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Revista «Eco dos Sports» - 6 de Fevereiro de 1927 

Director: Artur Inês

(À direita): Cipriano Nunes dos Santos (13/10/1901) - o primeiro grande guarda-redes do Sporting, entre 1919 e 1932.

(À esquerda): Capa pelo «Exímio Aguarelista Martins Barata», mas sem identificação. Alguém conhece este jogador do Sporting ?

Adenda: O nosso leitor José identificou correctamente a pessoa retratada na capa da revista como sendo José Salazar Carreira, presidente do Sporting entre 1925 e 1927, seu atleta de 1912 a 1937, autor dos «10 Mandamentos do Sporting, jornalista e dirigente desportivo, incluindo do Comité Olímpico Português em 1924. Foi ele que iniciou a prática do atletismo em 1911.

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-    Manuel e Tiago Fernandes    -
Em algumas partes, Manuel Fernandes não é apenas recordado pela sua histórica carreira de «leão ao peito» ou até pelos célebres quatro golos que marcou ao Benfica na famosa derrocada dos 7-1.  Em Julho de 1986 o Sporting Clube Português de Toronto, Filiai n.º 138, decidiu convidar o «capitão» ao Canadá a fim de o homenagear, não só pelo seu glorioso percurso como futebolista, mas também para sublinhar a sua vincada indignação por o melhor marcador do Campeonato Nacional da época - 30 golos - ter sido excluído do Mundial do México por José Torres. O Manel fez-se acompanhar pela sua então mulher e pelo seu filho Tiago, que celebraria em breve o seu 5.º aniversário. Entre as diversas cerimónias que tiveram lugar na cidade, foi realizado um banquete de gala na então sede do clube luso-canadiano. 
À boa portuguesa, o jantar inicialmente marcado para as 19 horas só começou a ser servido por volta da 20 horas. Numa sala repleta com cerca de 300 pessoas, todas a postos para satisfazer o grande apetite que já se fazia sentir, quando o Manel verificou que o Tiago não estava à mesa. Questiona a mulher, alguns dos presentes, dirigentes do clube, mas ninguém tinha visto um cabelo da criança, salvo terem uma vaga ideia de ele ter estado a brincar com outras crianças à entrada do prédio. A inevitável preocupação começa a invadir o consciente de todos e uma «posse» de voluntários foi imediatamente formada para iniciar a busca. Na sede do clube não se encontrava, nas imediações também não e o mistério arrastava-se de modo alarmante, com o «capitão» a chorar profusamente. Foi finalmente decidido que a única alternativa era participar o incidente às autoridades policiais. O jantar e as restantes cerimónias ficaram todas de parte enquanto se esperava qualquer notícia do jovem Tiago.
Já passava das 22 horas quando, de repente, surge o descontraído «fugitivo» no clube, pelas mãos de dois agentes policiais. Relataram estes que o foram encontrar num pequeno mercado a uns 4 kilómetros do local, onde ele se deslocou com o intento de comprar um gelado. Os proprietários, estranhando a presença solitária da criança no seu estabelecimento àquela hora tardia, telefonaram prontamente à polícia, que o veio socorrer. Não descreverei o reprimendo que o Manel atribuiu ao «artista» - bastará dizer que foi mais em tom de encarnado do que verde-e-branco. Apesar do seu grande engenho em iludir a «marcação cerrada» dos seus pais em tenra idade, o Tiago nunca exibiu esse nível de habilidade nos campos de futebol e registou uma muito modesta carreira como futebolista. Hoje, aos 30 anos e chefe de família, já se retirou dos relvados. Passados 26 anos, este insólito episódio da vida do nosso lendário Manuel Fernandes ainda é lembrado com frequência e...com muito humor à mistura.
Nota:A fotografia de Julho de 1986 foi-me enviada por José Rafael Vicente, sócio do SCP. ex-presidente e sócio n.º 1 do Sporting Clube Português de Toronto.  

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*Dedico este post aos nossos fieis leitores benfiquistas, como prova de que o verdadeiro amante do futebol não se restringe só ao apoio ao emblema da sua maior simpatia*  
 
Maio 25, 1988: Encontro-me no «Neckarstadion» em Estugarda para assistir à final da Taça dos Campeões Europeus entre o Benfica e o PSV Eindhoven, que acabou por ser vencida pela equipa holandesa pela marcação das grandes penalidades. Veloso falhou o sexto remate, depois da execução perfeita de Elzo, Dito, Hajry, Pacheco e Mozer. Na fotografia, estou sentado no antigo automóvel do Marechal Carmona - salvo erro, um Allard - que foi conduzido de Portugal para o efeito. No termo do desafio, eu e mais quatro amigos fomos para a baixa da cidade e no hotel onde jantámos - por falta de espaço - acabámos por ficar sentados com a equipa de arbitragem italiana. O galhardete que tenho na mão está autografado por eles. Mais tarde e até de madrugada, integrámos o convívio da equipa holandesa que, por mera coincidência, estava hospedada nesse mesmo hotel.
 
 
Taça de Portugal - 10 de Junho de 1993 - Boavista 2 Benfica 5

O Boavista, vencedor da edição de 1992 diante do FC Porto (2-1), não conseguiu resistir à superioridade do clube da Luz e acabou por ser goleado. Os autores do «crime» foram Paulo Futre (2), Vítor Paneira, João Pinto e Rui Águas. Pelo Boavista marcaram Marlon Brandão e Tavares. 
 
 
Intercedi perante Luís Filipe Vieira e este teve a gentileza de ceder 30 convites para permitir que uma equipa de futebol amador assistisse ao primeiro jogo internacional oficial no novo Estádio da Luz, a contar para a Taça UEFA, entre o Benfica 3 e o Molde FK 1.
 
 

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Sou um coleccionador nato, desde antiguidades, pinturas, fotografias, porcelanas, selos, moedas e tudo quanto se relaciona ao futebol, em geral, e ao Sporting, em particular. Infelizmente, a maior parte do meu vasto sortido futebolístico encontra-se armazenado por falta de espaço; uma mala cheia de camisolas oferecidas por jogadores, uma rede com cerca de 20 bolas autografadas por equipas, centenas de galhardetes e medalhas, bilhetes de jogos, cartões, etc. . Aos poucos vou localizando alguma coisa e a propósito da série iniciada pelo José da Xã, «Eu estive lá», deparei com alguns ingressos de ordem diversa, entre os quais este convite para assistir ao Sporting 3 Paços de Ferreira 1, no dia 6 de Junho de 1993. O Sporting era então treinado por Sir Bobby Robson e encontrava-se em 3.º lugar na tabela classificativa. Naquele dia alinhou de início com: Rogério Peres, Carlos Jorge, Paulo Torres, Nelson, Peixe, Filipe Ramos, Luís Figo (Yordanov 57m), Cadete, Juskoviak, Capucho e Porfírio (Balakov 45m). Os marcadores foram Yordanov, Capucho e Cadete.
Curiosamente, o que mais me recordo dessa data não é o jogo em si, mas sim um episódio que ocorreu na Tribuna. Estava eu em conversa com o Hilário quando surge o central holandês Stan Valckx, extremamente enervado, porque o presidente foi ao balneário e impediu-o de se equipar. Aparentemente, o Stan fez um comentário durante a semana relativamente aos prémios de jogo que não agradou a Sousa Cintra. 

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Setembro de 1984 - Em convívio com Carlos Lopes escassos dias após a sua histórica vitória nos Jogos Olímpicos de Los Angeles - 12 de Agosto de 1984. O atleta português do Sporting correu os 42,195 km da maratona em 2:09:21, um recorde Olímpico que perduraria 24 anos, vindo apenas a ser batido nos Jogos de Beijing em 2008. O aspecto mais impressionante deste feito do atleta, foi de o ter conseguido aos 37 anos de idade e por ter sido registado a correr os últimos 7.2 km da maratona numa incrível velocidade de 2 min 55 seg por kilómetro. Este breve apontamento vem a propósito do escrito do Pedro Correia sobre o Professor Moniz Pereira e um dos mais evidente frutos do seu inigualável labor de tantos anos ao serviço do desporto e do Sporting.

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Novembro 2005: Com amigos sportinguistas num camarote do «Sky Dome» em Toronto, Canadá, a assistir ao Sporting 5 Santos 3, durante o primeiro consulado de Paulo Bento como treinador. O Sporting alinhou com Tiago (Nelson 45 min), Rogério, Polga, André Marques, Paíto (Edson 45 min), Carlos Martins (cap), Luís Loureiro, Nani, Wender, Pinilla (Silva 60 min) e Deivid (Tello 65 min). Suplente não utilizado: Beto. Os marcadores foram Deivid aos 22 min, Pinilla 38 min, Silva 61 e 82 min e Polga aos 63 min. Os melhores jogadores em campo foram Carlos Martins e Nani.

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Abril de 1992: Num jantar de confraternização com Fernando Mendes, então treinador dos juniores do Sporting. Disse-me ele numa bela manhã, no antigo Alvalade, enquanto assistíamos ao treino dos jovens guarda-redes «leoninos» sob o comando de Carvalho:  «O futebol de formação está a atingir níveis incríveis. Temos aqui miúdos já a ganhar 400 contos por mês». O que dirá ele hoje ?

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Junho de 1981: com o saudoso Cardeal Patriarca, D. António Ribeiro. Uma das suas frases mais marcantes, em conversa particular: «como Cardeal sou adepto de todos mas, pessoalmente, sou sportinguista». Isto, quando questionado por um mútuo amigo... benfiquista.

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Julho de 1987: com Eusébio num jogo de beneficência entre selecções  
Tive ocasião de privar com o lendário futebolista ao longo dos anos. Nem as diversas versões da sua chegada a Portugal e eventual ingresso no Benfica - algumas da sua própria autoria - diminuiram o meu respeito pela sua simplicidade e humildade e admiração pela sua magnificência desportiva. Terei sido um dos que mais lamentou as suas mais recentes absurdas acusações de racismo contra o Sporting de Lourenço Marques e, de certo modo, contra o Sporting Clube de Portugal, que descapitalizaram muito desse respeito que eu tinha por ele. Nem tudo na vida é desculpável. 

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Lídia Faria - Vencedora do «Prémio Stromp» para a melhor atleta sportinguista de todos os tempos
Com 17 anos de idade foi inscrita no Benfica, por ser o clube do seu coração. Quando se apresentou, não foi aceite, por não existir atletismo feminino. Experimentou o Sporting e entre 1959 e 1970, ano da sua despedida com festa à futebolista, ganhou 30 títulos de campeã nacional em oito especialidades (100 metros, 200 metros, 400 metros, 80 metros barreiras, lançamento de peso e do disco, 4x100 metros e pentatlo, sendo recordista nacional e ibérica em todas essas provas). Em 1964, durante um Portugal-Espanha, numa só tarde venceu cinco dessas provas e estabeleceu outros tantos recordes ibéricos. Um ano depois, ganharia a prova do lançamento de peso nos Jogos Mundiais da Primavera, disputados no Rio de Janeiro. Sonhou ser... toureira, aspirou a ser costureira, mas acabou por se consagrar no atletismo do Sporting Clube de Portugal.

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Ricardo Sá Pinto, Luís Figo, Dani - 11 de Junho de 1995
Nesse Domingo, no Jamor, o Sporting começou com: Costinha, Naybet, Marco Aurélio, Nélson, Vujacic, Carlos Xavier, Oceano (cap.), Figo, Balakov, Amunike e Iordanov. Ainda entraram no jogo Filipe, Sá Pinto e Lamajic. Nuno Valente e Dani não chegaram a jogar.

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 1993: com Yekini no Estádio do Bonfim

Rashidi Yekini faleceu na passada sexta-feira, aos 48 anos, por doença que já o afectava há dois anos. O antigo jogador do Vitória de Setúbal (1990-94 e 1996-97) foi o melhor marcador da Liga portuguesa na época de 1993-94 com 34 golos. Um dos seus mais memoráveis jogos foi a 21 de Novembro de 1993, quando marcou dois golos ao Benfica na vitória dos sadinos por 5-2. É considerado um dos melhores jogadores de todos os tempos da Nigéria. Acompanhei pessoalmente a falhada tentativa da sua transferência para o Sporting em 1993. Constou que Bobby Robson não gostou dele mas, na realidade, a decisão foi de Sousa Cintra. Pouco tempo depois, o Sporting foi o primeiro a fazer abordagem ao Mechelen da Bélgica por Michel Preud'Homme. O clube belga estava disposto a deixar sair o jogador, antes do termo do seu contrato, por cerca de 110 mil contos, verba que Sousa Cintra achou excessiva. Com o seu sábio expediente, foi então buscar Chiquinho Conde ao Vitória de Setúbal por 90 mil contos. Este avançado permaneceu uma única época no Sporting, comparecendo em 28 jogos (incompletos) e marcando o grande total de 3 golos. Entretanto, Preud'Homme, já reconhecido como um dos melhores guarda-redes do mundo, foi para ao Benfica onde jogou de 1994 a 1999. Foi o vencedor do prémio Yashin, como o melhor guarda-redes no Campeonato do Mundo de 1994. Algumas das «gloriosas» decisões do nosso Sporting! 

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Junho de 1978 : Com os saudosos amigos Raul Solnado e Fernando Pessa (de costas) num jantar de beneficência em prol do Lar de Santa Maria de Peniche, obra social do grande afecto de ambos. Estou-me a rir ouvindo o Raul, à sua boa maneira, relatar as peripécias de uma mala sua destinada a Lisboa que, por vias misteriosas, transitou por Nova Iorque e foi eventualmente parar à Venezuela, com diversos curiosos contratempos pelo meio. Respondeu-lhe Fernando Pessa: «Se tivesses sido amoroso com a menina ao balcão, como eu fui, em vez de lhe dizeres que ela ficaria mais bonita como loira, a tua mala teria seguido o mesmo caminho que a minha.» Nunca cheguei a confirmar a veracidade do acontecimento, mas com aquele semblante muito «sério» do Raul, tenho as minhas dúvidas. Os dois, juntos, eram simplesmente hilariantes. 

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