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És a nossa Fé!

Tiro ao Bruno sem contraditório

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Só hoje tive ocasião de ver a forma como a SIC Notícias acompanhou em directo, ao longo da tarde do dia 17, a assembleia geral do Sporting.

Foi algo totalmente inaceitável. Em estúdio, como comentador exclusivo entre as 14 e as 20 horas, esteve Ribeiro Cristóvão, que não se coibiu de cuspir ódio contra o presidente do Sporting nas diversas intervenções que foi fazendo. Sem a presença de um segundo comentador que pudesse estabelecer um mínimo de contraditório.

 

Eis algumas das frases que fui anotando:

«Não acreditava que hoje o discurso de Bruno de Carvalho chegasse tão longe. Isto é, que voltasse aos mesmos chavões, às mesmas acusações, aos mesmos impropérios.»

«Bruno de Carvalho exerceu uma chantagem sobre os associados.»

«Este discurso era perfeitamente dispensável.»

«O discurso dele [de Bruno de Carvalho] é um discurso de ódio.»

«Ele hoje atingiu de forma muito cruel a Juve Leo.»

«O discurso dele feriu muita gente e vai continuar a sangrar certamente nos próximos tempos.»

 

Imagino o que aconteceria se a SIC Notícias tivesse adoptado este mesmo critério para acompanhar o congresso do PSD, realizado no mesmíssimo dia. Apenas com um comentador em estúdio disparando críticas contra Rui Rio. Alguém acharia isto um modelo de jornalismo pluralista e respeitável?

Surpreende que um canal de televisão apostado em cultivar o pluralismo na política não se coíba de promover o monolitismo mais tendencioso quando está em causa o futebol. Como se viu faz hoje oito dias, nesta lamentável cobertura da assembleia geral leonina.

 

Cristóvão, ao disparar sem contraditório contra o presidente do Sporting, deu uma péssima imagem do canal de Carnaxide.

Mas dele já não se espera outra coisa, dada a sua permanente agenda anti-Bruno. Muito mais lamentável foi perceber que houve responsáveis editoriais a avalizar tal coisa.

Lamento só ter visto hoje. Mas ainda vou a tempo de me insurgir com todas as letras.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Coates evita tombadela fatal

Na antecâmara do jogo, a Assembleia Geral do Sporting foi uma espécie de Festival do Escanção. Quem tome o que ali foi dito pelo seu Face "value" arrisca-se a ficar num estado de embriaguez permanente dos sentidos que não augurará nada de bom. Como tal, degustei e absorvi o (pouco) que foi de interesse e deitei fora tudo o resto...

 

Aprendi o valor do silêncio com o ruí­do. Por isso, remeti-me ao silêncio. Quis compreender o que ali se tinha passado.

 

Aldous Huxley - autor de "Doors of Perception" - dizia que depois do silêncio, o que mais se aproximava de expressar o inexprimí­vel era a música. Coincidência ou não, um dia depois, estava ainda eu neste estado de espí­rito quando me entra pela televisão o Festival da Canção. Hoje, enquanto assistia à  Nossa vitória em Tondela, lembrei-me dele: o Sporting ganhou e, como cantou, nos 3 minutos da praxe (não havia um presidente de AG por perto a ameaçar "cortar-lhe" o microfone ao fim de 1 minuto), a doce Catarina Miranda - canção nº5 da primeira eliminatória (espero que a vencedora final) - "não há nenhuma necessidade, hoje para sorrir eu não preciso de (mais) nada". Afinal, (en)cantar no campo é a verdadeira essência do Sporting, o clube do GRANDE e para sempre RESPEITADO João Rocha. Está dito e da forma como quis dizer, pois, parafraseando o autor de "Austrália", "quem koala consente". 

 

Vamos ao jogo: triste pelas últimas narrações que ouvi na TV decidi testar uma nova modalidade. Assim, tirei o som da televisão e liguei o meu Spotify, mais a coluna JBL. Tinha duas pré-selecções à escolha: música brasileira ou pop/rock. Optei pela primeira. 

 

A equipa foi basicamente a de sempre, com a novidade(?), face à ausência de Coentrão, de o sonolento Bruno César ter entrado em vez do sonolento Bryan Ruiz (nesse caso implicaria o recúo de Acuña), voltando JJ, uma vez mais, a privilegiar o 4-4-2 em vez de um bem mais confortável 4-3-3. A pergunta que faço é a seguinte: este último sistema, dada a acumulação de jogos, não pouparia a equipa a um maior desgaste? Estavam decorridos 12 minutos quando Miguel Cardoso abriu o marcador para o Tondela. Gilberto Gil cantava "aquele abraço". Ao som de "Burguesinha", de Seu Jorge, Acuña tirou um adversário do caminho e centrou para a cabeça do em boa hora regressado Bas, que "dostou".

 

Ao intervalo, a SportTV mostrava um anúncio da Bet.pt com um senhor com 3 olhos na face, certamente inspirado no surrealismo de Salvador Dalí...

 

Para dar sorte, mudei o som para a Playlist pop/rock. Doumbia entrou em campo quando tocava "Like a Rolling Stone", de Dylan, Mathieu foi expulso à toada de "The whole of the moon", dos Waterboys e Piccini, hoje irreconhecível, fez o seu habitual atraso arrepiante reconhecível para Patrício quando entoavam os acordes de "God only knows", dos Beach Boys.

 

Estávamos já na compensação dos descontos - os tondelenses ficaram compreensivelmente insatisfeitos, mas Capela estava só a compensar os 4 minutos que Luis Ferreira nos havia sonegado na primeira parte contra o Feirense - quando ao som de "The Unforgiven", dos Metallica, Coates ocorreu a um desvio de Dost, entretanto deflectido para o poste por um defesa do Tondela, e marcou o golo da vitória, o seu 4º da época. Uff!!!

 

Liguei o som da televisão. Em conferência de imprensa, Jorge Jesus, a propósito do apoio das claques, endereçava os parabéns à do Boavista(!?), por ter tido uma atitude que lhe ficou na "rotina". Voltei a desligar o som ao aparelho. E dei graças a Deus por não ter ficado com azia, tal o refluxo de ácido gástrico que o meu estômago deve ter produzido até ao golo salvador.

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bas Dost (Bas esteve nos 2 golos, Acuña seria uma boa alternativa pela combatividade, Patrício pela fiabilidade de sempre - só traído por um desvio da bola em Mathieu)

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Saltos altos e tamancos!

Como sportinguista e após a AG de ontem, com os resultados já de todos conhecidos, sinto-me na obrigação de fazer uma breve análise ao que fui assistindo nas últimas semanas.

Começo então por algo que não tem nada a ver com o Sporting. Há muitos, muitos anos conheci uma senhora esposa de um empresário de sucesso em Lisboa e que era na altura proprietário da empresa onde eu trabalhava.

Certo dia a Dona S. virou-se para mim, já nem me lembro a que propósito de que assunto e disse: Toda a vida aprendi a andar de sapatos de salto alto, mas por vezes tenho necessidade de calçar as tamancas de forma a ser escutada.

Bom… pegando no exemplo da Dona S. direi que Bruno de Carvalho calçou, nas últimas semanas, muitas tamancas e poucos saltos altos. Mas talvez tenha sido necessário fazê-lo. Não sei…

Por diversas vezes critiquei o Presidente Bruno de Carvalho, não na essência das suas ideias, bem pelo contrário, mas da forma como o faz, nomeadamente o aspecto verbal.

Passemos agora às conclusões que retiro desta última Assembleia Geral.

1 – Bruno de Carvalho saiu reforçado e ao invés do que vou lendo por aí, os nossos adversários não estão contentes com a sua permanência, mesmo que digam o contrário;

2 – O Presidente obrigou os sócios presentes a encostarem-se a JJ. Se o Sporting não ganhar o campeonato este ano o actual treinador, com toda a certeza, não sairá;

3 – BdC teve a frontalidade de apontar os seus inimigos internos pelo nome. Não sei se foi o mais avisado, mas reconheço-lhe coragem na sua atitude;

4 – Esticou um tanto a corda ao pedir que os sócios deixassem de comprar e ler jornais desportivos e ver televisões portuguesas. Enveredou, com esta sua vontade, por caminhos ínvios com consequências imprevisíveis;

5 – Quer queiram quer não, o país leonino não parece ter ficado mais pacificado após este fim de semana. Temo mesmo que a guerra apenas agora se tenha iniciado.

O Sporting é um grande clube. O maior de todos. Por favor não o tornem mais pequeno.

 

Também aqui

Viver o Sporting...

Irei continuar a vibrar durante os jogos do meu clube, celebrando cada vitória ou sofrendo em cada derrota. Obviamente que todos os jogos são para ganhar e nenhuma competição é para desprezar, mas o que verdadeiramente conta é a conquista do campeonato nacional de futebol, título que nos escapa desde a época 2001-2002. Se pudesse escolher entre campeonato ou taça de Portugal, Liga Europa e taça da Liga num mesmo ano, não hesitaria um milésimo de segundo e escolheria o primeiro.

Desde que Bruno de Carvalho tomou posse como Presidente do Sporting.C.P. a conquista da Taça de Portugal na época de 2014-2015 foi o melhor momento do clube. É pouco e ainda assim o Presidente enxovalhou um treinador por ele contratado e despedido com justificação bastante duvidosa. Com estrondo e foguetório contratou para substituir Marco Silva o mestre da táctica, o treinador mais caro da história do futebol português, mas que até ao presente se limitou a ganhar uma supertaça e já no decorrer da presente época a taça da carica. As duas provas menos relevantes do calendário luso. Um fanfarrão que conseguiu com o seu discurso provocatório unir há 2 épocas o principal rival e desperdiçando pontos inacreditáveis, acabou por perder um campeonato que estava perfeitamente ao nosso alcance.

Ontem após verificar que mantém o apoio esmagador da massa associativa, o Presidente foi igual a si próprio, passando do inimigo interno para um ataque sem nexo à comunicação social. Inacreditavelmente chegou ao ponto de querer que os sportinguistas não comprem jornais ou assistam aos canais de televisão portuguesa. Vamos imaginar por um momento que os sportinguistas até iriam na conversa do menino mimado que ocupa a presidência, o disparate seria tão grande que a marca Sporting desvalorizaria num ápice, mas já estamos acostumados a discursos incendiários sem qualquer reflexão. Não admira que os benfiquistas rezem a todos os santinhos para que o Sporting se mantenha no rumo actual, desde que Bruno de Carvalho é presidente, a verdade é que já conquistaram um inédito tetra e podem não ficar por aqui. O balanço é bastante positivo para eles…

Sou sportinguista, tenho quase tantos anos de sócio quantos Bruno de Carvalho tem de vida, o que não me confere nem retira direitos, irei continuar lendo ou assistindo ao que me apetecer, sem condicionalismos de qualquer espécie. O que não consumo mesmo são os tweets de Nuno Saraiva nem o Facebook de Bruno de Carvalho, porque tenho mais que fazer que perder tempo com discursos ou estados de espírito irrelevantes. Serei no entanto o primeiro a dar a mão à palmatória e fazer mea culpa, caso a estratégia que critico venha a dar frutos, oxalá eu esteja errado e possa em Maio abrir o champanhe celebrando a conquista de mais um campeonato nacional. Não faço parte de qualquer oposição organizada, aliás, nem sequer existe qualquer oposição credível a Bruno de Carvalho neste momento e jamais compreenderei que algum sportinguista possa desejar uma derrota para prejudicar um dirigente ou treinador do clube. Não morro de amores por J.J., mas o Sporting está e estará sempre acima de todos nós. No entanto seria um case-study alguém com tantos inimigos, apontando em várias direcções em simultâneo, alcançar sucesso. Sim, acredito na vontade de Bruno de Carvalho servir o clube e coloca-lo no patamar que todos queremos, o que duvido é dos seus métodos e capacidades para o alcançar. Viva o Sporting!

"A hora mais negra"

Batiam as 21h06 deste sábado 17 de Fevereiro de 2018, quando o adorado, adulado, mimado, desejado, mas - e se calhar também por isso mesmo - o também caprichoso, chantagista, divisionista, o ainda mais todo poderoso Presidente do Sporting gritou do púlpito a condição para largar o Facebook: “Não comprarmos nenhum jornal.”, “Não vejam nenhum canal de televisão português.”, “Que todos, mas todos, os comentadores afectos ao Sporting abandonem de imediato os programas.”

A hora mais negra deste filme (será Drama ou Terror?, divido-me), essa famigerada hora trouxe-me duas certezas. A primeira é a de que na presidência temos uma pessoa que usa tácticas iguais às utilizadas no passado pelos demais homólogos, instigando as massas contra todos aqueles que dele discordam. e com isto, meus caros, neste capítulo, infelizmente, não somos nada diferentes dos outros, mas iguais. Lamentável. 

Penosa é também a segunda certeza que para mim retiro da Assembleia Geral extraordinária; e também dos dias que a antecederam e, sobretudo, das razões que levaram à sua convocação, e essa é a convicção de que deixei de ter um líder à frente do Sporting e passei a ter um chefe.

 

Tanto barulho para nada

Há menos de um ano, nas eleições mais concorridas de sempre no universo leonino, Bruno de Carvalho foi mandatado de forma esmagadora para liderar o Sporting, com cerca de 90% dos votos.

Hoje, em assembleia geral, Bruno de Carvalho voltou a ser mandatado de forma esmagadora para liderar o Sporting, com cerca de 90% dos votos.

Nem mais nem menos legitimado do que estava, como toda a lógica fazia prever. Porque o presidente continua a fazer um bom trabalho na recuperação do clube.

O seu segundo mandato será avaliado no momento oportuno, só daqui a três anos. O enorme alarido destas duas semanas não serviu para nada. Tudo ficou na mesma.

Amanhã

Aconteça o que acontecer hoje, vou continuar a ser do Sporting. Essa é quase a única certeza.
Seja qual for o resultado, creio que o Sporting sairá disto mais fragilizado do que estava há um mês, mas cá estaremos e são 111 anos de história e não 5 ou 17. Saudações leoninas, em especial aos que hoje vão conseguir estar na Assembleia Geral.

Bruno comparado com Bruno

Bruno de Carvalho venceu a eleição de 2013, por margem curta. E venceu a eleição de 2017, com números esmagadores.

Na eleição de 2013 foi julgado o mandato de Godinho Lopes: sem surpresa, nenhum dos candidatos reclamou a péssima herança recebida. Todos a rejeitaram sem ambiguidades.
Na eleição de 2017 foi julgado o primeiro mandato de Bruno de Carvalho: sem surpresa, a aprovação foi geral. Nove em cada dez sportinguistas, no mais concorrido escrutínio de sempre no clube.

Para hoje, surpreendentemente, o presidente decidiu transformar uma assembleia geral que teve um capítulo inicial há quinze dias numa eleição plebiscitária quando não estava minimamente em causa a avaliação do mandato dos órgãos sociais, em plenitude de funções e legitimados pelo maciço voto de Março de 2017.
O presidente introduziu assim um grave factor de perturbação no clube. A meio da época desportiva, num momento nada aconselhável para o efeito.
É uma crise totalmente artificial. Mas não deixa de ser crise.

A partir de agora Bruno de Carvalho só pode ser comparado com ele próprio. Bruno II versus Bruno I.
Com o sucesso do primeiro mandato a funcionar como padrão de avaliação neste segundo mandato, dure o tempo que durar.

Hoje giro eu - panorama zoológico

Na antecâmara de uma Assembleia Geral que, inesperadamente, ganhou contornos de plebiscito eleitoral, Pedro Madeira Rodrigues, citado pelo jornal O Jogo, exortou os sócios do Sporting a "serem leões e não carneiros". Depois do "Manual para Burros", fica praticamente completo o ramalhete do reino animal. Restará apenas saber onde enquadrar, no actual panorama zoológico que parece caracterizar o clube de Alvalade, a criatura de Deus que, não parando de emitir ruído e de estimular outrém a votar contra as propostas do Conselho Directivo, já afirmou não ter disponibilidade para estar presente na reunião magna leonina. Com o desejo, sincero, de que o clube não fique entregue à "bicharada"...

Não perder o rumo nem a dignidade...

 

Os dirigentes passam, o clube fica. Não acredito em homens providenciais, iluminados ou salvadores messiânicos. E de insubstituíveis os cemitérios estão a abarrotar. Embora crítico de Bruno de Carvalho, reconheço-lhe o esforço e resultados alcançados. Só isso e já não é pouco, justificam que continue. Mas exigir aos sócios que votem num determinado sentido sob ameaça de demissão, é chantagem, desculpem-me, mas não encontro outro termo apropriado na língua portuguesa. Nenhum sócio pode amanhã ser violentado ou manietado na sua liberdade de voto. Ou aceitamos de bom grado ficar sem Liberdade para satisfação do capricho de quem inventou um problema? Se a condição para Bruno de Carvalho permanecer é retirar aos sócios o poder de criticar ou divergir livremente do rumo traçado pela direção, se o cumprimento do mandato depende de ser aclamado em Assembleia Geral por uma massa acéfala, então que se vá. O Sporting Clube de Portugal é demasiado grande para ser utilizado como vaidade pessoal seja de quem for. Viva o Sporting Clube de Portugal.

Ainda o Eterno Fantasma de Godinho Lopes

Quando entrei na última AG depois de falar com algumas pessoas e ouvir várias conversas fiquei plenamente convencido que o conselho diretivo ia conseguir aprovar a quase totalidade dos 13 pontos que iram ser votados. E se alguns fossem reprovados sê-lo-iam porque se tratam de alterações estatutárias que exigiriam 75% dos votos. Dos seis que foram a votos, recorde-se, a apoio foi esmagador e bem superior a 75%, incluindo as contas do clube e autorizações sobre imobiliário e o universo empresarial do clube.

Havendo humildade democrática e sem surpresas de andamento este desfecho era o mais natural e, na minha opinião, desejável. Estava até convencido que se houvesse votação por alíneas de alteração estatutária, como tantas vezes se faz na Assembleia da República (e a que o presidente aludiu há poucos dias como sendo algo que tinha ideia de vir a propor na AG passada), a percentagem de alterações estatutárias chumbadas seria diminuta pois os pontos de desconforto eram mesmo só dois ou três em dezenas de alterações.

O problema da AG não foi o Carlos Severino nem os associados que falaram antes que foram defender a honra perante as acusações diretas e pessoais feitas pelo presidente. Desconfio que só as pessoas da primeira e segunda fila é que percebiam o que o senhor Severino estava a gritar. E poucos ou nenhum estavam ávida e permanentemente a ver o que era ou não publicado pelos media, fora da AG com fonte na AG (vídeos, cartas…), aparentemente com exceção dos órgãos sociais.

O que sobrava para quem lá estava e que via e ouvia os gritos do presidente, de alguns diretores e dos visados era apenas um espetáculo triste e de duvidosa utilidade face aos objetivos principais daquela AG.

A verdade é que com a condução dos trabalhos feita pela Mesa e com as intervenções do presidente, conseguimos estar, já com várias horas de atraso, a discutir pela enésima vez as eleições de 2011 e o que é que fulano e sicrano tinham ou não tinham feito ou deviam ter feito!

O presidente “carregava” nuns botões e esses “botões” reagiam numa troca que não me interessava de todo e que, me atrevo a dizer, interessaria mesmo a muito poucos que iam vendo as horas a passar e o cerne da questão a ser adiado para as calendas para dar prioridade àquele lavar de roupa suja, sete anos depois dos eventos sucedidos.

Chegar à discussão dos estatutos, está quieto e havia ainda a promessa do presidente de ir falar, um por um, dos sportingados, fazendo o seu libelo de acusação e, naturalmente, conceder tempo de réplica. Mesmo assim, mesmo com a gestão desastrosa da AG pelo seu presidente, em nenhum momento senti que se estivesse a criar um movimento anti-direção e menos ainda que aqueles 700 e tal maduros ali estivessem representando uma federação de grupos e grupinhos prévia e secretamente combinados.

Por tudo isto, é muito triste ver agora o presidente passar um atestado de estupidez ou burrice (cada um interprete como quiser) aos mais de 700 associados presentes que pela sua análise ou eram participantes de um complot conspirativo ou eram peões que foram manipulados pela sageza dos conspiradores.

Não posso estar mais em desacordo com esta interpretação dos factos e, acreditando que ela é sincera, só posso dizer ao senhor presidente que tem grande dificuldade em perceber os associados que tem. A reação que teve foi ela própria ofensiva, pois impediu-nos sequer de votar a possibilidade de votar um requerimento, extrapolou como quis o que não chegou a acontecer e, basicamente, forçou outra AG porque aqueles 700 e tal tinham deixado de lhe interessar.

O que vejo hoje são várias tentativas de tornar em “realidade” uma interpretação mistificadora do que se passou na AG que está a ter como consequência escavar trincheiras que a poucos interessam, elevando a um grau de importância associados que há muito nada mexem ou dizem ao comum sportinguista com o aparente fito (peço desde já desculpa que me engano) de exaltar ódios e apoios para remendar as consequências dos enormes tiros no pé que os órgãos sociais deram durante a AG com especial destaque para o presidente da Mesa e do Clube.

Provavelmente, tudo será sanado dia 17, não porque os mais de 75% dos sócios dessa AG serão melhores do que os 700 e tal que estavam na AG anterior mas porque a maioria clara ainda considerará que, pesando os prós e os contras, vale a pena continuar a apoiar os atuais órgãos sociais. Muito provavelmente, se não tivesse presenciado a última AG não me abespinharia tanto com a truculência, falta de respeito e falta de rigor que tenho visto nos últimos dias e, muito provavelmente também apoiaria a direção atual. É caso para dizer que felizmente só lá estiveram 700 e tal.

Dito isto, os dois tostões que aqui deixo não são para convencer ninguém, são um mero exercício de liberdade e respeito pela minha consciência e pela verdade.

Uma coisa é certa, se a atual direção continuar a alienar associados válidos, empenhados e que até os apoiavam, com a ligeireza com que enfia alguns críticos no saco dos proscritos e candidatos a expulsão, não só dificilmente os recuperará como apoiantes como irá continuando a ver a sua base de apoio erodir-se, pondo em risco aquele que é um legado positivo que qualquer sócio e adepto que ama o Sporting consegue reconhecer e valorizar.

Despreze o que é desprezável, deixe os críticos mais vezes a falar sozinhos. Encerre de vez o passado onde ele merece estar há já alguns anos e canalize todas as energias para as batalhas que interessam e que estão muito mais fora do clube do que no seu interior. E parta do princípio que os sócios e adeptos do Sporting são muito inteligentes e nunca burros a quem é preciso explicar as coisas muito devagarinho, um tique que lhe fica muito mal e a que recorre amiúde.

Escolhemos Godinho Lopes mas depois escolhemos Bruno de Carvalho.  Deixe-nos gozar o sucesso da sua direção sem termos sombras por cima da cabeça e trincheiras alimentadas pelos nossos próprios dirigentes e deixemos de uma vez por todas de dar cartaz ao eterno fantasma de Godinho Lopes e seus apaniguados.

E viva o Sporting.

Assembleia Geral

Bom, eu não trabalho 24 horas por dia, mas no sábado dia 17 não vou poder estar presente na AG.

A minha falta não será tão importante como a de Madeira Rodrigues, uma vez que o Grupo do Império será em relevância um pouco inferior a este ex-mega candidato. No entanto, como já aqui fui deixando escrito nas caixas de comentários, nada tenho contra as alterações propostas aos Estatutos.

Achei extemporânea a apresentação de alterações estatutárias e até a realização de uma AG nesta altura do campeonato e escusam de vir com a conversa de que foram os órgãos que a convocaram, que é fácil de perceber que a AG foi convocada a pedido do Conselho Directivo, aliás com toda a legitimidade, não é isso que está em causa. O que está em causa é a necessidade urgente de apresentar alterações aos estatutos que só entrarão em vigor daqui a... três anos e é isso que questiono. Apenas e só isso.

Não sou nem estou ressabiado. O "devaneio" do presidente ao referir o Grupo do Império como oposição à sua presidência, sem qualquer sentido, não me incomoda nem me tolda o discernimento, por isso não questiono a sua legitimidade para continuar o mandato, ainda que as propostas não sejam aprovadas, o que me parece pouco plausível, já que essa eventual e pouco provável reprovação não competirá com o actual mandato. Os dirigentes terão assim muito tempo para voltar a propor as alterações, caso sejam rejeitadas.

Quero com isto dizer que para mim esta direcção está legitimada para exercer o seu mandato até ao final, indendentemente do resultado da AG de dia 17 e que nada justifica a sua demissão. Os mandatos são para se cumprir, ainda mais quando os resultados globais são claramente positivos, portanto deixemo-nos de tretas e vamos lá cada um de nós cumprir com a nossa missão.

Ver mais longe, para lá da nuvem

Começa a ser clarinho como água, daquela dos glaciares, gelada, que há uma campanha contra o VAR. E contra o Sporting. Ontem foi mais uma jornada desse campeonato. Tão explícito que daria para rir se não fosse trágico. Lendo e ouvindo opiniões, há unanimidade quanto ao golo anulado ao Sporting, e quase unanimidade quanto ao penalti não assinalado contra o Feirense. Para quem lá esteve, só deu para enerVAR. Citando aquela grande referência de Palmela, eles sabem o porquê. Dividir para reinar, campeonato a dois tem mais encanto, tentando relegar o Sporting para a discussão da Liga Europa com a agremiação da cidade dos Arcebispos. Mas de Papas, padres, cardeais e missas no nosso futebol, estamos já fartos.

Portanto,

1º: descredibilizar o VAR (fazendo 2 em 1, prejudicando o Sporting);

2º manter o sistema bem iluminado e frutado (ocupando os órgãos de poder da Liga e da Federação, com centenas de apaniguados a ganhar dinheiro e a controlar, na organização dos eventos (e muitas vezes mal, como foi o caso da Taça da Liga), na classificação dos árbitros, no controle do Vídeo árbitro etc)

3º ocupar o espaço mediático com o Sporting e os nossos devaneios.

Esta é a agenda de rivais adversários.

Entretanto, no Sporting, há quem se ponha a jeito. Temos um Presidente eleito com quase 90% dos votos há menos de 1 ano. O Sporting vinha afirmando-se nas modalidades, e a disputar bem tudo o que é troféu, inclusive com a liderança na Liga NOS. Nada de extraordinário ocorria no clube que exigisse, nesta altura, uma assembleia geral para revisão dos estatutos que, a ser aprovada, só vigorará daqui a uns anos, no próximo mandato. Dividiu os sportinguistas misturando trigo e joio, alguns maus sportinguistas com gente do bem (não são sportingados - expressão infeliz - nem gente do croquete). E também teve como resultado retirar da agenda mediática o escândalo dos emails, da "teia" asfixiadora do futebol português, da vergonha que muitos, de certa comunicação social até altos responsáveis, teimam em abafar.  Bruno de Carvalho tem nisso responsabilidades diretas, não pode atuar como Presidente de uma parte, tem de ser do todo, tem de saber unir e não dividir. Tem de saber ouvir críticas, porventura injustas. E aceitar o que de positivo outros propõem (basta lembrar-se, há uns anos, da sua condição de crítico feroz de outras direções). Isso é o que faz dum Presidente um líder. Atravessamos uma fase crucial do campeonato onde, como se viu ontem, o "inimigo" é externo, é uma luta jogo a jogo, nas redes sociais, nos órgãos de comunicação social. Não há tempo a perder a afirmar internamente o poder, a atual direção tem toda a legitimidade para gerir o clube e Bruno de Carvalho de ser o Presidente de todos os Sportinguistas. Eu, que nunca fui seu eleitor, não tomo a nuvem por Juno. Reconheço-lhe dedicação, determinação, aposta nas modalidades e resultados, com títulos que nos orgulham. O Sporting está melhor e maior. Não é por mim que o clube se precipitará para eleições antecipadas. Bom senso e responsabilidade nunca foram tão necessários como agora. 

Portanto, não devemos:

1º voltar a marcar assembleias gerais em plena época desportiva;

2º fazer da próxima assembleia geral um exercício de maniqueísmo, com a divisão simplista entre bons e maus;  

3º desrespeitar, em circunstância alguma, a vontade dos sócios expressa nas eleições de 4 de março de 2017 e a na próxima assembleia geral, sábado 17 (vide "Guia das Assembleias Gerais", de Roque Laia). 

Logo, devemos:

1º Encerrar rapidamente este capítulo na vida do clube, ultrapassando querelas estéreis; 

2º Continuar a lutar pela verdade desportiva, no campo e nas instituições desportivas;

3º Manter na agenda mediática o foco sobre "a teia" e o ensurdecedor silêncio à sua volta;

4º Encher estádios e pavilhões a apoiar o Sporting Clube de Portugal.

Esforço, Dedicação, Devoção, Glória: todos queremos o Sporting campeão! 

 

Convocatória para a Assembleia Geral 17 FEV 2018 e propostas

ADENDA: Já depois de ter escrito esta prosa passou-se isto: "O que o presidente nunca podia ter feito mas fez" e revi a minha posição. Se estiver na AG votarei contra todas as alterações e tomarei posição no ponto 3.

 

Recorrendo à dedicada partilha por um consócio da convocatória para a Assembleia Geral do Sporting Clube de Portugal que se vai realizar no próximo dia 17 de fevereiro de 2018 pelas 14h00 no Pavilhão João Rocha e que foi publicada no jornal Público, alargo ao És a Nossa Fé a difusão dessa mesma convocatória que pode consultar na íntegra descarregando aqui.

Da convocatória constam as propostas de alteração que são referidas nas pontos 1 e 2.

AG Sporting 17 FEV 2018

 

Numa primeira leitura parece evidente que aquilo que era a versão que foi levada à anterior Assembleia Geral é agora integralmente retomada. Ou seja, não se recuperou a proposta inicial, mas sim a versão que veio a ser revista até à véspera da última AG.

A título pessoal, a alteração que acho mais incómoda e que se fosse votada isoladamente me mobilizaria para votar contra é mesmo o fim da eleição do Conselho Fiscal e Disciplinar (CFD) pelo método de Hondt. A partir da aprovação, quem quiser garantir que o órgão de fiscalização e disciplina não fica inteiramente dominado pela direção de cada momento terá de conseguir que seja outra lista a ter a maioria dos votos, pois, após esta alteração, bastará uma maioria simples para que se ganhe a totalidade dos lugares no CFD.

Quanto ao resto, há alterações inúteis ou muito pouco relevantes em termos de eficácia acrescida face ao que já está previsto nos estatutos e há alterações plenamente coerentes com o programa eleitoral sufragado há 11 meses, como seja a extinção do conselho leonino.

A título pessoal, apesar de todas as críticas que me merece o processo e a forma ofensiva que repetidamente o presidente escolhe para se dirigir aos sócios - a todos os sócios - e que me levou a tomar a decisão de não voltar a apoiá-lo em futuros atos eleitorais, no caso concreto e ignorando chantagens e dependências já proclamadas quanto às consequências dos resultados da AG, não vejo razões bastantes para votar contra a revisão de estatutos.

Quanto à votação do ponto 3 remeto o meu voto para o que dei à atual direção há 11 meses. Terá de lhes bastar pois a menos que haja real motivo ou efetiva crise diretiva, não conto voltar a escolher novo presidente antes de 2021.

 

E domingo lá estaremos, de número 12, esteio seguro ao qual a equipa de futebol se poderá agarrar, para que os soluços do momento não passem disso, no caminho da glória.

Saudações leoninas! 

 

P.S.: É uma pena que, com tanta alteração estatutária, não tenha ocorrido aos órgãos sociais alterar/modernizar a forma de difusão das convocatórias e respetivas propostas, colocando em paridade de importância e de prazos, os meios mais atuais de comunicação face aos meios clássicos e pouco eficazes para um clube com tantos sócios que pouco têm a ver com a compra de jornais ou com a residência na capital. Fica para a próxima?

Felizmente ao Sporting não faltam grupos como este que zelam para ir colmatando esses anacronismos e vão dando chama ao sportinguismo moderno, sem fronteiras e sem barreiras.

 

P.P.S.: Apesar de à data em que escrevi este artigo ainda não haver comunicado sobre o tema no sítio do clube, fui informado que a informação já consta de uma página interior aqui.

Exercício de autofagia

«É um interessante exercício de autofagia o que o Sporting fez ontem na assembleia iniciada quando era ainda primeiro classificado. Sou jornalista há alguns anos e ainda me surpreende a fantástica capacidade que o Sporting tem de implodir e causar problemas a si próprio, mesmo nos bons momentos. Ter antes da difícil deslocação ao Estoril um presidente que ameaça demitir-se quando tem o clube a lutar por títulos em todas as competições e uma oposição a quem também isto pouco interessa e tenta arranjar problemas onde eles não existem e também por tudo e por nada... Jesus e sus muchachos vão ter mesmo de ser "muita fortes". Como se costuma dizer? Contra tudo e contra todos? Escusava de ser até contra os do próprio clube. Impressionante como não houve ali uma alminha capaz de perceber que não era a melhor altura para isto.»

 

Bernardo Ribeiro, hoje, no Record

Um cheque em branco à ordem do presidente?

O Sporting Clube de Portugal tem uma história, um passado glorioso repleto de conquistas e troféus ao longo dos seus quase 112 anos de existência. A sua grandeza deve-se aos feitos de inúmeros atletas que vestiram e honraram a camisola verde e branca, mas também aos anónimos que demonstrando uma fé inabalável e única, viveram e celebraram vitórias, ou sofreram e partilharam derrotas sem virar as costas ao nosso clube.

Pessoas de todas as classes sociais, convicções religiosas, agnósticos ou não crentes, com diferentes opções políticas ou ideológicas, unem-se no apoio ao nosso clube. Esse património é demasiado valioso, porque é a nossa marca. Pese embora alguns de nós possam ter sido influenciados por outras pessoas, a escolha do clube é sempre uma opção pessoal. Não nasci sportinguista, tornei-me sportinguista quando criança fui levado ao Estádio José Alvalade e assisti aos golos de Yazalde e companhia, que levaram à conquista do título na época de 1973-74. Tornei-me sócio com 11 anos, hoje tenho mais de 40 anos de filiação e quotas em dia.

Sinto-me no direito de criticar presidentes, treinadores e até jogadores, mesmo que por vezes possa estar errado ou cometer alguma injustiça. Faz parte, as emoções por vezes ficam ao rubro. Da mesma forma que um atleta ou treinador por vezes perde a cabeça e acaba expulso. Tenho mais dificuldade em entender que um presidente possa ter uma postura menos responsável, pelo cargo que ocupa, ser presidenciável é ter a capacidade de estar à altura da responsabilidade e dignidade que o cargo exige.

Nunca votei e dificilmente votarei Bruno Carvalho. Reconheço-lhe o esforço para conquistar o título de campeão nacional de futebol, mas não me revejo na sua presidência populista. No entanto não o tenho criticado, porque foi eleito pelos sócios, ocupa o cargo com legitimidade e no fim do mandato será sujeito à avaliação dos sócios caso decida apresentar recandidatura, podendo ser reeleito ou não. É assim que deve ser.

Estive na famigerada assembleia geral nos idos anos 80, quando outro populista, o falecido Jorge Gonçalves, usando a claque como guarda pretoriana, pretendeu perverter os estatutos, para aumentar o seu poder. Se a Bruno Carvalho a Assembleia de ontem lhe fez lembrar a assembleia-geral da liga de clubes, a mim, a proposta de extinção do Conselho Leonino e fim do método de Hondt para eleição do Conselho Fiscal do nosso clube fizeram recordar esses tempos sombrios. É próprio de ditadores considerarem inaceitável qualquer crítica à sua actuação, normalmente todos os ditadores se consideram iluminados pelo destino, por fim todos acabam sozinhos…

Se Bruno Carvalho quiser sair, que saia, que se demita, no entanto ninguém o está a forçar. O que não é aceitável é que ameace os sócios, alguns com mais anos de filiação que ele e indiscutível sportinguismo. O que o presidente fez ontem é feio, a prática tem um nome, chantagem. Temo que em próxima Assembleia-Geral a estratégia acabe por surtir efeito, embalados por alguma vitória os sócios acabem por ceder. Por mim, continuará presidente até ao fim do mandato, mas não lhe passo um cheque em branco. Nem a ele, nem seja a quem for. Os estatutos existem para salvaguardar a instituição Sporting Clube de Portugal. Viva o Sporting!

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