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És a nossa Fé!

Ficamos por aqui

14 épocas da história do SCP

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Não há maneiras óptimas de terminar. Mas há momentos bons para pormos ponto final num projecto quando entendemos que corporiza um ciclo que se esgotou após uma sucessão raras vezes vista de triunfos memoráveis. 

Esse momento chega agora, para o És a Nossa Fé. Após 14 épocas muito intensas, de acompanhamento constante da vida do Sporting, com os seus altos e baixos, com as suas luzes e sombras, com as suas ilusões e os seus fracassos. 

E é o melhor momento, para este efeito, porque nenhum de nós conheceu o Sporting tão bem como hoje está, após a conquista do primeiro bicampeonato em 74 anos e da primeira dobradinha desde 2002. Com todas as esperanças renovadas. Com uma novíssima geração de adeptos que já milita aguerridamente pelo símbolo do Leão, de verde e branco.

Podemos dizer, sem falsas modéstias, que demos o nosso contributo. Nos períodos difíceis, nunca deixámos de apoiar. Nas horas de trevas, jamais perdemos a convicção de que todos os obstáculos seriam ultrapassados e voltaríamos a sorrir com a alegria de novos triunfos.

Assim aconteceu.

 

Deixamos aos futuros investigadores da história do Sporting um precioso contributo sobre o que se passou nestes 13 anos e seis meses.

Aqui ficam documentados todos os instantes. Do péssimo ao excelente. Da pior classificação de sempre, com o impensável sétimo lugar alcançado naquela apagada e vil tristeza de 2013, até à brilhante época 2024/2025 que há pouco terminou.

Vimos desfilar alguns vilões e muitos heróis. Aplaudimos Nani, Adrien, Slimani, Bas Dost, Bruno Fernandes, Nuno Mendes, João Palhinha, Pedro Gonçalves, Viktor Gyökeres e tantos outros. Vibrámos também com a conquista do Europeu de 2016, com quase metade do plantel formado por jogadores vindos da nossa academia.

Registámos tudo: mais de 400 jogos do Sporting foram aqui comentados em pormenor e dissecados com a isenção possível, nunca isenta de paixão leonina. Ficam, também esses textos, à disposição da massa adepta que queira recordá-los e dos tais historiadores futuros que não poderão passar à margem deste blogue. 

 

Gostei de conviver com os colegas - muitos dos quais amigos - que participaram comigo nesta caminhada que deu frutos. Os números aí estão, a comprová-lo: 28.600 postais aqui publicados. Com mais de 430 mil comentários. Só no último ano, tivemos mais de um milhão de visualizações

Terminamos em alta, também nisto.

Nem sempre foi fácil gerir a amálgama um pouco anárquica que caracteriza a coexistência entre sportinguistas. Mas também esse desafio acabou por ser superado. E posso concluir que valeu a pena.

Mesmo chegando agora ao fim deste percurso sem ter conhecido pessoalmente vários dos meus acompanhantes neste projecto: António Fresco, Carina Albano, Cristina Torrão, Filipe Moura, Madalena Dine, Vítor Hugo Vieira e Zélia Parreira - além de outros que foram saindo pelos motivos mais diversos.

Da minha parte, o conhecimento pessoal nunca foi critério para ser membro deste blogue. Sempre fiz questão disso.

 

Encerra-se um ciclo, outros se abrirão algures. Com novos nomes, diferentes protagonistas, outros adeptos que gostem de escrever e sintam a necessidade premente de debater as mais diversas questões ligadas ao presente e ao futuro do Sporting.

Este espólio comum fica connosco. E à disposição de quem nos quiser reler. Temos a garantia do SAPO – nosso “senhorio” de sempre – que assim será.

Treze anos e meio de história do Sporting documentados dia a dia. Incluindo períodos traumáticos que superámos com intensa energia anímica, fiéis à convicção de que é mais forte aquilo que nos une do que aquilo que nos separa.

Missão cumprida.

 

Até sempre.

SAUDAÇÕES LEONINAS.

O melhor da história do Sporting

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Estou à vontade: só falei com ele uma vez. Foi em Setembro de 2024, na Ericeira: vi-o passar à minha frente levando pela mão o filho de 4 ou 5 anos, o miúdo ia equipado à Sporting. Tomei a iniciativa de lhe falar, como certamente tantos adeptos já têm feito, cumprimentando-o pelo excelente trabalho à frente do Clube. Ele, com aquele ar tímido que ainda exibe ao fim de vários anos de exposição mediática, limitou-se a dizer que «o mérito é de todos». Lá seguiu com o Santiago, rumo à praia ou ao hotel. 

Primeiro e único contacto.

Nenhum outro nestes sete anos em que escrevi sobre ele, nenhum outro nestes quase catorze anos em que escrevi diariamente sobre o Sporting.

 

Sou totalmente insuspeito para exprimir isto: Frederico Varandas é o melhor presidente de sempre do Sporting. O melhor daqueles que fui vendo chegar e ocupar o cargo - e foram muitos, direi até demasiados.

Os factos falam por si.

Assumiu funções na página mais negra da história do Clube, que estava de rastos no capítulo desportivo, financeiro, anímico, reputacional. Dois terços dos jogadores que integravam o plantel principal de futebol tinham acabado de rescindir contrato unilateralmente. Havíamos perdido a final da Taça de Portugal com o Aves (!). O anterior campeonato fora ganho 16 anos antes, em 2002.

As dramáticas imagens do assalto dos bisontes às instalações de Alcochete estavam bem frescas na memória colectiva: deram a volta ao mundo, para vergonha de todos nós. 

 

Varandas prometeu reerguer o Sporting. E cumpriu. Hoje temos o plantel mais valioso de que há registo no futebol português. O número de sócios e de lugares pagos no estádio é o mais elevado de sempre. Há cada vez mais jovens a assumir com orgulho a militância leonina: toda uma nova geração foi conquistada por talentos como Pedro Gonçalves, Matheus Nunes, Nuno Mendes, João Palhinha, Geny Catamo, Morten Hjulmand, Eduardo Quaresma, Francisco Trincão - e, claro, o incomparável e inesquecível Viktor Gyökeres.

Os factos falam por si.

Nestas seis épocas futebolísticas completas sob a gestão de Varandas, vencemos três campeonatos nacionais, duas Taças de Portugal, três Taças da Liga. Oito títulos. Mais uma Supertaça - e preparamo-nos para conquistar a segunda.

Sem esquecer os campeonatos de andebol e voleibol: somos titulares. Sem esquecer que fomos tetracampeões de futsal. E um campeonato de basquetebol, modalidade em boa hora reintroduzida no Clube. E um campeonato de futebol feminino. Além de duas Ligas dos Campeões de futsal e três Ligas Europeias de hóquei. 

Nada me satisfaz mais escrever neste dia em que o Sporting Clube de Portugal assinala, com legítimo orgulho, o 119.º ano de existência

 

Não admira a sua crescente popularidade entre a massa adepta, que conquistou com obras, não com palavras. Progredindo dos 42,3% iniciais, ao ser eleito pela primeira vez em Setembro de 2018 contra João Benedito e José Maria Ricciardi, até à reeleição em Março de 2022 por números esmagadores: 85,5%, contra dois adversários cujos nomes não fixei.

Se Varandas quiser concorrer a um terceiro mandato, no ano que vem, ninguém se surpreenderá que volte a ganhar por goleada. Prova de que os sócios do Sporting não são ingratos. E sabem reconhecer o mérito a quem o tem - dentro e fora de estádios e pavilhões. 

Sem favor algum, o melhor de sempre. Termino como comecei: estou inteiramente à vontade para escrever isto.

Balanço (8)

Os nossos dez textos mais comentados de sempre

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COMPARAR RONALDO A EUSÉBIO

310 comentários

«Com Eusébio, a regra era falharmos o apuramento. Com Ronaldo, a regra é conseguirmos o apuramento. Aos Mundiais de 1930, 1934, 1938, 1950, 1954, 1958, 1962, 1970, 1974, 1978, 1982, 1990, 1994 e 1998 nem lá chegámos. Antes de Cristiano Ronaldo. Aos Europeus de 1960, 1964, 1968, 1972, 1976, 1980, 1988, 1992 nem lá chegámos. Antes de Cristiano Ronaldo. Depois de Ronaldo, não falhámos um.»

16 de Julho de 2024

 

VAMOS LÁ SABER

290 comentários

«Uma vez mais vos pergunto: gostariam ou não de ver Cristiano Ronaldo no Sporting, já em Janeiro, vindo a custo zero do Manchester United

16 de Novembro de 2022

 

O ERRO DE VARANDAS

262 comentários

«Esta minoria activa - cada vez mais mobilizada à medida que se vai reduzindo, como acontece com os negacionistas anti-vacinas e quaisquer outros activistas de seitas fanáticas - declarou guerra sem quartel à Direcção leonina. Nem a pandemia a travou. Nem as conquistas no futebol e nas modalidades conseguiram desmobilizá-la.»

1 de Outubro de 2021

 

HOJE GIRO EU - APOSTA NA FORMAÇÃO

249 comentários

«É uma brincadeira de mau gosto, certo?»

25 de Julho de 2018

 

DEZ REFLEXÕES SOBRE O SPORTING

238 comentários

«Se me perguntarem quem prefiro como seu sucessor, responderei sem hesitar: Amorim deve substituir o próprio Amorim. Ou seja: o treinador do Sporting tem de reinventar-se. Corrigindo teimosias, atenuando obstinações, limando casmurrices. Está em início de carreira, tudo lhe sorriu até agora, falta experimentar o outro lado - menos feliz e sorridente.»

3 de Novembro de 2022

 

QUAL É O VOSSO SEGUNDO CLUBE?

232 comentários

«Vários de nós temos (ou tivemos) um segundo clube. Português ou estrangeiro. Já mais de uma vez falei aqui no meu. Gostava de saber qual é o vosso, quais são os vossos. Daqui ou lá de fora, como quiserem.»

8 de Agosto de 2023

 

AMORIM E O CHARME PARISIENSE

224 comentários

«Este é o preço do sucesso. A SAD do Sporting deve estar preparada para qualquer cenário - também para este, evitando ser apanhada desprevenida. A primeira obrigação dos responsáveis leoninos é reafirmar o apoio ao técnico, que tem contrato até 2024, mas sem ilusões quanto à sua continuidade a longo prazo.»

24 de Maio de 2022

 

BRUNO DE CARVALHO...

218 comentários

« foi absolvido pela justiça portuguesa. Ainda bem, sublinho. Porém deixo a pergunta: Estará absolvido para os sportinguistas? Para mim, a resposta é simples e clara: Não!»

28 de Maio de 2020

 

TUDO MUITO COMPLICADO

212 comentários

«Acabou-se a incerteza: Matheus Nunes sai do Sporting, rumando a Inglaterra, onde integrará as fileiras do Wolverhampton, a equipa mais portuguesa da Premier League.  É excelente notícia para as finanças leoninas, parecendo configurar a segunda maior receita de sempre na transferência de um futebolista em toda a história do Sporting. (...) Mas é péssima notícia para o nosso treinador, que tentou tudo para dissuadir Matheus de abandonar já Alvalade.»

16 de Agosto de 2022

 

ADÁN OU ISRAEL?

208 comentários

«Temos um problema sério. Mais um, nesta época que está a ser de pesadelo. Agora, na baliza. Somando aos que já tínhamos na frente do ataque, no centro da defesa, na ala direita e na posição de médio defensivo - tudo preso com arames, tudo periclitante, tudo rezando para que as contínuas lesões não nos obriguem a ir buscar o substituto do substituto do substituto.»

7 de Outubro de 2022

Balanço (7)

Recordar o nosso plantel no início deste blogue

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Este És a Nossa Fé foi um sucesso imediato. Mal se estreou, no primeiro dia de 2012, tornou-se um dos mais lidos, comentados e apreciados da blogosfera leonina.

Logo ao vigésimo dia, já disparava em audiência graças a um destaque feito pelo SAPO, nosso gentilíssimo senhorio: 7963 visitantes registados em apenas 24 horas. A propósito de uma polémica em torno de Bojinov, jogador de que hoje já poucos se lembram (e nunca seria recordado por bons motivos).

Chegámos ao primeiro mês de vida com mais de 40 mil visitantes. Logo outra controvérsia se seguiu: o inopinado despedimento de Domingos Paciência, substituído por Ricardo Sá Pinto. Ainda durante a frágil e fugaz presidência de Luís Godinho Lopes. 

Acompanhámos dia a dia tudo quanto se foi seguindo, incluindo os processos eleitorais de 2013, 2017, 2018 e 2022. E toda a presidência de Bruno de Carvalho (2013-2018). E o miserável assalto a Alcochete. E o conturbado processo de destituição do presidente que se seguiu. E a gerência interina, assegurada por Sousa Cintra e Artur Torres Pereira. E todas as fases do mandato de Frederico Varandas, que começou vacilante, após vitória tangencial nas urnas contra João Benedito, e foi evoluindo até se tornar o presidente com mais títulos e com o plantel mais valioso em toda a história do futebol português.

 

Continuámos no topo, enquanto outros iam desistindo ou derivado para franjas cada vez mais lunáticas, em contínua negação da realidade.

E assim nos mantivemos até agora, quando o pano está prestes a cair.

 

Chegou o momento de lembrar aqueles que estivemos nos meses iniciais do blogue. Muitos e bons - permitam-me a parcela de auto-elogio. Alguns aguentámos, sem desfalecimentos, estes treze anos e meio bem contados.

Eis a galeria, em jeito de mural:

 

Adelino Cunha

Alda Telles

Ana Torres Pereira

André Peixe

António Figueira

Bernardo Pires de Lima

Constança Martins da Cunha

David Dinis

Eduardo Garcia da Silva

Filipe Moura

Francisco Almeida Leite

Francisco Mota Ferreira

Francisco Teixeira

João Caetano Dias

João Gomes de Almeida

João Távora

João Villalobos

José de Pina

José Manuel Barroso

José Navarro de Andrade

José Pimentel Teixeira

Leonardo Ralha

Luís Filipe Coimbra

Marta Spínola

Paulo Ferreira

Rui Rocha

Tomás Vasques

Zélia Parreira

Eu

 

SAUDAÇÕES LEONINAS

Balanço (6)

Merecida homenagem aos leitores deste blogue

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Nenhum blogue tem sucesso sem encontrar amplo eco junto dos leitores, muitos dos quais se tornaram também comentadores. Aconteceu, desde o início, com o És a Nossa Fé. Quem nos lê ajudou-nos a escrever. Dando ideias, indicando pistas, deixando sugestões, suscitando dúvidas, expressando críticas.

Esta interacção levou-me a criar uma secção intitulada “Os nossos comentadores merecem ser citados” logo em Outubro de 2012, tinha o blogue apenas nove meses.

O primeiro a ser destacado foi o Edmundo Gonçalves, que viria a tornar-se autor, a meu convite. Curiosamente, a propósito de um texto aqui publicado pelo Rui Rocha, que anos depois se destacaria como presidente e deputado da Iniciativa Liberal.

 

Passar de comentador a autor viria a suceder com vários outros depois dele, designadamente o Tiago Cabral, o Pedro Azevedo, o Luís Lisboa e – em data mais recente – o Vítor Hugo Vieira, que começou a aparecer em 2020.

Se o blogue prosseguisse, outros saltariam para este lado também. Pelo menos seriam convidados para esse efeito.

Excesso de "democratização", julgarão alguns. Mas a verdade é que sempre pensei assim.

 

Em Agosto de 2017 mudei o nome daquela rubrica diária, passando a chamar-lhe “A voz do leitor”. Designação mais simples, mais clara, mais chamativa.

Vale a pena transcrever na íntegra o primeiro comentário destacado:

«Temos de acabar com a resignação e replicar a garra e querer da nossa equipa feminina: "Não há Desculpas!"
Penso mesmo que este lema deveria ser gravado em tarjas e cartazes, colado nos cacifos de todos os atletas em todas as modalidades e gravado nos fatos de treino e equipamentos: "NÃO HÁ DESCULPAS!"

Penso que teria mais efeito que vídeos motivacionais.»

Esta rubrica viria a durar oito anos. Acompanhando o blogue até ao fim.

 

...................................................................

 

Chegou o momento de mencionar os nomes de mais de 80 leitores/comentadores que aqui marcaram presença habitual ao longo destes 13 anos e meio. Uns chegaram mais tarde, outros foram-se dispersando. Todos acabaram por ser importantes.

Lista muito longe de estar completa: esse levantamento integral implicaria um trabalho exaustivo. 

Aqui ficam, por ordem alfabética, os que seleccionei:

AHR

Ângelo

António Alvarez

António Goes de Andrade

António Luís

António 1969

António Pereira

Armando Santos

Blackrock Lion

Bruno Cardoso

Bruno Matias

Carlos Antunes

Carlos Correia

Carlos Estanislau Alves

Carlos Falcão

Carlos Oliveira

Carlos Santos Silva

Daniel Borges

David Craveiro

David Rodrigues

Diogo Xavier

Fernando

Filipe Simões

Francisco Gonçalves

J. Ramos

JG

JMA

João E. Rabaça

João Galhardo

João Gil

João Gomes

João Paulo Sousa

João Rafael

João Silva

Jorge Luís

Jorge Santos

José Lima

José Luís Cruz

José Vieira

Leão da Cova da Beira

Leão da Estrela

Leão de Lordemão

Leão de Queluz

Leão de Quiosque

Leão de Tondela

Leão do Fundão

Leão do Xangai

Leão 79

Leão Vigilante

Leoa Maria

Leoa 6000

Lina Martins

Luís Barros

Luís Ferreira

Luís Moreira 

Manuel Barbosa

Manuel da Rocha

Manuel Oliveira

Manuel Pinheiro

Maria Inês

Maria Oliveira

Maria Sporting

Migang

Miguel Fernandes

Nelson Gonçalves

Nuno Saramago

Octávio

Orlando Marinho

Orlando Santos

Paula Dias

Paulo Batista

Pedro Batista

Pedro Bragança

Pedro Sousa

Pedro Tarquínio

Plínio

Romão

Rui Pedro Rocha

Rui Miguel

Rui Silva

Salgas

Tiago Oliveira

Ulisses Oliveira

V. Guerreiro

Vasco Matos

Verde Protector

 

....................................................................

 

E como os últimos são os primeiros, no fim destaco dois leitores muito especiais, cada qual no seu género:

Fernando Albuquerque

Manuel Parreira

Acompanharam-nos durante anos, tivemos o gosto de contar com eles. Registando as suas palavras de incentivo e o seu indesmentível sportinguismo. O primeiro residente no Alentejo, o segundo na longínqua Califórnia.

Sportinguistas exemplares, ambos veteranos, mas com mais energia leonina do que outros com idade para serem seus filhos ou netos.

Aqui fica a homenagem, a eles e aos restantes, com as minhas mais calorosas

 

SAUDAÇÕES LEONINAS

Balanço (5)

Edmundo Gonçalves, vencedor nos prognósticos

Encerrando o balanço do campeonato nacional de futebol 2024/2025, tal como sucedeu nos anteriores, recordo os prognósticos aqui formulados sobre a prestação do Sporting nas 34 jornadas, com indicação dos vencedores em cada ronda - ou ausência deles.

 

9 de Agosto (Sporting, 3 - Rio Ave, 1): João Galhardo, José Vieira, Leão do Fundão e Orlando Santos

17 de Agosto (Nacional, 1 - Sporting, 6): Ninguém acertou

23 de Agosto (Farense, 0 - Sporting, 5): Francisco Chaveiro Reis

31 de Agosto (Sporting, 2 - FC Porto, 0):  Carlos Estanislau Alves, Leão 79 e Manuel Oliveira

13 de Setembro (Arouca, 0 - Sporting, 3): Carlos Silva, Edmundo Gonçalves e Leão 79

22 de Setembro (Sporting, 3 - AVS, 0): Edmundo Gonçalves, Leão de Lordemão e Pedro Batista

27 de Setembro (Estoril, 0 - Sporting, 3): Blackrock Lion e Edmundo Gonçalves

5 de Outubro (Sporting, 2 - Casa Pia, 0): Luís Ferreira

26 de Outubro (Famalicão, 0 - Sporting, 3): Edmundo Gonçalves, Jorge Luís, Leoa 6000, Maria Sporting e Paulo Batista

1 de Novembro (Sporting, 5 - Estrela da Amadora, 1): Marrocos

10 de Novembro (Braga, 2 - Sporting, 4): José Pimentel Teixeira

30 de Novembro (Sporting, 0 - Santa Clara, 1): Ninguém acertou

5 de Dezembro (Moreirense, 2 - Sporting, 1): Ninguém acertou

14 de Dezembro (Sporting, 3 - Boavista, 2): Ninguém acertou

22 de Dezembro (Gil Vicente, 0 - Sporting, 0): Ninguém acertou

29 de Dezembro (Sporting, 1 - Benfica, 0):  Carlos Estanislau Alves

3 de Janeiro (V. Guimarães, 4 - Sporting, 4): Ninguém acertou

16 de Janeiro (Rio Ave, 0 - Sporting, 3): Jorge Luís

25 de Janeiro (Sporting, 2 - Nacional, 0): Luís Ferreira

2 de Fevereiro (Sporting, 3 - Farense, 1): Leão do Fundão

7 de Fevereiro (FC Porto, 1 - Sporting, 1):  Luís Ferreira

15 de Fevereiro (Sporting, 2 - Arouca, 2): Ninguém acertou

23 de Fevereiro (AVS, 2 - Sporting, 2): Ninguém acertou

3 de Março (Sporting, 3 - Estoril, 1):  Jorge Luís, Leão de Queluz, Leão do Fundão e Leão do Xangai

9 de Março (Casa Pia, 6 - Sporting, 1): Edmundo Gonçalves e José Vieira

15 de Março (Sporting, 3 - Famalicão, 1): Leão do Fundão e Scorpion

29 de Março (Estrela Amadora, 0 - Sporting, 3): Edmundo Gonçalves, Leoa 6000, Leão 97, Maximilien de Robespierre, Paulo Batista

7 de Abril (Sporting, 1 - Braga, 1): Ninguém acertou

12 de Abril (Santa Clara, 0 - Sporting, 1): Leãocabril

18 de Abril (Sporting, 3 - Moreirense, 1): Scorpion

27 de Abril (Boavista, 0 - Sporting, 5): Ninguém acertou

4 de Maio (Sporting, 2 - Gil Vicente, 1): Ninguém acertou

10 de Maio (Benfica, 1 - Sporting, 1): Leão 79, Maria Sporting, Maximilien de Robespierre, Only Lions roar as Lions, Verde Protector

17 de Maio (Sporting, 2 - V. Guimarães, 0): Leão 79

 

CONCLUSÃO:

A vitória, nesta temporada, coube a um repetente que cumprimento com muito gosto: o meu prezado colega de blogue e amigo Edmundo Gonçalves. Desta vez triunfador isolado, com seis palpites certos. Destacara-se na edição inaugural, em 2014, mas incluído num grupo de sete - abundância de vencedores que não voltou a repetir-se.

Seguiram-se agora, com quatro previsões correctas, os leitores Jorge Luís, Leão do Fundão (vencedor em 2015) e Leão 79 (co-vencedor em 2022 e 2023).

 

Ninguém acertou em onze jogos, mais dois do que na época anterior. Abrangendo - certamente não por coincidência - as quatro jornadas em que o Sporting esteve sob a precária orientação de João Pereira, que não deixou saudades: uma vitória apertada em casa, um empate e duas derrotas no campeonato.

Quatro partidas ganhas pelo Sporting ficaram em branco. Devido a goleadas que ninguém previu (6-1 ao Nacional na Choupana, 5-0 ao Boavista no Bessa). Mas também às elevadas expectativas que estas cabazadas provocaram nos adeptos: a partir de certa altura poucos concebiam triunfos tangenciais (como a nossa vitória por 2-1 ao Gil Vicente em Alvalade).

 

Destaco ainda, com agrado, as nossas simpáticas leitoras Leoa 6000 e Maria Sporting, cada qual vencedora em duas rondas deste campeonato.

Houvesse um "título" para o melhor desempenho feminino - e seria delas sem sombra de hesitação.

 

Aproveito para recordar que na Liga 2013/2014 houve por cá sete vencedoresBruno Cardoso, Edmundo Gonçalves, João Paulo Palha, João Torres, José da Xã, Lina Martins e Octávio.

No campeonato 2014/2015, apenas umLeão do Fundão.

Em 2015/2016, triunfou o Grande Artista Goleador.

Em 2016/2017, o vencedor foi novamente o José da Xã.

Em 2017/2018, venceu o leitor J. Ramos.

Em 2018/2019, destacou-se o leitor Luís Ferreira.

Em 2019/2020, a vitória isolada foi feminina pela primeira vez, sorrindo à Cristina Torrão.

Em 2020/2021, emergiu um quarteto vencedor: CAL, Carlos Correia, Pedro Batista e Ricardo Roque.

Em 2021/2022, triunfou um trio: Leão 79, Luís Lisboa e Madalena Dine.

Em 2022/2023, destacou-se um duo formado pelo estreante Leão do Xangai e pelo repetente Leão 79.

Em 2023/2024 voltou a registar-se um triunfador isolado: o prezado leitor Paulo Batista.

 

Esta foi a última ronda de prognósticos - uma das marcas distintivas do És a Nossa Fé. Aproveito para agradecer a todos quantos participaram nesta iniciativa, com os seus palpites, ao longo de 12 temporadas futebolísticas do Sporting, contribuindo assim para o sucesso de sempre deste blogue.

Acreditem: é já com alguma saudade que escrevo isto.

Balanço (4)

Pódio: Gyökeres, Trincão, Geny

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Em jeito de balanço, aqui fica a lista dos jogadores que receberam a menção de melhores em campo no último campeonato, em resultado da soma das classificações atribuídas por

diários desportivos após cada jornada. Num total de 136 votos.

 

Gyökeres, sem surpresa, foi o jogador mais pontuado pela imprensa especializada em futebol ao longo da temporada que decorreu de Agosto a Maio. Repete a proeza do ano anterior, ampliando ainda mais a distância face aos seus companheiros. O rei dos goleadores do campeonato relegou novamente para o segundo posto o rei das assistências, Francisco Trincão, que havia chegado ao topo na época 2022/2023. 

Todos os jornais lhe atribuíram o primeiro posto. Com Trincão também a suscitar unanimidade no segundo lugar, embora a larga distância - menos de metade dos pontos. Foram agora 28 a separá-los. Há um ano tinham sido 23.

Em qualquer caso, poucos adeptos contestarão estas escolhas. Pelo brilhantismo do craque sueco ao longo de toda a Liga 2024/2025 e pela excelente forma do avançado minhoto, que registou vários momentos de indiscutível brilhantismo. 

 

Face ao balanço anterior, destacam-se as ausências de Paulinho (terceiro há um ano), por ter deixado de integrar o plantel, e Edwards (terceiro em 2023, quinto em 2024), este pelo subrendimento evidenciado até abandonar Alvalade rumo ao Burnley, agora de regresso à Premier League.

Lesionado durante mais de metade da temporada, Pedro Gonçalves desceu de quarto para sexto. Enquanto Morten, inversamente, subiu de sexto para quarto. E Harder, caloiro no plantel, ficou em quinto. Quenda, outro caloiro, foi sétimo.

A maior subida, face ao ano anterior, foi a de Geny. Que em 2024 ficou num modesto nono posto e agora entra no pódio, por mérito próprio.

Eduardo Quaresma, estreante nestas lides, justifica menção especial: recebeu quatro pontos pelo magnífico desempenho no Sporting-Gil Vicente, a duas jornadas do fim, marcando um golo decisivo - o melhor da Liga 2024/2025.

Pelo segundo ano consecutivo, regista-se a ausência de Nuno Santos, quarto classificado na votação da época 2022/2023. Desta vez até se compreende, pois sofreu uma lesão muito grave pouco depois do início do campeonato.

 

O Record foi o único desportivo que não esqueceu dois jogadores nucleares, cada qual a seu modo: Debast e Gonçalo Inácio.

O digital ZeroZero, que figurou pela primeira vez nestes pódios, lembrou-se de Daniel Bragança, elegendo-o como melhor em campo no Moreirense-Sporting. E destacou uma vez Morita, tal como fez O Jogo.

De Rui Silva, Diomande, St. Juste, Fresneda, Matheus Reis e Maxi Araújo ninguém falou.

 

Gyökeres: 51

Trincão: 23

Geny: 13

Morten: 12

Harder: 11

Pedro Gonçalves: 9

Quenda: 8

Eduardo Quaresma: 4

Morita: 2

Gonçalo Inácio: 1

Debast: 1

Daniel Bragança: 1

 

A BOLA: Gyökeres (12), Trincão (6), Geny (4), Morten (4), Harder (3), Pedro Gonçalves (2), Quenda (2), Eduardo Quaresma.

RECORD: Gyökeres (12), Trincão (4), Geny (4), Morten (3), Pedro Gonçalves (3), Harder (3), Quenda (2), Eduardo Quaresma, Gonçalo Inácio, Debast.

O JOGO: Gyökeres (14), Trincão (6), Morten (4), Geny (3), Pedro Gonçalves (2), Quenda (2), Harder, Eduardo Quaresma, Morita.

ZEROZERO: Gyökeres (13), Trincão (7), Harder (4), Geny (2),  Pedro Gonçalves (2), Quenda (2), Morten, Eduardo Quaresma, Morita, Daniel Bragança.

 

Há um ano foi assim: Gyökeres, Trincão, Paulinho.

Há dois anos foi assim: Trincão, Pedro Gonçalves, Edwards.

Há três anos foi assim: Sarabia, Porro, Nuno Santos.

Há quatro anos foi assim: Pedro Gonçalves, Palhinha e Coates.

Há cinco anos  foi assim: Bruno Fernandes, Jovane, Vietto.

Há seis anos foi assim: Bruno Fernandes, Raphinha, Nani.

Há sete anos foi assim: Bruno Fernandes, Bas Dost, Gelson Martins.

Há oito anos foi assim: Bas Dost, Gelson Martins, Bruno César. 

Há nove anos foi assim: Slimani, João Mário, Gelson Martins.

Balanço (3)

Os melhores jogadores da época passada

Balanço dos jogadores do Sporting que mais se destacaram em cada desafio do campeonato 2024/2025:

 

Gyökeres: 14 (Farense, FC Porto, AVS, Estrela Amadora, Moreirense, V. Guimarães, AVS, Estoril, Casa Pia, Famalicão, Estrela Amadora, Braga, Moreirense, Boavista)

Trincão 4 (Arouca, Casa Pia, Boavista, Nacional)

Pedro Gonçalves: 3 (Rio Ave, Nacional, V. Guimarães)

Harder: 3 (Braga, Farense, Arouca)

Geny 3 (Estoril, Santa Clara, Benfica)

Quenda 3 (Famalicão, Rio Ave, FC Porto)

Morten 2 (Gil Vicente, Benfica)

Debast 1 (Santa Clara)

Eduardo Quaresma 1 (Gil Vicente)

 

Na época 2014/15, os melhores jogadores foram Nani, William Carvalho e Montero.

Na época 2015/16, os melhores jogadores foram Slimani, Adrien e João Mário.

Na época 2016/17, os melhores jogadores foram Gelson Martins, Bas Dost e Adrien.

Na época 2017/18, os melhores jogadores foram Gelson Martins, Bruno Fernandes e Rui Patrício.

Na época 2018/19, os melhores jogadores foram Bruno Fernandes, Raphinha e Nani.

Na época 2019/20, os melhores jogadores foram Bruno Fernandes, Jovane e Coates.

Na época 2020/21, os melhores jogadores foram Pedro Gonçalves, Coates e Palhinha.

Na época 2021/22, os melhores jogadores foram Sarabia, Porro e Nuno Santos.

Na época 2022/23, os melhores jogadores foram Pedro Gonçalves, Trincão e Porro.

Na época 2023/24, os melhores jogadores foram Gyökeres, Pedro Gonçalves e Trincão.

Balanço (2)

Todos os golos leoninos da época 2024/2025

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Golos marcados pelos jogadores do Sporting na época 2024/2025:

 

Gyökeres: 54

(Rio Ave, Nacional, Nacional, Farense, Farense, Farense, FC Porto, Arouca, Lille, AVS, AVS, Casa Pia, Sturm Graz, Famalicão, Nacional, Nacional, Estrela da Amadora, Estrela da Amadora, Estrela da Amadora, Estrela da Amadora, Manchester City, Manchester City, Manchester City, Amarante, Moreirense, Boavista, Santa Clara, V. Guimarães, V. Guimarães, V. Guimarães, FC Porto, Benfica, Rio Ave, Leipzig, AVS, Estoril, Estoril, Casa Pia, Casa Pia, Famalicão, Estrela da Amadora, Estrela da Amadora, Rio Ave, Braga, Moreirense, Moreirense, Moreirense, Rio Ave, Boavista, Boavista, Boavista, Boavista. V. Guimarães, Benfica)

Harder: 11

(AVS, Portimonense, Portimonense, Braga, Braga, Amarante, Santa Clara, Bolonha, Farense, Arouca, Benfica)

Trincão: 11

(Nacional, Nacional, Arouca, Amarante, Boavista, Boavista, V. Guimarães, Nacional, Arouca, Benfica, Benfica)

Geny: 7

(FC Porto, Estoril, Brugge, Benfica, Famalicão, Rio Ave, Santa Clara)

Gonçalo Inácio: 6

(FC Porto, Famalicão, Arsenal, Estoril, Casa Pia, Rio Ave)

Pedro Gonçalves: 6

(FC Porto, Rio Ave, Rio Ave, Nacional, Arouca, V. Guimarães)

Daniel Bragança: 4

(Nacional, Estoril, PSV, Casa Pia)

Maxi Araújo: 4

(Estrela da Amadora, Manchester City, Boavista, Gil Vicente)

Edwards: 3

(Farense, Amarante, Amarante)

Morten: 3

(Nacional, Braga, Rio Ave)

Fresneda: 3

(Farense, FC Porto, Famalicão)

Quenda: 3

(FC Porto, Famalicão, Estrela da Amadora)

Morita: 2

(Estoril, Braga)

Diomande: 2

(Farense, AVS)

Debast: 2

(Lille, Gil Vicente)

Nuno Santos: 1

(Sturm Graz)

Esgaio: 1

(Amarante)

João Simões: 1

(Nacional)

Eduardo Quaresma: 1

(Gil Vicente)

Lucas Áfrico: 1

(central do Farense, na própria baliza)

Aderlan Santos: 1

(central do Rio Ave, na própria baliza)

 

Na época 2014/15, os melhores marcadores foram Slimani, Montero e Adrien.

Na época 2015/16, os melhores marcadores foram Slimani, Teo Gutiérrez, Adrien e Bryan Ruiz.

Na época 2016/17, os melhores marcadores foram Bas Dost, Alan Ruiz e Gelson Martins.

Na época 2017/18, os melhores marcadores foram Bas Dost, Bruno Fernandes e Gelson Martins.

Na época 2018/19, os melhores marcadores foram Bruno Fernandes, Bas Dost e Luiz Phellype.

Na época 2019/20, os melhores marcadores foram Bruno Fernandes, Luiz Phellype e Vietto.

Na época 2020/21, os melhores marcadores foram Pedro Gonçalves, Jovane e Nuno Santos.

Na época 2021/22, os melhores marcadores foram Sarabia, Pedro Gonçalves e Paulinho.

Na época 2022/23, os melhores marcadores foram Pedro Gonçalves, Paulinho e Trincão.

Na época 2023/24, os melhores marcadores foram Gyökeres, Paulinho e Pedro Gonçalves.

Balanço (1)

Os dez melhores golos do Sporting em 2024/2025

AGOSTO

Geny: segundo golo no Sporting-FC Porto (2-0)

 

SETEMBRO

Debast: segundo golo no Sporting-Lille (2-0) da Liga dos Campeões

 

OUTUBRO

Gyökeres: segundo golo no Sturm Graz-Sporting (0-2) da Liga dos Campeões

 

NOVEMBRO

Morten: segundo golo no Braga-Sporting (2-4)

 

DEZEMBRO

Geny no Sporting-Benfica (1-0)

 

JANEIRO

TRINCÃO: primeiro golo no Sporting-Nacional (2-0)

 

FEVEREIRO

DEBAST no Gil Vicente-Sporting (0-1) da Taça de Portugal

 

MARÇO

GYÖKERES: segundo golo no Sporting-Estoril (3-1)

 

ABRIL

GYÖKERES no Sporting-Braga (1-1)

 

MAIO

EDUARDO QUARESMA: segundo golo no Sporting-Gil Vicente (2-1) 

2024 em balanço (9)

 

GOLO DO ANO

Esta escolha, para mim óbvia, presta homenagem ao talento futebolístico de Viktor Gyökeres, maior marcador mundial no ano que passou, com 62 apontados em 63 jogos. Marca extraordinária: honra. orgulha e enobrece ainda mais o símbolo do Leão, que o ponta-de-lança sueco transportou ao peito na grande maioria dos desafios. 

As imagens dizem tudo. O craque leonino recebe um fenomenal passe de trivela do pé direito de Debast e progride com a bola logo após a linha do meio-campo: Sempre com ela dominada - primeiro junto à linha esquerda, depois inflectindo para o centro do terreno, já defronte da baliza. Bate em velocidade o lateral, senta um central, dribla o guarda-redes e remata. Após uma vertiginosa corrida de 40 metros, ainda tem força para disparar um míssil.

Aconteceu ao minuto 53 do Sturm Graz-Sporting, desafio da Liga dos Campeões: Era o nosso segundo golo, sentenciando a partida contra o campeão austríaco. Somávamos mais três pontos na prova milionária após impormos derrota ao Lille em Alvalade (2-0) e empatarmos na Holanda frente ao PSV (1-1). 

Foi a 22 de Outubro. Como se fosse mais um dia no escritório do campeão sueco. Os génios da bola são assim.

 

Vale a pena destacar três menções honrosas de 2024, todas para lembrar também:

- O golo de Eduardo Quaresma no Sporting-Braga, a 11 de Fevereiro (ganhámos 5-0);

- O golo de Geny no Sporting-Benfica a 6 de Abril (vencemos 2-1);

- O golo de Debast no Sporting-Lille, a 17 de Setembro (ganhámos 2-0).

 

 

Golo do ano em 2012: Xandão, contra o Manchester City

 Golo do ano em 2013: Montero, contra a Fiorentina

Golo do ano em 2014: Nani, contra o Maribor

Golo do ano em 2015: Slimani, na final da Taça de Portugal

Golo do ano em 2016: Bruno César, contra o Real Madrid

Golo do ano em 2017: Bruno Fernandes, contra o V. Guimarães

Golo do ano em 2018: Jovane, contra o Rio Ave

Golo do ano em 2019: Bruno Fernandes, contra o Benfica

Golo do ano em 2020: Nuno Mendes, contra o Portimonense

Golo do ano em 2021: Paulinho, contra o Boavista

Golo do ano em 2022: Edwards, contra o Tottenham

Golo do ano em 2023: Pedro Gonçalves, contra o Arsenal

2024 em balanço (8)

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Foto: José Sena Goulão / Lusa

 

VITÓRIA DO ANO: 4-1 AO MANCHESTER CITY

Depois da nossa primeira vitória simbólica em Londres, ocorrida em 2023 quando ali eliminámos nos penáltis o Arsenal na Liga Europa, uma goleada ao Manchester City para a Liga dos Campeões. Aconteceu a 5 de Novembro, na despedida de Ruben Amorim de Alvalade. O treinador que nos levou à conquista de dois campeonatos nacionais não poderia ter desejado melhor final para o seu percuso de quase cinco anos no Sporting. 

Foi um desafio épico e comovente, com as emoções sempre à flor da pele. Um desafio que deu pleno significado ao lema celebrizado pelo fundador do nosso clube: ser «tão grande como os maiores da Europa».

Recebemos, vulgarizámos e derrotámos sem discussão o teatracampeão inglês, orientado por Pep Guardiola, que muitos consideram o melhor treinador do mundo. E com um plantel recheado de estrelas: Haaland, Foden, Ederson, Savinho, Akanji, Kovacic, Bernardo Silva, Gundogan, De Bruyne...

 

Até nem começou nada bem: sofremos um golo, por Foden, logo aos 4'. Mas soubemos dar a volta. Demonstrando brio, personalidade, carácter, irreprimível vontade de vencer.

Gyökeres brilhou, confirmando que é hoje um dos maiores pontas-de-lança do futebol europeu. Exibição superlativa do internacional sueco (três golos, aos 38', 49' e 80', estes dois de penálti). Mas também de Pedro Gonçalves (extraordinário, o passe para golo no primeiro de Gyökeres). Destaque também para Israel (impediu três golos, um dos quais de Haaland) e Maxi Araújo (em estreia como artilheiro na Champions, aos 46 segundos da segunda parte, num lance colectivo que merece figurar na antologia dos melhores de sempre do historial leonino). Sem esquecer Diomande, Quenda e Trincão. 

Matheus Nunes regressou fugazmente a uma casa onde já foi feliz, desta vez como ala esquerdo do City. Esteve apagado, mas certamente gostou dos aplausos que lhe tributaram nas bancadas de Alvalade. Em noite de simbiose perfeita entre público e equipa. No final, os jogadores formaram um corredor de honra ao técnico que tão bem serviu o Sporting e levantaram-no ao ar, em clima de euforia, numa das mais inesquecíveis manifestações de júbilo que conhecemos no nosso estádio.

 

Naquela noite gloriosa fechámos a primeira metade da jornada da Champions 2024/2025 no segundo lugar da classificação, com 10 pontos, a par do Mónaco, terceiro, e só atrás do Liverpool, que comandava com 12 pontos. Entre 36 equipas.

Dava-nos toda a esperança de apuramento para a fase seguinte da competição, com jogos a eliminar. Infelizmente, depois seguiram-se duas derrotas - já com Amorim longe, a treinar o Manchester United. Mas isso é outra história, bem diferente desta.

 

 

Vitória do ano em 2012: meia-final da Liga Europa (19 de Abril)

Vitória do ano em 2013: 5-1 ao Arouca (18 de Agosto)

Vitória do ano em 2014: eliminação do FCP da Taça no Dragão (18 de Outubro)

Vitória do ano em 2015: conquista da Taça de Portugal (31 de Maio)

Vitória do ano em 2016: conquista do Campeonato da Europa (10 de Julho)

Vitória do ano em 2017: eliminação do Steaua de Bucareste (23 de Agosto)

Vitória do ano em 2018: goleada ao Qarabag (29 de Novembro)

Vitória do ano em 2019: conquista da Taça de Portugal (25 de Maio)

Vitória do ano em 2020: conquista da Taça de Portugal em basquetebol (8 de Outubro)

Vitória do ano em 2021: conquista do campeonato nacional de futebol (11 de Maio)

Vitória do ano em 2022: conquista da Taça da Liga (29 de Janeiro)

Vitória do ano em 2023: eliminação do Arsenal em Londres (16 de Março)

2024 em balanço (7)

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DERROTA DO ANO: 3-4 CONTRA O FC PORTO NA SUPERTAÇA

À quinta tentativa, o FC Porto conseguiu enfim: a 3 de Agosto venceu o Sporting, conquistando a Supertaça, disputada no estádio municipal de Aveiro.

Vista do nosso lado, esta derrota soou a pesadelo. Estivemos a vencer por 3-0 e deixámos que os portistas conseguissem a reviravolta, triunfando por 4-3 já no prolongamento. 

Nada fazia prever este desfecho.

Marcámos o primeiro logo aos 6', por Gonçalo Inácio. O segundo surgiu aos 9', por Pedro Gonçalves.

O terceiro - fantástico golo - aconteceu aos 24', pelo jovem Quenda, em estreia simultânea como titular e artilheiro da equipa principal. Justificando elogio, tal como Gyökeres: o sueco não marcou, mas fez duas assistências.

Aos 28', Galeno reduziu. Fixando o resultado ao intervalo: 3-1.

 

E depois? Acentuou-se o naufrágio defensivo do onze leonino, que assim se estreou da pior maneira na temporada oficial 2024/2025. Sofremos dois outros golos, aos 64' e aos 66'. Aos 101', consumou-se o descalabro.

Pecámos por desconcentração e excesso de confiança. A soberba é má conselheira - no futebol como na vida. Não afectou só os jogadores e a equipa técnica, mas muitos adeptos. Incluindo alguns imbecis das claques que ao minuto 36 ou 37 desataram a atirar tochas e a fazer estalar fogo de artifício como se tivessem ganho alguma coisa.

O nosso treinador esteve inexplicavelmente passivo: nem parecia ele. Ruben Amorim só se dignou fazer a primeira substituição aos 83': mandou sair Trincão, mandou entrar Edwards. Mera troca posicional, que nada alterou para melhor. Num desafio em que tivemos dois estreantes com prestação negativa: Vladan, com culpas no primeiro e no quarto golo; e Debast, envolvido em duas "assistências" à turma adversária.

Mas vale a pena acrescentar: foi a única vitória do actual treinador portista, Vítor Bruno, contra a nossa equipa. Depois disso o FCP já nos defrontou duas vezes - e perdeu sempre, tanto para a Liga 2024/2025 como para a Taça da Liga, em que foi eliminado pelo Sporting. 

 

Derrota do ano em 2012: final da Taça de Portugal (20 de Maio)

Derrota do ano em 2013: 0-1 em casa contra o Paços de Ferreira (5 de Janeiro)

Derrota do ano em 2014: 3-4 contra o Schalke 04 em Gelsenkirchen (21 de Outubro)

Derrota do ano em 2015: 1-3 contra o CSKA em Moscovo (26 de Agosto)

Derrota do ano em 2016: 0-1 contra o Benfica em casa (5 de Março)

Derrota do ano em 2017: 1-3 contra o Belenenses em casa (7 de Maio)

Derrota do ano em 2018: final da Taça de Portugal (20 de Maio)

           Derrota do ano em 2019: Supertaça (4 de Agosto)

Derrota do ano em 2020: 1-4 contra o Lask Linz em casa (1 de Outubro)

Derrota do ano em 2021: 1-5 contra o Ajax em casa (15 de Setembro)

Derrota do ano em 2022: 1-4 contra o Marselha em França (4 de Outubro)

Derrota do ano em 2023: 1-2 contra o Benfica na Luz (12 de Novembro)

2024 em balanço (6)

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DESPEDIDA DO ANO: RUBEN AMORIM

Era a última coisa que queríamos. Mas alguma vez teria de ser. Aconteceu no ano que passou, em Novembro: Ruben Amorim, o treinador português que conquistou mais troféus ao serviço do Sporting, disse adeus e partiu. Ou terá dito "goodbye", pois rumou à Premier League, contratado pelo Manchester United. O histórico emblema inglês ultrapassou até a sua cláusula de rescisão, pagando cerca de 13 milhões de euros pelo conjunto da equipa técnica: todos acompanharam o líder.

A notícia que preferíamos não ter lido tornou-se pública a 29 de Outubro. No dia seguinte recebemos e vencemos (por 3-1) o Nacional para a Taça da Liga. Houve uma atmosfera estranha no estádio. «Pairava ali uma aura de tristeza que noutro contexto talvez deixasse alguém perplexo. Mas todos percebemos o motivo: um ciclo muito feliz está prestes a chegar ao fim», escrevi na altura, horas após o fim do jogo.

Amorim partia ao fim de quatro anos e oito meses: nenhum outro treinador aguentou tanto tempo seguido no Sporting. E nenhum outro soube aproveitar tão bem o tempo: dois campeonatos conquistados, tantos como os que o nosso clube vencera nas quatro décadas anteriores. Daí a sensação de perda, entre os adeptos, ter sido ainda mais acentuada.

Do mal, o menos: Frederico Varandas convenceu-o a ficar mais três jogos antes de passar a bola a João Pereira. Ainda sob o comando de Amorim, para o campeonato, o Sporting goleou em casa, por 5-1, o Estrela da Amadora (1 de Novembro) e teve um jogo épico em Braga, igualmente da Liga 2024/2025, com triunfo leonino por 2-4 (10 de Novembro). Com onze vitórias em onze jogos, igualava o melhor começo de sempre da nossa equipa na competição máxima do futebol português. Há 34 épocas que não começávamos tão bem, desde 1990/1991.

Mas a cereja em cima do bolo foi a goleada ao Manchester City, que saiu de Alvalade vergado a uma derrota por 4-1 (5 de Novembro). Uma das páginas mais brilhantes inscritas pelo Sporting na poderosa Liga dos Campeões. Outra noite épica. Infelizmente, a última do jovem treinador no nosso estádio.

Amorim saiu só com cerca de um terço da época disputada. Campeão nacional em título, com a equipa em todas as frentes. No campeonato, isolada no comando: 33 pontos, 39 golos marcados, só cinco sofridos. Invicta na Liga dos Campeões, com três vitórias e um empate - segundo lugar entre 36 clubes.

Não perdeu um só jogo de leão ao peito durante todo o ano de 2024.

Nada voltaria a ser igual. Muitos de nós ficámos com a convicção de que tão cedo não teremos um treinador tão bem-sucedido. Oxalá Rui Borges possa demonstrar-nos o contrário.

 

Despedida do ano em 2012: Ânderson Polga

 Despedida do ano em 2013: Ricky Von Wolfswinkel

Despedida do ano em 2014: Leonardo Jardim

Despedida do ano em 2015: Marco Silva

Despedida do ano em 2016: Islam Slimani

Despedida do ano em 2017: Adrien Silva

Despedida do ano em 2018: Jorge Jesus

Despedida do ano em 2019: Bas Dost

Despedida do ano em 2020: Bruno Fernandes

Despedida do ano em 2021: Nuno Mendes

Despedida do ano em 2022: João Palhinha

Despedida do ano em 2023: Manuel Ugarte

2024 em balanço (5)

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DECEPÇÃO DO ANO: EDWARDS

Tantas vezes o elogiei aqui - é com mágoa que escrevo hoje estas linhas. Mas não tenho alternativa: Marcus Edwards foi para mim a maior decepção do plantel leonino em 2024. Prometeu muito, deu quase nada. E deixou de contar para o novo treinador. Rui Borges não esgotou substituições contra o Benfica nem contra o Vitória, mantendo-no banco.

Marcus Edwards chegou há quase três anos ao Sporting com aura de craque. Fruto da formção do Tottenham, fez toda a aprendizagem entre os spurs e chegou a alinhar no onze principal, num desafio da Taça da Liga inglesa. Acabou por não ter espaço, rumando no Verão de 2019 a Guimarães, onde rapidamente deu nas vistas. Em Janeiro de 2022, a administração leonina pagou 7,5 milhões de euros para contratá-lo: o atacante esquerdino assinou contrato por cinco anos, com 60 milhões como cláusula de rescisão. Inicialmente o Tottenham manteve metade do seu passe.

 

Foi-se destacando com Ruben Amorim, espalhando magia nos relvados. Em 2022 mereceu aqui destaque: elegi-o como confirmação do ano. Ele fez por isso, sobretudo nos dois desafios da eliminatória com o Tottenham para a Liga dos Campeões, sobretudo o golaço que marcou na partida decisiva, ao fixar o nosso empate 1-1 em Londres. Quando o histórico emblema inglês seguia em terceiro na Premier League.

Fixámos-lhe o movimento favorito: incursões ofensivas do lado direito para o interior, com notável capacidade de drible e algumas fintas de corpo que dificilmente se apagarão da memória dos adeptos. Mas também fomos descobrindo que se trata de um futebolista sujeito a apagões periódicos, infelizmente cada vez mais frequentes. Reservado, pouco expansivo e nada falador, foi ficando mais triste, foi aparecendo menos, parece deslocado no plantel.

Outros jogadores surgiram, remetendo-o para um plano inferior na hierarquia dos talentos em Alvalade. Na temporada 2023/2024 viu cinco colegas ultrapassá-lo na lista dos artilheiros da equipa: Gyökeres, Paulinho, Pedro Gonçalves, Trincão e até Nuno Santos. Ele só marcou seis no conjunto da temporada - incluindo um ao Olivais e Moscavide, na Taça de Portugal.

Pouco, para quem tanto prometia.

 

Já na época em curso, o apagão acentuou-se. O último golo de Edwards para o campeonato ocorreu em Agosto, na goleada por 5-0 ao Farense. Com Amorim, não mais marcou - e pouco já calçava. No breve interlúdio de João Pereira em Alvalade, o técnico confiou nele e começou por ser recompensado: o inglês bisou contra o modestíssimo Amarante, equipa amadora da terceira divisão, em desafio da Taça de Portugal.

Depois, o descalabro.

Pereira voltou a apostar nele como titular, mas sem obter retorno. Actuação nula contra o Arsenal, quando fomos goleados em casa (1-5). Dias depois, sofremos inédita derrota em casa frente ao Santa Clara (0-1). Sobre o desempenho de Edwards, anotei aqui: «Outro fracasso. Extremamente inseguro, nem conseguiu receber bem a bola. Saiu ao intervalo.»

O inglês foi posto à margem. Por demérito próprio. Há um mês que não joga. Fala-se agora dele como um dos prováveis excluídos do plantel em Janeiro. Aos 26 anos, ainda encontrará mercado. Mas o seu destino já não parece passar por Alvalade. Com pena minha, reconheço. As coisas são o que são.

 

Decepção do ano em 2012: Elias

Decepção do ano em 2013: Bruma

Decepção do ano em 2014: Eric Dier

Decepção do ano em 2015: Carrillo

Decepção do ano em 2016: Elias

  Decepção do ano em 2017: Alan Ruiz

Decepção do ano em 2018: Rafael Leão

Decepção do ano em 2019: Miguel Luís

Decepção do ano em 2020: Vietto

Decepção do ano em 2021: Plata

Decepção do ano em 2022: St. Juste

Decepção do ano em 2023: Fresneda

2024 em balanço (4)

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CONFIRMAÇÃO DO ANO: GENY

Há apenas cinco dias, na estreia de Rui Borges ao comando da equipa principal do Sporting, ele brilhou no clássico de Alvalade. Marcou o golo que nos valeu os três pontos e foi eleito melhor em campo pela generalidade da imprensa. Actuou como ala-direito, atacando como extremo clássico - à semelhança do que faz na selecção de Moçambique, onde já regista 23 presenças - e seis golos apontados.

Estamos perante uma confirmação: Geny Cipriano Catamo, nascido há 23 anos na Beira, segunda maior cidade moçambicana, tornou-se imprescindível neste Sporting 2024/2025 - na linha do que aconteceu em grande parte da época anterior. É veloz, arrisca o confronto directo, tem bom sentido posicional, coloca as defesas adversárias em sentido com os seus dribles estonteantes. Tem um movimento característico de pegar na bola junto à linha e evoluir com ela para o centro do terreno que já nos valeu vários golos. Ou marca ou assiste.

Gera sempre perigo para as redes rivais. O Benfica que o diga: já por três vezes encaixou golos deste bravo canhoto com vocação para se agigantar nos chamados "jogos grandes". 

Chegou a Alvalade aos 18 anos, oriundo do Amora. A 29 de Dezembro de 2021 estreou-se de leão ao peito num desafio da Liga principal. Era contra o Portimonense. Causou logo boa impressão, como dei nota aqui: «Entrou aos 59' para o lugar de Esgaio, quando a equipa ainda estava a perder, e deu nas vistas com os desequilíbrios que foi criando no flanco direito, apesar de ser esquerdino. Momento alto: o livre directo que conseguiu aos 72'. Descomplexado, mostra confiança na condução da bola.» 

Poderia repetir hoje isto. Mesmo com forte concorrência no plantel, Geny nunca deixou de contar para os treinadores - antes com Amorim, agora com Rui Borges e até no interregno sob o fugaz comando de João Pereira. 

Andou a rodar noutros emblemas - V. Guimarães e Marítimo - antes de regressar a Alvalade, no Verão de 2023. Foi titular na partida inaugural da Liga 2023/2024, contra o Vizela, estreou-se a marcar na equipa principal em Outubro contra o Boavista, no Bessa. E vem seguindo rota ascendente só para surpresa daqueles que andavam muito distraidos.

Assinou contrato até 2028 com o Sporting, estando ligado ao clube com uma cláusula fixada em 60 milhões de euros. Fez bem a administração da SAD em acautelar o futuro: Geny tem nome de craque, tem pinta de craque e é mesmo craque. Comprovadamente.

 

Confirmação do ano em 2012: André Martins

Confirmação do ano em 2013: Adrien Silva

Confirmação do ano em 2014: João Mário

Confirmação do ano em 2015: Paulo Oliveira

Confirmação do ano em 2016: Gelson Martins

Confirmação do ano em 2017: Daniel Podence

Confirmação do ano em 2018: Bruno Fernandes

Confirmação do ano em 2019: Luís Maximiano

Confirmação do ano em 2020: João Palhinha

Confirmação do ano em 2021: Matheus Nunes

Confirmação do ano em 2022: Marcus Edwards

Confirmação do ano em 2023: Daniel Bragança

2024 em balanço (3)

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PROMESSA DO ANO: QUENDA

Em Junho brilhou no Europeu de Sub-17, integrando a selecção nacional que perdeu na final com a Itália. Deu nas vistas ao ponto de Ruben Amorim integrá-lo na equipa principal. Estreou-se ainda na pré-temporada, contra o At. Bilbau, para o Troféu Cinco Violinos. Mostrou logo o que valia, sem se atemorizar entre os grandes. Escrevi aqui, na crónica desse jogo: «Melhor em campo. Foi seta apontada à área bilbaína. Serviu Viktor no primeiro golo, rematou ao ferro (33'), quase marcou aos 40'.»

Nascia outro astro na vasta constelação leonina. «Se jogar assim, não voltará à equipa B», profetizava um sorridente Amorim no final do jogo. O vaticínio concretizou-se.

 

Ainda adolescente, nascido em Bissau há 17 anos, Geovany Tcherno Quenda é um extremo clássico. Joga de preferência à direita, onde dá melhor uso ao seu habilidoso pé esquerdo. Com boa finta de corpo, capacidade de condução da bola sem recear duelos, actua tão bem em espaços curtos como no ataque à profundidade, sabendo fazer variações de flanco com passes de longa distância, bem medidos. 

Estreou-se em competições oficiais já integrado na equipa principal que defrontou o FC Porto na Supertaça, a 3 de Agosto. Marcou um golo extraordinário, aos 24' - o terceiro do Sporting, ainda assim insuficiente para garantir o troféu, que fugiu para os portistas após o prolongamento, que perdemos 3-4. Mas ele foi o melhor Leão em campo.

A estreia na Liga ocorreu seis dias depois, 9 de Agosto, na recepção ao Rio Ave. Quenda deu forte contributo para a nossa vitória por 3-1. Desequlibrador nato, com eficaz leitura no jogo ofensivo, ajudou a construir o golo inicial assinando um milimétrico passe de ruptura que fez levantar as bancadas. Naquele momento assegurou lugar no onze titular. A sua vida, como profissional do futebol, não voltaria a ser a mesma.

A 17 de Setembro, cumpria outro marco: aos 17 anos e 140 dias, tornava-se o mais jovem jogador português de sempre a participar num onze da Liga dos Campeões. Contribuindo para a nossa vitória em Alvalade ao Lille, por 2-0.

Em 26 de Outubro, exibia todo o seu virtuosismo no inapelável triunfo leonino em Famalicão, por 3-0. Assinalei então: «O mais jovem goleador de sempre no Sporting em jogos do campeonato, com 17 anos e cinco meses. Aconteceu aos 63'. Festejou - e todos festejámos com ele.» A imprensa desportiva era unânime ao designá-lo melhor em campo.

 

Há cinco dias disputou o seu primeiro clássico com o velho rival lisboeta. Superando outro máximo: tornou-se o mais jovem jogador de sempre do Sporting a defrontar o Benfica. Alinhando como médio-ala esquerdo, anulou Bah, internacional dinamarquês dos encarnados e seu antagonista directo nesta partida, que terminou com vitória nossa. Quenda fez pré-assistência para o golo solitário. Não com os pés mas com os braços, em lançamento lateral.

Nesta fase já ninguém duvida que será bem-sucedido. Com muito trabalho, imensa persistência e alguma sorte. O talento está lá, a formação de base é sólida. Traz a marca inconfundível da Academia Cristiano Ronaldo - simplesmente a melhor formação do mundo.

 

 

Promessa do ano em 2012: Eric Dier

Promessa do ano em 2013: William Carvalho

Promessa do ano em 2014: Carlos Mané

Promessa do ano em 2015: Gelson Martins

Promessa do ano em 2016: Francisco Geraldes

Promessa do ano em 2017: Rafael Leão

Promessa do ano em 2018: Jovane Cabral

Promessa do ano em 2019: Rafael Camacho

Promessa do ano em 2020: Tiago Tomás

Promessa do ano em 2021: Gonçalo Esteves

Promessa do ano em 2022: Mateus Fernandes

Promessa do ano em 2023: Geny Catamo

2024 em balanço (2)

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TREINADOR DO ANO: RUBEN AMORIM

É inevitável: teria de ser ele o eleito. Foi o melhor ano de Ruben Amorim (escrito sem acento em Ruben, como apenas soubemos, insolitamente, no dia em que ele nos deixou) no Sporting. Quando ele conquistou o segundo campeonato nacional para o nosso clube desde que iniciou funções. Conseguindo tanto em cinco anos incompletos como tínhamos alcançado nos 40 anos anteriores.

Soube tão bem como em 2021. Ou ainda melhor. Porque desta vez havia espectadores nos estádios e pudemos apreciar a equipa ao vivo. Mas também porque tínhamos um plantel com mais qualidade, o que bem se reflectiu nas exibições. E fomos mais longe na dimensão do triunfo, conseguindo a nossa maior pontuação de sempre: 90 pontos. Segunda maior de que há registo, em termos absolutos, num campeonato nacional. 

Dominámos do princípio ao fim. Numa dinâmica imparável sob a batuta de Amorim. Concluímos as 34 jornadas com 29 vitórias, 3 empates e apenas 2 derrotas. Golos marcados? 96. Sofridos? Apenas 29.

Dez pontos de avanço sobre o Benfica, segundo classificado. Dezoito sobre o FC Porto, que ficou em terceiro.

 

Amorim não se limitou a imprimir categoria, talento e classe aos seus jogadores campeões na Liga 2023/2024. Fez o mesmo nas onze jornadas da Liga seguinte, agora quase a meio. 

Liderou essas rondas só com vitórias, somando 33 pontos. Mais oito do que o Benfica e mais seis do que o FC Porto. 

Na Liga dos Campeões cumpriu quatro jornadas quase com nota máxima: três triunfos, um empate, segundo lugar entre 36 participantes na prova de maior prestígio do futebol europeu. Vencemos o Lille em Alvalade (2-0), empatámos com o PSV em Eindhoven (1-1), fomos à Áustria arrancar um triunfo ao Sturm Graz (2-0). E, cereja em cima do bolo, goleámos o Manchester City em casa (4-1).

Uma das maiores proezas de sempre do Sporting em competições da UEFA. Sem precisarmos do calcanhar do Xandão.

 

Amorim deixou-nos a 11 de Novembro rumando à Premier League, onde estão outros compatriotas: Marco Silva (igualmente ex-técnico do Sporting), Nuno Espírito Santo e agora Vítor Pereira. Foi um trauma para os adeptos.

Mas saiu como o treinador português com mais títulos e troféus alcançados em Alvalade. Com números quase inacreditáveis. Não perdeu qualquer jogo da Liga em 2024. E alcançou 71% de vitórias durante os quatro anos e oito meses que permaneceu entre nós - nenhum outro português aguentou tanto tempo no Sporting. 

Em comparação, recorde-se que José Peseiro conseguiu 64%, Silas não foi além dos 61%, Marcel Keizer ficou-se pelos 60% e João Pereira - fugaz sucessor de Amorim - quedou-se nuns ínfimos 37,5%.

Mais ainda: legou-nos um plantel em grande parte escolhido por ele que continua a dar cartas no campeonato nacional. Basta referir alguns nomes: Morten, Morita, Gyökeres, Diomande, Geny, Harder, Nuno Santos e Pedro Gonçalves. Multifuncionais, em vários casos. Jogarão bem em qualquer sistema táctico.

Quem faz o que pode, a mais não é obrigado. Amorim fez muito. Por mim, ser-lhe-ei sempre grato. Aconteça o que acontecer.

 

Treinador do ano em 2012: Domingos Paciência

Treinador do ano em 2013: Leonardo Jardim

Treinador do ano em 2014: Marco Silva

Treinador do ano em 2015: Jorge Jesus

Treinador  do ano em 2016: Fernando Santos

Treinador do ano em 2017: Jorge Jesus

Treinador do ano em 2018: Nuno Dias

Treinador do ano em 2019: Paulo Freitas

Treinador do ano em 2020: Rúben Amorim

Treinador do ano em 2021: Rúben Amorim

Treinador do ano em 2022: Nuno Dias

Treinador do ano em 2023: Rúben Amorim

2024 em balanço (1)

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JOGADOR DO ANO: VIKTOR GYÖKERES

Tinha de ser ele. Cá está de novo, pelo segundo ano consecutivo. Aos 26 anos, Viktor Einar Gyökeres encontra-se no auge da carreira. Continua a ser o maior trunfo do plantel leonino após ter sido um dos obreiros da conquista do título máximo pelo Sporting na temporada 2023/2024. Sagrou-se rei dos marcadores, com 29 golos convertidos no campeonato anterior e 43 no conjunto das competições futebolísticas portuguesas.

Bastaria isto para lhe dar lugar perpétuo na galeria dos grandes artilheiros leoninos - ombreando, neste século, com Jardel, Liedson e Bas Dost. 

Sagrado campeão em Portugal - e cobiçado por diversos emblemas da alta-roda europeia - o avançado sueco que Frederico Varandas contratou há ano e meio ao modesto Coventry, da segunda divisão inglesa, tornou-se atracção máxima da massa adepta verde-e-branca. Consta que os do Benfica também o queriam. Chegaram tarde. Têm um tal Pavlidis, com apenas quatro golos na Liga.

Esta época, Viktor continua a fazer jus ao nome: faz tudo para ir somando vitórias, projectando cada vez mais longe o nome do Sporting. Leva já 18 golos no campeonato - liderando isolado a lista dos marcadores - e 27 no conjunto das competições.

Quando não marca, dá a marcar.

Foi o que sucedeu há dois dias no clássico, com um cruzamento perfeito para Geny, solicitando o moçambicano para o golo do triunfo após deixar nas covas o central encarnado Tomás Araújo. Com enorme robustez física, grande destreza atlética e um insaciável apetite pelas balizas adversárias, o n.º 9 leonino sabe trabalhar para a equipa.

 

Hoje bateu novo máximo: soube-se que é o jogador mundial com mais golos apontados em 2024. Um total de 62 neste ano civil, entre clube e selecção sueca. Quase à média de um por desafio disputado. Meia centena de pé direito, oito com o canhoto e quatro de cabeça. Superando largamente o norueguês Haaland (Manchester City), com 49, e o inglês Harry Kane (Bayern de Munique), com 46.

Gyökeres custou 20 milhões de euros, revelando-se a aquisição mais dispendiosa de sempre do Sporting. Na altura, por cá, alguns puseram-se aos gritos por acharem "muito caro". Preferiam um tal Navarro, que acaba de ser emprestado pelo FC Porto ao Braga por manifesta falta de uso no Dragão. Ainda bem que a SAD leonina não é gerida por estas luminárias, que nada percebem de futebol. Hoje todos reconhecem que o preço até foi módico para um futebolista com tanto valor. Não faltam clubes a pretendê-lo na Premier League.

Avós, pais e netos festejam os seus golos. Milhares de crianças e jovens reforçaram a militância leonina vibrando com a sua actuação em campo. A "máscara" que compõe com os dedos, cada vez que a mete lá dentro, tornou-se marca inconfundível. Os craques são assim.

 

Jogador do ano em 2012: Rui Patrício

Jogador do ano em 2013: Montero

Jogador do ano em 2014: Nani

Jogador do ano em 2015Slimani

Jogador do ano em 2016: Adrien

Jogador do ano em 2017: Bas Dost

Jogador do ano em 2018: Bas Dost

Jogador do ano em 2019: Bruno Fernandes

Jogador do ano em 2020: Pedro Gonçalves

Jogador do ano em 2021: Pedro Gonçalves

Jogador do ano em 2022: Matheus Nunes

    Jogador do ano em 2023: Viktor Gyökeres

Harder bisa na maior reviravolta desde 2019

Braga, 2 - Sporting, 4

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Rúben Amorim num abraço apertado a Conrad Harder: despedida em grande do Sporting

Foto: Hugo Delgado / Lusa

 

Faz hoje uma semana, em Braga, aconteceu uma das mais saborosas vitórias do Sporting. Reviravolta com tintas épicas. A segunda em poucos dias após o extraordinário triunfo em Alvalade frente ao Manchester City, considerado melhor equipa do mundo, sob o comando de Pep Guardiola, o treinador com mais fama nos nossos dias.

Primeira parte fraca, com demasiados erros individuais e falta de dinâmica colectiva. A turma anfitriã foi superior nesta fase, marcando duas vezes. Assim chegou o intervalo: perdíamos 0-2. Mais de 20 mil espectadores na Pedreira - parte dos quais sportinguistas.

Para agravar a situação, o melhor jogador português deste Sporting que sonha com o bicampeonato lesionou-se. Sozinho: problema muscular. Estavam decorridos apenas 23 minutos quando Pedro Gonçalves se viu forçado a abandonar o relvado. Ia em lágrimas, sabendo que voltaria também a falhar uma convocatória da selecção nacional. Só regressará às competições em 2025.

Geny teve de aquecer com rapidez. Entrou aos 26' para interior esquerdo.

 

O intervalo fez muito bem aos nossos jogadores. Parecia outra equipa. Mais veloz, mais acutilante, pressionando o Braga, forçando os adversários a recuar, impondo a superioridade natural. Aí ficou patente a excelente organização colectiva leonina, reforçada por jogadores com inegável talento.

Debast já não regressou para a segunda parte: St. Juste rendeu-o. A equipa ganhou com a substituição, beneficiando também com as trocas de Maxi Araújo por Harder e de Daniel Bragança por Morita ao minuto 56. 

Neste confronto no Minho em que disse adeus ao Sporting antes de rumar a Manchester, Amorim confirmou uma das suas maiores virtudes: saber ler o jogo. Muito mais do que a famosa "estrelinha" do treinador, isto explica a reviravolta. Que não tardou a ocorrer, operada pelos jogadores recém-entrados.

St. Juste, num cabeceamento ao poste, e Morita, aproveitando o ressalto em remate fulminante, começaram a reduzir aos 58'.

 

O Braga vencia ainda, mas estava encostado às cordas.

Foi ao tapete no minuto 81', com um disparo fortíssimo de Morten, a cerca de 30 metros da baliza. Golaço indefensável: Matheus foi incapaz de travá-lo. Sério candidato a golo do mês. O internacional dinamarquês, nosso capitão, estreou-se assim a marcar na Liga 2024/2025. 

Faltava entrar em cena um compatriota de Morten: Conrad Harder. Deu festival em campo nos minutos finais, levando ao delírio a massa adepta leonina. Aos 89', num remate cruzado, fortissimo. E aos 90'+4, repetindo a dose e fixando o resultado: 2-4.

Fabuloso bis, com parte do estádio a ovacioná-lo e o resto em silêncio.

De imediato todos os jogadores rodearam o treinador que se despedia, num comovente e eloquente abraço colectivo a demonstrar a força do balneário deste Sporting campeão, mais forte que nunca. 

Faz sentido: vamos com 32 jogos seguidos no campeonato sem perder. Nesta Liga, com 33 pontos em 11 jornadas, temos 39 marcados e apenas 5 sofridos. Média impressionante: 3,54 golos por jogo.

 

Amorim sorria, provavelmente já com saudades antecipadas. E também certamente com sensação de orgulho. 

Pôs fim ao maior período da história do SCP sem vencer o campeonato. Foi o primeiro treinador do Sporting a triunfar na Alemanha (goleando o Eintracht). Foi determinante na nossa mais lucrativa venda de sempre, com a transferência de Ugarte (aposta sua) para o PSG. Deixa o plantel mais valioso de Portugal: 443,5 milhões de euros, segundo o Transfermarkt. 

Ficam os números deste grande treinador, para memória futura: 231 jogos no Sporting com 164 vitórias, 34 empates e só 33 derrotas.

Tornou-se sportinguista entre nós. Devemos-lhe algumas das nossas melhores recordações desportivas de sempre.

 

Breve análise dos jogadores:

Israel (5) - Sofreu dois golos, aos 20' e aos 45': nada frequente nele. Mas está isento de culpa em qualquer dos lances. 

Debast (2) - Há dias em que mais vale não calçar. Foi esse o dia para o belga. Ofereceu o primeiro golo ao Braga e marcou com os olhos no segundo, desconcentrado. Já não veio do intervalo.

Diomande (5) - Sentiu dificuldades notórias na primeira parte, mas impôs a voz de comando no segundo tempo, ajudando a blindar o nosso reduto defensivo.

Matheus Reis (5) - Titular em vez de Gonçalo Inácio, começou muito intranquilo, parecendo por vezes não saber o que fazer à bola. Melhorou no segundo tempo.

Quenda (7) - Um dos obreiros da reviravolta. Genial, um passe cruzado de 40m a isolar Gyökeres aos 51'. Serviu de aperitivo ao golo, iniciado 7' depois por ele, na marcação dum canto.

Morten (7) - Líder incontestado do meio-campo, muito atento às incursões adversárias. Destacou-se sobretudo no golaço que apontou aos 81' - a sua estreia como artilheiro nesta Liga.

Daniel Bragança (4) - Estranhamente apático, sem velocidade nem ritmo. Falhou no confronto com João Moutinho, perdendo a bola no segundo que sofremos. Saiu aos 56'.

Maxi Araújo (5) - Protagonizou bons cortes, aos 8' e aos 12', mas ainda lhe faltam rotinas no corredor esquerdo. O melhor que fez, na frente, foi atirar à malha lateral (43'). Saiu aos 56'.

Trincão (7) - Poucos como ele revelam tanta qualidade com a bola em espaços curtos. Já faz boa parceria ofensiva com Quenda à direita. É dele o passe para Harder no quarto do Sporting.

Pedro Gonçalves (3) - Noite azarada para o craque transmontano. Viu um amarelo aos 13' por protestos. Aos 23', esticou demasiado a perna e sentiu dor forte: foi substituído aos 26'.

Gyökeres (6) - Noite estranha: ficou em branco. Quase marcou, aos 51': Matheus travou-o. Falhou por pouco a emenda a centro de Geny (60'). Útil nos cartões: forçou três ao Braga (38', 45' e 68').

Geny (6) - Substituiu Pedro Gonçalves aos 56'. Ajudou a encostar a turma braguista às cordas, pressionando na meia esquerda. Remate forte aos 72', para defesa apertada do guardião.

St. Juste (7) - Substituiu Debast na segunda parte. Com larga vantagem, atrás e à frente. Cabeceamento ao ferro que deu golo na recarga (58'). Inicia o terceiro golo numa recuperação.

Morita (8) - Substituiu Daniel aos 56'. Era o dínamo de que a equipa precisava: saiu do banco para abrir a conta leonina. Transformado em "n.º 10", assistiu no terceiro golo.

Harder (9) - Entrou aos 56', substituindo Araújo. Viria a ser o protagonista do jogo - e o melhor em campo - ao bisar, aos 89' (passe de Morita) e aos 90'+4 (passe de Trincão). Está cada vez melhor.

Gonçalo Inácio (7) - Substituiu Matheus Reis no minuto 80. Tal como os outros suplentes utilizados, imprimiu qualidade e talento à equipa. Foi dele o passe para o golaço de Morten.

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