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És a nossa Fé!

A resposta está no Sul

Esta azia que todos sentimos não passa, a pensar no Norte. O Porto está longe. Moreira de Cónegos e Vila Nova de Famalicão, também. Esta azia só pode passar olhando para baixo de Lisboa, rumando ao bonito Sul, onde encontraremos a bonita cidade de Faro e o Estádio São Luís. Seis pontos não são dez mas podem muito bem chegar para curar uma azia bem mais antiga. 

Há noites assim! Boooooooas!

Falar (leia-se escrever!!!) quando se ganha é fácil.

Como sempre (continuo a ser da equipa do Zé Navarro!) não vi o jogo. Fui somente escutando o relato na Antena 1.

Após os noventa e tal minutos e a vitória, fui tomar uma banhoca e por fim sentei-me em frente da televisão para ouvir os comentadores televisivos que surgiram nos diversos canais, sempre tão assertivos…

O ambiente era pesado, muito pesado. Do lado dos derrotados percebia-se uma incontrolável azia própria de quem julga de que tem o mundo a seus pés e que as vitórias constroem-se agitando camisolas. Do outro, os homens do Norte, também eles pouco felizes já que continuam a quatro pontos do primeiro lugar e viram na noite passada uma oportunidade para se chegarem à frente… gorada.

Os poucos Sportinguistas tinham entretanto direito a explicar as movimentações dentro de campo (a que gostei mais foi a de Ricardo, o nosso antigo guarda-redes!), mas mostraram sempre muito serenidade e nenhuma arrogância.

Ainda por cima este jogo não teve casos de arbitragem, o que havendo daria outro paladar aos debates.

Enfim termino com a consciência que ontem foi uma boa noite televisiva.

O que passou-se!?

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Imagem daqui

Ora viva, Sportinguistas. Lembrados de mim?

Frio de ananases no continente, viajo para os Açores. Ananases por ananases, venha a fruta de elevadíssima qualidade. Pois que apanho um pé de água de que não há memória, ananases, nem vê-los, mas e o melão!? Escolha do Consumidor 2021! No espírito da quadra, estou na iminência de levar um aos vizinhos. Acham que é de juntar Unha Negra?

Amanhã é Dia de Reis e gostaria de fazer um agrado a Jesus. Darwin não explica a involução da coisa e o VARíssimo está demorado.

Agora a sério, o que passou-se? Beats me...

Brigádes, Sócios!, e até para o ano!

A azia de Descartes

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A opinião acima é de Jorge Coroado, o árbitro que apanhou uma azia em Chaves (até hoje não lhe passou) contudo, apesar disso, viu o mesmo que qualquer pessoa que acredita na verdade desportiva.

Os lampiões queriam que o Sporting perdesse, queriam.

Os andrades queriam que o Sporting perdesse, queriam.

Os comentadores/paineleiros (e paineleiras que eu não sou como o JJ) queriam que o Sporting perdesse, queriam.

No entanto, o Sporting venceu, venceu bem, com justiça, com legalidade.

Venço logo existo (como diria René).

Maioridade

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Materializou-se ontem aquilo que virtualmente já o era, o Sporting Clube de Portugal está há dezoito anos sem ser campeão.

Dezoito anos onde, por vários motivos, fomos deixando escapar o título. Aliás, foram mais os anos em que o título nos deixou escapar a nós do que o contrário. Provavelmente, nestes dezoito anos, poderíamos ter sido campeões quatro vezes. O que, sendo muito melhor que a triste realidade, não seria nada de especial para a nossa grandeza.

Dezoito anos onde vimos mais adeptos nossos serem assassinados às mãos de rivais do que títulos. Dezoito anos onde vimos o Bruno Cortez ser campeão e o Bruno Fernandes não passar de um terceiro lugar.

E nem se pode dizer "ah mas esteve perto". Não estivemos nunca perto de ser campeões porque o Sporting nunca percebeu como se jogava este jogo. Fomos enfiando cada vez mais o barrete do Calimero em vez de arregaçar as mangas e ir à luta. Aliás, as alianças estratégicas foram precisamente o nosso papel no jogo: estar de joelhos, a servir de degrau para a escalada de quem foi vencendo.

Como percepciono uma culpa tão grande como a minha azia, a travessia no deserto tem os seguintes rostos:

  • Frederico Varandas (2 épocas)
  • Artur Torres Pereira (1 época)
  • Bruno de Carvalho (6 épocas)
  • Luís Godinho Lopes (3 épocas)
  • José Eduardo Bettencourt (2 épocas)
  • Filipe Soares Franco (4 épocas)
  • António Dias da Cunha (3 épocas [desde o último título])

 

Até ontem, no final do jogo, o clube e os adeptos, em vez de ficarem com uma fome danada, frustrados e a querer mais e melhor, foram-se meter a celebrar as vitórias da sua cabeça. Uns celebraram só perder por dois no Dragão, outros celebraram a oficialização da época com mais derrotas na hossa História, outros chegaram mesmo a celebrar o título do Porto porque "pelo menos não foi o Benfica". E assim vamos nós.

Ontem também foi o dia em que os sócios do Sporting viram que o seu número reduziu. Temos, neste momento, cerca de 107k sócios. Um número que nos devia fazer corar de vergonha por dois motivos. O primeiro por termos andado a fazer de conta que éramos mais, o segundo por em três milhões de adeptos não se encontrar mais gente capaz de dedicar ao Clube pouco mais que um maço de tabaco por mês.

Ontem toda esta tragédia atingiu a maioridade. Dezoito anos. Dezoito anos de um caixa de óculos, virgem, fechado numa cave, a ser um troll na internet.

Sai à rua, Sporting! Sai com querer, sai com garra, sai com fome!

Destilar ódio

Toda a sociedade se mobiliza para dar luta ao terrível coronavírus que acaba de vitimar uma das nossas mais conceituadas cientistas. Toda? Toda, não: num obscuro tugúrio, sem máscara capaz de pôr à distância o veneno do rancor nem viseira protectora contra o vírus da inveja, um sujeito persiste em preencher o seu tempo a espumar contra tudo e todos, cuspindo atoardas, regurgitando fel, exibindo azia em doses descomunais.

A quarentena tem revelado o melhor de muitos portugueses. Infelizmente, revela também o pior de quem nada faz em benefício dos outros e persiste em destilar ódio, indiferente ao luto colectivo e à dor alheia.

Cambada de sportingados

Eis uma pequena amostra de comentários de "fervorosos sportinguistas" que tenho encontrado nos últimos dias em caixas de comentários de blogues - incluindo este.

Como se percebe, preferem um Bruno sem Sporting do que um Sporting sem Bruno. Estão todos a torcer pelo insucesso leonino.

 

................................................................................

 

«Grande prenda que demos ao nosso “Grande Amor”. Com tantos cornos, mais vale chamar-lhe no que se tornou: uma vaca. O novo símbolo do Sporting: um Leão desdentado com cornos, saltos altos rachados e batom reles.»

 

«O caminho é rasgar o cartão e deixar de ir ao estádio, esse é que é o caminho. O Sporting regressou aos anos 90...» 

 

«Deixar de ser sócio é a única solução neste momento. Não se fala em rasgar porque os cartões são de plástico, mas cortar o cartão ao meio sim.» 

 

«As minhas quotas (do meu Pai e agregado familiar) ficarão suspensas, as nossas gamebox idem, até perceber se BdC volta.» 

 

«Um funeral, o do dia 23, com 15.000 camelos.» 

 

«Os bons estão todos a abandonar o clube porque já não vale a pena. O funeral pode demorar muitos dias, meses até, mas a morte aconteceu no sábado.» 

 

«Os 71% de otários deviam era ter vergonha! Não merecem mais do que um Sporting medíocre mesmo.»

 

«Para mim o Sporting acabou na noite de 23 de Junho de 2018.» 

 

«E ao fim de 112 anos tudo acaba. Miserável situação esta.»

 

«Eu não consigo apoiar no que o SCP se tornou. Quando voltar e se voltar o SCP, eu também volto. Até lá, apenas pavilhão e gamebox modalidades. O resto que se foda, por mim podem ir para a 2.ª divisão para aprenderem. Os sportinguistas não merecem outra coisa. Pelo menos 71% merece isso.»

 

«Hoje, o meu pai, Sportinguista ferrenho há 80 anos no Porto, comentava comigo: "Quando é que é o sorteio da liga? Nunca desejei tanto que levássemos 3 ou 4 logo na primeira jornada." Estranho (ou não) é que sinto o mesmo que ele... e nem no tempo do Godinho senti isto, em que sofria com as derrotas. Oxalá seja passageiro, mas sinto-me cada vez mais afastado deste "jovial" Sporting.» 

A azia do presidente

Ficou evidente que Bruno de Carvalho preferia que o Sporting tivesse entrado ontem com a equipa B e accionado de imediato procedimentos disciplinares contra os jogadores e recambiar já Coentrão para Madrid.

Ficou evidente que foi Jorge Jesus - com o apoio de André Geraldes - a opor-se a tamanha sucessão de disparates. Os processos disciplinares (ainda sem distribuição de notas de culpa) foram adiados, o regresso do Coentrão não é para já e o Sporting B cumpriu a recente vocação de bombo da festa, perdendo 4-2 no sábado frente à Oliveirense.

Ontem à noite - como recomendaria o mais elementar bom senso - o Sporting entrou em campo com o habitual onze titular, descontadas as ausências por lesão ou motivos disciplinares. E assim vencemos o Paços de Ferreira.

O treinador leonino foi muito claro na conferência de imprensa pós-jogo em Alvalade: "Estive sempre com os jogadores. Só com a polícia é que não jogavam os melhores." Uma frase com destinatário mais que evidente.

O presidente ficou com azia por ter cedido a Jesus e Geraldes (e aos patrocinadores da SAD, já fartos de tanto disparate), como bem se percebeu pela ida dele à sala de imprensa? Azarinho. Ele que tome uns sais de frutos. E espere um par de horas antes de mais uma corajosa investida contra o teclado do computador.

Os pregadores do ódio a Jesus

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Os mesmos que passaram um ano inteiro a achincalhar e enxovalhar Jorge Jesus - inclusive em painéis televisivos onde nem o nome dele conseguiam pronunciar - celebram agora o "tricampeonato", contando portanto com as duas Ligas consecutivas que ele venceu.

Para serem coerentes na sua alergia sectária ao actual treinador do Sporting, deviam omitir essas duas vitórias que os levam agora a papaguear tantas vezes a palavra "tri". Pura hipocrisia: apagam-no para uns efeitos da fotografia (até literalmente), mas mantêm-no quando lhes dá jeito. A menos que dois daqueles campeonatos tenham sido conquistados sem treinador...

Vangloriam-se de tudo quanto Jesus lhes deu enquanto fazem de conta que ele nunca por lá passou. Pior que isso: interpuseram uma  acção milionária contra ele em tribunal, por alegada quebra de compromisso contratual, quando é público e notório que o melhor treinador a trabalhar em Portugal se limitou a cruzar uma porta de saída já escancarada por decisão alheia.

Cobrem-se de ridículo nesta competição muito particular em que são indiscutíveis campeões: a do ódio visceral a quem tão bem os tratou. E com tudo isto só acabam por conferir motivação adicional a Jorge Jesus para uma grande temporada 2016/17. Aquela que começa a ser preparada agora.

Inacreditável

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No habitual serão das segundas-feiras na SIC Notícias - que mais se assemelha, nestes dias, a uma sucursal da Benfica TV - foram esta noite exibidas 67 vezes (repito por extenso, para que não restem dúvidas: sessenta e vezes vezes) as imagens do lance em que André Pinto intercepta com a mão, dentro da grande área do Braga, a bola cruzada por Gelson Martins.

Tentavam dois dos intervenientes neste programa, no meio de uma monumental algazarra desenrolada sem qualquer intervenção do moderador, provar que o árbitro marcou penálti sem justificação. Isto apesar de toda a imprensa desportiva de hoje, como já referi, ter concluído por unanimidade que o jogador do Braga cometeu mesmo penálti. E mais que isso: minutos depois ficou outra grande penalidade por marcar contra os bracarenses, lesando o Sporting.

Indiferentes ao rigor dos factos, num aparente ódio vesgo ao Sporting que critério editorial algum justifica, os responsáveis deste programa insistiram em exibir aquelas imagens até à náusea - como se elas comprovassem aquilo que os dois promotores da algazarra teimavam em demonstrar. Durante treze minutos, entre as 22.39 e as 22.52, a SIC Notícias nada mais teve para mostrar ao País do que aquilo. Sem imagens dos golos do Sporting marcados por Montero e Slimani - como se o golo não fosse o elemento fulcral da festa do futebol e apenas a discussão de café foi-penálti-não-foi-penálti tivesse relevância.

Ou então queriam entrar para o Guinness Book: talvez isto ajude a explicar as 67 vezes que exibiram o tal lance.

Ignoro se depois disso voltaram a mostrá-lo. Porque mudei de canal.

Hoje, às 14h30

Há jornalistas muito fraquinhos. Nem conseguem ver um jogo até ao fim. Sofrem do síndrome do minuto 92. Mal o relógio passa os 80 começam a ter suores frios, tremem-lhes as pernas, instala-se uma insuportável comichão nos ouvidos e viram as costas à realidade. Fraquinhos, muito fraquinhos.

Mesmo assim, não consigo deixar de me perguntar: Por onde terá andado o "jornalista" que escreveu, formatou e publicou esta informação que passou no rodapé de um serviço noticioso hoje, às 14h30? Que trevas o assolaram? Que força maligna o impediu, desde ontem à noite, de ler jornais, perguntar ao vizinho, espreitar na internet? Por onde andou esta alma solitária?

E já agora, quem é o responsável que confia neste calhau para dar notícias?

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Pacto de sangue

Nos dias que correm, lampiões e melancias estão unidos por uma espécie de pacto de sangue: o ódio a Bruno de Carvalho.

Alguns colegas de blogue têm questionado amavelmente o meu critério "demasiado liberal", que me leva a libertar a esmagadora maioria dos comentários que aqui vão chegando com palavras que configuram um verdadeiro linchamento moral ao presidente do Sporting.

Aproveito para esclarecer: isso deve-se à minha convicção de que a azia inicial dos subscritores daquele pacto de sangue degenerou em ódio. Não tenhamos dúvida: um dia mais tarde testemunhos como estes serão muito úteis para os historiadores do futebol escreverem ensaios sobre o rombo que a transferência de Jesus para o Sporting causou na metade descendente da Segunda Circular.

A brigada da azia

A eleição de Pedro Proença, derrotando Luís Duque para a presidência da Liga de Clubes, causou revolta e mágoa e dor em vários comentadores de futebol. Como ontem à noite ficou bem patente nas televisões:

 

«Eu estou muito preocupado. Este é um dia negro para o futebol português.»

Pedro Guerra, na TVI 24

 

«Eu estou contra este tipo de promessas [de Pedro Proença].»

Joaquim Rita, na SIC Notícias

 

«Há aqui uma viragem perfeitamente incompreensível e que vai continuar a causar fracturas na Liga.»

Ribeiro Cristóvão, na SIC Notícias

 

«Luís Duque estava a resolver os problemas, tinha encontrado soluções para as dificuldades mais importantes.»

Idem, ibidem

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