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És a nossa Fé!

Sporar e Pedro Mendes

Com a saída de Luiz Phellype para o Japão (empréstimo com opção obrigatória ao FC Tokyo) e de Renan para a Arábia Saudita (onde passou a integrar o plantel do Al-Ahli), a SAD leonina continua sem solucionar o futuro de oito jogadores que mantém sob contrato. 

Interessam-me sobretudo os avançados. Neste caso, há quatro: Slimani, Jovane, Sporar e Pedro Mendes.

Como é sabido, o argelino está riscado desde Abril por Rúben Amorim e o caboverdiano deixou de fazer parte dos planos da equipa técnica a partir do momento em que terá recusado renovar o seu vínculo contratual. Mas o português (que volta de um empréstimo ao Rio Ave após 10 golos em 43 jogos na Liga 2) e o esloveno (que também regressa a Alvalade após empréstimo ao Middlesbrough, da segunda divisão inglesa, onde marcou oito golos em 37 partidas) poderão ainda ser recuperados para a nova temporada com a missão específica de a meterem lá dentro?

Partilho esta interrogação convosco. Talvez seja útil reflectirmos sobre o tema.

 

P. S. - Os outros quatro jogadores com destino incerto são Battaglia, Eduardo Henrique, Eduardo Quaresma e Idrissa Doumbia.

Quem vai marcar golos no Sporting?

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O Sporting iniciou a pré-temporada com três exclusões do plantel. Uma já anunciada - a de Feddal, que chegou ao fim do contrato. Outra já aguardada - a de Slimani, que entrou em ruptura com o treinador. E uma terceira, algo inesperada - a de Vinagre, autorizado a não comparecer em Alcochete porque a SAD tenciona emprestá-lo durante a próxima época futebolística. Está, portanto, fora dos planos de Rúben Amorim apesar do elevado montante que o Sporting pagou por ele. 

Perante este cenário, reitero o que aqui escrevi a 11 de Maio: foi uma contratação inexplicável. Estamos perante um lateral esquerdo que raras vezes foi opção na temporada cessante, tendo sido ultrapassado por Matheus Reis, Nuno Santos e até Esgaio como lateral esquerdo.

 

Dos reforços até agora anunciados, apenas a vinda de St. Juste - o central mais caro de sempre da nossa equipa - me parece inquestionável. Morita, para mim, continua a ser incógnita. E o muito jovem Fatawu, para já, será remetido aos sub-23.

Sabe-se, entretanto, que Gonçalo Esteves irá rodar por empréstimo noutro emblema da I Liga - falando-se no Estoril ou no Casa Pia, clubes com os quais mantemos boas relações. Não me parece mal, pois continuaria tapado por Porro e Esgaio. 

Estando assente a saída de Palhinha, mantém-se a incógnita em torno de Matheus Nunes. Os dois jogadores não se apresentaram ontem em Alcochete por estarem ainda de férias após terem participado pela selecção na Liga das Nações.

 

É tudo? Não pode ser.

Continua a faltar um elemento fundamental. Alguém que marque golos, que seja concorrente directo de Paulinho. Tiago Tomás rumou ao campeonato alemão, Jovane deixou de contar para Amorim, Sarabia - nosso maior marcador em 2021/2022 - regressou a Paris, de onde viera por empréstimo. 

Temos um défice evidente neste sector da equipa. O problema permanece por resolver. Com poucos golos, é difícil ganhar jogos - e quase impossível vencer campeonatos.

Pelo regresso ao Sporting de Tiago Djaló, Pedro Marques e Domingos Duarte

Texto de Ulisses Oliveira

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Tiago Djaló

 

O plantel do Sporting precisa de mais um avançado. Caso Paulinho falhe, Tiago Tomás tem mostrado que não é ponta-de-lança e o seu jogo nessa posição fixa é facilmente anulável pelos adversários. TT pode ser um excelente jogador, mas a partir das alas para o meio, como aliás o fez em boa parte da época passada.

Em termos de perfil, não acho necessário um "pinheiro". Para isso temos Coates e os demais defesas centrais, bem como Palhinha. Quando é preciso eles estão lá.

Seria interessante ter um jogador que se movimente bem, com golo (com último toque), com boa relação com a bola (capacidade técnica) e rápido. Se não pudermos investir forte, recomendaria o regresso de Pedro Marques.

É top? Até agora não podemos dizer que o seja. Mas há aqui um ponto muito importante que é a gestão de expectativas do jogador que vier. É que, para vir alguém, provavelmente será para substituir Paulinho e/ou TT apenas a espaços. Ora Pedro Marques, neste momento, creio que preferia ser suplente no Sporting, mesmo que com pouca utilização, do que sê-lo no Famalicão (ainda assim, não deixa de marcar uns golitos).

Portanto, para avançado votaria em Pedro Marques. No entanto, caso houvesse dinheiro para investir, as últimas exibições de Vitinha do Braga têm dado a conhecer um avançado aparentemente com muito potencial. Só que o Salvador iria abrir a boca com um valor proibitivo para nós.

 

Precisamos também de um defesa central, ainda que aqui sinta que as adaptações estão a correr muito bem e que só mesmo pelo Covid e pelo desgaste da época possa ser necessário pensar em algo. Falam muito bem de Marsà como central do lado esquerdo (o que obrigaria Inácio a permanecer na direita), mas não o conheço.

Quem gostaria de ver seria Domingos Duarte, ou Tiago Djaló (este, mais difícil, creio, mas com maior margem de progressão e de valorização). No caso de não termos capacidade para investir, outra possibilidade -- mais velho, mas polivalente -- seria Daniel Carriço (33 anos).

Imagino que provavelmente esta opinião não terá o apoio de quase ninguém, mas seria como veio João Pereira, como esteve Antunes e, ainda que com outra utilização, como está Neto. Não sei em que forma está, nem sei se está lesionado, se está em boas condições físicas, mas é experiente e sportinguista.

 

Em suma: regresso de Pedro Marques e de Domingos Duarte ou de Tiago Djaló. Se não puder ser, então que venha o Carriço.

 

Texto do leitor Ulisses Oliveira, publicado originalmente aqui.

Nuno Moreira

 

Nuno Moreira, avançado formado no Sporting que na época anterior tinha jogado na equipa B, foi cedido ao Vizela no Verão passado.

Depois de vê-lo marcar aquele golaço pelo seu novo emblema no jogo que eliminou o Braga da Taça de Portugal, na quinta-feira, interrogo-me se fizemos bem em prescindir dele pois precisamos de reforçar a nossa linha ofensiva.

Há quase dois anos mencionei-o aqui depois de o ver uma partida enorme contra o Benfica para a Liga Revelação: dois golos e assistência para um terceiro. Num jogo que começámos a perder 0-2 e acabámos por vencer 3-2. Graças a ele.

Gostaria que o Nuno tivesse outra oportunidade no Sporting. Serei o único a pensar assim?

Temos um problema

Marcámos só cinco golos nos últimos cinco jogos.

A tendência vem-se acentuando, mas começou atrás. 

 

Como assinala Rogério Azevedo no jornal A Bola, o Sporting só por três vezes marcou mais de dois golos nos últimos 44 jogos que disputou. Um deles nesta época: a vitória por 3-0 frente ao Vizela, na primeira jornada do campeonato.

É pouco, muito pouco.

 

Temos um problema. Que exige solução urgente, à atenção do nosso treinador.

Confio, claro, em Rúben Amorim.

Toma nota, Paulo

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Perdoa a franqueza, mas interessa-me pouco o teu "trabalho sem bola". Quero é que marques golos de verde e branco. 

Quero que deixes de ser Paulinho e passes a ser Paulão. Que rima com Leão.

Se não te sentes em forma, por algum motivo, pede ao treinador para fazer avançar o Tiago Tomás. Tu ficas no banco a ganhar balanço. Talvez te faça bem.

A voz do leitor

«Continuo a não perceber a dispensa do Pedro Marques, a não ser que esteja alguém na calha. O Tiago Tomás sempre teve menos golo que o Pedro Marques e não teve guia de marcha para ganhar calo noutro sítio. E daquilo que mostrou na pré-época, também não anda muito certeiro. Espero, sinceramente, que a partir de Setembro, quando as competições começarem em alta rotação, que haja uma alternativa viável ao Paulinho, senão sinto que vamos sofrer muito.»

 

Luís Barros, neste meu texto

Avançados que não são Paulinho

Não quero crer que seja Paulinho o ponta-de-lança que irá reforçar o Sporting nesta janela. Não é mau jogador, mas tem quase trinta anos e um custo absurdo, pronto a ir para os cofres de um clube da mesma liga. Pelo que se lê e ouve, é uma pequena obsessão de Amorim e hoje, todos confiamos em Amorim mas se temos 12 a 15 milhões a mais, acredito que haja melhores opções, em ligas periféricas. A saber:

Dennis Man, 22 anos, romeno, Steua Bucareste, 6,5 milhões de euros (valorização do Transfermarkt) – É jovem, buscará outro patamar competitivo e é um goleador que leva 17 golos em 20 jogos esta época. Está rodeado de outros jogadores de qualidade e um deles, o extremo Florian Coman, também seria bem-vindo, numa operação mais para o verão.

Bruno Pektovic, 26 anos, croata, Dínamo Zagreb, 11 milhões de euros – Mais experiente e corpulento do que a opção anterior, Pektovic é um jogador que me enche as medidas. Internacional croata, leva 8 golos esta época depois de 25 nas duas últimas. Não teve grande sucesso em Itália e terá a ambição de se afirmar fora do seu país.

Giorgos Giakoumakis, 26 anos, grego, VVV-Venlo, 0,8 milhões de euros – Opção mais desconhecida e barata da lista, este grego soma 20 remates certeiros na liga holandesa, depois de alguns anos interessantes no seu país. É bem verdade que esta não é a liga mais competitiva do mundo mas a verdade é que soma mais golos do que nomes mais sonantes ou a quem apontam grande futuro como Malen, Boadu, Antony ou Tadic.

Paul Onuachu, 26 anos, nigeriano, Genk, 12 milhões de euros – É o goleador da liga belga e tem sido um marcador de golos consistente na Europa. Experiente, mas com margem de progressão seria uma adição de primeira linha. É companheiro do compatriota Cyril Dessers, da mesma idade, que fez grande época no ano passado e que seria uma opção também interessante.

Estes são apenas alguns nomes, muitos mais existem, de avançados que não são Paulinho e que nos impedem de enriquecer ainda mais o Braga e sobretudo, nos dão garantias de golos.

Paulinho? Nem pensar

Texto de Luís Barros

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Paulinho no Sporting, só mesmo o que já lá está há mais de 30 anos.

Agora a sério. Não consigo perceber e aceitar a paixão pelo jogador mediano do Braga, que nunca fez parte do pódio dos melhores marcadores nacionais. Nas últimas épocas o Sporting teve quase sempre um goleador no trio do pódio e nenhum deles foi aposta superior a 10 milhões (Bas Dost), sendo que um custou umas centenas de milhares de euros (Slimani). Agora, apostar num jogador com 28 anos, pertencente a uma agremiação que tem sujado o nome do Sporting e que reclama valores completamente irreais, nem pensar.

Rúben Amorim falou que se deve fazer contratações como aposta de futuro e aí concordo com ele.

 

Como já escrevi algumas vezes, há jogadores no mercado europeu que se adaptam ao perfil adoptado pela equipa.

João Klauss, com 23 anos, tem jogado pouco este ano, mas na época anterior esteve emprestado ao Lask Linz e marcou 20 golos em 45 jogos. Antes esteve emprestado ao HJK da Finlândia onde marcou 24 golos e foi o melhor marcador do campeonato. Este jogador tem um físico considerável e joga bem com os pés e de cabeça - no fundo um jogador tipo Paulinho, mais barato, mais novo e mais possante.

Uma proposta de empréstimo com opção de compra poderia ser uma aposta ganha.

 

Se o estilo é mais do género de Slimani, então porque não Arthur Cabral, de 22 anos, do Basel e que já conta com experiência no campeonato suíço, onde leva 8 golos em 16 jogos nesta época e marcou 18 em 39 jogos na época anterior.

E se as finanças estivessem mais abonadas há ainda Odsonne Édouard, avançado internacional pelas camadas jovens da França e que joga actualmente no Celtic, clube com uma camisola semelhante à nossa. Portanto, sem dificuldade de adaptação ao traje.

 

Estes três nomes mostram que opções há muitas, e certamente mais atractivas em todos os aspectos, do que comprar um avançado que ao fim destes anos nem chamou atenção ao Clube-mãe da agremiação bracarense.

 

Texto do leitor Luís Barros, publicado originalmente aqui.

Sporar deve encostar?

O Sporting goleou o Sacavenense para a Taça de Portugal: 7-1. Mas nem um desses golos foi marcado pelo suposto artilheiro de serviço, o esloveno Sporar. O mesmo que dispôs de pelo menos quatro oportunidades flagrantes de a meter lá dentro na partida seguinte - contra o Moreirense, para o campeonato - e falhou todas.

Único suposto ponta-de-lança operacional no actual plantel leonino, o ex-avançado do Slovan Bratislava leva apenas dois golos marcados nesta época 2020/2021. Atrás de Pedro Gonçalves, Nuno Santos, Tiago Tomás, Jovane e Coates. Algo aqui não bate certo.

É o momento de perguntar: deve Sporar ser remetido ao banco de suplentes por falta de aptidão para o golo? E, nessa hipótese, quem deveria jogar no lugar dele? Fica a questão, aguardando respostas.

A táctica do martelo

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Na conferência de imprensa de antevisão do jogo de ontem, quando lhe pediram para comentar a escolha de Jovane em detrimento de Sporar para o jogo inicial, Rúben Amorim disse o seguinte: «São jogadores de características diferentes. Estamos a apostar de início no Jovane que com a sua indisciplina tática cria espaço e depois temos dois jogadores, como o Pedro Gonçalves e o Nuno Santos, que estão a saber ler bem as movimentações do Jovane. Quando é o Sporar é porque escolhemos ter uma pessoa mais fixa no centro e que apareça mais vezes na área do que o Jovane. Depende muito do que o jogo está a pedir. Aliás, tem-se visto que nos últimos jogos tenho substituído sempre o Jovane pelo Sporar. Não porque um está a jogar mal, mas porque é o que o jogo está a pedir».

Quando as coisas não estão a funcionar, Amorim, mantendo o sistema táctico, mas trocando jogadores e alterando posições, ao mesmo tempo que coloca o tal ponta de lança que ocupa o espaço, parece de alguma forma também apostar na tal indisciplina táctica como forma de desmontar bloqueios e marcações, e fazer com que o talento dos jogadores resolva os problemas que o modelo de jogo definido não consegue resolver.

Nestes três últimos jogos, não há dúvida que a fórmula da tal indisciplina táctica funcionou. Foram um empate e duas vitórias conseguidas nos últimos minutos das partidas, sinal que os jogadores estão com ele e acreditam na mensagem que lhes é passada. Nunca é de mais lembrar que muitos desses jogadores são jovens nados e criados em Alcochete, não são Alans nem Bryans Ruizes (que me perdoe o Bryan pela companhia), vindos de longe e pagos a peso de ouro.

No entanto, cada vez mais se nota que os adversários estudam a forma de jogar do Sporting, sabem como anular as suas dinâmicas e falta a tal via alternativa ou a "táctica do martelo", ou seja, ter a capacidade de num remate de longe, na sequência dum canto, dum livre frontal ou lateral, num lançamento de bola lateral, pôr a bola lá dentro e assim, meio do nada, dar uma martelada forte na moral do adversário. Pelo contrário, as tais marteladas temos sofrido nós: logo com o Lask levámos uma e ainda ontem, num desvio de classe do gilista, que deixou Adán sem reacção, levámos outra que nos ia custando a derrota. Sem resolver esta questão nas duas áreas, marcar assim e não sofrer assim, não podemos ter grandes veleidades. 

Para isso, além do treino específico que Palhinha, Coates, Feddal e Neto terão de fazer,  bem como os especialistas do remate de meia distância, há uma coisa que me parece essencial: entrarmos em campo com um ponta de lança.

E como Acosta, Jardel, Liedson, Slimani ou Bas Dost não podem, já cá não estão, então temos de entrar em campo com... Sporar. 

SL

Slimani teria sido óptima escolha

Texto de Rautha

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Foi preciso ano e meio para termos uma janela de mercado relativamente razoável, comparando com três janelas de mercado onde vendemos ao desbarato (nem todos, mas Bas Dost, Nani e El Avioncito foram, literalmente, jogados fora) e comprámos entulho, do qual teremos muitas dificuldades em nos livrar.

 

Relativamente razoável porque comprámos alguns reforços dignos desse nome, até ver - casos de Pote, Nuno Santos, João Mario e Porro.

Mas ainda não fomos capazes de comprar/arrendar um avançado forte e bom no jogo aéreo, o que torna bastante infrutíferos os bons cruzamentos de Nuno Mendes e Porro.

 

Não trouxemos Paulinho, o que é sempre bom, [para não] dar dinheiro ao Braga por um jogador que marcou muitos golos esta época, mas que marcou apenas cinco na Liga 2018/2019, em 29 jogos.

A ser verdade que considerámos dar 15/20/25 milhões por Paulinho mas considerámos incomportável trazer o Slimani, fico estupefacto.

O argelino marcou, esta época que findou, nove golos em 18 jogos, com sete assistências.

Mesmo com 32 anos, continua aguerrido, capaz de pressionar o primeiro defesa da equipa. Boa constituição, boa capacidade física, disponbilidade, poucas lesões.

Teria sido uma óptima escolha para este plantel, com amor pelo clube e uma experiência que seria benéfica.

Na minha opinião de bancada, claro.

 

Voltando [à] "vaca fria", João Mário é um excelente regresso. Um campeão da Europa. Desaproveitado e desmotivado, retorna a casa para dar novo rumo à sua carreira, como Nani fez.

Se, no mínimo, tiver o impacto que Nani teve, ficámos indubitavelmente mais fortes.

 

Ficamos com excelentes opções no meio-campo.

No primeiro jogo pós-Wendel, vimos um Matheus mais solto, mais dinamizador, menos preocupado em equilibrar as correrias de Wendel. Que se mantenha assim e temos um Matheus renovado, Palhinha, João Mário, Pedro Gonçalves. Tudo gente capaz de solidificar aquele meio-campo.

 

Fica a faltar o tal Slimani (similar) e um defesa central capaz de empurrar Feddal para o banco. Ou então aproveite-se Gonçalo Inácio ao máximo, o rapaz tem dado boa conta de si.

 

Texto do leitor Rautha, publicado originalmente aqui.

Ponta-de-lança: quais as vossas sugestões?

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Falta uma semana para o fecho do mercado de transferências. O Sporting, aparentemente, continua a necessitar de um reforço: um avançado posicional, de pé quente e com faro de golo. Um verdadeiro ponta-de-lança, enfim.

Venho fazer-vos um desafio: sugiram nomes que dentro das possibilidades financeiras do nosso clube possam ainda integrar o plantel leonino nesta posição de que ainda estamos carecidos. Talvez uma dessas sugestões acabe por tornar-se realidade.

 

Agradeço ao leitor Luís Barros, que tomou a iniciativa de me propor este repto. E passou ele próprio da teoria à prática. Fazendo as sugestões que passo a reproduzir:

João Klauss - nacionalidade: Brasil/Alemanha - 23 anos - 1,90 m - clube actual: TSG 1899 Hoffenheim - transfermarkt: 2,00 M€
https://youtu.be/PrndTn5JEOE

Petar Musa - nacionalidade: Croácia - 22 anos - 1,90 m - clube actual: Slavia de Praga - transfermarkt: 1,50 M€
https://youtu.be/zx8iPpYgpiM

Jean-Pierre Nsamé - nacionalidade: Camarões/França - 27 anos - 1,88 m - clube actual: Young Boys - transfermarkt: 7,00 M€
https://youtu.be/-O4M1iC7oqQ

 

São as propostas dele. E as vossas?

Algumas sugestões para reforços

Texto de Rafael Marques

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Haverá essa necessidade [de contratar outro avançado] pela incógnita que é Luiz Phellype depois da lesão, visto que este em boas condições é jogador a ter em conta. Sporar (que aprecio), Tiago Tomás (está a surpreender mas precisa de jogar) e Vietto dão para o gasto.

Caso fossem ao mercado diria Bruno Petkovic, avançado croata que recentemente marcou a Portugal (25 anos, 1,93m e tem vindo a subir bastante de rendimento), sendo um " Mandzukic dos pobres", por assim dizer).

Há outras opções a "custo zero". Callejón seria uma mais-valia: apesar do custo (que não seria barato), ainda tem alguma coisa a dizer no mundo do futebol (talvez Plata tomasse notas). Se não este, Wellington Nem, que já esteve no radar do SCP e não entendo porque se encontra sem clube (qualidade não lhe falta, mas a folha salarial também deve acompanhar).

Onazi (médio defensivo) ou Oscar Hiljemark (médio-centro) para o meio-campo: não sendo nenhuns potentos, têm experiência internacional e poderiam acrescentar alguma coisa. E Naldo (que já passou pelo Sporting), com 32 anos feitos recentemente, ainda daria facilmente umas de xerife na nossa Liga.

Um jogador que me caiu no goto foi o Kraev, que jogou no Gil Vicente no ano passado e pertence aos quadros do Midtjylland. Não percebo como nenhum clube português avança para a sua contratação (este ou Racic, visto que o Valência é aparentemente uma casa a arder).

 

Texto do leitor Rafael Marques, publicado originalmente aqui.

Eric Dier, Zlatan Ibrahimovic e algumas ideias mais ancoradas à realidade

Este jogo com o Santa Clara demonstra que precisamos de um avançado que seja aquilo que Sporar não consegue ser e Pedro Mendes precisaria de um tirocínio numa equipa de meio da tabela para conseguir vir a ser. A este último, recomendaria um regresso às origens, num ano de empréstimo ao Moreirense, levando consigo, nas mesmas condições, Tomás Silva, com quem formou uma excelente dupla no arranque dos sub-23.

O sonho seria Zlatan Ibrahimovic (sonhar não custa) mas na nossa realidade triste já não espero melhor do que um "anjo caído" como Balotelli ou então um veterano como o retornado Slimani ou o emblemático Eder. Mais lúdico do que isso só forçar o miserável Rafael Leão a resolver o imbróglio da indemnização com uns bons anos de trabalhos forçados a marcar golos... Ou, lá está, convencer o empresário que mais lucrou com o ataque a Alcochete a convencer o AC Milan a pagar dois anos de salários ao astro sueco para seguir as pisadas de Schmeichel numa reforma gloriosa em Alvalade.

No meio-campo, como Palhinha aparenta ter a guia de marcha carimbada – juntando-se a Matheus Pereira, Demiral ou Domingos Duarte entre os escorraçados –, há que ter alguém capaz de ser o que Idrissa, Matheus e Battaglia não são: um muro dinâmico que faça acontecer e impeça que aconteça. Adrien Silva? Não sei se não será demasiado tarde, embora seja um jogador admirável. Sonho impossível? Eric Dier, mesmo que por empréstimo com ou sem opção de compra. Solução plausível? Não vender Palhinha ou apostar todas as fichas em Daniel Bragança.


E ainda mais um extremo. Ou uma oportunidade de “scouting” do género Gonzalo Plata ou então o regresso de Nani ou de Wilson Eduardo, para juntar experiência à miudagem. 

São os casos mais gritantes, mas outras trocas haveria para fazer: Beto Pimparel por Renan, um objectivo lateral não identificado (não digo que não ao espanhol Pedro Porro, ainda que seja ciência que desconheça...) por Rosier (fazendo o francês rodar em França e evitando dar meia-dúzia de milhões por Ricardo Esgaio depois de o termos oferecido ao Braga), em vez do marroquino sevilhano Feddal já apalavrado talvez José Fonte ou Marcos Rojo para apadrinharem o crescimento de Gonçalo Inácio ou o regresso de Ivanildo Fernandes, a contratação de Gonda do Portimonense ou o regresso de Lumor em caso de saída de Acuña (sendo a aposta em Nuno Mendes tão assumida quanto a feita em Eduardo Quaresma), Kraev como alternativa a Wendel se este sair ou Francisco Geraldes desistir de lutar, e a reintegração de Gelson Dala no plantel.

Qualquer coisa como isto:

Luís MaximianoBeto Pimpapel e Diogo Sousa (B e/ou sub-23)

OLNI/Pedro Porro, Ristovski, Coates, Neto, Eduardo Quaresma, Feddal/José Fonte/Marcos Rojo, Ivanildo Fernandes/Gonçalo Inácio, Nuno Mendes e Acuña/Gonda/Lumor

Dier/Adrien Silva/Palhinha, Matheus Nunes/Idrissa Doumbia, Daniel Bragança, Wendel, Francisco Geraldes/Kraev

Jovane Cabral, Gonzalo Plata, Nani/Wilson Eduardo e Joelson Fernandes/Bruno Tavares

Ibrahimovic/Balotelli/Slimani/Eder, Sporar, Vietto, Gelson Dala


Chegaria para o título? Talvez só com Dier e Ibrahimovic. Mas seria um início.

Vai marcando, mas longe de Alvalade

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Tem 23 anos, é adepto leonino, foi o melhor marcador e melhor jogador do campeonato angolano, chegou em 2016 ao Sporting como um promissor talento à espera de ser lapidado na nossa academia.

Jorge Jesus não tinha paciência para miúdos. Portanto Gelson Dala foi andando nas periferias. Jogou na equipa B, enquanto existiu, e ali deixou um excelente rasto: 13 golos em 17 jogos incompletos.

Só seis meses depois de chegar a Alvalade treinou pela primeira vez com a equipa sénior, mas não passou de uma falsa partida. Ainda participou na pré-temporada seguinte com os "grandes" mas no mercado de Inverno de 2017/2018  acabou emprestado ao Rio Ave. Com apenas um minuto de presença na equipa A do Sporting para o campeonato e 70 para a Taça de Portugal.

 

Em Vila do Conde bastaram-lhe 17 minutos em campo para se estrear a marcar na Liga nacional. E por lá permaneceu, sempre por empréstimo, durante cerca de ano e meio. No Verão de 2019, regressou à base. Mas Marcel Keizer não o quis sob o seu comando: nem um minuto lhe concedeu na pré-temporada. Novo empréstimo, desta vez para um clube turco, onde esteve até há um mês.

Regressado - novamente emprestado - ao Rio Ave, não tardou a mostrar serviço: três golos em quatro jogos já efectuados. Dois deles selando a vitória contra o Tondela, neste fim de semana, que garantiu três pontos à equipa comandada por Carlos Carvalhal. Já tinha sido fundamental para segurar o empate frente ao Famalicão.

O jornal O Jogo chama-lhe «suplente de luxo». E com razão: o jovem angolano anda a marcar um golo a cada 32 minutos. Sempre a saltar do banco com sucesso.

 

Velocidade, finta, recepção orientada, controlo de bola, correcta posição do tronco na altura do remate: todos estes atributos o recomendam para um lugar ao sol no plantel leonino.

É caso, portanto, para perguntar: quando conseguirá Gelson Dala - já com 27 internacionalizações por Angola - uma verdadeira oportunidade no Sporting três anos e meio depois de ter chegado a Portugal?

Hoje de manhã…

… encontrei um amigo de infância, sportinguista, que me pergunta:

- Então amanhã, vais à manifestação?

Sorri e disse: - Isto anda tudo doido… e mau, muito mau!

- Mau é favor - desabafou -, parece que nunca aprendem. O Sporting é sorvedouro de dinheiro e de incompetência. Sempre a repetir as mesmas asneiras. Agora contrataram um fulano para avançado, não sei se é bom ou mau, mas – uma vez que a época está perdida – não seria altura para apostar no miúdo dos sub-23? Sempre ia rodando e pior do que aqueles que lá estão, por certo, não faria. E gastaram, neste novo fulano, quase tanto como receberam pelo Bas Dost? É uma vergonha!!!

A conversa iria, com certeza, prolongar-se mas como o autocarro apareceu ficou por aqui…

Sporar quase ao cair do pano

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Um ponta-de-lança acaba de chegar ao Sporting. O tão ansiado ponta-de-lança. Aquele por quem esperávamos desde o funesto defeso de Verão -  o mais caótico, incompetente e desastrado de que alguma vez me lembro no clube.

Infelizmente, embora não por culpa própria, o esloveno Sporar ingressa em Alvalade imitando o antigo 7.º de Cavalaria norte-americano no combate contra os índios: com irremediável atraso. Quando o Sporting, a meio da época futebolística, já se encontra afastado de quase todos os objectivos da época. Por falta de muita coisa, incluindo a falta de golos.

Perdemos a Supertaça. Fomos eliminados da Taça de Portugal por uma equipa do terceiro escalão. Estamos fora da Taça da Liga. Em Outubro, qualquer esperança mais remota de virmos a discutir o título já tinha desaparecido. Resta-nos lutar por um posto digno na campanha da Liga Europa e competir para o acesso na próxima época a um lugar desta competição com quatro equipas: Famalicão, Braga, V. Guimarães e Rio Ave. Com a óbvia desvantagem de ainda termos de nos deslocar aos estádios de todas elas até ao fim do campeonato - além de irmos ao Dragão e à Luz.

 

Sporar chega ao Sporting, aparentemente, por seis milhões de euros. Ao contrário do que já li e ouvi nos habituais fóruns de discussão leonina, não é um preço caro para um ponta-de-lança - longe disso. Esta é a posição mais valiosa no futebol e, portanto, também a mais dispendiosa para o clube comprador. O que torna ainda mais ridículo o inaceitável preço a que a administração da SAD leonina vendeu Bas Dost em Agosto. Como se estivesse a aliviar-se de um fardo em vez de potenciar um valioso activo.

 

O internacional esloveno - que actuava no Slovan Bratislava, da Eslováquia - tem números muito interessantes. Nesta época leva já 22 golos contabilizados - um dos quais ao serviço da sua selecção. Com 12 golos (média de um por jogo), lidera a lista dos marcadores do campeonato eslovaco - média que mantém na Liga Europa, em que é também o rei dos goleadores, com cinco apontados até agora. Dois dos quais ao Braga. Além de seis assistências, aspecto igualmente a realçar.

Nada a ver com o trio de "mosqueteiros" que a dupla Varandas-Viana inventou como "reforços" do Sporting no início de Setembro: Jesé, Bolasie e Fernando (este já recambiado) somavam oito golos na época anterior - o que bastava para se perceber que eram contratações falhadas.

 

O problema com Sporar é mesmo a data em que chega. Quase encerrado o mercado de Inverno, inaugurado três semanas antes. E logo após termos defrontado sucessivamente Porto, Benfica e Braga - desafios em que o "matador" Luiz Phellype evidenciou uma patológica fobia aos golos e Pedro Mendes continuou fora do onze titular. Como se fosse mesmo para não levar a sério a "aposta na formação" prometida por Frederico Varandas.

Por ter marcado dois ao Braga ao serviço do Slovan, Sporar poderia ter funcionado como tónico psicológico do onze leonino na meia-final que disputámos na Pedreira. Infelizmente, além de não ter chegado a tempo, ainda aterrou em Portugal praticamente à hora em que saíamos derrotados da Cidade dos Arcebispos.

Oxalá este jovem artillheiro de 25 anos, entretanto já fotografado de Leão ao peito, não seja supersticioso. Por mim, só posso desejar-lhe a maior das sortes.

 

Leitura complementar:

Diz que são reforços, texto meu aqui publicado a 3 de Setembro.

Balanço provisório, texto meu aqui publicado a 4 de Setembro.

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