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És a nossa Fé!

O que foi, voltou a ser

O que foi não era, o que era não foi

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Palavras para quê?

Basta vermos as imagens e tirarmos as nossas conclusões.

Espero que o Sporting, neste último dia, não gaste mais dinheiro a contratar jogadores.

No campeonato português (salvo raras excepções) não são os jogadores nem os treinadores que vencem os campeonatos, é a "estrutura".

A "estrutura" lampiã este ano começou muito bem a época, depois da vergonha Leiria/Casa Pia ontem deu mais um "paço" para o sucesso.

Ronaldo, Tonecas e Adão

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Lamento não alinhar no coro de louvores às actuais arbitragens à portuguesa.

Deixar jogar não significa deixar cotevelar.

Uma cotevelada na maçã de Adão, dentro da área, na minha opinião, é penalty, como diria Sousa Cintra: "é penalty, porra!".

A imagem não é muito nítida, no entanto, dá para perceber a agressão de FRonaldo77 e FTrincão17.

Numa jornada em que já tivemos o capitão do Benfica expulso e um penalty não assinalado a favor do Sporting, vamos ver o que está guardado para o Vizela vs. FC Porto.

Como se tivéssemos cinco anos

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(imagem da página do sportinguista Henrique Monteiro no Expresso, de ontem).

Cinco anos, lembro-me bem de ter cinco anos.

Tinha partido de uma aldeia do interior para viver em África, em Angola, tinha regressado à "metrópole" e preparava-me para partir, novamente, para a guerra.

Lembro-me bem do 25 de Abril de 1974 (faria seis anos quatro dias depois).

Lembro-me bem que meu pai já não iria mais para a guerra em África e a família com ele.

Tinha cinco anos e foi um dos dias mais felizes da minha vida.

Ter cinco anos, na minha opinião, não significa ser destituído de inteligência, nem de capacidade para pensar.

Daí o título que dei a este postal, para pensarmos em conjunto, durante o fim-de-semana, como se tivéssemos cinco anos, como se não estivéssemos condicionados pelo "parecer bem" pelo "politicamente correcto", como se pudéssemos pensar por nós próprios.

O tema que trago para reflexão é sobre as arbitragens na última época.

Na minha opinião (como escrevi na altura) o Sporting foi beneficiado em dois jogos, em dois lances, no penalty marcado após uma queda caricata de Paulinho e numa expulsão de Raul Silva, do Estoril, o rapaz joga a bola, tira a bola dali e no movimento descendente da perna toca em Porro, que se colocou a jeito para ser pontapeado, respeito quem viu estes lances de outra forma.

Terão existido outros erros de arbitragem?

Onde e quando?

Terão existido erros que deram pontos a alguma equipa que lutava pelo título?

Terão existido expulsões injustas e equipas que obtiveram pontos e golos de uma forma anormal em jogos que terminaram 11x10 ou 11x9?

Ou pelo contrário, todos os jogos foram bem arbitrados e devido a essa excelência, da arbitragem portuguesa, Portugal vai ser o país com o maior número de árbitros no próximo campeonato do mundo?

O preço certo

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Pedro Correia escreveu um postal sobre a importância de comprarmos um Peyroteo.

Com Peyroteo na equipa teríamos vencido o campeonato passado?

O FC Porto terminou com mais 13 golos que o Sporting (vamos esquecer os 7-0 ao Portimonense) facto.

Ao esmiuçarmos os jogos que o FC Porto e Sporting terminaram em superioridade numérica e os golos obtidos nesses jogos, constatamos que o FC Porto obteve 27 golos nessas condições e o Sporting 8.

Depois da goleada de pontos que já tinha sido referida no postal de 24 de Maio, a goleada obtida em vantagem numérica.

Podemos continuar a assobiar, cantando e rindo, podemos pensar que um Peyroteo é que fazia falta ou então podemos olhar para a realidade dos números e pensar que, provavelmente, as arbitragens foram determinantes na atribuição do título ao FC Porto.

Os betinhos e a malta das barracas

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Duarte Gomes no jornal A Bola de sábado passado (pág 20 e 21) fez uma soma em função dos cartões amarelos e vermelhos das equipas bem e mal comportadas (é assim que lhes chama).

A mais bem comportada seria o FC Porto, a mais ruim a B-SAD.

Os betinhos da Torre das Antas no topo e os pés descalços, da barracaria, do vale do Jamor no fundo.

As contas, a meu ver, estão erradas (lalvez algum leitor possa ajudar).

Quatro expulsões a jogadores do Porto; Toni Martinez aos 87' do Sporting vs. Porto, Taremi 95' do Porto vs. Paços de Ferreira, Uribe 85' do Porto vs. Famalicão e Grujic 79' do Moreirense vs. Porto, até aqui tudo bem.

Já o Sporting aparece com seis expulsões, só recordo quatro; Matheus Reis 80' do Braga vs. Sporting, Neto 21' do Gil Vicente vs. Sporting, Daniel Bragança 90' do Santa Clara vs. Sporting e Coates (rir) 49' do Porto vs. Sporting.

Até agora vimos os jogos disputados por ambas as equipas em inferioridade numérica, é importante olharmos, também para os minutos é diferente uma expulsão aos 21' ou aos 95', no caso da expulsão de Grujic (79') o apitadeiro de serviço expulsou logo um defesa da equipa de Sá Pinto para equilibrar as coisas. Nos jogos referidos o Porto perdeu dois pontos com o Sporting e o Sporting perdeu cinco pontos, dois com o Porto e três com o Santa Clara.

Parece equilibrado, não é?

Vamos introduzir outra variante os jogos disputados em superioridade numérica

Tondela (jogador expulso aos 28') 1 vs. Porto 3

Santa Clara (jogador expulso aos 63') 0 vs. Porto 3

Porto 2 vs. Vitória SC (jogador expulso aos 53') 1

Vizela (jogador expulso aos 52') 0 vs. Porto 4

Porto 3 vs. Benfica (jogador expulso aos 49') 1

B-SAD (jogadores expulsos 31'  e 94') 1 - Porto 4 [antes da expulsão a B-SAD vencia e dominava o jogo]

Porto 2 vs. Sporting (jogador expulso aos 49') 2

Porto 1 vs. Gil Vicente (jogador expulso aos 2') 1

Porto 4 vs. Tondela (jogador expulso aos 67') 0

Vitória SC (jogador expulso aos 80') vs. Porto 1.

Se não me enganei nas contas são 26 pontos "conquistados" em superioridade numérica.

E o Sporting, não venceu jogos em superioridade numérica?

Venceu o Estoril, o Portimonense e a B-SAD, curiosamente, o jogador do Portimonense expulso é um rapaz da Póvoa de Varzim (Pedro Sá) que na primeira volta tinha desbloqueado o resultado a favor do Porto marcando um vistoso golo na própria baliza.

Contas feitas; Porto 26, Sporting 9, mais uma goleada à Porto, são estes números que explicam a conquista do campeonato por parte dos betinhos bem comportados, na primeira imagem vemos o capitão do FC Porto a acariciar o capitão do Sporting, uma imagem que diz tudo.

Mãos corrompidas de azul

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Todos sabemos graças a quê e a quem, o clube presidido (presídio) por Pinto da Costa venceu esta Liga.

(não é por acaso que se chama Liga, "me liga, vá").

O FC Porto, alegadamente, compra.

Compra porque há alguém que, alegadamente, se vende, muitos árbitros, observadores de árbitros, etc, etc, etc, alegadamente, vendem-se, alegadamente, venderam-se.

Terão coragem no dia seguinte de fazer festas nos filhos, na mulher (ou no marido) com as mãos a escorrer langonha azul?

Terão coragem de se olhar no espelho.

Quais terão sido os mais responsáveis pelo triunfo do clube apaparicado por Rui Moreira?

Deixo a minha opinião como mote:

- António Nobre (nobre de nome) e Artur Soares Dias, árbitro e VAR do Estoril vs. FC Porto.

(alegadamente, o meu advogado telefonou-me para, alegadamente, não ter problemas jurídicos com a publicação deste texto)

A queda e a polémica

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Há queda.

Não há polémica.

O que o árbitro decide no campo neste tipo de lances, está decidido.

O protocolo do VAR não prevê a intervenção neste lance, como não prevê no lance de Taremi em Roma e como, também, não prevê no lance de Matheus Reis, em Alvalade, com o Braga.

O Sporting foi beneficiado neste lance? Foi.

Na minha opinião, o Sporting devia pedir para este golo ser retirado das contas finais, com a perda dos pontos que foram averbados graças a este golo.

Dever-se-ia tomar a mesma atitude, a mesma opção, em todos golos, em todos os resultados que foram fruto de jogos, indiscutivelmente, mal apitados neste campeonato.

Competente incompetência!

Um amigo adepto portista escreveu hoje numa rede social “… Sérgio Conceição é o treinador português mais competente do nosso campeonato…”

Estive assim (juntem o indicador e o polegar!!!) de dar uma resposta a preceito. Mas depois pensei que o melhor seria ele manter-se longe da verdade pois provavelmente lidaria mal com esta.

Mas a ideia pespegada sem dó nem piedade fez o seu buraco na minhas meninges, qual verruma, e assim deu-me para escrever sobre o treinador do Porto e respectivas competências.

Dito assim de uma maneira mais simplista acrescento que a competência de SC está na razão inversa dos árbitros lusos. Por outras palavras, se não fosse a incompetência destes provavelmente o FCPorto estaria com menos alguns pontos no seu bornal. E Sérgio sem grande margem para sorrir nem para ser elogiado!

Todos os fins de semana há casos nos jogos do Porto. Todos! E normalmente decididos a favor do líder da classificação. Cartões icterícios ou rubros por mostrar, faltas duras por assinalar e a cereja no topo do bolo, faltas cometidas pelos próprios jogadores portistas, mas atribuídas aos adversários.

Todavia não quero com isto dizer que todos os nossos árbitros sejam assim tão incompetentes. Bem pelo contrário… Considero que a arbitragem portuguesa é deveras competente (quiçá demais)… na sua incompetência.

Ou será que não é incompetência?

Chutar para Kant

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A bola.

O primado da bola.

De forma formal dizemos futebol, informalmente, jogar à bola.

Da mesma forma que disse que Raul Silva foi mal expulso, primeiro jogou a bola, Adán, hoje, não comete penalty, afasta a bola e só depois ocorre o contacto. O que poderia o guarda-redes do Sporting fazer? Não defendia a bola, dentro da pequena área, pois podia magoar o jogador adversário, ficava de braços cruzados a ver o que acontecia?

No lance Alfa Semedo vs. Sarabia, o mesmo, Alfa não joga a bola, ceifa Sarabia dentro da área, penalty por assinalar (trio d' O Jogo unânime, foi penalty).

(confrontar com os penaltys a favor do Porto, os jogadores do Porto desinteressam-se da bola, entram na área e tentam provocar contacto com os defesas... muito treino).

A razão quando é pura vale por ela própria, sem pontapés de baliza nem kantos de sereia.

Mal acostumados

Não sei se os caros leitores deste blogue visionaram o jogo entre o primeiro classificado da Liga NOS e o nono classificado da Ligue 1 (acho que é assim).

Pois se viram estão informados, se não viram eu informo:

Mais um escandaloso roubo de que foi vítima o FCPorto, como costuma acontecer nas competições europeias. Três penaltis por assinalar e um golo anulado foram escamoteados aos portistas, pelo menos no entendimento da enciclopédia viva do ludopédio Luís Freitas Lobo.

Manuel Mota, Luis Godinho, Soares Dias e mais uns quantos, estão a corar de vergonha alheia.

Onde já se viu espoliar o FCPorto desta maneira...

Já perceberam portanto. Com uma equipa de arbitragem que não tem medo que lhe partam as montras dos negócios, talhos, pastelarias e outros e as trombas, os mergulhos para a piscina são ignorados e os foras de jogo são efectivamente marcados, porque na casota das televisões também estavam dois tipos que se limitaram, só, a cumprir as Leis do Jogo.

Vocês imaginem que até o Otávio foi amarelado!

Terá sido a altura em que o Mota, praguejando enquanto fatiava um bife do lombo, deu um golpe profundo no polegar e apesar de tudo se sentiu confortado. O seu sangue continua azul, ufa! Já na pastelaria, tem Dias... Hoje as regueifas da manhã estavam um pouco para o esturricado, mas por via das dúvidas foram colocadas em posição de destaque na montra, "à cause" de eventuais macaquices...

Na minha confessada inocência pergunto: Será possível trazer meia dúzia de árbitros destes para apitar em Portugal?

Mudam-se os árbitros, mudam-se os resultados

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Não vou falar do jogo do Sporting, Luís Lisboa e Pedro Correia já o fizeram com qualidade, nem vou referir que o City é primeiro em Inglaterra com mais seis pontos que o Liverpool.

O Liverpool jogou com o FC Porto esta época, duas vitórias, 7-1 em golos.

O City jogou com o Sporting, uma vitória e um empate, 5-0.

Ontem o jornal A Bola falava de honra em relação ao Sporting, hoje fala de orgulho. Falava de glória em relação ao FC Porto hoje fala de desilusão.

Confesso que não me sinto desiludido com o desempenho do FC Porto frente ao nono classificado da liga francesa.

FC Porto e Lyon são duas equipas banais que praticam um futebol banal. Internamente, o FC Porto é primeiro, levado num andor carregado pela arbitragem, quando essa ajuda falha, como ontem, podemos apreciar um futebol sofrível, sem ideias e com muitas lacunas defensivas.

O Porto ontem foi uma equipa à imagem de Sérgio Conceição, com muitas limitações, não me desiludiu.

A simulação como metodologia de treino

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O Edmundo já falou nisto mas é evidente nestas duas imagens do jogo de ontem.

É importante perceber onde está a bola e quem promove o contacto.

A bola está do lado esquerdo de Evanilson e o avançado do Porto faz um movimento da esquerda para a direita, esquece a bola e vai promover o contacto com Porro.

Ver a posição do braço direito de Evanilson na primeira e na segunda imagem. O braço de Evanilson atinge o rosto de Porro antes de qualquer toque do defesa, é, também, a perna direita de Evanilson que vai à procura do contacto.

Como mostro acima, ponto 4.9.5. há um treino específico para isso, chama-se simulação, nada do que acontece em campo com os atletas do FC Porto é por acaso.

As quedas na área são treinadas, são aperfeiçoadas, fazem parte da metodologia do treino.

É claro que podemos continuar a pensar que o Sporting perdeu o jogo por causa da bola de golfe que Pepe, supostamente, encontrou no relvado.

Um desafio exemplar

A arbitragem de João Pinheiro foi excelente. Deu uma imagem perfeita do que é o futebol português e do que é disputar um jogo nas Antas. As imagens são explícitas e indesmentíveis. Pinheiro, sintomaticamente avaliado como o melhor árbitro português, merece comenda no 10 de Junho pela patriótica franqueza demonstrada durante o desafio, pois nunca escondeu ao que ia nem se resguardou em meias tintas e com diligente sentido de responsabilidade acatou a pressão a que foi sujeito, não só no estádio como nas secretarias.

A merecer crítica só a Segurança Social ou a Polícia Judiciária que permitem um comprovado psicopata como Pepe andar sem restrição em público em vez de o restringirem e acompanharem clinicamente. 

Quanto aos jogadores do Sporting há felizmente a registar que saíram de campo com todos os dentes e sem ossos quebrados o que, dada a provação sofrida, não é um mau resultado.

Estão à rasquinha. Ou a mala devolvida...

O Famalicão é uma filial do fcporto. Nada contra, os grandes têm imensas filiais, foi assim no início dos tempos da bola.

Eu próprio fui presidente da direcção de um notável clube de bairro em Caneças que se chama Botafogo (Sociedade Recreativa Unidos ao Botafogo) que adoptou o nome porque os seus fundadores enviaram uma carta a grandes clubes solicitando equipamentos e apenas o Botafogo, lá do Brasil, respondeu afirmativamente enviando dois equipamentos completos e lá temos em Portugal uma filial do Botafogo de Futebol e Regatas. Provavelmente por lá haveria um dirigente nosso patrício com saudades da Pátria e tomou esse gesto bonito. A bem da verdade desportiva, o Botafogo de Caneças nunca fez qualquer favor dentro de campo ao Botafogo original, nem abusando do "doping" antes dos jogos contra os futuros adversários dos patronos, nem "baixando as calças" em jogos entre si. Seria impossível por duas ordens de razão: Primeira, porque os de cá nunca colocariam a honestidade acima de qualquer benfeitoria, nem por um contentor de equipamentos e os de lá suponho que não o exigiriam, já que foram tão desinteressados no início.

Ora em Portugal e com algumas filiais de alguns clubes que não vou nomear, mas que vestem de azul e de vermelho, vai sendo um forrobodó desgraçado. Ora dão o litro, como ontem uns rapazes de Vila Nova de Famalicão e tentam provocar mossa nos jogadores mais preponderantes do adversário, que a seguir vai jogar com a casa-mãe, ora baixam os calções de forma descarada, impúdica diria eu, quando jogam "contra" a sede.

Eu não sei o que levava a mala que enviaram com os equipamentos para o jogo de ontem, mas pelas reacções do Jóta no Twitter, desta vez uma filial vai ter que devolver os equipamentos, mala e restante conteúdo, mesmo suados que eles voaram que nem dragões, que a coisa, apesar do conseguido afastamento do melhor defesa direito a jogar em Portugal do jogo do próximo dia 11, não correu como estava combinado. O gajo do apito ainda colaborou, mas como defende o Jóta, já não teve cara para mandar repetir um penalti que só existiu na cabeça dele e do VAR e que à luz das recomendações, se repetido, seria mais um roubo de igreja.

Quem ainda recentemente foi tão descaradamente beneficiado no Estoril e no Jamor, quem joga em Faro, ou em Portimão, ou antes em Setúbal e com o coiso B-Sad e antes Os Belenenses como se jogasse sempre em casa, publicar um tweet com os defesas do Sporting dez centimetros dentro da área aquando da marcação dum penalti fantasma, só demonstra uma coisa: Estão acagaçados com o próximo jogo! E agora que ficaram sem o GR titular ainda mais acagaçados estão. Esta semana vai ser um fartote de "merda" nos jornais, nas televisões, nas redes sociais. Porque estão à rasquinha.

Não há fruta nem chocolatinhos que lhes valham, vão perder! E por saberem disso, começaram a disparar em todas as direcções. Sem problema, a gente tem um escudo forte, chamado... HONESTIDADE!

O dia seguinte

Ontem tivemos direito em Alvalade a uma das piores exibições do Sporting desta época, contra uma equipa com a qual decididamente não nos damos bem, e o resultado tem que se considerar lisonjeiro para o pouco que conseguimos produzir. Nem uma boa jogada com princípio, meio e fim durante os 93 minutos.

O Famalicão vinha com a lição bem estudada, 3-4-3 como o Sporting, pressing intenso a meio-campo abafando os nossos médios, sempre a procurar o duelo físico porque sabia que tínhamos jogadores condicionados pelos amarelos, e com isso, mesmo correndo riscos atrás, destruiu completamente a construção de jogo do Sporting.

O Famalicão entrou no jogo em rotação máxima, pressionando, mas por querer fazer as coisas depressa falhou na saída a jogar, apanhou-se a perder, mas isso só os fez ainda cerrar os dentes e ir para cima do Sporting.

O Sporting insistia a sair em jogar atraindo a pressão mas depois a pressão do adversário do meio-campo conduzia a perdas de bola e passes falhados. O trio atacante do Sporting em vez de recuar à vez para ajudar na construção esperava que a bola lá chegasse, e nunca chegou em condições: lançamentos longos mal feitos de Coates e Inácio, um Matheus Nunes sem conseguir largar a bola no momento certo, foras de jogo constantes, etc. E a primeira parte acabou com um grande susto, um penálti marcado pelo árbitro (já lá vamos) e uma enorme defesa de Adán.

 

Na segunda parte o Sporting continuou a jogar mal mas pelo menos a controlar melhor o jogo. Adán a colocar a bola directamente nos médios e em Paulinho, Pedro Gonçalves e Sarabia a virem buscar jogo atrás. Quando as coisas pareciam no bom caminho logo veio o amarelo de Porro (já lá vou também), menos um jogador para o Dragão, a troca de Palhinha por Ugarte para evitar outra coisa assim, Esgaio falha um golo feito, mas Matheus Reis compensa com um golaço que ele já bem merecia. 

Com o 2-0 Amorim "mata vários coelhos com a mesma cajadada", saem Porro (nervoso e gasto) e  Sarabia (perigo dos amarelos) para entrarem Nuno Santos (devolvendo Esgaio ao seu lugar, e ficando com jogadores frescos nas duas alas) e Slimani (para lhe dar minutos, defender à frente e libertar o Paulinho para a construção). Embora o Famalicão tenha tido algumas iniciativas individuais interessantes, o jogo ficou muito mais facilitado.

Resumindo, um Sporting cansado pela sucessão de jogos e campanha vitoriosa na Taça da Liga, condicionado pelos amarelos, um Famalicão que se jogasse sempre assim (e aqui é melhor não dizer mais nada) concorria com o Braga pelo 4.º lugar da Liga em vez de estar a lutar pela fuga à despromoção, um resultado melhor do que a exibição. Agora é descansar corpo e cabeça e entrar com tudo no Dragão.

 

Melhores em campo: Adán (enorme exibição que incluiu a defesa do penálti), Coates (o patrão está de volta) e Matheus Reis (golaço e cada vez melhor).

Sobre a arbitragem. Supunha eu que com a introdução do VAR se pretendia corrigir erros grosseiros da equipa de arbitragem na avaliação dos lances e decidir questões de facto como a dos foras de jogo. O que não se pretendia é que existisse um árbitro-sombra escondido algures numa sala que condiciona e reverte as decisões do árbitro em lances discutíveis.

Este jogo tem quatro lances importantes: duas quedas de Paulinho na área, uma de um jogador do Famalicão também na área e a doutro jogador do Famalicão já fora do campo e junto à linha lateral. Os quatro lances prestam-se a várias interpretações e o árbitro em campo fez a sua: apitou penálti na primeira, deixou passar na segunda e na terceira, marcou falta e cartão amarelo na quarta. Como apitador de bancada eu faria bem diferente. O penálti mais óbvio para mim foi aquele que não foi marcado, cada um de nós se calhar também e diria outra coisa qualquer.

Tudo bem até aqui.

O que não está nada bem é que, repetindo a cena do jogo com o Braga, o VAR tenha desrespeitado o protocolo e desvirtuado a verdade desportiva ao condicionar o colega para marcar uma coisa que não viu e que não é claro e óbvio para ninguém que tivesse acontecido: que o jogador do Famalicão tenha caído por acção de Porro.

 

Sou completamente a favor da introdução do VAR, dou os parabéns a Fernando Gomes e ao nosso ex-presidente Bruno de Carvalho que permitiram num caso ou lutaram noutro para que a ferramenta existisse, mas o "sistema" corporativista e altamente manipulado de arbitragem que temos - e que abrange árbitros no activo, APAF, ex-árbitros "especialistas de arbitragem", ex-árbitros dirigentes da arbitragem, muitos deles envolvidos no "Apito Dourado" e no "Padres&Missas" - logo tratou de a subverter para proveito próprio e de quem os controla.

No jogo contra o Braga, Hugo Miguel, bem à minha frente, passou vários minutos a convencer-se a si mesmo que o cozinhado que lhe estavam a mostrar era motivo para penálti. Ontem o apitador resolveu a coisa mais cedo, pois tinha mais com que se preocupar. Isto é uma fantochada a gosto dos Duarte Gomes desta vida: contra o Braga o VAR foi decisivo na perda dos três pontos, ontem ia acontecendo exactamente o mesmo. 

 

Recordam-se do jogo em Famalicão na época passada e das declarações de Frederico Varandas que deram 60 dias de suspensão? Disse ele: "O VAR teve influência num momento capital. Este lance final do golo ao Coates, com um dos rivais, Benfica ou FC Porto, nunca seria anulado. O que me preocupa é a natureza e a forma como é visto o VAR, curiosamente nos jogos em que perdemos pontos."

Quantos penáltis tiveram Porto e Benfica nos seus estádios assinalados pelo VAR esta época? Alguém pode dizer-me? 

Cheira-me que um destes dias o presidente vai ter de voltar ao tema, quer queira quer não.

 

#JogoAJogo

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