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És a nossa Fé!

Cumpra-se a lei

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Confesso que não esperava outra coisa. O Conselho Fiscal e Disciplinar vai instaurar processos aos energúmenos que transformaram a mais recente assembleia geral do Sporting num chavascal indigno da reputação do clube, em flagrante e grosseiro atentado aos princípios democráticos que o regem.

Não podem passar impunes os insultos - que duraram horas - a membros dos órgãos sociais, com destaque para o presidente do Conselho Directivo, nesta reunião magna da família leonina. Nem o descarado boicote às intervenções no púlpito que levaram até o antigo presidente José Sousa Cintra a prescindir da sua intervenção após ter sido brindado com sonoras vaias e um chorrilho de impropérios.

Estes labregos ligados a uma claque do clube e os saudosistas do antigo regime, incapazes de aceitar as regras democráticas, terão de entender que o Sporting é uma secular instituição de utilidade pública, não uma seita ou um grupo excursionista. E nas instituições as regras existem para ser cumpridas, não para serem ignoradas ou violadas.

 

Os estatutos leoninos são claros: constitui infracção disciplinar «injuriar, difamar e ofender os órgãos sociais do Clube ou qualquer dos seus membros, durante ou por causa do exercício das suas funções»; «atentar contra, prejudicar ou por qualquer outra forma impedir o normal e legítimo exercício de funções dos órgãos sociais do Clube»; e «praticar actos ou adoptar comportamentos, no âmbito da actividade de grupos reconhecidos ou identificados com o Sporting Clube de Portugal, ofensivos ou injuriosos de qualquer membro dos Órgãos Sociais do Sporting Clube de Portugal» (art. 28.º, n.º 3).

Cumpra-se a lei.

Torneira fechada

 

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Imagem do blogue Leoninamente

 

Secou a teta. Fechou a torneira. Esgotou-se o biberão.

O fim do vergonhoso tráfico de bilhetes possibilitado por um acordo estabelecido entre o ex-presidente Bruno de Carvalho e as claques, e bem descrito na notícia do Record aqui reproduzida, explica por que  motivo algumas dezenas de energúmenos conotados com a Juve Leo vão pintando paredes, exibindo tarjas e gritando impropérios a Frederico Varandas. O negócio que lhes permitia sacar quase 200 mil euros anuais na candonga de bilhetes - privilégio negado aos sócios que época após época contribuem para as finanças do clube, muitas vezes com sério sacrifício das suas parcas poupanças - chegou ao fim. Varandas suscita o ódio destes javardos. Precisamente porque pôs termo ao escandaloso rendimento de quem diz amar o Sporting para apenas se servir dele.

Bem podem berrar agora: a gente percebe porquê. Mas é inadmissível que o façam durante os jogos, como aconteceu nos mais recentes, quando desataram a assobiar os jogadores logo nos minutos iniciais. E que transformem as assembleias gerais - símbolo máximo da dignidade e do debate democrático num clube que é uma instituição de reconhecida utilidade pública - numa sessão de urros digna da aldeia dos macacos, manchando a imagem e o bom nome do Sporting Clube de Portugal.

Espero que Rogério Alves, presidente da Mesa da Assembleia Geral, nunca mais tolere isto.

Terra queimada

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Depois do assalto à Academia, cujo julgamento começa em breve com os respectivos líderes no banco dos réus, mais uma vez os "casuals" da JuveLeo (?) se juntaram aos Leais ao Bruno, agora para assaltarem a Assembleia Geral do clube, impedirem qualquer tipo de discussão construtiva do orçamento apresentado, intimidarem e agredirem qualquer um que se atrevesse a ter voz própria, votarem negativamente o referido orçamento, insultarem o presidente e imporem a política de terra queimada no Sporting Clube de Portugal.

Mais uma vez fizeram o barulho que quiseram, mais uma vez foram derrotados, mas com mais 100 ou 200 "camisas negras" angariados nas redes sociais próximas da claque facilmente tinham conseguido ganhar a votação. Porque muito e bom sócio do Sporting não está disposto a sair de casa para participar numa vergonha como aquela que patrocinaram no pavilhão João Rocha e que só a vigilância das autoridades, a começar pelos "spotters", impediu que tivesse outros contornos. Eu mais uma vez fiz o esforço para vir mais cedo do Norte para passar por Alvalade a tempo de votar, mas foi mesmo entrar, ouvir o discurso inicial, votar e sair, e não sei mesmo se foi a última vez, foi tudo mau demais e indigno do nosso clube. Sendo assim, e não havendo uma mudança de postura e de atitude dos órgãos sociais perante este estado de coisas, se Frederico Varandas passou à justa este teste do pavilhão (a AG, porque as modalidades vão muito bem, obrigado) terá de enfrentar semanalmente o teste do relvado, confiando em Silas e numa equipa emagrecida, desequilibrada e desestabilizada por sucessivas mudanças de liderança para não ter em Alvalade o mesmo ambiente que ocorreu ontem no João Rocha.

Trata-se mesmo duma política de terra queimada. Esta coligação de ressabiados não tem qualquer ideia ou política para apresentar em benefício do Sporting, e o clube não se pode dar ao luxo de ter um presidente e uns Órgãos Sociais permanentemente insultados e agredidos por uma minoria violenta e arruaceira, que afasta sócios e adeptos dos estádios e dos pavilhões.

Obviamente muita culpa deste estado de coisas têm os actuais órgãos sociais, pela incapacidade por um lado de unir o clube (a começar pelo tratamento dado a Sousa Cintra e à Comissão de Gestão) trocando o esclarecimento aos sócios pelas mensagens na Comunicação Social amiga, e por outro de fazer respeitar os estatutos e regulamento disciplinar, expulsando boa parte dos arruaceiros da AG e se calhar do clube.  

E Benedito e Ricciardi que não se iludam sobre o que irão encontrar na eventualidade de algum dia sucederem ao actual presidente.

SL

Beijinhos, abraços e muitos palhaços

As Assembleias Gerais do Sporting estão transformadas numa espécie de espetáculo de Trash Television mas com as Redes Sociais a ocuparem o lugar da televisão. Há sempre um cheiro a curiosidade mórbida no ar, todos querem saber o quê e quando vai correr mal. As Assembleias Gerais do Sporting são um barril de pólvora que, acreditem em mim, vai rebentar e magoar muita gente.

Ontem foi só mais um exemplo. Os mesmos, sentados no mesmo sitio, a repetir a mesma ladaínha vezes e vezes sem conta. Desta vez com um reforço de peso: as claques.

"Varandas, cabrão, pede a demissão"

Sou completamente a favor das manifestações de opinião. Das palmas e dos assobios nas devidas alturas. Sou é também contra qualquer tipo de ofensa e atitude menos séria só pelo simples facto do eleito não ser aquele em que eu votei.

O grande erro de Varandas e, neste caso, de Rogério Alves é não mandar retirar da sala quem não se está a comportar devidamente. As pessoas que estão interessadas na AG não têm que levar com horas de ofensas. AG após AG, sempre os mesmos, sentados no mesmo sitio, a repetir a mesma ladaínha.

Frederico Varandas caiu no erro de reagir à provocação e mandou um beijo para a plateia. Não me choca, porque um tipo não é de ferro, mas é um sintoma de descontrolo. O Presidente do Sporting Clube de Portugal tem que ter força suficiente para não reagir negativamente. Ainda assim não deixa de ser curioso que alguém se ofenda com isso, principalmente alguém que durante meses repetiu "beijinhos à sua mãe".

"Mas não foi ele que se propôs a unir o Sporting?"

Não se pode unir quem não quer ser unido. Hoje em dia, há gente que não quer ser do Sporting, só quer o caos no Sporting.

Um festival de javardice

Por mais erros que cometa - e tem cometido bastantes - Frederico Varandas terá condições para se manter na presidência do Sporting enquanto continuar a ser insultado grosseiramente pelos órfãos do consulado carvalhista, furibundos por já não poderem fazer fortuna recorrendo ao tráfico de bilhetes. Esta ruidosa minoria, ligada em larga medida a uma claque, voltou a transformar uma assembleia geral do Sporting num festival de javardice, insultando o presidente leonino do primeiro ao último minuto - e proporcionando assim uma triste e chocante imagem do nosso clube à generalidade dos portugueses.

Esta é a pior face do futebol - a que gera ódios tribais dentro das próprias agremiações desportivas. Na reunião magna de ontem, que devia ter decorrido em clima de civilidade e com respeito integral pelas opiniões alheias, nenhum debate foi possível, nenhum esclarecimento conseguiu ser transmitido.

O relatório financeiro saiu aprovado por margem mínima (53% a favor, 47% contra) num escrutínio que teve participação residual (apenas 1352 sócios votaram). Sobraram insultos e gritos e chocantes atentados à liberdade de expressão. Nem o próprio ex-presidente Sousa Cintra conseguiu falar nos três minutos que lhe estavam reservados: qualquer tentativa de palavra sua era abafada por uma torrente de impropérios.

O Sporting não pode continuar assim, à mercê de uma turba de arruaceiros que pratica o culto da terra queimada. Varandas não perderá uma votação enquanto for contestado por esta cáfila que acaba por lhe dar involuntárias doses de oxigénio. Se for preciso, os sócios voltarão a mobilizar-se em grande número para que seja restabelecida a normalidade democrática no clube. Contra a intimidação e a arruaça. Contra a insultuosa gritaria dos marginais.

Mais uma votação, mais uma derrota da seita letal...

Desta vez não compareci à AG para aprovar o relatório e contas. É público que tenho assumido uma posição crítica da actual direcção do clube, pelo que me abstive de participar. Porque tal como previ, na AG estaria presente uma seita arruaceira, ordinária e anti-democrática, chegaram ao ponto de impedir um antigo presidente da instituição de discursar, o que diz bem da natureza deste grupelho. E cai por terra a contestação à boa decisão de se votar antes de terminar o direito aos sócios de usarem a palavra. Qualquer pessoa decente e educada não está para aturar imbecis deste calibre...

Não se iludam com a próximidade do resultado da votação, apesar de tudo, uma vez mais, saíram derrotados, a IURB estava mobilizada e compareceu, acredito que não fui o único com falta de vontade em defender os actuais órgãos sociais, não comparecendo. Se por um mero acaso ontem até tivesse ido à AG com ideia de me abster, assim que ouvisse os primeiros urros dos grunhos letais ao clube, imediatamente mudaria de posição. Posso discordar de Frederico Varandas, mas se tiver que optar entre a continuidade do actual presidente ou regressar ao passado de má memória defendido pela seita letal, não hesitarei. Votarei em qualquer um que esteja do outro lado, se necessário for, porque não me revejo na bardinagem de claques, arruaceiros e afins...

Visto que a essa hora estarei a trabalhar...

...agradeço se alguém puder perguntar por mim qual foi o benefício até agora retirado pelo Sporting daquele protocolo com o Wolverhampton que diluiu ainda mais o que sobrava da dentada de Jorge "Incobrável não consta do meu dicionário" Mendes nas verbas recebidas em troca do fim do litígio com o ex-capitão Rui Patrício.

 

Muito agradecido, como diria o Raul Solnado.

Palavra à direção

Consumada a expulsão, é imperativo que se faça uma leitura dos números. Entre os quarenta porcento de sócios (esqueçamos os votos por agora) que votaram o perdão de Bruno de Carvalho temos várias motivações. Neste exercício irei aplicar "etiquetas" aos grupos mas, por favor, não entendam como uma categorização. É apenas para tentar resumir as características.

Os Leais - Aqueles que foram aparecendo à volta de Bruno de Carvalho após a destituição. Saíram alguns e entraram outros mas é um grupo relativamente sólido e estável. Vêem em Bruno de Carvalho ainda potencial para voltar a ser presidente e tendem a recusar qualquer outra figura "alpha".

Os Anti-Poder - Pessoas que não estão confortáveis com quem quer que esteja na direção do Sporting a não ser que sejam os seus pares. O seu voto é maioritariamente de protesto.

Os Gratos - Pessoas que reconhecem o que de bom foi feito pela direção liderada por Bruno de Carvalho e que, apesar de não o quererem de novo como presidente, acham injusto que seja expulso de sócio. São votantes das mais variadas listas.

A existência de várias linhas de pensamento é salutar, principalmente num clube com mais de centro e treze anos de vida. Mas é também importante que, após aquilo que queira-se ou não foi um marco na História do Sporting, a direção comece a olhar para os mais variados tipos de sportinguistas e seja capaz de passar uma mensagem que cative. Não é preciso agregar de forma demagógica e/ou totalitária. É preciso é que a nação leonina olhe para o clube e pense "mesmo que não concorde a 100%, é aqui que eu pertenço".

Tem a palavra a direção.

Seis notas breves

 

1. Bruno Gaspar de Carvalho e Alexandre Gaspar de Carvalho Godinho foram expulsos do Sporting na sequência de um processo instaurado pela Comissão de Fiscalização que funcionou como órgão disciplinar do Clube no período anterior ao sufrágio de 8 de Setembro e que deu como provadas as «continuadas violações regulamentares e estatutárias» daqueles antigos funcionários do Sporting, designadamente «os ataques constantes aos órgãos sociais legítimos» do Clube.

 

2. Estas expulsões, convém sublinhar, decorreram das normas estatutárias que Bruno de Carvalho e Alexandre Godinho fizeram aprovar em Fevereiro de 2018, bem como do novo regulamento disciplinar  que a mesma dupla integrante do Conselho Directivo submeteu naquela data à aprovação dos sócios.

 

3. A resposta da massa associativa leonina, na reunião magna de sábado passado, voltou a ser concludente, reafirmando a orientação estabelecida nas assembleias gerais de 23 de Junho e 15 de Dezembro de 2018. Mais de dois terços dos votos ditaram a expulsão de Alexandre Godinho e Bruno de Carvalho. Note-se que desta vez era só isto o que estava em causa. Entre os votantes contra as expulsões estiveram muitos que não desejariam o regresso do antigo presidente ao exercício de cargos dirigentes no Clube.

 

4. Embora em menor escala do que em 23 de Junho do ano passado, voltou anteontem a registar-se um clima de intimidação e achincalhamento das opiniões contrárias por parte da falange apoiante do presidente destituído e expulso. Os três ou quatro sócios que ousaram apoiar a actual Direcção leonina nesta assembleia foram brindados com sonoras vaias e grosseiros insultos oriundos dessa facção, incapaz de conviver com a diferença.

 

5. A expectativa deste ambiente intimidatório levou agora muitos sócios a optarem antecipadamente por não exercer o direito de voto, evitando deslocar-se ao Pavilhão João Rocha. Se a afluência de eleitores tivesse sido maior do que foi, a percentagem de rejeição do presidente destituído seria certamente ainda mais expressiva.

 

6. Agora, olhar em frente. O passado passou.

 

O dia depois de ontem

Mais de cinco mil sócios do Sporting Clube de Portugal deslocaram-se ontem ao Pavilhão João Rocha para usar o seu direito de voto. É uma amostra grande para uma Assembleia Geral e os resultados parecem enquadrados com a experiência que vamos vivendo em conversas com outros sportinguistas.

Os resultados foram muito semelhantes aos da Assembleia Geral de destituição. Permite isto extrapolar que, no espaço de um ano, os sócios do Sporting não mudaram a sua opinião sobre a gestão e os erros cometidos por Bruno de Carvalho. Diga-se que o ex-presidente também pouco fez para que fosse de outra maneira. Uma palavra de arrependimento sobre um ou outro tema teria sido suficiente.

Começa hoje o processo de cura da ferida que se reabriu um pouco ontem. Após os resultados, foram muitos que ameaçaram guerra ao clube e prometeram deixar de ser sócios. Cabe aos demais começar o "repovoamento" e angariar, no seio familiar ou entre amigos, novos sócios para o clube.

Ao contrário do que se gritou, o Sporting não acabou ontem. Começou uma nova etapa onde precisará cada vez mais do seu combustível, sócios e adeptos. Isto é: precisa de todo nós.

Obviamente, SIM

Amanhã na AG vão mais uma vez confrontar-se duas visões diferentes do que é e deve ser o Sporting: está em causa o recurso de Bruno de Carvalho e do seu "ajudante de campo" às penas de expulsão determinadas pelo CFD pelas sucessivos atropelos dos mesmos aos estatutos revistos e referendados pelo próprio Bruno de Carvalho, mas está em causa também o futuro próximo do clube e as condições necessárias ao seu sucesso.

Nem vale a pena discutir a bondade da pena à luz dos acontecimentos relatados e não contestados: está mais que ajustada, mas se os estatutos admitem o recurso para a AG é porque se espera da mesma uma apreciação mais abrangente, pelo que me parece que duma eventual vitória do voto NÃO não haveria outras conclusões a tirar que não fosse que a vontade dos sócios tinha prevalecido, e que o CFD tinha desempenhado o seu papel da melhor forma zelando pelo cumprimento das leis e regulamentos do clube.

Sendo assim estamos basicamente a decidir sobre a expulsão dum sócio que foi presidente do Sporting durante cerca de cinco anos, com um primeiro mandato globalmente positivo, reeleito com uma margem esmagadora de votos, mas que depois dessa data, condicionado ou não por problemas familiares, dependências ou ambições financeiras (mais tarde ou mais cedo se saberá), resolveu tomar o clube como seu, hostilizar e intimidar vários sectores internos incómodos, como grupos de sócios e estrutura e plantel do futebol profissional, encontrando para isso apoio "avençado" em empresas externas e na principal claque do clube, numa espiral destrutiva que culminou no abandono da equipa no jogo decisivo da época e no assalto terrorista a Alcochete, resistindo desde aí à demissão por todos os meios legais e ilegais até ser destituido na maior AG de sempre por uma maioria esmagadora de sócios.

Estamos a decidir também sobre a expulsão dum sócio que manifestou após a expulsão que o Sporting para ele tinha morrido, que deixou de frequentar estádio e pavilhão, que manifestou agora vergonha dos sócios, vergonha dos órgãos sociais, mas que nunca deixou de alimentar uma seita de guerrilheiros arruaceiros que tem aproveitado todas as oportunidades para desestabilizar e criar dificuldades a esse mesmo Sporting. Por isso mesmo são os Letais ao Sporting. E Bruno de Carvalho o seu "Bin Laden". 

Estamos a decidir também se queremos que o clube continue como um dos três grandes de Portugal, um clube eclético e ganhador, um clube de devoção para todas as gerações, um clube de famílias e de amigos, um clube que valoriza a ética e os valores do desporto e que combate a vigarice e a aldrabice, ou um clube presidencialista de casamentos, baptizados e funerais, de guerra aberta com tudo e todos, um clube tomado pelos ultras, um clube em que os fins justificam os meios, um clube que trata as equipas e jogadores que o representam à moda da Coreia do Norte: ou ganhas ou levas com o chicote.

E o que vimos ainda recentemente no Jamor foi o Sporting encher o estádio de amor pelo clube, sofrer, chorar e ganhar. Não houve rival mesmo que mais poderoso, não houve árbitro, não houve toupeiras nem padres, não houve a corja ressabiada que acompanha os jogos do clube pelas redes sociais a salivar pela sua derrota, não houve nada nem ninguém que nos impedisse de ganhar e ganhámos. E é isto que queremos repetir e repetir e repetir este ano e nos próximos, no estádio e no pavilhão. Sofrer, chorar e ganhar. Ladrando pouco e mordendo muito, porque cão que ladra não morde, e o destino dos touros bravos depois das bandarilhas é o talho. 

Então o meu voto é obviamente SIM.

SIM à expulsão de Bruno de Carvalho, SIM à derrota dos brunistas que insistem num Sporting à moda de Bruno de Carvalho mesmo que sem ele, SIM à estabilidade, condição essencial às grandes conquistas, SIM ao Sporting.

E acho que vai ser mesmo à Cristiano Ronaldo. Mais uma vez os sócios vão dizer presente e através do seu voto deixar um imenso SIIIIMMMMM ao Sporting no pavilhão João Rocha!

Viva o Sporting Clube de Portugal !!!

SL

Não aguenta um cara-a-cara

Rogério Alves - e muito bem, a meu ver - concedeu a Bruno de Carvalho a possibilidade de intervir na assembleia geral de amanhã, na qual os sócios do Sporting se pronunciarão sobre o recurso à pena de expulsão aplicada ao antigo presidente pelo Conselho Fiscal e Disciplinar. Cedendo assim a uma exigência expressa do sucessor de Godinho Lopes.

Como é seu hábito, Bruno de Carvalho afinal recusa comparecer, reagindo com a táctica habitual dos que não aguentam um cara-a-cara: em contínua fuga para a frente, desta vez disparando contra quem lhe concedia a palavra. Segue assim uma linha de rumo: nos momentos cruciais, mesmo naqueles que lhe dizem directamente respeito, fica atrás dos reposteiros, primando pela ausência.

 

Foi assim a 4 de Fevereiro de 2018, quando evitou deslocar-se ao campo da Amoreira, onde o Sporting entregou o campeonato nacional com uma derrota humilhante (e justa) perante o Estoril. Ele não estava lá.

Foi assim a 5 de Abril de 2018, quando decidiu não acompanhar a nossa equipa a Madrid, para o jogo da primeira mão dos quartos da Liga Europa frente ao Atlético, que participara em duas das três finais anteriores da Liga dos Campeões: preferiu ficar em casa, desancando os jogadores via Facebook, em vez de lhes incutir ânimo, como faria um verdadeiro líder.

Foi assim a 13 de Maio de 2018, quando optou por ficar em Lisboa enquanto o Sporting disputava com o Marítimo, no Funchal, um desafio de má memória que nos fez descer ao segundo posto do campeonato, por troca com o pior Benfica do último decénio, dizendo adeus aos milhões da Champions. A equipa perdeu e o presidente não estava lá.

Foi assim a 20 de Maio de 2018, quando voltou a ficar recolhido em casa, sem assistir - como lhe competia - à final da Taça de Portugal disputada no Jamor. Uma final que perdemos, num contexto de total desmoralização, cinco dias após o assalto dos jagunços a Alcochete. Era um momento particularmente difícil e doloroso, que exigia uma atitude de liderança: Bruno de Carvalho foi incapaz de a exercer. Pelo contrário, na véspera dessa final, entretinha-se a vergastar os jogadores na sua rede social predilecta, anotando: «Houve atletas do Sporting que, infelizmente e pelo seu temperamento quente, não conseguiram aguentar aquilo que é a frustração dos adeptos.» Quase como se os apontasse, delirantemente, como autores morais das agressões contra eles próprios.

Foi assim a 23 de Junho de 2018, quando recusou participar na histórica assembleia geral que haveria de destituí-lo por larga maioria, indiferente às provocações e aos insultos da tropa arruaceira. Chegou no fim, pela porta das traseiras e acompanhado da habitual guarda pretoriana, quando o pavilhão estava quase despovoado e já nada havia para debater. Essa tardia aparição deveu-se apenas à convicção errada de que ganharia. Enganou-se profundamente: perdeu, em todas as mesas de voto. E lá regressou rapidamente às quatro paredes domésticas, correndo ao Facebook - desta vez para insultar os sócios no remanso do lar.

Foi assim a 15 de Dezembro de 2018, em que primou novamente pela ausência na assembleia geral que ratificou a sua expulsão de sócio, apesar de lhe ter sido concedido o direito de participação e intervenção, mesmo estando suspenso. Enviou para o terreno a irmã, o pai e uma ruidosa falange de apoio, apostada em perturbar ao máximo a assembleia magna leonina. De nada lhe valeu o manhoso estratagema: os sócios, uma vez mais, não se deixaram condicionar.

 

Uma vez mais se comprova: é incapaz de enfrentar adversidades, e de agir em coerência, nos momentos decisivos, com o discurso incendiário que foi cultivando durante cinco anos. Mesmo quando o assunto lhe diz respeito, como parte interessada, foge de um confronto directo e presencial.

No final, o padrão de sempre: há-de irromper nas redes sociais, com as inconsequentes bravatas verbais já de todos conhecidas. Valem o que valem: nada.

 

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Se é amor, liberta

Amanhã vota-se o recurso interposto por Bruno de Carvalho referente à sanção de expulsão. Se o Presidente Bruno de Carvalho foi uma figura de relevo e que, até certo ponto, soube conduzir os destinos do Sporting, o Cidadão Bruno de Carvalho revelou-se um problema para o bom funcionamento da centenária instituição.

A sua indesmentível capacidade agregadora criou um exército que, ainda que maioritariamente virtual, não olha a meios para defender a sua honra e, por mais nobre que seja o intuito, os danos colaterais no clube não devem ser ignorados. Uma cruzada assente no amor e lealdade ao Sporting não pode culminar em chantagens emocionais e muito menos se pode parecer com um rastilho para o barril de pólvora.

"Se amas algo liberta-a. Se voltar para ti, é tua. Se não voltar, nunca foi. Nós não possuímos nada neste mundo, muito menos outras pessoas!"

É uma daquelas citações de "sábios provérbios chineses" de origem duvidosa mas que não deixa de ser um bom conselho. Qualquer que seja a decisão da maioria amanhã, se amam o clube, libertem-no. Deixem que o Sporting siga o seu rumo.

 

Reflexões para 6 de Julho

 

1. Muita inverdade, fruto da ignorância, se tem escrito e dito em torno da assembleia geral do próximo sábado destinada a ratificar a decisão, já assumida pelo órgão disciplinar do Sporting, de sancionar com pena de expulsão dois sócios, Bruno de Carvalho e Alexandre Godinho. Os estatutos aplicados neste caso são precisamente aqueles que o antigo presidente levou a votos em Janeiro de 2018, tendo aliás convocado uma assembleia geral para o efeito e ameaçado até demitir-se caso não fossem aprovados por larga maioria. Nada a ver, portanto, com os actuais corpos sociais.



2. Nunca é de mais lembrar que a aplicação dos estatutos é matéria que não compete à esfera de poderes do Conselho Directivo: cabe, em exclusivo, ao Conselho Fiscal e Disciplinar, um órgão dotado de plena autonomia e livre de tutelas na missão específica de que está investido. Tal como sucedeu na gerência de Bruno de Carvalho, em 2015, quando houve que aplicar a pena de expulsão ao presidente do Conselho Directivo que o havia antecedido, Godinho Lopes.



3. Estão em causa delitos de inegável gravidade. Enquanto membros proeminentes da estrutura directiva do Sporting aqueles dois sócios nomearam comissões ilegais, usurparam e tentaram usurpar funções, procuraram travar decisões legítimas de órgãos sufragados pelos sócios por intermédio de quase duas dezenas de providências cautelares (todas indeferidas em tribunal), fomentaram uma cultura de ódio em tudo alheia à tradição leonina e originaram litígios insanáveis com jogadores, lesando de modo inequívoco o património financeiro e reputacional do Sporting Clube de Portugal, instituição de utilidade pública, com reflexos além-fronteiras.

 

4. Se os estatutos em vigor não fossem aplicados nestes casos concretos, atendendo a razões de outra ordem, isso implicaria ipso facto que se tornassem letra morta. Ou - pior ainda - que se ferisse gravemente, e de modo irreversível, o princípio de igualdade no nosso Clube. Como conceber futuras acções disciplinares internas a qualquer outro sócio se estes dois beneficiassem agora de um indulto após tudo quanto fizeram?



5. A pacificação urgente e necessária no Sporting Clube de Portugal implica, desde logo, definir com clareza o que faz parte do problema e o que poderá fazer parte da solução. Enquanto facção organizada, a corrente que se reclama adepta do brunismo ou carvalhismo, no essencial, faz parte do problema, permanecendo tão activa e letal quanto a figura que a inspira mantiver vínculos efectivos ao Clube. É bom que se perceba isto: quem tudo faz, recorrentemente, para lesar o bom nome do Sporting jamais poderá ser recomendável como solução.

 

Que vantagens?

Já aqui me confessei um sócio pouco participativo em AG's. Deveria estar presente mais vezes, é verdade, mas raramente as AG's servem para discutir assuntos interessantes, elas antes servem para a transmissão das ideias das direcções (e bem) e as mais das vezes para depois disso se passar à sessão de lavagem de roupa suja. Não fui à última portanto e confesso que não estive muito interessado no que lá se passou (para além do óbvio, que era a aprovação do orçamento do Clube). E não irei à do próximo Sábado; Desde logo porque estarei a assistir, em Tomar, à Festa dos Tabuleiros (evento maior da cultura nacional e único a nível mundial, para o qual aproveito para vos convidar a todos, colegas e leitores) e porque o tema me é irrelevante. Melhor, eu tenho opinião sobre o tema, já a publiquei aqui diversas vezes e para que não haja dúvidas para ninguém, cá vai de novo: Não me parece que o Sporting lucre o que quer que seja com a expulsão de Bruno de Carvalho (os restantes ex-dirigentes são irrelevantes para o caso). Os sócios já demonstraram que o ex-presidente é carta fora do baralho de forma inequívoca; É minha convicção que se na hipotética situação de não ser expulso e eventualmente concorrer a qualquer eleição, será sempre rejeitado. A questão essencial e que acho que merece reflexão profunda de quem vai colocar o seu boletim na urna ou levantar o braço, é se haverá vantagem ou desvantagem para o clube na expulsão de Bruno de Carvalho, ou seja, expulsando Bruno de Carvalho qual será a actuação daqueles que o defendem e apoiam incondicionalmente? Será que expulsando Bruno de Carvalho, aqueles que ainda o apoiam acatam a decisão pacificamente e deixarão o clube continuar a sua vida normal, ou por outro lado, todos os que o apoiam e já se viu que é uma minoria, terão força suficiente para fazê-lo regressar à cadeira do poder, se não fôr expulso? Parafraseando alguém que diz que terá vivido há cerca de dois mil anos, em verdade vos digo que não acredito! Tal como a água não passa duas vezes por baixo da mesma ponte, Bruno de Carvalho não seria, nem que isso fosse estatutariamente possível num futuro muito próximo, jamais reeleito presidente do Sporting. Uns dirão que mais vale prevenir e a sua opinião é respeitável, mas eu estou em crer que o seu afastamento será mais prejudicial que benéfico. As razões são tão válidas como o seu contrário, mas sobretudo será altura de chamar à "discussão" a promessa eleitoral de Frederico Varandas, o presidente eleito e em funções, de que no seu mandato não haveria expulsões e pensar no mal menor para o Sporting, ainda que qualquer das decisões deixe marcas, sobre isso eu também tenho poucas dúvidas. 

Como já disse estarei em Tomar, mas seja qual for o resultado, o que desejo ardentemente é que não se ultrapasse o limite da urbanidade e que não se dê "espectáculo" desnecessário. Isso sim, é prejudicial a todos.

Só faltam cinco dias

 

Passaram toda a assembleia geral de sábado aos gritos, violando de forma grosseira os estatutos leoninos, com insultos ordinários a membros dos órgãos sociais. 

Recordo que os estatutos sancionam aqueles que se dedicam a «injuriar, difamar e ofender os órgãos sociais do Clube ou qualquer dos seus membros, durante ou por causa do exercício das suas funções». 

«Filho da puta, pede a demissão!», urraram vezes sem conta, visando o presidente do Sporting, Frederico Varandas.

Berravam «Bruno é o nosso presidente». Deixando claro que estavam ali em nova sessão de psicoterapia tribal, idolatrando o mais-que-tudo.

Sem saberem, prestaram um serviço ao clube. Com este comportamento arruaceiro, convenceram muitos sócios ainda indecisos a comparecer na reunião magna do próximo sábado. Para pormos de vez fim a isto.

Só faltam cinco dias.

O nosso dia da libertação foi há exactamente um ano...

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Junho de 2018 trouxe aos sportinguistas alguns inenarráveis momentos, protagonizados por um aspirante a déspota alucinado que julgando-se iluminado, tipo aprendiz de Napoleão, ameaçou tomar para si um clube centenário. À semelhança de todos os ditadores, apesar de ter ainda hoje muitos seguidores, barricados numa seita letal ao Sporting, a verdade é que acabou escorraçado pelas massas, faz exactamente hoje um ano, quando uma esmagadora maioria de sócios libertou o clube do jugo do tirano.

23 de Junho deveria passar a ser comemorado pelo clube como dia do sócio, porque vivemos um momento épico de determinação individual no pavilhão Atlântico, numa soalheira tarde de Verão, com uma afluência record de associados esperando na fila interminável, acossados e insultados por uma turba de jagunços ameaçadores, funcionando como guarda pretoriana do errático pequeno líder. Indiferentes a tudo e todos, no interior do recinto o cenário era infernal, com grunhos urrando, assobiando, impedindo de falar qualquer um que não fosse dos seus. Chegaram até a agredir sócios. Felizmente a força policial no local impediu que tais vermes levassem por diante os seus intentos.

No final o amor pelo clube falou mais alto. Os sócios que corajosamente se sujeitaram ao enxovalho para exercer a sua vontade viram o esforço recompensado com o afastamento do usurpador e restabelecida a normalidade estatutária. Se é verdade que 23 de Junho representou para o Sporting o que há 200 anos Waterloo representou para a Europa, não tivemos heróis nem vencedores naquela tarde. Quem ganhou verdadeiramente foram os sócios, todos os sócios, anónimos na sua grande maioria, que esperaram estoicamente na fila, votaram e viraram costas à turba infame. Graças aos sócios, todos os sócios, estamos hoje melhor que há um ano, o clube voltou a ser dos sportinguistas.

Viva o Sporting!

Não há duas sem três?

Bruno de Carvalho e Alexandre Godinho foram expulsos de sócio do Sporting Clube de Portugal, pelo Conselho Fiscal e Disciplinar. A deliberação é passível de recurso para a Assembleia Geral, caso os visados assim o entendam, cabendo aos sócios a última palavra. Se o fizerem, já sabem ao que vão, lá diz o povo que não há duas sem três, pela minha parte os votos a que tenho direito irão direitinhos para afastar tal personagem de vez do meu clube, à semelhança do que fiz em Dezembro...

 

P.S. - Comunicado Conselho Fiscal e Disciplinar - Decisão do processo 7/2018

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