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És a nossa Fé!

Excesso de rigor

O escritor, cronista do jornal Destak e analista de futebol na Correio da Manhã TV, João Malheiro, gritava ontem na pantalha televisiva: Foi excesso de rigor!

O rigor vale por si só ou existe ou não.

Ontem na repetição do "penalty" não existiu excesso de rigor, cumpriu-se a lei.

Estamos tão habituados à bandalheira, aqui, por exemplo e aqui, também, que quando alguém cumpre, desconfiamos, é rigoroso, dizemos, é excessivamente rigoroso, acrescentamos, quando devíamos dizer: cumpriu.

Noves fora, nada

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O jornal Público chumbou, reprovou  ou melhor ficou retido (para não ficarem traumatizados), na prova dos nove.

Aquilo que eu leio: "Benfica vence Rio Ave com nove" é (e agora vou fazer perguntas):

- Quem venceu?

Resposta: o Benfica

Com quantos?

Resposta: (o sujeito continua a ser o Benfica) com nove

A quem: ao Rio Ave

Há neste «blog» pessoas mais bem habilitadas (ou melhor habilitadas como dizem os políticos e os apresentadores de televisão) para darem lições de jornalismo.

No entanto, as coisas são simples; o "lead" deverá responder a quatro perguntas: o quê (o acontecido), quem, quando e onde. O "sub-lead" deverá responder a duas perguntas: como e por quê.

Simplificando, título: Lage fica a boiar após afogamento no Rio Ave, desenvolvimento ("lead" e "sub-lead"):

Ontem, o Benfica após ter estado a perder por 1-0 em Vila do Conde com o Rio Ave, salvou-se.

Melhor, salvaram-no, o VAR e Godinho, salvaram Lage dum afogamento eminente, com a primeira expulsão, o Benfica conseguiu o empate, ainda assim, o Rio Ave a jogar com dez jogadores esteve sempre mais perto de vencer o jogo. Os minutos passavam e a arbitragem teve de tomar medidas drásticas, expulsaram mais um.

Como diria Fernando Pessoa: "Luís Filipe Vieira quer, o padre sonha e a obra nasce".

A guerra e as pás

Focávamos, é certo, apenas certos aspectos da guerra

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O título do postal está ligado à guerra (é uma guerra) que se instalou no Sporting.

Cada um com uma pá na mão, cada qual a ver quem cava mais mais fundo.

O sub-título é uma citação de Steinbeck, o foco, focarmo-nos naquilo que estamos, firmemente, persuadidos que é o nosso dever.

Sobre futebol jogado, fora das quatro linhas, outros falaram mais, muito melhor do que eu.

Para memória futura, a página 11 do órgão oficioso do Benfica, pela pena de Duarte Gomes (sim, esse Duarte Gomes):

"Luís Godinho não assinalou duas grandes penalidades a favor do Sporting."

Ristovski, um homem em fúria

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Ontem, passou na RTP Memória, um dos meus filmes preferidos; "12 Angry Men", doze homens em fúria (na tradução portuguesa) ou doze homens e uma sentença (na tradução brasileira).

O filme conta a história de um miúdo de 18 anos, acusado de assassinar o pai, através das "certezas" e das dúvidas dos doze jurados que o podem absolver mas que, também, o podem condenar à morte.

Parece culpado mas afinal estava inocente, como Ristovski, como poderia ele tirar dali aquela bola com o avançado mergulhador e cavador de expulsões a empurrá-lo com os dois braços?

artigo (não premium) do Observador com a crónica do jogo e as imagens

 

Árbitros estrangeiros, yes!

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O título é para ser lido com um entusiasmo adolescente (como o da menina que ontem foi agredida e que, provavelmente, nunca mais assistirá a um evento desportivo ao vivo, não quererá repetir a experiência [e não serei eu que lhe atirarei a primeira pedra por isso]).

Árbitros estrangeiros?

Claro que sim.

Sejamos objectivos, olhemos para os jogos oficiais disputados pelos três primeiros classificados da "Liga NOS" arbitrados por árbitros estrangeiros na época de 2019/2020 e tiremos as nossas conclusões.

1. Sporting Clube de Portugal

6 jogos / 12 pontos / média 2.000

2. Futebol Clube do Porto 

8 jogos /13 pontos / média 1.625

3. Sport Lisboa e Benfica

6 jogos / 7 pontos / média 1.166

(peço-vos um favor, comentem os números [pode estar alguma conta mal feita] mas não extrapolem)

Aquilo que os números nos dizem é que nos jogos arbitrados por árbitros estrangeiros, o Sporting tem (quase) o dobro dos pontos do Benfica.

A realidade dói mas como diz Pedro Correia: "as coisas são o que são". 

Este árbitro nunca mais

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Ao contrário do que alguns garantem, Jorge Sousa está muito longe de ser um dos melhores árbitros portugueses. Deu já provas abundantes da sua incompetência em diversos jogos disputados pelo Sporting.

E confirmou essa falta de categoria há três dias, ao apitar o Braga-Sporting, inclinando drasticamente o campo a favor da equipa da casa.

 

Anotei as principais falhas deste árbitro na partida disputada na pedreira. Recordo-as nas linhas que vão seguir-se.

 

10' - Coates, primeiro jogador amarelado. Jorge Sousa assinala falta ao uruguaio, que neste jogo se estreou como primeiro capitão do Sporting, e diz-lhe (segundo revelou Neto aos jornalistas no final da partida): «Para a próxima vais para a rua!» Deixando-o assim duplamente condicionado: com o cartão e com as palavras que proferiu.

 

20' - Ristovski, segundo defesa leonino amarelado.

 

45' - Sporar isola-se pela ala esquerda, com a bola dominada, ganhando posição a Bruno Viana e aproximando-se rapidamente da zona de perigo. Jorge Sousa apita, anulando a jogada. Invocou falta atacante inexistente, beneficiando o Braga.

 

45' - Battaglia recebe amarelo por ter protestado (em termos comedidos, sem gesticular) junto do árbitro pela anulação do movimento atacante de Sporar.

 

45'+2 - Já após o apito para o intervalo, Wallace deita a mão ao pescoço de Rafael Camacho: gesto agressivo que ficou por sancionar.

 

45'+2- Ainda antes de as equipas recolherem aos balneários, regista-se uma altercação entre Luís Neto e Fabiano. Neto vê o cartão (terceiro defesa leonino amarelado), mas o braguista - que já havia visto um cartão - passa impune apesar de a sua má conduta disciplinar ser bem evidente, ao ponto de Esgaio o ter agarrado para evitar males piores, arrastando-o para fora dali.

 

57' - Wallance pisa deliberadamente o pé de Wendel, que poderia ter saído seriamente lesionado. O jogador do Braga não viu cartão neste lance, semelhante a outro que, seis minutos antes, levou Jorge Sousa a amarelar Acuña por pisadela ao mesmo Wallace.

 

66' - Situação disciplinar caricata: Vietto recebe um cartão amarelo mal põe um pé em campo por ter recebido ordem de entrar dada pelo quarto árbitro quando Acuña ainda não tinha saído - isto num momento em que ambas as equipas procediam a substituições. Jorge Sousa não perdoou, condicionando o argentino desde o primeiro instante.

 

73' - Paulinho recebe cartão amarelo e, acto contínuo, lança uma cuspidela em direcção ao árbitro. Jorge Sousa repara mas faz de conta que não vê a conduta imprópria do jogador braguista.

 

Balanço:

Sete cartões amarelos para jogadores do Sporting (cinco dos quais na primeira parte) e apenas três para jogadores do Braga. Isto apesar de a equipa da casa ter cometido mais faltas.

Em síntese, os leões receberam um amarelo a cada duas faltas (sete cartões/14 faltas), enquanto a equipa rival só recebeu um amarelo a cada cinco faltas (três cartões/15 faltas).

Números que repetem o sucedido no Boavista-Sporting de má memória, disputado a 15 de Setembro também com arbitragem de Jorge Sousa: nessa partida, os nossos jogadores viram sete cartões (seis amarelos e um vermelho) por 17 faltas, enquanto a equipa adversária foi sancionada com apenas dois amarelos por 22 faltas.

Dificilmente o campo poderia estar mais inclinado. Fez bem o Sporting ao acentuar, na exposição entretanto dirigida ao Conselho de Disciplina: este árbitro nunca mais.

 

Leitura complementar:

Quando o apito estraga o espectáculo (8 de Outubro de 2012)

A tradição ainda é o que era (19 de Outubro de 2014)

Admissão de culpa (26 de Novembro de 2015)

Tribunal unânime: penálti perdoado ao Braga (11 de Janeiro de 2016)

Os penáltis que só o árbitro Sousa não viu (11 de Dezembro de 2016)

Um abraço ao Stojkovic (21 de Agosto de 2017)

Um árbitro nocivo ao futebol (17 de Setembro de 2019)

Estamos nisto sozinhos? (5 de Janeiro de 2020)

Castigo máximo à Panenka e castigo mínimo à Benfica

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Para quem ainda tinha dúvidas como funciona o futebol na república portuguesa.

A lei do jogo diz que quando há invasão da área por parte de algum elemento da equipa que ataca antes da marcação do penalty e se este for convertido o mesmo tem de ser repetido. Ponto.

Eu sou um gajo "info-excluído" a caminho dos sessenta anos mesmo assim consegui obter a imagem que acima reproduzo.

Afinal o VAR serve para quê?

(se este golo não tivesse sido considerado aos 89 minutos de jogo, o Famalicão estaria, confortavelmente, a vencer na Luz, depois de ter dado um "banho de bola" ao Benfica e um tal Gabriel continua em campo depois de ter agredido Fábio Martins, após uma entrada bem pior que a de Bolasie em Braga).

Lá vamos, cantando e rindo...

Penso logo falo

"Qualquer dia, e num jogo bem teso, vai haver um offside de 1 centímetro por causa do falo de um jogador"

in A Bola 2020.01.28, p.36, Félix, António Bagão

 

Quanto à educação dos adeptos/sócios/«apoiantes» (está entre aspas, pois, este senhor foi ministro das finanças, apoiar um clube será, também ajudar a nível fiscal? fica a pergunta) do Benfica, penso que estamos conversados.

O "post" não é sobre isso.

É para pensarmos.

Pensarmos em futebol, pensarmos em análises, pensarmos em protocolos.

No sítio da Federação Portuguesa de Futebol, protocolo VAR, diz isto:

As categorias das decisões/incidentes que podem ser revistas no caso de (...)
“claro e óbvio erro” ou “incidente grave não detetado” são:  

A questão é que no golo de Camacho não há nenhum erro, nem claro, nem óbvio.

Vejamos/Leiamos aquilo que Duarte Gomes (na minha opinião, foi um péssimo árbitro mas é um bom comentador das arbitragens, comprometido, claro, mas não deturpa as regras); p.9:

«Rafael Camacho marcou mas o videoárbitro interveio para que Rui Costa analisasse possível infração atacante de Sporar. As imagens mostraram, com certeza relativa, um  empurrão (...)»

É pá! Possível infracção que as imagens mostraram com certeza relativa?

Então mas o VAR não é para intervir única e exclusivamente quando existir um "claro e óbvio erro"?

Na mesma página o "nosso" Duarte Gomes volta a afirmar «O lance (...) acabaria por ser bem anulado (...) pois as imagens parecem mostrar».

Parecem mostrar?

É pá! (outra vez) não sou jurista mas penso que Cícero se olhasse para isto diria "in dubio pro reo" [se calhar o meu latim está enferrujado].

Carlos Xistra e o VAR salvam o Benfica de derrota humilhante

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Aos 20 minutos já o Desportivo das Aves, último classificado, vencia no Estádio da Luz o campeão em título e primeiro classificado da Liga Bordel Portuguesa. Weigl estava a fazer uma exibição cinzentona e o Benfica meteu em campo os seus verdadeiros reforços: Carlos Xistra e o VAR.

 

Xistra expulsa, e bem, André Almeida mas o VAR manda-o erradamente recuar na decisão.

 

 

 

Momentos depois, Xistra inventa esta grande penalidade a favor do Benfica. Grande penalidade que, por "motivos técnicos", o VAR não teve como validar ou contestar. A inexistente penalidade é assinalada por uma não-falta sobre Vinicius que devia ter sido expulso minutos antes por agredir o guarda-redes do Aves, algo que nem o Xistra nem o VAR viram.

 

 

 

Estava feito o empate. E, para piorar tudo, o golo que sela a reviravolta é por André Almeida, que havia sido expulso.

É este o campeonato português. O campeonato da mentira que nos enfiam pelos olhos semanalmente enquanto nos embalam com cânticos sobre constipações.

É neste futebol e neste país que vivemos. Triste, muito triste.

Estamos nisto sozinhos?

Hoje o Sporting perdeu. Jogou o suficiente para não perder mas perdeu. É a dura realidade. Acabamos esta jornada de volta ao quarto lugar, a dezasseis pontos do primeiro lugar e a doze do segundo. Não faz sentido atirar a toalha ao chão mas também não faz sentido andar a fazer sugar coating.

Para mim, a grande derrota da noite não foi em campo. Foi no momento imediatamente a seguir. Alex Telles devia ter sido expulso ainda na primeira parte. Nem falta Jorge Sousa assinalou. E nós nem um piu. Silêncio, calados, resignados, vergados.

 

Eu, como outros Sportinguistas, não preciso que a direção critique a arbitragem para saber se foi boa ou má. Mas, depois de um fim-de-semana onde há um penalty não assinalado de Rúben Dias e uma expulsão perdoada a Alex Telles, é deprimente ver Sportinguistas a dar o peito, olhar para trás e não ver ninguém. É deprimente perceber que não exigimos que nos respeitem.

Eu acredito que esta direção ainda pode dar muitas alegrias ao Sporting. Mas não é aceitável que não exija o respeito dos restantes stakeholders do futebol português. Termos Sportinguistas lixados (com F) com isto e ver a direção calada é pior que um murro no estômago. É uma chapada da dura realidade. Estamos nisto sozinhos?

Assim vai o nojento tuga soccer...

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O futebol português está cada vez mais corrompido por um sistema que só pode provocar asco a quem tiver dignidade e defender a verdade desportiva. O despudor atingiu um nível tal, que nem com VAR lá vamos. Em Alvalade, diante do Rio Ave, foram assinaladas sem qualquer problema 3 grandes penalidades contra o Sporting. Ontem em Guimarães, árbitro e VAR não vislumbraram falta. Uma vez mais o bafiento e reles tuga soccer, mostrou que não é bem um desporto, mas uma farsa, sempre beneficiando os mesmos. Ou alguém acredita que este mesmo lance, na outra grande área, teria igual decisão? 

Quanto aos senhores instalados nos gabinetes do poder do futebol, não há muito a esperar. Ontem provavelmente terão ido à casa de banho no momento exacto em que foram lançadas três tochas para o relvado, interrompendo o jogo, pelo que não se devem esperar castigos. Afinal tudo está bem, quando acaba bem, desde que o clube do regime vá ganhando, os bobos vão desempenhando o seu papel, para gáudio da multidão...

A manifesta incompetência

Podemos confiar nos "especialistas da arbitragem" para deslindar lances polémicos que ocorrem durante os jogos? Nem por isso.

Basta reparar naquilo que o País inteiro já viu, com base na repetição das imagens televisivas: o golo do Paços de Ferreira, na noite de quinta, foi marcado por um jogador chamado Tanque que confunde futebol com andebol. A tal ponto que usou o bracinho para introduzir a bola dentro da nossa baliza. Como as imagens elucidam para lá de qualquer dúvida recorrendo à câmara lenta de que eles (e o vídeo-árbitro) dispõem.

É verdade que o lance é muito rápido e algo confuso pois envolve a movimentação simultânea de vários jogadores dentro da grande área leonina, o que terá baralhado o árbitro Rui Costa. Mas os supostos especialistas são colaboradores remunerados dos jornais precisamente para mostrarem o que valem nestas ocasiões. E, valha a verdade, demonstraram valer muito pouco - ou quase nada.

 

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Recapitulemos o que escreveram estes senhores nas folhas-de-couve onde costumam perorar.

Duarte Gomes:

«Douglas Tanque foi o autor do golo dos visitados, não de cabeça como pareceu à primeira, mas (aparentemente) com o ombro esquerdo. A bola não parece ter resvalado para o braço, o que tornaria o lance ilegal. Benefício da dúvida para Rui Costa.» (A Bola)

Fortunato Azevedo:

«Não há irregularidade, boa decisão da equipa de arbitragem em validar o golo. Houve dúvidas inicialmente, mas estas foram desfeitas depois.» (O Jogo)

Jorge Coroado:

«Apesar do braço fora do plano do corpo, a bola terá sido jogada pela parte superior do ombro. Nesta circunstância, não há infracção.»  (O Jogo)

Jorge Faustino:

«Muitas dúvidas sobre se a bola bateu no braço, o que faria anular o golo, ou no ombro. As imagens não são esclarecedoras quanto ao local desse contacto. Assim, benefício da dúvida para a decisão de validar o golo.» (Record)

José Leirós:

«Não houve qualquer infracção em toda a jogada. Rui Costa, atento e com a confirmação do VAR, correctamente validou o golo.» (O Jogo)

Marco Ferreira:

«Golo do Paços levanta dúvidas no local onde a bola bate antes de entrar na baliza. Fica a dúvida: braço ou ombro. O árbitro valida o golo e sendo um lance em que as imagens não são claras, o VAR não deve intervir. Aceito a decisão.» (Record)

 

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Ao contrário do que estas sumidades presumiam, o escândalo foi de tal ordem que o vídeo-árbitro Carlos Xistra vai ser castigado. E só não foi maior ainda devido ao segundo golo do Sporting, caso contrário deixaríamos dois pontos em Paços de Ferreira nesta Noite de Bruxas em memória do campeonato 2006/2007 que nos foi roubado pela famigerada mão de Ronny. Validada por um apitador chamado João Ferreira.

Quanto aos tais especialistas, ficamos definitivamente conversados sobre o mérito de todos eles: padecem de manifesta incompetência. Visual e anatómica.

Merecem ir para a jarra. Todos.

Reguardando os chiffres, 7

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-Traga-me champanhe e um charuto!

Pronto! Ali estava ele! Tudo se tinha passado conforme decidira e achou perfeitamente natural que uma mulher de vestido verde viesse sentar-se a seu lado (...).

Sete jornadas depois, há duas equipas sem derrotas, Famalicão e Boavista.

A diferença entre golos marcados e sofridos neste campeonato, assusta.

Nivelamento por baixo.

Famalicão 16/7; 2.29 golos marcados por jogo, 1.00 consentido.

Boavista 6/4; 0.86 golos marcado por jogo, 0.57 consentido.  

Santa Clara 4/4; (ver anterior).

Sporting (ainda assim) 11/9; 1.57 marcados por jogo, apenas, 1.28 consentidos.

Destaques pela positiva, a vitória fora de portas do Sporting, primeiro jogo sem sofrer golos, apesar do Desportivo das Aves ser à entrada para a sétima jornada uma das equipas com maior "poder de fogo" (tinha nove golos marcados). A vitória do Braga em Portimão. A exibição do Vitória Futebol Clube (Setúbal) na Luz, faltou-lhe uma pontinha de sorte, de realçar que apesar das incidências da segunda parte, o jogo teve, somente, cinco minutos de compensação. É ridículo, o anti-jogo benfiquista foi tanto que até o guarda-redes vermelho foi advertido com um cartão amarelo, o sacerdote de serviço não teve alternativa, para o jornal A Bola (2019.09.30, p. 23) o cartão é visto assim: "o lance foi muito criticado por jogadores e no banco de suplentes, uma vez que não havia bola disponível* quando o guarda-redes tinha de marcar o pontapé de baliza".

Destaques pela negativa, a arbitragem do Santa Clara vs. Gil Vicente, má, muito má.

A exibição do Porto. A vitória do Marítimo, o Moreirense não merecia a "morte", nem tal sorte, um empate já teria sido castigo demasiado duro.

 

* não havia bola disponível? o presidente estrafega os próprios sócios, o clube não tem bolas, só problemas, resolveram como? foram à Sport Zone do Colombo comprar uma bola para acabar o jogo?

Braçadeira preta, com Bruno Fernandes

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Bruno Fernandes sofre ‘bullying’ durante 92 minutos, um tormento que nem o juiz da partida conseguiu ver. Aliás, aos olhos dos juristas de campo e do VAR, o Bruno Fernandes é que foi o principal responsável pelos adversários lhe darem pancada. Este é o tratamento que adversários e juízes dão ao melhor jogador profissional da época passada, capitão do histórico Sporting e um dos titulares da Selecção Portuguesa.

Como diz o povo, quem não se sente não é filho de boa gente e Bruno Fernandes sentiu-se prejudicado e descarregou nas portas do balneário do Bessa. É verdade que as portas não tiveram culpa, mas na realidade a injustiça que o jogador sofreu em campo passou impune e agora com certeza terá de pagar com a ausência de um jogo e um processo disciplinar. Este é o preço por não ter aceite de bom grado levar pancada durante todo o jogo.  

Já os soberanos senhores juízes que raramente têm dúvidas e nunca se enganam estão imunes a criticas e a qualquer punição. Aliás, quando se enganam é considerado absolutamente normal. Veja-se o exemplo de Vasco Santos, VAR do último Portimonense/FC Porto, que desvirtuou o resultado do jogo com grande impacto no campeonato, o que pode valer milhões para alguns no fim da época.

Este é o sistema em que o Sporting, em 113 anos, ainda não conseguiu encontrar uma estratégia para não ser sistematicamente prejudicado. Somos muito tenrinhos fora do relvado. Mas dentro das quatro linhas temos a obrigação de ser um animal infernal e combater tudo e todos.

Por respeito a Bruno Fenandes, o nosso capitão, este episódio deve unir a equipa e adeptos durante toda a época e como símbolo dessa força podemos usar uma braçadeira preta, tal como na altura José Roquette adotou. É preciso garra de leão.  

A Liga dos árbitros

O Sporting hoje mostrou uma nova cara. Dominador, coeso, sem dar espaços ao adversário. Seria um justo vencedor. Quem não mostrou uma cara nova foi a arbitragem. Desde o primeiro minuto a proteger a equipa que fazia anti-jogo (o Boavista). Entretanto, Faltas atacantes inacreditáveis marcadas a Bolasie e Acuña, eliminando jogadas de perigo para o SCP. O corolário é a expulsão de Bruno Fernandes, que sofreu faltas violentas (a roçar a agressão) todo o jogo. Na sua (que tenha contado) 1a falta leva amarelo e é expulso (o outro cartão foi por protestos...). Incrível que o BFC acabe este jogo com 10. Que seja o Sporting a ter um jogador expulso é ultrajante, sobretudo da maneira que foi. As arbitragens este ano têm sido autênticos enxovalhos, retirando pontos ao Sporting. E como vai a direcção reagir à enormidade que foram estas últimas arbitragens de jogos do SCP?

A jornada mais linda

O Sporting perde em casa com 3 penalties, um deles absolutamente fantasmagórico. Segundo critério tão severo e minucioso do árbitro Filipe levou uma empurrãozito na área que passou em claro.

Contra o Porto o Guimarães vê um jogador expulso no 1.º minuto de jogo. Aos 78', a perder só 1-0, vai outro vimaranense para a rua. O Porto acabou por ganhar 4-0.

Contra o Braga o benfica desbloqueia o placard com um penalti aos 25'. Marca outro golo aos 47' e depois o Braga conclui o resultado com mais dois auto-golos.

Isto já já está tudo atado e posto ao fumeiro.

Freak show

Aterro em Lisboa por volta das 18 horas de sábado, vindo de umas retemperadoras férias, e preparo-me para ver confortavelmente em casa o jogo da consolidação da liderança do Sporting no campeonato. Afinal, não foi bem assim. Em contrapartida, tive o privilégio de assistir a mais um momento de pioneirismo sportinguista: parece que o Sporting é o primeiro clube na história da Primeira Liga a sofrer três golos de penálti marcados por um visitante e o primeiro dos grandes a sofrer três golos de penálti, em casa ou fora. Parabéns Sporting! Chupem Benfica e Porto! Este é um recorde que nunca baterão.

Enfim, uma pessoa sente-se logo em casa. Mas faltava ainda mais qualquer coisa para completar o quadro: no dia seguinte, começo a ver o Porto-Guimarães. Felizmente, pude ir fazer outra coisa qualquer ao fim de 50 segundos, quando o árbitro decidiu expulsar um jogador do Guimarães. Se não é outro lance pioneiro, para lá caminha. Quase no fim do jogo, volto a ligar a televisão e vejo o Guimarães com dois jogadores expulsos e o Porto a ganhar apenas por 1-0. Pois, o Sporting não joga nada, mas pelos vistos o Porto também não parece grande coisa. A diferença talvez não esteja na qualidade de jogo.

Para terminar o agradável regresso ao lar, logo a seguir dizem-me que o Benfica aplicou mais uma das habituais cabazadas ao proclamado "quarto Grande" do futebol português. Bem-vindo a casa, Luciano! Deleita-te com o freak show do futebol pátrio.

E ainda só estamos em Agosto

Saí com a sensação de que poderia ter sido eu se estivesse no lugar de Coates. Levar de frente com tudo, assim à bruta, porque quem estava à minha frente devia ter tapado alguma coisa e não tapou nada é coisa que mói o discernimento do mais maduro.

No fim do jogo tive também pena de Wendel, o principal culpado em campo do descontrole que acabou por toma conta da equipa. Pena porque na verdade foi como pedir a um canhoto que passe a escrever com a mão direita sem lhe dar tempo para se adaptar. Pena ainda de Doumbia porque já deve ter percebido que assim não consegue aprender, evoluir, melhorar.

Foi preciso uma arbitragem sinistra e malévola para descarnar a absoluta inépcia de Keizer em todos, mas todos mesmo, aspectos do jogo. Desde Vercauteren que não se sentava tamanho idiota no banco do Sporting.

 

PS - Por falar em idiota, quem teve a ideia idiota de atrasar a entrada de "O mundo sabe que..." de modo termos de cantá-lo com o jogo já em andamento?

Livre não, marca penalti!

Houve uma abelhinha que me veio contar uma fabula do futebolês. Duas pessoas  combinaram: Olha lá, se houver um livre que seja mesmo muito perigoso, espera que eu te diga alguma coisa depois de ver a jogada toda. Se eu vir alguma confusão eu digo-te para marcar penalti e eu depois procuro a jogada de suposta falta para anulares tudo. Não te esqueças: Se marcares apenas o livre, não temos recursos ao que se passou antes e se calhar a bola até entra. "Eh pá" - perguntou o outro - "mas e se o adversário tiver, entretanto, posse de bola?". "Ninguém nota - respondeu o outro - são aquelas bolas repartidas. Além disso toda a gente vai discutir se lá na pré história da jogada houve ou não falta.

É apenas uma fábula, quero acreditar que nada foi combinado. Mas se  tivesse sido... O interessante é que os árbitros aprenderam a prejudicar uma equipe com uma nova formula. E isso não abona a favor da transparência.

Tivesse sido penalti (como foi) e o resultado era mesmo outro... e até dou de barato que se tivesse sido livre, também podia ser outro. 

Tenho cá por mim que a equipe "é do contra." Anda na razão inversa da nossa desconfiança no treinador e na direcção. Raios partam que nunca ficamos completamente satisfeitos... mas que hoje fiquei contente lá isso fiquei..

Nós e os laços

Minuto 22, ontem, na Luz: Passe errado de De Tomas obriga Samaris a travar Tanque em falta. Livre para o Paços (do Record).

Aquilo que não nos dizem é que foi a segunda jogada cortada em falta por Samaris com os jogadores do Paços bem lançados para a baliza vermelha; o resultado estava em zero a zero e Samaris tinha de ser expulso neste lance. O jogo podia terminar na mesma 5-0 mas se os árbitros começam já a fazer vista grossa na primeira jornada, estamos mal, muito mal.

Dois jogos, dois jogadores expulsos nas equipas que defrontam o "Glorioso", ontem um penalty desbloqueou o 1-0 e uma expulsão desbloqueou o 2-0 e nós lá vamos, cantando e rindo, atirando pedras ao Keizer, levados, levados, sim.

"Preocupa-te mas é com nós" dir-me-ão. Estou preocupado (e chateado, também) mas não nos embrulhem logo na primeira jornada, com um lindo papel de lustro vermelho brillhante e um laço branco a condizer.

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