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És a nossa Fé!

O futebol português e os heróis do sofá

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Eis o futebol que temos, formatado e condicionado para a vitória sistemática do mesmo clube que envergonha o nome de Portugal nas competições internacionais: o Benfica, vencedor de seis campeonatos internos nos últimos sete anos, perdeu 12 dos últimos 15 jogos que disputou na Liga dos Campeões e sofre golos há 14 desafios consecutivos nas competições da UEFA. Explicação lógica: lá fora não beneficia dos favores da arbitragem nem de generosos autogolos concedidos por equipas adversárias.

Lá fora também as autoridades desportivas não permitem que um clube contrate jogadores só para os distribuir por equipas supostamente adversárias. Nem há televisões oficiais de clubes a transmitir em exclusivo as provas em que esses clubes participam - outra originalidade portuguesa, o escandaloso privilégio concedido à BTV.

Isto já para não falar do tratamento editorial totalmente diferenciado de que o SLB beneficia face aos clubes rivais. Basta apontar um exemplo: na mais recente assembleia geral benfiquista, 19 sócios subiram ao palanque para criticar o presidente dessa agremiação, mas nenhum deles foi procurado pelos canais de televisão cá do burgo para serem entrevistados. Se fosse no Sporting, alguns deles acampavam nos estúdios serão após serão e tornavam-se até "comentadores residentes". Dois pesos, duas medidas.

 

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Este dirigismo domesticado, esta arbitragem vesga, este jornalismo que perdeu a virtude da isenção: eis factores fundamentais que contribuem para explicar o jejum de títulos leoninos neste século em que só por uma vez festejámos o campeonato nacional. Tirando a inesquecível Liga 2001/2002, o melhor que conseguimos foram seis segundos lugares - quatro com Paulo Bento, um com Leonardo Jardim e outro com Jorge Jesus.

Estivemos, é certo, à beira de novos festejos por três vezes: em 2004/2005 (com Dias da Cunha e José Peseiro), em 2006/2007 (com Soares Franco e Paulo Bento) e em 2015/2016 (com Bruno de Carvalho e Jorge Jesus). Mas erros clamorosos de arbitragem - tolerados por dirigentes inaptos e silenciados por uma comunicação social medrosa e cúmplice - impediram-nos de concretizar esse sonho ainda adiado.

 

3

Eis o pano de fundo. Não faz o menor sentido haver agora no Sporting quem se apresse a "exigir títulos", sobretudo no rescaldo do traumático ataque à Academia de Alcochete, que provocou um rombo desportivo, financeiro e reputacional à instituição leonina.

Tal como uma casa começa a ser erguida pelos alicerces e uma equipa começa a ser construída a partir da defesa, nenhum projecto com solidez, ambição e perspectiva de longo prazo pode ser edificado em Alvalade sem considerar o conjunto de circunstâncias que enumerei e lutar para superá-las, uma a uma.

Haverá, naturalmente, quem diga o contrário - são os heróis do teclado, instalados no conforto anónimo de um sofá doméstico. Infelizmente, as questões reais são muito mais vastas e complexas do que estes indignados das redes sociais imaginam na sua visão simplista. As forças estão há muito desequilibradas. Ao Sporting não basta superar os adversários em campo - é também preciso derrotá-los fora das quatro linhas.

Comentários à Brás

«Acho gravíssimo, a suspensão de Hugo Miguel e de Luís Godinho.»

 

«Tenho a informação de que no Conselho de Arbitragem fazem a mesma leitura de todos os analistas de arbitragem na comunicação social em Portugal: de que aquilo [golo de João Félix contra o Rio Ave] é fora de jogo. E isso é grave, é muito grave. Porque é revelador daquilo que eu tenho dito há muitos anos: os árbitros em Portugal conhecem as regras mas não percebem o jogo. Conhecem as leis, mas não percebem nada do jogo jogado. José Fontelas Gomes, presidente do Conselho de Arbitragem, e Luís Ferreira, vice-presidente do Conselho de Arbitragem, acham que isto é posição irregular, é fora de jogo. Porque não conhecem as regras. Ou melhor: conhecem as regras, mas não conhecem o jogo.»

Rui Pedro Brás/Braz, hoje, na TVI 24

Vergonha da arbitragem de Hugo Miguel

Não queria tecer mais qualquer comentário sobre arbitragem, mas depois de ter assistido na Sporting TV à magnifica tarde que o nosso clube nos proporcionou com a conquista do título europeu de hóquei, acabei por passar os olhos pela SportTV, no momento em que o Rio Ave foi espoliado de um penálti na área do Benfica. Como é possível o árbitro não ter assinalado a falta, e depois no lance imediato (sem que nenhum jogador do Rio Ave intervenha), João Félix em nítido fora de jogo marca o segundo golo tirando partido de irregularidade posicional. Num momento crucial da partida, é transformado um lance, de possível grande penalidade, no empate, no resultado de 2-0, favorável ao Benfica. Não era necessário Hugo Miguel dar essa ajuda... "abençoado colinho".

Nunca mais

Ao que consta, a Federação Portuguesa de Futebol prepara-se para "pôr na jarra" vários árbitros que tiveram actuações lamentáveis ou mesmo vergonhosas nesta época 2018/2019. 

Caso se confirme, isto merece à partida o meu aplauso.

E aproveito para lançar um repto aos leitores: quais os três árbitros que deveriam constar no topo desta lista para que nunca mais apitem jogos do campeonato nacional de futebol?

Tuga soccer...

É frequente ao analisarmos um lance mais duvidoso existam diferentes interpretações para o mesmo. Semanalmente “especialistas” analisam os lances mais polémicos com recurso a imagens e nem sempre existe consenso, sem que o facto provoque danos por aí além. Por norma, aferimos a uniformidade ou dualidade de critérios para considerar ou não uma arbitragem isenta, para aferirmos a competência de determinado árbitro, é preciso analisar o histórico das suas prestações, incluindo naturalmente a coerência.

Artur Soares Dias é considerado um dos dois melhores árbitros portugueses, insuficiente para garantir que a arbitragem portuguesa marque presença nos grandes palcos, porque em abono da verdade, o futebol português é uma trampa, cheio de manhas e trafulhice, sempre em prol dos mesmos. Alguém com um mínimo de lucidez, acredita que um dia em Portugal, poderia acontecer algo sequer parecido com o que sucedeu à Juventus? Costuma-se dizer que onde há fumo, há fogo, mas apesar da imensa fumarada, os poderes instalados teimam em assobiar para o lado e dizer que “no pasa nada”.

Voltando ao árbitro que “dirigiu” ontem o Desp. Aves-Sporting C.P., apesar da indignação, selectiva claro está, de Inácio, a verdade é que a expulsão de Renan Ribeiro é no mínimo discutível, porque o avançado do Aves não caminha em direcção à baliza, pese embora ninguém possa negar a perigosidade do lance. Ora, perante um lance muito parecido na época 2016/17, em Alvalade, jogo Sporting C.P.-S.L.Benfica, quando o guarda-redes Ederson cometeu grosseira falta sobre Bas Dost, o mesmo Artur Soares Dias assinalou falta, correspondente grande penalidade, mas não expulsou o guarda-redes porque Bas Dost não corria em direcção à baliza. Precisamente a mesma circunstância que se verificou ontem, o mesmo árbitro, diferente critério...

Sobre Inácio, tenho a dizer que se indignou com o lance de Doumbia, bem o percebo, gostaria de ter jogado contra 9, ou mesmo contra 8, já que também falou no segundo amarelo que ficou por mostrar a Acuña, sem referir como é óbvio, que o primeiro foi mostrado ao protestar uma falta inexistente, assinalada pelo talentoso árbitro. Prometeu que iria surpreender o Sporting e cumpriu, aquela forma de defender um livre directo não lembraria a ninguém, mas felizmente que lembrou a Inácio, porque permitiu a Mathieu recolocar o Sporting em vantagem, rectificando remate falhado de Wendel. Aliás, a azia de Inácio chegou ao ponto de dizer que o Sporting ganhou porque se uniu a jogar com apenas 10 jogadores, quando se apanhou a ganhar e que teria sido diferente se o jogo estivesse empatado. Inácio esqueceu que ficou em superioridade numérica com o jogo empatado e depois a perder, ainda conseguiu chegar ao empate. Só que pela frente apanhou um Sporting com garra, ontem finalmente, superiormente orientado por Marcel Keizer, que lhe deu um banho de táctica e motivação, para azia de muitos, incluindo sportinguistas, ou que se afirmam como tal...

Um asco

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João Pinheiro, árbitro, e o inefável Bruno Paixão, vídeo-ábitro, ofereceram de bandeja a vitória ao Benfica contra o Feirense, domingo passado.

Quando a equipa local, já a vencer por 1-0, marca o segundo golo, sem qualquer irregularidade, a dupla Pinheiro & Paixão decide invalidá-lo. No estádio e fora dele, ninguém conseguiu entender tal decisão.

Como se não bastasse, minutos depois, um pontapé em riste de Pizzi na grande área do Feirense é transformado em penálti contra a equipa fogaceira. Consumando-se assim a reviravolta: em vez de 0-2, desfavorável ao Benfica, abria-se a avenida que permitiu à turma encarnada, com mais uma exibição sofrível, sair de Santa Maria da Feira com os três pontos no bornal.

Esta arbitragem envergonha todos os verdadeiros desportistas portugueses. Também a mim. E mais: dá-me asco.

3 pontos caídos do VAR...

Sejamos claros, se o lance decisivo do encontro tivesse sido disputado na outra área, eu estaria a criticar o VAR por não ter alertado o árbitro para ir, no mínimo verificar o lance, que até justificaria cartão amarelo a Raphinha.

Não deixa de ser uma excelente e justíssima vitória do Sporting, que valeu 3 pontos que deverão ter assegurado em definitivo o 4º lugar, mantendo a distância para o Braga na luta pelo 3º lugar, mas ficou manchada pela forma como foi conseguida, não o afirmar retira-nos credibilidade para falar em fruta ou padres, há que admitir que a arbitragem portuguesa é medíocre, desta vez acabámos beneficiados.

Além do resultado, o melhor que trouxemos do Bessa acabou por ser o amarelo a Gudelj, que permite pelo menos no próximo jogo ficarmos livres do pino e quem sabe jogarmos com onze jogadores, isto se Keizer não inventar, cada vez estou mais convencido que no final da época precisamos mudar de treinador.

Com o novo mundo mesmo ali ao lado

"Com o novo mundo mesmo ali ao lado", cantavam os xutos quando ainda o eram ... basta cruzar a Segunda Circular, digo agora eu, pois é mesmo "ali ao lado" .... Sim, sei que é um postal nada popular para um ambiente sportinguista. Quando no ano passado, ou coisa assim, um qualquer certame árabe premiou a formação futebolística benfiquista logo se elevou um coro indignado a protestar, que seria coisa da influência da Cofina ou isso ... Está à vista que os árabes não estavam tão enganados assim, ou ao serviço dos pelos vistos abundantes petrodólares da tal Cofina.

O Benfica segue com uma equipa cheia de miúdos da sua formação, comandados por um treinador formado e saído da suas equipas juniores. Joga bem, e alegre. Tem sucesso. O treinador tem um discurso civilizado. Os seus jovens não verbalizam ou executam o desejo de sair já do clube. Nem o invectivam após sair. Um bom ambiente, uma boa escola, uma boa transição para o contexto sénior. O modelo que os sportinguistas queriam, podiam ter tido e desbarataram - muito pela azeda relação com os jogadores da formação, óbvia deriva de um clube que não conquista o título há tempo demais: o exemplo da "maçã podre" João Moutinho, década após ter saído do clube sendo até considerado o melhor de sempre do histórico Wolverhampton e reclamado como modelo de profissional pelos jovens jogadores do clube é sintomático de um desvario interno. E da patética massa adepta, que o continua a invectivar. Foi João Moutinho mas também inúmeros jogadores do clube, que vão saindo sem que o Sporting tenha os lucros necessários com isso, e sem que eles fiquem como símbolos de referência do clube, alimentando o clubismo das novas gerações. 

O Benfica sedimentou este modelo assente nas "toupeiras", "emails", "vouchers", "joões capelas"? É possível. O Benfica foi campeão, nisso sossegou adeptos e estrutura interna, e teve acesso a recursos económicos, através da manipulação da federação e da liga? Sim, os casos dos túneis, com o Porto e o Braga, são das coisas mais vergonhosas da história do futebol português, muito mais do que Calabote, Inácio de Almeida, Francisco Silva ou coisas similares. Mas convém lembrar que o Sporting entregou agora a coordenação da formação a um dos principais implicados nessa monumental aldrabice.

Ou seja, uma simples contratação que retira qualquer argumento moral ao clube para criticar hipotéticas más-práticas alheias. Mas esse fim de uma hipotética "autoridade moral" (e a ver vamos o que dá o "cashball") é bom. Para que as gentes do clube se deixem de centrar nas invectivas contra isto-e-mais-aquilo e possam, com a civilidade dos civilizados, aprender com o que se passa "mesmo ali ao lado". Pois esse é o único futuro de um clube português na economia do futebol actual global.

E tudo o resto, "as viúvas", o "bruno", os "croquettes", "as claques", vale nada e só faz apodrecer. A ver se a gente percebe bem isto. 

(Entretanto, e até ao fim deste ano, sou filho do meu pai, portuense - que nunca ligou ao futebol. A ver se os andrades são Dragões, e que derrubem os malditos lampiões de Carnide).

Hoje giro eu - Vitória épica no hóquei

Não sei se o meu colega Ricardo Roque, colaborador do És a nossa Fé que mais acompanha as modalidades, teve a oportunidade de ver o jogo desta tarde no Pavilhão Fidelidade, na Luz, e assim poder complementar esta minha peça. A ganhar logo no reínicio por 1-0 (Raul Marin), o Sporting viu-se sujeito a uma série interminável de suspensões de 2 minutos motivadas por cartões azuis recebidos pelos seus jogadores Marin, Girão e Ferran Font. Ao fim de 8/10 minutos - foram tantas as suspensões que perdi a conta aos minutos que os nossos jogadores estiveram fora - , e quando finalmente o 5º jogador nosso estava no ringue (há não mais de 5 segundos), eis que o leão Romero apanha novo cartão azul. O Benfica aproveita para finalmente empatar, situação que automaticamente permite repor a paridade de jogadores em campo. Depois, um jogador do Benfica também é suspenso por 2 minutos. Escândalo de lesa-Pátria para a BenficaTV, pois claro. Imediatamente, Ferran Font marca, no livre directo correspondente, através de uma belíssima execução. Seguidamente, através de uma penalidade, o mesmo jogador fez o 3-1. Finalmente, Pedro Gil colocou o 4-1 final no placard. 

Em toda a minha vida, nunca vi nada igual. Por isso, não consegui conter a indignação e decidi escrever. Também, para deixar o meu louvor a hóquistas, treinadores e restante estrutura da secção do hóquei, que nas condições mais adversas possíveis escreveram mais uma página de glória da história do Sporting Clube de Portugal. 

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(Fonte imagem: Record)

Ligações ruidosas

  1. Apesar de achar o golo do Braga bem anulado, aceitaria com facilidade que não tivesse sido. Não que não seja falta sobre Acuna (obviamente que é), mas porque me custa que se retroceda ao tempo que os animais falavam em lances de golo.
  2. Não me apetece falar do (putativo) penalty sobre Coates, pelo que vou em diante.
    É evidente e compreensível que aquele senhor que preside ao Braga quisesse vencer o troféu em sua casa, apesar do clube não ter lá muitos adeptos. Aquela tourada preventiva do preço dos bilhetes, era porque sabiam bem que nunca encheriam o seu próprio estádio numa meia-final. Em Braga, todos torcem pelo Benfica
  3. O treinador do Braga é um sujeito tóxico para o nosso futebol que tem sido levado ao colo por uma imprensa doce e estranhamente compassiva. Por um lado bufam porque há “incendiários” na bola local e por outro deixam que Abel vomite fogo em todos (repito todos) os jogos que o Braga disputa, incluindo aqueles que vence com todo o mérito. Enfim, há uns determinados jogos sempre com a mesma equipa em que mete a viola, o violino, o contrabaixo e a guitarra no saco, mas isso é problema dele.
  4. Que Vieira faça o seu jogo de pressão sobre a arbitragem é entendível à luz da dinâmica do futebol local. O Benfica terá sido prejudicado, pelo que LFV (que será devidamente castigado daqui por 56 meses) faz o que tem a fazer.
  5. Agora que a dupla presidente/treinador do Braga prossigam armados em adolescentes armados em grandes, imunes à censura social e à crítica nos desportivos e dos fóruns da TV é que me causa espanto.
  6. É claro que o Braga é como um satélite de Vieira contra o Sporting, porque no entendimento do presidente do Benfica só há lugar a “dois grandes”. Na cabeça de Vieira, as sobras que fiquem para Braga e Sporting. Do ponto de vista estrito do presidente do Benfica fará sentido, e no do Braga também, embora aquela anedota do sapo e do escorpião me tenha ocorrido de repente.
  7. Agora nós é que não temos de estar sempre a levar com a prosélita ruidosa dos homens do Minho, como se fossem as grandes vítimas do nosso tempo. Já vai sendo tempo de eles serem tratados com a exigência que reivindicam para eles. 
  8. Por exemplo, já estão fora de duas competições: Taça da Liga e Liga Europa.

 

«Não vamos deixar que isto volte para trás»

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«Primeiro queria dedicar esta vitória ao nosso treinador, Marcel Keizer, que hoje teve a infelicidade de perder um familiar muito próximo e com um grande profissionalismo fez o jogo. Esta vitória é para ele. Eu, como presidente, perdi em Tondela - e perdi bem, porque o Sporting foi inferior. Perdi com o Portimonense - e perdi bem, porque fui inferior. O Sporting empatou com o Porto - e empatou bem, foi justo o resultado. E certamente houve erros de um lado e de outro nestes três jogos que enunciei. Há três formas, para mim, de lidar com a derrota: com dignidade, assumindo perceber porque se perdeu; a versão histérica, e eu admito a frustração de perder em casa mais de uma vez, não é fácil; e depois a versão cobarde, que é refugiarmo-nos noutras pessoas.

Hoje, com o VAR, a arbitragem está muito melhor do que sempre foi. Muito melhor, muito melhor. Errar, erramos todos - erram árbitros, erram jogadores, erram treinadores. Mas a arbitragem está muito melhor do que era. E hoje, independentemente dos erros dos árbitros, sinto uma arbitragem mais livre. O que me preocupa mais que tudo, nesta semana, é ver um presidente dizer que um determinado árbitro não pode voltar a arbitrar e hoje ter a notícia de que esse árbitro pede uma licença por tempo indeterminado. Isto é que não pode voltar a acontecer. Porque há um tempo que não volta para trás, não pode voltar para trás. E eu, e a minha Direcção, não vamos deixar que isto volte para trás.»

 

Frederico Varandas, esta noite, falando aos jornalistas pouco depois do Sporting-Braga

Duche antecipado

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Mal ultrapassam as fronteiras, os impunes elementos do clube ainda presidido por Vieira sentem o peso da justiça desportiva. Acaba de acontecer ao menino Rúben, sarrafeiro-mor dessa agremiação, que foi tomar duche mais cedo na partida contra o AEK ao receber um segundo cartão amarelo -- "justo e perfeitamente escusado", escreve uma pena insuspeita.

Se o critério por cá fosse o mesmo, raras vezes o rapazola do pé em riste permanecia em campo até ao apito final.

Seria melhor?

Todos os jogos das duas últimas jornadas da Bundesliga (o campeonato da 1ª divisão alemã) têm forçosamente de acontecer no mesmo dia (de cada jornada) e à mesma hora, a fim de evitar manipulações, ou outras manobras desonestas. Sendo o campeonato português tão cheio de polémicas, quanto a arbitragens e serviço de interesses, não seria melhor seguir pelo mesmo caminho?

A propósito da arbitragem....

Se a nossa arbitragem não vai estar presente no Mundial, para mim não foi surpresa nenhuma, pois a qualidade dos nossos árbitros deixa muito a desejar. Afirmo-o, pois como se pode observar ao longo dos jogos dos nossos campeonatos, são raros os fins-de-semana onde são mais os casos polémicos, do que aqueles jogos onde podemos encontrar arbitragens isentas. A nossa arbitragem enferma de um corporativismo levado ao extremo. É uma rede, ou melhor um polvo, onde, desde árbitros a ex-árbitros que ocupam lugares nos Conselhos de Arbitragem Distritais, a observadores que foram ex-árbitros, tudo pertence à mesma família. Todos devem favores  a uns e a outros, todos deram "jeitos" numa determinada altura para que determinado árbitro subisse ou não descesse, para que a progressão fosse em favor de determinada Associação de Futebol em detrimento de outra. É esta a realidade, e é desta forma que muitos árbitros que hoje são da 1ª liga, chegaram a esse patamar. Infelizmente muitos jovens que iniciam com vontade a arbitragem pelos distritais de futebol, cedo vão percebendo que não são os melhores que chegam ao top. Então quem são?? São os que pertencem às Associações de Futebol mais fortes em termos de votos na Federação Portuguesa de Futebol, os que têm mais "conhecimentos" ,os que se "movimentam" melhor naquela " família "....Uma sugestão que aqui deixo. Experimentem tirar a arbitagem aos ex-árbitros, a todos aqueles que andaram por "lá" e ponham nos observadores pessoas que fossem formadas especificamente para essas funções, isentas, livres, que desempenhem essas funções sem estarem constrangidas a "determinados conhecimento/ favores" e que a formação dos árbitros quando iniciam as suas carreiras seja dada por verdadeiros professores da arbitragem  e não por muitos formadores que deixam muito a desejar, quer em conhecimentos, quer em expressar e verbalizar o pouco que sabem.

Hoje giro eu - Selecção: a ponta do iceberg do futebol luso

Portugal é campeão da europa de futebol e tem os melhores jogadores do mundo em futebol, futsal e futebol de praia. Factos destes deixam felizes os portugueses e, em particular, a Federação Portuguesa de Futebol, mas reflectirão o verdadeiro nível global do nosso futebol, e o seu peso social e económico, à escala europeia e mundial? 

 

Em contrapeso, Portugal ocupa a sétima posição no Ranking UEFA de clubes - onde só está representada a elite do futebol luso -  e tem vindo a descer, perdendo recentemente posições, primeiro para a França, depois para a Rússia, facto que nos custou já um lugar na Champions. Adicionalmente, um estudo da Associação das Ligas Europeias Profissionais coloca a nossa 1ª Liga apenas em 12º lugar no que respeita a média de assistências nos estádios, com um número médio de 11838 espectadores, onde só Benfica, Sporting, Porto e Vitória de Guimarães têm assistências superiores a esse valor. Por outro lado, no referido estudo apresentado em Janeiro deste ano, a nossa 2ª Liga encontra-se na 46ª posição (em 47 alvo do estudo), com médias de assistências inferiores a 1000 espectadores por jogo. Paralelamente, ontem soubemos que os árbitros principais e os árbitros auxiliares portugueses não estarão representados no Mundial de Selecções, não constando de um elenco que inclui 99 árbitros provenientes de 46 países.

 

Estamos perante uma enorme divergência de dados, onde se nota uma gradual perda de competitividade interna que parece estar mascarada pelas competências e experiência que os nossos principais futebolistas têm vindo a adquirir externamente e que têm contribuido para o sucesso internacional das nossas selecções.

 

Perante estas duas realidades paralelas, como podem as autoridades competentes ajudar a construir o novo edifício do futebol português? A ideia que me dá é que o nosso futebol necessita urgentemente de maior equidade entre as equipas (a negociação em bloco dos DireitosTV teria ajudado a isso), maior transparência (é só estar atento às televisões, jornais e blogues, faz falta um Código de ética que vincule todos os agentes desportivos), mais e melhor formação de árbitros, uma maior promoção do espectáculo desportivo e regras que garantam a defesa do jogador made-in Portugal e que assegurem a continuidade do trabalho feito na Formação. Em suma, uma muito melhor Organização, que dê resposta às alterações demográficas, sociais, culturais e económicas do meio envolvente, assegurada por verdadeiros decisores e estrategos que saibam pensar o futebol nas suas multiplas vertentes.

 

Eu noto muito pouco a ser feito ao nível das reformas que se impõem e, principalmente, não vejo acento tónico na assumpção de erros e na necessidade de mudança. Quem passa a vida a resistir à mudança, um dia acaba por ter de resistir à extinção. Têm a palavra a FPF/ Liga de Clubes/ APAF e outros agentes do fenómeno desportivo, sem esquecer o papel do governo e do poder judiciário, este último enquanto segunda derivada da garantia do cumprimento das regras, que deveria, em primeira mão, ser assegurado por Federação e Liga.

 

Hoje giro eu - Zero árbitros lusos no Mundial

O próximo Mundial de futebol não contará com quaisquer árbitros do país campeão europeu. Ao todo foram escolhidos 99 árbitros (36 principais e 63 assistentes), de 46 países diferentes. Outros países latinos, como Espanha, França ou Itália estarão representados. Relembro que, no Euro 2016, a nossa arbitragem também não tinha estado presente. Ironicamente, ou não, existe ainda a possibilidade de em Abril, após seminário da FIFA, vir a ser escolhido um árbitro luso para as funções de... vídeo-árbitro. VAR que foi implementado em Portugal após insistentes pedidos do presidente do Sporting Clube de Portugal, Bruno de Carvalho. Ele há coisas...

 

Esta ausência deveria merecer uma profunda reflexão da Federação Portuguesa de Futebol, da Liga de Clubes e, em especial, do Conselho de Arbitragem e dos próprios árbitros, entre outros agentes...

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Rui, o Bosta

Uma merda de árbitro.

 

Desculpem o vernáculo, mas não encontro outro adjectivo para qualificar a porcaria que hoje os tipos vestidos de preto fizeram am Alvalade. Mau, inqualificável, abjecta actuação de um dos piores árbitros que me foi dado assistir a apitar jogos de futebol.

Diz que é irmão de alguém influente.

É também por isto que o futebol portugês está metido na merda até ao pescoço.

A vingança serve-se fria

Em Janeiro do ano da Graça de 2016 o Tondela visitava Alvalade, naquela que seria a primeira jornada da segunda volta da épo9ca 2015/2016.

Se a memória não me falha o Sporting foi para o intervalo a perder por 1 a zero, golo de penalti. Depois, na segunda metade a equipa deu a volta, mas a cinco minutos do fim o Tondela repôs a igualdade.

Hoje, passados dois anos posso afirmar que estivemos a 5 minutos de sermos campeões.

Era treinador nessa altura do Tondela, Petit. E o Sporting jogou grande parte do jogo com 10 jogadores devido à injusta expulsão de Rui Patrício e que daria a grande penalidade para a equipa beirã.

Coincidências?

Passado este par de anos creio que a Sporting vingou-se desse jogo. E de forma gelada quando (quase) ninguém acreditava na vitória leonina.

Sporting-Feirense

 

Abaixo já o Pedro Azevedo bem elaborou sobre a feira da farra que aconteceu ontem em Alvalade. E o Pedro Correia fez o seu rescaldo do jogo. Não tenho muito mais a dizer a não ser realçar dois dados positivos que eles não sublinharam: "gostei muito" do guarda-redes forasteiro, homem de grande elasticidade que lhe permitiu um punhado de belíssimas defesas e também de apurado sentido ético, demonstrado naquela borra na pintura, ao embaraçar-se no lance do primeiro golo: o resultado era injusto, reconheceu o facto e terá entendido salvaguardar a justeza no resultado; Doumbia marcou um belo golo, em lance onde se mostrou codicioso, com fulgurante rapidez, adequada técnica (aquela finta em corrida) e faro da baliza (um bom remate bem colocado). Julgo que se estreou, finalmente, a marcar no campeonato (tal com Montero). Mostrando-se assim bom e útil avançado, serenando os ânimos algo desanimados dos adeptos saudosos do holandês titular. 

 

E um algo associável: este fim-de-semana Portugal, já detentor (como tão bem sabemos e fruímos) do título europeu de futebol sénior ganhou o europeu de futebol de salão. E antes ganhara o penúltimo campeonato do mundo de futebol de praia. São feitos desportivos mais-do-que-assinaláveis. As selecções portuguesas de futebol - antes as júniores, agora também as seniores - são excepcionais. Está de parabéns a federação pela sua capacidade organizativa. Capaz assim de potenciar o pessoal disponível, formado em clubes: de Ronaldo e Ricardinho até Madjer, aos excepcionais, excelentes, medianos competentes jogadores que por esse mundo vão constituindo carreiras dignas. Chegando a internacionais em Chipre e na Grécia, como Zeca, a ídolos na Turquia como Quaresma ou na Rússia como Danny, a referências na Inglaterra como Fonte ou Cédric, e etc. para não ser cansativo. E os treinadores, como mostra Jesualdo na sua reforma arábica treinando Xavi Hernandez, talvez o maior jogador da sua geração e porventura o futuro grande treinador do Barça. E Paulo Sousa e Pacheco (não esse, mas o outro) na China, mais o Vilas-Boas que se veio embora e o Vítor Pereira que o substituiu, que aquela "árvore das patacas" parece não ter fim. Ou Jardim brilhando na França, como tanto tem brilhado. E Marco Silva, por estes dias, anunciado como "the next big thing" neste talvez de substituir o histriónico Conte no Chelsea (este mais ou menos chamou estúpido ao Abramovich, está visto que sai). E a coqueluche Carvalhal, a encantar o País de Gales, içando o Swansea a golpes de táctica e de pastéis de nata. Para além do para sempre "special one", ainda que cada vez mais sisudo, mesmo desencantado a fazer o  melhor campeonato do MU desde há anos. E etc. para não ser ainda mais cansativo. E os clubes também, que li há dias, aquando do fim do "mercado de inverno", que no último ano Portugal foi, e de muito longe, o país que mais lucrou com as transferências de jogadores, o que lhes junta também uma mão-cheia de mais ou menos gabirús empresários da bola, que muito sabem da dessa poda de sacar taco aos clubes estrangeiros. Em suma, clubes a valorizarem passes desportivos e a lucrarem neste mercado mundial sobreaquecido. Imensos jogadores a brilharem ou cumprirem, por cá e alhures. Um país de treinadores de futebol, como antes terá sido de poetas, tantos migrando, alguns com enorme notoriedade.

 

Dito tudo isto, como é possível que num futebol que produz tantos praticantes, treinadores, dirigentes, de clubes e de federação, e ainda os tais "amariolados" empresários, que conseguem tamanhos sucessos, individuais e colectivos, como é possível, dizia eu, que ainda nos apareçam incompetentes como os árbitros (de campo e de cabine, dita video) de ontem, neste Sporting-Feirense? Quando acabará este corporativismo arbitral, quando se quebrará isto? Pois é óbvio, acusações de malandragem à parte, que num futebol de excelência como o é o português, os árbitros são, e de longe, o sector tecnicamente mais fraco. O que se passou ontem foi pungente. Nem o árbitro de campo está preparado para esta actividade de futebol profissional, saltitão nervosinho e incoerente nos métodos (ora vê as imagens ora não vê, que palhaçada ...) que é. Nem o tipo da cabine sabe as regras. É inaceitável. E é melhor fazer finca-pé nisto quando se ganha, que é para não se dizer que as críticas vêm da azia da derrota. Os gajos são maus. Mesmo. E o resto do futebol português, mesmo com todas as suas mazelas e tropelias, não merece tanta incompetência.

 

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