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És a nossa Fé!

Arbitragem APAF

A arbitragem portuguesa tem uma triste história de parcialidade ou até mesmo de corrupção passiva às mãos de FC Porto e Benfica. O livro "Golpe de Estádio" explica bem a forma como Pinto da Costa e Reinaldo Teles minaram e conquistaram a arbitragem contando com o "trio de pintos"  como Adriano Pinto (o dos "chitos"), Sardoeira Pinto e o inefável Lourenço Pinto, exactamente aquele que agora como presidente da AG do clube assistiu impávido às intimidações e agressões a sócios do clube sem nada fazer e muito menos chamar as autoridades. Autoridades essas que do Porto fizeram como a avestruz. Assim tivemos os casos Calheiros, Apito Dourado, e depois o Benfica de Luis Filipe Vieira com os "Padres e as Missas".

A APAF, como estrutura e como comunidade de árbitros e ex-árbitros, alguns no VAR, outros comentadores e especialistas na TV e nos jornais, tem sido o refúgio dos árbitros para protecção e conforto espiritual dos piores desempenhos e para promoção de alguns para um estrelato nacional e europeu que não encontra justificação na sua capacidade e isenção. João Pinheiro é o último produto dessa fábrica corporativista de apitadores do apito.

Além disso, conseguiu a APAF ganhar protagonismo na gestão da arbitragem, através dum falso conceito de independência dos clubes, e montou com o ex-vice-presidente do FC Porto Fernando Gomes, um CA gerido por elementos da APAF. Obviamente falso, porque os ex-árbitros que lá estão, por exemplo Paulo Costa, estão conotados com clubes, no caso o FCP. Outros estarão com o Benfica.

O Sporting, algumas vezes por opção própria mas principalmente pela instabilidade a nível de presidente, perdeu desde há muito protagonismo na gestão do futebol em Portugal. Bruno de Carvalho andou na campanha por Pedro Proença e por isso está lá um seu ex-vicepresidente. Rui Caeiro, penso que também Bruno Mascarenhas desempenhou um papel de representante do Sporting de que recusou abdicar depois da queda do seu presidente. Nada fizeram que se conheça em benefício do Sporting. Na gestão da arbitragem desde há muito não temos qualquer protagonismo.

 

A introdução do VAR, à boleia das autoridades internacionais da arbitragem, veio de facto introduzir a verdade desportiva minimizando os "roubos de igreja" dos tempos anteriores. Mas mesmo esse mecanismo e o protocolo associado tem vindo a ser manipulado para uso interno para gáudio de treinadores batoteiros e se calhar com "inside information" como Sérgio Conceição. Então temos os "penáltis de contacto", as expulsões por "cara na mão", os VARs "frame-a-frame", etc... Para roubar a casa, se não se rebenta a porta, entra-se pela janela.

Esta arbitragem do Soares Dias foi mais uma "arbitragem APAF" a que o Sporting teve direito esta época, menos vergonhosa do que as de Manuel de Oliveira e António Nobre, mas que desde o primeiro minuto mostrou uma dualidade de critério completo, nas faltas marcadas e nos amarelos mostrados. Que, independentemente dos méritos duns e erros doutros, decidiu o resultado do dérbi, porque a jogar com 10 desde o início da segunda parte a derrota do Sporting seria sempre o resultado mais provável. Quando é que o Benfica ou o FC Porto ficaram reduzidos a 10 num clássico por faltinhas como as do Inácio? Quantas são precisas para o Pepe ou o Otamendi serem expulsos? Recordemo-nos também que foi o mesmo Soares Dias a tentar oferecer o campeonato ao FCP expulsando o mesmo Gonçalo Inácio com dois amarelos consecutivos no jogo de Braga quando fomos campeões.

 

Mas se "tudo isto é triste, tudo isto é fado", se isto tem sido assim e vai continuar a ser, o que pode o Sporting fazer? Denunciar a situação com voz grossa, fazer papel de calimero nas conferências de imprensa? Elogiar Fontela Gomes como mal menor?

Eu só vejo duas:

1. Lutar por uma arbitragem independente, fora do controlo da APAF e auditada externamente.

2. Capacitar treinador e jogadores da inteligência emocional nececessária para gerir arbitragens adversas, o que implica ter um especialista em arbitragem dentro da estrutura conhecedora do "sistema" e dos árbitros com que se tem de lidar. Estava Gonçalo Inácio preparado para defrontar Soares Dias? Ou Edwards ? Ou Trincão? Obviamente que não.

 

Deixo aqui a pergunta, apenas para Sportinguistas. Comentários da "sardinhada" habitual seguem directamente para o lixo:

No que respeita à arbitragem, o que pode o Sporting fazer para dar a volta a esta situação que no fundo configura uma concorrência desleal?

SL

O dia seguinte

Custa muito perder um dérbi quando estávamos a ganhar aos 94 minutos de jogo, mas há que engolir o sapo e seguir em frente como leões, deixando os cães a ladrar e as hienas a guinchar.

Em termos de futebol foram 15 minutis de erros sucessivos da nossa defesa que originaram oportunidades de golo e cartões amarelos. Depois dos defesas conseguirem pôrr os médios a jogar, domínio completo do Sporting, oportunidades e um grande golo a cair o intervalo. Que continuou na 2.ª parte até à expulsão de Inácio. Depois foi mesmo aguentar, sabendo jogar com o sueco para esticar o jogo, refrescando a equipa com substituições lógicas. E aguentou-se mesmo até aos 94 minutos. Depois dois lances consecutivos de inspiração dos jogadores do Benfica resolveram o jogo, que só acaba quando o árbitro apita.

Em termos de arbitragem, foi ao belo estilo APAF, sem piedade nos primeiros amarelos e depois sempre existiria algum lance em que o segundo amarelo seria plausivel. Nem foi preciso marcar penáltis em lances tão duvidosos que o VAR se poderia lembrar de questionar a sumidade arbitral. Assim foi à Soares Dias, trabalho perfeito, o Benfica agradece, o FC Porto agradece e a pastelaria também.

 

Em termos de experiência de ir à Luz ao sector do visitante, digamos que a expressão "Porco lampião" é bem empregue para quem recebe os adeptos do clube rival daquela forma, a começar pelo responsável da instalação sonora, mas obviamente extensiva ao presidente Rui Costa.

 

A "procissão dos porcos" a que chamam "caixa de segurança" organizada pela Polícia é uma vergonha também, mas no contexto dum Estádio da Luz onde permitem a passagem de adeptos provocadores do Benfica em frente à tal caixa de adeptos do Sporting enquadrados pror policia de intervenção, é um nojo organizado. Os sons de very light fazem o resto. Depois disso obviamente muitas cadeiras vandalizadas, casas de banho também, quem devia pagar todo esse nojo era o presidente do Benfica, o sr. Rui Costa.

Na entrada consegui chegar directo, mas na saída lá tive de ir na caixa sempre no final até me conseguir "desenfiar", recuperar o carro e ir à procura de dois putos que seguiram na tal caixa a quem tinha de dar boleia para o regresso a casa. Já em casa consegui ver o resumo do jogo na Sport TV, mas dos primeiros dois amarelos que foram determinantes em tudo o resto, zero. Soares Dias, o artista.

E pronto, perdemos uma bela oportunidade de nos distanciarmos mas continuamos no topo da classificação, o alemão continua como treinador o que é bom, Rúben Amorim demonstrou mais uma vez a sua valia e houve cântico dedicado a ele na bancada dos adeptos. Gonçalo Inácio não deve passar a melhor noite da vida dele, mas saberá tirar as ilações do que aconteceu e seguir em frente.

SL

De quinta-feira a domingo

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"É minha" , disse Ricardo mas o abalroamento de Luisão, dentro da pequena área, sancionado pelo portuense Paraty, entregariam o título dessa época ao Benfica de José Veiga e Luís Filipe Vieira.

Domingo lá estará outro portuense/portista a apitar; Artur Soares Dias (ASD) o mesmo que na época passada fez uma placagem a Ugarte, para de seguida validar o primeiro golo do Benfica.

Não há mais árbitros?

ASD tem de apitar dois Benfica vs. Sporting com dez meses de diferença? Sabendo nós, sportinguistas, o que aconteceu no Inverno passado, o Inverno do nosso descontentamento.

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Domingo chegará, com menos um dia de descanso para o Sporting, hoje é quinta-feira e ainda temos um jogo para vencer.

Vamo-nos a eles como leões, hoje aos polacões e domingo aos lampiões.

O dia seguinte

Acredito que Rúben Amorim vá dormir muito mal esta noite.

Pelo resultado do jogo, por mais uma derrota com Pedro Gonçalves no meio-campo (um dia destes faço a estatística), pela falta de sorte em momentos decisivos, pelo desempenho medíocre na segunda parte, mas talvez essencialmente porque alguns a quem ele tem dado tudo lhe viraram as costas. E aos Sportinguistas, pelo menos àqueles que sempre os protegeram, também.

Hoje cheguei ao meu lugar no estádio com a equipa a entrar em campo para o aquecimento, sem Paulinho nem Morita, com Fatawu e Chermiti. Achei estranho, depois olhei para os suplentes e disse cá para comigo que se o onze era bem estranho, pelo menos tínhamos o melhor banco de sempre da era Amorim.

Mesmo com a substituição dum Trincão ausente em parte incerta aos 30 minutos, chegámos ao intervalo com quatro oportunidades de golo contra duas do Porto, todas bem trabalhadas a pedir melhor sorte.

Veio a segunda parte,  Esgaio e Nuno Santos juntaram-se a Paulinho e a equipa afundou-se irremediavelmente. Claro que os golos adversários resultaram de assistências involuntárias de jogadores nossos, tivemos um golo anulado por poucos centímetros, mas a verdade é que o nosso futebol dessa parte foi mesmo deprimente. Ainda entraram Diomande e Arthur, e depois de muito passe falhado na ala direita entre Edwards e esses dois lá surgiu um centro bem feito e o golo do Chermiti.

 

Melhor em campo? Ugarte, apesar da assistência involuntária para o primeiro golo do adversário. Dá tudo dentro do campo e desta vez sem qualquer motivo para um amarelo limitador. Depois dele Chermiti, Fatawu (que na B joga como extremo do lado contrário, ou o rapaz é mesmo um génio, ou alguém está a ser outra coisa), Bellerín, Inácio e Matheus Reis. Diomande tem mesmo boa pinta, vamos ver como evolui.

Coates não está bem, melhor do que ninguem ele saberá o que se passa. Se calhar precisava de parar para se recuperar fisicamente.

E agora? Agora seguimos no 4.º lugar da Liga, com muitos pontos para recuperar para o terceiro. Na quinta-feira temos a eliminatória da Liga Europa. Mas também temos a equipa B a disputar a Liga 3, se calhar faria sentido repensar os plantéis, porque para jogar assim é preferível apostar definitivamente nos putos. Até temos lá um médio bem melhor que um Pedro Gonçalves fora da sua zona de excelência, assim se aposte nele como se apostou e bem em Chermiti.

E Soares Dias? Muito bem, o Pepe ia partindo o pé a Chermiti mas faz parte, a palhaçada das lesões também. O Sporting fez por perder, não teve de se aplicar.

SL

Conselhos práticos a Artur Soares Dias

1) Coates, Ugarte, Inácio e Pedro Gonçalves receberão cartão amarelo antes da meia-hora de jogo, de preferência seguido de penalty. Qualquer pretexto servirá para atingir este objectivo.

2) Se Edwards fizer mais do que três fintas seguidas pode ser derrubado, seja como for, sem marcação de falta.

3) Avisar Pepe que ser-lhe-á marcada falta sobre Chermiti em caso de laceração com derramamento de sangue ou osso partido.

4) Monitorizar os movimentos de Otávio, Pêpê e Taremi. Se caírem no chão é porque houve falta. Se for na área do Sporting é penalty sem dúvida.

5) Avisar desde logo Bellerín que isto não é a Inglaterra, que respeite a autoridade e não se ponha com correrias, centros, fintas e outras veleidades.

6) Impedir que Morita faça mais do que dois desarmes em cada período de 5 minutos, para dar mais fluidez ao jogo.

7) No caso de persistir o empate ou mesmo, por falta de atenção do árbitro, a vitória do Sporting ao fim de 70' de jogo, compete ao árbitro encontrar motivo para expulsar um, ou vários, jogadores do Sporting.

8) Pedir calma a Sérgio Conceição se insultar alguém ou entrar de rompante em campo e expulsar Amorim se mandar alguma boca.

Pensamentos do dia

Se o Braga tem ganho ao Benfica,

E nós temos goleado o Braga,

Logo somos melhores que o Benfica.

Não é média aritmética, mas não deixa de ser filosofia da boa!

 

Se o ASD é o que é, aposto que só depois de termos sido roubados é que virá o nosso Rui Costa à sala de imprensa.

 

Falando no Rui Costa, não o vi reclamar sobre os dois penaltis claríssimos cometidos pelos seus jogadores, Grimaldi e Lucas Veríssimo, na eliminatória anterior com o Varzim.

 

O futebol português continua pejado de trafulhice e trafulhas ("percebes Sérgio Conceição?")

o título por um canudo

Estranhos os comentários à entrada de capital do Qatar no Sporting de Braga. Agora é que vai ser, agora é que o Braga vai ser campeão. Ai é? Mas também vão mudar as cenas de arbitragem, é isso? Caso os investidores do Qatar não saibam, em Portugal, ganhar campeonatos não passa apenas pelo relvado ou centro de treinos XPTO.

 

Uma coisa evidente no nosso jogo nos Açores foi termos uma arbitragem 'normal', que tratou o SCP como se fosse o Famalicão ou o Chaves, ignorando lances que - caso o SCP fosse um grande na cabeça do árbitro e do VAR - teriam sido penalti de certeza. 

Por mim, considero-os lances de futebol que podem ser ou não penalti e considero que os árbitros têm direito a erros e distrações.

Soares Dias fez uma boa arbitragem, ou pelo menos uma arbitragem normal. 

Só para esclarecer as ironias, eu não defendo arbitragens diferentes para grandes e pequenos. Prefiro, aliás, más arbitragens, arbitragens às bolinhas, arbitragens à inglesa ou à grega, DESDE QUE SEJAM IGUAIS para todos.

O Braga só será campeão com a massa do Qatar, se assim passar a ser. 

Portanto, ou bem que os comentadores de bola lusitano andam distraídos, ou bem que dizem o que outros dizem, porque não dizem o que devem dizer. 

O Soares tem Dias

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Tem dias que prejudica o Sporting.

Tem dias que beneficia o Porto.

Tem dias que é declaradamente peça do polvo.

O título deste post poderia ser também "Se queres ter um bom amigo, dá-lhe porrada". 

Soares Dias ainda sente os calos apertados pelas festas que lhe fizeram num célebre treino e do que o Soares Dias tem preocupação todos os dias, é de que a montra, a sua e a da pastelaria, no final dos dias continue inviolável. Afinal ele lembra-se que anda por aí um que ficou sem dentes...

Tudo a bem da nação, que é como quem diz do clube que diz que é de uma cidade que é uma Nação.

E ainda há por aí quem acredite que eles vão perder pontos.

Esperem sentados.

 

Nota: Neste lance Soares Dias foi avisado pelo VAR de que o cartão a mostrar teria que ser mais escuro que amarelo. O senhor foi ver na televisão e achou que a integridade física do jogador do Boavista não foi molestada. Sabem porquê? Porque quando olhou para o ecran a primeira coisa que lhe veio à memória foi a imagem da montra e o macaco a arrear-lhe. A ele e à montra.

O mestre de pastelaria

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Era uma vez um tipo que tinha uma pastelaria.

Acumulava com uma função arbitral e até havia quem o chamasse de "o melhor".

Um dia, numa reunião com os seus pares, enquanto davam conta do preparo do físico para o exercício da função, saíram-lhe ao caminho um bando de dragões, vomitando fogo.

O tipo, com receio de que tanto calor estragasse as regueifas e como quem tem cu tem medo e como tem morada fiscal na Invicta, por via das dúvidas toca de se acorrentar a um dos bichos e tem andado alegremente a fazer de pagem do dragão.

Ontem lá arranjou mais uns cordeirinhos para dar de comer ao animal.

E a arrogância com que ele enfrenta as vítimas? O Porro e o Adán que o digam, que se aqueles olhos matassem...

Bom, o que interessa é que a montra da pastelaria lá continua intacta e os dragões continuam a encher o papo.

A bem da nação.

 

Nota: Na imagem acima Soares Dias transforma uma agressão a Porro, num penalti contra o Sporting. Um nojo.

Para os negacionistas, parem o vídeo aos 7'' (sete segundos) e vejam quem bate primeiro em quem:

https://www.facebook.com/groups/sportingcp.contratudo.e.todos/posts/508864460662620/

O dia seguinte

Simplesmente magnífica esta equipa do Sporting, que consegue entrar na Luz privada dos dois jogadores mais influentes do plantel e, mesmo fortemente prejudicada por uma arbitragem "à antiga portuguesa" do inimputável Soares Dias, consegue reduzir o Benfica a uma equipa vulgar. Foi uma primeira parte em grande, com a equipa muito sólida na defesa, a ganhar sistematicamente as divididas e a sair em grande estilo para o ataque. Além do grande golo de Sarabia, o golo anulado a Paulinho, uma bola no poste de Pedro Gonçalves e mais duas perdidas do mesmo, deixavam pensar ao intervalo que o Sporting tinha desperdiçado a oportunidade de ganhar tranquilamente e corria o risco de Soares Dias dar a machadada do costume.

Para a segunda parte Jesus arriscou com um segundo ponta de lança e o jogo ficou muito mais partido. Esses dois pontas de lança tornaram-se difíceis de anular, mas p lado direito da defesa deles tornou-se uma via aberta para Matheus Nunes. Assim aconteceram os dois golos que sentenciaram a vitória do Sporting.

 

Estava o jogo a terminar quando Jesus lá meteu aquele jogador que constuma ser influente nestes dérbis. Ele marcou um grande golo e amenizou o resultado. Mas o melhor ponta de lança do Benfica ficou no banco o tempo todo.

A fartura dá nisto. São mais 100M€ de valor de plantel.

Já o Sporting está no osso. A gordura já foi. Feddal deve ter para um mês, mais um problema muscular a seguir ao de Palhinha, fruto do excesso de competição do onze-base. No banco estavam Esgaio, Nuno Santos e TT mais os três miúdos do costume.

E vamos ao Ajax nestas condições. 

 

Enorme jogo de todos, mas Matheus Nunes e Ugarte estiveram sublimes, um na construção o outro na destruição.

O trio atacante PSP esteve no seu conjunto ao melhor nível de sempre.

O "Beckennácio" comandou brilhantemente a defesa e conseguiu o fora de jogo que impediu o golo adversário, teve em Neto e Feddal uns ajudantes fantásticos e Porro e Matheus Reis foram incansáveis.

 

Já estive em muitos dérbis, quase todos em Alvalade e muitos na Luz. Ontem foi apenas mais um, mas nunca tinha presenciado uma exibição tão esmagadora do Sporting na casa do velho rival. Os números finais apenas pecaram por escassos, e o cenário de profunda desilusão e revolta dos adeptos da casa foi impressionante. Foi mesmo uma vitória "à Campeão" que muito lhes doeu.

E, que a sorte nos ajude, é mesmo para aí que vamos, rumo ao BI.

Orgulho, muito orgulho nesta equipa, no seu magnífico capitão Coates, no genial Rúben Amorim, e nos dirigentes que não ladram mas mordem e que lhes dão todas as condições para o sucesso.

 

Esforço, devoção, dedicação e glória. Eis o Sporting. Viva o Sporting!!!

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

O melhor árbitro português?

Dizem, sem se rir, que é o melhor árbitro português. Só pode ser anedota. Artur Soares Dias voltou a provar ontem, no Benfica-FC Porto, que não merece estar sequer nos cinco primeiros do apito nacional. 

À pala dele, e se não houvesse intervenção do vídeo-árbitro, teriam sido marcados dois penáltis que nunca existiram - as imagens confirmam.

À pala dele, foi poupada uma claríssima agressão de Pepe que daria o segundo amarelo e a inevitável expulsão do capitão do FCP, a cerca de um quarto de hora do apito final. Isto permite concluir que o árbitro condicionou o jogo, inclinando o campo.

Além de valer zero em termos de coerência. Não esqueço que este foi o mesmo árbitro que expulsou Gonçalo Inácio aos 18' do recente Braga-Sporting, apenas há 12 dias, penalizando-o por uma falta muito menos ostensiva do que a de Pepe aos 80', forçando-nos a jogar com menos um jogador durante mais de 70 minutos.

Agora virou o bico ao prego e mandou a coerência às malvas.

Jamais permitirei que alguém diga ou escreva que este é o melhor árbitro português. Leva logo com protesto meu.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Do resultado deste Braga-Sporting. Terceiro embate da época entre as duas equipas, terceiro triunfo leonino. Não pode ser coincidência, numa temporada em que a esmagadora maioria dos comentadores antevia a turma minhota "já como equipa grande" e até "a praticar o melhor futebol" do campeonato português. Palavras que foram levadas pelo vento: agora derrotado por 0-1, o Braga segue na quarta posição da Liga 2020/2021, com menos 15 pontos que o Sporting. 

 

Do golo da vitória. Marcado por Matheus Nunes aos 81', numa combinação perfeita com Porro, na conversão de um livre junto à lateral direita, logo à entrada do meio-campo braguista. Rápido pontapé vertical do internacional espanhol, muito bem colocado, e desmarcação exemplar do luso-brasileiro, que rematou cruzado, fuzilando a baliza à guarda do seu homónimo do Braga. Era o nosso primeiro remate enquadrado, era a nossa primeira oportunidade de golo - e foi golo mesmo. Aproveitamento máximo.

 

De Coates. Um gigante. Se o Sporting conquistar o título de campeão nacional, como quase todos desejamos, ele será o principal obreiro dessa proeza. Imperial nas alturas, assumindo por inteiro as operações defensivas, com notável maturidade quando alguns colegas pareciam à beira do descontrolo emocional, ele transmitiu força e consistência à nossa organização defensiva, funcionando como muralha intransponível. Impecável no corte, no desarme, na recuperação. O melhor em campo. 

 

De Adán. Cometeu um erro primário que nos custou dois pontos na jornada anterior, frente ao Belenenses SAD. Mas redimiu-se, e de que maneira, neste embate em Braga. Impediu por quatro vezes o golo da equipa anfitriã, travando ou desviando remates de Fransérgio (36' e 80') e Galeno (39' e 62'). Elemento nuclear da nossa coesão defensiva. Nota máxima para o espanhol, outro baluarte do onze titular leonino.

 

De Feddal. Fala-se pouco dele, mas o marroquino é o complemento perfeito de Coates: jogam juntos apenas há oito meses mas até parece que se conhecem há oito anos. Fundamental para completar a tarefa do uruguaio na manobra defensiva do Sporting numa partida em que jogámos mais de 70' com apenas dez jogadores, o que comprometeu todo o dispositivo táctico que Rúben Amorim havia montado para este jogo.

 

De Matheus Nunes. Já mencionado acima como autor do golo, saltou muito bem do banco logo a abrir a segunda parte e confirmou que não treme em circunstância alguma: volta a marcar ao Braga, tal como também já tinha marcado ao Benfica. De olhos na baliza e com vocação para se agigantar nos desafios mais decisivos. Merece integrar o onze titular do Sporting. Acredito que assim acontecerá até ao final do campeonato.

 

Das mudanças operadas pelo treinador. Ao intervalo, com menos um em campo, mandou sair Nuno Santos e Paulinho, trocando-os por Neto e Matheus Nunes. Aos 65', deu ordem de saída a João Mário e Pedro Gonçalves, fazendo entrar Matheus Reis e Tiago Tomás. No fim, já aos 90'+1, trocou um magoado Nuno Mendes pelo regressado Plata só para congelar a bola, tarefa que o jovem colombiano desempenhou na perfeição. O essencial foi cumprido, prevalecendo a palavra de ordem: para onde vai um, vão todos. O colectivo é sempre mais importante do que o individual.

 

De termos cumprido o 29.º jogo seguido sem perder. Conquista atrás de conquista nesta equipa orientada por Rúben Amorim. Desta vez igualamos um recorde já com meio século de existência, igualando o máximo estabelecido em duas épocas consecutivas (1969/1970 e 1970/1971) pelo Sporting de Fernando Vaz. Somos, há muito, o único emblema invicto no campeonato em curso.

 

Do nosso palmarés defensivo. Apenas 15 golos sofridos em 29 partidas já disputadas. Praticamente apenas um sofrido de dois em dois jogos - notável estatística que diz muito do comportamento em campo da nossa equipa. Que lidera isolada a LIga 2020/2021 há 23 jornadas. 

 

Dos 73 pontos somados até agora. Quando faltam ainda cinco jornadas, garantimos o terceiro lugar que nos fugiu in extremis na época anterior. Estamos a seis pontos de conseguir o acesso directo à Liga dos Campeões. E a quatro vitórias do título. Continuamos a depender só de nós, neste momento em que levamos sete pontos acima do FC Porto e mais 13 do que o Benfica, equipas que só hoje jogarão.

 

Do balanço muito positivo no confronto com os principais adversários. Até agora, nesta época, enfrentámos sete vezes FC Porto, Benfica e Braga. Balanço: cinco vitórias, dois empates e nenhuma derrota. É assim que se conquistam títulos.

 

 

Não gostei

 

 

Do desempenho do árbitro. Começo a acreditar que não é coincidência: o Sporting tem sempre azar com Artur Soares Dias. Voltou a acontecer: houve uma chocante dualidade de critérios do juiz portuense já destacado para apitar no Campeonato da Europa. Estragou de vez o espectáculo desportivo logo aos 18', fazendo expulsar Gonçalo Inácio ao exibir-lhe o segundo amarelo quando no minuto anterior tinha perdoado uma entrada de pitons em riste de Fransérgio a derrubar Palhinha e aos 60' fez vista grossa a uma grande penalidade cometida pelo intratável Raul Silva contra Coates. Dois pesos, duas medidas. Mau no capítulo técnico, péssimo no capítulo disciplinar. Dizem que é "o melhor árbitro português". Por aqui já se percebe o nível dos restantes.

 

De ver o nosso treinador fora do banco. Não aconteceu com nenhum outro neste campeonato, nem sequer com os maiores arruaceiros reconhecidos e comprovados: Rúben Amorim esteve três jogos seguidos impedido de orientar a equipa na sua área técnica, cumprindo o terceiro em Braga. É assim a nossa "justiça desportiva", que continua sem penalizar Sérgio Conceição por ter dirigido graves injúrias ao seu colega Paulo Sérgio, com quem quase se envolveu à pancada no decurso do Portimonense-FC Porto, disputado há mais de um mês.

 

De Gonçalo Inácio. Entrou extremamente nervoso, como se lhe pesassem as pernas e o emblema do Braga fosse um bicho-papão. Ser esquerdino a alinhar como central mais deslocado à direita não ajuda: diminui-lhe os reflexos e a capacidade de reacção quando o adversário o apanha de pé trocado. Fez falta a justificar amarelo logo aos 10', num derrube a Gaitán, e oito minutos depois viu o segundo cartão, que o afastou do jogo, ao tocar em Galeno - a quem momentos antes entregara a bola. Soares Dias exagerou na admoestação, pois o lance desenrolava-se ainda longe da nossa baliza e Palhinha estalava lá também, a controlar o portador da bola. Mas Gonçalo foi imprudente por excesso de intranquilidade, aliás já revelada no jogo anterior. Neto saltou do banco para o seu lugar e cumpriu.

 

De João Mário. Voltou a demonstrar que está fora de forma e merece uma cura de banco. Continua a actuar com extrema lentidão, incapaz de verticalizar e agilizar o jogo. O primeiro cartão exibido a Gonçalo surge na sequência de um passe à queima do campeão europeu, virado para a baliza errada. Matheus Nunes e Daniel Bragança espreitam-lhe o lugar.

 

De Paulinho. Esteve toda a primeira parte em campo e novamente quase não se deu por ele. Mesmo no quarto de hora inicial, em que mantínhamos onze em campo, o ex-artilheiro do Braga só deu nas vistas aos 14', quando falhou uma emenda na sequência de um canto. Depois, sem bola disponível, desapareceu de vez do jogo e já não voltou do intervalo.

 

Do cartão exibido a Adán. Deve ser caso único: o nosso guarda-redes fica fora do próximo jogo por acumulação de amarelos. É quanto basta para se perceber como o Sporting é alvo preferencial da arbitragem. O quinto foi ontem exibido por Soares Dias, aos 90'+6, tendo o juiz portuense mostrado também cartão a Pedro Gonçalves, então já devolvido ao banco de suplentes. Na próxima partida, em que recebemos o Nacional, Max será pela primeira vez titular da baliza nesta Liga 2020/2021. Ausente estará também Tiago Tomás (que ontem viu igualmente o quinto cartão), além de Gonçalo Inácio.

 

Do campo inclinado. Soares Dias matou o desafio como espectáculo competitivo aos 18', fazendo expulsar Gonçalo. Isto condenou o Sporting a fechar-se no seu reduto, praticando apenas jogo defensivo enquanto aguardava a oportunidade de conseguir pontos - como viria a acontecer - em lance de bola parada. Um teste à resistência física e psicológica do onze leonino, que actuou mais de uma hora num inédito 5-4-0. Nove jogadores atrás da linha da bola. Um teste também à resistência anímica dos adeptos.

Tuga soccer, uma farsa...

Associando a perda de fulgor competitivo por parte do Sporting C.P. nas últimas épocas, à inegável subida de qualidade do S.C. Braga, não faltou em Portugal quem definisse uma nova hierarquia no futebol, dois grandes clubes, SLB e FCP, lutando por títulos e participando regularmente na champions, relegando para um segundo patamar SCP e SCB, lutando pelo 3º lugar, acesso a competições europeias e possibilidade de conquistar um ou outro troféu caseiro de menor relevo.

A precoce eliminação europeia diante do Lask Linz, veio contribuir para a narrativa. Mas nem sempre o esperado acontece, o campeonato começou, a equipa treinada por Ruben Amorim foi ganhando jogos, somando pontos, apesar de ter sofrido um roubo diante do F.C. Porto, alguma intermitência exibicional e perda de pontos dos dois favoritos, permitiram ao surpreendente Sporting C.P., ascender à liderança do campeonato. Nada que preocupasse os poderes instalados, terão imaginado que seria coisa efémera, uma curiosidade que não constituía ameaça relevante.

Mas, à medida que as jornadas foram decorrendo, o sistema mostrou a verdadeira face, primeiro em Famalicão, com um árbitro inclinando o campo, expulsando Pedro Gonçalves num rigor excessivo e anulando um golo a S. Coates, no último minuto. O episódio dos testes falsos positivos com a Unilabs, retirando dois titulares da meia-final com o F.C.Porto na taça da liga e na última jornada o inenarrável e encomendado, só pode, amarelo mostrado a João Palhinha, retirando-o o do derby com o propósito de enfraquecer novamente o nosso meio-campo em jogo importante. A coisa foi tão evidente, que até o árbitro admitiu o erro na análise ao lance, sem que os dirigentes do futebol retirassem daí qualquer consequência, pelo contrário, mantém-se o castigo ao jogador e nomearam o mesmo árbitro para dirigir o V. Guimarães, adversário do S.L. Benfica na jornada seguinte, é que nem conseguem disfarçar, provavelmente a ideia será amarelar jogadores vitorianos à beira da suspensão.

Amanhã à noite em Alvalade, o importante derby será novamente dirigido por Artur Soares Dias. É a 3ª vez, nas últimas 5 épocas, que o juíz portuense é nomeado para arbitrar o SCP-SLB. Dizem que é o melhor árbitro português, não sei se o será, mas sei que não marca presença nos grandes palcos, das competições internacionais. Nem ele, nem os colegas, talvez porque as imagens de decisões inacreditáveis, cheguem lá fora e sejam vistas por muitos.

Já levo uns anitos a ver futebol, os suficientes para me lembrar de bons árbitros, como Garrido, Inácio de Almeida, Veiga Trigo, Jorge Coroado, Vítor Pereira, Carlos Calheiros, Martins dos Santos, José Prata, Olegário Benquerença, Lucílio Baptista, Jorge Sousa entre vários outros, que durante décadas, alimentaram o sistema. Sobre Artur Soares Dias, jamais esquecerei o lance em que mostrou amarelo a Renato Sanches, após entrada infame sobre Bryan Ruiz, no derby da época 2015/16, para logo de seguida expulsar Adrian Silva, que se indignara perante tal incompreensível decisão. Veremos o que acontecerá amanhã, mas o passado mostra que temos razões válidas para desconfiar.

 

À lupa

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Recapitulação de alguns lances do Famalicão-Sporting:

 

22' - Penálti não convertido pelo Sporting. Devia ter sido repetido: no momento em que Nuno Santos pontapeia a bola, a grande área está invadida por vários jogadores do Famalicão. Diz a lei que, não havendo golo, o pontapé de penálti deve ser repetido. Como sucedeu, na mesma jornada, no Belenenses SAD-Braga, favorecendo a equipa minhota.

23' - Pedro Gonçalves amarelado por simulação quando tentava a recarga na sequência do penálti falhado. Contradiz decisão do árbitro Luís Godinho, favorável ao Famalicão, no minuto 49.

36' - Campana, já com cartão amarelo desde o minuto 8 devido a uma entrada por trás que derrubou Palhinha, volta a fazer falta sobre o nosso médio defensivo, desta vez com um pisão no seu pé esquerdo. Falta que justificava o segundo amarelo - e consequente expulsão do famalicense. Contradiz decisão do árbitro, desfavorável ao Sporting, no minuto 80.

39' - Gustavo Assunção, junto ao círculo central, trava saída rápida de Nuno Santos, agarrando-o e derrubando-o. Abortado um ataque perigoso do Sporting sem que o jogador do Famalicão visse o amarelo. 

45'+2 - Gustavo Assunção (novamente) afasta ostensivamente a bola quando Pedro Gonçalves se preparava para o arremesso junto à linha lateral. Não houve cartão, contrariando decisão do árbitro desfavorável ao Sporting no minuto 80.

45'+3 - Entrada duríssima em tackle deslizante, de Pereyra sobre Antunes, com o defesa do Famalicão aplicando a sola no tornozelo esquerdo do nosso jogador. Só viu amarelo: devia ter sido expulso.

 

Após o apito para o intervalo - Riccieli, que provocara o penálti cometendo falta sobre Nuno Santos, recebe cartão amarelo por gritar e gesticular em direcção a um grupo de jogadores do Sporting enquanto todos abandonavam o campo. Nuno Santos é também amarelado sem que se perceba porquê.

 

49' - Valenzuela passa por Coates caindo dois metros à frente, em evidente tentativa de cavar uma falta. Fica sem advertência do árbitro, ao contrário do que sucedera com Pedro Gonçalves no minuto 23.

53' - Pereyra, já com amarelo, derruba Nuno Santos, que conduzia um ataque prometedor junto à linha lateral da grande área. O segundo cartão ficou no bolso do árbitro.

66' - João Mário conduz a bola junto à linha da baliza, já dentro da grande área, para cruzar quando Herrera o afasta do caminho empurrando-o ostensivamente com o braço esquerdo para fora do relvado, contra os placards publicitários. O árbitro nada assinalou. O vídeo-árbitro Artur Soares Dias deixou passar. Penálti evidente contra o Famalicão que ficou por marcar.

70' - Gustavo Assunção salta, levanta os braços e grita contra Luís Godinho ao ser-lhe assinalada uma falta. Não viu o amarelo, por aparente "gestão do jogo" por parte do árbitro, contrariando o que viria a decidir contra o Sporting no minuto 80.

72' - Riccieli, já amarelado, derruba Tiago Tomás junto à linha, no meio campo defensivo do Famalicão. Impôs-se novamente a "gestão do jogo": não houve segundo cartão ao famalicense.

80' - Luís Godinho exibe segundo cartão a Pedro Gonçalves, expulsando o nosso médio criativo ao ser-lhe assinalada falta num lance a meio-campo que não constituiu entrada negligente nem cortava ataque prometedor do Famalicão. Pedro terá sido expulso por pontapear a bola já sentado no chão, após a interrupção por falta. Duplicidade de critério do árbitro, que decidira de forma diferente, favorecendo o Famalicão, no minuto 45+2.

90' - Coates marca o terceiro golo do Sporting, que nos daria três pontos no confronto de Famalicão. O árbitro valida mas reverte a decisão na sequência de um alerta do VAR. Artur Soares Dias - que só deveria intervir em lance claro e inequívoco, segundo estipula o protocolo que regulamenta a vídeo-arbitragem - alega ter existido falta do uruguaio sobre o guarda-redes Luiz Júnior. As imagens, no entanto, comprovam que só há um ligeiro contacto entre o braço esquerdo de Coates e o guardião, e mesmo assim já fora da pequena área, quando Luiz Júnior se fazia tardiamente ao lance, após impulsão prévia do defesa leonino, acabando a bola por bater na cabeça do nosso capitão e ressaltar para a baliza deserta. Lance limpo que Godinho invalidou.

90'+2 - Luís Godinho exibe o cartão vermelho a Rúben Amorim, por alegados protestos. O técnico leonino é expulso pela segunda vez, com um intervalo de sete semanas, numa partida dirigida pelo mesmo árbitro - ele que jamais vira um cartão dessa cor, enquanto jogador e enquanto treinador, ao longo de toda a sua carreira no futebol.

Unanimidade? Qual unanimidade?

Duas opiniões insuspeitas sobre o mais polémico lance do Famalicão-Sporting - aquele em que é anulado um golo limpo da nossa equipa, marcado pelo capitão leonino aos 90'.

Ambas publicadas na edição de ontem do jornal A Bola:

 

Bagão Félix: «O golo anulado a Coates em Famalicão é de difícil julgamento. Honestamente, acho que uma vez assinalado como válido pelo árbitro, a intervenção do VAR é duvidosa, porque seja qual for o ângulo de observação não há uma infracção categórica.»

Vítor Serpa: «É possível garantir, através de imagens paradas ou até mesmo de uma sucessão de frames, que houve irregularidade? Não me parece. Quanto muito seria possível interpretar como tal, mas nunca com absoluto rigor. O que nos remete para a possibilidade de uma invasão inapropriada do VAR no jogo.»

 

Cai definitivamente por terra a tese que alguns andam desde domingo a propagar sobre a pretensa "unanimidade", entre todos quantos não são adeptos do Sporting, relativamente à decisão assumida nesse jogo pelo árbitro Luís Godinho, sob pressão do vídeo-árbitro Artur Soares Dias.

Bagão Félix e Vítor Serpa juntam-se assim a António Oliveira, Manuel Cajuda e outros observadores isentos de devoção leonina mas dotados de honestidade intelectual.

 

ADENDA: O conceituado árbitro espanhol Eduardo Iturralde também se pronuncia: «É um golo legal e não tinha de ser revertido pelo VAR. Não há falta clara sobre o guarda-redes dentro da pequena área. Fora dela, o guardião é só mais um jogador. Ele vai disputar a bola, o jogador do Sporting também e não há nada. Há braço com braço, mas não é falta. Para mim, trata-se de um golo legal.» Desfeito de vez o mito da "unanimidade" em torno deste lance.

O milhão de euros do Conceição, ou um novo record mundial

Com muito mais certeza que o treinador dos portistas, eu atrevo-me a oferecer o milhão de euros, que não tenho, se alguém me apresentar aqui um esclarecimento tão célere do Conselho de Arbitragem a um lance ajuizado pelo VAR, menos de uma hora depois de um jogo terminar.

Já começam a perceber o que é o POLVO?

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