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És a nossa Fé!

As costas de Coates

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Estas imagens são do momento, imediatamente, anterior ao golo (mal) anulado.

O defesa mais afastado de Coates (na primeira imagem) está a olhar para cima acompanhando o percurso da bola, o nosso capitão, também, agora, atentem na postura corporal do defesa mais próximo, está desinteressado do percurso da bola, o seu único interesse é empurrar o uruguaio como podemos ver na segunda imagem.

Deve ter sido isso que Artur Soares Dias viu, as costas de Coates agrediram com violência o braço direito do famalicense.

A azia de Descartes

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A opinião acima é de Jorge Coroado, o árbitro que apanhou uma azia em Chaves (até hoje não lhe passou) contudo, apesar disso, viu o mesmo que qualquer pessoa que acredita na verdade desportiva.

Os lampiões queriam que o Sporting perdesse, queriam.

Os andrades queriam que o Sporting perdesse, queriam.

Os comentadores/paineleiros (e paineleiras que eu não sou como o JJ) queriam que o Sporting perdesse, queriam.

No entanto, o Sporting venceu, venceu bem, com justiça, com legalidade.

Venço logo existo (como diria René).

Apregoar mentiras por verdades

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O "colinho" de que beneficiou o Benfica no Funchal, tal como aconteceu no Braga-Farense

 

Vai por aí uma celeuma enorme, alimentada pelos comentadores mais hipócritas e tendenciosos, a propósito do primeiro golo do Sporting no confronto com o Moreirense, devido a um prévio ressalto da bola, que bateu na coxa de Pedro Gonçalves e lhe roçou no cotovelo antes de o jogador a ter encostado para a baliza. Houve até pelo menos um canal de televisão que, segundo me garantem amigos que o frequentam, dedicou grande parte de um serão "informativo" a debater tão magna questão.

Onde andam agora os tais comentadores e os tais canais depois de o vídeo-árbitro Vasco Santos ter induzido em erro o árbitro António Nobre no Braga-Farense ao mandar anular um golo limpo da equipa algarvia por alegada deslocação de Ryan Gauld que nenhuma imagem comprova? Se esse golo tivesse sido validado, como inicialmente foi, os braguistas ficariam com um empate  em vez da vitória tangencial por 1-0 conseguida nesse jogo.

Onde andam agora os tais comentadores e os tais canais depois de o árbitro Manuel Mota (nosso velho conhecido...) ter assinalado como livre favorável ao Benfica um pisão de Gabriel a Jean do qual resultou o golo solitário dos encarnados frente ao Marítimo? Golo que permitiu ao SLB sair da Madeira com três pontos, vencendo por um fraudulento 2-1, e habilitou o treinador encarnado a exibir o seu baixo nível, insultando o treinador do Marítimo, o Elvas-Clube Alentejano de Desportos - que já lhe deu resposta apropriada - e uma repórter da Sport TV.

Não bastava o campo estar inclinado durante os jogos. Cada vez mais se vai inclinando também depois dos jogos, quando entram em cena os comentadores televisivos do "critério duplo", capazes a todo o momento de apregoar mentiras por verdades.

O que mais gostei

O que mais gostei no jogo com o Tondela, foi o que mais gostei do jogo com o Gil e até com o Portimonense: as mexidas no banco melhoram efetivamente a equipa.

Ler um jogo e saber mexer as peças parece-me uma skill bastante rara e que o nosso treinador e a sua equipa técnica parecem ter.

Ontem também vi o jogo do Bessa e – por comparação  - isso ficou ainda mais claro.

Outra coisa que a nossa equipa técnica parece dominar é aquilo que no meu tempo se chamava de preparação física. Pedro Gonçalves andava por ali aos 90 minutos como se tivesse começado a jogar há dez minutos. Ainda me lembro no ano passado como era.

A época começa melhor do que muitos julgaríamos, mas tenhamos atenção ao nosso valor médio na órbita desse grande mistério do universo que são as arbitragens e os Vars.

No momento, é um valor inferior ao do Braga, como se viu ontem pelos esforços hercúleos do VAR para expulsar (com sucesso) um famalicense e validar (com sucesso) um golo.

Para nós, são de esperar cartões, expulsões e outras decisões.  

Venham mais 5, vírus

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Tal como muitos que  vão ler estas palavras comecei por ouvir futebol a cores, na minha imaginação, só muito mais tarde, a ver futebol ao vivo e a  cores.

Na última quarta-feira fui fazer compras à Loja Verde, é triste, foi triste, ver as imediações do estádio sem barracas, sem "roulottes", sem torresmos e cerveja, que futebol é este?

O sacana do vírus naquele dia sabia que só podia atacar a partir das 21h30?

Hoje sabe que é às 20h00?

Estou a imaginar os vírus todos alinhadinhos, uns junto à Churrasqueira do Campo Grande, outros debaixo do viaduto de Telheiras, outros mais modernaços no McDonald's, a descerem pela rua do ciclista Trindade mas todos com o mesmo objectivo:

"Bora lá, apanhar os gajos no estádio, vão ficar todos cheios de covid que nem se aguentam"

(isto são os vírus a pensar)

É claro que os mesmos vírus se for um jogo no mesmo estádio organizado pela Federação já não se mobilizam para atacar os cidadãos.

O Zeca é que tinha razão:

"Se tem má pinta

Dá-lhe um apito e põe-no a andar

De espada à cinta, já crê que é rei"

(sobre as arbitragens)

"A bucha é dura, mais dura é a razão que a sustém, só nesta rusga não há lugar para os filhos da mãe".

Não há lugar para os filhos da mãe mas há lugar para os filhos da piiii! (calma, Pedro).

Alguém que me explique a razão pela qual podemos estar desmascarados em espaço fechado no 25 Abril (assembleia da república), podemos estar a comemorar o 1° de Maio "vamos lá cambada, todos à molhada" (dentro dos autocarros) e fora, com o faz de conta das distâncias, podemos ir assistir às anedotas do Bruno Nogueira, podemos ir ao Avante, à fórmula 1, enfim, podemos ir a todo lado, excepto ao futebol.

Os vírus este fim-de-semana e amanhã estão com um problema acrescido; não podem atravessar os concelhos para irem à bola.

Os vírus da covid podem não atacar mas os da arbitragem já começaram a fazer o trabalhinho ontem.

Caros árbitros e VAR, mais logo tentem estar afinados, prejudiquem-nos o antigo normal, não exagerem, não cheguem ao "novo normal".

 

O FC Porto levado ao colo

Como escrevi aqui, o árbitro Nuno Almeida e o vídeo-árbitro André Narciso funcionaram ontem como 12.º e 13.º jogadores do FC Porto. Não evitando, mesmo assim, a derrota dos portistas frente ao Paços de Ferreira.

A coisa foi tão evidente e tão escandalosa que os especialistas de arbitragem - deixando por uma vez de lado os corporativismos reinantes no sector - deixaram de reconhecer. Incluindo os mais conotados com os azuis-e-brancos.

Aqui ficam as opiniões hoje publicadas no jornal O Jogo (a azul) e no jornal A Bola (a vermelho).

 

Sobre a expulsão a que foi poupado Uribe, por agressão a Luther Singh (minuto 15):

Fortunato Azevedo - «Uribe, de forma ostensiva, atingiu com o cotovelo a cara de Bruno Costa. Falta grosseira merecedora de cartão vermelho.»

Jorge Coroado - «O movimento do braço de Uribe não foi para ajudar a elevação. Foi para afastar o adversário. Conduta violenta merecedora de cartão vermelho.»

José Leirós - «Não assinalou falta, era livre directo e cartão vermelho. Uribe atingiu deliberadamente o rosto do adversário.»

 

Sobre a invalidação de um golo ao Paços por hipotética falta de Dor Jan sobre Mbemba (minuto 37):

Fortunato Azevedo - «Dor Jan faz um corte de forma legal, só depois de tocar na bola é que se dá o contacto com Mbemba. O golo foi mal invalidado.»

José Leirós - «Surreal. Dor Jan chegou primeiro e claramente jogou a bola. O contacto é inevitável em futebol. O golo foi mal anulado. Não culpem o VAR.»

Duarte Gomes - «Dor Jan toca na bola e, de forma inevitável e natural, choca com Mbemba, lance que o VAR entenderia, muito mal, como falta, dessa forma invalidando golo legal ao Paços.»

 

Sobre um penálti favorável ao FCP por suposta mão de Eustáquio na bola (minuto 45+5):

Fortunato Azevedo - «Quando Eustáquio estava em queda e de costas, a bola bateu-lhe involuntariamente no braço. Penálti mal assinalado.»

Jorge Coroado - «Eustáquio, de costas para o lance e a fazer a recepção ao solo, viu a bola embater-lhe no braço. Não houve motivo para penálti, a lei é clara.»

José Leirós - «Eustáquio virou o corpo à bola e, quando ia em queda, a apoiar as mãos no relvado, a bola acertou-lhe no braço. Errou [o árbitro]. Não era penálti.»

Duarte Gomes - «No penálti a favor do FCP, a bola toca no braço direito de Eustáquio quando este está em apoio natural no solo. Lance legal, que devia ter merecido intervenção do VAR.»

 

Mais que incompetência

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Já poucas coisas me surpreendem. Mesmo assim, confesso: abri a boca de espanto ao ver ontem o Paços de Ferreira-FC Porto, jogo dominado do princípio ao fim pela turma da casa. Não havia público, visto não se tratar de uma competição de fórmula 1, mas a equipa de arbitragem funcionou como "12.º jogador" dos portistas, puxando de forma inequívoca pelo onze visitante. Que mesmo assim saiu derrotado.

Valha a verdade: o desaire dos azuis-e-brancos - que já perderam oito pontos à sexta jornada - não aconteceu por culpa do árbitro. Nem do vídeo-árbitro. Ambos fizeram o que podiam para que o FCP saísse vitorioso da Capital do Móvel. O primeiro, assinalando um penálti contra o Paços que nunca existiu. O segundo, mandando o primeiro invalidar um golo limpo quando os da casa já venciam por 1-0. 

Mesmo assim, com um penálti sofrido sem qualquer base legal e tendo visto anulado um golo marcado de forma irrepreensível, o Paços de Ferreira conquistou os três pontos. Merece parabéns redobrados.

 

Em qualquer outro país supostamente civilizado, estes dois senhores não voltariam a apitar jogo algum.

Refiro-me ao nosso velho conhecido árbitro Nuno Almeida, mais conhecido por Ferrari Vermelho (e que a partir de agora pode ficar a ser conhecido também por Porsche Azul), e ao vídeo-árbitro André Narciso, um alegado "jovem promissor" do apito que há três dias, em Alvalade, amarelou Palhinha aos 36 segundos e exibiu cartões a Feddal sem que o defesa leonino tivesse sequer tocado no adversário e a Sporar por hipotética "simulação" que nunca existiu.

Mas de uma coisa podemos estar certos: estes dois continuarão a andar por aí. Cometendo atentados à verdade desportiva.

 

Nestas ocasiões, em tempos mais recuados, sentia a tentação de atribuir tudo isto à pura incompetência. Mas quando verifico que o FCP, em seis jornadas, foi escandalosamente favorecido em quatro (contra Sporting, Braga, Marítimo e Paços) e que metade desses seis desafios terminou com treinadores adversários expulsos (Rúben Amorim, Lito Vidigal e agora Pepa), tenho de concluir que se trata de algo mais. Não pode ser só incompetência.

Ontem à noite, não sei porquê, lembrei-me daquelas palavras de Frederico Varandas: «Um bandido será sempre um bandido.»

Isto assim não pode ser

Este Pedro Gonçalves é uma desgraça que aconteceu ao Sporting. A jogar assim e a marcar golos destes vai-nos prejudicar muito a segunda volta pois já não deve passar cá os Reis. Bem estiveram os comentadores da Sport TV a desvalorizar a exibição do atrevido,  culpando as falhas do defesa açoriano pelos golos metidos. Melhor ainda o árbitro - muito justamente elogiado pelos supracitados tele-inteligentes - que deixou o Santa Clara fazer da primeira parte um espectáculo de gladiadores, nomeadamente aquele animal de nome Carvalho, mais uma esses jagunços recrutados às palettes do sertão baiano para darem alguma virilidade ao futebol nacional. Que só haja visto cartão não antes dos 60' ter-se-á de certeza devido ao facto de não ter logrado partir nenhum osso aos irreverentes e abusadores rapazes do Sporting. É uma falta de respeito esta equipa.

As queixas do Porto e a luta do Sporting

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1

Passaram apenas quatro dias e eis o FC Porto - escandalosamente beneficiado pela arbitragem em três dos quatro jogos que já disputou para o campeonato nacional de futebol - aos gritos contra os senhores de apito. Desta vez contra um letão, que ontem arbitrou o Manchester City-FCP, jogo em que os portistas foram derrotados por 1-3 após terem estado dois minutos em vantagem no marcador. Alegam eles (alega o treinador Sérgio Conceição, pois Pinto da Costa desta vez meteu a viola no saco, batendo a bola baixa), e provavelmente com razão, que o apitador teve influência no resultado.

É uma espécie de partida do destino. Na noite de sábado, no clássico em Alvalade, o árbitro Luís Godinho e o vídeo-árbitro Tiago Martins tiveram uma actuação vergonhosa. Em benefício evidente da equipa visitante.

Godinho, ao deixar passar em claro uma entrada de Zaidu sobre Porro, aos 19', que podia ter deixado o nosso ala direito incapacitado para o futebol e ao expulsar o nosso treinador por ter dito a mesma palavra proferida pelo técnico do Porto minutos antes. Num estádio vazio, tudo isto se percebe muito bem - e alguns canais de televisão já demonstraram a chocante disparidade de critérios, com recurso a legendas. Faltando apenas, no caso de Conceição, a parte do vernáculo. Mas só Rúben Amorim foi castigado

Martins, ao recomendar a Godinho, já no tempo extra da primeira parte, que revertesse o penálti assinalado contra o FCP, que levou também à retirada do segundo amarelo a Zaidu - o tal jogador que devia ter sido expulso muito mais cedo com vermelho directo. Ao proceder como procedeu, o vídeo-árbitro violou de modo chocante o protocolo de intervenção do VAR, que só autoriza este a pronunciar-se sobre um lance se houver "erro claro e óbvio", o que não era manifestamente o caso.

 

2

Não deixa de ser curioso - e até divertido - ver os beneficiados de sábado transfigurados em queixosos de quarta-feira. Agora com aparente razão: o letão de apito, com a bênção do VAR, fez vista grossa a um pisão sobre Marchesín (menos evidente, apesar de tudo, do que o de Zaidu a Porro), assinalou um penálti que não devia ter sido marcado e ainda inventou um livre directo em zona frontal, por falta inexistente e do qual resultou o segundo golo do City.

Qual a diferença? 

A diferença é que o FCP interfere há pelo menos 30 anos nos meandros da arbitragem nacional, mas é impotente para inclinar o campo a seu favor nas competições internacionais. Dar duas entrevistas em poucos dias - como acaba de fazer o presidente do FC Porto - com alusões nada veladas a Pedro Proença, presidente da Liga, pode bastar para que o "bafo do dragão" influencie os senhores de apito cá na terra, mas de nada serve a partir de Tui ou Badajoz.

 

3

Tais entrevistas não constituem prova de força: são prova de fraqueza. O FCP perdeu cinco pontos em duas jornadas e soma três jogos consecutivos sem vencer. É quanto basta para fazer soar campainhas de alarme nas Antas. E lá voltam as cumplicidades do costume. O poderio de Pinto da Costa construiu-se nestas décadas num misto de intimidação e impunidade: eles podem dizer e fazer o que querem (no rectângulo português), contando sempre com uma comunicação social reverente - o que não admira, pois já foi tornado público que pagam viagens e hotéis a comentadores afins.

Um dos bitaiteiros que mais tempo passam nos estúdios televisivos fazia ontem e anteontem vénias ao velho crocodilo, expressando-lhe «todo o respeito», enquanto zurzia sem piedade em Frederico Varandas por se ter atrevido a «iniciar uma polémica» com o papa do Apito Dourado. Isto quando a arbitragem nacional ameaça regressar aos tenebrosos anos 90 - talvez a mais vergonhosa década das competições desportivas a nível nacional. 

 

4

«A questão central no lance entre Zaidu e Pedro Gonçalves deixou de ser o possível penálti e passou a ser a de perceber se o protocolo permite que em lances de intensidade discutível possa haver intervenção. A resposta é não. By the book, essa só deve acontecer em situações em que seja cometido um erro claro e óbvio. Claro que há muitos lances subjectivos ou de intensidade que são evidentes e nesses o VAR deve actuar como já actuou. Mas o de Alvalade foi um dos tais impossíveis de carimbar.» [texto infelizmente sem ligação digital].

Palavras desassombradas de uma pena insuspeita de simpatizar com o Sporting: Duarte Gomes, em artigo publicado na edição de terça-feira do jornal A Bola. Um texto em que o ex-árbitro recomenda a divulgação das mensagens trocadas entre o árbitro e o vídeo-árbitro em lances que suscitem controvérsia. «Lá chegará o dia», assegura. Defendendo, para já, «um esclarecimento público sempre que aconteça uma situação atípica, que cause ruído e levante suspeitas». Exactamente ao contrário do que agora sucedeu, com o Conselho de Arbitragem remetido a um inaceitável silêncio.

Na mesma linha, esteve bem o Sporting ao difundir ontem um comunicado anunciando que apresentará medidas, na sede própria, para a adopção de «critérios claros e inequívocos» no âmbito da intervenção do vídeo-árbitro. Eis um: «Os diálogos entre o VAR e o árbitro, com o jogo parado, [devem ser] divulgados em directo, durante a transmissão do encontro, à semelhança do que acontece noutros desportos em que as decisões de VAR e equipas de arbitragem são transparentemente explicadas a todos os intervenientes do espectáculo e aos espectadores.»

 

5

O FC Porto - escandalosamente beneficiado nos jogos que já travou com Braga, Marítimo e Sporting - não aceitará, sou capaz de apostar. Embora seja, também ele, prejudicado nos desafios que disputa além-fronteiras. Como ontem aconteceu.

Isto não deve inibir, de forma alguma, o presidente do Sporting de lutar pelo primado da transparência. Com a certeza prévia de que, nesta matéria, qualquer graçola de Pinto da Costa constitui uma espécie de medalha. Sinal evidente de que Varandas está a incomodar um dos maiores protagonistas de atentados à verdade desportiva desde sempre cometidos no futebol português.

A la calor de la nit

Sem ajudas arbitrais, no calor da noite, é mais difícil.

Eliminar o Manchester City das competições europeias não é para todos.

Kepler Laveran continua bastante eficaz a pontapear os adversários, menos eficaz a pontapear a bola, será este o melhor exemplo, o exemplo que queremos para o capitão da selecção de Portugal?

Uma noite entretida a ver o capitão que sucedeu a Cristiano Ronaldo e o "menino fenomenal" que lhe vai suceder, pena que os companheiros "colchoneros" não acompanhem tanta genialidade.

Aguardo a próxima entrevista de Pinto da Costa; vai para o quarto jogo sem vencer... e a culpa é do Varandas.

Godinhices

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O título deste post podia ser mais uma vez "Os filhos da puta", mas eles são tantos que desta vez vale a pena individualizar. O filho da puta de hoje foi um rapaz de nome Godinho e apelido Gatuno.

Mas não foi apenas ele, outros em Oeiras fizeram parte da pandilha que mais uma vez descaradamente nos roubou, uma pandilha que se intitula de VAR (Vamos Ali Roubar).

Esta jogada, a ser analisada correctamente, daria a possibilidade de o Sporting marcar, a expulsão do jogador que cometeu o penalti e a do treinador Sérgio Conceição, pelo "vai pó caralho, pá!" com o que isso poderia significar com toda uma segunda parte para jogar.

Ao contrário, o animal não só reverteu a decisão, como fingiu não ouvir a boca de Conceição. Mas ouviu um "vergonha" vindo do banco do Sporting, que atribuiu a Ruben Amorin, expulsando-o.

E eis como um filho da puta consegue em dois minutos esfrangalhar uma equipa e moralizar a outra.

Assim, vai ser muito difícil. Assim e receber um campeão europeu e não o meter de início na equipa, mas esses são outros quinhentos.

Bravo, rapazes!

Pois eu gostei do que vi. Desde o primeiro ano de Jesus que não via um Sporting assim. É verdade que Jovane amua e só sabe jogar de uma maneira, que Feddal é um enterra em potência e que eu gosto mais de Neto do que ele gosta de mim, mas todos os demais têm uma vontade e são de uma entrega ao jogo que impressiona. Querem provar o que valem e mostram que valem.

Mas o bandalho de amarelo fez tudo para inquinar o jogo. O Porto marcou dois golos limpos mas usou táctica inspirado no Canelas tal como anunciavam os penteados à moda de Custoias que aqueles animas do meio-campo exibiam. Foi um arraial de cacetada sempre à vontadinha que o árbitro estava lá para fechar os olhos. E depois a roubalheira do penálti. O porco sujo descaiu-se a apitar quando viu as goelas de Pote a serem arrepanhadas pela gola, mas borrou-se logo de medo com o atrevimento. Será que vamos ter outra época à Mirko Jozic?

Vale tudo

O FC Porto, campeão nacional, foi ontem ao tapete: perdeu (pela primeira vez na sua história) em casa, por 2-3, contra o Marítimo.

Humilhado no Dragão, à terceira jornada da Liga 2020/2021. Mas não por falta de ajuda da arbitragem e da vídeo-arbitragem. O apitador de turno, um tal Rui Costa, validou o primeiro golo portista, marcado por Pepe mas precedido de evidente falta ofensiva cometida por Danilo. Fez vista grossa a uma grande penalidade cometida por Sérgio Oliveira. E ofereceu de bandeja um penálti à equipa da casa, transformando uma falta ofensiva de Marega em castigo máximo contra o Marítimo. Que Alex Telles não conseguiu converter.

Como se tudo isto não bastasse, o tal apitador ainda proporcionou dez minutos(!) de tempo extra, quando o FCP perdia por 1-2, apesar de nada no jogo justificar mais que cinco minutos para além dos 90. Surpresa: nesse período os visitantes ampliaram a vantagem. Ao minuto 99 os jogadores comandados por Sérgio Conceição lá conseguiram reduzir, mas foram incapazes de evitar a derrota, mesmo com tantos brindes do árbitro.

E a tudo isto o que disse o VAR? Rigorosamente nada: deixou andar. Nome deste incompetente? Luís Ferreira.

A coisa promete: já se percebeu que vai valer tudo. Este ano o campo começa a ficar inclinado demasiado cedo. Sempre para o lado dos mesmos. Aqueles que há anos andam a manchar a verdade desportiva e a conspurcar o futebol em Portugal.

Faltas e Amarelos

Sporting: 1 Jogo - 12 Faltas  - 6 Amarelos

Benfica: 2 Jogos - 21 Faltas - 4 Amarelos

Porto: 2 Jogos - 36 Faltas - 1 Amarelo

É assim que se inclinam campos. É assim que há equipas que podem sempre apresentar o seu melhor onze em todos os jogos e o Sporting, daqui a meia duzia de jogos, já vai ter jogadores titulares impedidos de jogar por acumulação de amarelos. É desta forma que durante um jogo se corta o ritmo atacante de uma equipa, se impede que uma equipa domine o seu adversário.

Vamos aqui acompanhar, jornada a jornada, esta "classificação", com a garantia que quando Benfica ou Porto já não necessitarem deste aditivo, começam a carregar nos cartões, de modo a que no final da época pareça tudo equiparado.

 

Ngunza, Mbemba e o Zaire

As histórias são sinuosas como os rios (como o rio Congo, nesta história).

Mbemba, Chancel Mbemba Mangulu, que completará 26 anos, no próximo sábado, nasceu no Zaire de Mobutu (o país só mudaria de nome em 1997, curiosamente, talvez, influenciados pelo "Tintin no Congo", hoje, todos referem Mbemba como congolês) passou pela Bélgica, por Inglaterra, Newcastle, terra de mineiros, onde os homens entram para dentro da terra brancos e saiem de lá negros (cf. com biografia de Bobby Robson).

Ontem, em Coimbra, foi um dia desses, branco de indignação com a arbitragem, orgulhosamente, negro para não se escrever de preto mais uma vergonhosa página da história do futebol na república portuguesa: "black goals matter".

No entanto, este postal é sobre Ngunza, um dos melhores jogadores que pisaram os campos de futebol do Zaire, esteve quase contratado pelo Sporting Clube de Portugal, mas no futebol, a influência, as expulsões e os penalties encomendados (e às vezes não é suficiente) mandam mais, são mais eficazes que os clubes que agem dentro das regras, que tentam contratar honradamente.

(contratação falhada de Ngunza: aqui)

Os cantos e as armas

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Este é um lance que não será referido.

Rúben Dias, joga a bola na direcção de André Almeida que tenta dominar e deixa sair a bola pela linha de fundo, estavam jogados seis minutos, a bola é jogada por dois jogadores do Benfica e sai do campo pela linha de fundo no meio campo defensivo das águias, pontapé de canto?

Não.

Pontapé de baliza.

Fábio Veríssimo, árbitros assistentes, quarto árbitro e VAR precisaram, apenas, de seis minutos para mostrar que traziam a lição bem estudada.

Mais tarde, no minuto 87, Vinícius pontapeia a bola pela linha de fundo com a sua bota cor-de-rosa e é assinalado pontapé de canto a favor do Benfica, desse canto resultaria o golo que colocou o Sporting no quarto lugar.

Assim é difícil, nem temos cantos, nem temos armas para vencer nesta desonesta competição.

Dois penáltis roubados ao Sporting

A imprensa desportiva de hoje é unânime: o árbitro Tiago Martins cometeu ontem um atentado à verdade desportiva ao não assinalar duas grandes penalidades claríssimas favoráveis ao Sporting - uma a abrir, outra a fechar o jogo que disputámos em Moreira de Cónegos.

Até árbitros que estão muito longe de ter qualquer simpatia pelo Sporting reconhecem isto. E assinam por baixo.

 

Passo a citá-los:

 

Minuto 3: João Aurélio derruba Jovane dentro da área.

 

Duarte Gomes (A Bola): «João Aurélio, no interior da sua grande área, chegou tarde à bola dividida e acabou por atingir Jovane, derrubando-o. Pontapé de penálti por assinalar

Fortunato Azevedo (O Jogo): «João Aurélio aborda tarde o lance, não jogou a bola e, de forma negligente, atinge Jovane. Falta merecedora de penálti.»

Jorge Coroado (O Jogo): «Há falta, obviamente. João Aurélio chegou tarde, não jogou a bola e atingiu um pé de Jovane. Penálti que ficou por assinalar

Jorge Faustino (Record): «Jovane foi mais rápido do que João Aurélio a chegar à bola desviando-o do seu adversário, que não conseguiu travar o movimento que a sua perna levava, pontapeando a canela de Jovane. Penálti por sancionar

José Leirós (O Jogo): «João Aurélio não joga a bola e atinge uma perna de Jovane, que estava em cima da linha, logo dentro da área. Penálti por assinalar

Marco Ferreira (Record): «Jovane cai na área depois de ser rasteirado por João Aurélio - o avançado consegue fazer o passe antes de ser atingido pelo defesa dentro da grande área. Penálti por assinalar

 

Minuto 90+5: Coates é agarrado e imobilizado por Djavan em zona proibida.

 

Duarte Gomes (A Bola): «Djavan e Coates tocam-se, mas, na sequência, o central do Moreirense puxa a camisola do sportinguista em lance que o VAR sinalizou. Penálti por assinalar

Fortunato Azevedo (O Jogo): «Coates é agarrado de forma persistente pela camisola, acabando por ser derrubado e impedido de jogar a bola. Falta merecedora de penálti

Jorge Coroado (O Jogo): «Coates foi claramente agarrado, impedido de se deslocar e derrubado. No campo, admite-se que o árbitro não tivesse visto, mas com o recurso às imagens trata-se de dupla incompetência não assinalar penálti

José Leirós (O Jogo): «Há empurrão mútuo para melhor se posicionarem, mas, no momento crucial, Djavan agarrou e puxou a camisola de Coates de forma evidente. Penálti por assinalar

Marco Ferreira (Record): «Coates cai na área, após ser agarrado pela camisola, o que o impede de disputar a bola. Pontapé de penálti por assinalar, após o VAR alertar para a situação.»

Malfadado " POLVO "

Quando não quer ver o que toda a gente vê, só  resta um caminho a Tiago Martins: sair. Esta teimosia em não querer assinalar o penalty sobre Coates no último lance do jogo, depois de consultar no VAR, aquilo que todos os que assistiam ao jogo puderam observar, só nos leva a concluir que o "POLVO" está de volta no seu melhor. Não quero chamar incompetência, nem nulidade, como Jorge Coroado o definiu, ou sem critério técnco e disciplinar, como outro ex-árbitro caracterizou a sua atuação; prefiro chamar-lhe "artista" e tentáculo de um "polvo" difícil de apanhar, pois é muito viscoso.

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