Começo por esclarecer que, após visualização dos vídeos da jogada em questão na final da taça, para mim o Matheus Reis faz jogo perigoso e deveria por isso ter visto o cartão vermelho. Se o que se passou com o Belotti fosse com um jogador do Sporting, o que não diríamos?
Uma vez deixando isto bem claro, podemos especular sobre as consequências que tal expulsão teria tido no resto do jogo. Somos livres de fazer isso, mas é especulação. Não costumo nem vou perder muito tempo com esse tipo de exercício. Direi somente que é provável que a tarefa do Sporting se tornasse mais difícil, mas nada garante que o resultado final não fosse o mesmo. Na altura (e desde o meio da segunda parte) o Benfica só estava a defender o 1-0 e já não podia fazer muito mais substituições. Ou seja: o Benfica pode queixar-se de si mesmo. Mas dos problemas do Benfica eu digo o mesmo que um antigo líder do PS (e sportinguista) um dia disse do segredo de justiça. A vitória do Sporting parece-me justa.
A classificação como jogo perigoso, que eu referi, é do âmbito da justiça desportiva. Para tal classificação é irrelevante a intenção do jogador, algo que extravasa a justiça desportiva. Mas parece que existe mesmo vontade de transformar isto num caso de justiça criminal, com denúncias à Procuradoria Geral da República, como se não tivessem coisas mais importantes para fazer. Seria risível se não fosse triste.
Esteve muito bem o presidente do Sporting ao referir a falta de idoneidade de um dos denunciantes. Talvez a PGR devesse preocupar-se mais com isso. Ou com as ameaças de que o Matheus Reis e a sua família têm sido alvo esta semana. Ou então, se querem mesmo algo relacionado com o comportamento de um jogador de futebol no estádio, com a atitude do jogador Renato Sanches para com adeptos do Sp. Braga na última jornada do campeonato, causando danos físicos e morais. Há registos em vídeo. Foi uma atitude pública. Estão à espera de quê?
(é de realçar que "o melhor árbitro português da actualidade" já estava sob os nossos holofotes há muito tempo)
"Há sempre alguém que nos diz tem cuidado, há sempre alguém que [não] faz falta"
É interessante como, passados mais de quatro anos, o que escrevemos em Fevereiro de 2021, sobre a arbitragem, continua actual.
[Sobre este assunto, não fazer falta, a propósito de uma afirmação do sr. André Pinotes a defender os árbitros portugueses e a choramingar pela sua (deles árbitros) ausência no Mundial de Clubes. Escreverei oportunamente.
Para mim o patriotismo não se confunde com competência. Morten é um capitão estrangeiro e competente, Coates foi um capitão estrangeiro e competente. Para alguns os portugueses são sempre os melhores do mundo no seu ofício, para esses Cristiano Ronaldo é o melhor futebolista de sempre, José Saramago é o melhor escritor de sempre, José Mourinho é o melhor treinador de sempre, Luís Militão é o melhor assassino de sempre. Não penso dessa forma prefiro a qualidade e a competência à nacionalidade e à inconsistência.]
«É penálti e segundo amarelo para Otamendi, que atinge com o joelho direito a coxa esquerda de Pote [Pedro Gonçalves]. É a perna de apoio do jogador do Sporting, o que o faz desequilibrar-se.»
Penálti cometido por Debast?
NÃO
«Não vejo um movimento dos braços que empurre Otamendi. Este está a correr para trás, em direcção à bola, e quando vê que não chega deixa-se cair. Para mim não é penálti.»
Há falta de Gyökeres?
SIM
«Depois do guarda-redes do Benfica defender o remate, Gyökeres quer voltar a disputar a bola, mas avança por trás do defesa, não chega à bola e o que faz é derrubar António Silva antes do golo de Pote [Pedro Gonçalves].»
Morten merecia segundo amarelo?
NÃO
«É apenas falta. Não é para amarelo, que neste caso seria o segundo. O cotovelo de Hjulmand atinge a cara de Atürkoglu, mas não é uma jogada temerária, é imprudente. Portanto, é falta, mas sem admoestação.»
Opiniões do antigo árbitro internacional espanhol Iturralde González, hoje no Record
Sem Otamendi em campo, Debast não teria cometido penalty, seria difícil empurrar um jogador que estava no balneário a puxar o lustro às tatuagens.
Esta é a verdade.
O outro lado da verdade é este, o Benfica precisava de vencer por dois golos para ser campeão, jogava em casa com seis milhões nas bancadas, seis milhões que os apoiavam pela Benfica TV e mais seis milhões espalhados pelo mundo fora.
Eram muitos milhões em jogo, eram muitos milhões apoiar.
O que nos dizem os números?
Que o Benfica fez um remate enrectângulado (para os que insistem nos remates enquadrados, uma baliza de futebol é quadrada?) em todo o jogo, seria difícil vencer por dois golos de diferença.
Outra questão é a posse de bola, o anti-jogo, o Sporting abdicou de jogar, dizem.
O que fez o Benfica no Dragão?
Qual foi a posse de bola do Benfica no jogo com o FC Porto.
A diferença é que no Porto, João Pinheiro obrigou o Benfica a vencer, em São Domingos [embora fosse sábado] de Benfica impediu-nos de vencer.
Já esmiuçamos a verdade, veremos qual será a consequência para a carreira de Pinheiro desta miserável arbitragem vista em todo o Mundo.
Numa tourada é normal o touro apoiar-se nas patas traseiras, levantar os cornos e investir no corpo do adversário (o forcado) será esta uma atitude normal e permitida no futebol?
Para utilizar uma linguagem tauromáquica, parece-me evidente que Otamendi se apoia na patas do lado esquerdo para dar uma valente cornada em Jason. As imagens são claras e óbvias, inequívocas. A não ser que as regras tenham mudado é um penalty sem espinhas. Podemos fazer o teste do algodão, Otamendi toca na bola?
Já o mesmo não podemos dizer deste claro e óbvio penalty a favor do Arouca aos 46' 31" de jogo.
O turco com o número 10 tem o cotovelo projectado para fora do corpo e usa-o para dar uma raquetada na bola que a faz sair da grande área e iniciar uma jogada de ataque do Benfica.
Vamos ao teste do algodão, o braço do 10 está atrás das costas? O braço do 10 está inerte, não se move, a bola bate-lhe e fica morta? Há uma raquetada, um movimento do braço na direcção da bola que limpa uma jogada de ataque do Arouca e inicia uma jogada do Benfica?
Parece-me que as imagens são esclarecedoras, na imagem 3 a bola ainda vai projectada no ar (será normal?) vai bater no chão quase no limite da grande área... não é preciso ser doutorado em dinâmica do movimento para perceber o que aconteceu.
Onde está o árbitro? Não viu?
Há uma equipa que foi beneficiada, ontem, na Luz. Não foi o Arouca.
Vamos começar pelo óbvio, ontem, foi marcado um penalty inexistente a favor do Sporting. Já o defendi várias vezes, volto a dizer, nestas alturas devia sair um comunicado da Sporting, SAD a pedir desculpa ao Rio Ave, ao compatriota de Bryan Ruiz, Brandon Aguilera e a anunciar que, internamente, ia castigar Geny Catamo, que o Sporting Clube de Portugal e a Sporting, SAD se regem por valores e que enganar os árbitros e os adversários são comportamentos inadmissíveis. Um comunicado curto, simples e que podia conter uma alfinetada do género: "nós não somos o Benfica, nem o FC Porto, não gostamos de ser beneficiados".
Há quem diga que a simulação de Geny é impossível de ver em campo, Duarte Gomes, por exemplo. Ora se o árbitro está a dois metros do lance a olhar para a jogada e não percebe que existe uma simulação, mais vale pendurar o apito, não serve para isto.
No título falei em azar e é bem verdade que o Sporting tem azar com os árbitros e com as arbitragens. No jogo com o Santa Clara (jornada 12) tivemos azar com o árbitro e com o VAR, graças a esse azar perdemos três pontos.
Só nestes dois jogos que não oferecem dúvidas a ninguém seriam mais cinco pontos para o Sporting, por isso é que eu digo que temos azar. Quando somos beneficiados (quase nunca) não tiramos proveito prático disso, quando somos prejudicados (quase sempre) perdemos pontos.
Lá está ele na foto, devia ser o menos protagonista de todos, sabemos que não é assim.
Não tenho nenhum fetiche com árbitros, nem com arbitragens mas fazem parte do fenómeno futebol e, na minha opinião, não estão acima das críticas.
"Ai, coitadinhos, não podem ser contrariados se não ainda é pior, deixa-os lá prejudicar o Sporting, não fales nisso que ainda pode ser pior, sempre foi assim"
Detesto o conformismo, o encolher de ombros, os acomodados.
Estou preparado para sofrer nas oito jornadas que faltam (nove para o Benfica). Não peço para sermos beneficiados, não peço sequer para não sermos prejudicados (tenho quase 60 anos sei que é normal sermos prejudicados), peço, apenas, para não serem demasiado óbvios. Existe VAR, existem televisões (nos jogos fora do Benfica) todos os adeptos do futebol vêem o que se está a preparar nas jornadas que faltam.
Esta convocatória da selecção portuguesa foi normal?
A atitude:
A partir deste texto apenas aprovarei comentários cujo nome das pessoas que comentam apareça a verde, que estejam validados pela plataforma Sapo. Posso ajudar quem tiver dificuldade em efectuar esse registo.
"O Sporting só está onde está porque é levado ao colo pelas arbitragens".
Foi o Sporting que jogou contra 10, ontem?
Ou foi o Sporting que foi ROUBADO aos 13', um penalty do tamanho da Gronelândia que ficou por marcar?
Podia falar do acto de saltar, da forma como se dá impulso para saltar, será com os braços levantados ou com os braços atrás das costas?
Tem de se ter cuidado com o contacto, obviamente, não se pode impedir um adversário de cabecear atingindo-o com os braços? Claro que não.
E se o jogador da outra equipa cabecear a bola com toda a calma do mundo, dirigir o cabeceamanto para onde quer e depois disso acontecer um contacto, como acontecem contactos em quase todas as jogadas no futebol, deve ser marcado penalty?
Sobre o pisão de ontem do João Mário que ia partindo o pé ao Chissumba, o rapaz foi assistido e teve de sair, vem o APAF Duarte Gomes dizer: "João Mário pisou inadvertidamente a perna direita de Chissumba, na sequência de intervenção legal à dividida. O contacto foi acidental, logo não faltoso (apesar da lesão momentânea do jogador). Foi correcta a leitura do árbitro."
Resumindo, nem falta, nem cartão pelo pisão.
Foi exactamente a leitura que o APAF Veríssimo fez na altura no caso do pisão do Diomande.
Mas o APAF Manuel Oliveira violou o protocolo VAR, chamou o Veríssimo para expulsar o Diomande com vermelho, o Veríssimo não concordou mas expulsou-o com um amarelo.
Na altura o APAF Duarte Gomes veio passar uma esponja à violação do protocolo e falou na reposição da verdade desportiva.
No jogo do Benfica parece que já existe penálti quando se abalroa o adversário depois de cortar a bola. Mas no Dragão o APAF Pinheiro anti-Sporting e o APAF VAR Tiago Martins fecharam os olhos ao derrube de Quenda.
Que falta de vergonha tem esta seita.
Quantos pontos perdemos à conta deles nas últimas semanas?
Vamos ver hoje, oxalá que não, mas está lá o "mauzão" Malheiro, aquele que conseguiu expulsar Ristovski com um galo na testa no Bonfim, e que vem duma exibição vergonhosa em Alvalade aquando do jogo para a Taça com o Santa Clara.
No futebol e na vida não aprecio o excesso de testosterona. Diria testosterona qb. Sem apertar o pescoço de um adversário, sem achar mais importante o individual que o colectivo. Perdendo o protagonismo individual para que o colectivo possa brilhar.
Apesar da imagem, este texto não é sobre Cristiano Ronaldo a apertar o gasganete a um Marcelo sem a juba encarapinhada. É sobre Pavlidis e sobre a atitude colectiva da equipa do Sporting.
Dois lances que mostram a cultura do "glorioso SLB" e do aristocrático (nas atitudes, na forma de estar, no desportivismo) Sporting Clube de Portugal.
No futebol e na vida não vale tudo, parabéns aos miúdos e aos outros que estavam em campo e que não continuaram com a jogada, que não protestaram a decisão do árbitro de interromper o jogo.
Há coisas mais importantes que um golo, Pavlidis ao partir em direcção à baliza sem olhar para trás, sem procurar saber se os dois jogadores do Barcelona estavam vivos ou mortos, mostrou aquilo que é, mostrou como é o clube do qual é um mero empregado.
Ter colh**s, big balls (em escocês) é importante, mais importante é tomar boas decisões.
Na imagem um árbitro inglês entre dois dos melhores jogadores europeus de sempre.
Este lance aconteceu, ontem, em Inglaterra, o guarda-redes joga a bola com o pé, relativamente, baixo mas na sequência do movimento vai pontapear a cabeça do adversário.
Uma entrada negligente e imprudente como a que estamos a ver tem sempre que ser sancionada com cartão vermelho e se for dentro da área, penalty, não interessa se toca primeiro na bola ou não.
Pelos vistos o argumento "primeiro na bola" só é válido para os árbitros portugueses não expulsarem Zé Pedro, só é válido para os árbitros portugueses não expulsarem Otamendi.
Os árbitros ingleses não percebem nada disto. Jogou primeiro a bola? Expulsão injusta.
Em Arouca mais colinho ou então Samu tem de tomar Ceregumil.
Quem foi o árbitro desse jogo com o Moreirense? Disseram João Pinheiro? Acertaram.
Ontem, o Sporting deve a vitória a três "patinhos feios", Esgaio, Fresneda e Debast, um abraço para o belga que muitos queriam despedir a seguir ao jogo da Super Taça, ao jogo que o FC Porto empatou com um golo ilegal.
Para terminar, este jogo já passou, agora é concentrarmo-nos, foco total no jogo com o Estoril, onde, infelizmente, não vamos contar com Maxi Araújo que levou amarelo por ter sido atingido à cabeçada por um colombiano do Vale de Aburrá, apetece citar Scolari: "E o burro sou eu?"
Por falar em Conceição, as minhas condolências aos dois. Ao Sérgio e ao Francisco, foi uma pena um treinador fantástico e um espalha-brasas terem ficado fora da Champions.
Qual a razão para ter colocado esta imagem?
Para mostrar a incompetência do árbitro italiano que nos apitou, ontem, em Dortmund.
Penalty?
Então a jurisprudência "pinheirista" não diz que se o defesa tocar primeiro na bola a seguir pode partir a perna ao avançado que isso não interessa nada?
Infelizmente* o árbitro italiano não é Pinheiro, não percebe nada de arbitragem, Rui Silva toca primeiro na bola e mesmo assim é penalty contra o Sporting, somos sempre roubados mesmo quando não somos.
* Este último parágrafo é irónico. Penalty bem assinalado na Alemanha e, obviamente, penalty por marcar no Porto que nos daria a vitória e pouparia duas expulsões.
Mourinho nunca pediu árbitros estrangeiros quando foi o treinador do Futebol Clube do Porto durante o apito dourado.
Nunca pediu árbitros estrangeiros enquanto esteve sob o jugo de Roman Arkadyevich Abramovich (três nomes e três nacionalidades, russo, português e israelita) é bem verdade que ganhou umas coisitas no Chelsea mas nunca chegou a uma final europeia, não conquistou nenhuma Champions como André Villas-Boas / Di Matteo.
Por falar em Champions não me lembro do setubalense ter criticado a vergonhosa arbitragem de Olegário Benquerença em Milão.
Já desabafei.
Quanto ao conteúdo da notícia, óptimo. Já o escrevi várias vezes, árbitros estrangeiros nos jogos do Sporting com FC Porto e Benfica, sempre.
Na primeira imagem temos o jogador do Arouca, penso que Tiago Esgaio , a fazer um passe de cabeça para uma zona onde há dois jogadores numa evidente posição de fora-de-jogo:
Na segunda imagem temos Gonçalo Inácio a cortar a bola, para impedir que a mesma vá para um dos jogadores que estavam em fora-de-jogo, que foi tentar disputar o lance com o nosso central.
Neste momento já Hjulmand e o jogador da Arouca estão abraçados. Não interessa o que sucede entre estes dois, embora existam imagens gravadas atrás da baliza de Rui Silva que mostram o quão forçada foi a queda do jogador adversário, já que antes disso o lance teria de ser anulado por fora-de-jogo.
Alguém sabe o que é feito do Presidente do Sporting?
No site oficial do Clube há uma foto dele de 3 de Fevereiro a dar um bacalhau ao Biel na sua apresentação, depois outra a fazer o mesmo com o Rui Silva, de 14 de Janeiro. Mas para encontrar uma notícia onde existam declarações de Francisco Varandas é preciso recuar à apresentação de Rui Borges, a 26 de Dezembro. Ou seja, vamos a caminho dos dois meses sem se ouvir Varandas.
Pergunto isto porque se calhar era boa altura para ele dizer alguma coisa.
Percebe-se hoje que o roubo da arbitragem no estádio do Dragão terá sido uma homenagem em vida a Pinto da Costa por parte da APAF, mas não se percebe o que se passou hoje. Foi grave demais para que até o mais passivo dos Presidentes de Clube fique calado.
Já vai longa a lista de queixas nesta época. Especialmente desde que Ruben Amorim saiu, alguém terá visto uma janela de oportunidade nessa altura para começar a trabalhar nos bastidores. Vários dos jogos de João Pereira, independentemente de serem horrivelmente jogados (isso é outro tema), foram verdadeiros roubos de igreja. No tempo de Rui Borge estamos a ir pelo mesmo caminho.
Por sua vez, em termos de lances a nosso favor, ainda hoje vejo os Goberns desta vida a falarem dum penálti em Faro na 1.ª volta, num jogo que ganhámos 5-0, por isso acho que estamos conversados.
Tivemos várias oportunidades para ir marcando a nossa posição em termos do que se estava a passar na arbitragem, especialmente quando se ganharam os jogos, que entendo que é a melhor altura para se mostrar que se está atento.
Até porque, normalmente, quando se faz uma daquelas conferências de imprensa a fazer queixa da arbitragem, onde se dão uns murros na mesa e se mete toda a gente a ver outra vez os vídeos dos lances polémicos, por muito folclóricas que sejam, acabam por resultar numa acalmia de termos de roubalheiras nas jornadas seguintes.
Agora em duas jornadas temos jogos que não ganhámos e onde há fortes razões de queixa.
Será desta que Varandas ou alguém da estrutura diz alguma coisa?