa, foram goleados pelo Basileia e pelo Liverpool.

Breves notas pós-jogo em Braga

1. Aponto sempre William Carvalho - a par de Rui Patrício - como o jogador mais imprescindível do Sporting. Sábado à noite entrámos em campo semi-derrotados por não contarmos com ele.

 

2. Não foi dos piores jogos de Bryan Ruiz. Mas vê-lo integrar o onze titular, ainda por cima vindo de uma viagem à Costa Rica, é termos a certeza antecipada de um flagrante défice de intensidade. Voltou a acontecer. Mais do mesmo.

 

3. Faz algum sentido trazer Wendel do Fluminense, apresentá-lo como grande reforço de Inverno do Sporting e metê-lo três meses no congelador? O rapaz até agora jogou sete ou oito minutos, tendo sido lançado aos 91' em Braga.

 

4. Não adianta apontar o dedo a terceiros, como tantas vezes se tem feito: só podemos queixar-nos de nós próprios. Basta ver que nos últimos sete jogos fora para a Liga o Sporting só conseguiu somar oito pontos.

 

5. Há dois anos, Bruno de Carvalho decidiu despedir Abel Ferreira, treinador do Sporting B. Foi um disparate. Agora tem o treinador que despediu apenas a um ponto de distância do técnico milionário que entretanto contratou.

 

6. Chamar a António Salvador, escassos dias antes do Braga-Sporting, "presidente do Benfica B", tem riscos destes: quem levou Bruno de Carvalho à letra concluirá agora que o Sporting perdeu... com o Benfica B.

 

7. O presidente do Sporting, ao trocar Esgaio por Battaglia (e ainda remetendo Jefferson como brinde acessório), fez um péssimo negócio com Salvador. Foi comido de cebolada, como dizia o outro.

 

8. Dispensámos Francisco Geraldes para o Rio Ave e trouxemos de lá Rúben Ribeiro. Tudo errado nesta história, como já me cansei de escrever aqui.

 

9. A melhor prestação de Jorge Jesus no Sporting ocorreu com o orçamento do futebol mais limitado, em 2015/2016. E com uma equipa que, no essencial, não tinha sido escolhida por ele.

 

10. Dezasseis anos após a conquista do último campeonato nacional de futebol, eis-nos a lutar pelo terceiro lugar com o Braga. Valeu a pena este investimento milionário numa equipa técnica que prometeu tanto e rendeu tão pouco?

Balanço

Tenho andado aqui a conter-me desde sexta-feira passada, mas não aguento mais.

Estarei tão decepcionado como todos os sportinguistas que aqui vêm, até mesmo aqueles que são do contra, tenho a certeza.

 

Para mim, já o escrevi aqui bastas vezes, este era o ano do tudo ou nada de Jesus no Sporting. Os clubes vivem de vitórias e não existem muitos "Arsenais" no mundo da bola que se possam dar ao luxo de ir protelando vitórias e gastando milhões ficando-se pelo caminho, tanto mais que não vivemos num país rico, mesmo em termos futebolísticos, apesar de os números com que "mexe" o futebol serem efectivamente pornográficos, se comparados com os do comum dos mortais.

 

Para que fique claro, não sendo o factor essencial o empurrar para baixo arbitral, ele foi um factor bastante importante neste período que está quase a chegar ao fim e tendo sem sombra de dúvida condicionado os resultados da equipa, não justificam tudo. E não foi o factor essencial, porque a uma equipa como a do Sporting se exige que seja superior a qualquer percalço e o que é um facto indesmentível é que o Sporting não foi competente. Não foi competente aos mais diversos níveis, que passarei a enumerar:

 

- Fraca utilização do ADN do Clube, ou seja, a potenciação dos jovens da academia. Não chegam João Mário, Gelson e agora Rafael Leão. Obviamente que da academia não saem apenas grandes craques, mas que diabo, o que devem a Alan Ruiz, Matheus Pereira e Iuri Medeiros, ou o que deve a Montero o Chico Geraldes, ou o que deve a Petrovic, João Palhinha? E por aí adiante que já chega de exemplos;

- Utilização, de forma exaustiva até "rebentarem", dos mesmos 12, 13 jogadores, sem se ter feito uma rotação necessária numa equipa que jogou em quatro frentes ao mesmo tempo;

- Deficiente construção da equipa, chegando-se ao ponto de, com a lesão do ponta-de-lança, se ter que jogar manco;

- Aquisição de um jogador que supostamente pegaria de estaca no PSG (numa operação-relâmpago que a todos nos surpreendeu e encheu de orgulho) e a sua não utilização, com a justificação torpe de que não estará adaptado ao futebol europeu (aposto que a partir de agora vai começar a jogar);

- No futebol praticado, a roçar o paupérrimo nalguns jogos. Curiosamente talvez o melhor jogo da época tenha sido o que perdeu no Porto na sexta-feira e que será a excepção. Sim, ganhou um troféu, mas todos sabemos como nos caiu do céu aos trambolhões. Perdemos com os que (passe um pouco de exagero) foram passando pelo último lugar da tabela, o que para uma equipa que almeja o título é um péssimo cartão de visita; Temos sido, por assim dizer, o abono de família dos pequeninos.

 

A pergunta que muitos estarão a engatilhar é se eu faria melhor. Não, certamente que não, não tenho conhecimento suficiente, que isto de se dizer que se vê futebol há não sei quantos anos não habilita ninguém para a função de treinador, de jogador, ou até de apanha-bolas, mas dá uma perpectiva, por comparação, de formas diferentes de se verem e fazerem as coisas. Desde logo pelos exemplos positivos. Exceptuando a primeira época de Jesus no Sporting, o período Bruno de Carvalho tem o seu expoente na primeira, com Leonardo Jardim ao leme da equipa e com um grupo de jogadores oriundos da academia e outros comprados na loja dos 300, que nos garantiu o segundo lugar e o acesso à Liga dos Campeões. Esse modelo, que na CL já com Marco Silva, até nem se portou tão mal quanto isso (jogos em campos altamente inclinados, se bem nos lembramos, e que estão na génese do coro de assobios nas noites da UEFA), deveria, apesar do desfecho do reinado do "sonso", ter continuado a ser a matriz da equipa. Aliás, convém não esquecer que a melhor época de Jesus foi conseguida com essa base de equipa, herdada de Jardim e Silva. Todos pensávamos que após aquela primeira época em que a equipa praticou um futebol entusiasmante, com algumas contratações para lugares que se percebia serem deficitários, finalmente o objectivo principal seria atingido. Nada mais errado! Tivemos uma segunda época de Jesus para esquecer, com contratações falhadas, desprezando o que de bom havia no alfovre de Alcochete, de tal forma que antes do Natal já tínhamos perdido a ilusão de conquistar qualquer título. Entretanto dois rapazinhos que haviam sido enviados para Moreira de Cónegos, Daniel Podence e Francisco Geraldes, faziam miséria na final da Taça da Liga desse ano, derrotando Benfica e Braga na final, treinados por um rapaz, também ele, corrido do clube por simpatias (ou falta delas) pessoais, Augusto Inácio, de seu nome e apelido. Podence viria a ser integrado e utilizado a espaços na equipa deste ano, até sofrer uma lesão que o vem retirando dos estádios, tendo-se sentido bastante a sua falta.

 

Este ano, mais uma vez com toda a esperança do Mundo, iniciámos a época depois de o presidente ter aberto os cordões à bolsa como nunca, dando ao treinador jogadores que estando dentro daquilo a que o clube poderia chegar em termos financeiros, se suporia terem qualidade suficiente para vingarem. Ora, desta gente toda, incluindo os que vieram em Janeiro, bons, bons, daqueles que dá gosto ver jogar e dos quais todos, inclusive eu, desconfiávamos, aproveitam-se Coentrão e Mathieu. E Bruno Fernandes, que é um caso à parte e o futuro capitão, se cá continuar por muito tempo. Durou mais tempo, este ano, a agonia. Agonia, sim, porque há tempos que a equipa vinha demonstrando andar presa por arames e a praticar um futebol de, desculpem, merda. É certo que a equipa fez grandes jogos na fase de grupos da CL e se bateu de igual para igual com Barcelona e Juventus, mas "no final do dia" isso traduziu-se em quê? Eu respondo: 1 ponto! Dir-me-ão que a mais não estaríamos obrigados; Verdade, mas então convém não fazer referência aos grandes jogos contra este e contra aquele, não nos leva a lado nenhum e aí até foi onde no cômputo geral a equipa esteve melhor. Já no primeiro jogo da Liga Europa, a nossa estranha apetência para sofrer golos ao cair do pano levou a equipa a sofrer um empate em casa perfeitamente desnecessário e até algo humilhante, apesar do apuramento.

 

O título é hoje uma miragem, a dois meses e pouco do final do campeonato. Na minha modesta opinião, uma hipotética e muito remota vitória na Liga Europa, ou uma possível vitória na Taça de Portugal, não limpam a época, portanto, importa ir fazendo balanços destes, mais ou menos desassombrados, e questionar se é tempo de mudança, ou é tempo de deixar tudo na mesma. Correndo o risco de levar alguma pancada na caixa de comentários, para mim chega. Não sei se é de Jesus, se é de nós, mas há que tentar com outro, este modelo está esgotado. O modelo de roubar aos jogadores as suas características inatas e de os obrigar a correr contra a sua natureza, para de cinquenta em cinquenta conseguir um Coentrão e dizer que construiu um jogador. E quantos destruiu?

 

Fim de ciclo

O balanço de 3 épocas com Jorge Jesus ao comando da nossa equipa de futebol salda-se pela conquista da supertaça de futebol em 2015 e da taça da carica em 2018. Face ao salário auferido pelo mestre da táctica, atrevo-me a dizer que é de longe o mais caro treinador na história do Sporting Clube de Portugal, já o resultado obtido é demasiado pífio para o investimento.

Arrogância e fanfarronice nunca trouxeram ganhos por aí além e começa a ser cansativo aturar tanta gabarolice a cada conferência de imprensa. No final da época em curso o presidente terá duas opções, a primeira é avaliar o desempenho do técnico à luz dos meios colocados à sua disposição, a segunda será continuar assobiando para o lado, justificando derrotas com erros de arbitragem e outras teorias de conspiração.

No final do mandato os sócios que elegeram de forma esmagadora em 2017 e reiteraram inequivocamente no passado mês a confiança no presidente serão chamados a votar os destinos do clube. O número de títulos de campeão nacional de futebol alcançados, promessa eleitoral de Bruno de Carvalho, será parte importante da avaliação que enquanto sócios teremos que fazer.

Ponto de ordem

Não quero, neste concreto domingo, ver-nos dispersados e fragmentados em inúteis querelas intestinas nem ver levantada mais poeira inútil no bate-boca com outros clubes. E rejeito o empurrão real ou virtual de adeptos para a porta de saída, em inadmissíveis processos de purga interna semelhantes aos das seitas extremistas.
As batalhas travam-se em campo, não fora dele. E contra adversários, não contra companheiros de bancada.
Hoje, no Estoril, quero os três pontos. Simples e só.

Janeiro: teste superado

Superámos com êxito o difícil teste de Janeiro, em que cumprimos oito jogos, referentes a três provas diferentes.

Defrontámos Benfica, Marítimo, Aves, V. Setúbal e V. Guimarães (para a Liga), Cova da Piedade (para a Taça de Portugal), F. C. Porto e novamente V. Setúbal (para a Taça da Liga).


Balanço muito positivo.
Com a conquista de um título, nunca antes alcançado.
Com a subida ao primeiro lugar do campeonato.
Com a manutenção nas outras duas frentes desportivas.

Com seis vitórias e dois empates. Catorze golos marcados, só quatro sofridos - três dos quais de penálti, o que não deixa de ser significativo.

 

Contrariámos assim as vozes agoirentas dos profetas da desgraça que estão sempre a tentar puxar-nos para baixo.
Algumas delas, infelizmente, são vozes de sportinguistas.

2017 em balanço (10)

19511376_10154517591251555_2273817182598488963_n[1

 

 

FRASE DO ANO: "FEITO DE SPORTING"

Foi recebido com alguma desconfiança por sócios e adeptos. Não admirava: Fábio Coentrão proclamara dois anos antes, no Facebook, juras de amor eterno ao Benfica, tendo chegado a assegurar que em Portugal não vestiria a camisola de outro clube.

Afinal deu o dito por não dito. Regressou a Portugal, por empréstimo do Real Madrid, integrando-se no projecto futebolístico de Jorge Jesus, que já o orientara no outro lado da Segunda Circular. Tornou-se na 32.ª "prenda" oferecida por Bruno de Carvalho ao treinador.

Os adeptos leoninos mantiveram alguma desconfiança mesmo depois de o lateral esquerdo ter garantido que sempre torcera pelo Sporting, já em miúdo, lá na sua Caxinas natal. Desenterrou-se uma  entrevista de 2007 em que o então defesa do Rio Ave lembrava as viagens de 700 quilómetros que chegou a fazer no mesmo dia entre Vila do Conde e Lisboa para assistir a jogos em Alvalade e as incursões ao estádio do Dragão, como espectador anónimo, em dias de Porto-Sporting, integrado na Juventude Leonina.

No fundo, um caso de sportinguismo transviado, tal como sucedeu com Jesus, ele próprio um adepto - e há longos anos sócio - do Sporting Clube de Portugal que episodicamente passou pelo Benfica.

Os últimos olhares de suspeição desfizeram-se enfim quando Coentrão, já vestido de verde e branco, proferiu aquela que viria a ser a frase do ano no nosso clube: «Já vesti muitas camisolas mas sempre fui feito de Sporting.»

Foi a 5 de Julho, ao ser oficializada a sua contratação para Alvalade. A partir desse dia, mesmo para os mais renitentes, passou a ser um dos nossos. E tornou-se detestado na Luz, como as monstruosas vaias de quarta-feira passada bem confirmaram - homenagem involuntária ao homem de Caxinas.

A expressão "feito de Sporting", inserida na campanha leonina para a venda de gameboxes, pegou. Chegando mesmo a justificar elogios internacionais. Mais que merecidos, tal como os aplausos que os adeptos hoje não regateiam a Coentrão.

 

Frase do ano em 2013: «O Sporting é nosso outra vez»

Frase do ano em 2014: «Estamos em casa»

Frase do ano em 2015: «Temos de acordar o Leão adormecido»

Frase do ano em 2016: «Pelo teu amor eu sou doente»

2017 em balanço (9)

 

 

GOLO DO ANO

Foi numa partida de sonho para o campeonato, frente ao V. Guimarães, inaugurando a nossa primeira goleada desta época. Estávamos no terceiro minuto de jogo quando Bruno Fernandes pega na bola a meio-campo, faz uma semi-rotação, apercebe-se de que não dispõe de linhas de passe, ganha confiança, progride no terreno e dispara a 30 metros de distância. Lá voou ela, aninhando-se ao canto superior direito da baliza vimaranense, sem permitir qualquer hipótese ao guardião Miguel Silva.

Um momento fabuloso de futebol-espectáculo: voto nele como golo leonino deste ano civil que agora terminou. Começava assim a construir-se essa goleada no estádio D. Afonso Henriques. Nosso médio mais avançado nesta partida disputada a 19 de Agosto, não satisfeito com a proeza tão cedo alcançada, Bruno faria bis. Assinando outro remate vitorioso de meia-distância, com o seu pé-canhão, aos 60'. E ainda atirou uma bola à barra. Os outros três golos deste confronto de tão boa memória foram apontados por Bas Dost (2) e Adrien Silva, que ainda integrava o onze titular do Sporting. Resultado: 5-0.

Não ganhávamos neste estádio desde 2013. Foi um excelente ensaio geral para o desafio que travaríamos daí a dias em Bucareste, frente ao Steaua: sairíamos de lá com mais cinco golos marcados - e apenas um sofrido. Outra goleada que nos enchia de contentamento e nos permitia antever uma temporada repleta de vitórias.

Bruno Fernandes fez-nos sonhar.

 

Golo do ano em 2012: Xandão, contra o Manchester City

 Golo do ano em 2013: Montero, contra a Fiorentina

Golo do ano em 2014: Nani, contra o Maribor

Golo do ano em 2015: Slimani, na final da Taça de Portugal

Golo do ano em 2016: Bruno César, contra o Real Madrid

2017 em balanço (8)

1024[1].jpg

 

 

VITÓRIA DO ANO: ELIMINAÇÃO DO STEAUA BUCARESTE

Era um jogo fundamental. Para o prestígio leonino nos palcos europeus e para as finanças do nosso clube. Sem qualificação automática para a Liga dos Campeões, tivemos de disputar uma pré-eliminatória frente ao Steaua de Bucareste.

A primeira partida, jogada a 15 de Agosto em Alvalade, defraudou muitas expectativas: não conseguimos melhor do que um pálido empate a zero, mesmo com mais de 46 mil adeptos a puxarem pela equipa nas bancadas. Feito o balanço do jogo, apenas três dos nossos destoaram da mediocridade: Mathieu, Gelson Martins e Bruno Fernandes - este só em campo a partir do meio da segunda parte.

Tudo foi bem diferente no desafio da segunda mão deste play off, disputado na capital romena. Saímos de lá com uma goleada - um dos melhores resultados de sempre registados por uma equipa portuguesa em jogos fora de casa nas competições europeias. Cinco golos marcados, apenas um sofrido. Uma exibição fulgurante, que silenciou o público afecto ao Steaua e foi sublinhada com palavras muito elogiosas da imprensa internacional.

Nunca antes deste dia 23 de Agosto o Sporting tinha triunfado num estádio da Roménia. Os golos foram apontados por Doumbia, Acuña, Gelson Martins, Bas Dost e Battaglia. Mas o destaque maior foi para a exibição superlativa de Bruno Fernandes: com passes longos, fez assistências para dois golos (o segundo e o terceiro). Teve ainda intervenção no início da excelente jogada colectiva que resultou no nosso quinto.

Assim carimbávamos o passaporte para a entrada na Liga dos Campeões: objectivo desportivo concretizado. E quase 15 milhões de euros entravam nos cofres de Alvalade graças a este bem-sucedido ingresso na prova milionária. Também no plano financeiro, portanto, a meta foi transposta.

O Sporting dos grandes palcos europeus estava de volta.

 

Vitória do ano em 2012: meia-final da Liga Europa (19 de Abril)

Vitória do ano em 2013: 5-1 ao Arouca (18 de Agosto)

Vitória do ano em 2014: eliminação do FCP da Taça no Dragão (18 de Outubro)

Vitória do ano em 2015: conquista da Taça de Portugal (31 de Maio)

Vitória do ano em 2016: conquista do Campeonato da Europa (10 de Julho)

2017 em balanço (7)

1024[2].jpg

 

 

DERROTA DO ANO: 1-3 CONTRA O BELENENSES

O Sporting já estava afastado da corrida ao título e já fora posto fora das restantes competições, limitando-se a gerir o calendário enquanto começava a programar a época seguinte. Mas este jogo disputado a 7 de Maio, dia das Mulheres Com Garra, não era igual aos outros: o estádio encheu-se de famílias leoninas prontas a ver a nossa equipa em campo - excepto Gelson e Podence, afastados por castigos.

A hora convidava ao espectáculo, pois a partida iniciou-se ainda de manhã, às 11.45. O tempo estava primaveril, com sol aberto, e as bancadas povoaram-se de adeptos e adeptas de todas as idades.

Só isso foi bom. Tudo o o resto acabou por ser confrangedor.

Ao intervalo, registava-se um empate a zero: nem um remate nosso à baliza deles. Depois Bruno César marcou, aos 52'. Poderia até ser o início de uma goleada, mas os nossos jogadores desinteressaram-se, estavam apáticos, evidenciavam a atitude de quem fazia um monumental frete. A desconcentração foi tanta que sofremos três golos de rajada na última meia hora e deixámo-nos assim derrotar em casa, nesta jornada 32 da Liga 2016/17, por uma das equipas mais acessíveis do campeonato.

Foi uma vergonha, felizmente sem paralelo no ano civil que agora terminou. No final, ainda a quente, escrevi isto: «Falhou tudo nos jogadores comandados por Jorge Jesus: energia, criatividade, talento, velocidade, ousadia, atitude, firmeza, vontade. Parabéns pela vitória à equipa liderada por Domingos Paciência. Há 62 anos que a turma de Belém não vencia no nosso estádio.»

E voltaria a escrever estas linhas em idênticas circunstâncias. Que espero nunca mais ver repetidas em Alvalade.

 

Derrota do ano em 2012: final da Taça de Portugal (20 de Maio)

Derrota do ano em 2013: 0-1 em casa contra o Paços de Ferreira (5 de Janeiro)

Derrota do ano em 2014: 3-4 contra o Schalke 04 em Gelsenkirchen (21 de Outubro)

Derrota do ano em 2015: 1-3 contra o CSKA em Moscovo (26 de Agosto)

Derrota do ano em 2016: 0-1 contra o Benfica em casa (5 de Março)

2017 em balanço (6)

ZZ85HXVJ.jpg

 

 

DESPEDIDA DO ANO: ADRIEN

À segunda foi de vez. O nosso capitão Adrien Silva esteve quase para abandonar Alvalade rumo ao futebol inglês no início da época anterior. Acabou, no entanto, por permanecer no Sporting - seu clube de sempre, seu clube do coração. Desta vez a vontade de experimentar outros campeonatos, conhecer novas realidades e ousar travar novos desafios acabou por ser mais forte. E lá rumou ele ao Leicester, efémero campeão inglês da temporada anterior, que andava há muito tempo a seduzi-lo.

Despediu-se da forma que já esperávamos: com elevação, cavalheirismo e galhardia. E também com lágrimas, como ficou  registado em Alvalade, a 2 de Outubro. E com um golo - marcado no campeonato português a 19 de Agosto na nossa goleada perante o V. Guimarães no estádio D. Afonso Henriques. Um golo que o habilitará ao título de campeão português caso o Sporting - como todos esperamos - recupere em Maio o ceptro que lhe vai fugindo desde 2002. Ainda no campeonato, foi para A Bola o melhor em campo no Sporting-V. Setúbal.

Nascido em França, de mãe francesa e pai português, Adrien iniciou a carreira futebolística nas escolas infantis do Bordéus. Quando a família Silva regressou a Portugal, transferindo-se para Arcos de Valdevez, o pequeno futebolista começou a jogar no Paçô, numa altura em que ainda dominava com dificuldade o nosso idioma, e a partir dos 13 anos esteve ligado à formação de excelência de Alvalade.

Um lamentável atraso de 14 segundos na sua inscrição no Leicester levou a Liga inglesa a mantê-lo inactivo nestes quatro meses entretanto decorridos. Mas o ano começa com uma boa notícia: Adrien está de volta aos relvados. Já alinhou pelo Leicester.

Todos esperamos que a sua época desportiva seja um sucesso. E todos queremos vê-lo um dia de regresso às nossas cores.

 

Despedida do ano em 2012:  Polga  

Despedida do ano em 2013: Wolfswinkel

Despedida do ano em 2014: Leonardo Jardim

Despedida do ano em 2015: Marco Silva

Despedida do ano em 2016: Slimani 

2017 em balanço (5)

alanruiz5[1].jpg

 

 

 DECEPÇÃO DO ANO: ALAN RUIZ

Veio rotulado de craque, há cerca de ano e meio. Tardou muito em demonstrar qualidades. Primeiro por ter desembarcado com dez quilos a mais. Depois pela propensão para lesões. Em campo mostrava-se quezilento - com as equipas de arbitragem, os adversários e os próprios colegas. E foi falhando as oportunidades para demonstrar que era mais do que um argentino habilidoso desembarcado no futebol europeu sem noções básicas de disciplina táctica e concentração competitiva.

Apesar de tudo isto, Alan Ruiz chegou a parecer - a par de Bas Dost - excepção à regra das desastrosas contratações daquele malfadado Verão de 2016. Foi uma aquisição cara para os cofres leoninos: custou 8 milhões de euros, incluindo 2,2 milhões de "prémio de assinatura". Em Fevereiro, viu o contrato revisto até 2021, mantendo a elevadíssima cláusula de rescisão: nada menos de 60 milhões.

O problema é que este avançado de 24 anos nunca se revelou útil quando foi preciso. Teve um breve período de fulgor entre Fevereiro e Maio, quando a equipa já estava afastada de todas as competições, e voltou ao mesmo após as férias de Verão: peso a mais, tendência para lesões, péssimo feitio dentro e fora do campo. Jorge Jesus, que apostara muito nele, teve uma complacência rara com o rapaz, um dos elementos mais bem pagos do plantel.

De nada lhe serviu: Ruiz chega praticamente ao fim da primeira volta do campeonato 2017/18 sem integrar o onze titular. Participou apenas em oito jogos, actuando 426 minutos, sem registo de golos em nenhum palco desportivo desta época. Está sob alçada disciplinar do clube por ter assumido uma atitude incorrecta com o técnico em Alvalade e faltar sem pré-aviso à festa do Natal leonino.

Não tardará a fazer as malas: o Sporting prepara-se para devolvê-lo à procedência, consciente de ter feito um mau negócio. Alan Ruiz é leão, mas só de signo.

 

Decepção do ano em 2012: Elias

Decepção do ano em 2013: Bruma

Decepção do ano em 2014: Eric Dier

Decepção do ano em 2015: Carrillo

Decepção do ano em 2016: Elias 

2017 em balanço (4)

daniel%20podence[1].jpg

 

 

CONFIRMAÇÃO DO ANO: PODENCE

Depois de ter brilhado ao serviço do Sporting B e como emprestado ao Moreirense, onde na época passada foi vital na conquista da Taça da Liga, Daniel Podence começou da melhor maneira na equipa principal do Sporting ainda durante a pré-temporada. Foi o elemento mais em destaque no confronto com o Marselha (1-2), último teste antes de a bola ter começado a rolar a sério.

Este médio ofensivo de 22 anos, formado na Academia de Alcochete, é já idolatrado nas bancadas de Alvalade. Pela sua atitude combativa em campo. Pelos contínuos desequilíbrios que vai criando em sucessivas incursões da ala para o eixo do terreno. Por se ter revelado muito eficaz para desbloquear alguns jogos mais difíceis. Compensa com doses suplementares de tenacidade e virtuosismo técnico o que lhe falta em estatura: mede apenas 1,62m mas é a confirmação viva de que os futebolistas não se medem aos palmos.

Jorge Jesus tem apostado várias vezes nele como titular. E o irrequieto Podence comprova em campo a validade dessa aposta, combinando muito bem com Bas Dost e Gelson Martins, actuando umas vezes como extremo e outras na posição de segundo avançado. Ficou na retina dos adeptos a assistência dele para um golo de Dost no Sporting-Chaves, a 22 de Outubro, e a digonal perfeita que desenhou para um golo de Bruno Fernandes no Sporting-Portimonense, a 17 de Dezembro, destacando-se então como o melhor em campo.

Passou de promessa a confirmação. No início de Julho a Marca enaltecia-o como um dos melhores jogadores jovens do continente, sublinhando o seu bom desempenho no Europeu sub-21. Alguns olheiros americanos já vêem nele atributos antes vislumbrados num Figo ou num Nani. Ele não se deslumbra. E vai correspondendo com trabalho.

O pequeno Podence continua a crescer. De ano para ano, jornada após jornada. O céu é o limite.

 

 

Confirmação do ano em 2012: André Martins

Confirmação do ano em 2013: Adrien

Confirmação do ano em 2014: João Mário

Confirmação do ano em 2015: Paulo Oliveira

Confirmação do ano em 2016: Gelson Martins

2017 em balanço (3)

22448603_10154780126411555_1981640579948530208_n[1

 

 

PROMESSA DO ANO: RAFAEL LEÃO

Já em Novembro de 2016 tinha dado aqui nota dele, em bilhete para Jorge Jesus: Rafael Leão fora o marcador do golo da vitória do Sporting frente ao Borussia Dortmund na Liga Jovem. Merecia um olhar atento e uma aposta generosa da equipa técnica leonina.

O ano que agora acaba só confirmou a validade daquele alerta: a 18 de Outubro, voltou a evidenciar-se na goleada do Sporting à Juventus, em Turim, por 4-1. Tendo envolvimento e participação nos quatro golos - dois dos quatro marcados por ele. Apesar de termos jogado essa partida com menos um, devido à expulsão de Jovane Cabral aos 63'.

A 5 de Dezembro, na mesma competição, marcou o nosso golo do empate frente ao Barcelona. Somando assim quatro remates vitoriosos na "Liga dos pequeninos", como alguns lhe chamam com carinho não isento de admiração.

Eis Rafael Alexandre da Conceição Leão: 18 anos, 1,88m de altura, natural de Almada. Avançado formado na Academia de Alcochete, com inegável faro pelo golo. Leva já 12 apontados em 19 jogos oficiais na época em curso, elemento fundamental nos juniores e na equipa B. O mais saboroso desses golos foi certamente o que apontou ao  Oleiros a 12 de Outubro, numa eliminatória da Taça de Portugal, já integrado na equipa principal do Sporting - seu clube de formação, seu clube do coração.

Entrou aos 71' minutos nessa partida. Um quarto de hora depois, o jovem internacional sub-17 estreava-se a marcar com os colegas profissionais. "Uma estreia em grande", como lhe chamou o Record, numa justa apreciação. No dia seguinte, a página oficial do Sporting no Facebook também lhe prestava homenagem: "Não são muitos os que se podem orgulhar de marcar na estreia de Leão ao peito! E com apenas 18 anos. Dia fantástico para o nosso Rafael Leão."

Nessa partida disputada em Oleiros, vila ainda coberta de cinzas pelos dramáticos incêndios de Junho, ele comemorou o golo apontando para Podence, que construíra toda a jogada. Demonstrando assim que não é apenas um futebolista muito promissor nem Leão só de apelido. Ser do Sporting é ser assim. 

 

Promessa do ano em 2012: Eric Dier

Promessa do ano em 2013: William Carvalho

Promessa do ano em 2014: Carlos Mané

Promessa do ano em 2015: Gelson Martins

Promessa do ano em 2016: Francisco Geraldes

2017 em balanço (2)

image[4].jpg

 

 

TREINADOR DO ANO: JORGE JESUS

Neste terceiro ano civil ao serviço da equipa principal de futebol do Sporting Jorge Jesus foi de menos a mais. Começou mal, com a equipa afastada de todos os objectivos delineados no início da época: antes de terminar Janeiro estávamos fora da corrida ao campeonato e afastados das restantes competições. O que renovou as  críticas ao treinador feitas por alturas da sua contratação, em Junho de 2015, por parte daqueles que nunca viram com bons olhos que o Sporting pudesse ter no comando da sua equipa técnica alguém recém-chegado do mais antigo rival.

Nestes 12 meses, felizmente, muita coisa mudou. A equipa apetrechou-se bem durante o defeso, contratando jogadores de inegável qualidade num processo que contou naturalmente com o dedo do treinador. Vieram Mathieu (ex-Barcelona), Fábio Coentrão (por empréstimo do Real Madrid), Acuña (titular da selecção argentina), Bruno Fernandes (oriundo da Sampdoria e capitão da nossa selecção sub-21), Doumbia (melhor marcador do campeonato suíço), Piccini (ex-Bétis), Battaglia e André Pinto (ambos ex-Braga).

Quando há ovos, as omeletes tornam-se realidade - como diria Otto Glória, nome histórico do futebol português. Esta temporada 2017/18 tem vindo a decorrer muito bem. Com o Sporting ainda em todas as frentes, disputando palmo a palmo o campeonato, em igualdade pontual com o líder FC Porto, sem derrotas nas competições internas e registando boas exibições em vários palcos. Incluindo uma vitória (3-2) frente ao Olympiacos em Atenas e um empate caseiro com a Juventus (1-1), na fase de grupos da Liga dos Campeões, e goleadas ao Steaua de Bucareste (5-1, fora) para o playoff da Liga dos Campeões, ao V. Guimarães (5-0, fora) e Chaves (5-1, em casa) para a Liga e ao União da Madeira (6-0, em casa) para a Taça CTT.

O treinador sabe muito bem puxar pelos jogadores, que respiram saúde anímica neste final de 2017. E sabe também puxar pelo público: Alvalade continua a bater recordes de audiência. «O clube devia ser um caso de estudo pelos adeptos. Há tantos anos que não ganha aqueles títulos consecutivos e parece que cada vez há mais sportinguistas», declarou no final do Sporting-FC Porto, que contou com mais de 47 mil espectadores nas bancadas.

As críticas tornaram-se residuais, agora escutam-se sobretudo aplausos: Jesus termina o ano em grande.

 

 

Treinador do ano em 2012: Domingos Paciência

Treinador do ano em 2013: Leonardo Jardim

Treinador do ano em 2014: Marco Silva

Treinador do ano em 2015: Jorge Jesus

Treinador  do ano em 2016: Fernando Santos

 

2017 em balanço (1)

basdost6[1].jpg

 

 

JOGADOR DO ANO: BAS DOST

Dos diversos jogadores desembarcados em Alvalade na temporada 2016/17 só ele vingou. Mas valeu por muitos. Porque tem comprovado ser um reforço extraordinário. Bas Dost sagrou-se maior goleador do campeonato anterior e bateu-se quase até ao fim pela Bota de Ouro, que acabou por pertencer a Lionel Messi, ficando ele no pódio dos melhores marcadores das ligas europeias, como terceiro mais eficaz artilheiro do futebol do continente. Apenas ultrapassado pelo argentino do Barcelona e por Cavani, do PSG.

Na senda de outros memoráveis goleadores que passaram nas últimas décadas pelo nosso clube - Yazalde, Manuel Fernandes, Acosta, Jardel e Liedson, só para citar alguns - este holandês de 28 anos e com 1,96m de altura é um temível adversário para as equipas que nos defrontam, fazendo valer a sua fama de ponta-de-lança muito posicional com inegável faro de golo, sobretudo no jogo aéreo.

Os números falam por si: na época 2016/17 marcou 36 golos em 41 jogos de verde e branco - 34 dos quais no campeonato nacional. Na época em curso, já contabiliza 13 golos em 15 jornadas da Liga, 17 no total das competições. Perfazendo 53 remates com sucesso nos 16 meses que leva como profissional do Sporting.

Quando chegou a Alvalade, proveniente do Wolfsburgo, evitava ser chamado a converter penáltis: tornou-se entretanto um exímio marcador de grandes penalidades. Ganhou disciplina táctica, pressionando os adversários e recuando com frequência em busca da bola, e revela crescente destreza técnica, nomeadamente nas jogadas de assistência para golo. Sem surpresa, adquiriu direito a música própria no estádio e o seu nome é sempre pronunciado com especial vibração pelos adeptos, que não lhe negam aplausos.

Bas Dost bem os merece.

 

 Jogador do ano em 2012:  Rui Patrício

Jogador do ano em 2013: Montero

Jogador do ano em 2014: Nani

Jogador do ano em 2015: Slimani

Jogador do ano em 2016: Adrien

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D