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És a nossa Fé!

O nosso menino

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Assinalado com a bolinha vermelha está Conceição, Francisco Conceição.

Está a violar a área?

Está.

O "penalty" deveria ter sido repetido?

Devia.

As imagens são claras?

São.

Como é que os quatro árbitros no campo e os dois do VAR não conseguiram ver a ilegalidade, não sei, provavelmente, da mesma forma que não viram o pisão de Tecatito Corona, ver, viram; não quiseram ver.

(O título do "post" é o nosso menino, pois a formação de Francisco foi feita no Sporting, vi-o jogar com onze, doze anos no torneio da Pontinha, já nessa altura se adivinhava o grande jogador que é)

A triste arbitragem que temos (Parte 2)

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Ainda há poucas semanas resmungava aqui sobre este tema, claramente sem grandes ilusões e expectativas de mudança. Um CA enfeudado aos dois rivais, minado pela APAF, árbitros medíocres, alguns como Luís Godinho promovidos a martelo a internacionais, completamente incapazes de perceber o jogo. E um Sporting que domina os jogos e os adversários, campeão nos amarelos e nas expulsões do sossegado Amorim, nas antípodas do mal educado e arruaceiro Conceição.

Depois tivemos algumas jornadas em que os rivais não conseguiram ganhar, perderam terreno na classificação e choraram baba e ranho com as decisões arbitrais. Coisa estranha e muito pouco vista. Duarte Gomes e os medíocres colegas comentadeiros sempre a fustigar os árbitros, sempre a  dizer que sim senhora são bestiais, montes de qualidades, a nata da arbitragem mundial e tal, mas tinham tido uma péssima noite, Mas que se passou entretanto afinal?

Bom, parece que chegou um ex-árbitro inglês internacional David Elleray, Director Técnico da influente IFBA ( International Football Association Board), a entidade guardiã das leis do jogo e onde a FIFA tem assento, o "pai do VAR",  para explicar aos árbitros portugueses o que é isso do futebol, um desporto inventado nas ilhas britânicas, com uma bola, duas balizas e onze jogadores para cada lado, e qual o papel do árbitro e do VAR no assunto. Parece que houve umas sessões de formação e indicações claras para alinharem pelos padrões internacionais, aqueles que vemos na Champions e noutras competições.

Depois da formação houve a necessária avaliação no terreno, através de relatório sobre os lances polémicos. Então esse senhor analisou alguns desses lances que deram baba e ranho, e não é que chegou à conclusão que, excepto a expulsão do Luis Diaz, tinham sido todos bem analisados? Ellery distingue com clareza causa e efeito, contacto provocado de acidental, intervenção do VAR por "claro e óbvio erro" e palpite a partir do Jamor. 

Sobre o tal lance de Coates que para Duarte Gomes foi penalti claro, diz até que "as imagens mostram também que no lance na área de penálti o atacante caiu no terreno de jogo porque tropeçou nele próprio". 

Ou seja, e do que se sabe, este senhor Ellery terá dito:

1. Lance de Nanú - Não houve penalti. 

2. Lance de Luis Diaz - Não devia ter sido expulso.

3. Lande de Vertonghen - Não houve penalti.

4. Lance de Weigl - Não houve penalti.

5. Lance de Coates - Não houve penalti.

6. Lance de Nuno Mendes - Não houve penalti.

Pois se é este o entendimento de alguém influente na arbitragem ao mais alto nível, com o qual aliás concordo integralmente, só resta aos árbitros portugueses arrepiarem caminho, e aos comentadores como Duarte Gomes arranjarem trabalho digno, deviam ter mesmo vergonha do que andam a fazer.

Os meus parabéns a seja quem for que tenha mandado vir este senhor. Claro que a arbitragem portuguesa é como o meu quintal, cheio de erva daninha: limpa-se hoje, põe-se herbicida, mas o que está lá por baixo tem muita força e passado um tempo volta a confusão. Aproveitemos enquanto durar.

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

 

Ceição, filho, isso é falta de hábito

Que a expulsão de Luís Diaz naquele lance em que David Carmo ficou gravemente lesionado, é das coisas mai'parvas a que assisti nos últimos tempos, não me resta a menor dúvida.

Posto isto, a expulsão do rapaz Uribe após se ter enganado e ter cabeceado o nariz ao "nosso" Ricardo Esgaio em vez de o fazer na bola, claramente de forma inocente, não "dará" mais que um joguito de suspensão. Veremos...

Já tu, Ceiçãozinho amigo, vais passando entre os pingos da chuva, o que vos dará razão e não só o Godinho e o Miguel, mas toda a malta da bola anda a brincar com a dita, tantas são as vezes que os mandas "pó caralho", que entras campo adentro como se fosses um extremo, como fora do campo acicatas os ânimos numa clara demonstração de que a mercearia está de pantanas e escasseiam o chocolate, a fruta e as empregadas de balcão, o que até é estranho, porque este ano, mais uma vez, tens sido levado ao colo. Cá pra mim o Bobi ainda tem lá uma reservazinha no armazém, nas traseiras...

Sim, ontem expulsaram-te um jogador indevidamente. Quantos queres para a troca nos últimos... 40 anos? 30? 20? 10? 5? Esta época?

A gente sabe que as contas da mercearia não vão bem. Não vão bem para ninguém, nem para o Barça que qualquer dia deixa de ser més que un club, para ser o Futbol Club Messi, mas numa altura em que claramente o polvo domina "os gajos do apito" e vai à frente alguém por quem nada se dava e as coisas estão complicadas ali para o terceiro lugar, por enquanto o arranjinho da divisão de lugares na Champions é uma miragem, assim que... vai-te habituando.

Sabes quem tem muita experiência disso? Sim, nós!

Pimenta no cu dos outros é refresco

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Trata-se dum ditado brasileiro que o meu falecido sogro que por lá andou citava de vez em quando e que traduz a diferença de entendimento sobre o que de mal acontece aos outros e  aquele nos acontece a nós.

Ontem assisti via TV a uma das decisões mais estúpidas dum árbitro de futebol de que me recordo, a dum jogador expulso por na sequência dum remate esforçado à baliza o pé que rematou ter pousado no tornozelo que o defensor lá colocou. Mas foi essa mesmo caricatura de árbitro o responsável por ter voltado atrás no penalti assinalado ao Zaidu em Alvalade, bem como pelo amarelo no lance anterior para expulsão desse mesmo Zaidu, e por tudo aquilo que se passou depois em Famalicão e de que nem vale a pena falar. Foram quatro pontos subtraídos ao Sporting nesses dois jogos, duas expulsões de Rúben Amorim e agora mesmo 45 dias de castigo ao nosso presidente pelo protesto pelo que esse senhor fez ao Sporting nesse jogo em Alvalade.

Foi também essa mesma caricatura de árbitro que ia deixando passar incólume a bárbara agressão do Taremi no Dragão, apenas o expulsando quando chamado pelo VAR e escrevendo no relatório aquilo que levou a que apenas fosse castigado com um jogo. 

 

Não é o VAR que apita os jogos é o árbitro. O VAR apenas o alerta para situações que deverá rever e analisar. Perante uma lesão grave como aquela, e estando definido que as faltas que levem a lesões graves levam a expulsão, o VAR fez bem em chamar a atenção. Recordemo-nos porém que há um ano o nosso LP sofreu uma grave lesão depois de carregado por um jogador do Marítimo (bem à minha frente em Alvalade, que saudades ai ai), o árbitro nem marcou falta e esse jogador não foi expulso. E ficámos até hoje sem o nosso LP que bem falta nos faz. E o VAR da altura não chamou a atenção ao árbitro para rever o lance.

Luís Godinho é o melhor exemplo da triste arbitragem que temos: não tem conhecimento do jogo, não tem estofo psicológico para aguentar a pressão, não reúne condições para apitar jogos de futebol a este nível, prejudicou directa e indirectamente de forma grave aquele que dizem ser o seu clube, chegou agora a vez ao Porto. Curiosamente Pinto da Costa consegue fazer toda uma intervenção de defesa do seu clube sem se referir uma única vez ao nome deste senhor, o que apenas quer dizer uma coisa: que o tem no bolso e o irá "recuperar" de forma a que ele nunca mais se esqueça deste "deslize".

Não é o primeiro, não será o último. Onde é que pára o abaixo-assinado?

 

O futebol é um desporto de contacto, os acidentes infelizmente acontecem e por vezes da forma mais estúpida possível (eu que o diga). Que David Carmo recupere depressa e que o Luiz Phellype volte a integrar ainda mais depressa as fotos das vitórias e das conquistas do Sporting Clube de Portugal.

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Gomes, o bi-nota

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Não houve casos de arbitragem?

Para Duarte Gomes, quase, não houve.

Excepto a expulsão perdoada a Gilberto aos 63 minutos, cito: "Segundo amarelo por exibir a Gilberto, após entrada dura e negligente sobre Nuno Mendes" e vários outros casos sempre em prejuízo do Sporting.

Passo a citar (para memória futura) os casos:

"15' - Tiago Tomás foi advertido (...). As imagens não esclarecem o fundamento da sanção."

"39' - Neto não chegou a rasteirar Cervi. Lance potencialmente faltoso mas que não justificou a advertência"

(adoro o "potencialmente faltoso". Neto vai ficar de fora no próximo jogo graças a este amarelo)

"76' - Amarelo bem mostrado a Pizzi após rasteira antidesportiva, por trás, sobre Pedro Porro"

Uma entrada antidesportiva, por trás, salvo melhor opinião, é cartão vermelho directo.

Apesar das apreciações que citei, dois amarelos mal mostrados a jogadores do Sporting e dois vermelhos perdoados a jogadores do Benfica, Duarte Gomes, classifica a actuação de Artur Soares Dias como serena e segura e afinfa-lhe com nota 6.

Assim vai a arbitragem portuguesa, parece a Lianor de Camões a caminho da fonte, só que está vai fermosa e vai segura, leva, também, a fita da cor de encarnado, tão linda que o mundo espanta.

Eles levam a fita encarnada mas nós levamos à cabeça (dos melhores marcadores) o Pote.

Acima de tudo coragem e respeito!

É isto que se pede após assistirmos a mais um triste episódio de arbitragem no futebol nacional.

Coragem a todos os profissionais do Sporting Clube de Portugal, e não só, que, infelizmente, semanalmente, têm de enfrentar indivíduos com falta de carácter, sede de protagonismo e moralmente desonestos, dentro e fora do relvado.

Coragem às grandes instâncias do futebol português para que de uma vez por todas ponham fim às práticas criminosas que vêm ocorrendo há décadas e contribuam para o crescimento do nosso futebol, seja punindo árbitros, observadores e dirigentes, seja disponibilizando diálogos do var ou despenalizando profissionais injustamente sancionados.

Respeito pelos profissionais que apenas querem desempenhar o seu trabalho e que infelizmente, de forma ridicula se veem proibidos de o fazer.

Respeito pelos adeptos que querem ver bom jogos com os melhores intervenientes e discutir o espectáculo e não fenómenos praticamente sobrenaturais que insistentemente ocorrem.

Respeito pelas instituições que, com cada vez mais dificuldades, trabalham de forma séria com o intuito de atingir os seus objetivos desportivos e que ao serem condicionados veem em risco de ser comprometidos possiveis retornos financeiros  que advêm da performance desportiva.

Agora, mais que nunca, contra tudo e contra todos. Venha o Benfica na segunda-feira.

Rúben, Rúben...

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[***]

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Palavra de honra, Rúben, mas palavra de honra, que gostaria mesmo de saber o que é que lhe passou pela cabeça. 

Bem-vindo ao Sporting. Um ano depois, espero que já saiba mesmo o que (também) é ser do Sporting.

 

***[Lançado aos 76', aos 79' - sem justificação plausível - João Palhinha vê cartão amarelo...]

Imagens: Boa tarde, Sporting - Sporting TV, antevisão jogo contra o Boavista.

A voz do leitor

«Estes árbitros mais inteligentes, quando vêem que não conseguem tirar nada do jogo (vendo o cariz do jogo, cedo vêem se podem roubar algum penalty ou golo, para depois alguns patetas dizerem que nós também erramos, como se uma coisa tivesse algo a ver com outra), apitam a tudo e nada para baixarem o ritmo de jogo, advertem os nossos jogadores ao mais pequeno toque ou boca (que com outros não acontece, fazem-se surdos), marcam-nos faltas inexistentes, algumas até com cartão a acompanhar, deixam de marcar faltas aos nossos adversários, etc... Ora isto, ao longo de muitos minutos, jogos, épocas, tem um efeito devastador.»

 

Porfírio Maximiano, neste meu texto

Cartões e cartõezinhos

Há faltas e faltinhas e há cartões e e cartõezinhos.

Para os mais distraídos, para os que "tiverem que levar" com a mão de Neto e com o penalty perdoado ao Sporting (foi mão e seria penalty) vou tentar dar uma perspectiva mais geral, olhar a floresta e esquecer, por momentos, a árvore.

Nesse lance há um erro, um grande erro de arbitragem, uma entrada por trás de Joel Tagueu sobre Plata, estávamos no minuto 27, entrada por trás é vermelho, sejamos condescendentes, digamos que era só um amarelo, aos 45'+4' esse mesmo Tagueu teve mais uma entrada alaranjada e viu amarelo, o segundo amarelo, pelas leis do jogo.

Para além disso dois foras de jogo para A Bola, duvidosos, para mim, manhosos.

Fiquemos com a análise à arbitragem na pág. 3, Nuno Paralvas e na pág. 7, Duarte Gomes.

Apesar de Manuel Oliveira ter perdoado uma expulsão (cf. com vitória do Porto na Madeira, hoje. Os adversários do Porto, sim, podem levar duplo amarelo) ao tal Tagueu, Duarte Gomes acha que foi uma arbitragem razoável.

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Enfim, ninguém está isento de erros.

Nem os árbitros, nem os analistas de árbitros e, se calhar, nem os analistas dos analistas dos árbitros.

Ganhamos 2-0; ao Braga e ao Polvo

Ganhámos e ganhámos bem. Com sofrimento, sim, com sofrimento. Mas como era prevísivel a arbitragem foi má. Muito má. Num jogo, onde três possíveis penalidades não foram marcadas; quando um jogador rasga a camisola de propósito e não tem cartão amarelo (como era o segundo, seria vemelho), quando o VAR devia ter intervido no lance em que o defesa do Braga pisa Tiago Tomás e nada diz, e quando o guarda-redes do Braga tem uma entrada sobre Sporar violentíssima com a sola do pé a atingir a perna do seu adversário podemos dizer que hoje ganhámos ao Braga e ao "Polvo".

O campo está cada vez mais inclinado

Texto de Ulisses Oliveira

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Em relação ao colinho, esta jornada [que passou] é uma imagem clara do que nos espera e dos interesses que estão instalados.

 

Benfica vs Portimonense: além do penalty [por assinalar contra o SLB], há a registar a ilegalidade do primeiro golo (precedido de falta evidente no momento de recuperação de bola, o jogador do SLB nem sequer chega a tocar na bola, apenas no adversário). Assinale-se que esse primeiro golo teve importância no desenrolar do jogo. Vemos um Benfica muito intranquilo: caso não marcassem cedo, a tremedeira poderia instalar-se e sabe-se lá o que iria acontecer. Mesmo com 2-0, na 2.ª parte jogaram com medo.

 

Guimarães vs Porto: já com o Guimarães em vantagem e numa fase adiantada da primeira parte, é perdoado, de forma escandalosa, um segundo cartão amarelo a um jogador do Porto. Caso a lei tivesse sido cumprida, tenho sérias dúvidas da capacidade em reagir [do FCP], pelo menos da forma que o fizeram com 11 em campo. Aliás, o próprio treinador do Porto retirou esse jogador à pressa, percebendo que lhe tinha sido perdoado o cartão. De notar que temos visto os nossos jogadores serem castigados consecutivamente por faltas muito menos evidentes.

 

B-SAD vs Sporting: penalty mal assinalado contra nós que poderia ter mudado o rumo do jogo (felizmente não aconteceu), além de um critério sempre inclinado.

 

Analisando só esta jornada, vemos que os outros são facilmente e descaradamente empurrados para cima e nós somos facilmente e descaradamente empurrados para baixo.

Se puxássemos o filme mais atrás facilmente encontraríamos outros exemplos (vide Famalicão...). Mais do que somente aos lances capitais, assistimos a diferenças gritantes de critério ao longo de cada jogo. Uma largueza e um à-vontade para com os rivais e um excesso de rigor, polvilhado de erros graves e cirúrgicos, para connosco.

Isto não é nenhum choradinho… infelizmente, é a realidade.

 

Não queremos ter vitórias arranjadas, como as dos outros.

Mas também não queremos que nos dificultem o caminho.

A equipa é jovem, falta-lhe ainda alguma experiência e não aguentará muito tempo se continuarmos neste registo – limpinho, limpinho – que é a triste imagem do futebol português.

 

Texto do leitor Ulisses Oliveira, publicado originalmente aqui.

Livrem-nos das fraquezas do Duarte d' Armas

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O título do texto remete-nos para o Livro das Fortalezas de Duarte d' Armas, uma obra que não vou adjectivar.

Este Duarte (Duarte Gomes) não é d' Armas é de arma, uma arma sempre pronta a disparar contra o Sporting.

"Lance de análise dificílima", onde está a dificuldade? O lance, a partir do momento em que Varela "se faz à bola" devia ter sido interrompido, o veterano do fake Belenenses estava tão fora de jogo que se desse três ou quatro passos em frente estaria mesmo fora do campo, ainda assim vai à bola, interfere na percepção do lance por parte de Adán e parece que não aconteceu nada, apenas um lance "mal avaliado", mal aVARiado, diria eu, se o choque é discutível, hipoteticamente, o off-side é mais evidente que os perdigotos com que Luisão borrifou a equipa do Benfica enquanto dava uma descompostura nos caras.

Unanimidade? Qual unanimidade?

Duas opiniões insuspeitas sobre o mais polémico lance do Famalicão-Sporting - aquele em que é anulado um golo limpo da nossa equipa, marcado pelo capitão leonino aos 90'.

Ambas publicadas na edição de ontem do jornal A Bola:

 

Bagão Félix: «O golo anulado a Coates em Famalicão é de difícil julgamento. Honestamente, acho que uma vez assinalado como válido pelo árbitro, a intervenção do VAR é duvidosa, porque seja qual for o ângulo de observação não há uma infracção categórica.»

Vítor Serpa: «É possível garantir, através de imagens paradas ou até mesmo de uma sucessão de frames, que houve irregularidade? Não me parece. Quanto muito seria possível interpretar como tal, mas nunca com absoluto rigor. O que nos remete para a possibilidade de uma invasão inapropriada do VAR no jogo.»

 

Cai definitivamente por terra a tese que alguns andam desde domingo a propagar sobre a pretensa "unanimidade", entre todos quantos não são adeptos do Sporting, relativamente à decisão assumida nesse jogo pelo árbitro Luís Godinho, sob pressão do vídeo-árbitro Artur Soares Dias.

Bagão Félix e Vítor Serpa juntam-se assim a António Oliveira, Manuel Cajuda e outros observadores isentos de devoção leonina mas dotados de honestidade intelectual.

 

ADENDA: O conceituado árbitro espanhol Eduardo Iturralde também se pronuncia: «É um golo legal e não tinha de ser revertido pelo VAR. Não há falta clara sobre o guarda-redes dentro da pequena área. Fora dela, o guardião é só mais um jogador. Ele vai disputar a bola, o jogador do Sporting também e não há nada. Há braço com braço, mas não é falta. Para mim, trata-se de um golo legal.» Desfeito de vez o mito da "unanimidade" em torno deste lance.

Incompetência ou má-fé

Texto de Luís Barros

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Como podemos classificar a atitude peregrina do Conselho de Arbitragem, uma hora depois do fim do jogo [Famalicão-Sporting]? E o comunicado da APAF? Qual o resultado efectivo do Apito Dourado? E o processo E-toupeira com a história das missas, padres e classificações? E os vouchers na Catedral da Cerveja?

Se começarmos a escrever um livro sobre todas as situações escandalosas na arbitragem em Portugal, Os Lusíadas iriam parecer um volume da colecção Vampiro.

Nas últimas semanas, assistimos a erros clamorosos em vários campos, mas só um elemento da arbitragem foi para a "jarra", curiosamente, aquele que "errou escandalosamente" no golo do Pedro Gonçalves. Onde estava a APAF para defender o seu associado?

Só assistimos a estas atitudes deploráveis por parte dos elementos destas instituições, com determinados clubes. Isso demonstra incompetência ou má-fé.

Não quero que o Sporting seja beneficiado, mas também não admito que seja prejudicado. Tal como não pretendo que outros, poucos, sejam constantemente beneficiados em prol de outros, muitos, inúmeras vezes espoliados.

Uma vez por todas, quem está na arbitragem deve assumir equidistância e justiça e exigir competência e qualidade a quem a exerce. Só assim poderão sair do ambiente lodoso onde estão enterrados.

Não nos esqueçamos que a justiça portuguesa pode tardar, mas funciona.

 

Texto do leitor Luís Barros, publicado originalmente aqui.

A honra perdida do senhor Godinho

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Já não bastava um turbo-comunicado veiculado por um putativo porta-voz do Conselho de Arbitragem, minutos após o fim do Famalicão-Sporting, ter assegurado ao País - via agência Lusa - que o miserável desempenho do apitador Luís Godinho atingira nível de excelência.

É a primeira vez que algo semelhante ocorre: em escassos minutos, um órgão colectivo reúne, analisa, delibera e difunde a deliberação, esquecendo-se apenas de tirar a máscara ao anónimo porta-voz. Parece uma rábula do Ricardo Araújo Pereira, mas aconteceu mesmo, na noite de sábado, com a depressão Dora ainda à solta.

 

Na mesma linha deste corporativismo saloio, saindo em defesa do indefensável, surge agora a inefável Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol em apoio incondicional a Godinho, urrando contra «a linguagem utilizada por diversos agentes com responsabilidades acrescidas no futebol português». Num ridículo comunicado bilingue - redigido igualmente em inglês, talvez na esperança de que venha a ser alvo de análise na ONU - a APAF considera «inaceitável» a lesão da «honra e do bom-nome» de Luís Godinho (nome omitido no comunicado). Esquecendo um facto fundamental: quem insiste em ferir a honra do senhor Godinho, reiteradamente, é o próprio senhor Godinho.

E logo parte do suspiro lacrimejante de virgem ofendida para a ameaça façanhuda, revelando ter «encaminhado para o Conselho de Disciplina as declarações proferidas após os jogos do fim-de-semana e remetido queixas para outros órgãos judiciais e associativos no sentido de apurar responsabilidades».

 

De caminho, insulta. Qualificando de «total irresponsabilidade» o atrevimento daqueles que ousaram contestar o péssimo trabalho de Luís Godinho exercendo o direito à livre expressão garantido na Constituição da República Portuguesa. Quer impor a lei da rolha, como desabafa sem rodeios: o que se pretende é «banir, de uma vez por todas, este tipo de discursos [isto é, as críticas] no futebol em Portugal».

Rolha, portanto, mas só para os outros. Como ironizava Millôr Fernandes, «toda regra tem exceção. E se toda regra tem exceção, então, esta regra também tem exceção e deve haver, perdida por aí, uma regra absolutamente sem exceção». Perguntem à APAF.

Sporting volta a viver um “momento Filadélfia”

Encarei as ocorrências do Famalicão-Sporting com a ligeira impressão de que estaria prestes a testemunhar mais um caso de "erros nossos, má fortuna e ódio ardente" que se interpõem entre nós e a felicidade. Voltámos a contar com o empurrão para baixo dos apitadores, presentes no estádio e nas câmaras para garantir a dualidade de critérios habitual e a intervenção ou inacção em momentos-chave como o empurrão a João Mário, os amarelos mostrados a Pedro Gonçalves e o golo anulado a Coates. Mas também com más decisões em lances que teriam feito a diferença, desde o pénalti muito denunciado de Nuno Santos ao remate para as bancadas de João Mário, passando pela desadequação de Sporar. Faltou sorte e errou-se demasiado quando se sabe que o Sporting não se pode dar ao luxo de desperdiçar ocasiões e de se deixar à distância de quem o consegue agarrar.

Temo que estejamos a viver o nosso "momento Filadélfia". Aquele que os candidatos do Partido Republicano ganham uma enorme vantagem no estado da Pensilvânia, chegam a julgar que conseguirão somar os muitos votos do estado no colégio militar, mas depois ficam a assistir, impotentes, como a cidade da Filadélfia vai descarregando votos até "virar" a eleição. É um efeito recorrente, com interpretações muito díspares, havendo quem aponte fraude e quem reconheça poder de mobilização dos democratas nessa área metropolitana, mas a vitória de Trump em 2016 deveu-se em grande parte à capacidade de se adiantar de tal forma nos restantes condados que nada conseguiu reverter o triunfo.

Políticas à parte, sabendo que pode contar com braços a agarrá-lo e a tentar impedi-lo de nos fazer felizes, o plantel do Sporting só tem de tirar o melhor partido daquilo que está ao seu alcance: mostrar bom futebol e marcar mais golos do que sofre em todos os jogos.

Um nojo indizível

Ontem, em Famalicão, tivemos mais uma prova do nojo indizível para que caminha a Liga. 

Depois de marcar um golo de levantar o estádio (houvesse público), o melhor jogador do campeonato é expulso na segunda falta que faz (depois de levar um primeiro cartão amarelo forçado). 

Os dois laterais do Famalicão, que durante todo o jogo fizeram entradas duríssimas aos jogadores do Sporting (recordo uma a pés juntos no início da segunda parte, a Antunes), foram apenas amarelados. Cada um deve ter feito mais de 5 faltas. Várias entradas de jogadores do Famalicão (incluindo sobre Palhinha) dariam vermelho directo, em ligas a sério.

O golo anulado a Coates é, conforme demonstram as imagens, simplesmente ridículo. Mas nos jornais "amigos" de Benfica e Porto, os árbitros do costume opinam hoje que esteve muito bem o VAR. Não surpreende, pois são raras as pessoas com coluna vertebral no futebol hoje. 

Era mais ou menos evidente que estava a ser criado ambiente para um roubo descarado como o que assistiu ontem. Ao longo da semana, levantou-se entre pasquineiros uma "polémica" patética sobre uma alegada mão de Pote no segundo golo do jogo do passado fim-de-semana. Quando assim é, já sabemos o que aí vem. 

O Sporting, que consistentemente tem sido a melhor equipa do campeonato, perde de novo pontos às mãos de um árbitro com um vasto historial de roubar o Clube. E não pode contar com o seu melhor jogador no próximo jogo. Nem com o treinador.

Até amigos benfiquistas - os que vêem os jogos com olhos de ver, não com pálas - concordam: aquilo que se passou ontem em Famalicão foi um roubo descarado. 

Nós, Sporting, temos vários títulos roubados no passado recente, o último em 2015. Hoje sabemos bem que na altura o SLB estava a "financiar" indirectamente clubes como o Setúbal, através da compra e venda de jogadores - AQUI percebe-se bem. As mesmas equipas que comiam a relva contra o Sporting e tinham apáticas prestações contra o SLB. Havia várias outras. Valia tudo. Vale tudo, como ainda vemos.

Entretanto, a credibilidade da Liga vai caindo, caindo, caindo. 

As instituições do futebol vão apodrecendo. Tenho amigos portugueses que já nem assistem a Liga portuguesa, mas sim a inglesa e espanhola. 

E os processos envolvendo o Benfica e o seu presidente arrastam-se, arrastam-se, arrastam-se. E o DDT da Luz continua a ter uma quantidade de serviçais, desde o apito até ao comentário televisivo, que faria inveja a muitos ditadores, da Coreia do Norte à Venezuela. 

Até quando, isto?  

Quando é que o Sporting dá, de facto, um murro na mesa?  Não o blá-blá do costume, mas um murro a sério?

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