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És a nossa Fé!

Duche antecipado

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Mal ultrapassam as fronteiras, os impunes elementos do clube ainda presidido por Vieira sentem o peso da justiça desportiva. Acaba de acontecer ao menino Rúben, sarrafeiro-mor dessa agremiação, que foi tomar duche mais cedo na partida contra o AEK ao receber um segundo cartão amarelo -- "justo e perfeitamente escusado", escreve uma pena insuspeita.

Se o critério por cá fosse o mesmo, raras vezes o rapazola do pé em riste permanecia em campo até ao apito final.

Seria melhor?

Todos os jogos das duas últimas jornadas da Bundesliga (o campeonato da 1ª divisão alemã) têm forçosamente de acontecer no mesmo dia (de cada jornada) e à mesma hora, a fim de evitar manipulações, ou outras manobras desonestas. Sendo o campeonato português tão cheio de polémicas, quanto a arbitragens e serviço de interesses, não seria melhor seguir pelo mesmo caminho?

A propósito da arbitragem....

Se a nossa arbitragem não vai estar presente no Mundial, para mim não foi surpresa nenhuma, pois a qualidade dos nossos árbitros deixa muito a desejar. Afirmo-o, pois como se pode observar ao longo dos jogos dos nossos campeonatos, são raros os fins-de-semana onde são mais os casos polémicos, do que aqueles jogos onde podemos encontrar arbitragens isentas. A nossa arbitragem enferma de um corporativismo levado ao extremo. É uma rede, ou melhor um polvo, onde, desde árbitros a ex-árbitros que ocupam lugares nos Conselhos de Arbitragem Distritais, a observadores que foram ex-árbitros, tudo pertence à mesma família. Todos devem favores  a uns e a outros, todos deram "jeitos" numa determinada altura para que determinado árbitro subisse ou não descesse, para que a progressão fosse em favor de determinada Associação de Futebol em detrimento de outra. É esta a realidade, e é desta forma que muitos árbitros que hoje são da 1ª liga, chegaram a esse patamar. Infelizmente muitos jovens que iniciam com vontade a arbitragem pelos distritais de futebol, cedo vão percebendo que não são os melhores que chegam ao top. Então quem são?? São os que pertencem às Associações de Futebol mais fortes em termos de votos na Federação Portuguesa de Futebol, os que têm mais "conhecimentos" ,os que se "movimentam" melhor naquela " família "....Uma sugestão que aqui deixo. Experimentem tirar a arbitagem aos ex-árbitros, a todos aqueles que andaram por "lá" e ponham nos observadores pessoas que fossem formadas especificamente para essas funções, isentas, livres, que desempenhem essas funções sem estarem constrangidas a "determinados conhecimento/ favores" e que a formação dos árbitros quando iniciam as suas carreiras seja dada por verdadeiros professores da arbitragem  e não por muitos formadores que deixam muito a desejar, quer em conhecimentos, quer em expressar e verbalizar o pouco que sabem.

Hoje giro eu - Selecção: a ponta do iceberg do futebol luso

Portugal é campeão da europa de futebol e tem os melhores jogadores do mundo em futebol, futsal e futebol de praia. Factos destes deixam felizes os portugueses e, em particular, a Federação Portuguesa de Futebol, mas reflectirão o verdadeiro nível global do nosso futebol, e o seu peso social e económico, à escala europeia e mundial? 

 

Em contrapeso, Portugal ocupa a sétima posição no Ranking UEFA de clubes - onde só está representada a elite do futebol luso -  e tem vindo a descer, perdendo recentemente posições, primeiro para a França, depois para a Rússia, facto que nos custou já um lugar na Champions. Adicionalmente, um estudo da Associação das Ligas Europeias Profissionais coloca a nossa 1ª Liga apenas em 12º lugar no que respeita a média de assistências nos estádios, com um número médio de 11838 espectadores, onde só Benfica, Sporting, Porto e Vitória de Guimarães têm assistências superiores a esse valor. Por outro lado, no referido estudo apresentado em Janeiro deste ano, a nossa 2ª Liga encontra-se na 46ª posição (em 47 alvo do estudo), com médias de assistências inferiores a 1000 espectadores por jogo. Paralelamente, ontem soubemos que os árbitros principais e os árbitros auxiliares portugueses não estarão representados no Mundial de Selecções, não constando de um elenco que inclui 99 árbitros provenientes de 46 países.

 

Estamos perante uma enorme divergência de dados, onde se nota uma gradual perda de competitividade interna que parece estar mascarada pelas competências e experiência que os nossos principais futebolistas têm vindo a adquirir externamente e que têm contribuido para o sucesso internacional das nossas selecções.

 

Perante estas duas realidades paralelas, como podem as autoridades competentes ajudar a construir o novo edifício do futebol português? A ideia que me dá é que o nosso futebol necessita urgentemente de maior equidade entre as equipas (a negociação em bloco dos DireitosTV teria ajudado a isso), maior transparência (é só estar atento às televisões, jornais e blogues, faz falta um Código de ética que vincule todos os agentes desportivos), mais e melhor formação de árbitros, uma maior promoção do espectáculo desportivo e regras que garantam a defesa do jogador made-in Portugal e que assegurem a continuidade do trabalho feito na Formação. Em suma, uma muito melhor Organização, que dê resposta às alterações demográficas, sociais, culturais e económicas do meio envolvente, assegurada por verdadeiros decisores e estrategos que saibam pensar o futebol nas suas multiplas vertentes.

 

Eu noto muito pouco a ser feito ao nível das reformas que se impõem e, principalmente, não vejo acento tónico na assumpção de erros e na necessidade de mudança. Quem passa a vida a resistir à mudança, um dia acaba por ter de resistir à extinção. Têm a palavra a FPF/ Liga de Clubes/ APAF e outros agentes do fenómeno desportivo, sem esquecer o papel do governo e do poder judiciário, este último enquanto segunda derivada da garantia do cumprimento das regras, que deveria, em primeira mão, ser assegurado por Federação e Liga.

 

Hoje giro eu - Zero árbitros lusos no Mundial

O próximo Mundial de futebol não contará com quaisquer árbitros do país campeão europeu. Ao todo foram escolhidos 99 árbitros (36 principais e 63 assistentes), de 46 países diferentes. Outros países latinos, como Espanha, França ou Itália estarão representados. Relembro que, no Euro 2016, a nossa arbitragem também não tinha estado presente. Ironicamente, ou não, existe ainda a possibilidade de em Abril, após seminário da FIFA, vir a ser escolhido um árbitro luso para as funções de... vídeo-árbitro. VAR que foi implementado em Portugal após insistentes pedidos do presidente do Sporting Clube de Portugal, Bruno de Carvalho. Ele há coisas...

 

Esta ausência deveria merecer uma profunda reflexão da Federação Portuguesa de Futebol, da Liga de Clubes e, em especial, do Conselho de Arbitragem e dos próprios árbitros, entre outros agentes...

arbitragem.jpg

 

Rui, o Bosta

Uma merda de árbitro.

 

Desculpem o vernáculo, mas não encontro outro adjectivo para qualificar a porcaria que hoje os tipos vestidos de preto fizeram am Alvalade. Mau, inqualificável, abjecta actuação de um dos piores árbitros que me foi dado assistir a apitar jogos de futebol.

Diz que é irmão de alguém influente.

É também por isto que o futebol portugês está metido na merda até ao pescoço.

A vingança serve-se fria

Em Janeiro do ano da Graça de 2016 o Tondela visitava Alvalade, naquela que seria a primeira jornada da segunda volta da épo9ca 2015/2016.

Se a memória não me falha o Sporting foi para o intervalo a perder por 1 a zero, golo de penalti. Depois, na segunda metade a equipa deu a volta, mas a cinco minutos do fim o Tondela repôs a igualdade.

Hoje, passados dois anos posso afirmar que estivemos a 5 minutos de sermos campeões.

Era treinador nessa altura do Tondela, Petit. E o Sporting jogou grande parte do jogo com 10 jogadores devido à injusta expulsão de Rui Patrício e que daria a grande penalidade para a equipa beirã.

Coincidências?

Passado este par de anos creio que a Sporting vingou-se desse jogo. E de forma gelada quando (quase) ninguém acreditava na vitória leonina.

Sporting-Feirense

 

Abaixo já o Pedro Azevedo bem elaborou sobre a feira da farra que aconteceu ontem em Alvalade. E o Pedro Correia fez o seu rescaldo do jogo. Não tenho muito mais a dizer a não ser realçar dois dados positivos que eles não sublinharam: "gostei muito" do guarda-redes forasteiro, homem de grande elasticidade que lhe permitiu um punhado de belíssimas defesas e também de apurado sentido ético, demonstrado naquela borra na pintura, ao embaraçar-se no lance do primeiro golo: o resultado era injusto, reconheceu o facto e terá entendido salvaguardar a justeza no resultado; Doumbia marcou um belo golo, em lance onde se mostrou codicioso, com fulgurante rapidez, adequada técnica (aquela finta em corrida) e faro da baliza (um bom remate bem colocado). Julgo que se estreou, finalmente, a marcar no campeonato (tal com Montero). Mostrando-se assim bom e útil avançado, serenando os ânimos algo desanimados dos adeptos saudosos do holandês titular. 

 

E um algo associável: este fim-de-semana Portugal, já detentor (como tão bem sabemos e fruímos) do título europeu de futebol sénior ganhou o europeu de futebol de salão. E antes ganhara o penúltimo campeonato do mundo de futebol de praia. São feitos desportivos mais-do-que-assinaláveis. As selecções portuguesas de futebol - antes as júniores, agora também as seniores - são excepcionais. Está de parabéns a federação pela sua capacidade organizativa. Capaz assim de potenciar o pessoal disponível, formado em clubes: de Ronaldo e Ricardinho até Madjer, aos excepcionais, excelentes, medianos competentes jogadores que por esse mundo vão constituindo carreiras dignas. Chegando a internacionais em Chipre e na Grécia, como Zeca, a ídolos na Turquia como Quaresma ou na Rússia como Danny, a referências na Inglaterra como Fonte ou Cédric, e etc. para não ser cansativo. E os treinadores, como mostra Jesualdo na sua reforma arábica treinando Xavi Hernandez, talvez o maior jogador da sua geração e porventura o futuro grande treinador do Barça. E Paulo Sousa e Pacheco (não esse, mas o outro) na China, mais o Vilas-Boas que se veio embora e o Vítor Pereira que o substituiu, que aquela "árvore das patacas" parece não ter fim. Ou Jardim brilhando na França, como tanto tem brilhado. E Marco Silva, por estes dias, anunciado como "the next big thing" neste talvez de substituir o histriónico Conte no Chelsea (este mais ou menos chamou estúpido ao Abramovich, está visto que sai). E a coqueluche Carvalhal, a encantar o País de Gales, içando o Swansea a golpes de táctica e de pastéis de nata. Para além do para sempre "special one", ainda que cada vez mais sisudo, mesmo desencantado a fazer o  melhor campeonato do MU desde há anos. E etc. para não ser ainda mais cansativo. E os clubes também, que li há dias, aquando do fim do "mercado de inverno", que no último ano Portugal foi, e de muito longe, o país que mais lucrou com as transferências de jogadores, o que lhes junta também uma mão-cheia de mais ou menos gabirús empresários da bola, que muito sabem da dessa poda de sacar taco aos clubes estrangeiros. Em suma, clubes a valorizarem passes desportivos e a lucrarem neste mercado mundial sobreaquecido. Imensos jogadores a brilharem ou cumprirem, por cá e alhures. Um país de treinadores de futebol, como antes terá sido de poetas, tantos migrando, alguns com enorme notoriedade.

 

Dito tudo isto, como é possível que num futebol que produz tantos praticantes, treinadores, dirigentes, de clubes e de federação, e ainda os tais "amariolados" empresários, que conseguem tamanhos sucessos, individuais e colectivos, como é possível, dizia eu, que ainda nos apareçam incompetentes como os árbitros (de campo e de cabine, dita video) de ontem, neste Sporting-Feirense? Quando acabará este corporativismo arbitral, quando se quebrará isto? Pois é óbvio, acusações de malandragem à parte, que num futebol de excelência como o é o português, os árbitros são, e de longe, o sector tecnicamente mais fraco. O que se passou ontem foi pungente. Nem o árbitro de campo está preparado para esta actividade de futebol profissional, saltitão nervosinho e incoerente nos métodos (ora vê as imagens ora não vê, que palhaçada ...) que é. Nem o tipo da cabine sabe as regras. É inaceitável. E é melhor fazer finca-pé nisto quando se ganha, que é para não se dizer que as críticas vêm da azia da derrota. Os gajos são maus. Mesmo. E o resto do futebol português, mesmo com todas as suas mazelas e tropelias, não merece tanta incompetência.

 

Há errar e herrera, há var e voltar

Não vou perder tempo com muitas explicações.

Há uma falta clara de Sérgio Oliveira sobre Bruno Fernandes no lance, imediatamente, anterior ao golo do Porto, infracção passível de ser sancionada pelo árbitro que viu (mas não assinalou) e pelo VAR.

Assim é difícil (impossível) vencer.

Quanto a Herrera que distribuiu fruta (não foi dessa) durante todo o jogo conseguiu terminá-lo sem ser amarelado nem avermelhado, é obra.

Hoje giro eu - Honrar a genialidade

Muita polémica vem causando os já habituais assobios de adeptos leoninos quando ecoa no estádio o hino oficial da Champions e as equipas se encontram perfiladas no centro do terreno antes do início de cada jogo.

Eu gostaria de dizer que entendo o protesto: o escandaloso penálti assinalado a favor do Schalke ou os jogos com o CSKA ainda se encontram frescos na memória de muita gente e acontecimentos como os ocorridos durante o Sporting-Barcelona desta edição da Liga dos Campeões - em que vários dos nossos jogadores foram admoestados com pouco critério e a UEFA ainda agravou a situação, multando-nos por excesso de "amarelos" - não ajudam a atenuar esse sentimento de revolta. Mesmo o argumento daqueles que, muito respeitávelmente, consideram ser incongruente aceitar participar na prova e ter tal comportamento a mim não colhe, porque os adeptos têm direito à indignação e, apesar de tudo, o assobio é uma forma não violenta, logo admissível, de o manifestar.

Com o que eu não posso estar de acordo é com a forma utilizada: a música, mais ainda, a imortal composição de Handel, é uma forma de arte (entre outras) que sublima aquilo que é o melhor do ser humano e da nossa civilização. Ninguém, por não ser católico ou não gostar do Papa vai à Capela Sistina, no Vaticano, assobiar a pintura de Michelangelo. Os ancestrais inimigos dos egípcios não apupam as Pirâmides de Gizé, os paquistaneses não vão a Agra vaiar o Taj Mahal. Repudiar o momento em que o profano quase toca o sagrado é, em vez de louvar a excelência e o brilhantismo que o Homem pode atingir, regredir para tempos pré-históricos de barbárie.

Por isso faço aqui um apelo aos nossos adeptos: escolham outro momento para manifestar a Vossa (justa) revolta. Pode ser o momento em que o árbitro apite para o início do jogo, o final da primeira-parte, o recomeço (segunda-parte), o minuto exacto em que foi (mal) assinalada a penalidade a Jonathan em Gelsenkirchen ou outro qualquer que as claques julguem por bom, mas por favor não confundam os erros (ou outra coisa qualquer) perpetrados por gente que a espuma do tempo devorará da nossa memória com a grandiosidade da obra de um génio, a vitória da nossa civilização.

 

champions.jpg

 

Acho que vou aprender a assobiar

A UEFA abriu um processo disciplinar ao Sporting por conduta imprópria.

Pensarão os caros leitores que por aquela vaia monumental dispensada ao árbitro pela assombrosa exibição do romeno no Vulcão de Alvalade. Nada mais longe da verdade. O processo foi instaurado por, imagine-se, a equipa ter visto seis cartões amarelos. E ainda há quem espere que da UEFA venha bom vento...

O árbitro-tv (e o Etebo)

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Mau para a economia, como concordarão todos os que postulam a sua melhoria através do crescimento do consumo interno. Pois reduz a procura do amplexo Super Bock/Sagres, e concomitantes petiscos, nas constantes querelas dedicadas aos erros dos gatunos. E periga o sucesso de audiências dos painéis televisivos (e respectivas receitas publicitárias), dedicados ao escalpar dos malévolos xôs árbitos. Pior do que tudo afecta a auto-estima dos nacionais, minorando as temáticas nas quais, maiêuticos e nada sofistas, demonstramos a nossa argúcia analítica e verve argumentativa.

Como é sabido o Poeta Camões, que sempre creu nas nossas possibilidades de dominarmos os rankings FIFA e UEFA, simbolizou os adversários do árbitro-tv naquela figura de "O Velho de Carnide", conservador, comprazendo-se no seu pequeno e injusto dominium, timorato face a outros modos de ventos, correntes e marés. Pois até este já deve estar contente - certo que há semanas o árbitro-tv impediu um final descansado na nossa peleja com o Estoril. Mas safou-lhe agora a tribo de adoradores, ao descobrir uma (meia) perna marota a impedir um empate com o "primodivisionário" de Portimão e a mostrar a realidade da leve carícia que devastou Salvio, felizmente sem o ter lesionado com a gravidade que cheguei a temer. 

E assim, à mera 5ª jornada, já vamos todos mais ou menos contentes com o novo instrumento de mareação.

(Entretanto eu, aqui da praia, fico-me a pensar que aquele rapaz Etebo, que vive em Santa Maria da Feira, tem ar de quem seria um bom grumete para a nossa equipagem).

 

 

A demissão anunciada de Meirim

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 Foto: Rui Gaudêncio

 

José Manuel Meirim, presidente do Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol, acaba de reconhecer a inutilidade da função para que foi investido.

"Nos casos em que um determinado 'lance de jogo' seja observado e avaliado pelos agentes de arbitragem, não será o Conselho de Disciplina (CD) que, sobrepondo-se àquele juízo qualificado, irá determinar se ocorreu, ou não, uma violação intolerável das Leis do Jogo", concluiu aquele organismo ao mandar arquivar o auto de flagrante delito ao jogador Eliseu, do Sport Lisboa e Benfica, por conduta violenta contra o jogador do Belenenses Diogo Viana, documentada em imagens que todo o País viu.

 

O árbitro Rui Costa, em vez de apitar, preferiu assobiar para o lado. E agora o CD vem dizer que não pode corrigir o erro grosseiro cometido pelo juiz do Benfica-Belenenses, perpetuando assim a impunidade do jogador faltoso ao recusar "sobrepor-se" à actuação negligente ou incompetente do senhor Costa e do seu "juízo qualificado", que afinal serve apenas para desqualificar ainda mais o nosso futebol.

Facto que merece destaque: para não desagradar ao apitador da Luz, Meirim não se importou de desautorizar a Comissão de Instrutores da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, que defendeu a instauração de um castigo exemplar ao jogador do Benfica, e o Conselho de Arbitragem da FPF, que não teve dúvidas em considerar um erro a decisão do árbitro de não punir o lateral encarnado no decurso do jogo. 

 

Impõe-se a pergunta: se não pode ou não quer tornar direito o que está torto, para que existe então o Conselho de Disciplina?

Para muito pouco. Ou quase nada.

Atendendo aos factos, creio ter chegado o momento de Meirim apresentar a demissão do cargo que desempenha desde Abril de 2016 e rumar a outras paragens onde possa ser mais útil à sociedade portuguesa e à comunidade desportiva enquanto qualificado jurista que me garantem ser.

Não espero outra atitude dele.

Obrigado VAR...

... por nos mostrares o quão maus os nossos árbitros são.

 

Hoje, conseguiram errar duas vezes num minuto, tendo impacto claro no resultado. Felizmente, foi introduzido no futebol português o VAR, aquele que os críticos diziam que provavelmente nem ia ser utilizado na maioria dos jogos. 


O que se passou hoje foi vergonhoso para a equipa de arbitragem, mas só nos mostrou o que já sabíamos há muito tempo.

Apita, apita


Já o escrevi variadíssimas vezes: o problema do nosso futebol é a arbitragem e em especial os que orbitam em redor. Mais do que estarem do lado do “nosso” clube e destacarem escutas ou mails, o que Record, Jogo, Bola e demais jornais deveriam fazer era publicar um top semanal, mensal e depois anual de quanto dinheiro ganham os árbitros a cada época.
Inclua-se o fee por jogo, mais as despesas, mais os quilómetros, mais o fee por jogo europeu, mais despesas de deslocação. Depois comparem com os vossos rendimentos e abram a boca de espanto. Já agora, adorava saber se são rendimentos tributados em IRS e a que taxa…
E podiam incluir uma lista dos árbitros, ex-árbitros, observadores etc cujos filhos aspiram a ser árbitros e por isso tiram cursos e alguns até andam a apitar jogos da 897ª divisão da associação da Raspa de Limão...  
Duvido que o vídeo-árbitro mude alguma coisa, porque o vídeo-árbitro só atende lances capitais. A faltinha a meio-campo, o amarelo aos dez minutos, o ataque interrompido por fora de jogo mal assinalado, a falta atacante a eito, a expulsão do técnico, tudo isso vai prosseguir para servir os interesses da malta do apito. Malta essa para quem é irrelevante saber se quem manda hoje é azul, encarnado ou verde, desde que eles (do apito) saibam a cor certa na era certa. 

Olha eles, já a precaverem-se

Um senhor, especialista em direito desportivo, veio dizer que como os resultados das provas desportivas da FPF são homologados passados 30 dias, uma eventual condenação num eventual julgamento à eventual vigarice relatada aqui, não produz qualquer efeito, ficando os visados, se condenados, com os títulos conquistados eventualmente de forma "manhosa".

Atão não, coração...

A cartilha do Guerra

Afinal havia outra. Antes da cartilha do avençado Janela, especialista em injuriar o Sporting e o FC Porto a coberto do anonimato entretanto desmascarado, havia a do director de conteúdos da BTV, que pontifica há dois anos, em regime de acumulação, às segundas-feiras na TVI 24.

Segundo o director de informação e conteúdos do FCP, que a divulgou no Porto Canal, esta cartilha nasceu em forma de correios electrónicos enviados por Pedro Guerra ao ex-árbitro Adão Mendes quando decorria a época 2013/14.

 

Seguem alguns excertos, publicados hoje no diário O Jogo e que transcrevo com a devida vénia (os sublinhados a encarnado são da minha responsabilidade):

«O primeiro-ministro [Luís Filipe Vieira] é de facto um grande homem e um grande líder. Sei o que digo, porque sei das suas capacidades em ouvir, pensar, astúcia nas decisões e amor ao Glorioso. Não há outro como ele. Hoje, o SLB manda mesmo. Os outros já não mexem nada. E o resto virá por acréscimo.»

«Dizem os grandes sábios dos painéis que algo está a mudar. O Porto já não manda, mas ainda não compreendem onde está o poder. Hoje, quem nos prejudicar sabe que é punido. E este espaço foi conquistado com muito trabalho do primeiro-ministro [LFV].»

«Vamos ter os padres que escolhemos e ordenámos nas missas que celebramos. Temos é de rezar e cantar bem.»

«Quanto às missas, temos bons padres para todas, incluindo as da Liga e da juventude operária. (...) Agora apague tudo.»

 

Segundo o mesmo responsável portista, os "padres" a que o aludido funcionário do Benfica fazia referência seriam estes árbitros, prontos a servir a liturgia lampiânica na Catedral da Luz: Jorge Ferreira, Nuno Almeida, Manuel Mota, Vasco Santos, Rui Silva, Hugo Pacheco, Bruno Esteves e Paulo Baptista.

Aguarda-se reacção dos órgãos federativos e da Liga, sobretudo os que regulam as questões da disciplina e da justiça.

 

ADENDA 1 - O Ministério Público já anunciou a abertura de um processo de inquérito.

ADENDA 2 - O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol vai investigar as acusações de alegadas práticas de corrupção pelo Benfica.

Paixão, paixão não vais fugir de ti

Serás paixão até ao fim.

Sei que viste, Paixão, mas recordo-te o lance, 9' 34'' Coates na linha do meio-campo coloca na esquerda para Marvin que combina primeiro com Bruno, depois com Bryan, cruza para a direita, onde aparece Ezequiel, este bota a bola para o coração da área mas o braço esquerdo de Juanto acarinha e amortece o botamento, perde-se um golo cantado.

Há braços que são mão e outros que o não são.

Como cantavam os Heróis do Mar, paixão...

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