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És a nossa Fé!

Amorim um ano depois

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Faz hoje um ano, Rúben Amorim era anunciado como treinador do Sporting, ainda sem ter habilitação própria para o efeito. Por decisão arriscada (e na altura muito contestada) do presidente Frederico Varandas.

A 3 de Março de 2020, o futebol leonino sofria a sua enésima crise exibicional, reflectida nos medíocres resultados. Sofremos nova derrota, por 1-3, dessa vez com o Famalicão - por irónica coincidência, agora treinado por Silas. Igualámos o nosso máximo de derrotas numa temporada (15) e víamos o Braga quatro pontos à frente.

Insolitamente, foi o próprio Silas a revelar o nome do sucessor, em conferência de imprensa, nessa noite em que Varandas lhe apontou a porta de saída.

Amorim seria apresentado aos sócios dois dias depois. E logo ali fez a diferença, com um discurso claro, descontraído e sem sombra de crispação - em perfeito contraste com o tom tristonho e macambúzio do técnico anterior. 

 

Estreou-se no banco a 8 de Março, um domingo. Último dia em que muitos de nós estivemos no estádio, acompanhando então o Sporting-Aves, que terminou com vitória leonina por 2-0 - golos de Sporar e Vietto que apenas surgiram na recta final numa partida em que jogámos contra nove desde os 20 minutos.

Valha a verdade que o ambiente era de cortar à faca, o que nada ajudou a equipa. Nesse princípio de tarde, pouco antes do jogo, houve uma manifestação promovida pela Juve Leo que juntou centenas de adeptos exigindo a demissão de Varandas. E estavam decorridos apenas 15 minutos do desafio quando começaram a escutar-se, de forma bem audível, vaias insistentes aos jogadores leoninos, cruzadas com gritos como «joguem à bola», «corram», «chutem». Vaias e gritos que funcionavam como oxigénio para a equipa adversária. 

 

Esse triunfo num ambiente tão complicado, no estádio e fora dele, seria a famosa "estrelinha" do novo treinador já a funcionar?

Nesse dia, abandonámos Alvalade ainda cheios de dúvidas, muito longe de estarmos convencidos. E nem fomos às bifanas, como era costume: rumámos logo a casa. O coronavírus já rondava.

Acabaram os jogos ao vivo, mas Amorim vingou como treinador. O melhor que passou pelo Sporting, pelo menos desde Laszlo Boloni. Hoje não restam dúvidas: foi uma excelente opção do presidente. Que não devolveu só a esperança e a alegria aos adeptos: tem tudo encaminhado para devolver o Clube ao patamar que merece, no topo do futebol nacional.

 

Venho saber a vossa opinião sobre Rúben Amorim.

Que balanço fazem deste seu trajecto de um ano ao serviço do Sporting? 

Balanço da 1ª volta: dobrado um cabo sem grandes tormentas

Fazendo um balanço factual comparativo da 1ª volta em pontos, vitórias, empates, derrotas e golos marcados e sofridos:1ª volta.jpg

Não está mal, mas convém não esquecer que a época passada foi horribilis. E amanhã jogamos justamente com um dos vários carrascos de 2019/20, o Gil Vicente. Relembro a derrota por 3-1, em Barcelos. Parece já um passado distante, se olharmos para o resultado e para a formação da equipa: Max, Rosier, Ilori (Eduardo), Mathieu, Acuña, Doumbia, B Fernandes, marcador do golo-Wendel (Bolasie), Luiz Phelipe, Jesé (Camacho) e Vieto. No banco estavam ainda Diogo Sousa, Neto, Borja e Miguel Luís. Amanhã há que manter o pé no acelerador até porque a vitória aumentará o fosso em mais 2 pontos para Porto e Braga (e vamos ver se o Famalicão de Silas não faz nenhuma avaria hoje...).

O início da 2ª volta vai ser decisivo para a afirmação da liderança do Sporting. Já percebemos o nevoeiro que aí vem, com fortes ataque de Porto e Benfica, e às vezes daquele rapaz da cidade dos Arcebispos, a propósito de (é mesmo a propósito de quê?) da subalternização a que os votamos na classificação e a proatividade do Conselho de Disciplina da FPF em sede de recurso do recurso. A nossa resposta tem de ser sem apelo nem agravo. Em campo!

 

 

Balancete

Terminamos esta primeira volta com números estratosféricos (para utilizar um termo na moda e demonstrar que estou actualizado).

Amorim está a liderar uma verdadeira revolução no Sporting. Não sei se o próprio imaginaria estar nos píncaros nesta fase do campeonato, provavelmente não, mas o que é certo é que está!

É portanto normal que grande parte da massa adepta tenha hoje o título no pensamento. A euforia é muita mas convém, como diz o treinador, ver a coisa jogo a jogo porque não estamos a onze pontos do segundo, estamos apenas a seis.

A competência demonstrada por técnico e jogadores é visível e traduzida em pontos (nem sempre assim acontece...) e o patinho feio Coates e o mal-amado Neto fazem hoje parte da defesa menos batida do campeonato, de uma equipa que se apresenta com um goal average de +27, coisa que nem nos sonhos mais húmidos qualquer sportinguista imaginaria quando a época arrancou e pouco tempo depois levámos uma banhada do Linz em casa.

A coisa está bem, portanto. Estaria melhor se não houvesse mãozinha "da reaça" (poderíamos ter mais 4 pontos e quase o pleno de vitórias) nos jogos em casa com o FC Porto e fora com o Famalicão, mas é o que é, faz parte deste futebolzinho tuga, que consegue ser campeão europeu e em simultâneo não ter nem um fiscal de linha na prova que apura esse mesmo campeão.

A questão agora é esta, tão simples que até eu consigo formulá-la: Se isto for tudo por água abaixo (cruzes, canhoto/lagarto, lagarto/o diabo seja cego, surdo e mudo/ nock, nock na madeira), que não irá, aposto dobrado contra singelo, aquela rapaziada que desdenhava do Amorim e agora publica os mémés ( ) por tudo quanto é rede social a cascar na lampionagem, vai reconhecer que o rapaz até percebe da poda, ou irá trucidá-lo?

Convém não esquecer que o grande objectivo para esta época é alcançar a Liga dos Campeões. Se lá chegarmos, estará cumprido.

Por agora, meia volta volvida, o balancete é positivo.

Com Paulinho, que me parece ser um acrescento e é agora o melhor ponta-de-lança do Mundo, para a semana há mais e o carrossel volta a rolar. Venham de lá outros tantos pontos como os da primeira volta. Eu acardito!

2020 em balanço (10)

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FRASE DO ANO: "PARA ONDE VAI UM VÃO TODOS"

Rúben Amorim não tem demonstrado só mérito enquanto cérebro táctico da equipa principal de futebol do Sporting: revela qualidades também como comunicador. Num discurso claro, conciso e compreensível, com palavras que todos entendem, sem gaguejar nem deixar frases a meio. Consegue ser inspirador e mobilizador, transformando cada conferência de imprensa numa sessão de robustez anímica - tanto para jogadores como para adeptos.

Aconteceu naquele dia 5 de Dezembro, após o empate (2-2) em Famalicão, num jogo que merecíamos ter vencido, quando o árbitro Luís Godinho anulou um golo limpo a Coates e expulsou o nosso treinador pela segunda vez. Reagindo com sangue-frio após essa partida em que fomos espoliados, Amorim soltou a frase que funciona como novo lema leonino: «Para onde vai um vão todos».

Não tardou a pegar como palavra de ordem. Três dias depois já encontrava eco nas redes sociais. tornando-se no mais recente elo de ligação entre a massa adepta. E até treinadores de outros clubes passaram a usá-la também, com a devida vénia ao jovem técnico que reconduziu o Sporting ao primeiro lugar do futebol português.

«O nosso clube, os adeptos, o plantel, tal como o Sporting, nós também: onde vai um vão todos», declarou a 19 de Dezembro o treinador do Farense, Sérgio Vieira. Comprovando assim o sucesso da fórmula, patenteada por Rúben Amorim.

Tudo terá acontecido de forma espontânea. «Não foi nada pensado», esclareceu o técnico leonino, ainda em Dezembro, quando a sua frase já circulava de boca em boca. Veio para ficar. E promete servir-nos de aperitivo para novos triunfos. 

 

Frase do ano em 2013: «O Sporting é nosso outra vez»

Frase do ano em 2014: «Estamos em casa»

Frase do ano em 2015: «Temos de acordar o Leão adormecido»

Frase do ano em 2016: «Pelo teu amor eu sou doente»

Frase do ano em 2017«Feito de Sporting»

Frase do ano em 2018: «Foi chato»

Frase do ano em 2019: «Um clube de malucos»

2020 em balanço (9)

 

GOLO DO ANO

Foi um ano atípico no Sporting. Um ano em que estivemos impedidos de comparecer no nosso estádio desde a primeira quinzena de Março. Um ano em que passámos da depressão à quase-euforia com poucos meses de intervalo. Um ano em que a nossa equipa principal de futebol começou a ser reconstruída com alicerces da formação, somando boas exibições e acumulando pontos - de tal maneira que lideramos agora o campeonato há seis jornadas consecutivas e somos o único onze da Liga ainda invicto à 12.ª jornada.

Foi um ano em que não faltaram belos golos. Nada fácil escolher, portanto, o melhor do ano - o que é sempre um excelente dilema. Acabei por seleccionar o golo de Nuno Mendes ao Portimonense, a 4 de Outubro. Pelo seu virtuosismo técnico e pelo seu impacto visual: o jogador dribla três adversários antes de levar a melhor frente ao guarda-redes, atirando-a lá para dentro, estavam decorridos 4'. Mas também pelo seu significado que transcende o desafio do Algarve, que vencemos por 2-0: o belo golo do jovem ala leonino é um símbolo perfeito deste renovado Sporting orientado por Rúben Amorim. 

 

Como referi, a escolha não foi fácil. Daí destacar aqui quatro menções honrosas, todas dignas de rasgado elogio:

- O golo de Acuña no Sporting-FC Porto, a 5 de Janeiro (perdemos 1-2);

- O golo de Jovane no Sporting-Paços de Ferreira, a 12 de Junho (ganhámos 1-0);

- O golo de Porro no Famalicão-Sporting, a 5 de Dezembro (empatámos 2-2);

- O golo de Tabata no Sporting-Paços de Ferreira, a 11 de Dezembro, para a Taça de Portugal (vencemos 3-0).

 

Por vezes não é necessário irmos à ópera para assistir a bons espectáculos: no futebol também há disso. Pena continuarmos impedidos de ver golos como estes ao vivo. E que os nossos jogadores não oiçam as ovações que bem merecem.

 

 

Golo do ano em 2012: Xandão, contra o Manchester City

 Golo do ano em 2013: Montero, contra a Fiorentina

Golo do ano em 2014: Nani, contra o Maribor

Golo do ano em 2015: Slimani, na final da Taça de Portugal

Golo do ano em 2016: Bruno César, contra o Real Madrid

Golo do ano em 2017: Bruno Fernandes, contra o V. Guimarães

Golo do ano em 2018: Jovane, contra o Rio Ave

Golo do ano em 2019: Bruno Fernandes, contra o Benfica

2020 em balanço (8)

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VITÓRIA DO ANO: CONQUISTA DA TAÇA DE PORTUGAL EM BASQUETEBOL

Esperámos 40 anos por este triunfo. Mas valeu a pena esperar: assim soube ainda melhor. A 8 de Outubro, enfim, o Sporting voltou a conquistar a Taça de Portugal em basquetebol. A nossa anterior vitória tinha ocorrido na época 1979/1980. 

Mais saboroso ainda por termos vencido na final aquela que vários especialistas consideram geralmente a melhor equipa portuguesa da modalidade: o FC Porto, anterior detentor da Taça. Cumpre referir que este título respeita à temporada 2019/2020: a final a quatro devia ter decorrido em Março, mas foi adiada por cinco meses devido às interdições sanitárias decorrentes da pandemia.

Foi uma final emocionante, no pavilhão multiusos de Odivelas, com o Sporting a virar o resultado na segunda parte. Ao intervalo a turma portista vencia 44-42, mas ao soar o apito final os números eram bem diferentes: 87-78 a nosso favor. Num jogo sempre muito disputado em que revelámos garra leonina. Tal como já sucedera na meia-final frente ao V. Guimarães - partida que vencemos por 85-71. Notável desempenho, no conjunto desta campanha, de jogadores como Diogo Ventura, James Ellisor, John Fields, Travante Williams, João Fernandes, Pedro Catarino e Francisco Amiel.

Confirma-se assim a boa decisão de Frederico Varandas, anunciada na campanha eleitoral de 2018 para a presidência, de reintroduzir no clube o basquetebol sénior masculino, inexistente desde 1995. E também o acerto na contratação de Luís Magalhães, o melhor técnico português de básquete, há dois anos ao serviço do Sporting. Trazer para Alvalade um treinador com 17 títulos nacionais no currículo foi aposta coroada de sucesso.

«É importante trabalhar todos os dias com afinco para atingir o que queremos. Como costumo dizer, eu sonho de noite e trabalho de dia.» Frase embemática de Magalhães, dita no momento da chegada.

O sonho começa a ser cumprido. Para alegria de todos nós.

 

Vitória do ano em 2012: meia-final da Liga Europa (19 de Abril)

Vitória do ano em 2013: 5-1 ao Arouca (18 de Agosto)

Vitória do ano em 2014: eliminação do FCP da Taça no Dragão (18 de Outubro)

Vitória do ano em 2015: conquista da Taça de Portugal (31 de Maio)

Vitória do ano em 2016: conquista do Campeonato da Europa (10 de Julho)

Vitória do ano em 2017: eliminação do Steaua de Bucareste (23 de Agosto)

Vitória do ano em 2018: goleada ao Qarabag (29 de Novembro)

Vitória do ano em 2019: conquista da Taça de Portugal (25 de Maio)

2020 em balanço (7)

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DERROTA DO ANO: 1-4 CONTRA O LASK LINZ EM CASA

Os profetas da desgraça, que nunca escasseiam por Alvalade, já tinham avisado: tudo iria começar da pior maneira. E começou mesmo, com uma derrota em casa frente ao Lask Linz, actual terceiro classificado do campeonato austríaco. Derrota amarga, frustrante, inaceitável, que nos colocou fora da Liga Europa ainda na fase das pré-eliminatórias.

Aconteceu a 1 de Outubro, com o nosso estádio despido de público: quase sete meses antes fora emitida pelas autoridades sanitárias a ordem geral de evacuação de recintos desportivos. Que ainda hoje vigora, em contramão com o que sucede na quase generalidade de todos os outros espectáculos, configurando uma inaceitável discriminação do futebol.

Conhecíamos bem a equipa adversária, que havíamos vencido um ano também antes em casa, na fase de grupos da Liga Europa, por tangencial 2-1 (golos de Luiz Phellype e Bruno Fernandes). Num jogo pautado pela mediocridade da nossa exibição, muito inferior ao resultado, e pelos contínuos assobios dos adeptos aos jogadores - o que viria a ser uma das mais lamentáveis características do público presente nas partidas em Alvalade.

 

Naquele frustrante Outubro de 2020 não houve assobios. Mas eles teriam sido merecidos, no final do jogo: perdemos por 1-4 numa partida em que apenas Tiago Tomás - marcador do golo solitário, após assistência de Nuno Santos - mereceu nota positiva. Com naufrágio colectivo na segunda parte, quando ao intervalo se registava 1-1.

«Adán orientou uma barreira como se estivesse num interturmas. Neto viu o clássico cartão amarelo que o condiciona para o resto do jogo. Sporar, apesar de ter entrado tarde, ainda conseguiu falhar dois golos fáceis», reclamou o José Cruz num texto deste blogue intitulado Imaturidade total.

«A equipa tentava sair a jogar, perdia a bola e levava com os contra-ataques do adversário. O individualismo veio ao de cima, e Wendel fazia piscinas até perder a bola num choque qualquer e deixar a equipa descompensada atrás. O segundo golo do Lask surgiu assim, o desarme de risco de Coates que levou ao terceiro também, o quarto a mesma coisa, e o quinto e o sexto não apareceram porque não calhou», desabafou o Luís Lisboa, sob o título Uma derrota humilhante.

 

Naquela quinta-feira de má memória falhávamos o acesso à Liga Europa. Os profetas da desgraça exultaram, as nossas caixas de comentários encheram-se de anónimos a rasgar as vestes, Rúben Amorim foi insultado de "lampião" para baixo, choveram pedidos de destituição imediata dos órgãos sociais leoninos.

E  a equipa? Passou a concentrar-se em exclusivo nas competições internas. Acabou por ser um daqueles males que vêm por bem: no final do ano comandávamos isolados o campeonato nacional de futebol, algo que não acontecia desde a época 2001/2002.

 

Derrota do ano em 2012: final da Taça de Portugal (20 de Maio)

Derrota do ano em 2013: 0-1 em casa contra o Paços de Ferreira (5 de Janeiro)

Derrota do ano em 2014: 3-4 contra o Schalke 04 em Gelsenkirchen (21 de Outubro)

Derrota do ano em 2015: 1-3 contra o CSKA em Moscovo (26 de Agosto)

Derrota do ano em 2016: 0-1 contra o Benfica em casa (5 de Março)

Derrota do ano em 2017: 1-3 contra o Belenenses em casa (7 de Maio)

Derrota do ano em 2018: final da Taça de Portugal (20 de Maio)

Derrota do ano em 2019: Supertaça (4 de Agosto) 

2020 em balanço (6)

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 DECEPÇÃO DO ANO: VIETTO

Há jogadores assim. Costumo chamar-lhes os jogadores do quase. Porque quase conseguem ser influentes, quase conseguem ser decisivos, quase conseguem protagonizar grandes exibições, quase conseguem empolgar a massa adepta.

Luciano Vietto é um desses jogadores. Chegou contratado por bom preço (7,5 milhões de euros ao Atlético de Madrid), bom currículo e até uma fugaz passagem pela selecção argentina. Na época passada teve papel determinante em jogos contra o V. Guimarães, o Belenenses SAD e o Basaksehir (Liga Europa), por exemplo. Após o primeiro daqueles encontros, em que o médio criativo fez a assistência para dois golos, cheguei a questionar aqui se estaria encontrado o eventual substituto de Bruno Fernandes no onze titular leonino. 

Pura ilusão: Vietto prometeu muito e ofereceu pouco. Em momentos decisivos dos jogos, apagava-se: parecia não estar ali. Como ao minuto 26 do Sporting-Lask Linz (1 de Outubro), quando falhou excelente ocasião para marcar, num frente-a-frente com o guardião austríaco.

Dava a sensação de se pôr demasiadas vezes fora de posição. Fugia do choque. Lesionava-se com frequência. Pior que tudo: denotava fragilidades de ordem física e uma certa intranquilidade emocional que por vezes pareciam perturbá-lo perto da linha de golo. Mesmo assim, em 2019/2020 marcou oito. O melhor dessa triste época foi dele, em nossa casa, aos de Belém. Já esta temporada, marcou ao FC Porto, em partida que terminou empatada (2-2) mas que merecíamos ter vencido. 

Soube-nos sempre a pouco. Rúben Amorim deve ter sentido o mesmo quando chegou ao Sporting. Daí ter dado luz verde à transferência do argentino, por 7 milhões de euros (divididos a meias entre o nosso clube e os madrilenos), em 24 de Outubro, para o Al-Hilal. Onde o seu desempenho, sem surpresa, está a ser decepcionante.

Ficará para sempre a sensação de que podia ter sido craque entre nós. Mas não foi. Limitou-se a ser um jogador quase. Mais um, entre tantos que passaram por Alvalade.

 

Decepção do ano em 2012: Elias

Decepção do ano em 2013: Bruma

Decepção do ano em 2014: Eric Dier

Decepção do ano em 2015: Carrillo

Decepção do ano em 2016: Elias

  Decepção do ano em 2017: Alan Ruiz

Decepção do ano em 2018: Rafael Leão

Decepção do ano em 2019: Miguel Luís

2020 em balanço (5)

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DESPEDIDA DO ANO: BRUNO FERNANDES

Foi a mais elevada transferência de sempre de um jogador do Sporting. Aconteceu vai fazer um ano, a 29 de Janeiro: Bruno Fernandes, o melhor elemento do plantel leonino, abandonava Alvalade no mercado de Inverno rumo a Inglaterra, onde estava destinado a brilhar ao serviço do Manchester United. Para desgosto de muitos de nós, trocava a camisola verde e branca por um equipamento vermelho.

Saía tarde de mais, na opinião de alguns - aqueles que o foram insultando, vezes sem conta, nas redes sociais desde que Sousa Cintra o trouxe de volta, ainda mal refeito do susto que uns letais encapuzados lhe provocaram na Academia de Alcochete. Saía cedo de mais, na opinião de outros, que anteviam o final da temporada 2019/2020 como o melhor momento para a transferência pois essa época deveria culminar com o Campeonato da Europa. Que afinal não se realizou, como sabemos.

A saída ocorreu portanto no melhor momento. Para os depauperados cofres leoninos, que viam assim entrar 55 milhões de euros acrescidos de outros 15 milhões em objectivos - parte dos quais já concretizados. Um mês depois declarava-se a pandemia em território europeu, o futebol parava, os recintos desportivos ficavam interditos ao público. No meio do azar, neste aspecto, a sorte sorriu-nos.

O United beneficiou - e de que maneira - deste reforço. Transferido aos 25 anos, Bruno não tardou a brilhar em Old Trafford assim que as competições foram retomadas. Tornou-se titular indiscutível, ascendeu a capitão da equipa, e em Dezembro foi eleito pela terceira vez no ano melhor jogador da Premier League, algo que não sucedia a nenhum outro desde 2017. Nesta temporada leva 16 jogos cumpridos, com onze golos e sete assistências. Já facturou tanto como Son, do Tottenham.

A esta distância, continuamos a desejar-lhe o melhor. E até aqueles que antes o insultavam fingem agora ser seus admiradores, queixando-se de que voou de Lisboa a Manchester por preço demasiado baixo. A verdade é que o seu valor actual de mercado já ronda os 90 milhões, com tendência para continuar a subir.

Só é pena que Rúben Amorim não tenha contado com ele. Quando um chegou, o outro acabara de sair. Algum dia se encontrarão no mesmo clube?

 

Despedida do ano em 2012: Polga

 Despedida do ano em 2013: Wolfswinkel

Despedida do ano em 2014: Leonardo Jardim

Despedida do ano em 2015: Marco Silva

Despedida do ano em 2016: Slimani

Despedida do ano em 2017: Adrien

Despedida do ano em 2018: Jorge Jesus

Despedida do ano em 2019: Bas Dost

2020 em balanço (4)

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CONFIRMAÇÃO DO ANO: PALHINHA

Em boa hora ele se fixou em Alvalade, o que até esteve para não acontecer: ia a preparação da nova época muito adiantada e nós, adeptos, víamos com indignação o melhor médio defensivo que actua no futebol português a treinar à parte, longe dos companheiros. Dizia-se que a SAD queria ganhar uns cobres com ele, despachando-o para a Rússia ou transferindo-o para Inglaterra.

Caso um destes cenários se confirmasse, seria um acto de péssima gestão e de lesa-Sporting. Porque João Maria Lobo Alves Palhinha Gonçalves é fundamental nesta equipa leonina da época 2020/2021. E estaria certamente nos planos do treinador Rúben Amorim, que já trabalhara com ele no Braga entre Dezembro e Março - com proveito para ambos e sucesso para a equipa minhota, vencedora de uma Taça da Liga.

 

Nesse contexto, à medida que se avolumavam os rumores sobre a sua iminente saída, escrevi aqui a 28 de Julho: «Palhinha - que fez duas épocas de alto nível no Braga, como emprestado - preenche uma das mais gritantes lacunas do actual onze titular: a de médio defensivo posicional. Despachá-lo já constitui um duplo risco: prescindimos de mais um profissional formado na Academia de Alcochete e continuamos a precisar com urgência de alguém para aquela posição, que pode vir a ser preenchida por outro perna-de-pau importado (lembremos os maus precedentes de Idrissa e Eduardo).» 

E voltei ao tema a 2 de Setembro, perplexo perante a opção que continuava a desenhar-se, com ecos diários na comunicação social: «Para quê dispensar um jogador que mantém ligação contratual com o Sporting até 2023 se logo a seguir, para compensar esta saída, teremos de ir a correr arranjar alguém para o mesmo lugar? Tudo isto até pode ter lógica, mas eu não a descortino. Agradeço desde já a quem souber esclarecer-me.»

 

Felizmente as críticas foram ouvidas. Felizmente Amorim fez prevalecer a sua posição, reivindicando para o onze titular este médio de 25 anos formado em Alcochete e que andou demasido tempo a exibir talento longe do Sporting, de empréstimo em empréstimo, ao serviço do Moreirense, do Belenenses e da turma bracarense. Como era fácil prever, ele agarrou a posição e já não a largou. Tem sido peça fundamental na dinâmica leonina, preenchendo um lugar que permanecia sem titular à altura desde a saída de William Carvalho.

Se o Sporting segue em primeiro no campeonato, com 29 pontos conquistados em 11 jornadas, muito a ele se deve. Porque Palhinha assegura consistência defensiva, acrescenta robustez física ao meio-campo e protagoniza o transporte ofensivo com critério e classe. É o rei das recuperações, é o campeão dos desarmes. Um elemento nuclear.

Em boa hora o filho pródigo regressou à casa que o formou. Em boa hora a SAD reconsiderou na decisão de o dispensar. Agora espero que já não tarde o ansiado regresso do público aos estádios. Para podermos enfim ovacionar João Palhinha ao vivo, como ele tanto merece. Já vai sendo tempo de escutar os nossos aplausos.

 

 

Confirmação do ano em 2012: André Martins

Confirmação do ano em 2013: Adrien

Confirmação do ano em 2014: João Mário

Confirmação do ano em 2015: Paulo Oliveira

Confirmação do ano em 2016: Gelson Martins

Confirmação do ano em 2017: Podence

Confirmação do ano em 2018: Bruno Fernandes

Confirmação do ano em 2019: Luís Maximiano

2020 em balanço (3)

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PROMESSA DO ANO: TIAGO TOMÁS

Tem apenas 18 anos mas joga como gente grande. E é hoje o segundo melhor artilheiro da nossa equipa principal. Já marcou em desafios de três competições diferentes: Liga Europa (Aberdeen e Lask Linz), campeonato nacional (Gil Vicente e B SAD) e Taça de Portugal (Paços de Ferreira). Cumprindo sempre a principal missão que lhe é confiada pelo técnico: visar sem temor a baliza adversária.

É algo que Tiago Barreiros de Melo Tomás - nascido em Cascais sob o signo Gémeos em Junho de 2002 - assegura sem angústias existenciais. Vendo as redes mais como aliadas do que adversárias. Já era assim nos escalões juniores, quando começou a distinguir-se entre os talentos forjados na Academia de Alcochete. Marcou sete golos pelos sub-15, 28 pelos sub-17 e 13 pelos sub-19. Agitou a chamada Liga Revelação, no melhor dos sentidos. Havia forçosamente de dar nas vistas.

Também teve sorte ao encontrar Rúben Amorim, treinador sem medo de trabalhar com jogadores jovens e dar-lhes a projecção que merecem. Daí à estreia de Tiago Tomás na equipa principal foi um curto passo: aconteceu em dia de aniversário do Sporting, a 1 de Julho. Uma data de bom augúrio.

Entrou com o pé direito, na vitória leonina contra o Gil Vicente, num estádio José Alvalade então já sem público devido à pandemia. A estreia a marcar ocorreu também em casa, na qualificação para a Liga Europa, a 24 de Setembro. E foi de tal maneira bem-sucedida que lhe valeu menção quase unânime na imprensa desportiva, como melhor em campo. Poucos podem gabar-se do mesmo.

Se há valor seguro, entre os jovens que despontaram para o primeiro plano do futebol profissional neste ano em que as autoridades sanitárias mantiveram os espectadores à distância, é precisamente o jovem Tiago. Promessa já tornada realidade. Irá muito longe? Tudo depende dele, mas não custa vaticinar que sim.

 

 

Promessa do ano em 2012: Eric Dier

Promessa do ano em 2013: William Carvalho

Promessa do ano em 2014: Carlos Mané

Promessa do ano em 2015: Gelson Martins

Promessa do ano em 2016: Francisco Geraldes

Promessa do ano em 2017: Rafael Leão

Promessa do ano em 2018: Jovane

Promessa do ano em 2019: Rafael Camacho

2020 em balanço (2)

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TREINADOR DO ANO: RÚBEN AMORIM

Não têm faltado, felizmente, bons treinadores ao Sporting nas mais diversas modalidades. Basta mencionar Luís Magalhães, com excelente folha de serviço no basquetebol, ou Nuno Dias, que segue imparável à frente do futsal, já para não mencionar Paulo Freitas, intocável no comando do nosso hóquei em patins.

Mas este ano o destaque tem mesmo de ser para o técnico que lidera o futebol leonino. Rúben Amorim, que se estreou no Sporting no início de Março, substituindo o decepcionante Silas, confirma que os valores individuais contam - e de que maneira - neste desporto colectivo. Um homem pode fazer a diferença.

No caso dele, fez. Como logo se viu naquele desafio inicial, o último em que estivemos no nosso estádio enquanto espectadores antes de sermos remetidos a "prisão domiciliária" devido ao novo coronavírus. Mesmo com início titubeante, e com o primeiro golo marcado já quando ia decorrida mais de uma hora de jogo, o Sporting venceu o Aves - que 22 meses antes nos derrotara na final de uma tristíssima Taça de Portugal. A equipa fez tudo para sacudir o marasmo. A vitória foi difícil mas foi nossa.

Esse era ainda um tempo em que o Sporting estava inundado de pinos chegados sem critério a Alvalade: Bruno Gaspar, Ilori, Rosier, Borja, Lumor, Eduardo Henrique, Doumbia, Mattheus Oliveira, Diaby... 

Com Amorim, a política de contratações mudou muito. E para melhor. Vieram Pedro Gonçalves, Pedro Porro, Nuno Santos, Bruno Tabata, Antonio Adán, Feddal - todos titulares ou em vias disso. Mais importante ainda: passou a haver um aproveitamento real dos talentos da nossa formação. Com a ascensão à equipa principal de Eduardo Quaresma, Gonçalo Inácio, Nuno Mendes, Daniel Bragança e Tiago Tomás. Além do regresso de Palhinha, que se comprovou ser decisivo.

 

Amorim foi contratado ao Braga, e por preço exorbitante, o que causou natural polémica. Mas acabou por ser uma aposta decisiva da SAD leonina, apesar do quarto lugar alcançado nesse campeonato, com plantel desequilibrado e deficiente do qual só Coates e Neto sobreviveriam como titulares. O jovem técnico de 35 anos promoveu uma profunda alteração ao nível dos métodos de trabalho, do sistema táctico, dos índices de motivação e do próprio discurso, com resultados hoje à vista, dez meses depois: com ele no comando, só perdemos dois dos 21 jogos disputados e ascendemos à sétima jornada à liderança do campeonato, que mantemos na ronda 11. Dobrámos o Natal em primeiro, o que não sucedia desde a época 2001/2002, última em que fomos campeões.

Rúben Amorim devolveu aos sportinguistas a capacidade de sonhar com a conquista de títulos verdadeiros, não com vitórias morais. E começa a pagar um preço bem elevado por isso: ele, que nunca antes vira o cartão vermelho em toda a carreira, enquanto jogador e treinador, já foi expulso duas vezes como técnico do Sporting. Experimenta na pele como o campo se inclina, no futebol, contra quem traz o Leão ao peito.

Mas, mesmo com um sorriso nos lábios, ele é um osso muito duro de roer. O que produz um efeito contagioso: agora para onde vai um, vão todos. E nós com eles.

 

Treinador do ano em 2012: Domingos Paciência

Treinador do ano em 2013: Leonardo Jardim

Treinador do ano em 2014: Marco Silva

Treinador do ano em 2015: Jorge Jesus

Treinador  do ano em 2016: Fernando Santos

Treinador do ano em 2017: Jorge Jesus

Treinador do ano em 2018: Nuno Dias

Treinador do ano em 2019: Paulo Freitas

2020 em balanço (1)

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JOGADOR DO ANO: PEDRO GONÇALVES

Quando Bruno Fernandes saiu rumo ao Manchester United, em Janeiro de 2020, instalou-se um vazio no plantel verde-e-branco. E compreende-se porquê: era não apenas o melhor jogador do Sporting, mas o melhor do futebol português. Não faltou quem dissesse, com aparente razão, que essa lacuna seria muito difícil de preencher. 

Felizmente a realidade encarregou-se de contrariar os piores vaticínios, sempre férteis no universo leonino. Devido à contratação de Pedro Gonçalves, médio-centro natural de Chaves que se destacara em 2019/2020 ao serviço do Famalicão - equipa que nos derrotou duas vezes nessa temporada. Não por acaso, o jovem transmontano foi considerado o melhor jogador sub-21 desse campeonato.

Pedro Gonçalves - a quem o jornal Record insiste em chamar sempre "Pote", tratando-o por uma alcunha de infância, como se o jogador não merecesse nome próprio - não tardou a distinguir-se de Leão ao peito. Fundamental no nosso jogo ofensivo, actuando entre linhas com grande mobilidade e uma destreza técnica muito acima da média, o jovem flaviense cedo se tornou ídolo da massa adepta. 

Os números confirmam: marcou dez golos em dez jogos do campeonato, além de fazer uma assistência, liderando a lista de artilheiros da Liga 2020/2021. Ninguém como ele tem sido tão decisivo para que o Sporting comande há cinco jornadas consecutivas, desde a ronda n.º 7, a prova máxima do futebol português.

Com apenas 22 anos, Pedro já foi chamado à selecção sub-21, tendo apontado dois golos frente a Gibraltar. É notória, aliás, a sua capacidade de bisar quando tem as redes por alvo: marcou dois golos também nas partidas do campeonato contra Moreirense, V. Guimarães, Tondela e Santa Clara. Na memória de todos está o magnífico golo com a sua assinatura, já em Dezembro, no desafio contra o Famalicão, fuzilando a baliza minhota num remate colocadíssimo após tirar três adversários do caminho. Numa partida em que foi injustamente expulso pelo árbitro Luís Godinho.

É fácil vaticinar um percurso brilhante a este médio criativo com faro de golo e que não pede licença para rematar à baliza. Não fará esquecer Bruno Fernandes. Mas é, desde já, um seu digno sucessor neste Sporting que volta a sonhar com o título de campeão.

 

Jogador do ano em 2013: Rui Patrício

Jogador do ano em 2013: Montero

Jogador do ano em 2014: Nani

Jogador do ano em 2015Slimani

Jogador do ano em 2016: Adrien

Jogador do ano em 2017: Bas Dost

Jogador do ano em 2018: Bas Dost

Jogador do ano em 2019: Bruno Fernandes

Qual o melhor golo do ano?

Já é tradição: elejo sempre aqui o melhor golo de cada ano que vai passando. 

Por exemplo, o de 2019 foi este de Bruno Fernandes, marcado em Abril, na segunda mão da meia-final da Taça de Portugal, contra o Benfica. E o de 2018 foi este de Jovane, marcado em Dezembro, num confronto com o Rio Ave no estádio dos Arcos.

Desta vez, com vista a uma pré-selecção, venho perguntar-vos que golo (ou golos) do Sporting elegem como melhor do ano que está prestes a terminar. Todas as respostas não anónimas serão bem-vindas.

Contra os Conformistas, Marchar, Marchar

Bem sei que os comentadores do costume, nas jornais e nas TV, estão a todo o gás a inculcar a mensagem de que o Sporting está no caminho certo e que temos de aceitar a direcção que temos, porque somos um clubezinho que já não se compara ao SLB e FCP.

Bem sei da grande influência que esta gente tem sobre os adeptos/ sócios do Sporting e de outros clubes.

Bem sei que, de tão fraquinhos que somos, é suposto aplaudir o facto de não termos perdido com o Porto em casa, no passado Sábado (foi o VAR... apesar dos dois golos infantis sofridos).

( e bem sei que isto é como lutar contra moinhos de vento...)

Ainda assim, e porque me preocupa que se instale no Clube uma espécie de conformismo derrotista, em que vamos alegremente deslizando de ano para ano rumo ao meio da tabela, gostaria de vincar aqui alguns pontos: 

1. A última época foi das piores, desportivamente, da história do Clube; os resultados são directamente imputáveis a uma direcção que vendeu todos os bons jogadores do plantel e não foi capaz de fazer uma única contratação à altura (e que agora tem de pagar X milhões por ano a jogadores que ninguém quer);

2. A julgar pelas decisões da direcção, os únicos responsáveis pela desastrosa época 2019-2020 foram os treinadores e Beto - aliás, Viana parece ter saído reforçado;

3. Ao longo de toda a época, elementos da direcção não pararam de contribuir para a instabilidade no Clube, classificando quem os critica de "anormais", "escumalha" e afins.

4. Esta época começou com uma eliminação da Liga Europa pelo 5º classificado do campeonato austríaco, ainda por cima com uma goleada em casa; esta época estamos ao nível do Rio Ave e do Famalicão, já nem do Braga;

5. Apesar de a época de 2019 ter terminado em Fevereiro do ano passado, dando 6 meses de preparação da nova época, o plantel do Sporting revela lacunas enormes, sobretudo na defesa (6 golos sofridos em 2 jogos em casa) e no ataque, não tendo opções para jogo dentro da área adversária (apenas Luiz Phellype); daquilo que vi até agora, o Sporting não tem jogadores para o sistema que o treinador quer implementar.

6. Ao longo de 3 anos, esta direcção fez zero (repito: ZERO) para contrariar o domínio das instituições de arbitragem pelos dois principais clubes; estava mais concentrada em atacar as claques do Clube e os sócios que criticavam a direcção; agora, indigna-se com decisões do VAR.

7. Com esta direcção o desrespeito pelo Clube atingiu limites inimagináveis, devido aos resultados desportivos e às peripécias de não pagamento de contratações ao Braga, ou de supostas tentativas de contratar metade do plantel do Braga - que este clube explora mediaticamente a seu favor, apresentando o Sporting como uma estrutura de tontos.

No meu post de ontem - https://sporting.blogs.sapo.pt/4-anos-sem-ganhar-ao-fcp-e-5-anos-sem-5900046 - chamei atenção para o facto de, com esta direcção, o Clube não ter ganho nenhuma vez um derby ou um clássico para a Liga. Que me recorde, nunca tal aconteceu com outra direcção. 

A maioria das críticas foram no sentido de "isto não é de agora, há muito tempo que é tudo uma porcaria". As últimas décadas não são famosas, é um facto, mas não foi assim há tanto tempo que disputamos taco-a-taco o último campeonato e demos 3-0 na Luz... ou ganhamos a SuperTaça ao SLB. No desporto, às vezes ganha-se e outras perde-se. Mas perder tantas vezes seguidas como nos últimos anos (várias de goleada...) não é aceitável para um sportinguista que se preze.

Um dos últimos comentários ao meu post, deixou-me pasmo, mas diz tudo: é preciso "enaltecer o trabalho que se está a tentar fazer". Sim, temos de de nos dar por contentes por não termos perdido com o Porto em casa e "enaltecer" a direcção. Isto de um adepto do Sporting, não do Marítimo ou do Farense.

O problema está aqui: muita gente no Sporting, começa a pensar como adepto de Clube de meio da tabela. E os verdadeiros sportinguistas não podem aceitar esse miserabilismo. Não podem aceitar ver o clube definhar de ano para ano, em apenas 4 anos ir de golear na Luz a festejar não perder em casa com o Porto.

Bem sei que estas opiniões são minoritárias, mas diz bem do que é a lavagem cerebral a que os sportinguistas estão hoje sujeitos, numa das fases mais negras da existência do Clube - que já nem europeu é - e em que nos prometem "alegrias". Todos os dias, promessas de alegrias. Mas só se "enaltecermos" a direcção. Se não, somos "anormais".

É meu dever de consciência, enquanto sportinguista, não deixar que este pensamento medíocre tome conta do Clube, tornando irremediável a pronunciada trajectória descendente em que nos encontramos. E a primeira coisa a fazer é remover quem, por total e manifesta incompetência, colocou o Clube nessa espiral para fora da Europa e dos topos das tabelas.

Balanço dos prognósticos 2019/2020

Antes do arranque do campeonato nacional de futebol 2020/2021, relembro os prognósticos sobre a prestação do Sporting em cada jornada da Liga anterior feitos no És a Nossa Fé.

É um passatempo que aqui recomeçará, pelo sétimo ano consecutivo, mal soe o apito de saída da próxima Liga.

 

11 de Agosto (Maritimo, 1 - Sporting, 1): Atitopoteu, Chakraindigo, Sam

18 de Agosto (Sporting, 2 - Braga, 1): 

CAL, Cristina Torrão, Joana Marques, Leão de Quiosque, Luís Barros, Verde Protector

25 de Agosto (Portimonense, 1 - Sporting, 3): António de Almeida

31 de Agosto (Sporting, 2 - Rio Ave, 3): Ninguém acertou

15 de Setembro (Boavista, 1 - Sporting, 1): António de Almeida

23 de Setembro (Sporting, 1 - Famalicão, 2):  Maria Inês, Sam

30 de Setembro (Aves, 0 - Sporting, 1): José Lima, José da Xã

27 de Outubro (Sporting, 3- V. Guimarães, 1):  Horst Neumann, Leão do Fundão

31 de Outubro (Paços de Ferreira, 1 - Sporting, 2): DGBR, Fernando Albuquerque, Luís Ferreira

3 de Novembro (Tondela, 1 - Sporting, 0): Ninguém acertou

10 de Novembro (Sporting, 2 - Belenenses SAD, 0): Cristina Torrão, Orlando, José Vieira, Verde Protector

1 de Dezembro (Gil Vicente, 3 - Sporting, 1): Ninguém acertou

8 de Dezembro (Sporting, 1 - Moreirense, 0): Ninguém acertou

16 de Dezembro (Santa Clara, 0 - Sporting, 4): Daniel Borges

5 de Janeiro (Sporting, 1 - FC Porto, 2): Leão de Quiosque

11 de Janeiro (V. Setúbal, 1 - Sporting, 3): António de Almeida, Horst Neumann, Leão do Fundão, Luís Ferreira

17 de Janeiro (Sporting, 0 - Benfica, 2): Ninguém acertou

27 de Janeiro (Sporting, 1 - Marítimo, 0): Rui Franco

2 de Fevereiro (Braga, 1 - Sporting, 0) Ninguém acertou

9 de Fevereiro (Sporting, 2 - Portimonense, 1): Cristina Torrão

15 de Fevereiro (Rio Ave, 1 - Sporting, 1): Edmundo Gonçalves

23 de Fevereiro (Sporting, 2 - Boavista, 0): Edmundo Gonçalves, José Vieira, Leão de Queluz, Pedro Batista, Verde Protector

3 de Março (Famalicão, 3 - Sporting, 1): Hugo

8 de Março (Sporting, 2 - Aves, 0): Cristina Torrão

4 de Junho (V. Guimarães, 2 - Sporting, 2): Ninguém acertou

12 de Junho (Sporting, 2 - Paços de Ferreira, 0): Ninguém acertou

18 de Junho (Sporting, 2 - Tondela, 0): Áurea, Edmundo Gonçalves, Manuel Parreira, Ricardo Roque

26 de Junho (Belenenses SAD, 1 - Sporting, 3): Anonimus, Carlos E. Alves, Leão do Fundão, Leonardo Ralha

1 de Julho (Sporting, 2 - Gil Vicente, 1): Ninguém acertou

6 de Julho (Moreirense, 0 - Sporting, 0): Ninguém acertou

10 de Julho (Sporting, 1 - Santa Clara, 0): António, Cunhado do Acutilante

15 de Julho (FC Porto, 2 - Sporting, 0): António

21 de Julho (Sporting, 0 - V. Setúbal, 0): Ninguém acertou

25 de Julho (Benfica, 2 - Sporting, 1): Ninguém acertou

 

CONCLUSÃO:

A vitória, desta vez, coube a uma senhora - o que acontece, isoladamente, pela primeira vez. A feliz contemplada é a nossa prezada colega de blogue CRISTINA TORRÃO, que revelou persistência ao longo da época, sem desfalecimentos e uma intuição digna de louvor. Com pontaria certeira no desfecho de quatro jogos: Sporting-Braga; Sporting-Belenenses SAD, Sporting-Portimonense e Sporting-Aves.

Na segunda posição ficou um quarteto de apostadores. Formado por dois homens cá da casa, o ANTÓNIO DE ALMEIDA e o EDMUNDO GONÇALVES, e os leitores LEÃO DO FUNDÃO e VERDE PROTECTOR, já veteranos nestas lides. O Edmundo foi co-vencedor em 2013/2014 e o caro Leão do Fundão, meu patrício, ganhou isolado na temporada seguinte.

 

Foi pena que ninguém tenha acertado em 12 dos 34 jogos. Incluindo em três partidas que o Sporting venceu, o que não deixa de ser estranho.

Esperemos que a pontaria se revele ainda mais afinada na Liga 2020/2021. Não apenas a nossa, mas sobretudo a dos nossos jogadores.

 

Aproveito para recordar que na Liga 2013/2014 houve por cá  sete vencedoresBruno Cardoso, Edmundo Gonçalves, João Paulo Palha, João Torres, José da Xã, Lina Martins e Octávio.

No campeonato 2014/2015, apenas umLeão do Fundão.

Em 2015/2016, triunfou o Grande Artista Goleador.

Em 2016/2017, o vencedor foi novamente o José da Xã.

Em 2017/2018, venceu o leitor J. Ramos.

Em 2018/2019, destacou-se o leitor Luís Ferreira.

 

Falta pouco mais de uma semana para começar a próxima ronda de palpites. Aberta, como as anteriores, a todos quantos fazem e lêem este blogue.

Pódio: Bruno Fernandes, Jovane, Vietto

Em jeito de balanço, aqui fica a lista dos jogadores que receberam a menção de melhores em campo no último campeonato, em resultado da soma das classificações atribuídas pelos diários desportivos após cada jornada.

De salientar que Bruno Fernandes liderou as três classificações, pelo terceiro ano consecutivo, mesmo só tendo cumprido de verde-e-branco pouco mais de metade da Liga 2019/2020.

Jovane e Vietto compartilharam desta vez o pódio com o actual jogador do Manchester United, apesar de nenhum deles ter sido também titular absoluto ao longo do campeonato. Na época anterior o segundo e o terceiro posto haviam sido ocupados por Raphinha e Nani.

 

Quanto aos jogadores que já integravam o plantel do Sporting na temporada 2018/2019, verifica-se o seguinte: Jovane desta vez subiu muito (de 4 para 15 pontos), Wendel subiu ligeiramente (de 1 para 4) e Mathieu registou uma ligeira progressão (de 4 para 6).

Acuña e Luiz Phellype mantiveram a pontuação.

Coates, que ficara excluído há um ano, desta vez recebeu dois pontos.

 

Em relação aos reforços, e para além de Vietto, merece destaque a boa posição de Plata, sem esquecer que também Bolasie aqui figura, apesar da sua fugaz passagem por Alvalade, onde foi sempre mal-amado. Sporar, que só começou a jogar em Fevereiro, ultrapassa Luiz Phellype à tangente. Rafael Camacho (3 pontos) e Neto (2) não são esquecidos.

No confronto de guarda-redes, Max supera Renan por escassa margem.

Dos jovens da formação leonina lançados por Rúben Amorim na recta final do campeonato, o maior destaque vai para Nuno Mendes, que chegou a ser considerado melhor em campo pelos três diários desportivos. Com entrada directa nos dez mais.

 

Finalmente, pequenas curiosidades. A Bola entendeu mencionar Joelson, apesar de o extremo ainda júnior ter actuado menos de 45 minutos nesta Liga. Borja e Francisco Geraldes apenas surgem destacados no Record. E O Jogo tem aquela que é talvez a escolha mais polémica da temporada: conseguiu eleger Eduardo Henrique como melhor sportinguista em campo numa partida. Difícil entender porquê.

 

Bruno Fernandes: 19

Jovane: 15

Vietto: 12

Plata: 8

Acuña: 6

Mathieu: 6

Bolasie: 4

Max: 4

Wendel: 4

Nuno Mendes: 3

Sporar: 3

Rafael Camacho: 3

Renan: 3

Raphinha: 2

Luiz Phellype: 2

Coates: 2

Neto: 2

Joelson: 1

Francisco Geraldes: 1

Eduardo Henrique: 1

 

A Bola: Bruno Fernandes (7), Jovane (5), Vietto (4), Plata (3), Mathieu (2), Acuña (2), Bolasie, Coates, Renan, Luiz Phellype, Rafael Camacho, Max, Neto, Wendel, Sporar, Joelson, Nuno Mendes.

Record: Bruno Fernandes (7), Jovane (5), Vietto (3), Bolasie (2), Plata (2), Acuña (2), Wendel (2), Renan, Raphinha, Mathieu, Rafael Camacho, Borja, Max, Neto, Sporar, Coates, Francisco Geraldes, Nuno Mendes.

O Jogo: Bruno Fernandes (5), Jovane (5), Vietto (5), Plata (3), Mathieu (3), Max (2), Acuña (2), Renan, Raphinha, Bolasie, Eduardo Henrique, Luiz Phellype, Rafael Camacho, Wendel, Nuno Mendes, Sporar.

 

Nota:

Há um ano foi assim.

Há dois anos foi assim.

Há três anos foi assim. 

Há quatro anos foi assim.

Os melhores jogadores da época passada

Balanço dos jogadores do Sporting que mais se destacaram em cada desafio do campeonato 2019/2020:

 

Bruno Fernandes: 6 (Marítimo-Sporting; Sporting-Rio Ave; Paços de Ferreira-Sporting; Tondela-Sporting; Gil Vicente-Sporting; V. Setúbal-Sporting)

Jovane: 4 (Sporting-Paços de Ferreira; Sporting-Tondela; Belenenses SAD-Sporting; Sporting-Santa Clara)

Coates: 4 (Famalicão-Sporting; Moreirense-Sporting; FC Porto-Sporting; Sporting-V. Setúbal)

Bolasie: 3 (Boavista-Sporting; Aves-Sporting; Santa Clara-Sporting)

Mathieu: 3 (Sporting-V. Guimarães: Sporting-Moreirense; Sporting-Portimonense)

Vietto: 2 (Sporting-Famalicão; Sporting-Belenenses SAD)

Luís Maximiano: 2 (Braga-Sporting; Rio Ave-Sporting)

Plata: 2 (Sporting-Boavista; Sporting-Gil Vicente)

Acuña: 2 (Sporting-FC Porto: Sporting-Aves)

Raphinha: 1 (Portimonense-Sporting)

Tiago Tomás: 1 (Benfica-Sporting)

Rafael Camacho: 1 (Sporting-Benfica)

Sporar: 1 (V. Guimarães-Sporting)

Renan: 1 (Sporting-Braga)

Borja: 1 (Sporting-Marítimo)

 

Na época 2014/15, os melhores jogadores foram Nani, William Carvalho e Montero.

Na época 2015/16, os melhores jogadores foram Slimani, Adrien e João Mário.

Na época 2016/17, os melhores jogadores foram Gelson Martins, Bas Dost e Adrien.

Na época 2017/18, os melhores jogadores foram Gelson Martins, Bruno Fernandes e Rui Patrício.

Na época 2018/19, os melhores jogadores foram Bruno Fernandes, Raphinha e Nani.

Balanço (38)

Antes do arranque do campeonato nacional de futebol 2018/2019, relembro os meus apontamentos da época passada. Para recordar os jogadores que se evidenciaram mais em cada desafio.

 

27 de Janeiro (Sporting, 1 - Marítimo, 0): BORJA

«O lateral colombiano regressou à titularidade, aproveitando a ausência de Acuña, afastado por acumulação de cartões. Cumpriu com distinção a incumbência, não apenas no plano defensivo, com boas acções de cobertura, mas sobretudo nas movimentações ofensivas que culminaram com a sua estreia a marcar esta época ao serviço do Sporting, correspondendo da melhor maneira a um cruzamento de Jovane.»

 

2 de Fevereiro (Braga, 1 - Sporting, 0): LUÍS MAXIMIANO

«O jovem guarda-redes formado na Academia leonina foi o nosso melhor em campo. Seguro e atento, sem qualquer responsabilidade no golo sofrido, fez três grandes defesas - aos 55', 60' e 63' - retardando o mais possível os três pontos que o Braga acabaria por conquistar.»

 

9 de Fevereiro (Sporting, 2 - Portimonense, 1): MATHIEU

«É, aos 36 anos, o maior baluarte do onze leonino, como ontem voltou a confirmar-se em campo. Sobretudo pelo grande golo que marcou - de livre directo, com o seu potente pé esquerdo, num remate muito bem colocado e totalmente indefensável - e ajudou a desbloquear a partida, aos 32', recolocando o empate no marcador e abrindo caminho ao triunfo. Mas também pela forma como comandou o nosso reduto.»

 

15 de Fevereiro (Rio Ave, 1 - Sporting, 1): LUÍS MAXIMIANO

«Outra partida muito positiva do nosso guarda-redes. Sem culpa no golo, quase à queima-roupa, e com defesas dignas de registo aos 16' e aos 90'.»

 

23 de Fevereiro (Sporting, 2 - Boavista, 0): PLATA

«O jovem equatoriano respondeu da melhor maneira, destacando-se como figura do jogo. Foi dele a assistência para o primeiro golo, aos 13', na marcação irrepreensível de um livre directo, e encarregou-se ele próprio de marcar o segundo, aos 42', dando a melhor sequência a uma boa jogada colectiva iniciada por Jovane que tocou para Borja na ala esquerda e este cruzou para a área onde Plata apareceu, livre de marcação, rematando de primeira com o pé esquerdo.»

 

3 de Março (Famalicão, 3 - Sporting, 1): COATES

«Pareceu-me o menos mal dos sportinguistas. Por ter marcado o nosso golo solitário, aos 45'+1. E por ter feito preciosos cortes e desarmes aos 32', 60' e 63', evitando danos maiores.»

 

8 de Março (Sporting, 2 - Aves, 0): ACUÑA

«O primeiro grande cruzamento partiu dos pés dele, logo aos 7'. Aos 45'+3, constrói o lance que culmina no tiro de Vietto à trave. E é também o argentino que inicia a jogada que dá origem ao primeiro golo, colocando a bola em Wendel, que depois a centra para o esloveno.»

 

4 de Junho (V. Guimarães, 2 - Sporting, 2): SPORAR

«Temos artilheiro: já regista cinco golos. Ontem, mais dois. Aproveitando da melhor maneira duas das três oportunidades de que dispôs: a primeira aos 18', aproveitando uma fífia incrível do experiente guardião vitoriano Douglas; a segunda aos 52', dando a melhor sequência a um excelente passe de Jovane a rasgar a defesa adversária.»

 

12 de Junho (Sporting, 2 - Paços de Ferreira, 0): JOVANE

«Marcou um golão, de livre directo, aos 65': a bola embateu na barra, cheia de colocação e força, entrando de seguida. No último minuto do tempo extra (97') esteve quase a repetir a proeza, mas em lance corrido. No entanto a bola, caprichosamente, voltou a embater na trave, agora sem entrar. Ainda (48') ofereceu um golo a Sporar que o esloveno desperdiçou.»

 

18 de Junho (Sporting, 2 - Tondela, 0): JOVANE

«Segundo jogo consecutivo a marcar, segundo jogo a apontar o golo de livre directo, com uma bomba indefensável que contornou a barreira adversária e se foi anichar ao fundo das redes, deixando o guardião de pés no solo. Dos nossos quatro golos de livre registados neste campeonato, metade têm já a assinatura do jovem caboverdiano.»

 

26 de Junho (Belenenses SAD, 1 - Sporting, 3): JOVANE

«Novamente o melhor, decisivo ao ponto de ter marcado dois golos - o segundo e o terceiro. E talvez não ficasse por aqui se tivesse permanecido em campo durante a segunda parte. Rúben Amorim mandou-o sair ao intervalo, por precaução, verificando que o jovem caboverdiano acusava um problema muscular. A missão dele estava cumprida, uma vez mais com.»

 

1 de Julho (Sporting, 2 - Gil Vicente, 1): PLATA

«Destacou-se nesta partida, em que teve o melhor desempenho desde a chegada do novo técnico. É dele a assistência para o primeiro golo, com um cruzamento atrasado para a grande área, e é ele quem consegue os três pontos ao apontar o segundo, aproveitando muito bem um atraso disparatado de um defesa adversário, batendo em velocidade os seus opositores.»

 

6 de Julho (Moreirense, 0 - Sporting, 0): COATES

«Foi o mais perigoso lá à frente, nas bolas paradas. Venceu um lance aéreo aos 37', cabeceando por cima, e viu-se impedido de disputar uma bola ao ser ostensivamente agarrado dentro da grande área, mesmo no fim da partida, num lance que o árbitro ignorou. Num jogo em que quase todos os seus colegas estiveram abaixo do nível que nos habituaram, foi dos raros que se mantiveram em bom estilo e grande classe.»

 

10 de Julho (Sporting, 1 - Santa Clara, 0): JOVANE

«Voltou a valer-nos três pontos ao metê-la lá dentro, dando a melhor sequência a um magnífico passe vertical de Wendel, empurrando a bola para a baliza com o pé esquerdo sem a deixar cair no chão. Estavam decorridos 67'. O jovem caboverdiano fez a diferença não apenas neste lance decisivo mas ao longo de todo o desafio, em que foi sempre o mais criativo e o maior desequilibrador.»

 

15 de Julho (FC Porto, 2 - Sporting, 0): COATES

«Fez impor a sua presença nos lances aéreos, não apenas no sector defensivo (bons cortes aos 16' e 22') mas também junto à baliza adversária, nas bolas paradas. Aos 19', anulou as marcações na trincheira portista, embora cabeceando por cima. Muito eficaz no controlo da profundidade excepto nos minutos finais, em que já estava mais à frente por indicação técnica, na fase do tudo-por-tudo.»

 

21 de Julho (Sporting, 0 - V. Setúbal, 0): COATES

«Não cometeu nenhum erro grave e pareceu sempre um dos raros jogadores incoformados com o empate a zero. Merece por isso ser destacado como o melhor Leão numa partida em que passou os últimos dez minutos a jogar sobretudo à frente, como reforço improvisado da nossa linha atacante.»

 

25 de Julho (Benfica, 2 - Sporting, 1): TIAGO TOMÁS

«Esteve nos dois melhores momentos da prestação leonina: aos 65', numa rápida incursão na grande área aproveitando um monumental lapso defensivo de Jardel, atirou a bola ao poste de um ângulo muito apertado; aos 69', fez um soberbo passe que funcionou como assistência para o golo de Sporar.»

 

(Conclusão do balanço iniciado ontem)

Balanço (37)

Antes do arranque do campeonato nacional de futebol 2019/2020, relembro os meus apontamentos da época passada. Para recordar os jogadores que se evidenciaram mais em cada desafio.

 

11 de Agosto (Marítimo, 1 - Sporting, 1): BRUNO FERNANDES

«Foi dele o primeiro grande passe em profundidade, isolando Raphinha logo aos 2'. Foi dele também o primeiro remate do Sporting que levava selo de golo: uma bomba disparada aos 28', travada pelo guardião adversário com a defesa da noite. Foi ainda ele que cruzou para o golo de Coates, parecendo com vontade de voltar a ser na nova época o rei das assistências da nossa equipa.»

 

18 de Agosto (Sporting, 2 - Braga, 1): RENAN

«Foi decisivo nesta conquista dos três pontos para o Sporting em várias defesas que confirmaram a sua classe e os seus reflexos. Destaque para um voo que impediu Pablo de marcar, aos 30', e o golo "cantado" que travou in extremis a Hassan, aos 40'.»

 

25 de Agosto (Portimonense, 1 - Sporting, 3): RAPHINHA

«Voto nele como o melhor em campo. Por ter bisado, desde logo, sendo a partir de agora o marcador mais destacado da nossa equipa. Mas sobretudo pela qualidade dos golos que marcou. Merece especial destaque o primeiro, com um remate muito forte desferido do bico da área, em arco, sem defesa possível para o guardião adversário. O segundo também justifica aplauso, pela impecável recepção a um passe longo de Bruno Fernandes, metendo-a lá dentro sem a deixar bater no chão - ainda por cima com o seu pior pé, que é o direito.»

 

31 de Agosto (Sporting, 2 - Rio Ave, 3): BRUNO FERNANDES

«Voltou a ser o melhor dos nossos jogadores em campo - atributo bem reflectido no nosso primeiro golo, aos 20', que começa a ser desenhado nos pés dele e é concluído também por ele, com um remate forte e bem colocado, a passe de Acuña, enquanto Luiz Phellype se movimentava bem sem bola, arrastando metade da defesa adversária. Foi o 50.º golo oficial de Bruno Fernandes com a camisola do Sporting. Desejamos que marque muitos mais.»

 

15 de Setembro (Boavista, 1 - Sporting, 1): BOLASIE

«Foi dele a única oportunidade do Sporting na primeira parte, aos 27', forçando o guarda-redes Bracali a uma defesa muito apertada. Desviado para a ala esquerda no segundo tempo, continuou a criar desequilíbrios. Aos 70', conduziu um rápido contra-ataque e disparou fortíssimo, em arco, fazendo a bola roçar a barra. Impressionante a imagem dele junto à linha final, incentivando o aplauso dos adeptos.»

 

23 de Setembro (Sporting, 1 - Famalicão, 2): VIETTO

«Melhor sportinguista em campo - um dos raros que merecem nota positiva. Na ausência de Bruno Fernandes, foi ele o único a causar desequilíbrios e a fazer passes de ruptura lá na frente. De um desses movimentos, em que recuperou a bola, nasce o nosso golo - o primeiro golo dele de verde e branco.»

 

30 de Setembro (Aves, 0 - Sporting, 1): BOLASIE

«Mesmo com ocasionais lapsos de ordem técnica, mostrou-se sempre muito activo. Podia ter marcado por três vezes (aos 53', 59' e 73'). E é ele quem conquista a grande penalidade que viríamos a transformar em golo, com uma oportuna desmarcação aos 81'.»

 

27 de Outubro (Sporting, 3 - V. Guimarães, 1): MATHIEU

«Um esteio na organização defensiva do Sporting, que conferiu equilíbrio e confiança ao conjunto. Teve uma exibição irrepreensível, cortando tudo quanto havia para cortar, impondo-se designadamente nos lances aéreos.»

 

31 de Outubro (Paços de Ferreira, 1 - Sporting, 2): BRUNO FERNANDES

«É dele a assistência para o golo de Luiz Phellype, com um remate cruzado de longa distância. Serviu também da melhor maneira o brasileiro aos 68', num lance que poderia ter terminado igualmente em golo, como já havia acontecido logo aos 3'. E foi ainda ele a apontar de modo impecável a grande penalidade que nos assegurou os três pontos, estavam decorridos 79'.»

 

3 de Novembro (Tondela, 1 - Sporting, 0): BRUNO FERNANDES

«O nosso jogador menos mau.»

 

10 de Novembro (Sporting, 2 - Belenenses SAD, 0): VIETTO

«Aos 75', é ele quem inicia o lance mais decisivo, com um soberbo passe longo esticando o jogo para a ala direita. E é ele quem finaliza essa jogada com um pontapé acrobático, sem deixar a bola cair ao chão, na sequência de um ressalto dentro da grande área. Um golo que fez levantar o estádio e encheu de alegria os verdadeiros adeptos, que já desesperavam de ver futebol a sério nesta noite fria em Alvalade.»

 

1 de Dezembro (Gil Vicente, 3 - Sporting, 1): BRUNO FERNANDES

«Limitou-se a ser o menos mau neste primeiro jogo da Liga em que não fez qualquer remate à baliza nem ensaiou um só tiro de meia-distância.»

 

8 de Dezembro (Sporting, 1 - Moreirense, 0): MATHIEU

«O mais maduro, o mais eficaz,  o mais acutilante: aos 36 anos, é um excelente exemplo para jogadores com metade da idade dele.»

 

16 de Dezembro (Santa Clara, 0 - Sporting, 4): BOLASIE

«Grande partida do ala franco-congolês, que revelou atitude, compromisso com a equipa e entrega ao jogo. Destacou-se logo aos 3', confundindo as marcações no corredor direito. Aos 22', foi ceifado em falta noutra ofensiva perigosa. Falhou o cabeceamento aos 35' e aos 50',  mas redimiu-se aos 54', apontando o melhor golo da noite, na sequência de um canto, ao saltar quase de costas, dirigindo a bola para o canto superior esquerdo da baliza.»

 

5 de Janeiro (Sporting, 1 - FC Porto, 2): ACUÑA

«Se alguém não merecia perder este jogo, foi ele. Autor do solitário golo do Sporting, aos 44', fuzilando Marchesin num remate indefensável, de um ângulo muito difícil, após assistência de Vietto. A recuperação de bola, neste lance, foi dele também. Tal como dos pés dele nasceram os cruzamentos mais perigosos da nossa equipa.»

 

11 de Janeiro (V. Setúbal, 1 - Sporting, 3): BRUNO FERNANDES

«Não há volta a dar: é um jogador de excepção, um dos mais categorizados que vestiram desde sempre a camisola verde e branca. Os três pontos que trazemos de Setúbal devem-se essencialmente a ele: marcou o segundo golo, de grande penalidade, aos 34'; e fechou o resultado já no tempo extra, culminando a melhor jogada colectiva do Sporting nesta partida.»

 

17 de Janeiro (Sporting, 0 - Benfica, 2): RAFAEL CAMACHO

«Desta vez actuou como titular e fez jus à prova de confiança que o técnico nele manifestou. Imperou no corredor direito, sobretudo na primeira parte, destacando-se igualmente em tarefas defensivas. Foi protagonista das duas únicas ocasiões de golo do Sporting: aos 13', levou a melhor no duelo com Ferro e rematou com força, levando a bola a embater no poste; aos 33', cabecou como mandam as regras à boca da baliza, forçando Vlachodimos a uma grande defesa.»

 

(Conclui amanhã)

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