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És a nossa Fé!

Os melhores prognósticos

Vitória por 3-1 parece um prognóstico fácil de fazer. Mas a verdade é que houve apenas dois que acertaram: nesta jornada o "prémio" ficou cá por casa, dividido pelo António de Almeida e pelo Ricardo Roque. Ambos acertaram não apenas no resultado mas nos nomes de dois dos marcadores: Bruno Fernandes e Luiz Phellype.

Só lhes faltou indicarem Mathieu para roçarem a perfeição. Mas estão de parabéns à mesma.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

 

De ver mais um obstáculo superado. Vencemos o Aves por 3-1. Não serviu para nos vingarmos da derrota de Maio de 2018, no Jamor, quando vimos fugir a Taça de Portugal frente à mesma equipa, mas funcionou como confirmação de que este Sporting 2018/2019 está numa das melhores fases - em termos de organização colectiva, de maturidade táctica e superioridade em campo. Consolidamos o terceiro lugar, aumentando a pressão sobre o Braga.

 

De Bruno Fernandes. Mais uma vez, a figura em foco: foi o melhor em campo. Esteve nos três golos leoninos. Primeiro aos 24', com o lançamento lateral e uma tabelinha com Acuña antes de o argentino cruzar. Depois aos 44': foi ele a marcar o livre directo de que resultou o golo apontado por Mathieu. Finalmente, aos 84', quando marcou o terceiro, a passe de Ristovski. Um grande golo de cabeça, à ponta de lança, que desfez as últimas dúvidas quanto ao desfecho da partida. E ainda fez dois bons remates de meia-distância, aos 12' e aos 65', forçando o guarda-redes adversário a defesas muito difíceis. É agora o segundo melhor marcador da Liga: já a meteu 16 vezes lá dentro.

 

De Luiz Phellype. Os números comprovam: o brasileiro foi mesmo uma boa aquisição no defeso do Inverno. Terceiro jogo a titular no campeonato, quarto golo marcado. Hoje inaugurou a vitória do Sporting, num lance em que apareceu muito bem posicionado na área do Aves, perto do primeiro poste e cabeceando com êxito para o segundo. Se continua assim, quase faz esquecer o lesionado Bas Dost.

 

De Acuña. O argentino concilia dois grande atributos: veste fato de gala e fato-macaco. É tecnicista e carregador de piano. Hoje tomou conta do corredor esquerdo, onde impôs a sua superioridade como lateral com vocação ofensiva, num jogo em que actuámos quase todo o tempo com menos um. E ainda foi dele a assistência para o primeiro golo.

 

Do 2-1 que se registava ao intervalo. Mesmo a jogar só com dez, o Sporting soube reagir muito bem à inferioridade numérica, numa exemplar lição de resistência, tanto no plano físico como anímico - prova inequívoca de que a equipa está em bom nível. Na segunda parte, fizemos mais um golo. E o segundo lance mais perigoso foi nosso também.

 

Da aposta de Marcel Keizer em Jovane. O jovem luso-caboverdiano voltou a integrar o onze titular do Sporting. Infelizmente só esteve 5 minutos em campo: o técnico viu-se forçado a substituí-lo devido à expulsão de Renan, que teve de dar lugar a Salin. Jovane não mostou desagrado nem fez má cara. E assistiu ao resto da partida no banco.

 

Do balanço dos últimos jogos do Sporting. Sete vitórias consecutivas, seis das quais na Liga, e há dez jogos sem perder. A melhor sequência desta temporada. O caminho faz-se caminhando.

 

 

 

Não gostei

 
 

Da expulsão de Renan. Jogámos mais de 90' com menos um devido à precipitação do guarda-redes, que sai sem necessidade dos postes, quando Mathieu tinha o lance controlado e faz uma falta igualmente desnecessária sobre o adversário, derrubando-o. Recebeu o cartão vermelho e forçou Keizer a queimar ums substituição, trocando Jovane por Salin.

 

Da deprimente falha de RaphinhaIsolado frente ao guarda-redes, muito bem servido por Wendel a culminar um lance rapidíssimo que envolveu também Luiz Phellype, o brasileiro deu um toque a mais, parecendo sofrer de fobia da baliza, permitindo assim que um defesa adversário desviasse a bola da rota. Gorou-se assim, aos 58', uma excelente oportunidade de ampliarmos o resultado. Aos 82', Raphinha viu um amarelo: ficará fora do próximo jogo, contra o Nacional, por acumulação de cartões.

 

De Gudelj. Outra exibição sofrível. Da apatia do sérvio, incapaz de travar uma jogada perigosa de Luquinhas no corredor central, resultou uma situação de perigo que forçou Salin a cometer falta para grande penalidade, tendo daí resultado o golo solitário da equipa visitada. Após a saída de Gudelj, substituído aos 71' por Idrissa Doumbia, o nosso meio-campo melhorou claramente, permitindo a Wendel soltar-se para espaços onde rende mais para a equipa.

 

Do golo sofrido. Mantém-se a tradição nos nossos jogos disputados fora para este campeonato: excepto num, até agora, nunca saímos invictos. A excepção aconteceu no Marítimo-Sporting, que terminou empatado a zero.

Os prognósticos passaram ao lado

Sim, incrivelmente, os prognósticos passaram ao lado. Não por falta de optimismo de quem aqui veio antecipar o resultado do Sporting-Aves, mas por manifesta falta de pontaria. Muitos anteviram uma vitória leonina por 4-0, parecendo quase copiarem uns dos outros, mas ninguém foi capaz de registar por antecipação o 4-1 final.

Lamento, até porque esta temporada tem estado superior às anteriores na quantidade de palpites certos cá no blogue. Veremos se na próxima ronda os vaticínios voltam a acertar no alvo.

Vai mesmo de cernelha

A rapaziada aqui do blogue e alguns dos leitores que fazem o favor de perder tempo com os meus escritos, sabem da minha costela de "agricultor". Pois este fim de semana foi tempo, já que o trabalho que muitas vezes também se mete pelo meio o permitiu, foi tempo dizia, de me agarrar às árvores e tratar de lhes fazer a poda. Poderá ainda ser cedo, mas vocês não fazem ideia dos contentores de folhas que eu tenho que varrer... Assim, matam-se dois coelhos com uma cajadada apenas (espero que o senhor do PAN não venha aqui...).

Portanto, dois dias a dar na tesoura e no serrote, subir e descer escada, emolhar os resíduos, que a lareira agradece e ensacar os restantes verdes para enviar para o sítio certo, depois do duche de hoje a tentação foi refastelar-me no sofá e ficar na sorna em frente à lareira e ver a final da Libertadores e o Sporting na televisão, à vez. Mas como anda por aqui um anónimo com vontade de marrar que diz que eu não vou a Alvalade desde que há nova direcção e o meu stock de cernelhas está esgotado até final do ano, lá resisti ao chamamento do calor e do sofá, vesti a jaqueta, perdão, o polar, tirei o carro da garagem e fiz a curta viagem de Caneças até ao Ricardo Jorge, que é onde costumo estacionar.

Eu tinha vaticinado no passatempo do Pedro Correia, nos "prognósticos antes do jogo", uma vitória por 4-0, portanto ia confiante, principalmente depois das indicações que tinham vindo a ser dadas pela equipa. Oitenta e nove degraus depois, lá me sentei no meu lugar. Eu já aqui falei do mau pressentimento que tenho quando a malta canta "O Mundo Sabe Que" num compasso mais acelerado que o normal e hoje isso voltou a acontecer, de tal modo que se acabou a cantiga ainda a letra ia a pouco mais de meio, passe o exagero.

E o Aves fez jus a este meu mau pressentimento, entrando muito bem no jogo e tomando o comando das operações, de tal forma que na primeira meia hora só deu Aves, que marcou uma vez e poderia ter repetido a dose por duas ocasiões, dominou o jogo e fez os nossos andar, literalmente, aos papeis, enredados numa teia de onde raramente conseguiram sair. Depois houve o penalti, que foi ali mesmo à minha frente, mas eu não vi nada; Não quer dizer que não fosse, eu é que confesso que não vi mas acredito no VAR. Dost foi chamado a fazer aquilo que bem sabe e a minha esperança e a de 35 mil e qualquer coisa que lá estivemos hoje renasceu e a força interior de tanta gente, deve ter-se transmitido para Nani, que decidiu fazer uma obra de arte e nos levou para o descanso com um resultado enganador.

Como para dar razão a Pimenta Machado, o que foi verdade na primeira parte, foi mentira na segunda e apareceu um Bruno Fernandes que sabe-se lá por onde andou na primeira parte, que ninguém o viu senão nos inúmeros passes para os adversários que desatou a jogar à bola de tal forma que fez dois naturales que se traduziram noutras tantas chicuelina e verónica uma de Bas Dost e outra de Diaby que sentenciaram a corrida, perdão a partida. Quem não chegou às cortesias foi Acuña, que resolveu pregar um par de coices em dois adversários, que o fizeram regressar mais cedo ao touril, perdão, ao balneário.

Em resumo, uma goleada que estava por mim prevista, mas que o Desportivo das Aves fez por não merecer, dominando até aos curtos, perdão, na primeira parte, mas sendo atraiçoado pela eficácia da colocação dos ferros, perdão, na colocação dos remates dos nossos, que em cinco marcaram quatro e todos na borboleta!

É assim, às vezes fazem-se pegas de levantar a praça, perdão, exibições de levantar o estádio, outras o resultado acaba por ser melhor que a exibição. Ou seja, vai-se lá de cernelha! O que, apesar de tudo, não impediu uma saída em ombros.

 

Calhaus no caminho

No último post comparei este campeonato a uma maratona com um grupo de quatro bem adiantados relativamente aos demais e à espera dum deslize dalgum deles para reduzir o grupo e restringir os possíveis à vitória final. E que muito precisávamos do espírito de Carlos Lopes (um prazer revê-lo hoje em Alvalade) para triunfar ou ficarmos muito bem na "foto-finish", porque iríamos ter muitos calhaus no caminho.

Pois hoje saiu-nos um grande calhau, sob a forma duma equipa ao jeito "rotweiller" do José Mota, que já nos tinha destroçado no Jamor e que na 1ª parte fez supor o pior. Se calhar o jogo começou a mudar naquela cena canalha do Acuna que pôs o açaime a dois dos "rotweillers", mas que o pôs a jeito para a expulsão, essa pelos melhores motivos.

Valeu a classe extra daqueles poucos do plantel que a tem, os tais odiados "retornados" e "traidores" dos brunistas, Bruno Fernandes e Bas Dost, e as contratações do "homem dos tremoços" Sousa Cintra, Nani e Diaby, cada um com dois golos fenomenais. E com isso um resultado enganador para quem se quiser enganar.

Veio a conferência de imprensa e em vez de ouvir banha da cobra e delírios onanistas, oiço o careca de orelhas espetadas, Keizer,  com um discurso simples e directo, da arbitragem não quer saber, quer saber é das deficiências da sua equipa, do mal que jogou na primeira parte, do muito que tem de trabalhar para melhorar, de títulos e conquistas também não, mais à frente se há-de ver e se chegar à frente há-de ser campeão. 

"My Man !  I have a feeling..."  

Mas deixemos os sonhos, desçamos à terra, temos meia duzia de jogadores de classe extra, muito entulho no plantel,  muito trabalho a ter em Janeiro para tornar este Sporting num candidato aos lugares de topo.

Vamos a ver...

SL

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da goleada desta noite em Alvalade. Vencemos o Aves por 4-1. Um jogo que marcou a estreia do novo técnico leonino Marcel Keizer no estádio do Sporting. Um percurso ainda muito curto mas claramente promissor: já lá vão quatro desafios consecutivos a vencer - três dos quais com goleadas, como hoje aconteceu.

 

De Bruno Fernandes. O nosso médio de ligação em boa hora regressado a Alvalade no final de um dos defesos mais complicados de que há memória está também de volta à excelente forma a que habituou os adeptos na época passada. Hoje foi extremamente influente na vitória leonina, com assistências para os três golos marcados em lances de bola corrida - assinados por Nani (45'+2), Bas Dost (48') e Diaby (60'). A última, com um passe de mais de 30 metros, foi soberba. Merece ser considerado o melhor em campo.

 

De Bas Dost. Que mais dizer do goleador holandês? Esta noite voltou a facturar mais dois golos: o primeiro - de grande penalidade, aos 40' - permitiu desbloquear o jogo, que estava a revelar-se difícil para as nossas cores devido à boa organização táctica da equipa adversária e ao golo que sofremos cedo, logo aos 17'. No segundo tempo Dost voltou a marcar - com um cabeceamento perfeito - e subiu, com este bis, ao topo da lista dos artilheiros da Liga, contabilizando já oito. No total, leva 69 marcados no campeonato português desde que chegou a Alvalade. E em boa hora também ele regressou no Verão.

 

De Nani. Uma vez mais, exibição de pura classe do internacional leonino, campeão europeu em título. Autor do mais belo golo da partida de hoje, com um remate em arco, de pé esquerdo, ao apanhar o guarda-redes ligeiramente adiantado. É um prazer vê-lo actuar, comandando a equipa na transição ofensiva, com a sua perfeita visão de jogo e a sua claríssima noção de espaço.

 

Do futebol ofensivo dos Leões. Este Sporting está longe da perfeição, mas afinou a pontaria (quatro golos em cinco oportunidades, o que é notável) e acentuou a sua dinâmica, sobretudo no corredor central, muito mais consistente desde a chegada do novo treinador. Em quatro jogos, somamos 17 golos - quatro ao Lusitano Vildemoinhos, seis ao Qarabag, três ao Rio Ave e quatro agora ao Aves. Honrando as melhores tradições leoninas, já estamos em segundo lugar nas equipas com melhor ataque na Liga 2018/2019.

 

Dos quatro golos deste jogo. Pela primeira vez em oito meses marcamos tanto no campeonato - desde o Belenense-Sporting (3-4) da época passada, disputado em Abril.

 

De ver o Sporting manter a posição na tabela classificativa. Continuamos no segundo posto do campeonato, a escassos dois pontos do FC Porto, e apenas dependemos de nós para ascendermos à liderança após já termos feito duas das três deslocações mais difíceis, a Braga e à Luz. Quem diria isto apenas há quatro meses?

 

Da ovação à nossa equipa de judo durante o intervalo. Aplausos mais que merecidos aos novos campeões europeus da modalidade.

 

Da presença de mais de 35 mil espectadores em Alvalade. Apesar da hora, apesar da noite fria, apesar de amanhã ser dia de trabalho, apesar de à mesma hora haver a transmissão televisiva da final da Taça dos Libertadores, o nosso estádio estava muito composto. E ou me engano redondamente ou terá assistências cada vez maiores à medida que se confirmar como candidato ao título que nos foge há 17 anos.

 

 

Não gostei

 

 

Da nossa primeira meia hora. A equipa pareceu surpreendida pelo posicionamento do Aves em campo e deixou-se condicionar pelo golo sofrido, de bola parada, ainda nesta fase inicial da partida, em que a turma forasteira teve mais duas hipóteses de marcar. Só no último quarto de hora desse primeiro tempo começámos a impor o nosso ritmo e a comandar o jogo.

 

De Acuña. Continua com problemas disciplinares que o desvalorizam como profissional, protestando por tudo e por nada. Hoje recebeu um cartão amarelo à meia hora de jogo. Revelando dificuldades em travar o ala adversário, viu outro da mesma cor, aos 55', rumando mais cedo ao balneário e deixando o Sporting em inferioridade numérica durante mais de 35'. Primeiro jogador leonino expulso nesta Liga 2018/2019. Tem de rever a sua atitude em campo.

 

Da lesão de Wendel. Hoje muito marcado, o brasileiro teve uma exibição modesta. E acabou por sair de campo lesionado, aos 58'. Esperemos que não seja nada grave.

 

Do treinador do Aves, José Mota. Expulso por comportamento visivelmente incorrecto perante a equipa de arbitragem, decidiu uma vez mais dar (mau) espectáculo. Esquecendo que no futebol a sério os únicos artistas devem ser os jogadores.

Carlos Lopes

Ao passar os olhos na imprensa desportiva, e tomando nota das vitórias do Benfica e do Braga em campos difíceis, duas equipas "aliviadas" de grandes esforços europeus, parece que este ano a Liga se assemelha a uma maratona, onde quatro concorrentes formam um grupo compacto na frente e aguardam qualquer deslize dos adversários para dar um esticão e ganhar vantagem.

Sendo certo que quem joga bem estará sempre mais perto de ganhar, também é certo que não se pode jogar bem sempre e por vezes é preciso saber jogar mal para sair com a vitória do campo de jogo, e nessas situações é preciso que a massa adepta entenda e apoie incondicionalmente a equipa, seja o tal 12.º jogador de que o Sporting necessita.

O Sporting começou bem com Peseiro. Mas depressa entrou em perda, muitos jogadores a pagar a factura da improvisada pré-época e Peseiro a perder-se nas suas contradições, com Tiago Fernandes ganhou querer e confiança e com Keizer está a ganhar qualidade de jogo e dimensão competitiva.

Mas voltando à analogia com a maratona, precisamos realmente do espírito resiliente e ganhador do nosso grande Carlos Lopes, para aguentar todos os calhaus que surgirem no caminho e chegar à meta à frente ou quase.

E precisamos também do apoio de todos, de ver Alvalade cheio outra vez, e não falo de aldrabices de contagem, falo de olhar em volta e não ver lugares vagos, falo de apoiar desde o primeiro ao último minuto, falo de fazer sentir aos jogadores e à estrutura que estamos com eles, e já agora que o adversário é o Desp. Aves, dizer-lhes que nunca mais vai acontecer a vergonha que alguns fizeram nas escadarias do Jamor.

SL

Prognósticos antes do jogo

Voltamos a fazer um jogo à noite, na véspera de um dia de trabalho. Vamos receber o Desportivo das Aves este domingo, a partir das 20 horas, com a perspectiva de que seja uma partida bem disputada. 

Gostava de saber quais são os vossos prognósticos para o resultado deste desafio, num momento em que seguimos a escassos dois pontos do líder do campeonato.

A final

Começou a ser perdida terça-feira, em Alcochete, quando os jagunços da Juve Leo ali entraram como uma manada de bisontes. 

A derrota ficou ontem definitivamente pré-anunciada, quando o presidente do Sporting escolheu a véspera da final para apontar a dedo os jogadores leoninos - e em particular o capitão Rui Patrício - como autores morais das agressões contra eles próprios. «Houve atletas do Sporting que, infelizmente e pelo seu temperamento quente, não conseguiram aguentar aquilo que é a frustração dos adeptos». Foram as suas palavras textuais.

Enquanto sucedia este psicodrama - o enésimo do consulado Carvalho - o Aves cumpria o seu plano de trabalho: estagiou, treinou-se, robusteceu-se do ponto de vista físico e mental. Apoiado sem reservas pelo seu presidente e pela sua massa adepta.

Quando soou o apito inicial no Jamor, os dados estavam lançados.

Merece parabéns a equipa que hoje conquistou a Taça de Portugal.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - A Final?? Havia outra...

Gosto muito da final da Taça. Mais ainda, gosto muito de ganhar a Taça, aquela competição verdadeiramente democrática, de feitos épicos e de “tomba gigantes”. E depois, disputa-se em “mata-mata”, ou seja, tem tudo a ver com o nosso clube, vivemos assim há anos…

 

Os últimos dias tinham sido de pouco sono, de dormir mal e de ter pesadelos, mas mal o jogo se iniciou, comecei a sonhar acordado: Jesus tinha esboçado um plano maquiavélico para enganar José Mota. Nesse sentido, um bando de caracterizadores invadiu Alcochete e atirou-se aos nossos principais jogadores. Bas Dost era o mais bem maquilhado, com umas assustadoras cicatrizes pintadas na sua testa. As televisões ajudaram a criar um clima dramático, passando a ideia de um intolerável ataque terrorista. De seguida, o treinador leonino suspendeu os treinos e sócios e adeptos desataram a desvalorizar a final da Taça. Mota, ao ver as notícias, convenceu-se de que seriam “favas contadas”. Mandou a equipa deliberadamente para o ataque, impondo um ritmo forte, convencido de que com isso desgastaria uma equipa muito cansada, física e psicologicamente. No meu sonho, com o que o treinador avense não contaria era que o descanso forçado, a que o plano de Jesus obrigou, limparia e libertaria a mente dos jogadores. Uma táctica dinamarquesa…

 

A primeira parte parecia dar razão ao técnico avense. Após um bom início, com 2 cantos logo no primeiro minuto e duas oportunidades perdidas por Gelson na cara de Quim (boas defesas), o Aves marcou, por Alexandre Guedes. Estavam decorridos 16 minutos. Até ao intervalo, o jogo entrou numa toada de equilíbrio, com uma maior agressividade sobre a bola dos nortenhos e maior classe por parte do Sporting, sob a batuta de um Bruno Fernandes cansado mas a fazer belos passes à distância, embora tivesse ficado claro para todos a já tristemente habitual indefinição de posições entre William e Battaglia.

 

O Sporting voltou para a segunda parte com Montero no lugar de William. Bas Dost substituiu o penso pela touca e tentou o golo de pé esquerdo, a passe de Montero. Mathieu, de livre, testou Quim e, de seguida, Vitor Gomes e Bruno Fernandes quase metiam a bola na gaveta. Jesus alterou para uma espécie de 3-5-2, entrando Misic para o lugar de Coentrão, mas Alexandre Guedes, um produto da Formação que nos últimos anos temos vindo a desprezar, marcou o segundo para o Aves.  O jogo parecia sentenciado, mais ainda quando Dost perdeu um golo cantado, acertando na barra sem ninguém à frente. Até que Montero ganhou espaço na área e marcou com uma pontapé volley. Até ao fim, o Sporting tentou, tentou, mas não conseguiu obter o golo que levasse o jogo para prolongamento.

 

O jogo acabou e deixei de sonhar. Acordei para a dura e hedionda realidade. Perdemos. Mas, afinal, o amor à camisola ainda existe, a fazer lembrar outros tempos, época em que não havia claques, nem ameaças de faxes e/ou emails, mas sim o amor genuíno dos adeptos comuns que os jogadores retribuíam de igual forma. Hoje, eles reagiram à “carta” entregue no Jamor por todos os sócios que têm as suas quotas em dia, pagam a sua gamebox anual e mostram uma determinação notável em, de uma forma anónima, nos estádios, no trabalho, em família ou entre amigos, colocar o Sporting sempre acima de vaidades pessoais. Um amor em forma de “nós” e não de pouco mais do que duas dúzias de “eu(s)” (como se já não bastasse o múltiplo “eu” presidencial). Tentaram os nossos jogadores, mas a disposição em campo foi caótica, feita de mais querer do que de organização. E não chegou. Adicionalmente, a equipa ressente-se de, do meio-campo para a frente, só ter um jogador veloz, pelo que os processos são desesperantemente lentos e não existe contra-ataque (desculpem os "técnicos da bola" não falar em transições, mas estou a transitar um mau bocado).

 

Só não quero adormecer agora. Receio o dia de amanhã. Gostava que o sonho pudesse continuar, mas o presente que eu aqui não vou maquilhar é feito de uma intolerável falta de bom senso. Desde logo de quem ainda está à frente do clube e continua a não ver o essencial, preferindo viver uma realidade paralela, mas também de todos aqueles que publicamente produzem declarações que quase incitam a que os jogadores rescindam, mostrando inequivocamente que motivações e ódios pessoais se sobrepõem uma vez mais ao interesse do Sporting Clube de Portugal. Merecemos mais do que isto! Para todos eles, e parafraseando os The National (um forte abraço, Romão), o sistema só sonha na escuridão total. Estamos assim perante um dilema: não podemos ser um clube de “mortos-vivos”, mas não queremos servir para chancelar prova de vida de ninguém que só tem estado distante do clube neste ciclo. “Another day, another dollar”, esta é a história dos últimos 32 anos do clube, qual a surpresa, afinal? Enfim, hoje perdemos e quem gosta do Sporting tem de estar triste. Amanhã renasceremos, uma vez mais. SPORTING !!!

 

Tenor "Tudo ao molho...": Fredy Montero. Uma palavra a Acuña e Battaglia que lutaram até à exaustão.

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O melhor prognóstico

Desta vez não faltaram prognósticos certos. Quatro leitores acertaram no resultado do Sporting-Aves: Carlos Silva, Carlos Videira, Leão de Queluz e Orlando. Motivo que justifica os nossos parabéns.

Aplicado o critério do desempate, o triunfo dos palpites nesta ronda cabe ao nosso prezado Carlos Silva. Porque, além de ter adivinhado o resultado, antecipou também Bas Dost como marcador dos três golos.

Merece parabéns a triplicar.

Autoflagelação

O Sporting mantém-se em todas as competições.
Estamos nas meias-finais da Taça de Portugal e da Taça da Liga.
Lideramos provisoriamente o campeonato no início da segunda volta. Dependendo só de nós e com a segunda melhor pontuação de sempre.
Nos últimos cinco jogos disputados em Alvalade, marcámos 19 golos e não sofremos nenhum.


Temos um ponta-de-lança que figurou no pódio dos melhores marcadores europeus na última época e já leva 24 golos marcados nesta temporada.
No domingo, com quatro oportunidades, Dost concretizou três. Aproveitamento: 75%.


Apesar destes dados factuais indiscutíveis, verifico com espanto que na "análise de  jogo" de vários adeptos, no rescaldo do desafio frente ao Aves, as apreciações positivas recaem na equipa visitante e as palavras depreciativas dirigem-se ao Sporting.

Isto apesar de termos vencido por 3-0.

Antes, em Alvalade, tínhamos ganho ao Marítimo (5-0), ao U. Madeira (6-0), ao Portimonense (2-0) e ao Vilaverdense (4-0).

 

Enfim, cada um vê o jogo à sua maneira.

No jogo que eu vi, o Sporting controlou a partida do princípio ao fim, foi paciente quando o Aves estacionou o autocarro, marcou dois belíssimos golos e teve a tal "estrela de campeão" quando viu a única real oportunidade de golo adversário embater na barra.

O jogo que a imprensa desportiva viu não foi diferente.

«O primeiro golo deu tranquilidade, o segundo 'matou' o jogo e o terceiro compôs uma segunda parte de sentido único, ou quase", escreveu António Magalhães no Record. Enquanto Fernando Urbano, no diário A Bola, assinalava que o Sporting "deixou a ideia de que tinha conseguido ganhar sem se cansar muito".


Não houve exibição de gala no domingo.

Mas prefiro sempre amealhar os três pontos: nada mais me interessa. E saudei efusivamente a grande estreia do Rúben Ribeiro com as nossas cores.

Até este reforço leonino, no entanto, mereceu críticas de alguns adeptos. Tivesse ele ido para o FC Porto, que quis contratá-lo, e andavam agora esses mesmos sportinguistas em sessões de autoflagelação entoando loas à "capacidade contratual" de Pinto da Costa...

 

Vá lá alguém entendê-los. Eu não consigo.

Pensamento matinal positivo

Entre a algazarra festiva das roulotes, os golos na cerveja e os mais saborosos ainda oferecidos pelo enormíssimo Dost, a seguir; ali, de courato na mão, lá ouvi aquele esverdeado fatalismo, tantas vezes propalado em surdina: "Epá, estou com um feeling que hoje escorregamos. Já começou mal no futsal..."

Horas depois, já sabemos como foi. Tal como o courato, que nada pôde contra a minha vontade de o reduzir à sua limitadíssima significância, também o Desportivo das Aves nada pôde contra a vontade de vencer do Sporting. Ainda tentou levantar voo, atirando uma bola à trave do nosso guardião, ainda fez um ou outro passe de ruptura bem medido nas costas da nossa defesa, mas o Leão mais que saber prender-lhe as asas, fez impiedoso uso das suas armas, atirando três tiros certeiros, sem resposta. Ganhadores. 

 

A superioridade da nossa equipa face ao oponente da vila das Aves não merece discussão, antes, durante e depois dos noventa minutos, mesmo assim, na bancada houve quem tivesse tido calafrios e não por causa do frio nocturno. Nas nossas hostes há uma desconfiança, um pessimismo, um derrotismo atávicos, que moem, primeiro, e chateiam, depois. E eu, mea culpa, mea culpa, a espaços caio na esparrela. Por essa e tantas outras razões ainda bem que não sou jogador. Não tenho dúvida: se os nossos entrassem em campo e lá estivessem com o estado de espírito que às vezes me tolda a convicção que tenho da nossa força, certamente que os nossos jogos seriam de dó.  

 

A todos que possamos duvidar da qualidade e valor da nossa equipa, convido a imaginarmos todo um estádio de futebol dominado por essa energia negativa. A coisa, além de entrar para o Guinness como um dos mais maciços exercícios de masoquismo, levaria a uma derrota das nossas cores garantidamente, também. Se o convite não convence, desafio-vos então a pensar que no trabalho de cada um, à nossa volta, apenas uma ínfima minoria acredita que cumpriremos a nossa obrigação, que faremos bem o nosso trabalho. Um pesadelo, não é?

 

Mais bonito, e seguramente muito mais sportinguista, foram e são as palmas que ontem batemos ao Rúben Ribeiro. Belos aplausos a cada recuperação de bola que o novo camisola 7 fez. E a camisola assenta-lhe bem. E nós nunca a vimos no mesmo sítio. É jogador, o Rúben. Sempre a criar linhas de passe, sempre a querer bola, dando-se ao jogo e dando jogo aos companheiros com quem parece ter jogado vai para várias temporadas. Grande aquisição! E nós devemos aprender com o Rúben Ribeiro. "Vim para ser campeão", disse já o jogador como tantos outros, mas jogou já para isso. O homem diz ainda que chegou ao maior clube português. Ouviram? O Rúben Ribeiro diz que chegou ao maior clube português!!! Cumpre um sonho. Ponto alto da carreira. Tudo fará para que o Sporting seja ainda maior, tenha ainda mais títulos. Ontem, repito-me, jogou para isso. Aprendamos com o Rúben Ribeiro.

"DOST TRIPLA", "TOMA LÁ MAIS TRÊS", "FÓRMULA DOST", titulam os matutinos desportivos que me convidam a titular como titulo esta que é a minha estreia no És a Nossa Fé. Sabe tão bem acordar com parangonas destas espalhadas pelas bancas, mesas de cafés, sala de espera de consultórios vários. Lembrar a nossa grandeza e força, logo pela matina.

 

O espírito leva-me ainda à recordação de um anúncio ao leite Matinal: "Se eu não gostar de mim, quem gostará?" Perguntava-se em voz off. Se nós sportinguistas não gostarmos de nós, sabemos que ninguém gostará. A nossa grandeza mede-se muito pela grandeza com que apoiamos e acreditamos em nós, no nosso Sporting Clube de Portugal. 

Mais. O prazo de validade deste convite não deve esgotar-se hoje em caso de vitória do Porto e nós perdermos a liderança. Este convite é válido até Maio. Todos os meses de Maio de todos os campeonatos nacionais de futebol. 

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da vitória concludente e tranquila do Sporting nesta primeira jornada da segunda volta. Triunfo sem discussão frente ao Aves, por 3-0. Somamos mais três pontos, permanecemos invictos nas competições nacionais e estamos provisoriamente na liderança do campeonato.

 

De Bas Dost. Começam a escassear os adjectivos para qualificar o ponta-de-lança holandês, o melhor em campo. Esta noite voltou a marcar os três golos da nossa equipa - repetindo a dose da jornada anterior, contra o Marítimo. Três golos diferentes: o primeiro de cabeça (31'), o segundo de grande penalidade (52') e o terceiro com o pé direito (90'), coroando da melhor maneira uma grande jogada de futebol ao primeiro toque. O estádio, apesar do frio da noite, aqueceu - e de que maneira - com os gritos "Bas Dost" ecoados por mais de 40 mil gargantas nas bancadas em Alvalade.

 

Dos números do nosso goleador máximo. Bas Dost, nesta segunda época ao serviço do Sporting, já marcou 53 golos em 49 jogos do campeonato. Na presente temporada leva 24 marcados - 19 dos quais na Liga. Prepara-se para ser novamente o maior goleador da principal competição portuguesa. Com todo o mérito.

 

Da estreia de Rúben Ribeiro.  Não podia ter corrido melhor. Chegou quinta-feira a Alvalade, oriundo do Rio Ave, e no domingo já se estreava oficialmente com as nossas cores. Actuou com liberdade de movimentos no centro do terreno, entre o meio-campo e o ponta-de-lança, e protagonizou a mais vistosa jogada individual do desafio com uma assistência para o nosso primeiro golo. Notável a forma como temporizou, tirou do caminho o defesa que lhe surgiu pela frente e centrou para Bas Dost marcar. Quatro minutos depois, aos 35', serviu muito bem Bruno Fernandes num lance de que poderia ter resultado o nosso segundo golo. Quando foi substituído, aos 66', recebeu uma calorosa ovação dos adeptos, que conquistou à primeira: recém-chegado, até parece que joga há muito no Sporting.

 

De Bruno Fernandes. Disciplina táctica, visão de jogo, vigor físico, vontade de empurrar sempre a equipa para a frente: Bruno Fernandes, numa posição mais recuada do que tem vindo a ser habitual, confirmou todas as qualidades que já vinha demonstrando no Sporting. Faltou-lhe apenas o golo, que foi tentando do princípio ao fim, para ter uma exibição de cinco estrelas.

 

De Wiliam Carvalho. Naquele seu jeito de falso lento, correu quilómetros. Não houve praticamente uma jogada do Sporting que não passasse pelos pés dele. Pendular, seguro, contribuiu para a excelente organização colectiva da equipa ao assegurar a ligação entre os sectores. E arriscou avançar no terreno diversas vezes, em trocas posicionais com Bruno Fernandes, confirmando que é um elemento vital neste Sporting que sonha ser campeão.

 

De Fábio Coentrão. Grande partida do nosso lateral esquerdo, que em muitas fases do jogo parecia um extremo, compensando a apatia do apagado Acuña. Revela frescura física e uma entrega ao desafio verdadeiramente notáveis. A sua condição atlética deixou de ser uma preocupação para os adeptos.

 

De Piccini. Veio de uma lesão, mas ninguém diria. Boa parte do caudal ofensivo leonino ocorreu no seu corredor, tendo o italiano como protagonista. Notável de precisão o centro aos 90', que funcionou como assistência para o nosso terceiro golo. Está a tornar-se imprescindível no nosso onze titular.

 

De ter sido mais um jogo em que não sofremos golos. A marcar cada vez mais, a sofrer cada vez menos: 8-0 nas últimas duas partidas do campeonato. É este o caminho.

 

De dependermos só de nós. Estamos no comando da Liga, à condição. Se quisermos, ninguém nos trava o passo.

 

 

 

Não gostei

 

 

Daquela bola do Aves que bateu com estrondo na nossa barra. Iam decorridos 42 minutos de jogo e se tivesse sido golo a história desta partida talvez fosse diferente. A estrelinha de campeão já está a funcionar?

 

Do resultado tangencial ao intervalo. Aquele 1-0 sabia a pouco.

 

De Acuña. Outra partida muito fraca do extremo argentino, vários pontos abaixo da exibição média da equipa. É claramente um candidato ao banco de suplentes nos tempos mais próximos.

Prognósticos antes do jogo

Concluímos a primeira volta com a equipa invicta e a depender só dela, a dois pontos do FC Porto. Com a segunda melhor pontuação de sempre, à 17.ª jornada, num campeonato nacional.

Chega para nós a segunda volta neste domingo à noite: recebemos o Desportivo das Aves a partir das 20.15.

Quais são os vossos prognósticos para este jogo?

Os melhores prognósticos

A nova época promete. Pelo menos aqui no blogue em matéria de prognósticos. Logo à primeira, houve seis palpites certos para o desfecho do Aves-Sporting, que inaugurou a Liga 2017/2018. Aqui ficam registados, por ordem de entrada em cena: Octávio, Tony Cebola, Ricardo Roque, Manuel Oliveira, J. Ramos e Sam.

Aplicado no entanto o critério do desempate, relativo ao nome do marcador dos dois golos, só um se destaca: o nosso leitor J. Ramos. Mais nenhum mencionou Gelson Martins como marcador.

Foi ele, portanto, o vencedor. Está de parabéns.

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