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És a nossa Fé!

Os melhores prognósticos

Poucos prognósticos, muito poucos. A chamada "libertação" da pandemia parece estar a fazer mal aos adeptos, algo entediados com tantos títulos em tão poucos meses e ainda perplexos com o regresso aos estádios enfim autorizado pelo Governo.

Mesmo assim, dois vencedores: o leitor Luís Ferreira e o meu colega de blogue Luís Lisboa. Acertaram no resultado do Arouca-Sporting (1-2) e cada um antecipou o nome de um marcador: Matheus Nunes, vaticinou o primeiro Luís; Nuno Santos, previu o segundo.

Estão ambos de parabéns.

E ao oitavo jogo, apagou-se a luz

Pal Serge, o nome por que ainda é carinhosamente chamado por alguns de nós, quem havia de dizer, está em quinto lugar na liga, logo atrás do também surpreendente Estoril, com 14 e 15 pontos, respectivamente.

Hoje veio ganhar à Luz. A ser tido em muito boa conta quando os defrontarmos.

Eu que não gostei nada da exibição dos nossos rapazes em Arouca, que até pensei que tivéssemos ganho com uma daquelas vacas de lá, depois de ver os portistas à rasquinha a arrancar um resultado igual ao nosso e a lampionagem hoje perder com um dos futebóisclubedoportodois , acho que me vou deixar de exigências e ficar muito satisfeito com os resultados positivos que os rapazes, que como já todos percebemos são poucos para tão árdua tarefa, vão arrancando por esses relvados fora.

Apesar do Paulinho.

Ah! A análise à derrota frente ao Portimonense fica a cargo do pastilhas, que ao que parece só aceita perguntas antecipadamente enviadas ao Rui Costa por escrito.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

De vencer em Arouca. Desafio difícil, triunfo sofrido por 2-1, num relvado encharcado, com chuva persistente durante toda a partida. O mais importante foi conseguido: viemos de lá com os três pontos.

 

Do golo marcado cedo. Desta vez não esperámos muito para ver o Sporting adiantar-se no marcador: apenas 14 minutos. Bela jogada colectiva, concretizada em sete toques rápidos. Intervenientes: Porro, Daniel Bragança, Sarabia, Paulinho, Nuno Santos, de novo Sarabia e Matheus Nunes, que a meteu lá dentro. Sem perdoar, à ponta-de-lança.

 

Da primeira parte. Domínio claro da nossa equipa. Indiscutível. Com processos simples, sem complicar. O 1-0 registado ao intervalo sabia a pouco para o jogo que desenvolvemos. 

 

De Nuno Santos. Melhor em campo. E o mais influente no desfecho da partida. Teve intervenção decisiva no primeiro golo e marcou o segundo, aos 54'. Um golo que nos valeu os três pontos. Logo aos 9', fez excelente cruzamento que Paulinho não conseguiu converter em golo. 

 

De Daniel Bragança. O nosso "Modric" estreia-se enfim a titular nesta época. Boa prestação, com notória qualidade de passe e grande capacidade para fazer circular a bola com critério e visão de jogo. Influente na construção ofensiva. Tem envolvimento nos dois golos. Saiu esgotado, aos 81'. Dever cumprido.

 

De Sarabia. O internacional espanhol vem apurando as exibições de jogo para jogo. Esta foi, de longe, a seu melhor. Coroada nas assistências para os dois golos. Quase marcou ele próprio, em dois remates consecutivos aos 40' travados a custo pelo guarda-redes. Após ser substituído, aos 71', a prestação da equipa baixou.

 

De Coates. Não foi uma das suas melhores actuações, longe disso, mas merece referência. Por ter cumprido o 250.º jogo vestido de verde-e-branco. É quanto basta para o nosso bravo capitão merecer destaque pela positiva.

 

De manter a tradição. Quinto jogo disputado pelo Sporting em Arouca para o campeonato nacional de futebol, quinta vitória. Sem hipóteses para a turma anfitriã.

 

De ver o Sporting ainda invicto. À oitava jornada, continuamos sem perder. 

 

Da nossa prestação como equipa visitante. Três vitórias em quatro desafios disputados fora de portas na Liga 2021/2022. E marcamos há sete meses em jogos do campeonato.

 

Do apoio dos adeptos. Foram muitos, e sempre a puxar pela equipa, no estádio do Arouca. Indiferentes ao frio e à chuva que já revelam a mudança de estação. 

 

Da estrelinha. Está de regresso. Três jogos, três triunfos tangenciais, três brindes dos guarda-redes: primeiro o do Estoril, depois o do Marítimo, desta vez o do Arouca, facilitando-nos a vida com a sua péssima intervenção no lance do nosso segundo golo. A sorte faz parte do futebol.

 

 

Não gostei

 

Dos vinte minutos finais. Entregámos a iniciativa ao Arouca, que nos confinou ao nosso reduto defensivo nesse período crucial do encontro. Jogámos aos repelões, perdendo o controlo do meio-campo, acusando cansaço físico e até emocional. Comportamento impróprio de campeão nacional. 

 

De haver só um central de raiz no onze inicial. Nada é mais revelador das carências do plantel leonino do que ver o tridente defensivo composto por Coates ao meio, coadjuvado por Matheus Reis à esquerda e Esgaio à direita. Apenas o uruguaio actuou na sua posição natural: os colegas foram adaptados. Isto contribuiu para o desposicionamento de Esgaio no lance do golo que sofremos, aos 51', muito facilitado pela nossa desorganização defensiva. 

 

De Paulinho. Oitavo jogo cumprido neste campeonato, apenas um golo marcado - na jornada inaugural, frente ao Vizela. Voltou a ficar em branco. E até teve duas oportunidades, aos 9' e aos 35'. Na primeira, permitiu a defesa; na segunda, cabeceou ao lado. Parece andar de relações cortadas com a baliza.

 

De Tiago Tomás. Em teoria, é alternativa a Paulinho. Mas também ele está muito longe da veia goleadora de outros tempos. Parece desmotivado ou com falta de confiança, até na forma displicente como recebe a bola. Actuação decepcionante.

 

De Jovane. Desta vez calçou apenas aos 81', rendendo Matheus Nunes. Prestação negativa: passou mal, perdeu a bola. Pareceu ter entrado em campo já cansado. 

 

Das substituições. Amorim esgotou-as entre os 64' e os 81'. Trocando Porro, Sarabia, Paulinho, Daniel e Matheus Nunes por Neto, Tabata, Tiago Tomás, Ugarte e Jovane. Nenhuma destas alterações beneficiou a exibição leonina. 

 

Das ausências de Gonçalo Inácio e Pedro Gonçalves. Continuam a fazer falta.

 

Da comparação com a época passada. À oitava jornada, temos agora menos dois pontos do que em 2020/2021. Seguimos em terceiro, quando há um ano comandávamos. Pior: levamos menos oito golos marcados.

 

De continuarmos a registar só vitórias tangenciais. Felizmente qualquer delas nos tem valido três pontos.

O dia seguinte

Foi um Sporting substancialmente esgotado pela jornada da Champions que se apresentou em Arouca, e a melhor prova disso foi Palhinha, ontem irreconhecível.

Foi também surpreendente para muitos o onze inicial do Sporting, com dois defesas laterais/alas a jogar a central, um interior a ala, um médio centro a interior esquerdo. Nem os comentadores das diferentes TVs conseguiam prever se o Sporting ia jogar em 4-3-3, 5-3-2 ou outra coisa qualquer. Acabou por ser mais uma prova da grande coerência para alguns (apoiada pelo "nosso" Carlos Pereira como dei nota no post anterior) e teimosia para outros de Rúben Amorim, que preferiu manter-se fiel ao seu modelo de 3-4-3 mudando jogadores, do que mudar de sistema de acordo com os jogadores disponíveis.

 

O Sporting entrou bem no jogo com Sarabia em grande plano. A bola circulava rápido, Bragança e Paulinho eram o veio central de transmissão que colocava a bola com critério nas alas para ataque ao golo. Assim, Paulinho falhou o golo feito do costume e falhou a assistência para Coates encostar, Sarabia por duas vezes na mesma jogada ameaçou marcar, e o Sporting podia muito bem ter chegado ao intervalo com uma vantagem confortável de dois golos que daria para gerir o encontro doutra forma.

O golo foi um exemplo de futebol bem jogado com a bola a circular por Bragança, Paulinho, Nuno Santos e Sarabia que assistiu "com açúcar" Matheus Nunes. O Arouca vivia de contra-ataques rápidos e num deles podia ter marcado, com Coates ultrapassado em velocidade, Adán a fazer a mancha e o avançado do Arouca a desperdiçar.

A segunda parte começou, o Sporting continuou a dominar e a criar oportunidades, mas dum canto a favor saiu o golo do Arouca, um "chouriço" facilitado primeiro penso que por Bragança, que não matou o lance na origem, depois por Esgaio, comido em velocidade, e finalmente por Adán, que sacode a bola para o bico da bota do avançado do Arouca.

Felizmente logo a seguir Nuno Santos começou a compensar a larga conta de golos desperdiçados que já teve esta época, em particular nos jogos em que perdemos pontos na Liga, e rematou de primeira para golo. Claro que o guarda-redes adversário podia ter feito melhor, mas aquele tipo de remates complica-lhes muito a vida.

A equipa estava a ficar cada vez mais esgotada, vieram as substituições mas pouco melhoraram, a entrada de Neto com o adiantamento de Esgaio realmente fortaleceu o lado direito, mas TT, Jovane, Ugarte e Tabata nada fizeram de relevante.

 

Sarabia, para mim o melhor em campo, foi sempre influente no ataque e assistiu para os dois golos. Bragança esteve excelentemente... a atacar. E deficientemente... a defender. Como de costume, um "peso pluma" que deixa Palhinha entregue a si mesmo. Matheus Reis fez o melhor jogo que lhe vi com a camisola do Sporting. Simplesmente impecável. Nuno Santos muito bem, com um golo pleno de oportunidade e embora algumas vezes tenha perdido lances por se esquecer onde estava a jogar, Adan, Coates, Palhinha, Paulinho, Matheus Nunes, Porro... cansados, muito cansados física e mentalmente. Esgaio, quem dá o que tem, a mais não é obrigado. Recordo-me dele a extremo direito goleador...

Realmente só mesmo com grande atitude e espírito de equipa conseguimos sair de Arouca com três pontos depois da jornada de Dortmund. Quem tiver dúvidas, reveja o Rio Ave-Sporting post Real Madrid, na segunda época de Jorge Jesus.

 

Missão cumprida. Agora é descansar, recarregar as baterias, capacitar aqueles que vieram há menos tempo, como Ugarte e Vinagre, moralizar o Jovane, que o rapaz deve sofrer de bipolaridade, e aguardar pela imperdível deslocação ao saudoso estádio do Restelo para a Taça de Portugal, que espero coincida com o regresso de Pedro Gonçalves e de Gonçalo Inácio ao onze do Sporting. Jogo a jogo. Sempre jogo a jogo.

Grande treinador, Rúben Amorim. Sem dúvida nenhuma. Pelo menos para aqueles como eu, que o que querem mesmo é ganhar. Para aqueles que querem uma equipa a jogar como nunca e a perder como sempre, realmente é um pobre coitado.

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Amanhã à noite em Arouca

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Foi apesar de tudo uma jornada europeia que não envergonha ninguém, mesmo com a bipolaridade característica dos Sportinguistas, perante uma equipa com plantel bem mais valioso e bem mais experiente, que o treinador alemão Marcos Rose analisou assim: "Estou muito satisfeito porque ganhámos um jogo difícil, no qual tivemos alguma felicidade, mas por vezes é isso que precisamos para ter sucesso. Mas é mesmo assim, às vezes ganhamos pela margem mínima um jogo em que não tivemos muito brilho."

Mas isso é passado, importa agora "mudar o chip" para as competições internas, passa muito por essa capacidade o sucesso desta época e o Sporting provou no Estoril que o consegue fazer. E esse trabalho curiosamente começou a ser feito ainda ontem em Dortmund em instalações cedidas pelo adversário europeu. 

Temos um grande treinador, temos um grande capitão mais os seus adjuntos, temos uma equipa muito unida e focalizada, que não deixa cair ninguem. A titularidade a Vinagre no jogo com o Estoril demonstrou isso.

E na Liga vamos em segundo lugar, se quiseremos comparar jogo a jogo com a época passada, vamos com 2 pontos a mais. E só depende de nós chegarmos ao final e revalidarmos o título. Por isso, não temos de estar preocupados com o que os outros ganham ou deixam de ganhar. Até é bom os favoritos, os que vão arrasar, serem os outros. Nós, pobrezinhos mas honrados, sem árbitros no bolso nem jogadas sujas de bastidores, lá vamos indo.

A única coisa com que devemos preocupar-nos é com a sola do pé do Pedro Gonçalves e o joelho do Coates, porque os golos que tanto estão a custar a marcar vão aparecer. E como o Sporting (Ajax à parte) sofre muito poucos golos, esses golos marcados vão-se traduzir em vitórias. E de jogo a jogo, de vitória em vitória, o impossível torna-se realizável. 

Também em Dortmund Amorim respondeu à sua maneira àqueles que como eu questionavam o modelo único 3-4-3 para todas as competições, reclamando mais um médio, Ugarte ou Daniel Bragança. Mudou personagens, mudou posicionamentos, manteve o sistema. O nosso insuspeito Carlos Pereira, o raçudo defesa esquerdo da mítica equipa de 73/74 e depois adjunto de Paulo Bento, veio dizer: "Acredito que Rúben Amorim possa pensar nisso, sim, porque se tem falado algumas vezes dessa situação, mas sinceramente não me parece que seja o mais indicado nesta altura. Já há muitas rotinas nesta equipa, que vem já da época passada e as coisas têm funcionado bem. Por isso mudar o sistema tendo em conta o adversário que se vai encontrar não me parece ser a melhor solução, apenas circunstancialmente." Será que é o adjunto-sombra de Amorim? Por mim, o irmão do grande Aurélio Pereira podia estar mesmo no banco ao lado dele, seria sempre uma grande mais-valia na equipa técnica do Sporting.

 

Então amanhã vamos visitar o Arouca. Tenho boas recordações desse estádio. Em 16/09/2012 (Wiki Sporting) fui ver a melhor equipa B de sempre vencer por 2-1, um dos golos foi do Esgaio, houve confusão no final com Manuel Fernandes e penso que o filho (ou foi o pai?) daquele da cena canalha com o nosso ex-presidente em Alvalade. Em 18/01/2014, ver o Sporting ganhar por 2-1 com golo do estreante e desengonçado suplente Slimani aos 72 minutos. E mais uma vez penso que em 08-11-2015 com um golo do mesmo Slimani, já outro jogador, aos 90 minutos. Tem sido um registo de vitórias em Arouca que espero continue.

E se o 3-4-3 é para manter, se Adan e os dois médios são intocáveis, se toda a defesa esteve muito bem em Dortmund, se Paulinho marcando muito ou pouco é o pivot da manobra atacante, as maiores dúvidas serão a condição física de Feddal e os dois interiores. A verdade é que TT, Sarabia, Jovane e Nuno Santos estiveram mal em Dortmund. De qualquer forma Sarabia tem de jogar para criar rotinas com Porro, a ligação entre os dois ainda deixa muito a desejar. Do outro lado, aposto em Nuno Santos, só lhe peço que olhe antes de chutar.

Depois de Arouca haverá pausa de selecções. Depois, jogo de Taça de Portugal onde os menos utilizados poderão ter minutos para mostrar o que valem, oxalá seja também o regresso de Pedro Gonçalves aos relvados.

 

Imagino então que Amorim convoque os seguintes elementos:

Guarda-redes: Adán e André Paulo.

Defesas Centrais: Neto, Coates, Feddal e Matheus Reis.

Alas: Esgaio, Vinagre, Porro e Gonçalo Esteves.

Médios Centro: Palhinha, Tabata, Bragança, Matheus Nunes e Ugarte.

Interiores: Sarabia, Jovane, Nuno Santos e Tiago Tomás 

Pontas de lança: Paulinho.

 

Pelo que atrás referi, o meu onze seria assim:

Adán; Neto, Coates e Matheus Reis; Porro, Palhinha, Matheus Nunes e Vinagre; Sarabia, Paulinho e Nuno Santos.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo em Arouca para tentar aproximar-se da liderança da Liga.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Terão de engolir as calúnias que cuspiram

Ficou tudo definitivamente esclarecido: não houve cuspidela alguma. Como aqui sustentámos desde a primeira hora.

Agora Bruno de Carvalho deve processar o triunvirato lampiânico que garantiu ao País, em directo e de forma bem audível, que o presidente do Sporting tinha cuspido no homólogo do Arouca.

Os três terão de provar em tribunal as calúnias cuspidas na pantalha.

 

Leitura complementar:

Nada melhor do que cuspir-lhe na cara

Cuspiram acusações entretanto evaporadas

Cuspiram acusações entretanto evaporadas

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Existe no futebol uma espécie de justiça poética que tem seduzido tantos homens das artes e do pensamento: no fim de tudo, ela resgata os adeptos de incontáveis fracassos e decepções.

Na funesta época de que nos despedimos, essa justiça poética envolveu no seu doce manto dois membros da ilustre famiglia Pinho, domiciliada em Arouca. O filho do pai e o pai do filho protagonizaram em Alvalade um triste trecho de vaudeville digno das barracas de saltimbancos de antanho, cuspindo infundadas acusações ao presidente do Sporting dignas do menino malcriado e queixinhas da última fila da mais impenitente turma do ensino básico.

Tornados fugazes heróis de turno por meios de comunicação sempre prontos a fazer notícia do cão que alça a pata para mijar na escada, filho e pai juraram vinganças épicas contra o Sporting Clube de Portugal, que os dobrou sem espinhas no relvado,  e .

Esfumaram-se desde então: a tal imprensa de vão de escada nunca mais lhes passou cartucho. E agora o próprio clube a que ainda presidem evaporou-se da primeira Liga, baixando sem remissão ao andar de baixo.

Enquanto esta justiça poética acontecer nunca deixarei de sentir fascínio pelo futebol.

Bater no ceguinho

Para que conste, eu também não gostei da segunda parte de ontem.

No entanto parece-me que a equipa teve sempre o jogo controlado e só por manifesto azar de um lance fortuito o Arouca poderia eventualmente marcar.

Nesta altura do campeonato, em que não se esperariam escorregadelas dos dois da frente, o treinador deveria estar a entrosar os mais jovens na equipa, mas como a esperança é verde e sempre, dizem, a última a morrer, Jesus começa a encarar estas últimas jornadas como uma possibilidade, ainda que remota, de chegar pelo menos ao segundo lugar.

Quem pode estar contra?

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

De ganhar o jogo.  Da vitória em Arouca, sem discussão, por 2-1. Foi o nosso sétimo triunfo fora de casa no campeonato e a sexta vitória nos últimos sete desafios.

 

Da reviravolta. Antes dos dez minutos, já perdíamos. Mas soubemos dar bem a volta ao marcador, em menos de dois minutos, de forma determinada e autoritária. Depois soubemos também segurar a vantagem, pensando muito mais nos três pontos em disputa do que no espectáculo.

 

De Coates. Hoje foi para mim o melhor jogador em campo. Com uma exibição irrepreensível. Patrão da defesa, desarticulou vários lances ofensivos do Arouca. Fez um bom cabeceamento, na sequência de um canto, aos 18'. E foi ele a iniciar o primeiro golo, com um passe em profundidade para Gelson Martins recolher na ala direita. Merece aplauso.

 

De Gelson Martins. Novamente em bom plano, para não destoar, o jovem internacional leonino ajudou a construir o golo que iniciou a nossa reviravolta fazendo a assistência para Alan Ruiz. Foi muito castigado pelo jogo faltoso do Arouca, que o árbitro não sancionou como devia - desde logo com a marcação de um penálti aos 6'.

 

Dos marcadores dos nossos golos. Alan Ruiz aos 34', Bruno César minuto e meio depois. Quem disse que no Sporting só Bas Dost sabe marcar?

 

Da vantagem ao intervalo. Consumada a reviravolta, os jogadores puderam ir tranquilos para os balneários. Aliás só pecaram na segunda parte por isso mesmo: excesso de tranquilidade.

 

De ver diminuída a distância face aos dois primeiros. Pela segunda jornada consecutiva, conquistamos quatro pontos ao SLB e ao FCP devido aos tropeções destas duas equipas. O Benfica tem agora mais oito pontos, o FC Porto está com mais sete. E estamos com mais dez do que o V. Guimarães e o Braga.

 

 

Não gostei

 

Do penálti perdoado ao Arouca pelo árbitro Luís Godinho. Gelson Martins foi claramente derrubado na grande área, logo aos 6', num lance em que o defesa arouquense nem quis tocar na bola.

 

Da segunda parte. Jogo pastoso e sonolento no período complementar, em que o Sporting não fez qualquer remate à baliza nem dispôs sequer de um canto. Esperamos e exigimos sempre mais dos nossos jogadores.

 

Do jejum de Bas Dost. Partida com qualidade abaixo da média do nosso habitual goleador, que hoje ficou em branco.

 

Da ausência prolongada de Adrien. O nosso capitão faz muita falta à equipa, que precisa de um verdadeiro n.º 8, com a missão de ligar os sectores e dinamizar o ataque.

 

De Schelotto. Corre tanto para quê?

 

Da troca de Alan Ruiz por Palhinha. Entendi mal esta substituição, concretizada aos 70'. Para quê reforçar o nosso meio-campo defensivo, desperdiçando a oportunidade de marcar um terceiro golo perante uma equipa tão desorganizada e débil?

 

De ver o estádio quase vazio. Consequência dos inaceitáveis preços dos bilhetes praticados pela família Pinho, que ainda gere o futebol do Arouca.

 

Nada melhor do que cuspir-lhe na cara

Cinco noites consecutivas com o País suspenso: Bruno de Carvalho cuspiu ou não cuspiu? Eis a melhor prova de que não existem verdadeiros problemas neste torrão à beira-mar plantado: no ano em que a douta Academia de Oxford elegeu pós-verdade como palavra do ano, três canais televisivos quiseram transformar o presidente do Sporting em bombo da festa a propósito de um não-facto - numa manobra concertada que teve como maestro o principal impulsionador da campanha de reeleição de Luís Filipe Vieira no SLB.

Um gato mal escondido com um enorme rabo de fora.

Como diria o Sherlock Holmes para o doutor Watson, não há coincidências.

 

Um desses canais, procurando bater a concorrência, simulou uma "experiência" em estúdio com o Paulo Futre a fumar um cigarro electrónico em imitação de Bruno de Carvalho numa aparente tentativa de demonstrar que da boca do presidente saiu água destilada, propileno glicol e glicerina vegetal - substâncias contidas na fugaz onda de vapor que se forma em vez do presumível fumo.

A experiência, obviamente, foi inconclusiva. Nem poderia ser de outra maneira para manter a panela de pressão bem acesa em lume vivo.

 

Por mim, acho tudo isto insuficiente. Da próxima vez sugiro ao Futre que escarre na cara de alguém. Em directo, ao vivo e a cores. Pode ser na mimosa face do tal director da campanha de reeleição de Vieira, que costuma ser seu companheiro de painel. Tudo filmado com várias câmaras, de diversos ângulos e repetido as vezes que forem necessárias. Nada melhor do que uma experiência destas para se dissiparem as derradeiras dúvidas.

Se o tipo aguentar estóico, não lhe rachar a cana do nariz à cabeçada nem se queixar do facto em conferência de imprensa versão pós-verdade, fica cabalmente demonstrado que Bruno de Carvalho fez o que não devia se quer continuar saudável: inalou e exalou.

 

Cuspidela, apenas na imaginação delirante dos peões de brega de Vieira, emprestados à corte de bandarilheiros da famiglia Pinho.

Pensem só qual seria a vossa reacção se alguém vos escarrasse na cara.

 

Clube de gente séria, dizem eles

Ao que parece o clube de um dos benfiquistas mais famosos dos últimos dias anda com problemas.

É melhor o nosso presidente ter cuidado, senão ainda é culpado por o SEF ter notificado 5 jogadores do Arouca a sair do país.

Isto conta como fumo ou como cuspo?

Devem estar à espera de instruções da capital, com uma semana de atraso, para se lembrarem do que vão dizer.

O meu pai é melhor do que o teu!

Embirro com expressões do género: «foi assim que aprendi, tive quem me transmitisse valores»; ou «em minha casa, sempre houve educação». Como se fosse uma virtude própria e não pura sorte! Expressões destas são, no fundo, uma forma de discriminar os outros, levada a cabo por gente que normalmente se vangloria de não discriminar, porque, afinal, em sua casa «transmitiram-se valores».

 

Tive acesso, através de uma notícia, a um texto publicado na página do Arouca no Facebook. É difícil de classificá-lo, de tão rasca e insultuoso, onde se fala de um presumível ser, de quem se duvida ser humano, que tenta desafiar uma «família unida e feliz». O seu autor deve julgar-se muito nobre e esperto, um verdadeiro virtuoso das palavras, mas apenas demonstra a sua ignorância e pobreza de espírito.

 

Não vou aqui referir todos os insultos contidos no texto. Quem quiser ler, só tem de clicar no link dado. Mas vou falar de um tipo de insulto que, na minha opinião, é do mais rasco que há e só demonstra a arrogância, baseada num grande complexo de inferioridade, de quem o faz.

 

«Passou por experiências animalescas traumáticas na sua infância»; «Diz-se, ainda, que devido à infância animalesca e traumática passada num país distante, procura sempre o Pai no fim dos compromissos, mesmo que o seu digno Pai não se encontre em sítio algum».

 

Eu não faço ideia que tipo de infância o Presidente Bruno de Carvalho teve. Nem quero saber. Isso é assunto dele e de mais ninguém. É legítimo criticar, com argumentos válidos, opções de vida ou tipos de comportamento. Mas não o é achincalhar por supostos traumas de infância. Faz-me lembrar quem insulta apontando problemas mentais, ou alguma doença psicológica. Alguém escolhe ter uma doença? Desculpem, mas é o mesmo que insultar uma pessoa por ter cancro, ou ter sofrido um ataque cardíaco! Demonstra muita baixeza e infantilidade.

 

Ao autor do texto, que, pelos vistos, ainda não saiu da fase «o meu pai é melhor do que o teu», apetece-me dizer: cresce e aparece!

 

 

Desmentidos em toda a linha

 
1
Começaram por dizer que o presidente do Sporting provocou o presidente do Arouca: "Fizeram uma espera ao nosso presidente quando nos dirigíamos para a saída das instalações, quando estávamos a sair do balneário para nos dirigirmos para a rua. Tentaram agredi-lo. Invadiram o nosso túnel, o nosso espaço. Foi necessário vir a polícia.  O presidente Bruno de Carvalho - foi ele que tudo começou: provocou o presidente [do Arouca], tentou agredi-lo, insultou-o, disse coisas que não vou dizer aqui." Palavras de Joel Pinho, director desportivo arouquense e filho do presidente do clube, numa conferência de imprensa logo após o jogo Sporting-Arouca, a 6 de Novembro.
Tudo falso: as imagens encarregaram-se de desmentir o filho do pai em toda a linha.
 
2
Insistiram que o presidente do Sporting tentara agredir o presidente do Arouca.
Tudo falso. As imagens deitaram definitivamente por terra tais teses, sem deixar lugar a dúvidas.
 
3
As alegações eram tão falsas que tudo aconteceu afinal ao contrário do que diziam. Esqueceram-se de dizer que foi o presidente do Arouca a procurar o presidente do Sporting, foi ele quem tentou agredi-lo de braço em riste, foi ele quem agrediu efectivamente um segurança a murro e quase agrediu outro com uma garrafa cheia de água.
As imagens comprovam.
 
4
Esqueceram-se de dizer que, insatisfeito com os desacatos provocados fora da área reservada à equipa do Arouca no estádio José Alvalade, o pai do filho fez um apelo evidente às suas hostes no sentido de investirem contra o presidente do Sporting.
As imagens comprovam.
 
5
Esqueceram-se de dizer que o presidente do Arouca, impedido de avançar, procurou agredir elementos do Sporting, tendo sido impedido disso por um jogador do próprio clube, e chega a empurrar um delegado da Liga, Albertino Galvão.
As imagens comprovam.
 
6
Quando as teses anteriores foram desmentidas pelas imagens, no fim de tudo, passaram então a sustentar que o presidente do Sporting havia "cuspido" no presidente do Arouca. Extraordinário "cuspo", que demorou oito dias a atingir a delicada face de Carlos Pinho: na conferência de imprensa do dia 6, o filho do pai só aludira a "insultos e palavras", sem fazer a menor referência a cuspidelas.
A primeira - e única - alusão arouquense ao putativo "cuspo" surgiu apenas num comunicado do clube, via Facebook, difundido às 23.29 de segunda-feira, dia 14, a reboque da tese que três comentadores televisivos do Benfica tinham proferido quase em simultâneo, pouco antes, nessa mesma noite.
 
7
Nem sequer pararam para pensar. Se Bruno de Carvalho tivesse cuspido no presidente do Arouca alguém imagina que o Sporting Clube de Portugal fizesse o que de pronto fez, disponibilizando de imediato as imagens das suas câmaras de videovigilância, sem cortes, às autoridades policiais?
Alguém acredita que se tivesse havido "cuspidela" - tese delirante que o Filipe Moura aqui encerrou de vez - isso não teria sido a primeira coisa a invocar, minutos depois, pelo director desportivo do Arouca na conferência de imprensa?
Alguém acredita que, se houvesse um pingo de verdade disso, Pinho pai e Pinho filho tivessem permanecido em silêncio de então para cá?
 
8
É encantador ver tantos benfiquistas a funcionarem como advogados de defesa do filho do pai e do pai do filho - duas das figuras menos recomendáveis do futebol português. Esses benfiquistas tornaram-se adeptos do Arouca, tanto é o ódio que alimentam contra o Sporting. Sem sequer se lembrarem que o próprio director desportivo do SLB, Rui Costa, já foi alvo do comportamento rasca da famiglia Pinho.
 
9
Joel Pinho - reincindente em agressões verbais e tentativas de agressão física a dirigentes e técnicos do Sporting - afirmou na caluniosa conferência de imprensa do dia 6 que Bruno de Carvalho "não merece estar no futebol", como se alguém lhe reconhecesse um mínimo de idoneidade ética e moral para passar atestados de bom comportamento seja a quem for.
É hoje aliás bem evidente ter havido premeditação no comportamento de Carlos Pinho, que assistiu ao Sporting-Arouca no banco de suplentes, como delegado ao jogo, o que lhe conferia acesso à zona do balneário da sua equipa e respectivas áreas adjacentes, onde tudo se desenrolou. Ao contrário de Bruno de Carvalho, esse é um comportamento inusual no presidente do Arouca.
 
10
Quando os factos se tornam incómodos, vão-se alterando os factos à medida da tese. Foi assim neste caso, que com base em imagens truncadas provocou como efeito secundário a propagação à imprensa internacional da disparatada teoria do "jacto de cuspo saído da boca de Bruno de Carvalho" para a mimosa bochecha do pacífico Carlos Pinho.
Inútil iludir: há aqui gravíssimos danos reputacionais para a imagem do presidente. Espero que, em função disto, o gabinete jurídico do Sporting reúna como óbvia circunstância agravante todos os recortes da imprensa internacional na queixa-crime contra o pai do filho e o filho do pai que apresentará na justiça civil e na participação às instâncias jurídicas e disciplinares do desporto-rei.
É tempo de a famiglia Pinho deixar de se passear impune nas catacumbas do futebol português.
 

Um pouco de ciência

Vi na televisão as imagens da hipotética "cuspidela" de Bruno de Carvalho ao presidente do Arouca.
O movimento de um líquido (o cuspo) no ar é de uma natureza completamente diferente do da difusão de um gás (o vapor) no mesmo ar. Seria impossível um líquido ter aquele alcance, ou seja, sair da boca de alguém com tal velocidade, sem que houvesse um sopro forte. Qualquer pessoa que cuspa com força faz esse gesto de soprar, correspondente a uma careta. É manifesto que Bruno de Carvalho não faz essa careta - as suas bochechas não se mexem. Sou físico de formação e profissão e garanto: nestas condições, é fisicamente impossível que Bruno de Carvalho tenha cuspido no presidente do Arouca.

 

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