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És a nossa Fé!

2019 em balanço (10)

 

FRASE DO ANO: "UM CLUBE DE MALUCOS"

Não parece, mas esta frase foi proferida pelo presidente do Sporting, aludindo ao próprio clube e atribuindo-a a um treinador português com prestígio europeu cujo nome não especificou. Numa desastrada entrevista ao Jornal da Noite da SIC em que pretendia incutir tranquilidade aos adeptos, Frederico Varandas espalhou-se ao comprido logo no início, proferindo estas palavras que relegaram para segundo plano qualquer outra mensagem que pretendesse transmitir. Palavras que a partir daí se colaram a ele: será difícil libertar-se delas.

«Ao despedir Keizer, procurámos um treinador português e com um grande currículo europeu. Tentámos. Um mostrou que desejava ter projectos onde pudesse lutar pela Champions. E outro também recusou e até me disse: "Gabo muito a sua coragem, gabo muito a sua paciência, mas eu não tenho a mesma para aturar um clube de malucos, como é o Sporting." Isto [sic] é a visão que muitos treinadores têm hoje do Sporting.» Declarações textuais de Varandas, mencionando José Mourinho e Leonardo Jardim entre os técnicos conceituados que procurou (em vão) trazer para Alvalade.

Foi a 28 de Setembro - um dia em que o sucessor de Torres Pereira e Sousa Cintra certamente recordará pela negativa. Ao declarar o que declarou, Varandas confirmou que Silas esteve muito longe de ser a primeira escolha para orientar o futebol profissional do Sporting - facto que só pode quebrar-lhe a autoridade no balneário. Deixando claro, ao mesmo tempo, que não faltam treinadores que recusam trabalhar em Alvalade - algo nada abonatório para o emblema leonino. Além disso, ficou-lhe mal tornar públicas conversas do foro privado. Ficou-lhe ainda pior admitir insultos ao clube a que preside, venham de quem vierem.

Varandas não parece ter reparado que, se o Sporting é um clube de malucos, ninguém será tão doido como o primeiro na hierarquia. Ele.

No dia seguinte, em conferência de imprensa, Silas deu-lhe a resposta: «Sou o mais maluco de todos.» Demonstrando, com muito menos palavras, maior eficácia comunicacional do que o presidente.

 

Frase do ano em 2013: «O Sporting é nosso outra vez»

Frase do ano em 2014: «Estamos em casa»

Frase do ano em 2015: «Temos de acordar o Leão adormecido»

Frase do ano em 2016: «Pelo teu amor eu sou doente»

Frase do ano em 2017: «Feito de Sporting»

Frase do ano em 2018: «Foi chato»

2019 em balanço (9)

 

GOLO DO ANO

Apesar do nosso desencanto e da nossa frustração em parte do ano futebolístico, há que reconhecer: não faltaram excelentes golos de verde e branco em 2019. De tal maneira que desta vez tive alguma dificuldade na escolha. Podia ter seleccionado o de Pedro Mendes contra o PSV, na Holanda (19 de Setembro). O de Mathieu na recepção à mesma equipa, em Alvalade (28 de Novembro). O primeiro de Vietto na partida contra o Belenenses SAD (10 de Novembro). Ou, recuando alguns meses, o de Wendel contra o Feirense para os quartos da Taça de Portugal (16 de Janeiro).

Confesso que a escolha se deveu a diversos factores conjugados: ter ocorrido num dos nossos melhores jogos dos últimos meses, revelar irrepreensível execução técnica, culminar uma excelente demonstração de futebol colectivo e ter sido vital para a conquista do nosso mais saboroso troféu do ano.

Aconteceu em Alvalade a 3 de Abril, na segunda mão da meia-final da Taça de Portugal contra o Benfica. Um golaço de Bruno Fernandes que ajudou a desfazer o nó frente aos nossos mais velhos rivais, que nos haviam batido por 1-2 na primeira mão, a 6 de Fevereiro. O capitão leonino recebeu a bola na ponta direita, libertou-se de marcação pregando um defesa adversário no chão e serviu-se do pé esquerdo para um potente remate, sem defesa possível para o guardião encarnado, Svilar. Já tinha sido ele a marcar na Luz.

Era a nossa primeira vitória frente ao Benfica, em futebol profissional, desde Novembro de 2015. Seguíamos em frente na competição e acabámos por levantar o caneco no Jamor.

Sem este golo não teríamos chegado lá.

 

 

Golo do ano em 2012: Xandão, contra o Manchester City

 Golo do ano em 2013: Montero, contra a Fiorentina

Golo do ano em 2014: Nani, contra o Maribor

Golo do ano em 2015: Slimani, na final da Taça de Portugal

Golo do ano em 2016: Bruno César, contra o Real Madrid

Golo do ano em 2017: Bruno Fernandes, contra o V. Guimarães

Golo do ano em 2018: Jovane, contra o Rio Ave

2019 em balanço (8)

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VITÓRIA DO ANO: CONQUISTA DA TAÇA DE PORTUGAL

Às vezes é preferível assim. As nossas expectativas eram baixas, o que ampliou ainda mais a alegria que sentimos ao conquistarmos dois troféus inesperados. O primeiro logo a 26 de Janeiro, em Braga, numa suadíssima final frente ao FC Porto, em que o rival dispôs de mais 24 horas de descanso: quatro meses após ter sido eleito presidente, Frederico Varandas via o Sporting vencer a Taça da Liga pelo segundo ano consecutivo. E Marcel Keizer igualava a proeza de Jorge Jesus. Com golo marcado de grande penalidade por Bas Dost já no tempo extra, empatando a partida, sendo o título decidido por penáltis. Renan, que defendera três na meia-final contra o Braga, defendeu mais um contra o FCP: foi vital para conseguirmos o troféu.

A final da Taça maiúscula, no Jamor, viria a ser ainda mais emocionante. Foi a 25 de Maio, no mesmo cenário em que tínhamos perdido contra o modesto Aves um ano antes. Desta vez com uma sorte bem diferente. A vítima voltou a ser o FC Porto, treinado por um Sérgio Conceição com eterno mau perder. Com golos, do nosso lado, marcados por Bruno Fernandes (45') e Bas Dost (101'). Fomos novamente a penáltis - e de novo Renan se distinguiu ao defender um.

Aconteceu uma genuína e legítima explosão de alegria verde-e-branca nas vetustas bancadas do Estádio Nacional. Saudando os heróis que, sob o comando do técnico holandês, reeditaram a proeza de quatro anos antes, quando conquistámos a Taça contra o Braga com Marco Silva ao leme - novamente com o emocionante recurso a grandes penalidades, novamente com Sérgio Conceição no lugar da vítima.

Resta anotar o nome dos 15 jogadores que contribuíram para este dia mais empolgante do futebol leonino no irregular ano que agora terminou: Renan, Bruno Gaspar, Coates, Mathieu, Acuña, Gudelj, Wendel, Bruno Fernandes, Raphinha, Diaby, Luiz Phellype, Ilori, Bas Dost, Idrissa e Jefferson.

Sete meses depois, seis já cá não estão.

 

 

Vitória do ano em 2012: meia-final da Liga Europa (19 de Abril)

Vitória do ano em 2013: 5-1 ao Arouca (18 de Agosto)

Vitória do ano em 2014: eliminação do FCP da Taça no Dragão (18 de Outubro)

Vitória do ano em 2015: conquista da Taça de Portugal (31 de Maio)

Vitória do ano em 2016: conquista do Campeonato da Europa (10 de Julho)

Vitória do ano em 2017: eliminação do Steaua de Bucareste (23 de Agosto)

Vitória do ano em 2018: goleada ao Qarabag (29 de Novembro)

2019 em balanço (7)

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DERROTA DO ANO: SUPERTAÇA

Há jogos que definem uma época. Foi de algum modo o que sucedeu na Supertaça, disputada a 4 de Agosto no Estádio do Algarve. Um desafio que, contrariando os nossos desejos e os prognósticos de muitos, redundou na vingança do Benfica face à derrota que havíamos imposto ao velho rival, na mesma competição, quatro anos antes. E essa desforra foi-nos cobrada com juros.

Esse reduto que foi palco do nosso triunfo por 1-0 em 2015 (golo de Slimani) funcionou desta vez como cenário de um pesadelo para a massa adepta leonina. E viria a custar ao cargo, como depois se saberia, ao técnico Marcel Keizer.

O pior não foi a derrota, mas os expressivos números em que se traduziu: uma goleada por 0-5. Sucumbimos numa segunda parte aterradora e saímos do Algarve vergados perante um SLB sem as duas estrelas da época anterior (Jonas e João Félix).

Parecia o que acabou por ser: uma partida de péssimo agoiro para o conjunto da época. Chegamos ao fim do ano civil em terceiro no campeonato, mas já a 13 pontos do Benfica. Fomos eliminados da Taça de Portugal pelo Alverca, clube da terceira divisão. E começámos da pior maneira a defesa do título na Taça da Liga com uma derrota em casa frente ao Rio Ave. Em quatro meses, vamos no terceiro técnico: Silas, após Keizer e o interino Leonel Pontes (incapaz de vencer um jogo).

Na análise imediata a esta Supertaça de má memória, escrevi isto: «Marcel Keizer, mostrando a sua pior face de treinador medroso, fez entrar em campo na Supertaça um onze hiperdefensivo contra um Benfica desfalcado de vários titulares da época passada e cheio de miúdos da formação, um dos quais em estreia, de pé trocado, pela ausência do habitual lateral direito. Medroso, repito. Como se o Sporting fosse o Paços de Ferreira a jogar na Luz.»

Causou perplexidade o facto de termos entrado apenas com um reforço - Luís Neto, por sinal o único adquirido a "custo zero" - apesar dos 25 milhões de euros em aquisições já desembolsados. E custou-nos ver em campo só um jogador da nossa formação - Thierry, que não tardaria a abandonar Alvalade. Em flagrante contraste com os históricos rivais. «Também no capítulo do aproveitamento da formação e dos reforços saímos derrotados do Algarve», foi outra amarga conclusão que extraí desse confronto.

No final, numa das mais infelizes declarações proferidas nestes 16 meses que leva de mandato, Frederico Varandas aproximou-se por instantes dos jornalistas para lhes comunicar que estava «chateado, mas não preocupado». Ao naufrágio em campo, somava-se o desastre comunicacional. Há dias em que mais vale ficar em casa.

 

Derrota do ano em 2012: final da Taça de Portugal (20 de Maio)

Derrota do ano em 2013: 0-1 em casa contra o Paços de Ferreira (5 de Janeiro)

Derrota do ano em 2014: 3-4 contra o Schalke 04 em Gelsenkirchen (21 de Outubro)

Derrota do ano em 2015: 1-3 contra o CSKA em Moscovo (26 de Agosto)

Derrota do ano em 2016: 0-1 contra o Benfica em casa (5 de Março)

Derrota do ano em 2017: 1-3 contra o Belenenses em casa (7 de Maio)

Derrota do ano em 2018: final da Taça de Portugal (20 de Maio) 

2019 em balanço (6)

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DESPEDIDA DO ANO: BAS DOST

Ele não merecia ter saído como saiu. Já com a época a decorrer, sem ter podido despedir-se em campo de sócios e adeptos, a uma semana de se esgotar o prazo para o fecho do mercado estival de transferências. E sobretudo por um preço irrisório, até ridículo para o seu valor. Em nome da «contenção de custos», alegou-se como justificação para tal desfecho. Como se ele não gerasse receita e só provocasse despesa.

Bas Dost deixou o Sporting, transferido para o Eintracht Frankfurt, por meros sete milhões de euros. Quantia que causou admiração até ao presidente do clube alemão, que viria a a admitir o seu espanto por desembolsar tão pouco por um dos maiores goleadores dos campeonatos europeus: escassas semanas antes, Dost "custava" o dobro.

Os números falam por si: nas três temporadas em que prestou serviço no Sporting, o holandês marcou 93 golos em jogos oficiais - à pendular média de um golo a cada 90 minutos. Tornou-se um ídolo da massa adepta, sobretudo entre os mais jovens, que vibravam de maneira muito especial a cada remate vitorioso que lhe saía dos pés ou da cabeça. Puro ponta-de-lança posicional - a posição de que andamos mais carentes nesta frustrante época que vai quase a meio.

Dost, pai de um menino nascido há 17 meses em Portugal, tornou-se um dos três maiores artilheiros do nosso clube no século XXI, integrando com Jardel e Liedson este restrito lote. Chegou a ser o terceiro maior goleador das competições europeias na temporada 2016/2017, sendo ultrapassado então só por Messi (Barcelona) e Cavani (PSG). E revelou-se também um dos jogadores mais consensuais no balneário leonino, sem a menor demonstração de egoísmo em campo, sempre pronto a felicitar e a incentivar os colegas.

Deixou-nos bruscamente, no Verão passado. Carentes de golos e de vitórias, impossíveis sem eles. Sentimos falta daquela camisola n.º 28 e dos cânticos de euforia que nos suscitava o seu desempenho. Gostaríamos de voltar a escutar "Thunderstruck", dos AC/DC - a música que lhe fica para sempre associada no nosso imaginário.

 Quatro meses depois, o seu lugar continua infelizmente por preencher.

 

Despedida do ano em 2012: Polga

 Despedida do ano em 2013: Wolfswinkel

Despedida do ano em 2014: Leonardo Jardim

Despedida do ano em 2015: Marco Silva

Despedida do ano em 2016: Slimani

Despedida do ano em 2017: Adrien

Despedida do ano em 2018: Jorge Jesus

2019 em balanço (5)

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 DECEPÇÃO DO ANO: MIGUEL LUÍS

Se há jogador da formação leonina que dispôs de oportunidades para mostrar o que vale na equipa principal foi ele. Lançado por José Peseiro ao mais alto nível do futebol profissional do Sporting a 21 de Outubro de 2018, previa-se que o ano que agora acaba fosse o da explosão de Miguel Luís, na linha das promissoras exibições que fizera no Sporting B, entretanto extinto, e sobretudo nas selecções jovens, tendo-se sagrado campeão europeu sub-17 (em 2016) e sub-19 (em 2018).

No final da época passada, sentindo-se pouco aproveitado, o jovem médio, com 20 anos, deu sinais de que pretendia abandonar Alvalade, jogando por empréstimo noutro clube. Mas o então treinador Marcel Keizer fechou as portas a essa possibilidade, mantendo-o integrado no plantel principal, onde foi um dos escassos sobreviventes da formação leonina, ali reduzida à expressão mínima no início da época em curso.

A 19 de Setembro, durante a liderança interina de Leonel Pontes, dispôs enfim dos primeiros minutos de competição na temporada. Foi a 21 de Setembro, frente ao PSV na Holanda para a Liga Europa, e a partida correu-lhe mal: teve claras responsabilidades em dois dos três golos marcados pela equipa anfitriã. A estreia no campeonato 2019/2020 ocorreu quatro dias depois, contra o Famalicão em Alvalade: voltou a não correr-lhe bem esse jogo em que fomos derrotados em casa.

Já sob o comando de Silas, a 17 de Outubro, desperdiçou a maior das oportunidades num dos nossos jogos de mais triste memória deste ano: aquele em que fomos derrotados por uma equipa do terceiro escalão, o Alverca, e saímos eliminados da Taça de Portugal. Miguel Luís tinha especiais responsabilidades nesse desafio, em que actuou com a braçadeira de capitão face à ausência de Bruno Fernandes do onze titular. E voltou a passar ao lado da partida, com nova exibição para esquecer.

«Exibição marcada pela dificuldade em fazer cruzamentos ou contribuir de forma decisiva para um desfecho diferente daquele que mostrou aos sportinguistas que continua a haver mais túnel no fundo do túnel», escreveu o Leonardo Ralha na crónica desse jogo. Eu, igualmente decepcionado, incluí-o entre os que «se arrastaram sem préstimo em campo».

Das mais recentes aparições deste jogador fica-nos a imagem frustrante de alguém que se esconde em campo, só faz passes laterais ou à retaguarda, mostra-se incapaz de criar desequilíbrios e falha em momentos decisivos, nomeadamente no capítulo da finalização. Onde estão os passes de ruptura que lhe vimos em anos anteriores? Onde está o jogador inteligente e criativo a que nos habituou nos escalões jovens?

Esperamos todos que 2019 tenha sido apenas um triste interregno numa carreira que vai muito a tempo de se recompor.

 

Decepção do ano em 2012: Elias

Decepção do ano em 2013: Bruma

Decepção do ano em 2014: Eric Dier

Decepção do ano em 2015: Carrillo

Decepção do ano em 2016: Elias

  Decepção do ano em 2017: Alan Ruiz

Decepção do ano em 2018: Rafael Leão

2019 em balanço (4)

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CONFIRMAÇÃO DO ANO: LUÍS MAXIMIANO 

Já se esperava a notícia, era apenas uma questão de data. E ela chegou, a 26 de Setembro, quando Luís Maximiano se estreou na equipa principal a defender a baliza leonina. Num confronto que terminou mal para as nossas cores: perdemos com o Rio Ave na primeira jornada da Taça da Liga. Mas que ficará como marco na carreira do jovem guarda-redes a quem muitos auguram um percurso na esteira de um Rui Patrício, seu ídolo assumido.

O ano encerra com Max - o nome pelo qual é mais conhecido entre colegas e adeptos - já no onze titular. Culminando uma subida a pulso. Com muito esforço, muito trabalho, muita dedicação e muito mérito.

«É um guarda-redes com uma margem de progressão enorme. Sabe ouvir, sabe trabalhar. Quer sempre mais. É muito preocupado com os detalhes, com os pormenores. E isso é importante porque ele tem de perceber que tem de continuar a crescer, a melhorar, e não pode relaxar.» Palavras do capitão Bruno Fernandes há três dias, em entrevista ao Record. Palavras que expressam a confiança do grupo de trabalho neste talentoso guardião que aprendeu tudo quanto sabe no Sporting e é fruto da excelência da nossa Academia.

Já como guarda-redes titular, teve actuação louvável nos jogos desta época em que o Sporting mais brilhou: a 28 de Novembro, na goleada que impusemos em Alvalade ao PSV para a Liga Europa; e a 21 de Dezembro, na espectacular reviravolta leonina frente ao Portimonense, no Algarve, para a Taça da Liga.

Nada que surpreenda quem tenha acompanhado com atenção o percurso de Luís Manuel Arantes Maximiano, iniciado em 2012 de verde e branco, ligado por contrato ao Sporting Clube de Portugal até 2023.

Foi internacional em todos os escalões jovens. E em 2016 sagrou-se campeão europeu sub-17. Ao estrear-se em Novembro passado como internacional sub-21, convocado pelo seleccionador Rui Jorge num jogo contra a Eslovénia, declarou isto: «Sporting? Sei que a minha oportunidade vai chegar.»

Pois já chegou. A uma semana de completar 21 anos, Max é hoje mais uma confirmação do que uma promessa. Se prosseguir como até aqui, pode continuar a sonhar alto. Com a certeza antecipada de que o futuro vai sorrir-lhe.

 

Confirmação do ano em 2012: André Martins

Confirmação do ano em 2013: Adrien

Confirmação do ano em 2014: João Mário

Confirmação do ano em 2015: Paulo Oliveira

Confirmação do ano em 2016: Gelson Martins

Confirmação do ano em 2017: Podence

Confirmação do ano em 2018: Bruno Fernandes

2019 em balanço (3)

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PROMESSA DO ANO: RAFAEL CAMACHO

Irá singrar no Sporting? Sou capaz de apostar que sim. E ele já deu um indício claro disso, ao apontar um extraordinário golo no mais recente jogo da nossa equipa - o segundo contra o Portimonense na Taça da Liga, que contribuiu para virar a partida, quando tínhamos um jogador a menos e recuperávamos de dois golos sofridos na meia hora inicial.

Rafael Euclides Soares Camacho fez o início da sua aprendizagem futebolística nas escolinhas do Sporting antes de rumar com os pais a Inglaterra, onde actuou nos escalões de formação do Liverpool. Jurgen Klopp, que o conhece bem, apostou nele não apenas como extremo direito - posição preferida do jovem de ascendência angolana nascido há 19 anos em Lisboa - mas também como lateral. E foi precisamente a percorrer todo o corredor direito, fazendo duas posições, que ele se destacou no recente confronto em Portimão em que saiu enaltecido pela imprensa como o melhor em campo.

Regressou ao Sporting em Junho, como aposta da SAD leonina para reforçar o plantel após duas partidas pelo plantel principal do Liverpool, onde treinou ao lado de craques como Firmino, Mané e Salah. «Gosto de ter liberdade para jogar, fugir dos defesas, driblar, assistir e fazer golos.» Assim se definiu numa das primeiras entrevistas concedidas após assinar o contrato que o faz jogar de Leão ao peito, a troco de uma generosa quantia: o Sporting pagou cinco milhões de euros para o ver de verde e branco.

Demorou a dar nas vistas, com uma lesão pelo meio, mas vem conquistando claramente a confiança de Silas, que não hesita em atribuir-lhe cada vez mais responsabilidade. Ele tem respondido, com notável aptidão técnica e capacidade de desequilíbrio nos confrontos individuais. O golaço a que me referi é um excelente exemplo disso.

Klopp telefonou-lhe quando viu na televisão as imagens desse golo. Rafael certamente sentiu orgulho ao receber um elogio daquele que muitos consideram hoje o melhor treinador do mundo. Fazemos votos, da nossa parte, para que ele nunca se arrependa de ter trocado Anfield por Alvalade. Seria excelente por vários motivos - até para sacudir de vez a maldição do n.º 7, que vem assombrando o Sporting desde a partida de Luís Figo.

É tempo de virarmos a página também nisto.

 

 

Promessa do ano em 2012: Eric Dier

Promessa do ano em 2013: William Carvalho

Promessa do ano em 2014: Carlos Mané

Promessa do ano em 2015: Gelson Martins

Promessa do ano em 2016: Francisco Geraldes

Promessa do ano em 2017: Rafael Leão

Promessa do ano em 2018: Jovane

2019 em balanço (2)

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TREINADOR DO ANO: PAULO FREITAS

As modalidades leoninas vivem um dos melhores momentos de sempre, dando incontáveis alegrias aos adeptos. Incluindo aquelas que durante anos permaneceram adormecidas em Alvalade, como sucedeu com o hóquei em patins, uma das mais populares entre os portugueses. Há cinco anos, em boa hora, Bruno de Carvalho decidiu recuperá-la. Na presidência de Frederico Varandas, o nível tem-se mantido e até acentuado. Graças a um timoneiro exímio na orientação da equipa: Paulo Freitas, oriundo do Óquei de Barcelos - onde venceu duas Taças CERS - e nosso treinador pela terceira época completa consecutiva.

Com ele ao leme, logo em 2017/2018, o Sporting sagrou-se campeão nacional. Mas as maiores proezas ocorreram já este ano. Primeiro, a 12 de Maio, com a conquista da Liga Europeia, máximo troféu da modalidade ao nível de clubes, reeditando a façanha de 1977, quando fomos campeões europeus com um elenco titular de luxo: Ramalhete, Rendeiro, Sobrinho, Chana e Livramento. Depois a 29 de Setembro, com o inédito triunfo na Taça Continental, ao derrotarmos o FC Porto num vibrante Pavilhão João Rocha com casa cheia.

Mais duas páginas inesquecíveis no vasto historial de êxitos de um clube fundado em 1906 para ser tão grande como os maiores da Europa. Páginas a que este treinador de 51 anos ficará para sempre ligado ao comandar uma equipa onde brilham Ângelo Girão, Pedro Gil, Caio, Ferran Font e Gonzalo Romero. Paulo Freitas confirma-se assim como o homem certo no lugar certo. Levando o Sporting não apenas a vencer mas também a convencer pela qualidade do hóquei que pratica, tanto na construção ofensiva como na segurança defensiva.

Honrando da melhor maneira o lema do nosso fundador.

 

 

Treinador do ano em 2012: Domingos Paciência

Treinador do ano em 2013: Leonardo Jardim

Treinador do ano em 2014: Marco Silva

Treinador do ano em 2015: Jorge Jesus

Treinador  do ano em 2016: Fernando Santos

Treinador do ano em 2017: Jorge Jesus

Treinador do ano em 2018: Nuno Dias

2019 em balanço (1)

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JOGADOR DO ANO: BRUNO FERNANDES

Muitos adeptos não hesitam em classificá-lo como um dos melhores médios criativos que já passaram pelo Sporting. Aos 25 anos, Bruno Fernandes é não apenas o capitão da equipa mas o prolongamento do treinador em campo, transmitindo constantes indicações de posicionamento aos colegas e dando ele próprio o exemplo de como deve comportar-se um futebolista que traz o emblema do Leão ao peito.

Tem um perfeito domínio técnico tanto a receber a bola como a construir lances ofensivos. Desenha jogadas colectivas na cabeça antes de lhes dar execução prática, denotando uma notável leitura de jogo. Exibe uma invejável capacidade física, surpreendendo aqueles que se deixam iludir pela sua compleição franzina. E revela uma inesgotável fome de golo, bem traduzida em números: nas três épocas que já leva em Alvalade somou intervenções em mais de cem golos, tanto a marcar como a assistir.

Bruno Fernandes é a jóia da coroa do futebol leonino. Não por acaso, foi o único jogador a actuar em Portugal a ser nomeado, muito recentemente, para o onze ideal das competições organizadas pela UEFA.

Terminou a época passada em grande, como médio mais concretizador de sempre no futebol europeu, com um registo de 31 golos: dezanove no campeonato, seis na Taça de Portugal, três na Taça da Liga e três na Liga Europa. Esta temporada segue pelo mesmo caminho: já marcou 13 e fez 12 assistências. Lidera isolado a lista dos goleadores da nossa equipa no campeonato e é o rei da participação em golos, à escala continental, na Liga Europa, com média de um marcado por jogo. Compensando assim, em boa parte, o facto de contarmos apenas com um ponta-de-lança, aliás nem sempre disponível, para as competições internas.

Voltou ao Sporting após ter-se desvinculado na sequência do assalto a Alcochete, que deixou em estilhaços o futebol leonino. «Se a Polícia não me parasse à saída da Academia, eu tinha ido embora e não tinha voltado mais», chegou a confessar numa entrevista. «Temi pela vida dos meus familiares, principalmente a minha filha e a minha mulher», viria a especificar no depoimento que prestou, como testemunha, no Tribunal de Monsanto.

Em boa hora regressou, recusando o bónus de cinco milhões de euros a que teria direito. Comporta-se em cada jogo com o entusiasmo de um estreante e a sabedoria de um atleta em fim de carreira, conciliando o melhor de dois mundos. E está a tornar-se um jogador cada vez mais influente também na selecção nacional: muitos vaticinam que será titular no próximo Campeonato da Europa, onde Portugal vai defender o título.

Para proveito e regozijo de todos nós.

 

 Jogador do ano em 2012:  Rui Patrício

Jogador do ano em 2013: Montero

Jogador do ano em 2014: Nani

Jogador do ano em 2015: Slimani

Jogador do ano em 2016: Adrien

Jogador do ano em 2017: Bas Dost

Jogador do ano em 2018: Bas Dost

Que desejos de Natal para o Sporting?

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Eis-nos no Natal.

Tempo de convívio, tempo de reflexão, tempo de balanço.

Como estamos?

 

Lideramos os campeonatos de hóquei em patins, andebol e basquetebol. Acabamos de registar um triunfo indiscutível no campeonato nacional de natação em piscina curta: fomos o clube com mais títulos (13, doze masculinos e um feminino).

Nesta época, o judo leonino já se sagrou campeão europeu e o hóquei em patins do Sporting venceu a Taça Continental.

 

Em futebol, comandamos a Liga Revelação e o campeonato nacional de iniciados (sub-15) na nossa série.

Ao primeiro nível, seguimos em terceiro na Liga NOS, transitámos para os 16 avos de final da Liga Europa e disputaremos as meias-finais da Taça da Liga. Mas perdemos a Supertaça frente ao mais velho rival e fomos eliminados da Taça de Portugal (troféu de que ainda somos detentores) por um clube do terceiro escalão.

 

Eis, em síntese, o balanço desportivo.

Neste contexto, que prendas natalícias gostariam de ver no sapatinho do Sporting?

Varandas: um ano em balanço

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Frederico Varandas iniciou funções faz hoje um ano, mandatado nas urnas por uma expressiva maioria dos votos dos sócios: 42,3%. Derrotando João Benedito (36,8%), José Maria Ricciardi (14,5%), Dias Ferreira (2,3%), Fernando Tavares Pereira (0,9%) e Rui Jorge Rego (0,5%).

Virava-se uma página convulsiva no Sporting - uma das mais atribuladas e trumáticas de sempre, marcada pelo ataque selvagem de membros das claques à Academia de Alcochete, pela rescisão unilateral de contratos de nove jogadores do futebol profissional, pela violação de normas estatutárias e disciplinares por parte do Conselho Directivo liderado por Bruno de Carvalho, pela destituição dos órgãos sociais do clube e pela expulsão do presidente, que deixou de ser sócio. De caminho, perdíamos a final da Taça de Portugal frente ao Aves e o treinador Jorge Jesus partia para outras paragens.

Nem os mais pessimistas foram capazes de antever um cenário tão dantesco neste nosso centenário clube que é instituição de utilidade pública. E poucos prognosticaram que, apesar de tudo, o Sporting acabasse por regressar ao trilho da normalidade, visível um ano depois. Um ano difícil, complexo, ainda cheio de traumas. Mas que fez acender sinais de esperança novamente em Alvalade.

Vale a pena fazer um breve balanço deste primeiro ano de mandato de Frederico Varandas, nas suas luzes e sombras. Aqui fica, pela parte que me toca:

 

Positivo

Duas taças conquistadas. Com Marcel Keizer ao comando da equipa técnica, o Sporting venceu dois troféus: a Taça da Liga (em Janeiro) e a Taça de Portugal (em Maio). Derrotando o FC Porto em ambas as finais após termos eliminado o Braga na primeira competição e o Benfica na segunda. Foram os cinco meses mais conseguidos no futebol leonino desde 2002, quando conquistámos pela última vez a dobradinha, com o treinador Laszlo Boloni.

Seis títulos europeus. Contra a expectativa de muitos, este foi um ano de forte protagonismo do Sporting nas modalidades, com destaque para as conquistas europeias. Com nada menos de seis títulos internacionais acumulados em cinco modalidades: Liga dos Campeões de futsal, Liga Europeia de hóquei em patins, Liga dos Campeões de judo, Taça dos Clubes Campeões Europeus de corta-mato feminino e campeonatos europeus de golbol (masculino e feminino). No judo, Jorge Fonseca e Daria Bilodid sagraram-se campeões mundiais. E vencemos a Taça Ibérica em râguebi (masculino e feminino).

Modalidades em alta. Apesar das mudanças ocorridas, o Sporting continuou a marcar posição como clube eclético. Com vitórias no futsal (Taça de Portugal, Supertaça  e campeonato sub-20), andebol (campeonato de juniores), atletismo masculino (campeonatos de estrada e corta-mato), atletismo feminino (estrada, corta-mato e pista coberta), judo (campeonato), natação (campeonato), ténis de mesa (campeonato, Taça de Portugal e Supertaça), ginástica masculina (campeonato por equipas em trampolins) e râguebi feminino (campeonato, Taça de Portugal e Supertaça). Novidade: o basquetebol regressou a Alvalade 24 anos depois.

Investimento na Academia. Iniciaram-se as obras de ampliação e beneficiação da Academia de Alcochete, que se encontrava visivelmente degradada. Estando já em curso a renovação dos campos de treino e a remodelação de diversas infraestruturas de apoio desportivo. Este projecto - que, segundo Varandas, totalizará entre 10 milhões e 12 milhões de euros - prevê o alargamento de toda a ala destinada à formação dos sub-7 aos sub-23, que deverá estender-se por mais sete hectares até 2021.

55 milhões no Verão. A janela de transferências estival saldou-se pela maior soma de sempre na venda de passes de jogadores que pertenciam ao plantel leonino: mais de 55 milhões de euros ficaram garantidos para os cofres de Alvalade. Com destaque para as saídas de Raphinha (para o Rennes) por 21 milhões e Thierry Correia (para o Valência) por 12 milhões. Ficou também solucionado o conflito com o Olympiacos, tendo o clube grego assumido o pagamento de sete milhões de euros ao Sporting por Podence, um dos nove jogadores que rescindiram unilateralmente contrato após o assalto à Academia de Alcochete.

 

Negativo

Instabilidade técnica. Vamos no quarto treinador no futebol profissional - e nada garante que não esteja para chegar um quinto a curto prazo. Varandas apontou a porta de saída a José Peseiro menos de dois meses após ter tomado posse. Seguiu-se Tiago Fernandes, interino, que comandou a equipa em três jogos sem derrotas. Em Novembro, chegou Marcel Keizer, que acabou despedido dez meses mais tarde. Leonel Pontes, que vinha orientando com sucesso a equipa sub-23, assegura provisoriamente o comando do plantel principal. Resta ver até quando.

Formação à margem. Em Janeiro, pela primeira vez desde Outubro de 2007 (568 jogos depois), a nossa equipa de futebol entrou em campo sem nenhum jogador da formação no onze titular. Aos poucos, os elementos formados na Academia de Alcochete eram emprestados (Matheus Pereira, Francisco Geraldes e Domingos Duarte, por exemplo), saíam sem lucro para a SAD (Nani) ou eram relegados para a bancada (Jovane e Miguel Luís). Desmentindo uma das promessas mais emblemáticas feitas pelo candidato Varandas durante a campanha.

Reforços por exibir. Desde Janeiro chegaram 13 reforços. Mas apenas dois têm actuado regularmente como titulares: Luiz Phellype e Idrissa Doumbia. Ilori foi promovido e logo despromovido, Borja joga com intermitências, Neto faz aparições esporádicas. Vietto ainda só fez dois jogos como titular, Eduardo e Plata mal actuaram ainda e Camacho e Rosier (que chegou lesionado) aguardam estreia em desafios oficiais. No último dia do mercado de Verão desembarcaram mais três, todos por empréstimo: Jesé, Fernando e Bolasie. Três incógnitas, cada qual a seu modo.

Bruno e Bas Dost. A gestão dos casos Bruno Fernandes e Bas Dost pecou por improvisação, passividade e amadorismo. A SAD aguardou quase até ao limite do fecho do mercado por propostas de aquisição do nosso médio criativo, acabando por não receber nenhuma pela quantia que havia fixado: cerca de 70 milhões de euros. Gorada esta venda, houve que apressar outras saídas, incluindo a do nosso maior goleador, Bas Dost, que saiu por apenas sete milhões - cifra baixíssima para um jogador que marcou 93 golos em três temporadas no Sporting e chegou a ser o segundo maior goleador dos campeonatos europeus. Pior: ficámos sem ponta-de-lança alternativo. Luiz Phellype é agora o único.

Duas goleadas. Custa sempre sofrer muitos golos, mas ainda mais quando o adversário é o nosso mais velho rival. Sucedeu duas vezes nestes últimos seis meses: primeiro no campeonato, em Fevereiro, quando o Benfica nos derrotou por 2-4 em Alvalade; depois em Agosto, na Supertaça, ao sermos humilhados pela mesma equipa no estádio do Algarve, de onde saímos derrotados por 0-5. Uma goleada que (Varandas viria a confessar um mês depois) traçou o destino de Marcel Keizer. E fez começar da pior maneira a época 2019/2020.

81.ª Volta a Portugal - balanço

O balanço da 4ª participação na Volta a Portugal, após o regresso ao ciclismo em 2016, da equipa do Sporting/Tavira acaba por seguir o registo das 3 participações anteriores: discreto e desapontante.

Na geral em equipas, ficámos em 3.º lugar. Na geral individual, tivemos apenas 2 corredores (em 7) no top-15 (14.º e 15.º lugares, concretamente), nem um no top-10!  Nas etapas disputadas, não conseguimos nenhuma vitória. Em 4 anos de Volta a Portugal, não lográmos colocar qualquer corredor no pódio final; só conseguimos uma vitória por etapas (em 40!). Um saldo, francamente, muito pobre numa modalidade a quem o Sporting tanto deve o seu prestígio nacional e extra muros.

Poderíamos aqui discorrer sobre as razões que levaram a este regresso em falso do Sporting ao ciclismo. Mas é exercício que, por ora, de pouco servirá face ao mais que provável novo abandono da modalidade. 

O ciclismo é uma modalidade que projeta, geograficamente falando, o Sporting mais longe do que qualquer outra. Destaco, aqui, o seguinte comentário (por Filipe o Leão da Serra) deixado na caixa de comentários da Tasca e que ilustra muito bem o que pretendo dizer: "Tenho pena que o Ciclismo acabe no nosso Clube. Mesmo sem passarem à frente, gostei de ver passar as nossas Camisolas na minha terra, a mais de 200 km de Lisboa(destaque meu)". 

O Sporting não pode virar costas outros 30 anos ao ciclismo!

Escrevo isto com sentida emoção, pois, como aqui já contei há anos, devo ao ciclismo a adesão da família ao Sporting e, consequentemente, o meu sportinguismo! Estarei, por isso, eternamente grato à modalidade. 

Uma nota final para saudar Frederico Figueiredo, o melhor leão em estrada na Volta. Uma grave queda na penúltima etapa levou-o a abandonar a prova no último dia. Não fosse isso e provavelmente terminaria no top-10, posição onde estava à partida para a última etapa.

Frederico Figueiredo teve uma queda grave antes da subida à Senhora da Graça, mas concluiu a etapa e nos primeiros lugares. Infelizmente, os ferimentos sofridos (fraturas no pulso e no braço) impediram-no de prosseguir na prova no dia seguinte.

O corredor leonino foi exemplo categórico de leão que caiu, mas que se levantou de novo!

Tivessem os desportistas que vestem o manto verde-e-branco a bravura, sofrimento e superação de Frederico Figueiredo e seríamos melhor Sporting.

Que o seu exemplo possa inspirar outros quando se preparam para arrancar novas épocas nas demais modalidades, e, já agora, também, no futebol.

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Onze jogos sem vencer em campo

11 de Maio: Sporting, 1 - Tondela, 1

Jogo da 33.ª jornada da Liga 2018/2019. Golo de Bruno Fernandes (de penálti).

 

18 de Maio: FC Porto, 2 - Sporting, 1

Jogo da última jornada da Liga 2018/2019. Golo de Luiz Phellype.

 

25 de Maio: Sporting, 2 - FC Porto, 2

Final da Taça de Portugal, com autogolo de Danilo e golo de Bas Dost. Nos penáltis, após o prolongamento, desempate por 5-2. Grandes penalidades convertidas por Bruno Fernandes, Mathieu, Raphinha, Coates e Luiz Phellype.

 

10 de Julho: FC Rapperswil, 2 - Sporting, 1

Jogo de preparação, no âmbito do estágio da equipa na Suíça, frente a uma turma da terceira divisão helvética. Golo de Bruno Fernandes.

 

13 de Julho: St. Gallen, 2 - Sporting, 2

Segundo jogo da pré-temporada, ainda na Suíça. Golos de Bruno Fernandes e Wendel.

 

16 de Julho: Sporting, 0 - Estoril, 1

Jogo-treino na Academia de Alcochete, frente a uma equipa da segunda divisão.

 

19 de Julho: Club Brugge, 2 - Sporting, 2

Regresso aos jogos de preparação da pré-temporada e regresso aos empates. Golos de Bruno Fernandes (de penálti) e Jovane.

 

25 de Julho: Liverpool, 2 - Sporting, 2

Partida disputada em Nova Iorque, ainda na pré-temporada, frente ao campeão europeu em título. Golos de Bruno Fernandes e Wendel.

 

28 de Julho: Sporting, 1 - Valência, 2

Troféu Cinco Violinos, perdido no Estádio José Alvalade em confronto com o quarto classificado da Liga espanhola. Golo de Bas Dost.

 

4 de Agosto: Benfica, 5 - Sporting, 0

Supertaça, perdida no Estádio do Algarve em goleada infligida pelo SLB.

 

11 de Agosto: Marítimo, 1 - Sporting, 1

Início da Liga 2019/2020, com empate no Funchal. O nosso golo foi marcado por Coates.

 

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Balanço destes três meses:

- Seis empates (um deles desfeito nos penáltis, a nosso favor, na final do Jamor);

- Cinco derrotas.

Treze golos marcados, 22 golos sofridos.

Volta a Portugal - fim de ciclo à vista

Estamos em plena Grandíssima e, aproveitando a pausa na prova, é altura para um brevíssimo balanço.

Volvidas cinco etapas, a corrida é dominada, como seria de esperar e em linha com os últimos anos, pela equipa da W52/FC Porto, com a liderança na geral e por equipas, vitórias em etapas e, ainda, 5 corredores (em 7!) nos 15 primeiros lugares.  

Quanto ao Sporting/Tavira, temos para já um 4.º lugar na geral por equipas, nenhuma etapa ganha (o melhor que conseguimos foi um 2.º lugar) e apenas 1 corredor no top-15, a já mais de 2 minutos e sem sequer conseguir entrar no top-10.

Não está, pois, a ser uma prestação brilhante nas estradas portuguesas por parte da equipa leonina, de resto, à semelhança, também, das edições anteriores.

O Sporting arrisca-se, pois, a chegar ao fim de 3 participações na Volta a Portugal com apenas 1 etapa ganha, sem qualquer top-3 na geral final. É, manifestamente, muito pobre.

Por isso, não surpreendem as notícias que apontam para o termo da parceria com o Clube de Ciclismo de Tavira. O Sporting prepara-se, tudo indica, para deixar, novamente, o ciclismo.

Como sportinguista e aficcionado pelas duas rodas, lamento muito esse cenário, mas a verdade é que o regresso ao pelotão está longe de corresponder às expectativas, nem sequer às mínimas. O Sporting não está a acrescentar valor ao ciclismo, nem a tirar proveito da modalidade. 

Este ano contratámos Tiago Machado, corredor que nos últimos anos andou a correr lá por fora e chegou a participar no Tour. Esperava que o corredor famalicense fosse o condão certo para arrepiarmos caminho, mas a verdade é que está longe de o ser. O actual 16.º lugar a quase 4 minutos do camisola amarela, só reforça a desilusão. 

Caminhamos, portanto, para um final de ciclo. Só não queria era esperar outros 30 anos para se abrir um novo ciclo. O Sporting tem uma marca identitária muito forte na modalidade, adeptos e projecção. Há que tirar os devidos ensinamentos desta parceria com o Tavira para, no futuro, quando surgir a ocasião, se repensar o regresso noutros termos e, sobretudo, com outra exigência.   

Balanço dos prognósticos 2018/2019

Antes do arranque do campeonato nacional de futebol 2019/2020, relembro os prognósticos sobre a prestação do Sporting em cada jornada da Liga anterior feitos aqui no És a Nossa Fé.

É um passatempo que aqui recomeçará, pelo sexto ano consecutivo, mal soe o apito de saída da próxima Liga.

 

12 de Agosto (Moreirense, 1 - Sporting, 3): António de Almeida, FMJC, Leão de Queluz

18 de Agosto (Sporting, 2 - V. Setúbal, 1): CAL, FMJC

25 de Agosto (Benfica, 1 - Sporting, 1): Vasco Matos

1 de Setembro (Sporting, 1 - Feirense, 0): Carlos Pereira, José Manuel, Luís Ferreira

24 de Setembro (Braga, 1 - Sporting, 0): Ninguém acertou

29 de Setembro (Sporting, 2 - Marítimo, 0): Ângelo, António de Almeida, CAL, Cristina Torrão, FMJC, José da Xã, Luís Ferreira, Vasco Matos

7 de Outubro (Portimonense, 4 - Sporting, 2): Ninguém acertou

28 de Outubro (Sporting, 3- Boavista, 0): João Santos

4 de Novembro (Santa Clara, 1 - Sporting, 2): Horst Neumann, JF 1965

11 de Novembro (Sporting, 2 - Chaves, 1): Luís Ferreira

3 de Dezembro (Rio Ave, 1 - Sporting, 3): JF 1965, Luís Lisboa, Verde Protector

9 de Dezembro (Sporting, 4 - Aves, 1): Ninguém acertou

16 de Dezembro (Sporting, 5 - Nacional, 2): Ninguém acertou

23 de Dezembro (V. Guimarães, 1 - Sporting, 0): Ninguém acertou

3 de Janeiro (Sporting, 2 - Belenenses SAD, 1): JHC, Luís Ferreira

7 de Janeiro (Tondela, 2 - Sporting, 1): Ninguém acertou

12 de Janeiro (Sporting, 0 - FC Porto, 0): Ninguém acertou

19 de Janeiro (Sporting, 2 - Moreirense, 1): Ângelo

30 de Janeiro (V. Setúbal, 1 - Sporting, 1) Ângelo

3 de Fevereiro (Sporting, 2 - Benfica, 4): Ninguém acertou

10 de Fevereiro (Feirense, 1 - Sporting, 3): António de Almeida, CAL, Leão de Queluz

17 de Fevereiro (Sporting, 3 - Braga, 0): Ninguém acertou

25 de Fevereiro (Marítimo, 0 - Sporting, 0): Ninguém acertou

3 de Março (Sporting, 3 - Portimonense, 1): Verde Protector

9 de Março (Boavista, 1 - Sporting, 2): Ambrósio Geraldes, Fernando Luís, José Vieira, Leonardo Ralha, Luís Lisboa, Pedro Batista

15 de Março (Sporting, 1 - Santa Clara, 0): Ninguém acertou

30 de Março (Chaves, 1 - Sporting, 3): Ricardo Roque

7 de Abril (Sporting, 3 - Rio Ave, 0): Ambrósio Geraldes, José da Xã, Luís Ferreira

13 de Abril (Aves, 1, - Sporting, 3): António de Almeida, Ricardo Roque

19 de Abril (Nacional, 0 - Sporting, 1): Ninguém acertou

27 de Abril (Sporting, 2 - V. Guimarães, 0): Fernando Luís, João Santos, Pedro Batista, Verde Protector

5 de Maio (Belenenses SAD, 1 - Sporting, 8): Ninguém acertou

11 de Maio (Sporting, 1 - Tondela, 1): Ninguém acertou

18 de Maio (FC Porto, 2 - Sporting, 1): 

 

CONCLUSÃO:

Registou-se um vencedor, que cumprimento efusivamente pela pontaria tão certeira: o nosso leitor LUÍS FERREIRA, que se destacou com cinco palpites correctos. No Sporting-Feirense, no Sporting-Marítimo, no Sporting-Chaves, no Sporting-Belenenses SAD e no Sporting-Rio Ave.

 

Outra palavra de saudação especial aos leitores ÂNGELO (Sporting-Marítimo, Sporting-Moreirense e V. Setúbal-Sporting), CAL (Sporting-V. Setúbal, Sporting-Marítimo e Feirense-Sporting), FMJC (Moreirense-Sporting, V. Setúbal-Sporting e Sporting-Marítimo) e VERDE PROTECTOR (Rio Ave-Sporting, Sporting-Portimonense e Sporting-V. Guimarães). Todos com três vaticínios que se confirmaram acertados.

Dos meus estimados colegas de blogue, destacou-se o ANTÓNIO DE ALMEIDA, com quatro palpites correctos (Moreirense-Sporting, Sporting-Marítimo, Feirense-Sporting e Aves-Sporting. Com dois, o JOSÉ DA XÃ (Sporting-Marítimo e Sporting-Rio Ave), o LUÍS LISBOA (Rio Ave-Sporting e Boavista-Sporting) e o RICARDO ROQUE (Chaves-Sporting e Aves-Sporting).

 

Foi pena que ninguém tenha acertado em 14 dos 34 jogos.

Esperemos que no campeonato 2019/2020 a pontaria se revele ainda mais afinada. Não apenas a nossa, mas sobretudo a dos nossos jogadores.

 

Aproveito para recordar que na Liga 2013/2014 houve por cá sete vencedoresBruno Cardoso, Edmundo Gonçalves, João Paulo Palha, João Torres, José da Xã, Lina Martins e Octávio.

No campeonato 2014/2015, apenas umLeão do Fundão.

Em 2015/2016, triunfou o Grande Artista Goleador.

Em 2016/2017, o vencedor foi novamente o José da Xã.

Em 2017/2018, venceu o leitor J. Ramos.

 

Falta pouco mais de uma semana para começar o próximo. Aberto, como os anteriores, a todos quantos fazem e lêem este blogue.

Pódio 2018/2019: Bruno, Raphinha, Nani

Em jeito de balanço, aqui fica a lista dos jogadores que receberam a menção de melhores em campo no último campeonato pela soma das classificações atribuídas pelos diários desportivos após cada jornada.

De salientar que Bruno Fernandes lidera as três classificações, largamente destacado, enquanto Raphinha e Nani compartilham os três pódios. Vale a pena salientar que o ex-capitão leonino jogou pouco mais de meia época, tendo mesmo assim garantido lugar entre os três primeiros.

Entre as subidas, em comparação com a temporada anterior, regista-ss uma progressão: Acuña sobe de 1 para 6 votos. Inversamente, Bas Dost (líder destacado em 2016/2017 e segundo em 2017/2018) cai para a sexta posição, baixando de 18 para apenas 5 votos.

Em relação aos reforços de Inverno, só Luiz Phellype marca posição neste quadro, valorizado com a inclusão de Jovane e Miguel Luís, jogadores oriundos da formação leonina. Desta vez Coates ficou ausente.

Só a A Bola destacou Miguel Luís. E apenas O Jogo fez alusão a Wendel e Diaby. Vale a pena ainda sublinhar a boa posição de Renan, com apenas menos dois votos do que os obtidos por Rui Patrício na temporada anterior.

 

Bruno Fernandes: 41

Raphinha: 16

Nani: 11

Renan: 7

Acuña: 6

Bas Dost: 5

Mathieu: 4

Jovane: 4

Salin: 3

Luiz Phellype: 2

Miguel Luís: 1

Diaby: 1

Wendel: 1

 

A Bola: Bruno Fernandes (15), Nani (4), Raphinha (4), Acuña (3), Renan (3), Bas Dost, Salin, Jovane, Miguel Luís, Mathieu.

Record: Bruno Fernandes (15), Raphinha (6), Nani (4), Acuña (2), Renan (2), Bas Dost, Salin, Jovane, Mathieu, Luiz Phellype.

O Jogo: Bruno Fernandes (11), Raphinha (6), Nani (3), Bas Dost (3), Jovane (2), Renan (2), Mathieu (2), Salin, Diaby, Acuña, Wendel, Luiz Phellype.

 

Nota:

Há um ano foi assim.

Há dois anos foi assim. 

Há três anos foi assim.

Os melhores jogadores da época passada (3)

Balanço dos jogadores do Sporting que mais se destacaram em cada desafio do campeonato 2018/2019:

 

Bruno Fernandes: 10 (Moreirense-Sporting; Rio Ave-Sporting; Sporting-Aves; Sporting-Benfica; Feirense-Sporting; Sporting-Braga; Boavista-Sporting; Chaves-Sporting; Aves-Sporting; Belenenses SAD-Sporting)

Raphinha: 6 (Braga-Sporting; Tondela-Sporting; Marítimo-Sporting; Sporting-Portimonense; Sporting-Santa Clara; Sporting-V. Guimarães)

Nani: 3 (Sporting-V. Setúbal; Portimonense-Sporting; Sporting-Boavista)

Acuña: 3 (Santa Clara-Sporting; Sporting-Moreirense; Nacional-Sporting)

Mathieu: 3 (Sporting-FC Porto; Sporting-Tondela; FC Porto-Sporting)

Bas Dost: 2 (Sporting-Chaves; Sporting-Nacional)

Salin: 1 (Benfica-Sporting)

Jovane: 1 (Sporting-Feirense)

Montero: 1 (Sporting-Marítimo)

Renan: 1 (V. Guimarães-Sporting)

Miguel Luís: 1 (Sporting-Belenenses SAD)

Coates: 1 (FC Porto-Sporting)

Wendel: 1 (Sporting-Rio Ave)

 

Na época 2014/15, os melhores jogadores foram Nani, William Carvalho e Montero.

Na época 2015/16, os melhores jogadores foram Slimani, Adrien e João Mário.

Na época 2016/17, os melhores jogadores foram Gelson Martins, Bas Dost e Adrien.

Na época 2017/18, os melhores jogadores foram Gelson Martins, Bruno Fernandes e Rui Patrício.

Os melhores jogadores da época passada (2)

Antes do arranque do campeonato nacional de futebol 2018/2019, relembro os meus apontamentos da época passada. Para recordar os jogadores que se evidenciaram mais em cada desafio.

 

19 de Janeiro (Sporting, 2 - Moreirense, 1): ACUÑA

«Foi dele a assistência para o nosso golo inicial, ao cobrar muito bem um canto. Grandes cruzamentos aos 26' e 47'. Lutou sempre muito, disputou bolas, causou desequilíbrios na sua ala, nunca desistiu de um lance.»

 

30 de Janeiro (V. Setúbal, 1 - Sporting, 1): COATES

«Sem Mathieu e André Pinto (ambos lesionados), seus habituais parceiros no eixo da defesa, actuando com um improvisado central a seu lado e tendo à sua frente um médio defensivo em estreia absoluta pelo Sporting, foi um gigante neste sector.»

 

3 de Fevereiro (Sporting, 2 - Benfica, 4): BRUNO FERNANDES

«Nani [desenhou] uma bela diagonal do centro para a direita enquanto Bas Dost fazia a manobra inversa à sua frente, arrastando dois defesas e ampliando terreno para o pé-canhão de Bruno Fernandes. Um golaço, infelizmente sem sequência.»

 

10 de Fevereiro (Feirense, 1 - Sporting, 3): BRUNO FERNANDES

«Keizer apostou nele, sem o poupar para o desafio de quinta-feira da Liga Europa frente ao Villarreal, e a verdade é que sem o n.º 8 provavelmente não teríamos saído com três pontos do estádio do Feirense.»

 

17 de Fevereiro (Sporting, 3 - Braga, 0): BRUNO FERNANDES

«Outra grande exibição do capitão leonino, comandante do onze em campo. Foi ele a abrir o marcador, aos 34', marcando um livre directo de forma perfeita com um forte remate, muito bem colocado, ao canto superior esquerdo da baliza braguista. Foi também ele a fazer a assistência para o terceiro golo, com uma assistência em diagonal a partir da linha de fundo, servindo na perfeição Bas Dost.»

 

25 de Fevereiro (Marítimo, 0 - Sporting, 0): RAPHINHA

«Alterou o cariz do jogo, tornando a nossa equipa mais acutilante e determinada nos lances ofensivos. Foi dele a jogada mais perigosa do encontro, travada in extremis, aos 76', por uma excelente intervenção do guarda-redes Charles, naquela que foi a defesa da noite.»

 

3 de Março (Sporting, 3 - Portimonense, 1): RAPHINHA

«O melhor em campo. Sobretudo pelo que fez na primeira parte, conduzindo três jogadas muito perigosas nos primeiros 11 minutos - a última das quais concluída com êxito por ele próprio, num belo golo (com o pé direito) que fez levantar o estádio.»

 

9 de Março (Boavista, 1 - Sporting, 2): BRUNO FERNANDES

«Foi ele a marcar o penálti decisivo, de forma impecável. Também ele quem puxou sempre a equipa para diante e fez a diferença num meio-campo que nunca foi capaz de se impor categoricamente frente à equipa adversária.»

 

15 de Março (Sporting, 1 - Santa Clara, 0): RAPHINHA

«Causou vários desequilíbrios nas suas constantes incursões a partir da ala direita para o centro. Sempre o mais inconformado dos leões, foi ele o autor do nosso solitário golo, aos 59'. Estreou-se assim a marcar neste campeonato, valendo os três pontos à nossa equipa.»

 

30 de Março (Chaves, 1 - Sporting, 3): BRUNO FERNANDES

«Mesmo vindo de lesão, o que aliás condicionou a sua actuação em campo, foi o melhor jogador desta partida. Marcou um grande golo, aos 80', com um disparo fortíssimo fora da grande área. Foi o golo que nos valeu os três pontos - e também o melhor do jogo. Já tinha participado na construção do primeiro.»

 

7 de Abril (Sporting, 3 - Rio Ave, 0): WENDEL

«Primeiro golo do jovem brasileiro nesta Liga 2018/2019. Mais que merecidos, os fortes aplausos que recebeu enquanto apontava para o emblema do Sporting na sua camisola. É o jogador que mais tem evoluído sob a orientação de Marcel Keizer.»

 

13 de Abril (Aves, 1 - Sporting, 3): BRUNO FERNANDES

«Esteve nos três golos leoninos. Primeiro aos 24', com o lançamento lateral e uma tabelinha com Acuña antes de o argentino cruzar. Depois aos 44': foi ele a marcar o livre directo de que resultou o golo apontado por Mathieu. Finalmente, aos 84', quando marcou o terceiro, a passe de Ristovski.»

 

19 de Abril (Nacional, 0 - Sporting, 1): ACUÑA

«Mesmo amarelado logo aos 7', não se deixou condicionar, comandando todas as operações ofensivas do nosso flanco esquerdo apesar de ter alinhado desta vez como lateral. Revelou-se incansável durante toda a partida, criando constantes desequilíbrios. E dos pés dele saíram sucessivos cruzamentos perigosos, infelizmente desaproveitados.»

 

27 de Abril (Sporting, 2 - V. Guimarães, 0): RAPHINHA

«Marcou um grande golo aos 39', revelando um domínio técnico da bola só ao alcance de uma minoria de profissionais do futebol. E foi dele a assistência para o segundo, num soberbo centro aos 51'. Aos 18', já tinha acertado com estrondo na barra. Vai-se mostrando cada vez mais influente na equipa leonina.»

 

5 de Maio (Belenenses SAD, 1 - Sporting, 8): BRUNO FERNANDES

«Tarde de sonho para o capitão do Sporting: três golos marcados. O que o torna no melhor marcador de sempre do futebol europeu para um jogador que actua na sua posição. Leva já 31 golos marcados nesta temporada - 19 no campeonato, onde também já fez 17 assistências.»

 

11 de Maio (Sporting, 1 - Tondela, 1): MATHIEU

«Exibição superlativa do central francês, o melhor em campo. Autor de cortes que mereceram palmas, aos 29' e aos 67', apontou um livre teleguiado aos 12' que esteve a escassos centímetros de furar as redes do Tondela. Passes de ruptura aos 22' e aos 24' como só ele e Bruno Fernandes sabem fazer. E esteve quase a marcar, de forma acrobática, aos 66', suscitando a defesa da noite do guardião do Tondela, Cláudio Ramos.»

 

18 de Maio (FC Porto, 2 - Sporting, 1): MATHIEU

«Exibição impecável do central francês, novamente o melhor Leão em campo. Patrão incontestado da nossa defesa, cortou tudo quanto havia para cortar (30', 59', 65', 70', 71'). Aos 85', salvou um golo na linha de baliza, num salto providencial que lhe permitiu travar de cabeça uma bola que se encaminhava para o canto superior esquerdo das nossa redes.»

 

(Conclusão do balanço iniciado ontem)

Os melhores jogadores da época passada (1)

Antes do arranque do campeonato nacional de futebol 2018/2019, relembro os meus apontamentos da época passada. Para recordar os jogadores que se evidenciaram mais em cada desafio.

 

12 de Agosto (Moreirense, 1 - Sporting, 3): BRUNO FERNANDES

«Foi sempre o nosso jogador mais dinâmico e esclarecido. Vital para termos saído de Moreira de Cónegos com um resultado muito positivo. Coube-lhe o golo inaugural do Sporting nesta temporada oficial, marcado aos 16' num bom lance de área em que fez tudo bem: recepção, colocação e remate. E fez a assistência para o terceiro, num excelente passe de ruptura que isolou Bas Dost.»

 

18 de Agosto (Sporting, 2 - V. Setúbal, 1): NANI

«Exibição muito positiva do capitão da nossa equipa, coroada com dois belos golos e uma merecida ovação dos adeptos ao ser substituído, aos 85'. O primeiro logo aos 9', com um remate seco, traçando uma diagonal perfeita a partir da esquerda, quase no bico da área. O segundo de cabeça, bem colocado frente à baliza, dando a melhor direcção a um cruzamento de Jovane quando iam decorridos 66'. Foi, desde sempre, o primeiro bis do campeão europeu ao serviço do Sporting, agora na sua terceira etapa de verde e branco.»

 

25 de Agosto (Benfica, 1 - Sporting, 1): SALIN

«De longe o melhor em campo nesta sua estreia em clássicos do futebol português. Actuação superlativa do guarda-redes francês, que assinou seguramente uma das mais conseguidas exibições da sua carreira.»

 

1 de Setembro (Sporting, 1 - Feirense, 0): JOVANE

«Esticou o jogo, deu-lhe intensidade e comprimento, criou desequilíbrios, trazendo mais acutilância ofensiva ao onze leonino. E foi também ele a destacar-se ao marcar o golo que nos valeu três pontos. Golo mais que merecido face à exibição da equipa em geral e do jovem caboverdiano em particular.»

 

24 de Setembro (Braga, 1 - Sporting, 0): RAPHINHA

«Não marcou, mas esteve muito próximo. Com dois disparos que rasaram o poste, aos 73' e aos 82'. Fez um excelente cruzamento aos 76' que Coates desperdiçou. E poderia ter marcado mesmo se Bruno Fernandes, em vez de ter optado por fazer tudo sozinho, lhe tivesse endossado a bola aos 75': Raphinha estava em posição frontal para a baliza e dificilmente falharia.»

 

29 de Setembro (Sporting, 2 - Marítimo, 0): MONTERO

«Foi sempre um quebra-cabeças para a defesa adversária, que várias vezes o travou em falta. E marcou o nosso único golo de bola corrida, na sequência de um canto, à ponta-de-lança. Já tínhamos saudades do Montero goleador.»

 

7 de Outubro (Portimonense, 4 - Sporting, 2): NANI

«Foi o menos mau dos jogadores leoninos. Estranhamente, Peseiro deixou-o fora do onze inicial, vendo-se forçado a lançá-lo em campo no segundo tempo, por lesão de Raphinha. O campeão europeu correspondeu: dos pés dele saíram as assistências para os nossos dois golos, marcados por Montero aos 63' e Coates aos 88'.»

 

28 de Outubro (Sporting, 3 - Boavista, 0): NANI

«O campeão europeu formado em Alcochete festejou o primeiro golo à moda antiga, com um salto mortal; no segundo, beijou o emblema do nosso clube. Um enorme Leão, de corpo e alma. O melhor em campo.»

 

4 de Novembro (Santa Clara, 1 - Sporting, 2): ACUÑA

«É um desperdício ter o internacional argentino recuado na lateral. Quando surge à frente, com a sua dinâmica e a sua combatividade, rende muito mais à equipa. Hoje foi o melhor em campo, protagonista de bons cruzamentos e sobretudo do nosso golo da vitória, marcado de cabeça, a partir da ala direita.»

 

11 de Novembro (Sporting, 2 - Chaves, 1): BAS DOST

«Resolveu a partida, com dois golos. Aos 23', de cabeça, correspondendo da melhor maneira a um excelente cruzamento de Acuña na primeira oportunidade de que dispôs. E aos 86', concretizando uma grande penalidade que se seguiu ao golo do empate flaviense. Mas não teve uma actuação muito positiva só por isto: envolveu-se da melhor maneira nas movimentações colectivas, ganhou quase todos os lances de cabeça e arrastou a defesa adversária quando eram companheiros de equipa a transportar a bola.»

 

3 de Dezembro (Rio Ave, 1 - Sporting, 3): BRUNO FERNANDES

«Foi o homem do jogo, tendo sido peça essencial no meio-campo leonino e autor da assistência para o terceiro golo. É um dos jogadores que mais têm subido de forma desde a chegada de Keizer a Alvalade.»

 

9 de Dezembro (Sporting, 4 - Aves, 1): BRUNO FERNANDES

«O nosso médio de ligação em boa hora regressado a Alvalade no final de um dos defesos mais complicados de que há memória está também de volta à excelente forma a que habituou os adeptos na época passada. Hoje foi extremamente influente na vitória leonina, com assistências para os três golos marcados em lances de bola corrida.»

 

16 de Dezembro (Sporting, 5 - Nacional, 2): BAS DOST

«Eficácia a toda a prova, uma vez mais. Com a equipa correndo o risco de se desorganizar, perdendo por 0-2, o holandês voltou a ser um elemento crucial no onze leonino. Ao conquistar uma grande penalidade e ao convertê-la ele mesmo, aos 36'. Repetiria a façanha aos 84', elevando a conta para 4-2 novamente de cabeça fria, sem dar hipóteses ao guardião adversário.»

 

23 de Dezembro (V. Guimarães, 1 - Sporting, 0): RENAN

«Evitou por cinco vezes o golo vimaranense, com grandes defesas, numa demonstração clara de que a baliza leonina está bem entregue. Sem estas intervenções dele (15', 48', 62', 65', 90') teríamos sido goleados. No mesmo estádio onde há um ano goleámos o Vitória por 5-0. A vida tem destas coisas. E o futebol também.»

 

3 de Janeiro (Sporting, 2 - Belenenses SAD, 1): MIGUEL LUÍS

«Assegurou a ligação entre sectores, no miolo do terreno, e cumpriu com zelo a missão. Recuperou bolas, fez passes bem medidos, foi sempre muito combativo - e sobretudo marcou um grande golo, aos 80'. O golo do 2-1, que nos valeu os três pontos, com um disparo fortíssimo à entrada da área, sem hipóteses para o guarda-redes »

 

7 de Janeiro (Tondela, 2 - Sporting, 1): RAPHINHA

«Excelente cruzamento, logo aos 8', servindo Bruno Fernandes, que falhou o golo. Aos 37', inverteram-se os papéis: Bruno serviu-o da ala direita e o brasileiro cabeceou com muita colocação para o ângulo superior da baliza, com o guarda-redes Cláudio Ramos a impedir-lhe in extremis o golo fazendo a defesa da noite.»

 

12 de Janeiro (Sporting, 0 - FC Porto, 0): MATHIEU

«Neutralizou Marega e Soares, ganhou todos lances aéreos, fez vários cortes providenciais e ainda foi o mais lúcido no início da construção ofensiva do Sporting. Um elemento indispensável no onze leonino.»

 

(Conclui amanhã)

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