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És a nossa Fé!

Os betinhos e a malta das barracas

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Duarte Gomes no jornal A Bola de sábado passado (pág 20 e 21) fez uma soma em função dos cartões amarelos e vermelhos das equipas bem e mal comportadas (é assim que lhes chama).

A mais bem comportada seria o FC Porto, a mais ruim a B-SAD.

Os betinhos da Torre das Antas no topo e os pés descalços, da barracaria, do vale do Jamor no fundo.

As contas, a meu ver, estão erradas (lalvez algum leitor possa ajudar).

Quatro expulsões a jogadores do Porto; Toni Martinez aos 87' do Sporting vs. Porto, Taremi 95' do Porto vs. Paços de Ferreira, Uribe 85' do Porto vs. Famalicão e Grujic 79' do Moreirense vs. Porto, até aqui tudo bem.

Já o Sporting aparece com seis expulsões, só recordo quatro; Matheus Reis 80' do Braga vs. Sporting, Neto 21' do Gil Vicente vs. Sporting, Daniel Bragança 90' do Santa Clara vs. Sporting e Coates (rir) 49' do Porto vs. Sporting.

Até agora vimos os jogos disputados por ambas as equipas em inferioridade numérica, é importante olharmos, também para os minutos é diferente uma expulsão aos 21' ou aos 95', no caso da expulsão de Grujic (79') o apitadeiro de serviço expulsou logo um defesa da equipa de Sá Pinto para equilibrar as coisas. Nos jogos referidos o Porto perdeu dois pontos com o Sporting e o Sporting perdeu cinco pontos, dois com o Porto e três com o Santa Clara.

Parece equilibrado, não é?

Vamos introduzir outra variante os jogos disputados em superioridade numérica

Tondela (jogador expulso aos 28') 1 vs. Porto 3

Santa Clara (jogador expulso aos 63') 0 vs. Porto 3

Porto 2 vs. Vitória SC (jogador expulso aos 53') 1

Vizela (jogador expulso aos 52') 0 vs. Porto 4

Porto 3 vs. Benfica (jogador expulso aos 49') 1

B-SAD (jogadores expulsos 31'  e 94') 1 - Porto 4 [antes da expulsão a B-SAD vencia e dominava o jogo]

Porto 2 vs. Sporting (jogador expulso aos 49') 2

Porto 1 vs. Gil Vicente (jogador expulso aos 2') 1

Porto 4 vs. Tondela (jogador expulso aos 67') 0

Vitória SC (jogador expulso aos 80') vs. Porto 1.

Se não me enganei nas contas são 26 pontos "conquistados" em superioridade numérica.

E o Sporting, não venceu jogos em superioridade numérica?

Venceu o Estoril, o Portimonense e a B-SAD, curiosamente, o jogador do Portimonense expulso é um rapaz da Póvoa de Varzim (Pedro Sá) que na primeira volta tinha desbloqueado o resultado a favor do Porto marcando um vistoso golo na própria baliza.

Contas feitas; Porto 26, Sporting 9, mais uma goleada à Porto, são estes números que explicam a conquista do campeonato por parte dos betinhos bem comportados, na primeira imagem vemos o capitão do FC Porto a acariciar o capitão do Sporting, uma imagem que diz tudo.

Mãos corrompidas de azul

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Todos sabemos graças a quê e a quem, o clube presidido (presídio) por Pinto da Costa venceu esta Liga.

(não é por acaso que se chama Liga, "me liga, vá").

O FC Porto, alegadamente, compra.

Compra porque há alguém que, alegadamente, se vende, muitos árbitros, observadores de árbitros, etc, etc, etc, alegadamente, vendem-se, alegadamente, venderam-se.

Terão coragem no dia seguinte de fazer festas nos filhos, na mulher (ou no marido) com as mãos a escorrer langonha azul?

Terão coragem de se olhar no espelho.

Quais terão sido os mais responsáveis pelo triunfo do clube apaparicado por Rui Moreira?

Deixo a minha opinião como mote:

- António Nobre (nobre de nome) e Artur Soares Dias, árbitro e VAR do Estoril vs. FC Porto.

(alegadamente, o meu advogado telefonou-me para, alegadamente, não ter problemas jurídicos com a publicação deste texto)

A queda e a polémica

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Há queda.

Não há polémica.

O que o árbitro decide no campo neste tipo de lances, está decidido.

O protocolo do VAR não prevê a intervenção neste lance, como não prevê no lance de Taremi em Roma e como, também, não prevê no lance de Matheus Reis, em Alvalade, com o Braga.

O Sporting foi beneficiado neste lance? Foi.

Na minha opinião, o Sporting devia pedir para este golo ser retirado das contas finais, com a perda dos pontos que foram averbados graças a este golo.

Dever-se-ia tomar a mesma atitude, a mesma opção, em todos golos, em todos os resultados que foram fruto de jogos, indiscutivelmente, mal apitados neste campeonato.

Competente incompetência!

Um amigo adepto portista escreveu hoje numa rede social “… Sérgio Conceição é o treinador português mais competente do nosso campeonato…”

Estive assim (juntem o indicador e o polegar!!!) de dar uma resposta a preceito. Mas depois pensei que o melhor seria ele manter-se longe da verdade pois provavelmente lidaria mal com esta.

Mas a ideia pespegada sem dó nem piedade fez o seu buraco na minhas meninges, qual verruma, e assim deu-me para escrever sobre o treinador do Porto e respectivas competências.

Dito assim de uma maneira mais simplista acrescento que a competência de SC está na razão inversa dos árbitros lusos. Por outras palavras, se não fosse a incompetência destes provavelmente o FCPorto estaria com menos alguns pontos no seu bornal. E Sérgio sem grande margem para sorrir nem para ser elogiado!

Todos os fins de semana há casos nos jogos do Porto. Todos! E normalmente decididos a favor do líder da classificação. Cartões icterícios ou rubros por mostrar, faltas duras por assinalar e a cereja no topo do bolo, faltas cometidas pelos próprios jogadores portistas, mas atribuídas aos adversários.

Todavia não quero com isto dizer que todos os nossos árbitros sejam assim tão incompetentes. Bem pelo contrário… Considero que a arbitragem portuguesa é deveras competente (quiçá demais)… na sua incompetência.

Ou será que não é incompetência?

Chutar para Kant

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A bola.

O primado da bola.

De forma formal dizemos futebol, informalmente, jogar à bola.

Da mesma forma que disse que Raul Silva foi mal expulso, primeiro jogou a bola, Adán, hoje, não comete penalty, afasta a bola e só depois ocorre o contacto. O que poderia o guarda-redes do Sporting fazer? Não defendia a bola, dentro da pequena área, pois podia magoar o jogador adversário, ficava de braços cruzados a ver o que acontecia?

No lance Alfa Semedo vs. Sarabia, o mesmo, Alfa não joga a bola, ceifa Sarabia dentro da área, penalty por assinalar (trio d' O Jogo unânime, foi penalty).

(confrontar com os penaltys a favor do Porto, os jogadores do Porto desinteressam-se da bola, entram na área e tentam provocar contacto com os defesas... muito treino).

A razão quando é pura vale por ela própria, sem pontapés de baliza nem kantos de sereia.

Mal acostumados

Não sei se os caros leitores deste blogue visionaram o jogo entre o primeiro classificado da Liga NOS e o nono classificado da Ligue 1 (acho que é assim).

Pois se viram estão informados, se não viram eu informo:

Mais um escandaloso roubo de que foi vítima o FCPorto, como costuma acontecer nas competições europeias. Três penaltis por assinalar e um golo anulado foram escamoteados aos portistas, pelo menos no entendimento da enciclopédia viva do ludopédio Luís Freitas Lobo.

Manuel Mota, Luis Godinho, Soares Dias e mais uns quantos, estão a corar de vergonha alheia.

Onde já se viu espoliar o FCPorto desta maneira...

Já perceberam portanto. Com uma equipa de arbitragem que não tem medo que lhe partam as montras dos negócios, talhos, pastelarias e outros e as trombas, os mergulhos para a piscina são ignorados e os foras de jogo são efectivamente marcados, porque na casota das televisões também estavam dois tipos que se limitaram, só, a cumprir as Leis do Jogo.

Vocês imaginem que até o Otávio foi amarelado!

Terá sido a altura em que o Mota, praguejando enquanto fatiava um bife do lombo, deu um golpe profundo no polegar e apesar de tudo se sentiu confortado. O seu sangue continua azul, ufa! Já na pastelaria, tem Dias... Hoje as regueifas da manhã estavam um pouco para o esturricado, mas por via das dúvidas foram colocadas em posição de destaque na montra, "à cause" de eventuais macaquices...

Na minha confessada inocência pergunto: Será possível trazer meia dúzia de árbitros destes para apitar em Portugal?

Mudam-se os árbitros, mudam-se os resultados

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Não vou falar do jogo do Sporting, Luís Lisboa e Pedro Correia já o fizeram com qualidade, nem vou referir que o City é primeiro em Inglaterra com mais seis pontos que o Liverpool.

O Liverpool jogou com o FC Porto esta época, duas vitórias, 7-1 em golos.

O City jogou com o Sporting, uma vitória e um empate, 5-0.

Ontem o jornal A Bola falava de honra em relação ao Sporting, hoje fala de orgulho. Falava de glória em relação ao FC Porto hoje fala de desilusão.

Confesso que não me sinto desiludido com o desempenho do FC Porto frente ao nono classificado da liga francesa.

FC Porto e Lyon são duas equipas banais que praticam um futebol banal. Internamente, o FC Porto é primeiro, levado num andor carregado pela arbitragem, quando essa ajuda falha, como ontem, podemos apreciar um futebol sofrível, sem ideias e com muitas lacunas defensivas.

O Porto ontem foi uma equipa à imagem de Sérgio Conceição, com muitas limitações, não me desiludiu.

A simulação como metodologia de treino

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O Edmundo já falou nisto mas é evidente nestas duas imagens do jogo de ontem.

É importante perceber onde está a bola e quem promove o contacto.

A bola está do lado esquerdo de Evanilson e o avançado do Porto faz um movimento da esquerda para a direita, esquece a bola e vai promover o contacto com Porro.

Ver a posição do braço direito de Evanilson na primeira e na segunda imagem. O braço de Evanilson atinge o rosto de Porro antes de qualquer toque do defesa, é, também, a perna direita de Evanilson que vai à procura do contacto.

Como mostro acima, ponto 4.9.5. há um treino específico para isso, chama-se simulação, nada do que acontece em campo com os atletas do FC Porto é por acaso.

As quedas na área são treinadas, são aperfeiçoadas, fazem parte da metodologia do treino.

É claro que podemos continuar a pensar que o Sporting perdeu o jogo por causa da bola de golfe que Pepe, supostamente, encontrou no relvado.

Um desafio exemplar

A arbitragem de João Pinheiro foi excelente. Deu uma imagem perfeita do que é o futebol português e do que é disputar um jogo nas Antas. As imagens são explícitas e indesmentíveis. Pinheiro, sintomaticamente avaliado como o melhor árbitro português, merece comenda no 10 de Junho pela patriótica franqueza demonstrada durante o desafio, pois nunca escondeu ao que ia nem se resguardou em meias tintas e com diligente sentido de responsabilidade acatou a pressão a que foi sujeito, não só no estádio como nas secretarias.

A merecer crítica só a Segurança Social ou a Polícia Judiciária que permitem um comprovado psicopata como Pepe andar sem restrição em público em vez de o restringirem e acompanharem clinicamente. 

Quanto aos jogadores do Sporting há felizmente a registar que saíram de campo com todos os dentes e sem ossos quebrados o que, dada a provação sofrida, não é um mau resultado.

Estão à rasquinha. Ou a mala devolvida...

O Famalicão é uma filial do fcporto. Nada contra, os grandes têm imensas filiais, foi assim no início dos tempos da bola.

Eu próprio fui presidente da direcção de um notável clube de bairro em Caneças que se chama Botafogo (Sociedade Recreativa Unidos ao Botafogo) que adoptou o nome porque os seus fundadores enviaram uma carta a grandes clubes solicitando equipamentos e apenas o Botafogo, lá do Brasil, respondeu afirmativamente enviando dois equipamentos completos e lá temos em Portugal uma filial do Botafogo de Futebol e Regatas. Provavelmente por lá haveria um dirigente nosso patrício com saudades da Pátria e tomou esse gesto bonito. A bem da verdade desportiva, o Botafogo de Caneças nunca fez qualquer favor dentro de campo ao Botafogo original, nem abusando do "doping" antes dos jogos contra os futuros adversários dos patronos, nem "baixando as calças" em jogos entre si. Seria impossível por duas ordens de razão: Primeira, porque os de cá nunca colocariam a honestidade acima de qualquer benfeitoria, nem por um contentor de equipamentos e os de lá suponho que não o exigiriam, já que foram tão desinteressados no início.

Ora em Portugal e com algumas filiais de alguns clubes que não vou nomear, mas que vestem de azul e de vermelho, vai sendo um forrobodó desgraçado. Ora dão o litro, como ontem uns rapazes de Vila Nova de Famalicão e tentam provocar mossa nos jogadores mais preponderantes do adversário, que a seguir vai jogar com a casa-mãe, ora baixam os calções de forma descarada, impúdica diria eu, quando jogam "contra" a sede.

Eu não sei o que levava a mala que enviaram com os equipamentos para o jogo de ontem, mas pelas reacções do Jóta no Twitter, desta vez uma filial vai ter que devolver os equipamentos, mala e restante conteúdo, mesmo suados que eles voaram que nem dragões, que a coisa, apesar do conseguido afastamento do melhor defesa direito a jogar em Portugal do jogo do próximo dia 11, não correu como estava combinado. O gajo do apito ainda colaborou, mas como defende o Jóta, já não teve cara para mandar repetir um penalti que só existiu na cabeça dele e do VAR e que à luz das recomendações, se repetido, seria mais um roubo de igreja.

Quem ainda recentemente foi tão descaradamente beneficiado no Estoril e no Jamor, quem joga em Faro, ou em Portimão, ou antes em Setúbal e com o coiso B-Sad e antes Os Belenenses como se jogasse sempre em casa, publicar um tweet com os defesas do Sporting dez centimetros dentro da área aquando da marcação dum penalti fantasma, só demonstra uma coisa: Estão acagaçados com o próximo jogo! E agora que ficaram sem o GR titular ainda mais acagaçados estão. Esta semana vai ser um fartote de "merda" nos jornais, nas televisões, nas redes sociais. Porque estão à rasquinha.

Não há fruta nem chocolatinhos que lhes valham, vão perder! E por saberem disso, começaram a disparar em todas as direcções. Sem problema, a gente tem um escudo forte, chamado... HONESTIDADE!

O dia seguinte

Ontem tivemos direito em Alvalade a uma das piores exibições do Sporting desta época, contra uma equipa com a qual decididamente não nos damos bem, e o resultado tem que se considerar lisonjeiro para o pouco que conseguimos produzir. Nem uma boa jogada com princípio, meio e fim durante os 93 minutos.

O Famalicão vinha com a lição bem estudada, 3-4-3 como o Sporting, pressing intenso a meio-campo abafando os nossos médios, sempre a procurar o duelo físico porque sabia que tínhamos jogadores condicionados pelos amarelos, e com isso, mesmo correndo riscos atrás, destruiu completamente a construção de jogo do Sporting.

O Famalicão entrou no jogo em rotação máxima, pressionando, mas por querer fazer as coisas depressa falhou na saída a jogar, apanhou-se a perder, mas isso só os fez ainda cerrar os dentes e ir para cima do Sporting.

O Sporting insistia a sair em jogar atraindo a pressão mas depois a pressão do adversário do meio-campo conduzia a perdas de bola e passes falhados. O trio atacante do Sporting em vez de recuar à vez para ajudar na construção esperava que a bola lá chegasse, e nunca chegou em condições: lançamentos longos mal feitos de Coates e Inácio, um Matheus Nunes sem conseguir largar a bola no momento certo, foras de jogo constantes, etc. E a primeira parte acabou com um grande susto, um penálti marcado pelo árbitro (já lá vamos) e uma enorme defesa de Adán.

 

Na segunda parte o Sporting continuou a jogar mal mas pelo menos a controlar melhor o jogo. Adán a colocar a bola directamente nos médios e em Paulinho, Pedro Gonçalves e Sarabia a virem buscar jogo atrás. Quando as coisas pareciam no bom caminho logo veio o amarelo de Porro (já lá vou também), menos um jogador para o Dragão, a troca de Palhinha por Ugarte para evitar outra coisa assim, Esgaio falha um golo feito, mas Matheus Reis compensa com um golaço que ele já bem merecia. 

Com o 2-0 Amorim "mata vários coelhos com a mesma cajadada", saem Porro (nervoso e gasto) e  Sarabia (perigo dos amarelos) para entrarem Nuno Santos (devolvendo Esgaio ao seu lugar, e ficando com jogadores frescos nas duas alas) e Slimani (para lhe dar minutos, defender à frente e libertar o Paulinho para a construção). Embora o Famalicão tenha tido algumas iniciativas individuais interessantes, o jogo ficou muito mais facilitado.

Resumindo, um Sporting cansado pela sucessão de jogos e campanha vitoriosa na Taça da Liga, condicionado pelos amarelos, um Famalicão que se jogasse sempre assim (e aqui é melhor não dizer mais nada) concorria com o Braga pelo 4.º lugar da Liga em vez de estar a lutar pela fuga à despromoção, um resultado melhor do que a exibição. Agora é descansar corpo e cabeça e entrar com tudo no Dragão.

 

Melhores em campo: Adán (enorme exibição que incluiu a defesa do penálti), Coates (o patrão está de volta) e Matheus Reis (golaço e cada vez melhor).

Sobre a arbitragem. Supunha eu que com a introdução do VAR se pretendia corrigir erros grosseiros da equipa de arbitragem na avaliação dos lances e decidir questões de facto como a dos foras de jogo. O que não se pretendia é que existisse um árbitro-sombra escondido algures numa sala que condiciona e reverte as decisões do árbitro em lances discutíveis.

Este jogo tem quatro lances importantes: duas quedas de Paulinho na área, uma de um jogador do Famalicão também na área e a doutro jogador do Famalicão já fora do campo e junto à linha lateral. Os quatro lances prestam-se a várias interpretações e o árbitro em campo fez a sua: apitou penálti na primeira, deixou passar na segunda e na terceira, marcou falta e cartão amarelo na quarta. Como apitador de bancada eu faria bem diferente. O penálti mais óbvio para mim foi aquele que não foi marcado, cada um de nós se calhar também e diria outra coisa qualquer.

Tudo bem até aqui.

O que não está nada bem é que, repetindo a cena do jogo com o Braga, o VAR tenha desrespeitado o protocolo e desvirtuado a verdade desportiva ao condicionar o colega para marcar uma coisa que não viu e que não é claro e óbvio para ninguém que tivesse acontecido: que o jogador do Famalicão tenha caído por acção de Porro.

 

Sou completamente a favor da introdução do VAR, dou os parabéns a Fernando Gomes e ao nosso ex-presidente Bruno de Carvalho que permitiram num caso ou lutaram noutro para que a ferramenta existisse, mas o "sistema" corporativista e altamente manipulado de arbitragem que temos - e que abrange árbitros no activo, APAF, ex-árbitros "especialistas de arbitragem", ex-árbitros dirigentes da arbitragem, muitos deles envolvidos no "Apito Dourado" e no "Padres&Missas" - logo tratou de a subverter para proveito próprio e de quem os controla.

No jogo contra o Braga, Hugo Miguel, bem à minha frente, passou vários minutos a convencer-se a si mesmo que o cozinhado que lhe estavam a mostrar era motivo para penálti. Ontem o apitador resolveu a coisa mais cedo, pois tinha mais com que se preocupar. Isto é uma fantochada a gosto dos Duarte Gomes desta vida: contra o Braga o VAR foi decisivo na perda dos três pontos, ontem ia acontecendo exactamente o mesmo. 

 

Recordam-se do jogo em Famalicão na época passada e das declarações de Frederico Varandas que deram 60 dias de suspensão? Disse ele: "O VAR teve influência num momento capital. Este lance final do golo ao Coates, com um dos rivais, Benfica ou FC Porto, nunca seria anulado. O que me preocupa é a natureza e a forma como é visto o VAR, curiosamente nos jogos em que perdemos pontos."

Quantos penáltis tiveram Porto e Benfica nos seus estádios assinalados pelo VAR esta época? Alguém pode dizer-me? 

Cheira-me que um destes dias o presidente vai ter de voltar ao tema, quer queira quer não.

 

#JogoAJogo

SL

Crime sem castigo

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Tal como Pedro Correia escreveu abaixo, hoje é dia de vingança.

Não acho que o único patife, nesse dia, tenha sido Lucílio Baptista.

Junto-lhe mais meia dúzia:

2 - Pais António, o bandeirinha do lado oposto que a mais de 40 metros de distância jurou ter visto Pedro Silva a desviar a bola com o braço.

3  - José Cardinal, o bandeirinha que estava ali ao lado, quase em cima da jogada mas que não assumiu o óbvio, não fora penalty.

4 - Artur Soares Dias, o quarto árbitro, teve acesso às imagens, sabia que não era penalty mas deixou que a farsa continuasse.

5 - Angel Di Maria, apesar do nome foi um diabo. Viu que não era penalty mas não se importou de mentir e que um colega de profissão fosse expulso.

6 - Quique Flores, o treinador que já tinha sido eliminado da Taça de Portugal pelo Leixões, que ficaria sete pontos atrás do Sporting, que sofreria mais uma dúzia de golos que a equipa de Paulo Bento. Já tinha visto as imagens, sabia que não era penalty mas pediu a Reyes para a converter.

7 - Reyes, o menos culpado de tudo. Apesar disso poderia ter sido solidário com os companheiros de trabalho que estavam do outro lado e rematar a bola para as nuvens.

Todos, cada um deles, foram culpados.

Hoje era bonito entrarmos em campo com onze Pedros Silva, o nome escrito nas costas dos nossos, seria uma forma de recordar que o crime não prescreveu.

VARa de porcos

Nós no Sporting sabemos reconhecer as derrotas. Portanto, parabéns ao vencedor do jogo de ontem em Alvalade: João Pinheiro, o videoárbitro (VAR), coadjuvado por Tiago Costa. E pelo inesquecível Hugo Miguel, da Associação de Futebol de Carnide. Perdão, de Lisboa. 

Com altos e baixos, nunca o controlo do jogo pelo SCP esteve em causa. Até ao fantástico penálti vislumbrado por Pinheiro e Hugo Miguel, sobre Galeno. Em que este jogador choca (ou talvez nem isso) com Matheus Reis, cai e rebola duas vezes. Bem sei que os cartilheiros de TV e jornais irão incensar Pinheiro e Miguel pela sábia decisão. É o costume, e outra coisa não seria de esperar de avençados.

Mas, na área do Braga, houve pelo menos dois toques mais duros sobre jogadores do Sporting - do GR do SCB sobre Sarabia e sobre Paulinho no final. O Pinheiro nem sequer VARou. Devia estar a comer fruta, que trabalhar dá apetite. E trabalhou bem, como certamente para os lados das Antas concordarão.

Pinheiro e Miguel dançaram um 'paso doble'. Quando Miguel anula o golo de Pote (1,5m atrás da linha de defesa do SCB!), Pinheiro deve ter visto que se calhar era um bocadinho de mais e valida o golo. De resto, e apesar de a defesa do SCB estar sempre desalinhada, foram raros os lances perigosos do SCP que não acabaram em fora de jogo. 

Recordo que há duas semanas o FC Porto é "salvo" na Amoreira pelo VAR, que escandalosamente anulou o 1-3 ao Estoril. Por este e outros casos, estou convencido de que, se no início o VAR serviu para corrigir alguns roubos dentro das quatro linhas, agora é apenas um instrumento de roubo. Ontem, custou-nos 3 pontos, como há dias deu 3 pontos ao FCP. Era uma questão de tempo, que na estrumeira que os nossos rivais fizeram da Liga, o VAR passasse de factor de verdade para VARa de porcos.

Amigos leões, com tanta pressão contra nós... este ano, preparem-se. Pressão de norte e de sul. Nortada e sulada, ao mesmo tempo. Eu estou preparado e ontem não fiquei nada supreendido com o que VAR por aí.

 

PS:

FC Porto revela troca de emails entre o árbitro João Pinheiro e o delegado Nuno Cabral

 

Dia de ressaca

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Cabeça dorida, boca seca, todos os músculos dormentes, sem vontade de fazer nada, sem vontade de falar, sem vontade de me mexer.

É assim que me sinto quando o meu clube tem um resultado negativo.

As outras pessoas sentirão o mesmo?

Em baixo, temos a ligação para uma análise dos resultados, das quatro primeiras equipas, nos jogos apitados por Fábio Veríssimo.

http://influenciaarbitral.blogspot.com/2016/05/fabio-verissimo.html?m=1 

JogoAJogo

Para sofrer já me chegou o jogo de sexta-feira em Ponta Delgada e francamente liguei pouco ou nada ao de ontem, aqui bem perto. 

Diz aqui o colega Pedro, e muito bem, o que ficou a vista de todos, até o Duarte Gomes tem de recorrer à metafísica para negar o óbvio, parece que o árbitro ajudou e o Luis Díaz decidiu, mas isso é a normalidade deste futebol que temos.

Em Alvalade não foi assim que o Porto saiu de lá com um ponto e o Conceição sem conseguir disfarçar o alívio?

Anormal só mesmo desta vez o Estoril ter ido a jogo, noutros anos pagavam-se uns atrasados e era tudo à maneira. Como aquela célebre segunda parte em que eram 21 dum lado e o Renan do outro.

Se noutros tempos havia corrupção, intimidação, doping às claras (vide Casagrande), árbitros e alguns clubes no bolso, agora é tudo indústria do futebol, tudo limpinho, limpinho, limpinho...

Mesmo acreditando que, como diz o nosso presidente, "um bandido será sempre um bandido"...

Para aqueles que gostariam de ver Conceição a treinar o Sporting, e a nossa equipa a jogar com toda aquela "atitude", não se esqueçam também do resto...

É que, doutra forma, se agora temos metade da equipa amarelada no primeiro tempo e acabamos com 10, chegaríamos ao fim com 7 ou 8...

Vamos com calma, jogo a jogo, deixemos as comparações com a época passada que não servem para nada mesmo, mas sempre recordando que o treinador que mais perdeu títulos e taças com o Sporting foi... esse mesmo... Conceição... parece que quando vê o verde e branco fica como o diabo quando vê a cruz...

 

#JogoAJogo

SL

Wendell, Peter Pan e o ca aio

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Educar é fazer escolhas.

Liderar pelo exemplo.

O meu miúdo tem 19 meses, sem televisão, sem telemóveis, muitos livros, muitos discos, muita (audição) rádio, alguns contos gravados.

Muito estímulo sonoro (sem gritarias) zero estímulo visual, engarrafado.

Já perdemos, os dois, muitas horas, a olhar pinheiras, eucaliptos, sobreiros, lodões, jacarandás (ele está a aprender e assim aprende logo que uma pinheira é uma pinheira e um jacarandá é um jacarandá, uma árvore nem eu nem ele sabemos o que é) e gaivotas, rolas, pombos, gaios, galinhas, patos, gansos, pardais (também não sabemos o que são pássaros/aves).

Ambos sabemos o que são árbitros do ca aio.

Transcrevo o sítio do jornal Record e cada um que tire conclusões:

- 17' Wendell faz falta sobre Chiquinho

- 31' Golo (atenção, golo) anulado ao Estoril.

- 41' Wendell volta a massacrar Chiquinho, é penalty

-  47' Wendell, ia a escrever, volta a fazer falta sobre Chiquinho. A verdade é esta, nesta altura Wendell já fez uma falta, já cometeu um penalty e volta a dar uma trancada em Chiquinho, não é volta, nem re-volta é uma tri agressão, sem cartão, claro.

- 61' (Chiquinho já tinha saído do campo para os cuidados intensivos) Wendell atinge Bruno Lourenço, falta.

- 62' Golo (atenção, golo) anulado, recordo que é o segundo golo anulado ao Estoril.

- 82' Wendell farto de dar porrada, decide jogar a bola com a mão. Falta.

- 87' Wendell olha para Bruno Lourenço e pensa, não és mais nem menos que o Chiquinho, ora toma lá mais uma trancada. Falta.

(Wendell cometeu seis faltas [assinaladas] uma delas foi penalty, acabou o jogo sem ver um cartão amarelo, sequer, foram todas faltas meiguinhas)

- 97' e 98' cartão amarelo para André Franco e cartão amarelo para Joãozinho [jogadores do Estoril] por protestos.

Não protestem, pá, porrada neles, à Wendell, pancadas meiguinhas.

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É do ca aio!

(expliquei cá em casa que o menino andava a gritar "ca aio", "ca aio" por causa do Egas Moniz, que aio tão honrado teve Afonso Henriques).

Neto encosta a cabeça, vermelho, rua.

Tabata faz uma falta, vermelho, rua.

Daniel Bragança faz uma falta, vermelho, rua.

Sérgio Conceição agride um jogador adversário e quê?

Wendell quase que mata dois jogadores adversários e quê?

Como diria o meu menino:

"Pó ca aio".

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