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És a nossa Fé!

Ngunza, Mbemba e o Zaire

As histórias são sinuosas como os rios (como o rio Congo, nesta história).

Mbemba, Chancel Mbemba Mangulu, que completará 26 anos, no próximo sábado, nasceu no Zaire de Mobutu (o país só mudaria de nome em 1997, curiosamente, talvez, influenciados pelo "Tintin no Congo", hoje, todos referem Mbemba como congolês) passou pela Bélgica, por Inglaterra, Newcastle, terra de mineiros, onde os homens entram para dentro da terra brancos e saiem de lá negros (cf. com biografia de Bobby Robson).

Ontem, em Coimbra, foi um dia desses, branco de indignação com a arbitragem, orgulhosamente, negro para não se escrever de preto mais uma vergonhosa página da história do futebol na república portuguesa: "black goals matter".

No entanto, este postal é sobre Ngunza, um dos melhores jogadores que pisaram os campos de futebol do Zaire, esteve quase contratado pelo Sporting Clube de Portugal, mas no futebol, a influência, as expulsões e os penalties encomendados (e às vezes não é suficiente) mandam mais, são mais eficazes que os clubes que agem dentro das regras, que tentam contratar honradamente.

(contratação falhada de Ngunza: aqui)

Os cantos e as armas

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Este é um lance que não será referido.

Rúben Dias, joga a bola na direcção de André Almeida que tenta dominar e deixa sair a bola pela linha de fundo, estavam jogados seis minutos, a bola é jogada por dois jogadores do Benfica e sai do campo pela linha de fundo no meio campo defensivo das águias, pontapé de canto?

Não.

Pontapé de baliza.

Fábio Veríssimo, árbitros assistentes, quarto árbitro e VAR precisaram, apenas, de seis minutos para mostrar que traziam a lição bem estudada.

Mais tarde, no minuto 87, Vinícius pontapeia a bola pela linha de fundo com a sua bota cor-de-rosa e é assinalado pontapé de canto a favor do Benfica, desse canto resultaria o golo que colocou o Sporting no quarto lugar.

Assim é difícil, nem temos cantos, nem temos armas para vencer nesta desonesta competição.

Dois penáltis roubados ao Sporting

A imprensa desportiva de hoje é unânime: o árbitro Tiago Martins cometeu ontem um atentado à verdade desportiva ao não assinalar duas grandes penalidades claríssimas favoráveis ao Sporting - uma a abrir, outra a fechar o jogo que disputámos em Moreira de Cónegos.

Até árbitros que estão muito longe de ter qualquer simpatia pelo Sporting reconhecem isto. E assinam por baixo.

 

Passo a citá-los:

 

Minuto 3: João Aurélio derruba Jovane dentro da área.

 

Duarte Gomes (A Bola): «João Aurélio, no interior da sua grande área, chegou tarde à bola dividida e acabou por atingir Jovane, derrubando-o. Pontapé de penálti por assinalar

Fortunato Azevedo (O Jogo): «João Aurélio aborda tarde o lance, não jogou a bola e, de forma negligente, atinge Jovane. Falta merecedora de penálti.»

Jorge Coroado (O Jogo): «Há falta, obviamente. João Aurélio chegou tarde, não jogou a bola e atingiu um pé de Jovane. Penálti que ficou por assinalar

Jorge Faustino (Record): «Jovane foi mais rápido do que João Aurélio a chegar à bola desviando-o do seu adversário, que não conseguiu travar o movimento que a sua perna levava, pontapeando a canela de Jovane. Penálti por sancionar

José Leirós (O Jogo): «João Aurélio não joga a bola e atinge uma perna de Jovane, que estava em cima da linha, logo dentro da área. Penálti por assinalar

Marco Ferreira (Record): «Jovane cai na área depois de ser rasteirado por João Aurélio - o avançado consegue fazer o passe antes de ser atingido pelo defesa dentro da grande área. Penálti por assinalar

 

Minuto 90+5: Coates é agarrado e imobilizado por Djavan em zona proibida.

 

Duarte Gomes (A Bola): «Djavan e Coates tocam-se, mas, na sequência, o central do Moreirense puxa a camisola do sportinguista em lance que o VAR sinalizou. Penálti por assinalar

Fortunato Azevedo (O Jogo): «Coates é agarrado de forma persistente pela camisola, acabando por ser derrubado e impedido de jogar a bola. Falta merecedora de penálti

Jorge Coroado (O Jogo): «Coates foi claramente agarrado, impedido de se deslocar e derrubado. No campo, admite-se que o árbitro não tivesse visto, mas com o recurso às imagens trata-se de dupla incompetência não assinalar penálti

José Leirós (O Jogo): «Há empurrão mútuo para melhor se posicionarem, mas, no momento crucial, Djavan agarrou e puxou a camisola de Coates de forma evidente. Penálti por assinalar

Marco Ferreira (Record): «Coates cai na área, após ser agarrado pela camisola, o que o impede de disputar a bola. Pontapé de penálti por assinalar, após o VAR alertar para a situação.»

Malfadado " POLVO "

Quando não quer ver o que toda a gente vê, só  resta um caminho a Tiago Martins: sair. Esta teimosia em não querer assinalar o penalty sobre Coates no último lance do jogo, depois de consultar no VAR, aquilo que todos os que assistiam ao jogo puderam observar, só nos leva a concluir que o "POLVO" está de volta no seu melhor. Não quero chamar incompetência, nem nulidade, como Jorge Coroado o definiu, ou sem critério técnco e disciplinar, como outro ex-árbitro caracterizou a sua atuação; prefiro chamar-lhe "artista" e tentáculo de um "polvo" difícil de apanhar, pois é muito viscoso.

A banalização da criminalidade

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Se estivessem a atravessar a estrada, fora da passadeira, alguém tinha o direito de vos esfaquear?

Sim, é um reductio ad absurdum mas é a metáfora perfeita para o que se passou ontem em Moreira de Cónegos. O Sporting não fez uma exibição de encher o olho mas viu Tiago Martins e Jorge Sousa (VAR) prejudicá-lo de maneira inexplicável.

Jorge Sousa ignorou olimpicamente três grandes penalidades e Tiago Martins escolheu não expulsar Abdu Conté.

Jorge Sousa foi, durante toda a sua carreira, aquilo que na gíria se chama um "FILHO DA PUTA" para com o Sporting Clube de Portugal. O sindroma de pénis pequeno levou-o mesmo a ter este pequeno ataque de prepotência contra um dos nossos guarda-redes:

 

Já Tiago Martins pertence à nova escola de padres. Pelos vistos, esta semana, voltaram a rezar e a cantar bem.

Joguemos bem ou joguemos mal, nada dá o direito a ninguém de nos prejudicar! Nada!

Para os católicos: Há um mandamento que diz "Não roubarás!"

Para os ateus: Se forem assaltados, não perdoam o assaltante por irem mal vestidos, certo?

Para os Sportinguistas: Não se pode aceitar como normal que nos prejudiquem dentro de campo. Isto não tem que ser resolvido nos bastidores, isto tem que ser resolvido de forma clara e à vista de todos: Não devemos tolerar roubos! Não devemos aceitar maus árbitros. Não devemos aceitar menos que aquilo que é o nosso direito de ver os nossos lances bem ajuizados!

Do que é que a Liga e o CD da FPF estão à espera para suspender estes dois LADRÕES?

Excesso de rigor

O escritor, cronista do jornal Destak e analista de futebol na Correio da Manhã TV, João Malheiro, gritava ontem na pantalha televisiva: Foi excesso de rigor!

O rigor vale por si só ou existe ou não.

na repetição do "penalty" não existiu excesso de rigor, cumpriu-se a lei.

Estamos tão habituados à bandalheira, aqui, por exemplo e aqui, também, que quando alguém cumpre, desconfiamos, é rigoroso, dizemos, é excessivamente rigoroso, acrescentamos, quando devíamos dizer: cumpriu.

Noves fora, nada

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O jornal Público chumbou, reprovou  ou melhor ficou retido (para não ficarem traumatizados), na prova dos nove.

Aquilo que eu leio: "Benfica vence Rio Ave com nove" é (e agora vou fazer perguntas):

- Quem venceu?

Resposta: o Benfica

Com quantos?

Resposta: (o sujeito continua a ser o Benfica) com nove

A quem: ao Rio Ave

Há neste «blog» pessoas mais bem habilitadas (ou melhor habilitadas como dizem os políticos e os apresentadores de televisão) para darem lições de jornalismo.

No entanto, as coisas são simples; o "lead" deverá responder a quatro perguntas: o quê (o acontecido), quem, quando e onde. O "sub-lead" deverá responder a duas perguntas: como e por quê.

Simplificando, título: Lage fica a boiar após afogamento no Rio Ave, desenvolvimento ("lead" e "sub-lead"):

Ontem, o Benfica após ter estado a perder por 1-0 em Vila do Conde com o Rio Ave, salvou-se.

Melhor, salvaram-no, o VAR e Godinho, salvaram Lage dum afogamento eminente, com a primeira expulsão, o Benfica conseguiu o empate, ainda assim, o Rio Ave a jogar com dez jogadores esteve sempre mais perto de vencer o jogo. Os minutos passavam e a arbitragem teve de tomar medidas drásticas, expulsaram mais um.

Como diria Fernando Pessoa: "Luís Filipe Vieira quer, o padre sonha e a obra nasce".

A guerra e as pás

Focávamos, é certo, apenas certos aspectos da guerra

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O título do postal está ligado à guerra (é uma guerra) que se instalou no Sporting.

Cada um com uma pá na mão, cada qual a ver quem cava mais mais fundo.

O sub-título é uma citação de Steinbeck, o foco, focarmo-nos naquilo que estamos, firmemente, persuadidos que é o nosso dever.

Sobre futebol jogado, fora das quatro linhas, outros falaram mais, muito melhor do que eu.

Para memória futura, a página 11 do órgão oficioso do Benfica, pela pena de Duarte Gomes (sim, esse Duarte Gomes):

"Luís Godinho não assinalou duas grandes penalidades a favor do Sporting."

Ristovski, um homem em fúria

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Ontem, passou na RTP Memória, um dos meus filmes preferidos; "12 Angry Men", doze homens em fúria (na tradução portuguesa) ou doze homens e uma sentença (na tradução brasileira).

O filme conta a história de um miúdo de 18 anos, acusado de assassinar o pai, através das "certezas" e das dúvidas dos doze jurados que o podem absolver mas que, também, o podem condenar à morte.

Parece culpado mas afinal estava inocente, como Ristovski, como poderia ele tirar dali aquela bola com o avançado mergulhador e cavador de expulsões a empurrá-lo com os dois braços?

artigo (não premium) do Observador com a crónica do jogo e as imagens

 

Árbitros estrangeiros, yes!

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O título é para ser lido com um entusiasmo adolescente (como o da menina que ontem foi agredida e que, provavelmente, nunca mais assistirá a um evento desportivo ao vivo, não quererá repetir a experiência [e não serei eu que lhe atirarei a primeira pedra por isso]).

Árbitros estrangeiros?

Claro que sim.

Sejamos objectivos, olhemos para os jogos oficiais disputados pelos três primeiros classificados da "Liga NOS" arbitrados por árbitros estrangeiros na época de 2019/2020 e tiremos as nossas conclusões.

1. Sporting Clube de Portugal

6 jogos / 12 pontos / média 2.000

2. Futebol Clube do Porto 

8 jogos /13 pontos / média 1.625

3. Sport Lisboa e Benfica

6 jogos / 7 pontos / média 1.166

(peço-vos um favor, comentem os números [pode estar alguma conta mal feita] mas não extrapolem)

Aquilo que os números nos dizem é que nos jogos arbitrados por árbitros estrangeiros, o Sporting tem (quase) o dobro dos pontos do Benfica.

A realidade dói mas como diz Pedro Correia: "as coisas são o que são". 

Este árbitro nunca mais

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Ao contrário do que alguns garantem, Jorge Sousa está muito longe de ser um dos melhores árbitros portugueses. Deu já provas abundantes da sua incompetência em diversos jogos disputados pelo Sporting.

E confirmou essa falta de categoria há três dias, ao apitar o Braga-Sporting, inclinando drasticamente o campo a favor da equipa da casa.

 

Anotei as principais falhas deste árbitro na partida disputada na pedreira. Recordo-as nas linhas que vão seguir-se.

 

10' - Coates, primeiro jogador amarelado. Jorge Sousa assinala falta ao uruguaio, que neste jogo se estreou como primeiro capitão do Sporting, e diz-lhe (segundo revelou Neto aos jornalistas no final da partida): «Para a próxima vais para a rua!» Deixando-o assim duplamente condicionado: com o cartão e com as palavras que proferiu.

 

20' - Ristovski, segundo defesa leonino amarelado.

 

45' - Sporar isola-se pela ala esquerda, com a bola dominada, ganhando posição a Bruno Viana e aproximando-se rapidamente da zona de perigo. Jorge Sousa apita, anulando a jogada. Invocou falta atacante inexistente, beneficiando o Braga.

 

45' - Battaglia recebe amarelo por ter protestado (em termos comedidos, sem gesticular) junto do árbitro pela anulação do movimento atacante de Sporar.

 

45'+2 - Já após o apito para o intervalo, Wallace deita a mão ao pescoço de Rafael Camacho: gesto agressivo que ficou por sancionar.

 

45'+2- Ainda antes de as equipas recolherem aos balneários, regista-se uma altercação entre Luís Neto e Fabiano. Neto vê o cartão (terceiro defesa leonino amarelado), mas o braguista - que já havia visto um cartão - passa impune apesar de a sua má conduta disciplinar ser bem evidente, ao ponto de Esgaio o ter agarrado para evitar males piores, arrastando-o para fora dali.

 

57' - Wallance pisa deliberadamente o pé de Wendel, que poderia ter saído seriamente lesionado. O jogador do Braga não viu cartão neste lance, semelhante a outro que, seis minutos antes, levou Jorge Sousa a amarelar Acuña por pisadela ao mesmo Wallace.

 

66' - Situação disciplinar caricata: Vietto recebe um cartão amarelo mal põe um pé em campo por ter recebido ordem de entrar dada pelo quarto árbitro quando Acuña ainda não tinha saído - isto num momento em que ambas as equipas procediam a substituições. Jorge Sousa não perdoou, condicionando o argentino desde o primeiro instante.

 

73' - Paulinho recebe cartão amarelo e, acto contínuo, lança uma cuspidela em direcção ao árbitro. Jorge Sousa repara mas faz de conta que não vê a conduta imprópria do jogador braguista.

 

Balanço:

Sete cartões amarelos para jogadores do Sporting (cinco dos quais na primeira parte) e apenas três para jogadores do Braga. Isto apesar de a equipa da casa ter cometido mais faltas.

Em síntese, os leões receberam um amarelo a cada duas faltas (sete cartões/14 faltas), enquanto a equipa rival só recebeu um amarelo a cada cinco faltas (três cartões/15 faltas).

Números que repetem o sucedido no Boavista-Sporting de má memória, disputado a 15 de Setembro também com arbitragem de Jorge Sousa: nessa partida, os nossos jogadores viram sete cartões (seis amarelos e um vermelho) por 17 faltas, enquanto a equipa adversária foi sancionada com apenas dois amarelos por 22 faltas.

Dificilmente o campo poderia estar mais inclinado. Fez bem o Sporting ao acentuar, na exposição entretanto dirigida ao Conselho de Disciplina: este árbitro nunca mais.

 

Leitura complementar:

Quando o apito estraga o espectáculo (8 de Outubro de 2012)

A tradição ainda é o que era (19 de Outubro de 2014)

Admissão de culpa (26 de Novembro de 2015)

Tribunal unânime: penálti perdoado ao Braga (11 de Janeiro de 2016)

Os penáltis que só o árbitro Sousa não viu (11 de Dezembro de 2016)

Um abraço ao Stojkovic (21 de Agosto de 2017)

Um árbitro nocivo ao futebol (17 de Setembro de 2019)

Estamos nisto sozinhos? (5 de Janeiro de 2020)

Castigo máximo à Panenka e castigo mínimo à Benfica

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Para quem ainda tinha dúvidas como funciona o futebol na república portuguesa.

A lei do jogo diz que quando há invasão da área por parte de algum elemento da equipa que ataca antes da marcação do penalty e se este for convertido o mesmo tem de ser repetido. Ponto.

Eu sou um gajo "info-excluído" a caminho dos sessenta anos mesmo assim consegui obter a imagem que acima reproduzo.

Afinal o VAR serve para quê?

(se este golo não tivesse sido considerado aos 89 minutos de jogo, o Famalicão estaria, confortavelmente, a vencer na Luz, depois de ter dado um "banho de bola" ao Benfica e um tal Gabriel continua em campo depois de ter agredido Fábio Martins, após uma entrada bem pior que a de Bolasie em Braga).

Lá vamos, cantando e rindo...

Penso logo falo

"Qualquer dia, e num jogo bem teso, vai haver um offside de 1 centímetro por causa do falo de um jogador"

in A Bola 2020.01.28, p.36, Félix, António Bagão

 

Quanto à educação dos adeptos/sócios/«apoiantes» (está entre aspas, pois, este senhor foi ministro das finanças, apoiar um clube será, também ajudar a nível fiscal? fica a pergunta) do Benfica, penso que estamos conversados.

O "post" não é sobre isso.

É para pensarmos.

Pensarmos em futebol, pensarmos em análises, pensarmos em protocolos.

No sítio da Federação Portuguesa de Futebol, protocolo VAR, diz isto:

As categorias das decisões/incidentes que podem ser revistas no caso de (...)
“claro e óbvio erro” ou “incidente grave não detetado” são:  

A questão é que no golo de Camacho não há nenhum erro, nem claro, nem óbvio.

Vejamos/Leiamos aquilo que Duarte Gomes (na minha opinião, foi um péssimo árbitro mas é um bom comentador das arbitragens, comprometido, claro, mas não deturpa as regras); p.9:

«Rafael Camacho marcou mas o videoárbitro interveio para que Rui Costa analisasse possível infração atacante de Sporar. As imagens mostraram, com certeza relativa, um  empurrão (...)»

É pá! Possível infracção que as imagens mostraram com certeza relativa?

Então mas o VAR não é para intervir única e exclusivamente quando existir um "claro e óbvio erro"?

Na mesma página o "nosso" Duarte Gomes volta a afirmar «O lance (...) acabaria por ser bem anulado (...) pois as imagens parecem mostrar».

Parecem mostrar?

É pá! (outra vez) não sou jurista mas penso que Cícero se olhasse para isto diria "in dubio pro reo" [se calhar o meu latim está enferrujado].

Carlos Xistra e o VAR salvam o Benfica de derrota humilhante

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Aos 20 minutos já o Desportivo das Aves, último classificado, vencia no Estádio da Luz o campeão em título e primeiro classificado da Liga Bordel Portuguesa. Weigl estava a fazer uma exibição cinzentona e o Benfica meteu em campo os seus verdadeiros reforços: Carlos Xistra e o VAR.

 

Xistra expulsa, e bem, André Almeida mas o VAR manda-o erradamente recuar na decisão.

 

 

 

Momentos depois, Xistra inventa esta grande penalidade a favor do Benfica. Grande penalidade que, por "motivos técnicos", o VAR não teve como validar ou contestar. A inexistente penalidade é assinalada por uma não-falta sobre Vinicius que devia ter sido expulso minutos antes por agredir o guarda-redes do Aves, algo que nem o Xistra nem o VAR viram.

 

 

 

Estava feito o empate. E, para piorar tudo, o golo que sela a reviravolta é por André Almeida, que havia sido expulso.

É este o campeonato português. O campeonato da mentira que nos enfiam pelos olhos semanalmente enquanto nos embalam com cânticos sobre constipações.

É neste futebol e neste país que vivemos. Triste, muito triste.

Estamos nisto sozinhos?

Hoje o Sporting perdeu. Jogou o suficiente para não perder mas perdeu. É a dura realidade. Acabamos esta jornada de volta ao quarto lugar, a dezasseis pontos do primeiro lugar e a doze do segundo. Não faz sentido atirar a toalha ao chão mas também não faz sentido andar a fazer sugar coating.

Para mim, a grande derrota da noite não foi em campo. Foi no momento imediatamente a seguir. Alex Telles devia ter sido expulso ainda na primeira parte. Nem falta Jorge Sousa assinalou. E nós nem um piu. Silêncio, calados, resignados, vergados.

 

Eu, como outros Sportinguistas, não preciso que a direção critique a arbitragem para saber se foi boa ou má. Mas, depois de um fim-de-semana onde há um penalty não assinalado de Rúben Dias e uma expulsão perdoada a Alex Telles, é deprimente ver Sportinguistas a dar o peito, olhar para trás e não ver ninguém. É deprimente perceber que não exigimos que nos respeitem.

Eu acredito que esta direção ainda pode dar muitas alegrias ao Sporting. Mas não é aceitável que não exija o respeito dos restantes stakeholders do futebol português. Termos Sportinguistas lixados (com F) com isto e ver a direção calada é pior que um murro no estômago. É uma chapada da dura realidade. Estamos nisto sozinhos?

Assim vai o nojento tuga soccer...

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O futebol português está cada vez mais corrompido por um sistema que só pode provocar asco a quem tiver dignidade e defender a verdade desportiva. O despudor atingiu um nível tal, que nem com VAR lá vamos. Em Alvalade, diante do Rio Ave, foram assinaladas sem qualquer problema 3 grandes penalidades contra o Sporting. Ontem em Guimarães, árbitro e VAR não vislumbraram falta. Uma vez mais o bafiento e reles tuga soccer, mostrou que não é bem um desporto, mas uma farsa, sempre beneficiando os mesmos. Ou alguém acredita que este mesmo lance, na outra grande área, teria igual decisão? 

Quanto aos senhores instalados nos gabinetes do poder do futebol, não há muito a esperar. Ontem provavelmente terão ido à casa de banho no momento exacto em que foram lançadas três tochas para o relvado, interrompendo o jogo, pelo que não se devem esperar castigos. Afinal tudo está bem, quando acaba bem, desde que o clube do regime vá ganhando, os bobos vão desempenhando o seu papel, para gáudio da multidão...

A manifesta incompetência

Podemos confiar nos "especialistas da arbitragem" para deslindar lances polémicos que ocorrem durante os jogos? Nem por isso.

Basta reparar naquilo que o País inteiro já viu, com base na repetição das imagens televisivas: o golo do Paços de Ferreira, na noite de quinta, foi marcado por um jogador chamado Tanque que confunde futebol com andebol. A tal ponto que usou o bracinho para introduzir a bola dentro da nossa baliza. Como as imagens elucidam para lá de qualquer dúvida recorrendo à câmara lenta de que eles (e o vídeo-árbitro) dispõem.

É verdade que o lance é muito rápido e algo confuso pois envolve a movimentação simultânea de vários jogadores dentro da grande área leonina, o que terá baralhado o árbitro Rui Costa. Mas os supostos especialistas são colaboradores remunerados dos jornais precisamente para mostrarem o que valem nestas ocasiões. E, valha a verdade, demonstraram valer muito pouco - ou quase nada.

 

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Recapitulemos o que escreveram estes senhores nas folhas-de-couve onde costumam perorar.

Duarte Gomes:

«Douglas Tanque foi o autor do golo dos visitados, não de cabeça como pareceu à primeira, mas (aparentemente) com o ombro esquerdo. A bola não parece ter resvalado para o braço, o que tornaria o lance ilegal. Benefício da dúvida para Rui Costa.» (A Bola)

Fortunato Azevedo:

«Não há irregularidade, boa decisão da equipa de arbitragem em validar o golo. Houve dúvidas inicialmente, mas estas foram desfeitas depois.» (O Jogo)

Jorge Coroado:

«Apesar do braço fora do plano do corpo, a bola terá sido jogada pela parte superior do ombro. Nesta circunstância, não há infracção.»  (O Jogo)

Jorge Faustino:

«Muitas dúvidas sobre se a bola bateu no braço, o que faria anular o golo, ou no ombro. As imagens não são esclarecedoras quanto ao local desse contacto. Assim, benefício da dúvida para a decisão de validar o golo.» (Record)

José Leirós:

«Não houve qualquer infracção em toda a jogada. Rui Costa, atento e com a confirmação do VAR, correctamente validou o golo.» (O Jogo)

Marco Ferreira:

«Golo do Paços levanta dúvidas no local onde a bola bate antes de entrar na baliza. Fica a dúvida: braço ou ombro. O árbitro valida o golo e sendo um lance em que as imagens não são claras, o VAR não deve intervir. Aceito a decisão.» (Record)

 

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Ao contrário do que estas sumidades presumiam, o escândalo foi de tal ordem que o vídeo-árbitro Carlos Xistra vai ser castigado. E só não foi maior ainda devido ao segundo golo do Sporting, caso contrário deixaríamos dois pontos em Paços de Ferreira nesta Noite de Bruxas em memória do campeonato 2006/2007 que nos foi roubado pela famigerada mão de Ronny. Validada por um apitador chamado João Ferreira.

Quanto aos tais especialistas, ficamos definitivamente conversados sobre o mérito de todos eles: padecem de manifesta incompetência. Visual e anatómica.

Merecem ir para a jarra. Todos.

Reguardando os chiffres, 7

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-Traga-me champanhe e um charuto!

Pronto! Ali estava ele! Tudo se tinha passado conforme decidira e achou perfeitamente natural que uma mulher de vestido verde viesse sentar-se a seu lado (...).

Sete jornadas depois, há duas equipas sem derrotas, Famalicão e Boavista.

A diferença entre golos marcados e sofridos neste campeonato, assusta.

Nivelamento por baixo.

Famalicão 16/7; 2.29 golos marcados por jogo, 1.00 consentido.

Boavista 6/4; 0.86 golos marcado por jogo, 0.57 consentido.  

Santa Clara 4/4; (ver anterior).

Sporting (ainda assim) 11/9; 1.57 marcados por jogo, apenas, 1.28 consentidos.

Destaques pela positiva, a vitória fora de portas do Sporting, primeiro jogo sem sofrer golos, apesar do Desportivo das Aves ser à entrada para a sétima jornada uma das equipas com maior "poder de fogo" (tinha nove golos marcados). A vitória do Braga em Portimão. A exibição do Vitória Futebol Clube (Setúbal) na Luz, faltou-lhe uma pontinha de sorte, de realçar que apesar das incidências da segunda parte, o jogo teve, somente, cinco minutos de compensação. É ridículo, o anti-jogo benfiquista foi tanto que até o guarda-redes vermelho foi advertido com um cartão amarelo, o sacerdote de serviço não teve alternativa, para o jornal A Bola (2019.09.30, p. 23) o cartão é visto assim: "o lance foi muito criticado por jogadores e no banco de suplentes, uma vez que não havia bola disponível* quando o guarda-redes tinha de marcar o pontapé de baliza".

Destaques pela negativa, a arbitragem do Santa Clara vs. Gil Vicente, má, muito má.

A exibição do Porto. A vitória do Marítimo, o Moreirense não merecia a "morte", nem tal sorte, um empate já teria sido castigo demasiado duro.

 

* não havia bola disponível? o presidente estrafega os próprios sócios, o clube não tem bolas, só problemas, resolveram como? foram à Sport Zone do Colombo comprar uma bola para acabar o jogo?

Braçadeira preta, com Bruno Fernandes

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Bruno Fernandes sofre ‘bullying’ durante 92 minutos, um tormento que nem o juiz da partida conseguiu ver. Aliás, aos olhos dos juristas de campo e do VAR, o Bruno Fernandes é que foi o principal responsável pelos adversários lhe darem pancada. Este é o tratamento que adversários e juízes dão ao melhor jogador profissional da época passada, capitão do histórico Sporting e um dos titulares da Selecção Portuguesa.

Como diz o povo, quem não se sente não é filho de boa gente e Bruno Fernandes sentiu-se prejudicado e descarregou nas portas do balneário do Bessa. É verdade que as portas não tiveram culpa, mas na realidade a injustiça que o jogador sofreu em campo passou impune e agora com certeza terá de pagar com a ausência de um jogo e um processo disciplinar. Este é o preço por não ter aceite de bom grado levar pancada durante todo o jogo.  

Já os soberanos senhores juízes que raramente têm dúvidas e nunca se enganam estão imunes a criticas e a qualquer punição. Aliás, quando se enganam é considerado absolutamente normal. Veja-se o exemplo de Vasco Santos, VAR do último Portimonense/FC Porto, que desvirtuou o resultado do jogo com grande impacto no campeonato, o que pode valer milhões para alguns no fim da época.

Este é o sistema em que o Sporting, em 113 anos, ainda não conseguiu encontrar uma estratégia para não ser sistematicamente prejudicado. Somos muito tenrinhos fora do relvado. Mas dentro das quatro linhas temos a obrigação de ser um animal infernal e combater tudo e todos.

Por respeito a Bruno Fenandes, o nosso capitão, este episódio deve unir a equipa e adeptos durante toda a época e como símbolo dessa força podemos usar uma braçadeira preta, tal como na altura José Roquette adotou. É preciso garra de leão.  

A Liga dos árbitros

O Sporting hoje mostrou uma nova cara. Dominador, coeso, sem dar espaços ao adversário. Seria um justo vencedor. Quem não mostrou uma cara nova foi a arbitragem. Desde o primeiro minuto a proteger a equipa que fazia anti-jogo (o Boavista). Entretanto, Faltas atacantes inacreditáveis marcadas a Bolasie e Acuña, eliminando jogadas de perigo para o SCP. O corolário é a expulsão de Bruno Fernandes, que sofreu faltas violentas (a roçar a agressão) todo o jogo. Na sua (que tenha contado) 1a falta leva amarelo e é expulso (o outro cartão foi por protestos...). Incrível que o BFC acabe este jogo com 10. Que seja o Sporting a ter um jogador expulso é ultrajante, sobretudo da maneira que foi. As arbitragens este ano têm sido autênticos enxovalhos, retirando pontos ao Sporting. E como vai a direcção reagir à enormidade que foram estas últimas arbitragens de jogos do SCP?

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