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És a nossa Fé!

Um balanço de meia temporada (3) - O ataque móvel

Nesta quarta temporada sob o comando de Rúben Amorim, o Sporting passou duma equipa que defendia melhor que atacava e perdia muito poucos jogos, para uma que ataca melhor do que defende, e que perde mais jogos. 

Isso fica claro quando analisamos os números desta temporada. O Sporting segue com um score 10V, 2E, 8D e 34-25 em golos nos 20 jogos oficiais já disputados para as 3 competições, Liga, Champions e Taça, pelo que as médias de golos marcados e sofridos são de 1,7 e 1,25 respectivamente. Só não marcou em 5 dos 20 jogos, e só não sofreu em 6. Na Liga segue no 4.º lugar com 26-15 golos, o quarto melhor ataque e a nona melhor defesa. No 1.º lugar segue o Benfica com 37-7 , em 2.º o Porto com 31-9.

 

Quem observa estes números e não acompanha a equipa dirá que a problema está no trio defensivo. E em parte está. As lesões de St.Juste, Neto e Coates obrigaram Amorim a andar com Gonçalo Inácio dum lado para outro, e quando Esgaio foi chamado à posição a coisa correu mesmo mal. Também não ter a "6" um jogador tipo Palhinha complica muito a tarefa do trio, especialmente no jogo aéreo. As bolas paradas adversárias tornaram-se problemáticas, porque nas duas pontas da linha defensiva ficam obrigatoriamente jogadores fracos no jogo aéreo.

Mas hoje em dia ataca-se com todos e defende-se com todos também. Para mim o problema está no "ataque móvel" que Amorim perspectivou para esta temporada muito tendo em conta as necessidades específicas da Champions. Foi isso que levou à contratação de jogadores como Edwards, Trincão, Rochinha e Morita para se juntarem a Pedro Gonçalves, todos eles levezinhos, todos eles habilidosos, todos eles a gostar de receber a bola no pé, fintar para dentro e tentar o remate frontal, todos eles com dificuldade em recuperar a bola sem falta. Paulinho encaixa-se mal nesse ataque móvel, porque tem sempre muita gente a invadir a zona frontal em vez de irem à linha e lhe darem espaço para trabalhar e oportunidades de golo para tentar marcar.

 

Quem é que impõe o físico e acelera o jogo no Sporting, passando longo ou de primeira, que quebra linhas em velocidade e força os amarelos contrários? E logo sprinta para trás na recuperação? Quem é que vai à linha e centra atrasado? Quem é que joga mais para os outros do que para si, abrindo o jogo de primeira, desmarcando-se a dar linha de passe, dando velocidade ao jogo colectivo? Quem é que marca golos de cabeça saltando mais alto que os defensores contrários? Nenhum dos levezinhos faz nada disto particularmente bem ou não faz de todo.

Às voltas com as insuficiências do ataque móvel perante adversários mais fracos e que se fecham lá atrás, Amorim tem tomado algumas decisões tácticas que se têm revelado desastrosas, como o recuo de Pedro Gonçalves para o meio-campo que na prática quase equivale a retirar do campo o goleador da equipa e o avanço de Coates em fase de tentar tudo em busca do milagre, transformando por completo no momento a forma de atacar da equipa e abrindo uma cratera na defesa.

Dizia o António Tadeia referindo-se ao último jogo da selecção: "Isto é dos livros e extremamente fácil de entender: quanto mais uma equipa se desorganiza no ataque para criar desequilíbrios, mais desorganizada se apresentará no momento da perda da bola. Logo, mais dificuldades terá para impedir o adversário de progredir."

E é muito isto que se passa com o Sporting desta temporada. Ugarte que o diga. Quase nunca chega ao intervalo sem levar amarelo e depois fica a vê-los passar.

SL

Um balanço de meia temporada (2) - Retaguarda de jovens

Para que seja viável um plantel curto na equipa principal é indispensável dispor duma retaguarda de jovens de grande potencial, capazes de substituir com sucesso os mais velhos em momentos de aperto e explodir de rendimento durante a temporada.

Ora, se na época passada essa retaguarda deixava muito a desejar. Bastava olhar para a falta de qualidade da equipa B. Esta época, com a dispensa de muitos, a promoção dos melhores juvenis e juniores e a contratação de alguns estrangeiros de grande qualidade, tudo é diferente. 

Mas a verdade é que nesta meia temporada nenhum dos jovens que entrou em campo na equipa principal, e estamos a falar de jogadores que se treinam regularmente nessa equipa embora jogando muitas vezes pela B, se fixou na mesma, antes foram aparições esporádicas e muitas vezes mal conseguidas.

 

Então como explicar isso?

Em primeiro lugar gostava de saber se os lançamentos na equipa A têm alguma coisa a ver com recompensas pela assinatura do contrato "de adulto", resistindo a promover quem ainda não o assinou por não ter a idade necessária ou resistir à assinatura. Porque é que o Chico Lamba, que nem é opção na B, foi lançado contra o Casa Pia ou o Mateus Fernandes contra o Tottenham?

Em segundo, não consigo entender porque é que a B joga num sistema táctico diferente da A. Só conseguiria entender se Amorim estivesse de saída do Sporting ou estiver nos seus planos voltar aos quatro defesas. 

 

O onze habitual da equipa B, que tem feito boa campanha na complicada 3.ª Liga e é a base da equipa que ficou em primeiro lugar no seu grupo na Youth League e também da selecção portuguesa de sub20, é o seguinte:

Callai; Travassos, Marsà (Gilberto), Alcantar (Veiga) e Nazinho (Marsà); Essugo (Veiga), Diogo Abreu e Mateus Fernandes; Fatawu, Rodrigo Ribeiro e A. Moreira (D. Cabral).

Então é fácil ver que nenhum dos jovens da B foi lançado na A na posição em que joga habitualmente. Então os casos de Marsà e Mateus Fernandes são flagrantes.

 

Falando de Mateus Fernandes, para mim é outro que, tal como Daniel Bragança, nunca será titular neste sistema táctico de Amorim. Se a equipa B jogasse nesse sistema, o onze titular teria provavelmente Essugo e Diogo Abreu no meio-campo, os mais parecidos que existem com Ugarte e Morita. E ainda lá está o Marco Cruz nos sub23. Claro que em 4-3-3 ou 3-5-2 já existe espaço para um médio ofensivo "levezinho" como os dois que referi.

Ainda sobre esta questão do 4-3-3 vs 3-4-3, as duas últimas contratações, Tanlongo e Sotiris, parecem "clones" do Palhinha e do Matheus Nunes, ajustam-se ao 3-4-3 que Amorim tem utilizado.

 

O caso de Fatawu também é curioso. Na pré-temporada foi testado a ala esquerdo e para mim estava ali de caras o titular. Mas não, voltou a jogar como extremo direito de pé trocado. Aí concorre com Trincão e Edwards pela titularidade, ou seja, não tem grandes hipóteses. Isso deveu-se a Amorim não lhe querer quebrar as rotinas da selecção para ele poder render o máximo no Catar?

Concluindo, por uma razão ou por outra a verdade é que a tal retaguarda de jovens não tem funcionado nada bem nesta meia-temporada, fico a aguardar a próxima Taça da Liga para rever este meu pensamento.

SL

Balanço desta meia temporada (1)

Concluída que foi com sucesso a visita a Famalicão, inicio aqui um conjunto de posts de balanço duma meia temporada que não está a correr da melhor forma, não no sentido de assacar culpas a ninguém mas de ajudar a perceber as causas que conduziram à actual situação e lançar o debate sobre as melhores formas de a ultrapassar.

Neste momento seguimos na Liga a 4 pontos do 2.º lugar, na Liga Europa temos uma eliminatória para disputar depois de 2V e 1E na Champions que nos deram o 3.º lugar no grupo, fomos eliminados na Taça de Portugal e temos a Taça da Liga para disputar. Podíamos de facto estar bem melhor, mas ainda há muito para conquistar.

Contingências à parte, por muito complicado que seja por exemplo perspectivar a queda na Champions sem pensar nas lesões de alguns e nos erros grosseiros de outros, chegámos a esta situação na dificuldade de conjugar duas perspectivas legítimas, qualquer uma delas penso que consensual no universo Sporting:

- A de Frederico Varandas, que entendeu uma vez reeleito que este seria o ano do "arrumar de casa" (1), libertando e pagando por isso mais de 30 jogadores sem futuro no clube, insistindo na formação, reforçando-a com jovens de elevado potencial recrutados em diferentes mercados, e na qualidade das estruturas técnicas como elementos fundamentais para o futuro sustentado da SAD, sempre com o objectivo de montar equipas competitivas suportadas financeiramente via desempenho na Champions e venda controlada dos jogadores em destaque.

- A de Rúben Amorim, que fazendo o balanço da época passada e muito especialmente da carreira na Champions, entendeu transformar o modelo de jogo da equipa para o de uma "equipa grande" (2), projectada no ataque e dominadora dos adversários, tentando fazer figura na Champions e tendo como referência talvez um Manchester City.

Ora se estas duas perspectivas se alinham perfeitamente no médio prazo, no momento actual convivem mal, porque é complicado fazer um upgrade do modelo de jogo quando alguns dos pilares da equipa têm de sair por questões financeiras. E não havendo capacidade para contratar "Sarabias" que cheguem e façam a diferença, se vão buscar "Trincões" em crescimento e se vão juntar aos "Inácios" e aos "Ugartes" já existentes, também eles no mesmo estádio de evolução na carreira, então temos problemas. Não apenas em termos do jogar à bola, mas também da capacidade de liderança no terreno de jogo e fora dele.

Por outro lado, também é muito complicado montar uma equipa grande com um plantel dominado por muitos jogadores pequenos, sem recursos físicos para defender bem nem capacidade no jogo aéreo. 

Curiosamente nos tais jovens reforços, como Fatawu (18 anos), Marco Cruz (18), Alcantar (19), Tanlongo (19), Diogo Abreu (19) e Sotiris (20), ou em jogadores da academia como Essugo (17), já vemos um perfil de jogador diferente, necessário a uma equipa grande, que se quer intensa nos duelos físicos, forte no remate de meia distância e no jogo aéreo.

O problema é... o futuro imediato, em particular o resto desta temporada. 

 

(1) Recompra das VMOCS

(2) Rúben Amorim, "Estamos a falhar no que é ser equipa grande"

 

SL

O que deve ser alterado?

As críticas ao desempenho da nossa equipa principal de futebol são cada vez mais frequentes e consistentes. 

Seguimos em quinto lugar à nona jornada, com menos nove pontos que o Benfica, e vemos até o Casa Pia à nossa frente. Já acumulámos tantas derrotas como em todo o campeonato anterior e ultrapassámos metade dos golos sofridos nessa Liga 2021/2022.

Quando perdemos em casa contra o Chaves, por 0-2, escrevi aqui um postal intitulado "abalo sísmico". Admitindo que essa derrota, na pior exibição da era Amorim para o campeonato nacional de futebol, marcaria uma linha fracturante. 

Passadas seis semanas, não estamos melhor. Persistem deficiências estruturais que tardam em ser eliminadas. É cada vez mais evidente que o sonho do título se tornou miragem e nem o segundo lugar parece hoje provável.

Impossível não será. Mas esperar resultados diferentes sem nada mudar é pura utopia. Daí perguntar-vos o que deve ser alterado sem mais demora.

O Sporting voltou, mas não é isto

Perder 2-0 com o Chaves em casa, depois de 3-0 com o FCP há uma semana, é muito mau. Um desastre. Imagine-se o que poderá acontecer na Champions, com este plantel e os 11 que temos visto, completamente desequilibrados e desajustados à realidade de um clube como o SCP. Há que repensar tudo: a estrutura do futebol, ir buscar os jogadores de que necessitamos e dar segurança a Amorim. Isto é o que tem que fazer Frederico Varandas e a direção, porque ele não estará sozinho nisto.

Ao contrário do que aconteceu no passado, não é tempo para pedir a cabeça do treinador, do presidente ou dos vários membros da direção do SCP. É tempo de união, de reflexão e de nos sentarmos todos à mesma mesa a pensar em soluções. O clube está mais forte, é solvente (ao contrário de outros da nossa liga), continua a ganhar títulos em várias modalidades e é respeitado nacional e internacionalmente. Isso é muito importante e é quase tudo. Falta o quase. É preciso rasgo, ambição, vontade de fazer cada vez melhor. Em vez disso, temos visto muito comodismo, falta de paixão e de querer.

Estamos à beira do início da fase de grupos da Champions e não é com aquela defesa, aquele meio campo e aquele ataque que vamos a algum lado. Sim, o problema não está apenas e só no facto inaudito de jogarmos sem ponta de lança (e de não termos nenhum no banco), está também na evidência de que esta defesa está a meter água por todos os lados e que a venda dos nossos dois melhores médios está a fazer estragos difíceis de reparar. O planeamento, como assumiu Amorim, foi mal feito. Saíram Palhinha, Matheus e Tabata em poucos dias, mas não entrou ninguém. Vai assinar o grego Sotiris Alexandropoulos? Muito bem. Mas é curto. 

Faltam-nos laterais de qualidade, falta mais um central, mais um médio típico 8 e faltam pontas de lança. Os jogos ganham-se com golos. Por muito que Pote tenha sido o nosso salvador em tantos jogos, a verdade é que não marca sempre, a jogar mais recuado muito menos.

A época não está perdida, apesar de já estar irremediavelmente afectada. O grupo está menos coeso, está pouco crente e, como sublinhou Adán, o balneário não está bem. Isso sente-se.
Amorim é um homem confiante, parece ter sempre resposta para tudo. Mesmo nas derrotas quer sair por cima. É a sua natureza. Mas sozinho não vai lá. O apoio ou vem de cima e com capacidade transformadora ou vamos ser tremendamente infelizes esta época. Ainda vamos a tempo. Mas é um tempo para decisões e não para tremideiras.

Balanço dos prognósticos 2021/2022

Antes do arranque do campeonato nacional de futebol 2022/2023, relembro os prognósticos sobre a prestação do Sporting em cada jornada da Liga anterior feitos no És a Nossa Fé.

É um teste à vossa perspicácia que aqui recomeçará, pelo décimo ano consecutivo, mal soe o apito de saída da próxima Liga.

 

6 de Agosto (Sporting, 3 - Vizela, 0): Leão 79

14 de Agosto (Braga, 1 - Sporting, 2): Carlos Estanislau Alves e Paulo José Ramos

21 de Agosto (Sporting, 2 - B-SAD, 0): Manuel Parreira

28 de Agosto (Famalicão, 1 - Sporting, 1):  Ninguém acertou

11 de Setembro (Sporting, 1 - FC Porto, 1): Maria Sporting

19 de Setembro (Estoril, 0 - Sporting, 1):  Cristina Torrão e José da Xã

24 de Setembro (Sporting, 1 - Marítimo, 0): RASR

2 de Outubro (Arouca, 1 - Sporting, 2):  Luís Ferreira e Luís Lisboa

23 de Outubro (Sporting, 1 - Moreirense, 0): Ninguém acertou

30 de Outubro (Sporting, 1 - V. Guimarães, 0): Leão do Algarve e Luís Barros

7 de Novembro (Paços de Ferreira, 0 - Sporting, 2): AHR, Edmundo Gonçalves, Leoa 6000, Luís Barros, Luís Lisboa, Madalena Dine, Ricardo Roque, Verde Protector

28 de Novembro (Sporting, 2 - Tondela, 0): Fernando, Paulo Batista

3 de Dezembro (Benfica, 1 - Sporting, 3): João Grácio

11 de Dezembro (Sporting, 2 - Boavista, 0): Fernando, João Galhardo, Leão 79, Luís Lisboa, Manuel Parreira, Maria Sporting, Pedro Batista, Scorpion 71, Verde Protector

18 de Dezembro (Gil Vicente, 0 - Sporting, 3): Leão 79

29 de Dezembro (Sporting, 3 - Portimonense, 2):  Ninguém acertou

7 de Janeiro (Santa Clara, 3 - Sporting, 2): Ninguém acertou

16 de Janeiro (Vizela, 0 - Sporting, 2): Cristina Torrão, João Luís, Jorge Luís, Leoa 6000

22 de Janeiro (Sporting, 1 - Braga, 2): Ninguém acertou

2 de Fevereiro (B-SAD, 1 - Sporting, 4): Luís Lisboa

6 de Fevereiro (Sporting, 2 - Famalicão, 0):  Fernando e Luís Ferreira

11 de Fevereiro (FC Porto, 2 - Sporting, 2): Ninguém acertou

20 de Fevereiro (Sporting, 3 - Estoril, 0): Madalena Dine, Orlando Santos e Paulo Batista

26 de Fevereiro (Marítimo, 1 - Sporting, 1):  Ninguém acertou

5 de Março (Sporting, 2 - Arouca, 0): João Gil e Manuel Oliveira

14 de Março (Moreirense, 0 - Sporting, 2): Madalena Dine

19 de Março (V. Guimarães, 1 - Sporting, 3): Leão de Queluz

3 de Abril (Sporting, 2 - Paços de Ferreia, 0): Leão 79 e Madalena Dine

9 de Abril (Tondela, 1 - Sporting, 3): Leão do Fundão, Leão do Xangai, Ulisses Oliveira

17 de Abril (Sporting, 0 - Benfica, 2): Ninguém acertou

25 de Abril (Boavista, 0 - Sporting, 3): Paulo Batista

1 de Maio (Sporting, 4 - Gil Vicente, 1): Ulisses Oliveira

7 de Maio (Portimonense, 2 - Sporting, 3): Ninguém acertou

19 de Maio (Sporting, 4 - Santa Clara, 0): Allfacinha

 

CONCLUSÃO:

A vitória, nesta temporada, coube a um trio de felizes vaticinadores que aproveito para cumprimentar agora: a minha colega de blogue Madalena Dine, o meu colega de blogue Luís Lisboa e o leitor Leão 79. Cada um com quatro palpites certos.

Todos estreantes, como triunfadores, nesta Liga dos Prognósticos.

Seguiram-se, com três previsões correctas, os leitores Fernando e Paulo Batista.

 

Foi pena ninguém ter acertado em nove dos 34 jogos. Incluindo em três partidas que o Sporting venceu. 

Esperemos que a pontaria se revele ainda mais afinada na Liga 2022/2023. Não apenas a nossa, por cá, mas sobretudo a dos jogadores leoninos em campo.

 

Aproveito para recordar que na Liga 2013/2014 houve por cá  sete vencedores:  Bruno Cardoso, Edmundo Gonçalves, João Paulo Palha, João Torres, José da Xã, Lina Martins e Octávio.

No campeonato 2014/2015, apenas umLeão do Fundão.

Em 2015/2016, triunfou o Grande Artista Goleador.

Em 2016/2017, o vencedor foi novamente o José da Xã.

Em 2017/2018, venceu o leitor J. Ramos.

Em 2018/2019, destacou-se o leitor Luís Ferreira.

Em 2019/2020, a vitória isolada foi feminina pela primeira vez, sorrindo à Cristina Torrão.

Em 2020/2021, emergiu um quarteto vencedor: CAL, Carlos Correia, Pedro Batista e Ricardo Roque.

 

Já falta pouco para começar a próxima ronda de palpites. Aberta, como as anteriores, a todos quantos fazem e lêem este blogue.

Pódio: Sarabia, Porro, Nuno Santos

Em jeito de balanço, aqui fica a lista dos jogadores que receberam a menção de melhores em campo no último campeonato, em resultado da soma das classificações atribuídas pelos diários desportivos após cada jornada. Num total de 102 votos.

 

Sarabia foi o futebolista mais em destaque na temporada 2021/2022. Mas teve forte concorrência do seu compatriota Pedro Porro. De notar que o consagrado internacional espanhol, que esteve em Alvalade por empréstimo do PSG, só recebe a primeira menção à oitava jornada (Arouca-Sporting, 2 de Outubro). E nos destaques do Record só se estreia muito mais tarde, à jornada 12 (Sporting-Tondela, 28 de Novembro).

Porro confirma nesta tabela a sua progressão desde a época anterior, quase quadruplicando o número de destaques como melhor em campo - dos 4 então recebidos para os 15 desta temporada, saltando do oitavo para o segundo lugar.

Em sentido inverso, Pedro Gonçalves. "Campeão" indiscutível em 2020/2021, com 31 nomeações, baixa drasticamente: apenas mereceu 5. Foi a maior queda, em termos percentuais e absolutos. Em baixa também Palhinha (de 10 para 5), ao contrário de Nuno Santos (mais que duplica, subindo de 5 para 12), Matheus Nunes (de 4 para 9) e Paulinho (de 4 para 7). 

Matheus Reis, ausente há um ano, tem desta vez 6 votos. Enquanto Tabata, Feddal e Tiago Tomás foram agora excluídos. Enquanto Neto, mencionado duas épocas atrás e excluído na anterior, volta a merecer um destaque.

Em posições similares, confirmando a sua regularidade, estão Coates (antes 9, agora 8) e Adán (desliza ligeiramente de 6 para 5).

 

Uma curiosidade: só no jornal O Jogo a liderança de Sarabia é clara. No Record e n'A Bola, empata com Porro.

Apenas o mais antigo jornal desportivo menciona Jovane e Neto, com votos isolados. Mas esquece Daniel Bragança, que recebe dois destaques no Record e um n' O Jogo

No Record, ao contrário dos dois outros jornais, Porro comandava no final da primeira volta. E O Jogo é o único a distinguir duas vezes Slimani neste seu fugaz e malogrado regresso ao Sporting, entre Fevereiro e Abril. Também só o diário com sede no Porto vota em Gonçalo Inácio e Ugarte. Comprovando que não há visões unívocas para quem vê jogos de futebol.

 

Sarabia: 19

Porro: 15

Nuno Santos: 12

Matheus Nunes: 9

Coates: 8

Paulinho: 7

Matheus Reis: 6

Pedro Gonçalves: 5

Palhinha: 5

Adán: 5

Slimani: 4

Daniel Bragança: 3

Jovane: 1

Gonçalo Inácio: 1

Ugarte: 1

Edwards: 1

 

A BOLA: Porro (7), Sarabia (7), Nuno Santos (5), Matheus Nunes (3), Palhinha (2), Coates (2), Paulinho (2), Matheus Reis (2), Pedro Gonçalves, Adán, Jovane, Slimani.

RECORD: Porro (5), Sarabia (5), Nuno Santos (4), Matheus Nunes (3), Coates (3), Matheus Reis (3), Pedro Gonçalves (2), Palhinha (2), Daniel Bragança (2), Paulinho (2), Adán, Slimani, Edwards.

O JOGO: Sarabia (7), Adán (3), Nuno Santos (3), Porro (3), Coates (3), Matheus Nunes (3), Paulinho (3), Pedro Gonçalves (2), Slimani (2), Palhinha, Gonçalo Inácio, Daniel Bragança, Matheus Reis, Ugarte.

 

Há um ano foi assim: Pedro Gonçalves, Palhinha e Coates

Há dois anos  foi assim: Bruno Fernandes, Jovane, Vietto

Há três anos foi assim: Bruno Fernandes, Raphinha, Nani.

Há quatro anos foi assim: Bruno Fernandes, Bas Dost, Gelson Martins.

Há cinco anos foi assim: Bas Dost, Gelson Martins, Bruno César. 

Há seis anos foi assim: Slimani, João Mário, Gelson Martins.

Os melhores jogadores da época passada

Balanço dos jogadores do Sporting que mais se destacaram em cada desafio do campeonato 2021/2022:

 

Sarabia: 9 (Sporting-Tondela; Sporting-Boavista; Santa Clara-Sporting; B-SAD-Sporting; Sporting-Estoril; Sporting-Paços de Ferreira, Tondela-Sporting; Sporting-Benfica; Portimonense-Sporting)

Adán: 3 (Braga-Sporting; Famalicão-Sporting; Sporting-Famalicão)

Coates: 3 (Sporting-Moreirense; Sporting-V. Guimarães; Boavista-Sporting)

Nuno Santos: 3 (Arouca-Sporting; Gil Vicente-Sporting; Sporting-Gil Vicente)

Porro: 3 (Sporting-FC Porto; Sporting-Marítimo; Sporting-Santa Clara)

Pedro Gonçalves: 2 (Sporting-Vizela; Sporting-Braga)

Palhinha: 2 (Sporting-B-SAD; Estoril-Sporting)

Matheus Reis 2: (FC Porto-Sporting; Marítimo-Sporting)

Slimani: 2 (Sporting-Arouca; Moreirense-Sporting)

Paulinho: 2 (Sporting-Portimonense; V. Guimarães-Sporting)

Esgaio: 1 (Paços de Ferreira-Sporting)

Matheus Nunes: 1 (Benfica-Sporting)

Daniel Bragança: 1 (Vizela-Sporting) 

 

Na época 2014/15, os melhores jogadores foram Nani, William Carvalho e Montero.

Na época 2015/16, os melhores jogadores foram Slimani, Adrien e João Mário.

Na época 2016/17, os melhores jogadores foram Gelson Martins, Bas Dost e Adrien.

Na época 2017/18, os melhores jogadores foram Gelson Martins, Bruno Fernandes e Rui Patrício.

Na época 2018/19, os melhores jogadores foram Bruno Fernandes, Raphinha e Nani.

Na época 2019/20, os melhores jogadores foram Bruno Fernandes, Jovane e Coates.

Na época 2020/21, os melhores jogadores foram Pedro Gonçalves, Coates e Palhinha.

Balanço (35)

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Rúben Amorim despede-se de Sarabia no Sporting-Santa Clara (14 de Maio)

 

Antes do arranque do campeonato nacional de futebol 2022/2023, relembro os meus apontamentos da época passada. Para recordar os jogadores que se evidenciaram mais em cada desafio. Esta é a última de quatro partes.

 

14 de Março (Moreirense, 0 - Sporting, 2): SLIMANI

«Pela primeira vez, Amorim desenhou uma equipa titular contando com um triângulo ofensivo composto por Edwards, Paulinho e Slimani - com o argelino em zona mais central. Teste superado com distinção: acertou à primeira. Quem dizia que estes jogadores poderiam não combinar se actuassem juntos estava a ver o filme errado.»

 

19 de Março (V. Guimarães, 1 - Sporting, 3): PAULINHO

«Estivemos a perder desde o minuto 23, na única falha colectiva da nossa equipa no plano defensivo, mas fomos capazes de dar a volta. Chegando ao empate mesmo à beira do intervalo e fazendo dois excelentes golos no segundo tempo. Há 13 anos que não conseguíamos virar o resultado neste estádio, sempre difícil para as equipas forasteiras.»

 

3 de Abril (Sporting, 2 - Paços de Ferreira, 0): SARABIA

«Outro jogo termina com as redes leoninas imaculadas. Em 28 jogos da Liga 2021/2022, este foi o 16.º em que não sofremos golos. Reforçamos a nossa posição como equipa mais intransponível. Elogio para o trio de centrais desta recepção ao Paços: Gonçalo Inácio, Coates e Matheus Reis. Além de Adán, claro.»

 

9 de Abril (Tondela, 1 - Sporting, 3): SARABIA

«Exibição de classe da nossa equipa, com domínio absoluto no terreno bem reflectido nas estatísticas dos remates: nove do Sporting, nem um para amostra do Tondela. Sem ponta-de-lança, com três avançados em constante mobilidade (Edwards, Sarabia e Pedro Gonçalves) a baralhar as marcações adversárias, e o nosso trio defensivo muito subido, actuando perto da linha do meio-campo, sufocámos o Tondela, incapaz de sair do seu reduto nos 45 minutos iniciais.»

 

17 de Abril (Sporting, 0 - Benfica, 2): SARABIA

«Mais de 40 mil adeptos compareceram em Alvalade em noite de domingo de Páscoa para ver aquele que foi o nosso pior jogo desta época em competições internas. O jogo em que entregámos de bandeja o título ao FC Porto e reabrimos a discussão para o segundo lugar na Liga, permitindo a aproximação do Benfica - agora com menos seis pontos.»

 

25 de Abril (Boavista, 0 - Sporting, 3): COATES

«Falta-nos apenas um ponto, nestas três rondas finais, para garantirmos o acesso directo à Liga dos Campeões. E aos largos milhões de euros que esta qualificação nos proporciona.»

 

1 de Maio (Sporting, 4 - Gil Vicente, 1): NUNO SANTOS

«Dominámos todo o desafio - desde os minutos iniciais, em que entrámos de pé no acelerador. Tivemos posse de bola com qualidade, fazendo-a rolar rumo à baliza adversária, sem a desperdiçar com trocas inconsequentes e estéreis no nosso reduto. No final da primeira parte já tínhamos 12 remates, sete dos quais enquadrados.»

 

7 de Maio (Portimonense, 2 - Sporting, 3): SARABIA

«Estivemos a perder entre os minutos 30 e 76. Soubemos virar o resultado contra um Portimonense bem apetrechado e que deu muita luta - nada a ver com a miserável prestação de há dias, no amigável frente ao FC Porto em que entrou em campo já resignado à derrota, com o consentimento expresso do treinador Paulo Sérgio.»

 

14 de Maio (Sporting, 4 - Santa Clara, 0): PORRO

«Não bastava vencer: era preciso convencer. E foi isso que fizemos em campo. Após um período algo titubeante, em que andámos a mastigar jogo e sofremos pelo menos um calafrio, impusemos o nosso domínio e os golos foram saindo de rajada.»

Balanço (34)

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Matheus Reis e Matheus Nunes festejam golo do primeiro no Sporting-Famalicão (6 de Fevereiro)

 

Antes do arranque do campeonato nacional de futebol 2022/2023, relembro os meus apontamentos da época passada. Para recordar os jogadores que se evidenciaram mais em cada desafio. Esta é a terceira de quatro partes.

 

16 de Janeiro (Vizela, 0 - Sporting, 2): DANIEL BRAGANÇA

«Voltámos às vitórias, depois do percalço ocorrido em Ponta Delgada na jornada anterior, num jogo que dominámos por completo a partir do quarto de hora inicial. Na segunda parte limitámo-nos a segurar a vantagem, aspecto em que somos muito fortes. Continuamos a fazer marcação cerrada ao FC Porto e ampliámos a distância face ao Benfica, terceiro classificado da Liga, agora seis pontos abaixo de nós.»

 

22 de Janeiro (Sporting, 1 - Braga, 2): PEDRO GONÇALVES

«Onde foi parar a muralha defensiva leonina, ainda há pouco tão elogiada pela sua segurança e consistência? Sete golos sofridos nos últimos quatro desafios do campeonato (dois contra o Portimonense, três contra o Santa Clara, agora outros dois). Mais do que nas 15 partidas anteriores.»

 

2 de Fevereiro (B-SAD, 1 - Sporting, 4): SARABIA

«Futebol alegre e vertical, demonstrando que aquele período de mini-crise em que perdemos dois jogos (contra o Santa Clara nos Açores e contra o Braga em casa) está superado. O facto de nos termos sagrado campeões de Inverno, derrotando o Benfica na final da Taça da Liga, ajudou muito.»

 

6 de Fevereiro (Sporting, 2 - Famalicão, 0): ADÁN

«Há cinco jogos que não mantínhamos a baliza a zero: desta vez foi possível conservá-la intacta. Para isso muito contribuiu o regresso de Coates, após convocatória para a selecção do Uruguai. Com ele em campo a equipa melhora em concentração competitiva, na pressão aos atacantes adversários e no controlo da profundidade.»

 

11 de Fevereiro (FC Porto, 2 - Sporting, 2): MATHEUS REIS

«Fomos ao Dragão arrancar o empate mais difícil e suado deste campeonato. Não por causa do poder de fogo do adversário - que perdeu ontem os primeiros dois pontos em casa - ou da sua superioridade técnica ou táctica, mas porque ficámos reduzidos a dez durante mais de 45 minutos, quase toda a segunda parte acrescida de 12(!) minutos de tempo complementar. E enfrentámos doze: não apenas o onze portista, que se manteve incólume até ao apito final, como seria de esperar sobretudo em casa, mas também o inefável João Pinheiro, um dos mais incapazes e incompetentes árbitros portugueses.»

 

20 de Fevereiro (Sporting, 3 - Estoril, 0): SARABIA

«A superioridade leonina foi indiscutível: o 1-0 que se registava ao intervalo só pecava por escasso. Consumou-se assim o 18.º triunfo do Sporting nesta Liga 2021/2022. Num embate em que a equipa adversária não fez um só remate à baliza leonina.»

 

26 de Fevereiro (Marítimo, 1 - Sporting, 1): MATHEUS REIS

«A estrelinha ficou em Lisboa: empatámos 1-1- resultado que já estava construído ao intervalo. Mais dois pontos perdidos, após as recentes derrotas contra Santa Clara e Braga, além do empate no Dragão.»

 

5 de Março (Sporting, 2 - Arouca, 0): SLIMANI

«Estava a ficar difícil: apenas um triunfo nos cinco desafios anteriores. Quebrámos o enguiço, mas só na segunda parte do jogo de ontem contra o Arouca, perante 25 mil espectadores que assistiram ao vivo em Alvalade, e após o treinador ter feito algo muito raro: mudar três futebolistas ao intervalo.»

 

(Conclui amanhã)

Balanço (33)

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Coates, herói do Sporting, 1 - Moreirense, 0 (23 de Outubro de 2021)

 

Antes do arranque do campeonato nacional de futebol 2022/2023, relembro os meus apontamentos da época passada. Para recordar os jogadores que se evidenciaram mais em cada desafio. Esta é a segunda de quatro partes.

 

23 de Outubro (Sporting, 1 - Moreirense, 0): COATES

«O capitão leonino - homenageado antes do jogo por já ter envergado 250 vezes a camisola verde e branca - parece querer repetir as excelentes exibições da época anterior, coroada com o título de campeão nacional para o Sporting e com ele a sagrar-se o melhor jogador do campeonato.»

 

30 de Outubro (Sporting, 1 - V. Guimarães, 0): COATES

«Em casa, já somamos 33 jogos seguidos sem derrotas para o campeonato. E ganhamos há cinco partidas consecutivas. Não é só estrelinha, ao contrário do que alguns dizem. É muita competência, muito mérito. E muito trabalho bem orientado.»

 

7 de Novembro (Paços de Ferreira, 0 - Sporting, 2): ESGAIO

«Na noite fria de Paços de Ferreira, nunca esmoreceram. Melhor assistência do estádio da Capital do Móvel nesta época, com mais de cinco mil nas bancadas. Sportinguistas em evidente maioria. As restrições provocadas pela pandemia ficaram felizmente para trás.»

 

28 de Novembro (Sporting, 2 - Tondela, 0): SARABIA

«[Sarabia] movimentou-se muito bem, revelando automatismos na articulação com os companheiros, abrindo linhas de passe e demonstrando a capacidade técnica que o creditou como titular da selecção espanhola. Estreou-se a marcar no nosso campeonato logo aos 10', aproveitando da melhor maneira um atraso dentro da grande área do Tondela. E foi ele a rematar no lance de que resultou o segundo golo leonino, aos 50', nascido da recarga a esse forte pontapé.»

 

3 de Dezembro (Benfica, 1 - Sporting, 3): MATHEUS NUNES

«Fomos ao estádio do nosso velho rival conquistar os mais saborosos três pontos até agora conseguidos no campeonato. Triunfo concludente, com superioridade táctica indiscutível, impecável organização defensiva e eficaz exploração do contra-ataque. Ao intervalo, já vencíamos por 1-0, com uma bola (de Pedro Gonçalves) ao poste e um golo (de Paulinho) anulado. Desde 2015 que não saíamos vencedores desse estádio, o que soube ainda melhor.»

 

11 de Dezembro (Sporting, 2 - Boavista, 0): SARABIA

«A verdadeira juventude leonina estava no relvado. A falsa, nas bancadas, continua a ser letal ao Sporting, provocando multas atrás de multas que a SAD tem de pagar. Desde o início da temporada estes vândalos já causaram 127 mil euros em prejuízos. Custa perceber como é que não são identificados e continuam a ser autorizados a entrar no estádio.»

 

18 de Dezembro (Gil Vicente, 0 - Sporting, 3): NUNO SANTOS

«Mandámos por completo no jogo, desboqueámos o nulo inicial e podíamos até ter terminado a partida com goleada. Destaque para os 11 minutos em que fizemos dois golos e para o quarto de hora final, com domínio absoluto do Sporting, continuamente incentivado por muitos adeptos presentes no estádio.»

 

29 de Dezembro (Sporting, 3 - Portimonense, 2): PAULINHO

«A equipa veio do intervalo com vontade indómita de virar o jogo e manter-se no topo da classificação, aguardando agora o desfecho do FC Porto-Benfica de amanhã. Partimos com vantagem, seja qual for o resultado dessa partida. E temos, para já, garantidas 24 horas no comando isolado do campeonato.»

 

7 de Janeiro (Santa Clara, 3 - Sporting, 2): SARABIA

«Não é nada vulgar nesta era Amorim, mas o jogo partiu-se demasiado cedo e foram accionadas medidas de emergência que soaram em excesso a improviso. Sobretudo no quarto de hora final. Coates a ponta-de-lança procurando colmatar a ineficácia de Paulinho, Palhinha recuando para a posição do uruguaio, Esgaio transitando de lateral para central... Tanta baralhação não trouxe nada de bom.»

 

(Continua amanhã)

Balanço (32)

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Imagem do Sporting, 3 - Vizela, 0 (6 de Agosto de 2021)

 

Antes do arranque do campeonato nacional de futebol 2022/2023, relembro os meus apontamentos da época passada. Para recordar os jogadores que se evidenciaram mais em cada desafio.

 

6 de Agosto (Sporting, 3 - Vizela, 0): PEDRO GONÇALVES

«Dezassete meses depois, 516 dias depois, o estádio José Alvalade voltou a ter público nas bancadas. Cerca de 10 mil adeptos nos lugares disponíveis, vários dos quais agora integralmente verdes. Foi um momento por que há muito esperávamos, este de podermos aplaudir ao vivo os nossos campeões - incentivados fervorosamente do princípio ao fim. Não podia haver melhor maneira de assinalar o 18.º aniversário da inauguração do actual estádio.»

 

14 de  Agosto (Braga, 1 - Sporting, 2): ADÁN

«Em sete meses, os braguistas perdem connosco pela quinta vez. Duas para a Liga 2020/2021, em Janeiro e Abril, outra na final da Taça da Liga, também em Janeiro, depois na Supertaça, a 31 de Julho. Esta foi a quinta consecutiva, com saldo em golos largamente positivo para o Sporting (8-2). E aposto que a série não termina aqui.»

 

21 de Agosto (Sporting, 2 - B-SAD, 0): PALHINHA

«Domínio absoluto do Sporting, traduzido num golo marcado muito cedo: cabeceamento de Gonçalo Inácio para o fundo das redes, logo aos 7'. Estivemos por cima desde o minuto inicial, com pressão intensa sobre a equipa azul. Excelente organização colectiva, robustez física e anímica, índices de confiança muito elevados

 

28 de Agosto (Famalicão, 1 - Sporting, 1): ADÁN

«Nem uma oportunidade de golo para o Sporting durante os 45 minutos iniciais. Actuámos neste período como se nos pesasse a condição de sermos campeões em título. Irreconhecíveis. A primeira oportunidade surgiu apenas aos 58', quando já estavam em campo dois jogadores que saltaram do banco: Porro (em vez de Esgaio) e Nuno Santos (em vez de Jovane). O primeiro cruzou, o segundo atirou ao poste.»

 

11 de Setembro (Sporting, 1 - FC Porto, 1): PORRO

«O internacional espanhol [Sarabia], recém-chegado por empréstimo, foi brindado com entusiástica ovação ao entrar em campo, aos 61', rendendo um apagado Jovane. Mal teve tempo para treinar com a equipa, portanto dificilmente poderia mostrar tudo quanto vale nesta sua primeira exibição de verde-e-branco. Mas revelou apontamentos que confirmam a sua classe.»

 

19 de Setembro (Estoril, 0 - Sporting, 1): PALHINHA

«Muito maior volume ofensivo leonino durante quase toda a partida, controlo de jogo com posse de bola, segurança a defender e acutilância a atacar. Fomos forçando a equipa anfitriã - que vinha de três vitórias consecutivas - a recuar as linhas e até os nossos centrais passaram a linha divisória, envolvendo-se na manobra atacante.»

 

24 de Setembro (Sporting, 1 - Marítimo, 0): PORRO

«Jogo de sentido único, de pressão constante sobre a baliza adversária e de muitas oportunidades perdidas. Um desafio que merecíamos ter vencido por margem muito dilatada. O triunfo foi suado e sofrido, mas mais que justo.»

 

2 de Outubro (Arouca, 1 - Sporting, 2): NUNO SANTOS

«Três jogos, três triunfos tangenciais, três brindes dos guarda-redes: primeiro o do Estoril, depois o do Marítimo, desta vez o do Arouca, facilitando-nos a vida com a sua péssima intervenção no lance do nosso segundo golo. A sorte faz parte do futebol

 

(Continua amanhã)

Balanço (31)

Golos marcados pelos jogadores do Sporting na Liga 2021/2022:

 

Sarabia: 21

(Besiktas, Besiktas, Tondela, Benfica, Boavista, Casa Pia, Santa Clara, Santa Clara, Benfica, Belenenses SAD, Famalicão, Estoril, FC Porto, V. Guimarães, Paços de Ferreira, Tondela, Tondela, Gil Vicente, Portimonense, Portimonense, Santa Clara)

Pedro Gonçalves: 15

(Braga, Vizela, Vizela, Braga, Besiktas, Besiktas, Paços de Ferreira, Varzim, Varzim, Borussia Dortmund Borussia Dortmund, Vizela, Braga, Estoril, Gil Vicente)

Paulinho: 14

(Vizela, Ajax, Besiktas, Besiktas, Tondela, Benfica, Portimonense, Portimonense, Portimonense, Belenenses SAD, Belenenses SAD, FC Porto, Moreirense, V. Guimarães)

Nuno Santos: 10

(FC Porto, Arouca, Belenenses, Famalicão, Ajax, Boavista, Gil Vicente, Leça, FC Porto, Paços de Ferreira)

Tabata: 6

(Ajax, Leça, Leça, Boavista, Portimonense, Santa Clara)

Coates: 5

(Besiktas, Besiktas, Moreirense, V. Guimarães, Casa Pia)

Gonçalo Inácio: 5

(Belenenses SAD, Paços de Ferreira, Gil Vicente, Benfica, Tondela)

Porro: 5

(Estoril, Marítimo, Borussia Dortmund, Belenenses SAD, Santa Clara)

Slimani: 4

(Marítimo, Arouca, Arouca, Moreirense)

Matheus Nunes: 4

(Arouca, Benfica, Leça, Boavista)

Palhinha: 3

(Belenenses SAD, Famalicão, Santa Clara)

Edwards: 3

(V. Guimarães, Gil Vicente, Santa Clara)

Jovane: 3

(Braga, Braga, Belenenses)

Tiago Tomás: 3

(Belenenses, Belenenses, Penafiel)

Daniel Bragança: 2

(Gil Vicente, Vizela)

Matheus Reis: 2

(Famalicão, Estoril)

Ugarte: 1

(Famalicão)

Abascal: 1

(defesa do Boavista, autogolo)

Lucas Cunha: 1

(defesa do Gil Vicente, autogolo)

 

Na época 2014/15, os melhores marcadores foram Slimani, Montero e Adrien.

Na época 2015/16, os melhores marcadores foram Slimani, Teo Gutiérrez, Adrien e Bryan Ruiz.

Na época 2016/17, os melhores marcadores foram Bas Dost, Alan Ruiz e Gelson Martins.

Na época 2017/18, os melhores marcadores foram Bas Dost, Bruno Fernandes e Gelson Martins.

Na época 2018/19, os melhores marcadores foram Bruno Fernandes, Bas Dost e Luiz Phellype.

Na época 2019/20, os melhores marcadores foram Bruno Fernandes, Luiz Phellype e Vietto.

Na época 2020/21, os melhores marcadores foram Pedro Gonçalves, Jovane e Nuno Santos.

Balanço (30)

 

OS CINCO MELHORES GOLOS DO SPORTING - V

Nuno Santos, no FCP-Sporting

(11 de Fevereiro de 2022)

 

Num dos jogos mais frustrantes da época, em que só não saímos vencedores graças à escandalosa arbitragem do senhor João Pinheiro, aplaudimos um dos nossos melhores golos da temporada. Sobretudo pela soberba jogada colectiva: 42 segundos de puro futebol, com a bola a transitar de baliza a baliza sempre ao primeiro toque, com toda a equipa envolvida (14 toques no total). O desfecho foi assim: Matheus Nunes coloca-a em Matheus Reis, que a leva a sobrevoar a área portista para Sarabia, atento ao segundo poste, cruzar recuado e ali surgir Nuno Santos a encostar sem contemplações. Tudo bem feito. 

Balanço (29)

 

OS CINCO MELHORES GOLOS DO SPORTING - IV

Sarabia, no Sporting-Estoril

(20 de Fevereiro de 2022)

 

O melhor jogador estrangeiro que jogou desde sempre por empréstimo de verde e branco assinou este fabuloso disparo que fez levantar o estádio, aos 81' da nossa recepção à turma estorilista. Algo só ao alcance de um futebolista muito evoluído tecnicamente, como é o internacional espanhol, melhor marcador leonino da época 2021/2022 - absurdamente excluído do Onze Ideal do campeonato português organizado pela Liga. Nódoa para a Liga, medalha para ele.

Balanço (28)

 

OS CINCO MELHORES GOLOS DO SPORTING - III

Paulinho, no Besiktas-Sporting

(19 de Outubro de 2021)

 

Foi uma das nossas melhores exibições no plano internacional dos últimos anos. Resultou em goleada na Turquia (1-4), para a Liga dos Campeões. E o resultado podia ter sido ainda mais dilatado: Paulinho, por exemplo, mandou duas bolas aos ferros, aos 67' e aos 72'. Mas não desperdiçou a terceira oportunidade, metendo-a lá dentro aos 89': um golão que selou o resultado.

Balanço (27)

 

OS CINCO MELHORES GOLOS DO SPORTING - II

Tabata, no Leça-Sporting

(11 de Janeiro de 2022)

 

Exibição de luxo do ex-internacional olímpico brasileiro neste desafio da Taça de Portugal, disputado a horas impróprias, em noite muito fria. Bruno Tabata marcou dois nesta goleada (0-4). O mais vistoso foi o primeiro, que aqui se reproduz, coroando da melhor maneira uma excelente jogada individual. Não restam dúvidas quanto ao requinte técnico deste futebolista, que merece ser mais aproveitado em Alvalade.

Balanço (26)

 

OS CINCO MELHORES GOLOS DO SPORTING - I

Edwards, no V. Guimarães-Sporting

(19 de Março de 2022)

 

No regresso pela primeira vez a um estádio onde já havia sido feliz, desta vez contra a sua antiga equipa, Marcus Edwards assina um daqueles golos dignos de levantar um estádio. Recebe fora da grande área a bola de Daniel Bragança e numa semi-rotação, com o seu pé menos bom (o direito), remata mais em jeito do que em força, em arco ao ângulo superior esquerdo da baliza, sem qualquer hipótese de defesa para o guardião vitoriano. Benze-se, mas não festeja. Era o seu primeiro golo pelo Sporting: vai recordá-lo para sempre.

Balanço (25)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre RODRIGO RIBEIRO:

 

- Eu: «Vimos o treinador lançar em estreia absoluta na equipa principal - e logo num cenário destes - o jovem avançado Rodrigo Ribeiro, ainda júnior, que promete fazer furor já na próxima época leonina. Entrou aos 89', para render Slimani: jamais esquecerá.» (10 de Março)

- José Navarro de Andrade: «Mais um chaval da academia, um imberbe Rodrigo Ribeiro, disse olá ao mundo e do pouco tempo que teve mostrou, pelo menos, que sabia o que fazer.» (11 de Março)

- Pedro Oliveira: «Tornou-se ontem, em Viseu, o primeiro futebolista mundial a marcar um hat-trick verdadeiro, em 18 minutos, por uma selecção, apesar de ter começado o jogo no banco.» (30 de Março)

Luís Lisboa: «Tem mesmo pinta de jogador (2 de Maio)

Balanço (24)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre SLIMANI:

 

- Edmundo Gonçalves: «Para começar, esperamos nós, já a partir a loiça toda, o nosso Slimani.» (1 de Fevereiro)

- Eu: «Prefiro jogadores como o craque argelino. Que só têm um objectivo: ver a bola entrar na baliza adversária. Tem pouca técnica? Não sabe fintar? Quero lá saber, desde que a meta no sítio certo.» (1 de Março)

Luís Lisboa: «Não há dúvida de que o regresso de Slimani foi excelente.» (6 de Março)

- Filipe Santos: «Julgo que [o regresso de Slimani ao Sporting] deveria ter acontecido há mais tempo, até porque fizemos esforços, e preparamo-nos por fazer, por outros futebolistas que em termos de rendimento têm ficado bastante aquém para o investimento.» (17 de Março)

- CAL: «"Forçar" soluções não muito desejadas por uma parte importante da equação, raramente dá bom resultado. Demorar tão pouco tempo a dar de si é só, completamente, Sporting.» (24 de Abril)

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